LDP: 21/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

21/AGO/2012 (terça-feira)

LEITURAS

Leitura da profecia de Ezequiel 28,1-10 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

1 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2 “Filho do homem, dize ao príncipe da cidade de Tiro: Assim fala o Senhor Deus: Porque o teu coração se tornou orgulhoso, tu disseste: ‘Eu sou um deus e ocupo o trono divino no coração dos mares’. Tu, porém, és homem e não um deus, mas pensaste ter a mente igual à de um deus. 3 Sim, tu és mais sábio do que Daniel! Segredo algum te é obscuro. 4 Com talento e habilidade adquiriste uma fortuna, acumulaste ouro e prata em teus tesouros. 5 Com grande tino comercial aumentaste tua fortuna, e com ela teu coração se tornou soberbo. 6 Por isso, assim diz o Senhor Deus: Por teres igualado tua mente à de um deus, 7 vou trazer contra ti os povos mais violentos dos estrangeiros. Eles puxarão suas espadas contra a tua bela sabedoria e profanarão o teu esplendor. 8 Eles te farão baixar à cova, e morrerás de morte violenta no coração dos mares. 9 Porventura, ousarás dizer: ‘Sou um deus!’ na presença de teus algozes, tu que és um homem e não deus, nas mãos dos que te apunhalam? 10 Morrerás da morte dos incircuncisos, pela mão de estrangeiros, pois fui eu que falei — oráculo do Senhor Deus”.

Proclamação do Salmo em Deuteronômio 32,26-27ab.27cd-28. 30. 35cd-36ab (R. 39c) (Livro do velho ou 1º testamento / Pentateuco ou Os Livros da Lei)

— 39c Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!
— 26 Pensei: ‘Vou espalhá-los pela terra, farei cessar sua memória inteiramente’. 27a Mas receava a reação dos inimigos, 27b a má interpretação dos adversários.
— 27c Eles diriam: Nossa mão prevaleceu, 27d não foi o Senhor Deus que isto fez. 28 Porque meu povo é gente sem juízo, é gente que não tem discernimento.
— 30 Como pode um homem só perseguir mil, como dois podem fazer fugir dez mil? Não é porque sua Rocha os vendeu, não é porque o Senhor os entregou?
— 35c Já vem o dia em que serão arruinados 35d e o seu destino se apressa em chegar. 36a Porque o Senhor fará justiça ao seu povo 36b e salvará todos aqueles que o servem.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19,23-30 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 23 Jesus disse aos discípulos: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no reino dos Céus. 24 E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus”. 25 Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?” 26 Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”. 27 Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber?” 28 Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. 29 E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. 30 Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos. E muitos que agora são os últimos, serão os primeiros.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Vou verificar se não tenho também eu, alguns ídolos que me atrapalham para, desde já, viver em clima do Reino de Jesus. Apego-me a alguma coisa da qual posso abrir mão, dificuldade em dividir o que tenho, partilhar coisas, mas também a bondade, o amor, a paciência, o carinho, as alegrias e até as dores com as pessoas de minha família, de meu círculo de amigos e colegas de trabalho ou escola. Os bispos na Conferência de Aparecida, disseram: “devemos dar a partir da alegria de nossa fé”. E falam, até da “outra margem”. “Nosso desejo é que esta V Conferência seja um estímulo para que muitos discípulos de nossas Igrejas vão e evangelizem na “outra margem”. A fé se fortalece quando é transmitida e é preciso que entremos em nosso continente em uma nova primavera da missão ad gentes. Somos Igrejas pobres, mas “devemos dar a partir de nossa pobreza e a partir da alegria de nossa fé” e isto sem colocar sobre alguns poucos enviados o compromisso que é de toda a comunidade cristã. Nossa capacidade de compartilhar nossos dons espirituais, humanos e materiais com outras Igrejas, confirmará a autenticidade de nossa nova abertura missionária. (…) (DAp 379).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto Mt 19,23-30, e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Parece não soar bem ouvir Jesus dizer que é difícil um rico entrar no Reino do Céu. Ele sempre foi tão bom e misericordioso. Posso pensar então, de que rico é este que ele fala. Para Jesus, rico é quem faz dos bens materiais verdadeiros ídolos, colocados em primeiro lugar na sua vida. Rico é que fecha o coração para os irmãos e para Deus. Rico é quem explora o pequeno e pobre para aumentar sua fortuna. Rico é quem engana e suborna os demais. Rico é aquele que não se sensibiliza com o necessitado. Só pensa em si. Por isso, não existe no seu coração espaço para Deus e sua graça. Para ele é impossível entrar no Reino do Céu.

… e a VIDA …

Pai, desapega meu coração das coisas deste mundo, livrando-me da ilusão de buscar segurança nos bens acumulados. E reforça minha fé na Providência!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é para as necessidades dos irmãos com um abrir as mãos e o coração para acolhê-los. Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

REFLEXÕES:

1 – ADVERTÊNCIA CONTRA A RIQUEZA

Diante do apego do jovem rico a seus bens, Jesus pronuncia severa sentença de advertência contra a riqueza, com a alusão à dificuldade de o rico entrar no Reino dos Céus. A expressão “Reino dos Céus” é exclusiva de Mateus, equivalendo a “Reino de Deus”, usada por Marcos e Lucas. Mateus, atendendo a seu auditório judaico, optou por esta expressão para evitar a pronúncia do nome de Deus. Também, adaptando-se a este seu auditório, temos a sua referência exclusiva ao assentar-se dos discípulos seguidores em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. Aquele que coloca o seguimento de Jesus acima de qualquer outro valor tem a vida eterna como herança.

2 – RECOMPENSA: CÊNTUPLO E VIDA ETERNA

A nossa vida é condicionada por muitos fatores que marcam a natureza humana decaída por causa do pecado. Esses fatores, em geral, nos afastam de Deus e nos impedem de viver plenamente a proposta do Evangelho. A maior dificuldade para superarmos esses fatores se encontra no fato de que nós somos seres naturais, portanto submissos às leis da natureza decaída de modo que para nós isso é impossível. Mas Jesus nos diz no Evangelho de hoje: ‘Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível’. Somente confiando plenamente na graça divina e procurando corresponder a ela é que poderemos viver o Evangelho apesar das nossas fraquezas e dos desafios que a vida nos impõe.

3 – A SORTE DOS RICOS

Pode soar chocante ouvir de Jesus que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. Ele que foi sempre tão misericordioso, teria preconceito contra os ricos? Por que, então, fecha-lhes as portas do Reino? Rico, no pensar de Jesus, é quem transforma os bens deste mundo em autênticos ídolos e fecha seu coração para Deus e para os irmãos; quem ama suas propriedades sobre todas as coisas, e, para protegê-las e fazê-las multiplicar, não hesita em lançar mão de qualquer artifício, mesmo injusto, desonesto, ilegal. A penúria do irmão necessitado não chega a sensibilizá-lo. Só pensa em si mesmo, em suas necessidades e em seus prazeres. Por conseguinte, não existe espaço para a graça atuar em seu coração. Neste caso, tornar-se impossível Deus chegar a ser, de algum modo, senhor de sua vida. Nele, o Reino de Deus não pode acontecer. Seu coração está bloqueado. Não é Deus quem fecha as portas do Céu para o rico. É este quem se recusa a entrar no Reino e assimilar sua dinâmica. Os apelos de Deus tornam-se inúteis e ineficazes. Embora Jesus deseje que o rico abra mão de seu projeto de vida egoísta e acolha o Reino, ele persiste em sua idolatria. O amor de Jesus não chega a tocá-lo. É por esta razão que é mais fácil um camelo atravessar o buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus.

4 – A RIQUEZA É ALGO PERIGOSO?

Depois de Jesus ter falado com aquele jovem rico – um estudioso da Lei, que cumpria todos os parágrafos, não era desonesto, nem mentiroso, nem violento e adúltero -, Ele agora nos propõe este texto que fala sobre o perigo das riquezas. Vendo aquele jovem, Jesus acha-o não distante do Reino dos Céus. Por isso, faz-lhe um convite a vender tudo e distribuí-lo aos pobres: “Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no Céu. Depois venha e me siga”. Porém, o conceito que aquele homem tinha de “riqueza” divergia do conceito do Mestre. Para Cristo a Lei é o varal da fraternidade, é resposta à Aliança gratuita e generosa oferecida por Deus. É partilha, é comunhão. Assim, se os bens não forem entendidos como dons que devem ser partilhados com os pobres não teremos direito a herdar o Reino dos Céus. Ao jovem, que já era fiel observante dos mandamentos, Jesus faz uma proposta radical: vender tudo, distribuir o dinheiro aos pobres e segui-Lo. O jovem se retirou triste, porque era muito rico. Não teve coragem para desvencilhar-se de tudo, tornar-se discípulo e aderir ao compromisso de construir o Reino. E Jesus adverte sobre o perigo que a riqueza pode significar para a liberdade e o desenvolvimento pleno da pessoa. O Eclesiástico lembra que ela pode se tornar um forte obstáculo para a integridade (cf. Eclo 32,1-11). Certamente, a palavra de Jesus: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus. E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus” (Mt 19,23-24), além de alertar para o risco que corre o rico em ordem à sua salvação, alude à dificuldade para um seu engajamento mais pleno na construção do Reino, que é vida para todos, no aqui e no agora de nossa existência. Veja que Jesus, no Evangelho de hoje, nos indica uma dificuldade real, uma necessidade de esforço penoso e não uma impossibilidade. Os Padres da Igreja – dos primeiros séculos pós-catacumba – explicam que a razão da dificuldade tem a ver com minha relação com Deus, comigo mesmo e com os outros. O que entendem por “rico” e “riqueza” não é quantidade absoluta de bens, mas situação na sociedade. Quem tem 10% dos bodes da tribo de criadores primitivos, é rico; não importa se dispõe de menos bens do que hoje vemos. Riqueza é condição material concreta adequada ao poder. Mas como o poder em si mesmo, ela em si não é má. O Senhor não condena nem os ricos nem as riquezas; mas adverte os seus discípulos do perigo que correm, se lhes entregarem o coração. Em contrapartida, a atitude desprendida de Pedro e dos outros apóstolos é caminho certo para entrar no Reino de Deus. O mundo novo que o Filho de Deus nos revelou na sua morte e ressurreição inaugurou a regeneração do universo, em que tudo é julgado por outros critérios. A graça de Deus pode fazer gente rica ser profundamente cristã. Temos como alguns exemplos: Henrique II (imperador da Alemanha), Luis IX (rei da França), Isabel (rainha de Portugal) e a duquesa Edviges, cujo fundo rotativo de ajuda ao camponês encalacrado a fez “Padroeira de todos os endividados”. Mas ser rico é um risco. Risco em nossa relação com Deus, exposta a duas variantes da mesma tentação: o ateísmo prático e a idolatria. A riqueza ameaça minha relação comigo. Os bens são nossos servos, para nossa vida e vida plena, nossa e de todos ao nosso redor, para nossa realização como pessoas, também diante de Deus. No momento em que eles não mais nos servem, mas nós servimos a eles, começa o desvio. A riqueza me separa dos outros, afasta-me deles. Os bens deste mundo em si são bons, presentes carinhosos do Deus que quer que todos os seres humanos tenham vida e vida plena. Que a verdade proferida por Jesus me ensine a ter um coração mais desapegado dos bens terrenos e mais rico da presença de Deus. Pois o desapego dos bens terrenos é um caminho de sincera humildade e confiança em Deus.

5 – VEM E SEGUE-ME

Por ter seguido a Palavra de Deus, o Seu chamamento, espontânea e livremente, na generosidade da sua fé, Abraão tornou-se «o amigo de Deus» (Tg 2,23). Não foi por indigência Sua que o Verbo de Deus quis esta amizade de Abraão, Ele que é perfeito desde o princípio; «antes de Abraão existir, Eu sou!» (Jo 8,58). Mas para poder dar a vida eterna a Abraão, porque Ele é bom. […] Também no princípio, não foi por ter precisado do homem que Deus modelou Adão, mas para ter alguém em quem depositar os Seus benefícios. Também não é por ter necessidade dos nossos serviços que nos manda segui-Lo, mas para nos salvar. Porque seguir o Salvador é ter parte na salvação, como seguir a luz é ter parte na luz. Quando os homens estão na luz não são eles que iluminam a luz e a fazem resplandecer: mas são iluminados e tornam-se resplandecentes por causa dela. […] Deus dá os Seus benefícios aos que O servem porque O servem e aos que O seguem porque O seguem; mas não recebe deles nenhum benefício porque Ele é perfeito e não tem necessidades. Se Deus solicita o serviço dos homens é para poder, Ele que é bom e misericordioso, dar os Seus benefícios a quem perseverar no Seu serviço. Pois, se Deus não tem necessidade de nada, o homem tem necessidade da comunhão de Deus. A glória do homem é perseverar no serviço de Deus. Por isso, o Senhor disse aos Seus discípulos: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós» (Jo 15,16), indicando assim que, […] por terem seguido o Filho de Deus, seriam glorificados por Ele: «Pai, quero que onde Eu estiver estejam também Comigo aqueles que Tu Me confiaste, para que contemplem a Minha glória» (Jo 17,24).

6 – DIFICILMENTE UM RICO ENTRARÁ NO REINO DOS CÉUS (…) QUEM, POIS, PODERÁ SALVAR-SE?

Hoje, contemplamos a reação que suscitou entre os ouvintes o diálogo do jovem rico com Jesus: «Quem, pois, poderá salvar-se?» (Mt 19,25). As palavras do Senhor dirigidas ao jovem rico são manifestamente duras, pretendem surpreender, despertar as nossas sonolências. Não se tratam de palavras isoladas, acidentais no Evangelho: repete vinte vezes este tipo de mensagem. Devemos recordá-lo: Jesus adverte contra os obstáculos que implicam as riquezas, para entrar na vida… E, no entanto, Jesus amou e chamou homens ricos, sem lhes exigir que abandonassem as suas responsabilidades. A riqueza em si mesma não é má, a não ser que a sua origem tenha sido adquirida de forma injusta, ou o seu destino, que se utilize de forma egoísta sem ter em conta os mais desfavorecidos, se fecha o coração aos verdadeiros valores espirituais (onde não há necessidade de Deus). «Quem, pois, poderá salvar-se?». Jesus responde: «Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível». (Mt 19,26). «Senhor, tu conheces bem as habilidades dos homens para atenuar a tua Palavra. Tenho que o dizer, Senhor ajuda-me! Converte o meu coração». Depois do jovem rico ter ido embora, entristecido pelo seu apego às suas riquezas, Pedro tomou a palavra e disse: «Concede, Senhor, à tua Igreja, aos teus Apóstolos que sejam capazes de deixar tudo por Ti». «Quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória?» (Mt 19,28). O Teu pensamento dirige-se para esse “dia”, até esse futuro. Tu és um homem com tendência para o fim do mundo, para a plenitude do homem. Nesse tempo, Senhor, tudo será novo, renovado, belo. Jesus Cristo diz-nos: «Vós que deixastes tudo pelo Reino, vos sentareis com o Filho do Homem… Recebereis cem vezes mais do que tiveres deixado… E herdareis a vida eterna…» (cf. Mt 19,28-29). O futuro que Tu prometes aos teus, aos que te seguiram renunciando a todos os obstáculos… É um futuro feliz, é a abundância da vida, é a plenitude divina. «Obrigado, Senhor. Conduz-me até esse dia!».

7 – MUITOS QUE AGORA SÃO OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS

De quando em vez, precisamos fazer uma revisão de vida, nos reorganizarmos interiormente, priorizando sempre os valores, sobre os quais, devemos construir os pilares que nos darão sustentação durante a nossa caminhada terrena. Se não ficarmos atentos, corremos o risco de tornamos pessoas frias, de atitudes automáticas, prisioneiros dos nossos apegos. Quando não acolhermos à proposta de vida nova, trazida por Jesus, fica impossível nos libertar de tudo que nos escraviza. Longe de Jesus, não vivenciamos as maravilhas do reino de Deus, presente aqui na terra. Maravilhas, tão próximas de nós, mas que não as enxergamos, por estarmos focados nos nossos interesses pessoais. Precisamos fazer um caminho de volta às nossas raízes, redescobrir dentro de nós mesmos, o verdadeiro sentido do nosso existir. No evangelho de hoje, nota-se nas palavras de Pedro, certa preocupação com o futuro dos discípulos, que deixaram tudo para seguir Jesus. Mesmo estando juntos do Mestre, os discípulos não compreendiam bem a dinâmica do Reino, ainda não sentiam suficientemente seguros, quanto ao que lhes reservaria o futuro. “É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus!” Estas palavras de Jesus, deixaram os discípulos apreensivos: ora, se para os ricos, vistos por eles, como privilegiados em tudo, era tão difícil entrar no reino de Deus, imagine para eles… Faltava-lhes compreender, que a visão de Jesus, sobre “valores”, era totalmente diferente da visão do mundo. O seguimento a Jesus é exige de nós renuncia, mas em momento algum, Jesus nos pede para abandonarmos nossos entes queridos. O que Jesus nos pede, é que, coloquemos o Reino de Deus como prioridade em nossas vidas. O que devemos abandonar mesmo, é o nosso egoísmo, o nosso comodismo, a nossa vaidade, tudo que nos distancia de Deus e dos irmãos. Precisamos abrir as portas do nosso coração, sairmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro. Só assim, estaremos de fato, seguindo Jesus. Do nosso convívio em comunidade, vão surgindo novos irmãos, novas mães, novos pais, valores que ampliam a nossa família, nos trazendo uma valiosa recompensa! Quem faz opção por Jesus, não está livre das perseguições, pois o seu testemunho incomoda àqueles que se sentem bem instalados, que não querem mudanças, que vivem fechado no seu mundo, insensível ao sofrimento do outro. Um seguidor de Jesus vai encontrar inúmeros desafios pelo caminho, mas não vai se abater diante das dificuldades, pelo contrário, vai se tornar mais forte ainda, pois a sua força é Jesus! Para Jesus, os primeiros no reino dos céus, são todos aqueles que o mundo despreza! Quem é pequeno aos olhos do mundo, é grande aos olhos de Deus! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

8 – DESCULPE OS TRANSTORNOS

Bom dia! Na reflexão de ontem, que consequentemente tem sua continuidade no evangelho de hoje, fiz uma colocação pertinente “(…) Quanta gente aproveita esse ensejo político para lograr êxito através de “favores” nada legais e muitas vezes imorais, tentando “arrebanhar” gente, mas no dia-a-dia cristão não tem a mesma dedicação?”. Qual é o empenho que apresento em buscar minha própria conversão? Nossa vida é como aquele letreiro que vemos em lojas e supermercados tentando se desculpar com os clientes pelas reformas que acontecem e precisam ser feitas: “DESCULPE OS TRANSTORNOS. ESTAMOS EM OBRAS PARA MELHOR ATENDE-LO”. Sim são obras necessárias e periódicas que visam unicamente não perder você. Será que o salário pago pelas campanhas eleitorais é mais atraente que a paga dada por Deus por um filho que volta ao lar? Aonde estão minhas obras de fé? O que tenho feito de fato para não perder as pessoas? “(…) De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma”. (Tiago 2,14-17). Não deixo de enxergar que preciso do dinheiro para por comida em meu lar e assim poder viver com dignidade, mas também não quero mentir para mim mesmo que de fato muitas vezes estou passando longe de ser um bom cristão. O meu empenho é o mesmo? Vejo todas as manhãs pessoas descendo de caminhonetes e caminhões, retirando pilhas e pilhas de cartazes de madeira e ao final da noite os recolhendo para serem novamente postos no outro dia. Quantos de nós estamos dispostos a chegar um pouco mais cedo a missa dominical e ajudar a preparar a celebração? Não! Não temos tempo! Sim também é verdade que nosso tempo ficou cada vez mais escassos e as jornadas triplas sendo no mesmo dia pai (mãe), esposo (a), funcionário, empregado tem tomado nosso tempo e servem como um perfeito argumento para justificar meu afastamento, meu sumiço, meu atual descompromisso… O que é de fato importante? Pelo que vale a pena se empenhar tanto assim? Deus realmente entende nossos “argumentos” e por vezes faz uma proposta irrecusável: “PELO TEMPO QUE FICAR LONGE, FAÇA O FAVOR DE PELO MENOS NÃO PERDER”. Talvez também seja um grande desperdício ver alguém tão capacitado por Ele se empenhando em enganar, ludibriar, assediar, corromper outras pessoas por aquilo que é de césar. “(…) Eu afirmo a vocês que isto é verdade: é muito difícil um rico entrar no Reino do Céu. E digo ainda que é mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha”. Estudiosos no assunto chamam isso de hipocrisia. Que compromisso tenho com a instauração do reino de Deus se só me preocupo com a limpeza do meu lote no céu? Se sou novo em Jesus, por que ainda aceito essa atitude velha em minha vida? “(…) Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo. Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente. Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos”. (Filipenses 3, 12-17). Desculpem a dureza das palavras desse inicio de semana, mas precisamos mudar o mundo a começar em nós. Um imenso abraço fraterno.

9 – RIQUEZA, CONCORRENTE DO REINO DOS CÉUS

Dá-se a impressão de que o Jovem mencionado no evangelho anterior, ainda estava se afastando muito triste, quando Jesus começou a falar com os Discípulos “Em verdade vos declaro, é difícil um rico entrar no Reino dos Céus… É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Como já refletimos anteriormente, não é proibido ter Fé e ser Rico, o único problema, é que a tal Riqueza é forte concorrente do Reino dos Céus, a riqueza me faz pensar que posso ter tudo e fazer tudo. Tive um amigo de Fábrica muito equilibrado, íntegro e de boa índole, ele acabou fazendo fortuna fácil, por conta da loteria, e algum tempo depois, quando já tinha saído da Fábrica para tocar seu próprio negócio, chegou até mim a informação de que não era mais o mesmo, separara da esposa, deixou a Família para ir embora com uma jovem que dele se enamorou, e ainda aumentou seus rendimentos com alguns negócios ilícitos. O Dinheiro nos garante tudo, temos todos os desejos alcançados, e desfrutamos de todos os prazeres, mesmo aqueles proibidos, pois nossas ações se baseiam na falsa segurança que o poder econômico nos dá e em um caso assim, o Reino dos Céus nada representa, e a religião não passa der uma prática religiosa sem nenhum comprometimento de nossa vida. Há também ricos que tentam comprar Deus e aliviar suas consciências, participando de projetos sociais ou Filantrópicos, onde fazem uma espécie de investimento a longo prazo para comprar um “lugarzinho” nesse Céu que Jesus promete. A indagação do Apóstolo Pedro parece meio interesseira: Nós que tudo deixamos para te seguir, o que havemos de ganhar, em outras palavras, que vantagens levamos? Em nosso contexto de uma Sociedade que faz apologia do Consumismo exacerbado, essa pergunta não cai bem, mas no tempo de Jesus a Realidade era outra, Pedro quer saber se estão no caminho certo, se a escolha que fizeram de serem seguidores de Jesus, traria a eles alegria e satisfação interior. Só pode julgar se as escolhas estão certas ou não, quem tem uma referência segura, e os Discípulos tem em Jesus Cristo a única referência, por ele tudo deixaram e por isso, a alegria que lhes está reservada, ainda nesta vida, não dá para ser dimensionada. Retomando o evangelho anterior, o jovem que no final da história ficou triste, não queria trocar a alegria imediata desse mundo, pela posse dos bens materiais, por uma alegria escatológica, alimentada pela Esperança de algo que ainda virá, e que nem toda riqueza do mundo poder é nos dar… Que os Bens materiais e os poderes desse mundo, nos dá alegrias, isso é indiscutível, o único e maior problema é que lá um belo dia, ela se acaba no Nada…

10 – O SEGUIMENTO DESAFIADOR!

O SEGUIMENTO DESAFIADOR! A nossa reflexão, no dia de hoje, focar-se-á na dimensão do seguimento de Jesus, pois a respeito do camelo e da agulha (da salvação dos ricos), já explicamos na reflexão do dia 24 de maio de 2010, ainda que tenha sido sobre o Evangelho de Marcos. A iniciativa de Pedro em lembrar o Mestre de que os discípulos tinham deixado tudo para segui-lo é muito conveniente, pois os seguidores de Jesus queriam mais esclarecimentos a respeito do discipulado. Eles queriam saber qual era a vantagem de deixar uma vida normal para trás e escolher partir para uma jornada sem volta. Jesus tem a paciência e o cuidado de esclarecer a importância do seguimento. Os discípulos teriam papel fundamental na continuação dos ensinamentos do Mestre e na pregação da Boa-Nova do Reino de Deus. Por isso, Jesus os ama de forma muito especial; afinal, eles serão a comunidade que fará a diferença no mundo. O redator deste Evangelho, como um seguidor fiel dos ensinamentos de Jesus, vive um período de grande crescimento dessa nova assembleia reunida em torno do Cristo ressuscitado. Há muitas pessoas aderindo às palavras de Jesus, e os fiéis começam a se estruturar em torno da autoridade dos apóstolos, ou de seus discípulos diretos. Mateus salienta que Jesus confiou aos seus apóstolos o múnus de governar, de serem juízes. Mas Jesus queria chefes que fossem capazes de julgar no amor, e pelo amor, assim como ele próprio procedeu. “Muitos dos últimos serão os primeiros, e muitos dos primeiros serão os últimos!”. Essa frase resume a fala de Jesus sobre o modo de ser do discípulo. Se perdermos tudo para seguir o Redentor, sabemos que Deus não se esquecerá de nos dar forças necessárias para continuarmos a caminhada árdua neste mundo. Muitos nos verão como “caretas”, como “atrasados” e “quadrados” por seguirmos um galileu do século I, que dizia ser Deus, e que diziam ter ele ressuscitado. Seremos, muitas vezes, vistos como os últimos da fila, e, de fato, seremos postos sempre no último lugar em qualquer situação que nos encontrarmos. Mas temos consciência de que não somos os últimos, os abandonados ou os prescindidos. Somos loucos de amor, prontos a dar a nossa vida pela edificação de um mundo, que muitas vezes nos odeia. Os cristãos surgiram para fazer a diferença, para mostrar ao mundo, com não poucos sacrifícios, que Deus ama o ser humano, apaixonadamente. Somos os primeiros a gritar essa Boa-Nova para a humanidade. Éramos os últimos, agora, como já havia dito Jesus, devemos nos considerar os primeiros. Os primeiros a sair em missão. Não por vaidade ou por soberba, mas por humildade e esperança! Ser cristão é ter muita esperança!

11 – É MAIS FÁCIL UM CAMELO ENTRAR PELO BURACO DE UMA AGULHA, DO QUE UM RICO ENTRAR NO REINO DE DEUS

O evangelho contrapõe duas atitudes: a daqueles que já deixaram tudo para seguir Jesus, oposta à de quem continua fazendo planos para “o camelo passar pela agulha”. O chamado de Jesus é claro: ser pescadores da nova humanidade. As implicações, ao contrário, são complexas, porque começam por compartilhar seu estilo de vida e missão, por viver em absoluta solidariedade com o próximo e com o universo e por ter como único tesouro o amor de Deus. Estas exigências eram realizadas de diversas maneiras pelo grupo de seguidores. Alguns, como os simpatizantes, escutavam Jesus com gosto e apoiavam sua missão, às vezes com recursos econômicos e às vezes com a simples participação como ouvintes. Outros, que formavam seu grupo de discípulos, compartilhavam seu estilo de vida e seu ensinamento; alguns poucos, com os apóstolos, assumiam todas as exigências, inclusive a tarefa difícil de pregar, ainda que com risco à sua própria vida. Esta gradualidade não contradizia os ensinamentos básicos de Jesus, mas sim introduzia modos e matizes diferentes na maneira de viver o chamado. É fundamental sentir-se chamados, mas não basta. Precisamos descobrir o para quê somos chamados!

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

José Sarto (Itália, 1835-1914), bispo de Mântua (1884) e patriarca de Veneza (1893), subiu à cátedra de Pedro com o nome de Pio X. Seu lema – restaurar todas as coisas em Cristo – foi um programa de renovação e reformas, uma espécie de preliminar ao Vaticano II.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O profeta tema difícil missão de anunciar aos ricos e poderosos que não são deuses, mas apenas humanos iguais aos outros, e que devem estar dispostos a partilhar para conquistar o reino.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos mediante sua pobreza (2Cor 8,9).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

O Senhor o escolheu para a plenitude do sacerdócio e, abrindo seus tesouros, o cumulou de bens.

Antífona da comunhão

O bom pastor dá a vida por suas ovelhas (Jo 10,11).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que, para defender a fé católica e restaurar todas as coisas em Cristo, cumulastes o papa são Pio 10º de sabedoria divina e coragem apostólica, fazei-nos alcançar o prêmio eterno, dóceis às suas instruções e seus exemplos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Lembrai-vos de nós, Senhor.

— Iluminai, Senhor, vossa Igreja, para que nunca se esqueça da opção pelos pobres.
— Concedei plena alegria e realização aos que vivem para o evangelho.
— Ensinai-nos a colaborar para a edificação da sociedade solidária.
— Tornai os ricos comprometidos com o bem dos pobres e dispostos a defender a justiça.
— Ajudai-nos a sempre fazer o bem às pessoas.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, acolhei com bondade as nossas oferendas e dai-nos seguir os ensinamentos de são Pio 10º, para celebrar dignamente estes divinos mistérios e recebê-los com fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Celebrando a memória do papa são Pio 10º, nós vos pedimos, ó Deus, que a participação na vossa mesa nos torne firmes na fé e unidos na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

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FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”.

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O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

– – – – – – –

Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

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