Liturgia Diária 29/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 29/ABR/2013 (segunda-feira)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 14,5-18)

Naqueles dias, em Icônio, 5 pagãos e judeus, tendo à frente seus chefes, estavam dispostos a ultrajar e apedrejar Paulo e Barnabé. 6 Ao saberem disso, Paulo e Barnabé fugiram e foram para Listra e Derbe, cidades de Licaônia, e seus arredores. Aí começaram a anunciar o Evangelho. 8 Em Listra, havia um homem paralítico das pernas, que era coxo de nascença e nunca fora capaz de andar. 9 Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar e notando que tinha fé para ser curado, 10 disse em alta voz: “Levanta-te direito sobre os teus pés”. O homem deu um salto e começou a caminhar. 11 Vendo o que Paulo acabara de fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: “Os deuses desceram entre nós em forma de gente!” 12 Chamavam a Barnabé Júpiter e a Paulo Mercúrio, porque era Paulo quem falava. 13 Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo ficava defronte à cidade, levaram à porta touros ornados de grinaldas e queriam, com a multidão, oferecer sacrifícios. 14 Ao saberem disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e foram para o meio da multidão, gritando: 15 “Homens, que estais fazendo? Nós também somos homens mortais como vós, e vos estamos anunciando que precisais deixar esses ídolos inúteis para vos converterdes ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 16 Nas gerações passadas, Deus permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho. 17 No entanto, ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios, mandando do céu chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando vossos corações”. 18 E assim falando, com muito custo, conseguiram que a multidão desistisse de lhes oferecer um sacrifício.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (Sl 113B(115), 1-2. 3-4. 15-16 (R. 1)).

— Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória.

— Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória.

— 1 Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória, / porque sois todo amor e verdade! / 2 Por que hão de dizer os pagãos: / “Onde está o seu Deus, onde está?”

— 3 É nos céus que está o nosso Deus, / ele faz tudo aquilo que quer. / 4 São os deuses pagãos ouro e prata, / todos eles são obras humanas.

— 15 Abençoados sejais do Senhor, / do Senhor que criou céu e terra! / 16 Os céus são os céus do Senhor, / mas a terra ele deu para os homens.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 14,21-26).

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21 “Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. 22 Judas – não o Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?” 23 Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24 Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25 Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26 Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Preparo-me para a Leitura Orante, nesta preparação à solenidade de Pentecostes, rezando ao Espírito Santo, com todas as pessoas que se encontram na rede da internet:

Vinde Espírito Santo, / enchei os corações dos vossos fiéis / e acendei neles o fogo do vosso amor. / Enviai o vosso Espírito, / e tudo será criado e renovareis a face da terra. / Oremos: / Deus, que instruístes os corações dos vossos fieis / com a luz do Espírito Santo, / fazei com que apreciemos retamente todas as coisas / segundo o mesmo Espírito / e gozemos sempre da sua consolação. / Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio, na Bíblia, atentamente, o texto: Jo 14,21-26.

Observo pessoas, palavras, relações. Neste texto aparecem Jesus e Judas. Conversam sobre os mandamentos. Jesus diz que observá-los é amar a Ele. Amar a Jesus é garantia de ser amado pelo Pai. E mais, fala de um Mestre, um Auxiliador, o Espírito Santo que estará ensinando e recordando o Evangelho. Em síntese: é preciso amar para entender as coisas de Deus. E não existe amor sem observância dos mandamentos.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

Sou discípulo/a e missionário/a de Jesus Mestre Verdade, Caminho e Vida. Testemunho este amor na vida concreta, cumprindo os mandamentos que Ele sintetiza em “amar a Deus” e “amar o próximo”. Os bispos, na Conferência de Aparecida, afirmaram:

“… Como discípulos de Jesus Cristo, sentimo-nos desafiados a discernir os “sinais dos tempos”, à luz do Espírito Santo, para nos colocar a serviço do Reino, anunciado por Jesus, que veio para que todos tenham vida e “para que a tenham em abundância” (Jo 10,10).” (DAp 33).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente e concluo:

Ó Espírito Santo, / por intercessão da Rainha de Pentecostes, / cura a minha mente da irreflexão, ignorância, carências, / dureza, prejuízos, erros, perversões, / e concebe em mim a Sabedoria de Jesus-Verdade em tudo. / Cura a minha sensibilidade da indiferença, desconfiança e más inclinações, paixões, sentimentos, afetos, e concebe os gostos, sentimentos, inclinações de Jesus-Vida, em tudo. / Cura a minha vontade da inércia, superficialidade, / inconstância, inveja, obstinação, maus costumes, / e concebe Jesus Cristo-Caminho em mim. / Eleva divinamente em mim: a inteligência com o dom do Intelecto, /sabedoria com o dom da Sabedoria, / a ciência com o a Ciência, / a prudência com o Conselho, / a justiça com a Piedade, / e Fortaleza com o dom da Força Espiritual, / a temperança com Temor de Deus.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Somos chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo.

Como vou vivê-lo na missão?

Meu novo olhar me leva a ver e tratar as pessoas com o amor com que eu gostaria de ser tratada/o.

REFLEXÕES:

(4) – O ESPÍRITO SANTO FAZ EM NÓS A MEMÓRIA DE JESUS.

O amor não é uma ideia, nem são palavras. Para Santo Inácio de Loyola, “o amor se põe mais em gestos que em palavras”.

É importante ter presente que na vida cristã o primeiro é o amor ou, melhor ainda, aceitar que se é amado por Deus, pois “Ele nos amou primeiro” (1Jo 4,19). Amar Jesus é acolher e pôr em prática sua palavra (cf. v. 21.23.24).

“mundo” a que se refere Judas (v. 22) é, aqui, tudo o que se opõe ao projeto salvífico de Deus. É símbolo de fechamento ao Deus revelado em Jesus.

Assim, o “mundo” não é capaz de reconhecer a manifestação de Deus em Jesus em razão do fechamento, da recusa de escutar o Senhor e de pôr em prática suas palavras.

outro consolador ou defensor, que dará continuidade à obra do primeiro consolador, Jesus Cristo, é o Espírito Santo. O Espírito Santo tem, aqui, uma missão de hermeneuta, de intérprete: “… ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito” (v. 26). O Espírito Santo faz em nós a memória de Jesus.

(Carlos Alberto Contieri, SJ).

(6) – A SANTIDADE DO NOSSO VIVER É GARANTIDA PELA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO.

A maior prova do amor a Jesus passa pela obediência, não “cega”, mas iluminada pela fé nas palavras e obras do Mestre. Jesus inspira e fundamenta nossas ações e nosso modo de viver. Seu exemplo de amor e misericórdia nos arrasta para a contemplação da beleza da vida e a certeza da eternidade em Deus.

Observar e obedecer Suas palavras é seguir o caminho ao longo do qual se dá o encontro com o Pai na vivência da partilha, da fraternidade e da solidariedade com os excluídos e oprimidos da nossa sociedade.

No seu amor, tornamo-nos “sacramentos da vida”, sinais visíveis de sua presença entre nós. Daí, brota nossa responsabilidade cristã: manifestá-Lo ao mundo! Muitas vezes, ocupamo-nos com coisas inúteis, deixando de lado o fundamental. Não percamos tempo em coisas que não são essenciais para nossa vida. Deixemo-nos conduzir por aquelas coisas que nos aproximam d’Ele e, sobretudo, da Sua Palavra.

Pela Palavra todos nós somos orientados a participar da vida do único e verdadeiro Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, para que, abraçando o dom da fé, consigamos descobrir quer a nossa origem quer o nosso destino, a nossa pátria definitiva.

O encontro e a comunhão com a vida divina e eterna são o conteúdo da Palavra que, com intensidade e fervor, Jesus anunciou aos apóstolos e discípulos, e continua dirigindo a nós. Depois de tudo o que Ele fez e falou, já não há motivos de dúvida nem de desespero; até porque a santidade do nosso viver – ainda na terra – é garantida pela força vivificadora do Espírito Santo.

A missão do Espírito Santo é recordar tudo o que Jesus disse, fez e ensinou. O Paráclito nos revela a presença real de Cristo entre nós, iluminando Sua Palavra e fortalecendo nossa fé, enquanto entre dores, dificuldades, tristeza e traições vemos como que entre sombras, mas também entre alegrias, vitórias e triunfos, vislumbramos com toda a certeza – enquanto caminhamos – a manifestação gloriosa de Deus, nosso Pai.

Cabe a mim e a você, meu irmão, ser obediente à Palavra que se fez carne. Deixe a luz do céu entrar no seu coração! Abra bem as portas da sua alma, do seu espírito, para que transfigurado pela Palavra fique cheio de esperança de ver chegar a hora de vencer, de triunfar sobre tudo e todos em nome e no poder de Jesus.

(Padre Bantu Mendonça).

(7) – UMA REDE DE AMOR.

A adesão a Jesus introduz o discípulo numa rede complexa de amor. Nela estão implicados o Filho Jesus, o Pai e o discípulo.

Guardando os mandamentos do Mestre, o discípulo vive o amor mútuo, cujo ápice consiste em doar a vida pelos outros. Tudo, em sua vida, resume-se no mandamento do amor. O desamor não encontra guarida em seu coração.

No ato de amar o próximo, o discípulo concretiza seu amor a Jesus. O próximo torna-se mediação deste amor maior, impedindo-o de se tornar abstrato. Destarte, o amor ao próximo ganha transcendência, e vai além do que podemos imaginar. Com ele, supera-se os limites do outro, e envolve o próprio Deus.

O Pai intervém nesta dinâmica de amor, amando a quem ama o seu Filho, observando os seus mandamentos. Quem acolhe o Filho, está acolhendo também o Pai. E, assim, o Pai faz-se presente na vida de quem ama o Filho.

Por sua vez, o Filho responde com amor ao amor do discípulo, porque quem ama é também amado. E mais, torna-se habitação do Pai e do Filho.

Esta rede divina de amor é motivo de realização plena para o discípulo.

Oração: Espírito do verdadeiro amor ensina-me a guardar, com fidelidade, o mandamento do amor, a ponto de me tornar tua habitação, do Pai e do Filho.

(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

(7) – CATARINA DE SENA.

Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo.

Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.

Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas.

Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população europeia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente.

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro “Diálogo sobre a Divina Providência”, lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada “doutora da Igreja” pelo papa Paulo VI em 1970.

(DOM TOTAL).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

…quem Me ama será amado por Meu Pai e Eu o amarei e Me manifestarei a ele (Jo 14,21).

Em meio ao ciclo do Tempo Pascal a Igreja celebra a memória de Santa Catarina de Sena.

A frase de João 14,21 foi vivida por esta Santa. Sua santidade era tão grande e reconhecida não somente em Sena, sua cidade natal, como também pelo Papa, que naquele tempo residia em Avinhão, na França. Por meio de cartas Santa Catarina, convenceu o Papa a voltar a Roma, como seu bispo.

Pensemos no sentido desta frase de Jesus.

Por qual motivo o Pai ama os que amam a Jesus?

Claro para nós é que entre o Pai e o Filho existe uma comunhão de amor indissolúvel, que é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Em outras palavras, o mesmo pode ser dito pelo envio do Espírito Santo aos que creem em Jesus. Uma vez que nos é dado o Espírito Santo, “entramos” no âmbito íntimo da própria Santíssima Trindade, em que o amor é o elo de união das Três Pessoas.

Nossa vocação cristã é muito mais elevada do que habitualmente pensamos. Vamos refletir sobre o que Jesus nos diz hoje: Eu o amarei e Me manifestarei a ele.

(Pe. Valdir Marques, SJ).

(12) – O PARÁCLITO, O ESPÍRITO SANTO QUE O PAI ENVIARÁ EM MEU NOME.

Diferentemente das palavras “Pai” e “Filho”, o nome do Espírito Santo, a terceira pessoa divina, não é a expressão de uma especificidade; designa pelo contrário, o que é comum a Deus. Ora é justamente aí que aparece o que é “próprio” à terceira pessoa; Ela é “o que é comum”, a unidade do Pai e do Filho, a Unidade em pessoa. O Pai e o Filho são um na medida em que vão para além de Si próprios; são um nessa terceira pessoa, na fecundidade do dom. Tais afirmações não poderão nunca ser mais do que aproximações; não podemos reconhecer o Espírito a não ser através dos Seus efeitos. Consequentemente, a Escritura nunca descreve o Espírito em Si mesmo; só fala da maneira como Ele vem ao homem e como Se diferencia dos outros espíritos. […]

Judas Tadeu pergunta: “Senhor, porque é que Te manifestas a nós e não ao mundo?”

A resposta de Jesus parece passar ao lado desta pergunta: “Se alguém Me ama, viverá segundo a Minha palavra, Nós viremos a ele e faremos nele a Nossa morada”. Na verdade é a resposta exata à pergunta do discípulo e à nossa pergunta sobre o Espírito. Não se pode expor o Espirito de Deus como uma mercadoria. Só O pode ver aquele que O traz em si. Ver e vir, ver e permanecer, andam aqui juntos e são indissociáveis. O Espírito Santo permanece na palavra de Jesus e não se obtém a Palavra com discursos, mas através da constância, através da vida.

(Cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI, Papa de 2005 a 2013) – Der Gott Jesu Christi).

(14) – (14) – BLOG LITURGIA DIÁRIA COMENTADA.

Jesus veio ao mundo para manifestar a todos nós a glória de Deus, no entanto, nem todos acolheram o Seu testemunho e, consequentemente, também rejeitaram o amor de Deus. A prova de que realmente acolhemos o Amor de Deus e de que O amamos é, sem dúvida, se guardamos a palavra de Jesus. Neste Evangelho Jesus vem nos alertar sobre o tipo de amor que nós demonstramos a Deus. Se, dizemos que amamos a Deus, mas não obedecemos ao que Ele nos ensina por meio da Sua Palavra o nosso amor é falso, inconsequente e infiel, não tem substância.

Só teremos Deus conosco, realmente, quando vivermos de acordo com o que Ele nos aponta, porque fazendo o contrário seria como romper o Seu poder sobre nós. Às vezes, é difícil para nós assumirmos os ensinamentos de Jesus, porque eles vêm de encontro ao que nós pensamos e vivenciamos. Porém, é o Espírito Santo quem nos ensina tudo, quem nos recorda o que o Pai tem para nos revelar. E é também o Espírito Santo quem nos ajudará a permanecermos fiéis a Jesus e à sua orientação. A nossa obediência à direção do Espírito Santo também é uma prova de que nós amamos a Deus e acolhemos os Seus mandamentos.

Reflita:

– Você ama a Deus?

– Você se sente amado por Deus?

– Você tem observado as coisas que Ele tem ensinado, mostrado, alertado?

– Como tem sido o seu relacionamento com o Espírito Santo?

– O que você tem aprendido com Ele?

– Você tem vivenciado o que tem aprendido?

Amém!

Abraço carinhoso.

(Maria Regina)

(14) – QUEM AMA JESUS ACOLHE A SUA PALAVRA E A COLOCA EM PRÁTICA.

Jesus nos deixa claro que aqueles que o amam, são os que acolhem a sua palavra e a coloca em prática, e quem acolhe esta palavra e a coloca em prática será amado por Deus Pai. É isto que Jesus espera de todos nós, e desta forma o seu amor por nós será manifestado de uma maneira bem clara, porque ficará transparente naquele que cumpre a palavra, a manifestação divina, isto é, quem coloca em prática os ensinamentos de Jesus manifesta o próprio Jesus, por isto que se diz das pessoas que vivem o evangelho: “ela ou ele é um santo”, justamente porque assim agem e Deus se faz presente em suas vidas.

Muitas vezes não é fácil colocar em prática a palavra de Deus, porque somos enganados pelas manifestações ilusórias do mundo em que vivemos. O que muitas vezes nos parece palpável neste mundo nem sempre corresponde à nossa verdadeira realidade. Se vivermos apegados às coisas deste mundo, se medirmos nossa vida pelas coisas deste mundo, teremos uma vida muito curta, e tudo o que se nos apresenta, tenderá a desaparecer de nossas mãos em pouco tempo, mas se medirmos a nossa vida pelas coisas de Deus, nós veremos que somos eternos, e, nada nos faltará. Por isto Jesus nos diz: “Buscai, em primeiro lugar o Reino dos Céus e a sua justiça e o resto vos será dado por acréscimo”.

Para buscar o Reino de Deus, devemos deixar o Espírito Santo de Deus agir em nossas vidas, deixar manifestar em nós os sete dons espirituais, assim compreenderemos a palavra e conseguiremos colocá-la em prática. Salomão é considerado um grande rei que se destacou pela sua sabedoria, possuiu riqueza e fama, e, a ele é atribuído os mais belos provérbios e cânticos da Bíblia. Para chegar aonde chegou com muita fé ele pediu a Deus que lhe concedesse sabedoria, um dos sete dons do Espírito Santo. Que a nossa oração seja neste sentido, na certeza de que Deus nos proverá naquilo que precisarmos.

O mundo nos oferece na maioria das vezes o que é falso, e Paulo nos exorta a deixar de lado o que é falso, os ídolos inúteis, e se converter ao Deus vivo que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe. Os que ainda não conseguiram compreender a palavra de Deus têm dúvidas, agem como os pagãos e perguntam: “Onde está o seu Deus, onde está?”. Os que acolhem a palavra e a coloca em prática, respondem como o salmista: “É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer”. “Os céus são os céus do Senhor, mas a terra ele deu para os homens”. Enquanto caminharmos por este mundo, o Senhor nos proverá em todas as nossas necessidades.

Amém!

(Newton Hermógenes).

(14) – O AMOR A JESUS CRISTO SE MANIFESTA NO ACOLHIMENTO DOS SEUS MANDAMENTOS.

Bom dia!

Meditemos primeiramente o que sugere a reflexão da CNBB:

“(…) Segundo o Evangelho de hoje, o amor a Jesus Cristo se manifesta no acolhimento dos seus mandamentos e na observância dos mesmos. Com isso, percebemos que JESUS NÃO QUER A SUBMISSÃO DO HOMEM A ELE, MAS COMUNHÃO DO HOMEM COM ELE. Quando o homem acolhe os seus mandamentos, na verdade está descobrindo os valores que são o seu fundamento e assumindo esses valores como causa primeira da sua felicidade. Assim, A OBSERVÂNCIA DOS MANDAMENTOS NÃO SIGNIFICA MERA OBEDIÊNCIA, MAS CAMINHO PARA A CONSTRUÇÃO DA FELICIDADE PESSOAL E COMUNITÁRIA, e este caminho é perfeito porque tem a sua origem no próprio Deus”.

Levar a mensagem da Boa Nova é a nossa missão como cristãos e Jesus bem sabia qual seria nossa maior dificuldade: LIMITAÇÕES HUMANAS. Ele realmente tinha e tem a noção delas.

Somos medrosos, facilmente nos desmotivamos, somos vaidosos, orgulhosos, casquinhas de ovo, precisamos de confirmação para tudo, quando nos contrariam, brigamos e fazemos “beiço” por qualquer coisa; precisamos saber de tudo; as coisas precisam ser do nosso jeito; somos tendenciosos, […]; deve ser por isso que mesmo após ter se revelado aos apóstolos como filho de Deus, Jesus, ao partir, os conforta com a vinda daquele que viria consolá-los e, diga-se de passagem, graças a Deus ainda em nossos dias, vem nos cobrir dessas graças e bênçãos.

Judas Tadeu não entendeu (de fato, nós também não) que Jesus os estava ensinando para que ensinassem. Ele se revela para que eles o revelassem; mostrava Deus para que eles também o fizessem; […], realmente assim o fizeram, mas nos dias de hoje, essa missão de amor e fidelidade, é de cada um de nós batizados e embriagados do Santo Espírito, mas será que o fazemos?!

Dentre nossas fragilidades, acho que talvez pela nossa criatividade, gerar desculpas talvez seja uma das piores. Não leve pelo lado pessoal mau irmão (ã), somos assim mesmo! Quando a coisa aperta, espanamos! Isso a psicologia chama de mecanismos de defesa do ego.

Deus talvez não queira de nós uma travessia de mundo como Paulo fez, mas atravessar a rua e dizer bom dia pro vizinho; talvez Ele não deseje que sejamos apedrejados como Estevão, mas que pulemos na frente do inocente que esta sendo apedrejado e o defenda ou aquele que passa fome possa ter de nós a atenção e um prato de comida; talvez Ele não queira algo difícil de realizar, de você que esta adoentado e limitado pelas dores e artroses que o avançar da idade nos presenteiam, mas que mesmo sentado, você ensine seus netos a rezar; talvez Ele não queira de você que acorda cinco da manhã e dorme meia noite que dê mais uma hora em orações, mas que seu dia seja um reflexo de vida de oração revelando a quem vê, o Espírito Santo que habita em você… Deus talvez queira de nós a fidelidade aos seus planos. “(…) JESUS NÃO QUER A SUBMISSÃO DO HOMEM A ELE, MAS COMUNHÃO DO HOMEM COM ELE”.

Repare a sabedoria do salmista:

“(…) Todos os caminhos do Senhor são graça e fidelidade, para aqueles que guardam sua aliança e seus preceitos Por amor de vosso nome, Senhor, perdoai meu pecado, por maior que seja. Que advém ao homem que teme o Senhor? Deus lhe ensina o caminho que deve escolher Viverá na felicidade, e sua posteridade possuirá a terra. O Senhor se torna íntimo dos que o temem, e lhes manifesta a sua aliança” (Salmo 24, 10-14).

O mais engraçado é que Jesus conhecia plenamente aqueles que escolheu. Conhecia a fraqueza de cada um dos doze (inclusive de Judas Tadeu) e não tenha dúvida, Ele conhece cada um de nós. Sabe como somos e até onde conseguimos ir.

Ele não dá algo que não suportamos. Sendo assim, quando a coisa apertar, o medo bater, a preguiça rondar, revistamo-nos do Espírito Santo e mesmo engatinhando, continuemos a andar pra frente. Se Ele fala que aguentaremos, vamos então…

Um imenso abraço fraterno.

(Alexandre Soledade).

(14) – GUARDAR A PALAVRA PARA RECEBER CRISTO E TER A VERDADEIRA PAZ.

Se alguém me ama guarda a minha palavra.

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda a minha palavra.”

Alguém tem uma joia e de muito valor. Ela se encontra guardada dentro do cofre bem fechado por causa dos ladrões. Com a palavra de Deus acontece o contrário. Pois, guardar a palavra de Deus não significa trancá-la dentro de nós, mas sim, assimilá-la, praticá-la, e divulgá-la pelo mundo.

“… e faremos nele a nossa morada”. Que maravilha saber dessa promessa de Cristo!

Mas como Deus pode habitar em nós?

imagem que tivemos de Deus quando éramos crianças, foi de um velho de barba branca. Sabemos que Ele é uno e trino e invisível.

Deus é uma energia poderosíssima que se encontra em todo lugar semelhante ao ar que envolve o planeta Terra, e que o sentimos mais não o vemos.

Deus pode morar em todos os habitantes do Planeta Terra. Porém, nem todos desfrutam desse privilégio. Os maus não são moradas de Deus, pois não guardam a sua palavra.

Deus mora em nós pela sua presença ao nosso lado, em nosso ser, e principalmente pela Eucaristia. Mas atenção: Repito. Isso somente acontece com quem guarda a sua palavra.

Como posso dizer que Deus habita no Assassino, no malfeitor, enfim naqueles que não guarda a palavra de Deus mas sim de satanás?

“E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.”

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo.”

paz de Cristo é verdadeira, é duradoura e somente ela nos satisfaz plenamente.

paz do mundo é falsa, interesseira e tem vida curta.

Aquele grande astro do roque, vivia rodeado de gente, de bajuladores, com muito dinheiro para gastar a vontade, e com toda a fama de uma grande estrela. Ele tinha tudo isso, mas não tinha a paz consigo mesmo. Em pleno palco recebendo todo o carinho das fãs, ele se sentia em plena solidão.

Como se explica uma coisa dessas?

É porque ele não tinha a verdadeira paz. E por isso se embriagava cada dia mais, com álcool e drogas fortes, para buscar desesperadamente a tão sonhada paz. Ele sabia que todos os “amigos” que o rodeavam faziam isso por causa do seu dinheiro.

Certo dia em uma linda manhã de sol, no México, estava ele rodeado de amigos em uma piscina com três lindas e saudáveis garotas, tomando tequila após ter usado muita droga. Retira-se para ir ao banheiro. Momentos depois, ouve-se um tiro. Todos correram! Ele estava caído, sangrando e morto. Mas nem assim, encontrou a paz que tanto buscou na vida. Pois não buscou a Paz de Cristo e sim a “paz” do mundo! Uma pena!

Aquele grande empresário, vivia em “paz” com todos os funcionários da empresa, fazia constantemente festas de confraternização para alimentar a “paz”. Ele vivia uma certa paz com seus funcionários porque estes trabalhavam duro, proporcionando-lhe muito lucro. Por sua vez, os funcionários viviam em harmonia com o patrão, porque recebiam bons salários.

Assim é a paz do mundo, diferente da paz de Cristo. No comércio, todos vivem em “paz” por interesses mútuos de venda e compra.

Do mesmo modo, na vida amorosa dos “relacionamentos”, principalmente naquelas vidas amorosas em que o sexo fala mais alto do que o amor, a paz entre os namorados dura enquanto a juventude em seus corpos os mantêm atraentes uns para com os outros.

Um certo garanhão cheio de dinheiro vivia desfrutando a vida e trocava de mulher como se troca de camisa. Uma delas era linda, porém descuidou-se e engordou. Ele a deixou. Outra, era muito saudável, e para manter a sua boa forma e não o perder, como aconteceu com a outra, entrou numa dieta perigosa para emagrecer, e acabou emagrecendo demais e ficou feia aos olhos do garanhão. Ele tentou deixá-la mais ela disse: Nem pense isso! Eu estou esperando um filho seu. Aí começaram s brigas, os problemas, e aquele “relacionamento” virou um verdadeiro inferno! Não querendo aquele herdeiro indesejável, fruto de uma aventura, ele a obrigou a abortar, ela não o quis, conclusão, hoje ela está morta.

Buscamos desesperadamente a paz do mundo, em seguida descobrimos desapontados que essa paz não nos satisfaz. Não nos completa. Somente a verdadeira paz. A paz de Cristo é aquela que nos preenche plenamente. Porque é a paz da intimidade com Aquele que pode nos dar tudo. Aquele que sabe o que realmente nós precisamos para nos completar, para sermos felizes. É a paz de saber que Cristo está habitando em nós. Na nossa pessoa. E isso acontece plenamente quando recebemos a Eucaristia, o corpo e o sangue de Cristo.

Guardar a palavra para receber Cristo e ter a verdadeira paz. Amém!

(José Salviano).

(14) – O DEFENSOR, O ESPÍRITO SANTO, QUE O PAI ENVIARÁ, ELE VOS ENSINARÁ TUDO.

O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará, ele vos ensinará tudo.

Este Evangelho, podemos chamar de trinitário, porque nele aparecem, de maneira explícita e muito viva, as três Pessoas divinas: quem guarda a palavra de Jesus é amado por Deus Pai, os dois virão e farão morada nele, e o Espírito Santo lhe ensinará tudo. Jesus chama o Espírito Santo de “Paráclito”, termo complexo que compreende as funções de advogado, defensor, assistente, protetor, mestre e consolador. O Espírito Santo exerce todas essas funções em cada cristão e na santa Igreja. “O Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.

Tal como o Filho foi enviado em nome do Pai para realizar a sua obra, assim o Espírito Santo é enviado em nome de Cristo para completar a sua revelação à Igreja.

“Quem observa os meus mandamentos… Eu o amarei e me manifestarei a ele.” Manifestar-se é no sentido de levar a pessoa a crer em Jesus. A fé é proporcional à nossa obediência aos mandamentos de Jesus. Se uma pessoa começa a observar com mais empenho os mandamentos, Cristo vai se manifestando, isto é, a sua fé vai crescendo dia a dia. E, junto com ela, a esperança e a caridade. A fé da pessoa vai ficando cada vez mais esclarecida e autêntica, isto é, concretizada na Igreja que Jesus fundou: una, santa, católica e apostólica.

Se, pelo contrário, uma pessoa começa a se afastar dos mandamentos, a sua fé vai diminuindo e se desviando dia a dia. De repente a pessoa está “adorando animais”.

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).

“Quem me dera que meu povo me escutasse, que Israel andasse sempre em meus caminhos! Seus inimigos sem demora humilharia e voltaria minha mão contra o opressor… Eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria” (Sl 80,14-17).

Jesus Cristo sempre procurou obedecer a Deus Pai: “Eis que venho, ó Pai, para fazer a vossa vontade” (Sl 39,8). “O meu alimento é fazer a vontade do meu Pai que está no céu” (Jo 4,34). “Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6,38).

Também os Apóstolos eram observantes fiéis dos mandamentos: “É preciso obedecer antes a Deus que aos homens” (S. Pedro, no seu discurso no tribunal. Está em At 5,29).

No Pai Nosso, nós rezamos: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”.

Todos nós queremos que Jesus se manifeste a nós, a fim de sabermos o caminho certo da nossa felicidade. Vamos então observar com dedicação os seus mandamentos.

principal força que nos leva a obedecer a Deus não é o interesse em receber favores e benefícios dele, ou o medo de castigo, mas é o amor a ele. Eu vou à Missa porque sei que Deus quer que eu vá, e eu o amo muito e quero fazer a sua vontade. Havia um homem que, quando dava tempestade com raios, ele rezava. Um dia ele instalou um para-raios na sua casa, então parou de rezar. Na verdade esse homem nunca teve uma fé verdadeira, por a sua “fé” sempre foi interesseira. A fé verdadeira nasce do nosso amor a Deus, independente de recebermos ou não benefícios dele.

Em um conto popular, certa vez, Nossa Senhora, com o Menino Jesus nos braços, desceu à terra para visitar um mosteiro. Os monges ficaram muito felizes com a visita. Organizaram um fila e, um a um, ao se aproximar, prestava a sua homenagem. Um recitava poesia, outro mostrava os desenhos que fazia na Bíblia ilustrando as passagens, outro recitava de cor a lista dos santos de cada dia do ano etc.

No final da fila estava um monge muito simples e humilde, que ainda não tivera chance nem de aprender a ler. Os colegas ficaram preocupados, com medo de ele dar fora, comprometendo a imagem do mosteiro. Quiseram até convencê-lo a sair da fila. Mas ele fez questão de prestar sua homenagem ao Menino Jesus e à sua mãe. Quando chegou a sua vez, ele não disse nada. Apenas pegou umas laranjas que trazia nos bolsos e começou a jogá-las para cima e pegar todas, sem deixar cair nem uma. Isso em meio a belos gestos de malabarismo. Aquele monge havia trabalhado em um circo e foi lá que aprendera isso.

sabe o que aconteceu? O Menino Jesus riu e bateu palmas, coisas que não fizera em nenhuma das apresentações anteriores. No final, Maria estendeu os braços e ofereceu o Filho para que aquele monge o pegasse um pouquinho, coisa que também não havia feito com nenhum dos outros monges.

ciência e os conhecimentos são importantes, mas muito mais importantes são as nossas ações e os nossos gestos de amor, mesmo que esses gestos sejam feitos unicamente para divertir o nosso próximo, fazendo-o rir.

Encarnação aconteceu graças à obediência de uma mulher a Deus: “Eis aqui a escrava do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Rainha da obediência, rogai por nós.

Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará, ele vos ensinará tudo.

(Padre Antônio Queiroz).

(15) – REFLEXÃO

Segundo o Evangelho de hoje, o amor a Jesus Cristo se manifesta no acolhimento dos seus mandamentos e na observância dos mesmos. Com isso, percebemos que Jesus não quer a submissão do homem a ele, mas comunhão do homem com ele. Quando o homem acolhe os seus mandamentos, na verdade está descobrindo os valores que são o seu fundamento e assumindo esses valores como causa primeira da sua felicidade. Assim, a observância dos mandamentos não significa mera obediência, mas caminho para a construção da felicidade pessoal e comunitária, e este caminho é perfeito porque tem a sua origem no próprio Deus.

(CNBB).

(20) – GUARDARÁ MINHA PALAVRA…

Deus se comunica com seu povo através de sua Palavra. Afinal, Jesus Cristo – a revelação plena de Deus ao mundo – e exatamente o VERBO, isto e, a Palavra do Pai. Sua Palavra dirigida ao mundo e um dom divino, um presente imerecido, pura graça, que Deus nos faz. Desprezar um presente é desprezar (depreciar) o Autor do dom.

Mesmo em nossas famílias, quando os pais falam aos filhos, estes devem prestar atenção, ouvir e obedecer. Do contrario, não seriam filhos. E não cumpririam o mandamento que diz: “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que teus dias se prolonguem sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dá.” (Ex 20,12).

Em suma, a prova de que o filho ama o pai está em acolher e praticar as suas ordens. E isto que a Bíblia chama de “guardar” a Palavra. Não apenas arquiva-la, fixá-la na memória, mas tornar-se um “portador da Palavra” por meio do comportamento, gestos e escolhas e cada dia.

Temos, pois, um critério para avaliar nossa filiação divina: se oriento minha vida pela Palavra de Deus, pelos ensinamentos de Jesus Cristo – e o faço de modo amoroso e incondicional –, então sou filho.

Deste modo, livramo-nos de uma noção romântica a respeito do amor, tecida de emoções, sentimentos e impressões. Em seu lugar, adotamos uma compreensão cristã do amor, quando o amor se manifesta como ato da vontade iluminada pela inteligência dos desígnios de Deus.

Isto pode ser avaliado nos fatos cotidianos.

Por que dedico meu tempo a esta atividade, e não a outra?

Por que gasto meu dinheiro desta maneira, e não de outra?

Por que escolhi esta profissão, e não outra?

Palavra de Deus esta na raiz destas opções?

Ou estou agindo como qualquer pagão, movido apenas por necessidades e pela propaganda, pela moda e pelas conveniências?

ainda: que recusas e renúncias tenho feito “por causa da Palavra de Deus?”

Que prejuízos e sacrifícios eu tenho aceitado “por causa da Palavra de Deus?”

jovem que abre mão de ter uma família para servir a Deus na vida consagrada dá provas de amar a Deus. O advogado que não aceita causas de divórcio, mesmo perdendo um rico filão de ganhos e lucros, também demonstra que ama, acima do dinheiro, ao Senhor e sua Palavra.

nós?

Amamos a Jesus, de modo a receber também o amor do Pai?

Orai sem cessar: “No fundo do meu coração, guardo a vossa Palavra!” (Sl 119,11).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – MAS O DEFENSOR, O ESPÍRITO SANTO QUE O PAI ENVIARÁ EM MEU NOME, ELE VOS ENSINARÁ TUDO E VOS RECORDARÁ TUDO O QUE EU VOS TENHO DITO.

Hoje, Jesus mostra-nos o seu imenso desejo de que participemos da sua plenitude. Incorporados nele, estamos na fonte da vida divina que é a Santíssima Trindade. “Deus está contigo. Na tua alma habita, em graça, a Beatíssima Trindade. – Por isso, tu, apesar das tuas misérias, podes e deves estar em continuo diálogo com o Senhor” (São Josemaria).

Jesus assegura que estará presente em nós pela graça divina que habita na alma. Assim, os cristãos já não somos órfãos. Já que nos ama tanto, apesar de não necessitar de nós, não quer prescindir de nós.

“Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21). Este pensamento ajuda-nos a ter presença de Deus. Então, não têm lugar outros desejos ou pensamentos que, pelo menos, às vezes, nos fazem perder o tempo e nos impedem de cumprir a vontade divina. Eis uma recomendação de São Gregório Magno: “Que não nos seduza o elogio da prosperidade, porque é um caminhante tonto aquele que vê, durante o seu caminho, prados deliciosos e se esquece para onde queria ir”.

presença de Deus no coração nos ajudará a descobrir e realizar neste mundo os planos que a Providencia nos tenha atribuído. O Espírito do Senhor suscitará no nosso coração iniciativas para situá-las no vértice de todas as atividades humanas e tornar presente, assim, Cristo no alto da terra. Se tivermos esta intimidade com Jesus chegaremos a ser bons filhos de Deus e nos sentiremos seus amigos em todos os lugares e momentos: na rua, no meio do trabalho quotidiano, na vida familiar.

Toda a luz e o fogo da vida divina se derramarão sobre cada um dos fiéis que estejam dispostos a receber o dom do interior. A Mãe de Deus intercederá — como nossa mãe que é — para que penetremos neste tratado com a Santíssima Trindade.

(Rev. D. Norbert ESTARRIOL i Seseras (Lleida, Espanha)).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

5ª SEMANA DA PÁSCOA – SANTA CATARINA DE SENA (VGDRA., MEM., PF. PASCAL OU DAS VIRGENS, COR BRANCA).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Santa Catarina de Sena, juntamente com São Francisco de Assis, é padroeira da Itália. Entrou na ordem terceira de São Domingos aos dezesseis anos, levando uma vida austera. Nos tempos difíceis em que viveu, lançou insistentes apelos para a reconstrução da paz. Trabalhou sempre a favor da unidade e da caridade. Deixou-nos escrito o “Diálogo sobre a Divina Providência”, o que a coloca entre os Doutores da Igreja. Morreu muito jovem, aos 33 anos de idade, no dia 29 de abril de 1380.

– 2ª: Catarina (Itália, 1347-1380), padroeira da Itália juntamente com são Francisco e copadroeira da Europa, assumiu vida austera na Ordem Terceira de são Domingos. Foi mensageira da paz numa época de graves conflitos e mestra de vida espiritual, esmerando-se na caridade aos doentes e abandonados e no amor e fidelidade à Igreja.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: O apóstolo Paulo aproveita-se de um episódio para fazer sua pregação missionária, chamando aquele povo à conversão. E esse é também o ensinamento de Jesus: Quem me ama, guarda minha Palavra! Quem se fecha à sua Palavra, fecha-se para a vida eterna. Escutemos.

– 2ª: A Palavra nos convida a abandonar os falsos ídolos e nos converter ao amor de Deus. Assim estaremos aptos a acolher o Espírito, que ilumina nossa vida e as escolhas que fazemos.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— O Espírito Santo, o Paráclito, haverá de lembrar-vos de tudo o que tenho falado, aleluia. (Jo 14,26).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

Esta é uma virgem sábia, uma das jovens prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.

Antífona da comunhão

Deus é luz. Se andamos na luz, estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado (1Jo 1,7).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Ó Deus, que inflamastes de amor santa Catarina de Sena na contemplação da paixão do Senhor e no serviço da Igreja, concedei-nos, por sua intercessão, participar do mistério de Cristo e exultar em sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: — Atendei, Senhor, o nosso pedido.

1. Senhor, iluminai a Igreja, para que seja sempre misericordiosa e compassiva.

2. Santificai o papa, o nosso bispo, os sacerdotes e os diáconos.

3. Ajudai nossa sociedade a abandonar os falsos ídolos, promotores de sofrimento e morte.

4. Tornai-nos abertos e disponíveis para os apelos do vosso Espírito.

5. Livrai-nos da indiferença e fazei-nos mais comprometidos com vosso reino.

Oração sobre as oferendas

Recebei, ó Pai, o sacrifício da salvação que vos apresentamos na festa de santa Catarina, para que, instruídos por seus ensinamentos, possamos render-vos graças com maior fervor, ó Deus vivo e verdadeiro. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que a participação na vossa mesa, onde santa Catarina encontrava alimento até mesmo para a vida do corpo, conceda ao vosso povo a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem
todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

BÍBLIA SAGRADA

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E faço da Oração da Serenidade, uma das orações que me alicerçam:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

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