Liturgia Diária 31/OUT/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

31/OUT/2012 (quarta-feira)

LEITURAS

Leitura da carta de são Paulo aos Efésios (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

1 Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois isto é que é justo. 2 ”Honra teu pai e tua mãe” – é o primeiro mandamento – que vem acompanhado de uma promessa: 3 ”A fim de que tenhas felicidade e longa vida sobre a terra”. 4 Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós, mas, para educá-los, recorrei à disciplina e aos conselhos que vêm do Senhor. 5 Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo com respeito e tremor, de coração sincero, como a Cristo, 6 não para servir aos olhos, como quem busca agradar aos homens, mas como escravos de Cristo, que se apressam em fazer a vontade de Deus. 7 Servi de boa vontade, como se estivésseis servindo ao Senhor, e não aos homens. 8 Vós os sabeis: o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, tornará a recebê-lo do Senhor. 9 E vós, senhores, fazei o mesmo com os escravos. Deixai de lado a ameaça; vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus e diante dele não há acepção de pessoas.

Proclamação do Salmo 144 (145),10-11.12-13ab.13cd-14 (R. 13c) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 13c O Senhor cumpre sempre suas promessas!
— 10 Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! 11 Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!
— 12 Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. 13a O vosso reino é um reino para sempre, 13b vosso poder, de geração em geração.
— 13c O Senhor é amor fiel em sua palavra, 13d é santidade em toda obra que ele faz. 14 Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 13,22-30 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 22 Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23 Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: 24 “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão”. 25 Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. 26 Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27 Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ 28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29 Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30 E assim há muitos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Fala-me Jesus de atitudes cristãs que deve assumir qualquer pessoa que é batizada, entre elas, eu. Nada de mediocridade. Seguir Jesus Cristo implica também a cruz. Os bispos, na V Conferência disseram: “Hoje se considera escolher entre caminhos que conduzem à vida ou caminhos que conduzem à morte (cf. Dt 30.15). Caminhos de morte são os que levam a dilapidar os bens que recebemos de Deus através daqueles que nos precederam na fé. São caminhos que traçam uma cultura sem Deus e sem seus mandamentos ou inclusive contra Deus, animada pelos ídolos do poder, da riqueza e do prazer efêmero, a qual termina sendo uma cultura contra o ser humano e contra o bem dos povos latino-americanos. Os caminhos de vida verdadeira e plena para todos, caminhos de vida eterna, são aqueles abertos pela fé que conduzem à “plenitude de vida que Cristo nos trouxe: com esta vida divina, também se desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural”. Essa é a vida que Deus nos participa por seu amor gratuito, porque “é o amor que dá a vida”. Estes caminhos frutificam nos dons de verdade e de amor que nos foram dados em Cristo, na comunhão dos discípulos e missionários do Senhor” (DAp 13).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto na Bíblia: Lc 13,22-30 – A porta estreita. A vida cristã não é possível para pessoas acomodadas e medíocres. É exigente. Jesus diz isto quando nos fala da porta estreita como caminho para a vida. Porta estreita é renunciar a algo que me parece prazeroso, mas de consequências negativas que podem prejudicar a mim ou a outras pessoas. Porta estreita pode ser fechar-me a propostas fascinantes mas que não são transparentes, ocultando corrupção, desvios, más intenções. Porta estreita pode ser renunciar a querer apenas me beneficiar, excluindo outras pessoas de participar de bens que Deus concedeu a todos. Porta estreita é manter-me em silêncio para não criticar nem julgar as pessoas com quem convivo. Jesus não fala de uma grande avenida. Ele próprio é o Caminho. Olhemos para sua prática e aprenderemos por onde devemos passar. Não mudemos de Caminho para não corrermos o risco de perder o endereço e assim, também nós nos perdermos. Nem nos deixemos fascinar pelas portas amplas e escancaradas. Elas podem ser atraentes, mas nos conduzir ao engano e não, a Deus.

… e a VIDA …

Pai, conduze-me pelo verdadeiro caminho da salvação que passa pelo serviço misericordioso e gratuito a quem carece de meu amor.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar é atento aos ensinamentos de Jesus, à discernir no meu dia para escolher entre as portas que se abrirem, a porta estreita.

REFLEXÕES:

1 – O DIFÍCIL DESAPEGO

Lucas faz uma segunda menção ao caminho de Jesus para Jerusalém, onde se consumará o seu ministério (cf. 9,51). Jesus vai ao encontro das multidões de peregrinos que acorrem à cidade para a celebração da Páscoa judaica. A salvação é a comunhão de vida com Deus. Ela não resulta de nenhum mérito por observâncias religiosas ou legais, mas é alcançada na comunhão de amor com o próximo, principalmente o mais carente e necessitado. Com o simbolismo da “porta estreita”, Jesus refere-se à dificuldade que encontram para se converter aqueles que estão apegados à observância da Lei, com sua tradição de privilégios raciais e suas riquezas. “Os últimos serão primeiros.” Quem tomará lugar à mesa do Reino são todos aqueles que, em qualquer povo ou nação, se empenham em promover a vida neste mundo, sob o signo da paz.

2 – PORTA ESTREITA, O QUE É?

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

3 – QUEM SE SALVARÁ?

As exigências do Reino apresentadas por Jesus levou os discípulos a se perguntarem pelo número dos que seriam salvos. Imaginavam serem poucas as pessoas predispostas e fiéis ao projeto apregoado pelo Mestre. A dinâmica do Reino, como Jesus a entendia, rompia com os esquemas mundanos e só podia ser vivida por quem, de fato, se predispunha a enfrentar a cruz, como caminho necessário para a glória. A questão levantada pelos discípulos pareceu ser irrelevante para Jesus. Era inútil saber se os salvos seriam poucos ou muitos. Importava, sim, empenhar-se continuamente para, com a graça de Deus, entrar no Reino, através da porta estreita. Portanto, era tempo de refletir e tomar uma decisão sábia, para evitar o risco de ser deixado do lado de fora. A exclusão do Reino poderá ser uma experiência trágica. O choro e ranger de dentes expressam o desespero de quem desperdiçou a chance que lhe fora oferecida. A segurança fundada em elementos inconsistentes frustrar-se-á quando o cristão comparecer diante do Senhor. Ter comido e bebido na presença de Jesus e tê-lo visto ensinar nas praças não será suficiente para garantir a salvação. Jesus só reconhecerá como discípulo e salvará quem, como ele, tiver sido capaz de colocar-se a serviço do próximo, sem medo de perder tudo por causa do Reino.

4 – DEVEMOS NOS EMPENHAR EM VIVER A PRÓPRIA EXISTÊNCIA CRISTÃ

No Evangelho de hoje, Jesus anuncia sua mensagem de salvação, ensinando de cidade em cidade, de povoado em povoado. Ao mesmo tempo, se aproxima de Jerusalém, onde alguém lhe pergunta: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” É a pergunta curiosa do devoto fiel, evidentemente, pondo-se no grupo dos salvos. É a tentação de sempre, a tentação dos que se julgam “proprietários da salvação”, especialmente dos fariseus; mas também é a nossa tentação: saber se levamos uma vida correta e se o nosso lugar no paraíso já está assegurado. É a tentação que temos nós, discípulos, quando perdemos a dimensão da espera; quando acreditamos que os muros da nossa cidade interior são tão seguros a ponto de não precisarem de vigilância. É terrível para nós, discípulos, quando depois de uma bela experiência de Deus, sentimos imediatamente ter entrado num grupo à parte, e começamos a olhar com soberba aos outros, aqueles que “não entendem”, que “não conhecem”, que têm seguido outros caminhos diferentes do de Jesus. Para mantermos a vida de fé, necessitamos fazer todo o esforço possível – diz o Senhor – para passar pela porta estreita. Com este símbolo, Jesus não tem intenção de dizer que devido ao monte de gente que quer a vida eterna, tenhamos que empurrar uns aos outros pra poder garantir nosso lugar. Não! Mas que devemos nos esforçar. Não basta querermos. Certamente, é verdade que nós somos salvos e que não podemos nos salvar pelas nossas próprias forças, mas isto não acontece sem a nossa ação, com uma atitude de pura passividade. Deus nos salva, mas nos leva a sério como pessoas livres e responsáveis. Devemos nos esforçar e lutar, aproximando-se decididamente e conscientemente d’Ele, para superar os obstáculos e testemunhá-Lo com a nossa vida. Com a afirmação sobre a porta que é fechada pelo dono da casa, Jesus quer dizer que devemos nos esforçar a tempo. Devemos levar em conta que o nosso tempo é curto. Não podemos adiar “pra não sei quando” o esforço para viver em comunhão com Deus. Com a nossa morte, a porta será fechada e será decidido o nosso destino. Então, será muito tarde para querer, chamar e bater. Devemos levar em conta também que o nosso tempo, além de limitado, não temos controle sobre ele. Não podemos viver uma vida segundo o nosso bel-prazer e adiar para a velhice a preocupação pela salvação. Não somos nós a fechar a porta, mas o Senhor. Por isso, devemos estar sempre prontos. Nas palavras do dono da casa, vemos uma ênfase na justiça, na orientação da vida segundo a vontade do Senhor. Não basta uma comunhão somente externa com Ele, tê-Lo conhecido, ter ouvido os Seus ensinamentos, conhecer o Evangelho e o Cristianismo. Pois, corremos o risco d’Ele nos dizer: “Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!” Quem não se orienta pela vontade de Deus, quem rejeita conscientemente a comunhão com Deus, já excluiu a si mesmo da salvação. Esta sua decisão é respeitada e confirmada pelo Senhor. E seria triste chorar de desgosto e ranger os dentes de raiva por se dar conta do que foi perdido. A boa notícia de Jesus não diz coisas que nos agradam e não nos prometem uma vida fácil e sem esforços. Ela contém algumas verdades incômodas. Mas, justo porque não nos esconde nada e exatamente porque manifesta a verdade completa, nos indica a verdadeira via para a felicidade plena. Aquilo que conta, enfim, é o empenho com o qual se vive a própria existência cristã, testemunhando a pertença a Cristo. Jesus nos interpela. Pois para chegarmos ao Reino, à vida plena, à felicidade eterna – dom de Deus oferecido a todos – é preciso renunciar a uma vida baseada naqueles valores que nos tornam orgulhosos, egoístas, prepotentes, autossuficientes, e seguir Jesus no seu caminho de amor, de entrega, de dom da vida.

5 – QUANDO VIRDES, ISAAC, JACOB E TODOS OS PROFETAS NO REINO DE DEUS

Se Cristo diz que Ele é o caminho da salvação, da graça e da verdade, se é Ele o único caminho para o Pai (Jo 14,6) para os que n’Ele creem, há quem pergunte o que acontece aos homens que viveram nos séculos que antecederam a Sua vinda. […] Respondemos que Cristo é a Palavra de Deus pela qual tudo foi feito; Ele é Filho porque é Palavra, não uma palavra que desaparece logo que é pronunciada, mas a Palavra imutável e eterna que permanece junto do Pai imutável, que rege o universo espiritual e corporal de acordo com a conveniência dos tempos e dos lugares. Este Verbo (Jo 1,1-2) é a própria sabedoria e ciência; cabe-Lhe regular tudo e tudo governar, de acordo com o tempo e da maneira que julga conveniente. […] É sempre o mesmo (He 13,8) […], foi sempre o mesmo, como o é ainda hoje. […] É por isso que, desde a origem do género humano, todos os que creram n’Ele, que de alguma maneira O conheceram, todos os que viveram em piedade e em justiça de acordo com os Seus preceitos, foram indubitavelmente salvos por Ele, qualquer que fosse o tempo e o lugar da sua existência. […] Assim, do mesmo modo que nós cremos n’Aquele que habita junto do Pai (He 1,3) e que veio até nós pela carne, do mesmo modo os antigos acreditavam n’Aquele que habita junto do Pai e que haveria de encarnar. A passagem do tempo faz com que se proclame agora como um facto consumado o que então era anunciado como acontecimento futuro, mas a fé não mudou por causa disso e a salvação continua a ser a mesma.

6 – PORTA ESTREITA

Hoje, a caminho de Jerusalém, Jesus se detém um momento e alguém aproveita para perguntar: «Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?» (Lc 13,23). Talvez, ao escutar a Jesus, aquele homem se inquietou. Realmente, o que Jesus ensina é maravilhoso e atrativo, mas as exigências que admite já não são tão de seu agrado. Mas, e se vivesse o Evangelho à sua vontade, com una “moral a la carte”?, que probabilidades teria de se salvar? Assim pois, pergunta: «Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?» Jesus não aceita esta sugestão. A salvação é uma questão muito séria como para ser resolvida mediante um cálculo de probabilidades. DEUS «não quer que ninguém se perca, e sim que todos se convertam» (2Pe 3,9). Jesus responde: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. ‘Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta! ’. Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’.» (Lc 13,24-25). Como podem ser ovelhas de seu rebanho se não seguem ao Bom Pastor, nem aceitam o Magistério da Igreja? «Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade! E ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas, no Reino de Deus, enquanto vós mesmos sereis lançados fora.» (Lc 13,27-28). Nem Jesus, nem a Igreja temem que a imagem de Deus Pai seja manchada ao revelar o mistério do inferno. Como afirma o Catecismo da Igreja, «as afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a propósito do inferno são um chamado à responsabilidade com a qual o homem deve usar sua liberdade em relação com seu destino eterno. Constituem ao mesmo tempo um rápido chamado à conversão» (n. 1036). “Deixemos de brincar de espertos” e de fazer  cálculos. Preocupemo-nos por entrar pela porta estreita, voltando a começar tantas vezes quantas sejam necessária, confiados em sua misericórdia «Todo isso, que te preocupa de momento — diz são Josemaria — importa más o menos — O que importa absolutamente é que seja feliz, que te salves».

7 – A JUSTIÇA É O PARÂMETRO QUE DEUS DEFINIU PARA CHEGARMOS AO CÉU

Seguindo para Jerusalém Jesus dava aos Seus discípulos as últimas recomendações, pois lá, finalmente, Ele iria coroaria a sua Missão de Salvador da humanidade. Questionado sobre quem deveria ser salvo Jesus nem respondeu a pergunta que lhe fizeram, mas nos deu um direcionamento oportuno: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita… muitos tentarão entrar e não conseguirão”. E continuou a explicar o que poderia significar a porta estreita quando falou no dono da casa que fechou a porta para aqueles que achavam que O conheciam porque tinham estado com Ele. Por isso, falou: “afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!” Isso nos leva a refletir sobre o tempo de hoje quando convivemos com Jesus na oração, no serviço, no louvor, falando e pregando em Seu Nome, no entanto, continuamos com as nossas práticas injustas. A porta estreita é, portanto, a porta da justiça, quando vivemos conformes à vontade de Deus e nos submetemos a Ele em espírito e em verdade, isto é, na oração e na realidade da nossa vida diária. A nossa adesão à salvação que Jesus veio nos dar implica no esforço que fizermos para superar as nossas inclinações para uma vida fácil, livre dos problemas e dos sacrifícios pessoais. Precisamos nos questionar em todas as vezes que conseguirmos as coisas com muita facilidade, sem esforço próprio, adotando o modelo do mundo, voltados somente para nós e esquecendo-nos de que a justiça é o parâmetro que Deus definiu para chegarmos ao céu. E a justiça é a vivência do amor, do perdão, da bondade, da partilha, da solidariedade, da renúncia, consequentemente a porta estreita é a justiça. Mesmo que tenhamos pregado em Nome de Jesus, mesmo que nos achemos servos e servas fiéis, se não praticarmos a justiça, não teremos lugar à mesa do reino de Deus. A justiça que precisamos praticar requer uma vida de renúncia a nós mesmos, de humildade e serviço, de abstinência da nossa vontade própria, de domínio da nossa carne e de uma entrega absoluta ao Espírito Santo de Deus que nos conduz. Mesmo que estejamos pregando em Nome de Deus, ou que estejamos servindo no Seu Santuário podemos estar equivocados e corremos o risco de não sermos reconhecidos pelo “dono da casa”. – Como é a sua justiça? – Você tem procurado o caminho mais fácil, que exige menos esforço ou você tem sido fiel à Palavra e aos ensinamentos de Jesus que nos manda amar ao próximo como a nós mesmos? Amém! Abraço carinhoso.

8 – FAZEI TODO ESFORÇO POSSÍVEL PARA ENTRAR PELA PORTA ESTREITA

Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Neste Evangelho, alguém pergunta a Jesus sobre o número dos que se salvam. Na resposta, Jesus vai ao mais importante, que são as exigências para se salvar. É preciso esforço e uma vida austera, simbolizada pela porta estreita. A salvação depende da nossa vontade, uma vez que Deus dá a todos as graças suficientes para que se salvem. Mas precisamos colaborar e fazer a nossa parte, o que não é fácil. O Reino de Deus não é para os acomodados ou covardes, mas para os esforçados e corajosos. Precisamos lutar contra os desejos imoderados, e os nossos instintos, que nos puxam para o mal, pois a nossa natureza foi ferida pelo pecado. Precisamos lutar contra o egoísmo, que bate de frente com o mandamento do amor. Lutar contra o comodismo, vivendo como se o céu já fosse aqui na terra. Tudo isso é “porta larga”, que não conduz à salvação. “Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti…’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’” A prática da justiça é fundamental para se salvar. A virtude da justiça consiste em respeitar o direito dos outros, dando a cada um aquilo que é seu. Não adianta comermos e bebermos diante de Jesus, nem ouvi-lo nas praças, se não somos justos, honestos e verdadeiros, e se não cumprimos os nossos deveres. Esta é a porta estreita que nos leva ao Céu. A vida cristã é realmente uma porta estreita. Por exemplo, as suas leis sobre o casamento, o uso do sexo, o perdão, o amor aos inimigos, a ajuda aos que precisam, a partilha dos bens com os necessitados… Não é fácil praticar a justiça e a honestidade, vivendo em um mundo que segue o caminho contrário. Viver em Comunidade, junto com pessoas às vezes difíceis e complicadas, é também uma porta estreita. Há pessoas que, atendendo ao apelo da Santa Igreja, tornam-se “discípulas e missionárias de Jesus Cristo, para que as pessoas tenham mais vida nele.” “Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”. Vamos “entrar pela porta estreita”, a fim de não termos decepções mais tarde. Edel Quim nasceu na Irlanda, no começo do Séc. XX. Era uma garota muito bonita. Desde que fez a primeira comunhão, ela recebia frequentemente a Eucaristia. Ainda bem jovem, entrou na Legião de Maria, onde caminhou a passos largos na fé e na santidade. Apesar de cobiçada por muitos rapazes, Edel decidiu não se casar, a fim de se dedicar tempo integral à Legião de Maria. Em 1936, quando tinha 29 anos, Edel foi enviada para a África, a fim de difundir por lá a Legião de Maria. Conseguiu implantar o movimento em seis Países africanos: Quênia, Tanganica, Uganda, Niassalândia, Zanzibar e na ilha Maurícia. Depois de dez anos na África, quando se preparava para iniciar a Legião em Nairobi, Edel contraiu a Tuberculose, que naquele tempo não tinha cura. Mesmo doente, a sua alegria e o seu entusiasmo não diminuíram. Após sua morte, os legionários do Kênia foram a Nairobi e, com muita facilidade, implantaram a Legião naquele País. Podemos dizer que Edel Quim assemelhou-se muito a Jesus, dando também a vida pelos irmãos. Aconteceu com ela o que Jesus disse: “Quem me come viverá por mim”. Ela imitou também a Mãe de Jesus, já que o seu grupo chama-se Legião de Maria. Maria Santíssima e Edel Quim, rogai por nós! Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita.

9 – ENTRAR PELA PORTA ESTREITA

“Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles.” Você quer ser respeitado? Então respeite os outros. Você não gosta que lhe ponham apelidos, então não coloque apelidos em ninguém, e assim por diante. No nosso egoísmo, agimos como se todos tivessem obrigações para conosco. Obrigação de nos ajudar, de nos respeitar, de não fazer piadinhas para com a nossa pessoa, etc. Mas vivemos “tirando o sarro” nos nossos amigos e colegas de trabalho, da escola. Fingimos que não vemos as necessidades das pessoas, e não as ajudamos em suas necessidades. Este mandamento de Jesus é de divina sabedoria. Aliás, ele é bastante usado por aqueles que gostam de levar vantagens, de ganhar dinheiro, não como seguidores de Cristo, mas para seus benefícios próprios. São os vendedores, comerciantes, políticos, os quais tratam muitíssimo bem os seus clientes e eleitores para conseguirem tirar deles o seu dinheiro, o seu voto. E o pior é que o conseguem. “Entrai pela porta estreita! Pois larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição,” O caminho para o Céu é o caminho que passa pela porta estreita, pedregoso, dos espinhos, dos sacrifícios, da negação de si mesmo, da entrega total, da penitência. É por isso que muitos preferem o caminho da porta larga, a estrada larga e asfaltada para o inferno, pois ele é o caminho do prazer, do dinheiro fácil, do conforto, da falta de limites, que mais? Ser cristão não é coisa fácil. Temos de carregar a cruz para seguirmos o Cristo. É por isso que muitos jovens se afastam da Igreja. Falar em abstinência sexual, ou penitência para um jovem, é o mesmo que escorraçá-lo da porta da Igreja. Isto porque os jovens estão ouvindo a todo instante o mundo que lhes mostra uma vida sem limites, sem freios, sem sacrifícios. Só que esse mesmo mundo que enganam os jovens com uma felicidade falsa, não sabe ou não falam das consequências: Doenças Sexualmente Transmissíveis, envelhecimento precoce, cadeia, entre outros. E quando o jovem acorda para a realidade, já é tarde demais. Rezemos pelos nossos jovens! Parece que é somente o que nos resta. Porém, vale a pena seguir o caminho da porta estreita, pois ele é o caminho que nos leva para a felicidade eterna. As coisas boas da vida só a s conseguimos com sacrifícios.

10 – A NOSSA FÉ COMPARADA COM UM GRÃO DE MOSTARDA

Queridos irmãos e irmãs, hoje o evangelho nos apresenta aquela semente que está escondida na terra é que gerará futuramente a vida com o seu nascimento e seus frutos. O cristão cresce enquanto está aberto à verdade do Reino. A nossa fé, mesmo sendo comparada com um grão de mostarda, ela é capaz de realizar grandes prodígios para os nossos irmãos e irmãs abandonados. O Reino de Deus já está presente como esse grão plantado na terra ou como o fermento colocado na massa; o Reino ainda é, portanto, uma “realidade”, que pode ser conquistada. E nessa realidade que o Reino é chamado a se manifestar, em todas as suas dimensões. O discernimento dos sinais do tempo só pode vir pela fé e também através do olhar carinhoso para a realidade. As duas parábolas são colocadas neste contexto para dizer que a semente da fé percebe onde o Reino de Deus está. Aquela pequena semente de mostarda torna-se uma grande árvore que abriga todas as espécies de pássaros. O fermento faz a massa crescer e alimentar mais pessoas. A força transformadora da ação evangélica é a maior arma da expansão do Reino de Deus. A semente e o fermento são figuras usadas por Jesus para nos ensinar que a semente de sua palavra já está lançada no coração de cada ser humano. E para a construção do Reino de Deus é preciso à ajuda de todos. Sabendo que a ação de Deus nos será sempre uma ação misteriosa, basta que estejamos abertos ao seu projeto de amor.

11 – VIRÃO HOMENS DO ORIENTE E DO OCIDENTE, DO NORTE E DO SUL, E TOMARÃO LUGAR À MESA NO REINO DE DEUS

A porta é um símbolo poderoso, presente na vida de todas as pessoas e que Jesus utiliza constantemente para nos ensinar o valor do discernimento e da decisão. A porta pode ser larga e grande ou estreita e difícil. Nas cidades antigas, a porta era um dos lugares mais importantes, onde estava o mercado, os tribunais e as salas de discussão. A porta larga era a entrada de mercadores, rei e emissários reais; a porta estreita era o local por onde passavam as pessoas comuns. O seguidor de Jesus tem o desafio de entrar pela porta estreita, a porta das pessoas que só contam com o amor de Deus para poder realizar sua vontade. Deve decidir o que deve deixar de lado para poder entrar por essa porta, já que o excesso de equipamentos pode impedir a entrada. Como cristãos, é nosso dever discernir as realidades que nos impedem de acessar à proposta de Jesus. O excesso de exigências da cultura social dominante pode representar um grande estorvo. As ambições de poder, de riqueza ou de prestigio podem se converter em camelos enormes que nos coloquem fora dos planos de Jesus e nos impeçam de entrar pela porta das pessoas simples.

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL (LITURGIA DIÁRIA – PAULINAS E PAULUS)

Viver sob o título cristão não é meio mágico e automático de salvação, pois esta é fruto do encontro do esforço humano com o infinito dom de Deus. É necessário passar pela porta estreita para entrar no reino.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO (LITURGIA DIÁRIA – PAULINAS E PAULUS)

A palavra de Deus orienta as relações entre pais e filhos e entre senhores e subalternos, de modo que todos consigam passar pela porta exigente que dá acesso ao reino de Deus.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO (LITURGIA DIÁRIA – PAULINAS E PAULUS)

Aleluia, aleluia, aleluia. Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno e brilhe para eles a vossa luz (4 Esd 2,34s).

Antífona da comunhão

Senhor, que a luz eterna os ilumine no convívio dos vossos santos, porque sois bom. Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno e brilhe para eles a vossa luz no convívio dos vossos santos, porque sois bom (4 Esd 2,35.34).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos remistes pela morte e ressurreição do vosso filho, concedei aos nossos irmãos e irmãs que, tendo professado o mistério da nossa ressurreição, mereçam alegrar-se na eterna felicidade.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia (LITURGIA DIÁRIA – PAULINAS E PAULUS)

— …

— …

Oração sobre as oferendas

Ó Deus de misericórdia, purificai no Sangue de Cristo, pelo poder deste sacrifício, os pecados de nossos irmãos e irmãs falecidos e concedei o pleno perdão do vosso amor aos que lavastes nas águas do batismo. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Alimentados pelo Corpo e Sangue do vosso Filho, que por nós morreu e ressuscitou, nós vos rogamos, ó Deus, em favor de nossos irmãos e irmãs falecidos a fim de que, purificados pelos mistérios pascais, se alegrem com a futura ressurreição.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

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