LDP: 10/SET/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

10/SET/2012 (segunda-feira)

LEITURAS

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios 5,1-8 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

Irmãos, 1 é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. 2 No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede? 3 Pois bem, embora ausente de corpo, mas presente em espírito, eu julguei, como se tivesse aí entre vós, esse tal que tem procedido assim: 4 Em nome do Senhor Jesus — estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus —, 5 entregamos tal homem a Satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor. 6 Vós vos gloriais sem razão! Acaso ignorais que um pouco de fermento leveda a massa toda? 7 Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma massa nova, já que deveis ser sem fermento. Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado. 8 Assim, celebremos a festa, não com velho fermento, nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.

Proclamação do Salmo 5,5-6. 7. 12 (R. 9a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 9a Na vossa justiça guiai-me Senhor!
— 5 Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; 6 nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos.
— 7 Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador.
— 12 Mas exulte de alegria todo aquele que em vós se refugia; sob a vossa proteção se regozijem, os que amam vosso nome!

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,6-11 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Aconteceu num dia de sábado que 6 Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7 Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8 Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. 9 Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” 10 Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11 Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Mais uma vez me é apresentada a questão do legalismo, de um lado; e de outro, a defesa da vida, da pessoa segundo o Projeto de Deus. Os bispos, em Aparecida, disseram: “Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1,1). Como filhos obedientes á voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6,63.68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.” (DAp 103). Minha vida reflete o que Jesus diz e faz ou há contradições? O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo?

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto Lc 6,6-11, e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Era sábado. Jesus entrou na sinagoga e ensinava. Lá também estava um homem que tinha a mão aleijada. E estavam os fariseus espiando se Jesus curaria no sábado. Espreitavam, como diz o Salmo: “Homens cruéis estão fazendo planos contra mim” (Sl 59, 4). O homem que tinha a mão aleijada centralizou as atenções. Para Jesus, a vida é mais importante que o sábado. E mais: ele é o Senhor do sábado. E já se manifestou sobre esta questão, afirmando que omitir socorro possível nestas situações é fazer um mal. Primeiro, Jesus manda que o homem fique em pé e na frente de todos. Depois questiona: “é permitido neste dia fazer o bem ou o mal? Salvar da morte ou deixar morrer?” Disse ao homem que estendesse a mão. E assim, o curou. Os fariseus, por falta de razão, e apegados à sua pretensa superioridade, “ficaram furiosos” e conversavam sobre o que fazer
contra Jesus.

… e a VIDA …

Senhor Jesus, não permitas que eu deixe de fazer o bem, por estar apegado a costumes e a preconceitos que não correspondem à tua vontade.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Como dizem os bispos da América Latina: “nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos são portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras.” (DAp 30).

REFLEXÕES:

1 – A FACE DO DEUS DE AMOR

Nesta cena de cura do homem da mão seca, Jesus toma a iniciativa provocadora mostrando que o serviço à vida não pode ser barrado por prescrições legais, religiosas ou não. Com sua compaixão para com os excluídos, em uma prática que entra em choque com o sistema legal do Templo, Jesus revela a face do Deus de amor e desmonta o edifício ideológico da Lei. Uma religião de rígidos preceitos se presta ao favorecimento dos privilégios e do poder daqueles que a lideram. Uma religião deste tipo teme a liberdade. A concentração de poder leva à morte. Hoje, em um mundo em que as maiores potências acumulam poder econômico e militar, em alguns casos com respaldo religioso, se coloca a esperança em uma ética mundial para salvar a humanidade do caos e da destruição. Qualquer ética, seja religiosa ou secular, terá como fundamentos o compromisso com a justiça e a fraternidade, levando a ações práticas de promoção da vida para todos.

2 – PODE SE FAZER O BEM NO SÁBADO?

Duas perguntas podem ser feitas a partir do Evangelho de hoje: a primeira é sobre o motivo da existência da lei, e a segunda é sobre a nossa atitude em relação ao modo de agir das outras pessoas. No primeiro caso, a lei pode existir tanto para garantir direitos como para ser instrumento de opressão e de dominação. Os fariseus e os mestres da Lei fizerem da Lei de Deus não um meio para garantir o bem, mas um meio de estabelecerem relações de poder e dominação. No segundo caso, quando uma pessoa faz algo que nos surpreende, nós podemos condená-la e excluí-la porque não segue os padrões da normalidade ou podemos buscar os seus motivos, e talvez aprendamos novas formas de amar.

3 – FAZER O BEM É SEMPRE PERMITIDO

A mão direita simbolizava, nas culturas antigas, o poder de fazer o bem; a mão esquerda, pelo contrário, o poder de fazer o mal. Ter a mão direita seca era uma experiência terrível. Significava que o indivíduo estava impossibilitado de realizar o bem. Só podendo agir com a mão esquerda, as obras de suas mãos não eram bem vistas. Por isso, quando Jesus se defrontou, na sinagoga, com um homem cuja mão direita estava seca, antecipou-se e se propôs a curá-lo antes que lhe fosse feito o pedido. Assim como conhecia o pensamento de seus adversários, Jesus conhecia também o drama pessoal daquele homem. Sem dúvida, sua limitação física era humilhante e o identificava como portador de maus augúrios. É bem possível que as pessoas o evitassem. Embora fosse sábado, Jesus sentiu-se na obrigação de curar aquele homem. E o fez, contrariando os mestres da Lei e os fariseus, para os quais o repouso sabático era uma exigência absoluta. Jesus não pensava assim. Quando se tratava de fazer o bem, não se importava com nada, nem mesmo com o fato de violar a lei do sábado. O amor era a exigência absoluta de sua vida, não as tradições religiosas. Este princípio de vida norteava sua ação, mesmo sabendo que se tornaria objeto do ódio de seus adversários.

4 – NÃO TENTEMOS ENGANAR O SENHOR QUE SONDA OS CORAÇÕES

A hipocrisia é a atitude do sistema religioso representado pelos escribas e fariseus, os quais se fecham em seu prestígio e poder, julgando-se justos e desprezando o povo humilde. Jesus critica severamente os escribas e fariseus, porque eles desprezavam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. A hipocrisia dos fariseus e escribas com relação à religiosidade era algo que eles não conseguiam disfarçar, não obstante a sua falsa aparência de “santos”. Eles se fecham para não perder prestígio e poder. Julgando-se justos e perfeitos, desprezavam o povo humilde e excluído da sociedade. Jesus, que enxerga além das aparências daqueles falsos santos, denuncia toda a sua falsidade. Por outro lado, o Senhor – no estilo profético – contradisse a religião da Lei que oprime e humilha o povo com suas inumeráveis observâncias, favorecendo aqueles que subjugavam o povo em nome de Deus. Estes mandatários ou representantes da elite religiosa procuram manter as aparências, porém, falta o essencial, que é a acolhida da pessoa de Cristo, e o Seu plano de Salvação com Seu amor misericordioso e vivificante. Jesus é duro em suas advertências, chegando a chamar os fariseus de “cegos” e “hipócritas”, pois limpam o exterior dos seus corpos, enquanto por dentro continuam sujos de pecados. Ele penetra no coração dos homens. e, com muita sabedoria e propriedade, denuncia o que há de escondido por debaixo das aparências. Assim como Ele falava aos mestres da Lei e aos fariseus, chamando-os de “hipócritas”, Ele também se dirige a qualquer um de nós que nos enaltecemos em vista das nossas “boas ações”. Nós também, como os antigos, podemos estar pagando o dízimo de todos os nossos proventos e até promovendo o bem comum, no entanto, podemos também estar agindo como “guias cegos” se as nossas atitudes não estiverem edificando ninguém. Se estivermos fazendo o bem apenas para aparecer e chamar a atenção, estão nos faltando os ensinamentos mais importantes: justiça, misericórdia e fidelidade. Isto acontece quando aproveitamos os momentos em que todos tomam conhecimento das nossas boas obras em campanhas, cujo objetivo é somente a nossa promoção pessoal. Os que se preocupam com isso são os fariseus e os hipócritas. Que a semente e o veneno dos fariseus hipócritas – bem como dos escribas – não caiam em nossos corações, a ponto de, uma vez germinando, sufoque, envenene e mate a Boa Nova que recebemos de Jesus. Procuremos, pois, viver o que ensinamos, pregamos e aparentamos ser perante a comunidade cristã, pois não nos esqueçamos de que o Senhor que vê tudo vai um dia nos julgar. A partir disso, é fundamental que tanto o nosso exterior quanto o interior apareçam sem manchas, e não como os doutores da Lei, cujo exterior aparecia sem manchas, todavia o seu interior estava cheio de maldade. Jesus nos adverte, enquanto é tempo, num outro texto: “limpa primeiro o copo por dentro para que também por fora fique limpo”. Podemos enganar a todos, mas não enganamos a Deus que sonda o nosso coração e conhece o que há de mais camuflado dentro de nós. A justiça, a misericórdia e a fidelidade, portanto, constituem-se em atos concretos de amor. Somos chamados a fazer o bem, mas tudo com sentido. E por amor! Meu irmão, minha irmã, será que Jesus, no Evangelho de hoje, está dizendo alguma coisa para nós? Será que também nós julgamos os outros por fazer “isso” ou “aquilo” sem nos perguntarmos porquê o fazem? Ou será que procuramos manter uma aparência de santos, de quem observa todos os mandamentos de Jesus e tudo mais, porém, na realidade, não passamos de pecadores maiores que aqueles, os quais, ao ver as nossas aparências de justos, se sentem pequeninos em relação a nós? Resumindo: diríamos que o núcleo desta narrativa é a contestação da observância religiosa do repouso sabático, imposta pela Lei de Israel. Esta contestação se insere no conjunto de outros quatro gestos de Jesus que atentam contra a ordem legal. Ele liberta o povo da lei da impureza, da culpabilidade do pecado, da exclusão do convívio social e das observâncias do jejum. Entrando numa sinagoga, Jesus se depara com um homem com a mão atrofiada, recuado, sentado no chão, marginalizado e excluído. Sabe que os chefes religiosos, escribas e fariseus o observam e querem condená-lo. Não se intimida e, ostensivamente, toma a iniciativa provocadora. Diz àquele homem marginalizado que se levante e o chama para o lugar central. Jesus opta pelo caminho do bem e da vida, e liberta o homem de seu defeito excludente. Os chefes religiosos optam pelo caminho da morte ao planejarem como eliminar Jesus. Pai, abre minha mente para compreender a Sua santa vontade, a fim de conformar minha vida com ela. E livra-me de qualquer tipo de preconceito e sobretudo da hipocrisia.

5 – «TENHO A CERTEZA DE QUE NÃO FICAREI CONFUNDIDO. O MEU DEFENSOR ESTÁ JUNTO DE MIM. QUEM OUSARÁ LEVANTAR-ME UM PROCESSO?» (IS 50, 7-8)

O Senhor, sendo Deus, fez-Se homem e, tendo sofrido em vez do enfermo, tendo sido encarcerado em vez do prisioneiro, tendo sido condenado em vez do criminoso e sepultado em vez do que jazia no sepulcro, ressuscitou dos mortos e exclamou com voz poderosa: «”Quem ousará condenar-Me? Aproxime-se de Mim!” (Is 50,8) Eu libertei o condenado, dei a vida ao morto, ressuscitei o que estava sepultado. “Quem ousará atacar-Me?” (Is 50,9) Eu sou Cristo, Aquele que destruiu a morte, que venceu o inimigo, que calcou aos pés o inferno, que pôs em cadeias o violento (Lc 11,22) e que arrebatou o homem para as alturas dos Céus. Eu sou Cristo. Vinde, portanto, todas as nações da terra oprimidas pelo crime, e recebei a remissão dos pecados. Eu sou o vosso Perdão, a Páscoa da salvação, o Cordeiro por vós imolado, a Água que vos purifica, a vossa Vida, a vossa Ressurreição, a vossa Luz, a vossa Salvação, o vosso Rei. Eu vos elevarei até às alturas dos Céus; Eu vos ressuscitarei e vos mostrarei o Pai que está nos Céus; Eu vos exaltarei pela Minha mão direita.» Assim é Aquele que fez o céu e a terra e no princípio criou o homem (Gn 2,7), Aquele que Se fez anunciar pela Lei e pelos Profetas, Aquele que nasceu da Virgem, foi crucificado no madeiro, sepultado na terra, ressuscitado dentre os mortos, ascendeu às alturas dos céus, Se sentou à direita do Pai e detém o poder de tudo julgar e de tudo salvar. Por Ele criou o Pai tudo o que existe, desde o princípio até à eternidade. É Ele o Alfa e o Ómega (Ap 1,8), o princípio e o fim, Cristo, a Quem sejam dados a glória e o poder pelos séculos dos séculos, Amém.

6 – LEVANTA-TE E FICA AQUI NO MEIO (…). ESTENDE A MÃO

Hoje Jesus nos dá exemplo de liberdade. Falamos muitíssimo dela nos nossos dias. Mas a diferença do que hoje se apregoa e até se vive como liberdade, a de Jesus, é uma liberdade totalmente associada e aderida à ação do Pai. Ele mesmo dirá: Vos garanto que o Filho do homem não pode fazer nada por si só e sim somente o que vê o Pai fazer; o que faz o Pai, faz o Filho (Jo 5,19). E o Pai só obra, só age por amor. O amor não se impõe, mas faz agir, mobiliza devolvendo com amplidão a vida. Aquele mandato de Jesus: Levanta-te e fica aqui no meio (Lc 6,8); tem a força recriadora daquele que ama, e pela palavra age. Mas ainda, o outro: Estende tua mão, (Lc 6,10), que termina conseguindo o milagre, restabelece definitivamente a força e a vida daquele que estava débil e morto. Salvar é arrancar da morte e, é a mesma palavra que se traduz por sanar. Jesus curando, salva o que havia de morto nesse pobre homem doente, e isso é um claro signo do amor de Deus Pai para com suas criaturas. Assim, na nova criação onde o Filho não faz outra coisa mais do que vê fazer ao Pai, a nova lei que imperará será a do amor que se põe em obra e, não a de um descanso que inativa, inclusive, para fazer o bem ao irmão necessitado. Então, liberdade e amor conjugados é a chave para hoje. Liberdade e amor conjugados à maneira de Jesus. Aquilo de: ama e faz o que queiras, de Santo Agostinho tem hoje vigência plena, para aprender a configurar-se totalmente com Cristo Salvador.

7 – LEVANTE-TE E FICA NO MEIO

A prática do descanso Sabático com a interpretação errônea dos escribas e fariseus distancia cada vez mais eles de Jesus. Não entenderam que a lei foi dada a Moisés para que o homem se tornasse livre. A lei do descanso no sábado era para que se lembrasse que foram escravos no Egito e assim sendo viver na liberdade de filhos e filhas de Deus. Jesus ao ver aquele homem de mão seca procura trazê-lo a vida nova enquanto que os escribas e fariseus pensam na morte. É provável que aquele homem frequentasse a sinagoga há muito tempo e nunca ninguém tinha prestado atenção nele naquela situação de exclusão em que vivia, mas quando Jesus o vê chama-o para o meio e também os que detêm o poder passam a reparar nele não para trazê-lo para a vida, mas para condenar Jesus. Então Jesus os questiona a respeito da lei que eles tanto observam: Em dia de sábado é permitido fazer o bem ou o mal? Ao dar a lei a Moises Deus nos mostrou sua grande misericórdia não querendo que seus filhos fossem escravos e nem escravizassem seu semelhante. Não podemos viver uma religião que prioriza mais a lei que o amor. Jesus não veio abolir a lei, mas sim torná-la perfeita. Será que nós muitas vezes não agimos como os escribas e fariseus, preferindo excluir alguém que não se encaixa em nossos padrões? Jesus nos ensina que a religião só é boa quando promove a vida e a libertação do ser humano. O amor deve superar a hipocrisia e o legalismo doentio que muitas vezes se faz presente em nossas comunidades. Quantos irmãos ainda estão num canto excluído esperando ser chamado para o meio. Que a Eucaristia nos leve a incluir sempre e libertar a nós e aos outros de tudo aquilo que nos deixa de fora das alegrias do reino de Deus.

8 – PARA SE FAZER O BEM, NÃO HÁ DIA NEM HORA…

No Preceito Sabático o Judeu fazia memória da ação libertadora que Deus havia realizado a favor do povo, através de Moisés. O que está, portanto no centro dessa ação Divina, é justamente a Vida enquanto dom Divino, e que tem a sua Dignidade. Jesus é o Libertador por Excelência, e a libertação por ele oferecida abrange todo homem. Nenhuma Lei ou norma, mesmo de caráter religioso, deverá impedir qualquer ação a favor da Vida. Os escribas e Fariseus, obcecados pela ideia de condenar Jesus, só conseguem olhar o aspecto legal do Preceito Sabático, sem darem a mínima para o seu conteúdo e significado. Se de fato tivessem a consciência do ato libertador de Deus, o teriam reconhecido em Jesus, e longe de censurá-lo pela quebra da lei sabática, louvariam a Deus pela cura, sinal visível da ação libertadora de Deus a favor do homem. Para nós cristãos, o Dia do Senhor é o domingo, que invadido pelo espírito consumista, vai perdendo totalmente o seu sentido, mesmo entre os cristãos, pois outros deuses são glorificados, os grandes shoppings e Magazines, tornam-se templos de luxo e de consumismo, no futebol ou nos programas de auditórios, muitos ídolos recebem as honras e tributos dos seus fãs, e Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador, que espaço tem ele em nosso domingo? Será que não nos tornamos também ritualistas, de uma celebração formal, onde muitas vezes não passamos de meros assistentes? Ao curar o homem de mão seca, e o colocá-lo no centro da assembleia, Jesus está nos ensinando que na comunidade a nossa comunhão tem que ter como referência central a Vida do outro, pois só assim a comunhão com Deus será completa. As pessoas são mais importantes do que qualquer norma ou regra…

9 – JESUS CUROU O HOMEM DA MÃO SECA

Jesus entra no templo e logo percebe um irmão excluído pela sociedade por causa de um defeito que tinha em uma das mãos. Sentado no chão, com vergonha por ser um dos últimos dos seres humanos naquela sociedade excludente, e com pena de si mesmo, o pobre homem tentava se conformar com a cruz que tinha de carregar, como o faz muitos irmãos que hoje perambulam pelas ruas de nossas cidades, pobres criaturas mal vestidas e mal cheirosas, dependentes da nossa caridade para matar a fome e a sede. Era dia de sábado, e segundo a lei não era permitido fazer absolutamente nada. Estavam presentes os lideres judaicos, escribas e fariseus, que se julgavam os puros observadores da lei de Israel, estavam como sempre a observar se Jesus faria algum milagre no dia do descanso segundo a Lei. Eles não disseram nada. Somente estavam observando, mas Jesus percebeu os seus pensamentos e sem nenhum temor, pede ao aleijado que se levante. Todos de olhos nos dois, principalmente os escribas e fariseus. E Jesus então pergunta aos presentes, especialmente aos seus adversários: “Eu pergunto a vocês: o que é que a nossa Lei diz sobre o sábado? O que é permitido fazer nesse dia: o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer?” Em seguida, Jesus cura, aquele homem libertando-o daquele defeito que o marginalizava, que o humilhava. Os lideres judaicos, furiosos, trocam entre si opiniões, sobre como eliminar Jesus, que segundo eles, estava desrespeitando a Lei. Ao contestar a observância religiosa do repouso sabático, imposta pela Lei de Israel, Jesus mostra que o mais importante, é salvar a vida, é fazer o bem, e não observar cegamente um preceito religioso simplesmente por observar. Este foi um dos quatro gestos de Jesus em que Ele agride a ordem legal defendida pelos mandatários locais. Jesus não se intimida e, ostensivamente, toma a iniciativa provocadora de passar por cima daquele preceito religioso e libertar aquele pobre homem do seu motivo de humilhação social. Enquanto que os seus oponentes, que se julgavam tão santos, tramam a morte de Jesus. Nós também não devemos nos intimidar diante das injustiças, diante das coisas erradas que nos cercam. Vizinhos que nos incomodam, e outros abusos que são frutos do egoísmo das pessoas que só pensam em satisfazer os seus intentos e desejos sem se incomodar se estão prejudicando os demais. Precisamos ter a coragem de reclamar, de enfrentar tais abusos, porém sem ofender os abusados. Poderemos ser crucificados, retaliados. Por isso, peçamos a proteção de Deus.

10 – NINGUÉM, JAMAIS, EM MOMENTO ALGUM PODE PERDER A CHANCE DE ATENDER À ORDEM DE JESUS, PORQUE ELE VEIO PARA NOS CURAR

Os mestres da lei e os fariseus apreciavam a Lei de Deus apenas no que se relacionava com as regras de comportamento, de organização e disciplina do povo. No entanto, eles não a tinham no coração, como um princípio de vida e libertação do ser humano. Com efeito, por mais que manifestasse, no meio do povo, prodígios e milagres, Jesus não conseguia fazê-los entender que o ser humano é muito mais importante para Deus do que todos os regulamentos. Ao contrário do que eles pregavam, Jesus fazia questão de anunciar que viera para os pecadores mostrando que o pecado nos deforma e nos afasta do convívio com Deus e também com as pessoas. Por isso, Ele fazia questão de acolher a todos que estavam “marcados” pelo estigma do erro, da culpa e que de alguma forma se sentiam excluídos do convívio com aqueles que se consideravam “puros e bons”. Hoje, também, o propósito de Jesus é restaurar a vida de todos os que se encontram em situação de exclusão, por isso, a qualquer hora, em qualquer momento, mesmo quando todos nos apontam e acusam Jesus está pronto para nos colocar no centro, nos tirando do meio da multidão. Ele nos olha com um olhar especial e percebe a nossa chaga! Ele sabe o que está nos deformando e quer que tenhamos consciência da nossa dificuldade, por isso, nos manda estender a mão a fim de expor o nosso pecado, reconhecendo que precisamos de perdão e de acolhimento. O olhar carinhoso de Jesus nos revigora e a Sua Palavra é para nós como uma promessa que se cumpre: “Levanta-te e fica aqui no meio”! “Estende a tua mão”! Na medida em que obedecemos à Sua Palavra, também vão caindo por terra os nossos complexos de inferioridade, o medo de revelar quem nós somos, os nossos defeitos, a nossa “mão seca”. Tudo se torna muito natural e simples! Perdemos a inibição e cheios de firmeza enfrentamos todos os olhares ardilosos, pois eles estão ocultos pelo olhar misericordioso de Deus. Ninguém, jamais, em momento algum pode perder a chance de atender à ordem de Jesus, porque Ele veio para curar a nossa “mão seca”, nem que seja em dia de sábado. Reflita – Quando comete um pecado grave você se sente isolado? – Você costuma reconhecer e confessar os seus pecados? – Você tem coragem de expor os seus defeitos diante das pessoas pondo-se sob o olhar da misericórdia divina? – Para você o que pode significar “em dia de sábado? Amém.

11 – …

12 – …

13 – …

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Jesus firmou compromisso com os empobrecidos e não tinha medo das críticas que se faziam às suas atitudes. Da mesma forma, o cristão é chamado a sobrepor sua vontade de fazer o bem à incompreensão e às oposições.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A comunidade cristã é convidada a ser íntegra, transparente e coerente em suas ações, lançando fora o fermento da imoralidade, da hipocrisia e do legalismo doentio.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia (Sl 118,137.124).

Antífona da comunhão

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; aquele que me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida (Jô 8,12).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai a nossa prece.

— Protegei, Senhor, vossa Igreja peregrina neste mundo.
— Sustentai com vosso amor todos os missionários.
— Livrai-nos das desculpas para não fazer o bem.
— Fortalecei as pessoas com deficiência e suas famílias.
— Dai alegria a todos os ministros de nossa comunidade.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, fonte da paz e da verdadeira piedade, concedei-nos, por esta oferenda, render-vos a devida homenagem e fazei que nossa participação na eucaristia reforce entre nós os laços da amizade. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que nutris e fortificais vossos fiéis com o alimento da vossa palavra e do vosso pão, concedei-nos, por estes dons do vosso Filho, viver com ele para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

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FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

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O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

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Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

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