Liturgia Diária 08/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA

08/ABR/2012 (segunda-feira)

LEITURAS

Leitura do livro do Profeta Isaías 7, 10-14; 8, 10

Naqueles dias, 10 o Senhor falou com Acaz, dizendo: 11 “Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”. 12 Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. 13 Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? 14 Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, 8,10 porque Deus está conosco”. — Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

Proclamação do Salmo 39(40), 7-8a.8b-9.10,11 (R. 8a.9a)

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
— 7 Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; / não pedistes ofertas nem vítimas, + holocaustos por nossos pecados, / 8a E então eu vos disse: “Eis que venho!”.
— 8b Sobre mim está escrito no livro: + 9 “Com prazer faço a vossa vontade, / guardo em meu coração vossa lei!”.
— 10 Boas-novas de vossa justiça + anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
— 11 Proclamei toda a vossa justiça, + sem retê-la no meu coração; / vosso auxílio e lealdade narrei. / Não calei vossa graça e verdade / na presença da grande assembleia.

Leitura da Carta aos Hebreus 10, 4-10

Irmãos, 4 é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. 5 Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. 6 Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. 7 Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”. 8 Depois de dizer: “Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado” – coisas oferecidas segundo a Lei – 9 ele acrescenta: “Eu vim para fazer a tua vontade”. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. 10 É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas. — Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1, 26-38

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor!

… Eu sou o CAMINHO … (ler…)

– O que a Palavra diz?
Leio com toda atenção, na Bíblia, o texto do Evangelho: Lc 1,26-38.
O lugar onde acontece este fato é uma pequena aldeia da Galileia: Nazaré. A pessoa a quem Deus envia seu mensageiro é uma jovem como as outras de seu tempo: Maria. Fica preocupada e pede explicações. Por isso, fica sabendo que o que lhe acontecerá é obra do Espírito Santo e que o Menino do qual será Mãe é o próprio Filho de Deus. Sabendo que a Deus nada é impossível, com fé, faz seu ato de disponibilidade ao Projeto de Deus: “Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!” Aprendo com Maria a buscar perceber os sinais de Deus, a dialogar com Deus, a ouvi-lo, a discernir a vontade de Deus e a dizer “sim”.

… a VERDADE … (refletir e meditar…)

– O que a Palavra diz para mim?
Como acolho os “anúncios” de Deus na minha vida?
Muitas vezes o anúncio é para uma mudança de vida, outras é o imprevisto que me faz trocar meus projetos, outras vezes um problema de saúde, no trabalho, em família. Respondo com fé e disponibilidade?
O anúncio de Nazaré continua hoje, de muitas formas e através de muitas pessoas. Os bispos nos ajudam nesta reflexão: “A Virgem de Nazaré teve uma missão única na história da salvação, concebendo, educando e acompanhando seu filho até seu sacrifício definitivo. Desde a cruz Jesus Cristo confiou a seus discípulos, representados por João, o dom da maternidade de Maria, que nasce diretamente da hora pascal de Cristo: “E desse momento em diante, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19, 27). Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1, 13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus. Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, assim como com os irmãos.” (DAp 267).

… e a VIDA … (orar…)

– O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Agora, canto com o Padre Zezinho a canção que é uma oração a Maria:
Maria de Nazaré

Maria de Nazaré
Maria me cativou
Fez mais forte a minha fé
E por filho me adotou
As vezes eu paro e fico a pensar
E sem perceber, me vejo a rezar
E meu coração se põe a cantar
Pra Virgem de Nazaré
Menina que Deus amou e escolheu
Pra mãe de Jesus, o Filho de Deus
Maria que o povo inteiro elegeu

Senhora e Mãe do Céu

Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus!

Maria que eu quero bem
Maria do puro amor
Igual a você, ninguém
Mãe pura do meu Senhor
Em cada mulher que a terra criou
Um traço de Deus Maria deixou
Um sonho de Mãe Maria plantou
Pro mundo encontrar a paz
Maria que fez o Cristo falar
Maria que fez Jesus caminhar
Maria que só viveu pra seu Deus
Maria do povo meu

Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

– Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Quero hoje perceber melhor os anúncios de Deus e com fé e disponibilidade vou dar minha resposta.

REFLEXÕES:

1 – MARIA, CHEIA DE GRAÇA.

A Igreja, refletindo sobre a mãe de Jesus, foi entendendo, pouco a pouco, toda a verdade desta figura singular. Neste processo, a Igreja chegou a professar que o pecado original, tendo marcado para sempre a história da humanidade, mas não lançou raízes no ser de Maria. Vivendo num mundo de egoísmo, ela não foi contaminada pelo pecado.
Esta graça e privilégio, conferidos por Deus à mãe do Salvador, aconteceram por causa de Jesus Cristo. Deus preparou para receber seu Filho, que seria imune da culpa original, um ventre não corrompido pelo pecado. Maria, de certo modo, experimentou, por antecipação, o fruto da ação de seu filho Jesus, que viria ao mundo para salvar a humanidade do pecado. A mãe foi a primeira a tirar partido da missão do Filho. A santidade do Filho Jesus santificou todo o ser da mãe Maria, desde que fora concebida.
A proclamação do anjo “Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo” fundamenta a total santidade de Maria. Sendo cheia de graça, nela não podia haver espaço para o pecado e para a infidelidade a Deus. E sua existência, desde o início, só podia ser total comunhão com Deus. Por outro lado, toda a vida de Maria foi marcada pela pessoa de Jesus, a quem estaria ligada desde o momento do anúncio da encarnação. A concepção imaculada é, pois, mais uma maravilha da graça de Deus na vida de Maria.

2 – EIS A SERVA DO SENHOR.

O Pai das misericórdias quis que a Encarnação fosse precedida de uma aceitação por parte daquela que Ele predestinara para ser a Mãe. Ele quis assim que, como uma mulher contribuiu para a morte (Gn 3), também outra mulher contribuísse para a vida. É o que se verifica de modo sublime na Mãe de Jesus: dando à luz ao mundo a própria Vida, que tudo renova, Deus adornou-a com dons dignos de uma tão grande missão; e, por isso, não é de admirar que os santos Padres chamem com frequência à Mãe de Deus “toda santa” e “imune de toda a mancha de pecado”, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura. Enriquecida, desde o primeiro instante da sua conceição, com os esplendores duma santidade singular, a Virgem de Nazaré é saudada pelo Anjo, da parte de Deus, como “cheia de graça”; e responde ao mensageiro celeste: “Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Deste modo, Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção. Por isso, consideram com razão os Santos Padres que Maria não foi utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas que cooperou livremente, pela fé e a obediência, na salvação dos homens. Como diz Santo Irineu, “obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano”.

3 – MARIA RECEBE O ANJO.

Maria recebe do anjo a noticia de que seria a mãe do Messias. Como poderia acontecer isso se ela não conhece homem? Fazendo uma relação com o Evangelho de ontem, percebemos que mulheres estéreis geraram filhos por obra divina, e filhos que atuaram decisivamente na história da salvação. Maria não podia ter filhos, mas isso era fruto de sua vontade, de sua consagração virginal. E nesta “esterilidade”, Deus age. E sem a atuação de um homem, mas do próprio Espírito Santo, Maria gera no seu ventre virginal aquele que é o Senhor da história e que vai mudar radicalmente a vida das pessoas.

4 – ELEITA MÃE DO FILHO DE DEUS.

O texto do anúncio do Anjo Gabriel a Maria é parte dos evangelhos da infância (Lc 1–2). Os relatos dos dois primeiros capítulos de Lucas estão entre os últimos relatos a serem escritos. A mensagem do mensageiro de Deus a Maria (vv. 28-37) tem dois aspectos: a) cristológico: a identidade de Jesus é expressa em termos de sua vinculação davídica e de sua função messiânica (cf. 2Sm 7, 13-16). Mas Jesus não é somente o Messias davídico, mas o Filho de Deus (v. 35); b) o segundo aspecto é mariológico: Maria é a que recebeu o “favor de Deus” (v. 28). O “favor de Deus” é a sua eleição para ser a mãe do Filho de Deus.

5 – NADA É IMPOSSÍVEL A DEUS!

A Igreja comemora hoje, alegremente, a festa da Anunciação do Senhor, transferida este ano do dia 25 de março, quando se celebrava a Quaresma. Enviado por Deus, o anjo Gabriel traz à Virgem Maria, em Nazaré, a proposta de ser a Mãe do Salvador, Filho de Deus, sem nenhuma participação de um pai humano.
Impossível? Sim, para os homens e as mulheres. Tão impossível quanto uma mulher idosa e estéril – como Isabel de Zacarias – engravidar e ter um filho na sua velhice: João Batista, o precursor do Messias. E é exatamente a gravidez de Isabel, parenta de Maria, que Gabriel lhe acena como “sinal” de uma excepcional intervenção de Deus na história da humanidade.
Poderíamos assim resumir o anúncio trazido por Gabriel: assim como Deus fez o impossível na gravidez de Isabel, a estéril, pode fazê-lo também em tua vida, ó Maria, Virgem de Nazaré. E a resposta da Virgem é uma adesão confiante e amorosa ao desígnio salvador do Pai que, para nos dar seu Filho, conta com a ação do Espírito Santo sobre Maria, cobrindo-a com sua “nuvem”, com a mesma “sombra” que cobrira a Arca da Primeira Aliança (cf. Ex 40, 34).
O episódio da Anunciação realça, por um lado, a íntima cooperação entre Deus e a Humanidade: convite e aceitação, proposta e resposta, graça e correspondência, missão e compromisso. Como nas palavras admiráveis de Santo Agostinho, “o Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”. Para salvar a humanidade, Deus pede humildemente a cooperação da humanidade.
Por outro lado, fica evidente a ação superabundante do próprio Deus, pois Ele mesmo preparou Maria para capacitá-la a responder e corresponder com um SIM sem reservas e sem condições. Daí as palavras de João Paulo II: “Maria é a cheia de graça, porque a Encarnação do Verbo, a união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e se consuma precisamente nela. Como afirma o Concílio, Maria é ‘Mãe do Filho de Deus e, por isso, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo; e, por este insigne dom da graça, leva vantagem a todas as demais criaturas do céu e da terra”. (Redemptoris Mater, 9.)
Parece muito? Pois nada é impossível para Deus. O mesmo Espírito Santo continua a atuar na Igreja, inspirando-a e movendo-a nos caminhos do Senhor.
Procuramos imitar Maria? Estamos abertos às propostas de Deus? Ou nos intimidamos, por não contar com o Deus do impossível?
Orai sem cessar: “Aconteça comigo, Senhor, conforme a tua Palavra!” (Lc 1,38).

6 – ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR ESTÁ CONTIGO.

Em meio às alegrias deste tempo Pascal, não poderíamos deixar de reverenciar aquela que contribuiu significativamente para que o plano de Deus se concretizasse: Maria, a Mãe do Salvador!
Maria nos convida a entrar no mistério da encarnação, a deixar Jesus entrar na nossa historia e modificar a nossa vida!
O evangelho de hoje nos fala do mistério sublime da encarnação, do início da história da salvação, com Maria emprestando o seu ventre materno para gerar Àquele que a gerou! Àquele que veio realizar o sonho de Deus: resgatar a humanidade corrompida pelo pecado.
O amor grandioso do Pai ultrapassou todos os limites; Deus se fez menino, se humanizando no ventre de uma mulher, se fazendo pequeno como um de nós!
A iniciativa foi do Pai, o “SIM” foi de Maria! O “SIM” que marcou o início da Redenção humana, que mudou a história da humanidade, que a dividiu em antes e depois!
A saudação do anjo surpreende aquela humilde jovenzinha de Nazaré, um povoado entre as montanhas da Galileia! Maria, na sua simplicidade, estava longe de compreender o projeto de Deus a se realizar através dela, pois tudo que lhe fora comunicado pelo Anjo era grande demais para o seu entendimento. Mas mesmo sem entender, Maria não hesitou em se entregar por inteira à vontade de Deus, colocando sua confiança na promessa revelada pelo Anjo, de que o Espírito Santo lhe daria a assistência necessária no mistério da encarnação o que lhe permitiria levar em frente à missão divina que O Pai lhe confiara!
Com o Sim de Maria, abriram-se as cortinas de um novo tempo! O sonho de Deus torna-se possível, inicia-se a construção de um novo Reino, onde o amor, a justiça e a paz triunfarão.
A mais bela forma de agradecermos a Deus por tamanho amor, é responder ao Seu chamado com o “sim” de Maria! Um sim, que não deve ficar só na palavra, mas um sim, que nos coloque a serviço: “Eis aqui o (a) servo (a) do Senhor… Faça-se em mim segundo a tua palavra”!
Da trindade Santa abriu-se uma nova era, o sol de um novo dia resplandeceu no coração da humanidade: O Pai envia O Filho, O Espírito Santo gera o Filho no ventre sagrado de uma Mulher e O Filho assume a missão designada pelo Pai!
A oração proferida pelo Anjo no encontro com aquela que geraria o Filho de Deus, hoje está na boca e no coração de todos aqueles que veem em Maria a ternura materna do Pai!
Ave Maria, cheia de graça…
Maria Santíssima: Rogai por nós!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!

7 – ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR ESTÁ CONTIGO!

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!
O Evangelho de hoje narra a cena da Anunciação, em que o anjo Gabriel lhe fala: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
Deus quis que uma mulher contribuísse bem de perto na redenção da humanidade, já que uma mulher, Eva, havia contribuído no pecado. E a mulher que Deus escolheu não podia ser vítima de pecado, pois seria um sinal de fraqueza de Deus, diante das forças do mal. Como Davi venceu o gigante Golias (1Sm 17, 49), Jesus derrotou o tentador. Não só derrotou, mas arrasou com ele completamente. Nem junto à sua mãe ele teve vez. Após o dilúvio, uma pomba trouxe em seu bico um raminho verde para Noé (Gn 8, 11). Aquela pomba não estava suja de barro, ela não fora atingida pelo dilúvio.
Nós também somos chamados a colaborar na redenção. Deus não gosta de gente manchada, suja. Como podemos anunciar a vitória de Cristo, se até nós, os anunciadores, somos vítima do tentador? Pecadores todos nascemos. Mas temos condições de nos purificar, usando os meios que Jesus nos deixou, entre os quais se destaca a Igreja, da qual Maria é Mãe. Assim, tirando a trave do nosso olho, temos condições de tirar o cisco que está no olho do nosso irmão.
A concepção imaculada de Maria nos mostra que Deus não quer conviver com pecado. Ele quer o pecado longe dele. Ele nos suporta, quando pecamos, mas não queria isso, como qualquer pai que não quer ver o filho ou filha no caminho errado. Como podemos dizer a Deus: “Senhor, eu vos amo sobre todas as coisas”, e depois viramos as costas e já começamos a colocar outras coisas acima dele? Por isso que Deus fala na Bíblia: “Estou para vomitar-te da minha boca” (Ap 3, 16).
A Imaculada Conceição foi um fruto antecipado da redenção realizada por Jesus, o seu Filho. E o fato de ela ter sido isenta do pecado, já na sua concepção, mostra que a força da graça redentora supera infinitamente a força do pecado. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20).
“Quando éreis escravos do pecado, praticáveis ações das quais hoje vos envergonhais. Agora, porém, libertados do pecado e como servos de Deus, produzis frutos para a vossa santificação, tendo como meta a vida eterna. Com efeito, a paga do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6, 20-23). Antes, quando reinava o pecado, o carro estava na frente dos bois, e dava tudo errado. Cristo veio, colocou os bois na frente do carro, e na direção certa, que é a nossa felicidade.
Deus realizou plenamente a redenção na Mãe do seu Filho, para nos mostrar o que ele quer de todos nós. Ela se tornou assim a estrela da esperança, que nos anima a sempre nos levantar a caminhar.
Santo Agostinho, quando estava mergulhado no pecado, leu, por sugestão de sua mãe, muitas biografias de santos. Um dia ele disse para si mesmo, em latim, que era a sua língua: “Potuerunt ii, potuerunt ee; cur non tu, Agostiné?” Em português é: “Puderam estes, puderam aquelas, por que não tu, Agostinho?” Impulsionado por este lema, venceu.
Daqui a exatamente nove meses, celebraremos o nascimento de Maria. Rezemos, neste tempo, pelos nascituros, a fim de que sejam protegidos por suas mães.
Havia, certa vez, um rapaz que trabalhava no centro de uma cidade grande e morava na periferia.
Numa tarde, ao voltar para casa, enquanto atravessava um bairro de classe alta, viu numa lixeira uma caixa preta, parecida com caixa de sanfona. Ficou curioso, abriu a caixa, era mesmo uma sanfona! E estava boa de tudo. Tocava direitinho.
Ele se lembrou de um vizinho, que sabia tocar sanfona e não possuía o instrumento, e levou-a para ele. O vizinho se alegrou com o presente, e começou a tocar belas canções. A casa toda se alegrou. Até algumas crianças apareceram na porta.
À noite, algumas pessoas se reuniram na casa, e foi aquela festa. Daí para frente, de vez em quando o tocador de sanfona era chamado, seja para tocar em festinha de aniversário, em reza, até na Santa Missa. A sanfona tornou aquele bairro mais alegre.
A sanfona representa a graça de Deus, que une as pessoas e alegra o ambiente. O rapaz que a achou somos nós que recebemos a graça no batismo, e a levamos a outros.
Muitos jogam no lixo a graça batismal, e vivem tristes por aí, procurando a felicidade na riqueza, no prazer, no poder etc. Nós não queremos ser assim.
Uma pergunta: com qual desses personagens você mais se identifica? Com o rapaz? Com o homem que ganhou a sanfona? Com os vizinhos que acorreram, ao som da sanfona? Ou com aquele ou aquela que a jogou no lixo?
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!
Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!

8 – CHEIA DE GRAÇA.

No Evangelho, a saudação do anjo a Maria nos faz entender quem é o Filho de Maria (Lc 1, 26-38)
O texto não é um relato histórico, mas uma CATEQUESE, destinada a proclamar certas realidades salvíficas:
– O Anúncio do nascimento de um menino é frequente na Bíblia e revela que ele é um dom de Deus…
– O Messias é pobre entre os pobres: Num povoado desconhecido da Galileia…
– A uma mulher virgem (para uma mulher judia não ter filhos era uma vergonha).
– O Diálogo do anjo a Maria:
> “Ave Cheia de Graça”: A Voz dos profetas na boca do anjo: Realizam-se todas as promessas: “Uma Virgem conceberá…”
> Troca o nome: “Cheia de Graça”: Quando Deus troca o nome, destina a uma missão.
> Anúncio do nascimento confirma a profecia feita a Davi: Jesus é o Messias esperado, cujo reino será eterno.
> Sobre Maria pousou a “sombra” do Altíssimo: O próprio Deus se tornou presente nela. É uma profissão de fé na divindade do filho de Maria.
> “Eis aqui a serva…”: Maria reconhece que Deus a escolheu, aceita com disponibilidade essa escolha e manifesta sua disposição de cumprir, com fidelidade o Plano de Deus.
+ O que esta festa nos diz?
– Deus ama os homens e tem um projeto de vida plena para lhes oferecer.
– Como Deus intervém na história e concretiza essa oferta de salvação?
A história de Maria responde: Através de pessoas atentas aos seus projetos e de coração disponível para o serviço dos irmãos, Deus atua no mundo, manifesta aos homens o seu amor e convida cada pessoa a percorrer os caminhos da felicidade e da realização plena.
– E os instrumentos de Deus na realização de seus planos?
Deus age através de pessoas, independentemente de suas qualidades humanas.
O que é decisivo é a disponibilidade e o amor com que acolhem e testemunham as propostas de Deus.
– Como responder aos apelos de Deus?
Confrontada com os planos de Deus, Maria responde com um “Sim” total e incondicional, renunciando seu programa de vida e os seus projetos pessoais.
– Como Maria chegou a esta confiança incondicional em Deus?
Com uma vida de diálogo, de comunhão, de intimidade com Deus.
Deus ocupava o primeiro lugar e era a sua prioridade fundamental.
Era uma pessoa de oração e de fé, que fez a experiência do encontro com Deus e aprendeu a confiar totalmente nele.
* No meio da agitação de todos os dias, encontro tempo e disponibilidade para ouvir Deus, para viver em comunhão com ele, para tentar perceber os seus sinais nas indicações que ele me dá dia a dia?
Como você está se preparando para o Natal?
Imitar Maria na sua fidelidade à Vontade de Deus, é o melhor caminho para um Natal mais cristão.

9 – JESUS, O FILHO DE MARIA!

Depois do nome, a referência mais importante de uma pessoa é a sua filiação, filho de fulano e de cicrana, ter uma mãe e um pai, uma origem, algo que está na essência da nossa humanidade, sem essa referência, até da existência se pode duvidar. Quem é ele, filho de quem, onde mora? O Filho de Deus, onipotente, onipresente, onisciente, aceita trilhar o mesmo caminho do homem. A encarnação é obra de Deus, mas que irá acontecer com a colaboração do homem.
O rei Davi era a dinastia mais famosa de Israel, pois unificara o norte e o sul formando um dos maiores impérios do oriente, o povo sonhava com aqueles tempos em que Israel era uma nação respeitada e temida pelas demais, pois o rei Davi impunha respeito, pelo poder do seu numeroso exército, mas acima de tudo por ter sido ungido do Senhor, pois ser rei era uma missão divina. As profecias falavam que o esperado messias era dessa família e que seria igual ou até melhor que Davi, ele era para o povo o braço poderoso de Deus lutando a favor dos pobres, alinhando-se com os homens justos e punindo os maus.
Os grandes acontecimentos ou decisões importantes que representem mudança na vida do povo, só poderiam ocorrer no meio dos poderosos, ao povo cabia ouvir, dizer amém e aguentar as consequências. Entretanto a vinda do messias começa a ser articulada entre Deus e uma mocinha pobre da periferia chamada Nazaré, até ela própria fica assustada e surpresa quando percebe que está em suas mãos mudar os rumos da história do seu povo. A mudança dos rumos de uma nação, só começa a acontecer de fato, quando o povo descobre a sua força. Deus nunca seguiu as estruturas humanas para realizar a salvação da humanidade, escolhe como parceiro pessoas fracas, aparentemente incapazes de fazer qualquer mudança.
Por caminhos tortuosos, incompreensíveis para os homens, Deus irá cumprir com a promessa, o noivo de Maria chama-se José e pertence à família do grande rei Davi, mas apesar disso, José é um homem do povo, que vive de sua profissão de carpinteiro. E Maria? Quais eram seus planos de vida?
Todos nós temos de ter um projeto de vida, quem não tem, acaba não vivendo bem e nem sabe o sentido da vida. Maria estava prometida em casamento a José, como seu povo ela também esperava o messias, ela também alimentava no coração a esperança de dias melhores.
E em um momento de oração Maria se abre para ouvir a Deus e descobrir a sua vontade a seu respeito. Somente uma fé madura e consciente consegue se abrir diante de Deus e ao mesmo o questiona. Há certas coisas em nossa vida de difícil solução, e que seria tão bom se Deus fizesse do nosso jeito. Não que Deus seja sempre do contra, mas nunca vai ser do nosso jeito. Em Maria vemos o que é realmente a fé, quando não fazemos questão que seja do nosso jeito, mas sim do jeito de Deus, daí é que as coisas vão acontecer. Só que o jeito de Deus não é muito fácil de aceitar porque ultrapassa a lógica humana.
Maria não é casada, não tem marido, quando ela apresenta essa dificuldade o anjo anuncia que as coisas irão acontecer do jeito de Deus e para que Maria possa confiar é lhe dado um sinal, a prima Isabel, avançada em idade e ainda por cima estéril, irá conceber uma criança. Os sinais de Deus nunca seguem a lógica humana, mas é preciso confiar. E Maria aceita totalmente a missão, que não será das mais fáceis, abre mão de todos os seus planos, inclusive o casamento com José, ela aceita o risco de ser acusada de infidelidade, o que poderia fazer com que fosse condenada á morte, caso o noivo a denunciasse.
Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra.
– Para nós, hoje é muito fácil aceitar e entender essa história. Mas pensemos um pouco em Maria, que não fazia ideia do que vinha pela frente, mas sabia que Deus estava com ela.
Hoje o reino de Deus vai acontecendo e sendo edificado em meio aos homens, na medida em que, como Maria, nós aceitamos o desafio, fazendo de nossa vida uma entrega total e silenciosa nas mãos do Pai. Para isso é sempre preciso renovar a cada dia a decisão em favor de Jesus e seu reino…

10 – ANUNCIAÇÃO.

O anjo de Deus apareceu inesperadamente e disse a Maria que ela ia ter um filho pelo poder do Espírito Santo, e isso iria acontecer porque para Deus nada é impossível. Sendo Assim, Jesus não é filho de José, nem tão pouco de Davi, como muita gente acredita. Jesus é filho de Deus pelo poder do Espírito Santo.
Da mesma forma que nos acostumamos dizer que acreditamos e amamos com o coração, o povo hebreu se acostumou a dizer que Jesus era filho de Davi. E no evangelho de hoje, Jesus desfaz este engano baseando-se no texto de um salmo escrito por Davi (Sl 110, 1). Deus e seu ungido (Jesus) são chamados de “Senhor” pelo salmista Davi. Assim este ungido, com o qual é identificado Jesus, é Senhor e não filho de Davi. Foi por isso que Jesus disse: “Ora, se o próprio Davi o chama Senhor, como então é ele seu filho?”
É assim, às vezes nos acostumamos a afirmar certas coisas sem mesmo questionar se é certo ou errado só porque a tradição cultural foi passando de boca em boca até chegar até nós.
Jesus Filho de Davi, é uma expressão popular oriunda da tradição judaica, em homenagem ao grande líder Davi. Acontece que a tradição messiânica aguardava a vinda de um ungido (messias, do hebraico; cristo, do grego) igual ao antigo rei Davi, que era chamado “filho de Davi”. Esse Messias seria um líder patriota que traria aos judeus a glória e o poder como fez o rei Davi, o grande chefe de um império. Portanto, Filho de Davi, é só uma maneira de se expressar, que não corresponde à realidade.
Maria é mãe de JESUS, que é Deus, e provou isso pelos milagres. Se Deus é nosso Pai, então Maria é nossa mãe. Mais infelizmente, tem gente que acha que Maria é uma mulher qualquer, e que não tem nenhuma importância. Mais que absurdo! Isto é uma grande afronta, uma grande ofensa ao seu Filho, Jesus. Como pode alguém dizer que ama você, mais odeia sua mãe? É uma grande incoerência! Para não dizer, uma grande burrice!
Não dá para entender o ódio que alguns irmãos que se dizem cristãos, têm pela mãe de Jesus. Roguemos a Jesus para Ele perdoe esses nossos irmãos e que os esclareça sobre este grande equívoco.
Prezados irmãos. Mãe é mãe! Não podemos ignorar a importância de Maria na História da Salvação. Deus quis se fazer homem, nascendo de uma jovem virgem, que foi escolhida pelas suas qualidades, pela sua pureza, pela sua inocência. Só não vê isso quem odeia a Igreja Católica, e procura sempre um item de questionamento para nos atacar. Que coisa feia! E tais pessoas ainda se dizem cristãs, autênticas e crentes em Deus.
Maria, a escolhida por Deus para a implantação do projeto de Deus no Mundo, é uma criatura digna de todo o nosso respeito. Se eu digo que sou cristão, seguidor de Jesus Cristo e odeio a sua mãe, eu não passo de um hipócrita, fingido e ignorante.

11 – A ANUNCIAÇÃO DO SENHOR.

No anúncio do nascimento de Jesus, Maria encontra-se em oração. O arcanjo Gabriel, que significa “fortaleza de Deus”, aparece-lhe e diz-lhe: “Alegra-te, cheia de graça”. A Tradição, desde os primeiros anos da Igreja, tem sublinhado o paralelo entre a Virgem Maria e Eva, “mãe de todos os viventes”, entre o “fiat”, o faça-se da anunciação, e a desobediência, causa decisiva do “Pecado Original”.
Tal paralelismo, acentuado pela Tradição antiga, também pelos comentadores contemporâneos, mostra que, longe de ser artificial, oferece ao acontecimento um alcance absolutamente universal. Observa S. Beda: “Como Eva trouxe no seio toda a humanidade condenada ao pecado, agora Maria traz no seu seio o novo Adão que com a sua graça dará vida a uma nova humanidade”. O texto bíblico descreve este momento ao dizer: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem desposada com um homem que se chamava José”. Segundo o costume judaico, o termo desposada indica um matrimônio real, ainda não consumado: realidade não menos fundamental, e que será destacado desde a origem da Igreja. Escreve S. Ambrósio: “A Escritura tem razão ao especificar as duas coisas: que ela era desposada, e virgem: virgem, para que se saiba que não teve relações com um homem”. S. Jerônimo, meditando sobre este texto, destaca: “É uma esposa prometida e uma virgem que permanecerá, tal como, mesmo depois do nascimento de Jesus”.
Houve uma origem com o casal Adão e Eva. No princípio da nova criação, também há uma mulher e um homem. José é indicado como sendo “da linhagem”, mas também “da casa de Davi”, fato que atesta o cumprimento das profecias e proclama que Jesus é o Messias esperado e anunciado pelos profetas. A declaração torna-se ainda mais vigorosa ao se dizer: “O anjo Gabriel foi enviado por Deus”. A forma passiva do verbo mostra que a iniciativa vem do alto, acima do anjo Gabriel, do Deus Altíssimo. O anjo é enviado por Ele para anunciar a concepção virginal daquele que é o “Enviado do Pai”, o Messias Salvador.
Não deixa de ter todo um sentido espiritual a saudação inicial: “Ave, cheia de graça”. Se Maria é efetivamente “cumulada de graça”, o anjo assinala que tal dom não provém dela mesma, mas sim de Deus e de sua suprema benevolência para com a humilde Virgem. Pelo poder de Deus, ela é concebida sem pecado original. Ela é a Imaculada Conceição. Enfim, a forma verbal, perfeito passivo, mostra que esta graça lhe foi definitivamente concedida. Quem nascerá dela é o “Filho do Altíssimo” e seu “Reino não terá fim”.

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:
– 1ª: Deus Conosco;
– 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: O mistério da encarnação de Cristo é o mistério do amor do Pai manifestado a nós, seu povo. O Pai não quis dar-nos seu Filho à força, mas oferecê-lo a cada um de nós. Maria é a primeira criatura humana que acolheu e viveu esse amor de Deus presente no mundo. Celebrar a Anunciação do Senhor é celebrar a presença do amor eterno entre nós. Há coisa mais bela do que esta? Como Maria, podemos e devemos dar nosso Sim todos os dias à vontade Deus, nas pequenas e nas grandes decisões. Louvemos o Deus que nos ama tanto!
– 2ª: Com seu sim, Maria inaugura novo tempo para a humanidade: abre as portas para que Deus venha e estabeleça morada entre nós. Ele, porém, não quis entrar pela força, mas propôs-se; para tanto, contou com a disponibilidade de Maria. Nela o povo da promessa se torna o novo Israel, Igreja de Cristo.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:
– 1ª: Deus Conosco;
– 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: A Palavra de Deus mostra-nos como Ele foi preparando seu povo para a chegada de seu Filho Jesus. Em Jesus realizam-se todas as promessas do Antigo Testamento: A vinda do Messias, o Deus conosco. Maria, por privilégio divino, participa diretamente neste mistério redentor.
– 2ª: O Senhor nos deu um sinal: a virgem concebeu e deu à luz um filho. Jesus é o Deus conosco que procura cumprir a vontade do Pai. Maria foi fundamental para que Deus realizasse seus planos.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia. Aclamação (Jo 1,14ab)
— Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
— Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
— A palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai.

ANTÍFONAS

Antífona da entrada

Ao entrar no mundo, Cristo disse: Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade! (Hb 10, 5.7)

Antífona da comunhão

A virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado: “Deus-conosco” (Is 7,14).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:
– 1ª: Liturgia Diária.

— Pela intercessão de Maria, ouvi-nos, Senhor.

— Iluminai, Senhor, vossa Igreja, para que sempre caminhe nos passos de Jesus.
— Sustentai os ministros ordenados no amor ao vosso povo e na fidelidade ao evangelho.
— Compadecei-vos de todos os que esperam a vossa redenção.
— Dai ao mundo inteiro a alegria da salvação e a paz verdadeira.
— Protegei e fortalecei as mulheres grávidas.

Oração sobre as oferendas

Recebei, ó Deus onipotente, as oferendas de vossa Igreja, que comemora a sua origem na encarnação do vosso Filho, celebrando com alegria este grande mistério. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, confirmai em nossos corações os mistérios da verdadeira fé, para que, proclamando verdadeiro Deus e verdadeiro homem aquele que nasceu da Virgem, cheguemos à felicidade eterna pelo poder da sua ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor. FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”. O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever. O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age. O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede. Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.
— Editora Santuário; Canção Nova; Dom Total; Católica Net; Católico Orante; Edições Loyola; Catequista Bruno Velasco; NPD Brasil; Evangelho Quotidiano; Homilia Dominical; CNBB; Catequisar; Universo Católico; São Jorge Mártir; Rádio Catedral; Nov Aliança; Comunidade Resgate; Fraternidade O Caminho; Católico na Net; Paulus Editora; Liturgia Diária Comentada; Evangeli.net; Padre Marcelo Rossi; Portal Paulinas; Sopro de Vida- Grupo de Oração Jovem.

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