Liturgia Diária 28/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 28/ABR/2013 (domingo)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 14,21b-27)

Naqueles dias, Paulo e Barnabé 21b voltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. 22 Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. 23 Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. 24 Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25 Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26 Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. 27 Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Proclamação do Salmo (Sl 144(145), 8-9.10-11.12-13ab (R.cf.1)).

— Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, / meu Senhor e meu Rei para sempre.

— Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, / meu Senhor e meu Rei para sempre.

— 8 Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. / 9 O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura.

— 10 Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! 11 Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

— 12 Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. / 13a O vosso reino é um reino para sempre, / 13b vosso poder, de geração em geração.

Leitura do Livro do Apocalipse de São João (Ap 21,1-5a)

Eu, João, 1 vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. 3 Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. 4 Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. 5 Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele me disse: “Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 13,31-33a.34-35).

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

31 Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32 Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33 Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34 Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Começo pedindo luzes para todos que nos encontramos neste espaço virtual, para bem rezarmos a Palavra: Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.

Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto: Jo 13,31-33a.34-35, e observo as palavras de Jesus sobre o amor.

O preceito do amor é novo. Não pelo conteúdo. É novo pelo motivo, pelo exemplo, pelo alcance. Deverá ser o distintivo de quem segue o Mestre: os discípulos.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

Como vivo este amor anunciado por Jesus?

Mais que isto: este preceito do amor?

É meu distintivo?

Os bispos, na Conferência de Aparecida falaram da comunidade de amor que nasce da Eucaristia e constrói a unidade. “A Igreja, como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus que, é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. No exercício da unidade desejada por Jesus, os homens e mulheres de nosso tempo se sentem convocados e recorrem à formosa aventura da fé. “Que também eles vivam unidos a nós para que o mundo creia” (Jo 17,21). A Igreja cresce, não por proselitismo mas “por ‘atração’: como Cristo ‘atrai tudo a si’ com a força de seu amor”. A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34).” (DAp 159).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, com toda a Igreja no Brasil, a oração:

Senhor Jesus, Tu és o Caminho!

Em meio a sombras e luzes, alegrias e esperanças, tristezas e angústias, Tu nos levas ao Pai.

Não nos deixes caminhar sozinhos.

Fica conosco, Senhor!

Tu és a Verdade!

Desperta nossas mentes e faze arder nossos corações com a tua Palavra.

Que ela ilumine e aqueça os corações sedentos de justiça e santidade.

Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti!

Fica conosco, Senhor!

Tu és a Vida!

Abre nossos olhos para te reconhecermos no “partir o Pão”, sublime Sacramento da Eucaristia!

Alimenta-nos com o Pão da Unidade.

Sustenta-nos em nossa fragilidade.

Consola-nos em nossos sofrimentos, Faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e excluídos.

Fica conosco, Senhor!

Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida, No vigor do Espírito Santo, Faze-nos teus discípulos missionários!

Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser:

Alegres no Caminho para a Terra Prometida!

Corajosas testemunhas da Verdade libertadora!

Promotores da Vida em plenitude!

Fica conosco, Senhor! Amém!

(Oração do XVI Congresso Eucarístico Nacional).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar é de acolhimento a Jesus na pessoa dos irmãos. Preciso deixar mais vivo o meu distintivo de cristão.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

REFLEXÕES:

(3) – RESSURREIÇÃO E AMOR.

O mandamento de Jesus

Na Quaresma contemplamos os passos da formação do novo povo de Deus através do anúncio, do batismo, da atividade dos apóstolos e mesmo da perseguição. Nos próximos domingos refletiremos os capítulos 13 a 17 do Evangelho de João, nos quais Jesus mostra o núcleo do Evangelho. Ali está o sentido de Sua Vida, a finalidade da Paixão e da Ressurreição que culminarão na Ascensão e na Glorificação como Senhor do Universo. Este núcleo é o Amor. Tudo em Jesus partia e conduzia ao amor, pois Deus amou de tal modo o mundo que enviou seu Filho para o perdão de nossos pecados, para viver a Vida de comunhão de amor com o Pai. No texto do Evangelho de João (13,31-35), ouvimos: “Filhinhos, “Eu vos dou um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos se tiverdes amor uns aos outros”. Temos aí a direção da vida cristã: amai-vos. E ensina a maneira de amar: “Como Eu vos amei”. É seu mandamento. Isso vai ocorrer quando estivermos unidos entre nós e com Ele (Jo 17,21). A Ceia de Jesus está sob a luz do amor. Jesus já manifestara Seu amor e queria levá-lo ao extremo (Jo 13,1) isto é, até à Cruz. Este amor é Dom misterioso que Jesus implora sobre os seus. O Dom é o Espírito que é o Amor. O amor de Cristo é o tema central da salvação no Novo Testamento e também será desenvolvido nas cartas de Paulo (Rm 8,37). O amor para que se amem. Ele será a garantia da missão: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”. Será esta a preocupação da Igreja e das comunidades e dos indivíduos. O novo mandamento é a síntese de todo ensinamento de Jesus. É a vida da comunidade. É a garantia de vida eterna. Este mandamento deve ser a primeira norma da vida da Igreja.

Novo céu e nova terra

livro do Apocalipse foi escrito para orientar a vida da comunidade em meio às perseguições. Nele João mostra a comunidade glorificada que é a comunidade dos seguidores que se reúnem para que o Evangelho seja vivo. Ela é o primeiro anúncio que se faz de Cristo. Os novos céus começam aqui na terra onde se vive o amor. Mesmo tendo já a vida eterna, ela passa, como Jesus, pelos sofrimentos. “É preciso passar por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus” (At 14,22), diz Paulo aos novos cristãos. Para anunciar, a comunidade, envia Paulo e Barnabé em missão. Ao voltarem, narram os frutos de sua missão. A missão é de toda a comunidade e a ela se devem prestar contas. Ninguém vai em próprio nome. A fé cristã propicia o individualismo.

A comunidade dos ressuscitados

Jesus ensina o modo de amar como Ele amou, como aprendeu de seu Pai, como reza o salmo 144: “Misericórdia e piedade é o Senhor. Ele é paciência, é compaixão. O Senhor é bom para com todos. O Senhor é muito bom para com todos, Sua ternura abraça toda criatura”. É um amor universal. O amor se realiza no concreto, como nos cobrará o Juízo Final (Mt 25,31-46). Tem um direcionamento exato como Jesus o fez: amou os pobres, os doentes os excluídos, os pecadores. Conservar tradições de orações e ritos que não comprometem a vida, não corresponde à novidade de Jesus. A comunidade é o novo céu, a nova terra. Ser espiritual não retira o dever de ser concreto, como vimos no testemunho do Papa Francisco. Celebrando a Eucaristia realizamos nossa comunhão com Deus: “pelo diálogo deste sacrifício nos fazeis participar de vossa única e suprema Divindade” (Oferendas).

(Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.).

(3) – REFLEXÃO.

Ficha nº 1226

1. Jesus nos dá o mandamento do amor que resume Sua Vida e Missão. Nele, tudo partia e conduzia ao amor. Com o mandamento amai-vos, ele nos ensina o modo de amar: como Eu vos amei. Assim aprendeu do Pai. Implora o Dom do Espírito que é o Amor. O amor da comunidade é o primeiro testemunho. Essa deve ser a vida da Igreja.

2. A comunidade glorificada é a mesma comunidade que se constrói. Ela já é anúncio pelo testemunho. Os novos céus e nova terra estão na comunidade. Passa ainda pelos sofrimentos. A comunidade envia os evangelizadores e os recebe para recolher os frutos da evangelização. Ninguém vai em próprio nome.

3. Jesus ensina como aprendeu do Pai que é misericórdia e piedade. O amor é sempre concreto como em Jesus. Conservar ritos e tradições que não comprometem a vida, não corresponde à novidade de Jesus. A comunidade é o novo céu e a nova terra. Pelo sacrifício participamos da divindade.

Plástica espiritual

Quer ir para o Céu?

Nem pense que vai sozinho, pois não encontra a porta. Primeiramente, Jesus disse que os discípulos serão identificados pelo amor pregado no novo mandamento. O amor não é um sentimento. É uma vida a ser vivida em comum. Por isso, Paulo e Barnabé, na pregação constituíam comunidades onde se viveria o amor.

Este é o novo Céu e a nova Terra. É a Cidade santa que desce do alto como uma noiva que entra para o altar.

Deus está na comunidade. Não haverá mais sofrimento porque o amor renova todas as coisas. A grande revolução do ensinamento de Jesus é a presença de Deus onde se tem a comunidade que se ama. Sem comunidade não podemos realizar o ensinamento de Jesus.

Como vou amar se não tenho ninguém diante de mim?

(EDITORA SANTUÁRIO).

(4) – O MANDAMENTO DO AMOR É A EXPRESSÃO MÁXIMA DA VIDA CRISTÃ.

O texto dos Atos dos Apóstolos relata a missão de Paulo e Barnabé entre os pagãos. A missão itinerante de ambos visa encorajar os discípulos a permanecerem firmes na fé, não obstante perseguições e sofrimentos (cf. v. 22). A comunidade primitiva vai se organizando com o fim de cuidar daqueles que abraçavam a fé (cf. v. 23). A Igreja que nasce do mistério pascal de Jesus Cristo é impulsionada pelo Espírito Santo para fazer com que a Boa-Notícia da salvação ultrapasse os limites de Israel: a “porta da fé” é aberta aos pagãos (cf. v. 27).

O evangelho é a sequência imediata da última ceia de Jesus com os seus discípulos (Jo 13,1-30). A última ceia, segundo o evangelho de João, foi o lugar do gesto simbólico do lava-pés, em que os discípulos são chamados a tirar as consequências dos gestos para a própria vida e a “imitar” o Mestre (cf. 13,12-17). Aí, na mesa da comunhão, é anunciada a traição de Judas (13,21-30).

Os versículos que nos ocupam são o indício de um longo discurso de despedida (13,31–14,31). A saída de Judas, à noite, do lugar da ceia, desencadeia o discurso que é instrução e revelação. Em Jesus, Deus revelou a sua própria glória. A glorificação do Filho está, em primeiro lugar, na sua paixão e morte por amor – esta é a glorificação de Deus pelo homem, e do homem por Deus. É à paixão e morte que a glorificação se refere (cf. v. 33). Deus é glorificado na entrega do Filho por amor (cf. 13,1).

O mandamento do amor é a expressão máxima da vida cristã. Em que ele é novo, uma vez que já se encontra prescrito pela Lei (Lv 19,18.34; Dt 10,19)?

A identidade dos discípulos é dada pelo mesmo dinamismo que levou o Senhor a entregar-se por nós: “Nisto conhecerão que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (v. 35). A medida do amor fraterno é o amor de Cristo: “Como eu vos amei” (v. 34).

O amor não é uma ideia, nem se reduz a nenhum “sentimento”, mas é um movimento de entrega que faz o outro viver, que gera vida: “Sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte” (1Jo 3,14). A Igreja, “morada de Deus com os homens” (Ap 21,3), deve ser a imagem do Deus que acolhe, que se entrega e faz viver plenamente.

(Carlos Alberto Contieri, sj).

(7) – O DISTINTIVO DO DISCÍPULO.

A profissão de fé no Cristo Ressuscitado incide, diretamente, na vida do discípulo. Ela não é um discurso vazio, uma abstração intelectual, nem tampouco uma bela teoria. A fé consiste em acolher Jesus de tal forma, que toda a existência do cristão passe a ser moldada por esta opção. E o molde da vida cristã é a vida de Jesus. Seu distintivo é o amor mútuo.

Estando para concluir o ciclo de orientações aos discípulos, o Mestre resumiu tudo quanto havia ensinado, num único mandamento, chamado de mandamento novo: “Amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”. A prática do amor mútuo é a expressão consumada da fé em Jesus. Não existe fé cristã autêntica, se não chegar a desembocar no amor.

Não se trata de um amor qualquer. O modelo é: amar como Jesus amou as pessoas, a ponto de entregar a própria vida para salvá-las.

O verdadeiro discípulo distingue-se pelo amor. Quanto mais autêntico e radical for este amor, mais revelará o grau de sua adesão a Jesus.

A capacidade de amar-se mutuamente indica o quanto Jesus está agindo na vida do cristão. A presença salvadora de Jesus tem o efeito de desatar o nó do egoísmo, que afasta os indivíduos de seus semelhantes e, por consequência, de Deus também. O cristão, salvo por Jesus, manifesta a eficácia desta salvação na vivência do amor.

Oração: Espírito de amor não permitas que eu seja mesquinho no amor; antes, que eu seja capaz de amar como Jesus.

(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

(7) – O NOVO MANDAMENTO E A NOVA CRIAÇÃO.

1ª leitura: (At 14,21-27) A obra de Deus em Paulo e Barnabé – Conclusão e “relatório” da 1ª viagem missionária de Paulo. Na viagem de volta, visitam de novo a jovem comunidade e instituem os “presbíteros”. * 14,21-23 cf. At 15,32-41; Rm 1,11; 5,3-4; Hb 10,36 * 14,27 cf. 1Cor 16,9; Cl 4,3.

2ª leitura: (Ap 21,1-5a) A nova criação e a nova Jerusalém – A última palavra sobre a História não é a destruição, mas a restauração da pureza inicial. “Babilônia” (o mundo embriagado pelo poder e a cobiça) foi destruída (Ap 18,21-24). Mas Deus permanece conosco: Emanuel (21,3: cf. Is 7,14). É a nova criação, as núpcias de Deus com seu povo. * 21,1-2 cf. Is 65,17-25; 66,22; Rm 8,19-23; Is 52,1; 61,10 * 21,3-4 cf. Ap 7,15-17; Lv 26,11; Ez 37,27; Is 7,14; 25,8; 35,10 * 21,5 cf. Is 43,19; 2Cor 5,17.

Evangelho: (Jo 13,31-33a.34-35) O novo mandamento – Para que se realize a nova criação (2ª leitura), um novo mandamento! A nova criação está aí desde Jesus, que nos mostra o Deus-Amor e no mandamento do amor nos ensina a sermos seus filhos. O novo deste mandamento não está no “amar”, mas em Jesus mesmo: “como eu vos amei”. * 13,31-32 cf. Jo 12,31; 16,33; 17,5.22.24 * 13,33 cf. Jo 16,16-24; 8,21; 14,2-3 * 13,34 cf. Mt 25,31-46; 1Jo 2,7-8; Lv 19,18.

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“Novo” é uma palavra mágica, que domina a publicidade e os jornais, mas também traduz a esperança que se expressa em numerosas páginas da Bíblia. O entendimento do cristianismo é baseado na sucessão da antiga e da nova Aliança, do antigo e do novo Povo de Deus. E, também, na passagem da antiga para a nova vida (páscoa, batismo!) e na observância de uma nova Lei em vez da antiga. Vivemos da perspectiva de uma total renovação. Esta perspectiva se expressa, na liturgia de hoje, sob as imagens de um novo céu e uma nova terra, uma nova Jerusalém e uma nova criação. Entretanto, parece que tudo fica no velho…

Por isso, importa refletir sobre o próprio da novidade que Jesus Cristo nos propõe, nas simples palavras de Jo 13,34: “Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. A própria construção da frase, o paralelismo dos 1º e 3º, 2º e 4º segmentos da frase, sugere que o “novo” deste mandamento (1º segmento) consiste, exatamente, no “como eu vos amei” (3º segmento). Nem a palavra “amar”, nem o mandamento do amor são novos (cf. Lv 19,18 etc.). Novo é amar como Jesus, amar em Jesus, por causa de sua palavra (evangelho).

Tudo tem um contexto histórico. Também esta frase. Seu contexto é complexo. Por um lado, existia no judaísmo o amor ao próximo, no sentido de membro da comunidade, combinado com o respeito pelo estrangeiro que morava na vizinhança, e com certa filantropia para com os outros seres humanos. Existia também o amor humano do mundo grego, espécie de filantropia universal, baseada na igualdade essencial do ser humano (pelo menos, em teoria); era um amor antes ao longínquo do que ao próximo, porque o longínquo não incomoda… Existia também o amor erótico. Existia a amizade. Mas, como diz Paulo em Rm 5,7-11 – mesmo a amizade não produz o efeito de alguém dar sua vida pelo amigo; quanto menos pelo inimigo! Ora, o amor de Cristo é um amor dando vida, dando sua vida em prol dos “irmãos”, subentendendo-se que irmão pode ser qualquer um que, pelo Pai, é levado a Cristo ou à sua comunidade. É possível existir tal amor em outros ambientes culturais e religiosos. E nem todos os cristãos vivem, ou pretendem viver, o mandamento do amor que Cristo ilustrou com sua morte. Porém, não se conhece outra comunidade que se caracterize especificamente por este mandamento. “Nisso conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (13,35). E bem aquele amor que é ilustrado pelo contexto literário de Jo 13,31-35 (contexto anterior: o lava-pés, sinal de amor até o fim; contexto posterior: o amor até o fim em realização: a morte na cruz).

Onde reina este amor, as coisas não ficam como estão. O status quo é garantido pelo instinto de conservação do homem: ninguém quer sacrificar algo a favor do outros “primeiro eu, depois meu vizinho”. Quem quebra o status quo é Deus. É dele que podemos esperar a total novidade (pois deixar tudo como está não parece ser a melhor das soluções). É o que sonha o autor do Ap (2ª leitura). No fim da História, ele vê um novo céu e uma nova terra (realização de Is 65,17). Não tem mar, moradia do Leviatã. A nova realidade tem a aparência de uma noiva enfeitada para seu esposo: as núpcias messiânicas. É a moradia de Deus com os homens (cf. Ez 37,27). É a nova Aliança: eles serão seu povo e ele será seu Deus (ibidem). É a plenitude do Emanuel, Deus-conosco (Is 7,14ss). É a consolação completa (Is 25,8; 35,10). É tudo o que se pode esperar. É a nova criação (cf. Is 65,17).

O sonho da nova criação… Os que dizem que a utopia é a mola propulsora da História geralmente não concebem tal utopia como sendo a de Deus. Preferem ter sua própria utopia. Ora, quem reflete um pouco, deve entender que a utopia é coisa importante demais para depender do ser humano… Ou deveremos pensar como o filósofo: “Eu posso conceber que, em vez do homem individual, a própria lógica da História estabeleça a utopia”? Mas quem perscruta a lógica da História?… Portanto, é bom sermos dirigidos por uma utopia que venha de Deus. E como é que a conhecemos? Pela fé em Jesus Cristo, que inspirou o autor do Apocalipse. Na medida em que o sonho do visionário de Patmos traduz a plenitude do “novo” que Jesus nos deixou – o amor segundo o seu exemplo – nós também podemos sonhar nesta linha. Um sonho não é científico, mas nos transmite uma mensagem: a mensagem da ausência de todo o mal, agressividade, exploração, opressão, divisão… Convida-nos a nos empenhar nesta direção. Nisto está sua força propulsora.

Aquilo que “Deus obrou com Paulo e Barnabé”, na 1ª viagem de missão, início da grande expansão do cristianismo no mundo não judeu, se inscreve nesta utopia. Quem move esta obra é Deus. “Que todas as tuas obras te louvem, Senhor” (salmo responsorial).

UM MANDAMENTO NOVO PARA UM MUNDO NOVO

Muitas pessoas hoje demonstram desânimo. As notícias são deprimentes. Guerras intermináveis, que sempre de novo inflamam por baixa das brasas. Populações africanas que se apagam pela fome, pelas epidemias. Cruéis guerras religiosas na Ásia, na Indonésia. Extermínio das crianças meninas na China. Violência em nossos bairros, corrupção em nossas instituições. E mesmo na Igreja…

Existe alguém que possa dar um rumo a este mundo? A resposta é: você mesmo, mas não sozinho. Alguém faz aliança com você. Ou melhor: com vocês, como comunidade. E em sinal dessa aliança, deixou-lhes um exemplo e modo de proceder: um novo mandamento. “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” – isto é, até o fim, até o dom da própria vida, seja vivendo, seja morrendo. É o que nos recorda o evangelho de hoje.

Não há governo ou poder que nos possa eximir deste mandamento. Só se o assumirmos como regra de nossa vida, o mundo vai mudar. Não existe um mundo tão bom e tão bem governado, que possamos deixar de nos amar mutuamente com ações e de verdade. Mas, por mais desgovernado que o mundo seja, se nos amarmos mutuamente como Jesus nos tem amado, o mundo vai mudar.

Por que então, depois de dois mil anos de cristianismo, o mundo está tão ruim assim? A este respeito podem-se fazer diversas perguntas, por exemplo: Será que os homens se têm amado suficientemente com o amor que Jesus nos mostrou? E como seria o mundo se não tivesse existido um pouco de amor cristão? Não seria bem pior ainda?

O Apocalipse, lido nas liturgias deste tempo pascal, muitas vezes é considerado um livro de terror e de medo. Mas, na realidade, ele termina numa visão radiante da nova criação, da nova Jerusalém, simbolizando a indizível felicidade, a “paz” que Deus prepara para  os que são fiéis ao novo mandamento de seu Filho (2ª leitura). A nova Jerusalém é o povo de Deus envolvido pelo esplendor, ainda escondido, do amor de Cristo, que o torna radiante, como o amor do noivo torna radiante a sua amada. Quem é amado e se entrega ao amor torna-se amor!

É isso que deve acontecer entre nós. Jesus nos amou até o fim. Nossa comunidade eclesial deve transformar-se em amor, irradiando um mundo infeliz e desviado por interesses egoístas e mortíferos. Ao invés de ver somente o lado ruim da Igreja – talvez porque nosso olho é ruim –, vamos tratar de ver a Igreja como uma moça um tanto desajeitada e acanhada, mas que aos poucos vai sentindo quanto ela está sendo amada e, por isso, se torna cada dia mais amável e radiante. Ora, para isso, é preciso que deixemos penetrar em nós o amor de Deus e o façamos passar aos nossos irmãos, não em palavras, mas com ações e de verdade.

(Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Primeira Leitura

Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos (At 14,27).

Esta passagem dos Atos dos Apóstolos relata o fim da primeira viagem missionária de São Barnabé e São Paulo. Eles voltaram a sua comunidade-mãe de Antioquia da Síria, contando como muitos pagãos, os gentios, tinham se convertido nas cidades de Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra, Derbe e Perge da Panfília.

O que eles tinham feito não era outra coisa a não ser cumprir o mandamento de Jesus de anunciarem o Evangelho a todas as nações até os confins da terra. E por meio desta obra missionária a Igreja ia tomando corpo, e a salvação chegava a um número de pessoas cada vez maior. Jesus ressuscitado vivia naqueles que recebiam o Batismo e com ele o Espírito Santo.

Salmo Responsorial

Para espalhar vossos prodígios entre os homens (Sl 144 [145],12).

Este salmo nos faz pensar no empenho de Deus para que todos os homens da terra tenham conhecimento de sua bondade e sua misericórdia, para salvá-los com Seu Poder.

O Poder de Deus é cantado por este salmo, que dá garantia de que a vontade de Deus se cumpre apesar de haver quem a Ele se oponha. Deus é misericórdia, piedade, amor, paciência, compaixão, bondade e ternura por suas criaturas, dizem os versículos 8 e 9. E ainda: que vossos santos com louvores vos bendigam (versículo 10), e espalhem os prodígios de Deus entre os homens (versículo 12).

Ora, tudo isso acontece na comunidade cristã, que agora canta este salmo em referência à obra de Deus operada por Jesus Cristo, antes e depois de sua Ressurreição. E não foi isso que São Barnabé e São Paulo fizeram em sua primeira viagem missionária?

Segunda leitura

Esta é a morada de Deus entre os homens (Ap 21,3).

Deus desceu ao mundo dos homens na pessoa de Jesus Cristo. Quando Ele ressuscitou, tudo mudou na história da salvação da humanidade. Isso é representado pela figura da cidade de Jerusalém, que nesta passagem do Apocalipse desce do Céu, para ser a morada de Deus entre os homens.

Esta fase da história da salvação já começou a ser realidade no dia em que Jesus Cristo ressuscitou, e será realidade definitiva com o fim do tempo dos homens. No Último Dia, previsto por Jesus para o fim da história e começo da eternidade em Deus, tudo será diferente. É o que diz Apocalipse 21,5: eis que faço novas todas as coisas. E o que é mais novo em tudo isto é o ponto de chegada: eles serão Seu Povo e o próprio Deus estará com eles (Ap 21,3).

Povo de Deus, com o qual Deus está, somos nós hoje, em Igreja. Levados ao Pai pelo Cristo ressuscitado, viveremos a Vida Eterna com a Santíssima Trindade, em Sua intimidade, para sempre.

Evangelho

Nisto todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo 13,35).

O Evangelho encerra as reflexões desta Liturgia da Palavra com chave de ouro: o que une Deus Trindade é o amor intra-trinitário. O que une o Pai ao Filho é o amor, Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo. O que une Deus à humanidade é o amor de Deus por suas criaturas. E o que une as criaturas de Deus entre elas é o amor que Jesus Cristo nos ensinou, como está escrito em João 12,35.

Tudo começou no amor de Deus, desde a Criação do mundo, e tudo volta ao amor de Deus no fim da história da salvação.

E o que é isso senão o cumprimento universal do Primeiro Mandamento? Aqui está o que é mais importante do que tudo o mais que possa existir.

(Pe. Valdir Marques, SJ).

(10) – DESCOBRINDO A BÍBLIA – JESUS SE REVELA EM SÍMBOLOS.

O evangelho de João apresenta uma maneira muito própria de Jesus falar: suas autoproclamações em linguagem simbólica. Nos outros evangelhos, Jesus fala como profeta ou como mestre popular: anuncia e denuncia, exorta e ensina em parábolas. Em Jo, ele toma sete vezes a palavra para se autoproclamar como a realização daquilo que os grandes símbolos do povo e mesmo da humanidade apontam:

• 6,35: Eu sou o pão da vida (cf. 6,41.48.51).

• 8,12: Eu sou a luz do mundo (cf. 9,5).

• 10,7: Eu sou a porta (cf. 10,9).

• 10,10: Eu sou o bom pastor (cf. 10,14).

• 11,25: Eu sou a ressurreição e a vida.

• 14,6: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

• 15,1: Eu sou a videira verdadeira.

Para compreender esta maneira de falar, devemos ter presente que João é o “evangelho pascal”, razão pela qual a liturgia, no tempo pascal, toma as leituras evangélicas de João. Ora, o Jesus pascal é o Jesus da “memória” cristã. Foi só depois da Páscoa que os discípulos realmente entenderam quem foi Jesus, aliás, quem ele é, sempre (cf. Jo 2,22; 12,16).

Estas sete autoproclamações em forma de símbolo devem ser entendidas à luz da Páscoa, do mistério da morte e vida de Jesus. Assim como Jesus nas suas aparições deu a entender o sentido das Escrituras do Antigo Testamento, assim também aparece à luz da Páscoa o significado de suas próprias palavras e atos. As autoproclamações são como se o Cristo ressuscitado estivesse a falar.

Para entender estas palavras, devemos ver em que contexto aparecem. Algumas destas “autoproclamações em forma simbólica” revelam Jesus como aquele que é apontado pelos “sinais” que ele faz (cf. acima, 2º dom. da Páscoa). Depois da multiplicação dos pães, revela-se como pão da vida, por ocasião da cura do cego, como luz do mundo; ressuscitando Lázaro, se manifesta como ressurreição e vida. As autoproclamações como porta e pastor das ovelhas estão no contexto da pergunta se Jesus é o Messias (cf. 4º domingo da Páscoa). As duas últimas, como caminho (verdade e vida) e como verdadeira videira, ocorrem nas “palavras de despedida de Jesus”, na Última Ceia. Quando ele “vai” para junto do Pai, ele se mostra caminho. E quando ele vai derramar seu sangue, proclama-se a verdadeira videira.

A videira, para qualquer judeu da Palestina, como eram os apóstolos e os cristãos da primeira comunidade, lembra a melhor parte de sua economia, é sinônimo de paz e felicidade. Mas é, sobretudo, símbolo da comunidade. Já no profeta Isaías, o povo de Israel é comparado a uma videira que não produz o esperado fruto de amor e justiça (Is 5,1-7). Jesus critica os chefes do judaísmo, porque eles querem ficar com o fruto e com a vinha para si mesmos (Mc 12,1-9). Agora ele se apresenta a si mesmo como a verdadeira videira, aquela que produz fruto em todos os ramos que estão unidos a ela, e este fruto é: o amor fraterno (Jo 15,1-12). E o exemplo deste amor é ele mesmo, dando sua vida por aqueles aos quais ele dá seu amor (15,13).

A videira verdadeira é a comunidade unida em Cristo e fecunda, nele, no amor e na comunhão fraterna.

(Livro Descobrir a Bíblia a partir da Liturgia, Pe. Johan Konings, Loyola, 1997).

(12) – QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS ASSIM COMO EU VOS AMEI.

«Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros.» […] Na verdade, este mandamento renova o homem que o ouve, ou melhor, que lhe obedece; não se trata, porém, do amor puramente humano, mas daquele que o Senhor quis distinguir, acrescentando: «como Eu vos amei», […] «para os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros. Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1Cor 12,25-26). Porque eles ouvem e observam a palavra do Senhor: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros.» Não como se amam os que vivem na corrupção da carne; nem como se amam os seres humanos apenas como seres humanos; mas como se amam aqueles que são «deuses» (Jo 10,35) e «filhos do Altíssimo» (Lc 6,35). Deste modo se tornam irmãos do Filho Unigénito de Deus, amando-se uns aos outros com aquele amor com que Ele os amou, e por Ele serão reconduzidos à plenitude final, onde os seus desejos serão completamente saciados de bens. Então nada faltará à sua felicidade, quando Deus for «tudo em todos» (1Cor 15,28). […]

Aquele que ama o seu semelhante com espiritual e puro amor, não amará nele senão a Deus? É para distinguir este amor da afeição puramente natural que o Senhor acrescenta: «como Eu vos amei», pois quem amou Ele em nós a não ser o próprio Pai? Não o Pai tal como já O possuímos, mas tal como Ele pretende que O possuamos quando Deus for «tudo em todos». O médico ama os seus doentes não por causa da doença, mas por causa da saúde que quer restituir-lhes: «que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei». Foi para isto que Ele nos amou, para que nos amássemos uns aos outros.

(Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja – Tratado 65 sobre o Evangelho segundo São João, 1-2).

(13) – EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO: AMEM-SE UNS AO OUTROS.

O amor de Deus, infundido em nossos corações, é a fonte que nos sustenta e nos faz ser sustento na vida do outro!

Quem ama verdadeiramente, ama com o amor de Deus, abraçando neste amor, até mesmo os inimigos.

O amor é a nossa primeira vocação, Deus nos criou por amor e para o amor!

É impossível encontrar a nossa plenitude sem a vivência do amor!

No amor, não existe meio termo, ama, ou não se ama. O nosso amor pelo outro, tem que ser gratuito, do contrario não é amor, é apenas conveniência.

Fazer o bem ao outro, independente do que ele possa nos oferecer, é amar do jeito de Jesus: gratuitamente, nisto se consiste o verdadeiro amor!

São muitos, os que rejeitam o amor de Deus, para se entregarem aos “amores” do mundo que se fundamenta em troca, e não em gratuidade! Estes, são incapazes de amar, porque se fecham, ao amor Maior.

O amor, não é um preceito e nem é algo que se impõe , o amor é entrega, é doação, é uma oferta de gratuidade que parte de dentro para fora.

No evangelho de hoje, Jesus nos ensina com a própria vida, o caminho que devemos percorrer se quisermos de fato, permanecer Nele e com Ele: que é o caminho do amor, que às vezes pode nos parecer difícil, mas nunca intransponível, pois o próprio amor abre caminho!

O ponto determinante de todos os ensinamentos de Jesus sempre foi o amor, Jesus era movido pelo o amor, por onde Ele passava exalava amor, todas as suas ações se convergiam para o bem do outro e não o seu!

No final de sua trajetória, Jesus deixa grandes exemplos para quem deseja fazer com Ele, o caminho de encontro ou reencontro com o Pai! No episódio do lava pés, Ele nos ensinou na prática, a viver o amor serviço, ao se inclinar, numa atitude de humildade, para lavar os pés dos apóstolos. E já nos seus últimos passos, deixa-nos o exemplo do amor perdão, quando em respeito a liberdade humana, não se defende da traição de um dos seus.

Certamente, o que doeu mais em Jesus, não foi a dor da traição em si, e sim, a dor de conhecer o estrago que a ausência do amor, provoca no coração humano.

Concluindo a sua missão aqui na terra, Jesus chega a extremidade do amor: traído, Ele toma o caminho da cruz, como um cordeiro, que segue em silencio o caminho da dor, já sabendo o que lhe reserva pela frente.

Jesus partirá para o lugar de onde veio, mas não quer se separar dos seus amigos, e, para continuar unido a eles, deixa-lhes um mandamento novo, uma síntese de tudo que ele viveu.

A falta de amor, separa o homem de Deus, como separou Judas, esta, provavelmente, era a grande preocupação de Jesus: não ver aconteceu com os demais, o mesmo que aconteceu com Judas, que deixou se vender, trocando os valores divinos pelos “valores” do mundo, atitude esta, que nunca levará alguém a um final feliz.

No findar de sua missão terrena, Jesus, divino e humano é glorificado pelo Pai. O Pai glorifica o Filho, e é glorificado Nele!

Deus nunca separa do homem, pois Deus é amor, é a falta de amor, que separa o homem de Deus! Daí, a insistência de Jesus, em querer que todos nós, filhos e filhas de Deus, vivamos no amor, inseridos no coração de Deus, pois é este, o nosso verdadeiro lugar!

Jesus nos deixa um “mandamento,” no sentido de destacar a importância do amor na vida de cada um, o que não se trata de uma recomendação e muito menos de uma lei imposta por Ele, mas sim, de uma condição para que Ele possa estar em nós e nós Nele.

O mandamento novo, supera todos os mandamentos, ou seja, quem ama como Jesus nos ama, faz a vontade de Deus, por isto, observa os demais mandamentos.

Não pode haver sintonia entre o homem e Deus sem a vivência do amor e o que Jesus nos pede, é que amemos uns aos outros, com o mesmo amor que Deus infundiu em nossos corações, amor que só irá aflorar, quando nos esvaziamos de nós mesmos!

O amor quando vivido na prática, gera vida onde a vida se desfaz, nos torna testemunhas vivas do amor de Deus no mundo, nos possibilita viver a nossa humanidade de forma divina!

O reino de Deus não se espalha através de cumprimento de normas, de rituais vazios e nem com propagandas, o Reino de Deus, se espalha pelo contagio do amor, pois amor é “contagioso”, pega de um para o outro!

O mandamento do amor é um mandamento sempre novo, pois o amor é atual, não entra em decadência.

A nossa identidade, o que nos distingue como cristão, é a nossa vivencia no amor! Onde não há amor não há vida cristã.

O nosso amor pelo outro, deve ser um amor que responda ao amor de Deus em nós!

Se somos filhos do amor, amor devemos ser!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(13) – A GLÓRIA E O AMOR.

Podemos trocar neste evangelho, a palavra Glória por Sucesso, que significa ser bem sucedido em algum empreendimento humano, obtendo o reconhecimento de todos, recebendo as honras e os elogios, por ter sido o melhor, por ter sido um vencedor. É assim em uma carreira profissional ou política, é assim no mundo das artes, da ciência ou do esporte, onde o mais ágil, o mais forte, o mais bem dotado, sempre vence. Uma vitória traz algo muito buscado por todos que é o poder, e quem o alcança tem as pessoas á sua disposição, que irão manifestar sempre o apoio, em uma clara submissão ao seu ídolo. É a glória! Como exclamam felizes, os que a alcançaram. O ídolo se torna uma referência, uma marca, um estilo de vida que irá servir de modelo a todos.

Alimenta-se assim uma verdadeira veneração do Ego do vencedor, que pensa sempre em si mesmo, em seus interesses, em suas conveniências, que planeja e arquiteta sempre o que lhe favorece e lhe faz bem, ou em outras palavras; que tem um “mundo” girando ao seu redor. Em um sistema egoísta que favorece um só ou alguns felizardos, basta olharmos o modelo econômico corrompido pelo neoliberalismo, e que mantém na ponta da pirâmide quem chegou lá, por merecimento ou por mecanismos escusos porque sendo assim, cada irmão ou irmã torna-se um concorrente que deve e precisa ser eliminado, quando se busca o sucesso e a fama. O sistema nos faz pensar e agir desta forma e assim, simples adversários são transformados em inimigos!

Entretanto, a glória para Deus é o oposto do que é para os homens, porque não tem como fundamento o egoísmo, mas sim a solidariedade e um modo de amar que o homem nunca tinha visto ou experimentado antes. Um amor verdadeiro quer construir, renovar, ajudar o outro a crescer, quer a vida e o bem do próximo, quer vê-lo livre para tomar decisões sábias, para conquistar seus ideais, construir sua própria vida e fazer a própria história. Mas tudo isso poderá ter um preço muito alto, que nem sempre estamos dispostos a pagar, pois o sistema nos convence de que, qualquer investimento deverá sempre ser feito para nós mesmos e não para os outros, pois é perigoso ajudar as pessoas a crescerem em dignidade, amanhã elas poderão ser mais um concorrente.

Esse modo de pensar e de viver é sempre perigoso, pois pode representar a perda até da própria vida, é melhor pensar e viver como todos os outros, pois somos condicionados a vencer, ninguém quer perder, ninguém quer a derrota, ninguém deseja o fracasso. Não vale a pena dar a vida pelos outros, ninguém irá reconhecer!

Pois essa é a glória para Deus, quando pensamos e agimos diferente do mundo, por causa do evangelho, Deus é glorificado, porque pensamos e agimos exatamente como o Filho Jesus. Por essa razão que neste evangelho, exatamente quando começa a delinear-se um aparente fracasso do ideal do reino, proposto por Jesus, com a traição de Judas, o Mestre anuncia que o Filho do Homem foi glorificado e que Deus foi glorificado nele. Ao ser glorificado pelo Filho, que não pensa e não age conforme o sistema marcado pelo pecado do egoísmo, mas sim pelos valores do Reino, o Pai o glorificará quando chegar a sua hora, a hora da cruz, que será aparente fracasso para os homens, mas a gloria para Jesus, provavelmente é este o sentido do ensinamento que ele faz aos seus discípulos na citação “quem perder a sua vida por causa de mim, irá ganhá-la”.

Mas como percorrer um itinerário tão desafiador, que vai na contra mão do sistema opressor e explorador? Onde poderá o discípulo encontrar força para seguir o Mestre e trilhar esse mesmo caminho? Na segunda parte deste evangelho Jesus deixa\aos discípulos o seu legado e o seu testamento, que é dado na forma de um mandamento novo “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”. Esse amor é muito mais que um sentimento, muito mais que uma virtude, esse amor é o próprio Deus, que tem a força renovadora, única capaz de transformar a tudo e a todos, dando-nos um novo céu e uma nova terra, levando o homem a seu destino glorioso junto a ele. Quem ama como Cristo nos amou, e não tem medo de perder, já antecipa em sua vida um pouco deste novo céu e desta nova terra! Que nossas comunidades sejam assim! Amém.

(Diácono José da Cruz).

(13) – REFLEXÃO.

Assim que Judas saiu, disse Jesus: “Agora o Filho do homem foi glorificado e Deus nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará em breve. Filhinhos, só por pouco tempo estarei convosco. Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros. Assim como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

COMENTÁRIO

Estamos nos aproximando do dia das mães, no próximo mês celebraremos a rainha do lar, e neste evangelho parece que Jesus quer prestar sua homenagem a todas elas. Jesus, com uma ternura materna, chama seus amigos de filhinhos e nos fala de coisas alegres, fala de glória, vida e amor.

Jesus sabe que chegou a sua hora e conversa com seus discípulos. O evangelista narra uma despedida entre pessoas que se amam. A atitude de Jesus é igual daquela mãe que precisa viajar e que vai ficar um bom tempo longe da família. Aproveita até o último minuto para passar orientações aos filhos.

Já está na hora de partir, é a última chamada para o embarque, e a mãe está ali, passando ainda as últimas instruções. Cuide-se! Evite hambúrgueres e refrigerantes, não durma tarde e nem até tarde! Despedida entre pais e filhos parece gravação. As palavras, usadas na despedida, parecem sempre as mesmas.

Não é o que acontece com Jesus. Ele usa palavras profundas. Seu ensinamento agora é para valer, sua preocupação é muito maior do que parece. Vai deixar seus discípulos, os seus filhinhos, à mercê dos inimigos e sabe que só no amor poderão encontrar forças, só a união poderá salvá-los.

Tente imaginar a cara dos amigos de Jesus: deviam estar desanimados, sentindo-se desamparados, talvez com uma vontade enorme de chorar e de acompanhar o Mestre, mas ainda não era chegada a hora, não estavam entendendo nada do que estava acontecendo, nem preparados para enfrentar a realidade.

Jesus sabia até onde poderiam chegar. Eram tão limitados… muito parecidos conosco. Certamente iriam fraquejar na hora de demonstrar força e toda sua fibra. Jesus sabia também que só o tempo, a união, a convivência fraterna e a ação do Espírito Santo poderiam mudar aqueles homens. Jesus também fala de glórias.

Deus Pai dá glória ao Filho, e Jesus com sua obediência, com seu gesto de aceitação e amor, glorifica o Pai entregando-se à morte para redimir a humanidade. A cruz é para Jesus uma forma de glorificação, pois foi através dela que venceu o pecado e a morte. Coisas profundas, difíceis de entender.

Não eram somente os apóstolos que não estavam entendendo nada, nós também nunca entenderemos o porquê de tanto sofrimento. Entregar-se aos malfeitores, submeter-se às humilhações e até mesmo à morte para salvar a todos, inclusive aqueles que queriam matá-lo. Como entender isso?

Nunca entenderemos, porém, com um pouco de boa vontade, podemos pelo menos, perceber o tamanho do amor de Jesus por nós. Esse é o amor que Jesus pede a cada um de nós, seus discípulos. Um amor sem medidas, enorme! Um amor capaz de trazer a paz e a salvação; um amor capaz de devolver a vida ao irmão.

“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei!” Jesus não manda simplesmente amar, tem que ser do seu jeito, da sua maneira. Quem souber amar com essa intensidade estará testemunhando que um novo céu e uma nova terra já começaram.

“Amem-se uns aos outros, essa será a grande prova que vocês são meus discípulos”. Realmente, Jesus tem toda razão, não basta carregar no peito, um crachá escrito “cristão” e a Bíblia debaixo do braço, sem viver a aproximação e a partilha. O que identifica o cristão é o amor. Essa é a mensagem de Jesus.

Ele manda amar sem restrições, sem olhar raça, cor ou classe social. Jesus quer que amemos também aqueles à quem relutamos dar amor. O jeito novo de Jesus manda amar da forma como amam as mães; sem restrições, sem divisões… amar não só porque o outro merece, mas sim, porque ele precisa do nosso amor.

(Jorge Lorente).

(13) – AMAI-VOS UNS AOS OUTROS. COMO EU VOS AMEI, ASSIM TAMBÉM VÓS DEVEIS AMAR-VOS UNS AOS OUTROS.

Com este mandamento: “amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar uns aos outros”. Jesus mostra aos discípulos a maneira pela qual ele estará presente no meio deles e desta forma direciona o comportamento dos discípulos. Estes devem se orientar pelo amor que receberam de Jesus, e este amor em cada um deve representar para o outro o próprio amor de Jesus, aceitando o outro como ele é, ajudando-o, prestando atenção às suas necessidades, exatamente como fazia Jesus.

Com estas palavras, Jesus nos propões um grande desafio: que nos amemos uns aos outros, da mesma forma como ele nos amou, porém é necessário entendermos Seu amor por nós. Cristo nos amou doando-Se até a morte, sendo humilhado, espancado, cuspido, zombado e derramando todo o Seu sangue por nós na Cruz.  Assim Jesus nos ensina que amar implica em ação, em desprendimento, em despojamento, em doação. Amar é decisão. O mandamento de Cristo é novo pelo seu conteúdo, e mais ainda pela sua possibilidade.

Jesus viveu pelo amor e por amor, e experimentou esse amor até as últimas consequências, o poder deste amor, levou a Jesus a nos perdoar e morrer por nós. Amando-nos, Jesus nos resgatou, nos livrou das trevas, nos levou para luz, e isso só amor pode fazer. Esse amor de Jesus por nós, nos fez filhos do mesmo Pai. Portanto somos todos irmãos, e como irmãos, devemos nos amar uns aos outros:

Reflita:

Acreditas que cada um de nós e capaz de oferecer amor a este mundo?

E você, ama simplesmente, ou impõe condições para amar?

Acreditas que só amor pode transformar esse mundo?

Lembremo-nos que seremos conhecidos como discípulos de Cristo pelo amor com que amarmos as pessoas, e principalmente pelos nossos atos.

Qual a medida deste amor?

E a mesma medida com que Ele nos amou! É um amor sem medidas.

Amém!

Abraço carinhoso.

(Maria Regina).

(13) – JERUSALÉM, JERUSALÉM! QUANTAS VEZES EU QUIS REUNIR TEUS FILHOS, MAS TU NÃO QUISESTE!

O Evangelho de hoje começa com alguém sugerindo a Jesus que fosse embora de Jerusalém, porque Herodes queria matá-lo. Herodes não se dava bem com profetas. Já tinha mandado matar João Batista, e agora tentava desfazer-se de Jesus, intimidando-o, para que se afastasse do seu território. Herodes tinha medo de os profetas, com a sua influência sobre o povo, desestabilizarem o seu poder e o seu prestígio.

Mas Jesus é um profeta corajoso: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho”. Foi uma referência à sua ressurreição, três dias após a sua morte.

Nenhuma ameaça detinha Jesus; ele continuava fazendo o bem e cumprindo a missão que o Pai lhe confiara.

Jesus não procurou a morte, mas também não correu dela. Ele não queria morrer, como qualquer ser humano não quer morrer. Ele queria viver na terra noventa anos ou mais, a fim de consolidar bem o Reino de Deus.

Mas quando colocaram a morte no seu caminho, ele não arredou o pé. Foi duro para ele, como para qualquer ser humano; chegou a suar sangue, mas ficou firme.

Quando S. Pedro, diante do perigo da condenação de Jesus em Jerusalém, sugeriu a ele que não fosse para lá, Jesus lhe deu uma resposta pesada: “Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!” (Mt 16,23).

“Coisas de Deus” é fazer a vontade de Deus, confiando nele e arriscando até a vida terrena. “Coisas dos homens” é querer salvar a vida terrena, mesmo que se afaste um pouco da vontade de Deus. Jesus caminhava para Jerusalém porque fazia parte da sua missão recebida do Pai.

Que bom se nós fôssemos assim! “Tenham em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5).

“Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz…” (Mc 8,34).

“Jesus Cristo me deixou inquieto, com as palavras que ele proferiu. Nunca mais eu pude olhar o mundo sem sentir aquilo que Jesus sentiu” (Música do Pe. Zezinho).

Vamos renunciar aos nossos interesses pessoais, e acolher com generosidade as mensagens dos profetas católicos de hoje, ainda que exijam de nós mudanças profundas!

Havia, certa vez, uma jovem, que cursava o primeiro ano de faculdade, e andava muito deprimida. Ela era, por sinal, uma garota muito bonita.

Um dia, ela foi ao banheiro da faculdade, olhou-se no espelho e pensou: como estou feia! E deu-lhe vontade de chorar.

Naquele instante, sentiu algo bater na sua perna. Olhou. Era uma moça cega, com a sua bengala, que lhe perguntou: “Moça, onde é a pia?” A cega também estudava na universidade, apesar da sua limitação. E, ali no banheiro, perdida, pediu ajuda a quem sentiu que estava na sua frente.

A menina que estava deprimida recebeu aquilo como um sinal de Deus. Deus estava lhe dizendo que o sentido da vida não está em ser bonita ou feia; está em servir o próximo.

O mundo está aí, em volta de nós, precisando de alguém que lhe ajude. Não podemos nos fechar em nosso mundinho! A garota ajudou a colega cega, da melhor maneira que pôde, e a fossa sumiu de uma vez.

Deus nos manda profetas e profetizas, que nos falam das mais diversas formas. Que saibamos entender e acolher as suas mensagens, não imitando o povo de Jerusalém do tempo de Jesus.

A firmeza de Maria Santíssima, cujo coração foi transpassado pela espada de dor, seja para nós um exemplo. E que ela nos ajude a seguir o seu Filho, para onde quer que ele vá.

Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas tu não quiseste!

(Padre Queiroz).

(13) – “IDE PELO MUNDO INTEIRO E ANUNCIAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA!”

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura!” Esta, foi a convocação que Jesus fez aos primeiros discípulos, antes de sua volta para o Pai, convocação decisiva, que mudou a história de um povo!

A partir desta convocação, abriram-se as cortinas de uma nova era, sinalizando os primeiros passos da igreja missionária, que através do testemunho dos discípulos, tornou Jesus conhecido em todos os rincões da terra!

O anuncio do Reino se espalhou por todo o universo, como fagulhas de fogo, incendiando o coração da humanidade com a presença viva do Cristo libertador. Um anúncio, que tirou uma multidão da solidão das trevas e replantou em seus corações, a semente da fé e da esperança.

Hoje, somos nós, os convocados para dar continuidade a esta missão! É urgente a necessidade de fazer chegar a outros corações, o anuncio do Reino de Deus, de um reino de amor e de justiça implantado por Jesus aqui na terra! Não podemos deixar que outros irmãos, privem-se da alegria de vivenciar a presença deste Reino em suas vidas!

“Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado.” Eis ai, a responsabilidade de quem assume o compromisso de anunciar o Reino de Deus, pois é a partir deste anuncio, que muitos vão conhecer a verdade que liberta! Por tanto, como seguidores e anunciadores de Jesus, somos corresponsáveis pela salvação do outro.

Antes, pensávamos que esta missão, era específica aos padres, bispos, religiosos, hoje sabemos que é missão de todo batizado!

A partir do nosso batismo, assumimos o compromisso de anunciar Jesus. Não precisamos partir para terras estrangeiras, como fizeram os primeiros discípulos, podemos anunciá-lo no meio em que vivemos. E mesmo quando pensamos não ter uma sabedoria suficiente para anunciá-Lo com palavras, podemos fazer Jesus chegar ao coração do outro pelo nosso testemunho de vida!

O anuncio do reino, só produzirá frutos, quando feito através do mergulho na profundidade do amor, Isto é, só quem vive o amor faz Jesus chegar ao outro!

Todo aquele que se abre ao amor, aceita a proposta de Jesus, tornando portador e anunciador da verdade que liberta!

Crer Naquele que o Pai enviou, é comprometer-se com a vida, é tornar-se servidor do Reino!

O crer que implica a adesão concreta ao projeto de Deus insere o discípulo na vida eterna!

O evangelho de hoje provoca-nos a uma tomada de posição: Estar com Jesus, ou não estar com Ele! Podemos escolher em dar a Ele uma resposta de fé, ou uma resposta de descrença. A fé, e descrença já contêm o juízo de Deus: salvação, ou condenação.

É importante conscientizarmos, de que a condenação não vem de Deus, nós é que nos condenamos quando não acolhemos e não colocamos a sua verdade de Deus no nosso existir!

É o próprio Jesus quem nos diz: ”Quem crer será salvo, quem não crer já está condenado”.

Quem não crer não será salvo, pois não viverá de acordo com os seus ensinamentos.

Crer em Jesus é continuar a sua presença atuante aqui na terra, não crer, é não assumir o seu projeto de vida, por tanto, é não seguir as suas pegadas, é rejeitar a luz.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(13) – A FUNDAÇÃO DA IGREJA NÃO TERMINOU AINDA: CRISTO CONTINUA FUNDANDO-A AINDA HOJE, AINDA AGORA, NESTA EUCARISTIA SAGRADA!

Durante todo o tempo pascal a Igreja nos faz contemplar o Ressuscitado e o fruto da sua obra: o dom do Espírito, a nossa santificação, os sacramentos que nascem do seu lado aberto, a Igreja, sua Esposa, desposada no leito da cruz…

Hoje, precisamente, é para a Igreja, comunidade nascida da morte e ressurreição de Cristo, que a Palavra de Deus orienta o nosso olhar.

Primeiramente, é necessário que se diga sem arrodeios: Cristo sonhou com a Igreja, a amou e fundou-a. A Igreja, portanto, é obra do Cristo, foi por ele fundada e a ele pertence! Ela não se pertence a si mesma, não se pode fundar a si própria, não pode estabelecer ela própria a sua verdade. Tudo nela deve referir-se a Cristo e a ele deve conduzir! Mas, há mais: não é muito preciso, não é muito correto dizer que Cristo “fundou” a Igreja. Não! A fundação da Igreja não terminou ainda: Cristo continua fundando, Cristo funda-a ainda hoje, ainda agora, nesta Eucaristia sagrada! Continuamente, o Cordeiro de pé como que imolado, Cabeça da Igreja que é o seu Corpo, funda, renova, sustenta, santifica, sua dileta Esposa pela Palavra e pelos sacramentos: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra, para apresentá-la a si mesmo a Igreja, gloriosa, se mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível!” (Ef 5,25-27). São afirmações impressionantes, belas, profundas: (1) Cristo amou a sua Igreja e, por ela, morreu e ressuscitou; (2) pela sua morte e ressurreição, de amor infinito, ele purifica continuamente a sua Igreja, santifica-a totalmente, sem desfalecer. Por isso a Igreja é santa, será sempre santa e não poderá jamais perder tal santidade, apesar das infidelidades de seus membros! (3) Este processo de contínua fundação e santificação da Igreja em Cristo dá-se pelo “banho da água” – símbolo do Batismo e dos sacramentos em geral – e pela “Palavra” – símbolo da pregação do Evangelho. Então, Cristo continua edificando sua Igreja neste mundo pela Palavra e pelos sacramentos, sobretudo o Batismo e a Eucaristia. A Igreja não se pertence: ela é de Cristo! E, como esposa de Cristo, é nossa Mãe: ela nos gerou para Cristo no Batismo, para Cristo ela nos alimenta na Eucaristia e de Cristo ela nos fala na sua pregação! Ela é a nossa Mãe católica, desposada pelo Cordeiro imolado na sua Páscoa, como diz o Apocalipse: “estão para realizar-se as núpcias do Cordeiro e sua Esposa já está pronta: concederam-lhe vestir-se com linho puro, resplandecente!” (19,7s).

Pois bem, esta Igreja, tão amada por Cristo, tão nossa Mãe, deve caminhar neste mundo nas dores de parto. Temos um exemplo disso na primeira leitura da Missa de hoje. Paulo e Barnabé vão animando as comunidades, “encorajando os discípulos… a permaneceram firmes na fé”, pois “é preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. Assim caminha o Povo de Deus, Comunidade fundada por Cristo e vivificada pelo seu Espírito: entre as tribulações do mundo e as consolações de Deus. Muitas vezes, a Igreja enfrentará dificuldades por parte de seus inimigos externos – aqueles que a perseguem direta ou veladamente, aqueles que desejam o seu fim e, vendo-a com antipatia, trabalham para difamá-la. Mas, também, muitas vezes, a provação vem de dentro da própria Igreja: das fraquezas de seus membros, dos escândalos provocados pela humana fraqueza daqueles que deveriam dar exemplo de uma vida nova em Cristo Jesus. Se é verdade que isto não fere a santidade da Igreja – porque essa santidade vem de Cristo e não de nós -, por outro lado, é verdade também que nossos escândalos e maus exemplos atrapalham e muito a credibilidade do nosso anúncio do Evangelho e a credibilidade do próprio Evangelho como força que renova a humanidade! Infelizmente, enquanto o mundo for mundo, enquanto a Igreja estiver a caminho, experimentará em si a debilidade de seus membros. Assim, foi no grupo dos Doze, assim, nas comunidades do Novo Testamento, assim é hoje. É interessante que o Evangelho de hoje começa com Judas, o nosso irmão, que traiu o Senhor, saindo do Cenáculo, saindo do grupo dos Doze, saindo da Comunidade: “Depois que Judas saiu do cenáculo”… – são as primeiras palavras do Evangelho… E, no entanto, apesar da fraqueza de Judas e dos Doze, apesar da nossa fraqueza, Jesus continua nos amando e crendo em nós: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”. Não tenhamos medo, não desanimemos, não nos escandalizemos: o Senhor está conosco, ama-nos, porque somos o seu rebanho, as suas ovelhas, a sua Igreja. Ama-nos e derramou sobre nós o seu amor e sua força que é o Espírito Santo!

Se agora vivemos entre tribulações e desafios, nossa esperança é firmemente alicerçada em Cristo; nele, venceremos, nele, a Mãe católica, um dia, triunfará, totalmente glorificada e tendo em seu regaço materno toda a humanidade. Ouçamos – é comovente: “Vi um novo céu e uma nova terra… O primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe” – o Senhor nos promete um mundo renovado, sem a marca do pecado, simbolizado pelo mar. “Vi a Cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido”. – É a Igreja, totalmente renovada pela graça de Cristo, totalmente Esposa, numa eterna aliança de amor, realizada na Páscoa e consumada no fim dos tempos! “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão seu povo, e o próprio Deus estará com eles”. – A Igreja é o “lugar”, o “espaço” onde o Reino acontece visivelmente: Deus, em Cristo, habita no nosso meio e será sempre “Deus-com-eles”, Deus-conosco, Emanuel! “Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, nem morte, porque passou o que havia antes. Aquele que está sentado no trono disse: ‘Eis que eu faço novas todas as coisas’”.

Olhem para mim, olhem-se uns para os outros! Somos a cara da Igreja, o cheiro da Igreja, a fisionomia da Igreja, a fraqueza e a força, a fidelidade e a infidelidade, a glória e a vergonha da Igreja! Tão pobre, tão frágil, tão deste mundo… mas também tão destinada à glória, tão divina, tão santa, tão católica, tão de Cristo! Coragem! Vivamos profundamente nossa vida de Igreja; é o único modo de ser cristão como Cristo sonhou! Soframos as dores e desafios da Igreja agora, para sermos partícipes da vitória que Cristo dará a Igreja na glória! Como diz o Apocalipse, “estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”.

(Dom Henrique Soares da Costa).

(13) – REFLEXÃO.

A fé em Jesus Cristo ressuscitado nos dá a certeza de sua presença no meio de nós. Ele nos oferece o caminho da plena realização humana, dando-nos o mandamento novo. Pelo amor uns aos outros, revelamos que somos discípulos de Jesus (evangelho). Ele nos amou primeiro, entregou sua vida pelo resgate da dignidade de todos os seres humanos. Essa boa notícia precisa ser acolhida e anunciada com entusiasmo. Todo discípulo é também missionário. O discípulo missionário vive e orienta sua vida comunitariamente (I leitura). Uma comunidade de amor torna-se espaço sagrado, pois aí mora Deus. Toda a humanidade é chamada a viver de modo a respeitar a presença de Deus, que, definitivamente, estabeleceu sua tenda no mundo. Sua presença transforma todas as coisas. A utopia de um novo céu e uma nova terra torna-se realidade (II leitura). Acolher essa verdade implica viver e promover novas relações entre nós, seres humanos, com a natureza e com todo o universo.

Evangelho (Jo 13,31-33a.34-35)

O estatuto da nova comunidade

Este texto está situado logo após o relato do lava-pés e do anúncio da traição de Judas. No lava-pés, durante a Ceia, Jesus dá o exemplo do que significa amar. Respeita a liberdade do ser humano, mesmo que isso implique prejuízo da própria vida. Ele a entrega também para o seu traidor. O amor de Jesus não julga, não usa de violência nem condena. O fruto desse seu amor livre e radical consiste na salvação do mundo. Esse amor, puro dom, deve ser entendido e posto em prática por seus discípulos.

A glória de Deus manifesta-se em Jesus, seu Filho encarnado, que realiza em plenitude o projeto do Pai. O amor infinito de Deus é comunicado a toda a humanidade por meio de Jesus. O advérbio “agora” refere-se aos últimos acontecimentos da vida de Jesus. Paradoxalmente, em sua morte manifesta-se sua glória e a do Pai. Em 12,23-24 Jesus anunciara: “É chegada a hora em que será glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas, se morrer, produzirá muito fruto”. O “agora” (a hora de Jesus) supera o sentido cronológico, para indicar a maneira pela qual Jesus cumpre fielmente a missão a ele confiada pelo Pai. Ambos vivem em total intimidade, ambos são glorificados pela entrega da vida que Jesus faz, livre e conscientemente, em resgate da vida de todos (vv. 31-32).

Ao anunciar aos discípulos a sua partida iminente, Jesus enfatiza o que deve caracterizar a vida da comunidade de fé. O amor que ele manifestou, na fidelidade ao Pai, com todas as suas consequências, deve ser a nota distintiva dos seus seguidores. O novo mandamento do amor é a síntese de toda a Lei da Nova Aliança. Constitui o estatuto que fundamenta a comunidade cristã. É importante prestar atenção na partícula “como”. Amar como Jesus amou é viver cotidianamente a atitude de serviço. Lembremo-nos que esse novo mandamento é formulado no contexto do lava-pés. O amor estende-se também aos inimigos. Mesmo traído por um membro do seu grupo íntimo, Jesus não entra no jogo da vingança, da violência e do ódio. Ele respeita a liberdade alheia e permanece em atitude de amor-serviço. Os discípulos estão convidados a amar como o Mestre.

1º leitura (At. 14,21b-27)

O cuidado com a comunidade

O episódio situa-se no contexto da primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé. Estão no caminho de volta para Antioquia da Síria, de onde partiram como delegados daquela comunidade cristã. Em cada local por onde passam, os missionários organizam uma Igreja, formada pelas pessoas que aderem à fé em Jesus Cristo. Sempre que possível, visitam as comunidades, para “confirmar o coração dos discípulos, exortando-os a permanecerem na fé”, mesmo no meio de conflitos de toda ordem. Designam “anciãos” (presbíteros), lideranças responsáveis pela animação da comunidade, tendo em vista a fidelidade ao evangelho aí anunciado. Em cada Igreja, estabelecem uma estrutura básica para assegurar a perseverança no caminho de Jesus.

Esse cuidado expresso pelos missionários revela profunda convicção da verdade anunciada, Jesus Cristo, o Salvador. Em vista desse anúncio, enfrentam todo tipo de tribulação. Atentando para a experiência vivida ao longo dessa primeira viagem, Paulo e Barnabé preocupam-se com os novos convertidos, a fim de que se mantenham fiéis à verdade que, de agora em diante, deve governar a vida da comunidade. Os recém-convertidos, certamente, ainda necessitam de uma catequese mais profunda, e, além disso, sua adesão ao novo caminho deve ter provocado incompreensões e até cisões na própria família. Outrossim, num mundo onde proliferavam doutrinas e filosofias diversas, como era o greco-romano, faziam-se necessárias orientações claras para que o evangelho não fosse deturpado ou manipulado.

Viver na fidelidade a Jesus Cristo é como “remar contra a corrente” das ideologias dominantes. A fidelidade à Verdade pode provocar tribulações. O sofrimento, porém, longe de levar ao desânimo, deve tornar o discípulo ainda mais fortalecido em sua opção pelo reino de Deus. Para isso, a oração em comum e a solidariedade fraterna são fundamentais.

2º leitura (Ap. 21,1-5a)

Um novo céu e uma nova terra

Este texto tem ligação com os primeiros capítulos do Gênesis. Refere-se a uma nova criação. É o anúncio da era messiânica. A antiga ordem, alicerçada no mal, passará. O mar, morada do dragão da maldade, vai desaparecer. Não se trata, logicamente, do mar físico, mas do símbolo do caos construído pelos que seguem o projeto de Satanás – que, no caso das comunidades do Apocalipse, se refere ao império romano.

Esta nova ordem social – o novo céu e a nova terra – é fruto da intervenção divina. O Criador de todas as coisas, conforme descrito no início do primeiro livro da Bíblia, é também aquele que renova todas as coisas, conforme descreve o último livro. Ambos os relatos não se opõem, mas completam-se. O relato do Gênesis revela o rosto de Deus criador, que convive com suas criaturas e dialoga com o ser humano; do mesmo modo, o Apocalipse resgata essa feliz realidade da presença de Deus que recria e transforma.

A tenda definitiva nesta cidade santa – a Jerusalém nova – relembra a ação de Javé na caminhada do êxodo, conduzindo o povo de Israel para longe da escravidão do império egípcio. Agora, as comunidades cristãs, em meio à violenta opressão do império romano, iluminadas pela manifestação de Deus na tradição judaico-cristã, vislumbram a certeza da libertação definitiva.

O mundo sem males sempre motivou a caminhada do povo de Deus, sobretudo em contextos sociopolíticos caracterizados pelo autoritarismo, pela escravidão e pela exclusão da maioria. A monarquia israelita e os diversos domínios externos (babilônico, persa, grego e romano) são demonstrações mais que suficientes do poder do mal. Apesar de sua força e de suas pretensões, não poderão, porém, impedir a vinda do novo tempo da justiça e da paz. A tradição profética, de maneira especial, levantou continuamente a perspectiva da esperança militante, animando o povo à fidelidade à aliança (cf., por exemplo, Jr. 31,31-34 e Is. 65,17-25). Mas, sempre que essa fidelidade é rompida, Deus demonstra sua justiça e sua misericórdia, oferecendo gratuitamente a salvação. A expressão máxima da salvação divina revelou-se em seu Filho, Jesus Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Pistas para reflexão

Jesus, antes de formular o estatuto da nova comunidade – o mandamento do amor –, viveu exemplarmente. O lava-pés caracteriza-se como a atitude-síntese de toda a vida de Jesus: ele veio para servir e não para ser servido. Seu testemunho de vida se dá junto à pequena comunidade constituída pelos apóstolos; eles deverão viver esse mandamento como condição para serem reconhecidos como seguidores de Jesus. Como fez o Mestre, os discípulos são chamados à opção radical pelo amor até a extrema fidelidade: dar a vida por quem se ama. Nisso consiste a glória de Deus.

Paulo é um dos que optaram por esse amor radical. Como discípulo missionário, põe-se a serviço da organização e da animação de comunidades cristãs. Participa de uma comunidade concreta – Antioquia da Síria – e é enviado com Barnabé para a missão. Ambos enfrentam todo tipo de conflitos e tribulações, mas não se deixam abater, pois são movidos por profunda convicção de fé. O sofrimento por causa da fidelidade ao evangelho pode ser importante fator que nos faz sair da superficialidade e entender o verdadeiro significado do seguimento de Jesus.

As comunidades do Apocalipse dão seu testemunho de fé e esperança no meio da opressão do império romano. Ligando a realidade com a Sagrada Escritura, professam sua fé na presença permanente e dinâmica de Deus, que fez sua tenda no meio de nós e renova todas as coisas.

Enfrentamos hoje muitos desafios. Também nós, como discípulos missionários de Jesus, somos convidados a manter a fidelidade ao mandamento do amor em forma de solidariedade e apoio mútuo, em serviços concretos a partir da nossa comunidade de fé. A certeza da presença de Deus em nosso meio nos faz colaborar com sua graça na construção de um mundo justo e fraterno.

–Ao refletir sobre o amor como o estatuto da comunidade, podem-se recordar as prioridades pastorais na paróquia, pois são expressões concretas do nosso amor diante dos desafios da realidade em que vivemos…

(Celso Loraschi).

(13) – QUANDO SE AMA DE VERDADE.

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros (Jo. 13,35).

Aos poucos vamos avançando em nosso grande e alegre retiro do tempo pascal. O evangelho hoje proclamado, é tirado do Discurso de despedida de Jesus, no texto do quarto evangelista. O Mestre está consciente da proximidade de sua paixão e morte. O traidor já saiu para realizar seus propósitos. Jesus afirma: “Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco”. Tem diante de seus olhos o espectro da paixão. Será preciso ficar fiel ao Pai até o fim. Ele viera da parte de seu Pai para salvar o mundo, para resgatar os perdidos, para dizer com palavras e gestos que o amor é mais forte do o ódio, que a morte é vencida pela força do amor. Poderá dizer que amor é dar a vida pelos seus.

Jesus fala de um mandamento novo. Existem muitas modalidades de bem querer, de amor. Há esse amor “químico”. Há os laços amorosos entre homem e mulher, pais e filhos, parentes, amigos. Nem sempre esses amores se revestem de limpidez. Há sentido de posse. Não poucas vezes ficamos sabendo de crimes passionais, de pais que são assassinados pelos filhos, de amigos que se tornam inimigos. Muitos discursos sobre o amor, cheios de emotividade e regado com lágrimas que secam rapidamente, não podem ser classificados de amor.

Amar é desejar que o outro seja e seja em plenitude. É dar espaço para ele cresça. É se interessar pelo seu presente e ajudá-lo a preparar o futuro. É incentivar, animar, ajudar. É corrigir, exortar, agir com firmeza. É dizer sim quando o sim faz crescer. É colher aquele que está jogado à beira da estrada, leva-lo pessoalmente à hospedaria do coração, curar-lhe as feridas, deixar dinheiro na recepção para que suas necessidades possam ser atendidas.

Amar é dar tempo para o outro, vida para os desanimados. É inventar meios e modos de quebrar a solidão do semelhante. É colocar esse outro em primeiro lugar. É dominar o desejo legítimo de brigar, de gritar e de vociferar quando alguém é atingido em sua honra e em seus bens. É ter, como dizia Francisco de Assis, o inimigo como irmão.

Amar é engajar-se em todos os movimentos que libertam as pessoas da miséria, que defendem seus direitos, busca os dependentes de álcool e de drogas. É visitar os presos que vivem no inferno de nossas prisões, os doentes que esperam apenas a chegada da morte.

Nada mais importante e urgente que o amor. Trata-se de amar na qualidade do amor do Senhor Jesus. É esse o novo mandamento. “Como eu vos amei, assim vós deveis amar-vos uns aos outros”.

Retomamos a passagem do evangelho que abriu esta nossa reflexão: não temos uma carteira numerada que garanta que somos discípulos de Jesus. Não são as missas e orações, eventuais jejuns e penitências que provam que somos discípulos. Seremos assim reconhecidos se tivermos amor uns pelos outros e ponto final…

(Frei Almir Ribeiro Guimarães).

(13) – O NOVO MANDAMENTO E A NOVA CRIAÇÃO.

“Novo” é uma palavra mágica, que domina a publicidade e os jornais, mas também traduz a esperança que se expressa em numerosas páginas da Bíblia. O entendimento do cristianismo é baseado na sucessão da antiga e da nova Aliança, do antigo e do novo Povo de Deus. E, também, na passagem da antiga para a nova vida (páscoa, batismo!) e na observância de uma nova Lei em vez da antiga. Vivemos da perspectiva de uma total renovação. Esta perspectiva se expressa, na liturgia de hoje, sob as imagens de um novo céu e uma nova terra, uma nova Jerusalém e uma nova criação. Entretanto, parece que tudo fica no velho…

Por isso, importa refletir sobre o próprio da novidade que Jesus Cristo nos propõe, nas simples palavras de Jo. 13,34: “Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. A própria construção da frase, o paralelismo dos 1° e 3°, 2° e 4° segmentos da frase, sugere que o “novo” deste mandamento (1º segmento) consiste, exatamente, no “como eu vos amei” (3º segmento). Nem a palavra “amar”, nem o mandamento do amor são novos (cf. Lv. 19,18 etc.). Novo é amar como Jesus, amar em Jesus, por causa de sua palavra (evangelho).

Tudo tem um contexto histórico. Também esta frase. Seu contexto é complexo.

Por um lado, existia no judaísmo o amor ao próximo, no sentido de membro da comunidade, combinado com o respeito pelo estrangeiro que morava na vizinhança, e com certa filantropia para com os outros seres humanos. Existia também o amor humano do mundo grego, espécie de filantropia universal, baseada na igualdade essencial do ser humano (pelo menos, em teoria); era um amor antes ao longínquo do que ao próximo, porque o longínquo não incomoda… Existia também o amor erótico. Existia a amizade. Mas, como diz Paulo em Rm 5,7-11, mesmo a amizade não produz o efeito de alguém dar sua vida pelo amigo; quanto menos pelo inimigo! Ora, o amor de Cristo é um amor dando vida, dando sua vida em prol dos “irmãos”, subentendendo-se que irmão pode ser qualquer um que, pelo Pai, é levado a Cristo ou à sua comunidade. É possível existir tal amor em outros ambientes culturais e religiosos. E nem todos os cristãos vivem, ou pretendem viver, o mandamento do amor que Cristo ilustrou com sua morte. Porém, não se conhece outra comunidade que se caracterize especificamente por este mandamento. “Nisso conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (13,35). E bem aquele amor que é ilustrado pelo contexto literário de Jo. 13,31-35 (contexto anterior: o lava-pés, sinal de amor até o fim; contexto posterior: o amor até o fim em realização: a morte na cruz).

Onde reina este amor, as coisas não ficam como estão. O status quo é garantido pelo instinto de conservação do homem: ninguém quer sacrificar algo a favor dos outros “primeiro eu, depois meu vizinho”. Quem quebra o status quo é Deus. É dele que podemos esperar a total novidade (pois deixar tudo como está não parece ser a melhor das soluções). É o que sonha o autor do Ap. (2ª leitura). No fim da História, ele vê um novo céu e uma nova terra (realização de Is. 65,17). Não tem mar, moradia do Leviatã. A nova realidade tem a aparência de uma noiva enfeitada para seu esposo: as núpcias messiânicas. É a moradia de Deus com os homens (cf. Ez. 37,27). É a nova Aliança: eles serão seu povo e ele será seu Deus (ibid.). É a plenitude do Emanuel, Deus-conosco (Is. 7, 14ss). É a consolação completa (Is. 25,8; 35,10). É tudo o que se pode esperar. É a nova criação (cf. Is. 65,17).

O sonho da nova criação… Os que dizem que a utopia é a mola propulsora da História geralmente não concebem tal utopia como sendo a de Deus. Preferem ter sua própria utopia. Ora, quem reflete um pouco, deve entender que a utopia é coisa importante demais para depender do ser humano… Ou deveremos pensar como o filósofo: “Eu posso conceber que, em vez do homem individual, a própria lógica da História estabeleça a utopia”? Mas quem perscruta a lógica da História? Portanto, é bom sermos dirigidos por uma utopia que venha de Deus. E como é que a conhecemos? Pela fé em Jesus Cristo, que inspirou o autor do Apocalipse. Na medida em que o sonho do visionário de Patmos traduz a plenitude do “novo” que Jesus nos deixou – o amor segundo o seu exemplo – nós também podemos sonhar nesta linha. Um sonho não é científico, mas nos transmite uma mensagem: a mensagem da ausência de todo o mal, agressividade, exploração, opressão, divisão… Convida-nos a nos empenhar nesta direção. Nisto está sua força propulsora.

Aquilo que “Deus obrou com Paulo e Barnabé”, na 1ª viagem de missão, início da grande expansão do cristianismo no mundo não judeu (1ª leitura; cf. dom. pass.), se inscreve nesta utopia. Quem move esta obra é Deus. “Que todas as tuas obras te louvem, Senhor” (salmo responsorial).

(Johan Konings).

(13) – O DISTINTIVO DO DISCÍPULO.

A profissão de fé no Cristo Ressuscitado incide, diretamente, na vida do discípulo. Ela não é um discurso vazio, uma abstração intelectual, nem tampouco uma bela teoria. A fé consiste em acolher Jesus de tal forma, que toda a existência do cristão passe a ser moldada por esta opção. E o molde da vida cristã é a vida de Jesus. Seu distintivo é o amor mútuo.

Estando para concluir o ciclo de orientações aos discípulos, o Mestre resumiu tudo quanto havia ensinado, num único mandamento, chamado de mandamento novo: “Amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”. A prática do amor mútuo é a expressão consumada da fé em Jesus. Não existe fé cristã autêntica, se não chegar a desembocar no amor.

Não se trata de um amor qualquer. O modelo é: amar como Jesus amou as pessoas, a ponto de entregar a própria vida para salvá-las.

O verdadeiro discípulo distingue-se pelo amor. Quanto mais autêntico e radical for este amor, mais revelará o grau de sua adesão a Jesus.

A capacidade de amar-se mutuamente indica o quanto Jesus está agindo na vida do cristão. A presença salvadora de Jesus tem o efeito de desatar o nó do egoísmo, que afasta os indivíduos de seus semelhantes e, por consequência, de Deus também. O cristão, salvo por Jesus, manifesta a eficácia desta salvação na vivência do amor.

Oração: Espírito de amor não permitas que eu seja mesquinho no amor; antes, que eu seja capaz de amar como Jesus.

(Padre Jaldemir Vitório).

(13) – O MANDAMENTO DO AMOR É A EXPRESSÃO MÁXIMA DA VIDA CRISTÃ.

O texto dos Atos dos Apóstolos relata a missão de Paulo e Barnabé entre os pagãos. A missão itinerante de ambos visa encorajar os discípulos a permanecerem firmes na fé, não obstante perseguições e sofrimentos (cf. v. 22). A comunidade primitiva vai se organizando com o fim de cuidar daqueles que abraçavam a fé (cf. v. 23). A Igreja que nasce do mistério pascal de Jesus Cristo é impulsionada pelo Espírito Santo para fazer com que a Boa-Notícia da salvação ultrapasse os limites de Israel: a “porta da fé” é aberta aos pagãos (cf. v. 27).

O evangelho é a sequência imediata da última ceia de Jesus com os seus discípulos (Jo 13,1-30). A última ceia, segundo o evangelho de João, foi o lugar do gesto simbólico do lava-pés, em que os discípulos são chamados a tirar as consequências dos gestos para a própria vida e a “imitar” o Mestre (cf. 13,12-17). Aí, na mesa da comunhão, é anunciada a traição de Judas (13,21-30).

Os versículos que nos ocupam são o indício de um longo discurso de despedida (13,31–14,31). A saída de Judas, à noite, do lugar da ceia, desencadeia o discurso que é instrução e revelação. Em Jesus, Deus revelou a sua própria glória. A glorificação do Filho está, em primeiro lugar, na sua paixão e morte por amor – esta é a glorificação de Deus pelo homem, e do homem por Deus. É à paixão e morte que a glorificação se refere (cf. v. 33). Deus é glorificado na entrega do Filho por amor (cf. 13,1).

O mandamento do amor é a expressão máxima da vida cristã. Em que ele é novo, uma vez que já se encontra prescrito pela Lei (Lv. 19,18.34; Dt. 10,19)?

A identidade dos discípulos é dada pelo mesmo dinamismo que levou o Senhor a entregar-se por nós: “Nisto conhecerão que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (v. 35). A medida do amor fraterno é o amor de Cristo: “Como eu vos amei” (v. 34).

O amor não é uma ideia, nem se reduz a nenhum “sentimento”, mas é um movimento de entrega que faz o outro viver, que gera vida: “Sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte” (1Jo 3,14). A Igreja, “morada de Deus com os homens” (Ap 21,3), deve ser a imagem do Deus que acolhe, que se entrega e faz viver plenamente.

(Carlos Alberto Contieri, sj).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

5ª SEMANA DA PÁSCOA (COR BRANCA, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO)

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: “Eu vos dou um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros!” Amando-nos uns aos outros, como Jesus nos amou, teremos um novo céu e uma nova terra. Essa é a proposta de Deus para nós. Deixemos que a vitória do Ressuscitado renove nosso coração, nossa mente, nossa vida. Que através de nosso dinamismo missionário o mundo glorifique o Pai e os homens possam reconhecer que somos todos irmãos: discípulos de Jesus Cristo.

– 2ª: Deus nos reúne em nome de Cristo e nos encoraja a concretizar o sonho do novo céu e da nova terra. Este é o desejo de todos os que aspiram a um mundo sem injustiça, onde cada pessoa se sinta plenamente realizada. Fortaleçamos, nesta liturgia, os laços de amor que nos identificam como comunidade de discípulos e discípulas de Jesus.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: A Palavra de Deus, quando acolhida, incomoda e desinstala. Ela tem o poder de renovar as pessoas. Quem se compromete com ela, supera seus caprichos e aprende a amar a todos, sem limite e sem medida, como Jesus.

– 2ª: Assim como fizeram as primeiras comunidades, vamos escutar a palavra de Deus e nos comprometer com sua proposta. Ela aponta para um novo mundo, sem tristeza nem dor, e conclama a todos para a vivência do amor.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

Aleluia, aleluia, aleluia!

Eu vos dou um novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

Cantai ao Senhor um canto novo, porque ele fez maravilhas; e revelou sua justiça diante das nações, aleluia! (Sl 97,1s).

Antífona da comunhão.

Eu sou a videira, vós os ramos, diz o Senhor. Quem permanece em mim e eu nele, dá muito fruto, aleluia! (Jo 15,1.5).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: — Dai-nos, Senhor, viver em vosso amor.

1. PARA QUE nossa comunidade aprenda a amar como Jesus amou, superando as divisões e os conflitos, rezemos.

2. PARA QUE a Igreja assuma sempre mais o dinamismo missionário e não se canse de proclamar e testemunhar o Evangelho, rezemos.

3. PARA QUE cada um de nós procure experimentar o “novo céu e a nova terra” desejados por Deus, deixando-nos transformar pela força de sua Palavra, rezemos.

4. PARA QUE a Ressurreição de Cristo seja a força de superação para todos que estão pregados na cruz do sofrimento, rezemos.

– 2ª: — Atendei, Senhor, a nossa prece.

1. Rezemos pela Igreja, para que seja mestra no ensino e na vivência do mandamento do amor.

2. A exemplo das primeiras comunidades, rezemos pelos nossos ministros e agentes de pastoral.

3. Rezemos pelos sofredores e pelo advento do novo céu e da nova terra, sem lágrimas e sem dor.

4. Rezemos por todos os que ainda não vivem o novo mandamento deixado por Jesus.

5. Rezemos pela nossa assembleia, que se alimenta da eucaristia, para que viva a fraternidade.

Oração sobre as oferendas

Ó Deus, que, pelo sublime diálogo deste sacrifício, nos fazeis participar de vossa única e suprema divindade, concedei que, conhecendo vossa verdade, lhe sejamos fiéis por toda a vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus de bondade, permanecei junto ao vosso povo e fazei passar da antiga à nova vida aqueles a quem concedestes a comunhão nos vossos mistérios. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

BÍBLIA SAGRADA

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO E PARA QUEM QUISER OUVIR.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

Se não quer ouvir a VERDADE, não me pergunte sobre a MENTIRA.

Eu acredito e vivo assim, pois Jesus me ensinou, usando os meus pais.

Agora, se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

Viver e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA.

POR ISSO, MATAMOS JESUS TODOS OS DIAS, CRUCIFICANDO-O NOVAMENTE, PORQUE NÃO SABEMOS DIZER A VERDADE.

Seguir a Cristo é:

– TER CONHECIMENTO: para ser usado hoje;

– CORRIGIR OS ERROS: para ser usado hoje;

– AMAR AO PRÓXIMO: para ser usado hoje;

– PEDIR PERDÃO: para ser usado hoje;

– SABER PERDOAR: para ser usado hoje;

– VIVER A VERDADE: para ser usado hoje;

– TER SABEDORIA: para ser usado hoje;

– ORAR: para ser usado hoje;

– ACEITAR A OPINIÃO DOS OUTROS: para ser usado hoje;

– SABER OUVIR: para ser usado hoje…

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

Não interessa o que você imagina para o futuro;

não importa o que você fez no passado;

o que realmente interessa, é o que você faz no presente, para viver em Cristo.

Isso quer dizer: HOJE, DIA APÓS DIA.

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