LDP: 26/SET/09

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

26/SET/2012 (quarta-feira)

LEITURAS

Leitura do livro dos Provérbios 30,5-9 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

5 A Palavra de Deus é comprovada. Ele é um escudo para os que nele se abrigam. 6 Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te repreenda e passes por mentiroso! 7 Duas coisas eu te pedi; não mas recuses, antes de eu morrer: 8 afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é necessário. 9 Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: “quem é o Senhor?” Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus.

Proclamação do Salmo 118(119),29.72.89.101.104.163 (R. 105a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 105a Vossa palavra é uma luz para os meus passos!
— 29 Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente!
— 72 A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
— 89 É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável como o céu.
— 101 De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens.
— 104 De vossa lei eu recebi inteligência, por isso odeio os caminhos da mentira.
— 163 Eu odeio e detesto a falsidade, porém amo vossas leis e mandamentos!

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 9,1-6 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 1 Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2 e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3 E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4 Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5 Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6 Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.

… Eu sou o CAMINHO …

O que a Palavra diz para mim? Deus quer precisar de nós como testemunhas da sua graça. Fomos feitos para ser comunidade (grupo dos doze) e formar comunidade (ir às cidades). Isto é ser discípulo missionário, como nos propõe a Igreja na América Latina, na Missão Continental. O amor inspira atitudes e gestos com gosto de doação e disponibilidade. Foi assim com Jesus. Foi assim com os apóstolos. Mais ainda. Disseram os bispos em Aparecida: “Para não cair na armadilha de nos fechar em nós mesmos, devemos nos formar como discípulos missionários sem fronteiras, dispostos a ir “à outra margem”, àquela na qual Cristo não é ainda reconhecido como Deus e Senhor, e a Igreja não está presente”. (DAp 376). Deve ser assim comigo, com você. Amar é estar disposto a nos dedicar a um projeto pessoal para ir ao encontro do outro que precisa de mim.

… a VERDADE …

O que diz o texto? Leio o texto do dia, na Bíblia, em Lc 9,1-6 e observo as recomendações de Jesus. Jesus chamou os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre o mal. Deu-lhes também recomendações referentes ao estilo de vida pessoal e método missionário. Depois, os enviou dois a dois para levar a mensagem de vida por todos os povoados.

… e a VIDA …

Pai, tendo recebido a tarefa de continuar a missão de Jesus, ensina-me a imitá-lo tanto no modo de ser e de pregar, quanto na pobreza e na coragem de enfrentar a rejeição.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Hoje, quero viver como discípulo/a missionário/a de Jesus Mestre, pensando nos meus irmãos que precisam de vida. Nos encontros, e também nos desencontros, se houver, rezarei uma bênção sobre cada pessoa, como o fez são Paulo: “Graça e Paz para você! Quando for visitá-lo, levarei comigo muitas bênçãos de Cristo”. (Rm 15,29).

REFLEXÕES:

1 – JESUS ENVIA EM MISSÃO

Depois de um tempo de convívio com os doze, chamados no início de seu ministério, Jesus os envia em missão, como cooperadores seus no anúncio do Reino. O anúncio é o objetivo central da missão. As expulsões de demônios e curas de doenças são os gestos concretos de libertação que dão credibilidade ao anúncio. É  importante perceber o significado dos demônios e das doenças. Pode-se entender que os demônios são os males do espírito, enquanto as doenças são os males do corpo. Estes males estão associados às multidões de excluídos como resultado da marginalização socioeconômica que gera privações e carências, sofrimento, doenças e morte. Os discípulos indo despojados e pobres para a missão se identificam com os excluídos, que se abrem para recebê-los. O anúncio da palavra e o amor dos discípulos libertam os pobres deprimidos em seu espírito e valoriza-os, dando-lhes vida, dignidade e iniciativa. Os pobres e excluídos, transformados pela Palavra de Deus, passam a formar comunidades que vivem a fraternidade e a partilha, como células do mundo novo possível.

2 – DISCÍPULOS, MISSIONÁRIOS SEM FRONTEIRAS

O Evangelho de hoje é uma espécie de “Manual do Evangelizador”. Ele nos mostra que o evangelizador não age em nome próprio, pois ele não evangeliza por que quer, mas porque é enviado por Deus. Os poderes que tem para evangelizar não são próprios, são recebidos para serem usados em uma finalidade própria. Os bens materiais não podem ser um empecilho para o trabalho, nem podem ofuscar a força do anúncio e do testemunho. A inserção e a participação na vida das pessoas e das famílias é fundamental. Mas o mais importante são os dois objetivos que caracterizam o profetismo: a luta contra toda espécie de mal, que se manifesta na ordem da cura, e a proclamação da presença do Reino de Deus na vida de todas as pessoas.

3 – PARTINDO EM MISSÃO

A primeira experiência missionária dos Apóstolos comportou uma série de características que se mantém válidas para a missão da Igreja de todos os tempos. Por exemplo, ela se deu como obediência a um mandato expresso de Jesus. Portanto, não foi fruto da iniciativa pessoal dos Apóstolos. Eles partiram na qualidade de emissários do Senhor. Foi-lhes conferido o poder e a autoridade para expulsar demônios, curar doenças e pregar o Reino de Deus. Tarefa idêntica à que foi levada adiante por Jesus. A atividade do Mestre centrou-se no anúncio da palavra e na realização de sinais comprovadores da irrupção do Reino na história humana. A missão dos Apóstolos era, portanto, a continuação e a atualização da missão de Jesus. Onde quer que estivesse um Apóstolo do Reino, aí estaria atuando Jesus meio dele. Os Apóstolos deveriam exercer seu ministério como pobres. Nada carregavam consigo, quando iam de aldeia em aldeia, anunciando o Evangelho e fazendo o bem. Desta forma, as pessoas não correriam o risco de serem atraídas por outro motivo, a não ser pela proposta de Jesus. O testemunho de pobreza dava aos apóstolos liberdade para anunciarem o Evangelho sem restrições. Caso não fossem acolhidos, só lhes restava ir adiante, sem se deixar abater.

4 – FIRME O SEU DISCIPULADO NA VIVÊNCIA DA PROVIDÊNCIA DIVINA

Jesus chamou os Doze e começou a enviá-los dois a dois e dava a eles autoridade sobre os espíritos impuros. E os enviou com um único objetivo: anunciar a vinda próxima do Reino dos Céus. Dois a dois. Como se fossem testemunhas de uma verdade perante o mundo que não a conhecia. O envio de dois a dois era próprio do tempo de Cristo, pelo que dizia respeito aos mensageiros enviados para atestar uma mensagem. Também podemos ver nessa situação uma oportunidade para o mútuo apoio em situações difíceis. Jesus, no início de sua escolha, chama de dois a dois os irmãos pescadores. “Não tomem pelo caminho se não unicamente bordão, nem alforje, nem pão, nem cobre na cintura”. As ordens eram positivas: bordão, sandálias e uma túnica. Coisas necessárias para o caminho, pois nunca se caminhava descalço e um bordão era necessário tanto para se apoiar naquele caminho rude e difícil como arma defensiva contra os bandidos. Uma túnica é o mínimo que devia cobrir um corpo nu. As ordens negativas eram: não levar o alforje, que correspondia não ao cesto onde os judeus carregavam as provisões, – especialmente o pão e vinho em sua peregrinação para Jerusalém – mas ao embornal dos mendigos que muitos missionários ambulantes levavam em suas missões. Também impede o dinheiro que era carregado numa bolsa na cintura ou dentro da faixa com que se atava a túnica ao redor dos rins. O texto fala de cobre, as moedas mais pobres sem ouro ou prata. Evidentemente com isto queria dizer que não podiam recolher qualquer dinheiro, nem como pobres, em sua missão, mas que vivessem da Divina Providência. Os enviava com recursos até menores que os que tinham os mendigos, os mais pobres, para indicar que seu trabalho missionário não dependia dos valores humanos, mas da confiança que a Ele deviam: ao jovem rico manda dar tudo aos pobres para segui-Lo. A pobreza era uma das características de Jesus, que “não tinha nem onde reclinar a cabeça” (Mt 8, 20). E o Mestre ainda disse aos Doze: “Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo”. Se nas ordens anteriores era o caminho quem ditava as condições de pobreza para evitar se enriquecer com o pretexto da missão, agora coloca os discípulos como hóspedes gratuitos daqueles que aceitam o Evangelho. Caso não sejam recebidos, Jesus anuncia o que deve ser feito, profetizando que tal cidade teria um fim ainda pior do que foi dado às cidades que representavam no mundo antigo dos judeus o pecado propriamente dito: “Se não forem recebidos ao sair daquela cidade sacudi o pó sob vossos pés para testemunho. Em verdade vos digo: Mais tolerável será no dia da condenação para os de Sodoma e de Gomorra do que para aquela cidade”. Como missionários, Jesus neste texto quer nos firmar na vivência da Providência Divina, pois ao discípulo e missionário nada faltará. Deus providenciará todo o necessário. E, como cristãos, quer que abrindo o nosso coração recebamos e ajudemos com os nossos bens àqueles que Deus nos envia como seus apóstolos e missionários. Quero salientar o aspecto do dízimo: não é um “favor” que o cristão faz contribuir com o seu dízimo. Mas sim um dever de todo o batizado.

5 – A TUA MAJESTADE SUPREMA É PROCLAMADA PELA BOCA DAS CRIANÇAS, DOS PEQUENINOS

O que é tido como loucura de Deus, é mais sábio que os homens, e o que é tido como fraqueza de Deus é mais forte que os homens (1Cor 1,25). Sim, a cruz é uma loucura e uma fraqueza, mas só aparentemente. […] A doutrina da cruz conquistou os espíritos de todo o mundo por meio de pregadores ignorantes. Esta doutrina abriu uma escola onde não se tratava de questões banais, mas de Deus e da verdadeira fé, da vida segundo o Evangelho, e do julgamento futuro. Assim, a cruz transformou em filósofos pessoas simples e iletradas. É por isso que a loucura da cruz é mais sábia que a sabedoria dos homens. […] Como é que é mais forte? Porque se propagou pelo mundo inteiro, porque submeteu os homens ao seu poder e resistiu aos inumeráveis adversários que gostariam de ver desaparecer o nome do Crucificado. Pelo contrário, esse nome desabrochou e propagou-se. […] Os seus inimigos pereceram, desapareceram; os vivos que combatiam um morto foram reduzidos à impotência. […] Com efeito, os filósofos, os oradores, os reis, em suma, a terra inteira, não foi capaz de imaginar o que os publicanos e os pecadores conseguiram fazer pela graça de Deus. […] Era pensando nisso que o apóstolo Paulo dizia: «o que é tido como fraqueza de Deus é mais forte que os homens». De outro modo, como teriam aqueles doze pescadores pobres e ignorantes imaginado semelhante empreendimento?

6 – JESUS CONVOCOU OS DOZE E DEU-LHES PODER E AUTORIDADE SOBRE TODOS OS DEMÔNIOS E PARA CURAR DOENÇAS

Hoje vivemos tempos em que novas doenças mentais alcançam difusões inesperadas, como nunca tinha havido no curso da história. O ritmo de vida atual impõe estresse às pessoas, corrida para consumir e aparentar mais do que o vizinho, tudo isso acompanhado de fortes doses de individualismo, que constroem uma pessoa isolada do resto dos mortais. Essa solidão a que muitos se veem obrigados por conveniências sociais, pela pressão laboral, por convenções escravizantes, faz com que muitos sucumbiam à depressão, às neuroses, às histerias, às esquizofrenias ou outros desequilíbrios que marcam profundamente o futuro daquela pessoa. «Reunindo Jesus os Doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades» (Lc 9,1). Transtornos, esses, que podemos identificar no mesmo Evangelho como doenças mentais. O encontro com Cristo, pessoa completa e realizada, dá um equilíbrio e uma paz capazes de serenar os ânimos e de fazer a pessoa se reencontrar com ela mesma, dando claridade e luz em sua vida, bom para instruir e ensinar, educar os jovens e os idosos e, encaminhar as pessoas pelo caminho da vida, aquela que nunca haverá de murchar-se. Os Apóstolos «partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte» (Lc 9,6). Essa é também nossa missão: viver e meditar o Evangelho, a mesma palavra de Jesus, a fim de permitir que ela penetre no nosso penetrar interior. Assim, pouco a pouco, poderemos encontrar o caminho a seguir e a liberdade a realizar. Como escreveu João Paulo II, «a paz deve realizar-se na verdade (…); deve realizar-se em liberdade». Que seja o próprio Jesus Cristo, que nos chamou à fé e à felicidade eterna, quem nos encha de sua esperança e amor, Ele que nos deu uma nova vida e um  futuro inesgotável.

7 – ANUNCIAR O REINO DE DEUS É MISSÃO DE TODOS NÓS!

A todo instante, somos chamados a sermos missionários do Senhor! Anunciar a Boa nova do reino de Deus, não é missão específica para os padres, bispos, religiosos, é missão de todo batizado! Todos são chamados, Jesus não faz restrições de pessoas, Ele nos mostrou isso, quando chamou os primeiros discípulos, pessoas simples, sem nenhuma formação. Para levarmos ao outro a mensagem salvífica de Jesus, não precisamos de ter cursos acadêmicos, basta termos o coração aberto e estarmos disponível para servir. Antes de sermos missionários, precisamos ser discípulo, frequentar a escola de Jesus, estar íntimo Dele, conhecer os seus ensinamentos, as suas aspirações, os seus anseios. É a partir daí, que tornamos missionários, pessoas desejosas de fazer Jesus ser mais conhecido, para que assim, possamos construir um mundo melhor, alicerçado nos valores irrenunciáveis do amor e da justiça. É a presença de Jesus, que motiva o missionário a assumir com maior intensidade e alegria a cumplicidade no anuncio do Reino! O Evangelho de hoje, narra o envio dos doze primeiros discípulos. O texto nos apresenta as características centrais do discípulo que se torna missionário. O envio de dois a dois, nos fala da importância da missão realizada em comunidade. O anúncio do Reino, não deve ser uma tarefa a nível pessoal e sim, em comunidade. Dois a dois, represente uma comunidade, que além de fortalecer a credibilidade do testemunho, contribui muito para o encorajamento, ou seja, um, está sempre animando o outro. Os discípulos, recebem de Jesus, recomendações fundamentais, para que a missão deles tenham êxito: “Não leveis nada pelo caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro”. O que significa estar livre para o serviço, não sair do foco. E quando Jesus diz: “Quando entrares numa casa, fiquem aí até partirem”, Ele quer dizer que não é necessário que o missionário evangelize em todas as casas, o importante é evangelizar bem uma família, pois será esta família bem evangelizada, que irá evangelizar as outras famílias com o seu próprio testemunho de vida, aumentando assim, os trabalhadores da messe. Todas as orientações dadas aos discípulos deixam – os numa situação de total fragilidade, o que nos mostra que, para dar continuidade a missão de Jesus aqui na terra, é preciso experimentar a pobreza total, o esvaziar-se de si mesmo, para ir ao encontro do outro, confiando somente na providencia Divina. É na dependência de Deus, que o missionário torna forte, um sinal visível do próprio Jesus! Jesus, não ilude os discípulos prometendo-lhes facilidades, e para ser bem claro, Ele descreve o futuro da missão, usando a metáfora: “ser cordeiros no meio dos lobos”: Lc10, 3. Por tanto, os discípulos estavam cientes, de que a missão seria árdua, que iria exigir deles muita coragem e muita prudência. Hoje, somos nós, os convocados para esta missão! Precisamos ouvir e atender esta convocação de Jesus! Ser indiferente a esta sua convocação, é não reconhecer tudo que Ele sofreu por nós, é ignorar o seu plano de amor! Deus quer salvar a humanidade, mas ele quer contar com a nossa disposição, com o nosso serviço, por isto convoca cada um de nós para uma missão. As instruções que Jesus nos passa, são as mesmas que foram passadas para os primeiros discípulos. Para desempenarmos bem esta missão libertadora, precisamos nos libertar dos nossos apegos, só assim, estaremos livres para servir. Nossa missão deve se desenvolver em clima de gratuidade, humildade e desprendimento. O verdadeiro missionário não deseja atrair um povo para si, pois ele não anuncia a si mesmo e sim: Jesus! Esperar por recompensas, não é pretensão do missionário, o que ele deseja mesmo, é levar Jesus ao outro, ciente de que os frutos da sua missão, são os outros que irão colher! Ser batizado é o primeiro passo do missionário, a oração, o combustível para a missão! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

8 – DEUS NOS CHAMA A SERMOS DISCÍPULOS E EMISSÁRIOS DO REINO

Bom dia! Deus nos chama a sermos discípulos e emissários do reino, mas que reflexão faço da minha evangelização? O quanto nós católicos nos imbuímos dessa missão? Não vou falar das outras religiões, mas sim das pessoas que perdemos de vista, muitas vezes por nossa fraqueza (em argumentos, atitudes e gestos) em transmitir a mensagem da Boa Nova. Se Jesus enviou o seus, com toda confiança e autoridade até as pessoas, por que essa confiança esfriou? O que precisa ser revisto? Recentemente Bento XVI em um discurso aos Bispos da Regional Nordeste 3, mas creio que sirva para todos nós, fala dessas “percas” como um processo provocado pelas alternativas no mundo, mas que fora aumentado talvez pela a nossa falta de tato e de leitura de mundo. “(…) os batizados não suficientemente evangelizados são facilmente influenciáveis, pois possuem uma fé fragilizada e muitas vezes baseada num devocionismo ingênuo, embora, como disse, conservem uma religiosidade inata. Diante deste quadro emerge, por um lado, a clara necessidade que a Igreja católica no Brasil se empenhe NUMA NOVA EVANGELIZAÇÃO QUE NÃO POUPE ESFORÇOS NA BUSCA DE CATÓLICOS AFASTADOS BEM COMO DAQUELAS PESSOAS QUE POUCO OU NADA CONHECEM SOBRE A MENSAGEM EVANGÉLICA, CONDUZINDO-OS A UM ENCONTRO PESSOAL COM JESUS CRISTO, VIVO E OPERANTE NA SUA IGREJA”. (Bento XVI). Esse trecho me faz pensar se é mesmo necessário brigar com a equipe de liturgia, com os cantores, com os leitores, que apesar de todo cuidado, algo ter saído dos “conformes” na missa; fico a pensar se o discurso ou homilia ou reflexão focada na política, nas broncas, nas duras palavras tem sentido se apenas dez por cento da mensagem falada é absorvida; fico a pensar se ser igreja é esperar que o cristão venha para nosso grupo, pastoral ou movimento omitindo-se de “enxergá-lo quando não pertence “aos meus”? Sim! Precisamos rever nossas práticas na prática. “(…) E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes”. (Lucas 16, 8). A igreja, que somos nós, não precisa se adequar as pessoas por completo, pois seria impossível se ajustar a tantos quereres e individualidades, mas precisa focar no que é importante. Preciso deixar para trás o que não edifica, pois nessa jornada o que precisamos é APENAS levar a mensagem. “(…) Nesta viagem não levem nada: nem bengala para se apoiar, nem sacola, nem comida, nem dinheiro, nem mesmo uma túnica a mais. Quando vocês entrarem numa cidade, fiquem na casa em que forem recebidos até irem embora daquele lugar”. Ainda haverão exortações, palavras pesadas e cheias de verdade (é muito importante que nunca deixem de existir), mas parece que aos poucos a figura do cristão, seja ele sacerdote, bispo, catequista, (…) que “desce o reio” mas não sabe também acolher tem seus dias contados. Sua Santidade diz uma grande verdade sobre nossa fé ser basicamente devocional, característica de um povo que quer ouvir a voz de um pastor e não um guerreiro. Ter muito o que caminhar e a missão apenas começou. “(…) Os discípulos então saíram de viagem e andaram por todos os povoados, anunciando o evangelho e curando doentes por toda parte”. Um imenso abraço fraterno!

9 – SOMOS ENVIADOS POR JESUS COM A GRAÇA E O PODER DO ESPÍRITO SANTO

Jesus formou os Seus discípulos, deu a eles conhecimento de Deus e dos Seus mistérios e os enviou para espalhar pelo mundo a Boa Nova da Salvação. Os discípulos, assim como os Apóstolos, aqueles que viviam mais perto de Jesus, também eram pecadores, doentes, mal acostumados. Jesus não escolheu os melhores, porém, na medida em que caminhavam com o Mestre, eles encontravam o sentido para as suas vidas e se ajustavam ao plano de Deus, como Seus cooperadores. Assim também nós que nos aproximamos de Jesus para ouvi-Lo e apreender os Seus ensinamentos, precisamos nos deixar curar, esvaziar de nós mesmos para que sejamos enviados a proclamar ao mundo o reino de Deus. Jesus nos chama para, curar doenças, libertar os cativos, levar a paz, e muito mais, Ele nos ensina o segredo para evangelizar: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas”. O que isto quer dizer? Significa que precisamos nos despojar de toda segurança humana, de toda opinião própria, de toda e qualquer proteção dada pelos homens para que nós levemos apenas o pensamento de Deus. Somos enviados por Jesus com a graça e o poder do Espírito Santo, portanto, são dispensadas as nossas seguranças, a nossa mentalidade, a nossa vontade própria tudo que nos dá preocupação, que nos afasta do objetivo de irradiar no mundo o amor de Deus. Não são as nossas posses, os nossos bens, ou qualquer coisa que possuímos que atrairá os nossos irmãos para conhecerem a Jesus, mas sim o nosso testemunho de vida transformada, a nossa conduta iluminada pela Palavra de Deus. Isto sim é o que nos basta! A quem é enviado por Deus, Ele promete: “vida, veste e pão.” Até aqueles que não nos acolhem não se constituem barreira para nós, visto que o Senhor não nos manda enfrentá-los, mas, sim, passar adiante à procura daqueles que realmente desejam entrar no reino de Deus. Reflita – Você já se sente apto a propagar a Boa Nova da Salvação no mundo?- Você já evangelizou alguma vez? – Como você tem saído para anunciar ao mundo que Jesus está vivo? – O que você tem levado e em que você confia? – Você já se sente enviado (a)? Amém!

10 – VOSSAS PALAVRA É UMA LUZ PARA OS MEUS PASSOS

A dificuldade de se preparar uma homilia durante o dia da semana, está em dois fatores, primeiro que ela tem de ser breve, e aí vem o segundo problema, por causa disso focamos apenas no evangelho e ignoramos a primeira leitura e o salmo que são valiosíssimos na reflexão. Hoje por exemplo, a primeira leitura nos coloca a Palavra de Deus como fundamento de tudo, ela é comprovadamente um escudo para os que nela se abrigam. Qual o perigo que tal afirmação nos mostra? Exatamente o que vem a seguir no versículo 6 “Nada acrescentes ás suas palavras, para que ela não te repreenda e passes por mentiroso”. O autor, consciente de que a Palavra de Deus é absolutamente imprescindível em sua vida, relativiza a pobreza ou a riqueza material, ele quer o pão que é necessário, Pão da Palavra. No salmo há um versículo que ressalta esta verdade “A lei de vossa boca para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata” e o refrão confirma “Vossa Palavra é uma luz para os meus passos”, a luz que está no coração e na mente e que nos ajuda a perceber o caminho a ser percorrido. Poderá o leitor se perguntar, e o nosso evangelho, como ele se encaixa nesse pensamento de se valorizar o anúncio da Palavra? Muito simples, os discípulos foram enviados justamente para proclamarem a Boa Nova da Palavra de Deus, este envio aparece inúmeras vezes nos evangelhos sinóticos e constitui-se na missão primária da Igreja que deve sempre, em todos os tempos, buscar formas diferentes para cumprir esta missão. Discípulo missionário preocupado com o status, bens materiais, patrimônio, conforto material (ser hospedado em hotel cinco estrelas) certamente já perdeu o foco da missão. Hoje em dia tem muitos assim e estou falando da nossa igreja… Deve também o discípulo ser radical em sua pregação, se não for acolhido, e o homem da pós modernidade não acolhe bem a Palavra de Deus, não se tenha com este nenhum vínculo (sacudi a poeira do sapato) significa isso: romper com qualquer modo de vida que não esteja em conformidade com a Palavra.

11 – ENVIOU-OS A PROCLAMAR O REINO DE DEUS E A CURAR OS ENFERMOS

Jesus dá aos Doze “poder e autoridade” e fixa uma tarefa e uma exigência. O poder que ele lhes transmite é o de amar incondicionalmente todos os seres humanos, especialmente os pobres e pecadores. A autoridade é a que nasce de uma interpretação transformadora da Escritura. Diferente do poder de dominação que todos os grupos religiosos e políticos utilizam para manipular as demais pessoas, Jesus exerce um poder restaurador que reconcilia os seres humanos entre si, com a natureza e com Deus. A tarefa é continuação da que o mesmo realiza: lutar contra o mal, curar doenças, libertar da escravidão e anunciar a Boa Nova. A exigência é a mesma que ele assume: liberdade no caminho e gratuidade na casa. O excesso de suprimentos atrasaria a atividade evangelizadora e a construção de casas próprias tiraria o foco do fundamental. O evangelho que os Doze comunicam mudará a situação de todas as pessoas que escutam essa mensagem e a convertem num padrão de vida. Como discípulos de Jesus, temos a oportunidade e a missão de levar sua mensagem reconciliadora a todas as situações e lugares, para que a autoridade da liberdade e o poder do amor transformem as situações humanas.

12 – …

13 – …

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL (LITURGIA DIÁRIA – PAULINAS E PAULUS)

A missão continua em nossos dias, com formas e exigências sempre novas. A Igreja missionária deve ser livre e disponível para anunciar o reino de Deus. Todos somos discípulos e missionários a serviço do reino.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO (LITURGIA DIÁRIA – PAULINAS E PAULUS)

Os ensinamentos de Deus são verdadeiros escudos em nossa vida e luz para os nossos passos. Ele nos instrui sobre o que pedir e como a Igreja deve se comportar e agir na missão.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO (LITURGIA DIÁRIA – PAULINAS E PAULUS)

Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando (Mc 1,15).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre.

Antífona da comunhão

Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas e minhas ovelhas me conhecem, diz o Senhor (Jo 10,14).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia (LITURGIA DIÁRIA – PAULINAS E PAULUS)

— Senhor, escutai a nossa prece.

— A fim de que a Igreja exerça com vigor e fidelidade sua missão libertadora, e salvadora, rezemos.
— A fim de que os chamados a uma vocação específica na Igreja sejam perseverantes, rezemos.
— A fim de que as comunidades reconheçam suas fraquezas e a necessidade da misericórdia divina, rezemos.
— A fim de que cada batizado assuma a missão de colaborar na evangelização, rezemos.
— A fim de que os enfermos encontrem força e ânimo na palavra de Deus, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que possamos conseguir por este sacramento o que proclamamos pela fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, auxilia sempre os que alimentais com o vosso sacramento para que possamos colher os frutos da redenção na liturgia e na vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

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FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

– – – – – – –

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

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Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

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