LDP: 27/AGO/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

27/AGO/2012 (segunda-feira)

LEITURAS

Leitura da segunda carta de são Paulo aos Tessalonicenses 1,1-5.11b-12 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Didáticos)

1 Paulo, Silvano e Timóteo, à Igreja dos Tessalonicenses reunida em Deus nosso Pai e no Senhor Jesus Cristo: 2 a vós, graça e paz da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. 3 Devemos agradecer sempre por vós, irmãos, com toda justiça, porque progredis sempre mais na fé e porque aumenta a caridade que tendes uns para com os outros. 4 Assim, nos gloriamos nas Igrejas de Deus por causa da vossa perseverança e da vossa fé em todas as perseguições e sofrimentos que suportais. 5 Estes constituem um sinal do justo juízo de Deus, pois servem para serdes julgados dignos do reino de Deus, pelo qual também estais sofrendo. 11b Que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação. Que ele, por seu poder, realize todo o bem que desejais e torne ativa a vossa fé. 12 Assim o nome de nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós nele, em virtude da graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.

Proclamação do Salmo 95(96),1-2a.2b-3.4-5 (R. 3) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 3 Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações!
— 1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, + cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! 2a Cantai e bendizei seu santo nome!
— 2b Dia após dia anunciai sua salvação, + 3 manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!
— 4 Pois Deus é grande e muito digno de louvor, + é mais terrível e maior que os outros deuses, 5 porque um nada são os deuses dos pagãos. Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 23,13-22 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, disse Jesus: 13 “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais, 14 nem deixais entrar aqueles que o desejam. 15 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós. 16 Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo Templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!’ 17 Insensatos e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 18 Vós dizeis também: ‘Se alguém jura pelo altar, não vale; mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, então vale!’ 19 Cegos! O que vale mais: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20 Com efeito, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. 22 E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado”.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Minha vida reflete o que o texto diz ou há contradições? O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo? Os bispos da América Latina disseram em Aparecida: “Para não cair na armadilha de nos fechar em nós mesmos, devemos nos formar como discípulos missionários sem fronteiras, dispostos a ir “á outra margem”, àquela na qual Cristo não é ainda reconhecido como Deus e Senhor, e a Igreja não está presente”. (DAp 376).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Mt 23,13-22 e observo pessoas, palavras de Jesus aos fariseus. – Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês fecham a porta do Reino do Céu para os outros, mas vocês mesmos não entram, nem deixam que entrem os que estão querendo entrar. – Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês exploram as viúvas e roubam os seus bens e, para disfarçarem, fazem longas orações! Por isso o castigo de vocês será pior! – Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês atravessam os mares e viajam por todas as terras a fim de procurar converter uma pessoa para a sua religião. E, quando conseguem, tornam essa pessoa duas vezes mais merecedora do inferno do que vocês mesmos. – Ai de vocês, guias cegos! Pois vocês ensinam assim: “Se alguém jurar pelo Templo, não é obrigado a cumprir o juramento. Mas, se alguém jurar pelo ouro do Templo, então é obrigado a cumprir o que jurou.” Tolos e cegos! Qual é mais importante: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? Vocês também ensinam isto: “Se alguém jurar pelo altar, não é obrigado a cumprir o juramento. Mas, se jurar pela oferta que está no altar, então é obrigado a cumprir o que jurou.” Cegos! Qual é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? Por isso, quando alguém jura pelo altar, está jurando pelo altar e por todas as ofertas que estão em cima dele. Quando alguém jura pelo Templo, está jurando pelo Templo e por Deus, que mora ali. Jesus diz uma série de “ais” aos fariseus. Têm um tom de censura, de lamento, de pesar. O primeiro tem uma ligação ou referência ao próximo. Jesus fala do juramento. Uma coisa é jurar pelo altar e outra pelo Templo. É preciso distinguir. E Jesus fala também de uma coisa terrível: manipular as consciências, impor obrigações aos outros. Mais grave ainda: não observar o que se impõe aos outros. Assim faziam muitos fariseus. Apoderavam-se da “chave da consciência religiosa”.

… e a VIDA …

Pai, dá-me a graça de ser um evangelizador sincero. E livra-me da hipocrisia de exigir dos outros o que eu mesmo não faço.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou demonstrar pela vida que o amor de Deus se revela pela coerência e no amor ao próximo.

REFLEXÕES:

1 – AI DE VÓS…

Após uma fala de Jesus às multidões e aos discípulos advertindo sobre a falsidade dos chefes religiosos de Israel, Mateus apresenta sete increpações (repreender com severidade ou asperamente, acusar, censurar, arguir) (três no texto de hoje) dirigidas aos escribas e fariseus. Elas iniciam-se com a forma do lamento “ai de vós…”. Esta expressão é encontrada no Antigo Testamento, dirigida aos que se afastam de Deus e praticam a iniquidade. A forma literária deste texto de Mateus se aproxima das advertências do profeta Isaías (5,8-22). Em cada uma delas, Jesus especifica os destinatários: “escribas e fariseus”, que são qualificados de “hipócritas”. A hipocrisia é característica do sistema religioso representado pelos chefes religiosos que se fecham em seu prestígio e poder, rejeitando a proposta libertadora e vivificante de Jesus. As advertências destes “ais” têm como alvo, também, os membros da própria comunidade de Mateus, com discípulos oriundos do judaísmo, para que não retornem à antiga prática a que haviam renunciado.

2 – JESUS CONDENA A HIPOCRISIA

Muitas vezes, temos dificuldades de ver a religião na sua totalidade e, com isso, a reduzimos a alguns aspectos que julgamos mais importantes, mas que são frutos na nossa subjetividade. O problema é que, na maioria das vezes, nos prendemos ao que é acidental no plano da fé, como, por exemplo, sinais externos ou formas de espiritualidade e nos esquecemos dos valores que de fato são essenciais à nossa fé, seja no plano das verdades, seja no campo da espiritualidade, seja no campo da moral ou da virtude, de modo que a nossa religiosidade fica sendo superficial e unilateral, a religião que nós queremos viver e não a religião que Deus quer que nós vivamos.

3 – GUIAS CEGOS!

No intuito de precaver os seus discípulos, Jesus alertava-os quanto ao modo de viver incoerente dos mestres da Lei e dos fariseus. Estes, na ilusão de estarem vivendo uma vida modelar, comportavam-se como cegos que querem ser guias dos outros cegos. A incompatibilidade da pretensão deles manifesta-se de muitas maneiras. Pensando ser os autênticos intérpretes da Palavra de Deus, acabavam por desencaminhar as pessoas, impedindo-as de entrar no Reino dos Céus. Insistiam nos detalhes da Lei, mas descuravam o fundamental. Preocupados com a exterioridade, não permitiam que a vontade de Deus penetrasse, realmente, em seus corações. Resultado: ao invés de serem portadores de salvação, acabavam sendo motivo de condenação tanto para os judeus quanto para os pagãos, convertidos ao judaísmo por sua ação proselitista. O fanatismo dos convertidos tornava-os merecedores de duplo castigo. Outra atitude equivocada dos mestres da Lei e dos fariseus consistia em confundir as pessoas, por meio de uma casuística estéril, levando-as a se afastarem da vontade de Deus. É pura perda de tempo fazer distinções capciosas em torno do mandamento divino se, no fundo do coração, a pessoa não tem a intenção de pautar sua vida por ele. Este tipo de casuísmo é resultado de uma cegueira insensata.

4 – DEUS QUER QUE TODOS PARTICIPEM DA CONVERSÃO

Lemos em Isaías 66,2: “Para quem voltarei o meu olhar, senão para o homem humilde, pacífico, que teme as minhas palavras?”. O Senhor não olha para o exterior, senão para dentro do homem. Ele olha dentro do coração do homem. No Evangelho de hoje, lemos as três primeiras das sete maldições, com as quais Jesus deixa bem claro a Sua oposição ao ensino tradicional dos escribas e à crença adulterada dos fariseus, mais baseado nas tradições dos homens do que na doutrina divina. Os escribas, ou seja, os intérpretes e catequistas da Lei, e os fariseus, um grupo de observantes rigorosos e muito ligados ao cumprimento formalista e exterior da mesma Lei, e que, por outro lado, são, frequentemente, objeto de graves invectivas da parte de Jesus, não por eles a cumprirem, mas por não lhe entenderem o espírito, e até por guiarem os outros por esse caminho errado. É preciso que, diante das tentações, comportemo-nos como homens e mulheres fortes no combate. Com o auxílio do Senhor nos tornamos mais do que vencedores. Se cair no pecado, não permaneça nele desencorajado e abatido, mas humilhe-se sem perder a coragem; baixe-se, mas sem se degradar; verta lágrimas sinceras de contrição para lavar as suas imperfeições e faltas, mas sem perder a confiança na misericórdia de Deus, a qual sempre será maior que a nossa ingratidão. Tome a resolução de se corrigir, mas sem presumir de si próprio, pois só em Deus você deve colocar a sua força. Enfim, reconheça, sinceramente, que, se Deus não fosse a sua couraça e o seu escudo, a sua imprudência teria levado você a cometer toda espécie de pecados. Não se espante com as suas fraquezas. Aceite-se tal como é. Corra das suas infidelidades para com Deus, mas confie n’Ele e abandone-se tranquilamente a Ele, como uma criança nos braços da mãe. Percorramos todas as épocas e veremos que, de geração em geração, o Mestre ofereceu a possibilidade de conversão a todos quantos queriam voltar-se para Ele. Noé pregou a conversão, e aqueles que o escutaram foram salvos. Jonas anunciou aos ninivitas a destruição que os ameaçava; eles arrependeram-se dos seus pecados, apaziguaram a Deus e apesar de Lhe serem estranhos alcançaram, por suas súplicas, a salvação. Por Sua vontade onipotente, Deus quer que todos aqueles a quem Ele ama participem da conversão. É por isso que devemos obedecer à Sua magnífica e gloriosa vontade. Imploremos, humildemente, a Sua misericórdia e a Sua bondade; confiemo-nos à Sua compaixão abandonando as preocupações frívolas, a discórdia e a inveja que só conduzem à morte. Permaneçamos humildes, meus irmãos, rejeitemos todos os sentimentos de orgulho, de jactância, de vaidade e cólera. Agarremo-nos firmemente aos preceitos e aos mandamentos do Senhor Jesus, tornando-nos dóceis e humildes diante das Suas Palavras. Eis o que diz a Palavra Sagrada: “Para quem voltarei o meu olhar, senão para o homem humilde, pacifico que teme as minhas palavras?”

5 – AI DE VÓS, GUIAS CEGOS

Para edificar a paz, é preciso, antes de mais, eliminar as causas das discórdias entre os homens, que são as que alimentam as guerras, sobretudo as injustiças. Muitas delas provêm das excessivas desigualdades económicas e do atraso em lhes dar remédios necessários. Outras, porém, nascem do espírito de dominação e do desprezo pelas pessoas; e, se buscamos causas mais profundas, da inveja, da desconfiança e da soberba humanas, bem como de outras paixões egoístas. Como o homem não pode suportar tantas desordens, delas provém que, mesmo sem haver guerra, o mundo está continuamente envenenado com as contendas e violências entre os homens. E, como se verificam os mesmos males nas relações entre as nações, é absolutamente necessário, para os vencer ou prevenir, e para reprimir as violências desenfreadas, que os organismos internacionais cooperem e se coordenem melhor e que se fomentem incansavelmente as organizações que promovem a paz. A Igreja de Cristo, no meio das angústias do tempo atual, não deixa de esperar firmemente. À nossa época quer ela propor, uma e outra vez, oportuna e importunamente, a mensagem do Apóstolo: «eis agora o tempo favorável» para a conversão dos corações, «eis agora os dias da salvação» (2Cor 6,2).

6 – AI DE VÓS, ESCRIBAS E FARISEUS HIPÓCRITAS! FECHAIS AOS OUTROS O REINO DOS CÉUS

Hoje, o Senhor nos quer iluminar sobre um conceito que em si mesmo é elementar, mas que poucos chegam aprofundar: guiar para o desastre não é guiar à vida, senão à morte. Quem ensina morrer ou matar aos demais não é um mestre da vida, senão um “assassino”. O Senhor hoje está — diríamos — de mau-humor, está justamente enfadado com os guias que extraviam ao próximo e lhe tiram o gosto de viver e, finalmente, a vida: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando o conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes mais do que vós» (Mt 23,15). Há gente que tenta de verdade entrar no Reino dos Céus, e tirar esta ilusão é uma culpa verdadeiramente grave. Têm se apoderado das chaves da entrada, mas para eles representam um “brinquedo”, algo chamativo para ter pendurado no cinturão e nada mais. Os fariseus perseguem os indivíduos, e “andam a caça” para levá-los a sua própria convicção religiosa; não à de Deus, senão à própria; com o fim convertê-los não em filhos de Deus, senão do inferno. O seu orgulho não eleva ao céu, não conduz à vida, senão à perdição. Que erro tão grave! «Guias — diz-lhes Jesus — cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo» (Mt 23,24). Todo está trocado, revolvido; o Senhor repetidamente há tentado destampar as orelhas e desvendar os olhos dos fariseus, mas diz o profeta Zacarias: «Eles, porém, não quiseram escutar: voltaram-me as costas, revoltados, e taparam os ouvidos para nada ouvir» (Za 7,11). Então, no momento do juízo, o juiz emitirá uma sentença severa: «Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!» (Mt 7,23). Não é suficiente saber mais: faz falta saber a verdade e ensiná-la com humilde fidelidade. Lembremo-nos do que disse um autêntico mestre da sabedoria, Santo Tomás de Aquino: «Enquanto louvam a sua própria bravura, os soberbos envilecem a excelência da verdade!».

7 – AI DE VÓS, FARISEUS HIPÓCRITAS

Os fariseus eram completamente do contra, pois davam muita importância às coisas secundárias, enquanto as essenciais, eles não davam a sua merecida atenção. O pagamento do dízimo, por exemplo, era uma exigência irrecusável, e cumprida ao pé da letra, à risca com todo rigor mesmo em relação às insignificantes hortaliças. Porém, os fariseus não levavam a sério o amor ao próximo, chegando mesmo a serem injustos, e a pureza do seu relacionamento dom Deus, deixava muito a desejar. Será que alguns de nós somos iguais aos fariseus? Pagamos o dízimo como uma obrigação e lideramos movimentos comunitários, fazemos campanha do agasalho, arrecadamos alimentos para os pobres, mas na verdade, estamos passando uma falsa imagem de caridosos e não passamos de políticos querendo atrair sobre a nossa pessoa a atenção dos fiéis, porque quanto ao próximo e a Deus, não damos lá muita importância? Do que adiantava os fariseus pagarem o dízimo rigorosamente se cometiam injustiças contra o próximo? Eles se vangloriavam por isso, mais no fundo não passavam de hipócritas. E Jesus sabia muito bem disso porque os conhecia por dentro e por fora. Os escribas e fariseus se cobriam, por assim dizer, com uma linda capa de piedade e de santidade, dando uma falsa aparência de homens justos, mais nada disso, evidentemente, agradava a Deus. Eles eram uns verdadeiros enganadores. Suas práticas eram atitudes enganosas, que revelavam exteriormente apenas uma piedade aparente. Era como uma máscara que encobria a hipocrisia e a maldade que traziam por dentro. Já os discípulos de Jesus eram pessoas que possuíam uma escala de valores totalmente ao contrário. Fé, amor ao próximo, justiça, caridade, eram os valores principais que norteavam o seu comportamento. Eram autênticos porque praticavam o amor e a justiça, como nós, seus seguidores, ou melhor, seus continuadores, devemos fazer. Praticar em primeiro lugar, a justiça e o amor. Assim, as outras práticas de piedade terão mais sentido de amor a Deus e ao próximo. Porque nós sabemos que Deus que vê tudo vai um dia nos julgar.

8 – O QUE VALE MAIS: O OURO OU O TEMPLO?

Na reflexão de hoje Jesus fala abertamente para os mestres da lei e para os fariseus hipócritas. Não tem meia palavra e nem um discursos evasivo, Jesus condena veementemente os poderosos de seu tempo que enganavam o povo e apresentavam um senhor interesseiro. A pergunta feita para a reflexão tonaliza o objetivo do Mestre: o que vale mais, o ouro ou o templo? Na verdade os poderosos do tempo de Jesus estavam preocupados em aumentar sua renda e seus privilégios. Para mostrarem seu poder seduzia o povo simples com belas aparências, mostravam para o povo templos cheios de ternuras e aparências. Os doutores da lei e dos fariseus não estavam interessados em mensurar o Senhor na plenitude da vida para a maioria do povo; estavam mesmo querendo apropriar-se das forças e dos tributos do povo para continuar mantendo o status quo ou auferir austeridade sobre os miseráveis sem discernimento para safar-se da situação de penúria. Jesus os chamava de hipócritas, sedutores e aproveitadores. Eram aves de rapinas praguejando a liberdade do povo sofrido. Sem como enxergar a verdadeira realidade, pois o trabalho pedagógico alienador dos donos do poder era severo, o povo era enrolado e destroçado por completo. O que deve ser levado em consideração neste Evangelho é a postura de Jesus. Sendo um homem de origem simples, andarilho, mas de um coração gigante, colocou a disposição dos pequenos e enfrentou o poder organizado sem tremer nas bases. Mostrou para os alienados que o valor maior está no templo que santifica o ouro. O templo eleva a alma para conhecer por dentro o Senhor que deseja a harmonia, a paz, a fraternidade e a prosperidade. O templo liga o homem terreno com o paraíso nos céus, o templo amadurece o desejo de conhecer o Senhor. Logo, o ouro assegura ostentação, a luxúria, a libido, a discórdia, a violência e toda forma de ódio entre os homens. Quando se lê este Evangelho tudo indica que foi escrito para a realidade de hoje. Nem parece que já faz mais de dois mil anos que o Evangelho foi escrito. O que se vê na realidade vigente são grupos de pessoas bem nascidas usando seu poder para manter assegurando toda fortuna acumulada. Muitos usam templos como fachadas para dar evasão da discrepância cometida contra a consciência de milhares de sofredores. Usam o nome de Deus, oferece cura, emprego, união estável e remendo em casamento desgastado pelas traições. Sem questionar da seriedade, os pequenos necessitados, já cansados do arrojo da exploração, entregam tudo para reaver o que tanto espera. Entretanto, quando descobre que foram enganados já perderam tudo. Portanto, o grande valor na terra está no respeito, na humildade, na partilha, no bem-fazer, na confiança e no comprometimento com o outro. Aquele que almeja engrandecer à custa do outro poderá estar ao lado do ouro, da oferta, que nada ajuda a construção de um reino novo, contudo, o homem deve jurar pelo céu ou jurar pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado, pois assim sua alma será elevada a Deus. Amém!

9 – AI DE VÓS ESCRIBAS E FARISEUS HIPÓCRITAS

Jesus critica severamente os escribas e fariseus porque eles desprezavam os preceitos mais importantes da lei, que era: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. A hipocrisia dos fariseus e escribas com relação à religiosidade era algo que eles não conseguiam disfarçar, não obstante a sua falsa aparência de santos. Eles se fecham para não perder prestígio e poder, julgando-se justos e perfeitos desprezavam o povo humilde e excluído da sociedade. Jesus que enxerga além das aparências daqueles falsos santos denuncia toda a sua falsidade. Por outro lado, Jesus, no estilo profético, contradisse a religião da Lei que oprime e humilha o povo com suas inumeráveis observâncias, favorecendo aqueles que subjugavam o povo em nome de Deus. E estes mandatários ou representantes da elite religiosa procuram manter as aparências, porém falta o essencial, que é a acolhida da pessoa de Jesus, e o seu plano de salvação com seu amor misericordioso, libertador e vivificante. Jesus é duro em suas advertências chegando a chamar os Fariseus de cegos e de hipócritas que limpam o exterior dos seus corpos enquanto por dentro continuava sujo de pecados. Prezados irmãos: Será que Jesus no evangelho de hoje está dizendo alguma coisa para nós? Será que nós também não lavamos muito bem o nosso corpo e até passamos perfume e deixamos a nossa alma embaçada pelo pecado? Ou será que nós procuramos manter uma aparência de santos, de quem observa todos os mandamentos de Jesus, e tudo mais, porém, na realidade, não passamos de pecadores maiores que aqueles que ao ver as nossas aparências de justos se sentem pequeninos em relação a nós? Irmãos: Não sejamos hipócritas como os Escribas e Fariseus. Vamos procurar viver o que nós ensinamos, pregamos e aparentamos ser perante a comunidade cristã! Pois não nos esqueçamos que Deus que vê tudo e vai um dia nos julgar.

10 – AI DE VÓS, GUIAS CEGOS!

O evangelho dirige uma dura crítica contra um setor da própria comunidade, que se identifica cegamente com o fanatismo religioso dos fariseus. O evangelho de Mateus foi escrito para uma comunidade cristã que tinham grande apreço pelos ensinamentos da interpretação judaica; esta tradição tem um aspecto positivo, enormemente criativo, mas tem também um aspecto negativo, meramente repetitivo, na qual se perde a perspectiva de ler a Bíblia a partir de sua própria experiência. O ensinamento do evangelho nos mostra como facilmente a pessoa se afasta do âmbito da experiência cristã e passa a viver o intelectualismo ou a aparência, que são parentes próximos. Enquanto o essencial é o seguimento de Jesus, o discernimento da vontade de Deus, de acordo com as circunstancias da realidade, a leitura da Sagrada Escritura, de acordo com o princípio do amor ao próximo. A crítica de Jesus, consequentemente, não se dirige ao fanatismo de outros grupos religiosos, mas aos membros da própria comunidade que, deixando ao lado o caminho de Jesus, não somente se deixam arrastar pelo fanatismo, mas ensinam tais coisas a seus irmãos e irmãs. Em que medida a crítica do evangelho nos afeta?

11 – AI DE VÓS

No evangelho de hoje por quatro vezes aparece a expressão “ai de vós”. Eis aí uma advertência feita por Jesus aos fariseus e aos mestres da lei. Mas, esta chamada de atenção serve para nós também em nossa vida de igreja, em nossa vida profissional e como cidadãos. Os fariseus não se importavam com a justiça e o amor de Deus. Pelo contrário, queriam esconder suas más ações numa falsa religiosidade. Já os mestres da lei interpretavam as leis a partir de seus próprios interesses. Ai de vós que apenas falam, mas nada fazem. Amigo (a) internauta é preciso libertar-nos da hipocrisia, da falsa religiosidade. A igreja e a sociedade precisa de pessoas que deem testemunho de vida. Pessoas que verdadeiramente assumam a missão de batizados! Missão essa que nos convoca a sermos autênticas testemunhas do evangelho, isto é, pessoas que acreditam na transformação da sociedade por meio dos ensinamentos do evangelho. É preciso viver o que se reza e o que se prega! Amigo (a) internauta, você já parou para refletir sobre isso? Muitas vezes rezamos e pregamos uma coisa, porém não vivemos o que falamos. Fica só “da boca pra fora”. Aí está a carência de testemunho em nossa sociedade e em nossa igreja. Entretanto, você que acessa o site do evangelho do dia pode fazer a diferença: ser uma testemunha autêntica do evangelho de Jesus Cristo em sua família, em seu trabalho, em seus estudos, em sua caminhada de igreja, enfim onde você estiver. E você pode contar com a discípula fiel do Senhor: a Virgem Mãe Aparecida. Nossa Senhora soube transferir para o seu dia a dia o que rezava e meditava. Pode ser difícil encarnar os valores do evangelho em nossa vida em uma sociedade que prioriza o consumo. Porém, nós não desanimamos. Contamos com a intercessão de Nossa Senhora, e que o seu exemplo de vida nos livre de uma falsa religiosidade e nos leve a sermos verdadeiros discípulos e missionários de Jesus Cristo.

12 – E SE JESUS NASCESSE NOS DIAS DE HOJE?

No Evangelho de hoje, Jesus é bastante direto e contundente. Ele falava com conhecimento de causa, ou seja, Ele conhecia os fariseus e as pessoas que estes fariseus “convertiam”. A cidade onde Jesus nasceu e viveu boa parte da sua vida, Nazaré, era um lugar por onde circulavam povos de vários lugares do mundo, sem contar que Jesus deve ter viajado bastante durante toda a sua vida. Nesta reflexão de hoje, fico pensando: se Jesus nascesse nos dias de hoje, será que Ele ficaria feliz em ver a situação como se encontram os templos, as religiões, os pregadores da Sua palavra? Ou será que Ele ficaria triste? Encontraria hipócritas que pregam uma coisa e fazem outra… Que fecham (ao invés de abrirem) as portas do Reino para as pessoas a quem supostamente convertem… Que se acham os donos do Reino e da Verdade e excluem aqueles que não aceitam sua forma de entender as sagradas escrituras… Que criam e impõem regras sem sentido… Que ensinam a seus “convertidos” que eles são melhores que os demais, e têm a preferência de Deus. Será que Jesus gostaria quando visse que a sua própria Palavra se transformou em motivo de divisão entre os próprios seguidores desta mesma Palavra? Os livros da Bíblia foram escritos durante aproximadamente dois mil anos, por povos de culturas diferentes em épocas diferentes, em línguas que foram sendo modificadas ou extintas ao longo dos anos. Tudo isso dá margem a diferentes interpretações. No entanto, a essência é a mesma. Tudo o que Jesus quer, se resume em AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO. Eu já vi muitas pessoas ficarem tristes com a “conversão” de alguém próximo, para outra religião cristã, pois isso é sinal de que aquela pessoa vai se afastar. Que seus pensamentos ficarão tão diferentes, que vai tornar difícil uma convivência fraterna. Existe contradição maior? O mesmo Deus, o mesmo Jesus, o mesmo ensinamento de amar ao próximo… A grande maioria dos que trocam de religião é por questão de ACOLHIMENTO. Eles ficariam em qualquer igreja que desse uma boa acolhida. Quantos amigos eu tenho, que sentem falta de algo para completar suas vidas, e que estão esperando que eu as convide para apresentar esse algo novo? Algo que possa ajudar a superar as dificuldades com mais tranquilidade… Quantos estão à deriva, esperando que alguém ofereça a oportunidade de FAZER PARTE de um grupo de amigos que saiam juntos, se divirtam juntos, e quando encontram essa oportunidade com um grupo diferente do que consideramos como certo, nós ficamos tristes… Os grupos se fortalecem a medida que seus integrantes SE SENTEM PARTE dele e compartilham suas alegrias e angústias, até que se sintam à vontade para trazer novas pessoas a fazerem parte também… Quando uma igreja enche ou se esvazia, é por isso: ACOLHIMENTO. Todos precisam disso para se sentir bem em qualquer lugar. A mensagem de hoje é para que abramos nossos olhos ao que está claro: não há salvação para quem exclui as pessoas… Portanto, quem quer construir o Reino dos Céus aqui na terra precisa saber acolher, e fazer as pessoas se sentirem parte do grupo. E a melhor forma de fazer isso é incentivando cada um a desenvolver suas potencialidades, e parabenizando todo e qualquer avanço, por mínimo que seja…

13 – …

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Mônica (Argélia, 331-387), mãe de santo Agostinho, pela oração assídua e confiante e por suas lágrimas, alcançou a transformação espiritual do filho. Este, em suas Confissões, descreveu-a como mãe cristã contemplativa e atenta às necessidades dos humildes e dos pobres.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A palavra da vida nos motiva a dar graças a Deus e desejar a paz às pessoas. Também questiona a atitude daqueles que afastam os outros do caminho de Deus a pretexto de ensinar esse caminho.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

A mulher que teme a Deus será louvada; seus filhos a proclamam feliz e seu marido a elogia (Pr 31,30.28).

Antífona da comunhão

O reino dos céus pode ser comparado a um negociante de pérolas; quando encontra a mais preciosa, vende tudo o que tem para comprá-la (Mt 13,45s).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, consolação dos que choram, que acolhestes, misericordioso, as lágrimas de santa Mônica pela conversão de seu filho, Agostinho, dai-nos, pela intercessão de ambos, chorar os nossos pecados e alcançar o vosso perdão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai nossa prece.

— Para que a Igreja tenha sempre pastores fiéis no serviço prestado aos irmãos e irmãs, rezemos.
— Para que aprendamos a ser sempre gratos a Deus e às pessoas que nos favorecem, rezemos.
— Para que superemos toda atitude de hipocrisia e reconheçamos a necessidade de conversão, rezemos.
— Para que as mães que sofrem com filhos dependentes de drogas sejam fortes e perseverantes, rezemos.
— Para que a exemplo de santa Mônica, sejamos firmes e constantes na oração, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Concedei, ó Deus, que este sacrifício em comemoração de santa Mônica nos alcance o vosso perdão e a salvação que esperamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Deus todo-poderoso, a força divina deste sacramento nos ilumine e afervore nesta festividade de santa Mônica, para que, animados sempre de santos propósitos, multipliquemos as boas obras. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

– – – – – – –

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

– – – – – – –

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

– – – – – – –

Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s