LDP: 13/SET/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

13/SET/2012 (quinta-feira)

LEITURAS

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios 8,1b-7.11-13 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

Irmãos, 1b o conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2 Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3 Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4 Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. 5 É verdade que alguns são chamados deuses, no céu ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6 Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7 Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até o presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11 E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12 Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13 Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão.

Proclamação do Salmo 138(139),1-3.13-14ab-23-24 (R.24b) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 24b Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
— 1 Senhor, vós me sondais e conheceis, 2 sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, + 3 percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.
— 13 Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. 14a Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, + porque de modo admirável me formastes! 14b Que prodígio e maravilha as vossas obras!
— 23 Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! 24 Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida!

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,27-38 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos: 27 “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será posta no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Qual palavra mais me toca o coração? Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo. Recordo que São Paulo também recomenda: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12,21). Os bispos, em Aparecida, fizeram uma bela reflexão sobre o amor cristão: “O Espírito Santo, com o qual o Pai nos presenteia, identifica-nos com Jesus-Caminho, abrindo-nos a seu mistério de salvação para que sejamos seus filhos e irmãos uns dos outros; identifica-nos com Jesus-Verdade, ensinando-nos a renunciar a nossas mentiras e ambições pessoais, e nos identifica com Jesus-Vida, permitindo-nos abraçar seu plano de amor e nos entregar para que outros “tenham vida n’Ele”. (DAp 137). Num momento de silêncio verifico se é este Projeto de Jesus que estou vivendo.

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Lc 6,27-38, onde Jesus fala das relações fraternas do cristão. Este discurso de Jesus é cheio de imperativos: “amem”, “façam o bem”, “emprestem”, “façam”. Assim, apesar de parecerem normas para regular a conduta, não o são. Na verdade, traduzem o espírito que anima a partir de dentro a vida cristã. Para o cristão não vale “pagar o mal com o mal”, aplicar a Lei de talião ou pena de talião, do “tal qual”, da retaliação. Esta lei é frequentemente expressa pela máxima olho por olho, dente por dente. É uma das mais antigas leis existentes. Indícios da lei de talião foram encontrados no Código de Hamurabi, em 1780 a.C., no reino da Babilônia. Jesus Mestre propõe outra lei: o amor. Insiste no “fazer”, na ação concreta, porque o amor cristão não é apenas sentimento. E vai à raiz da ética. Pode-se fazer o bem para receber agradecimento. Isto não tem nenhum mérito. Fazer o bem sem interesses, sem esperar troca. Isto é generosidade. Pode-se fazer o bem amando os inimigos, emprestando sem pretender retorno. Isto é cristão, isto demonstra que se é filho de Deus, Pai misericordioso para com todos. É ser misericordioso. “Tenham misericórdia dos outros como o Pai tem misericórdia de vocês”, recomenda Jesus.

… e a VIDA …

Pai, predispõe-me a amar meus inimigos e perseguidores. Só assim estarei dando testemunho do amor que devotas a cada ser humano.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que se parece com a antiquíssima lei de talião, o revide, o “revidar”. Vou demonstrar pela vida que o amor de Deus se revela no amor ao próximo. Escolho uma frase ou palavra para memorizar. Vou repeti-la durante o dia. Esta Palavra vai motivar minha vida.

REFLEXÕES:

1 – AMOR SEM JULGAMENTO E EXCLUSÕES

Lucas reúne aqui uma série de ditos de Jesus sobre a misericórdia. O amor misericordioso de Deus, revelado em Jesus e comunicado a todos nós, é a grande novidade do Reino. A sentença: “Assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo”, conforme o evangelho de Mateus, é o resumo da Lei e dos Profetas. Esta é uma máxima universal, e veiculada no mundo helênico, no tempo de Jesus. Com o imperativo: “Amai os vossos inimigos”, Jesus remove a figura do inimigo, dominante no Primeiro Testamento. O Deus do amor e da paz é bondoso e misericordioso para com todos, sem exclusões.

2 – ISSO É AMOR MISERICORDIOSO!

A regra do ouro da vida do cristão é resumida por Jesus na frase: ‘O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles’. Todas as pessoas desejam ser amadas, compreendidas e servidas, por isso, todos devem amar, compreender e servir. Devemos ser diferentes das pessoas que vivem a reciprocidade: devemos viver a gratuidade, ser diferentes dos que vivem fazendo justiça: devemos ser misericordiosos. O critério do nosso agir em relação aos outros não pode ser o agir dos outros, mas sim o próprio Deus, que não nos trata segundo nossas faltas, mas ama a todas as pessoas, indistintamente, com amor eterno e as cumula com a abundância dos seus bens. Se vivermos segundo esse critério, seremos filhos do Altíssimo e será grande a nossa recompensa nos céus.

3 – O PAI, MODELO DE MISERICÓRDIA

O ensinamento de Jesus a respeito do amor aos inimigos é o maior desafio para quem aceita tornar-se seu discípulo. Este amor aos inimigos foi especificado de várias maneiras. Responder o ódio com a prática do bem, a maldição com a bênção e a calúnia com a oração são todas formas de amar os inimigos e, assim, quebrar a espiral da violência. Oferecer a outra face a que o esbofeteou e dar a túnica a quem lhe tirou o manto são também sinais deste amor. O discípulo, agindo assim, reverte uma maneira estereotipada de reagir, pela qual as pessoas tendem a revidar o mal com o mal e a violência com violência. Só é capaz de agir assim quem tem o coração repleto da misericórdia do Pai. Caso contrário, não terá condições de realizar os gestos heroicos propostos por Jesus. O modelo inspirador da ação cristã é a misericórdia do Pai. Ele é igualmente bondoso para bons e maus. Se ele respondesse às ofensas humanas, eliminando o pecador, boa parte da humanidade deveria desaparecer. O Pai tem paciência com os ingratos e malvados por nutrir a esperança de que se convertam para a misericórdia no trato mútuo. O mesmo se dá com o discípulo. A capacidade de fazer frente à violência, com o amor, justifica-se pela esperança de conquistar o malvado para o Reino. A atitude cristã pode fazer o perverso abandonar seu caminho de violência e levá-lo a optar pelo caminho indicado por Jesus.

4 – AS TRÊS FORMAS DE AMOR AOS NOSSOS INIMIGOS

Jesus termina a última das mal aventuranças em que previne Seus discípulos contra os falsos aplausos por parte dos judeus, por terem agido da mesma forma que seus antepassados – recebendo os vaticínios dos falsos profetas. De imediato, Jesus introduz uma nova seção com uma preposição de contraste, começando uma nova parte de Seu discurso. Lucas, como bom evangelista, reúne as várias sentenças num único texto, exortando-nos ao desapego e à mansidão, predominando o amor aos inimigos. Esta atitude deve ser a nossa resposta como cristãos diante dos perseguidores que são os verdadeiros inimigos. Resposta que consiste no novo mandato do amor verdadeiro: “Amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também”. Por isso, esta introdução é solene e reiterativa: “a vós que me escutais eu vos digo”, proclamará Jesus em tom solene e ritual. Jesus enumera três formas de amor aos nossos inimigos, os quais podem ser, além de perseguidores do nome “cristão”, também inimigos pessoais por outras causas evidentemente injustas por parte dos opositores. As três formas são: fazer o bem a eles, falar bem deles, orar por eles. Isso corresponde aos três degraus em que o ódio se manifesta: a separação, a maledicência e a difamação. Se eles o fazem contra o nome de Cristo, “vocês devem fazê-lo em meu nome, porque Eu vos ordeno”. Geralmente, estas palavras de Jesus são tomadas em termos gerais para todo inimigo pessoal, mas como temos visto mais parecem ser dirigidas aos discípulos perseguidos pelo fato de serem seguidores de Jesus. O Senhor, dirigindo-se a Seus conterrâneos e discípulos, fala também para mim e para você. No dia de hoje, temos necessidade de bons exegetas que nos indiquem qual é o alcance das palavras históricas que foram escritas com diversas intenções. O conjunto se inicia com uma profecia de perseguição para terminar com uma linha geral de conduta pautada pelo modo de proceder divino, modelo de todo discípulo de Cristo – como o Pai é o modelo de Seu Filho. Essa conduta é rica em misericórdia. E queira Deus seja a nossa! A Misericórdia Divina explica a existência do mal no mundo sem recorrer a um “deus do mal” como seria o dos gnósticos ou a um “diabo superpoderoso”. Deus espera a conversão do pecador e, se isso não acontece, Ele segue os passos que Jesus mostra no trecho de hoje: faz o bem também ao pecador, ou como diz Mateus: “faz sair o sol para maus e bons e derrama a chuva sobre justos e injustos”. O “politicamente correto” não é sempre o eticamente permitido. Por isso, a Igreja será sempre condenada e perseguida quando ambas asserções não coincidirem. O ponto fundamental, nesse texto, é que o discípulo deve ter Deus como modelo. Pois Ele é pura gratuidade, dá sem exigir nada de volta, não julga nem condena, e é bondoso e misericordioso com todos. No que se refere às reações humanas – na comunidade e na sociedade – Jesus nos ensina: “Sejam misericordiosos, como também o Pai de vocês é misericordioso”. Terminamos dizendo que, neste Evangelho de hoje, Lucas nos apresenta um Deus que é gratuidade, que se manifesta na misericórdia. Assim, segui-Lo como discípulo, ontem como hoje, exige um enorme esforço para que essa relação de misericórdia seja característica das nossas vidas cristãs, tanto no nível pessoal como comunitário.

5 – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem» (Mt 5,43-44). Claro que no Carmelo não se encontram inimigos mas, enfim, há simpatias; sentimo-nos mais atraídas por esta irmã, enquanto aquela nos levaria até a fazer um desvio para não deparar com ela. Assim, sem mesmo o saber, ela torna-se objeto de perseguição. Pois bem, Jesus diz-me que é preciso amar essa irmã, rezar por ela, mesmo que a sua conduta me leve a crer que ela não gosta de mim: «Se amais os que vos amam, que agradecimento mereceis? Os pecadores também amam aqueles que os amam.» E não basta amar, é preciso demonstrá-lo. Ficamos naturalmente felizes por dar um presente a um amigo, gostamos muito de fazer surpresas, mas a caridade não é isso, pois os pecadores também o fazem. Eis que Jesus continua a ensinar-me: «Dá a todo aquele que te pede, e a quem se apoderar do que é teu, não lho reclames». Dar a todas as que pedem é menos doce que oferecer-se a si mesma num movimento amoroso. […] Se é difícil dar a quem nos pede, ainda o é mais deixar alguém apoderar-se do que é nosso sem o reclamar. Oh minha Mãe, digo que é difícil, mas deveria antes dizer que parece ser difícil, pois o jugo do Senhor é leve e suave (Mt 11,30). Quando o aceitamos, sentimos logo a sua doçura e clamamos como o salmista: «Correrei pelo caminho dos Teus mandamentos, porque deste largas ao meu coração» (Sl 118,32). Não há como a caridade para dilatar o meu coração, oh Jesus. Desde que essa doce chama o consome, corro com alegria no caminho do Vosso mandamento novo (Jo 13,34).

6 – SEDE MISERICORDIOSOS COMO VOSSO PAI É MISERICORDIOSO

Hoje, no Evangelho, o Senhor pede-nos duas vezes que amemos os nossos inimigos. E oferece, seguidamente, três situações concretas e positivas deste mandamento: fazei o bem aos que vos odeiam, benzei aos que vos maldizem e orai por aqueles que vos caluniam. É um mandamento que parece difícil de cumprir: como podemos amar os que não nos amam? Mais ainda, como podemos amar aqueles que temos a certeza de que nos querem mal? Chegar a amar desta maneira é um dom de Deus, mas é preciso que estejamos abertos a Ele. Bem pensado, amar os inimigos é humanamente falando, a coisa mais sábia que podemos fazer: o inimigo amado sente-se desarmado; amá-lo pode ser condição da possibilidade de deixar de ser inimigo. Jesus continua nesta mesma linha, dizendo: «Se alguém te bater numa face, oferece também a outra» (Lc, 6,29). Poderia parecer um excesso de mansidão. Mas, que fez Jesus quando foi esbofeteado na sua Paixão? Certamente não contra-atacou, mas respondeu com tal firmeza, cheia de caridade, que deve ter surpreendido aquele servo irado: «Se falei mal, mostra em que falei mal; e se falei certo, por que me bates?» (Jo 18,22-23). Todas as religiões têm uma máxima de ouro: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti». Jesus é o único que a formula de modo positivo: «Assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo» (Lc 6,31). Esta regra de ouro constitui o fundamento de toda a moral. São João Crisóstomo, comentando este versículo, ensina-nos: «Ainda há mais, porque Jesus não disse somente: desejai todo o bem para os outros, mas fazei o bem aos outros»; logo, a máxima de ouro proposta por Jesus não pode reduzir-se a um mero desejo, mas tem que se traduzir em obras.

7 – AMAR OS INIMIGOS

“Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém tomar a sua capa, deixe que leve a túnica também. Dê sempre a qualquer um que lhe pedir alguma coisa; e, quando alguém tirar o que é seu, não peça de volta. Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês”. Diante desta fala de Jesus muitas coisas devem mudar no cotidiano para atender ao pedido do Mestre. Primeiramente deve reinar na consciência da pessoa a humildade para com todos, quanto mais humilde for o cristão, mais perto de Deus pode chegar. Pois, sabe-se que a violência pode gerar conflito maior, confusão e distorção dos fatos. Não adianta querer resolver o conflito na ignorância, na força ou no autoritarismo. Tudo tem que ser colocado à prova do bom senso para que as partes, inimigos e amigos, cheguem ao acordo. Na mensagem acima Jesus é bem claro: amem os seus inimigos. Talvez pensar neste contexto de hoje não soa bem para os ouvidos. Somos ensinados a odiar aqueles que não aceitam nossas opiniões e não corroboram com nossas atitudes. Somos forçados desde menino a ser o maior ou ser o destaque da turma. Somos atiçados para cima do oponente com a intenção de derrubá-lo o mais rápido possível. Parece-nos que o prazer estar no ato da destruição. Mas Jesus não admite esta atitude “moderna”. O plano de Jesus é levar o amor acima de qualquer coisa, fazer valer a cordialidade entre os irmãos no sentido horizontal, sem inveja, sem traição ou até mesmo sem o ódio. Somente o amor é capaz de unir cada vez mais as pessoas, colocá-las no mesmo caminho com o mesmo objetivo: chegar na plenitude dos céus. Jesus amou muito seus amigos e os seus inimigos, tanto que foi morto por defender proposta diferente do homem explorador, mas amou todos sem distinção. Na verdade a humanidade não pode caracterizar no embate ou na exploração do outro. A humanidade deve partilhar os bens, as alegrias, as dores, os triunfos e as vicissitudes. Para tanto, nada de querer ser maior do que o outro ou querer tomar na marra a vivacidade de alguém. Mas o homem deve querer a maturidade, o carinho e a paz para viver na fraternidade sempre. O homem deve espelhar nas atitudes do Mestre para traçar seu plano de vida e da busca da equidade. Se todas as pessoas vivessem de acordo com o Santo Evangelho e assumissem o compromisso de cristão autêntico não existiria a maldade e nem a inimizade. Todos saberiam o que fazer para plantar o amor. Mas, como cada um só pensa em manipular o outro para conquistar poder, a divisão social entranha cada vez mais no seio da sociedade. Enfim, o ensinamento firme de Jesus é este: ame sempre, não tenha medo do amor e faça o amor preencher todos os espaços do corpo. Não se esqueça de viver a plenitude do amor para com os irmãos, pois todos têm o mesmo direito de viver na paz e na serenidade. Lute e cativa seu inimigo, pois, com certeza, estará ganhando um aliado e um grande amigo. Que Deus abençoe e seja feliz neste dia! Amém!

8 – SEJA ACOLHEDOR E CARIDOSO ATÉ COM OS SEUS INIMIGOS

Prezados irmãos. Paulo hoje nos manda um recado urgente e importante, além de muito atual. Pois no nosso meio, principalmente no meio dos escolhidos, não pode haver a predominância do egoísmo, mais sim do amor fraterno em Cristo Jesus. Irritação, maldade, calúnia, discriminação, desprezo, etc., nada disso deve acontecer na comunidade cristã, mais sim, o amor manifestado através da caridade. Devemos lembrar que caridade não é somente colocar a mão no bolso ou na bolsa e pegar uns trocados e dar a um mendigo. Mais sim todo gesto de amor fraterno, de gentileza, de amizade sincera, de aceitação do outro como ele é, faz parte da caridade. Assim como aquele irmão faminto espera de você uma ajuda para saciar em parte a sua fome, todos os irmãos do nosso convívio, espera de você, atitudes de acolhida sincera, pois estão famintos de amor fraterno! E devemos aqui frisar bem que nossa caridade deve ser sincera, pois não devemos ser cristãos hipócritas. Muitos irmãos nossos que ingressam em uma comunidade paroquial, ou que encontramos pela estrada da nossa vida, no emprego, na escola, na faculdade, a academia, etc., estão famintos de uma atenção, sedentos de partilhar uma conversa amistosa. Mais infelizmente, o que acontece? Estamos com muita pressa! Pressa de ganhar o pão de cada dia para nós e nossa família, pressa para cuidar da saúde, do nosso laser, e, pasmem! Pressa para ir à missa, para chegar lá antes do início, pois vamos participar da liturgia… “Ame a Deus com todas as tuas forças… e ao irmão como a ti mesmo” É só um lembrete. Paulo nos lembra hoje que devemos ser bons uns para com os outros. Bons de verdade e não por interesse como fazem o vendedor, e o político em ano eleitoral. Devemos ser COMPASSIVOS, isto é, participar do sofrimento do irmão. Dar atenção ao desabafo do irmão e da irmã, aos seus clamores, ao seu sofrimento, seja lá qual for. Não virar as costas quando notamos um irmão carente no meio de nós. E por falar no meio de nós, é bom lembrar que o irmão carente é Cristo que está ali bem perto, para ver o quanto somos caridosos na prática. Porque na teoria, nós prometemos tudo a Deus. O verdadeiro cristão não é aquele que só se comunica com pessoas do seu nível, pessoas que estão bem, e que não estão passando por nenhuma dificuldade. Mais sim, o verdadeiro imitador de Cristo é aquele que tem COMPAIXÃO, isto é, aquele que procura se colocar no lugar daquele que está sofrendo, procurando compreender o estado emocional do outro, é aquele ou aquela que procura aliviar o sofrimento do outro de alguma maneira. Seja com palavras, seja com um afeto, um conselho, ou simplesmente com a sua atenção, e sua presença nas horas difíceis por que passa o irmão. Porém, a melhor forma de compaixão se manifesta através da ação, e não somente através de algumas palavras ou frases pré-fabricadas, do tipo: Desejo suas melhoras, que Deus lhe ajude… você vai conseguir, e outras frases rápidas para logo em seguida nos sentir livres e sair andando, seguir o nosso caminho… Irmãos. Em vez de somente palavras, precisamos fazer alguma coisa de concreto pelo irmão em dificuldades, pelo irmão que sofre. Chamar a polícia, o bombeiro, levá-lo ao médico, dar-lhe um pouco de dinheiro, fazer uma arrecadação entre os demais para aliviar o prejuízo dele, enfim, qualquer tipo de ajuda, qualquer providência no sentido de tirá-lo daquele sufoco, fala muito mais alto do que simplesmente palavras doces, e mais nada. Devemos ser imitadores de Cristo, praticando a caridade através do apoio ao irmão, da acolhida, do sorriso sincero, da correção fraterna, do perdão… Não nos esqueçamos que Jesus fez da caridade o novo mandamento. Dessa forma, amando-nos uns aos outros, nós imitamos o amor de Jesus que recebemos do nascer ao por do sol, e enquanto dormimos. Por isso diz Jesus: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor” (Jo 15,9). E ainda: “Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Irmãos. Jesus acrescentou que é nesse amor que dedicamos uns para com os outros é que todos irão perceber, reconhecer que somos cristãos, isto é, seguidores e imitadores de Cristo. No Evangelho, Cristo nos afirma que Ele é o Pão descido do Céu, e que ninguém pode vir a Ele se o Pai que o enviou não o atrai. Isso quer dizer que somos atraídos, escolhidos pelo Pai, para servir a Cristo, seja na família, na escola, na sociedade, na comunidade paroquial, no presbitério ou no altar. Assim, é indispensável que tenhamos uma conduta irrepreensível, a mais próxima possível do exemplo daquele a que nos propomos a imitar.

9 – O QUE VÓS DESEJAIS QUE OS OUTROS VOS FAÇAM, FAZEI-O TAMBÉM VÓS A ELES

Se, colocarmos de um lado, as instruções de Jesus neste Evangelho, e do outro lado as concepções que o mundo prega, com certeza, nós perceberemos que existe um fosso enorme separando as duas vertentes. Se não tivermos uma fé firme e a certeza de que o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, veio em pessoa nos dar garantia do que Ele pregou, nós não conseguiremos alcançar o pensamento de Deus, pois o que o mundo ensina agrada muito mais à nossa humanidade do que o que Jesus nos propõe. Com efeito, a Palavra de Deus nos confunde, pois fala justamente o contrário do que todos apregoam. Por isso, quando nós ouvimos Jesus falar coisas como: amar os nossos inimigos, fazer o bem aos que nos odeiam ou bendizer aos que nos amaldiçoam; rezar pelos que nos caluniam e dar a outra face depois de tomar uma bofetada; entregar a túnica quando alguém já nos tomou o manto, etc., nós nos apavoramos. Jesus veio desbaratar a teia do inimigo que tenta nos infligir uma doutrina de morte que nos instrui a nos posicionar uns contra os outros lançando fora a virtude da caridade que Deus nos conferiu. A chave para que possamos compreender o que Jesus veio nos ensinar está justamente, nessa expressão: “O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles.” Quando nos colocamos no lugar do outro, quando nos envolvemos com o outro indivíduo, nós podemos compreender as suas motivações e assim, também, perdoar, compreender, acolher. Depois também Jesus nos faz outras indagações para a nossa reflexão: qual a recompensa que nós teremos se fizermos o bem só a quem nos fizer o bem? Que mérito teremos se amarmos somente a quem nos ama? Se emprestarmos dinheiro somente a quem puder nos pagar nós não estaremos fazendo por amor, mas sim, por conveniência; Jesus ainda nos adverte: “sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus”. Finalmente, Ele nos dá a dica para que sejamos misericordiosos como o Pai é misericordioso: não julgar, porque assim também não seremos julgados; não condenar, para que também não sejamos condenados; perdoar para que sejamos perdoados; dar para poder então, receber. Em fim, com a mesma medida com que nós medimos os outros – isto é, da mesma forma, na mesma proporção, do mesmo jeito, – nós seremos também medidos. Reflita – Você tem dificuldade em acolher essa Palavra? – Qual das orientações de Jesus lhe é mais difícil de viver? – Como você costuma julgar as pessoas que erram? – Você costuma fazer o bem sem olhar a quem, ou você só ajuda a quem você conhece?- Você acha que tem necessidade de amar as pessoas que estão fora do seu círculo de amizade? Amém!

10 – SEDE MISERICORDIOSOS, COMO TAMBÉM O VOSSO PAI É MISERICORDIOSO

Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Neste Evangelho, Jesus proclama para os discípulos a nova justiça do Reino. A referência é o amor de Deus por nós, que devemos imitar. A frase central é: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso”. Outra referência ao amor de Deus, que devemos imitar, está na frase: “Amai os vossos inimigos… Então a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bom também para com os ingratos e maus”. A afirmação está supondo que o filho verdadeiro se parece com o pai. Que não sejamos falsos filhos de Deus! No Antigo Testamento, Deus já havia nos pedido algo semelhante: “Sede santos porque eu o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2). Portanto, os verdadeiros filhos e filhas de Deus devem ultrapassar os limitados espaços do parentesco, da amizade, do afeto natural e do interesse. O nosso amor deve ser como o de Deus: gratuito, universal, intenso e sem limites. Todos nós temos inimigos. São as pessoas que nos fazem o mal, que nos prejudicam, que falam mal de nós… Jesus é claro e direto: “Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam”. Transparece nessas palavras que amar, para Jesus, significa fazer o bem. E Jesus é radical: “Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica”. De fato, se alguém retribui o mal com o mal, toma o malvado como seu mestre e modelo. Devemos imitar a Deus, não os malvados e os violentos. Virar a outra face desarma o nosso inimigo e faz cessar o círculo vicioso da vingança e da violência. Precisamos criar uma corrente de amor e de paz, especialmente onde ela não existe. “Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?” O comportamento do cristão é um passo à frente, em relação às boas maneiras da sociedade pecadora. As pessoas “educadas” retribuem o bem que recebem. O cristão vai além, faz o bem mesmo a quem não lhe fez o bem ou só fez o mal. É justamente aí, nesta diferença, que está o testemunho cristão. Na oração de S. Francisco, nós pedimos isso: “Onde houver ódio, que eu leve o amor, onde houver ofensa, que eu leve o perdão… Pois é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.” No Pai Nosso, nós pedimos a Deus: “Perdoai-nos como nós perdoamos”. Se não perdoamos a todos e todas, no Pai Nosso estamos pedindo a Deus que não nos perdoe. Cruz credo! Havia antigamente um rei muito bom. Ele tinha um filho jovem que gostava de festas, passeios e de estar no meio do povo. Um dia, o pai lhe disse: “Filho, você pode frequentar todos os lugares que desejar. Mas nunca se esqueça de que você é filho do rei”. Quer dizer: Você não é um rapaz comum. A sua conduta compromete a família real e, com ela, todo o reino. A mesma coisa acontece conosco, que somos filhos e filhas de Deus. Não somos pessoas comuns, e o nosso comportamento é uma manifestação, ou expressão, do comportamento de Deus. Afinal, Deus nos criou à sua imagem. Já pensou? Um comportamento errado nosso compromete a visão de Deus que o povo tem. Maria Santíssima nos mostrou, com a sua vida, o que é amar, tanto a Deus como ao próximo. Mãe do belo amor, rogai por nós! Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso.

11 – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Neste Evangelho, Jesus nos pede para amarmos os nossos inimigos. E ele baseia o pedido na frase: “Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos”. Os filhos se parecem com os pais; nós precisamos ser parecidos com o nosso Pai do Céu. E no final deste Evangelho, Jesus fala: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. A nossa meta é arrojada, alta e bonita: ter Deus Pai como modelo de vida e imitá-lo. Ser cada vez mais parecidos com ele. E Jesus é para nós a “imagem de Deus invisível”. Imitar a Deus é imitar a Jesus, nosso caminho, verdade e vida. Quem pensa que já alcançou esta meta, é sinal que está bem longe dela, porque o amor de Deus é infinito. Todos temos inimigos. São aquelas pessoas que nos fazem o mal, que nos prejudicam, que nos detestam, que são ruins para nós. O que faz a diferença do cristão é o amor a essas pessoas. Amor prático, manifestado na oração por elas e por fazer bem a elas. A própria oração pela pessoa nos acalma e desperta em nós o amor a ela. Em seguida, Jesus se refere à obrigação que temos de dar testemunho, tendo um comportamento “extraordinário”, em relação ao comportamento do mundo pecador: “Se amais somente aqueles que vos amam… E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa?” O nosso comportamento no mundo deve ser extraordinário, porque o comportamento “normal” do mundo pecador é amar os amigos e detestar os inimigos. Esse comportamento diferente nos torna luz, sal e fermento no meio de Deus no mundo. Como os nossos inimigos geralmente não reconhecem o bem que lhes fazemos, Deus reconhece e nos recompensará. E a recompensa de Deus nós conhecemos: é uma medida cheia, sacudida e transbordante, quer dizer, é muito maior do que a ação boa que fizemos. “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Daí e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós” (Lc 6,37-38). Havia, certa vez, um homem que era muito bravo e violento. Andava sempre com um revólver na cintura, e do outro lado uma faca. Todo mundo no bairro tinha medo dele. A esposa tentava mudá-lo, mas não conseguia. Então ela arrumou um terço, deu para ele e disse: “Só peço uma coisa para você: Ande sempre com este terço no bolso. Não o abandone para nada”. O homem começou a carregar o terço, o revolver e a faca. Tempo depois, ele largou o revólver e ficou com a faca de um lado e o terço do outro. Ele dizia para a esposa: “A faca eu carrego porque preciso dela de vez em quando para descascar uma laranja etc.”. A esposa ficou calada e continuou rezando. Logo ele deixou também a faca e ficou só com o terço. Quem conta essa história é o próprio filho desse homem. E ele concluiu dizendo: “Foi assim que meu pai morreu, como um homem pacífico e bom”. Nossa Senhora é mãe. Devagarinho, ela vai mudando os corações dos seus filhos e filhas. Se carregar o terço já é bom, imagine rezá-lo! “Quem semeia ventos colhe tempestade” Quem semeia paz, colhe paz e alegria. Maria Santíssima não semeou ventos, e sim paz, pois nos deu o seu Filho Jesus, a própria paz encarnada. Por isso foi coroada como Rainha. Rainha da paz, rogai por nós!

12 – AMAR OS INIMIGOS!

Este é um evangelho daqueles bem desconcertantes, porque em tempo em que se cometem crimes horrendos que chocam a opinião pública, praticados por bandidos cruéis, há no coração do povo um sentimento de vingança. Um pouco pela própria natureza humana, que diante de uma agressão pensa na vingança como forma de punir o agressor, mas este sentimento é também calcado no coração das pessoas pela mídia sensacionalista que mistura indignação, ódio e vingança, enfiando tudo goela abaixo do povo que a toma como uma verdade absoluta sendo que a proposta é sempre a mesma: eliminar a árvore, porém sem mexer em sua raiz, eliminar o efeito sem se preocupar com a causa. “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam” Para muitos cristãos este evangelho é difícil de ser praticado e então o empurram para baixo do tapete, como fazemos com aquela “sujeirinha” inoportuna, quando não queremos fazer uma faxina pra valer em nossa casa. Primeiramente é bom que se esclareça algo muito importante: Jesus não fez esse ensinamento a toda multidão, mas apenas aos que o ouviam, isto é, aos seus discípulos, os mesmos para os quais já havia dito no sermão da planície, a frase revolucionária “Feliz os pobres porque deles é o Reino de Deus”. Mas afinal de contas quem é o nosso inimigo? É todo que nos faz ou nos deseja algum tipo de mal, de pequenas ou de grandes proporções. A inimizade existe em todo lugar, escola, trabalho, família, vizinhança, esporte, e até em lugar onde ela nunca deveria existir: na comunidade, entre ministros, agentes pastorais, dirigentes, coordenadores e obreiros. Diante desse evangelho, imediatamente pensamos nas situações críticas da sociedade onde assistimos a confronto de classes, chacinas, extermínios, atos de violência explícita no confronto entre nações. Então um sentimento de impotência nos domina e achamos que nada há para se fazer a não ser rezar. Mas a coisa mais importante que devemos fazer, de maneira bem prática, é olharmos mais perto, para o nosso quotidiano onde nos relacionamos com as pessoas. Que sentimentos alimentamos, com nossos gestos, palavras e atitudes? A quem devemos ouvir e dar razão: ao mundo que propõe a vingança e o extermínio de quem pratica o mal, ou ao evangelho de Cristo, que nos ensina o amor, o perdão e a misericórdia? Jesus não condena uma pessoa que quer justiça e vingança contra alguém que lhe fez mal. Esta é uma reação humana, perfeitamente compreensível e natural, de acordo até com um ensinamento bíblico do Antigo Testamento, de que se deve fazer o bem a quem nos faz o bem, e o mal a quem nos deseja o mal, é a lei do talião, olho por olho e dente por dente, fato que acontece com o melhor e mais santo dos cristãos. Somos homens desta terra, descendentes e Adão e irmão de Caim, que cometeu o primeiro crime da história ao matar seu próprio irmão Abel por ciúmes e inveja. Porém, lembra-nos o apóstolo Paulo na segunda leitura, o Espírito vivificante nos transformou em Homens celestiais a partir da graça que Jesus nos concedeu, dom imerecido que nos santifica e nos configura ao próprio Cristo, portanto capacitados para viver na relação com o próximo, aquele único e verdadeiro amor com o qual Deus nos ama em seu Filho Jesus. A proposta desse jeito novo de se relacionar é apenas para os discípulos do Senhor que hoje são todos os que creem e são batizados, vivendo em comunidade com os irmãos e irmãs. É aí que devemos trabalhar no sentido de superarmos na graça de Deus, qualquer sentimento de ódio, mágoa ou vingança, contra alguém que nos fez o mal. Da comunidade vamos para a família e desta para o nosso ambiente de trabalho, é isso que Jesus pede de nós nesse evangelho, pois somente nos exercitando no amor, na misericórdia e no perdão, com as pessoas com quem convivemos, é que teremos a coragem de anunciar o evangelho falando o contrário do que o mundo nos ensina. Somente assim estaremos sendo Filhos do Altíssimo, imagem e semelhança do Pai de Misericórdia que em Jesus nos ama, jamais nos tratando segundo as nossas faltas. Na próxima quarta feira terá início mais uma quaresma, tempo oportuno para reconhecermos que somos imperfeitos, ainda uma imagem muito distorcida de Deus que é todo perfeição e santidade. Dado este primeiro passo, a graça transbordante do Senhor, em um processo dinâmico de conversão, nos configurará a Cristo, imagem perfeita do Amor de Deus vivido com os irmãos.

13 – SEDE MISERICORDIOSOS, COMO TAMBÉM O VOSSO PAI É MISERICORDIOSO

O evangelho nos propõe o que seria o núcleo de uma ética comunitária. A ética tem como finalidade identificar os princípios que orientam a vida comum de uma coletividade humana e, ao mesmo tempo, adequar esses princípios para cada momento e circunstância particular. O mandato de “amar os inimigos” que a ética cristã nos propõe se refere a dois âmbitos distintos: a comunidade e a sociedade. Em nível comunitário, não se pode ter inimigos, já que, como compartilhamos o mesmo ideal, estilo de vida e espiritualidade, as diferenças enquanto a posse de coisas podem ser remediadas de acordo com as necessidades reais. No nível social, o amor aos inimigos significa não transformar as diferenças em um grito de guerra. Jesus mesmo trata seus oponentes com máxima caridade, o que não lhe impede de dizer a verdade e exigir o devido respeito às pessoas e à lei. Nós temos o mesmo desafio para transformar as relações, a partir do interior, a comunidade cristã e também a sociedade na qual vivemos. Não podemos permitir que nossas comunidades se convertam em foco de conflitos e injustiças nas quais se reproduz a guerra social.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

João (Antioquia, 349-407), presbítero em sua terra natal, foi fiel anunciador da palavra de Deus. Em Constantinopla, dedicou-se, como bispo, à evangelização e à catequese. Notabilizou-se pela vastidão e riqueza de sua doutrina sobre a eucaristia, a ponto de merecer o título de “doutro da eucaristia”.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O cristão pensa nos outros e por isso evita tudo o que possa escandalizar os irmãos e irmãs na fé. O amor e a misericórdia pelas pessoas – sem exceção de ninguém – identificam-nos com o Pai, bondoso com todos.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Se nós nos amamos, irmãos, Deus vivi unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Velarei sobre as minhas ovelhas, diz o Senhor; chamarei um pastor que as conduza e serei o seu Deus (Ez 34,11.23s).

Antífona da comunhão

Não fostes vós que me escolhestes, diz o Senhor. Fui eu que vos escolhi e vos enviei para produzirdes frutos, e o vosso fruto permaneça (Jo 15,15).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, força dos que em vós esperam, que fizestes brilhar na vossa Igreja o bispo são João Crisóstomo por admirável eloquência e grande coragem nas provações, dai-nos seguir os seus ensinamentos e robustecer-nos com sua invencível fortaleza. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai a nossa prece.

— Para que saibamos incorporar em nossa prática as virtudes propostas por Paulo, rezemos.
— Para que aprendamos a olhar para nossos inimigos com os olhos de Deus, rezemos.
— Para que extirpemos do coração a tendência ao julgamento precipitado, rezemos.
— Para que sejamos solidários com os que sofrem e são abandonados, rezemos.
— Para que, por intercessão de são João Crisóstomo, surjam bons e santos pregadores, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, dignai-vos aceitar este sacrifício na festa de são João Crisóstomo para que, seguindo as suas exortações, também nos ofereçamos a vós com alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Concedei, ó Deus de misericórdia, que a comunhão recebida na festa de são João Crisóstomo nos confirme no vosso amor e nos transforme em testemunhas da vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

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FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

– – – – – – –

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

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Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

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