Liturgia Diária 20/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 20/ABR/2013 (sábado)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 9,31-42).

Naqueles dias, 31 a Igreja vivia em paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria. Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo. 32 Pedro percorria todos os lugares; e visitou também os fiéis que moravam em Lida. 33 Encontrou aí um homem chamado Enéias, que estava paralítico e, há oito anos, jazia numa cama. 34 Pedro disse-lhe: “Eneias, Jesus Cristo te cura! Levanta-te e arruma a tua cama!” Imediatamente Enéias se levantou. 35 Todos os habitantes de Lida e da região do Saron viram isso e se converteram ao Senhor. 36 Em Jope, havia uma discípula chamada Tabita, nome que quer dizer Gazela. Eram muitas as obras boas que fazia e as esmolas que dava. 37 Naqueles dias, ela ficou doente e morreu. Então levaram seu corpo e o colocaram no andar superior da casa. 38 Como Lida ficava perto de Jope, e ouvindo dizer que Pedro estava lá, os discípulos mandaram dois homens com um recado: “Vem depressa até nós!” 39 Pedro partiu imediatamente com eles. Assim que chegou, levaram-no ao andar superior, onde todas as viúvas foram ao seu encontro. Chorando, elas mostravam a Pedro as túnicas e mantos que Tabita havia feito, quando vivia com elas. 40 Pedro mandou que todos saíssem. Em seguida, pôs-se de joelhos e rezou. Depois, voltou-se para o corpo e disse: “Tabita, levanta-te!” Ela então abriu os olhos, viu Pedro e sentou-se. 41 Pedro deu-lhe a mão e ajudou-a a levantar-se. Depois chamou os fiéis e as viúvas e apresentou-lhes Tabita viva. 42 O fato ficou conhecido em toda a cidade de Jope e muitos acreditaram no Senhor.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (Sl 115(116), 12-13. 14-15. 16-17 (R. 12)).

— Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
— Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
— 12 Que poderei retribuir ao Senhor Deus, / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? / 13 Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor.
— 14 Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. / 15 É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos.
— 16 Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; / mas me quebrastes os grilhões da escravidão: / 17 Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,60-69).

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 60 muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61 Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62 E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63 O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64 Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65 E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66 A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67 Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” 68 Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69 Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial … (querer)

Preparo-me para rezar a Palavra com meus irmãos internautas, com a oração:
Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO … (ler…)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 6,60-69, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus desafia seus ouvintes. Sua preocupação está na capacidade que as pessoas têm de ouvir sua mensagem, compreendê-la e se comprometer com ela. E com razão. Muitos o abandonam. Pedro, porém, pelo grupo dos discípulos, dá uma resposta cheia de comprometimento: “Quem é que nós vamos seguir? O senhor tem as palavras que dão vida eterna! E nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo que Deus enviou”.
Jesus, Mestre:
Que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém!
Jesus e Maria, dai-me a vossa bênção:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

… a VERDADE … (refletir e meditar…)

O que o texto diz para mim, hoje?
Assumo a postura de discípulo/a missionário/a?
Qual é a minha missão?
Ou, prefiro afastar-me?
Os bispos, em Aparecida, afirmaram: “Os fiéis leigos são “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo. São homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja”.” (DAp 209).

… e a VIDA … (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com Paulo VI:
Jesus, Mestre divino, que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens.
Dai coragem às pessoas convidadas.
Dai força para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como diáconos, padres e bispos, como religiosos e religiosas, para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu olhar, hoje, é iluminado pela fé na Palavra de vida eterna do Mestre Jesus Cristo que me impulsiona para a missão de servir.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

REFLEXÕES:

1 – A QUEM IREMOS, SENHOR?

Muitos recuam, ou abandonam o seguimento a Jesus, porque lhes falta fé suficientemente madura, que o encoraje, que o leve a vencer as dificuldades da vida.
Hoje, se percebe uma grande inquietação no campo da fé, há um desejo de se conseguir tudo fácil, o que leva muitas pessoas a trocar de religião, como se a religião fosse resolver todas as suas questões. Precisamos amadurecer na fé, conscientizarmos, de que a religião é apenas um caminho de orientação na fé, as nossas questões, cabe a nós mesmos resolvê-las, sempre à luz da fé.
Existe uma grande diferença entre ter fé e viver a fé.
Ter fé é acreditar naquilo que não se vê, e viver a fé, é viver de acordo com aquilo que se crê.
É a fé, que nos faz chegar ao coração amoroso do Pai, e o único caminho que nos leva a Ele, é Jesus! É por isso que Ele diz: “Ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A fé, é um dom de Deus, acolhe-la ou não, é nossa escolha.
Quando abraçamos a fé, abrem-se para nós, novos caminhos, as pedras, não nos impedirá de caminhar, e o mais importante, passamos a aceitar, sem questionamentos, todas as exigências do evangelho! Quem vive a fé, vive de acordo com os ensinamentos de Jesus, não questiona as suas exigências.
Diante das palavras exigentes de Jesus, devemos nos comportar como uma criança obediente, que mesmo sem entender o que o seu pai diz, acata todas as suas ordens.
No nosso seguimento a Jesus, mais importante do que entender as suas palavras, é aceitar o que Ele diz, pois é Ele, o Senhor da nossa vida! Quando ficamos questionando os seus ensinamentos, é sinal de que estamos impondo condições para segui-Lo.
evangelho de hoje, vem nos afirmar que só permanece com Jesus, quem chega até Ele, pelos caminhos da fé!
É impossível permanecer com Jesus, se não aceitarmos o desafio da cruz! Foi o que aconteceu com muitos discípulos que abandonaram Jesus, quando souberam que no seguimento a Ele, incluía a cruz. Eles queriam ficar com o Jesus da multiplicação dos pães, não quiseram aceitar o Jesus que passaria pela cruz! Mesmo Ele tendo dito: “O meu Reino não é deste mundo”, eles estavam longe de entender, que Jesus não buscava a glória dos homens e sim, a glória do Pai! Os mesmo que queriam proclamar Jesus como Rei, no episodio da multiplicação dos pães, o abandonam quando Ele disse: “Eis aqui o pão que desceu do céu, quem dele comer viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (Jo 6,51). Estas palavras de Jesus, prenunciavam a sua morte, ressoando para aquele povo, como sendo duras demais. Não que eles não tivessem entendido o sentido daquelas palavras, mas por não estarem dispostos a unir a vida deles, com a vida de Jesus, o que implicaria em doação de si mesmo.
Se optamos por Jesus, a nossa opção deve ser radical: estar com Ele para o que der e vier, do contrário, faremos como aquele povo, abandonamos Jesus no meio do caminho, perdendo a oportunidade do encontro com o Pai, pois só Ele é o caminho…
Jesus perguntou aos doze discípulos, os únicos que permaneceram com Ele até aquele momento: “Vós também quereis ir embora”?
Hoje, creio que Jesus nos faz uma pergunta diferente, talvez Ele nos perguntasse assim:
“E vós, quereis ficar comigo na Eucaristia”?
nossa resposta, não será imediata como foi a resposta de Pedro, vamos respondendo a Jesus, nas nossas atitudes do dia a dia!
Comer e beber de Jesus na Eucaristia é comer e beber do seu ideal!
FIQUE NA PAZ DE JESUS.
(Olívia Coutinho).

2 – RESPONDEMOS A CRISTO COM INCREDULIDADE OU FÉ?

Diante de um abandono quase total de todos aqueles que tinham comido e visto tantos prodígios, Jesus volta-se para os discípulos e lhes faz uma pergunta: “Acaso também vós quereis partir?” A debandada foi, ao que parece, geral. As fileiras ficaram praticamente vazias. Era o momento de Jesus animar aos que restavam e que Ele tinha escolhido a dedo: os Doze Apóstolos. A pergunta não deixa de ocultar implicitamente uma recriminação, caso a resposta fosse negativa. Jesus praticamente lhes diz: “Vós também sois do tipo pusilânime e covarde que na dificuldade desanima e foge”?
Ante a pergunta de Jesus, Pedro, em nome de todos, rompe o silêncio e responde: “Senhor, a quem iremos nós? Só tu tens Palavras de vida eterna”. A resposta de Pedro tem como sujeito a quem interpelar, a palavra “Senhor”. Evidentemente, não é o mesmo Senhor do Ressuscitado, que recebeu o poder, segundo Ef 1,20. Mas indica no caso uma submissão a quem tem autoridade. Pedro não encontra outro líder, porque as palavras de Jesus continham uma verdade eterna, a única que propriamente pode ser declarada como verdade.
Por isso, nós acreditamos e sabemos que Tu és o Ungido, o Filho do Deus, Aquele que devia vir ao mundo.
Pedro ouviu e interpretou corretamente as palavras de seu Mestre. Certamente, se Ele afirmava que seu Pai era Deus, o Deus vivo de Israel, Pedro estava disposto a admitir e acreditar nessas palavras que eram palavras de vida.
No texto de hoje, se descrevem duas reações opostas ao discurso – e poderíamos dizer à história – de Jesus.
sua Palavra tem uma resposta negativa: a incredulidade, porque é palavra difícil e exige uma submissão prática da vida não só no modo de pensar, mas também no modo de atuar.
Ou pode ter uma resposta positiva como a dada por Pedro: a fé. Mas uma fé, não no homem sábio, brilhante, mas na testemunha que conta o que viveu no seio de Deus.
sua Palavra está corroborada por obras admiráveis. Se nestas não acreditamos, desaparece o Filho de Deus e só fica o homem Jesus, admirável em palavras e condutas, mas puramente humano, de quem podemos tomar as palavras que nos convêm e descartar as palavras difíceis que atrapalham o nosso ideal ou a nossa maneira de vida. Jamais serão vida para nós.
Oxalá, Simão Pedro interceda por nós para que, diante de tantos profetas da falsidade, possamos sempre reconhecer nas palavras de Jesus, a Vida, a Verdade e o Caminho que nos conduz à Deus, nosso Pai. Pois elas são Palavras de Vida Eterna.
(Padre Bantu Mendonça).

3 – UMA LINGUAGEM DURA.

A obstinação dos adversários de Jesus chegou a contaminar os discípulos. O linguajar acerca do alimento eucarístico parecia-lhes cada vez menos compreensível. O simbolismo das palavras carne, sangue, comer, beber, possuir a vida etc., por não ter sido decodificado, não permitia que as pessoas intuíssem o que Jesus realmente queria dizer.
situação agravou-se, quando os próprios discípulos de Jesus começaram a se escandalizar com a linguagem do Mestre. Não se pode ignorar, que eles viviam no mesmo ambiente cultural e teológico dos adversários de Jesus. A superação de seus esquemas mentais não era só questão de vontade ou de amizade com Deus. Era coisa muito mais séria.
Os discípulos eram convidados a abrir mão daquele universo teológico rígido e contaminado por uma mentalidade demasiado estreita, para aderir à proposta de Jesus. Esta foi a mesma exigência que o Mestre impôs aos seus adversários.
Muitos discípulos, incapazes de dar o salto qualitativo da fé, optaram por afastar-se do Mestre, aliando-se aos seus adversários. Entretanto, os que permaneceram foram também desafiados a fazer o mesmo. A intervenção de Pedro foi fundamental para recolocar as coisas nos seus devidos lugares. Era inútil correr atrás de outros mestres. Só em Jesus encontram-se palavras de vida eterna.
Oração: Espírito de convicção, que eu me deixe convencer pelas palavras de Jesus, e as acolha, na certeza de que, só nelas, conseguirei a vida eterna.
(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

4 – BOA NOVA PARA CADA DIA.

“Simão Pedro respondeu: a quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de Vida Eterna.” (Jo 6,68).
Depois que Jesus dissera aos judeus que Seu Corpo era comida e Seu Sangue era bebida, muitos se afastaram Dele (Jo 6,66). Até os discípulos mais próximos se sentiam confusos, e Jesus o percebeu.
Quando Jesus lhes pergunta se também eles queriam ir embora, Simão Pedro entende que sem Jesus eles seriam ninguém. Por isso sua resposta: a quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de Vida Eterna.
No entanto, Simão Pedro não disse apenas isso, porque continuou: Nós cremos firmemente e reconhecemos que Tu és o Santo de Deus (Jo 6,69).
Era precisamente isso que Jesus esperava ouvir de seus discípulos, que, depois de ressuscitado, chamará de “irmãos”, não apenas “amigos” (Mt 28,10; Jo 20,17). Eles creram em Jesus; fora esta a condição que Jesus pusera para que recebessem a Vida Eterna. E a receberam. Nós cremos em Jesus, e receberemos a Vida Eterna com Ele.
(Pe. Valdir Marques, SJ).

5 – TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA!

As Sagradas Escrituras contêm a palavra de Deus e, pelo fato de serem inspiradas, são verdadeiramente Palavra de Deus; por isso, o estudo destes sagrados livros deve ser como que a alma da sagrada teologia. Também o ministério da palavra, isto é, a pregação pastoral, a catequese, e toda a espécie de instrução cristã […] com proveito se alimenta e santamente se revigora com a palavra da Escritura.
sagrado Concílio exorta com ardor e insistência todos os fiéis […] a que aprendam “a sublime ciência de Jesus Cristo” (Fil 3,8) com a leitura frequente das divinas Escrituras, porque “a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo” (São Jerônimo). Debrucem-se, pois, gostosamente sobre o texto sagrado, quer através da sagrada liturgia, rica de palavras divinas, quer pela leitura espiritual, quer por outros meios que se vão espalhando tão louvavelmente por toda a parte, com a aprovação e estímulo dos pastores da Igreja.
Lembrem-se, porém, de que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada de oração, para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem; porque “a Ele falamos quando rezamos, a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (Santo Ambrósio). […]
Deste modo, pois, que com a leitura e o estudo dos livros sagrados “a palavra de Deus se difunda e resplandeça” (2Tess 3,1), e o tesouro da revelação confiado à Igreja encha cada vez mais os corações dos homens. Assim como a vida da Igreja cresce com a assídua frequência do mistério eucarístico, assim também é lícito esperar um novo impulso de vida espiritual se fizermos crescer a veneração pela palavra de Deus, que “permanece para sempre” (Is 40,8; cf. lPed 1,23-25).
(Concílio Vaticano II – Constituição dogmática sobre a Revelação divina, “Dei Verbum”, §§ 24-26).

6 – REFLEXÃO.

Muitas pessoas querem conhecer Jesus e ouvir tudo o que ele tem para dizer, mas não querem escutar tudo, mas sim apenas alguns pontos que lhes interessam para a satisfação dos seus desejos e necessidades. Quando essas pessoas ouvem tudo o que Jesus tem para dizer, se escandalizam, afastam-se dele e não querem mais segui-lo. De fato, é muito fácil dizer que Jesus tem palavras muito bonitas, mas nem sempre é fácil aceitar as exigências do Evangelho. Porém, não podemos nos esquecer que somente Jesus tem palavras de vida eterna, e que só consegue ouvir de fato as palavras de vida eterna quem crê firmemente que ele é o Santo de Deus e busca imitá-lo verdadeiramente na busca da santidade.
(CNBB).

7 – ESTA PALAVRA É DURA. QUEM CONSEGUE ESCUTÁ-LA?

A objeção não vem, agora, dos judeus, como é o caso nos versículos precedentes, mas de muitos dos próprios discípulos de Jesus: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” (v. 60). Trata-se um grupo diferente e mais amplo que o dos Doze. Não é somente dos judeus que vem a dificuldade de crer em Jesus, mas também dos discípulos, daqueles que foram atraídos pela palavra e pelos sinais que Jesus realizava, havia resistência.
em que a palavra é dura?
Ela é difícil de ser compreendida; é dura pelo que exige de quem adere a Jesus; é dura porque exige abertura à novidade de um novo tempo oferecido por Deus à humanidade, novo tempo inaugurado pela encarnação do Verbo; é dura porque exige uma conversão profunda e uma mudança de mentalidade. “É o Espírito que dá a vida” (v. 63; Gn 2,7). Somente no e pelo Espírito é que se pode compreender e fazer a experiência de que as palavras de Jesus fazem viver, pois são um sopro de vida. O abandono de muitos dos discípulos de seguirem Jesus é a ocasião para Pedro fazer uma verdadeira profissão de fé: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna?” (v. 68). Mas o seguimento e a fé só podem ser autenticamente vividos na liberdade: “Vós também quereis ir embora?” (v. 67).
(Carlos Alberto Contieri, SJ).

8 – O ESPÍRITO É QUEM DÁ VIDA…

Quando professamos nossa fé com as palavras do Credo de Niceia e Constantinopla, dizemos crer “no Espírito Santo, Senhor que dá a vida”. Em latim, Dominum et vivificantem, Senhor e fonte de vida.
De fato, o mesmo Espírito que pairava sobre as águas (Gn 1), “chocando” o ovo da futura Criação, é o Espírito que repousou sobre Jesus (Lc 4,18), preparando-o para sua missão, e o Espírito de Pentecostes (At 2), que se fez alma e motor da Igreja. O “hálito” divino que deu vida ao primeiro homem (Gn 2,7b) é o mesmo “sopro” que nos infunde a vida de Jesus. Aliás, sem a ação pontual do Espírito Santo, invocado pelo sacerdote na Santa Missa, não teríamos no pão o Corpo de Cristo, no vinho consagrado o Sangue de Cristo.
Curiosamente, muitos fiéis não têm consciência de que, comungando o Corpo e o Sangue de Cristo na Eucaristia, comungam também o Espírito Santo (que é o Espírito de Jesus). Fruto direto da comunhão é o “espírito de unidade”.
Papa João Paulo II escreveu: “O dom de Cristo e de seu Espírito, que recebemos na comunhão eucarística, realiza plena e abundantemente os anseios de unidade fraterna que vivem no coração humano e ao mesmo tempo eleva esta experiência de fraternidade, que é a participação na mesma mesa eucarística, a níveis que estão muito acima da mera experiência de um banquete humano”. (Ecclesia de Eucharistia, 24).
Assim, Jesus afirma que não podemos tentar compreender de modo carnal o profundo mistério do dom de seu Corpo e Sangue: “A carne não serve de nada, o Espírito é quem dá a vida”.
acrescenta: “As palavras que Eu vos disse são Espírito (com inicial maiúscula no texto de São Jerônimo) e vida”.
Nunca será demais acentuar o “realismo” da presença de Jesus nas espécies consagradas. Jesus não falava por símbolos. Tanto que o texto grego original de S. João chega a usar o verbo “trógon” (mastigar; cf. Jo 6,54.56-57-58) em lugar do verbo “phágein” (comer). Essa distinção desaparece na Vulgata, em latim, que talvez tenha estranhado o excesso de realismo…
Diante das palavras de Jesus, muitos seguidores se afastam. Ele diz aos Doze: “Também quereis partir?” E a resposta fulminante de Pedro: “A quem iríamos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna!”
nós?
Que alternativa teríamos para Jesus, que deu a vida por nós e nos alimenta na Eucaristia?
Orai sem cessar: “Senhor, tu tens palavras de vida eterna!” (Jo 6,68).
(Antônio Carlos Santini).

9 – A QUEM IREMOS SENHOR?

No evangelho de hoje Jesus nos dá um ensinamento de como não racionalizar as coisas sobrenaturais. A ideia de que eles teriam que comer a carne e beber o sangue de Jesus escandalizava a muitos dos discípulos, justamente porque eles procuravam entender com a mente aquilo que só o Espírito poderia fazê-lo.
Nós nos escandalizamos com os mistérios de Deus porque a nossa fé é muito pequena e não compreendemos que as palavras de Jesus são espírito e verdade.
Jesus foi firme diante dos questionamentos dos judeus e até dos próprios discípulos sobre as “palavras duras de comer o seu corpo e o seu sangue”. Diante da evasão de alguns, Ele deu um ultimato aos Seus seguidores: “Vós também vos quereis ir embora”?
É muito interessante a reação de Jesus diante do abandono da maioria dos seus discípulos. Ele não arreda pé, mas com toda calma até convida os Doze para saírem, se não podem aceitar a sua palavra. Jesus não se preocupa com números – mas com a fidelidade ao Pai.
Talvez até fique sozinho, mas não vai diluir em nada as exigências do seguimento da vontade do Pai. Um exemplo importante para nós, pois muitas vezes caímos na tentação de julgar o êxito pelos números! Igrejas cheias indicam sucesso! Mas nem sempre é assim – é mais importante ser coerente com o Evangelho, custe o que custar.
Mas devemos cuidar de não interpretar erradamente as palavras de Jesus quando diz: “É o Espírito que vivifica, a carne para nada serve”.
Às vezes usa-se essa frase para justificar uma religião dualista, onde tudo que é “espírito” é bom e tudo que é material é do mal! Aqui João não distingue duas partes do ser humano, mas duas maneiras de viver! A carne é a pessoa humana entregue a si mesma, incapaz de entender o sentido profundo das palavras e dos sinais de Jesus; o espírito é a força que ilumina as pessoas e abre os seus olhos para que possam entender a Palavra de Deus que se pronuncia em Jesus.
Diante do desafio de Jesus, Pedro resume a visão dos que percebem em Jesus algo mais do que um mero pregador. A quem iremos?
Pois só Jesus tem as palavras de vida eterna! Declaração atual, pois é moda na nossa sociedade – até entre muitos católicos praticantes – de correr atrás de tudo que é novidade: supostas aparições, esoterismo, religiões orientais, gnosticismo, escritos apócrifos e tantas outras propostas, às vezes até sem cabimento, enquanto se ignora a Palavra de Deus nas Escrituras.
texto de hoje nos convida a nos examinarmos, a verificarmos se estamos realmente buscando a verdade onde ela se encontra, ou se a deixamos de lado, achando – como a multidão no texto – que o seguimento de Jesus “é duro demais”!
No meio de tantas propostas de vida, estamos convidados a reencontrarmos a fonte da verdadeira felicidade e da verdadeira vida, fazendo nossa a experiência de Pedro, que descobriu que Jesus “tem palavras de vida eterna”. E então, com ele, clamarmos:
QUEM IREMOS SENHOR? SÓ TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA.
Amém.
Abraço carinhoso.
(Maria Regina).

10 – O NOSSO ESPÍRITO É QUEM SUSTENTA A NOSSA MATÉRIA E O ESPÍRITO SANTO É QUEM NOS VIVIFICA.

Jesus nos dá um ensinamento de como não racionalizar as coisas sobrenaturais e é firme diante dos questionamentos dos judeus e até dos próprios discípulos sobre as “palavras duras de comer o seu corpo e beber o seu sangue.” Muitos discípulos se escandalizavam e até se afastaram de Jesus quando Ele falou em comer a Sua carne e beber o Seu sangue. A ideia de que eles teriam que comer a carne e beber o sangue de Jesus escandalizava a muitos, justamente, porque eles procuravam entender com a mente aquilo que só o Espírito poderia fazê-lo. Nós nos escandalizamos com os mistérios de Deus porque a nossa fé é muito pequena e não compreendemos que as palavras de Jesus são espírito e verdade.
Somente com o nosso espírito nós podemos compreender as coisas de Deus e somente com os olhos do espírito à Luz da Fé nós aceitamos os Seus ensinamentos. O nosso espírito é quem sustenta a nossa matéria e o Espírito Santo é quem nos vivifica. Entendendo com a razão e dentro da lógica humana seria impossível acontecer o que Jesus afirmara, porém o “Espírito é que dá vida” e “as palavras de Jesus são espírito e vida!” E o Espírito é dado em abundância a quem reconhece que só Jesus tem as palavras de vida eterna! Diante da evasão de alguns, Jesus deu um ultimato aos Seus seguidores: “Vós também vos quereis ir embora?” Pedro respondeu em nome dos outros discípulos: “a quem iremos Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus”.
Alguns discípulos se afastaram de Jesus, porém ficaram aqueles que creram e reconheceram que “Ele era o santo de Deus”. Hoje também são muitos os que se afastam porque não querem entender, os que duvidam porque se acham autossuficientes e até zombam de Cristo! Assumir as palavras de Jesus como espírito e vida é abraçar tudo o que Ele nos propõe sem questionamentos e com o coração convencido.
Reflita:
– Você tem convicção quanto a tudo o que Jesus lhe propõe?
– Você tem plena consciência de que quando comunga está comendo o Corpo e bebendo o sangue de Jesus?
– Como você se sente em relação àquelas pessoas que não creem?
– Como você tem demonstrado diante delas a sua fé em Jesus presente na Eucaristia?
– Quais serão as palavras de vida eterna que Jesus hoje quer revelar para você?
– Escute-O!
Amém.
Abraço carinhoso.
(Maria Regina).

11 – A QUEM IREMOS? TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA.

A quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna.
Este Evangelho nos trás duas reações diferentes, diante das palavras de Jesus dizendo que vai dar a sua carne como comida e o seu sangue como bebida: uma negativa e uma positiva. A negativa se manifestou na reação do povo que começou a se afastar de Jesus, e dos discípulos que consideraram as palavras de Jesus duras demais. A resposta positiva aparece na profissão de fé de Pedro.
Antes, a reação negativa a essas palavras de Jesus vinha dos judeus. Agora vem dos próprios discípulos, que disseram: “Esta palavra é dura. Quem poderá escutá-la”?
Jesus disse: “O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada.” Carne aqui não é no sentido da carne eucarística, mas da condição natural do homem, que não consegue chegar a Deus. É por isso que Jesus disse também: “Ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”.
reação positiva, baseada na fé, veio da boca de Pedro, que fala em nome dos Doze: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”.
Pedro também não entendeu e até se chocou com as palavras de Jesus, de que ia dar a sua carne como comida e o seu sangue como bebida. Mas ele pensou: fora de Jesus, aí no mundo, é muito pior. Se o deixarmos, não teremos outro caminho de felicidade, outro meio de preencher o nosso anseio de felicidade e de vida eterna. Em outras palavras, Pedro disse a Jesus: “Junto com o Senhor é difícil, mas longe, é pior ainda. Por isso preferimos ficar com o Senhor”.
Todos nós temos de responder a essa pergunta, uma vez ou outra na vida: a quem iremos?
Que caminho seguimos?
da fé, o do mundo, ou um meio termo entre os dois?
Nós estamos mesmo decididos a continuar com Jesus, ou queremos seguir outro caminho?
Ou, pior ainda, optamos pelo meio termo, ficando com os pés em duas canoas?
Teoricamente, todos respondemos que queremos ficar com Jesus integralmente. Mas a teoria aqui não vale. O que vale é a resposta que damos com o nosso procedimento diário: participando da santa Missa, perdoando um inimigo, ajudando um necessitado, perseverando na vocação, ou no juramento um dia dado diante de Deus e da Igreja…
tentação nos cerca e quer nos enganar de tal modo que, às vezes, não vemos outra saída, a não ser segui-la. Mas é pura ilusão, pois a tentação não cumpre o que promete a nós, que é a felicidade.
certo é que a pergunta de Jesus – “Você também não quer ir embora?” – é dirigida a nós frequentemente, pois ele não gosta de mediocridades, como disse Deus na Sagrada Escritura: “Conheço a tua conduta. Não és frio, nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca” (Ap 3,15-16).
Quando confrontamos as Bem-aventuranças com os nossos critérios e procedimentos pessoais, dificilmente escapamos da resposta sincera a Deus: sou morno, sou meio termo!
Um dia, um homem estava junto com a sua esposa, e alguém lhe perguntou: “Você é católico praticante?” Ele respondeu: “Mais ou menos”.
Então a pessoa lhe fez outra pergunta, assim na lata: “Você é fiel à sua esposa?” Agora ele deixou de lado o “mais ou menos” e disse: “Sim, claro! Sou fiel a ela!” Entretanto, sabemos que o matrimônio é uma pálida imagem do nosso compromisso com Deus, que deve ser muito mais sério!
amor, quando é pleno, confia na pessoa amada, mesmo que não entenda direito o que ela diz, por que lê no seu coração. Maria Santíssima amava a Jesus com esse amor pleno e indiviso. Por isso, ela não estranhava nenhuma das afirmações do Filho. Que sigamos a Jesus do jeito que sua mãe seguiu.
quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna.
(Padre Queiroz).

12 – DISCÍPULOS EM CRISE…

O leitor mais atento vai perceber que nesta semana Jesus insistiu muito na necessidade da Fé Nele próprio, que é o Filho de Deus descido do céu, uma Fé que requer intimidade com ele, comendo sua carne e bebendo seu sangue, para ter a Vida Eterna que ele próprio, revelando-se como alimento que transmite e que dá a aquele que crê a Vida Eterna, mesmo com todas as limitações humanas. Que essas afirmações nos debates com os Judeus, acabou transformando-se em provas para a sua condenação, porque para os Judeus da “gema”, para quem a referência máxima do Deus da Aliança era Moisés, isso era uma blasfêmia, passível de condenação.
Hoje alguns discípulos menos preparados também acabam se escandalizando com essa revelação e a crise está estabelecida na comunidade. Pois estes pensam exatamente como os Judeus conservadores, Jesus Cristo é bem conceituado entre eles, como grande profeta enviado por Deus (mas não Deus) homem de grandes prodígios e de uma sabedoria que causava admiração na comunidade, mas ainda o conceituavam em um patamar inferior a Moisés, isso é, estavam presos aos laços da carne e não conheciam outra vida que não fosse a Biológica, onde a grande bênção de Deus se manifestava na prosperidade material e na descendência, exatamente como havia prometido a Abraão.
Por isso, diante da afirmativa de Jesus de “O Espírito é que vivifica, a carne de nada serve, e que suas palavras são espírito e Vida…” desencadeou-se uma crise entre eles. Isso se aplica tanto ao grupo dos discípulos, onde a dificuldade de pensar as coisas de Deus, era muito grande, como também as comunidades do fim do primeiro século do Cristianismo.
a frase que provocou ainda mais a crise foi esta “Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não for concedido”, esse foi o estopim que eclodiu na comunidade, onde no pensamento judaico, as boas obras aproximavam o homem de Deus e o justificavam, Deus era estático, o homem é que se move em sua direção. Jesus havia acabado de dizer que as “boas obras” e a observância de toda Lei, eram apenas as placas sinalizadoras do Caminho, que era Ele próprio. A essas alturas do campeonato, muitos fizeram as malas e deixaram a comunidade, Judas foi o primeiro, atrás dele foram outros da comunidade de João, no primeiro  século da Igreja, e hoje também a toda Hora tem cristão abandonando o barco, porque não concorda com a Fé proclamada por uma Igreja Cristocêntrica, institucional e mística, humana e Divina, onde o elo entre Deus e o Homem é a Eucaristia… quem comer a minha carne e beber do meu sangue permanece em mim e eu nele…
Diante da crise estabelecida, Jesus fez o contrário de certas lideranças fajutas, que não querendo perder ovelhas, abranda o discurso, ameniza a prática cristã, abre um caminho mais fácil e menos exigente, principalmente em nossos tempos. Mas Jesus encarou os que ficaram, e em vez de parabenizá-los e rasgar elogios por não terem abandonado a comunidade, endureceu ainda mais o “jogo”. “Quereis vós também retirar-vos?” Ou seja, para quem não aceitar esta verdade, vivendo o cristianismo do jeito que ele é, a porta da rua é a serventia da casa…
nesta hora é belíssimo de Pedro, que não era nenhum super apóstolo, tinha muitas limitações, mas em seu coração professava uma Fé descomunal em Jesus, porque o Via como o próprio Deus “Senhor, a quem iremos se só tu tens palavras de Vida Eterna”… Talvez muita gente competente e intelectual, gente importante que poderia fazer a diferença na comunidade, a tenha abandonado, os que ficaram são simples mas fervorosos, pois em nossas comunidades o que vale é a Fé em Jesus Cristo, e não o brilho das pessoas, ou seu status, poder ou prestígio. Uma Fé assim, uma igreja assim, um Jesus Cristo assim, Real e Verdadeiro como João nos apresenta, é PEGAR ou LARGAR… não tem meio termo ou mais ou menos…
(Diácono José da Cruz).

13 – TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA.

Hoje acabamos de ler no Evangelho o discurso de Jesus sobre o Pão de Vida, que é Ele mesmo que se dará a nós como alimento para as nossas almas e para a nossa vida cristã. Como costuma acontecer, contemplamos duas reações bem diferentes, por parte de quem lhe escuta.
Para alguns, a sua linguagem é muito dura, incompreensível para a sua mentalidade obtusa à Palavra salvadora do Senhor, São João diz – com certa tristeza – que “A partir daquele momento, muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele” (Jo 6,66). E o mesmo evangelista dá-nos uma pista para entender a atitude destas pessoas: não acreditavam, não estavam dispostas a aceitar os ensinamentos de Jesus, frequentemente incompreensíveis para eles.
Por outro lado, vemos a reação dos Apóstolos, representada por Pedro: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos” (Jo 6,68-69). Não é que os doze sejam mais inteligentes que os outros, nem tampouco melhores, nem sequer mais expertos em temas de Bíblia; sim que são mais simples, mais confiados, mais abertos ao Espírito, mais dóceis. Surpreendemos-lhes de quando em quando nas páginas dos evangelhos, equivocando-se, não entendem a Jesus, discutem sobre qual deles é mais importante, corrigem o Mestre quando lhes anuncia a sua paixão; mas sempre os encontramos ao seu lado, fieis. O seu segredo: amavam-lhe de verdade.
Santo Agostinho o expressa assim: “Não deixam sinais na alma os bons costumes, senão os bons amores (…). Isto é em verdade o amor: obedecer e crer a quem amamos”.
À luz deste Evangelho podemos perguntar-nos: onde tenho posto o meu amor?
Que fé e que obediência tenho no Senhor e no que a Igreja ensina?
Que docilidade, simplicidade e confiança vivo com as coisas de Deus?
(Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)).

14 – ESTA PALAVRA É DURA.

Muitos dos discípulos de Jesus, ouvindo-o, disseram: “Esta Palavra é dura!”. Se, por vezes, o bem e a verdade podem causar escândalo, porém, negados, jamais. Assim, embora empregue palavras duras para descrever a Eucaristia, seu corpo, pão descido do céu, Jesus não quer vê-las rejeitadas. Caso não sejam compreensíveis aos que se situam no nível carnal, elas iluminarão o coração dos que se abrem à fé e deixam o Espírito Santo atuar em sua vida. Urge tomar uma decisão. Os que permanecem presos a uma visão meramente humana, “voltam atrás e não andam mais com Jesus”. Acompanhamos o orgulho e a autossuficiência, que os leva ao esquecimento de Deus, para quem nada é impossível. Jesus aguarda, ouve, e finalmente interpela: “O Espírito vivifica, a carne para nada serve. As palavras que vos disse são espírito e vida”.
Ninguém lhe é indiferente. Seu coração está aberto para todos. Por isso, ele insiste: “Este é o pão que desceu do céu. Ele não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come deste pão viverá para sempre”. Ele inaugura algo radicalmente novo, a eucaristia, que torna presente sua Paixão bem-aventurada, a Ressurreição e a gloriosa Ascensão aos céus, na expectativa de sua última vinda. Para nós, mostra-se essencial a fé, que, qual luz interior, nos assegura ser a hóstia consagrada “o pão descido do céu”, “o pão da vida”, a carne do Filho de Deus feito homem, sacrificado para a salvação do mundo. É o corpo do Senhor, ressuscitado e eternizado, que será entregue como alimento a todas as gerações da terra. No dizer de S. Inácio de Antioquia, a eucaristia é “alimento de ressurreição” ou segundo S. Paulo, “mistério da fé”.
Extasiado diante do maravilhoso presente do Senhor, S. João Crisóstomo declara: “Os magos adoraram o corpo reclinado na manjedoura. Não mais no presépio tu o vês, mas sobre o altar”. O corpo eucarístico é presença do corpo histórico de Jesus, nascido de Maria, que, pregado na cruz, sofre a paixão cruenta e, ressuscitado, sobe aos céus. Em sua humanidade eucarística, Jesus compendia o mundo inteiro e, como alimento de imortalidade, transfigura-o misteriosamente. Com simplicidade, declara S. Irineu: “Os nossos corpos, que participam da Eucaristia, não são mais corruptíveis, porque possuem a esperança da ressurreição”. E, movido pela caridade, iluminada pela razão e pela fé, S. Ambrósio confessa: “Quem come a vida não pode morrer. Ide a ele e saciai-vos, porque ele é o pão da vida”.
(Dom Fernando).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

— 3ª Semana da Páscoa (Cor Branca – Prefácio Pascal).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Cristo revelou-nos a verdade eterna. Passam os tempos e as pessoas, mas sua Palavra permanece. E Jesus vai pouco a pouco firmando os apóstolos em sua fé e dispondo-os para a grande missão de anunciar o Evangelho. Por isso, Pedro responde ao Cristo: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. E esta deve ser também a resposta de nossa fé.
– 2ª: Diante das propostas de Jesus, há muitos que reconhecem não serem fáceis as suas exigências e por isso preferem outros caminhos. A nós cabe assumir na própria vida a convicção de Pedro “A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna”.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Por onde anda o apóstolo é o próprio Cristo que por ali passa. E assim se firmam as palavras de Pedro à pergunta de Cristo: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. Escutemos e compreendamos o que agora nos fala o Senhor em sua Palavra.

– 2ª: O Espírito de Deus dinamiza, restaura e vivifica o caminho da comunidade. Alimentados pela Palavra e pela eucaristia, reconhecemos que Jesus é o verdadeiro caminho da vida eterna.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63c.68c).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

Sepultados com o Cristo no batismo, fostes também ressuscitados com ele, porque crestes no poder de deus, que o ressuscitou dos mortos, aleluia! (Cl 2,12).

Antífona da comunhão

Pai, eu te rogo por eles, para sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste, diz o Senhor, aleluia! (Jo 17,20s).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que renovastes nas águas do batismo os que creem em vós, protegei os que renasceram no Cristo, para que vençam as ciladas do erro e permaneçam fiéis à vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:
– 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 2ª: — Jesus ressuscitado, ouvi-nos.
1. Tornai, Senhor, a Igreja sempre dócil à ação do vosso Espírito.
2. Abençoai e fortificai os trabalhos dos missionários.
3. Renovai a aliança que fizemos convosco no batismo.

4. Dai perseverança aos ministros da eucaristia.

5. Fazei reinar a vossa paz entre os povos.

Oração sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, com bondade, as oferendas da vossa família e concedei-nos, com o auxílio da vossa proteção, sem perder o que nos destes, alcançar os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Guardai, ó Deus, no vosso constante amor aqueles que salvastes, para que, redimidos pela paixão do vosso Filho, nos alegremos por sua ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir, os nomes dos sites e blogs a que pertencem os textos que nos preenchem todos os dias com palavras inspiradas pelo Espírito Santo, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO — “BÍBLIA SAGRADA”.

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem inspira essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

— Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

— Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

— Portal Editora Santuário;

— Portal Editora Paulinas;

— Portal Editora Paulus;

— Portal e Blog Canção Nova;

— Portal Dom Total;

— Portal Católica Net;

— Portal Católico Orante;

— Portal Edições Loyola Jesuítas;

— Portal de Catequese Católica;

— Portal Evangelho Quotidiano;

— Blog Homilia Dominical;

— Blog Liturgia Diária Comentada;

— Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

— Portal Catequisar: Catequese Católica;

— Portal Universo Católico;

— Portal Paróquia São Jorge Mártir;

— Portal Catedral FM 106,7;

— Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

— Portal Comunidade Resgate;

— Portal Fraternidade O Caminho;

— Portal Católico na Net;

— Portal Evangeli.net;

— Portal Padre Marcelo Rossi;

— Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

— Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO E PARA QUEM QUISER OUVIR.

Mais vale o desconforto da VERDADE,
do que a comodidade da MENTIRA.

Se não quer ouvir a VERDADE,
não me pergunte sobre a MENTIRA.

Eu acredito e vivo assim,
pois Jesus me ensinou, usando os meus pais.

Agora, se o ERRO está em mim,
que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE,
para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM,
suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

Viver e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus,
pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA.

POR ISSO, MATAMOS JESUS TODOS OS DIAS,
CRUCIFICANDO-O NOVAMENTE, PORQUE NÃO SABEMOS DIZER A VERDADE.

Seguir a Cristo é:

– TER CONHECIMENTO: para ser usado hoje;

– CORRIGIR OS ERROS: para ser usado hoje;

– AMAR AO PRÓXIMO: para ser usado hoje;

– PEDIR PERDÃO: para ser usado hoje;

– SABER PERDOAR: para ser usado hoje;

– VIVER A VERDADE: para ser usado hoje;

– TER SABEDORIA: para ser usado hoje;

– ORAR: para ser usado hoje;

– ACEITAR A OPINIÃO DOS OUTROS: para ser usado hoje;

– SABER OUVIR: para ser usado hoje…

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus,
tem que ser uma caminhada diária.

Não interessa o que você imagina para o futuro;
não importa o que você fez no passado;
o que realmente interessa, é o que você faz no presente, para viver em Cristo.
Isso quer dizer: HOJE, DIA APÓS DIA.

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