Liturgia Diária 02/MAI/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 02/MAI/2013 (quinta-feira)

LEITURAS

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 15,7-21).

Naqueles dias, 7 depois de longa discussão, Pedro levantou-se e falou aos apóstolos e anciãos: “Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu, do vosso meio, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra do Evangelho e acreditassem. 8 Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo como o deu a nós. 9 E não fez nenhuma distinção entre nós e eles, purificando o coração deles mediante a fé. 10 Então, por que vós agora pondes Deus à prova, querendo impor aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós mesmos tivemos força para suportar? 11 Ao contrário, é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles”. 12 Houve então um grande silêncio em toda a assembleia. Depois disso, ouviram Barnabé e Paulo contar todos os sinais e prodígios que Deus havia realizado, por meio deles, entre os pagãos. 13 Quando Barnabé e Paulo terminaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: “Irmãos, ouvi-me: 14 Simão acaba de nos lembrar como, desde o começo, Deus se dignou tomar homens das nações pagãs para formar um povo dedicado ao seu Nome. 15 Isso concorda com as palavras dos profetas, pois está escrito: 16 “Depois disso, eu voltarei e reconstruirei a tenda de Davi que havia caído; reconstruirei as ruínas que ficaram e a reerguerei, 17 a fim de que o resto dos homens procure o Senhor com todas as nações que foram consagradas ao meu Nome. É o que diz o Senhor, que fez estas coisas, 18 conhecidas há muito tempo”. 19 Por isso, sou do parecer que devemos parar de importunar os pagãos que se convertem a Deus. 20 Vamos somente prescrever que eles evitem o que está contaminado pelos ídolos, as uniões ilegítimas, comer carne de animal sufocado e o uso do sangue. 21 Com efeito, desde os tempos antigos, em cada cidade, Moisés tem os seus pregadores, que leem todos os sábados nas sinagogas”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Proclamação do Salmo (Sl 95(96), 1-2a. 2b-3. 10 (R. Cf. 3)).

— Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações.

— Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações.

— 1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, † cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! / 2a Cantai e bendizei seu santo nome!

— 2b Dia após dia anunciai sua salvação, 3 manifestai a sua glória entre as nações, / e entre os povos do universo seus prodígios!

— 10 Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” † Ele firmou o universo inabalável / pois os povos ele julga com justiça.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 15,9-11).

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9 “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11 Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Com todos os que fazem este caminho, pela web, “damos graças a Deus que nos deu o dom da palavra, com a qual podemos nos comunicar entre nós e com Ele por meio de seu Filho, que é sua Palavra (cf. Jo 1,1). Damos graças a Ele que, por seu grande amor, fala a nós como a amigos” (cf. Jo 15,14-15). (DAp 26).

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 15,9-11.

Neste breve texto Jesus diz quatro coisas importantíssimas:

1. Faz uma declaração de amor.

2. Faz um convite.

3. Coloca uma condição.

4. Garante algo que o coração de todos nós deseja.

Que belíssima declaração de amor faz Jesus a cada um de nós!

nos convida: fiquem unidos a mim pelo amor.

Oferece uma condição: obedecer aos seus mandamentos.

Garante-nos a sua alegria.

mais: uma alegria completa.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

Como discípulo/a devo levar à frente a missão que me dá Jesus Cristo: o amor.

Em que consiste este amor?

Como vivê-lo num mundo em que é muito forte o egoísmo, o individualismo, e que a outra pessoa, muitas vezes é uma ameaça?

Devo orientar minhas energias para ir contra a corrente.

Os bispos, na Conferência de Aparecida, lembraram quais são os mandamentos de Jesus: “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35).” (DAp 138).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, espontaneamente, com toda a Igreja “Fica conosco”:

“Fica conosco, pois cai a tarde e o dia já se declina” (Lc 24,29).

Fica conosco, Senhor, acompanha-nos ainda que nem sempre tenhamos sabido reconhecer-te.

Fica conosco, porque ao redor de nós as mais densas sombras vão se fazendo, e Tu és a Luz; em nossos corações se insinua a falta de esperança, e tu os faz arder com a certeza da Páscoa. Estamos cansados do caminho, mas tu nos confortas na fração do pão para anunciar a nossos irmãos que na verdade tu tens ressuscitado e que nos tem dado a missão de ser testemunhas de tua ressurreição.

Fica conosco, Senhor, quando ao redor de nossa fé católica surgem as névoas da dúvida, do cansaço ou da dificuldade: tu, que és a própria Verdade como revelador do Pai, ilumina nossas mentes com tua Palavra; ajuda-nos a sentir a beleza de crer em ti.

Fica em nossas famílias, ilumina-as em suas dúvidas, sustenta-as em suas dificuldades, consola-as em seus sofrimentos e no cansaço de cada dia, quando ao redor delas se acumulam sombras que ameaçam sua unidade e sua natureza. Tu que és a Vida, fica em nossos lares, para que continuem sendo ninhos onde nasça a vida humana abundante e generosamente, onde se acolha, se ame, se respeite a vida desde a sua concepção até seu término natural.

Fica, Senhor, com aqueles que em nossa sociedade são os mais vulneráveis; fica com os pobres e humildes, com os indígenas e afro-americanos, que nem sempre encontram espaços e apoio para expressar a riqueza de sua cultura e a sabedoria de sua identidade. Fica Senhor, com nossas crianças e com nossos jovens, que são a esperança e a riqueza de nosso Continente, protege-os de tantas armadilhas que atentam contra sua inocência e contra suas legítimas esperanças. Oh bom Pastor, fica com nossos anciãos e com nossos enfermos! Fortalece a todos em sua fé para que sejam teus discípulos e missionários!

(DAp 554).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar, minha vida, “para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor”.

REFLEXÕES:

(4) – A FONTE DO AMOR É O PAI.

Nosso texto é sequência da parábola da vinha (15,1-8). Tal parábola dá o apoio simbólico para a segunda parte do discurso (vv. 11-17), que é, podemos dizer, uma meditação sobre o amor tipicamente cristão. O amor é o fruto esperado de quem permanece unido à videira. A parábola é um apelo à unidade do discípulo com o seu senhor: “… permanecei em mim e eu permanecerei em vós… Aquele que permanece em mim, e eu nele, dá muito fruto” (vv. 4.5b). A fonte do amor é o Pai (cf. v. 9).

autor da Primeira carta de João diz que “Deus é amor” (1Jo 4,16). O Pai ama criando, gerando a vida, entregando o próprio Filho: “Deus amou tanto o mundo que enviou o seu Filho único” (Jo 3,16). É com esse mesmo amor que o Filho, a verdadeira videira, amado pelo Pai, nos ama: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo” (13,1). Uma das características do discípulo é que ele é aquele que “permanece” no/com seu Senhor. “Permanecer” é estar arraigado, profundamente unido, a tal ponto de poder viver o mesmo dinamismo do amor. Já o dissemos mais acima, o amor não é ideia; ele engaja a pessoa amada e a que ama num compromisso profundo: “Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (v. 10). O amor assim entendido é o caminho da verdadeira felicidade. Esta é a finalidade de todo o discurso: “Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa” (v. 11). Mas não nos esqueçamos de que esta alegria é alegria de Cristo, portanto, dom.

(Carlos Alberto Contieri, sj).

(6) – COMO PERMANECER NO AMOR DE JESUS?

“Como meu pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor” (Jo 15,9). Que coisa maravilhosa, que coisa linda é Jesus nos convidando para permanecer no Seu amor!

Mas como permanecer no amor d’Ele?

versículo 10 já responde: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor”.

Então, não adianta dizer que nós amamos Deus, enchermos a boca para dizer: “Senhor, como eu O amo, minha vida Lhe pertence”. A maneira concreta, prática de amarmos o Senhor é guardando os Seus mandamentos, aqueles que conhecemos, ainda criancinhas, na catequese, desde amar a Deus sobre todas as coisas, até não mentir, não roubar e guardar a castidade.

Os mandamentos são a nossa regra de vida, nossa maneira de nos relacionarmos com Deus diante de uma sociedade hipócrita, injusta. Não existe melhor maneira de sermos cristãos do que colocarmos em prática os mandamentos do Senhor, a começar pelo primeiro: “Colocar Deus em primeiro lugar”. Ele tem de ser o primeiro nas nossas atitudes, nos nossos pensamentos e gestos.

Aquele que ama o Senhor precisa também amar seu próximo de forma muito concreta.

Deus permita, no dia de hoje, que conheçamos a graça do Seu amor por nós, percebendo o tanto que Ele nos ama. Hoje, esforcemo-nos para amá-Lo sobre todas as coisas e, amando-O, saibamos concretizar o Seu amor em nossos irmãos.

(Padre Roger Araújo).

(7) – FIRMES NO AMOR.

O amor que Jesus nutriu por seus discípulos é reflexo do amor que ele mesmo recebeu do Pai. Amor eterno, permanente, total, exclusivo. Amor sem imposição ou pré-requisitos. Amor absolutamente gratuito. Foi assim que Jesus amou os seus, tal como aprendera na escola do Pai. A exortação que Jesus dirigiu aos seus – “Permaneçam no meu amor!” – tem duas vertentes.

primeira refere-se ao relacionamento Jesus-discípulo, a segunda, ao dos discípulos entre si.

discípulo ama Jesus com o mesmo amor com que é amado por ele.

Aqui não há lugar para relacionamentos interesseiros, como os de muitos cristãos que fazem consistir sua fé na busca contínua de favores divinos.

Nem há lugar para atitudes de temor, como acontece com quem se julga estar sempre a ponto de ser punido por Deus. O puro amor a Jesus vai além dessas deturpações.

No relacionamento com os seus semelhantes, o discípulo oferece amor idêntico ao que recebe de Jesus. Não exige nada em troca. Não procura enquadrar o outro em seus esquemas preconcebidos. Não estabelece limites. Pelo contrário, acolhe o outro como ele é, oferecendo-lhe o melhor de si, possibilitando-lhe o crescimento, a fim de que possa realizar-se plenamente.

(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Como meu Pai me amou assim também eu vos amei (Jo 15,9).

João 15,9-11 é o texto em que Jesus diz claramente como amou seus discípulos.

Devemos entender como dito também a nós, apesar de não estarmos habituados a tais expressões de intimidade de Jesus para conosco. Ele nos ama. Pode ser que digamos isso muitas vezes, mas sem aprofundar seu sentido nem esperar seu efeito espiritual em nossas vidas de relacionamento com Ele e com Deus Pai.

Estas são as palavras claras de Jesus neste Evangelho: Como o Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor.

Notemos que o ponto de comparação para este amor de Jesus pelos discípulos é o amor que o Pai tem por Ele. Isto é tão elevado que mal conseguimos entender e suportar. Precisamos pedir iluminação de Deus para entendê-lo.

Além disso, este Evangelho diz mais: Eu vos disse isto para que a minha alegria – de ser amado pelo Pai – esteja em vós e a vossa alegria seja plena.

Isto não nos faz entender de modo novo aquele tempo em que Jesus, ainda neste mundo, conviveu com os apóstolos? Como raramente pensamos nisso, aqui está este Evangelho para entendermos: a chamada “vida pública” de Jesus foi toda alegria, e sua base foi o afeto entre o Pai, Ele e seus colaboradores, os discípulos.

Hoje os discípulos de Jesus somos nós, os batizados, em Igreja. Deixemos o amor de Jesus por nós tomar conta de nossa vida, para que nossa alegria seja plena.

(Pe. Valdir Marques, SJ).

(12) – MANIFESTEI-VOS ESTAS COISAS, PARA QUE ESTEJA EM VÓS A MINHA ALEGRIA.

“Deus ama quem dá com alegria”, diz São Paulo (2Cor 9,7). A melhor maneira de expressardes a vossa gratidão para com Deus, tal como para com os outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre é o resultado normal de um coração ardente de amor. A alegria é força. Os pobres foram atraídos por Jesus porque havia Nele algo maior do que Ele; Ele irradiava essa força – nos Seus olhos, nas Suas mãos, em todo o Seu corpo. Todo o Seu ser manifestava a oferta que fazia de Si mesmo a Deus e aos homens.

Que nada nos preocupe, nos encha de tristeza e de desânimo, a ponto de deixarmos que nos tire a alegria da ressurreição. Quando se trata de servir a Deus e as almas, a alegria não é apenas uma questão de temperamento; requer sempre algum esforço. Mais uma razão para tentarmos adquiri-la e fazê-la crescer em nosso coração. Mesmo que não tenhamos muito para dar, podemos sempre dar a alegria que brota de um coração amante de Deus.

Em todos os lugares do mundo as pessoas têm fome e sede do amor de Deus. Nós respondemos a esta fome quando semeamos alegria. A alegria é uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar posse plena de nossa alma se ela não se lhe abandonar alegremente.

(Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade – “No Greater Love”).

(14) – COMO MEU PAI ME AMOU, ASSIM TAMBÉM EU VOS AMEI.

Um coração humano, quando tocado pelo amor divino, torna fonte de luz no mundo, a tirar da escuridão, muitos corações sombrios!

Quem se abre ao amor de Deus, tem a sua vida transformada!

amor é a fonte de água viva, que irriga todo o nosso ser com uma alegria contagiante!

Quem ama, mesmo sem perceber, deixa transparecer a alegria que carrega no coração!

alegria de quem vive no amor, não se resume em um sentimento superficial, inconsistente, pelo contrário, é uma alegria duradora, consistente de origem divina, que brota do coração inundado pelo amor de Deus!

Somos chamados a viver uma intimidade profunda com Deus, fazendo a experiência de Jesus em nossa vida!

No evangelho de hoje, Jesus, em mais um de seus discursos de despedida, por ocasião de sua partida para o Pai, faz chegar ao coração dos discípulos, uma grande consolação, enchendo-os de esperança. E essa consolação e esperança chegam até a nós, firmando em nossos corações a mais bela certeza: fomos criados por amor e para o amor!

Jesus nos ensina algo muito valioso para nossa vivencia do dia a dia, Ele nos faz um apelo: que permaneçamos no seu amor! Permanecer no amor de Jesus, é observar os seus mandamentos, é estar o tempo todo em sintonia com Ele, é dar testemunho Dele onde quer que estejamos.

mundo carece de amor, e nós, permanecendo no amor de Jesus, tornamos portadores e anunciadores do amor que pode mudar o mundo, transformando as trevas em luz!

amor incondicional do Pai, que se revela em Jesus, merece de nós, uma resposta de amor que só poderemos dar, se O enxergarmos no rosto do irmão que sofre!

prática do amor, nos conduz a verdade que liberta, nos torna portadores de uma força interior, capaz de transformar qualquer realidade difícil!

Quando Jesus insiste para que permaneçamos no seu amor, é porque de fato, o amor realiza-nos, fortalece-nos, é o caminho para a eternidade!

Podemos cantar, falar muito sobre o amor, mas só iremos compreendê-lo verdadeiramente, se o colocarmos em prática!

amor de Deus vai se manifestando em nós, à medida de nossa obediência aos seus mandamentos, que tem como chave o mandamento primeiro: O mandamento do amor! Quem cumpre verdadeiramente este mandamento, com certeza cumprirá todos os outros!

sede de um povo, é conhecer o Pai, e Jesus veio matar esta sede, pois quem vê Jesus, vê a face humana do Pai!

Fortalecidos pelo Pai, guiados pelo Filho, e iluminados pelo Espírito Santo, viveremos aqui na terra, as alegrias do céu!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(14) – COM O AMOR DE JESUS, NOSSA MISSÃO É LUTAR PELA MANUTENÇÃO DA UNIDADE E SALVAÇÃO DE SUA IGREJA.

Com o amor de Jesus, nossa missão é lutar pela manutenção da unidade e salvação de sua Igreja.

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,9-11 – Quinta – Feira, 02 de Maio de 2013.

amor de Deus por toda a humanidade transparece através do amor de Jesus que deu a sua vida pela remissão dos pecados. Aqui é o próprio Jesus quem afirma que o Pai o enviou, e este envio é para cumprir o plano de salvação da humanidade, conforme João 3,16-17: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele”. Deus quem toma a iniciativa com um plano perfeito de salvação, não apenas para os Judeus, mas para toda a humanidade.

Na leitura dos Atos dos Apóstolos, Pedro se levanta depois de uma longa discussão e fala para os apóstolos anciãos: “Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu, do vosso meio, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra do Evangelho e acreditassem. Pedro dá testemunho das coisas que acontecem no meio dos pagãos por obra do Espírito Santo, mostrando que Deus não faz distinção de pessoas, seja por meio da religião ou profissão de fé, portanto, confirma que a salvação é para todos desde que se deixem purificar através do coração pela fé.

Isto nos faz refletir sobre as religiões nos dias de hoje, são tantas, e, a gente se pergunta a quem cabe a salvação, porque as diferentes doutrinas confundem e fazem surgir dúvidas. Existem muitos que abandonam a Igreja em busca de outras por não se afirmarem de fato na fé, e acontece uma peregrinação constante de igreja em igreja, e as dúvidas continuam acontecendo porque olham somente para o homem e não olham para Deus como deveriam olhar. Muitos saíram e voltaram por perceberem que aonde se encontra o homem existe a falha, isto porque o homem é ilimitado, está sempre sujeito ao erro e vai sempre decepcionar alguém.

Uma frase na internet me chamou a atenção; “Não mude de Igreja, seja você a mudança que gostaria de ver na sua Igreja”, esta frase é oportuna e nos faz refletir que a mudança começa a partir de nós mesmos, portanto, se vemos algo errado na nossa Igreja, algo que deveria mudar, lutemos para mudar, o Papa Francisco, outros papas, e tantos personagens que surgiram na história são exemplos de que um homem pode ser a mudança por meio de um coração purificado pela fé. Lembrando São Francisco de Assis e tantos outros santos que tiveram a coragem de desafiar inclusive a liderança da Igreja, com palavras corajosas, mas ao mesmo tempo com o amor de Jesus no coração quando sentiam que alguma coisa caminhava errado, persistiam sempre na mudança daquilo que achavam que estava prejudicando o relacionamento da igreja com Deus e com os homens, esta é a atitude correta do cristão, a de falar a verdade e lutar por ela se preciso for, sempre mantendo a unidade da Igreja.

Acredito que a salvação é para todos conforme anunciado no Evangelho, não estamos aqui para julgar as outras religiões ou os seus líderes, e nem devemos ficar preocupado em olhar para o lado, achando que o jardim do vizinho é mais bonito que o nosso. A nossa obrigação como uma questão de consciência cristã é a de lutar pela unidade da Igreja dentro da proposta da palavra de Deus.

Os erros humanos não podem ser suficientes para destruir a nossa fé, devemos permanecer firmes e confiantes na certeza de que se Deus está do nosso lado quem estará contra nós?

Não podemos nos acovardar diante dos problemas e falhas humanas, devemos ser corajosos e ajudar na manutenção da Igreja de Cristo.

Com o amor de Jesus, da mesma forma que Ele enfrentava os desafios daquele tempo quando o Reino de Deus era ameaçado, da mesma forma que falava a verdade com seus discípulos quando estes vacilavam na sua fé; da mesma forma que muitos santos da Igreja também enfrentaram as dificuldades de uma igreja institucional, e lutavam para a manutenção da Igreja espiritual, assim também nós devemos agir em nossas atitudes, em defesa da verdade com o amor de Jesus no coração.

Amém!

(Newton Hermógenes).

(14) – A ALEGRIA DO SENHOR É A NOSSA FORÇA PORQUE PROVÉM DA FONTE DO AMOR ETERNO DO PAI, QUE É TODO PODEROSO.

Jesus declarou o Seu Amor por nós quando disse: “como o Pai me amou, assim também eu vos amei”. Dessa forma, nós precisamos nos apossar desse Amor de uma maneira radical e abrangente a fim de que possamos assumir e cumprir com a proposta que se segue: “Permanecei no meu Amor.” Em outras palavras: para que possamos permanecer no amor de Jesus nós precisamos ter consciência de que Ele realmente nos ama com o Amor Eterno que vem do coração do Pai. Para isso, a única exigência que Jesus nos faz é que “guardemos os Seus mandamentos”. Guardar os mandamentos é vivenciá-los em todos os momentos da nossa vida e ensiná-los àqueles a quem nós orientamos e amamos, através do nosso testemunho de vida. Por conseguinte, se guardarmos os Seus mandamentos, com certeza, permaneceremos no Seu amor e no Amor do Pai, assim como Ele mesmo o fez.

Espírito Santo que é o amor entre o Pai e o Filho é o nosso motivador, deste modo, se nos conservarmos sob o poder do Espírito Santo permaneceremos no amor de Deus, pois conseguiremos cumprir com os Seus mandamentos. Os mandamentos do Senhor estão impressos no nosso coração e são como uma receita que Ele nos dá com amor para que tenhamos uma vida feliz. O amor do Pai nos traz a alegria e a felicidade verdadeira. Ser feliz é o compromisso que temos com o nosso Criador, pois Ele nos criou para que sejamos felizes. O Senhor quer nos dar uma alegria plena e esta, nós só a teremos se permanecermos ligados a Jesus pelo poder do Seu Espírito. A alegria do Senhor é a nossa força porque provém da fonte do Amor Eterno do Pai, que é Todo Poderoso.

Reflita:

– Você é uma pessoa alegre?

– De onde provém a alegria de que você é possuído(a)?

– Você já experimentou a alegria do Espírito?

– Você vivencia os mandamentos da Lei de Deus?

– Em que consiste a Lei de Deus?

Amém!

Abraço carinhoso.

(Maria Regina).

(14) – JESUS NOS OFERECE ALEGRIA PLENA.

“Permanecei no meu amor.” Jesus volta a insistir no amor fraterno que deve existir entre nós, irmãos em Cristo. E o segredo para continuar firmes neste amor é guardar os mandamentos do Mestre. Jesus nos aconselha a procurar sempre viver o amor fraterno para que a nossa alegria seja plena, e verdadeira. Não como a alegria oferecida pelo mundo. Esta é falsa, passageira, ilusória e nos traz, às vezes, sérias consequências.

“Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.”

alegria do mundo não é plena, ela é incompleta porque ela não envolve a plenitude do nosso ser, mas sim apenas uma faceta da nossa personalidade.

Podemos passar a noite inteira embriagados e entregues ao prazer pelo prazer. Mas amanhã, como vai ser? Aqueles que nos aconselham através do cinema a viver assim, ou fazer isto, não nos mostram as consequências de tal vida sem nenhum limite. O cinema não mostra a garota que logo cedo ficou toda “despencada” envelhecendo aos dezesseis anos. Não mostra possíveis doenças sexualmente transmissíveis. Não mostram a dureza de se criar um filho sem dinheiro, o que tem levado muitas meninas a se prostituírem para conseguir o leite para a criança. Então, nossos jovens estão sendo enganados pelos meios de comunicação, que só mostram um lado. O lado do prazer pelo prazer, ocultando a realidade advinda das consequências dessa vida de puro prazer sem se pensar no futuro. Precisamos preservar no amor de Cristo, para poder esclarecer estes jovens com muito amor, que a sexualidade não nos foi dada apenas para nós nos divertirmos. Sexo não é brinquedo ou pura diversão. É responsabilidade com amor e compromisso em prol da preservação da espécie humana.

“Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.”

Que maravilha! Jesus aqui está nos dizendo que somos amigos dele. Isso é simplesmente o máximo para nós. Ser amigos do Filho do dono do mundo, é a melhor coisa que poderia nos acontecer!

(José Salviano).

(15) – REFLEXÃO.

Os mandamentos que Deus nos deu na verdade constituem-se na grande manifestação do seu amor, pois os mandamentos de Deus nos possibilitam a descoberta dos valores que podem fazer o homem verdadeiramente feliz. O cumprimento dos mandamentos tem dois significados: o primeiro é a correspondência ao amor de Deus que nos amou primeiro, e o segundo é trilhar os caminhos para a verdadeira felicidade, pois o amor faz com que permaneçamos unidos a Deus, que é a única fonte da verdadeira alegria, a alegria plena, que é a alegria da perfeita comunhão com aquele que nos ama com amor eterno.

(CNBB).

(20) – PARA MINHA ALEGRIA ESTAR EM VÓS…

Todos conhecem o velho refrão: “Um santo triste é um triste santo!” E houve inimigos da Igreja, como Nietzsche, que nos deram uma boa ajuda ao apontar a inércia e a cara amarrada dos cristãos. Com razão, creio, pois conhecer a Jesus e viver “de tromba”, “emburrado”, é um terrível contratestemunho!

Infelizmente, ainda há gente que considera a alegria, o riso e as brincadeiras como coisa pecaminosa, incompatível com a santidade. Triste engano! Nas entrelinhas do Evangelho, percebemos que o próprio Jesus gostava de umas brincadeiras, como quando passou a chamar de “filhos do trovão” (i. é, Boanerges) os dois apóstolos que se ofereceram para invocar o fogo do céu sobre os samaritanos. (Cf. Mc 3,17; Lc 9,54).

Certa vez, um padre que assinava o jornal católico “O Lutador” escreveu uma carta lamentando a publicação de uma foto com a imagem de uma mulher que dançava. E era uma dança de louvor a Deus, como a de Davi diante da Arca da Aliança, um tipo de oração “recuperado” por muitas Comunidades Novas.

Mas a alegria que Jesus deseja derramar em nossos corações não é a alegria barulhenta (ou alacridade) das maritacas que roem coquinhos na ramagem. Não é uma espécie de alegria que se manifesta como agitação muscular, epidérmica. Ele pensa em uma alegria mais profunda (a letícia), que brota de um coração cumulado de amor e se traduz em paz.

Há uma condição para experimentar esta alegria, que é fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5,22). Guardar os mandamentos de Jesus, assim como Ele guarda os preceitos do Pai, permite que permaneçamos em seu amor. Aí seremos alegres. “Disse-vos isto para a Minha alegria estar em vós e a vossa alegria ser completa”. (Jo 15,10-11).

Isto permite entender a vida de Marthe Robin, a mística francesa que fundou os Foyers de Charité: vivendo no próprio corpo a Paixão de Cristo todas as semanas, por 50 anos; paralisada em um pequeno divã e sem poder comer ou beber coisa alguma, vivia na maior alegria, ria com uma gargalhada brejeira e, de quebra, atendeu pessoalmente ou em pequenos grupos, nada menos que… 100 mil pessoas! Ouvi este testemunho de pessoas que conviveram ela.

Você é alegre?

Ou já encontrou bons motivos para “amarrar a tromba”?

Que tal mergulhar no amor de Deus e… sorrir?

Orai sem cessar: “Meu espírito exulta de alegria em Deus!” (Lc 1,47).

(Antônio Carlos Santini).

(22) – ATANÁSIO.

Ainda adolescente, foi considerado um dos homens mais inteligentes de Alexandria entre as celebridades que ali vivam. Ingressou na Igreja por meio do bispo Alexandre. Na qualidade de seu assessor especial, embora fosse apenas diácono, Atanásio participou do Concílio de Nicéia, em 325, e passou para a história da Igreja.

Em todos os registros sobre esse Concílio, que definiu o arianismo como heresia, o nome de Atanásio é o mais citado. O arianismo negava a santidade de Jesus. Considerava-o apenas “uma criatura do Pai” e não parte dele, equivalente a ele. Atanásio foi um dos responsáveis na luta para que a Igreja retomasse o caminho apontado e definido pelos apóstolos. Conta-se que os seus discursos empolgantes, com uma argumentação bíblica brilhante e a lucidez de sua doutrina, foram essenciais na defesa e manutenção da ortodoxia cristã. Apontou um por um os erros históricos e dogmáticos dos hereges, conquistando a vitória para a causa católica e, consequentemente, o ódio profundo dos arianos.

Atanásio foi um religioso muito atuante, discípulo e contemporâneo de figuras muito importantes do clero que a Igreja honrou com a veneração nos altares. Quando morreu o bispo Alexandre, tanto o povo quanto o clero apontaram Atanásio como seu sucessor. Seu bispado durou quarenta e seis anos, recheados de perseguição e sofrimento. Apoiados pelo imperador, os arianos espalharam calúnias incríveis. Atanásio sofreu cinco exílios seguidos, intercalados com fugas e com afastamentos por vontade própria, que suportou com paciência e determinação. Foi assim que conheceu santo Antão, de quem escreveu a biografia, contando também como era a vida monástica no deserto, o que atraiu muitos cristãos aos mosteiros eremitas.

Atanásio morreu, com setenta e sete anos, no dia 2 de maio de 373. Logo depois, foi inserido entre os celebres “Padres da Igreja”, sendo canonizado e declarado “doutor da Igreja”. Sua festa litúrgica é celebrada no dia de sua morte em todo o mundo cristão.

(O CAMINHO).

(24) – COMO MEU PAI ME AMA, ASSIM TAMBÉM EU VOS AMO.

Hoje, ouvimos outra vez a intima confidência que Jesus nos faz na Quinta-feira Santa: “Como meu Pai me ama, assim também eu vos amo” (Jo 15,9). O amor do Pai ao Filho é grande, terno, íntimo. Lemo-lo no livro dos Provérbios, quando afirma que antes de começar as obras “junto a ele estava eu como artífice, brincando todo o tempo diante dele” (Prov 8,30). Desse jeito Ele nos ama e, o anunciando profeticamente nesse livro, acrescenta que “brincando sobre o globo de sua terra, achando as minhas delícias junto aos filhos dos homens” (Prov 8,31).

Pai ama ao Filho, e Jesus não deixa de nos di-lo: “Aquele que me enviou está comigo; ele não me deixou sozinho, porque faço sempre o que é do seu agrado” (Jo 8,29). O Pai proclamou bem forte no Jordão, quando ouvimos: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição” (Mc 1,11) e, mais tarde no Tabor: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o” (Mc 9,7).

Jesus respondeu, “Abba”, Pai! Agora revela-nos, “como meu Pai me ama, assim também eu vos amo”.

nós, o que vamos fazer?

Pois, mantermos no seu amor, cumprir os seus mandamentos, amar à vontade do Pai. Não é esse o exemplo que Ele nos dá?: “Eu faço sempre o que agrada Ele”.

Mas nós, que somos débeis, inconstantes, covardes, e — porque não di-lo — maus, perderemos, pois sua amizade para sempre?

Não, Ele não permitirá que sejamos tentados por cima de nossas forças! Mas, se acaso nos apartamos de seus mandamentos, peçamos lhe a graça de voltar como o filho pródigo à casa do Pai e acudir ao sacramento da Penitência para receber o perdão de nossos pecados. “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa” (Jo 15,9.11).

(Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés (Tarragona, Espanha)).

(25) – ASSIM COMO O PAI ME AMOU, TAMBÉM EU VOS AMEI.

A fonte e o modelo do nosso amor fraterno é Jesus. Ele próprio proclama: “Se praticais o que vos ordeno, vós sois meus amigos”. Compromisso de aliança e de união. À primeira vista, parece-nos que mandamento e amor são estranhos um ao outro. Porém, o amor de Jesus não é mero sentimento, é expressão do seu coração aberto na cruz e expressa sua generosa e gratuita doação de vida, no cumprimento da vontade do Pai. Pasmos, reconhecemos que, em sua doação gratuita e irrevogável, o nosso amor fraterno se transforma em sacramento de Cristo, um “outro Cristo”, no dizer de S. João Crisóstomo. E, no esplendor da bondade divina, os limites mais altos de nossos desejos são superados, pois somos introduzidos pelo Crucificado na grandeza de sua doação: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”.

Compartimos o fluxo do amor que o Pai e Ele têm para conosco, amor que levou o Pai a enviar ao mundo seu próprio Filho Unigênito. Nele, nós nos abeiramos da plenitude da graça, da vida, da paz e da alegria, existentes em Deus. O amor do Pai e do Filho manifesta-se em nossa vida e, pela ação do Espírito divino, nos penetra e nos arrasta. Assim, a alegria que o Senhor encontra em nós atinge a sua plenitude e “nossa alegria torna-se plena”. Contanto que observemos os seus mandamentos, como ele guarda “os preceitos do Pai e permanece em seu amor”.

Os Santos Padres não cessam de entoar loas ao amor de Cristo. S. João Crisóstomo exclama: “Olha como Jesus cuida dos que o crucificam e o insultam com furor. Eis Jesus falando com o Pai e dizendo: ‘Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem’. Mais tarde, ele envia seus discípulos para anunciar-lhes a Boa-Nova do Evangelho. Imitemos essa caridade no seguimento do Senhor”. No pressentimento do amor do Pai, o discípulo sente e ama seu semelhante, que ele experimenta como existência pessoal, única, situada para além dos seus limites. O outro se torna uma “marca” indelével em sua imagem de Deus. Diz o abade Agatão: “Se eu pudesse encontrar um leproso, doar a ele o meu corpo e tomar o seu, eu seria felicíssimo. Eis o verdadeiro amor!”

Ao unir-se ao Senhor, na entrega de sua vida em benefício de toda a humanidade, o discípulo alimenta e revigora seu amor fraterno. S. João Clímaco conta ter visto, “um dia, três monges, humilhados da mesma maneira e no mesmo momento. O primeiro se sentiu cruelmente ofendido, perturbou-se, mas permaneceu em silêncio. O segundo provou alegria pessoal, mas tristeza pelo ofensor. O terceiro pensou unicamente no dano do seu próximo, e chorou cheio de compaixão. Um estava sob o influxo do temor, o outro animado pela esperança da recompensa, o terceiro animado pelo amor”.

(Dom Fernando).

(27) – AMOR E RETRIBUIÇÃO.

Estamos habituados a pensar no amor como um sentimento que nos obriga a retribuir de alguma maneira ao amor de quem nos ama, e que tem suas razões de ser. Olhamos para Jesus, o Filho de Deus e poderíamos nos perguntar, que razões Jesus dá para que o Pai o ame…

Mil razões… Jesus merece ser amado pelo Pai, é Filho Fiel, obediente, que prioriza a Vontade do Pai, que se move a partir do Pai, que se aniquila, se rebaixa e se deixa esmagar, para cumprir toda a Vontade Daquele que o enviou… Um Filho assim, que dá todas as razões para ser amado, todo mundo queria ter um… que fosse desse jeito. Sendo bom, fiel e justo, santo e perfeito, Jesus pode contar com o Amor do Pai, que é sempre intenso e grandioso. Enfim, podemos concluir com nossa lógica humana, que o Pai o ama porque Ele de fato é bom… o Amor de Deus pelo Filho Jesus é real, concreto, verdadeiro, sem dúvida alguma…

Neste evangelho, ao falar com seus discípulos sobre esse amor, Jesus afirma algo que desnorteia a todos: Assim como o Pai me ama, eu também vos amo! Assim… desse mesmo modo… do mesmo jeito, com a mesma intensidade.

Que motivos damos todos os dias para que Deus manifeste todo esse amor por cada um de nós?

Certamente nenhum…

Mas há duas palavras chaves, duas recomendações de Jesus neste evangelho, a seus discípulos de ontem e de hoje. Perseverar e ser constante no amor de Cristo. Só há um modo de ser constante e perseverante nesse amor: é guardar os mandamentos que Jesus nos deu… Se antes, a perseverança e a constância para com Deus, dizia respeito á observância da Lei, agora o amor é a Lei…

Não somos amados porque somos bons, ou porque, de algum modo damos motivos para que Deus nos ame. Não há razão para que Deus nos ame desse jeito tão apaixonado… E o amor ao próximo, com essa mesma intensidade é a maneira que o discípulo tem, de corresponder a este amor Divino.

(Diácono José da Cruz).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

5ª SEMANA DA PÁSCOA (SANTO ATANÁSIO – BRANCO, PREFÁCIO PASCAL ou PREFÁCIO DOS PASTORES).

MONIÇÕES

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Santo Atanásio tem uma trajetória interessante de vida. Quando criança, presenciou o martírio de seu bispo, Pedro de Alexandria, e de muitos outros cristãos. Homem inteligente e de grande oratória, tornou-se sacerdote e bispo famoso. Combateu os desvios da fé, como o da negação da divindade de Cristo. Viveu numa época difícil e, em seu ministério, nunca deixou de falar do mistério de Cristo. Colaborou pela realização do Primeiro Concílio de Niceia, no ano de 327. Morreu com 76 anos de idade.

– 2ª: Atanásio (Egito, 295-373), bispo de Alexandria e corajoso defensor da doutrina cristã, transformava os exílios que sofria em inspiração para novos tratados teológicos. Pelo seu magnífico trabalho em favor da fé em Cristo, foi reconhecido como um dos quatro grandes doutores da Igreja oriental.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: A conversão é fruto da graça de Deus. Em nossa evangelização, devemos anunciar a proposta de Jesus, mas o Evangelho nunca pode ser imposto às pessoas. E Jesus nos fala exatamente disto: “Permanecei no meu amor par que a vossa alegria seja plena”. Escutemos.

– 2ª: Se permanecemos no amor de Cristo, estaremos em condições de realizar as propostas da palavra de Deus, evitando afligir a comunidade com fardos desnecessários.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar. (Jo 10,27).

ANTÍFONAS

Antífona da entrada.

No meio da Igreja o Senhor colocou a palavra nos seus lábios; deu-lhe o espírito de sabedoria e inteligência e o revestiu de glória, aleluia! (Eclo 15,5).

Antífona da comunhão

Eis o servo fiel e prudente a quem o Senhor confiou sua casa, para dar a todos o pão de cada dia, aleluia! (Lc 12,42).

ORAÇÕES DO DIA

Oração do dia ou Oração da coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que nos destes em santo Atanásio um exímio defensor da divindade de vosso Filho, concedei-nos, por sua doutrina e proteção, crescer continuamente no vosso conhecimento e no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia: – 1ª: Deus Conosco; – 2ª: Liturgia Diária.

– 1ª: Unidos na mesma fé, num só coração e numa só alma, elevemos ao Senhor nosso Deus, nossos pedidos suplicantes, clamando: — Ficai conosco, Senhor.

1. O SENHOR está no meio de seu povo! Para que reconheçamos a presença de Deus no meio de nós e o amemos, rezemos.

2. A IGREJA vive na força do evangelho! Para que sejamos uma Igreja comprometida e solidária, rezemos.

3. CRISTO revelou-nos a bondade do Pai! Para que pratiquemos a bondade e vençamos as discórdias e divisões no mundo, rezemos.

4. “PERMANECEI no meu amor”, disse Jesus! Para que nos deixemos conduzir por ele, rezemos.

5. Santo Atanásio defendeu a fé até o fim! Para que nós também tenhamos atitudes de firmeza e de empenho na vivência da fé, rezemos.

– 2ª: — Manifestai, Senhor, o vosso amor.

1. Orientai, Senhor, a vossa Igreja, povo de Deus, para que ame incondicionalmente as pessoas.

2. Enviai o vosso Espírito sobre os nossos pastores, para que suas decisões sejam acertadas.

3. Abençoai os intelectuais cujas reflexões procuram favorecer o bem comum.

4. Iluminai os que ensinam, estudam e escrevem, para que cresçam em sabedoria, na fé e no amor.

5. Amparai os jovens que buscam a realização de seus sonhos, para que não se percam no caminho.

Oração sobre as oferendas

Olhai, ó Deus, as oferendas que apresentamos na festa de santo Atanásio para que, seguindo seu ensinamento, cheguemos à salvação eterna pelo testemunho da verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão

Ó Pai todo-poderoso, nós confessamos firmemente com santo Atanásio a divindade do vosso Filho Jesus; que ela nos dê vida e proteção por meio deste sacramento. Por Cristo, nosso Senhor.

Fontes de Consultas e Pesquisas

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem
todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

“…vá e não peque mais.”

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