Liturgia Diária 30/ABR/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 30/ABR/2013 (terça-feira)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 14,19-28)

Naqueles dias, 19 de Antioquia e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto. 20 Mas, enquanto os discípulos o rodeavam, Paulo levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé. 21 Depois de terem pregado o Evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia. 22 Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecer firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. 23 Os apóstolos designaram presbíteros para cada Comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. 24 Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25 Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26 Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. 27 Chegando ali, reuniram a Comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. 28 E passaram então algum tempo com os discípulos.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (Sl 144(145), 10-11. 12-13ab. 21 (R. Cf. 12a)).

— Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso.

— Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso.

— 10 Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! 11 Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

— 12 Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. / 13ab O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração.

— 21 Que a minha boca cante a glória do Senhor † e que bendiga todo ser seu nome santo / desde agora, para sempre e pelos séculos.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 14,27-31a).

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28 Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30 Já não falarei muito con­vosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31 amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Inicio minha oração, em sintonia com todos que fazem este momento de oração, cantando ou rezando:

“Deus não está longe de cada um de nós. Nele vivemos, nos movemos e existimos”. (At 17,27b,28)

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto Jo 14,27-31a e observo as palavras de Jesus.

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou. Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração. Ouvistes o que eu vos disse: ‘Eu vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais. Já não falarei mais convosco, pois vem o chefe deste mundo. Ele não pode nada contra mim. Mas é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e faço como o Pai mandou.”

Jesus está se despedindo dos discípulos. Ele oferece a paz e lhes dá ânimo: não é preciso se afligir, nem ter medo. Anuncia a alegria, resultado da vitória. O que Jesus quer que o mundo saiba é que ele ama o Pai e faz o que ele manda. A paz de Jesus é diferente da paz do mundo que é baseada na injustiça. Ao contrário, é baseada na justiça e no amor. A paz que o mundo dá, prescinde de Deus. Não só desconsidera a pessoa, mas a explora e mata. A paz de Jesus tem em vista um mundo mais fraterno.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

Onde fundamento a minha paz?

minha paz vem de Deus?

Os projetos de paz do mundo em que vivo propõem a paz de Jesus?

paz sempre comunica alegria. E é desta alegria que falaram os bispos em Aparecida:

“Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (cf. Lc 10,29-37; 18,25-43). A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e agoniado pela violência e pelo ódio. A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria.” (DAp 29).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, espontaneamente, e concluo com a Oração de Dom Pedro Casaldáliga:

Senhor, dá-nos a paz que se faz!

Senhor, quando te pedimos paz, devolve-nos o pedido, que é fácil pedir sem dar…

Ensina-nos a passar da tolerância ao amor; de sermos notas dispersas a sermos uma canção.

Quando entregamos as armas, ajuda-nos a entregar também, abertas, as almas, que a paz apenas sem guerra é pouca paz para nós.

Necessitamos da terra com casa, trabalho e pão, contigo no coração, com todos os povos, juntos, forjando o novo amanhã.

Dá-nos a paz que se faz!

Dá-nos a paz que se dá!

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

meu novo olhar é de paz, da paz que vem de Deus, oferecida por Jesus Cristo.

REFLEXÕES:

(4) – A ALEGRIA DA CONFIANÇA NA PALAVRA DO SENHOR.

A perícope é parte do discurso de despedida de Jesus (13,31–14,31).

paz (v. 27) é dom do Cristo Ressuscitado (ver também: Jo 20,19.26). Não há, da parte do Senhor, ao contrário do “mundo”, nenhuma aparência nem hipocrisia na paz oferecida e dada. Ele mesmo, “príncipe da paz”, se engaja na reconciliação do gênero humano com Deus (cf. Mt 5,9). Daí que a paz não é, como se pensava, bem-estar para Israel.

fiel deve deixar sua vida ser iluminada pela escatologia: “Eu vou, mas voltarei a vós” (v. 28). Segundo o discurso, não se sentirá a ausência de Jesus Cristo como abandono, já que a sua volta é certa (cf. Mt 28,20).

Para onde ele vai?

Para o Pai (cf. v. 28c). Esse movimento de voltar para o Pai deveria ser motivo de alegria para o discípulo, pois a confiança do discípulo deve estar apoiada na palavra do Senhor: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós” (14,18).

paixão e morte de Jesus, consideradas como ação de Satanás, o “chefe deste mundo” (v. 30), não devem afligir a comunidade dos discípulos, pois o Senhor o vencerá (cf. v. 30b). No entanto, a entrega de Cristo é, para o mundo, testemunho de seu amor pela humanidade. Para a teologia joanina, a paixão e morte de Jesus são gestos do amor de Deus por toda a humanidade (cf. Jo 3,16).

(Carlos Alberto Contieri, SJ).

(6) – A FORÇA DIVINA QUE SUSTENTA O DISCÍPULO NA CAMINHADA.

Jesus, sabendo que estava próxima a hora de sair deste mundo, não queria partir sem dar segurança, tranquilidade, amparo, vitória, enfim, garantia de vida plena. Então, Ele se levanta e pronuncia as benditas palavras: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo”.

Nesta expressão, vemos a clara manifestação da personalidade de Jesus. Ele é, por natureza, comunicador da paz. Sem dúvida, não estamos às voltas com uma espécie de paz intimista e sentimental. A paz de Jesus é muito mais do que isto, é um dom de Cristo para Seus discípulos, em vista do testemunho ao qual são chamados a dar. Ela visa a ação, por isso não pode se reduzir ao sentimento. A paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades.

Assim pensada, a paz de Jesus consiste numa força divina, não deixando que os discípulos rompam a comunhão com o Mestre. É Jesus mesmo, presente na vida dos discípulos, sustentando lhes a caminhada, sempre dispostos a seguir adiante com alegria, rumo à casa do Pai, apesar das adversidades que deverão enfrentar.

paz do mundo é bem outra coisa. Encontra-se na fuga e na alienação dos problemas da vida. Leva o discípulo a cruzar os braços, numa confiança ingênua em Deus do qual tudo espera sem exigir colaboração. Neste sentido, ela conduz à morte!

discípulo sensato rejeita a paz oferecida pelo mundo para acolher aquela que Jesus oferece.

paz do Senhor é fruto da prática fraterna, solidária, restauradora da vida e da dignidade dos homens e mulheres. É a paz do reencontrar a vida na união de vontade com o Pai.

Reze comigo: “Jesus, Príncipe da Paz, dai-me a constância na fé e na esperança para que jamais duvide das Suas promessas. Que eu tome posse da Sua Paz, que me tranquiliza a alma e me faz mais do que vencedor, porque o Senhor está comigo e em mim. Amém”.

Jesus, Príncipe da Paz, dai-nos a paz!

(Padre Bantu Mendonça).

(7) – A ALEGRIA DA PARTIDA.

Jesus procurou evitar que sua partida para junto do Pai, a sua morte, fosse motivo de perturbação para os seus discípulos. Na perspectiva deles, isto resultaria na perda de um amigo querido, com quem haviam estabelecido um relacionamento de profunda confiança.

Não era isso, porém, que preocupava Jesus. No seu horizonte, despontava a ação malévola do Príncipe deste mundo, cuja ação enganadora visaria desviar os discípulos do caminho do Mestre, causando-lhes toda sorte de dificuldades. De fato, a perspectiva de perseguição não deixava de ser preocupante. Se os discípulos tivessem consciência do que isto significava, teriam mais razão ainda para entristecer-se e perturbar-se.

Apesar da incerteza do futuro, os discípulos deveriam alegrar-se. Ao partir, Jesus os precederia no caminho que todos haveriam de trilhar também. E, na casa do Pai, lhes prepararia um lugar.

partida de Jesus era inevitável e inadiável. Sua permanência terrena junto aos seus não podia prolongar-se indefinidamente. Uma vez concluída sua missão terrena, era hora de começar sua missão celeste. Aos discípulos caberia levar adiante a missão do Mestre. A compreensão disto deveria afastar deles todo medo e toda tristeza. Embora sendo uma dura experiência, os discípulos tinham motivos para se alegrar com a partida de Jesus.

Oração:

Espírito de segurança, que a ausência física de Jesus não me deixe perturbado, e sim, seja motivo de alegria, para mim, porque sei que ele nos precedeu junto do Pai.

(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Ouvistes o que vos disse: vou, mas voltarei a vós (Jo 14,28).

Evangelho de hoje, João 14,27-31a, reúne uma série de afirmações de Jesus, aparentemente sem uma conexão entre elas. Isso não importa, porque cada afirmação em separado tem sua mensagem válida sobre Jesus.

Para nós é útil, neste dia, considerar a ida de Jesus para o Pai depois de sua Ressurreição. Ele reaparecerá ressuscitado aos discípulos, e por isso eles sentirão grande alegria (Jo 14,28). Confortados pelo tempo pós-pascal em que conviveram com Jesus ressuscitado, os discípulos ficarão preparados para receber depois o dom de Pentecostes, o Espírito Santo. Então ficarão fortalecidos para levar aos confins da terra a mensagem que Jesus lhes confiou. Este é o trajeto da Igreja em seus inícios, e também da Igreja, que somos nós, em nosso tempo.

(Pe. Valdir Marques, SJ).

(12) – DEIXO-VOS A PAZ; DOU-VOS A MINHA PAZ.

O Espírito de Deus é espírito de paz; mesmo quando cometemos os mais graves pecados, Ele faz-nos sentir uma dor tranquila, humilde e confiante, devido, precisamente, à Sua misericórdia. Ao invés, o espírito do mal excita, exaspera e faz-nos sentir, quando pecamos, uma espécie de cólera contra nós; e no entanto o nosso primeiro gesto de caridade deveria justamente ser para com nós próprios. Portanto, quando és atormentado por certos pensamentos, tal agitação não te vem nunca de Deus, mas do demônio; porque Deus, sendo espírito de paz, só pode dar-te serenidade.

(São (Padre) Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho – Carta, AdFP, 549).

(14) – DEIXO-VOS A PAZ, A MINHA PAZ VOS DOU.

São muitos os obstáculos, que tentam nos tirar do caminho de Deus, mas jamais conseguirão, pois somos conduzidos pela Luz de Cristo!

Ainda que a aridez dos nossos desertos fira os nossos pés, e que o nosso caminhar nos pareça impossível, nada conseguirá nos deter se estivermos alicerçados no exemplo de Jesus, que mesmo esmagado pelo peso da cruz, não desistiu de levar em frente a sua missão. É nas dificuldades, que descobrimos a força que podemos ter, se agarrados na força que nos vem do alto. É Jesus que nos carrega no colo, enquanto atravessamos os desertos de nossa vida!

É caminhando, ou sendo carregado por Jesus, que chegaremos ao nosso oásis: o coração de Deus! É no coração do Pai, que podemos repousar, saciar a nossa sede, repor as nossas energias para seguir em frente!

No evangelho de hoje, Jesus continua se despedindo dos discípulos, que viviam momentos de profunda tristeza pela proximidade da partida de Jesus. Sabendo, que a sua hora estava próxima, e que o sofrimento dos discípulos seria inevitável, Ele os consola dizendo: “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que vos disse: Vou, mas voltarei a vós.” Jesus sabia também, que a sua ausência física, além de entristecê-los, poderia dispersa-los, e para evitar isto, Ele os encoraja, deixando-lhes um mandamento novo, o mandamento do amor, que se vivido por eles, os manteria sempre juntos!

Para a segurança dos discípulos, Jesus deixa-lhes a sua Paz, e esta mesma paz, se estende até nós, enche o nosso coração de esperança, nos aquieta e ao mesmo tempo nos inquieta, tirando-nos do comodismo, que muitas vezes nos impede de dar passos ao encontro do outro! A paz que nos vem de Jesus, nos dá serenidade nos momentos difíceis, nos mantém de pé nos vendavais da vida!

Às vezes, quando falamos em paz, pode nos vir a ideia de uma situação externa, onde não há conflitos abertos, no entanto, a paz verdadeira, é um estado interior de contentamento, de tranquilidade, mesmo dentro de realidades difíceis. É como sentir um raio de sol penetrar em nossa janela em dia chuvoso, sentir o frescor das manhãs de primavera em pleno calor de verão, ou a cadência do pulsar do coração, em meio ao barulho do mundo!

“A Paz do Senhor!” este dizer, é mais que uma saudação característica dos cristãos, é na verdade um testemunho de quem realmente abraçou esta paz de Jesus, e deseja partilhá-la!

Para o mundo, Paz, significa ausência de guerras, de conflitos, enquanto que a paz que vem de Jesus, significa serenidade em meio às intempéries da vida!

No coração de quem cultiva esta paz, existe esperança e a certeza da vitória depois da dor!

paz que vem de Jesus, não é uma paz da acomodação, de ver o mundo desabar lá fora, e permanecer quieto como mero expectador, pelo contrario, a paz que nos vem de Jesus é inquietante, ela nos encoraja, nos impulsiona a lançarmos no mar revolto da vida, sem medo de naufragar.

É esta paz, que encorajou os discípulos para a difícil missão de sair pelo mundo afora, anunciando o Reino de Deus!

mundo quer a paz, mas rejeita o dono da paz, Àquele que disse: “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”…

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(14) – AS NOSSAS PALAVRAS PRECISAM SER EXPRESSÃO DO QUE O NOSSO CORAÇÃO DESEJA ASSIM SERÃO CONSIDERADAS VERDADEIRAS.

Quando Jesus nos prometeu a paz Ele o fez com a Sua Palavra que é muito diferente das palavras sem consistência dos homens. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo”! A Palavra de Jesus tem força e sempre acontece. Jesus veio nos dar a paz real e não apenas paz de palavras vazias. A paz que o mundo prega é uma paz que se conhece apenas por meio de slogans, palavras soltas, discursos políticos, demagogia, mas nem sempre ela acontece. Jesus também nunca enganou a seus discípulos nem os deixava a ver navios: “Vou, mas voltarei a vós.” Sempre lhes dava uma mensagem de otimismo e de esperança. “Se me amásseis ficaríeis alegres porque vou para o Pai.”

Aprendendo com Jesus nós podemos transmitir por meio da nossa boca palavra de conforto e de paz para as pessoas com as quais nós nos encontramos. No entanto, as nossas palavras também precisam ser expressão do que o nosso coração deseja para que elas sejam consideradas verdadeiras. Nunca poderemos em Nome de Jesus enganar os nossos irmãos e fingir que estamos lhes desejando paz quando no nosso coração rumina o ódio. Se, porém, cultivarmos dentro de nós sentimentos verdadeiros, nós também conseguiremos levar esperança para o nosso próximo e estamos fazendo com que a paz de Jesus, que é real, aconteça na sua vida.

Reflita: 

 Quando você dá a paz à pessoa que está do seu lado na missa, você o faz de coração ou apenas o deseja com palavras?

– Você tem conseguido viver em paz?

– Você transmite aos outros a paz que você possui no coração?

– Você tem transmitido esperança para as pessoas?

– Você vive a paz de Jesus ou na paz do mundo?

Amém!

Abraço carinhoso.

(Maria Regina).

(14) – EU VOS DOU A MINHA PAZ.

Os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedrejar.

Disse-lhes Jesus: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?” Os judeus responderam-lhe: “Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus”.

Estamos vendo neste evangelho, mais uma cena de violência por parte dos judeus em relação a Jesus.

Caros irmãos, nós também já estamos cansados de sofrer com a violência! Estamos precisando muito de paz.

O mundo precisa de paz. Paz na família, paz com os vizinhos, paz ao sair na rua, paz entre todas as pessoas. Longe de nós os horrores da guerra: “… lá pelas três e pouco da madrugada, novamente o ronco dos caças inimigos. Eram bombas caindo na nossa cabeça, luzes apagadas para que os pilotos não enxergassem a cidade, falta de água porque a adutora foi destruída, falta de comida porque já não têm mais pontes nem estradas para o transporte, clarões de fogo das bombas explodindo aqui e ali, sirenes disparadas, barulho de metralhadoras, zumbidos de balas perdidas que passam perto de nossos ouvidos, um menino aos gritos de socorro diz que os seus pais acabaram de serem baleados… De repente este verdadeiro inferno tem uma pausa. Os aviões se afastam, os tiros vão diminuindo, agora só se escuta outros tipos de sons: latidos de cachorros, gemidos, gritos por Deus, palavrões de desabafos, uma mãe grita: minha filha, uma parede que cai, uma explosão do posto de gasolina, um botijão de gás pega fogo perto de mim, incêndios por toda parte, pessoas queimadas, mutiladas, desmaiadas, caídas, penduradas nos escombros, prensadas em baixo de blocos de paredes, ninguém pode socorrer ninguém…”

Chega! Não queremos mais as palavras do sobrevivente de um bombardeiro aéreo…

Porque paz não é somente ausência de guerra! Paz é ausência de injustiças, de discussões, de desentendimentos, de brigas, etc.

paz começa dentro de cada um de nós. É a paz interior, que cada um de nós experimenta quando tudo está correndo bem porque estamos em estado de graça. E pode estar certo, que aquele que está em paz consigo mesmo, vai estar em paz com todos. Ao contrário, aquele que odeia a si mesmo, também vai odiar a todos e, por isso, declara guerra ao mundo.

guerra é coisa do demônio. “De repente este verdadeiro inferno tem uma pausa…” (disse o sobrevivente). O estado de guerra faz mal aos ricos e aos pobres. Já reparou numa coisa? O estar de mal com alguém nos faz muito mal. Já a paz é coisa de Deus. “Eu vos dou a minha paz, eu vos deixo a minha paz…” A guerra é a pior coisa que pode nos acontecer nesta vida (a segunda é a cadeia).

Ao contrário, acima de qualquer bem material, casa, terras, carro, que possuímos, a paz é o maior bem que a humanidade possui. A paz nos faz tanto bem, que dizemos que paz e bem é uma só coisa. É por isso que, ligados naquele que disse “… Eu vos dou a mina paz…”, costumamos desejá-la aos nossos amigos, dizendo: A paz de Cristo. Que é a PAZ duradoura, pois é a paz que é fruto da justiça.

(José Salviano).

(14) – DEIXO COM VOCÊS A PAZ. É A MINHA PAZ QUE EU LHES DOU.

Bom dia!

Escrevi essa reflexão ano passado, mas ainda esta muito viva…

Esse é um dos trechos de despedida do Senhor durante e após a Santa Ceia. Como podemos notar, é carregado de amor e recomendações fraternas aos seus amigos.

Jesus, em meio à emoção do momento, deixa uma mensagem positiva e otimista mesmo alertando, em outros momentos, das dificuldades e transtornos aos quais seriam submetidos. “(…) Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo”.

Mas o que é paz?

Paz como ausência de guerra.

Sempre associada ao militarismo, ao domínio do forte sobre o fraco, o vencedor sobre o derrotado. Essa paz por vezes é a que procuramos nas disputas de opinião, de poder, (…); é uma paz que existe um alegre e outro triste. É muito comum em nosso meio racionalista e individualista de ser. É a paz que não tem paz.

Essa é a paz do morro, da favela, da pessoa que vive cercada de muros altos, câmeras e cercas elétricas. É uma paz de que não tem paz.

Paz como fruto da Justiça.

Essa paz é aquele que não há vencedores e nem perdedores. Uma paz que advém da coerência, da sobriedade, do amor ao próximo. É uma paz que não é imposta e sim advento do respeito. Uma paz que não precisa de multas ou castigos para que se cumpra. É a paz que Jesus pediu por meio do amor.

“(…) Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. (João 13, 34-35).

Paz em meio à guerra.

É talvez a paz do filme “A VIDA É BELA”, do “PIANISTA”. É a paz do casal que desentende, mas não se deixa de se gostar, não perde o respeito, não se perde a razão… É a paz que permanece em meio à ingratidão dos filhos com os pais e vice-versa; é a paz que supera as divergências em meio às catástrofes naturais ou não; a paz que supera o egoísmo, o orgulho, a vaidade. É paz que ajuda procurar vidas nos escombros da casa que desabou, da vida que ruiu pelas drogas ou pelas escolhas desastrosas do nosso livre arbítrio…

Paz que ninguém consegue explicar.

É a paz que insiste em existir mesmo na morte; é a tranquilidade persistente daquele que perdeu alguém e ainda vê a mão de Deus. É aquele que no cárcere, no silêncio, amordaçado ainda sorri; é aquele que tem problemas, mas não perde a esperança; é o paralitico que perde os movimentos, o doente acamado, o acidentado que fica limitado a uma cama, mas que a mente ainda permanece livre.

É a paz fruto da fé que não nos abandona. Uma paz que advém da fortaleza!

“(…) Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte“ (II Coríntios 12,8-10).

Vivamos a paz!

Um imenso abraço fraterno.

(Alexandre Soledade).

(14) – A PAZ QUE JESUS NOS DÁ DIFERE DA PAZ QUE O MUNDO OFERECE.

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,27-31ª – Terça Feira, 30 de Abril de 2013 – 5ª Semana da Páscoa.

Mas uma vez o Evangelista João nos deixa claro a diferença entre o que é do mundo e o que é de Deus. A Paz que Jesus Cristo dá difere da paz que o mundo oferece, a paz do mundo é passageira, mas, a que procede de Deus permanece eternamente. Mais uma vez ouvimos de Jesus que não nos deixemos perturbar e nem intimidar o nosso coração. Mesmo que venham dificuldades devemos permanecer firmes na nossa fé na certeza de não estarmos sozinhos, e que a paz de Cristo permanece conosco, se também permanecermos fiéis a Ele.

Esta paz que só Jesus Cristo dá, é a que permanecerá conosco através dos séculos pelo Espírito Santo consolador. Para quem crê o aspecto mais importante do Espírito Santo, não é a sua grandeza, não é o seu poder, mas sua a santidade manifestada na vida de todos aqueles que buscam o entendimento de Deus. Através de uma vida de oração, adoração no Espírito, e, uma vida santificada, nós receberemos a virtude do Espírito Santo, e permaneceremos na verdadeira paz.

Na leitura dos Atos dos apóstolos, os discípulos eram encorajados a permanecerem firmes na fé. Ficou claro para aqueles discípulos que deveriam passar por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus, e isto pode também acontecer conosco, pois também não estamos isentos, mas, se permanecermos firmes, mantendo a nossa santidade, nosso coração estará em paz, pois estaremos em Cristo e Ele conosco, pois é a sua promessa: “Eis que estou com vocês todos os dias até o fim do mundo” (Mt. 28,20).

Reino de Deus é um reino para sempre, já que o Rei permanece conosco até o fim do mundo, porém, é preciso aceitar a verdade de que Ele Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador, e fora dele não há salvação. Se quisermos a salvação de fato, devemos buscar viver a santidade, devemos ser de tal maneira, unidos e identificados com Cristo, imitando sua vida como padrão para o nosso viver.

Amém!

Paz de Cristo!

(Newton Hermógenes).

(15) – REFLEXÃO.

No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra um dos aspectos mais importantes do amor que é o desejo do bem maior para o outro. O mundo nos apresenta uma falsa ideia de amor que é o amor possessivo: quando amamos uma pessoa, queremos que ela esteja constantemente ao nosso lado porque assim somos felizes. Na verdade estamos pensando na nossa felicidade e não na da pessoa amada. Jesus diz: “Se me amasseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu”. Assim, de fato, somos nós, uma vez que nos entristecemos quando a felicidade maior do outro não é como gostaríamos que fosse. Na verdade, confundimos paixão e sentimentalismo com amor verdadeiro.

(CNBB).

(20) – DOU-VOS A MINHA PAZ…

O mundo sempre foi palco de violência. Na primeira família, Caim matou Abel. Nossa História é um desfile de agressões e rapinas, destruição e fome. Sempre foi assim. Mas hoje, com a rede de comunicações, temos uma compreensão mais clara dessa realidade e, por isso mesmo, é cada vez mais agudo o nosso anseio pela Paz.

só Jesus Cristo, “nossa Paz” (Ef 2,14), pode responder ao nosso grito. Por isso mesmo, em cada Eucaristia, nos dirigimos ao Cordeiro de Deus, a divina Vítima do altar, para clamar: “Dai-nos a Paz!”

Na Exortação Apostólica “Reconciliação e Penitência” [1984], João Paulo II juntava dados de nosso tempo, como cacos de cerâmica, para recompor o triste mosaico que estamos vivendo: divergências tribais, discriminação de todo tipo, tortura e repressão, corrida armamentista, iníqua distribuição dos bens do planeta, direitos humanos espezinhados, multiplicação da miséria…

“Por mais impressionantes que se apresentem tais lacerações à primeira vista – diz o Papa -, só observando-as em profundidade se consegue individuar a sua raiz: esta se encontra numa ferida íntima do homem. À luz da fé, nós a chamamos ‘pecado’, começando pelo pecado original, que cada um traz consigo desde o nascimento, como uma herança recebida dos primeiros pais, até os pecados que cada um comete, abusando da própria liberdade.” (RP, 2).

Ora, para que Jesus possa semear em nós a semente da paz, devemos começar por uma profunda reconciliação. Reconciliação com Deus, com o próximo, com nós mesmos. Enquanto pecamos – e, por isso mesmo, agredimos a Deus, ao próximo e a nós mesmos – somos cúmplices do ódio e da guerra, atamos as mãos do Deus da Paz.

Quanta violência dentro de nosso coração! Impaciências, asperezas, silêncios e rancores, perdão negado, vinganças tramadas. Quanto impulso de subir mais alto, superar o irmão, usar o outro! Nós somos a guerra! E acusamos a sociedade de violenta, acusamos a Deus de omisso…

Os monges de Tibhirine, na Argélia, foram decapitados por ativistas muçulmanos. Deram sua vida de graça. Viviam no silêncio e na oração em sua montanha. Aceitaram ser vítimas pela paz.

nós?

Queremos estar do lado vencedor?

Ou aceitamos ser cordeiros com o Cordeiro de Deus?

Orai sem cessar: “Reine a paz dentro de teus muros!” (Sl 122,7).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – DEIXO-VOS A PAZ, DOU-VOS A MINHA PAZ. NÃO É À MANEIRA DO MUNDO QUE EU A DOU.

Hoje, Jesus nos fala indiretamente da cruz: deixara-nos a paz, mas ao preço de sua dolorosa saída deste mundo. Hoje lemos suas palavras ditas antes do sacrifício da Cruz e que foram escritas depois de sua Ressurreição. Na Cruz, com sua morte venceu a morte e ao medo. Não nos dá a paz como a do mundo “Não é à maneira do mundo que eu a dou” (cf. Jo 14,27), senão que o faz passando pela dor e a humilhação: assim demonstrou seu amor misericordioso ao ser humano.

Na vida dos homens é inevitável o sofrimento, a partir do dia em que o pecado entrou no mundo. Umas vezes é dor física; outras, moral; em outras ocasiões se trata de uma dor espiritual…, e a todos nos chega a morte. Mas Deus, em seu infinito amor, nos deu o remédio para ter paz no meio da dor: Ele aceitou “ir-se” deste mundo com uma “saída” cheia de sofrimento e serenidade.

Por que ele fez assim?

Porque, deste modo, a dor humana — unida à de Cristo — se converte em um sacrifício que salva do pecado. “Na Cruz de Cristo (…), o mesmo sofrimento humano ficou redimido” (João Paulo II). Jesus Cristo sofre com serenidade porque satisfaz ao Pai celestial com um ato de custosa obediência, mediante o qual se oferece voluntariamente por nossa salvação.

Um autor desconhecido do século II põe na boca de Cristo as seguintes palavras: “Veja as cuspidas no meu rosto, que recebi por ti, para restituir-te o primitivo alento de vida que inspirei em teu rosto. Olha as bofetadas de meu rosto, que suportei para reformar à imagem minha teu aspecto deteriorado. Olha as chicotadas de minhas costas, que recebi para tirar da tua o peso de teus pecados. Olha minhas mãos, fortemente seguras com pregos na árvore da cruz, por ti, que em outro tempo estendeste funestamente uma de tuas mãos à árvore proibida”.

(Rev. D. Enric CASES i Martín (Barcelona, Espanha)).

(25) – A PAZ EU VOS DEIXO, A MINHA PAZ VOS DOU.

A vida humana desenvolve-se sob o signo da possibilidade mais do que da necessidade. Pois o homem é um ser livre, que sempre poderá modificar o ponto de partida de seu agir, conferindo-lhe a marca de “autenticidade”. Mas ele é também livre para optar pelos seus objetivos e realizações. Enfim, a liberdade o define e lhe confere caráter de criatura humana. Daí a importância de ele estabelecer comunhão e diálogo para um discernimento reto e justo e para alimentar a esperança, que lhe descortina horizontes sempre novos. Caso contrário, ele pode enveredar-se para o egoísmo ou para a arrogante e irracional negação da esperança eterna.

S. Agostinho fala da angústia e da fragilidade do caminhar humano. Precariedade da vida. Meditando sobre ela, Agostinho experimenta a mão misericordiosa de Deus, único uno e indefectível. É o momento de sua conversão, que a ele se apresenta qual “filha da esperança e renúncia ao desespero”. Pois, no dizer de S. Irineu, “uma vida sem eternidade é indigna do nome de vida. Verdadeira é só a vida eterna”.

Convertido, Agostinho lança-se nos braços do Imenso. A angústia da alma é absorvida pelo sagrado temor ou tremor, e ele é envolvido pelo afago do amor, que tudo supera. Realidade nova e estupenda. Em seu coração reina a paz e em sua alma a serenidade. Soam aos seus ouvidos interiores as palavras de Jesus, dirigidas aos discípulos: “Eu vos deixo a paz, a minha paz vos dou”. A paz torna-se uma herança, legada por Jesus aos seus seguidores. E ao dizer “a minha paz”, ela adquire a consistência do próprio Deus. A paz é o próprio Jesus e ele a dá, entregando-se à morte pela humanidade.

Toda perturbação é superada, o medo e a ansiedade vencidos. Opondo-se aos desejos mundanos, mentirosos e vãos, exteriorizados pelos oráculos dos falsos profetas, a paz encontra raízes na verdade, anunciada por Jesus e conquistada ao preço de seu sangue. A paz não é uma mera fórmula, mas é um legado e um dom. Ninguém poderá tolhê-la de nossos corações.

(Dom Fernando).

(27) – A PAZ DE JESUS.

Sempre que leio essa afirmativa de Jesus, no evangelho de João “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como mundo a dá…” me questiono sobre a Paz que o mundo nos oferece… Paz que tem o sinônimo de sossego, ausência de problemas, tranquilidade, despreocupação. Para o mundo, ficar em paz é não ter nenhuma contrariedade ou aborrecimento, portanto, é poder fazer tudo o que se quer, é não ter que ficar esperando… é não depender de ninguém nem de nada, é ter autonomia, é poder quebrar certas normas ou regras, usufruir de exceções, ter regalias e mordomias. É difícil falar de Paz do mundo, sem pensar no poder econômico, em uma riqueza e um patrimônio egocêntrico.

Que outra Paz o mundo pode nos oferecer que não seja esta?

Há uma outra paz que inventaram por aí, e que até colocaram nela um rótulo cristão, mas é tão fútil como a Paz do mundo: as vezes a chamam de Paz interior, é a religião que arrebata o homem para o céu, ainda em vida, o alienando de toda e qualquer realidade que o cerca, caindo naquele dualismo sinistro de que, o mundo é mal e cruel, só Deus é bom, resta esperar que Deus supere o mal e restitua esse paraíso que o nosso pecado perdeu. Essa poderíamos chamar de “A Paz dos desiludidos…” E olhe que são muitos… que pensam dessa forma, a gente tendo Fé, lá de vez em quando Deus revela o seu poder em Jesus e nos traz algum benefício… Um Deus que nos livra de todas as angústias humanas, bem diferente do Deus Pai de Jesus, que foi condenado e morreu em uma cruz.

Paz de Jesus é a Graça Santificante e Operante que Ele nos comunica a partir do nosso Batismo e que nos possibilita viver com Ele em eterna comunhão, ter a Vida de Deus em nós e permitir que a nossa Vida também esteja Nele. É bom termos consciência de que essa situação de sermos agraciados a partir da Fé, não nos torna imunes as angústias, tribulações e sofrimentos inerentes ao ser humano, como muitos pensam… “Encontrei Jesus e meus problemas acabaram (quando na verdade, apenas começaram…)”.

Que atitudes ou que testemunho deve dar um discípulo de Jesus, que vive na Fé pela Graça de Deus?

Nada mais além do que o amor e a fidelidade ao Pai, como Jesus resume toda a sua postura no final do evangelho. Amar e ser Fiel a Deus, quando se navega em águas mansas e calmas, não é assim tão difícil, contudo, que ninguém se iluda, pois olhando para Jesus vamos ver que esse itinerário da Fé passa necessariamente pelas tribulações. É nesse sentido que Jesus quer tirar dos seus discípulos a insegurança e o medo diante dos desafios, e por isso os tranquiliza se fazendo presente, agora na plenitude do Espírito que orienta e conduz á sua Igreja, que somos todos nós…

(Diácono José da Cruz – Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

5ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO – PREFÁCIO DA PÁSCOA).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Jesus fala de paz mesmo com a proximidade de sua morte. A paz é a certeza da realização humana, da missão cumprida com fidelidade e ardor. Dela nasce uma alegria sem fim. Todos os que servem com amor, sem buscar o poder ou a distinção, realizam sua vida na paz. E todos os que se identificam com o jeito de Jesus, enchem-se de alegria e de vida. Neste Dia Nacional da Mulher, que ela rompa, com sua ternura, as agressividades de nossa sociedade.

– 2ª: Aproximando-se da morte, Jesus fala de paz e alegria aos seus seguidores. Paz e alegria que conduzem a humanidade à plena realização, só possível quando a maldade não mais habitar os corações.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: A Comunidade que escuta atentamente a Palavra de Deus vive na unidade e na comunhão e alegra-se com os feitos do Senhor. Por isso, Jesus, mesmo diante da morte iminente, alegra-se pela sua fidelidade ao Pai e ao anúncio do Reino. Escutemos.

– 2ª: A concretização do reino de Deus implica sacrifícios e incompreensões, mas Jesus garante sua presença que anima nossa caminhada em busca da paz e da plena harmonia.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos, para entrar em sua glória, aleluia. (Lc 24,46.26).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

Louvai o nosso Deus, todos vós que o temeis, pequenos e grandes; pois manifestou-se a salvação, a vitória e o poder de seu Cristo, aleluia! (Ap 19,5;12-10).

Antífona da comunhão.

Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Cristo, aleluia! (Rm 6,8).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta.

Ó Deus, que pela ressurreição de Cristo, nos renovais para a vida eterna, dai ao vosso povo constância na fé e na esperança, para que jamais duvide das vossas promessas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 2ª: — Ajudai-nos, Senhor, a construir a paz.

1. Pelas autoridades da Igreja, para que governem com humildade e em espírito de colegialidade, rezemos.

2. Pelas autoridades civis, para que nunca se esqueçam de seus compromissos éticos, rezemos.

3. Pelos discípulos e discípulas de Jesus, para que não desanimem diante das dificuldades, rezemos.

4. Para que todos os povos e nações, para que se deixem conduzir pela paz oferecida pelo Ressuscitado, rezemos.

5. Pelas comunidades necessitadas de paz e entendimento mútuo, rezemos.

Oração sobre as oferendas.

Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em festa. Vós que sois a causa de tão grande júbilo, concedei-lhe também a eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus, olhai com bondade o vosso povo e concedei aos que renovastes pelos vossos sacramentos a graça de chegar um dia à glória da ressurreição da carne. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E faço da Oração da Serenidade, uma das orações que me alicerçam:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

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