Liturgia Diária 16/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 16/ABR/2013 (terça-feira)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 7,51-8,1a)

Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51 “Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52 A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53 Vós recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!” 54 Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55 Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56 E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57 Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58 arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59 Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60 Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isto, morreu. 8,1a Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (Sl 30(31), 3cd-4. 6ab.7b.8a. 17.21ab (R. 6a)).

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— 3c Sede uma rocha protetora para mim, / 3d um abrigo bem seguro que me salve! / 4 Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; / por vossa honra orientai-me e conduzi-me!
— 6a Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, 6b porque vós me salvareis, ó Deus fiel! / 7b Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, / 8a vosso amor me faz saltar de alegria.
— 17 Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! / 21a Na proteção de vossa face os defendeis / 21b bem longe das intrigas dos mortais.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,30-35).

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30 “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obras fazes? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. 32 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34 Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35 Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial … (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos que fazem esta oração na web:
Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim: eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças que sabes serem necessárias para mim.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO … (ler…)

Leio atentamente o texto: Jo 6,30-35, e observo pessoas pedindo a Jesus um sinal.
Jesus conversa com a multidão respondendo ao seu pedido de sinais para que cressem. E Jesus faz uma bela definição de si mesmo a eles e a mim: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim jamais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede”. O grande sinal é a Eucaristia. É ali que Jesus se apresenta como pão e alimento de vida para todos.

… a VERDADE … (refletir e meditar…)

Como sacio minha fome e sede de verdade, de vida, de amor?
Devo reconhecer que muitas vezes vou a poços que não saciam minha sede e me alimento de muitas coisas que não fazem bem à minha saúde espiritual, social, familiar.
Os bispos, em Aparecida nos falaram do alimento da Eucaristia: “A Eucaristia é o lugar privilegiado do encontro do discípulo com Jesus Cristo. Com este Sacramento, Jesus nos atrai para si e nos faz entrar em seu dinamismo em relação a Deus e ao próximo. Há um estreito vínculo entre as três dimensões da vocação cristã: crer, celebrar e viver o mistério de Jesus Cristo, de tal modo, que a existência cristã adquira verdadeiramente uma forma eucarística. Em cada Eucaristia, os cristãos celebram e assumem o mistério pascal, participando n’Ele. Portanto, os fiéis devem viver sua fé na centralidade do mistério pascal de Cristo através da Eucaristia, de maneira que toda sua vida seja cada vez mais vida eucarística. A Eucaristia, fonte inesgotável da vocação cristã é, ao mesmo tempo, fonte inextinguível do impulso missionário. Ali, o Espírito Santo fortalece a identidade do discípulo e desperta nele a decidida vontade de anunciar com audácia aos demais o que tem escutado e vivido.”
(DAp 251).

… e a VIDA … (orar…)

Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo:
rezando como a multidão: “Senhor, dá-nos sempre deste pão, o pão da tua Palavra e o pão da Eucaristia”.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Meu novo olhar é para aquilo que realmente me alimenta para a verdadeira vida!

REFLEXÕES:

1 – CULTIVEMOS A FOME PELO PÃO DO CÉU.

No texto de ontem, João terminava com a resposta de Jesus: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Apesar do milagre da multiplicação dos pães – e de tantos outros sinais – ainda assim o povo O interroga: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. Ante esta atitude, chegamos à conclusão de que mesmo pedindo a Jesus pão do céu, a multidão não desejava mais que pão terreno para esta vida e a fome daqui.
Não será muitas vezes a nossa atitude diante de Jesus?
Quando vamos à Santa Missa, quando rezamos em nosso grupo de oração, em casa, na adoração, no Terço… O que pedimos a Deus por meio de Jesus?
Pão do céu ou terreno?
Quando o Senhor nos chama a fazer qualquer coisa de grande novidade, nasce sempre em nós alguma resistência, desviando a nossa atenção para não assumirmos o risco que isso implica. E então resmungamos, reclamamos e pedimos que Ele dê provas da sua ação na nossa vida: “Que milagre o Senhor vai fazer para a gente ver e crer no Senhor? O que é que o Senhor pode fazer?”
Mas, Jesus não se assusta diante disso, conduz-nos pacientemente a colher e a gostar da beleza e do “pouco” que Ele sempre nos oferece. É como se dissesse: “É verdade que Moisés recebeu grandes dons, mas aquilo que o Pai vos quer dar agora, em Mim, é infinitamente maior. Trata-se do pão que Deus dá. Do pão que desce do céu e dá vida ao mundo”.
Jesus revela em nós o desejo interior de recebermos o seu dom, ainda que não compreendamos o fim e a profundidade do seu conteúdo e das suas implicações. É o que acontece na Eucaristia: se nos aproximamos dela para nosso alimento, não é porque a compreendamos totalmente, mas só porque o Senhor nos fez descobrir que nela Ele nos dá o seu amor.
Ele próprio diz: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede e o pão de Deus é o que desce do céu para dar a vida ao mundo”.
Meu irmão, apesar da nossa vida estar sujeita a tantas fomes e misérias, apesar de muita gente não querer ouvir falar de vida melhor para além desta, eu lhe convido a pedir ao Senhor não o pão deste mundo, mas o que desceu do céu e, sobretudo, a dizer como o salmista: “Em vossas mãos, Senhor, entrego a minha vida” aqui, em troca dessa que o Senhor me oferece.
(Padre Bantu Mendonça).

2 – A IDENTIDADE PROVADA.

Por mais espetaculares que fossem os milagres, sobrava sempre uma ponta de desconfiança a respeito de identidade de Jesus. Exigia-se dele provas mais e mais contundentes de sua condição de Messias, Filho de Deus.
Moisés havia alimentado o povo, na dura caminhada pelo deserto, com o maná vindo do céu, comprovando ser, deveras, enviado de Deus. Para ser aceito, também Jesus teria de realizar um feito de tal magnitude, que não seria possível duvidar ser ele, de fato, o enviado de Deus.
A resposta de Jesus às suspeitas do povo foi sutil. Ele negou ter sido Moisés o autor do milagre no deserto. Quem alimentou o povo faminto foi o Pai. Além disso, o alimento de outrora não era o alimento verdadeiro, como o que Jesus oferecia agora: o pão que desce do céu para trazer vida ao mundo.
A multidão estava diante de um milagre, que era urgente reconhecer: Jesus. Ele é o milagre do Pai, seu dom excelente, prova de sua benevolência para com uma humanidade faminta, que caminha errante pelos desertos do mundo. É a única possibilidade de salvação, para quem não quer desfalecer pelo caminho. É o sinal permanente do amor do Pai, a indicar os rumos da pátria prometida.
Não tem cabimento a multidão exigir milagres de Jesus. Basta o sinal oferecido pelo Pai. Quem o acolhe coloca-se no caminho da salvação.
Oração: Espírito de benevolência, afasta de mim toda desconfiança, e conduza-me a uma fé sólida no Ressuscitado, sinal do amor do Pai para conosco.
(Padre Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

3 – DÁ-NOS SEMPRE DESSE PÃO.

O primeiro sinal do amor foi Jesus ter-nos dado a Sua carne a comer e o Seu sangue a beber: eis uma coisa inaudita que exige de nós admiração e estupefacção.
O que é próprio do amor é dar sempre e sempre receber. Ora o amor de Jesus é, ao mesmo tempo, pródigo e ávido: dá tudo o que tem e o que é; e recebe tudo o que nós temos, tudo o que somos.
Ele tem uma fome imensa. […] Quanto mais o nosso amor O deixa agir, mais O desfrutamos amplamente. Ele tem uma fome imensa, insaciável. Ele bem sabe que somos pobres, mas não tem isso em conta. Faz-Se a Si mesmo pão em nós, fazendo desaparecer no Seu amor, antes de mais, as nossas más inclinações, as nossas faltas e os nossos pecados. Depois, quando nos vê puros, chega ávido de tomar a nossa vida e de transformá-la na Sua, a nossa cheia de pecados, a Sua cheia de graça e de glória, totalmente preparada para nós, bastando para isso que renunciemos a nós próprios (cf. Mt 16,24). […] Todos os que amam compreender-me-ão. Ele faz-nos o dom duma fome e duma sede eternas.
A essa fome e essa sede Ele dá a comer o Seu corpo e o Seu sangue. Quando O recebemos com dedicação interior, o Seu sangue, pleno de calor e de glória, jorra de Deus para as nossas veias. O fogo pega dentro de nós e o gosto espiritual penetra-nos a alma e o corpo, o gosto e o desejo. Ele permite-nos assemelharmo-nos às Suas virtudes; vive em nós e nós Nele.
(Beato Jan van Ruysbroeck (1293-1381), cónego regular).

4 – REFLEXÃO.

Quem vai até Jesus não terá mais fome e quem crer nele não terá mais sede. Jesus coloca à nossa disposição não os bens transitórios desse mundo, mas os verdadeiros bens, aqueles que são perenes, que são eternos. Por isso, é muito importante que as pessoas conheçam Jesus. Somente a partir do conhecimento da sua pessoa e do seu reconhecimento como Filho de Deus é que as pessoas poderão desfrutar dos dons do alto que o Pai nos concede por meio de Jesus e podem ter a verdadeira vida, pois ele é o Pão da Vida, o Pão da verdadeira saciedade, que sempre se dá a todos nós em alimento para a vida eterna.
(CNBB).

5 – JESUS O PÃO DE DEUS.

Os anônimos judeus perguntam pelos sinais que poderiam levá-los a crer que Jesus é o enviado do Pai. Esses sinais seriam uma obra espetacular que não deixasse dúvidas acerca da identidade de Jesus. Mas isso contradiria a própria natureza do sinal. A insistência dele sobre o maná dado durante a travessia pelo deserto permitirá a Jesus avançar sua reflexão sobre o pão verdadeiro. Em primeiro lugar, Jesus parece desfazer um equívoco. O maná não era do céu, mas foi dado por Deus (cf. Ex 16,8), e não por Moisés. Mas o maná recolhido toda manhã, à exceção do sábado (cf. Ex 16,26-29), durava poucas horas. É prometido um pão do céu, dado por Deus. Desse pão verdadeiro, o maná era somente tênue figura. Jesus é o pão descido do céu, que sustenta quem nele crê e é capaz de dar vida ao mundo. Jesus é o pão de Deus.
(Carlos Alberto Contieri, sj).

6 – QUEM CRÊ EM MIM JAMAIS TERÁ SEDE… (Jo 6, 30-35).

Jesus está diante de um grupo de ouvintes incrédulos. Na verdade, judeus muito “mal acostumados” por uma longa história de intervenções divinas em favor do Povo Escolhido: a travessia do Mar Vermelho, 40 anos de maná caindo do céu, muralhas de Jericó derrubadas a golpes de… trombetas!
É este povo mimado que pede sinais. Exige milagres. “Que milagre então fazes Tu, para nós vermos e acreditarmos em Ti?” E chegam ao extremo de dar um exemplo, a título de comparação: “Nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu”.
Jesus se recusa a fazer o jogo deles. E se apresenta como o verdadeiro Pão, o alimento substancial, este, sim, enviado pelo Pai. E fecha seu discurso com uma promessa que deveria fazer nosso coração pulsar mais forte: “Quem vem a mim nunca terá fome. Quem crê em mim jamais terá sede!” (Jo 6,35).
Em nossos dias, o rádio e a TV anunciam “milagres” todos os dias: curas físicas e expulsão de demônios. A maior ou menor cota de “milagres” é anunciada como critério de valorização das seitas e Igrejas. Muitos fiéis fazem de sua relação com Deus uma permanente peregrinação em busca de milagres e sinais.
Mas Jesus Cristo negou-se a “negociar” desta maneira. Disse que só daria um sinal àquela geração: o “sinal do profeta Jonas”. Assim como Jonas ficara três dias no ventre do peixe e voltara à vida, assim Jesus anuncia que após três dias no ventre da terra (o sepulcro) voltaria à luz do sol. A Ressurreição de Cristo é o verdadeiro sinal de sua divindade.
Na Itália, há poucos anos, uma jovem chamada Chiara Luce, ligada aos Movimentos dos Focolares, foi tomada por um câncer incurável. Antes de morrer aos 18 anos, sofrendo com os efeitos de uma terapia agressiva, ela foi sempre alegre, feliz e bondosa. E declarou que não pretendia “usar Deus” em seu proveito próprio. Rezava pelos outros, oferecia-se pelos sofrimentos do mundo. E Jesus saciava sua sede de amor. Ela não pedia sinais… Chiara preferiu ser um sinal!
Minha “religião” manifesta minha sede de Deus?
Minha vida é dedicada ao projeto de salvação que Jesus nos oferece?
Ou tento usar Deus para “quebrar meus galhos”?
Orai sem cessar: “Pai, não se faça a minha vontade, mas a tua!” (Lc 22,42).
(Antônio Carlos Santini).

7 – QUEM VEM A MIM, NÃO TERÁ MAIS FOME.

Às vezes, somos caminhantes que caminham sem destino, que está sempre em busca de algo que nos satisfaça de imediato, que nos preencha interiormente!
Sem ter metas, corremos o risco de nos enveredar por caminhos tortuosos e no vai e vem destes caminhos incertos, perdemos tempo, não chegamos a lugar nenhum.
Podemos até arriscar uma caminhada mais longa, ter a sensação de que encontramos o rumo certo, mas quando deparamos diante de certas pontes, surge o medo, vacilamos em fazer ou não a travessia, não nos damos conta de que as pontes, não são definitivas em nossa vida, são apenas passagens para o outro lado!
Quase sempre, por medo de arriscar uma travessia, preferimos ficar às margens, com isso, perdemos a oportunidade de experimentar algo novo, algo que pode estar tão próximo de nós!
Sem retirar as vendas dos nossos olhos, sem atravessar as “pontes” que encontramos pelas estradas da vida, não iremos perceber que o que na verdade nos falta, está ao nosso alcance: se trata do alimento imprescindível para o nosso sustento: O Pão que vem do céu: Jesus!
Jesus é o único alimento que nos sustenta, Ele deve ser a nossa única meta, o caminho que nos leva a felicidade plena!
Muitos querem ter certeza do poder de Jesus, para depois confiar Nele, querem sinais, mas nunca terão, pois a manifestação do amor de Deus, através de Jesus, só acontece pelos caminhos da fé! Quem abraça a fé, não caminha sem rumo, não se deixa levar pelos caminhos incertos, pois carrega no peito a certeza de que só existe um caminho seguro e este caminho é Jesus!
O pão que Jesus nos dá, é o Pão do céu, Pão que nos transforma em templo sagrado, onde Ele quer fazer morada para agir no mundo através de nós!
Nas celebrações eucarísticas, nós participamos do Banquete onde nos é servido este alimento que verdadeiramente nos sustenta, que nos fortalece para exercermos bem a nossa missão!
Confiar no Cristo é viver o amor em plenitude! Jesus é o sinal por excelência do amor do Pai, Ele é o Pão de Deus que desce do céu e dá vida ao mundo!
Quem busca a verdade que é Jesus, encontra vida e se torna presença viva de Deus, na vida do outro!
Tudo de bom que chega até a nós, não nos vem de mãos humanas e sim, de Deus, via coração humano!
Preocupamos muito com o nosso pão material, queremos ter sempre a garantia de que ele nunca irá nos faltar, mas ás vezes deixamos de buscar o principal, o Pão que não perece, o Pão descido do céu!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
(Olívia Coutinho).

8 – JESUS É O PÃO QUE DESCEU DO CÉU, O PÃO QUE FOI PROVIDENCIADO PELO PAI PARA NOS DAR A VIDA ETERNA!

A multidão pedia a Jesus um sinal como o que ocorrera no tempo em que Moisés conduzia o povo de Israel no deserto, quando caiu do céu o “maná”, como alimento. O povo atribuía a Moisés o milagre que acontecera, no entanto, como disse Jesus, o verdadeiro pão nos é dado pelo próprio Pai. “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”! Precisamos nos colocar numa perspectiva espiritual para entendermos as palavras de Jesus. Ele fala ao nosso coração e não à nossa mente ou ao nosso entendimento humano. O verdadeiro pão que alimenta a nossa alma e mata a nossa fome vem do céu e nos é dado pelo próprio Pai. Jesus é o pão que desceu do céu, o pão que foi providenciado pelo Pai para nos dar a vida eterna.
O pão da vida é Jesus a quem nós experimentamos na Palavra e na Eucaristia que hoje nos alimenta e sustenta a nossa caminhada espiritual. Muitas vezes, nós também como aquela multidão pedimos a Jesus um sinal que nos faça ter o entendimento do céu e desejamos ter comunhão com o Pai. Contudo, a Palavra e a Eucaristia são o grande sinal do céu para nós. Na verdade, nós somos muito felizes, pois temos acesso ao verdadeiro Pão que vem do céu saciar a nossa fome e a nossa sede de Deus. Comungando o Corpo e o Sangue de Jesus e meditando com a Sua Palavra nós estamos entrando em comunhão plena com o próprio Deus e nos fortalecendo com a seiva do Seu Amor.
Reflita:
– Você entende agora qual é o alimento que nos dá a vida eterna?
– O que você tem feito para provar deste Pão?
– Você tem se abastecido da Palavra do Senhor todos os dias?
– Com que frequência você tem alimentado a sua alma?
– Você sente a necessidade de se alimentar com o Corpo e o Sangue de Jesus?
Amém!
(Maria Regina).

9 – EU SOU O PÃO DA VIDA.

Somos caminhantes, muitas vezes sem destino, esperando encontrar algo que nos satisfaça interiormente! Às vezes, nos enveredamos por caminhos incertos, que quase sempre não nos leva a lugar nenhum. Outras vezes, até arriscamos uma caminhada mais longa, mas quando deparamos diante de uma ponte, surge o medo, vacilamos em fazer ou não, a travessia!
Esquecemos que estas pontes, que encontramos pelas estradas da vida, nunca são definitivas, são apenas passagens para o outro lado da vida! Quase sempre, preferimos ficar às margens e com isso, perdemos a oportunidade de experimentar algo novo!
Quantos de nós, espera muito da vida, sem construir algo edificante, caindo no vazio existencial!
Sem retirar a vendas dos nossos olhos, sem atravessarmos certas “pontes”, não iremos perceber que, o que na verdade nos falta, se encontra tão perto de nós, ao nosso alcance, é o alimento imprescindível para o nosso sustento: o Pão que vem do céu: Jesus!
Jesus, é o único alimento que nos sustenta, que nos abre à verdade do reino, que nos transforma e nos transporta a eternidade! E para sentirmos plenamente saciados, precisamos deixar que suas palavras entrem no nosso coração, não para ficarem guardadas, mas para se transformarem em vida!
Muitos querem ter certeza do poder de Jesus, para depois confiar Nele! Querem sinais, mas nunca terão, pois a manifestação do amor de Deus, através de Jesus, só acontece pelos caminhos da fé!
A fé é um dom gratuito de Deus e esse dom, já é um sinal do seu amor por nós!
Quem abraça a fé, não caminha sozinho, não se deixa levar pelos caminhos incertos, pois carrega no peito a certeza de que só existe um caminho seguro: Jesus!
O pão que Jesus nos dá, é o Pão do céu, Pão que nos transforma em templo sagrado, onde Ele faz sua morada, para agir no mundo através de nós!
Muitos atribuem tudo que recebe de bom, como vindos de mãos humanas, não percebem que a providencia divina, se faz através do coração humano!
Quem busca a verdade que é Jesus, encontra vida e se torna vida para o outro!
Preocupamos muito com o nosso pão material, queremos ter sempre a garantia de que ele nunca irá nos faltar, e às vezes, deixamos de buscar o principal, o Pão que não perece, o Pão descido do céu!
Nas celebrações eucarísticas, nós buscamos este alimento que nos sustenta que nos fortalece para a missão, missão que começa, assim que saímos da igreja alimentados por Este Pão que nos dá vida!
Confiar no Cristo é a nossa maior riqueza, pois Ele é o sinal por excelência do amor do Pai! Isso nos diz claramente: O Pão de Deus é Aquele que desce do céu e dá vida ao mundo!
Movidos pela fé, podemos pedir-lhe sempre: “Senhor, dá-nos sempre deste Pão”!
(Olívia Coutinho).

10 – JESUS, O PÃO DA VIDA.

JESUS SE FEZ ALIMENTO
Jesus nos aconselha a não buscar somente o alimento para o corpo, mas sim, e principalmente, o alimento para a alma. “Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas de que ele tem autoridade.”
“Eu sou o pão da vida”. Jesus fez várias afirmações como esta para que creiamos Nele: Eu sou: a luz do mundo, a porta, o bom pastor, a ressurreição e a vida, o caminho, a verdade e a vida, a videira verdadeira. É uma linguagem simbólica, mas que revela a sua verdadeira pessoa, usando imagens tradicionais de Israel. A frase “Eu sou” coloca Jesus como objeto do crer. E acreditar em Jesus significa adesão a ele, e não apenas assimilação de uma doutrina. Eu posso saber na ponta da língua toda a mensagem deixada por Jesus Cristo, e posso até ensiná-la a outras pessoas. Mas se eu não a por em prática, eu serei candidato ao fogo do inferno. Foi o próprio Jesus quem o disse mais ou menos assim: “Afastai-vos de mim ide para o fogo eterno pois não vos conheço…”
E nós podemos estar nesta situação lamentável! E vamos responder: Mas nós evangelizamos, até expulsamos demônios em teu nome… não vos conheço vós que pratiqueis a iniquidade…
Gente, a coisa é séria. Às vezes sinto-me tão seguro de mim mesmo, que até me esqueço desta afirmação de Cristo. Porque, ser cristão dentro da igreja é fácil. Difícil é ser cristão no emprego, na rua, ou até mesmo em casa ou em qualquer lugar principalmente quando somos injustiçados. A gente se esquece de sorrir como Jesus sorriu, e partimos para cima do injusto com toda razão, e nossa desculpa é que estamos combatendo uma injustiça, em vez de combater o irmão injusto.
Jesus é o pão da vida, que quantas vezes já comemos indignamente. Ou o pior, muito indignamente. “Se tiveres levando uma oferta e te lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti deixa tua oferenda no lugar e vai reconciliar-te primeiro com o teu irmão…” Que dureza! Aqui Cristo jogou pesado! Veja que Ele não disse: Se você tem alguma mágoa do teu irmão, mais sim se o teu irmão tem algo contra ti. Isso por que se o meu irmão está zangado comigo, alguma coisa injusta eu devo ter feito contra ele. Então eu sou culpado, e culpado não pode comer o pão da vida.
Oração para antes da comunhão: Senhor meu Jesus Cristo que por sua bondade quis se dar em alimento para nós, eu nunca estarei digno de vos receber em comunhão, mas confiante na vossa bondade e misericórdia infinita vou me aproximar do altar para vos receber. Jesus, que a hóstia consagrada que vou receber, vosso corpo e vosso sangue, não se torne para mim causa de juízo e condenação, mas sim, que ele seja alimento para minha alma e meu corpo.
(José Salviano).

11 – NÃO FOI MOISÉS, MAS MEU PAI É QUE VOS DÁ O VERDADEIRO PÃO DO CÉU.

O Evangelho de hoje tem duas partes. 1ª) Referência ao maná. 2ª) Jesus se revela como o pão do céu.
A história do maná é contada no Livro do Êxodo. O povo hebreu estava atravessando o deserto e começou a passar fome, pois na região não havia alimentos. Então Deus lhes mandou o maná. Veja o texto: “Pela manhã, havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento. Quando a camada de orvalho se evaporou, apareceram pequenos flocos, como cristais de gelo, que eram muito gostosos de comer. Então Moisés ordenou: ‘Cada um recolha apenas quatro litros e meio por pessoa, que é o suficiente para um dia’. Os filhos de Israel assim fizeram. Uns recolhiam mais, outros menos. Quando mediam as quantias, não sobrava para quem havia recolhido mais, nem faltava para quem havia recolhido menos. Moisés então lhes disse: ‘Ninguém guarde para o dia seguinte’. Alguns não deram ouvidos e guardaram. Resultado: No dia seguinte o maná amanheceu com vermes e apodreceu. Ficou com um mau cheiro tão forte, que ninguém conseguia ficar dentro da tenda” (Ex 16,13-21).
Por isso que no Pai Nosso rezamos: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Não amanhã, mas apenas hoje. Amanhã será outro dia e Deus providenciará.
Na Igreja Primitiva, alguns cristãos levavam ao pé da letra esta questão. No fim do dia, as famílias limpavam a dispensa, distribuindo para os pobres tudo o que sobrou do dia. E, de fato, pelo que se sabe, nenhum deles passou fome por isso.
“Eu sou o pão da vida.” É a Eucaristia que sustenta a vida cristã, assim como o alimento sustenta a nossa vida material. Sem a Eucaristia nós vamos ficando cada vez mais subnutridos na fé e nas boas obras e não conseguimos vencer as tentações. A pessoa fica como ovelha sem pastor, planta sem água, ou galho separado do tronco e acaba se afogando num copo d’água. Por outro lado, quem recebe a Eucaristia produz frutos como árvore à beira d’água; ama como Jesus amou, pensa como Jesus pensou e vive como Jesus viveu.
O alimento que comemos se transforma em nós. Na Eucaristia acontece o contrário; ela é mais forte do que nós, por isso nós é que nos transformamos nela. De tal modo que um dia poderemos dizer com S. Paulo: “Não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.
Nós cristãos, que vivemos neste mundo tão complicado, precisamos da Eucaristia para seguir os mandamentos de Deus.
O pelicano é uma ave aquática, de pescoço longo, que chega a medir três metros. Dizem que a mãe é tão zelosa pelos filhotes que, não havendo com que alimentá-los, lhes dá de seu próprio sangue. Por isso, o pelicano é um símbolo de Jesus eucarístico que, para a nossa felicidade e saúde espiritual, nos serve o seu próprio corpo e sangue.
Na hora da Consagração, o padre fala: “Eis o mistério da fé”. A Eucaristia é um mistério de fé porque não vemos nenhum sinal externo de Jesus, nem no pão nem no vinho consagrados. Apesar disso, nós cremos, como diz o canto “Deus de amor nós te adoramos”: “No Calvário se escondia tua divindade, mas aqui também se esconde tua humanidade; creio em ambas e peço, como o bom ladrão, no teu Reino, eternamente, tua salvação”.
Certa vez, um homem ia viajar, para ficar fora de casa durante uns dois meses. Ele tinha uma estátua de estimação e não quis deixá-la em casa, porque a sua casa não era muito segura. Pediu então para um amigo guardá-la em sua casa.
Aconteceu que um dia o amigo se descuidou, a estátua caiu e se quebrou! E agora? Ele procurou na redondeza um restaurador de estátuas e não encontrou.
Então decidiu ele mesmo restaurar a estátua. Comprou as ferramentas e o material necessário e restaurou o objeto de arte. Ficou uma beleza. Quem a conhecia antes não conseguia descobrir onde foi quebrada.
Os vizinhos começaram então a levar estátuas quebradas e objetos de arte para que ele os restaurasse. As pessoas gostavam tanto do serviço daquele homem, que ele montou um atelier especializado em restaurações de estátuas e obras de arte.
Esse homem era um artista e não sabia. Precisou de um acidente para que ele descobrisse o seu talento. Jesus nos restaurou, e o fez com tanto amor que quis ficar entre nós para dar constante manutenção, e assim não quebrarmos mais a imagem de Deus que somos.
Peçamos a Maria Santíssima que nos ajude, não só a receber a Eucaristia, mas a ser Eucaristia para o mundo, a exemplo de Jesus.
Não foi Moisés, mas meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu.
(Padre Queiroz).

12 – JESUS, O PÃO VERDADEIRO.

Nesse Evangelho, a multidão faz um grande esforço para buscar Jesus e seus discípulos, pegam os barcos disponíveis por ali e fazem a travessia até chegar a Cafarnaum, onde ele estava na outra margem do lago. Como hoje há também uma multidão que se esforça, dentro de suas igrejas, a buscarem Jesus.
A pergunta é o que essas pessoas buscam?
O que elas veem em Jesus Cristo?
As respostas variam muito, há os que buscam a cura de uma enfermidade, outros buscam a prosperidade em troca de um dízimo altíssimo, outros até buscam os sacramentos, mas sem compreender nada sobre eles, não é errado buscar coisas materiais ou pedi-las a Deus, por intercessão de Jesus Cristo, o problema, é quando nada mais enxergamos nele, além disso, cura física, patrimônio, ganhos financeiros um bom emprego com um ótimo salário, a libertação de toda e qualquer angústia que nos traga algum sofrimento físico ou moral.
Entretanto, sabemos muito bem que tudo isso, um belo dia vai ficar para trás: nosso corpo saudável, nossos bens materiais, nossa carreira profissional, tudo isso são coisas perecíveis, mas que, no entanto, muitas vezes estão no centro de nossas atenções, e a vida vai girando sempre em torno daquilo que podemos ter de bom, em todos os aspectos, e a religião entra como a grande aliada do homem, pois se me submeto a uma religião, Deus me recompensa dando-me tudo aquilo que preciso, para viver bem. É exatamente com essa intenção que nos dias de hoje, uma grande multidão lota alguns templos nas grandes metrópoles.
Mas esta reflexão é válida para todos nós cristãos, porque parece que não sabemos bem o que queremos, e nos contentamos apenas com a casca da fruta, colocamos nossa atenção na embalagem do produto, em resumo, nos contentamos com tão pouco, quando Jesus nos oferece um tesouro inestimável, algo novo, inédito e valiosíssimo, mas a multidão não quer arriscar deixar de lado a religião de Moisés, a cuja tradição estavam ligados, “O que faremos para praticar as obras de Deus?” Para eles Moisés era até agora a maior referência, porque garantiu alimento para o povo no deserto, e bastava cumprir a lei que já estava no caminho certo. Não precisava pensar e nem comprometer-se com nada, bastava não fazer nada de errado, e pronto, o resto era com Deus! “Que milagres fazes, para que vejamos e creiamos em ti, que obras realizas?” Em outras palavras, o que vamos ganhar se te seguirmos.
Hoje em dia, com o fenômeno religioso que se apresenta como uma resposta diante dos inúmeros problemas existenciais, a religião mais procurada é aquela que oferece maiores vantagens, não exige muito sacrifício nem comprometimento, é quase que o princípio do melhor custo benefício, investir bem pouco e ganhar muito. Muitas vezes, pensando desse modo acabamos pecando, quando valorizamos mais a quantidade do que a qualidade, vendo nisso um indicativo de crescimento em nossas comunidades.
Crer naquele que o Pai enviou, não significa deixar tudo por conta de Jesus, antes, é tê-lo como nossa referência única e autêntica, despojando-nos do Velho Homem e renovando os sentimentos de nossa alma, revestindo-nos do homem novo, criado a imagem e semelhança de Deus, em verdadeira justiça e santidade. Não é importante o TER mas o SER, é isso que Jesus nos oferece, um novo ser, totalmente livre para tomar decisões e fazer escolhas na vida, a partir de Jesus Cristo, aquele que nos renovou por completo com sua obra redentora.
(Diácono José da Cruz).

13 – É MEU PAI QUEM VOS DÁ O VERDADEIRO PÃO DO CÉU.

Hoje, nas palavras de Jesus podemos constatar a contraposição e a complementaridade entre o Antigo e o Novo Testamento: o Antigo é a figura do Novo e, no Novo as promessas feitas por Deus aos pais no Antigo chegam a sua plenitude. Assim, o maná que os israelitas comeram no deserto não era o autêntico pão do céu, e sim a figura do verdadeiro pão que Deus, nosso Pai, nos deu na pessoa de Jesus Cristo, a quem enviou como Salvador do mundo. Moisés solicitou a Deus, a favor dos israelitas, um alimento material; Jesus Cristo, em troca, se dá a si mesmo como alimento divino que outorga a vida.
“Eles perguntaram: “Que sinais realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Que obra realizas?” (Jo 6,30), exigem incrédulos e impertinentes os judeus. Pareceu-lhes pouco o sinal da multiplicação dos pães e dos peixes feita por Jesus no dia anterior? Por que ontem queriam proclamar rei a Jesus e hoje já não acreditam nele? Que inconstante é frequentemente o coração humano! Diz são Bernardo de Claraval: “Os incrédulos andam em volta, porque naturalmente, querem satisfazer o apetite, e desprezar o modo de conseguir o fim”. Assim sucedia com os judeus: submergidos em uma visão materialista, pretendiam que alguém lhes alimentasse e solucionasse seus problemas, mas não queriam acreditar; isso era tudo o que lhes interessava de Jesus. Não é esta a perspectiva de quem deseja uma religião cômoda, feita sob medida e sem compromisso?
“Senhor, dá-nos sempre desse pão”! (Jo 6,34): que estas palavras, pronunciadas pelos judeus desde seu modo materialista de ver a realidade, sejam ditas por mim com a sinceridade que me proporciona a fé; que expressem realmente um desejo de alimentar-me com Jesus Cristo e de viver unidos a Ele para sempre.
(Rev. D. Joaquim MESEGUER García (Sant Quirze del Vallès, Barcelona, Espanha)).

14 – DEU-LHES PÃO DO CÉU A COMER.

Parece-nos descabida a pergunta feita a Jesus: “Que sinal realizas, para que vejamos e creiamos em ti? Que obras fazes?” Pois ele acabara de realizar o milagre da multiplicação dos pães. Aliás, não são poucos os que desejam testá-lo e mesmo confundi-lo. Seus adversários são numerosos. Há os que julgam conhecê-lo bem e melhor e, por isso, pedem um sinal “proveniente do céu”, habilitando-o como enviado do Pai. Embora sua resposta não corresponda exatamente ao que eles querem, Jesus remete-os, justamente, ao “alto”.
Reporta-se, primeiramente, ao maná, concedido ao povo, no deserto, a caminho da Terra Prometida. Indica o aspecto profético do maná: dom do Pai, que prenunciava sua vinda e preparava os corações para o que ele intencionava revelar, o verdadeiro maná, o pão descido do céu. Este é, por sua natureza, imperecível e, por seu efeito, fonte de vida eterna. Ao invés, aquele maná era como o orvalho caído das nuvens, perecível e destinado a alimentar tão só o corpo físico e mortal. No entanto, o pão descido do céu é o seu corpo, dado como alimento espiritual a todos os que o recebem com fé e amor. Por isso, num sentido único e pessoal, Jesus afirma: “É meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu; porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo”.
Se até aquele instante eram, principalmente, seus inimigos que perguntavam e manifestavam dúvidas a respeito de suas palavras, agora são os Apóstolos que interveem. Sentindo seus corações arderem, eles exclamam: “Dá-nos sempre deste pão!” A resposta de Jesus é imediata: “Eu sou o pão da vida”. Ele é a vida divina, que veio até nós e penetra os corações, trazendo alento e esperança aos que o recebem. O maná, instituído por Jesus, é a Eucaristia, o alimento de ressurreição ou, no dizer de S. Inácio de Antioquia, “fermento de imortalidade”. Ela proporciona a força sobrenatural necessária à vida humana em suas labutas e transmite a fé-confiança tão desejada pelos hebreus no deserto.
Sem ela como percorrer o caminho de nossa travessia terrena? Escreve S. Ambrósio: “Aproximai-vos de Jesus e saciai-vos; aproximai-vos dele e bebei, porque ele é fonte; acercai-vos dele e sede iluminados, porque ele é luz; acercai-vos dele e sede livres, porque onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”. Assim como o maná alimentou o povo no deserto, a eucaristia, “pão unido à divindade”, sustenta-nos e nos fortalece no caminho à Terra Prometida do Céu.
Jesus, em seu corpo histórico e ressuscitado, é o “pão vivo”, vivificante, porque nele a vida divina penetra o universo e nos eleva à plenitude do amor de Deus. Graças à Eucaristia, nele nós nos transfiguramos, “tornando-nos, no dizer de S. Agostinho, o que recebemos”. Ou, no dizer de S. Gregório de Nissa, “o pão divinizado não só é assimilado por nós, mas ele nos assimila a si mesmo”. Em suma, desde já, nossa finitude “participa do modo de ser que não conhece jamais a corrupção” (S. Gregório de Nissa).
(Bispo Dom Fernando).

19 – A MINHA HUMILDE VISÃO E O MEU SIMPLES ENTENDIMENTO.

1ª Leitura… / Salmo… / Evangelho… (FEGS).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

— 3ª Semana da Páscoa (Cor Branca – Prefácio Pascal).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: O amor de Deus por nós é sempre dom gratuito. Exigimos sinais e Ele nos dá seu Filho, Pão vivo descido do céu. Não há transformação alguma se não aceitamos a Pessoa de Jesus e seu ensinamento. Compromisso com Ele é compromisso com a vida, pois Jesus veio de Deus para nos ofertar em definitivo a vida para toda a humanidade. Será que ainda precisamos de outro sinal? Essa é nossa Páscoa.
– 2ª: Jesus exige dos seus seguidores não apenas a superação da fome e da miséria, mas também a crença de que o alimento da vida por ele oferecido é capaz de suprir as necessidades mais profundas da humanidade.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Estevão depositou sua vida no Senhor: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”, foram suas últimas palavras. O Cristo é o sinal por excelência de nossa salvação. E nossa fé não é numa doutrina ou filosofia, mas na própria Pessoa de Jesus. Por isso, não é preciso exigir qualquer outro sinal. Escutemos.
– 2ª: Jesus se apresenta a nós como pão da vida. Sustentados por ele, seremos corajosos para anunciar o projeto de Deus e enfrentar com fé as oposições a esse projeto.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Eu sou o pão da vida, quem vem a mim não terá fome; assim nos fala o Senhor. (Jo 6,35ab).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

Louvai o nosso Deus, todos vós que o temeis, pequenos e grandes; pois manifestou-se a salvação, a vitória e o poder do seu Cristo, aleluia! (Ap 19,5;12,10).

Antífona da comunhão

Se morremos em Cristo, cremos que também viveremos com Cristo, aleluia! (Rm 6,8).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que abris as portas do reino dos céus aos que renasceram pela água e pelo Espírito Santo, aumentai em vossos filhos e filhas a graça que lhes destes para que, purificados de todo pecado, obtenham os bens que prometestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 2ª: — Senhor, escutai nossa prece.
1. Alimentai, Senhor, vossa Igreja, para que se mantenha firme no projeto de Jesus.
2. Dai força e coragem ao papa emérito Bento XVI, que completa mais um ano de vida.
3. Chamai pessoas dispostas a colaborar nos serviços pastorais da comunidade.
4. Iluminai-nos, para que saibamos reconhecer-vos nos pequenos gestos de solidariedade.
5. Ajudai-nos a pôr em prática tudo que aprendemos da Campanha da Fraternidade.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em festa. Vós que sois a causa de tão grande júbilo, concedei-lhe também a eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, olhai com bondade o vosso povo e concedei aos que renovastes pelos vossos sacramentos a graça de chegar um dia à glória da ressurreição da carne. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.
FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”.
O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.
— Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
— Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

— Portal Editora Santuário;

— Portal Editora Paulinas;

— Portal Editora Paulus;

— Portal e Blog Canção Nova;

— Portal Dom Total;

— Portal Católica Net;

— Portal Católico Orante;

— Portal Edições Loyola Jesuítas;

— Portal de Catequese Católica;

— Portal Evangelho Quotidiano;

— Blog Homilia Dominical;

— Blog Liturgia Diária Comentada;

— Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

— Portal Catequisar: Catequese Católica;

— Portal Universo Católico;

— Portal Paróquia São Jorge Mártir;

— Portal Catedral FM 106,7;

— Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

— Portal Comunidade Resgate;

— Portal Fraternidade O Caminho;

— Portal Católico na Net;

— Portal Evangeli.net;

— Portal Padre Marcelo Rossi;

— Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

— Portal NPD Brasil.

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