Liturgia Diária 15/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 15/ABR/2013 (segunda-feira)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 6,8-15)

Naqueles dias, 8 Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9 Mas alguns membros da chamada Sinagoga de Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10 Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11 Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12 Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao Sinédrio. 13 Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a Lei. 14 E nós o ouvimos afirmar que Jesus Nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. 15 Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão, e viram seu rosto como o rosto de um anjo.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (Sl 118, 23-24. 26-27. 29-30 (R. 1b)).

— Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.
— Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.
— 23 Que os poderosos reunidos me condenem; / o que me importa é o vosso julgamento! / 24 Minha alegria é a vossa Aliança, / meus conselheiros são os vossos mandamentos.
— 26 Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, / ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! / 27 Fazei-me conhecer vossos caminhos, / e então meditarei vossos prodígios!
— 29 Afastai-me do caminho da mentira / e dai-me a vossa lei como um presente! / 30 Escolhi seguir a trilha da verdade, / diante de mim eu coloquei vossos preceitos.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,22-29).

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo
+ segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23 Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24 Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25 Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27 Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28 Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29 Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial … (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, orando com todos os internautas:
Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima – Pai, Filho, Espírito Santo – presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

… Eu sou o CAMINHO … (ler…)

Leio o texto inteiro de uma vez, na Bíblia: Jo 6,22-29.
Releio, devagar, versículo por versículo. Pergunto-me: O que diz o texto em si?
As pessoas ainda estão sendo motivadas pelo que é fantástico, sensacional, os milagres, as curas. Mas, não alcançam o sentido das obras de Jesus, ou seja, aquilo que Deus quer: que creiam.

… a VERDADE … (refletir e meditar…)

Paro onde Deus me fala interiormente, sem pressa, aprendendo a aprofundar. Pergunto-me:
O que o texto diz para mim?
Acolho o que vier à mente, o que tocar o meu coração: desejos, luzes, apelos, lembranças, inspirações.
Meus valores dão prioridade à ação de Deus na minha vida e na vida das demais pessoas?
Os bispos, em Aparecida, falaram sobre este tema: “os cristãos precisam recomeçar a partir de Cristo, a partir da contemplação de quem nos revelou em seu mistério a plenitude do cumprimento da vocação humana e de seu sentido. Necessitamos nos fazer discípulos dóceis, para aprender d’Ele, em seu seguimento, a dignidade e a plenitude de vida. E necessitamos, ao mesmo tempo, que o zelo missionário nos consuma para levar ao coração da cultura de nosso tempo aquele sentido unitário e completo da vida humana que nem a ciência, nem a política, nem a economia nem os meios de comunicação poderão proporcionar. Em Cristo Palavra, Sabedoria de Deus (cf. 1Cor 1,30), a cultura pode voltar a encontrar seu centro e sua profundidade, a partir de onde é possível olhar a realidade no conjunto de todos seus fatores, discernindo-os à luz do Evangelho e dando a cada um seu lugar e sua dimensão adequada.” (DAp 41).

… e a VIDA … (orar…)

Deus é o Pai que nos ama muito mais do que imaginamos. Pergunto-me:
O que o texto me faz dizer a Deus?
Faço oração renovando minha fé, com pedidos, ação de graças, adoração.
Jesus, Mestre:
Que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim.
Amém!
Jesus e Maria, dai-me a vossa bênção:
Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém!
(Bem-aventurado Alberione).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual o meu olhar a partir da Palavra?
Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Vou viver este dia como discípulo e missionário de Jesus Mestre Verdade, Caminho e Vida.

REFLEXÕES:

1 – EUCARISTIA, O SACRAMENTO DA UNIDADE.

Toda pessoa sabe que se não comer morre. Há um ditado popular que diz: “Saco vazio não para em pé”. Sabe também que quem come muito pouco ou passa fome fica desnutrido, fraco e muito mais propenso às doenças e até à morte. Comer o pão e beber o vinho é, em primeiro lugar, viver. É fácil perceber o que o Senhor quis nos ensinar ao usar este símbolo: Assim como sem comida, até o mais forte dos corpos definha e morre, assim também até o maior dos santos, sem a Eucaristia, não consegue se sustentar.
Durante todo o Evangelho, podemos perceber a importância que Cristo dá às refeições. Várias vezes, Ele come com os fariseus, com os publicanos, com os pecadores.
Durante as refeições, o Senhor ensinava, exortava. Por isso, nada mais natural do que escolher uma refeição para nela instituir a Eucaristia (Jo 13,2). A palavra “Koinonia” significa “comunhão”. São pessoas que estão juntas, partilhando, comungando da mesma refeição.
Na família, o momento da refeição é de reunião, de troca, de colocar os assuntos em dia; nesses momentos, a união da família se solidifica. Quando queremos nos confraternizar numa festa, sempre existe refeição para se partilhar. Quando queremos aumentar nossa intimidade com alguém, nós os convidamos para comer juntos. Se isto tudo é verdadeiro para simples refeições diárias, quanto mais será para a refeição eucarística compartilhada! É nessa mesa do Pão vivo que se opera a unidade real e misteriosa da Igreja. (cf. ICor 10,16-17).
A Eucaristia é o sacramento da unidade. Ela une a Igreja em torno de Cristo, de Seu sacrifício. A Igreja “comunga” com Ele, torna-se o corpo de Cristo, unindo-se como células que recebem o mesmo alimento e são purificadas pelo mesmo sangue. Assim como o pulmão é diferente na sua anatomia e função do intestino, mas ambos são essenciais e pertencentes ao mesmo corpo, nós também, embora sendo diferentes uns dos outros, somos partes de Cristo pelo batismo. Uma só fé, um só batismo, um só Espírito. Esta é a essência da unidade, operada e mantida pela comunhão do corpo e sangue de Cristo.
Pelo conhecimento que o Senhor nos dá do valor da Eucaristia, puro dom de Deus para a nossa salvação, possamos participar dela com novo ânimo de maneira a sermos curados, libertos e restaurados. E, assim comprometidos, partilhá-la com os nossos irmãos.
Por tudo quanto disse, posso concluir e afirmar – sem medo de errar – que a Eucaristia é vida e compromisso. É partilha e serviço.
(Padre Bantu Mendonça).

2 – A FÉ EM JESUS.

Não foi fácil para Jesus levar o povo a estabelecer com ele um relacionamento correto. Muitas vezes, seus gestos poderosos despertavam sentimentos inoportunos, com os quais não ele estava de acordo. Jamais o Mestre se deixava aliciar!
A multiplicação dos pães prestou-se para mal-entendidos. Depois de ter sido alimentada, a multidão foi, novamente, ao encalço de Jesus. Não por reconhecer sua qualidade de enviado do Pai, mas por ter comido e se saciado, interessada na repetição do milagre.
No entanto, não interessava a Jesus ser procurado na qualidade de milagreiro. Ele esperava ser reconhecido como Filho do Homem, portador de um alimento especial para a humanidade, penhor de vida divina. O seu era um pão diferente: ele próprio.
A apropriação deste pão dar-se-ia por meio da fé, ou seja, da adesão a Jesus. Ao aderir a ele, o discípulo afasta de si tudo quanto gera morte, e assimila o dinamismo vital que o animava, cuja fonte era o próprio Pai.
Jesus estava interessado em saciar, em primeiro lugar, não a fome física, mas outra muito mais fundamental. Saciado com o pão do céu, o discípulo estaria apto para promover a partilha do pão material que sacia a fome do povo.
A fé em Jesus não se expressa num intimismo estéril. Pelo contrário, ela deve ser expressa através de gestos, à semelhança daqueles realizados por Jesus. Também o discípulo é chamado a multiplicar os pães.
Oração: Espírito de adesão, transforma minha fé numa assimilação sincera da vida do Ressuscitado, que me leve a transmitir esta mesma vida a quem está faminto de Deus.
(Padre Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

3 – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a Vida Eterna e que o Filho do Homem vos dará (Jo 6,27).
No contexto da Ressurreição, nesta terceira semana da Páscoa, o Evangelho de João 6,22-29 volta a nos falar da Vida Eterna, objetivo da vinda do Filho de Deus à terra, sua Vida, Paixão, Morte e Ressurreição.
Este Evangelho retoma o relato da multiplicação dos pães para dizer que aquela multidão, que reconhecera em Jesus o profeta anunciado por Moisés (Jo 6,14), fora procurá-lo somente pelo interesse em ter pão, mas pão somente para esta vida terrena.
Jesus aproveita a ocasião para ensinar que Ele lhes dará um Pão para a Vida Eterna. O povo entendeu e pediu a Jesus: o que devemos fazer para realizar as obras de Deus? (Jo 6,28). Foi como o Povo Eleito no Sinai que perguntava a Moisés como realizar a vontade de Deus, pelo que Deus lhes deu Sua Lei. E Jesus então, ensinou, por sua vez: a obra de Deus é que acrediteis naquele que Ele enviou. Isto é, que aceitassem Jesus como o profeta verdadeiro enviado por Deus, porque Jesus lhes ensinava de modo novo a fazer o que Deus queria daquele povo.
Jesus nos pede o mesmo. Portanto, respondamos fielmente a Ele, para termos o alimento para a Vida Eterna que Ele nos trouxe.
(Padre Valdir Marques, SJ).

4 – O ALIMENTO QUE PERDURA E DÁ A VIDA ETERNA, E QUE O FILHO DO HOMEM VOS DAR.

“O alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará”.
Os judeus comiam a refeição da Páscoa em pé, com as sandálias nos pés e o cajado na mão; comiam-na à pressa (cf. Ex 12,11). Tu ainda tens mais razão para te manteres vigilante! Eles apressavam-se para partir para a Terra Prometida e comportavam-se como viajantes; tu encaminhas-te para o céu. É por isso que temos de estar sempre em guarda. […]
Os inimigos de Cristo bateram no Seu santíssimo corpo sem saberem o que faziam (cf. Lc 23,34); e tu recebê-Lo-ias com a alma impura depois de tantos benefícios que Ele te fez?
Pois Ele não Se contentou em Se fazer homem, em ser flagelado e morto; no Seu amor, quis também unir-Se a nós, identificar-Se connosco não apenas pela fé, mas realmente, pela participação no Seu próprio corpo. […]
Considera a honra que recebes e a que mesa és conviva. Aquele que os anjos não vêem sem tremer, Aquele para Quem não ousam sequer olhar sem temor por causa do esplendor da glória que Lhe irradia da face, é Desse que fazemos nosso alimento, tornando-nos um só corpo e uma só carne com Ele. “Quem poderá contar as obras do Senhor e anunciar todos os Seus louvores?” (Sl 106,2).
Que pastor alguma vez alimentou as suas ovelhas com a sua própria carne? […]
Acontece muitas vezes às mães confiarem os filhos a amas. Cristo não faz isso; Ele alimenta-nos com o Seu próprio sangue, torna-nos um só corpo com Ele.
(São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja).

5 – REFLEXÃO.

Um dos caminhos que temos para conhecer melhor a pessoa de Jesus é o sacramento da eucaristia. Porém, esse caminho exige de todos nós uma postura de fé diante dele e uma abertura para as realidades que estão além da materialidade. As pessoas que só buscam a saciedade material e procuram Jesus apenas para a satisfação desse tipo de necessidade são incapazes de buscar o alimento que não se perde e que nos leva a reconhecer que Jesus é aquele que o Pai marcou com o seu selo. Essas pessoas não são capazes de ver que  Jesus é o enviado do Pai e, por isso, não acreditam nele.
(CNBB).

6 – É PRECISO PROCURAR O SENHOR PELO SENHOR.

A multidão, saciada de pão, procura ansiosamente Jesus. No entanto, Jesus revela sua verdadeira motivação, pois não é a ele propriamente que procuram, mas o que ele pode dar: “… estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados” (v. 26). É preciso procurar o Senhor pelo Senhor. A vida do ser humano não pode se reduzir ao material, ao que perece, mas deve ser sustentada pelo alimento não perecível, que introduz na vida eterna e que é dom do Filho. O Filho é, por assim dizer, autenticado pelo Pai (cf. v. 27). Daí que a “obra de Deus”, o desejo de Deus, é a fé em Jesus, que ele enviou por amor ao mundo.
(Carlos Alberto Contieri, sj).

7 – O ALIMENTO QUE PERMANECE… (Jo 6, 22-29).

Multiplicando o pão e os peixes, Jesus alimentara uma multidão de 5000 pessoas. Querem fazê-lo rei. Ele se retira para a solidão da montanha, pois sabia muito bem que seu Reino “não era deste mundo” (cf. Jo 18, 36).
No amanhecer, quando a turma reencontra Jesus no Lago de Tiberíades, ele traz à luz as intenções profundas do povo: vistes milagres… ficastes saciados… E o Mestre aponta para outra direção: não trabalhar em vão por um alimento que “passa” no tempo. Antes, empenhar-se pelo alimento que permanece na eternidade.
Sei muito bem que são poucos, hoje, a falar em eternidade. Em uma civilização do descartável, do one way, os olhares e os corações se orientam para o imediato, o carpe diem, aproveitar a vida, gozá-la intensamente e, de preferência, já! No entanto, dentro de nosso corpo provisório pulsa uma alma imortal, cuja vida se estenderá além da morte, além do tempo, mergulhando no eterno. E o novo “estado” de vida (na eternidade) dependerá da forma como gastamos e vivemos este “tempo” breve, efêmero como a erva dos campos, lembra a Escritura.
O pão material permite subsistir no tempo.
Terminada esta passagem pelo tempo, que alimento nos manterá na Vida?
Apenas um alimento espiritual que é dom do próprio Deus. Na verdade, em sua misericórdia paterna, Deus antecipou para nós o Pão de vida eterna. A Eucaristia. Por isso mesmo, Jesus Cristo nos fez uma promessa muito clara e repetida mais de uma vez: “Eu sou o Pão de Vida… Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que eu hei de dar é a minha Carne pela vida do mundo”. (Jo 6, 48.51).
A Igreja canta o antigo hino litúrgico:
“Eis o pão que os Anjos comem
Transformado em pão do homem.
Só os filhos o consomem:
Não seja lançado aos cães.
Vós que a tudo sustentais,
Que aos homens apascentais,
Fazei de nós comensais,
Co-herdeiros imortais
Dos santos concidadãos.”
Orai sem cessar: “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!” (Sl 42 [41]).
(Antônio Carlos Santini).

8 – TRABALHAR PELO PÃO QUE NÃO PERECE É PAUTAR A VIDA NO EXEMPLO DE JESUS!

Muitos querem ter certeza do poder de Jesus, para depois confiar Nele, querem sinais, mas nunca terão, pois a manifestação do amor de Deus através de Jesus, só acontece pelos caminhos da fé. A fé é um dom gratuito de Deus e esse dom, já é um sinal do seu amor por nós! Quem abraça a fé, não caminha sem rumo, não se deixa levar pelos caminhos incertos, pois tem uma meta: chegar ao Pai!
Confiar em Jesus é a nossa maior riqueza, Ele é o sinal por excelência do amor do Pai, ligados a Ele, com certeza, encontraremos meios capazes de transformar qualquer realidade contrária à vida.
Estar ligado a Jesus é aderir ao projeto do Pai, é entrar na dinâmica do Reino ciente dos nossos compromissos.
A plenitude do nosso ser, não vem de cima, nasce de dentro, pois requer de nós uma colaboração pessoal, um amor que podemos traduzir como partilha. A vida partilhada se converge em mais vida para todos, aí está o milagre da partilha!
No evangelho de hoje, vemos que uma multidão estava a procurava de Jesus, não porque visse Nele o Filho de Deus, o mestre que lhes ensinaria o caminho da felicidade, e sim, um líder que fosse resolver todos os seus problemas. O que eles queriam, era beneficiar-se dos poderes de Jesus sem nenhum esforço.
Antes da multiplicação dos pães, esta mesma multidão, buscava Jesus como um libertador, depositando Nele a sua única esperança, depois da partilha do pão, a história tomou outro rumo, aquela mesma multidão passou a buscá-Lo, como um líder milagreiro, atitude que vai ao contrário à proposta de Jesus.
A profundidade do sinal realizado por Jesus na multiplicação dos pães, está em conscientizar o povo de que a solução para suas necessidades estava com eles mesmos, ou seja, eles mesmos poderiam encontrar os meios de resolver aquele problema que era de todos: a fome. E para isto, bastava que eles abrissem o coração ao amor solidário, o amor que leva a partilha. O milagre foi realizado por Jesus, mas o instrumento foi o povo, simbolizado naquele menino que doou o pouco que tinha; 5 pães e dois peixes. O que vem nos afirmar que Jesus não quer agir sozinho, Ele quer agir no mundo, através de nós. O episódio nos fala também da força que podemos ter, quando nós, (povo), nos organizamos dentro do espírito da partilha.
Para a tristeza de Jesus, aquela multidão ficou só no milagre, não foi capaz de entender a profundidade daquele sinal, um sinal, que apontava para uma realidade bem maior do que o próprio milagre: a partilha dos bens da criação, um direito de todos.
“Estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos”.
De libertador, Jesus passa a ser visto como alguém que mata a fome, o que não condiz com o evangelho, pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo com a finalidade de resolver os nossos problemas e nem para realizar milagres. Jesus veio ao mundo para nos ensinar, Ele quer que caminhemos com nossas próprias pernas, o que precisamos buscar Nele, é força e discernimento para a caminhada.
Trabalhar pelo Pão que não perece é pautar a vida no exemplo de Jesus!
Jesus é o pão do céu para a vida de todos, Ele é amor que se doa, acheguemos a Ele, não para nos preencher a nós mesmos, mas para doar e para amar.
Deus se faz pão em Jesus, Ele é o pão descido do céu, agora não é mais preciso pedir deste pão, pois Ele se oferece como nosso alimento na Eucaristia!
Crendo em Jesus, participamos dessa unidade e comunhão de amor.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
(Olívia Coutinho).

9 – JESUS É O ALIMENTO QUE PERMANECE ATÉ A VIDA ETERNA E SÓ ELE PODE SACIAR A NOSSA FOME DE VERDADE E DE JUSTIÇA.

O povo via os sinais que Jesus realizava como o de saciar a fome de cinco mil homens, de saber que Ele andara sobre o mar e tantas outras curas, no entanto, a maioria se apegava somente ao que Jesus podia lhe proporcionar física e materialmente. No entanto, Jesus queria lhes mostrar que tudo o que lhes acontecia era apenas uma consequência do que era operado no interior dos seus corações. A multidão hoje também persegue os sinais de prosperidade, de poder, de ganhar alguma coisa. Quantas vezes nós vemos as pessoas se aproximarem da Igreja nos momentos de provação quando enfrentam alguma enfermidade ou quando precisam de um emprego, quando estão com a situação financeira precária e passam por dificuldades, porém depois que encontram conforto e segurança elas se afastam e voltam à mesma vidinha de antes.
No entanto, desde aquele tempo Jesus já nos advertia: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do homem vos dará!” O alimento que perdura nós só o encontramos quando permanecemos fiéis a Jesus. Jesus é o alimento que permanece até a vida eterna e só Ele pode saciar a nossa fome de verdade e de justiça. A multidão que continua procurando Jesus está no mundo, envolvida com as coisas materiais e passageiras, com felicidades efêmeras, com momentos de euforia e não percebe que para encontrar Jesus nós precisamos apenas nos dirigir a Ele que habita no mais profundo do nosso coração, lá onde está o nosso espírito.
Basta para nós à graça de pararmos em nós mesmos penetrando no nosso eu mais intenso para encontrarmos o autor das obras que nos fazem felizes. Reflita:
– Qual é o alimento que você tem buscado no mundo?
– Em sua opinião este alimento serve para o corpo ou para a alma?
– O homem é corpo, alma e espírito, onde poderemos encontrar um alimento que traga a unidade entre as três partes do nosso ser?
– O que você entende sobre o que Jesus falou em relação ao selo que o Pai marcou em nós?
– Aonde e quando você recebeu esta marca?
Abraço carinhoso.
(Maria Regina).

10 – A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES.

A multiplicação dos pães teve uma grande repercussão. A popularidade crescia com a fama de Jesus e os seus discípulos. Um Deus que supre as necessidades do ser humano, inclusive a fome, é único e verdadeiro. Por essa razão, aonde vai Jesus e seus discípulos a multidão de famintos e necessitados vai atrás. É o que ocorre nesse evangelho refletido junto às comunidades Joaninas, oitenta a noventa anos após a morte-ressurreição de Jesus.
Que olhar de Esperança temos para com Jesus?
A perspectiva de uma Vida Nova que vem pela Salvação que Ele realiza, ou nossa esperança Nele se limita as necessidades desta Vidinha Terrena que um dia vai terminar?
O Evangelista convida suas comunidades a mudar o enfoque, e a reflexão é para todos nós, que muitas vezes somos Cristãos atrelados às coisas da Terra e temos pouca ou nenhuma expectativa para com as coisas do Céu. O próprio Jesus procura orientar seus seguidores e o povão que o procurava nessa circunstância. As pessoas não querem ir direto ao assunto, e em vez de indagarem se ele vai fazer ali um daqueles milagres espetaculares, como a multiplicação do pão, preferem perguntar quando foi que ele chegou ali.
Jesus não faz rodeios e vai direto ao assunto: “Vocês me procuram, não porque viram os milagres, mas porque comeram o pão e ficaram saciados”.
Ver os milagres, no evangelho de João, significa ver o “Sinal” e aderir a Jesus, o que ele tem a oferecer é infinitamente superior a qualquer milagre. Em outras palavras Jesus está dizendo que aquelas pessoas não sabem quem é ele e o que tem a oferecer, pois ficaram parados no milagre da multiplicação dos pães, e acham que isso é suficiente para acreditarem Nele e o seguirem. Não compreendem que o discipulado significa comprometimento com o seu evangelho e com a edificação do Reino Novo que ele inaugurou em meio à humanidade. Isso é bem típico do Cristianismo sem compromisso, religiãozinha que os espertalhões da pós Modernidade inventaram, para atender as necessidades do Homem que vê na Divindade um Posto de Autoatendimento, á serviço do homem, um Cristo do Consumismo, vendido em vitrines de luxo na grande Mídia onde o Céu é aqui mesmo, como sinônimo de riqueza, prosperidade, Felicidade terrena.
E acontece o mesmo que nesse evangelho, um Cristo assim atrai multidões…
(Diácono José da Cruz).

11 – ESFORÇAI-VOS NÃO PELO ALIMENTO QUE SE PERDE, MAS PELO ALIMENTO QUE PERMANECE ATÉ A VIDA ETERNA.

Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna.
Este Evangelho é a introdução ao discurso sobre o pão da vida, que Jesus fez. Preparando o povo para acreditar que ele tinha realmente poder de dar a sua carne como comida e o seu sangue como bebida, Jesus faz o milagre da multiplicação dos pães e depois caminha sobre as águas.
E Jesus reclama do pouco interesse do povo pela Boa Nova, e do demasiado interesse pelo pão material: “Estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
Como sempre acontece com toda multidão, o povo alimentado por Jesus até à saciedade, com cinco pães e dois peixes, queria um deus de uso e consumo, um deus que sirva os nossos interesses e necessidades, um deus comercial que oferece e distribui os seus dons ao capricho do pedido. Este é o deus de muitas religiões criadas por pessoas humanas, que querem encerrar Deus nos limites dos ritos e das leis culturais, procurando servir-se da divindade em vez de a servi-la e adorá-la.
Por isso o povo mereceu essa advertência de Jesus: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
E o povo pergunta: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus? Jesus responde: A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
Os mestres da Lei apresentavam uma série de obras que agradavam a Deus. Jesus resume: agrada a Deus quem acredita nele, o enviado de Deus. Claro, uma fé levada à prática, acompanhada do seguimento de Jesus e da prática do seu Evangelho. A fé não basta para se salvar; mas também não basta o bom comportamento, é preciso a fé do jeito que Jesus ensinou. As boas obras são decorrências da fé. Este é o “alimento que permanece até a vida eterna”.
Quando foi tentado no deserto, Jesus falou: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. E em outro lugar ele disse também: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo”.
Comparando a nossa vida com uma canoa, ela tem dois lemes: de um lado a fé e do outro as obras. Que não nos esqueçamos de nenhum desses dois lemes, para que a nossa canoa possa ir para frente e nos levar à vida eterna.
O “alimento que permanece até a vida eterna” é sintetizado por Jesus na Eucaristia. “Quem come a minha carne tem a vida eterna”.
De fato, o encontro com Jesus transforma a pessoa. Bastam ver Maria Madalena, os discípulos de Emaús, a samaritana, Zaqueu… Na Eucaristia nós nos encontramos com o mesmo Jesus, com a mesma força que ele tinha naquele tempo.
A transformação que a Eucaristia exerce em nós é lenta, mas eficaz; é como o fermento na massa. Ela é bem simbolizada naquele pão e água que o profeta Elias comeu no deserto, e depois teve forças para viajar quarenta dias e quarenta noites (IRs 19,4-8). O profeta estava sendo perseguido por seus inimigos, fugiu para o deserto e lá ficou vários dias sem comer nem beber. Aí ele rezou e Deus o fez dormir. Quando ele acordou, havia ao seu lado um pão e uma jarra de água. Comeu e bebeu e assim teve forças para continuar a sua caminhada. Elias representa a nós cristãos que estamos atravessando o deserto da vida. Como disse Jesus: “Quem come deste pão, jamais terá fome”.
Certa vez, um homem foi internado em um hospital para ser operado das amígdalas. Ele estava triste, preocupado, nervoso e deprimido, devido ao medo da cirurgia.
Ao chegar ao quarto, com a sua mala, viu na cama ao lado outro homem internado. Este percebeu logo o nervosismo do colega e começou a animá-lo dizendo palavras bonitas de alegria e de esperança.
A certa altura, o recém-chegado perguntou a ele: “E você, por que está aqui?” Ele respondeu: “Amanhã serei operado do coração”.
A Eucaristia é um alimento mais forte do que nós que, ao contrário dos outros alimentos, nos transforma nele. Quem comunga sempre é capaz de enfrentar os maiores problemas, sofrimentos e perigos com tranquilidade, como fez Jesus. As nossas tristezas e alegrias são bastante subjetivas; mais do que dos fatos em si, esses sentimentos decorrem da maneira como vemos os fatos.
Maria foi a pessoa humana que mais amou a Jesus. Que ela nos ensine a amá-lo hoje, presente na Eucaristia.
Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna.
(Padre Queiroz).

12 – TRABALHAI (…) MAS PELO ALIMENTO QUE PERMANECE ATÉ À VIDA ETERNA.

Trabalhai (…) mas pelo alimento que permanece até à vida eterna.
Hoje depois da multiplicação dos pães, a multidão põe-se em busca de Jesus e na sua busca chega até Cafarnaum. Ontem como hoje, os seres humanos procuraram o divino.
Não é uma manifestação de esta sede do divino a multiplicação das seitas religiosas, o esoterismo?
Mas algumas pessoas quiseram somente ter o divino a suas próprias necessidades humanas. De fato, a história nos revela que algumas vezes tentou-se usar o divino para fins políticos ou outros. Hoje a multidão deslocou-se para Jesus. Por quê? É a pergunta que faz Jesus afirmando: “Em verdade, em verdade, vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados” (Jo 6,26). Jesus não se engana. Sabe que não foram capazes de ler os sinais do pão multiplicado. Anuncia-lhes que o que sacia o homem é um alimento espiritual que nos permite viver eternamente (cf. Jo 6,27). Deus é o que dá esse alimento, o dá através de seu Filho. Tudo o que faz crescer a fé Nele é um alimento ao que temos que dedicar todas nossas energias.
Então compreendemos porque o Papa nos anima a esforçar-nos para ré evangelizar nosso mundo que frequentemente não acode a Deus pelos bons motivos. Na constituição “Gaudium et Spes” (A Igreja no mundo atual) os Padres do Concílio Vaticano II nos lembra: “só Deus, a quem Ela serve, satisfaz os desejos mais profundos do coração humano, que nunca se sacia plenamente só com alimentos terrestres”.
E nós, por que ainda seguimos Jesus?
O que é o que nos proporciona a Igreja?
Lembremos o que disse o Concílio Vaticano II! Estamos convencidos do bem-estar que nos proporciona este alimento que podemos dar ao mundo?
(Rev. D. Jacques Fortin (Alma (Quebec), canad)).

13 – A OBRA DE DEUS É QUE ACREDITEIS NAQUELE QUE ELE ENVIOU.

Hoje contemplamos os resultados da multiplicação dos pães, resultados que surpreenderam a toda aquela multidão. Eles desceram da montanha, ao dia seguinte, até beira do lago, e ficaram ali vendo Cafarnaum. Ficaram ali porque não havia nenhum barco. De fato, só havia um: aquele que na tarde anterior havia partido sem levar Jesus.
A pergunta é: Onde está Jesus?
Os discípulos partiram sem Jesus, e, sem dúvida, Jesus não está lá.
Onde está então?
Felizmente, as pessoas podem subir nas barcas que vão chegando, e zarpam em busca do Senhor a Cafarnaum.
E, efetivamente, ao chegar do outro lado do lago, o encontram. Ficaram surpreendidos com a sua presença ali, e lhe perguntam: “Rabi, quando chegaste aqui?” (Jo 6,25). A realidade é que as pessoas não sabiam que Jesus havia caminhado em cima das águas milagrosamente e, Jesus não dá respostas diretas às perguntas que lhe fazem.
Que direção e que esforço nos levam a encontrar a Jesus verdadeiramente?
Nos responde o próprio Senhor: “Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois a este, Deus Pai o assinalou com seu selo” (Jo 6,27).
Atrás de tudo isso continua estando a multiplicação dos pães, sinal da generosidade divina. As pessoas insistem e continuam perguntando: “Que devemos fazer para praticar as obras de Deus?” (Jo 6,28). “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou” (Jo 6,29).
Jesus não pede uma multiplicação de obras boas, e sim que cada um tenha fé naquele que Deus Pai enviou. Porque com fé, o homem realiza a obra de Deus. Por isso designou a mesma fé como obra. Em Maria temos o melhor modelo de amor manifestado em obras de fé.
(Rev. D. Josep GASSÓ i Lécera (Corró d’Avall, Barcelona, Espanha)).

14 – JESUS EM CAFARNAUM.

Entende-se a pregação de Jesus não como uma palavra abstrata, simplesmente informativa, mas como experiência da palavra humana, que estabelece um diálogo vital e pessoal com os seus ouvintes. Em sua peregrinação, Jesus e os Apóstolos entram na cidade de Cafarnaum. “Caphar” significa campo, “naum” consolação ou formoso. E, neste campo de consolação, suas palavras causam impacto, deixando muitos “extasiados com o seu ensino, porque lhes ensinava com autoridade e não como os escribas” (v.22). No dizer de S. Jerônimo, “ele ensinava como Senhor, não se apoiando em outra autoridade superior, mas a partir de si mesmo”. Suas palavras soavam no íntimo de seus corações, convocando-os a uma transformação interior. Ele simplesmente dizia: “Não julgueis para não serdes julgados”.
Mas o que impactava era o modo livre de falar, sua liberdade em interpretar a Lei e os profetas. Falava com autoridade (ecsousia). Não se baseava nas opiniões dos rabinos, nem mesmo nas orientações de Moisés ou de algum dos profetas. Reconheciam-no como um legislador divino, falando a partir dele mesmo. Surpreendidos, eles se sentem chamados a buscar um sentido novo de vida, não se prendendo à ambição do querer, nem ao desejo de glórias. Mas, guiados pelo amor inefável de Deus, descobrem-se úteis aos irmãos, aos quais devem servir na generosidade de um coração despretensioso.
A pessoa de Jesus, grandeza de Deus, é reconhecida na história individual de cada um. Sua palavra, por ser verdadeiramente palavra, anuncia uma intervenção pessoal, que leva os ouvintes a encontrar-se com o Deus que “vem do futuro”. Do coração ardente dos discípulos emerge, como resposta, a profissão de fé na encarnação (sárkwsis) de Jesus, como o Messias, e na edificação (théwsis) ou na santificação deles próprios, pois, sendo manifestação de Deus, Jesus veio ao mundo para que o homem se elevasse à plenitude divina e se tornasse partícipe da divindade. Experiência religiosa e mística, presença do homem diante do rosto amoroso de Deus!
Pasmos, os ouvintes contemplam sua autoridade, presente em seus ensinamentos, em seus milagres e, mesmo, na expulsão de demônios. “Disseram-lhe, então: ‘Que faremos, para trabalhar nas obras de Deus?’ Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou” (v.28-29) e estabeleçais com ele uma relação íntima e pessoal.
(Dom Fernando).

19 – A MINHA HUMILDE VISÃO E O MEU SIMPLES ENTENDIMENTO.

1ª Leitura
Nesta passagem de Estêvão junto aos da sinagoga dos Emancipados, nos é apresentado hoje que quando se está com a Palavra de Deus no coração e com as atitudes de Jesus em sua vida, poderão vir àqueles que sem ter como questionar ou debater, irão usar de “fofocas” ou “mentiras” para tentar nos derrubar e nos levar a “julgamento” por coisas que não fizemos e nem dissemos. Distorcem nossas palavras e colocam as pessoas contra nós. É normal que neste momento, tenhamos raiva e vontade de gritar a todos o que é a verdade, mas que possamos como Estêvão, manter a serenidade e mostrar apenas com as feições de nossa face, aquilo que transborda em nosso coração.
Salmo
Que conforme o salmo nos é apresentado hoje, que possamos ter as palavras de Deus, não como um peso ou
uma trava em nossa vida, mas que o caminhar na Boa Nova possa expressar a alegria no Senhor. Que venham as dificuldades (fofocas e mentiras), pois a força e a beleza da graça de Deus em nossas vidas nos alegrem e nos direcione para a vida eterna.
Evangelho
O povo saiu atrás de Jesus por ter visto o milagre dos pães, querendo que ele acabasse com a fome de pão!
Imagina se todos tivessem visto que Ele andou sobre as águas?
As palavras de Cristo hoje nos mostra que, por muitas vezes em nossa vida, estamos apenas no “caminho” para tentar conseguir alguma coisa que possa nos ajudar ou melhorar, e não porque acreditamos em uma fé limpa nas obras de Deus.
Por quantas vezes, tentamos fazer barganhas com Deus para que Ele nos dê alguma coisa que precisamos?
Emprego?
Carro?
Dinheiro?
Tudo isso é muito bem vindo em nossa vida, e nada é negado por Deus, mas precisamos ter em nossos corações, a consciência de que coisas materiais abençoadas em nossas vidas devem ser conseguidas e adquiridas por obras realizadas na fé, na paz, no amor.
Em nossa vida recebemos inúmeros “presentes” de Deus, mas nós só damos importância e relevância ao que conseguimos se for alguma coisa que nós queríamos e ou desejávamos. Aí saímos correndo para agradecer a Deus, nos ajoelhamos e nos prostramos diante d’Ele.
Mas, e quando não conseguimos aquilo que desejamos ou ansiosamente esperamos?
Qual tem sido a nossa atitude?
Será que estamos fazendo aquilo que Cristo nos fala que devemos fazer para realizar a suas obras? “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”!
E quem foi que Deus enviou?
Foi o dinheiro?
O bem material?
Ou será que Ele enviou uma pessoa que nos mostrou o que é ser simples, humilde, amoroso, carinhoso, responsável, fiel, coerente, verdadeiro?
Seguir no caminho de Cristo não é fácil!
Você está preparado para atravessar o “mar” para segui-lo?
(FEGS).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

— 3ª Semana da Páscoa (Cor Branca – Prefácio Pascal).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: A multidão sai à procura de Jesus, depois que havia saciado sua fome com os pães multiplicados por Ele. E o próprio Cristo diz-lhe que o procuram não por causa de sua Palavra, mas por causa da fartura de pão. Será que nosso relacionamento com Cristo é para buscar benefícios pessoais, ou é verdadeiramente um relacionamento de gratuidade e de aceitação de sua pessoa? Perguntemo-nos a nós mesmos!
– 2ª: Jesus nos previne contra a tentação de segui-lo apenas por causa de interesses imediatos. Quem se esforça pelo “alimento de vida eterna”, que vem pela fé, preocupa-se com os que não têm pão na mesa e se motiva partilhar com eles.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Aqueles que discutiam com Estevão não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Ao encontro de Cristo, devemos caminhar todos, mas para ouvir sua Palavra que permanece para sempre. Escutemos o Senhor que agora nos fala.
– 2ª: Na palavra de Deus e no pão eucarístico encontramos forças para solucionar os problemas mais aflitivos da comunidade e superar as adversidades da missão.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.
— O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida por suas ovelhas, e quis morrer pelo rebanho, aleluia!

Antífona da comunhão

Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz; eu vo-la dou, mas não como a dá o mundo, diz o Senhor, aleluia! (Jo 14,27).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, vós que mostrais a luz da verdade aos que erram para que possam voltar ao bom caminho, concedei a todos os que se gloriam da vocação cristã rejeitem o que opõe a este nome e abracem quanto possa honrá-lo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 2ª: — Ouvi, Senhor, a súplica de vosso povo.
1. Senhor, alimentai-nos com vossa palavra e com o pão da vida eterna.
2. Tornai-nos fortes e perseverantes diante dos problemas e dificuldades.
3. Não permitais que conflitos comunitários afastem as pessoas do caminho da fé.
4. Sustentai as autoridades com o pão da justiça e da honestidade.
5. Ajudai-nos a superar o problema da miséria e da fome em nosso país.

Oração sobre as oferendas

Subam até vós, ó Deus, as nossas preces com estas oferendas para o sacrifício, a fim de que, purificados por vossa bondade, correspondamos cada vez melhor aos sacramentos do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Deus eterno e todo-poderoso, que, pela ressurreição de Cristo, nos renovais para a vida eterna, fazei frutificar em nós o sacramento pascal e infundi em nossos corações a fortaleza desse alimento salutar. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.
FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”.
O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.
— Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
— Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
— Portal Editora Santuário;

— Portal Editora Paulinas;

— Portal Editora Paulus;

— Portal e Blog Canção Nova;

— Portal Dom Total;

— Portal Católica Net;

— Portal Católico Orante;

— Portal Edições Loyola Jesuítas;

— Portal de Catequese Católica;

— Portal Evangelho Quotidiano;

— Blog Homilia Dominical;

— Blog Liturgia Diária Comentada;

— Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

— Portal Catequisar: Catequese Católica;

— Portal Universo Católico;

— Portal Paróquia São Jorge Mártir;

— Portal Catedral FM 106,7;

— Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

— Portal Comunidade Resgate;

— Portal Fraternidade O Caminho;

— Portal Católico na Net;

— Portal Evangeli.net;

— Portal Padre Marcelo Rossi;

— Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

— Portal NPD Brasil.

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