Liturgia Diária 02/NOV/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

02/NOV/2012 (sexta-feira)

LEITURAS

Leitura do livro do profeta Isaías 25,6-9 (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Proféticos)

6 O Senhor dos exércitos preparou para todos os povos, nesse monte, um banquete de carnes gordas, um festim de vinhos velhos, de carnes gordas e medulosas, de vinhos velhos purificados. 7 Nesse monte tirará o véu que vela todos os povos, a cortina que recobre todas as nações, 8 e fará desaparecer a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará de toda a terra o opróbrio que pesa sobre o seu povo, porque o Senhor o disse. 9 Naquele dia dirão: “Eis nosso Deus do qual esperamos nossa libertação. Congratulemo-nos, rejubilemo-nos por seu socorro”.

Proclamação do Salmo 24(25) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma.
— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão, que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!
— Aliviai meu coração de tanta angústia e libertai-me das minhas aflições! Considerai minha miséria e sofrimento e concedei vosso perdão aos meus pecados!
— Defendei a minha vida e libertai-me; em vós confio, que eu não seja envergonhado! Que a retidão e a inocência me protejam, pois em vós eu coloquei minha esperança!

Leitura carta de são Paulo aos Romanos 8,14-23 (Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

14 Pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15 Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! 16 O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. 17 E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados. 18 Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. 19 Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. 20 Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), 21 todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. 22 Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. 23 Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 25,31-46 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 25 31 disse Jesus: “Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. 32 Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estão à direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, 35 porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; 36 nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim’. 37 Perguntar-lhe-ão os justos: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?’ 40 Responderá o Rei: ‘Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes’. 41 Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: ‘Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. 42 Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; 43 era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes’. 44 Também estes lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos?’ 45 E ele responderá: ‘Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. 46 E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna’.

… Eu sou o CAMINHO …

O que o texto diz para mim, hoje? Jesus é muito claro para mim. Ele diz que eu preciso dele, preciso me alimentar dele para ter a vida. Ele quer viver em mim e quer que eu viva nele. Em Aparecida, os bispos disseram: “Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para “escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações” (At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo. A Eucaristia, participação de todos no mesmo Pão de Vida e no mesmo Cálice de Salvação, nos faz membros do mesmo Corpo (cf. 1 Cor 10,17). Ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã, sua expressão mais perfeita e o alimento da vida em comunhão. Na Eucaristia, nutrem-se as novas relações evangélicas que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs em Cristo. A Igreja que a celebra é “casa e escola de comunhão”, onde os discípulos compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora.”(DAp 158).

… a VERDADE …

Leio atentamente, na Bíblia, o texto de hoje: Jo 6,51-58. Jesus afirma que quem come da sua carne e bebe do seu sangue vive nele e ele vive nesta pessoa. E mais: quem come deste pão vive eternamente. Mas, quem não comer deste pão e não beber do seu sangue, não terá a vida eterna.

… e a VIDA …

Pai, faze que eu entenda cada vez mais o sentido da Eucaristia, sacramento de comunhão transformadora com o teu Filho Jesus. Que ela seja, para mim, fonte de vida eterna.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje?

Meu novo olhar será no dia de hoje renovado pela fé na Eucaristia, para Jesus Cristo que vive em mim e eu nele. Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

REFLEXÕES:

1 – SER PÃO

A partir da sua importância no dia a dia, como alimento vital, o pão é assumido por João em um sentido simbólico. A associação pão/alimento/vida permite a atribuição do “ser pão” a Jesus. Jesus por seu convívio e por sua palavra é alimento que comunica a vida, e vida eterna. O pão descido do céu se torna realidade humana concreta entre nós, torna-se carne. O corpo de Jesus nos é dado como alimento desde o momento de sua encarnação e durante toda sua vida de doação aos homens e mulheres, particularmente aos excluídos. O dom de Jesus, em seu próprio corpo, concretiza-se no serviço. Assumindo o serviço na comunidade e ao próximo necessitado na sociedade, entramos em comunhão de vida eterna com Jesus, presente entre nós. “Quem come deste pão viverá eternamente”, assim a morte deixa de ser vista como o fim de tudo.

2 – JESUS, O PÃO VIVO

Os cristãos batizados são convidados a santificar-se e os que decidem viver plenamente o mistério pascal de Cristo não têm medo da morte. Porque ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura  e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas para os cristãos tem o gosto da esperança. Dando sua vida em sacrifício e experimentando a morte, e morte na cruz, ele ressuscitou e salvou toda a humanidade. Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. Ele nos garantiu que, para quem crê, for batizado e seguir seus ensinamentos, a morte é apenas a porta de entrada para desfrutar com ele a vida eterna no Reino do Pai. Enquanto para todos os seres humanos a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição, que nos leva a aceitar o fim da vida terrena com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direção à colheita dos frutos que plantamos aqui na terra. Assim sendo, até quando Nosso Senhor Jesus Cristo estiver na glória de seu Pai, estará destruída a morte e a ele serão submetidas todas as coisas. Alguns são seus discípulos peregrinos na terra, outros que passaram por esta vida estão se purificando e outros, enfim, gozam da glória contemplando Deus. Os glorificados integram a Igreja triunfal e são Todos os Santos, os quais, nós, os integrantes da Igreja militante, cristãos peregrinos na terra, comemoramos no dia 1o de novembro. Os Finados integram a Igreja da purificação e são todos os que morreram sem arrepender-se do pecado. O culto de hoje é especialmente dedicado a esses. Embora todos os dias, em todas as missas rezadas no mundo inteiro, haja um momento em que se pede pelas almas dos que nos deixaram e aguardam o tempo profetizado e prometido da ressurreição. A Igreja ensina-nos que as almas em purificação podem ser socorridas pelas orações dos fiéis. Assim, este dia é dedicado à memória dos nossos antepassados e entes que já partiram. No sentido de fazer-nos solidários para com os necessitados de luz e também para reflexão sobre nossa própria salvação. Encontramos a celebração da missa pelos mortos desde o século V. Santo Isidoro de Sevilha, que presidiu dois concílios importantes, confirmou o culto no século VII. Tempos depois, em 998, por determinação do abade santo Odilo, todos os conventos beneditinos passaram, oficialmente, a celebrar “o dia de todas as almas”, que já ocorria na comunidade no dia seguinte à festa de Todos os Santos. A partir de então, a data ganhou expressão em todo o mundo cristão. Em 1311, Roma incluiu, definitivamente, o dia 2 de novembro no calendário litúrgico da Igreja para celebrar “Todos os Finados”. Somente no inicio do século XX, em 1915, quando a morte, a sombra terrível, pairou sobre toda a humanidade, devido à I Guerra Mundial, o papa Bento XIV oficiou o decreto para que os sacerdotes do mundo todo rezassem três missas no dia 2 de novembro, para Todos os Finados.

3 – TEMOS CONSCIÊNCIA DO VALOR DA MISSA PELOS FIÉIS DEFUNTOS?

Nós não podemos nos esquecer dos mortos, porque são eles que vivem verdadeiramente. Fazemos memória dos mortos, porque com eles estabelecemos uma comunhão única, somente possível pelo mistério da Graça e só vivencial no amor que Deus nos tem, porque Ele é Deus dos vivos e dos mortos. A celebração da Santa Missa pelos defuntos não é moda de agora. (Infeliz) Moda de agora é ignorar o valor da Santa Missa pelos defuntos. Tal desconhecimento deve-se à vontade de ignorar o acontecimento sempre trágico e traumático que é a morte. Perante ela nasce mais depressa a revolta (— Porque é que Deus não fez nada?) e a incompreensão (— Se alguém devia morrer não era ele!), que a serenidade e a esperança no Senhor. É fé da Igreja que a Missa se oferece pelo perdão dos pecados (e outras necessidades) dos fiéis vivos, mas também pelos defuntos. A memória dos defuntos é hoje um dos centros psicológicos da Missa, e é consensual e até necessário mencionar publicamente os seus nomes. Na verdade, a morte possibilita que nos abramos completamente Àquele que nos fez viver na terra; e tanto assim que, quer os vivos quer os mortos, comungam o mesmo mistério da Graça: a incorporação em Cristo, no Corpo Místico de Cristo! É por isso que, vivos e mortos, verdadeiramente nos encontramos na Eucaristia. Excetuando a memória terna que deles fazemos na oração da Igreja, é bem sabido que a nossa época se esforça por esquecer publicamente a agonia e a morte. É assunto por demais desagradável e inibidor para os de hoje. Será porque nos recorda os nossos limites? Será porque um dia nos tocará? Será porque nos disseram que seríamos “quase deuses intocáveis” e, afinal, pereceremos como os outros? Será que a morte para além da separação parece uma derrota? Será porque na morte não vimos um sinal da presença do amor de Deus? Será por isto, será por aquilo ou por tudo? É porém verdade, que aquilo que nos afasta da comunhão espiritual dos mortos nos afasta também da poderosa força da mensagem cristã da ressurreição. Quem perde uma, perde a outra também. A fé cristã exprime-se na comunhão do cristão com Deus, na comunhão dos crentes entre si e também na comunhão dos vivos com os mortos. Entre os fiéis vivos e os fiéis defuntos existe uma solidariedade de que ambos beneficiam. A comunhão com Deus — como Deus dos vivos! — é tanto mais expressiva quanto mais os mortos significam para nós, através da comunhão dos santos que professamos quando rezamos o Credo. Por sua vez, quando rezamos: “Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno entre os esplendores da luz perpétua; que descansem em paz. Amém”, estamos a rezar aquela mesma palavra de amor, que os nossos irmãos mortos pronunciam sobre nós desde a plenitude de Deus, e que é: “Depois das lutas da vida, dai, Senhor, a estes irmãos [isto é, a nós que ainda vivemos na Terra] a quem, como nunca, amamos no Vosso amor, o descanso eterno e que a Vossa luz igualmente brilhe sobre eles”. Essa é a comunhão plena dos santos, aquela que ansiamos, que professamos e que já vivemos, embora a partir da perspectiva da fé, não do amor pleno e definitivo. A Eucaristia é memorial da Paixão e Morte de Jesus. Essa é a razão pela qual ela é o lugar onde melhor podemos recordar os mortos. Ali recordamos a morte do Rei da vida e professamos a Sua ressurreição. Por isso, a recordação da morte dos nossos defuntos é também a da sua ressurreição. Não é humano não fazer memória dos mortos. Celebremos, pois, a Eucaristia, com a certeza de que nela se reatualiza a Nova Aliança. De que por ela nos aproximamos confiadamente de Deus, de que nela fundamentamos a nossa existência, lhe conferimos densidade e renovamos a comunhão com Deus e os irmãos, isto é, retomamos o projeto inicial de amor no qual Deus nos criou.

4 – PORQUE CHORAS?

Chorem, os que não podem ter a esperança da ressurreição; não é a vontade de Deus que lhes tira essa esperança, mas a dureza daquilo em que acreditam. Tem de haver uma diferença entre os servos de Cristo e os pagãos. Eis o que é essa diferença: estes choram os seus pensando-os mortos para sempre; não podem assim pôr fim às suas lágrimas, não encontram descanso para a tristeza: […] enquanto para nós, servos de Deus, a morte não é o fim da existência mas o fim da nossa vida. Dado que a nossa existência é restaurada por uma condição melhor, que a chegada da morte nos varra portanto todos os choros. […] Quão maior será a nossa consolação, por acreditarmos que as boas ações que fizermos prometem melhores recompensas depois da morte. Os pagãos têm a sua consolação: para eles a morte é um repouso para todos os males. Como pensam que os seus mortos estão privados de fruir a vida, pensam também que ficam privados de toda a faculdade de sentir e libertos da dor das duras e contínuas tribulações que se sofre nesta vida. Mas nós, assim como devemos ter um espírito mais elevado por causa da recompensa esperada, devemos também suportar melhor a dor graças a essa consolação. […] Os nossos mortos não foram enviados para longe de nós, mas apenas antes de nós – eles a quem a morte não tragará, mas a quem a eternidade receberá.

5 – CONSTRUÍS OS TÚMULOS DOS PROFETAS! NO ENTANTO, FORAM VOSSOS PAIS QUE OS MATARAM

Hoje, o Evangelho recorda o fato fundamental do Cristianismo: a morte e ressurreição de Jesus. Façamos nossa, agora, a oração do Bom Ladrão: Jesus, lembra-te de mim (Lc 23, 42). A Igreja não reza pelos santos como ora pelos defuntos, que dormem no Senhor, mas encomenda-se às orações daqueles e reza por estes, diz Sto. Agostinho num Sermão. Pelo menos uma vez por ano nós, os cristãos, questionamo-nos sobre o sentido da nossa vida e sobre o sentido da nossa morte e ressurreição. É no dia da comemoração dos fiéis defuntos, da qual Sto. Agostinho nos apontou a diferença em relação à festa de Todos os Santos. Os sofrimentos da Humanidade são os sofrimentos da Igreja e têm em comum, sem dúvida, o fato de todo o sofrimento ser de algum modo privação de vida. Por isso a morte de um ser querido nos causa uma dor tão indescritível que nem a fé sozinha consegue aliviá-la. Assim, os homens sempre quiseram honrar os defuntos. Na verdade, a memória é uma forma de fazer com que os ausentes estejam presentes, de perpetuar a sua vida. Mas os mecanismos psicológicos e sociais, com o tempo, amortecem as recordações. E se, humanamente, esse fato pode levar à angústia, os cristãos, graças à ressurreição, têm paz. A vantagem de nela crermos é que nos permite confiar em que, apesar do esquecimento, voltaremos a encontrar-nos na outra vida. Uma segunda vantagem de crermos consiste em que, ao recordar os defuntos, rezamos por eles. Fazemo-lo no nosso interior, na intimidade com Deus, e cada vez que rezamos juntos, na Eucaristia: não estamos sós perante o mistério da morte e da vida, antes o compartilhamos como membros do Corpo de Cristo. Mais ainda: ao ver a cruz, suspensa entre o céu e a terra, sabemos que se estabelece uma comunhão entre nós e os nossos defuntos. Por isso S. Francisco proclamou agradecido: Louvado sejas, Senhor, pela nossa irmã, a morte corporal.

6 – FINADOS – AQUELES QUE SÃO FIÉIS A DEUS, ESTÃO PREPARADOS PARA SEREM FINADOS

Prezados irmãos e irmãs. Hoje a Igreja relembra o dia de Finados, e nos convida a refletir sobre o dia da nossa morte. Quando vamos fazer uma viagem, preparamo-nos antecipadamente, meses antes compramos a passagem, ou preparamos o carro. Bem antes também fazemos a reserva no hotel, e mais próximo do dia preparamos as malas, colocando nelas além da roupa, tudo o que vamos precisar… Meu irmão, minha irmã. Se fosse hoje o dia da sua viagem rumo ao céu, você estaria preparado(a)? Lembremos que Jesus mais de uma vez recomendou que estivéssemos preparados pois não sabemos o dia nem a hora. E o mundo? Todos estão preparados? Na verdade, por mais santos que sejamos, nunca estaremos preparados de verdade. O certo é dizer que estamos menos indignos de merecer partir para a vida eterna. Pois sabemos que seremos salvos pela graça de Deus, porém não vamos nos acomodar por causa disso, e façamos a nossa parte, o melhor que pudermos. Jesus disse que bem-aventurados são os puros de coração. Ou seja, aqueles de mentes puras, de consciência limpa igual a de uma criança… Jesus sabia muito bem que os pensamentos acontecem na mente, e que a função principal do coração é bombear o sangue. Mais como o povo pensava o contrário, Jesus respeitava a cultura local e por isso usou a expressão “puros de coração”, para que todos entendessem a sua mensagem de paz e salvação eterna. O caráter é a parte da personalidade envolvendo valores morais. Portanto, é na nossa mente, especialmente no caráter, que acontecem os maus pensamentos, as más intenções, assassinatos, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações” Com o objetivo de destruir a família, e corromper a sociedade, o mundo de hoje espalha por toda a mídia uma farta pornografia que inunda os nossos olhos, e nos estimula a agir em desacordo com a nossa fé. Pois se trata de uma total falta de pudor tão necessário a pureza de coração, ou melhor, da mente. Sabemos que a pureza exige o pudor. Porque é uma parte integrante da nossa espiritualidade. O pudor preserva a intimidade da pessoa. O pudor consiste na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido. E o que estamos vendo por todo lado inclusive na mídia? É exatamente o contrário! Tudo está sendo mostrado, desvalorizando a mulher, corpos desnudos que estimulam o uso desenfreado da sensualidade, como o diabo gosta! Está tudo liberado: Nudez, drogas, sexo, armas… é o neoliberalismo que fez isso! Nos tempos da ditadura reclamávamos da falta de liberdade. Agora chamamos isso que está aí de liberdade, mais na verdade trata-se de pura permissividade dos costumes que se apoia numa concepção errônea do verdadeiro conceito de liberdade humana. Devemos exigir das autoridades e dos responsáveis pela educação que deem à juventude um ensino que respeite os valores morais, um ensino respeitoso da verdade, da dignidade da pessoa humana, especialmente da mulher, a qual está sendo transformada em objeto de prazer sem o devido respeito, sem nenhum compromisso, e sem responsabilidade, acrescido de muita violência. A luta contra a concupiscência da carne depende da purificação do coração, ou seja, da mente, e da prática da temperança. A pureza do “coração” li­berta a pessoa do erotismo tão difuso e afasta-nos das diversões de risco tão frequentada pelos nossos jovens. Jesus prometeu aos “puros de coração” que eles verão a Deus face a face. Mais para isso, temos de ver o mundo e os nossos irmãos, segundo Deus, agindo como Jesus agiria em iguais situações da nossa vida diariamente. E ver o mundo com os olhos de Deus ou segundo Deus, é receber o irmão, a irmã, como um “próximo”; Ver o mundo segundo Deus permite-nos perceber o corpo humano, ou melhor, o nosso corpo e o do próximo(a), como um templo do Espírito Santo, uma manifestação da beleza divina. Na nossa bagagem para a viagem que fatalmente nos espera, devemos colocar a nossa fé acompanhada de nossas boas obras, as quais tiveram início em nossas mentes purificadas. Na nossa bagagem é bom que coloquemos uma farta e completa experiência de pureza e de pudor. “Pois o pudor protege o mistério das pessoas e de seu amor. Convida à paciência e à moderação na relação amorosa; pede que sejam cumpridas as condições da doação e do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia. Inspira o modo de vestir. Mantém o silêncio ou certa reserva quando se entrevê o risco de uma curiosidade indevida.” (Catecismo). Prezados irmãos. Que Jesus nos ajude a sermos puros, e, portanto, preparados para quando chegar a nossa hora de partirmos. Que Jesus nos dê força para sermos fiéis e assim estaremos preparados para o fim da nossa existência, preparados para sermos finados. Amém!

7 – O TERMÔMETRO DE DEUS É O AMOR CONCRETIZADO EM AÇÕES

Jesus promete voltar e reunir os povos da terra diante dele. E aí então fará distinção entre os benditos do Pai e os malditos, os felizes e os infelizes. Entre aqueles que viverem segundo o Evangelho, cumprindo o mandamento do amor e aqueles que não seguiram os seus ensinamentos e desprezaram os pobres, doentes, nus, necessitados. O termômetro de Deus é o amor concretizado em ações. A herança que o Senhor nos promete é a vida eterna e obter a vida eterna é viver a santidade. Por isso Jesus também nos dá o roteiro para que nós possamos perseguir a perfeição enquanto aqui vivemos. Cada orientação que Jesus nos dá é aprendizado para que nós caminhemos passo a passo rumo ao céu. Não podemos dizer que não conhecemos a receita nem o caminho porque o próprio Jesus nos dá todas as dicas, antecipadamente. Perseguir a santidade é perseguir a vivência do amor com os nossos irmãos e irmãs, mesmo que sejam eles os piores e os mais marginalizados do mundo. Não adiantará para nós a prática do amor somente com aqueles que nós “gostamos e admiramos”, porque Deus é Pai de todos e, por isso, somos também irmãos, de todos. Leia muitas vezes esse Evangelho e pergunte a você mesmo qual o lugar em que você se posicionaria se Jesus viesse hoje: à esquerda ou à direita Dele? – O que Jesus diria para você se Ele voltasse hoje? Amém! Abraço carinhoso.

8 – UMA VIDA QUE SEJA ETERNA

Antigamente, antes do consumismo que começou a explodir nos anos 80, a gente comprava objetos de uso pessoal, móveis e equipamentos, que duravam uma eternidade, com o consumismo os bens duráveis tornaram-se descartáveis, só vou dar alguns exemplos, por aqueles tempos a gente tinha os consertadores de guarda chuva e sombrinha, e também sapateiros, consertadores de rádios, amoladores de faca, consertadores de relógios despertadores, não eletrônicos. Onde estão eles nas grandes cidades? Simplesmente não têm mais espaço na economia, esses objetos são de baixo custo, não compensa consertá-los e a maioria nem tem conserto, são produzidos para durar pouco, podem reparar os móveis compensados que após seis meses de uso já começam a apresentar problemas nas gavetas e portas e mesmo os mais resistentes e caros, não duram a vida toda como antigamente. Pois bem, do mesmo modo que o homem se ilude quando compra algo novo e pensa que vai durar bastante, assim também se pensa em relação a nossa existência. Queremos eternizar o que não é eterno, queremos que dure sempre, algo que é perecível, e quando o homem se depara com a sua finitude, entra em desespero e os que podem tentam camuflar o envelhecimento, com cirurgias plásticas que esticam tudo e é até perigoso o umbigo vim parar na testa, silicones e lepto-aspiração, tingir os cabelos, cremes milagrosos para esconder as rugas e pés de galinha, enfim, tudo o que nos der a ilusão de que a nossa matéria durará sempre, é utilizado pelo homem. Jesus Cristo nos oferece algo muito melhor, algo que nos revestirá de imortalidade, algo que nos fará superar a nossa finitude, libertando-nos dos limites da nossa matéria. Ele nos dá uma Vida que é eterna, não algo recauchutado, reformado, remendado, mas algo sempre novo e original, que é vontade do Pai, e que não acontece por nossos méritos, e muito menos com o nosso esforço, o homem não terá nunca a chave da morte. Ele até poderá prolongar sua existência, como hoje já acontece, com muitos superando os cem anos de vida, coisa que nos anos 60 ou 70 era um recorde, hoje o homem pode atingir tranquilamente 80 a 90 anos, apesar da qualidade de vida não ser das melhores. Mas Jesus tem a chave de algo que está fora do alcance do homem. O Homem quer ter vida longa, Deus quer que o Homem seja eterno e por isso, vai esperá-lo no lugar do aniquilamento, do despojamento, quando este homem, purificado de todas as suas misérias se apresenta diante de Deus exatamente no momento da sua morte, naquilo que ele realmente é, uma pessoa na sua totalidade, livre da matéria que o limitava e que o fazia tão frágil. Ali Deus espera cada homem de braços abertos, para acolhê-lo e confirmar nele a sua imortalidade, fazendo-o mergulhar no infinito da eternidade, em uma comunhão plena e sem interrupções… Jesus se encarna em nosso meio para realizar a vontade do Pai, basta crer nele e fazer dele a razão e o sentido da nossa vida, e quando chegar no último dia da nossa existência, quando pensarmos que tudo se acabou, Nele e com Ele seremos novas criaturas, eternas e imortais como é o desejo e a vontade de Deus. Pensem nisso nesse dia de Finados, pranteamos nossos mortos, mas que essa esperança de que eles estão bem vivos, nos anime a prosseguir em nossa Vida de Fé, naquele que é a Ressurreição e a Vida!

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MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Em comunhão com o Deus da vida, vamos hoje com toda a Igreja, rezar pelos nossos falecidos. Este dia nos lembra que a existência terrena é passageira e finita, mas nem por isso pode ser desvalorizada, pois também ela é objeto do cuidado e da salvação de Deus. Neste sentido, junto com o salmista proclamamos: Em vós, Senhor, colocamos nossa esperança.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Nossa vida não se resume aos poucos anos de existência neste mundo. Fomos criados para a eternidade. Há um banquete de ricos manjares que nos aguarda, e poderemos dele participar se formos solidários com os necessitados.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Benditos do Pai, apossai-vos do reino, que foi preparado bem desde o começo! (Mt 25,34).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno e brilhe para eles a vossa luz (4 Esd 2,34s).

Antífona da comunhão

Senhor, que a luz eterna os ilumine no convívio dos vossos santos, porque sois bom. Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno e brilhe para eles a vossa luz no convívio dos vossos santos, porque sois bom (4 Esd 2,35.34).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos remistes pela morte e ressurreição do vosso filho, concedei aos nossos irmãos e irmãs que, tendo professado o mistério da nossa ressurreição, mereçam alegrar-se na eterna felicidade.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— …

— …

Oração sobre as oferendas

Ó Deus de misericórdia, purificai no Sangue de Cristo, pelo poder deste sacrifício, os pecados de nossos irmãos e irmãs falecidos e concedei o pleno perdão do vosso amor aos que lavastes nas águas do batismo. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Alimentados pelo Corpo e Sangue do vosso Filho, que por nós morreu e ressuscitou, nós vos rogamos, ó Deus, em favor de nossos irmãos e irmãs falecidos a fim de que, purificados pelos mistérios pascais, se alegrem com a futura ressurreição.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

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