Liturgia Diária 25/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 25/ABR/2013 (quinta-feira)

LEITURAS

Primeira Carta de São Pedro (1Pd 5,5b-14)

Caríssimos, 5b revesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. 6 Rebaixai-vos, pois, humildemente, sob a poderosa mão de Deus, para que, na hora oportuna, ele vos exalte. 7 Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois ele é quem cuida de vós. 8 Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. 9 Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos atingem também os vossos irmãos pelo mundo afora. 10 Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna, em Cristo, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros. 11 A ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém. 12 Por meio de Silvano, que considero um irmão fiel junto de vós, envio-vos esta breve carta, para vos exortar e para atestar que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes. 13 A igreja que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também, Marcos, o meu filho. 14 Saudai-vos uns aos outros com o abraço do amor fraterno. A paz esteja com todos vós que estais em Cristo.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (Sl 88(89),2-3,6-7,16-17 (R. cf. 2a)).

— Ó Senhor, eu cantarei, eternamente, o vosso amor.

— Ó Senhor, eu cantarei, eternamente, o vosso amor.

— 2 Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! 3 Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” / E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

— 6 Anuncia o firmamento vossas grandes maravilhas, e o vosso amor fiel, a assembleia dos eleitos, 7 pois, quem pode, lá nas nuvens ao Senhor se comparar / e quem pode, entre seus anjos, ser a ele semelhante?

— 16 Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! 17 Exultará de alegria em vosso nome dia a dia, e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 16,15-20).

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15 e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16 Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17 Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18 se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. 19 Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20 Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Preparo-me para a Leitura Orante, orando com todos que se encontram na rede da internet.

Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.

Que eu conheça Jesus Mestre compreenda e me torne um/a anunciador/a do seu Evangelho.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 16,15-20, e releio as expressões mais fortes.

Jesus manda os discípulos irem ao encontro das pessoas, com um objetivo claro: anunciar o Evangelho. Não diz a eles para esperarem que as pessoas venham, mas para eles tomarem a iniciativa e irem comunicar a Boa Notícia.

Pela fé, coisas humanamente “impossíveis”, aconteceriam. Os discípulos foram e o Senhor estava com eles, os ajudava.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

Também eu sou uma pessoa convocada para ser discípulo/a e missionário/a de Jesus.

O encontro com Jesus Cristo, é o ponto de partida de um processo que culmina na minha maturidade como discípulo/a e deve renovar-se constantemente pelo meu testemunho pessoal, e pela missão: “Vão pelo mundo inteiro”.

• A conversão é a minha resposta inicial no seguimento de Jesus Cristo;

• O discipulado me leva ao amadurecimento no conhecimento, na fé e no seguimento de Jesus Mestre.

• Vivo a comunhão, pois não pode haver vida cristã fora da comunidade: na minha família, na paróquia, no meu grupo.

Sou uma pessoa em missão, que vivo a partilha de minha experiência de Deus aos outros.

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo com Dom Pedro Casaldáliga:

ORAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

Deus do Amor, que te dás sempre em comunhão criadora,

Deus da Vida partilhada frente aos processos de morte,

Deus da Palavra encarnada em Jesus de Nazaré,

serviço da Verdade,

na convivência da Paz,

pelas veredas da História…

Ensina-nos a escutar o silêncio e o clamor dos deserdados da Terra.

Ensina-nos a falar a Boa Nova do Reino bem no alto dos telhados e no coração do mundo.

Que sejamos testemunhas da invencível Esperança,

que consagremos a mídia ao serviço do Evangelho

em abertura ecumênica,

em plenitude ecológica,

nos Povos da Nossa América,

em cultura solidária entre todas as culturas

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Com os bispos da América Latina e Caribe, sinto que posso procurar:

“a) Conhecer e valorizar esta nova cultura da comunicação.

b) Promover a formação profissional na cultura da comunicação de todos os agentes e cristãos.

c) Formar comunicadores profissionais competentes e comprometidos com os valores humanos e cristãos na transformação evangélica da sociedade, com particular atenção aos proprietários, diretores, programadores e locutores.

d) Apoiar e otimizar, por parte da Igreja, a criação de meios de comunicação social próprios, tanto nos setores televisivos e de rádio, como nos sites de Internet e nos meios impresso.

e) Estar presente nos meios de comunicação de massa: imprensa, rádio e TV, cinema digital, sites de Internet, fóruns e tantos outros sistemas para introduzir neles o mistério de Cristo.

f) Educar na formação crítica quanto ao uso dos meios de comunicação a partir da primeira idade;

g) Animar as iniciativas existentes ou a serem criadas neste campo, com espírito de comunhão.

h) Acompanhar leis protejam as crianças, jovens e as pessoas mais vulneráveis para que a comunicação não transgrida os valores e, ao contrário, criem critérios válidos de discernimento.

i) Ajudar tanto as pastorais de comunicação como os meios de comunicação de inspiração católica a encontrar seu lugar na missão evangelizadora da Igreja.”

(DAp, 486).

REFLEXÕES:

(6) — A CERTEZA QUE NOS ALIMENTA E NOS ENCORAJA AO TESTEMUNHO.

O anúncio do Evangelho obriga os homens a uma opção. Quem aderir à proposta que Jesus faz, chegará à vida plena e definitiva; mas quem recusar essa proposta, ficará à margem da salvação. A tarefa, ao quais os discípulos são chamados a fazer, atingirá “a toda criatura”.

Tornar-se discípulo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus a partir de Suas Palavras, dos Seus gestos, da Sua vida oferecida por amor.

É um tremendo desafio testemunhar, hoje no mundo, os valores do “Reino”. Com frequência, os discípulos de Jesus são objetos da irrisão e do escárnio dos homens (zombaria, desdenho, menosprezo), porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor e no dom da vida. Com frequência, os discípulos de Jesus são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida.

missão que Jesus confiou aos discípulos é uma missão universal: as fronteiras, as raças, a diversidade de culturas, não podem ser obstáculos para a presença da proposta salvífica de Jesus no mundo.

Tenho consciência de que a missão confiada aos discípulos é universal?

Tenho consciência de que Jesus me envia também a todos os homens – sem distinção de raças, etnias, diferenças religiosas, sociais ou econômicas – para lhes anunciar a salvação, a vida definitiva?

Tenho consciência de que sou responsável pela vida, pela felicidade e pela liberdade de todos os meus irmãos – mesmo que eles habitem no outro lado do mundo?

confronto com o mundo gera, muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento e frustração.

Nos momentos de decepção e desilusão, como tenho reagido?

Se ainda algum dia tiver de chorar, consolar-me-á a certeza da presença de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve nos alimentar e encorajar no testemunho d’Aquele que nos envia e em quem acreditamos: Jesus Cristo nosso Senhor!

(Padre Bantu Mendonça).

(7) — REFLEXÃO.

A tradição identifica o autor deste Evangelho com João Marcos, que foi com Barnabé, seu primo, e com Paulo para a primeira viagem missionária a partir de Antioquia (At 13,2.5). Seria também o filho de Maria, em cuja casa Pedro se abrigou em Jerusalém (At 12,12). Marcos escreveu seu Evangelho provavelmente no ano 65, sendo depois, nas décadas de 80 e 90, seguido pelos Evangelhos de Mateus, Lucas e João. Marcos, em seu texto, resgata as memórias históricas de Jesus de Nazaré, abandonadas pela visão cristológica que se concentrava no Jesus ressuscitado (Cristo). Seu Evangelho termina com a narrativa das mulheres que encontram o túmulo de Jesus vazio e são avisadas pelo anjo de que “Jesus, de Nazaré, o crucificado… vos precede na Galileia…”. As narrativas de aparições do ressuscitado (Mc 16,9-20) são acréscimos posteriores, feitos pela Igreja estruturada, provavelmente já no segundo século, a qual achou por bem reforçar neste Evangelho a dimensão do Cristo glorioso.

(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

(7) — SÃO MARCOS.

O evangelho de são Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança.

Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de são Pedro, embora tenha sido também assistente de são Paulo e são Barnabé, de quem era sobrinho.

Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio são Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.

Mais tarde, Marcos acompanhou são Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa piedosa cidade, prestou serviço também a são Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo e pediu que este trouxesse seu colaborador, no caso, Marcos, a Roma, para ajudá-lo no apostolado.

Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de são Pedro, em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas.

Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos.

Levando seu Evangelho, partiu para sua missão apostólica. Diz a tradição que são Marcos, depois da morte de são Pedro e são Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou são Marcos como padroeiro desde o ano 828.

(PORTAL DOM TOTAL).

(10) — BOA NOVA PARA CADA DIA.

Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado (Mc 16,16).

Nesta festa de São Marcos Evangelista, a liturgia nos traz o último capítulo de seu Evangelho. Nele, lemos a frase de Jesus sobre os que crerem Nele para serem salvos. Este pensamento é a continuação de tudo o que temos visto na Liturgia da Palavra destes últimos dias: é necessário aceitar Jesus para ser salvo, isto é, para receber a Vida Eterna. Crer ou não crer em Jesus faz toda a diferença.

Pensemos nos que se declaram ateus, ou os que já foram batizados e querem negar seu Batismo. Hoje em dia aumenta o número dos que se declaram abertamente não crentes em Jesus. Nosso sentimento deve ser o de pena em relação a essas pessoas. Eles não sabem o que fazem, porque detrás dessa atitude está uma grande ignorância sobre o que o Evangelho diz sobre Jesus.

Na realidade, o ateísmo entre os que já foram cristãos se deve à ignorância em que permanecem por causa de uma catequese falha ou ausente. Ausente pelo fraco espírito missionário dos cristãos e por infeliz incompetência de pastores despreparados. Rezemos pelos ateus e pelos pastores que deixam suas ovelhas entregues aos lobos.

(Pe. Valdir Marques, SJ).

(12) — O SENHOR COOPERAVA COM ELES, CONFIRMANDO A PALAVRA.

O Senhor disse aos Onze: “Estes sinais hão-de acompanhar aqueles que creem: em Meu nome expulsarão demônios, falarão novas línguas, apanharão serpentes com as mãos e, se beberem algum veneno mortal, não sofrerão nenhum mal; hão-de impor as mãos aos doentes e eles ficarão curados”. No início da Igreja, todos os sinais que o Senhor estabelece aqui foram cumpridos à risca, não só pelos apóstolos, mas por muitos outros santos. Os pagãos não teriam abandonado a adoração de ídolos se a pregação do Evangelho não tivesse sido confirmada por tantos sinais e milagres.

De fato, não pregavam os discípulos de Cristo “um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios”, nas palavras de São Paulo? (1Cor 1,23) […]

Para nós, doravante, deixaram de ser necessários sinais e prodígios: basta-nos ler ou ouvir o relato daqueles que foram realizados. Porque acreditamos nos Evangelhos, acreditamos nas Escrituras que os contam. E, no entanto, ainda hoje se produzem sinais todos os dias; e, se prestarmos bem atenção, reconheceremos que eles têm muito mais valor do que os milagres materiais de outrora.

Todos os dias os padres administram o batismo e chamam à conversão: não é isto expulsar os demônios?

Todos os dias falam uma nova linguagem quando explicam a Sagrada Escritura, substituindo a letra antiga pela novidade do sentido espiritual. Põem em fuga as serpentes, quando libertam os corações dos pecadores de seus laços com o mal por meio de suaves exortações […]; curam os enfermos quando reconciliam com Deus, através de suas orações, as almas enfermas. Estes eram os sinais que o Senhor havia prometido aos Seus santos: eles os realizam ainda hoje.

(São Bruno de Segni (c. 1045-1123), bispo).

(14) — DE PELO MUNDO INTEIRO E ANUNCIAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA!

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura!” Esta, foi a convocação que Jesus fez aos primeiros discípulos, antes de sua volta para o Pai, convocação decisiva, que mudou a história de um povo!

A partir desta convocação, abriram-se as cortinas de uma nova era, sinalizando os primeiros passos da igreja missionária, que através do testemunho dos discípulos, tornou Jesus conhecido em todos os rincões da terra!

O anuncio do Reino se espalhou por todo o universo, como fagulhas de fogo, incendiando o coração da humanidade com a presença viva do Cristo libertador. Um anúncio, que tirou uma multidão da solidão das trevas e replantou em seus corações, a semente da fé e da esperança.

Hoje, somos nós, os convocados para dar continuidade a esta missão! É urgente a necessidade de fazer chegar a outros corações, o anuncio do Reino de Deus, de um reino de amor e de justiça implantado por Jesus aqui na terra! Não podemos deixar que outros irmãos, privem-se da alegria de vivenciar a presença deste Reino em suas vidas!

“Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado.” Eis ai, a responsabilidade de quem assume o compromisso de anunciar o Reino de Deus, pois é a partir deste anuncio, que muitos vão conhecer a verdade que liberta! Por tanto, como seguidores e anunciadores de Jesus, somos corresponsáveis pela salvação do outro.

Antes, pensávamos que esta missão, era específica aos padres, bispos, religiosos, hoje sabemos que é missão de todo batizado! A partir do nosso batismo, assumimos o compromisso de anunciar Jesus. Não precisamos partir para terras estrangeiras, como fizeram os primeiros discípulos, podemos anunciá-lo no meio em que vivemos. E mesmo quando pensamos não ter uma sabedoria suficiente para anunciá-Lo com palavras, podemos fazer Jesus chegar ao coração do outro pelo nosso testemunho de vida!

O anuncio do reino, só produzirá frutos, quando feito através do mergulho na profundidade do amor, Isto é, só quem vive o amor faz Jesus chegar ao outro!

Todo aquele que se abre ao amor, aceita a proposta de Jesus, tornando portador e anunciador da verdade que liberta!

Crer Naquele que o Pai enviou, é comprometer-se com a vida, é tornar-se servidor do Reino!

O crer que implica a adesão concreta ao projeto de Deus insere o discípulo na vida eterna!

O evangelho de hoje provoca-nos a uma tomada de posição: Estar com Jesus, ou não estar com Ele! Podemos escolher em dar a Ele uma resposta de fé, ou uma resposta de descrença. A fé, e descrença já contêm o juízo de Deus: salvação, ou condenação.

É importante conscientizarmos, de que a condenação não vem de Deus, nós é que nos condenamos quando não acolhemos e não colocamos a sua verdade de Deus no nosso existir!

É o próprio Jesus quem nos diz: ”Quem crer será salvo, quem não crer já está condenado”.

Quem não crer não será salvo, pois não viverá de acordo com os seus ensinamentos.

Crer em Jesus é continuar a sua presença atuante aqui na terra, não crer, é não assumir o seu projeto de vida, por tanto, é não seguir as suas pegadas, é rejeitar a luz.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(14) — IDE PELO MUNDO E ANUNCIAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA!

Antes de ser elevado aos Céus, o Senhor quis deixar sua mensagem final de fé, força e coragem com uma ordem de amor: “Ide pelo mundo e anunciai o Evangelho a toda a criatura!”, porque o seu evangelho é expressão máxima do amor de Deus. Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. A preocupação com a raça humana é algo que está presente no plano de Deus. Ao criar o ser humano, não o criou com um robô, mas um ser com livre arbítrio para decidir por si próprio o seu destino.

Às vezes não entendemos bem os propósitos de Deus para nossa vida e na maioria das vezes achamos que Deus é um ser que fica nos controlando a todo o instante, e que nos castiga em nossos momentos de fraqueza quando não agimos de maneira correta.

Neste evangelho podemos mais uma vez entender, que depende de nós a salvação, isto é depende de nós o viver bem e a recompensa por aquilo que nós fazemos. Se fizermos o bem, seremos recompensados segundo o bem que nós fazemos, e se fizermos o mal teremos que arcar com as consequências deste mal. Por isto que se diz que Deus não castiga ninguém, cada um será responsável pelos seus atos, cada um receberá segundo as suas obras. Quem crê e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado.

Os sinais serão evidentes sobre aqueles que crerem, pois lhes serão dados poder do alto. A este poder entendemos perfeitamente uma força que atua sobre os sinceros, os puros de coração, os que confiam de fato na atuação de Deus sobre suas vidas. Expulsar demônios, beber veneno sem fazer mal, pode parecer uma expressão forte ou impossível para o entendimento humano, porém, se buscarmos o entendimento e a sabedoria divina, podemos entender que nada é impossível ao que creem. Foi Ele mesmo quem disse: “Quem crê em mim mesmo que esteja morto vivera´”.

Talvez fosse esta a preocupação de Jesus antes de aparecer pela última vez em forma humana, e por conhecer a raça humana, suas limitações, quis deixar esta certeza de que não precisamos temer, pois não estamos sozinhos, se permanecermos na fé, teremos o poder do alto, conforme sua promessa anterior, de que enviaria o Espírito Santo, o espírito consolador que cuidaria de tudo e de todos os filhos de Deus.

Na primeira carta de Pedro, ele nos exorta a nos revestir de toda a humildade no relacionamento mútuo, porque a soberba não é um sentimento divino, mas aos humildes é dada a graça de Deus. No sermão da montanha foi o próprio Jesus quem nos diz: “Bem aventurados os humildes porque deles serão o reino dos Céus”, pois quem se humilha será exaltado. Pedro ainda nos pede em sua carta que sejamos sóbrios e vigilantes, e que coloquemos nossa preocupação em Deus, pois é Ele quem cuida de nós.

Continuando a sua carta Pedro nos adverte do perigo que nós corremos neste mundo, por causa do inimigo que nos rodeia rugindo como um leão procurando uma oportunidade para nos devorar. Por isso ele nos diz que a nossa resistência está em permanecermos firmes na fé, pois nem mesmo os filhos de Deus estarão isentos das adversidades ou sofrimentos, porém aquele que permanecer firme, Deus o restabelecerá e o tornará firme, forte e seguro. Saibamos, portanto, que “A Ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém!”

A quem permanece na fé mesmo diante das adversidades deste mundo, a certeza da vitória, e a felicidade de cantarmos todos juntos na voz do salmista: “Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso louvor”. O seu amor é fiel, e não há quem se compare a Ti meu Senhor! Amém!

(Newton).

(14) — POR ONDE NÓS ANDARMOS E ONDE ESTIVERMOS NÃO PODEMOS ESQUECER DE QUE JESUS ESPERA DE NÓS O CUMPRIMENTO DA SUA PALAVRA.

Antes de subir aos céus Jesus reuniu os onze discípulos e deu a eles o mandato que hoje é para nós, também, a missão mais sublime da nossa existência: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!” É esta, portanto, a nossa obrigação diante da Palavra de Deus. A certeza de que Ele está conosco todos os dias até o fim do mundo, isto é, enquanto estivermos aqui na terra, nos dá a motivação e a força para sermos fiéis às Suas ordens. Por onde nós andarmos e onde estivermos não podemos esquecer de que Jesus espera de nós o cumprimento da Sua Palavra. Fazer discípulo de Jesus é levar as pessoas a imitá-Lo; é dar testemunho da Sua ação salvífica; é exalar no mundo o perfume do amor de Deus que se expressa no coração daquele que é batizado em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

É expressar com a vida os ensinamentos do Mestre que veio ao mundo revelar aos homens o plano de amor do Pai que o ressuscitou dos mortos. Quando nós fazemos a experiência de anunciar o Evangelho constatamos verdadeiramente os sinais que nos acompanham por força da nossa Fé em Jesus Cristo. Expulsar demônio, falar novas línguas, pegar em serpentes, beber veneno, curar doentes, significa para nós a força milagrosa que o Amor de Deus realiza através do nosso anúncio. Estes sinais acontecem na nossa vida e na vida daqueles a quem anunciamos Jesus, quando desafiamos as dificuldades, a doença, a morte, a tristeza com a esperança, com a alegria, com o poder de Cristo ressuscitado. Os milagres acontecem e as barreiras que conseguimos superar, são para nós motivo para testemunhar a obra que Espírito Santo realiza através da nossa doação. Reflita:

– Você tem cumprido com o mandato de Jesus?

– Você tem evangelizado a sua família dentro da sua casa?

– Você tem dado testemunho de verdadeiro cristão(ã)?

– O que você tem esperado acontecer para assumir a missão que o Senhor lhe destinou?

– Você já percebe estes sinais na sua vida?

Amém!

Abraço carinhoso.

(Maria Regina).

(14) — QUEM CRER E FOR BATIZADO SERÁ SALVO. QUEM NÃO CRER JÁ ESTÁ CONDENADO.

O amor de Deus por nós é tão grande que Ele deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer, não morressem mas sim tenha a vida eterna.

Deus, na pessoa de Jesus, não veio ao mundo para nos amedrontar, nos acusar, nem muito menos para nos condenar, mais sim para nos deixar tudo o que precisamos para um dia conseguirmos a vida eterna. Porém, é importante lembrar que Jesus foi bem claro ao dizer. Que quem nele crê, não será condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito e nos seus mistérios.

Isto porque depois de tudo o que o Pai planejou para a nossa salvação, muita gente preferiu continuar no escuro. “A luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más”. É inacreditável imaginar que existem pessoas muito más neste mundo. Pessoas capazes de fazer o mal com a mesma facilidade com que se bebe um copo de água. Os noticiários de televisão mostram semanalmente casos arrepiantes de crimes bárbaros praticados com muita “naturalidade” por nossos irmãos que se afastaram do caminho de Deus. E essas pessoas fogem de Deus e de seus mistérios para não serem descobertas. Para que não percebam o quanto são más. “Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas”.

Ao contrário, aqueles que vivem a graça, que vivem na presença de Deus acreditando e praticando o bem, não se importam de estar sob a luminosidade de Deus, pois os seus atos são praticados a luz dos ensinamentos de Jesus Cristo. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

É importante ressaltar aqui, que ser cristão não é só rezar, meditar a palavra, evitar o pecado, ou o mal. É indispensável praticar o bem, principalmente a caridade em todos os seus aspectos, e também denunciar as injustiças.

Prezados irmãos. É tempo de conversão, é hora de arrependimento, e de voltar para Deus pra valer!

(José Salviano).

(14) — IDE POR TODO MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA.

Na Festa de São Marcos Evangelista o evangelho do dia é dele próprio. Interessante porque nada diz sobre ele próprio mas o que está no centro das atenções é o mandato missionário que os discípulos recebem. Embora na sequência dos sinóticos Marcos aparece em segundo lugar, na verdade ele é o primeiro evangelho escrito. Segundo a tradição da igreja, Marcos sempre cedeu sua casa para a reunião dos primeiros cristãos da Igreja primitiva e até dizem que em sua casa teria acontecido a Santa Ceia. Foi um Missionário ardoroso e evangelizou o Egito, Chipre e Alexandria.

Nós olhamos para o fato lá há dois mil anos atrás e achamos muito natural que Marcos seja um grande Santo, e tenha evangelizado com tanto ardor missionário outras regiões ale da Palestina. Parece que tudo foi bem fácil… Mas não foi assim! O Cristianismo era algo novo e desconhecido pelo mundo. Das regiões evangelizadas tomemos como exemplo o Egito com todas as suas divindades, crenças e tradições. Marcos não inventou um Jesus para cada uma dessas Nações, mas foi fiel ao mandato recebido, não mudou uma só vírgula ou letra. Eis a bela mensagem desse dia de Festa em nossa Igreja…

A ordem de Jesus foi uma só: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. O jeito, a forma e o modo, compete a cada Cristão descobrir, de acordo com o seu tempo, como falar de Jesus para as pessoas. A Igreja desde o V CELAM resgatou e redescobriu a sua essência evangelizadora, a sua missão primária e a partir daí, inclusive no Documento de Aparecida, insiste na ideia de Discípulos Missionários, destacando as Urgências na evangelização, no Documento 94 das DGAE.

Tanto quanto naquele tempo, em nossos dias também, a missão de evangelizar é sempre desafiadora. Quanto aos sinais, expulsa-se demônios quando se estabelece Justiça, amor e igualdade nas relações fraternas, fala-se novas linguagens com novo ardor, para as gerações contemporâneas, serpentes e venenos da Pós Modernidade, Relativismo e outros contra valores, não conseguirão impedir de comprimirmos a nossa missão, e o homem enfermo da alma, pela descrença e indiferentismo religioso, será curado mediante essa Verdade, anunciada e Vivida pelos Cristãos.

Que São Marcos nos ajude e interceda por todos nós, Discípulos e Missionários do Senhor!

(Diácono José da Cruz).

(15) — ANUNCIAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA.

Hoje nós celebramos a festa de S. Marcos Evangelista. Ele é chamado, na Bíblia, ora de Marcos, ora de João Marcos. É filho de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Sua casa era local de reuniões dos Apóstolos e dos primeiros cristãos. Sua mãe se chamava Maria.

At 12,3ss cita a família de Marcos: “O rei Herodes mandou prender Pedro. Colocou-o na prisão e o confiou à guarda de quatro grupos de quatro soldados cada um. Mas a oração fervorosa da Igreja subia continuamente até Deus, intercedendo em favor dele”.

Em seguida, o livro fala que, à noite, veio um anjo e libertou Pedro. Após a libertação, o texto diz: “Pedro, saindo da prisão, dirigiu-se à casa de Maria, mãe de João Marcos. Muitas pessoas estavam ali reunidas em oração, pela libertação dele. Pedro bateu à porta, e uma empregada, chamada Rosa, foi abrir. A empregada reconheceu a voz de Pedro, mas sua alegria foi tanta que, em vez de abrir a porta, entrou correndo para contar que Pedro estava ali, junto à porta. Os presentes foram e abriram a porta: era Pedro mesmo. E o grupo ficou sem palavras. Pedro, com a mão, fez sinal para que ficassem calados. E lhes contou como o Senhor o fizera sair da prisão”.

Essa passagem mostra como que a família de S. Marcos Evangelista era importante na Comunidade de Jerusalém. Neste tempo, Marcos era ainda criança.

Conforme antiga tradição, foi na casa de S. Marcos Evangelista que Cristo celebrou a Última Ceia. O próprio Marcos (cf. Mc 14) narra como foi a preparação da Última Ceia. Aquele “dono da casa” de que ele fala, segundo a tradição, era o pai de Marcos, que certamente havia procurado Jesus e oferecido a sua casa para a celebração da Páscoa.

Vários anos depois, S. Paulo e Barnabé, que era tio de Marcos, vão a Jerusalém para se reunir com os Apóstolos. Na volta, Marcos se une a eles para as viagens missionárias. Viajou com eles para Chipre e vários outros lugares, conforme nos relata o livro dos Atos dos Apóstolos.

Entretanto, Marcos era ainda bem jovem, e teve um momento de debilidade. A certa altura, deixou os dois e voltou para Jerusalém. Não se sabe se foi por medo ou por saudade da família. O fato está narrado em At 13,13.

Contudo, anos depois, quando Pedro, que morava em Jerusalém, mudou-se para Roma, Marcos o acompanhou. Agora, nunca mais voltará atrás, apesar de Roma ficar três vezes mais longe de sua terra do que o lugar aonde ele foi com Paulo e Barnabé.

Na primeira Leitura da Missa de hoje, S. Pedro chama Marcos de “meu filho”: “A Igreja que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho. Saudai-vos uns aos outros com o abraço do amor fraterno” (1Pd 5,13).

Entretanto, o maior presente que Marcos nos deixou foi o seu Evangelho. É interessante a forma como o Evangelho de S. Marcos foi escrito. É bom lembrar que Marcos não conheceu pessoalmente a Jesus. Ele escreveu o seu Evangelho a partir das pregações que ouvia de S. Pedro. Ele as escutava, anotava, e depois redigia, a fim de ajudar os outros. O Evangelho de Marcos, portanto, não é nada mais que um relato daquilo que ele ouvia de S. Pedro.

Mas não foi só Pedro que Marcos acompanhou. Durante todo o tempo em que S. Paulo esteve preso em Roma, Marcos o serviu na prisão. E quando Paulo, já em liberdade, retoma os trabalhos missionários, pede que lhe tragam Marcos para ajudá-lo no apostolado: “Toma contigo Marcos e traze-o, pois é prestativo para ajudar-me” (2Tm 4,11).

A tradição diz que, depois da morte de Pedro e de Paulo, Marcos viajou para Chipre, a primeira cidade onde esteve trabalhando como missionário. De lá foi para Alexandria, onde morreu mártir. É considerado o fundador da Igreja de Alexandria.

Marcos Evangelista deixou para nós vários exemplos de vida. O primeiro é a forma como ouvia as pregações. “Irmãos, sede praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes. Quem ouve a Palavra e não a pratica é como alguém que observa no espelho o rosto que tem desde que nasceu. Observa a si mesmo e depois vai embora, esquecendo a própria aparência. Mas quem procura praticar o que ouve, este encontrará a felicidade” (Tg 1,22-25).

Será que, nós, por exemplo quando saímos da igreja, nos lembramos da Palavra de Deus proclamada e explicada? Existem pessoas analfabetas que conhecem a Bíblia melhor do que muitos letrados, porque a ouvem com amor.

A atitude de S. Marcos pode ser resumida naquele dito popular: “Vivendo e aprendendo, aprendendo e ensinando”.

Outro belo exemplo são os pais de S. Marcos. Podemos tranquilamente dizer que, se ele foi o que foi, isto se deve aos pais que teve e à educação que recebeu em casa.

O Evangelho de hoje é de S. Marcos. São as últimas palavras do seu Evangelho. No último versículo ele dá uma espécie de testemunho pessoal: “Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio de sinais que a acompanhavam”.

O Evangelho de S. Marcos foi o primeiro Evangelho a ser escrito, mais ou menos no ano 65 depois de Cristo.

Certa vez, um casal recém-casado começou a brigar frequentemente e por um motivo muito simples. Eles tinham uma televisão só e os gostos eram completamente diferentes: ele gostava de futebol e não gostava de novela; era exatamente o contrário: não gostava de futebol e adorava novela. Toda noite saía briga, chegando quase aos tapas.

Os pais deles ficaram sabendo e intervieram de maneira muito feliz. Conseguiram que os dois fossem conversar com o padre. Este, já sabendo do problema, disse-lhes: “Durante uma semana, cada um de vocês vai se esforçar para gostar daquilo que o outro gosta: você, fulana, vai gostar de futebol, e você, fulano, vai gostar de novela”. Façam isso como sacrifício, que, podem ter certeza, será muito agradável a Deus. E o padre combinou de, no dia seguinte à noite, ir visitá-los.

Quando o padre chegou, ficou feliz ao ver que os dois tinham chegado a um acordo: os dois viam a novela e os dois o futebol. E o que no começo era sacrifício, logo deixou de ser porque ela começou a gostar de futebol e ele de novela.

Que o exemplo deste casal e dos pais de Marcos sejam imitados pelos casais, a fim de que tenham filhos e filhas que sejam a sua alegria mais, como foi S. Marcos evangelista para seus pais.

Nós pedimos a Maria Santíssima, a Mãe da Igreja, e a S. Marcos, o seu primeiro evangelista, que nos ajudem a ouvir bem a Palavra de Deus.

Anunciai o Evangelho a toda criatura.

(Padre Queiroz).

(16) — SEGUNDO A TRADIÇÃO DOS APÓSTOLOS.

Sabemos que o autor do segundo evangelho é Marcos pelo testemunho do Bispo de Hierápolis, na Ásia Menor, em meados do século II d.C., testemunho retido na “História Eclesiástica”, de Eusébio de Cesareia. Não há no evangelho nenhum testemunho textual que nos pudesse fazer chegar a tal conclusão.

Eusébio de Cesareia (263-339 dC), referindo-se a Papias (~120 d.C.), afirma: “É exatamente isto que o presbítero tinha o hábito de dizer: Marcos, tendo sido intérprete de Pedro, escreveu com cuidado, ainda que sem ordem, tudo o que ele se lembrava dos ditos e feitos do Senhor. Porque não é o Senhor que ele tinha escutado e seguido, mas Pedro, e isto bem mais tarde somente, como eu disse. Este dava seu ensinamento segundo as necessidades, sem estabelecer uma sequência ordenada nas sentenças do Senhor…”.

Não foi, segundo o testemunho de Papias, a Jesus que ele seguiu, mas a Pedro. Era, provavelmente, uma espécie de intérprete de Pedro. O Evangelho escrito por ele é o mais antigo dos quatro. Data do ano de 70 d.C. Há, no Novo Testamento, várias menções de Marcos: At 12,12 fala de um João, de cognome Marcos; em At 12,25; 13,5.13; 15,37-39, ele acompanhava Paulo e Barnabé; em Cl 4,10, esteve em Roma; e 1Pd 5,13 apresenta-o como colaborador de Pedro.

(Carlos Alberto Contieri, sj).

(20) — E O SENHOR COOPERAVA COM ELES…

O “último desejo” de Jesus foi exatamente a missão confiada a seus discípulos: ir por todo o mundo e anunciar o Evangelho. Da Judeia para a Palestina, da Palestina para “o mundo todo”. Uma tal amplitude como campo missionário deveria parecer aos discípulos uma tarefa fora de propósito. Afinal, eram um bando de lavradores, pescadores, um ou dois zelotas, um cobrador de impostos aposentado… Que belo exército!

Só que este raciocínio não leva em conta um fator essencial para a missão: o Espírito Santo lhes seria dado em Pentecostes. Com o “poder do alto” (Lc 24,49), veriam suas faculdades humanas potencializadas e suas deficiências mais que compensadas. De fato, o roceiro mostra-se poliglota, o covarde se faz ousado, o capiau se revela cosmopolita. Eram homens novos, forjados no fogo do Espírito.

Hoje, sob o impacto de terríveis tsunamis morais, diante da invasão do consumismo e do ateísmo, a Igreja poderia sentir-se incapaz de levar adiante sua tarefa evangelizadora. Mas ela sabe da assistência do Espírito Santo em sua navegação espiritual. Eis o que escreveu o Papa João Paulo II em sua magnífica Encíclica sobre a “validade permanente do mandato missionário”:

“No ápice da missão messiânica de Jesus, o Espírito Santo aparece-nos, no mistério pascal, em toda a sua subjetividade divina, como Aquele que deve continuar agora a obra salvífica, radicada no sacrifício da cruz. Esta obra, sem dúvida, foi confiada aos homens: aos Apóstolos e à Igreja. No entanto, nestes homens e por meio deles, o Espírito Santo permanece o sujeito protagonista transcendente da realização dessa obra, no espírito do homem e na história do mundo.” (Redemptoris Missio, 21).

E mais: “Verdadeiramente o Espírito Santo é o protagonista de toda a missão eclesial: a sua obra brilha esplendorosamente na missão ad gentes, como se vê na Igreja primitiva pela conversão de Cornélio (cf. At 10), pelas decisões acerca dos problemas surgidos (cf. At 15), e pela escolha dos territórios e povos (cf. At 16,6ss). O Espírito Santo age através dos Apóstolos, mas, ao mesmo tempo, opera nos ouvintes: Pela Sua ação, a Boa Nova ganha corpo nas consciências e nos corações humanos, expandindo-se na história. Em tudo isto, é o Espírito Santo que dá a vida.” (Idem).

Vivo entre nós, o Espírito Santo nos impele à missão…

Orai sem cessar: “O Senhor sustenta os que vacilam.” (Sl 145,14).

(Antônio Carlos Santini).

(24) — IDE PELO MUNDO INTEIRO E ANUNCIAI A BOA NOVA A TODA CRIATURA.

Hoje haveria muito do que falar sobre por que não se ouve com firmeza e convicção a palavra do Evangelho?

Porque nós os cristãos, guardamos um silêncio suspeitoso sobre o que acreditamos, apesar da chamada à “nova evangelização”. Cada um fará sua própria análise e mostrará sua interpretação particular.

No entanto, na festa de São Marcos, ouvindo o Evangelho e olhando para o evangelizador, só podemos proclamar com segurança e agradecimento onde está a fonte e em que consiste a força de nossa palavra.

O evangelizador não fala porque assim o recomenda um estudo sociológico do momento, nem porque o manda a “prudência” política, nem porque “ele tem vontade de dizer o que pensa”. A ele lhe foi imposto uma presença e um mandato, desde fora, sem coação, mas com a autoridade de quem é digno de toda credibilidade: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. (cf. Mc 16,15). Quer dizer, que evangelizamos por obediência gozosa e confiadamente.

Nossa palavra, por outro lado, não se apresenta como uma mais no mercado das ideias ou das opiniões, mas que tem todo o peso das mensagens fortes e definitivas. De sua aceitação ou rejeição dependem a vida ou a morte; e sua verdade, sua capacidade de convicção, vem pela via testemunhal, isto é, aparece acreditada pelos signos de poder em favor dos necessitados. Razão pela qual, é propriamente, uma “proclamação”, uma declaração pública, feliz, entusiasmada, de um fato decisivo e salvador.

Por que, então nosso silêncio?

Medo, timidez?

Dizia São Justino que “aqueles ignorantes e incapazes de eloquência, persuadiram pela virtude a todo o gênero humano”. O signo o milagre da virtude é nossa eloquência. Deixemos pelo menos que o Senhor no meio de nós e conosco realize sua obra: estava “Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.” (Mc 16,20).

(Mons. Agustí CORTÉS i Soriano Bispo de Sant Feliu de Llobregat (Barcelona, Espanha)).

(25) — SÃO MARCOS EVANGELISTA.

Após anunciar a ressurreição do Senhor, o evangelista S. Marcos, sem descrever os detalhes das diversas aparições do Ressuscitado, encerra o relato do Evangelho com um breve “credo”. Com ênfase, destaca a cruz como lugar da revelação de Jesus, Filho de Deus e nosso Salvador. Desfecho solene, que ressoa como o final de uma sinfonia, cujos acordes devem chegar aos confins da terra. Pois, ao subir aos céus, o divino Mestre designa os Apóstolos para uma ação missionária universal: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo”. Jesus sobe aos céus e está junto do Pai, sem deixar de estar conosco.

O Evangelho da salvação é para todos os povos e visa a salvação de todas as pessoas, pois o pecado velou, mas não aboliu a imagem de Deus, impressa em cada ser humano. Portanto, o Evangelho, sem violentar o ser humano, alimenta e realiza seu desejo de imortalidade. Escreve S. Gregório de Nissa: “A nossa natureza tem em si o princípio da imortalidade, que lhe permite tender ao que está acima dela, nutrindo seu desejo de eternidade”. Se na ressurreição de Jesus, nós temos vida nova, em sua ascensão já participamos da comunhão eterna e feliz com Deus.

Portanto, as palavras de S. Marcos tornam-se um hino à comunhão com Deus. E o céu não é apresentado como um lugar ou um espaço determinado, mas como sendo a transcendência divina; e nossa liberdade é vista como a efusão, em nós, da vida de Deus. Por isso, S. Agostinho dirá que a “liberdade é crescimento no bem”, caminho para a perfeição. Eis o escopo do Evangelista: transportar-nos à contemplação de uma realidade que nos ultrapassa e lançar-nos no inefável mistério do Deus Trino. A Ascensão do Senhor revela o nosso destino e Jesus, em sua natureza humana glorificada, é proclamado nosso divino intercessor junto ao Pai.

Belíssimo quadro traçado por S. Marcos no final do seu Evangelho, quadro emoldurado pela partida de Jesus e a despedida dos Apóstolos, que partem para anunciar o Evangelho e dar testemunho do Ressuscitado. Uma certeza anima os Apóstolos: Assim como o Pai, Jesus é Onipresente e estará com eles em sua missão evangelizadora. Seu poder os acompanhará e, no dizer de S. Paulo, eles serão: “Os colaboradores de Deus no Evangelho do Cristo” (1Th 3,2).

(Dom Fernando).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

4ª SEMANA DA PÁSCOA (SÃO MARCOS EVANGELISTA – VERMELHO, GLÓRIA, PREFÁCIO DOS APÓSTOLOS II – OFÍCIO DA FESTA).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Marcos era de uma família de Jerusalém e colocou sua casa à disposição dos primeiros cristãos (At 12,12-16). Há grande possibilidade de a última Ceia ter sido nela celebrada. Foi o primeiro a escrever o Evangelho e acompanhou Paulo em sua primeira viagem missionária. Depois foi a Roma com Pedro e serviu-o na prisão. Ele mostra-nos quem é Jesus, o Messias humilhado e crucificado, que faz o centurião dizer: “Este era na verdade o Filho de Deus!” Agradeçamos a Deus pela vida bendita de São Marcos.

– 2ª: Marcos vivia em Jerusalém e era discípulo fiel de Pedro. Escreveu o segundo evangelho, fruto do apanhado da pregação dos apóstolos e das obras realizadas por Jesus. O Evangelho de Marcos tem como objetivo principal mostrar que Jesus de fato é o Filho de Deus. Inicia-se e termina com essa profissão de fé.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: É na humildade que encontramos o Cristo, colocamos nossos dons a serviço do Reino e escutamos seu chamamento: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”. De coração, acolhamos a Palavra do Senhor.

– 2ª: A leitura da palavra de Deus nem sempre é suficiente para suscitar a fé no Senhor, às vezes há necessidade de alguém que a explique. Alimentados por Cristo, verdadeiro mestre da Palavra e pão da vida, teremos condições de entender suas propostas.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— É Cristo que anunciamos, Jesus Cristo, o Crucificado, poder e sabedoria de Deus. (1Cor 23a.24b).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a todas as criaturas, aleluia! (Mc 16,15).

Antífona da comunhão

Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, diz o Senhor, aleluia! (Mt 28,20).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que concedestes a são Marcos, vosso evangelista, a glória de proclamar a boa nova, dai-nos assimilar de tal modo seus ensinamentos, que sigamos fielmente os caminhos de Cristo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 2ª: — Atendei, ó Pai, nossa súplica.

1. Fortalecei, Senhor, a Igreja em sua missão de anunciar o evangelho.

2. Abençoai os nossos pastores, para que evangelizem com muita humildade e fé.

3. Iluminai nossas ações, para que favoreçam sobretudo os mais necessitados.

4. Olhai pelos jovens que buscam a vida sacerdotal e religiosa e dai-lhes firmeza na vocação.

5. Suscitai em nós o espírito missionário do evangelista são Marcos.

Oração sobre as oferendas

Nós vos oferecemos, ó Deus, este sacrifício de louvor ao celebrarmos a glória de são Marcos, pedindo que sempre floresça em vossa Igreja a pregação do Evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus todo-poderoso, o vosso dom que recebemos no altar nos santifique e nos faça crer mais firmemente no Evangelho anunciado por são Marcos. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

BÍBLIA SAGRADA

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO E
PARA QUEM QUISER OUVIR.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

Se não quer ouvir a VERDADE, não me pergunte sobre a MENTIRA.

Eu acredito e vivo assim, pois Jesus me ensinou, usando os meus pais.

Agora, se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

Viver e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA.

POR ISSO, MATAMOS JESUS TODOS OS DIAS, CRUCIFICANDO-O NOVAMENTE, PORQUE NÃO SABEMOS DIZER A VERDADE.

Seguir a Cristo é:

– TER CONHECIMENTO: para ser usado hoje;

– CORRIGIR OS ERROS: para ser usado hoje;

– AMAR AO PRÓXIMO: para ser usado hoje;

– PEDIR PERDÃO: para ser usado hoje;

– SABER PERDOAR: para ser usado hoje;

– VIVER A VERDADE: para ser usado hoje;

– TER SABEDORIA: para ser usado hoje;

– ORAR: para ser usado hoje;

– ACEITAR A OPINIÃO DOS OUTROS: para ser usado hoje;

– SABER OUVIR: para ser usado hoje…

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

Não interessa o que você imagina para o futuro;

não importa o que você fez no passado;

o que realmente interessa, é o que você faz no presente, para viver em Cristo.

Isso quer dizer: HOJE, DIA APÓS DIA.

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