Liturgia Diária 19/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 19/ABR/2013 (sexta-feira)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 9,1-20)

Naqueles dias, 1 Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote 2 e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. 3 Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4 Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” 5 Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6 Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7 Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8 Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9 Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu. 10 Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” 11 O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. 12 E numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13 Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14 E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”. 15 Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16 Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. 17 Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”. 18 Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19 Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, 20 e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (116(117), 1. 2 (R. Mc 16,15)).

— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.
— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho. Ou — Aleluia, aleluia, aleluia.
— 1 Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!
— 2 Pois comprovado é o seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,52-59).

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 52 os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53 Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. 59 Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial … (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, colocando-me na presença de Deus e invocando, com todos que se encontram na internet, o Espírito Santo: Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO … (ler…)

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 6,52-59.
Jesus disse isso quando estava ensinando na sinagoga de Cafarnaum.
Jesus afirma que, quem come da sua carne e bebe do seu sangue, vive nele e ele vive nesta pessoa. E mais: quem come deste pão vive eternamente. Mas, quem não comer deste pão e não beber do seu sangue, não terá a vida eterna.

… a VERDADE … (refletir e meditar…)

O que o texto diz para mim, hoje?
Jesus é muito claro para mim. Ele diz que eu preciso dele, preciso me alimentar dele para ter a vida. Ele quer viver em mim e quer que eu viva nele.
Em Aparecida, os bispos disseram: “Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para “escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações” (At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo. A Eucaristia, participação de todos no mesmo Pão de Vida e no mesmo Cálice de Salvação, nos faz membros do mesmo Corpo (cf. 1 Cor 10,17). Ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã, sua expressão mais perfeita e o alimento da vida em comunhão. Na Eucaristia, nutrem-se as novas relações evangélicas que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs em Cristo. A Igreja que a celebra é “casa e escola de comunhão”, onde os discípulos compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora.” (DAp 158).

… e a VIDA … (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, com o Padre Zezinho:

DAQUI DO MEU LUGAR
Daqui do meu lugar, / eu olho teu altar, / e fico a imaginar aquele pão / aquela refeição.
Partiste aquele pão / e o deste aos teus irmãos, / criaste a religião do pão do céu / do pão que vem do céu.
Somos a igreja do pão, / do pão repartido e do abraço e da paz. (2x).
Daqui do meu lugar, / eu olho o teu altar, / e fico a imaginar aquela paz, / aquela comunhão.
Viveste aquela paz, / e a deste aos teus irmãos, / criaste a religião do pão da paz, / da paz que vem do céu.
Somos a igreja da paz, / da paz partilhada e do abraço e do pão. (2x).
Quer ouvir esta música? Então acesse o link: http://letras.mus.br/padre-zezinho/358492/#selecoes/358492/

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar será no dia de hoje renovado pela fé na Eucaristia, para Jesus Cristo que vive em mim e eu nele.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

REFLEXÕES:

1 – JESUS EUCARÍSTICO É O PÃO CELESTIAL.

Irmãos e irmãs, o Evangelho próprio da Liturgia da Palavra de hoje, Jo 6,52-59, termina expressando: “Jesus falou estas coisas ensinando na sinagoga em Cafarnaum” (v. 59). Quando alguém visita a atual Cafarnaum na Terra Santa, encontra uma grande placa ao passar por uma das entradas daquela localidade, onde se lê: “Cidade de Jesus”.
Assim é que Cafarnaum entrou para a história: como o lugar utilizado como uma espécie de “quartel general” de Cristo, pois de lá muitas vezes Jesus partia e retornava das missões e se hospedava na casa da família de Pedro. Também se encontram ali, as ruínas da sinagoga frequentada por Jesus e citada no Evangelho de hoje.
Neste contexto material e geográfico, Jesus revela surpreendentemente um alimento que não podia faltar naquela cidade, nos lares e na missão da Igreja: “Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (v. 54).
Um alimento espiritual, sacramental e escatológico que se chama, antes de tudo, Jesus Cristo! Jesus Eucarístico é o pão celestial! Jesus estava em sua cidade e próximo de lugares que o acolhiam, mas Ele quis mais… muito mais! Ele quis fazer morada em nós e permanecer para sempre numa comunhão de vida e Vida Eterna, por fundamentar-se no Amor Eterno de Deus pela humanidade. Um Amor que se traduz em entrega total e eucarística: “Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele… Quem  se alimenta com este pão viverá para sempre” (v. 56.58).
Sabemos o que é entrar e sair de uma casa e cidade, mas permanecer para sempre realmente é uma experiência que foge completamente às capacidades puramente racionais, físicas e temporais. O impacto do espaço e do tempo atualmente nos tomam, como um peixe tomado e mergulhado na água. Mas fomos criados para águas mais puras, refrescantes, cristalinas e incontamináveis, ou seja, no plano de Deus todo ser humano foi criado para Ele. Por isso, Ele comunicou o Pão da Palavra e instituiu, na Quinta-feira Santa, o Sacramento dos Sacramentos que leva-nos a exclamar: “Graças e louvores se deem neste e em todo o momento… Ao Santíssimo Sacramento”. Assim, podemos como que antecipar – como penhor – pelo Sacramento do Filho do Homem e Filho de Deus, a participação na Vida Eterna.
Ainda que seja um desafio para a nossa fé e humilhação às inteligências orgulhosas, o Sacramento da Eucaristia pode e precisa ser acreditado, celebrado, comungado e adorado, para ficarmos então surpreendidos positivamente pelas promessas e realizações do Senhor, diferentemente de muitos que o acompanham e o seguiam com espírito cético e provocador: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” (v. 52). E o Pão da Vida não recuou e nem contradisse as suas palavras por medo de perder “público ou ibope”, muito pelo contrário: fez questão de reforçar este dom e necessidade de cada um: “Em verdade, em verdade, voz digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (v. 53).
Mas eu não mereço tamanho dom ou tomar, comer e beber deste Cálice! Realmente em cada Santa Missa, e mirando o Corpo de Deus nas mãos dos sacerdotes, precisamos primeiramente reconhecer a nossa indignidade: “Senhor, eu não sou digo de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo”. Mas também não podemos deixar de ver nesta insistência de Cristo, uma grande manifestação da gratuidade divina.
Papa emérito Bento XVI, que hoje recorda o dia de sua eleição para ocupar a Cátedra de Pedro, deixou claro esta graça que todos podem receber, ainda que exijam condições básicas, como o objetivo estado de graça: “Trata-se de um dom absolutamente gratuito, devido apenas às promessas de Deus cumpridas para além de toda e qualquer medida. A Igreja acolhe, celebra e adora este dom, com fiel obediência. O “mistério da fé” é mistério de amor trinitário, no qual, por graça, somos chamados a participar” (BENTO XVI, Exort. Apost. Sacramentum Caritatis, nº 8).
Neste tempo pascal, a Igreja de Cristo convida-nos a dar – pessoalmente e comunitariamente – nossa resposta perante o misterioso Dom da Eucaristia, Pão da Vida que constrói moradas de Deus em meio e dentro dos homens e mulheres. Pão da Cidade de Deus, capaz de dar sentido, alimentar e transformar as cidades e lares dos homens. Pão que alimenta e santifica a Casa de Deus no mundo, a Igreja, reanima a Igreja doméstica e encaminha para a nossa Páscoa pessoal e eterna, ou seja, prepara-nos para morarmos para sempre na verdadeira e permanente cidade de Jesus.
(Padre Fernando Santamaria).

2 – EXPLICANDO UM MAL-ENTENDIDO.

Os adversários relutavam em entender as palavras de Jesus. Em geral, tomavam-nas num sentido oposto à intenção do Mestre. Quando ele falou em dar sua carne em alimento para a vida do mundo, seus adversários sentiram um certo mal-estar, imaginando a cena macabra da devoração de um ser humano. Entretanto, Jesus não falava de antropofagia, e sim, da Eucaristia. Referia-se à relação a ser estabelecida entre ele e a comunidade dos discípulos, por meio do pão e do vinho eucarísticos.
Pão e vinho seriam constituídos como sacramento da presença do Senhor. Ao redor de uma mesa é que a comunidade de fé faria a experiência de comunhão profunda com o Ressuscitado. Ao comer o pão e beber o vinho, indicariam um tipo novo de relação estabelecida entre o Senhor e a comunidade. Os discípulos assimilariam plenamente o corpo de Jesus, e se deixariam transformar por ele. Seria a maneira de permanecerem nele, e permitir que o Mestre permanecesse em cada um deles. Resultado: toda a vida do discípulo seria um viver por Cristo, com Cristo, em Cristo, de modo a garantir a vida eterna, que só ele pode oferecer, pois lhe fora concedida pelo Pai.
má-fé dos inimigos impediu-lhes de compreender o sentido profundo desse ensinamento de Jesus. Com isto, indicavam não estar em comunhão com ele, nem interessar-se em partilhar a vida que Jesus lhes oferecia.
Oração: Espírito de boa-fé arranca do meu coração toda dúvida a respeito das palavras de Jesus, e faze-me compreender o seu significado profundo.
(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

3 – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a Vida Eterna, e eu o ressuscitarei no Último Dia (Jo 6,56).
Aos poucos o Evangelho de João vai esclarecendo o relacionamento entre a Eucaristia e a Ressurreição de Jesus que celebramos na Páscoa. Também aqui João parte de mal-entendidos dos judeus sobre o que Jesus afirma. Eles não podiam suportar a ideia de comer a carne de um ser humano. Aí estava o mal-entendido. E não era isso que Jesus queria dizer. Sua afirmação era de outra natureza: Ele entendia um alimento espiritual que os homens recebem por meio da fé para uma Vida Eterna espiritual e celeste, não física e terrena.
Na nossa Ressurreição teremos um corpo espiritual e não material, como sabemos pelo ensino de São Paulo em 1 Coríntios 15,42-44. Contudo, antes de chegarmos à Ressurreição precisamos, nesta vida terrena, nos alimentar do Pão Celeste, a Eucaristia, o Corpo e o Sangue de Jesus. Isto Jesus o afirma como condição para que depois de nossa morte terrena tenhamos a Vida Eterna: e eu o ressuscitarei no Último Dia. (Jo 6,56).
(Pe. Valdir Marques, SJ).

4 – A MINHA CARNE É UMA VERDADEIRA COMIDA E O MEU SANGUE UMA VERDADEIRA BEBIDA.

Adoro-Te com amor, Deus escondido, / Que sob estas espécies és presente. / Dou-Te o meu coração inteiramente, / Em Tua contemplação desfalecido.
vista, o tacto, o gosto nada sabem, / Só no que o ouvido sabe se há-de crer. / Creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer: / Nada mais verdadeiro pode ser / Do que a própria Palavra da Verdade.
Na cruz estava oculta a divindade, / Aqui também o está a humanidade. / E contudo, eu creio e o confesso / Que ambas aqui estão na realidade, / E o que pedia o bom ladrão eu peço.
Não vejo as chagas, como Tomé, / Mas confesso-Te meu Deus e meu Senhor. / Faz-me ter cada vez em Ti mais fé, / Uma esperança maior e mais amor.
Ó memorial da morte do Senhor! / Ó vivo pão que ao homem dás a vida! / Que a minha alma sempre de Ti viva! / Que sempre lhe seja doce o Teu sabor!
(São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja – Hino eucarístico “Adoro te devote”).

5 – REFLEXÃO.

Como pode ele dar a sua carne a comer?
Como entender que para ter a vida eterna e ressuscitar no último dia é preciso comer a verdadeira comida e beber a verdadeira bebida que são a carne e o sangue de Jesus?
Essas verdades se constituem numa realidade absurda para os judeus.
Por quê?
Porque eles não conheceram verdadeiramente quem é Jesus. No mundo de hoje, encontramos muitas pessoas que, como os judeus, não conhecem Jesus e veem a eucaristia como uma realidade absurda. Precisamos agir como missionários para que essas pessoas conheçam Jesus, se alimentem da verdadeira comida e da verdadeira bebida e vivam para sempre.
(CNBB).

6 – QUEM SE ALIMENTA COM A MINHA CARNE E BEBE O MEU SANGUE PERMANECE EM MIM, E EU NELE.

Comer a carne de Jesus e beber o seu sangue tem uma forte conotação eucarística, em que, aliás, a manducação (ato de comer, de mastigar) é um elemento importante. Toda a vida de Jesus, simbolizada pela carne e pelo sangue, é verdadeiro sustento. Ademais, “comer a carne” significa receber na fé a existência humana de Jesus; “beber o sangue” é o dom da vida do Enviado de Deus. Sem adesão livre e sem receber como dom “Aquele que desceu do céu” para fazer a vontade do Pai, não é possível viver plenamente, ou é permanecer como morto. Pela fé o discípulo participa da mesma vida do Filho único de Deus. O v. 54 representa uma ampliação do discurso: “Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (v. 54). Quem aceita esse verdadeiro alimento vive em comunhão com aquele que se dá como alimento: “Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele” (v. 56).
(Carlos Alberto Contieri, SJ).

7 – VIVERÁ POR MIM…

O texto latino da Vulgata diz “vivet propter me”, isto é: “viverá por causa de mim”. Jesus aponta seu corpo e sangue dados como alimento como causa da vida do fiel que participa da comunhão eucarística.
Naturalmente, Jesus fala de “viver”, não apenas “sobreviver”. Fala não apenas da vida material, biológica, mas da vida interior, espiritual e moral. Ele está pensando em uma vida plena, uma vida com sentido de eterno.
Pelo Decreto Mysterium Fidei, a Igreja ensina: “O desejo de Jesus e da Igreja de que todos os fiéis se aproximem diariamente do sagrado banquete consiste sobretudo nisto: que os fiéis, unidos a Deus em virtude do sacramento, tirem dele força para dominar a sensualidade, para se purificarem das culpas leves quotidianas e para evitar os pecados graves, a que está sujeita a humana fragilidade”.
Na Constituição Lumen Gentium, o Concílio observa: “Participando realmente do Corpo do Senhor na fração do pão eucarístico, somos elevados a uma comunhão com Ele e entre nós. “Porque o pão é um, somos muitos um só corpo, pois todos participamos de um único pão” (1Cor 10, 17).” (LG, 7.).
Assim como seria absurdo pretender manter a vida corporal sem se alimentar, também é impossível permanecer vivo “por Cristo, com Cristo, em Cristo”, sem a Eucaristia como alimento do espírito. Sem esse alimento, a vontade se aniquila, os sentidos se exaltam, a concupiscência arrasta para o pecado, tornando-nos uma presa fácil para o inimigo de nossa alma. Ao contrário, a comunhão frequente fortalece a vontade, harmoniza nossa sensibilidade e nos torna firmes diante das tentações, unindo-nos sempre mais ao próprio Cristo.
Um autor clássico da espiritualidade ensina: “Há entre Jesus e nós uma união semelhante à que existe entre o alimento e o que o assimila; com esta diferença, contudo, que é Jesus que nos transforma em Si mesmo, não somos nós que o transformamos em nossa substância: e na verdade, o ser superior é que assimila o inferior. É uma união que tende a tornar a nossa carne mais sujeita ao espírito e mais casta, e depõe nela um germe de imortalidade: ‘E eu o ressuscitarei’”. (Ad. Tanquerey, 278).
Que posso fazer para melhor participar da comunhão eucarística?
Orai sem cessar: “Já não sou que vivo, é Cristo que vive em mim.” (S. Paulo).
(Antônio Carlos Santini).

8 – QUEM COME A MINHA CARNE E BEBE O MEU SANGUE TEM A VIDA ETERNA!

Ao morrer por nós, Jesus renova a aliança de amor entre Deus e o homem, firmada na criação, aliança que fora quebrada pelo pecado, o pecado que dispersou a humanidade!
Mas Deus não desiste de sua Criação, não esgotou as formas de estar conosco! Primeiro, Ele se fez presente no meio de nós por meio da palavra, palavra que se fez carne e habitou entre nós. Em Jesus, Deus se fez visível e na Eucaristia, o nosso alimento!
Na Eucaristia é selada a comunhão de irmãos, sinal inviolável da presença amada de Deus!
Não podemos esquecer nunca, de que em Jesus, se realiza o encontro de Deus com a humanidade. Nele está Deus de forma humana e o humano de forma Divina!
Jesus é o caminho humano para chegar a Deus e o caminho Divino para chegar à humanidade!

A nossa vida definitiva, começa quando nos comprometemos com Jesus, quando aceitamos a nossa própria condição humana e fazemos da nossa vida uma verdadeira doação!
amor de Deus, infundido em nossos corações, deve ser o fio condutor de todo o nosso ser cristão!
No evangelho de hoje, Jesus atinge o ponto mais profundo do mistério do amor de Deus pela humanidade, ao se dar como nossa comida e nossa bebida na Eucaristia!
Esse mistério de amor nos transforma por inteiros, retira as forças negativas que ainda podem ter alguma raiz em nós, nos tornando livres para esta comunhão de amor com Cristo e com os irmãos!
Jesus se faz nosso alimento, o Pão que Ele nos dá é o Pão da vida, sua própria carne, Pão que nos transforma em templo sagrado, onde Ele faz sua morada, para agir no mundo através de nós!
Viver em comunhão com o Cristo nesta vida é permanecer em comunhão com Ele na Eternidade!
vida iniciada aqui na terra, quando alimentada pelo Pão da vida que é Jesus Eucarístico, não será interrompida com a nossa morte física. É o próprio Jesus que nos faz esta promessa ao nos indicar o caminho da eternidade: “Eu sou o pão vivo, descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente”!
Preocupamos muito com o nosso pão material, queremos ter sempre a garantia de que ele nunca nos faltará, mas às vezes, deixamos de buscar o principal, o Pão que não perece, o Pão descido do céu!
Quando Jesus nos diz: “Quem come da minha carne e bebe do meu sangue permanece em mim e eu nele”, amplia-se o nosso horizonte, aumentando em nós a responsabilidade de sermos aqui na terra, a continuidade dele!
Quem ama, quer estar sempre junto da pessoa amada! Assim acontece com Jesus, Ele nos ama tanto, que quer estar sempre presente em nós!
Além de alimento, Jesus é também o nosso melhor amigo, poder contar com Ele, é a certeza de que aconteça o que nos acontecer, nunca estaremos sozinhos!
Uma alegria compartilhada com Jesus, se torna maior e uma dor compartilhada com Ele, se torna mais leve!
No silenciar do coração humano de Jesus ao morrer por nós, o amor se fez total, nos inseriu na comunidade de irmãos, onde a vida se amplia com a Eucaristia!
Um coração transformado pela Eucaristia, torna presença do próprio Cristo no mundo!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
(Olívia Coutinho).

9 – MEU CORPO É VERDADEIRAMENTE COMIDA.

Como Jesus sabia que os discípulos iriam encontrar um homem com um pote de água?
Resposta: Porque Jesus era Deus. Ele sabia tudo! “Os dois discípulos foram até a cidade e encontraram tudo como Jesus tinha dito”.
“… Isto é o meu corpo … Isto é o meu sangue”, que nós deveríamos comer e beber todos os dias. Mas nem sempre isto é possível, por várias razões: Temos que trabalhar, e nem sempre podemos participar da Santa Missa diariamente; Nem sempre estamos em estado de graça, pois somos fracos, e volta e meia caímos em pecado o que nos impossibilita de comungar; Outra razão pela qual não podemos receber Jesus sacramentado todo dia nem mesmo aos domingos, por causa da falta de sacerdotes para celebrar e consagrar a hóstia.
Irmão, estas são as principais dificuldades pelas quais somos impedidos de receber Cristo que se fez alimento para o sustento da nossa alma. Quanto àqueles e aquelas que têm o grande privilégio de comungar diariamente, é importante ressaltar que não façam isso por rotina, por uma espécie de vício, e, o pior, não recebam Cristo indignamente, ou melhor, muito indignamente. Isto porque, a bem da verdade, nunca estaremos dignos de o receber em comunhão. Não é pelo fato de estarmos sempre na missa, de rezarmos o terço diariamente que podemos nos dar o luxo de nos considerar santos e santas. Antes de cada comunhão, façamos um bom exame de consciência, e diante de Deus, peçamos perdão, e repitamos a seguinte oração: Jesus, nunca estarei digno(a) de vos receber em minha alma. Mais confiante na vossa infinita bondade e infinita misericórdia, eu vou me aproximar do altar para vos receber. Jesus, que essa hóstia consagrada que vou receber, vosso corpo e vosso sangue, não se torne para mim motivo de juízo e condenação.
Em seguida, rezemos o ato de contrição.
Acabei de repetir aqui, o que já escrevi em uma outra reflexão. Mas o que é bom vale a pena ser repetido, para ser lembrado, e executado.
Rezemos pelas vocações sacerdotais. Para que não faltem: Missas, hóstias consagradas e salvações.
Que tal a ideia de fazer uma faixa e a colocar na frente da sua Igreja, com os dizeres: Meu caro jovem: Você já pensou na possibilidade de ser um sacerdote e oferecer a sua vida para Deus? Jesus ofereceu sua vida por você.
Ah, não se esqueça de enviar-me uma foto desta faixa.
(José Salviano).

10 – A CARNE E O SANGUE DE JESUS SÃO O ALIMENTO QUE VEM DO CÉU PARA NOS CONDUZIR AO CÉU.

Na última Ceia, Cristo cumpre a sua promessa: institui a Eucaristia, Seu Corpo e Sangue como um alimento verdadeiro e real. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”
As palavras de Jesus não nos deixam dúvidas. A carne e o sangue de Jesus são o alimento que vem do céu para nos conduzir ao céu. É o sustento da nossa alma! “Mais importante que o pão de cada dia, para o sustento do corpo, é a Eucaristia, este alimento que se torna sustento para a alma e permanece para a vida eterna.” Por mais que materialmente nos alimentemos bem, se não comungarmos da Palavra e da Eucaristia, seremos sempre pessoas fracas, confusas, desestruturadas para o combate da vida.
Nós somos aquilo que comemos, e na medida em que nos alimentamos do Corpo e do Sangue de Cristo, nós vamos ficando semelhantes a Ele porque Ele vem habitar em nós. Pela Eucaristia nós passamos a pertencer a Nosso Senhor e Ele passa a viver em nós. Para termos esta santa intimidade, porém, nós precisamos nos alimentar literalmente do Corpo e do Sangue de Jesus. “A minha carne é verdadeiramente uma comida. O meu sangue verdadeiramente uma bebida”. Ele jamais diz: “a minha carne e o meu sangue são simbolicamente uma comida e bebida”. Passamos a pertencer a Nosso Senhor e Ele torna-se o dono da nossa vida e nos ressuscitará no momento preciso.
Reflita:
– Você se admira de Jesus ter dito estas palavras?
– Você tem a Bíblia como o próprio Jesus, O Verbo Encarnado?
– Quando você adora a Jesus Sacramentado, você tem consciência de que ali está o Corpo e o Sangue de Jesus?
– Qual é o efeito que este pensamento provoca em você?
– Experimente adorá-lo assim! Perceba a diferença.
Amém!
Abraço carinhoso.
(Maria Regina).

11 – COMER A CARNE E BEBER O SANGUE DO SENHOR…

Para a nossa cultura esse ato parece tão estranho… soa como canibalismo, como os primeiros cristãos foram acusados, de comer carne de criancinhas.
Entre os indígenas sempre existiram os Guerreiros valentes que tinham fama de heróis, mas na batalha que estes morriam, seu corpo era levado até a tribo e os mais jovens comiam a sua carne para se apossarem do seu espírito de herói.
Eucaristia nos torna imortais porque recebemos a carne e o sangue daquele que é Eterno e este sinal Sacramental nos eterniza. É um ritual para que a nossa razão compreenda o que a Fé realiza em nós pois somos transformados em Cristo, suas palavras e seus ensinamentos, suas obras a favor da Vida têm continuidade há dois milênios de historia, e isso sem sombra de dúvida se deve a Eucaristia.

Na Eucaristia Jesus se faz presença real e concreta em milhões e milhões de homens e mulheres todos os dias. A pessoa que vamos construindo em nossa vida, com nossos pensamentos e projetos, com nossas ações a favor do bem, com nossos ideais de fraternidade, agregando tudo isso ao nosso Ser Existencial e ganhando uma identidade cristã própria. Essa pessoa, alimentada pela Eucaristia supera a matéria presente na corporeidade, quando passamos pela morte Biológica, essa pessoa, que fez de Cristo a razão do seu Viver, passa incólume pelo processo de morte e continua o seu viver, agora em Vida Plena e Eterna.
Não se trata apenas da nossa personalidade ou da nossa psique, mas desse homem espiritual que somos, presente em todas as nossas dimensões e que acaba se manifestando em nossas ações, feitas em nossa corporeidade, mas desencadeadas por este Ser, unido intimamente a Jesus Cristo, e que norteia toda a nossa caminhada.
descoberta de quem realmente somos só se dá na Fé em Jesus Cristo, pois é ele o Revelador de Deus e revelador do homem. Quem portanto não se alimentar dele, sua carne e seu sangue, transubstanciado em Pão e vinho na Santa Eucaristia, sentirá esse homem espiritual se definhar junto com a matéria.
Por absoluta falta desse alimento especial que contém a Vida Eterna.
(Diácono José da Cruz.)

12 – TODO ESFORÇO VALE A PENA?

Bom dia!
ao longo de anos de caminhada dentro da comunidade ou da fé poderíamos um dia sentar e refletir se todo empenho foi em vão. Motivados pelas discussões e desentendimentos que sempre surgem quando vivemos em comunidade poderíamos ser tendenciosos na resposta e assim fugir.
Mas todo esforço vale a pena?
Vale a pena se desgastar por aqueles que zombam do Senhor e pelos outros que vivem em comunidade, mas que não vivem para os outros?
É claro que valer a pena ou não depende da avaliação individual de cada um, mas de certa forma, apesar de tantos desembaraços e desentendimentos, vale a pena sim!
Repare esse texto extraído do sínodo arquidiocesano de Cuiabá:
“(…) MAS, PARA O VERDADEIRO DISCÍPULO DE CRISTO É IMPOSSÍVEL ESCONDER A FÉ. Um cristão pode ser notado pela forma como ele pensa e como ele se comporta. É verdade, mas nem sempre é assim. Nós também somos fracos e muitas vezes a nossa vida é um contra testemunho. Nem sempre as pessoas que nos conhecem notam que nós somos cristãos. A gente nem sempre nota a presença de cristãos no nosso dia-a-dia: educação, medicina, política, esporte, associações de bairro, acolhida dos migrantes, meios de comunicação, sindicatos, cultura… tem coisa atrapalhando”! (Documento conclusivo do Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá § 63).
José Prado Flores, um renomado leigo católico expõe num dos seus livros a possível reflexão de Paulo de Tarso na prisão de Éfeso, capital grega da beleza e da estética.
Narra um Paulo talvez pensativo, numa masmorra insalubre e sob a luz de velas, sujo e mal tratado, enquanto lá em cima as pessoas vivem a beleza, o bom e o conforto. Pensando nos longos vinte anos que já haviam se passado desde Damasco, do que abdicou, do status que possuía, da vida que lhe era planejada, de mesmo ainda não ser visto como apóstolo, (…) entre outras possíveis reflexões ele diz:
“(…) O MEU GRANDE DESEJO E A MINHA ESPERANÇA SÃO DE NUNCA FALHAR NO MEU DEVER, para que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que eu disser e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza, POIS PARA MIM VIVER É CRISTO, E MORRER É LUCRO, mas se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil. Então não sei o que devo escolher. Estou cercado pelos dois lados, pois quero muito deixar esta vida e estar com Cristo, o que é bem melhor. PORÉM, POR CAUSA DE VOCÊS, É MUITO MAIS NECESSÁRIO QUE EU CONTINUE A VIVER. E, como estou certo disso, sei que continuarei vivendo e FICAREI COM TODOS VOCÊS PARA AJUDÁ-LOS A PROGREDIREM E A TEREM A ALEGRIA QUE VEM DA FÉ”. (Filipenses 1,20-25).
Sim!
É duro, mas animador.

Ser cristão carece de vontade e destemor. Não existe ainda a possibilidade de viver a missão, como diriam os jovens, “de boa”. Ser cristão carece de permanecer firmes as pressões, principalmente da sociedade, hoje não mais de Éfeso, mas dela como todo. Sei que às vezes, mesmo fazendo o melhor e as coisas certas possíveis seremos volta e meia lançados numa masmorra de críticas, fofocas e ostracismo, mas mesmo á luz de uma única luz de fé, mantenhamos confiantes e fieis ao projeto de salvação, pois como disse Jesus: “(…) se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, vocês não terão vida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”.
Sem ter por que lutar não temos vida! Arregacemos as mangas e continuemos.
Um imenso abraço fraterno!
(Alexandre Soledade).

13 – EM VERDADE, EM VERDADE, VOS DIGO: SE NÃO COMERDES A CARNE DO FILHO DO HOMEM E NÃO BEBERDES O SEU SANGUE, NÃO TEREIS A VIDA EM VÓS.

Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.
Hoje, Jesus faz três afirmações capitais como são: que se deve comer a carne do Filho do homem e beber o seu sangue, que se não se comunga não se pode ter vida; e que esta vida é a vida eterna e é a condição para a ressurreição (cf. Jo 6,53.58). Não há nada no Evangelho tão claro, tão rotundo e tão definitivo como estas afirmações de Jesus.
Não sempre os católicos estamos à altura do que merece a Eucaristia: às vezes se pretende “viver” sem as condições de vida assinaladas por Jesus e, contudo, como tem escrito João Paulo II, “a Eucaristia é um dom demasiado grande para admitir ambiguidades e reduções”.
“Comer para viver”: comer a carne do Filho do homem para viver como o Filho do homem. Este comer se chama “comunhão”. É um “comer”, e dizemos “comer” para que fique clara a necessidade de assimilação, da identificação com Jesus. Comunga-se para manter a união: para pensar como Ele, para falar como Ele, para amar como Ele. Aos cristãos fazia-nos falta a encíclica eucarística de João Paulo II, A Igreja vive da Eucaristia. É uma encíclica apaixonada: é “fogo” porque a Eucaristia é ardente.
“Ardentemente desejei comer convosco esta ceia pascal, antes de padecer” (Lc 22,15), dizia Jesus ao entardecer da Quarta-feira Santa. Temos de recuperar o fervor eucarístico. Nenhuma outra religião tem uma iniciativa semelhante. É Deus que entra no coração do homem para estabelecer aí uma relação misteriosa de amor.
E desde aí se constrói a Igreja e se faz parte no dinamismo apostólico e eclesiástico da Eucaristia.
Estamos tocando a entranha mesma do mistério, como Tomás, que apalpava as feridas de Cristo ressuscitado. Os cristãos teremos de revisar a nossa fidelidade ao fato eucarístico, tal como Cristo o tem revelado e a Igreja nos o propõe. E temos de voltar a viver a “ternura” para a Eucaristia: genuflexões pausadas e bem feitas, incremento do número de comunhões espirituais… E, a partir da Eucaristia, os homens nos aparecerão sagrados, tal como são. E lhes serviremos com uma renovada ternura.
(Rev. D. Àngel CALDAS i Bosch (Salt, Girona, Espanha)).

14 – REFLEXÃO.

Na plenitude dos tempos, o Filho de Deus se encarnou no seio puríssimo da Virgem Maria. S. Cromácio professa a filiação eterna de Jesus e “o seu nascimento corpóreo no tempo”. Diz ele: “O Filho do Altíssimo assume nossa carne visível para revelar sua invisível divindade”. Mistério inefável, Deus desce até nós, torna-se homem, para elevar-nos à plenitude divina. Em Jesus, dá-se a união das duas naturezas, divina e humana, fim último de todas as coisas criadas.
Manifestação do amor, a Encarnação é obra da condescendência divina para que todos os homens, sem violentar sua liberdade, possam libertar-se de suas vicissitudes e alcançar a serena felicidade no cumprimento da vontade do Pai. Em sua homilia sobre a Anunciação, Nicolas Cabásilas expressa a ideia de que “a encarnação não foi só obra do Pai, de seu Poder e de seu Espírito, mas também obra da vontade e da fé da Virgem Maria. Sem o consentimento da Imaculada, sem o concurso da fé, esse desígnio seria tão irrealizável como sem a intervenção das três Pessoas divinas”. Na pessoa da Virgem Maria, nas singelas palavras: “eis a serva do Senhor”, a humanidade deu o seu consentimento.
S. José, homem justo, ao ver Maria grávida, longe de condená-la, guarda respeitoso segredo. S. Jerônimo, com sua habitual profundidade religiosa, comenta: “Como pode José ser declarado “justo”, se ele escondeu a falta de sua esposa? Longe disso. É um testemunho em favor de Maria. José conhecendo sua castidade e tocado pelo que lhe sucede, esconde, por seu silêncio, o acontecimento do qual ele ignora o mistério”. De modo sucinto, mas direto, S. Jerônimo ressalta a atitude espiritual, quase mística, de S. José. Diante do fato inexplicável da concepção, ele reconhece e respeita o Mistério prenunciado: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel”. O que leva S. João Crisóstomo a considerar: “Compreende-se o mistério da Natividade à luz da História da Salvação. Pois nela vigora a profética expectativa, anunciada por Deus, através das palavras de Isaías”. Muito a propósito, S. José é denominado justo, pois ser justo é, antes de tudo, ter o coração e a mente abertos à vontade divina e empenhar-se em realizá-la. E ele cumpre a missão designada por Deus, com carinho e fidelidade. Fiel à consciência, formada de acordo com a ordem moral, em sintonia com os princípios da Lei, ele aguarda. Ele ouve o silêncio do mistério, presença do absolutamente Outro, voz a sussurrar no sacrário de sua consciência. Inserido na História da Salvação, em seu amor a Deus, José crê e a obscuridade dolorosa do seu sim se torna grandiosa, na ressonância do “fiat” de Maria.
hino entoado à Virgem Maria não deixa de ter sentido na pureza espiritual e corporal de S. José: “Que em Maria se alegre toda a ordem dos profetas, pois as visões nela encontram o término, as profecias sua realização, os oráculos sua força e seu cumprimento. A árvore da vida que se escondia no meio do paraíso cresceu em Maria. Sua sombra abriga o mundo inteiro, ela oferece seus frutos, longe e perto” (S. Efrém).
(Bispo Dom Fernando).

15 – A MINHA HUMILDE VISÃO E O MEU SIMPLES ENTENDIMENTO.

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CELEBRAÇÃO DE HOJE

— 3ª Semana da Páscoa (Cor Branca – Prefácio Pascal).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Jesus anuncia firmemente o sentido da Eucaristia: “Minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida”. Ele é o Pão descido do céu que foi crucificado. Só é possível para nós compreender a pessoa de Jesus, se tivermos em conta o mistério da encarnação, da paixão e da Eucaristia. Eles são inseparáveis. Este é o mistério pascal que agora celebramos.
– 2ª: A mensagem do evangelho é capaz de transformar radicalmente a vida da pessoa e torná-la sua testemunha. A todos os que propõem segui-lo, Jesus se oferece como sustento da caminhada e lhes garante a vida eterna.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Paulo faz a profunda experiência de Cristo ressuscitado e manifesta essa verdade em sua pregação. Compreende a revelação de Deus. Jesus que é a plena revelação do Pai, diz-nos que Ele é: o Pão vivo descido do céu e que foi crucificado para a redenção da humanidade.
– 2ª: Alimentados pela palavra de Deus e pelo pão que Jesus nos oferece, podemos ser transformados em discípulos e missionários do evangelho.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, em mim permanece e eu vou ficar nele. (Jo 6,56).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra, aleluia! (Ap. 5,12).

Antífona da comunhão

Aquele que foi crucificado ressurgiu dos mortos e nos redimiu, aleluia!

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus todo-poderoso, concedei que, conhecendo a ressurreição do Senhor e a graça que ela nos trouxe, ressuscitemos para uma vida nova pelo amor do vosso Espírito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:

– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 2ª: — Ouvi-nos e atendei-nos, Senhor.
1. Concedei, Senhor, aos ministros da Igreja força e ânimo na missão.
2. Iluminai os vocacionados à vida sacerdotal e religiosa.
3. Fortalecei os que lutam pelo mundo justo e fraterno.
4. Confortai aqueles que perderam pessoas queridas.
5. Amparai os povos indígenas na defesa de seus direitos.

Oração sobre as oferendas

Dignai-vos, ó Deus, santificar estes dons e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós mesmos uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Tendo participado do sacramento do Corpo e do Sangue do vosso Filho, nós vos suplicamos, ó Deus, que nos faça crescer em caridade a eucaristia que ele nos mandou realizar em sua memória. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.
FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”.
O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.
— Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
— Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

— Portal Editora Santuário;

— Portal Editora Paulinas;

— Portal Editora Paulus;

— Portal e Blog Canção Nova;

— Portal Dom Total;

— Portal Católica Net;

— Portal Católico Orante;

— Portal Edições Loyola Jesuítas;

— Portal de Catequese Católica;

— Portal Evangelho Quotidiano;

— Blog Homilia Dominical;

— Blog Liturgia Diária Comentada;

— Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

— Portal Catequisar: Catequese Católica;

— Portal Universo Católico;

— Portal Paróquia São Jorge Mártir;

— Portal Catedral FM 106,7;

— Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

— Portal Comunidade Resgate;

— Portal Fraternidade O Caminho;

— Portal Católico na Net;

— Portal Evangeli.net;

— Portal Padre Marcelo Rossi;

— Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

— Portal NPD Brasil.

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