LDP: 11/SET/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

12/SET/2012 (terça-feira)

LEITURAS

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios 6,1-11 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

Irmãos, 1 quando um de vós tem uma questão com um outro, como se atreve a entrar na justiça perante os injustos, em vez de recorrer aos santos? 2 Será que ignorais que os santos julgarão o mundo? Ora, se o mundo está sujeito a vosso julgamento, seríeis acaso indignos de deliberar e julgar sobre questões tão insignificantes? 3 Ignorais que julgaremos os anjos? Quanto mais, coisas desta vida! 4 No entanto, se tendes dessas questões a resolver, recorrereis a juízes que a Igreja não pode recomendar. 5 Digo isso, para confusão vossa! Será, então, que aí entre vós não se encontra ninguém sensato e prudente que possa ser juiz entre irmãos? 6 Ao invés disso, irmão contra irmão vai a juízo, e isso perante infiéis! 7 Aliás, já é uma grande falta haver processos entre vós. 8 Por que não suportais, antes, a injustiça? Por que não tolerais, antes, ser prejudicados? Pelo contrário, vós é que cometeis injustiças e fraudes, e isso contra irmãos! 9 Porventura ignorais que pessoas injustas não terão parte no reino de Deus? Não vos iludais: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem pederastas, 10 nem ladrões, nem avarentos, nem beberrões, nem insolentes, nem salteadores terão parte no reino de Deus. 11 E vós, isto é, alguns de vós, éreis isso! Mas fostes lavados, fostes santificados, fostes justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus.

Proclamação do Salmo 149, 1-2. 3-4. 5-6a.9b (R.4a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 4a O Senhor ama seu povo de verdade. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
— 1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! 2 Alegre-se Israel em Quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!
— 3 Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! 4 Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.
— 5 Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, 6a com louvores do Senhor em sua boca 9b Eis a glória para todos os seus santos.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,12-19 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17 Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18 Vieram para ouvir Jesus e ser curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19 A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo? Pelo Batismo recebi a missão de discípulo e de missionário de Jesus. Os bispos da América Latina disseram em Aparecida: “Para não cair na armadilha de nos fechar em nós mesmos, devemos nos formar como discípulos missionários sem fronteiras, dispostos a ir “à outra margem”, àquela na qual Cristo não é ainda reconhecido como Deus e Senhor, e a Igreja não está presente”. (DAp 376). Cristo me chama também pelo nome. Como é a minha disponibilidade?

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na minha Bíblia, o texto: Lc 6,12-19 e observo pessoas e as atitudes de Jesus. Lucas registra a oração de Jesus durante toda a noite. Afasta-se da multidão e dos opositores hostis, subindo à montanha para a oração. De manhã, chama seus discípulos escolhendo entre eles doze a quem chamou apóstolos. Jesus não chamou para seu grupo os mais preparados do seu tempo, mas, os mais disponíveis. Chamou simples pescadores – Pedro, André, Tiago, João. Chamou o cobrador de impostos. Chamou gente simples. Não significa que discriminou. Apenas, significa que o coração mais simples está livre de muitas preocupações e têm espaço para acolher. E os chamados receberam a missão de enviados – “apóstolos” – para anunciar o Reino, expulsar os espíritos mau s e curar todas as doenças, uma missão de libertar as pessoas de todos os males.

… e a VIDA …

Pai, transforma-me em apóstolo de teu Filho Jesus para que, movido pelo Espírito, eu possa ser sinal da presença dele neste mundo tão carente de salvação.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou demonstrar pela vida que caminho com Jesus Mestre para anunciar onde vivo, trabalho, estudo; por onde passo deixo os sinais da proposta de Jesus Cristo.

REFLEXÕES:

1 – A ORAÇÃO ILUMINA A AÇÃO MISSIONÁRIA

A tradição das comunidades cristãs oriundas do judaísmo guardava uma lista de doze nomes aos quais se atribuía a liderança da Igreja. Os evangelistas sinóticos inserem esta lista em seus textos. Lucas apresenta a escolha dos doze após uma noite de oração de Jesus. É característico de Lucas, devoto da oração de Jesus, o empenho em registrar estes momentos de intimidade entre Jesus e o Pai, ao longo de seu ministério. A oração ilumina e fortalece a ação missionária. Após a noite de oração na montanha é necessário descer para ir ao encontro das multidões que anseiam por Jesus, em busca de libertação e vida. Eles vêm da Judeia e das regiões gentílicas vizinhas da Galileia. Jesus os acolhe, sem discriminações. Com suas palavras e sua prática, Jesus eleva os abatidos.

2 – ESCOLHA DOS DOZE APÓSTOLOS

Jesus não quis realizar sozinho a obra do Reino, mas chamou apóstolos e discípulos para serem seus colaboradores. Nós, ao contrário, muitas vezes queremos fazer tudo sozinhos e afirmamos que os outros mais atrapalham que ajudam. Com isso, negamos a principal característica da obra evangelizadora que é a sua dimensão comunitário-participativa, além de nos fazermos autossuficientes, perfeccionistas e maquiavélicos, pois em nome do resultado do trabalho evangelizador, excluímos os próprios evangelizadores, fazendo com que os fins justifiquem os meios e vivendo a mentalidade do mundo moderno da política de resultados, isto porque muitas vezes não somos evangelizadores, mas adoradores de nós mesmos.

3 – UMA ESCOLHA FEITA COM DISCERNIMENTO

A escolha dos doze Apóstolos deu-se num processo de oração e de discernimento. Tratava-se de um ato importante no contexto da missão de Jesus. Ele não podia ser movido por critérios que não fossem aqueles do Reino. Teria incorrido em erro se escolhesse somente quem lhe era simpático, quem fosse rico ou de família nobre ou, então, quem lhe pudesse oferecer ajuda financeira. Só a obediência ao Pai, depois de uma noite passada em oração, explica por que Jesus escolheu um punhado de pessoas humanamente tão pouco qualificadas. E mais: gente que haveria de traí-lo, abandoná-lo, renegá-lo. Entretanto, foi assim que se manifestou a sabedoria divina. A consolidação do Reino, na história humana, haveria de ser obra de Deus. A precariedade de dotes nas pessoas escolhidas para serem instrumento de sua ação demonstrou-o muito bem. Embora humanamente cheios de limitações, os doze Apóstolos receberam a missão de levar adiante a missão iniciada por Jesus, o enviado do Pai. A ação deles revelou-se grandiosa, porque souberam confiar plenamente em Deus e deixar-se guiar por ele. O tempo demonstrou o acerto de Jesus na escolha dos doze. Excetuando Judas Iscariotes, que não soube confiar no perdão misericordioso de Jesus, todos os demais apóstolos assumiram com um ardor incrível sua missão de servidores do Reino.

4 – QUAL É O SEU PLANO HOJE?

Sempre que Jesus se isolava para rezar, é porque havia algo de extrema importância por fazer. Dessa vez, foi a escolha dos doze apóstolos. Apesar d’Ele ter o raciocínio rápido demais para dar as respostas mais sensatas, na hora de tomar decisões importantes Ele passava a noite inteira em reflexão, em oração. Traçando um plano de vida e querendo cumpri-lo sem dar margem a erros, no Evangelho de hoje, Jesus vai ao monte e passa a noite inteira lá. “Monte”, aqui, significa intimidade profunda com Deus, pois Ele veio não para fazer a Sua vontade, mas a do Pai que O enviou. Então, essa deve ser a primeira lição de hoje para nós: buscar uma meta, um objetivo de vida e traçar um plano para alcançá-lo. Mas tenhamos também a certeza de que, sozinhos não conseguiremos nada. Eu lhe pergunto: “Qual é o seu plano hoje?” O plano de Jesus foi difundir o Evangelho para toda a humanidade. O nosso não precisa ser tão pretensioso, mas é preciso que cada um saiba para onde vai, o que vai fazer lá e o porquê? Outro ponto importante é que Jesus, sendo um líder servidor, com certeza acompanhava, um por um, dos Seus doze apóstolos e amigos. Devia conhecer a intimidade de cada um, seus anseios, suas preocupações, suas dúvidas, seus amores e, no decorrer dos três anos, deve ter feito um profundo processo de cura e transformação nesses doze homens para que eles soubessem como deveriam ser com os seus próprios seguidores quando chegasse a vez deles. Jesus sabia que estava formando os doze não para Ele próprio, mas para o mundo, como um verdadeiro Pai que escuta, acolhe, compreende, perdoa e dá forças e meios para o filho superar as dificuldades, principalmente as próprias limitações. Como seria bom se tivéssemos mais líderes, mais padres, mais coordenadores, mais pais que se sentissem responsáveis pelos seus como Jesus! Por fim, a força que saía d’Ele curava a todos. Na linguagem de hoje, poderíamos dizer que Jesus era uma pessoa que tinha presença. Ele é a Luz, por isso atrai a todos. Sua postura é sempre impecável. Mesmo lidando com doenças e demônios, Jesus conservava uma atitude positiva, conservando em tudo a firmeza de ânimo. Assim como Ele, nós devemos praticar a mesma firmeza de ânimo, a fim de traçar um projeto de vida, sermos determinados e tocar para frente, contando sempre com a ajuda dos outros, pois “uma mão lava a outra” e as duas ficam limpas. Cristo, ao escolher os Seus discípulos, não faz outra coisa senão lhes confiar também a responsabilidade e os envia em missão para onde Ele mesmo deveria ir. Precisamos ter atitudes positivas no nosso dia a dia. Uma atitude positiva mesmo frente aos problemas da vida. Isto nos fará superar todas as dificuldades.

5 – PASSOU A NOITE A ORAR A DEUS

A oração de Cristo em Getsemani é o encontro da vida humana de Jesus Cristo com a vontade eterna de Deus. […] O Filho fez-Se homem para que tivesse lugar esse encontro da Sua vontade humana com a do Pai. Fez-Se homem para que esse encontro fosse repleto da verdade sobre a vontade humana e sobre o coração humano, esse coração que quer fazer desaparecer o mal, o sofrimento, o julgamento, a flagelação, a coroa de espinhos, a cruz e a morte. Fez-Se homem para que, neste contexto da verdade sobre a vontade humana e sobre um coração humano, surgisse toda a grandeza do amor que se exprime na dádiva de si e no sacrifício: «Porque Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único» (Jo 3,16). Quando Cristo ora, o amor eterno deve confirmar-se através da oferenda do coração humano. E confirma-se de facto: o Filho não recusa ao Seu coração tornar-se o altar, o local da elevação, antes de se tornar o local da cruz. […] A oração é, por conseguinte, o encontro entre a vontade humana e a vontade de Deus. O seu fruto privilegiado é a obediência do Filho ao Pai: «Seja feita a Tua vontade». Porém, a obediência não significa renúncia à nossa vontade, mas antes uma verdadeira abertura do olhar espiritual e do ouvido espiritual a este Amor que é o próprio Deus. E Deus é este Amor (1Jo 4,16), Ele que amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único. Eis então o homem, eis Jesus Cristo, o Filho de Deus; após a Sua oração em Getsemani, torna a erguer-Se, fortalecido por essa obediência através da qual Se reuniu a este amor, a esta dádiva do Pai ao mundo e a todos os homens.

6 – JESUS FOI À MONTANHA PARA ORAR E PASSOU A NOITE TODA EM ORAÇÃO A DEUS

Hoje gostaria de centrar a nossa reflexão nas primeiras palavras deste Evangelho: «Naqueles dias, Jesus foi à montanha para orar. Passou a noite toda em oração a Deus» (Lc 6,12). Introduções como esta podem passar despercebidas na nossa leitura quotidiana do Evangelho mas, — de fato — são da máxima importância. Concretamente, hoje nos dizem que a eleição dos doze discípulos — decisão central para a vida futura da Igreja — foi precedida por toda uma noite de oração de Jesus, sozinho, perante Deus, seu Pai. Como era essa oração do Senhor? Do que se infere da sua vida, deveria ser uma prece cheia de confiança no Pai, de total abandono à sua vontade — «não procuro fazer a minha própria vontade, mas a vontade do que me enviou» (Jo 5,30) —, de manifesta união à sua obra de salvação. Apenas desde esta profunda, longa e constante oração, sempre sustentada pela ação do Espírito Santo que, já presente no momento da sua Encarnação, tinha descido sobre Jesus no seu Batismo; apenas assim, dizíamos, o Senhor podia obter a força e a luz necessárias para continuar a sua missão de obediência ao Pai para cumprir a sua obra vicária de salvação dos homens. A eleição subsequente dos Apóstolos, que como nos recorda São Cirilo de Alexandria, «O próprio Cristo afirma ter-lhes dado a mesma missão que recebera do Pai», mostra-nos como a Igreja nascente foi fruto desta oração de Jesus ao Pai no Espírito e que, portanto, é obra da Santíssima Trindade. «Ao amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de apóstolos» (Lc 6,13). Oxalá toda a nossa vida de cristãos de — discípulos de Cristo — esteja sempre submersa na oração e continuada por ela.

7 – OS ENVIADOS

No Evangelho de hoje Jesus escolhe seus enviados – os apóstolos – para dar continuidade de seu projeto de vida. Ele sabe que seu tempo na terra é curto, mas a propagação da vivacidade de uma vida linear e equilibrada deve ser cultivada sempre. Logo seus envidados devem abastecer da palavra que enche o coração de amor e colocar em prática no meio social aonde o respeito, a dignidade e justiça ainda não chegaram. Em oração o Mestre busca o discernimento correto. Primeiramente liga-se com o Pai através da fé, momento impar para tomar a decisão de nomear seus seguidores e formar a comunidade com a tarefa entrar em todos os meandros pedregosos. Dentre os enviados está o traidor. Aquele que vai fazer parte de uma comunidade com funções claras, mas seu projeto de vida foi entregar Jesus para ser condenado. Mas afinal por que Jesus escolheu Judas Iscariotes? Se atentarmos para a realidade do Reino, percebe-se que nem tudo é mar de rosas. O traidor na comunidade de enviados era para dar mais força para os membros, ter mais compromisso, dedicação e ficar sempre atentos nas ações da comunidade. Na verdade, Judas foi uma prova de que não deve cochilar em serviço, pois pode aparecer outro e derrubar a caminhada num piscar de olhos. Basta observar as comunidade de hoje. Aparentemente tudo flui maravilhosamente. Lego engano! Quantas confusões nas comunidades, quantas injustiças nas pequenas igrejas, quantas passadas de pernas acontecem nas paróquias! Quantos aproveitadores estão plantados nas dioceses! Mas, claro, não se pode falar abertamente! De repente a comunidade está caminhando bem, o povo está contente com a administração da comunidade, o projeto de evangelização não poderia estar melhor, pois o empenho de todos é vibrante, entretanto, aparece alguém com certos interesses alheios ao programado e pode perder tudo que estava planejado. Isto acontece para dar um balanço na comunidade com a intenção de buscar a coesão. Todos devem estar preparados para o opositor. Mas quem busca o verdadeiro reino não deixa ser contaminado por propostas indecentes e nem por falsas ilusões. Jesus não se deu como vencido e ao retornar do monte em oração encontrou uma multidão aflita por cura, libertação e consolo. Ele era como imã. Atraia multidão para “sua tenda” com facilidade, pois tinha algo a dizer para o povo. Este algo a dizer para o povo era salutar para o reino. Nada poderia justificar a ignorância, a opressão e a violência, pois a caminhada de Jesus era para dar vida e conforto a todos. Portanto, aqueles que procuravam Jesus ou seus enviados estavam prontos para ouvir a proclamação solene do caminho que gera nova sociedade e nova história, onde todos terrão liberdade e vida. E nós procuramos ouvir Jesus? Estamos preparados para sermos um enviado sério ou um enviado como Judas Iscariotes? Amém!

8 – A ALEGRIA DE SER CONVOCADO…

Nos meus tempos de menino, como todo garoto tínhamos um campinho de futebol no final da rua, onde travávamos verdadeiras batalhas campais correndo atrás de uma bola. Eu gostava de atuar de goleiro, posição não tão disputada e então sempre tinha um lugar garantido quando íamos iniciar a partida e dois escolhiam os times. Mas com o tempo surgiu outro goleiro e daí na hora da escolha eu ficava com o coração na mão, não sabendo se seria escolhido ou não. Neste evangelho Jesus convoca o time que terá a missão de evangelizar e a seleção é feita entre os seus discípulos, ganhando os escolhidos o nome de apóstolos. Judas Iscariotes estava entre os escolhidos, porque Jesus não chama só os bons, mas sim os que querem comprometer-se com o seu projeto da construção do novo reino. Todo homem chamado por Deus para viver a vocação do amor, esse chamado é natural e está no próprio dom da vida, entretanto, alguns, o Senhor escolhe para serem os seus colaboradores, estes têm uma responsabilidade maior, os cristãos batizados são assim convocados para serem os anunciadores desse Reino Novo, é preciso vestir a camisa, ir a campo para o combate. Aos escolhidos Deus dá uma força que não vem do humano mas do Divino, antes da escolha, Jesus estava em oração, isso significa dizer que aquela mesma força libertadora, que saia de Jesus e aliviava as pessoas de seus males, está também presente em cada discípulo. Vivemos em uma sociedade marcada por uma multidão de pessoas que não são livres, a alienação de certas ideologias vem contaminando o coração de muitos, e nesse caso, o anúncio cristão de Jesus e seu evangelho, é a única saída para tantas opressões. Entretanto, essa ação libertadora por excelência, depende de nós…

9 – A ORAÇÃO É SINAL DA NOSSA DEPENDÊNCIA DE DEUS!

É a nossa dependência de Deus, que nos torna fortes, quando parecemos fracos, aos olhos do mundo! Como é bom viver nesta constante dependência, tendo sempre a certeza de que não somos estranhos para Deus, e que podemos dirigir ao Ele, com intimidade de filho! A nossa vida deve ser sempre pautada no exemplo de Jesus, que mesmo sendo Deus, abriu mão de suas prerrogativas divinas, para se tornar “Filho”, assim como nós; totalmente dependente do Pai! Só quando abrimos mão da nossa autossuficiência, conseguimos esvaziar de nós mesmo, e nos tornar totalmente dependentes de Deus! A oração é sinal de dependência, de fragilidade de quem reconhece a sua limitação e recorre Àquele que tudo Pode! Jesus, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, disso não temos dúvidas, mas temos uma propensão de imaginar que para Jesus, por ser Ele o próprio Deus, as coisas fossem bem mais fáceis de resolver do que para nós, pois tendo uma visão divina, Ele encontraria logo a resolução de todos os problemas, mas o evangelho de hoje vem nos afirmar que pensar assim, é um grande equívoco nosso, pois Jesus, ao passar a noite inteira em oração ao Pai, nos mostra claramente que na eminência de ter que fazer uma escolha, Ele buscou a decisão no Pai, o Pai que decide quem são os primeiros escolhidos e não Ele. O evangelho nos convida a contemplar um dia inteiro da vida de Jesus, uma vida que nos fala de duas vertentes claras: a oração e a ação! Jesus sobe à montanha e passa a noite toda, em oração, buscando no Pai o discernimento para a escolha daqueles que dariam continuidade a sua missão após o seu retorno para o Pai! Quando desceu da montanha, Jesus já estava certo de que os Seus escolhidos, eram aqueles a quem o Pai havia destinado para pôr em prática o Seu projeto. Na escolha dos doze apóstolos, é formada a sua primeira comunidade, o cerne da sua igreja! Aquele grupo de homens comuns, dotados de virtude e defeitos, levariam a boa nova a todas as nações, espalhando sobre a terra, castigada pelas forças contrárias à vida, as sementes do Reino dos céus! É importante termos em mente, que Jesus não fez esta escolha por impulso, Ele colocou tudo nas mãos do Pai. A noite passada em vigília de oração, confirma que antes de tomar qualquer decisão Ele consultava o Pai, e em tudo buscava cumprir a Sua vontade! De volta à planície, Jesus se deixa tocar pela multidão que buscava Nele a cura dos seus males, males do corpo e da alma. Se quisermos seguir os passos de Jesus, não podemos prescindir destas duas vertentes: oração e ação. Precisamos subir á montanha, nos isolarmos do mundo por alguns instantes, num encontro conosco mesmo, através de uma intimidade maior com o Pai, pela oração. E depois, é o próprio Pai que nos devolve à planície, abastecidos interiormente, prontos para nos entregarmos ao amor serviço em favor de tantos irmãos marginalizados necessitados do nosso auxílio. O subir a montanha e descer à planície devem ser os nossos movimentos constantes! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

10 – JESUS PASSOU A NOITE TODA EM ORAÇÃO

Passou a noite toda em oração, consultando o Pai, falando com o Pai, sobre a escolha dos 12 discípulos. Quando terminou sua longa oração, Jesus escolheu doze dentre os discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos, ou seja, depois desse dia, passaram a terem os nomes de apóstolos. Jesus enquanto Deus não precisava rezar ou orar, mas para nos deixar o exemplo, Ele rezava muito. Levantava de manhã antes do amanhecer e se retirava a um lugar deserto para orar. Às vezes passava a noite inteira em oração. E nos disse que devemos vigiar e orar sem cessar, pois o espírito está preparado, mais a carne é fraca. Ele nos deu o exemplo, pois rezava: de manhã, à noite, às refeições, na sinagoga (igreja). Suas orações eram sempre inventadas na hora, eram espontâneas. Jesus rezou: De noite: (Lc 6,12) Na montanha, Ele passou a noite toda rezando… De manhã: (Mc 1,35) Ao amanhecer foi rezar a sós… Nas alegrias, agradecendo: (Lc. 10,21) “Eu te louvo, Pai porque escondestes estas coisas dos sábios e as revelastes aos pequeninos…” Na tristeza: (Lc 22,41) “Pai… afasta de mim este cálice…” Pedindo: (Lc 23,34 e Jo 17) “… Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem…” Jesus nos ensinou a rezar porque Ele conhecia como ninguém a natureza humana, suas fraquezas e suas limitações. Se por um lado nós pecamos durante o dia, podemos contar sempre com o perdão de Deus, pois Ele é amor. E isso faremos momentos antes de dormir. No momento em que prestamos conta a Deus do nosso dia. Começamos pedindo perdão, depois agradecemos tudo que quê Ele nos deu, e finalmente pedimos o que precisamos, mas não devemos pedir somente para nós, mas sim também para nossos familiares, amigos e até inimigos. Isso mesmo! Até pelos inimigos. Não só para que eles não nos façam mal, mas pela sua conversão. Já me perguntaram: Por que as vezes rezamos, pedimos e não conseguimos nada? Pode ser, que: Rezamos distraídos ou mesmo sem fé o suficiente; Pedimos uma coisa que não está de acordo com o plano ou a vontade de Deus; (Jesus mata meu vizinho, ele me incomoda muito!); Pedimos para testar a Deus, para ver se realmente Ele é poderoso. (Como o fez Herodes) Irmãos: somos limitados e dependentes, mas unidos a Deus pela oração, nossa coragem aumenta, nossos problemas serão facilmente solucionados. E é aí que se encontra aquilo que mais procuramos na vida, a felicidade, que está na certeza de que não estamos sozinhos diante dos obstáculos normais e extraordinários desta vida terrena. Tem gente que só reza quando a “coisa fica preta”. Só se lembram de Deus na hora do apuro: Na hora do sequestro, do incêndio, da morte iminente do filho, etc. O próprio Jesus que era Deus rezou para nos dar o exemplo. Sendo Deus, Ele não precisava rezar, mas quis nos ensinar que sem Deus não somos nada, e que precisamos pedir sempre a sua força, sua proteção nos perigos, etc. Podemos e devemos rezar todo instante. Para isso, basta elevar o nosso pensamento a Deus. Os principais momentos em que precisamos falar com Deus, são: Ao levantar, nas horas de perigos, nas horas de alegrias (agradecendo), às refeições, na Igreja, e antes de dormir, ou a qualquer hora. Jesus nos ensinou a rezar com: Fé, confiança, humildade, com insistência. Podemos inventar as nossas próprias orações, falando com Deus do nosso jeito. Esse tipo de conversa com Deus, se chama: Oração espontânea ou informal. E também podemos pronunciar ou ler as orações que foram feitas por outras pessoas, como os salmos, o credo, o pai nosso, etc. A esse tipo de oração foi dado o nome de oração formal. Prezados irmãos! Vamos rezar mais. Para estar na amizade com Deus, precisamos participar da Eucaristia, várias vezes por semana. Mais comungar só não basta. Precisamos rezar, rezar e rezar. Não só nas horas difíceis, de perigo, de tentação, de angústia, de dificuldades, mas acima de tudo nas horas alegres, agradecendo a Deus por tudo o que Ele gratuitamente nos dá. Basta nós reduzirmos as orações, para que as tentações, os vícios enfim as paixões nos derrubar. “Vigiai e orai para não cair em tentação. O espírito está preparado, mas a carne é fraca.” E como é! Basta só um descuido e lá vamos nós! Em resumo, orar, ou rezar, é conversar com Deus, e podemos fazer isso a qualquer hora, e em qualquer lugar, porque Deus é onipresente, isto é, Ele está em toda parte. E Onisciente. por que vê tudo que eu faço, até mesmo o que eu penso. Quem disse que nós devemos rezar foi o próprio Jesus. Quantas vezes você já rezou hoje? Irmãos não deixem para rezar na hora que “a coisa ficar preta!” Comece agora!

11 – JESUS REZOU A NOITE TODA

Jesus subiu a montanha para rezar. Ao amanhecer, escolheu os doze Apóstolos. Hoje é com alegria que nós celebramos dois Apóstolos: S. Simão e S. Judas Tadeu. O Evangelho, próprio da festa, narra o chamado de Jesus aos Apóstolos. Conforme o evangelista S. Marcos (Mc 6,3), eles eram primos de Jesus. O Evangelho diz que “Jesus foi à montanha para rezar”. Alguns discípulos subiram com ele, outros ficaram na planície. O grupo “passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, Jesus chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos”. Foi um prêmio ao grupo mais fiel a Jesus que renunciaram a comodidade de ficar na planície e subiram a montanha com Jesus. Eles fizeram, ao mesmo tempo, oração e penitência, passando a noite acordados. No outro dia, estavam preparados para ouvir Deus falar. Ao descerem da montanha, viram “uma grande multidão”. Sinal que estava na hora mesmo de Jesus organizar o seu grupo. Simão é natural de Caná da Galileia (Cf Mc 3,18). Ele era filiado ao partido político dos Zelotas, que tinha por objetivo libertar o País dos romanos. Jesus gostava desse tipo de gente, mesmo que ele não concordasse às vezes com o que eles queriam. Veja o caso de S. Paulo, que era um jovem comprometido em acabar com os cristãos, porque achava que isso era um bem. Sinal que ele era uma pessoa de ideal, alguém que abraça uma causa e luta por ela. O que Jesus detestava eram essas pessoas sem posição, sem marca, sem identidade nem ideal, que, nos conflitos, ficam em cima do muro. “Porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca!” (Ap 3,16). As pessoas amorfas são presas fáceis da sociedade de consumo. Elas não têm opinião formada sobre nada. Não são contra nem a favor, muito pelo contrário. Nós as chamamos de maria-vai-com-as-outras. Segundo a tradição, S. Simão pregou o Evangelho no Egito, onde morreu mártir. S. Judas é mais conhecido nosso. É o “santo das causas difíceis”. Seu pai se chamava Tiago. Ele pregou na Palestina, na Síria, na Mesopotâmia, na Armênia e na Pérsia. Ele foi morto a machadadas. Por isso que ele é apresentado com uma machadinha ao lado. O evangelista S. João traz uma passagem onde aparece S. Judas: Disse Jesus: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. Judas (não o Iscariotes) perguntou-lhe: ‘Senhor, como se explica que tu te manifestarás a nós e não ao mundo:’ Jesus respondeu-lhe: ‘Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada’” (Jo 14,21-23). Está aí a explicação por que as pessoas que desobedecem os mandamentos acabam se desviando na fé. Deus só se manifesta aos que observam os seus mandamentos! S. Judas tem uma carta na Bíblia. É curtinha, tem apenas uma página, mas é riquíssima. Ele cita, por exemplo, a ganância: “Os gananciosos apascentam a si mesmos. Por isso, são como nuvens sem água, que são levadas pelo vento; e como árvores frutíferas que não dão fruto, e por isso são cortadas pelo agricultor. São também como as ondas bravias do mar: fazem espumam bonitas, mas em poucos segundos acaba tudo. São ainda como meteoros à noite no céu: brilham, mas logo depois volta a escuridão”. Veja outra passagem da carta: “Rezem, e mantenham-se unidos no amor de Deus. Procurem convencer os vacilantes. E não se deixem contaminar pelos maus costumes dos pagãos”. E ele termina com uma oração: “Ao Deus único, que nos salva por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, desde antes de todos os séculos, agora e por todos os séculos. Amém.” Vamos apresentar a Maria Santíssima e aos Apóstolos S. Simão e S. Judas as nossas causas difíceis, e tudo o que precisamos, para que intercedam por nós.

12 – ESCOLHEU DOZE DENTRE ELES, AOS QUAIS DEU O NOME DE APÓSTOLOS

Escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos. Hoje é com alegria que nós celebramos dois Apóstolos: S. Simão e S. Judas Tadeu. Conforme o evangelista S. Marcos (Mc 6,3), eles eram primos de Jesus. S. Simão é natural de Caná da Galileia (Cf Mc 3,18). Ele pertencia ao partido político dos Zelotas, que tinha por objetivo libertar o País dos romanos. Jesus gostava desse tipo de gente, mesmo que não concordasse às vezes com as ideias deles. Veja o caso de S. Paulo, que era um jovem comprometido em acabar com os cristãos, porque achava que isso era um bem. Sinal que ele era uma pessoa de ideal, alguém que abraça uma causa e luta por ela. O que Jesus detestava eram essas pessoas sem posição, sem marca, sem identidade nem ideal, que, nos conflitos, ficam em cima do muro. “Porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca!” (Ap 3,16). As pessoas amorfas são presas fáceis da sociedade de consumo. Elas não têm opinião formada sobre nada. Não são contra nem a favor, muito pelo contrário. Nós as chamamos de maria-vai-com-as-outras. Segundo a tradição, S. Simão pregou o Evangelho no Egito, onde morreu mártir. S. Judas é mais conhecido nosso. É o “santo das causas difíceis”. Seu pai se chamava Tiago. Ele pregou na Palestina, na Síria, na Mesopotâmia, na Armênia e na Pérsia. Foi morto a machadadas. Por isso que é apresentado com uma machadinha ao lado. O evangelista S. João traz uma passagem onde aparece S. Judas: Disse Jesus: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. Judas (não o Iscariotes) perguntou-lhe: Senhor, como se explica que tu te manifestarás a nós e não ao mundo? Jesus respondeu: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14,21-23). Está aí a explicação por que as pessoas que desobedecem os mandamentos acabam se desviando na fé. Deus só se manifesta aos que observam os seus mandamentos. S. Judas tem uma carta na Bíblia. É curtinha, tem apenas uma página, mas é riquíssima. Ele cita, por exemplo, a ganância: “Os gananciosos apascentam a si mesmos. Por isso, são como nuvens sem água, que são levadas pelo vento; e como árvores frutíferas que não dão fruto, e por isso são cortadas pelo agricultor. São também como as ondas bravias do mar: fazem espumas bonitas, mas em poucos segundos acaba tudo. São ainda como meteoros à noite no céu: brilham, mas logo depois volta a escuridão”. Veja outra passagem da carta: “Rezem, e mantenham-se unidos no amor de Deus. Procurem convencer os vacilantes. E não se deixem contaminar pelos maus costumes dos pagãos”. E ele termina com uma oração: “Ao Deus único, que nos salva por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, desde antes de todos os séculos, agora e por todos os séculos. Amém.” O Evangelho de hoje é próprio da festa. Ele narra o chamado de Jesus aos Apóstolos. O texto começa dizendo: “Jesus foi à montanha para rezar, e passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze entre eles”. Alguns discípulos subiram com Jesus a montanha, outros ficaram na planície. Já foi uma pré-seleção, que partiu dos próprios discípulos. Afinal, eles iam passar o noite toda rezando, e isso não é fácil. Eles fizeram, ao mesmo tempo, oração e penitência, passando a noite acordados. No outro dia, estavam preparados para ouvir Deus falar. “Ao amanhecer, Jesus chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos”. A oração nos ajuda a fazer o que Deus quer. Ao descerem da montanha, viram “uma grande multidão”. Sinal que estava mesmo na hora de Jesus arrumar auxiliares. Certa vez, uma sementinha se recusou a cair numa terra molhada, cheia de esterco e mal cheirosa. Ela disse: “Eu não! Estou limpinha, bonitinha, agora cair no meio deste esterco?” A sua mãe, a flor, lhe disse: “Filha, tenha coragem. Eu também era uma sementinha como você, e olhe como sou bonita hoje. Isso porque eu tive coragem de ficar no meio da terra molhada e cheia de esterco”. Os primeiros passos da nossa vocação são sempre difíceis, mas depois vem o prêmio de Deus por atendermos ao seu chamado. E Jesus disse: “Eu estarei convosco todos os dias”. Pronto, se ele está conosco, ele que é Deus, não precisa mais nada. A confiança em Deus nos dá coragem para arriscar, e caminhar rumo ao invisível. Isso porque Alguém, que nos ama, está vendo tudo. Vamos apresentar a Maria Santíssima e aos Apóstolos S. Simão e S. Judas as nossas causas difíceis, e tudo o que precisamos, para que intercedam por nós. Escolheu doze dentre
eles, aos quais deu o nome de Apóstolos.

13 – COM JESUS APRENDEMOS A ORAR PARA SABER A VONTADE DE DEUS

Jesus precisava de continuadores para a Sua obra aqui na terra e sabia da grande responsabilidade que teria em escolher dentre muitos, os doze apóstolos que seriam as colunas da Sua Igreja. Por isso, Ele subiu à montanha para orar pedir ao Pai o discernimento da Sua escolha. Passou a noite em oração e quando desceu estava seguro de que os escolhidos eram seguramente aqueles que o Pai Lhe havia indicado. Apesar das diferenças de temperamento e até de caráter, dos defeitos e virtude, eram aqueles os que o Pai escolhera para continuar a Sua obra de salvação. Todos teriam a sua função, por isso, até Judas teve o seu papel específico no plano de Salvação de Deus. Os apóstolos que foram escolhidos caminharam com Jesus e aprenderam com Ele a ter intimidade com o Pai confiando em que também receberiam a orientação do Espírito Santo. Com Jesus nós também aprendemos a orar para saber a vontade de Deus confiando no discernimento feito, embora haja os desacertos. No entanto, acontece que muitas vezes nós oramos e fazemos o discernimento, mas no primeiro contratempo começamos a duvidar da nossa oração e do direcionamento que nos foi dado. Jesus nunca duvidou de que a Sua escolha fosse segundo a vontade do Pai, mesmo que entre os escolhidos houvesse traidor, covardes e incrédulos. Para nós fica o exemplo de Jesus e quando subirmos a montanha para orar estejamos certos de que lá o Senhor nos dará a orientação segura. Assim, quando descermos da montanha, poderemos enfrentar a multidão, os traidores e covardes com serenidade e segurança. – Você também costuma subir a montanha para rezar ao Pai antes de tomar suas decisões? – Você confia no direcionamento do Senhor, mesmo quando há algum contratempo? – Você tem segurança na sua oração? Amém.

14 – JESUS PASSOU A NOITE TODA EM ORAÇÃO

Passou a noite toda em oração. Escolheu doze dentre os discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. O traço fundamental do apóstolo é ser enviado a evangelizar. Com frequência se olha mais para o título do que para as consequências do título. Só chega a ser apóstolo quem passou por um longo processo. O primeiro passo foi o encontro com Jesus, em diversas circunstancias. Depois o seguimento, dentro da multidão ou de um grupo mais próximo a ele. Nesse seguimento, são constituídos discípulos, por chamado ou vocação. Avançando o processo, Jesus faz uma nova eleição, a dos Doze, depois de uma oração comunitária e de um discernimento. O grupo de eleitos é diversificado em sua procedência e interesses. Jesus concede a eles o dom da unidade em torno do anúncio do Reino de Deus. A tarefa consistirá em prolongar, multiplicar e fortalecer a missão de Jesus. Esse mesmo grupo se verá fortalecido pelo apoio dos outros “setenta e dois” seguidores. O evangelho destaca a necessidade de fazer um processo, no qual seja garantida a presença de Jesus, acompanhando e discernindo, pela oração, as decisões fundamentais.

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

A oração aparece na raiz da ação de Jesus e o ajuda a não esquecer as massas abandonadas e aflitas. A oração autêntica nos torna sensíveis às necessidades dos sofredores.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

A palavra de Deus ilumina a comunidade e denuncia as situações de pecado, contrárias ao reino de Deus. Ela nos estimula a estar atentos aos apelos e aos chamados de Jesus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Eu vos escolhi a fim de que deis, no meio do mundo, um fruto que dure (Jo 15,16).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia (Sl 11,137.124).

Antífona da comunhão

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; aquele que me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai a nossa prece.

— Fazei, Senhor, que, a exemplo de vosso Filho, a Igreja seja mestra em oração.
— Iluminai-nos, para que nossa oração não seja alienante, mas nos leve a construir o reino no mundo.
— Livrai-nos das tentações que podem nos distanciar de vós.
— Fortificai na fidelidade todos os que se propõem seguir os passos de Jesus.
— Favorecei as pessoas que trabalham pelas vocações religiosas e sacerdotais.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, fonte da paz e da verdadeira piedade, concedei-nos, por esta oferenda, render-vos a devida homenagem e fazei que nossa participação na eucaristia reforce entre nós os laços da amizade. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que nutris e fortificais vossos fiéis com o alimento da vossa palavra e do vosso pão, concedei-nos, por estes dons do vosso Filho, viver com ele para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

– – –

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

– – – – – – –

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

– – – – – – – – – –

Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

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