LDP: 07/SET/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

07/SET/2012 (sexta-feira)

LEITURAS

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios 4,1-5 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

Irmãos, 1 que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2 A este respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. 3 Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. 4 É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. 5 Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.

Proclamação do Salmo 36(37), 3-4.5-6.27-28.39-40 (R. 39a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 39a A salvação de quem é justo vem de Deus.
— 3 Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. 4 Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.
— 5 Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. 6 Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia.
— 27 Afasta-te do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre. 28 Porque o Senhor Deus ama a justiça, e jamais ele abandona os seus amigos.
— 39 A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. 40 O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, + defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 5,33-39 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 33 os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34 Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35 Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. 36 Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38 Vinho novo deve ser posto em odres novos. 39 E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Qual palavra mais me toca o coração? Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo. O que o texto me diz no momento? Minha vida reflete o que o texto diz ou há contradições? Pratico o jejum da conversão, ou seja, tenho um coração novo? A Conferência de Aparecida nos recorda: “No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação.” (DAp 351).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 5,33-39, e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Neste texto, a abordagem dos fariseus a Jesus é sobre a questão do jejum praticado por eles e pelos seguidores de João. Jesus responde com três imagens: a da festa de casamento, a do remendo e do vinho novo. Falando do noivo, ele se refere ao Messias. O casamento é tempo de festa, de alegria e amor partilhados. Não se jejua durante uma festa de casamento. A roupa e o vinho também se relacionam com a festa. E não combinam com jejum. O Messias não vem para pôr remendos em roupa velha, nem vinho novo em odres velhos. O jejum agradável a Deus é um coração novo. É o jejum de tudo que contra o amor: o ódio, a violência, o não perdão, o revide, a vingança, a prepotência e arrogância. O vinho novo alimenta uma vida nova de relacionamentos fraternos de justiça e de paz.

… e a VIDA …

Pai, abre meu coração para acolher a novidade trazida por Jesus, sem querer deturpá-la com meus esquemas mesquinhos e contaminá-la com o egoísmo e o pecado.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou demonstrar pela vida que pratico o jejum recomendado por Jesus.

REFLEXÕES:

1 – A NOVIDADE DE JESUS

Nesta narrativa, em conjunto, temos uma crítica às observâncias legais do Antigo Testamento, em geral. Na parábola da roupa, Marcos e Mateus referem-se apenas a um retalho de pano novo a ser costurado em roupa velha. Mais enfaticamente, Lucas fala em cortar uma roupa nova para tirar o retalho a ser aplicado na roupa velha; a roupa nova fica estragada e a velha não combinará com o remendo novo. Com isto Lucas acentua que querer remendar a tradicional prática religiosa do Antigo Testamento, do Templo e das sinagogas, com pedaços dos ensinamentos de Jesus, falseia o conteúdo destes e não combina com aquelas práticas tradicionais. A novidade de Jesus é dirigida a todos os povos de todos os tempos e resgata a dignidade humana em todas as culturas, com seus valores, suas esperanças e seus sonhos. A frase final é irônica: os fariseus apegados à letra do velho testamento rejeitam a novidade de Jesus.

2 – UM CORAÇÃO NOVO

A maioria das novidades que nós encontramos no dia a dia não passa, na verdade, de mudanças superficiais em coisas que já existiam antes ou de uma continuidade de um processo evolutivo, de modo que muito pouco vemos de realmente novo. Por isso, temos muita dificuldade em ver a novidade do Evangelho, não percebemos que na verdade ele nos apresenta valores que não existiam antes e uma forma totalmente nova de nos relacionarmos com Deus e com as outras pessoas. Se não estivermos bem atentos e totalmente abertos para a novidade do Evangelho, corremos o risco de querer fazer com que ele seja remendo novo em pano velho, ou vinho novo em odres velhos, uma continuidade dos valores do homem velho, algo que não se insere na realidade nem a transforma.

3 – O VELHO E O NOVO

Vivendo numa sociedade religiosa muito tradicional e conservadora, a pregação de Jesus colocou a novidade que trazia em conflito com os esquemas esclerosados, dos quais as lideranças religiosas não queriam abrir a mão. A questão do jejum situa-se neste contexto. Os mestres da Lei e os fariseus, seguidos pelos discípulos de João, davam grande valor à prática do jejum, mostrando-se muito fiéis a esta tradição. Por isso, a orientação dada aos discípulos contrastava com o pensamento deles. Mesmo sem negar o valor do jejum, Jesus lhe dava pouca importância. Sua missão centrava-se em algo muito mais importante: levar as pessoas à prática do amor, a melhor forma de se mostrarem reconhecidas a Deus e ser-lhe agradáveis. A compreensão e a aceitação do ponto de vista de Jesus supunha predisposição para abraçar a novidade que proclamava, sem colocar obstáculos. Querer misturar as coisas seria como remendar roupa velha com um pedaço de pano novo, ou depositar vinho novo em recipientes velhos. Ambas as situações seriam desastrosas: a roupa ganharia um rasgão ainda maior e o vinho se derramaria todo. Mais prudente seria fazer a roupa toda com pano novo, e guardar o vinho em recipientes novos. Assim, os discípulos foram alertados sobre a incompatibilidade entre o novo, pregado por Jesus, e o velho defendido pelos líderes religiosos. A prudência exigia que fossem cautelosos.

4 – O DIA DA VERDADE CHEGARÁ!

Irmãos e irmãs, quem de nós está livre de comparações? Às vezes, nós próprios nos tornamos os mais comparativos. Enquanto a maturidade fraterna, em meio aos conflitos relacionais, pedem humildade e desprendimento, São Paulo, neste sentido, testemunha: «Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por alguma instância humana. Nem eu me julgo a mim mesmo. É verdade que minha consciência não me acusa de nada. Mas isto não quer dizer que eu deva ser considerado justo. Quem me julga é o Senhor» (1Cor 4, 3-5). Claro que São Paulo foi aprendendo e amadurecendo a partir de uma liberdade que escolhe a centralidade no Cristo e a docilidade ao Espírito Santo para, então, corresponder à vontade do Pai do Céu. Penso que o grande segredo dos santos, na resolução interior e contributo exterior nos desafios que tendem à desunião, encontra-se neste relacionamento trinitário com o Deus Uno e três vezes Santo. Deus é comunhão e quem d’Ele se aproxima torna-se mais e mais ponte de comunhão. Por isso, em meio a tantas pressões e julgamentos infundados sobre eles (juízos temerários), conseguiram dar uma resposta diferente, ou seja, não disseram a eles mesmos: “Se a tal pessoa me julga, então eu também tenho o direito de julgá-la!” Neste caso e em todos os outros, Jesus Cristo será sempre a nossa Universidade. No Evangelho (Lc 5, 33-39), os discípulos de Jesus e, indiretamente, Ele próprio, são comparados com os seguidores de São João Batista. A reação de Jesus foi espetacular, pois não teceu um juízo negativo sobre quem comparava nem sobre o precursor João (amigo do Esposo). Ele aproveita para se auto revelar como “o Noivo de uma Igreja desposada por Deus” e também revela o grande convite que este Deus amoroso faz à um festim que começa já no tempo. Um esboço e antecipação do que será plenamente no cumprimento escatológico do Reino. Retornando a temática dos juízos temerários, as palavras de São Paulo e a sabedoria do Espírito a jorrar de Jesus Cristo nos questiona num nível não somente reativo, mas também em relação àquilo que de fato possui um real valor para mim e cada um de nós, o nível da sensibilidade aos valores. Neste sentido é que podemos e devemos nos deixar interpelar pelo Espírito da Verdade quando a nossa pessoa, mais do que os nossos atos, forem atingidos por comentários injustos, comparações desmedidas, calúnias e julgamentos. Creio que, nestes momentos dolorosos, o Espírito Santo pergunta às nossas consciências: “Por que perder tempo, energia espiritual e psíquica com aquilo que é próprio do Reino da mentira? Então, por que dar valor e atenção àquilo que não merece valor nem atenção?” De fato, irmãos e irmãs, o que realmente merece a nossa atenção e valor corresponde ao Reino da Verdade. Nele, encontramos o Noivo-Esposo, que nos serve o Vinho Novo e, pelo Espírito Santo, nos ajuda a viver a Nova e Eterna Aliança, como novo Povo de Deus (cf. Lc 5, 35-39). Claro que isto não pode excluir a denúncia como importante dimensão profética nem nos dispensar do exercício da correção fraterna, mas nada disso será frutuoso, se o nosso coração não estiver aberto à dinâmica do Reino da Verdade que é, simultaneamente, Reino da Misericórdia. O Deus Misericordioso está pronto para perdoar quem nos ofendeu. Por que eu – pecador – deveria estar fechado ao perdão? Ele sabe e conhece, por dentro, a história e as misérias de quem julga e é julgado. Também por isso está disposto a converter e curar os corações de quem fere e de quem é ferido. Se alguém se sente lesado em sua boa fama, ou até roubado, não convém deixar que roubem a esperança de quem aguarda em paz, sem rancor e ressentimento, o dia em que a Verdade varrerá este mundo: «Portanto não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele trará à luz o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o devido louvor» (1Cor 4, 5).

5 – VIRÃO DIAS EM QUE O ESPOSO LHES SERÁ TIRADO; ENTÃO, NESSES DIAS, HÃO-DE JEJUAR

Que «estejam cingidos os nossos rins e acesas as nossas lâmpadas»; sejamos semelhantes «aos homens que esperam o seu senhor ao voltar do seu noivado» (Lc 12,35). Não sejamos como aqueles ímpios que dizem: «Comamos e bebamos, que amanhã morreremos» (1Cor 15,32). Quanto mais incerto é o dia da nossa morte, mais dolorosas são as tribulações desta vida; e devemos jejuar e orar ainda mais porque efetivamente morreremos amanhã. «Dentro em pouco já Me não vereis e pouco depois voltareis a ver-Me» (Jo 16,16). Agora é o momento acerca do qual Ele disse: «Chorareis e lamentar-vos-eis; o mundo alegrar-se-á e vós estareis tristes» (v. 20); é a altura desta vida cheia de provações em que viajamos longe d’Ele. «Mas Eu hei-de ver-vos de novo; e o vosso coração alegrar-se-á e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (v. 22). Doravante a esperança que assim nos dá Aquele que é fiel às Suas promessas não nos deixa totalmente sem alegria, até ficarmos cheios da alegria transbordante do dia em que «seremos semelhantes a Ele porque O veremos como Ele é» (1Jo 3,2), e em que «ninguém nos poderá tirar a nossa alegria». […] «Uma mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza porque é chegada a sua hora. Mas depois de ter dado à luz o menino já não se lembra da aflição, pelo prazer de ter vindo ao mundo um homem» (Jo 16,21). É esta alegria que ninguém nos pode tirar e de que ficaremos repletos quando passarmos da presente concepção da fé para a luz eterna. Jejuemos então agora e oremos, porque nos encontramos nos dias do parto.

6 – PODEIS OBRIGAR OS CONVIDADOS DO CASAMENTO A JEJUAR, ENQUANTO O NOIVO ESTÁ COM ELES?

Hoje, em nossa reflexão sobre o Evangelho, vemos a armadilha que os fariseus e os mestres da Lei fazem, quando corrompem uma questão importante: simplesmente, eles contrapõem em jejuar e rezar dos discípulos de João e dos fariseus ao comer e beber dos discípulos de Jesus. Jesus Cristo nos diz que na vida há um tempo para jejuar e rezar, e que há um tempo de comer e beber. Isto é: a mesma pessoa que reza e jejua é a mesma que come e bebe. Vemos na vida cotidiana: contemplamos a alegria simples de uma família, talvez de nossa própria família. E vemos que, em outro momento, a tribulação visita aquela família. Os sujeitos são os mesmos, mas cada coisa ao seu tempo: «Podeis obrigar os convidados do casamento a jejuar, enquanto o noivo está com eles? Dias virão…» (Lc 5,34). Tudo tem seu momento; sob o céu ha um tempo para cada coisa: «Um tempo de rasgar e um tempo de coser» (Qo 3,7). Estas palavras ditas por um sábio do Antigo Testamento, não exatamente dos mais otimistas, quase coincidem com a simples parábola do vestido remendado. E com certeza coincide de alguma maneira com nossa própria experiência. A equivocação é que no tempo de coser, rasguemos, e que durante o tempo de rasgar, cosamos. É então quando nada dá certo. Nós sabemos que como Jesus Cristo, pela sua paixão e morte, chegaremos à gloria da Ressurreição, e que não todo outro caminho é o caminho de Deus. Exatamente, Simão Pedro é admoestado quando quer distanciar o Senhor do único caminho: «Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!» (Mt 16,23). Se puder gozar de uns momentos de paz e de alegria, devemos aproveitá-los. Com certeza já nos virão momentos difíceis de jejum. A única diferença é que, felizmente, sempre teremos ao noivo conosco. E isso os fariseus não sabiam e, talvez por isso, no Evangelho quase sempre se apresentam como pessoas mal humoradas. Admirando a suave ironia do Senhor que se reflete no Evangelho de hoje, sobretudo, procuremos não ser pessoas mal humoradas.

7 – AS VELHAS LEIS DEVEM SER QUEBRADAS

“Eu sou a Luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). Jesus mais uma vez é o centro das atenções diante das indagações dos fariseus e dos mestres da lei. Estes querem trucidar Jesus de toda maneira. Ficavam vasculhando a vida do Mestre e de seus discípulos para pegar no pé. O desejo destes homens sabidos e cínicos era colocar Jesus em maus lençóis. De repente pergunta a Jesus: “os discípulos de João, também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem” (Lc, 5,33). Na verdade esta indagação era para evidenciar a quebra das leis dos fariseus. Havia muitas leis severas para serem seguidas e caso alguém desobedecesse era condenado. O exemplo mais clássico era o jejum, lavar as mãos antes da refeição ou até sentar-se à mesa com pecador. Jesus não deixou barato esta pergunta, respondeu as alturas de um Mestre. Como pode numa festa não beber? Como os convidados podem jejuar na festa de casamento enquanto o noivo está presente? Claro que não. A vida é uma grande festa que deve ser comemorada a todo instante. Na verdade o noivo era Jesus e a festa era sua presença. Enquanto Jesus estivesse no recinto do salão (mundo) à festa não poderia parar e todos deveriam divertir sem medida. Para que esconder-se da festa. Entretanto a festa estava com os dias contados, o noivo partiria em breve para os céus. Desse modo os discípulos irão jejuar, pois a liderança da festa tinha cumprida sua missão. Por isso Jesus contou a parábola do retalho novo em pano velho e vinho novo em odre velho. Não tem como remendar algo que não presta mais, o velho já perdeu seu espaço e sua função. Assim deveria acontecer com as leis dos fariseus. Elas não serviriam para dar segurança e comodidade para o povo, eram leis fracassadas e sem valor. Seguir as leis retrógadas era cometer injustiça com a realidade presente. Jesus era o novo, era a luz para ser seguida e não mais viver nas trevas do mundo. Jesus era o ponto de partida para quem quisesse transformar para melhor ou para quem quisesse servir para o novo tempo. Ele não temia o novo, ademais, fazia do novo uma nova caminhada com postura de renovação. Enquanto os fariseus e os doutores das leis insistiam em preservar a morte, Jesus cobrava mudança e atitudes reconstruídas. Veja hoje, sete de setembro, um belo feriado para comemorar o dia da pátria. Quantos discursos já não foram proferidos, quantas enganações já não foram insultadas, quantas injustiças já não foram cometidas em nome da independência. Mas olhando bem o velho dia sete de setembro de um mil e oitocentos e vinte e dois, que aparentemente libertou o Brasil dos portugueses, ainda NÃO ACONTECEU. São tantas desordens, são tantas corrupções, são tantos desencontros que a maioria do povo continua a mercê do poder político e econômico. São milhares de brasileiros tratados com migalhas que faz lembrar o mesmo tratamento dos fariseus com os mais pobres de sua época. Onde anda o homem liberto que pode atender as reivindicações do povo? Onde anda o homem que tem o poder de viabilizar projetos de vida em abundância para milhares de esfomeados, sem teto, sem educação, sem aconchego e sem dignidade, sem pai e sem mãe? Por onde anda a tão sonhada pátria de todos? Jesus disse que o homem deve transformar o velho em novo, refazer o que não estava dando certo e reconstruindo uma nova realidade para atender a todos. Entretanto, o novo virá quando o homem acordar para a vida e tiver a coragem de lutar na construção de uma nova pátria. Portanto, as velhas leis devem ser quebradas para dar espaço para novas leis que atendam o desejo do povo. Cabe ao povo de Deus buscar na coletividade segurança de dias melhores. Que assim seja, amém!

8 – PRESERVANDO AS VELHARIAS

“Ah… no meu tempo é que era bom, que saudades…” Não sou contra recordações, é gostoso recordar acontecimentos bons da nossa vida, pessoas que passaram por nós, mas o problema está quando ficamos no passado e não conseguimos ver nada de bom ou novo no presente. As lideranças do Judaísmo perderam o maior “Trem da História” quando não reconheceram Jesus enquanto o Deus Feito Homem, estavam presos ás velhas tradições da Lei de Moisés, eram legalistas e só enxergavam de um lado, parece que usavam uma viseira para não enxergar o Novo que se fazia presente entre eles. Os discípulos descobriram em Jesus algo de novo, ele comunicava uma alegria autêntica, que a velha religião não conseguia dar. Os judeus estavam a espera de algo que estava por vir, para os discípulos, esse tempo novo já chegou com Jesus Cristo, daí a razão de não jejuarem e nem fazerem longas orações clamando pela vinda do Messias, eles já comiam, bebiam e festejavam, porque Jesus estava entre eles. A Igreja vive hoje um grande desafio em sua história, como evangelizar e falar de Jesus nos Meios de Comunicação tão diversificados? Como anunciar o evangelho, que é sempre novidade, em espaços que parecem tão hostis á evangelização? As Redes Sociais foram alvo de um amplo debate no Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil, realizado no Rio de Janeiro, do qual tive a alegria de participar. Não dá mais para restringir o anúncio da Palavra ao ambiente eclesial, é preciso inovar, criar, nossos profetas pregadores precisam invadir o mundo da internet e com coragem falar de Jesus, para uma Galera que provavelmente ainda não o conhece. Nossos “Odres” da mente e do coração, estão saturados de velharias que a pós-modernidade insiste em nos apresentar como novos, tem muita gente se envenenando com vinhos velhos e contaminados de uma ideologia de morte, que só priva a busca de prazer, em um egocentrismo que vai destruindo o homem naquilo que ele tem de mais precioso: a vocação de amar para a qual Deus o chamou. Nas comunidades e em nossas Famílias, precisamos urgente dar uma “arejada”, o Cristianismo. Vive um tempo muito oportuno, os estoques dos vinhos velhos, contaminados, estão se esgotando, o mundo quer novidade, ninguém aguenta mais as propostas de certos valores que só conduzem á morte e destruição, já está mais que na hora, de nós cristãos oferecer a todas as pessoas e em todos os ambientes, este Vinho Novo e inebriante que é Jesus Cristo, a pós-modernidade nunca viu ou verá coisa igual! Podem apostar…

9 – O QUE É NOVO NÃO CABE NA MENTALIDADE ANTIGA. PRECISAMOS DE UM ESPÍRITO ABERTO, PARA ACOLHER AS NOVIDADES DO EVANGELHO DE DEUS

Durante o tempo em que passou aqui na terra Jesus Cristo revolucionou os costumes e os critérios que vigoravam naquela época, por isso, escandalizava àqueles viviam bitolados às suas ideias. Jesus veio instaurar o reino de Deus que requer uma nova roupagem no pensar, no falar e no agir. Por isso, nessa passagem Jesus nos ensina que não nos adianta tapar buracos nem colocar emendas no nosso modo de pensar e de agir usando apenas alguns preceitos do Seu Evangelho. O Evangelho é a Boa Nova que deve ser vivida por inteiro e não apenas em parte, por isso, todas as nossas boas ações só terão validade diante de Deus se houver anuência completa de todo o nosso ser. O homem completo é corpo, alma e espírito, por isso, as nossas ações precisam estar em consonância com o nosso ser total. Diante de Deus todos os nossos atos terão o valor proporcional ao que o nosso coração lhes confere. Fazer apenas por fazer, fisicamente, não nos edifica nem nos ajuda na caminhada para Deus. Fazer de coração é a proposta que Jesus nos apresenta. O odre e a roupa significam a nossa mentalidade e a maneira como acolhemos as observâncias que Deus nos propõe por meio da sua Palavra e dos Seus mandamentos. A maneira como encaramos os fatos da nossa vida e a mentalidade com a qual nós participamos das propostas de Deus nos dão a garantia para que as nossas ações diante do Senhor tenham valia. O que é novo não cabe na mentalidade antiga. Precisamos de um espírito aberto, para acolher as novidades do Evangelho e viver segundo os mandamentos de Deus. Do contrário, não daremos frutos. Portanto, o jejum e o sacrifício que fizermos não têm nenhum valor absoluto. O que realmente tem valor são o motivo e a finalidade pelo qual nós nos sacrificamos. Quando o noivo está perto, nós estamos alegres e precisamos extravasar a nossa felicidade, portanto, não há razão para sacrifício. Jejuar por jejuar não nos leva a lugar algum. Reflita – Você é uma pessoa apegada ao seu modo de pensar? – Você é capaz de mudar de opinião diante das novidades do Evangelho?- Com que espírito você jejua ou faz sacrifício? Amém!

10 – MAS DIAS VIRÃO EM QUE O NOIVO SERÁ TIRADO DO MEIO DELES. ENTÃO, NAQUELES DIAS, ELES JEJUARÃO

Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão. O jejum era um dos três meios de se promover os valores religiosos nos movimentos judaicos da época de Jesus. A comunidade cristã toma destes movimentos o cuidado pela oração, mas repensa o jejum a partir da comunhão à mesa. Ao redor da mesa de Jesus se congregam muitas pessoas pobres e marginalizadas. Para Jesus, o alimento é um meio de convergência e inclusão e não de exclusão. A comunidade está em festa quando Jesus está com eles. A mesma oração cristã, o Pai Nosso, clama por uma mesa onde se tenha o necessário, na qual todos tenham acesso. A comunidade percebe a absoluta novidade da mensagem de Jesus e compreende que nos pode acolher os ensinamentos tradicionais da religiosidade judia. Também se dão conta que são um fermento novo que mal combinaria com a observância escrupulosa de normas e rituais. – Hoje a maior parte dos cristãos enfrenta o desafio de novos movimentos espirituais que desafiam as crenças tradicionais. O único caminho para fazer frente a essas realidades está no retorno aos valores do evangelho, que nos indicam o que é coerente ou não com o seguimento de Jesus.

11 – A GENEALOGIA DE JESUS

Mateus inicia seu Evangelho com uma genealogia de Jesus, através de José, incluindo-o na descendência de Davi. Para nos dar a conhecer que em Jesus Cristo se cumprem as promessas divinas de salvação feitas a Abraão em favor de toda a humanidade (Gn 12, 3). Igualmente se cumpre a profecia de um reino eterno dada por meio do profeta Natan ao rei David (2 Sam 7, 12-16). Assim no Evangelho de hoje Mateus, nos mostra a ascendência de Jesus Cristo segundo a Sua humanidade, ao mesmo tempo em que dá uma indicação da plenitude a que chega a História da Salvação com a Encarnação do Filho de Deus, por obra do Espírito Santo. Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é o Messias esperado. Celebramos a festa da natividade de Maria. Ela, jovem pobre e simples é agraciada e escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus que se fez homem e habitou entre nós. Grande foi à alegria que envolveu os Pais de Maria pelo seu nascimento. Todavia, maior é a alegria do mundo. Pois por ela veio o Redentor do mundo. Assim celebrar a natividade de Maria, é tornar presente e a inserção no projeto de Deus de comunicar sua vida divina e eterna às suas criaturas, homem e mulher, transformando o mundo pelo amor, realizado na vida comum do dia a dia, trazendo a paz e a vida plena para todos. A grande mensagem apresentada por Mateus é a importância da genealogia entre os judeus. Pois ela representa a estrutura de três grupos. Cada grupo consta de catorze elos que mostram o desenvolvimento progressivo da história sagrada. Pela genealogia a pessoa via a sua identidade. Via-se ligada à família e tribo. Por ela se pertencia ou não ao eleito. Porém, lendo o relato encontramos os nomes de quatro mulheres Tamar (cfr Gn 38). São mulheres estrangeiras, que de um ou outro modo se incorporam na história de Israel, para dizer que a salvação divina abarca toda a humanidade. Cita-se personagens pecadores, mostrando que os caminhos de Deus são diferentes dos caminhos humanos. Através de homens cujo comportamento não foi reto Deus vai realizar os Seus planos de salvação. Ele nos salva, nos santifica e nos escolhe para fazer o bem, apesar dos nossos pecados e infidelidades. Tal é o realismo que Deus quis fazer constar na história da nossa salvação. O povo vai parar em Babilónia fala-se em 2 Reg 24-2 5 para se cumpre a ameaça dos profetas ao povo de Israel e aos seus reis, como castigo da sua infidelidade aos mandamentos da Lei de Deus, especialmente ao primeiro. Um aspecto a salientar é o fato de entre os Hebreus as genealogias fazer-se por via masculina. José, como esposo de Maria, era o pai legal de Jesus. A figura do pai legal é equivalente quanto a direitos e obrigações à do verdadeiro pai. Neste fato se fundamenta solidamente a doutrina e a devoção ao Santo Patriarca como padroeiro universal da Igreja, visto que foi escolhido para desempenhar uma função muito singular no plano divino da nossa salvação: pela paternidade legal de São José é Jesus Cristo Messias descendente de David. Concluindo diremos que o relato do nascimento de Jesus ensina através do cumprimento da profecia de Isaías 7, 14 que Jesus é descendente de David pela via legal de José; que Maria é a Virgem que dá à luz segundo a profecia; e por último que Jesus Cristo saiu do seio materno sem detrimento algum da virgindade de Sua Mãe. Por isso, com louvores, celebramos a sempre virgem imaculada, concebida sem pecado. Pai, que a presença de teu Filho Jesus, na História, leve à plenitude a obra de tua criação, fazendo desabrochar, em cada coração humano, o amor para o qual foi criado.

12 – …

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14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Neste dia da Pátria, queremos estar em comunhão com todo o povo brasileiro e, de modo especial, com todos os que vivem à margem da sociedade, impedidos de ter parte nos frutos do progresso da nação. Pedimos bênção e proteção divinas para todos os cidadãos do Brasil.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A palavra de Deus nos estimula a ser fiéis servidores do projeto de Deus e acolher a novidade radical trazida por Jesus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terão a luz da vida (Jo 8,12).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

O Senhor o escolheu para a plenitude do sacerdócio e, abrindo seus tesouros, o cumulou de bens.

Antífona da comunhão

O bom pastor dá a vida por suas ovelhas (Jo 10,11).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que cuidais do vosso povo com indulgência e o governais com amor, daí, pela intercessão de são Gregório Magno, o espírito de sabedoria àqueles a quem confiastes o governo da vossa Igreja, a fim de que o progresso das ovelhas contribua para a alegria eterna dos pastores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai a nossa prece.

— Sustentai, Senhor, vossa Igreja no anúncio da boa-nova.
— Protegei o papa, os bispos, presbíteros, religiosos e religiosas.
— Abençoai nossa pátria e protegei-a da injustiça e da corrupção.
— Iluminai os governantes, para que busquem dignidade para todos os brasileiros.
— Fortalecei os que se doam em favor dos mais necessitados.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, na festa de são Gregório Magno, seja-nos proveitoso este sacrifício que, ao ser oferecido na cruz, libertou do pecado o mundo inteiro. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Pai, instruí pelo Cristo mestre os que saciastes com o Cristo que é o pão da vida, para que, na festa de são Gregório Magno, cheguemos ao conhecimento da verdade e a realizemos pela caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

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FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

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O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

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Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

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