Liturgia Diária 17/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 17/ABR/2013 (quarta-feira)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 8,1b-8)

1b Naquele dia, começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2 Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3 Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4 Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda a parte, pregando a Palavra. 5 Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6 As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7 De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8 Era grande a alegria naquela cidade.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (Sl 65(66), 1-3a. 4-5. 6-7a (R.1)).

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.
— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.
— 1 Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / 2 cantai salmos a seu nome glorioso, / dai a Deus a mais sublime louvação! / 3a Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras”!
— 4 Toda a terra vos adore com respeito /proclame o louvor de vosso nome!” / 5 Vinde ver todas as obras do Senhor: / seus prodígios estupendos entre os homens”!
— 6 O mar ele mudou em terra firme, / e passaram pelo rio a pé enxuto. / Exultemos de alegria no Senhor! / 7a Ele domina para sempre com poder!

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,35-40).

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35 “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36 Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37 Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38 Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40 Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial … (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, colocando-me, com todos os que se encontram na web, na presença de Deus e invocando o Espírito Santo: Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me. Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO … (ler…)

Leia atentamente o texto: Jo 6,35-40, e identifico melhor quem é Jesus.
Jesus respondeu: Jesus se define “pão” da vida para aquele que nele crê. E revela também a vontade do Pai: que ninguém se perca.

… a VERDADE … (refletir e meditar…)

Jesus é para mim pão da vida.
Os bispos, em Aparecida, afirmaram: “Damos graças a Deus que nos deu o dom da palavra, com a qual podemos comunicar-nos com Ele por meio de seu Filho, que é sua Palavra (cf. Jo 1,1), e entre nós. Damos graças a Ele que por seu grande amor fala a nós como a amigos (cf. Jo 15,14-15). Bendizemos a Deus que se nos dá na celebração da fé, especialmente na Eucaristia, pão de vida eterna. A ação de graças a Deus pelos numerosos e admiráveis dons que nos outorgou culmina com a celebração central da Igreja, que é a Eucaristia, alimento substancial dos discípulos e missionários.” (DAp 25).
E eu, tenho a missão de oferecer este pão da vida a todas as pessoas que for encontrando no dia de hoje. Ofereço Jesus, o pão da vida, através de um gesto de solidariedade, através de uma palavra de da Palavra, oferecendo um bom livro de presente. Posso enviar esta reflexão a pessoas que tenho em minha lista de endereços. Posso fazer assim, como fez Jesus, a multiplicação dos pães.

… e a VIDA … (orar…)

Rezo a canção:
DAQUI O MEU LUGAR
Daqui do meu lugar, / eu olho teu altar, e fico a imaginar aquele pão / aquela refeição.
Partiste aquele pão / e o deste aos teus irmãos, / criaste a religião do pão do céu do pão que vem do céu.
Somos a igreja do pão, / do pão repartido e do abraço e da paz. (2x).
Daqui do meu lugar, / eu olho o teu altar, / e fico a imaginar aquela paz, / aquela comunhão.
Viveste aquela paz, / e a deste aos teus irmãos, / criaste a religião do pão da paz, / da paz que vem do céu.
Somos a igreja da paz, / da paz partilhada e do abraço e do pão. (2x).
Se quiser ouvir a música, é só clicar aqui: (http://letras.mus.br/padre-zezinho/358492/).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Meu novo olhar é de solidariedade para com aqueles que têm fome e sede de Deus.

REFLEXÕES:

1 – QUEM COME O PÃO DO CÉU ASSIMILA O AMOR DE JESUS CRISTO.

Após a partilha do pão, Jesus num discurso se descreve como sendo o pão que dá a vida eterna: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede”. Aqui vemos uma expressa declaração de Jesus do que realmente Ele é para nós! Diferente do maná que os nossos pais no deserto comeram e morreram.
Jesus revela-se como dom do Pai, ou melhor, como pão do Pai: “É o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu, pois o pão de Deus é aquele que veio do Céu e dá vida aos homens”, vimos em Jo 6,32-33.
Portanto, Jesus define-se a si próprio como pão da vida que é necessário comer mediante a fé: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede” (Jo 6,35). Ele reafirma com insistência a sua identidade como pão da vida oferecido para ser comido, não obstante a murmuração dos judeus perante as suas palavras.
Jesus afirma: “Eu sou o pão que desceu do Céu” (Jo 6,41) e também revela o significado desta expressão quando explicita o que Ele é: “Eu sou o pão que dá vida… Este é o pão que desceu do Céu; se alguém comer dele, não morrerá. Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu”.
A vontade do Pai, ao enviar o Filho, é que quem vê o Filho – suas palavras e ações – e n’Ele crê, seguindo seus passos, tenha a vida eterna.
Para nós, cristãos, comer o pão do céu significa assimilar o seu amor e seu exemplo de serviço, de partilha e dom da vida. Acolhamos e comamos, pois, deste pão do céu para que venhamos a ressuscitar no último dia para a vida eterna.
Pai, transforma-me em discípulo autêntico de seu Filho Jesus, para que possa enxergar, receber e me transformar n’Aquele que recebo em Comunhão e assim experimente já o céu aqui na terra.
(Padre Bantu Mendonça).

2 – O PÃO DA VIDA.

Ao afirmar ser o pão da vida, Jesus estava evocando um fato importante da história de Israel, o êxodo do Egito e a longa travessia pelo deserto, onde o povo, faminto e sedento, foi saciado pela Providência divina. Aliás, jamais o povo viu-se privado de pão e água, naquela circunstância delicada de sua história, pois Deus caminhava com ele.
Da mesma forma, a Providência divina jamais deixou de agir em favor da humanidade. Sua bondade manifestou-se, de forma grandiosa, ao saciar, definitivamente, a fome e a sede da humanidade, por meio de seu Filho Jesus. Quem dele se acerca, não terá mais fome nem sede. Antes, poderá estar certo de ter forças para alcançar à meta da caminhada.
A evocação do êxodo oferece uma perspectiva particular para considerar quem, na fé, adere ao Ressuscitado. O cristão faz parte do verdadeiro povo de Deus, a caminho para a casa do Pai. É o êxodo definitivo, durante o qual se defronta com toda sorte de desafios, correndo o risco de não perseverar até o fim.
Sabendo-se saciado pelo alimento celeste – Jesus –, o cristão recobra as forças, e não se deixa abater pelos reveses da vida. A Eucaristia sacramentaliza esta experiência de fé. Alimentando-se com o pão eucarístico os cristãos revigoram sua fé no Senhor ressuscitado. É o alimento verdadeiro. Engana-se quem imagina poder enfrentar o deserto do mundo, sem contar com ele.
Oração: Espírito que sacia nossos anseios profundos, guia-me ao Ressuscitado, junto do qual não terei mais fome nem sede.
(Padre Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

3 – BOA NOVA PARA CADA DIA.

“Esta é a vontade de Meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e Nele crê tenha a Vida Eterna. E eu o ressuscitarei no Último Dia” (Jo 6,40).
A Liturgia da Palavra, nesta terceira semana da Páscoa, insiste na missão de Jesus de dar a Vida Eterna a quem Nele crê.
O Evangelho de hoje acrescenta: e eu o ressuscitarei no último dia.
Aqui está o objetivo de Deus quanto ao envio de Seu Filho: como ressuscitou Seu Filho, ressuscite todos nós que Nele cremos. A condição é uma só: crer em Jesus. Tão simples e tão acessível a todos, mas nem sempre aceito por todos.
A Ressurreição no Último Dia acontecerá com a manifestação gloriosa do Poder de Jesus sobre a morte. Ele ressuscitará, com o Poder do Pai, todos os que morreram. E o Último Dia será sua Parusia, ou seja, sua Vinda Gloriosa como Rei do Universo.
É com a esperança neste Dia que vivemos nesta terra. Sem essa esperança nossa vida não teria sentido, como é sem sentido a vida de quem não crê em Jesus Cristo.
(Padre Valdir Marques, SJ).

4 – EU SOU O PÃO DA VIDA.

Pediu para passar três meses a sós com Jesus [em retiro]; e parece-me bem. Mas, se durante esse período a fome de Jesus no coração dos membros do Seu povo for maior que a sua, não deve permanecer a sós com Jesus; deve permitir que Jesus o transforme em pão, para ser comido por aqueles que o procuram. Permita que as pessoas o devorem; proclame Jesus através da palavra e da presença. […] Nem Deus podia dar maior prova de amor do que dar-Se como Pão de vida – para ser partido, para ser comigo, a fim de que possamos comê-Lo e viver, de que possamos comê-Lo e satisfazer a nossa fome de amor.
E contudo, Ele não está satisfeito, porque também Ele tem fome de amor. Por isso, tomou a vez do que tem fome, do que tem sede, do nu e do que não tem casa, e não deixa de clamar: “Tive fome, estive nu, não tinha onde morar. Foi a Mim que o fizestes” (Mt 25, 40). O Pão da Vida e o faminto, mas um único amor: só Jesus.
(Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade: Carta a um sacerdote, 17/02/1978, in “Vem, sê a minha luz”).

5 – REFLEXÃO.

A fé em Jesus Cristo é fundamental para a compreensão da eucaristia e para que se possa desfrutar deste sacramento, fundamental para a nossa vida espiritual, uma vez que ele é fonte de vida eterna. A vontade do Pai, ao enviar Jesus, é que todas as pessoas acreditem que Jesus é o seu enviado, o seu Filho amado, para que possam ser salvos por ele, e assim não se perca nenhum dentre os seus filhos e filhas. E, para que ninguém se perca, o Pai concede a quem vê e crê no seu Filho a vida eterna. É preciso que as pessoas vejam Jesus, creiam nele, participem da eucaristia, o sacramento do penhor da vida eterna, para que Jesus as ressuscite no último dia.
(CNBB).

6 – A RAZÃO DA VIDA DE JESUS É O PAI QUE O ENVIOU.

O longo discurso ao pão da vida é uma catequese sobre a eucaristia. No ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus, há uma sede, um anseio de vida e de Deus. Jesus, o Cristo, realiza esse desejo profundo do coração do homem. Pão e água, comer e beber, são essenciais para a nossa existência terrestre. Do mesmo modo, a vida enraizada no Senhor é fundamental para que homem e mulher experimentem plenamente a vida que vem de Deus (ver: Jo 4,1-42). Para chegar à fé em Jesus é preciso outro olhar capaz de ultrapassar o imediatamente oferecido à visão. Por isso Jesus diz: “… me vistes, mas não credes” (v. 36). A razão da vida de Jesus é o Pai que o enviou. A razão de sua descida do céu é fazer a vontade de Deus (cf. v. 38). A vontade de Deus é que todos os que creem em Jesus, Filho de Deus, sejam salvos e não se submetam à morte eterna, mas ressuscitem com ele. O desejo do Pai é que nenhum ser humano se perca. Isso nos faz lembrar o último versículo da perícope de Zaqueu: “O Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19,10).
(Carlos Alberto Contieri, sj).

7 – EU O RESSUSCITAREI! (Jo 6, 35-40).

Estamos diante de uma promessa formal de Jesus, que empenha sua palavra de Filho de Deus: “Todo aquele que vê o Filho e acredita nele… Eu o ressuscitarei no último dia”.
Com os Apóstolos, o cristão crê na ressurreição da carne. Após a morte, por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, Rei e Senhor, para completar a última etapa de sua glorificação, nossa alma espiritual será revestida de um corpo glorificado. Cristãos não creem na reencarnação. Sabem que só se vive uma vez (cf. Hb 9,27) e, de imediato, temos nosso “juízo particular”, que define a nossa eternidade com (ou sem) Deus. E a garantia de nossa ressurreição para Deus está ligada à fé em Cristo.
O “Catecismo” nos ensina: “Se é verdade que Cristo nos ressuscitará ‘no último dia’, também é verdade que, de certo modo, já ressuscitamos com Cristo. Pois, graças ao Espírito Santo, a vida cristã é, já agora na terra, uma participação na morte e na ressurreição de Cristo”. (1002).
Esta fé, apoiada na esperança, explica o notável amor que sustenta nossos mártires diante de seus carrascos. Só a certeza da ressurreição pode iluminar a nossa vida.
Reze comigo este Ato de Esperança:
Qual Lázaro nas sombras da caverna, / Entregue às larvas da putrefação, / Também os meus ouvidos ouvirão / A tua Voz chamando à vida eterna…
Qual Jeremias preso na cisterna, / Mergulhado em profunda solidão, / Também meus olhos logo enxergarão / A frouxa luz que vem de uma lucerna…
Este momento passa. E, passageiro, / Também eu passo em périplo ligeiro, / Nauta arrastado pela correnteza…
Se o vento é bravo e me fratura o mastro, / Contemplo o céu e vejo-te, meu Astro, / A conduzir-me ao porto da Beleza!
Orai sem cessar:
“Na minha própria carne, verei a Deus!” (Jó 19,26).
(Antônio Carlos Santini).

8 – CRER EM JESUS CRISTO É, PORTANTO, DEIXAR-SE ENTREGAR À SUA AÇÃO SALVÍFICA E NUNCA DUVIDAR DO SEU DOMÍNIO SOBRE A NOSSA VIDA E A NOSSA MORTE.

Jesus Cristo veio fazer a vontade do Pai e é muito bom saber que a nossa vida está entregue nas mãos Dele e que o nosso futuro é promissor, pois está assegurado nas Suas Palavras. A nossa salvação é o maior desejo do coração de Deus. Foi o próprio Jesus que nos revelou isto, ao dizer: “É esta a vontade daquele que me enviou: ‘Que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas os ressuscite no último dia’”! Todo aquele que conhece Jesus e crê Nele tem a alma e o espírito alimentados. Jesus é o sustento que o Pai preparou para saciar a nossa fome de felicidade. Quando temos o espírito alimentado por Jesus, consequentemente nós também notamos os sinais se refletirem em todo o nosso ser. Ele nos alimenta através da Fé! Quando reconhecemos Jesus e cremos que Ele foi enviado pelo Pai nós estamos nos apossando do que o Pai preparou para nós.
Crer em Jesus Cristo é, portanto, deixar-se entregar à Sua ação salvífica e nunca duvidar do Seu domínio sobre a nossa vida e a nossa morte. Jesus não veio apenas nos propor a vida eterna depois da morte, mas também nos assegura uma vida terrena fortalecida pela Sua presença, no pão que alimenta o nosso espírito, o pão do Céu. A Palavra de Deus é via de amor e fortifica a nossa caminhada aqui na terra. A Eucaristia é a presença do Deus vivo correndo nas nossas veias regenerando e purificando o nosso corpo e a nossa alma. Quem come a carne e bebe o sangue de Jesus tem a vida eterna. Esta é, portanto, a vontade do nosso Pai que está nos céus!
Reflita:
– Você tem percebido a ação da Palavra de Deus na sua vida?
– Em que a Palavra tem lhe modificado?
– Qual a sua percepção sobre a Eucaristia?
– Se você crê nas palavras de Jesus você então, tem o seu futuro garantido.
Amém!
Abraço carinhoso.
(Maria Regina).

9 – EU SOU O PÃO DA VIDA.

“Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna.”
Jesus sabia que o povo estava atrás dele por causa do milagre dos pães. Sabia também que queriam fazê-lo rei, mais o seu reino não é deste mundo, e o que ele lhes propõe é que trabalhem pelo alimento que permanece para a vida eterna. Este trabalho é a obra de Deus, a evangelização que Jesus realiza e que nós devemos continuar, Este trabalho consiste em fazer a vontade do Pai, Consiste em, dar vida, para salvar este mundo do pecado para que todos, de preferência, mereçam um dia a vida eterna. Aqueles homens ainda incrédulos e apegados às suas tradições, pedem, exigindo que Jesus que faça milagres, sinais espetaculares, como os milagres de Moisés com o maná no deserto. Contudo, esta tradição do maná (“pão”) caído do céu está superada. O maná, assim como o nosso feijão com arroz de hoje, é alimento para um só dia, e não salva ninguém da morte. Todos os que comeram o maná, vieram a morrer mais tarde. O que nós precisamos fazer, segundo a explicação de Jesus hoje, é buscar o verdadeiro pão caído do céu que é Jesus, aquele que se fez alimento para a nossa salvação e que nos foi dado pelo Pai, porque esse é o alimento que permanece para a vida eterna, esse é o alimento que nos guarda para a vida eterna. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna”. “Quem come a minha carne viverá em mim e eu nele”.
É esse o alimento que devemos procurar como todas as nossas forças e com todo o nosso empenho, pois é ele que vai nos fazer merecedores da vida no paraíso preparado para nós por Deus Pai.
Contudo, caros irmãos e prezadas irmãs: É importante que estejamos preparados para receber este alimento da nossa alma, procurando praticar os ensinamentos de Cristo, e evitando o pecado. Na verdade, nunca estamos merecendo receber o corpo e o sangue de Cristo. O máximo que conseguimos é ficar menos indignos para comungar. Por isso é sempre indispensável um exame de nossa consciência antes de nos levantar do banco e entrar na fila da comunhão. Pois para receber o Pão da vida é preciso estar em estado de graça, e se não estiver, será preciso fazer uma confissão. Caso contrário, receber a hóstia consagrada indignamente é comer a nossa própria condenação. Por isso é preferível não comungar naquela missa, e depois procurar um sacerdote, para que na próxima missa estejamos na fila da comunhão com a consciência tranquila.
Na carta de Paulo aos efésios, nós vimos que aquele que crê em Jesus é transformado num homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade. Pois é o próprio Jesus que nos garante: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede”.
(José Salviano).

10 – ESTA É A VONTADE DO MEU PAI: TODA PESSOA QUE VÊ O FILHO TENHA A VIDA ETERNA.

Esta é a vontade do meu Pai: toda pessoa que vê o Filho tenha a vida eterna.
Este Evangelho sublinha a vontade salvadora de Deus Pai, através do seu Filho. Ver Jesus é mais do que olhar fisicamente para ele, pois ele reclamou: “Vós me vistes, mas não acreditais”. Temos de vê-lo com coração aberto e com o desejo de segui-lo.
Assim como Jesus procurou ser fiel à vontade de Deus Pai sobre ele, fazendo tudo para que aqueles que o Pai lhe deu não se percam, nós também, como Igreja, fazemos de tudo para que não se perca nenhum daqueles que Jesus confiou a nós. E conseguimos isso recebendo e distribuindo a Eucaristia, que nos torna “outros Cristos” no mundo.
Quem para de comungar, precisa pensar bem o que está acontecendo; será que o “agricultor” não está cortando o galho da videira, porque este galho não está produzindo frutos?
“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.” Comungar é unir-se com Cristo numa aliança eterna, de vida e de ideais.
Duas vezes neste Evangelho Jesus fala que, se morrermos unidos com ele, ele vai nos ressuscitar no último dia, isto é, após a nossa morte. Esta é a vontade de Deus Pai: vivermos eternamente unidos com ele no céu. E é também, claro, a nossa vontade.
A Igreja faz a Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja. A Igreja faz a Eucaristia porque é o padre que, obedecendo a Jesus, preside à Missa na qual acontece a transubstanciação do pão e do vinho no corpo e sangue de Cristo. E a Eucaristia faz a Igreja porque a Eucaristia é a vida da Igreja. Ela faz na Igreja o que o alimento faz no nosso corpo. Uma Comunidade que não tem Missa nem Culto dominical, no qual se distribui a Comunhão, vai enfraquecendo cada vez mais até morrer.
Há uma grande diferença entre a Eucaristia e os outros seis sacramentos. Nestes recebemos a graça de Deus; na Eucaristia recebemos o próprio Deus. E Cristo nos vem com todas as graças, com toda a sua força e o seu amor. Nos outros sacramentos recebemos a força de Deus para determinadas situações concretas da nossa vida: nascer (batismo), crescer (crisma), pecar (confissão), tornar-se padre (ordem), casar-se (matrimônio) e ficar doente (unção dos enfermos). Já na eucaristia é toda a vida cristã que é revigorada.
Havia, certa vez, um menino de oito anos que adorava ouvir o pai tocar violão. À noite, ele sempre levava o violão para o pai tocar. Na verdade, o pai não sabia tocar violão, apenas fazia alguns acordes.
Como o pai chegava sempre cansado em casa, um dia ele comprou para o filho um toca CD e lhe deu de presente, junto com vários CDs de grandes violonistas. Mas o garoto, em vez de ligar o toca discos, levava o violão para o pai tocar.
Numa noite, o pai lhe disse: “Filho, você não gosta de ouvir CD?”
“Gosto” – respondeu o menino – mas eu quero ouvir o senhor tocar!”
Mais importante que o violão era a amizade com o pai, e os dois ficarem juntos. Como é bom ter Cristo junto conosco na Eucaristia! Nós dialogamos com ele, ficamos mais felizes e adquirimos forças para continuar a caminhada.
Maria Santíssima estava unida, não só ao seu Filho, mas também à santa Igreja que, após a ascensão de Jesus, reuniu-se no Cenáculo. Depois, obedecendo ao Filho, foi para a casa do evangelista João e lá participava da Comunidade cristã. Que ela nos ajude a amar mais a Eucaristia, o Cristo vivo no meio de nós, transformado em alimento.
Esta é a vontade do meu Pai: toda pessoa que vê o Filho tenha a vida eterna.
(Padre Queiroz).

11 – JESUS SE FEZ ALIMENTO ATRAVÉS DA EUCARISTIA.

Eu sou o pão vivo descido do céu.
Jesus se fez alimento através da Eucaristia.
No dia do Corpo e do Sangue do Senhor muitos povos e cidades vestem-se de gala, suas ruas enchem-se de flores e tapetes de pétalas para receber a procissão do Santíssimo. É uma tradição que hoje tem bastante de folclórica, mais que expressa bem o sentir do povo cristão ante esse passeio do Sacramento da Eucaristia pelas ruas e praças onde tem lugar a vida real e ordinária das pessoas.
Essa procissão nos diz algo muito profundo da Eucaristia: é um sacramento que tem que ver com a vida real das pessoas, que está em relação com elas. É um sacramento de comunhão, como deixa bem claro a leitura da primeira carta aos Coríntios.
O cálice e o pão são comunhão, palavra chave, com o Corpo de Cristo.
Comunhão com o Cristo Total.
O Corpo de Cristo neste caso não se refere ao seu corpo físico senão a sua realidade global, Cristo como cabeça do corpo total da humanidade, criação de Deus, filhos seus, membros de seu Reino. Comungar com o Corpo e o Sangue de Cristo é entrar em comunhão com esse corpo global, é sentir-nos parte dessa realidade maior que é o núcleo do Reino no qual todos somos filhos e filhas de Deus no Filho, em nosso irmão maior, Jesus.
A Eucaristia não faz sentido fora dessa comunhão. A Eucaristia não é uma realidade mágica que pela pronunciação de umas palavras transforme a realidade física do pão e do vinho em outra realidade que cause automaticamente a salvação do que a recebe. A Eucaristia é uma celebração de fé na qual todos os que participam entram em comunhão com o Corpo de Cristo e nessa comunhão, significada no pão e no vinho consagrados, se fazem Corpo de Cristo, se fazem comunidade de filhos no Filho, são presença do Reino no aqui
e agora deste mundo.
Alimento para a comunhão.
A Eucaristia, o Corpo e o Sangue do Senhor, é alimento que dá a vida ao povo que caminha no deserto (primeira leitura). É pão e vinho para continuar a marcha que nos leva à comunhão plena com toda a humanidade e com a criação. É um pedaço de pão e um pouco de vinho nos quais se concentra toda a energia que dá a comunhão com nosso Senhor. Comungar com ele é compartilhar sua vida e sua razão de viver. É compartilhar seu destino e sua vontade de seguir até o final dando a vida pelos demais.
Beber com ele o cálice não é nos refugiar num nirvana de paz e ficar acima das preocupações e dores deste mundo senão abaixar com ele ao mais fundo da humanidade, lá onde a dor se faz ferida e a dignidade humana é negada. Aí é onde a comunhão se faz vida e vida em plenitude. Desde esse abaixar a comunhão se estende até abraçar o mundo inteiro, criando e recriando continuamente uma relação de amor que vai desde os mais marginalizados, esquecidos, excluídos e perdidos até incluir a todos na nova família de Deus, na mesa única onde todos nos reunimos em torno do Pai.
Celebrar a comunhão.
A Eucaristia sai hoje à rua, faz-se vida. Como Jesus, se acerca a nós e toca nossas feridas para curar, sanar e reconciliar, para salvar e nos arrancar da morte. Ele é o pão vivo que baixou do céu para a vida do mundo (Evangelho). Entrar em comunhão com ele é entrar na torrente de vida que é Deus e viver para sempre.
Hoje é um dia para celebrar porque a Eucaristia é o maior presente que Deus nos podia oferecer: Sua presença, Sua vida, feito alimento para nós. A Eucaristia é a celebração que nos une na fé e que ao mesmo tempo nos abre à humanidade inteira, nos recordando que o Reino é o centro da fé porque é a vontade do Pai, que todos vivamos como o que somos: filhos e filhas seus. É a celebração que traspassa os limites temporários da liturgia, os físicos do templo e os espirituais da comunidade crente para se fazer vida para todos em Jesus. A Eucaristia é o sinal da antecipação da comunhão universal no Reino.
(Fernando Prado Ayuso).

12 – EU SOU O PÃO VIVO DESCIDO DO CÉU.

Neste Evangelho Jesus nos ensina duas importantes verdades:
1) A origem da fé nele, que brota de uma graça de Deus Pai.
2) Jesus é o pão vivo que dá vida ao que dele come.
“Quem crê possui a vida eterna.” Cristo fala no presente: o que responde à atração do Pai, o que crê, já tem a vida eterna. Esta começa aqui e agora: o eterno entrou no tempo. É a escatologia realizada. Mas esse dom da fé está condicionado a uma atitude responsável: escutar Deus. “Todo aquele que escuta o Pai e por ele foi instruído, vem a mim”. E a nossa salvação é completada no futuro: “Eu o ressuscitarei no último dia”.
“Eu sou o pão vivo descido do céu.” Com a expressão “eu sou” (Javé em hebraico), Jesus se auto define como o pão que dá a vida eterna ao que dele se alimentar. Essa é a diferença do maná do deserto, que além de ser perecível, quem dele comia depois morria.
Há uma íntima relação entre a Eucaristia e a Morte e Ressurreição de Jesus. São os seus dois grandes gestos de amor a nós. Por isso que ele instituiu a Eucaristia um dia antes de sua morte, e ao instituí-la disse: “Isto é o meu corpo que será entregue por vós”, e também: “Isto é o meu sangue que será derramado por vós e por todos”.
A Eucaristia atualiza para nós a redenção. Cada vez que a celebramos, nós nos envolvemos mais no mistério pascal, participando da ressurreição de Jesus, que passou pela cruz.
A celebração eucarística, além de banquete, isto é, de alimento dos cristãos, e de encontro semanal da Comunidade, tem também esta dimensão: Ela torna presente, em termos de tempo e de lugar, o gesto redentor de Jesus, com todos os seus efeitos. Por isso que a chamamos memorial da redenção. Memorial é mais que memória ou recordação. É vivência hoje, revitalização daquilo que aconteceu no passado. Quando celebramos a Eucaristia, a Morte e Ressurreição de Jesus acontece misteriosamente ali, com todos os seus efeitos salvadores. A Assembleia eucarística torna-se ao mesmo tempo beneficiária e agente da redenção. A Igreja bebe toda a sua força de amar, e todo o seu dinamismo nesta fonte inesgotável que é a Eucaristia.
Trazendo para o aqui e agora o mistério redentor, a Eucaristia envolve a Assembleia participante, tornando-a Corpo Místico de Cristo e torna cada cristão “outro Cristo” no mundo. É assim que o sacrifício de Cristo se torna sempre vivo e atuante em todos os cantos da terra. Ao recebermos a Eucaristia, nós nos tornamos eucaristia para o mundo.
Certa vez, uma jovem mãe estava com o seu bebê no portão da sua casa. Passou uma senhora, parou e disse: “Como é bonita esta criança!” A mãe falou: “Espere um pouquinho, eu vou lá dentro buscar a fotografia dela para a senhora ver que é mais bonita ainda!”
Na verdade, o que aquela jovem mãe fez foi uma coisa ridícula, porque hoje em dia os fotógrafos podem falsificar fotografias, “melhorando” as pessoas. Mas há algo parecido com a nossa redenção. Ela foi além e tornou o original, isto é, o homem criado por Deus, melhor e mais bonito ainda. Foi por isso que cantamos no sábado santo, referindo-nos ao pecado original: “Ó culpa tão feliz que há merecido a graça de um tão grande Redentor”
Quando Maria Santíssima ouvia, ao participar da santa Missa, estas palavras do seu Filho: “Tomai todos e comei: Isto é o meu corpo que será entregue por vós. Tomai todos e bebei…” certamente ela pensava: Este corpo foi gerado no meu útero. E quando ela comungava, era quase que uma nova encarnação. Aquele coração que batia em seu ventre, volta agora ao seu ventre, para sustentá-la na caminhada. Claro que Maria se lembrava também dos maus tratos que Jesus recebeu e continuava a receber dos homens, e voltava a sentir a espada que, no Calvário, transpassou o seu coração. Por isso lhe pedimos: “Ouvi nossos rogos, Mãe dos pecadores!”
(Padre Queiroz).

13 – JESUS, O PÃO QUE DESCEU DO CÉU, POR ISSO, PERMANECE ATÉ A VIDA ETERNA.

A multidão foi à procura de Jesus porque vira os sinais que Ele realizara, como o de saciar a fome de cinco mil homens, de andar sobre o mar e tantas outras curas. O povo se apegava somente ao que Jesus podia lhe proporcionar física e materialmente. Nós também fazemos parte dessa multidão que procura um Deus que atenda as nossas conveniências. No entanto, Jesus não quer ser paliativo, apenas para um momento, mas quer ser pão que nos alimente a vida inteira. Vivemos recebendo “pães”, mas não estamos firmes naquele que providencia para nós o pão da vida. Buscar Jesus como alimento somente na hora da nossa fome é emergencial e transitório.
Pelo contrário, quando somos perseverantes, Jesus se faz alimento do nosso dia a dia e nos transforma e faz crescer, humana e espiritualmente. Ele não quer nos dar apenas migalhas, mas reforçar a nossa fé, fortalecer a nossa alma e equilibrar os nossos sentimentos para que tenhamos a vida em abundância. Por isso, Jesus manda que nos esforcemos pelo alimento que o Pai marcou com o seu selo. O selo é o Espírito Santo que nos foi dado no Batismo e que providencia para nós o alimento que vem do céu. A Palavra e a Eucaristia são, Jesus, o pão que desceu do céu, por isso, permanece até a vida eterna. Somos mais felizes e confiantes na medida em que nos alimentamos com Jesus, o pão que desce do céu.
A multidão continua procurando Jesus no mundo, envolvida com as coisas materiais e passageiras, com felicidades efêmeras, com momentos de euforia e não percebe que para encontrar Jesus nós precisamos apenas nos dirigir a Ele que habita no mais profundo do nosso coração, lá onde está o nosso espírito. Basta para nós, a graça de pararmos em nós mesmos penetrando no nosso eu mais profundo para encontrarmos o autor das obras que nos fazem felizes. Meus irmãos vamos refletir:
– Qual é o alimento que você tem buscado no mundo?
– Em sua opinião este alimento serve para o corpo ou para a alma?
– O homem é corpo, alma e espírito, onde poderemos encontrar um alimento que traga a unidade entre as três partes do nosso ser?
– O que você entende sobre o que Jesus falou em relação ao selo que o Pai marcou em nós?
Amém!
Abraço carinhoso.
(Maria Regina).

14 – JESUS VEIO FAZER A VONTADE DO PAI.

“A serviço do Pai”.
O evangelista João declara a sua comunidade que os passos de Jesus são os maiores exemplos a serem seguidos. Por onde passava semeava palavras que enalteciam os seguidores, enchia de esperança quem sonhava com realidades diferentes, onde o filho de Deus partilhasse a bondade e o amor. Cumpriu fielmente a missão do Pai, mesmo sendo tentado a tomar atitudes diferentes, conteve nas metas de levar vida e dignidade para os irmãos.
Ao afirmar para a multidão que desceu do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade, Jesus assegurava a certeza de que Ele estava a serviço do bem-comum. A vontade de Quem enviou para semear palavras de pura libertação contradizia o modo de vida da maioria do povo que cercava os templos e os palácios. Por isso Jesus com vigor nas expressões disse: E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia. Pois a vontade do meu Pai é que todos os que veem o Filho e creem nele tenham a vida eterna; e no último dia eu os ressuscitarei.
A vontade de nosso Deus ainda perdura. Muitos filhos ainda não encontraram o Pai que Salva e Liberta. Muitos ainda persistem nos caminhos que levam a morte, a dor, a destruição, a maldade e a vida da perdição. São pessoas que não reconheceram em Jesus a persona do Filho do Deus vivo. Ainda não sabem que Jesus já pisou na terra para arrancar todo o mal, toda a desgraça que destrói a pessoa.
O Filho do Homem nasceu pobre, lutou contra o demônio dos templos de Jerusalém, apontou projetos de vida sem limite, morreu pelas mãos dos homens que não enxergaram a nova proposta. A morte de Jesus é um exemplo de bondade para com seu povo, isto quer dizer: morri para libertar meus irmãos em nome de Nosso Pai que está no céu.
É preciso acreditar! É preciso viver a Sagrada Escritura! É preciso ter fé! É preciso amar de todo o coração. Portanto, é preciso enxergar Jesus como Filho do Criador da vida que almeja vida plena para todos.
Que nenhum filho se perca pela vida afora por desconhecer o rosto milagroso de Jesus. Cabe a nós levarmos para as pessoas que ainda desconhecem a figura eterna de nosso Deus. Temos este compromisso com nossa igreja. E a certeza de que junto com o Pai morreremos para o pecado, mas nasceremos para a vida da graça em nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!
(Claudinei M. de Oliveira).

15 – AQUELE QUE VEM A MIM, NÃO TERÁ FOME.

Hoje, vemos o quanto preocupa a Deus nossa fome e nossa sede.
Como poderemos continuar pensando que Deus é indiferente diante de nossos sofrimentos?
Mais ainda, muito frequentemente “recusamos a crer” no amor terno que Deus tem por cada um de n
ós. Escondendo-se a Si mesmo na Eucaristia, Deus mostra a incrível distância que Ele está disposto a percorrer para saciar nossa sede e nossa fome.
Mas, de que se trata a nossa “sede” e a nossa “fome”?
Definitivamente, s
ão a fome e a sede da “vida eterna”. A fome e a sede físicas são somente um pálido reflexo de um profundo desejo que cada homem tem diante da vida divina que somente Cristo pode alcançar-nos. “Esta é a vontade do meu Pai: que todo aquele que veja ao Filho e creiam Nele, tenha vida eterna” (Jo 6,39).
E o que devemos fazer para obter esta vida eterna t
ão desejada?
Algum fato heroico ou sobre-humano?
N
ão! É algo muito mais simples. Por isso, Jesus diz: “Aquele que vier a mim não o expulsarei” (Jo 6,37). Nós só temos que busca-lo, ir a Ele.
Estas palavras de Cristo nos estimulam a aproximar-nos a Ele cada dia na Missa. É a coisa mais simples no mundo!
Simplesmente, assistir e participar da Missa; rezar e ent
ão receber seu Corpo. Quando o fazemos, não somente possuímos esta nova vida, mas que ademais a irradiamos sobre outros. O Papa Francisco, então Cardeal Bergoglio, em uma homilia do Corpus Christi, disse: “Assim como é lindo depois de comungar, pensar nossa vida como uma Missa prolongada na que levamos o fruto da presença do Senhor ao mundo da família, do bairro, do estudo e do trabalho, assim também nos faz bem pensar em nossa vida cotidiana como preparação para a Eucaristia, na que o Senhor toma tudo o que é nosso e o oferece ao Pai”.
(Fr. Gavan JENNINGS (Dublín, Irlanda)).

16 – ESTA É A VONTADE DO MEU PAI: QUEM VÊ O FILHO E NELE CRÊ TENHA A VIDA ETERNA.

Esta é a vontade do meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna.
Hoje, Jesus apresenta-se como o pão da vida. À primeira vista, causa curiosidade e perplexidade a definição que dá de si mesmo; mas, quando aprofundamos, damo-nos conta de que nestas palavras se manifesta o sentido da sua missão: salvar o homem e dar-lhe vida. “E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia” (Jo 6,39). Por esta razão e para perpetuar a sua ação salvadora e a sua presença entre nós, Jesus Cristo fez-se para nós alimento de vida.
Deus torna possível que acreditemos em Jesus Cristo e nos aproximemos dele: “Todo aquele que o Pai me dá, virá a mim, e quem vem a mim eu não lançarei fora, porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6,37-38). Aproximemo-nos, pois, com a fé Àquele que quis ser nosso alimento, nossa luz e nossa vida, “já que a fé é o princípio da verdadeira vida”, como afirma Santo Inácio de Antioquia. Jesus Cristo convida-nos a segui-lo, a alimentarmo-nos dele, dado que isto é o que significa vê-lo e crer nele, já que nos ensina a realizar a vontade do Pai, tal como Ele a leva a cabo. Ao ensinar aos discípulos a oração dos filhos de Deus, o Pai-Nosso, colocou seguidos estes pedidos: “Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Este pão não se refere apenas ao alimento material, mas a si mesmo, alimento de vida eterna, com quem devemos permanecer unidos um dia atrás de outro com a coesão profunda que nos dá o Espírito Santo.
(Rev. D. Joaquim MESEGUER García (Sant Quirze del Vallès, Barcelona, Espanha)).

17 – EU SOU O PÃO DA VIDA.

Jesus fez várias afirmações como esta para que creiamos Nele:
Eu sou: a luz do mundo, a porta, o bom pastor, a ressurreição e a vida, o caminho, a verdade e a vida, a videira verdadeira. É uma linguagem simbólica, mas que revela a sua verdadeira pessoa, usando imagens tradicionais de Israel.
A frase “Eu sou” coloca Jesus como objeto do crer. E acreditar em Jesus significa adesão a ele, e não apenas assimilação de uma doutrina. Eu posso saber na ponta da língua toda a mensagem deixada por Jesus Cristo, e posso até ensiná-la a outras pessoas. Mas se eu não a por em prática, eu serei candidato ao fogo do inferno. Foi o próprio Jesus quem o disse mais ou menos assim: “Afastai-vos de mim ide para o fogo eterno pois não vos conheço…”
E nós podemos estar nesta situação lamentável! E vamos responder: Mas nós evangelizamos, até expulsamos demônios em teu nome… não vos conheço vós que pratiqueis a iniquidade…
Gente, a coisa é séria.
Às vezes sinto-me tão seguro de mim mesmo, que até me esqueço desta afirmação de Cristo. Porque, ser cristão dentro da igreja é fácil. Difícil é ser cristão no emprego, na rua, ou até mesmo em casa ou em qualquer lugar principalmente quando somos injustiçados. A gente se esquece de sorrir como Jesus sorriu, e partimos para cima do injusto com toda razão, e nossa desculpa é que estamos combatendo uma injustiça, em vez de combater o irmão injusto.
Jesus é o pão da vida, que quantas vezes já comemos indignamente. Ou o pior, muito indignamente. “se tiveres levando uma oferta e te lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti deixa tua oferenda no lugar e vai reconciliar-te primeiro com o teu irmão…” Que dureza! Aqui Cristo jogou pesado!
Veja que Ele não disse: Se você tem alguma mágoa do teu irmão, mais sim se o teu irmão tem algo contra ti. Isso por que se o meu irmão está zangado comigo, alguma coisa injusta eu devo ter feito contra ele. Então eu sou culpado, e culpado não pode comer o pão da vida.
(Diácono José da Cruz – Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP).

18 – A MINHA HUMILDE VISÃO E O MEU SIMPLES ENTENDIMENTO.

1ª Leitura . / Salmo . / Evangelho . (FEGS).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

— 3ª Semana da Páscoa (Cor Branca – Prefácio Pascal).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Viver a fé é estar em comunhão com a pessoa de Jesus. A fé não é adesão a uma doutrina, mas à própria pessoa de Cristo. Nele está o sentido e o fundamento de toda a existência humana. A vontade de Deus é nossa salvação, mas Ele espera nossa resposta a seu convite. E quem se une a Ele desde agora, já experimenta a vida eterna. Ele é a verdade que não morre e está sempre ao nosso alcance.
– 2ª: Os momentos de perseguição e de crise podem ser propícios para o crescimento e o fortalecimento na fé e no compromisso; esse salto de qualidade, porém, só é possível quando temos em Jesus nosso alimento.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: É muito bonito a gente saber que o Evangelho era anunciado com ardor: “Ir por toda a parte, pregando a Palavra”. E Jesus confirma-nos que a vontade do Pai é sempre nossa salvação. Diante de seu convite, Ele espera nossa resposta. Ouçamos a Palavra de Deus.
– 2ª: Jesus veio para cumprir a vontade do Pai que o enviou, e esta vontade é que ninguém se perca ou viva na infelicidade, mas tenha plena vida e alegria.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Quem vê o Filho e nele crê, este tem a vida eterna, e eu o farei ressuscitar no último dia, diz Jesus. (Jo 6,40).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

Que o vosso louvor transborde de minha boca; meus lábios exultarão, cantando de alegria, aleluia! (Sl 70,8.23).

Antífona da comunhão

Ressuscitou e manifestou-se a nós o Senhor que nos remiu com seu sangue, aleluia!

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Permanecei, ó Pai, com vossa família e, na vossa bondade, fazei que participem eternamente da ressurreição do vosso filho aqueles a quem destes a graça da fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 2ª: — Atendei nossa prece, Senhor.
1. Para que, meio às dificuldades e perseguições, seja ainda maior a confiança da Igreja em Deus, rezemos.
2. Para que os missionários mantenham a fé e o entusiasmo diante dos obstáculos, rezemos.
3. Para que o alimento que buscamos nas celebrações nos torne fortes e perseverantes na fé, rezemos.
4. Para que o empenho pela vida seja sempre a meta primeira das comunidades cristãs, rezemos.
5. Para que o acesso a terra e a moradia seja favorecido pelas autoridades, rezemos.

Oração sobre as oferendas

Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam fonte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ouvi, ó Deus, as nossas preces, para que o intercâmbio de dons entre o céu e a terra, trazendo-nos a redenção, seja um auxílio para a vida presente e nos conquiste a alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.
FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”.
O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.
— Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
— Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

— Portal Editora Santuário;

— Portal Editora Paulinas;

— Portal Editora Paulus;

— Portal e Blog Canção Nova;

— Portal Dom Total;

— Portal Católica Net;

— Portal Católico Orante;

— Portal Edições Loyola Jesuítas;

— Portal de Catequese Católica;

— Portal Evangelho Quotidiano;

— Blog Homilia Dominical;

— Blog Liturgia Diária Comentada;

— Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

— Portal Catequisar: Catequese Católica;

— Portal Universo Católico;

— Portal Paróquia São Jorge Mártir;

— Portal Catedral FM 106,7;

— Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

— Portal Comunidade Resgate;

— Portal Fraternidade O Caminho;

— Portal Católico na Net;

— Portal Evangeli.net;

— Portal Padre Marcelo Rossi;

— Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

— Portal NPD Brasil.

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