Liturgia Diária 06/NOV/12

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

06/NOV/2012 (terça-feira)

LEITURAS

Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses 2,5-11(Livro do novo ou 2º testamento / Livros Didáticos)

Irmãos, 5 tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6 Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7 mas ele esvaziou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10 Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11 e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” para a glória de Deus Pai.

Proclamação do Salmo 21 (22),26b-27.28-30a.31-32 (R. Cf.26a) (Livro do velho ou 1º testamento / Livros Poéticos e de Sabedoria ou Sapienciais)

— 26a Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
— 26b Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! 27 Vossos pobres vão comer e saciar-se, + e os que procuram o Senhor o louvarão; ‘Seus corações tenham a vida para sempre!’
— 28 Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações. 29 Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. 30a Somente a ele adorarão os poderosos.
— 31 Toda a minha descendência há de servi-lo; + às futuras gerações anunciará, 32 o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: ‘Eis a obra que o Senhor realizou!’

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 14,15-24 (Livro do novo ou 2º Testamento / Livros Históricos)

Naquele tempo, 15 um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16 Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17 Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. 18 Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19 Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20 Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. 21 O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. 22 O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23 O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24 Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.

… Eu sou o CAMINHO … (ler…)

Os bispos em, Aparecida, disseram: “Por assim dizer, Deus Pai sai de si, para nos chamar a participar de sua vida e de sua glória. Mediante Israel, povo que fez seu, Deus nos revela seu projeto de vida. Cada vez que Israel procurou e necessitou de seu Deus, sobretudo nas desgraças nacionais, teve uma singular experiência de comunhão com Ele, que o fazia partícipe de sua verdade, sua vida e sua santidade. Por isso, não demorou em testemunhar que seu Deus – diferentemente dos ídolos – é o “Deus vivo” (Dt 5,26) que o liberta dos opressores (cf. Ex 3,7-10), que perdoa incansavelmente (cf. Ecl 34,6; Eclo 2,11) e que restitui a salvação perdida quando o povo, envolvido “nas redes da morte” (Sl 116,3), dirige-se a Ele suplicante (Cf. Is 38,16).” (DA 129). Deus continua nos fazendo convite de participação de sua vida. Como respondo?

… a VERDADE … (refletir…)

O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto Lc 14,15-24 e observo o sentido da parábola contada por Jesus. Esta parábola contada por Jesus me ensina diversas coisas. 1º É um privilégio ser convidado para a festa do Reino, para a Aliança com Deus. 2º Os empregados são os apóstolos, os profetas, os discípulos e missionários. 3º Os que rejeitam o convite são os que preferem o ter, os bens materiais. 4º Os que estão pelas estradas e caminhos, e são convidados, são os mendigos, pobres, os que estão à margem, fora do convívio, “tanto bons como maus”. 5º A exclusão, expressa nas palavras “nenhum provará meu jantar!” fala da consequência de quem renuncia à intimidade com Deus.

… e a VIDA … (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a canção do padre Zezinho:
Vocação ( http://www.kboing.com.br/padre-zezinho/1-1057489/ )
Se ouvires a voz do vento
Chamando sem cessar
Se ouvires a voz do tempo
Mandando esperar

A decisão é tua (2x)
São muitos os convidados (2x)
Quase ninguém tem tempo (2x)

Se ouvires a voz de Deus
Chamando sem cessar
Se ouvires a voz do mundo
Querendo te enganar

A decisão é tua (2x)
São muitos os convidados (2x)
Quase ninguém tem tempo (2x)

O trigo já se perdeu
Cresceu, ninguém colheu
E o mundo passando fome
Passando fome de Deus

A decisão é tua (2x).

E então concluo: Pai, tu me convidas cada dia para participar das alegrias de teu Reino. Que eu saiba acolher teu convite paterno, fazendo-me solidário com os pobres e os deserdados deste mundo.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (agir…)

Meu novo olhar é para perceber os convites de Deus e responder com a minha adesão.

REFLEXÕES:

1 – DISPONIBILIDADE ENCONTRADA NOS POBRES

Esta parábola dos convidados para um grande jantar encerra os ensinamentos de Jesus por ocasião da refeição em casa de um chefe dos fariseus. Jesus já havia dirigido uma advertência aos presentes, quanto ao seu comportamento, e outra ao fariseu que o convidara, destacando a prioridade dos pobres para serem convidados. Agora, na parábola, chama a atenção para as diferentes disponibilidades destes convidados: enquanto os ricos e acomodados, atrelados a seus negócios e suas preocupações, se desinteressam pelo convite ao jantar, são os pobres e excluídos, livres e disponíveis, que, prontamente, o aceitam. Assim se alcança a bem-aventurança do banquete do Reino de Deus.

2 – A PARÁBOLA DA GRANDE FESTA

Todas as pessoas são convidadas para participar do banquete do Reino de Deus, porém nem todos respondem a esse convite de modo positivo. Por quê? Porque existem muitos interesses em jogo e a maioria das pessoas não coloca Deus em primeiro lugar na sua vida, de modo outros valores passam a ter maior importância para ela. Porém aquelas pessoas que nada possuem, os desvalidos e excluídos deste mundo, são os primeiros a reconhecer a importância do Reino de Deus em suas vidas e sempre respondem de forma positiva ao convite que lhes é feito por Deus. Por isso, os pequenos estão sempre presentes no banquete do Reino dos céus.

3 – O BANQUETE DO REINO

A resposta ao convite do Reino não pode ser adiada indefinidamente. Nem é sensato ficar se desculpando, pois esta é uma forma de rejeitá-lo. A paciência de Deus tem limites. Seu projeto de salvação não será frustrado pela má vontade humana. A parábola do banquete sublinha a necessidade de assumir uma atitude responsável diante do apelo de Deus. Os convidados para a festa eram pessoas de gabarito: latifundiários, pecuaristas, homens respeitáveis. Quando chamados para o banquete, cada qual encontrou uma desculpa. As preocupações mundanas impediu-os de participar da alegria do Reino de Deus. E o apelo de Deus ficou sem resposta, pois exigia que superassem o apego desmedido às suas propriedades e se abrissem para a partilha e a comunhão. Eis uma grave falta de consideração para com Deus. Quem preparara o banquete não se deu por vencido: mandou que a sala ficasse cheia de todos quantos fossem encontrados pelo caminho: pobres, aleijados, cegos e coxos. Esses não tinham como recusar o convite, seja porque necessitavam de alimento, seja porque não tinham nada que os impedisse de ir imediatamente. A conclusão é clara. Quem tem o coração apegado aos bens deste mundo não tem tempo para Deus. Só responde ao convite e participa das alegrias do Reino quem se coloca, como pobre, diante de Deus.

4 – VOCÊ ACEITA O CONVITE DE DEUS À CONVERSÃO?

Estamos diante de um texto que nos relata o convite ao grande banquete que prefigura aquele do qual, um dia, participaremos eternamente. Dentre os vários aspectos que se pode destacar estão os servos enviados pelo dono da casa, os convidados ao banquete e, por último, as consequências do “aceitá-lo” ou “não”. De duas formas foram enviados os servos. Primeiro, um convite; logo, um segundo convite para o dono da festa estar seguro da presença dos convidados. Evidentemente, os servos eram os profetas. Temos as palavras de Isaías (cf. 41,8), na qual vemos que todo o povo de Israel era considerado como servo: “Mas tu Israel, servo meu, tu Jacó a quem escolhi, descendente de Abraão, meu amigo”. Porém, como enviados – não como acolhidos ou escolhidos – os verdadeiros servos são os profetas, segundo Jeremias 7,25: “Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje, enviei-vos todos os meus servos, os profetas, todos os dias, começando de madrugada, eu os enviei”. A primeira leva corresponde aos profetas do Antigo Testamento. De modo especial a João Batista, que começou declarando que “o Reino está à vista” (cf. Mt 3,2) e enviado como mensageiro segundo Mc 1,2. Como segunda leva, temos o próprio Jesus e Seus apóstolos, a quem o próprio Senhor enviou em missão (cf. Mt 10,1; Mc 3,13 e Lc 9,2). Tanto num caso como noutro, os convivas não aceitaram o banquete. Os convivas eram o povo judeu, representado pelos seus dirigentes. Deduzimos isto pelo próprio comentário de Jesus sobre a conduta dos fariseus e escribas: “Não entrais nem deixais entrar os que querem fazê-lo” (Mt 23,13). Os fatos, ajustando-nos ao tempo histórico de Jesus, dão razão ao desenvolvimento da parábola: João, o primeiro arauto do Reino, foi decapitado pelo tetrarca da Galileia e os chefes dos sacerdotes e os anciãos não reconheceram sua função profética (cf. Mt 21,27.32). O próprio Jesus, em cuja pessoa radicava o Reino, foi rejeitado e morto por instigação dos dirigentes, o Grande Sinédrio (cf. Mt 29,16-19). Os discípulos também foram perseguidos, como Estevão e São Tiago Maior. E até Pedro, que se livrou de modo especial da morte. Ao saber o rei como foram tratados os seus servos, montou em cólera e enviou soldados para destruírem aqueles homicidas e queimarem a sua cidade. Jesus descreve o castigo brutal que era devido a uma cidade rebelde segundo os costumes da época. Os homens eram mortos ou escravizados. A cidade era entregue às chamas. Evidentemente, é o que aconteceu com Jerusalém diante da qual Jesus chorou exclamando: “Deitarão por terra a ti e a teus filhos no meio de ti, e não deixarás de ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo em que foste visitada” (Lc 18,44). E o mesmo acontecerá conosco se não aceitarmos o convite à conversão! Há duas partes na parábola que devemos distinguir e diferenciar para entendê-la melhor: a primeira é sobre a rejeição dos judeus, especialmente de seus dirigentes, que ainda perdura como referência atual de que as palavras de Jesus têm força total: “Nenhum dos convivas provará meu jantar” (Lc 13,24). No Reino, haverá sempre pessoas indignas, a mistura do joio com o trigo do capítulo 13 de Mateus. Nem todos terão a veste limpa que era exigida nas bodas – que significa que a bondade deve ser a marca dos convivas novos, como também é a marca de Deus, pois essa bondade divina nos atinge não só como um exemplo a imitar, mas também como um mandato a cumprir. Por isso dirá Jesus: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). Talvez a melhor explicação sobre a veste nupcial seja a dada por Paulo em 1 Cor 6,9 sobre os herdeiros do Reino – aqueles que entraram, mas não puderam permanecer: “Nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os pederastas, nem os ladrões, nem os gananciosos, nem os beberrões, nem os caluniadores, nem os rapaces herdarão o reino de Deus”. Outra passagem que não podemos esquecer é a que vimos, anteriormente, sobre os eleitos do Cordeiro (Primeira Leitura). O amor está como “motor último” dessas virtudes que alguns chamam passivas, mas que exigem uma fortaleza inusitada. Com elas imitamos a Deus rico em misericórdia (cf. Ef 2,4) e o Verbo que, sendo rico, despojou-se da glória de sua divindade mostrando a humilde condição humana e “humilhou-se, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2, 6-8).

5 – REUNIDOS DOS QUATRO VENTOS PARA O BANQUETE DE DEUS

A propósito de Eucaristia, dai graças assim:
Primeiro pelo cálice: Nós Te damos graças, ó Pai, pela santa vinha de David, Teu servo, que nos revelaste por Jesus, Teu Filho.
Glória a Ti pelos séculos!
Depois, pelo pão partido: Nós te damos graças, ó Pai, pela vida e pelo conhecimento que nos revelaste por Jesus, Teu Filho.
Glória a Ti pelos séculos!
Tal como este pão que partimos, trigo outrora disseminado sobre as colinas, foi colhido para ser um só, assim a Tua Igreja seja reunida das extremidades da Terra para o Teu Reino!
Porque a Ti pertencem a glória e o poder pelos séculos!
Depois de estardes saciados, dai graças assim: Nós Te damos graças, ó Pai santo, pelo Teu santo nome que fizeste habitar no nosso coração, pelo conhecimento, pela fé e pela imortalidade que nos revelaste por Jesus, Teu Filho.
Glória a Ti pelos séculos!
Foste Tu, Senhor todo-poderoso, que criaste o universo, para glória do Teu nome; Tu deste em abundância alimento e bebida aos filhos dos homens; mas a nós deste-nos a graça de um alimento espiritual e de uma bebida para a vida eterna por Jesus, Teu Filho. Acima de tudo, damos-Te graças porque és poderoso.
Glória a ti pelos séculos!
Lembra-Te, Senhor, da Tua Igreja, livra-a do mal e torna-a perfeita no Teu amor.
Reúne-a dos quatro ventos, a essa Igreja santificada, no reino que para ela preparaste.
Porque a Ti pertencem o poder e a glória pelos séculos!
«Que venha o Senhor» (Ap 22,20) e que este mundo passe!
Hosana à Casa de Davi!
Aquele que é santo, que se aproxime, aquele que o não é, que faça penitência.
«Maranata!» (1Co 16,22). Amém.

6 – SAI PELAS ESTRADAS E PELOS CERCADOS, E OBRIGA AS PESSOAS A ENTRAR, PARA QUE MINHA CASA FIQUE CHEIA

Hoje o Senhor oferece-nos uma imagem da eternidade representada por um banquete. O banquete significa o lugar onde a família e os amigos se encontram juntos, gozando da companhia, da conversa e da amizade à volta da mesma mesa. Esta imagem fala-nos da intimidade com Deus trindade e do gozo que encontraremos na estância do Céu. Tudo o fez para nós, e chama-nos porque tudo está pronto (Lc 14,17). Nos quer com Ele; quer a todos os homens e mulheres do mundo ao seu lado, a cada um de nós. É necessário, no entanto, que queiramos ir. E apesar de sabermos que é onde melhor se está, porque o céu é a nossa morada eterna, que excede todas as mais nobres aspirações humanas – o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu (1Cor 2,9) e portanto, nada lhe é comparável-; no entanto somos capazes de recusar o convite divino e perder eternamente a melhor oferta que Deus nos podia fazer: participar da sua casa, da sua mesa, da sua intimidade para sempre. Que grande responsabilidade! Somos, decididamente, capazes de trocar a Deus por qualquer coisa. Uns, como lemos no Evangelho de hoje, por um campo; outros por uns bois. E você e eu, pelo que é que somos capazes de trocar aquele que é o nosso Deus e o seu convite? Há quem por preguiça, por desleixo, por comodidade deixa de cumprir os seus deveres de amor para com Deus. Deus vale tão pouco que o substituímos por qualquer outra coisa? Que a nossa resposta ao oferecimento divino seja sempre um sim, cheio de agradecimento e de admiração.

7 – O BANQUETE ESTÁ PREPARADO, O CONVITE É EXTENSIVO A TODOS!

Deus tem um projeto de vida plena, oferecido gratuitamente a toda a toda humanidade! Todos são chamados a fazer parte deste projeto, que podemos chamar de Reino dos céus! Enganamos, quando pensamos que o convite seja feito só para alguns, o chamado de Jesus é extensivo a todos, Ele não faz distinção, de pessoa, chama bons e maus, o que vale mesmo é a resposta concreta que se dá ao seu chamado! No coração daqueles que aceitam o chamado de Jesus, com certeza já houve transformação, pois ninguém aceita o seu chamado sem está disposto a mudar! No evangelho de hoje, Jesus nos diz que o banquete está preparado, o convite é extensivo a todos! Deus não desiste do humano, Ele insiste conosco, mas nós, muitas vezes, ficamos indiferentes ao seu chamado, dando preferência aos convites que o mundo nos oferece. Com isso, corremos o risco de que chegue um dia, em que talvez, nem tenhamos mais chance de sermos convidados, pois outros ocuparão o nosso lugar! São poucos, os que acolhem o projeto de Deus, colocando-o como prioridade em suas vidas, a grande maioria, perdem a oportunidade de experimentar uma vida nova com Jesus, se entregando aos prazeres do mundo. Existem também aqueles, que até estão presentes na igreja, exercendo algum cargo na comunidade, mas não estão revestidos com a pureza do amor de Deus, por fora, aparentam estar próximos de Deus, mas na pratica, estão em sentidos contrários! De quando em vez, é importante questionarmos: em qual destes grupos estamos incluídos: no que acolhe o projeto de Deus transformando-o em serviço ao Reino? Estamos no grupo daqueles que por causa das coisas do mundo, perdem a oportunidade de vivenciar as maravilhas do Reino? Ou no grupo daqueles que estão próximos de Deus só na aparência? Para participarmos do banquete preparado pelo Pai, precisamos estar disponível, com o coração aberto, colocando o seu convite, acima de todos os nossos projetos pessoais! Como é bonita a ação de Deus no coração daqueles que aceitam o seu chamado, abrindo o coração as propostas do Reino! Deus quer salvar a humanidade, convocando cada um de nós para uma missão, Ele quer contar com a nossa disposição, com o nosso serviço na construção do seu Reino, mas primeiro, somos convidados a ter uma intimidade maior com Ele, sentando à sua “mesa”, para nos saciar do Banquete que é oferecido a todos: a sua própria vida! Ser indiferente a esta convocação, é ignorar o plano de amor que Deus tem para toda humanidade: a vida do seu Filho, para pagar o nosso resgate. Só quem experimenta a grandiosidade do amor de Deus em sua vida, vive as alegrias de fazer parte deste banquete: o banquete da vida! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

8 – ESTOU OCUPADO, TENTE MAIS TARDE…

Comprei um terreno… comprei cinco juntas de bois… comprar, consumir, TER… Até parece que os dois primeiros convidados especiais para a grande ceia, eram da pós-modernidade, que não tem tempo para mais nada, trabalhar, negociar, produzir, comprar, adquirir, até parece que o sentido da vida está apenas nessas coisas… Agenda repleta, seminários, cursos, palestras, reuniões, encontros, planejamentos, e ninguém para se pergunta o por que de tudo isso, qual o sentido de se viver, de estar vivo e se relacionar com as pessoas? Deus faz um convite a cada homem, para uma ceia porque tem algo especial para lhe falar, tem algo a lhe oferecer, que está acima de todas essas coisas, quer mostrar-lhe o sentido da vida, a razão do existir, quer que o homem o conheça de perto e experimente seu amor e sua graça… mas, o homem está muito ocupado e vai prorrogando a sua experiência com Deus presente em Jesus Cristo, sente algo dentro de si, parece que Deus insiste em lhe dizer algo, mas vai empurrando com a barriga, não quer parar para pensar, e nem pode, precisa produzir e consumir… para ser feliz. Esses convidados chegaram até a pedir desculpas, tentando justificar a recusa ao convite. É o homem da pós-modernidade, adepto do Neo-ateísmo, em seu diálogo com esse Ser Transcendente, que ele ainda não conhece “Olha, Desculpa Senhor, eu sei que o Senhor existe, mas na minha vida não há espaço para o Senhor, tenho que estudar, trabalhar, produzir, consumir, eu sou muito especial e importante, para gastar o meu precioso tempo com religião, Igreja, comunidade… imagine eu, perder meu domingão para ir no banquete da sua Palavra e da Eucaristia…” Já os pobres, aleijados, cegos e coxos, que faziam pontos nas esquinas e becos, nas quebradas da vida, uma gentalha desqualificada, considerada impura, que nem no templo podiam entrar e estavam longe do Deus de Israel e da sua Salvação, justamente por não serem importantes, estavam com a “Agenda Livre” , e como nunca tinham sido convidados para nada, pela condição inferior, moralmente e socialmente falando, ficaram surpresos mas aceitaram o convite e como eram numerosos, encheram a casa do Homem que estava oferecendo o banquete… Essa casa é precisamente o coração de Deus, que em Jesus escancarou-se ao homem, para nele entrar e tornar-se íntimo de Deus, em uma vida de comunhão e amor, que começa nesta vida e que se eternizará um dia… Os muito importantes, e eternamente ocupados, inclusive em nossas comunidades, sempre correm o risco de recusar o convite, porque tão ocupados estão em seus trabalhos, que não têm tempo de curtirem Deus na sua intimidade que ele nos oferece em Jesus, em um amor que nos forma, nos modela e nos transforma na relação com o próximo.

9 – SAI PELAS ESTRADAS E ATALHOS, E OBRIGA AS PESSOAS A VIREM AQUI, PARA QUE MINHA CASA FIQUE CHEIA

Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia. Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola do grande banquete. O dono da casa, que faz o convite, é Deus. O banquete é o Reino de Deus, que começa aqui na terra e tem a sua plenitude no céu. Aqui na terra, a principal expressão do Reino de Deus é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Os primeiros convidados, naquele tempo, eram os judeus. Eles, além de recusar, mataram o enviado pelo dono da casa: Jesus. Hoje, os primeiros convidados são todos e todas que recusam o convite de Deus para fazer parte do seu Reino, participando da Santa Igreja. Os demais convidados, os que aceitaram o convite, somos nós, os católicos de todas as raças e nações. Entretanto, nós sabemos que há muitos que pertencem ao Reino e não pertencem à Igreja Católica. Ao se referir aos convidados que aceitaram, Jesus destaca a pobreza deles: “Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos”. Já nos primeiros convidados, que recusaram, Jesus destaca a posse de bens materiais: comprei um campo, comprei cinco juntas de bois… O dono quer ver a sua casa cheia, por isso fica zangado quando alguém recusa o seu convite para a festa. “Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia”. A comparação que Jesus faz entre a Vida Nova trazida por ele e o banquete, destaca que existe alegria, fraternidade, clima de festa e de banquete entre os participantes do Reino. Os que acolhem o convite não têm nada mais que a sua pobreza. Já os que recusam possuem campos, animais… eles permanecem tristes, agarrados aos seus bens materiais. Na Missa, o padre nos convida à comunhão com as seguintes palavras: “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. A Eucaristia é o grande sinal e a antecipação do eterno banquete do Reino. O Evangelho começa citando a frase de um homem, na presença de Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” Jesus aproveita o paralelo entre o Reino de Deus e a comida para comparar o Reino de Deus com um banquete. Ele quis mostrar que, para alguém participar da festa eterna no céu, é necessário acolher o convite já aqui na terra, participando da Santa Igreja. Não comerá o pão no Reino de Deus aquela ou aquele que hoje não atende ao chamado de Jesus. Se nós perguntássemos, por exemplo, aos que não participam da Missa no domingo, por que fazem isso, as respostas seriam parecidas: comprei um campo, comprei cinco juntas de bois, acabo de me casar… São ações boas, mas que não nos devem impedir de participar da Família de Deus. É interessante observar que a participação na Comunidade traz ao cristão alegria, fraternidade, clima de festa. O cristão, a cristã, têm um brilho diferente no rosto, que dá para se perceber até na fotografia. É o mesmo brilho que teve Moisés, quando desceu do monte Sinai, após encontrar-se com Deus (Cf Ex 34,35). Certa vez, na antiguidade, um rapaz estava viajando a pé numa estrada. Ele era pobre, mas de muito bela aparência. Devido ao calor, o jovem resolveu deitar-se à sombra de uma árvore. E logo dormiu. Aconteceu que passou por ali um rei, em sua carruagem, e, ao vê-lo, simpatizou-se com o moço. Como o rei não tinha filhos, decidiu adotá-lo como seu filho e o herdeiro de toda a sua riqueza. Parou a carruagem e foi até o jovem. Entretanto, vendo que ele dormia em pesado sono, não quis acordá-lo e foi-se embora. Pouco depois, passou uma linda princesa. Ao ver o jovem, achou-o muito bonito e pensou em levá-lo para o palácio e, depois, casar-se com ele. Chegou bem pertinho do moço, esperou um pouco, mas como ele não acordava, foi-se embora. Mais tarde, passou por ali um empresário. Gostou da estatura do rapaz e quis contratá-lo para a sua empresa. Chegou perto, olhou… mas também não quis acordá-lo e foi-se embora. O rapaz nem ficou sabendo dessas oportunidades que perdeu na vida, simplesmente porque estava dormindo! Jesus, o enviado de Deus Pai, vem até nós convidar-nos para o banquete. Mas ele não marca horário. Que estejamos atentos a fim de não perder a oportunidade de participar da bela festa e saborear tão gostosos pratos. Porque, se estivermos dormindo, ele nos respeitará e não vai nos acordar. “Existe um nome que consola a terra, e que desterra da tristeza o véu. Bem como aurora que, com luz brilhante, que fulgurante surge lá no céu. Ó nome bendito da Virgem Mãe, Maria, Maria, por nós rogai!” Maria Santíssima é uma das grandes figuras que embelezam o banquete do Reino de Deus. Flor de Israel, rogai por nós. Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia.

10 – O REINO É O BANQUETE

Quem ousa a querer emparedar Jesus! Quem ousa a querer convencer Jesus de que seu mundo não vale a pena ser comemorado! Isto é, quem tem a coragem de mostrar um caminho diferente para Jesus. Este homem Novo de coração e de vontade em querer transformar o mundo para melhor falou claramente para os homens da cidade grande que o Reino de Deus é um verdadeiro banquete, mas por ironia da vida ou por falta de tempo, não tem a coragem de sentar-se a mesa para alimentar da palavra que sustenta a vida. Muitas vezes pensamos que somente as coisas ruins afastam-nos de Deus, mas na verdade, coisas boas também os afastam de Deus. Para exemplificar Jesus conta a passagem do banquete oferecido por uma pessoa importante (Deus), porém, poucos tiveram o tempo livre para aceitar o convite. Com a desculpa para não ir ao banquete disseram que estavam ocupados e tinham muito afazeres. Do mesmo modo milhões de pessoas são convidadas para ir ao banquete na casa do Pai e por má vontade ou por defender outros projetos dão as costas para Deus. Não tem a hombridade de cativar o Deus da vida, pois o maligno oferece situações mirabolantes que cativa ainda mais a pessoa, faz desviar do caminho do bem e cria fantasia nos olhares. O banquete do Reino é oferecido para todos. Ninguém deve ficar fora do Reino. Veja que os primeiros chamados para o banquete foram os fariseus, não aceitaram, fizeram de conta de que não foram convidados. Ademais os fariseus sempre tiveram uma lógica para manter o status, e para tanto, deveriam permanecer no seu mundo e deixar à esquerda Aquele que o convidou. A Pessoa Iluminada não deixou se abater pelo desprezo mandou chamar todos da cidade, mas muitos também não compareceram por estar muito ocupado. Para completar o chamamento, pediu que os viajantes e os andarilhos fora da cidade viessem para o banquete. Neste caso, para aqueles que estavam fora da Palestina. O banquete do Reino não tem um povo escolhido, ou um povo marcado, mas todos são chamados para deliciar dos diversos sabores no céu. Contudo, aqueles que não aceitaram o banquete do Reino perderam a grande chance de estar perto de Deus. Recusaram o amor de Pai por ter em seu bojo outros projetos. Vale salientar que o Reino pertence a todos, de todos os cantos do mundo e não importa a origem e sua prática diária. O que importa para fazer parte do banquete do Reino é a vontade de mudar a vida, a vontade de construir algo novo e o desejo de aproximar de uma vida em harmonia e feliz. Portanto, o banquete do Reino é o convite para a prática da Justiça, onde o amor pondera o entendimento e a graça de pertencer a grande família de Cristo. Amém!

11 – VIVEMOS NOSSAS OCUPAÇÕES, NOSSOS PROJETOS PESSOAIS, COMO SE FÔSSEMOS VIVER ETERNAMENTE AQUI NA TERRA

Hoje também, tudo já está preparado, porém os convidados se excluem do Banquete que Deus preparou para toda a humanidade. A cada momento da nossa vida nós somos convidados a participar da vida nova que o Senhor nos reservou. Jesus nos chama para compartilhar de um banquete espiritual, porém, na maioria das vezes nós estamos muito entretidos nas nossas ocupações, nos nossos projetos pessoais, como se fôssemos viver eternamente aqui na terra. As “coisas lícitas” com as quais nos ocupamos e fazem parte do nosso dia a dia são as que mais nos afastam da intimidade com Deus. Não encontramos tempo para orar, para participar da Eucaristia e alimentar a nossa alma com o pão do reino de Deus, fugimos do sacramento da Penitência porque achamos que não temos pecado. Também não assumimos compromisso com o serviço do reino porque há coisas “mais importantes” que nós precisamos realizar. Em fim, se refletirmos nessa Palavra nós seremos facilmente enquadrados no grupo dos primeiros convidados que se desculparam e não estavam presentes na festa do céu. Enquanto aqui estamos, é tempo ainda para que nós possamos repensar a nossa vida e perceber se estamos ou não recusando o convite de Deus para entrar na vida eterna, desde já. Os pobres, aleijados, os cegos e os coxos podem significar as pessoas que nunca poderíamos supor fossem chamadas a participar do céu, isto é, os pecadores públicos, as prostitutas, os marginais, os assassinos. O reconhecimento do nosso pecado, o arrependimento sincero e o propósito franco de acolher a salvação, serão, no caso, o documento que nos dará direito a entrar no Banquete. – A quem você está dando mais atenção: aos seus interesses ou ao convite de Deus? – Você tem deixado de assumir os compromissos que você mesmo se propôs? – Você tem tido “tempo” para o Senhor? – Quem tem sido mais importante na sua vida? A sua família, o seu trabalho, as suas viagens, o seu lazer? – Você tem renunciado a alguma coisa de que gosta muito para trabalhar no reino de Deus? – Finalmente, você acha que será bem recebido no Banquete? Amém! Abraço carinhoso.

12 – …

13 – …

14 – …

15 – …

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL

Os bens que nos afastam do seguimento de Jesus nem sempre são coisas más; às vezes são coisas boas, legítimas, que não sabemos deixar em segundo plano para atender ao chamado do Senhor.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO

Esvaziando-se a si mesmo e assumindo a condição de escravo, Jesus mostra-nos qual deve ser nosso empenho para que todos participem com dignidade do banquete da vida.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Não me abandoneis, jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22s).

Antífona da comunhão

Como o Pai, que me enviou, é a vida, e eu vivo pelo Pai, diz o Senhor, assim quem come a minha carne viverá por mim (Jo 6,58).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e filhas a graça de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao encontro das vossas promessas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia

— Senhor, escutai nossa prece.

— Amparai, Senhor, vossa Igreja no anúncio do banquete de Jesus.
— Não permitais que a preocupação com os bens materiais ofusque nosso compromisso convosco.
— Abençoai o nosso país, para que nenhum brasileiro seja excluído do banquete da vida.
— Dai espírito solidário aos detentores do poder econômico, para que busquem ajudar os pobres.
— Inspirai aos governantes a criação de políticas públicas para incluir os excluídos.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, que este sacrifício se torne uma oferenda perfeita aos vossos olhos e fonte de misericórdia para nós. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, frutifique em nós a vossa graça, a fim de que, preparados por vossos sacramentos, possamos receber o que prometem. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

Encontro de amigos com Cristo

Liturgia Diária

A Palavra de Deus na vida

DomTotal.com

Paulinas

Homilia Diária

Evangelho Quotidiano

Evangeli.net

Liturgia Diária Comentada

RCC São Rafael

NPD Brasil

KBoing (Música)

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