Liturgia Diária 01/NOV/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

01/NOV/2012 (quinta-feira)

LEITURAS

Leitura da carta de são Paulo aos Efésios (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

10 Para terminar, irmãos, confortai-vos no Senhor, e no domínio de sua força, 11 revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 12 Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. 13 Revesti, portanto, a armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer firmes em tudo. 14 De pé, portanto! Cingi os vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça 15 e calçai os vossos pés com a prontidão em anunciar o Evangelho da paz. 16 Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar todas as flechas ardentes do Maligno. 17 Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, isto é, a Palavra de Deus. 18 Com preces e súplicas de vária ordem, orai em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiai com toda a perseverança, intercedendo por todos os santos. 19 Orai também por mim, para que a palavra seja posta em minha boca para anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20 do qual sou embaixador acorrentado. Possa eu, como é minha obrigação, proclamá-lo com toda a ousadia.

Proclamação do Salmo 143 (144),1.2.9-10 (R. 1a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 1a Bendito seja o Senhor, meu rochedo!
— 1 Bendito seja o Senhor, meu rochedo, + que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra!
— 2 Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés.
— 9 Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, 10 a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 13,31-35 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

31 Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32 Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33 Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34 Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35 Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Hoje também há profetas, apóstolos e o próprio Jesus que se faz presente em nosso meio. Como os acolho? Como são acolhidos pela sociedade, pela comunidade? Há hoje pessoas que manipulam a verdade? E eu sou coerente com a verdade? Vejo o que os bispos falaram na Conferência de Aparecida: “Os fiéis leigos são “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Eles realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo”. São “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja”. Sua missão própria e específica se realiza no mundo, de tal modo que, com seu testemunho e sua atividade, eles contribuam para a transformação das realidades e para a criação de estruturas justas segundo os critérios do Evangelho. “O espaço próprio de sua atividade evangelizadora é o mundo vasto e complexo da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’, e outras realidades abertas à evangelização, como são o amor, a família, a educação das crianças e adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento”. Além disso, eles tem o dever de fazer crível a fé que professam, mostrando a autenticidade e coerência em sua conduta.” (DAp 209-210).

… a VERDADE …

O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 13,31-35, e observo o diálogo de Jesus com os fariseus. A atitude dos fariseus pedindo a Jesus que vá embora porque Herodes quer matá-lo é atitude de quem quer intimidá-lo. O Mestre não admite este tipo de intimidação. E diz que embora, Herodes seja uma autoridade, é um “animalzinho”, uma raposa. Como a raposa está sempre à espreita de sua presa, mas isto não provoca a fuga de Jesus, como provocou o outro Herodes quando ele era bebê indefeso. Jesus tem clara a sua missão e nada o fará desistir. Morrerá quando a Deus aprouver. Os poderes humanos podem executar sem o saber os planos de Deus, mas não podem impedi-lo. Dirigindo-se a Jerusalém, o Mestre lamenta sua resistência a Deus, matando os profetas. A imagem da galinha ajuntando os pintinhos debaixo de suas asas é a imagem de Deus que quer proteger o seu povo. Mas, Jerusalém matou os profetas e matou Jesus. “A casa ficará completamente abandonada”, não porque O Messias a abandonou, mas porque ela não o acolheu.

… e a VIDA …

Pai, predispõe-me, pela força do teu Espírito, a acolher a salvação que teu Filho Jesus me oferece, fazendo-me digno deste dom supremo de tua bondade.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Não me permitirei falsificar a verdade, mascará-la ou diminuí-la.

REFLEXÕES:

1 – NADA IMPEDE A MISSÃO LIBERTADORA DE JESUS

Após apresentar a denúncia de Jesus sobre a infidelidade de Israel e a acolhida aos gentios, “há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”, Lucas insere este diálogo envolvendo alguns fariseus e Jesus. Estes fariseus simulam proteger Jesus das ameaças de Herodes, preposto do império romano, com autoridade sobre a Galileia. Herodes já havia mandado matar João Batista, e Jesus, cuja prática assemelhava-se a de João, estava também ameaçado. A resposta de Jesus é um recado a ser dado a Herodes por estes fariseus, que queriam intimidar Jesus e se ver livres dele. Jesus chama Herodes de raposa (ardiloso, vil, sorrateiro) e, com convicção, afirma seu propósito de continuar sua missão libertadora, que será estendida até Jerusalém. Mais do que a Herodes, Jesus sabe que paira sobre si a ameaça de morte por parte das autoridades religiosas com sede em Jerusalém. Com uma sentença em estilo profético, Jesus faz ainda um apelo à conversão de Jerusalém, caracterizando-a como a cidade que mata os profetas.

2 – JESUS QUIS ABRAÇAR JERUSALÉM

A ameaça de morte não faz com que Jesus se acovarde, a sua resposta é bem clara: “devo prosseguir o meu caminho, pois não convém que um profeta perece fora de Jerusalém”. Jesus vai seguir o seu caminho até o fim porque a sua fidelidade ao Pai está acima de todas as coisas, inclusive da sua própria vida, que ele vai entregar livremente em Jerusalém para que o homem seja resgatado do reino da morte. O mundo não quer a vida do profeta, não quer que ele chegue a realizar a sua missão e todos os que são do mundo, religiosos ou não, não toleram a presença do profeta, embora a sua morte contribua para a salvação de todos.

3 – A CORAGEM DO PROFETA

É admirável que os fariseus, adversários confessos de Jesus, tivessem se preocupado com a sua segurança. Aparentemente, talvez quisessem protegê-lo contra a violência de Herodes que, já tendo eliminado João Batista, talvez quisesse fazer o mesmo com Jesus. O Mestre, porém, não se deixou convencer pela boa intenção deles e os tratou como se fossem mensageiros de Herodes. Por meio dos próprios fariseus, Jesus enviou uma mensagem para o representante do poder romano, a quem chamou de raposa, de forma a desmascarar lhe a astúcia: seu projeto missionário não seria modificado por medo de ninguém; ele seguiria o caminho traçado pelo Pai e não admitiria interferências no seu processo de obediência à vontade dele. A atitude corajosa de Jesus fazia lembrar a dos antigos profetas de Israel, que não se deixavam demover por intimidação de espécie alguma. Uma vez conscientes de terem recebido de Deus uma missão, seguiam adiante, superando desprezos, perseguição, torturas e, até mesmo, a morte. A firmeza e a coragem dos profetas só encontram explicação na consciência que tinham de estarem a serviço de Deus. Quanto a Jesus, nem o conselho hipócrita dos fariseus, nem as ameaças de Herodes haveriam de detê-lo no seu caminho. Todos eles desconheciam o quanto Jesus era fiel ao Pai.

4 – POR QUEM JESUS CHORA?

Após apresentar a denúncia de Jesus sobre a infidelidade de Israel, Lucas insere este diálogo envolvendo alguns fariseus e Jesus. Estes fariseus simulam proteger o Senhor das ameaças de Herodes – preposto do Império Romano com autoridade sobre a Galileia -, pois este já havia mandado matar João Batista, e Jesus, cuja prática se assemelhava à de João, estava também ameaçado. E não só agora com um forte propósito de terminar a Sua Missão: “Vão e digam para aquela raposa que eu mandei dizer o seguinte: ‘Hoje e amanhã eu estou expulsando demônios e curando pessoas; no terceiro dia, terminarei o meu trabalho’”. A resposta de Jesus é um recado a ser dado a Herodes por estes fariseus, os quais, Jesus percebe, estavam fazendo o jogo do imperador. Jesus o chama de “raposa” e, com uma frase repetida, afirma que continuará Seu ministério e Seu caminho rumo a Jerusalém. A morte não O intimida. Sabe que está mais próxima a morte por parte dos chefes religiosos de Jerusalém do que por parte de Herodes. Poderíamos assim dizer que Ele “nem estava aí”, tanto pelo que Herodes haveria de lhe fazer quanto pelo que o povo dizia. Ele está a caminho de Jerusalém. Com o Seu ensinamento revela a Sua rejeição pelo Judaísmo e a Sua acolhida por parte dos gentios. Mais do que a Herodes, Cristo sabe que paira sobre si a ameaça de morte por parte das autoridades religiosas com sede em Jerusalém. E, então, ouve-se o clamor de indignação de Jesus: “Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda! Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram!” Com uma sentença em estilo profético, Jesus faz ainda um apelo à conversão de Jerusalém, caracterizando-a como “a cidade que mata os profetas”. Os judeus eram o povo escolhido por Deus. A este povo Ele tirou do Egito, conduziu-os à terra prometida e livrou-os dos inimigos. Sobretudo, a este povo o Senhor prometeu e enviou o Salvador Jesus. Porém, esta nação não foi grata a Deus; desprezou Jesus e não O aceitou como Salvador. Quando Jesus esteve aqui na terra, dedicou muito tempo à cidade de Jerusalém. Durante três anos, ensinou ao povo, lá no Templo, o amor do Pai e a necessidade do arrependimento. Jesus se preocupou com este povo, pois viu que os seus corações estavam endurecidos. O povo de Jerusalém se tornara materialista, ocupando-se demais das coisas do mundo e esquecendo-se de Deus. A preocupação com as coisas materiais era tão grande que haviam tornado até o próprio Templo numa casa de comércio. Em lugar de usar o Templo para a pregação da Palavra de Deus, usavam-no para fazer dinheiro, vendendo e comprando objetos. Jesus chamou várias vezes este povo ao arrependimento, mostrando-lhes o perigo que estavam correndo e a necessidade de se voltarem para Deus. Porém, o povo permaneceu indiferente; não se arrependeu, não reconheceu os seus pecados nem se voltou para o Senhor. Jesus esperava que eles chorassem de arrependimento, mas como não choraram, o Senhor chorou por eles de pesar, tristeza e compaixão. Também Jesus chora por nós cada vez que não nos arrependemos dos nossos pecados e agimos com indiferença ao seu apelo à conversão. Reflitamos sobre isso!

5 – A COMUNHÃO DOS SANTOS

A Irmã Maria da Eucaristia queria acender as velas para uma procissão e, como não tinha fósforos, vendo a lamparina que arde diante das relíquias, dela se aproxima mas oh!, encontra-a quase apagada, não lhe restando senão uma pálida luzinha no pavio carbonizado. Apesar disso, consegue acender a sua vela e, a partir dela, as da comunidade toda que, daí a pouco, tinha todas as velas acesas. Foi, pois, esta pequena lamparina, quase extinta, que produziu outras chamas seguras, as quais, por sua vez, puderam produzir uma infinidade doutras e, até, incendiar o universo. No entanto, se quiséssemos determinar a origem desse incêndio, seria preciso reportar-nos sempre àquela minúscula lamparina. Como poderiam então as outras chamas, sabendo disso, gloriar-se de ter causado tamanho incêndio, uma vez que apenas foram acesas por contágio da pequena centelha? […] O mesmo se passa com a comunhão dos santos. Sem o sabermos, muitas vezes as graças e as luzes que recebemos ficam a dever-se a uma alma escondida, porque o Deus de bondade quer que os santos comuniquem uns aos outros a graça através da oração, para poderem depois dedicar uns aos outros um grande amor no Céu, um amor muito maior do que o de qualquer família da terra, mesmo a mais perfeita. Quantas vezes pensei que todas as graças que recebi se ficaram a dever à oração que uma qualquer boa alma tenha feito por mim ao Deus de amor, e que só no Céu conhecerei. Sim, uma pequena centelha basta para fazer nascer grandes clarões em toda a Igreja, como doutores e mártires, que ocuparão no Céu um lugar bem acima do dela; mas nem por isso se pode concluir que a glória deles não será também a dela, porque no Céu não haverá olhares indiferentes todos reconhecerão que se devem mutuamente as graças
que lhes mereceram essa coroa de gl
ória.

6 – ALEGRAI-VOS E EXULTAI

Hoje, celebramos a realidade de um mistério salvador, expresso no credo, que se torna muito consolador: Creio na comunhão dos santos. Todos os santos que já passaram para a vida eterna, a começar pela Virgem Maria, formam uma unidade: Felizes os puros de coração, porque verão a Deus (Mt 5,8). E também estão, ao mesmo tempo, em comunhão conosco. A fé e a esperança não podem unir-nos, porque eles já gozam da visão eterna de Deus; mas une-nos, por outro lado, o amor que não passa nunca (1Cor 13,13); esse amor que nos une, juntamente com eles, ao mesmo Pai, ao mesmo Cristo Redentor e ao mesmo Espírito Santo. O amor que os torna solidários e solícitos para conosco. Portanto, não veneramos os santos somente pela sua exemplaridade, mas sobretudo pela unidade no Espírito de toda a Igreja, que se fortalece com a prática do amor fraterno. Por esta profunda unidade, devemos sentir-nos perto de todos os santos que, antes de nós, acreditaram e esperaram o mesmo que nós cremos e esperamos e, acima de tudo, amaram Deus Pai e os seus irmãos, os  homens, procurando imitar o amor de Cristo. Os santos apóstolos, os santos mártires, os santos confessores que viveram ao longo da história são, portanto, nossos irmãos e intercessores; neles se cumpriram as palavras proféticas de Jesus: Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus, (Mt 5,11-12). Os tesouros da sua santidade são bens de família, com que podemos contar. São estes os tesouros do céu, que Jesus convida a juntar (cf. Mt 6,20). Como afirma o Concílio Vaticano II, A nossa fraqueza é assim grandemente ajudada pela sua solicitude de irmãos (Lumen Gentium, 49). Esta solenidade traz-nos uma notícia reconfortante, que nos convida à alegria e à festa.

7 – JERUSALÉM, JERUSALÉM! QUANTAS VEZES EU QUIS REUNIR TEUS FILHOS, MAS TU NÃO QUISESTE!

Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas tu não quiseste! O Evangelho de hoje começa com alguém sugerindo a Jesus que fosse embora de Jerusalém, porque Herodes queria matá-lo. Herodes não se dava bem com profetas. Já tinha mandado matar João Batista, e agora tentava desfazer-se de Jesus, intimidando-o, para que se afastasse do seu território. Herodes tinha medo de os profetas, com a sua influência sobre o povo, desestabilizarem o seu poder e o seu prestígio. Mas Jesus é um profeta corajoso: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho”. Foi uma referência à sua ressurreição, três dias após a sua morte. Nenhuma ameaça detinha Jesus; ele continuava fazendo o bem e cumprindo a missão que o Pai lhe confiara. Jesus não procurou a morte, mas também não correu dela. Ele não queria morrer, como qualquer ser humano não quer morrer. Ele queria viver na terra noventa anos ou mais, a fim de consolidar bem o Reino de Deus. Mas quando colocaram a morte no seu caminho, ele não arredou o pé. Foi duro para ele, como para qualquer ser humano; chegou a suar sangue, mas ficou firme. Quando S. Pedro, diante do perigo da condenação de Jesus em Jerusalém, sugeriu a ele que não fosse para lá, Jesus lhe deu uma resposta pesada: “Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!” (Mt 16,23). “Coisas de Deus” é fazer a vontade de Deus, confiando nele e arriscando até a vida terrena. “Coisas dos homens” é querer salvar a vida terrena, mesmo que se afaste um pouco da vontade de Deus. Jesus caminhava para Jerusalém porque fazia parte da sua missão recebida do Pai. Que bom se nós fôssemos assim! “Tenham em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5). “Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz…” (Mc 8,34). “Jesus Cristo me deixou inquieto, com as palavras que ele proferiu. Nunca mais eu pude olhar o mundo sem sentir aquilo que Jesus sentiu” (Música do Pe. Zezinho – para ouvir entre neste link: http://www.vagalume.com.br/padre-zezinho/jesus-cristo-me-deixou-inquieto.html
). Vamos renunciar aos nossos interesses pessoais, e acolher com generosidade as mensagens dos profetas católicos de hoje, ainda que exijam de nós mudanças profundas! Havia, certa vez, uma jovem, que cursava o primeiro ano de faculdade, e andava muito deprimida. Ela era, por sinal, uma garota muito bonita. Um dia, ela foi ao banheiro da faculdade, olhou-se no espelho e pensou: como estou feia! E deu-lhe vontade de chorar. Naquele instante, sentiu algo bater na sua perna. Olhou. Era uma moça cega, com a sua bengala, que lhe perguntou: “Moça, onde é a pia?” A cega também estudava na universidade, apesar da sua limitação. E, ali no banheiro, perdida, pediu ajuda a quem sentiu que estava na sua frente. A menina que estava deprimida recebeu aquilo como um sinal de Deus. Deus estava lhe dizendo que o sentido da vida não está em ser bonita ou feia; está em servir o próximo. O mundo está aí, em volta de nós, precisando de alguém que lhe ajude. Não podemos nos fechar em nosso mundinho! A garota ajudou a colega cega, da melhor maneira que pôde, e a tristeza sumiu de uma vez. Deus nos manda profetas e profetizas, que nos falam das mais diversas formas. Que saibamos entender e acolher as suas mensagens, não imitando o povo de Jerusalém do tempo de Jesus. A firmeza de Maria Santíssima, cujo coração foi transpassado pela espada de dor, seja para nós um exemplo. E que ela nos ajude a seguir o seu Filho, para onde quer que ele vá. Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas tu não quiseste!

8 – NO TERCEIRO DIA TERMINAREI MEU TRABALHO

Até os Fariseus, que tiveram sua conduta muitas vezes censurada por Jesus, sabem que ele corre perigo de morte e o alertam sobre Herodes. Tudo por causa da sua linha profética, que o torna incômodo, porque o profeta fiel á sua missão, não fala o que o mundo quer ouvir, não fala para agradar as pessoas, e também por outro lado, não tem medo de falar tudo o que se refere a Verdade Divina. E uma qualidade primordial de um profeta: não fala para fazer média ou com segundas intenções, para tirar proveito dos seus ouvintes, como alguns pregadores de hoje em dia, que falam muito mais não dizem nada… Isto é, só fazem barulho… Em sua resposta onde chama Herodes de Raposa, alguém que usa sua astúcia para o mal, Jesus deixa claro que tem uma missão a cumprir, um trabalho a fazer, e que nada irá detê-lo, mesmo sabendo que em Jerusalém sua vida será tirada. Jesus não é alguém “marcado para morrer” e a sua vida é uma desgraça e uma fatalidade… O que nele está em evidência é a sua total fidelidade á missão de Salvar a Humanidade, missão esta que terá pleno êxito… Muito séria e atual a exortação sobre Jerusalém, pois aí a gente pode se enxergar nesse evangelho, pois a Jerusalém é a nossa Igreja, onde por excelência o Reino deve ser sinalizado, o lugar do acolhimento, da convivência fraterna, da comunhão, lugar do encontro de Deus manifestado em Jesus, com os Homens, lugar onde a Vida do irmão está em primeiro lugar, lugar do amor que se doa, que se ajuda, que se compreende, que é solidário e busca sempre a justiça. Com um perfil assim, legado pelo próprio Senhor Jesus, a nossa Igreja nunca será simpática aos olhos do mundo e de algumas instituições. Os profetas da pós modernidade, pregam sempre o contrário do que prega a Igreja. Ninguém pense que a Igreja será vitoriosa no confronto com o mundo, Jesus não saiu-se vitorioso em Jerusalém, ao contrário, passou pelo vexame de uma morte humilhante e vergonhosa, entretanto, ao terceiro dia completou sua obra com a Ressurreição. Que a nossa Igreja, que percorre a mesma estrada de Jesus e dos profetas, não se curve, não se submeta ás Forças contrárias ao Reino, ainda que venha o fracasso, ainda que a Igreja seja ridicularizada, pois haverá um “Terceiro Dia”, o Dia do Senhor, o Dia da Verdade, o dia em que Deus “dará o troco” aos que não
acreditaram, aos que o combateram…

9 – O CAMINHO DA SANTIDADE PASSA PELA CRUZ!

Hoje, dia de todos os santos, somos convidados a voltar o nosso olhar para o alto e contemplar uma multidão de santos e santas que deixaram marcas profundas do seu amor aqui na terra e que agora participam da gloria do céu, junto ao Pai! O dia de todos os santos, nos trás uma grande mensagem: todos nós somos chamados à ser santos! Sabemos que o caminho da santidade é um caminho difícil, pois passa pela cruz, mas é o único caminho que nos levará à felicidade plena e que nos tornará eterno aqui na terra, através do nosso testemunho de fidelidade a Deus! Portanto, assim como foram todos os santos, sejamos também, fieis ao Evangelho, sem medo de ser de Deus, de dar testemunho de Jesus em qualquer circunstancia! Alimentados da sua palavra, do seu corpo e sangue, estaremos inebriados da vida do próprio Jesus, sendo presença viva do seu amor no mundo! Quando descobrirmos, o para que viemos ao mundo e para que Deus nos criou, descobriremos o verdadeiro sentido do nosso existir e o caminho que nos levará a nossa mais plena realização! Jesus nos propõe algo de concreto: dar um sentido novo a nossa existência, uma única e fundamental direção, idêntica para todos: a santidade como meta para chegarmos à vida eterna! Para isso, precisamos sair do círculo vicioso do egoísmo, em que projetamos a nossa própria vida, tendo como ponto de referência nós mesmo, para nos envolver no projeto de Deus, que tem como referencia o próprio Jesus! Fomos criados e orientados por Deus, a direcionar a nossa existência, como uma flecha que busca o seu alvo. O nosso alvo é o próprio Deus, Ele é o nosso único objetivo, Aquele que dá o verdadeiro sentido à nossa vida! O amor, a busca pela santidade, deve ser o nosso objetivo primeiro, o horizonte que não podemos perder de vista, em meio as nossas ocupações cotidianas! No evangelho de hoje, podemos perceber claramente o contexto ameaçador e perigoso em que Jesus vivia. Herodes já havia matado João Batista e queria também tirar Jesus do seu caminho. É interessante perceber, que Jesus recebe o alerta dos fariseus, os mesmos que por várias vezes o confrontaram, dando a entender que pertenciam ao grupo que apoiava Herodes. A resposta de Jesus é corajosa: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho”. Estas palavras nos mostram que para anunciar o Reino de Deus, não precisamos de autorização de quem quer que seja. “Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste!” Nesta lamentação Jesus lembra a triste historia da resistência de um povo aos vários apelos de Deus, que chegaram até eles pela boca dos profetas e que não os levaram a conversão. Que nós, não sejamos causa de lamentação para Jesus, que não nos tornemos como aquela geração, que por pensar a partir de si mesma, mataram os profetas que anunciaram a sua vinda e que quiseram matá-Lo também. Olhemos para o mundo com o olhar do evangelho e com o mesmo sentimento de Jesus! Ele nos ilumina com o seu testemunho de vida, de amor e de fidelidade ao Pai. É por Ele e por meio dele, que vamos encontrar novas motivações para vivermos segundo a luz da verdade que liberta e salva. FIQUE NA PAZ DE JESUS!

10 – NÃO CONVÉM QUE UM PROFETA MORRA FORA DE JERUSALÉM

Não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. O Evangelho de hoje tem duas partes: 1) A hostilidade de Herodes para com Jesus. 2) Palavras duras de Jesus contra Jerusalém. Jesus estava a caminho para Jerusalém, cujo governador era Herodes, quando um grupo de fariseus lhe diz: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. Já havia matado João Batista, e agora tenta desfazer-se de Jesus, intimidando-o, para que se afastasse do seu território. Herodes tinha medo de os profetas, com a sua influência sobre o povo, desestabilizarem o seu poder e o seu prestígio. Mas Jesus é um profeta corajoso. Ele responde: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho… Porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém”. Foi uma referência à sua ressurreição, três dias após a sua morte. Ele disse, em outras palavras, que seu compromisso é com Deus Pai e com mais ninguém, e que não são ameaças que vão mudar o seu trabalho. “Não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.” Por quê? Porque Jerusalém, no Antigo Testamento sempre foi palco dos grandes acontecimentos religiosos, partidos tanto da bondade de Deus como da maldade do povo. “Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas…” Jesus se refere à recusa do povo em receber os enviados de Deus. “Eis que vossa casa ficará abandonada”. É uma referência à destruição de Jerusalém, acontecida anos depois. São ameaças proféticas que não deixam de ser mais um convite ao povo para a conversão. Jesus não procurou a morte, mas também não correu dela. Ele não queria morrer – como qualquer ser humano não quer morrer – e sim viver o máximo possível aqui na terra para fazer o bem e consolidar o Reino de Deus. Mas quando colocaram a morte no seu caminho, ele não arredou o pé, ele não arreda o pé da missão que recebera do Pai. Quando S. Pedro, diante do perigo da condenação de Jesus em Jerusalém, sugeriu a ele que não fosse para lá, Jesus lhe deu uma resposta pesada: “Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim as dos homens!” (Mt 16,23). “Coisas de Deus” é fazer a vontade de Deus, confiando nele e arriscando até a vida terrena. “Coisas dos homens” é querer salvar a vida terrena, mesmo que se afaste um pouco da vontade de Deus. Jesus caminhava para Jerusalém porque fazia parte da sua missão recebida do Pai. Que bom se nós fôssemos assim! “Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus” (Fl 2,5). “Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz…” (Mc 8,34). “Jesus Cristo me deixou inquieto, com as palavras que ele proferiu. Nunca mais eu pude olhar o mundo sem sentir aquilo que Jesus sentiu” (Música do Pe. Zezinho). Vamos colocar a busca da vontade de Deus acima de tudo na nossa vida. Havia, certa vez, um padre que tinha em seu quintal uma seriema. E a casa paroquial ficava ao lado da igreja. Esta seriema cantava cada vez que se tocava o sino chamando o povo para a Missa. O interessante é que, em outros momentos, podiam tocar o sino à vontade que ela não cantava. Mas, tocou para a Missa, pronto, ela cantava. E cantava alto, como que querendo ajudar o sino a chamar o povo. Deus criou o mundo em perfeita harmonia. Até os animais obedecem a Deus e “querem” que nós lhe obedeçamos. Que, devido à nossa desobediência, Jesus não tenha de dizer a nós o que disse a respeito de Jerusalém: “Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas… Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste!” A firmeza de Maria Santíssima, cujo coração foi transpassado pela espada de dor, seja para nós um exemplo e um incentivo. Santa Mãe das Dores, rogai por nós. Não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.

11 – BENDITO AQUELE QUE VEIO EM NOME DO SENHOR

Jesus caminhava firmemente para o desfecho final e os fariseus na sua ignorância, preveniam-no de que Herodes procurava matá-lo. Porém, Jesus continuava firme no Seu propósito de fazer a vontade do Pai e não estava preocupado com o que Herodes poderia fazer com Ele. Por isso, afirmava que continuaria operando milagres até que seus dias chegassem ao fim. Ele caminhava para a morte e tinha consciência do que iria ter que enfrentar. Ele sabia muito bem o que o esperava em Jerusalém, mas era para lá que Ele deveria caminhar. Jerusalém, a cidade santa, seria o palco dos acontecimentos. Era lá que estava erguido o templo e, ao mesmo tempo seria lá que Jesus morreria e, depois de três dias, ressuscitaria. Jerusalém é também, hoje, o nosso destino, é para a Jerusalém celeste que nós caminhamos. Jesus Cristo abriu o caminho para nós, não precisaremos ser flagelados nem crucificados porque Ele mesmo já o foi por nós, entretanto haveremos de caminhar com coragem para atravessarmos os vales sombrios da nossa vida. Colocando na nossa vida prática nós podemos tirar como mensagem o exemplo e determinação de Jesus diante da missão a que Ele se propunha. Não temeu os homens, mas permaneceu fiel ao Pai. Ele, como homem, tinha inteira liberdade para dar justificativas de afastar-se de Jerusalém porque o rei O queria matar. No entanto, o Seu ideal de vida era justamente “beber o cálice” que Lhe estava destinado. E assim, permaneceu fiel aos Seus propósitos. Jesus chorou diante das muralhas de Jerusalém lamentando a sua rebeldia e obstinação em não aceitá-Lo como Salvador. Chorou por aqueles que não O acolheram e previu para eles um tempo de abandono e dispersão. Nós podemos também nos colocar no lugar de Jerusalém, isto é, do povo que não aceita a salvação de Jesus e não aproveita o tempo em que é visitado. Muitas vezes rejeitamos a Deus, não caminhamos segundo a Sua Palavra, não seguimos os Seus ensinamentos e perdemos o precioso tempo que estamos vivendo aqui na terra. Jesus também chora diante de nós e lamenta a nossa ignorância, mas, mesmo assim torce e espera que nós, no devido tempo, possamos ainda dizer de coração: “Bendito aquele que veio em nome do Senhor”. Hoje, também, todos aqueles que não acolhem Jesus como Salvador e Senhor, como os judeus, vivem abandonados, sem templo, à espera daquele que ainda virá. Reflita – Você tem desistido de assumir a salvação em vista das dificuldades? – Você tem coragem de enfrentar os “seus inimigos” como Jesus os enfrentou? – Você tem medo de se entregar pela causa do Evangelho? – Você é uma pessoa que caminha firme para a santidade mesmo sabendo que dificuldades o esperam?- Você foge da realidade quando percebe algum indício de sofrimento? Amém! Abraço carinhoso.

12 – HERODES QUERIA MATAR JESUS

Na carta de são Paulo aos Efésios, ele vai dizer que. Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas que por todos nós o entregou… Será que não estamos poupando o nosso filho de ser um padre? Conheci, recentemente, um caso muito triste. Um jovem que desejava ser padre, foi impedido de ingressar no seminário pelo próprio pai. Sua alegação. É o meu filho único. O único herdeiro, não vai ser possível! Que pena! Por causa de uma herança, perdemos um padre! Mas a mensagem principal da carta de Paulo para nós hoje é que Deus é por nós. Em uma série de cinco perguntas, Paulo analisa como estamos seguros, como deveríamos ter certe­za. Isso naturalmente não significa que a vida seja um mar de rosas. O v. 35 relaciona sete perigos ou dificuldades que nos separam do amor que Cristo tem por nós. A lista não é apenas imaginária; resu­me os ataques variados e potencialmente fatais aos quais estão sujeitos os seguidores de Cristo. Os ra­binos usavam com frequência a citação de SI 44,23 (v. 36) para descrever o martírio dos piedosos. Con­tudo, os vv. finais são positivos, firmes e confiante­mente seguros. Nenhuma outra força nem poder (vv. 38-39), nem mesmo o poder personificado dos astros (alturas… profundezas), pode nos separar do amor de Deus que nos vem de Jesus Cristo, nosso Senhor. EVANGELHO: Vejam a que ponto chegou a falsidade dos fariseus. Fingir que estavam preocupados com a vida de Jesus. Não dá para acreditar. Mas O Mestre que via seus interiores, o que pensavam e sentiam, logo percebeu que se tratava de um recado de Herodes. Sendo assim, Jesus manda a resposta. “… Ide dizer a essa raposa: eis que expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e ao terceiro dia terminarei a minha vida. É necessário, todavia, que eu caminhe hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não é admissível que um profeta morra fora de Jerusalém.” A atitude corajosa de Jesus fazia lembrar a dos antigos profetas de Israel, que não se deixavam vencer por intimidação de espécie alguma. A atitude dos fariseus que fazem a advertência sobre Herodes não é descrita, mas a intervenção deles deve ser enten­dida como hostilidade em vez de ajuda a Cristo. Herodes poderia ter demonstrado o desejo de pôr o desordeiro para fora da Galileia. A referência de Jesus a “essa raposa” talvez seja um jeito de reconhecer a esperteza na ameaça que o apressa para o lugar onde tradicionalmente os profetas en­contraram a morte. Jesus descreve duas vezes sua missão em termos de três dias, que aqui Lucas menciona como prenúncio da ressurreição: “… e no terceiro dia chego ao termo”. O tema da tarefa de atribuição divina é muito forte. Não importa o que os governantes humanos queiram, Jesus tem de se­guir o plano estabelecido. Também está subentendi­da a advertência de que Deus não permitirá interfe­rência neste plano, embora reis tenham permissão para colaborar em sua execução. O confronto entre os profetas e os inimigos aconteceu muitas vezes em Jerusalém e até no Templo. Embora historicamente os homicí­dios não tenham acontecido exclusivamente em Jerusalém. Prezados irmãos, o nosso trabalho missionário hoje em dia também deve estar desvinculado de qualquer governante humano. Nenhuma paróquia, nenhum ministro de Deus, deve por bem, ser partidário deste ou daquele político. É claro que temos as nossas preferências, votamos neste ou naquele candidato. Mas não devemos misturar seus programas de governo com a mensagem de Cristo, por mais que o candidato seja pelos pobres, por mais que esteja fazendo um governo inteligente, por mais que esteja olhando pelos excluídos e por isso rejeitado pela elite. É uma pena, mas temos de ser imparciais. Já sei o que você está pensando. A Igreja no seu início era atrelada ao Estado Romano. Sim. E ao que parece, fazia parte do plano de Deus para a divulgação do Cristianismo nascente. Podemos dizer que a Igreja ou o Cristianismo voou nas asas do Império Romano, assim como aconteceu aqui no Brasil de Cabral até a separação da Igreja e do Estado.

13 – NO TERCEIRO DIA TERMINAREI MEU TRABALHO

Até os Fariseus, que tiveram sua conduta muitas vezes censurada por Jesus, sabem que ele corre perigo de morte e o alertam sobre Herodes. Tudo por causa da sua linha profética, que o torna incômodo, porque o profeta fiel á sua missão, não fala o que o mundo quer ouvir, não fala para agradar as pessoas, e também por outro lado, não tem medo de falar tudo o que se refere a Verdade Divina. E uma qualidade primordial de um profeta: não fala para fazer média ou com segundas intenções, para tirar proveito dos seus ouvintes, como alguns pregadores de hoje em dia, que falam muito mais não dizem nada… Isto é, só fazem barulho… Em sua resposta onde chama Herodes de Raposa, alguém que usa sua astúcia para o mal, Jesus deixa claro que tem uma missão a cumprir, um trabalho a fazer, e que nada irá detê-lo, mesmo sabendo que em Jerusalém sua vida será tirada. Jesus não é alguém “marcado para morrer” e a sua vida é uma desgraça e uma fatalidade… O que nele está em evidência é a sua total fidelidade á missão de Salvar a Humanidade, missão esta que terá pleno êxito… Muito séria e atual a exortação sobre Jerusalém, pois aí a gente pode se enxergar nesse evangelho, pois a Jerusalém é a nossa Igreja, onde por excelência o Reino deve ser sinalizado, o lugar do acolhimento, da convivência fraterna, da comunhão, lugar do encontro de Deus manifestado em Jesus, com os Homens, lugar onde a Vida do irmão está em primeiro lugar, lugar do amor que se doa, que se ajuda, que se compreende, que é solidário e busca sempre a justiça. Com um perfil assim, legado pelo próprio Senhor Jesus, a nossa Igreja nunca será simpática aos olhos do mundo e de algumas instituições. Os profetas da pós modernidade, pregam sempre o contrário do que prega a Igreja. Ninguém pense que a Igreja será vitoriosa no confronto com o mundo, Jesus não saiu-se vitorioso em Jerusalém, ao contrário, passou pelo vexame de uma morte humilhante e vergonhosa, entretanto, ao terceiro dia completou sua obra com a Ressurreição. Que a nossa Igreja, que percorre a mesma estrada de Jesus e dos profetas, não se curve, não se submeta ás Forças contrárias ao Reino, ainda que venha o fracasso, ainda que a Igreja seja ridicularizada, pois haverá um “Terceiro Dia”, o Dia do Senhor, o Dia da Verdade, o dia em que Deus “dará o troco” aos que não acreditaram, aos que o combateram…

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

É sempre momento de graça e alegria o início de mais um mês. Queremos dar nossa contribuição para que ele transcorra na paz e na harmonia que todos desejamos. Vamos juntos manter o propósito de caminhar com Cristo e revestir-nos do seu amor.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

O cristão deve estar sempre revestido da armadura de Cristo para suportar as dificuldades e vencer os obstáculos da missão, sem se abater nem se deixar manipular pelos mal-intencionados.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens! (Lc 19,38; 2,14).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Exulte o coração que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).

Antífona da comunhão

O Cristo nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício santo (Ef 5,2).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— …

— …

Oração sobre as oferendas

Olhai, ó Deus, com bondade, as oferendas que colocamos diante de vós, e seja para vossa glória a celebração que realizamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que os vossos sacramentos produzam em nós o que significam, a fim de que um dia entremos em plena posse do mistério que agora celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s