LDP: 04/SET/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

04/SET/2012 (terça-feira)

LEITURAS

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios 2,10b-16 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

Irmãos, 10b o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. 11 Quem dentre os homens conhece o que se passa no homem senão o espírito do homem que está nele? Assim também, ninguém conhece o que existe em Deus, a não ser o Espírito de Deus. 12 Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu. 13 Desses dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a sabedoria aprendida do Espírito: assim, ajustamos uma linguagem espiritual às realidades espirituais. 14 O homem psíquico – o que fica no nível de suas capacidades naturais – não aceita o que é do Espírito de Deus: pois isso lhe parece uma insensatez. Ele não é capaz de conhecer o que vem do Espírito, porque tudo isso só pode ser julgado com a ajuda do mesmo Espírito. 15 Ao contrário, o homem espiritual – enriquecido com o dom do Espírito – julga tudo, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

Proclamação do Salmo 144(145), 8-9.10-11.12-13ab.13cd-14 (R. 17a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 17a É justo o Senhor em seus caminhos.
— 8 Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. 9 O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.
— 10 Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! 11 Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!
— 12 Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. 13a O vosso reino é um reino para sempre, 13b vosso poder, de geração em geração.
— 13c O Senhor é amor fiel em sua palavra, 13d é santidade em toda obra que ele faz. 14 Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 4,31-37 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” 35 Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Qual palavra mais me toca o coração? Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo. O que o texto me diz no momento? Minha vida reflete o que o texto diz ou há contradições? O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo? Os bispos, em Aparecida disseram: “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Ela não pode fechar-se frente àqueles que só veem confusão, perigos e ameaças ou àqueles que pretendem cobrir a variedade e complexidade das situações com uma capa de ideologias gastas ou de agressões irresponsáveis. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isso não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu Reino, protagonistas de uma vida nova para uma América Latina que deseja reconhecer-se com a luz e a força do Espírito.” (DAp 11).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Lc 4,31-37 – Um homem dominado por um demônio- e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Jesus está Cafarnaum. O povo que fica admirado com a maneira de Jesus ensinar. Ele falava com autoridade, com convicção. Lucas diz que havia um homem endemoninhado na sinagoga. O demônio pergunta por que Jesus veio destruí-lo. A simples presença de Jesus era-lhe uma ameaça. Frente a todos que estavam na sinagoga, Jesus liberta a pessoa do mal. Vale observar que a ação do mau espírito não respeita sequer a sinagoga. Ali também se faz presente. A única forma do discípulo se preservar do maligno é acolher Jesus como centro de sua vida. Que sua vida seja pautada pelo Projeto de vida do Mestre.

… e a VIDA …

Pai, faze-me forte para enfrentar e vencer as forças malignas que cruzam meu caminho, tentando afastar-me de ti. Como Jesus, quero abalar o poder do mal deste mundo.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. Vou demonstrar pela vida que o amor de Deus se revela no amor ao próximo. Escolho uma frase ou palavra para memorizar. Vou repeti-la durante o dia. Esta Palavra vai fazendo parte da minha vida, da minha mente, como a chuva que cai e produz seus efeitos (Is 55,10-11).

REFLEXÕES:

1 – AUTORIDADE DE JESUS

Lucas reproduz, com poucas diferenças, a semelhante narrativa de Marcos. Porém, ele a coloca antes da vocação dos primeiros discípulos, enquanto Marcos a coloca depois. O contexto é o do ensinamento com autoridade de Jesus. “Autoridade” significa competência, coerência e autenticidade. O gesto espantoso de exorcismo é uma expressão da força transformadora da sua palavra e de seu ensino, que liberta as mentes das ideologias religiosas que deformam a face de Deus. Em confronto com os ensinamentos de Jesus encontra-se na sinagoga um espírito impuro que o questiona: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Viste para nos destruir?”. É o espírito que reina na sinagoga e Jesus vem libertar os que ali estão submissos a este espírito. O anúncio da Palavra abala todo sistema religioso convencional e formal. A Palavra fecunda é a que renova as comunidades e a sociedade, promovendo a unidade em torno da justiça, da dignidade humana e da paz.

2 – JESUS FALAVA COM AUTORIDADE

As pessoas ficam admiradas com Jesus, porque ele ensina como quem tem autoridade. De onde vem a autoridade de Jesus? Não é uma autoridade política, pois Jesus não ocupava nenhum cargo importante na sociedade, e não é uma autoridade religiosa institucional, já que Jesus não tinha nenhuma função importante no templo ou na sinagoga. Podemos afirmar que a sua autoridade vem de si próprio, pois ele é Deus, mas o povo não sabia disso. O povo percebe a autoridade de Jesus a partir da coerência entre a sua pregação e a sua vida, compromissada com os pobres, necessitados e oprimidos, numa constante e vitoriosa luta contra todo tipo de mal.

3 – DOIS PROJETOS INCOMPATÍVEIS

O empenho libertador de Jesus encontrou adversários ferrenhos, que agiam em sentido contrário. A possessão demoníaca era símbolo de um projeto incompatível com o de Jesus. Os demônios tinham-lhe aversão. Sua simples presença era suficiente para arruiná-los. O Mestre tornava-os incapazes de oprimir os seres humanos. Não lhes permitia exercer sua ação maligna sobre as pessoas. Antes, arrancava-as de suas mãos, devolvendo-lhes a liberdade e a capacidade de decidir-se pela razão iluminada por Deus. A ação do mau espírito não se limita a determinados espaços, considerados profanos. Até mesmo numa assembleia litúrgica, como acontecia na sinagoga de Cafarnaum, encontra-se gente que não é movida pelo espírito de Deus. A simples presença física, num espaço tido como sagrado, não é suficiente para tornar a pessoa imune à ação do espírito inimigo de Jesus. O demônio lança seus tentáculos também aí. A única maneira de o discípulo do Reino manter-se imune das investidas do demônio consiste em tomar Jesus como centro sua vida. Não mediante uma referência puramente teórica e abstrata, e sim, conformando-se com o projeto de vida do Mestre. Onde impera o amor e a prática da justiça – parâmetro da vida do discípulo -, não existe campo de ação para o mau espírito.

4 – A CASA DE DEUS ESTÁ ABERTA A TODOS OS HOMENS

Como bom judeu num dia de sábado, Jesus entra na sinagoga de Cafarnaum e começa a ensinar os Seus discípulos que, por falta de conhecimento científico, – não só neles mas também para todas pessoas do seu tempo e a ignorância sobre o funcionamento do corpo humano – fazia com que se atribuísse aos demônios algumas enfermidades. Tal fenômeno acontecia, sobretudo, com os transtornos psíquicos, as enfermidades mentais, nas quais o modo de agir do enfermo – gritos, falta de controle dos movimentos, ataques – era o que mais chamava a atenção. É neste ambiente que surge o homem que Lucas nos descreve como sendo possuído por demônio e que levantando a voz grita: “Ei, Jesus de Nazaré! O que você quer de nós? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem é você: é o Santo que Deus enviou!” A palavra “louco” era o equivalente a dizer “endemoniado”. Passando a ser o mesmo que dizer “impuro”, ou seja, possuído por um espírito impuro, o diabo. O impuro é o que está carregado de forças perigosas e desconhecidas, como o puro é o que tem poderes positivos. Quem se aproxima do impuro, não pode aproximar-se de Deus. E por isso todos fugiam deste homem segundo a lei latente no livro do Levítico. À medida em que o povo foi evoluindo de uma religião mágica para uma religião de responsabilidades pessoais, essas ideias foram caindo em desuso. E Jesus abole de uma vez por todas esta lei. E o que prova isto é que a cerimônia do exorcismo acontece dentro da sinagoga para fazer entender que também o excluído do povo tinha direito de se salvar porque é filho de Deus. Também poderia participar da mesa dos filhos, e poderia falar com Deus na oração. É membro do corpo místico de Cristo, é membro da Igreja. O fato da cena acontecer no interior da sinagoga é que é nela que se reunia todo o povo aos sábados para assistir a oração e escutar o rabino, ou qualquer outro que quisesse fazer o comentário dos textos da Escritura que se havia lido. Era um lugar familiar, mais popular e mais leigo, já que nela se podia falar livremente, interromper, e não era necessária a presença de nenhum ministro sagrado. O rabino era um mestre-catequista. E Jesus aproveita esta familiaridade para incluir o irmão através da expulsão do demônio: “Cale a boca e saia deste homem!” Diante de todos, ao que o demônio obedece e sai. Sem querer chegar ao conceito “puro-impuro” dos tempos antigos, muitos enfermos do tipo subnormais, drogados, adúlteros, alcoólatras etc., estão hoje marginalizados da comunidade. Os sadios se safam deles, querem escondê-los como uma vergonha familiar, não se lhes dão oportunidades de reabilitação para que possam contribuir para a sociedade. São verdadeiramente os “novos impuros”. Qual tem sido a sua posição ante o seu parente que vive esta situação? Não se esqueça que o sinal de Jesus, neste Evangelho de hoje, é sinal de que a Casa de Deus, a comunidade cristã, está aberta também para esses homens e mulheres diminuídos. É sinal de Salvação: Deus valoriza e tem para eles um lugar e uma missão. Basta que você lance “mão à obra” e se converta em verdadeiro discípulo e missionário de Jesus Cristo. E a notícia de Jesus se espalhará por toda a parte, fazendo com que haja um só Pastor e um só rebanho no mundo inteiro.

5 – «A VOSSA PALAVRA OMNIPOTENTE» (Sb 18,15)

Deus é espírito (Jo 5,24), e portanto Aquele que é espírito gerou espiritualmente […], por uma criação simples e incompreensível. O próprio Filho diz do Pai: «O Senhor disse-Me: ‘Tu és Meu Filho, hoje mesmo Te gerei’» (Sl 2,7). Este hoje não é recente, mas eterno; este hoje não é deste tempo, mas de todos os séculos. «Desde o dia do Teu nascimento receberás o principado no esplendor sagrado, desde o seio materno, desde a aurora da Tua infância» (Sl 109,3). Crê pois em Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, mas Filho único como afirma o Evangelho: «Porque Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único, para que todo o que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). […] São João afirma a este propósito: «e nós vimos a Sua glória, glória que Lhe vem do Pai, como Filho único cheio de graça e de verdade» (Jo 1,14). Os próprios demónios, tremendo à Sua frente, gritavam: «Ah! Que tens que ver conosco, Jesus de Nazaré? Sei quem Tu és: o Santo de Deus» Ele é portanto Filho de Deus por natureza e não por adopção, pois nasceu do Pai. […] O Pai, Deus verdadeiro, gerou o Filho à Sua semelhança, Deus verdadeiro. […] O Pai gerou o Filho de forma diferente de como nos homens o espírito gera a palavra; pois o espírito subsiste em nós, enquanto a palavra, uma vez pronunciada, se desvanece. Nós sabemos que Cristo foi gerado «pela palavra de Deus vivo e eterno» (1Pe 1,23), nascida do Pai eternamente, de modo inexprimível, da mesma natureza que Ele: «No princípio existia o Verbo e o Verbo era Deus» (Jo 1,1). Palavra que contém a vontade do Pai e cria todas as coisas por Sua ordem; Palavra que desce e que volta (cf Is 55,11), […] Palavra cheia de autoridade e que tudo rege, porque Jesus sabia que o Pai depositara nas Suas mãos todas as coisas (cf Jo 13,3).

6 – ELES FICAVAM MARAVILHADOS COM OS SEUS ENSINAMENTOS, POIS SUA PALAVRA TINHA AUTORIDADE

Hoje vemos como a atividade de ensinar foi, para Jesus, a missão central de sua vida pública. Porém a pregação de Jesus era muito diferente da dos outros mestres e isso fazia com que as pessoas se espantassem e se admirassem. Certamente, ainda que o Senhor não tivesse estudado (cf. Jo 7,15), desconcertava a todos com sua doutrina, porque «falava com autoridade» (Lc 4,32). Seu estilo possuía a autoridade de quem se sabia o “Santo de Deus”. Precisamente aquela autoridade no seu falar era o que dava força a sua linguagem. Utilizava imagens vivas e concretas, sem silogismos nem definições; palavras e imagens que extraía da própria natureza quando não das Sagradas Escrituras. Não há dúvida de que Jesus era um bom observador, homem próximo das situações humanas: ao mesmo tempo em que o vemos ensinando, também o contemplamos perto das pessoas fazendo-lhes o bem (curando as doenças e expulsando demônios, etc.). Lia no livro da vida diária as experiências que depois lhe serviriam para ensinar. Ainda que fosse um material tão simples e “rudimentar”, a palavra do Senhor era sempre profunda, inquietante, radicalmente nova, definitiva. O mais admirável da fala de Jesus Cristo, era esse saber harmonizar a autoridade divina com a mais incrível simplicidade humana. Autoridade e simplicidade eram possíveis em Jesus graças ao conhecimento que possuía do Pai e de sua relação de amorosa obediência a Ele (cf. Mt 11,25-27). Esta relação com o Pai é o que explica a harmonia única entre a grandeza e a humildade. A autoridade de seu falar não se ajustava aos parâmetros humanos; não havia disputa, nem interesses pessoais ou desejo de sobressair. Era uma autoridade que se manifestava tanto na sublimidade da palavra ou da ação como na humildade e simplicidade. Não houve nos seus lábios nem alabança pessoal, nem soberba nem gritos. Mansidão, doçura, compreensão, paz, serenidade, misericórdia, verdade, luz, justiça… Foi o aroma que rodeava a autoridade de seus ensinos.

7 – DESCONHECER AS ESCRITURAS É DESCONHECER O CRISTO

Estamos no mês de setembro, o Mês da Bíblia, tempo especial, que tem como propósito, nos despertar para a importância do conhecimento da palavra de Deus. Assim como a natureza nos convida a contemplar as suas maravilhas no desabrochar da primavera, a Igreja nos convida a abrirmos as páginas do Livro Sagrado, para nos inteirar das maravilhas do amor de Deus, nos revelado à luz do Espírito Santo, pela boca dos profetas e pelos ensinamentos de Jesus! Aceitar este convite é nos abrir ao novo, é nos dar a oportunidade de estar em sintonia com a palavra de Deus, presente nas páginas deste livro da vida. A Bíblia não é somente um livro de estudo, de referencias históricas, ela é muito mais que isto, a bíblia é fonte de oração, de transformação de vida, de amadurecimento do povo de Deus, é um guia para a nossa vida diária. “Quando uma comunidade realmente alimenta a sua intimidade com a bíblia, mudanças muito significativas acontecem, não só na catequese, na vivencia da oração e da liturgia, mas em todos os aspectos da vida cristã”. Quando fechada, a bíblia é um livro comum, mas quando aberta, se torna o livro da vida, a bússola que nos orienta na nossa trajetória terrena, por isso devemos tê-la todos os dias em nossas mãos, tendo também o firme propósito de torná-la mais conhecida. Assim como a chuva que cai de mansinho, despertando a semente adormecida na terra, fazendo-a germinar, a palavra de Deus vai nos despertando lentamente, fazendo brotar de dentro de nós, uma vida nova. De nada adianta fazermos uma leitura breve da bíblia, é preciso aprofundar, “ruminar”, o conteúdo das palavras, deixar penetrar em nossas veias, a seiva que vem das profundezas de suas raízes, só assim, vamos poder de fato; vivenciá-la. É a partir do conhecimento e da vivência da palavra de Deus, que vamos aos pouco no fazendo discípulos missionários! Para tornarmos verdadeiros seguidores de Jesus, é preciso em primeiro lugar, mergulhar na profundidade do amor do Pai, revelado a humanidade nas páginas deste Livro Sagrado! Quando embebedamos desta fonte de vida, vamos a cada dia tornando não somente apreciadores da palavra de Deus, mas principalmente, anunciadores desta palavra, com a nossa própria vivencia! Vemos no evangelho de hoje, que o povo percebe o jeito diferente de Jesus ensinar e se encantam com os seus ensinamentos! Ao contrário dos líderes daquele tempo, que falavam sem conhecimento, apenas o que ouviam dos outros, Jesus falava com autoridade, falava daquilo que conhecia, ou seja: o que ouvia do Pai. Hoje somos convidados a conhecer a verdade que liberta, a viver a palavra de Deus, só assim, poderemos falar com autoridade, nos tornando fonte de libertação para o outro. Não temos a presença física de Jesus falando conosco, como naquele tempo, hoje Jesus nos fala de várias formas, mas é pela Bíblia Sagrada, que conhecemos verdadeiramente a sua pessoa. “Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo” esta frase dita por São Jerônimo, vem nos reafirmar que sem o conhecimento da palavra de Deus, é impossível experimentar uma intimidade com Jesus.

8 – ATÉ O ESPÍRITO IMUNDO DAVA TESTEMUNHO DE QUE JESUS ERA DEUS

Até o espírito imundo dava testemunho de quem era Jesus. “Sei muito bem quem é você: é o Santo que Deus enviou!” Jesus estava apenas começando a sua missão no dia em ele expulsou aqueles demônios. Eram vários. Porque um deles disse: O que você quer de nós? Jesus estava em uma cidade da região da Galileia, e era dia de sábado quando Ele falava ao povo, e todos estavam muito admirados com a sua maneira de ensinar, pois Jesus explicava com autoridade. Jesus ordenou que o demônio calasse a boca e saísse do homem. O demônio sacudiu o homem e o jogou no chão antes de sair dele. Todos os presentes ficaram pasmados com medo e respeito por Jesus, pelo que Ele tinha acabado de fazer. As pessoas questionavam uns aos outros sobre o poder das palavras usadas por Jesus. E uma grande admiração sobre o poder de Jesus era notada nas atitudes das pessoas ali presentes. Depois daquele dia a notícia sobre o poder de Jesus se espalhava em toda aquela região. Precisamos pedir a Jesus que afugente para longe de nós toda ação diabólica. Que Jesus mantenha satanás distante do nosso lar, que não exerça nenhuma influência na mente dos nossos filhos e de todos os jovens. Precisamos também, com a ajuda de Deus, expulsar outros demônios da nossa vida Aqueles representados, por exemplo, pelas bebedeiras exageradas geralmente dos maridos que mais que uma vez por semana “enchem a cara” e ao chegar em casa, maltratam mulher e filhos. Beber moderadamente de preferência uma vez por mês, ou no máximo uma vez por semana, até que é relaxante e divertido. Só que o problema, é o “moderadamente”. É muito difícil ficar com uma cerveja apenas. Sempre se exagera um pouco, e é exatamente na dose que reside o perigo da ingestão de bebidas alcoólicas. O exagero na bebida, além de prejudicar o fígado, e vesícula, enfraquece o coração. Coração fraco não bombeia adequadamente o sangue para todos os órgãos do corpo, e estes com oxigenação deficiente, causam um mal-estar de cansaço, fadiga etc. que é um prenúncio de envelhecimento precoce, o que causa o péssimo desempenho na convivência conjugal, no trabalho, nos esportes, etc. Amigo. Se este é o seu problema, seria bom consultar um médico, e pedir ajuda ao seu confessor.

9 – JESUS FALAVA COM AUTORIDADE!

Jesus foi um grande líder porque falava com autoridade. Tinha um discurso e uma prática bem definida. Não tinha medo de fazer acontecer o que pregava. Portanto, muitas pessoas seguiam o líder porque confiava e tinha certeza de sua ação. Acontece que o povo seguia Jesus não porque adorava ou cultuava como um Senhor absoluto, seguia Jesus porque a meta do Mestre era a libertação, a justiça para todos e uma vontade enorme de fazer acontecer o reino de Deus na terra a partir da práxis humana. O povo seguia Jesus porque acreditava na transformação. Mas transformação significa mudança de rumo, mudança de direção ou tomada de atitude renovador. A vida do povo era monótona e tudo que fazia era para sustentar a corja da classe mandatária do poder. Não sobrava nada a não ser o serviço árduo. O povo pobre estava machucado, violentado e sem direção. Jesus era a solução, pois tinha um projeto de vida e de discernimento transformador para aqueles despossuídos. A luz começava a aparecer para aqueles que perderam a esperança, ou seja, nada estava perdido. A liça primeira está na força e na crença do poder misericordioso de nosso Deus. Diante da fala de Jesus, mesmo sendo num sábado, motivava o povo para a luta. Nada poderia impedir sua pregação de vida. Tanto que o homem possuído pelo espírito mal tentou impedir. Mas corajosamente Jesus expulsou do corpo do homem aquilo que aniquilava, prendia, distorcia e alienava o homem. O demônio sabia quem era o Mestre, sabia que era o Filho de Deus. Sabia, também, que Jesus tinha força para mandar sair daquele corpo fraco e oprimido. Não tinha como o demônio continuar apossando do varão. Jesus demonstrou para os presentes que a libertação é o alívio da alma, desprende do opressor, liberta o ser para servir o reino de Deus. O demônio não tem força maior do que Deus. Bem que poderia até tentar, mas aquele que tem amor, fé, vontade de ver a justiça acontecer tem o discernimento para afugentar o mal para bem longe. Quantos demônios estão apossando o povo de Deus hoje? Quantas pessoas ficam ausente de Deus por capricho da nova vida ou dos prazeres mundanos? Quantas pessoas deixam de acreditar no Filho do Homem para aclamar o mal ou bendizê-lo sempre? São pessoas escravas do mal ou do demônio que não têm forças para buscar o encanto libertador da justiça. Contudo, para desaparecer o mal da vida e deixar a suavidade do amor o homem deve voltar a acreditar e zelar pelo Deus Supremo. Não colocar o mundo como prioridade em sua vida, mas priorizar sempre o amor, a paz e a oração no cotidiano. Portanto, a autoridade de Jesus serviu para mostrar para o mal (demônio) que tinha poder de destrui-lo e libertar o homem, porém, vale salientar que a autoridade de Jesus é acessível a qualquer pessoa que deseja transformar a vida em favor da humanidade, basta querer e fazer acontecer o reino hoje. Amém.

10 – O SENHOR É JUSTO EM SEUS CAMINHOS

A gente pode se perguntar como é possível na comunidade ter uma pessoa possessa do demônio, mas o texto desse evangelho está justamente mostrando que comunidade não é lugar de gente alienada mais de pessoas que livremente fizeram a opção de viver o seu discipulado. Há em Jesus e consequentemente na comunidade cristã, uma força libertadora que supera as Forças do Mal, aqui personificada em um demônio, que havia se apossado de um dos membros. Os ensinamentos de Jesus, suas palavras enchiam de admiração as multidões, que ficavam maravilhadas porque Jesus ensinava como quem tem autoridade. Claro que Jesus tinha uma oratória eloquente, mas não é da forma de ensinar, que as pessoas se admiram, mas sim do conteúdo, suas palavras geram algo novo em quem as ouve, de modo que as liberta de qualquer Força alienadora. Ouvir a palavra de Deus marca o início de um processo onde, ter fé será o próximo passo, mas é claro que não poderá ficar só nisso. Até o demônio conhecia Jesus e sabia muito bem quem ele era: o Santo de Deus, olha que bela profissão de Fé! Entretanto, saber quem é Jesus e dizer isso com palavras, não é suficiente para experimentar o processo de libertação, é necessário fazer uma firme e corajosa opção por ele, não dando assim nenhuma chance para o mal, que insiste em nos dominar, como esse demônio. As palavras de Jesus são rigorosas e firmes “Cala-te e sai dele”, e o Espírito maligno abandonou aquele homem, indo embora sem fazer-lhe mal algum. Que ninguém se iluda achando que na comunidade estará protegido da Força do Mal, pois ela age de maneira insistente, na vida dos que aderiram a Jesus, seu evangelho e sua igreja, sem dar trela, é preciso ter a mesma firmeza de Jesus, fazendo com que nossas pastorais e movimentos, possam ser lugar de encontro com Jesus Libertador, e nas celebrações o momento oportuno em que se realiza esse encontro, com a sua palavra, e com a Eucaristia, onde o Cristo presente em nossa vida, continua expulsando as forças do mal. No coração do cristão só pode haver lugar para uma Força, a graça e o poder, o Bem supremo que é Jesus.

11 – JESUS EXPULSOU O DEMÔNIO

Bom dia! Apesar de acreditar fielmente que as conversas sobre Jesus foram como aquela brincadeira “telefone sem fio”, creio sim que sua fama ganhou o mundo. O que Ele fez com o homem que estava possesso deve ter também chegado aos ouvidos daqueles que o temiam. Sim! Eles o temiam. Repudiavam a ideia de alguém tão simples ter tanta autoridade e carisma com as pessoas sem precisar levantar a espada ou demonstrar qualquer tipo de violência; temiam o homem que vinha do povo e que falava com muita autoridade sobre Deus sem mudar uma sequer vírgula da lei. Esse homem passou a ser um problema! “(…) Que tipo de palavras são essas? Este homem, com autoridade e poder, expulsa os espíritos maus, e eles vão embora”. Vivemos hoje um tempo que chamo de combate. Como no tempo de Jesus, todos aqueles que se empenham a expulsar o mal terão seus nomes citados e possivelmente também perseguidos. Quando se entra para o trabalho do Senhor somos como perfumes dentro de um frasco que é aberto, ou seja, não tem volta… A fragrância percorrerá nossas narinas, chegará a onde não esperávamos; agradará alguns e também incomodará uns outros, mas certo é que foi aberto. Ele agora só depende da força do vento. Quanto mais intenso e continuo, maior a possibilidade da fragrância alcançar o outro lado quarto. Esse vento brota da vida EM oração. “(…) Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo: abraçai o que é bom. Guardai-vos de toda a espécie de mal. O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo! Fiel é aquele que vos chama, e o cumprirá”. (I Tessalonicenses 5, 17-24). Será que o Senhor ao ouvir aquele espírito que possuía o rapaz pensou duas vezes? Algo me fez lembrar da mulher que ungiu os pés de Jesus e não querendo voltar atrás no seu gesto quebra o gargalo do frasco de perfume. Será que estamos preparados para também não voltar atrás? Tenho convicção do que quero? Se sim, aonde anda seu terço? Que tempo posso dedicar a ouvir a palavra de Deus? Vou buscar os sacramentos e aperfeiçoar os dons que Deus me confiou? Vou assumir um compromisso de fazer algo novo amanhã? Tenho coragem de sair da minha mesmice de décadas e encarar um novo desafio? Tenho a divina coragem de ser NOVO? Quantas perguntas… E as respostas? Engraçado ver que o espírito conhece mais Jesus que muitos de nós mesmos. Dizemos ter fé, mas na verdade somos fãs de São Tomé. Não precisamos fazer coisas grandiosas, precisamos fazer algo. Não podemos nos esconder. “(…) Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus“. (Mateus 5, 14-16). Tenhamos atitude, pois pelo menos algo precisa ser novo. Um imenso abraço fraterno.

12 – EU SEI QUEM TU ÉS: TU ÉS O SANTO DE DEUS!

Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus! Este Evangelho narra a cura, feita por Jesus, de um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro. Demônio impuro é a força do mal que tira de nós a pureza de coração, a qual é uma bem-aventurança. A pessoa de coração impuro é maliciosa, maldosa, mentirosa, enganadora e tem segundas intenções em suas palavras e atos. “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir?” Os maus conhecem quem tem poder de os vencer. Certamente aquele homem, mesmo vivendo em pecado impuro, frequentava aquela sinagoga, e nunca atacou nenhum orador, porque as falas deles eram minúcias legais desligadas da vida. Mas agora foi diferente. O homem percebeu que Jesus falava com autoridade, e tocava na ferida, isto é, no pecado dele. Assim, o homem viu em sua frente apenas duas saídas: ou deixar o pecado, ou afastar Jesus do seu caminho. Tentou afastar Jesus, mas não conseguiu. “O demônio lançou o homem no chão e saiu dele.” O pecado não levanta ninguém, ao contrário, derruba. E o pecado da impureza é muito forte; após vencê-lo, a pessoa tem de se levantar e recomeçar uma vida nova. “Ele manda nos espíritos impuros com autoridade.” Jesus ataca o mal que está no homem, não o homem. Tanto os santos como os pecadores conhecem o profeta que fala em nome de Deus. O mesmo Espírito Santo que tornou o Verbo eterno visível na pessoa de Jesus, continua tornando o Verbo presente e visível hoje nas Comunidades cristãos e nos profetas e profetizas. Cabe a nós, destinatários do Verbo, da Palavra de Deus, não atacar os profetas, mas acolher as suas mensagens, numa terra boa, onde a semente possa crescer e produzirá frutos. “Deus disse: ‘Faça-se…’, e tudo foi feito” (Gn 1). A mesma Palavra que criou o mundo está aí, para construir em nós uma vida nova, vencendo as impurezas, e ajudando pessoas impuras a se converterem. Certa vez, uma catequista fez com as crianças uma encenação, a fim de mostrar-lhes a força da oração para vencer as tentações. A encenação foi a seguinte: Um menino pegou alguns livros e cadernos e começou a caminhar na frente da classe, como se estivesse indo para a escola. Outro garoto fez o papel de um moleque de rua. Ele aproximou-se do que ia para a escola e disse: “Vamos jogar bola?” “N posso, estou indo para a escola”, respondeu o garoto. Mas o moleque começou a insistir: “Depois você mente para a sua mãe dizendo que foi para a escola…!” e o moleque ficava caminhando de fasto, na frente do outro, tentando convencê-lo. Nesta hora, o que ia para a escola lembra-se de rezar e faz o Sinal da Cruz. Pronto, o moleque, que representava o demônio, dá um pulo para trás e some. É exatamente isso que acontece com a tentação, quando rezamos. Seja que tentação for. A encenação é de criança, mas vale para todos nós. Quantas vezes lutamos e lutamos para vencer uma tentação, e nos esquecemos de rezar! Que pena que nós facilmente nos esquecemos das lições da catequese! “Maria que eu quero bem, Maria do puro amor. Igual a você ninguém, Mãe pura do meu Senhor… Ave Maria, rogai por nós!” Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!

13 – A AUTORIDADE JESUS PROVINHA DO FATO DE QUE ELE PREGAVA O QUE VIVIA E PUNHA EM PRÁTICA O QUE ENSINAVA

Os ensinamentos de Jesus eram convincentes e as Suas ações concretas porque Ele era cheio do Espírito Santo de Deus. A Sua autoridade provinha do fato de que Ele pregava o que vivia e punha em prática o que ensinava. Ele conhecia o que estava ensinando e tinha convicção do que estava falando, pois fora enviado pelo Pai para revelar ao mundo a Sua vontade. Ele não perdia tempo, como nós, discutindo nem batendo boca com as pessoas que eram contrárias à Sua pregação. Conhecia profundamente as Escrituras assim como também as artimanhas do inimigo que tentava confundir as pessoas e as usava como seus instrumentos. Por isso, não demonstrava dúvidas e a Sua vida era o próprio Evangelho. A partir Dele as coisas aconteciam conforme Ele pregava, não vacilava e, consequentemente, até os demônios O reconheciam e O obedeciam. Os espíritos maus lhe eram submissos, porque Ele tinha intimidade com o Pai e confiava em todas as instruções que recebia Dele para vencer o Inimigo. Ele tinha plena consciência da sua missão, tinha firmeza e poder. Ele não agia como nós, que às vezes, fazemos as coisas sem convicção, com medo, inibidos e terminamos por dar contra testemunho dos ensinamentos evangélicos. Com efeito, nós podemos também ter consciência de que quando falamos em Nome de Jesus, nós recebemos Dele a autoridade pelo poder do Espírito Santo que age em nós. A Fé e a coerência da nossa vida em conformidade com a Palavra é que nos farão também ter autoridade em tudo o que pregamos. Por isso, não podemos ter dúvidas no anúncio do Evangelho. Quando não temos convicção do que falamos e nos intimidamos é porque não estamos deixando com que o Espírito Santo se manifeste por meio de nós. A nossa pregação, portanto, deve ser impregnada pelo poder do Espírito Santo. Aí então, até os espíritos maus reconhecerão que estamos falando em Nome de Jesus, e, por isso, se calarão. Reflita – Como você tem transmitido o Evangelho às pessoas? Falando ou vivendo? – Você tem autoridade sobre os “espíritos maus”? O que falta a você para que isto aconteça? – Você acredita que o poder de Deus através de você remove montanhas e expulsa os males? – Você assume toda a Palavra que você diz em nome de Deus? Amém! Abraço carinhoso!

14 – EU SEI QUEM TU ÉS: TU ÉS O SANTO DE DEUS!

Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus! Jesus atribui novos usos e significados a espaços tradicionais como a sinagoga. A sinagoga era um lugar de reunião comunitária na qual se fazia a leitura solene da Escritura. Não era um templo, mas uma casa de oração e pregação. Jesus a converte em um espaço de ensinamento para a luta contra o mal que se apoderava do povo pobre. O “espírito impuro” que menciona o evangelho se refere a todas as condutas que não permitiam que uma pessoa convivesse pacificamente na comunidade. Esta impureza se experimenta como uma força externa, alienadora, que subjuga as pessoas e as impede de se realizarem enquanto pessoas. O poder que Jesus tem é o de devolver a plenitude de vida a todos os que entram em contato com ele, em particular às pessoas enfermas. O povo simples reconhece esse poder e assinala como este mesmo poder o diferencia de outros líderes religiosos, como os fariseus e os letrados. Jesus deu esse poder a todos os que o seguem e aceitam sua missão. É um poder para restaurar a vida; particularmente a vida e dignidade de todas as pessoas que são marginalizadas pelo sistema social.

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

O Espírito nos faz compreender o sábio e misterioso projeto de salvação de Deus, revelado em Jesus Cristo, e seu propósito de libertar o ser humano de todos os males que o afligem. Quem recebe o Espírito recebe também a sabedoria divina.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Aquele que busca viver conforme o Espírito de Deus conhece seu projeto para a humanidade e, a exemplo de Jesus, é capaz de vencer o poder do mal e suas propostas enganadoras.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo (Lc 7,16).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam (Sl 85,3.5).

Antífona da comunhão

Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! (Sl 30,20)

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai a nossa prece.

— Guardai, Senhor, de todo mal a vossa Igreja e fortalecei-a na missão.
— Fazei que os cristãos sejam consciência crítica no meio do povo.
— Dai-nos coragem para sempre falar de nossa experiência de Jesus.
— Motivai-nos, nesta semana da pátria, anos empenhar pela cidadania de todos.
— Curai as pessoas atormentadas por sentimentos, impulsos e pensamentos perturbadores.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, o sacrifício que vamos oferecer nos traga sempre a graça da salvação, e vosso poder leve à plenitude o que realizamos nesta liturgia. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Restaurados à vossa mesa pelo pão da vida, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da caridade fortifique os nossos corações e nos leve a vos servir em nossos irmãos e irmãs. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

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FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

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O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

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Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

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