Liturgia Diária 19/MAI/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 19/MAI/2013 (domingo)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 2,1-11).

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

1 Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 3 Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. 5 Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. 6 Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. 7 Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8 Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? 9 Nós, que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10 da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 11 judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus em nossa própria língua!”

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 103, 1ab.24ac.29bc-30 31.34 (R.30)).

— 30 Enviai o vosso Espírito, Senhor, / e da terra toda a face renovai!

— 30 Enviai o vosso Espírito, Senhor, / e da terra toda a face renovai!

— 1a Bendize, ó minha alma, ao Senhor! / Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! / 24a Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras! / 24c Encheu-se a terra com as vossas criaturas!

— 29b Se tirais o seu respiro, elas perecem / 29c e voltam para o pó de onde vieram. / 30 Enviais o vosso espírito e renascem / e da terra toda a face renovais.

— 31 Que a glória do Senhor perdure sempre, / e alegre-se o Senhor em suas obras! / 34 Hoje seja-lhe agradável o meu canto, / pois o Senhor é a minha grande alegria!

Sequência (2 coros)

Espírito de Deus, enviai dos céus / um raio de luz!

Vinde, Pai dos pobres, / dai aos corações/ vossos sete dons.

Consolo que acalma, hóspede da alma, / doce alívio, vinde!

No labor descanso, / na aflição remanso, / no calor aragem.

Enchei, luz bendita, chama que crepita, / o íntimo de nós!

Sem a luz que acode, / nada o homem pode, / nenhum bem há nele.

Ao sujo lavai, ao seco regai, / curai o doente.

Dobrai o que é duro, / guiai no escuro, / o frio aquecei.

Dai à vossa Igreja, / que espera e deseja, / vossos sete dons.

Dai em prêmio ao forte / uma santa morte, / alegria eterna.

Amém.

Leitura retirada do Livro da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 12,3b-7.12-13).

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 3b Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. 4 Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. 5 Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. 6 Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. 7 A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. 12 Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13 De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 20,19-23).

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor!

19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22 E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23 A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Solenidade de Pentecostes.

Preparo-me para a Leitura Orante, invocando o Espírito Santo:

Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.

Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 20,19-23, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.

Jesus atravessa as barreiras internas e externas das pessoas. Com a vinda do Espírito Santo, o medo é vencido pela paz, a dúvida e o desânimo com a identificação e o encontro com Jesus Ressuscitado.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

Jesus oferece a paz aos discípulos. E com a paz, oferece-lhes o Espírito Santo.

“Jesus nos transmitiu as palavras de seu Pai e é o Espírito que recorda à Igreja as palavras de Cristo (cf. Jo 14,26). Desde o princípio, os discípulos haviam sido formados por Jesus no Espírito Santo (cf. At 1,2) que é, na Igreja, o Mestre interior que conduz ao conhecimento da verdade total formando discípulos e missionários. Esta é a razão pela qual os seguidores de Jesus devem se deixar guiar constantemente pelo Espírito (cf. Gl 5,25), e tornar a paixão pelo Pai e pelo Reino sua própria paixão: anunciar a Boa Nova aos pobres, curar os enfermos, consolar os tristes, libertar os cativos e anunciar a todos o ano da graça do Senhor (cf. Lc 4,18-19).” (DAp 152).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, com o papa Paulo VI: Oração ao Espírito Santo.

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja!

Um coração grande, desejoso de tornar-se semelhante ao Coração do Senhor Jesus!

Um coração grande e forte para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos!

Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa!

Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário!

Um coração cuja felicidade é palpitar com o Coração de Cristo e cumprir humilde, fiel e virilmente a vontade do Pai.

Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar, iluminado pela luz do Espírito Santo, leva-me a pensar e desejar com os bispos da América Latina:

“O Espírito Santo, com o qual o Pai nos presenteia, identifica-nos com Jesus-Caminho, abrindo-nos a seu mistério de salvação para que sejamos seus filhos e irmãos uns dos outros; identifica-nos com Jesus-Verdade, ensinando-nos a renunciar a nossas mentiras e ambições pessoais, e nos identifica com Jesus-Vida, permitindo-nos abraçar seu plano de amor e nos entregar para que outros “tenham vida n’Ele”.” (DAp 137).

REFLEXÕES:

(3) – VINDA DO ESPÍRITO SANTO.

Plenitude dos Mistérios Pascais (prefácio)

Espírito Santo, mandado por Jesus, desce sobre os apóstolos com uma grande teofania (manifestação de Deus) como no Monte Sinai (Ex 19,11). Lá era o nascimento do povo da Aliança; agora é o nascimento do povo da Nova Aliança. As chamas de fogo sobre os apóstolos simbolizam o Espírito Santo. Sua vinda é a plenitude da revelação de Deus Trindade e de Sua ação em nós. Atribuímos as ações às três Pessoas da Trindade, mas sempre na Unidade. Naquele dia iniciou-se o Tempo do Espírito. Ele é a presença e a total habitação divina na humanidade assumida pelo Verbo de Deus. Com Sua Vinda, Deus é definitivamente Emmanuel, Deus conosco. Onde está o Espírito, a Humanidade divinizada é capaz de transmitir o mesmo Espírito e de divinizar os homens redimidos (1Cor 15,49). O Espírito transforma a Humanidade ressuscitada e glorificada de Jesus, em fonte única do próprio Espírito como proclama o texto de Atos (Atos 2,32-33); É um renascer em Deus (S. Irineu), dar a vida a todos os povos e de fazê-los participar da Nova Aliança. Torna-nos capazes de receber Deus assim como a farinha que só se torna massa, se receber a água; faz de nós Corpo de Cristo. Precisamos deste orvalho para produzir frutos. O Senhor confiou ao Espírito Santo o cuidado de sua criatura, daquele homem que caíra nas mãos dos ladrões e a quem, cheio de compaixão enfaixou as feridas. Mesmo não tendo sido ainda revelado no Antigo Testamento, os patriarcas e profetas receberam o Espírito de Deus para suas missões. O Espírito está continuamente recriando, regenerando, ressuscitando. Assim acontece com os apóstolos. Eles levam o Espírito Santo aos homens com a missão de efundir o fruto da cruz, reunir a família de Deus como morada trinitária, unir os homens frágeis e pecadores ao Ressuscitado. Faz do povo, Igreja. No dia da Ressurreição Jesus dá o Espírito Santo para a reconciliação que é missão de unir todos. Ele acompanha os apóstolos em suas missões. O Espírito vem para todos os povos.

Renovai as maravilhas

Deus, ao dar o Espírito Santo aos apóstolos, usou o fogo como símbolo. O Espírito não tem uma imagem. Por que o fogo? Ele é irresistível e fascinante; Indomável e incontrolável. Toca, sem ser tocado; Doma e não é domável. Purifica e não contamina. Comunica-se a todos e a cada um; Doa-se, mas não diminui; Aquece não se resfria. Rezamos para que se renovem as maravilhas do início da pregação do Evangelho (oração). Por isso rezamos no salmo: “Enviai o vosso Espírito, Senhor, e renovai a face da terra!” A renovação vai nos levar a compreender melhor o mistério do sacrifício eucarístico e nos manifestar toda sua verdade (Oferendas). Sua missão é realizar a união da Igreja.

Dons do Espírito

Pelo Sacramento da Crisma recebemos o Espírito Santo como Dom. Depois da imposição das mãos e da oração, o bispo reza: “Recebe o Espírito Santo como Dom de Deus”. Essa foi a promessa de Jesus. Por isso rezamos: “Cresçam em nós os dons do Espírito e o alimento espiritual que recebemos aumente em nós a eterna redenção” (Pós-comunhão). O Espírito é fonte de todos os dons. Sua ação em nós nos faz reconhecer Jesus como o Senhor. A partir deste dom a cada um, nos é dada a abundância os dons para o bem comum. Pôr em ação o dom é dar espaço para que o Espírito dinamize em nós sempre maiores dons para a edificação do Corpo de Cristo. Pelo Espírito, façamos frutificar os dons que nos foram confiados e os restituamos multiplicados ao Senhor.

(Pe. Luiz Carlos de Oliveira).

(3) – PENTECOSTES.

Ficha nº 1232 – Pentecostes

1. A Vinda do Espírito é o nascimento do povo da Aliança, como a antiga aliança no Sinai. É a Plenitude da Revelação. As chamas simbolizam o Espírito. Iniciou-se o tempo do Espírito. Mas a Trindade age sempre em conjunto. O Espírito transforma a Humanidade glorificada em fonte única do Espírito. O Senhor confiou ao Espírito o cuidado de sua criatura ferida. Ele faz do povo, Igreja. Jesus dá o Espírito para a reconciliação.

2. O Pai usou o símbolo do fogo como símbolo do Espírito por suas qualidades. Pedimos que o Espírito renove a face da terra. Ele vai levar-nos a compreender melhor o sacrifício eucarístico. Sua missão é realizar a união da Igreja.

3. Pelo Sacramento da Crisma recebemos o Espírito como Dom. Pedimos que seus dons cresçam em nós. O Espírito é fontes de todos os dons para o bem comum da edificação do Corpo de Cristo. Usar os dons é multiplicá-los mais ainda.

Reforma Geral

Encerrando o Tempo Pascal, temos a festa da Vinda do Espírito Santo. Dizemos festa de Pentecostes. Pentecostes significa 50 dias. Por isso, vamos dizer Vinda do Espírito Santo. Esta verdade está intimamente ligada à Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, como também de sua Ascensão. É um mesmo e único mistério visto de lados diferentes.

Vinda do Espírito Santo é um momento de renovação do universo. Rezamos: “Enviai o vosso Espírito e Renovareis a face da terra”. O Espírito Santo é dado para a reconciliação do Universo. É uma reforma geral.

Como vamos fazer isso para ajudar o Espírito Santo?

Cada um use os dons que tem para o bem de todos, pois formamos um só corpo. Ninguém vive sozinho e trabalha só para si. No Espírito estão todos os dons e Ele distribui com generosidade, para o bem comum.

(SANTUÁRIO)

(4) – A SOLENIDADE DE PENTECOSTES ENCERRA O TEMPO DA PÁSCOA.

Inaugura-se na história da humanidade um novo tempo, o Tempo do Espírito, ou o Tempo da Igreja. Trata-se de um espaço aberto pra o testemunho dos discípulos: “… permanecei em Jerusalém até receberdes a força do alto, o Espírito Santo, na Judeia, na Samaria, até os confins da terra” (At 1,8).

adjetivo ordinal “pentecostes” designa o último dia de uma série de cinquenta dias. O pentecostes não coincide com a festa judia de Pentecostes (cf. At 2,1). A festa judia passou por uma evolução: de uma festa agrícola (Ex 12,15-17; Ex 34,22; Dt 16,10), ela passou, no período pós-exílio, a ser a festa comemorativa da Aliança no Sinai (ver: Ex 19,1).

Todo relato da descida do Espírito Santo em At 2,1-11 possui os elementos da teofania do Sinai: barulho ensurdecedor e fogo (ver Ex 19,16). São elementos da manifestação de Deus. O barulho enche toda a casa, como o Espírito Santo, a todos eles (cf. vv. 2.4). E, depois de um fenômeno sonoro, um fenômeno visual: “… línguas como de fogo” (v. 3). Que são essas “línguas de fogo”? Simbolizam o poder de Deus que faz falar. Faz falar o quê? As maravilhas de Deus (cf. v. 11). Não se trata de falar línguas incompreensíveis. O dom do Espírito Santo faz com que a Igreja assuma a cultura, a língua de cada povo, para poder chegar a cada pessoa as maravilhas de Deus, isto é, o que Deus fez por nós e para nós em Jesus Cristo.

solenidade de Pentecostes funda a universalidade da missão da Igreja. Mas há continuidade entre o pentecostes judeu e o cristão: o dom do Espírito é o dom da Lei interiorizada, quando, da Nova Aliança, surgem o espírito novo e o coração novo de que falam os profetas Jeremias e Ezequiel (Jr 30,23; Ez 36,26-27).

(Carlos Alberto Contieri).

(7) – PENTECOSTES.

A IGREJA, O ESPÍRITO E A UNIDADE

1ª leitura: (At 2,1-11) O milagre das línguas – Pentecostes é interpretado como acontecimento escatológico a partir da profecia de Jl 3 (cf. At 2,16-21). Mas, sobretudo, é o cumprimento da palavra do Cristo (Lc 24,49; At 1,4; cf. Jo 14,16-17.26). Passa como um vendaval ao ouvido, como fogo aos olhos; mas permanece como transformação do “pequeno rebanho” em Igreja missionária. Também hoje. A Igreja do Cristo se reconhece pelo espaço que ela dá ao Espírito e pela capacidade de proclamar sua mensagem. * 2,1-4 cf. Mt 3,11; Lc 3,16; Jo 20,22; At 4,31.

2ª leitura: (1Cor 12,3b-7.12-13) Unidade do Espírito na diversidade dos dons – “Jesus é o Senhor” é a confissão que une a Igreja primitiva (cf. Fl 2,9-11). E esta confissão só se consegue manter na força do Espírito. Como a unidade da confissão, o Espírito dá também a multiformidade dos serviços na Igreja. Todos que pertencem a Cristo são membros diversos do mesmo Corpo. * 12,3 cf. Rm 10,9; Fl 2,11 * 12,7 cf. At 1,8; 1Cor 12,28-30; Rm 12,6-8; Ef 4,11-13 * 12,12-13 cf. Rm 12,4-5; Ef 4,4-6.

Evangelho: (Jo 20,19-23) Dom do Espírito pelo Cristo ressuscitado – Celebramos a 6ª-feira Santa, Páscoa e Pentecostes em três dias diferentes, mas a realidade é uma só: a “Exaltação” de Cristo na Cruz e na Glória, fonte do Espírito que ele nos dá. No próprio dia da Páscoa, diz Jo, Jesus vem entregar este dom aos seus, com a sua paz e a missão de tirar o pecado do mundo, missão de Jesus mesmo (cf. 1,29.35). O mundo ressuscita com Cristo pelo Espírito dado à Igreja. * 20,19-20 cf. Lc 24,36-43; Jo 14,27; 15,11; 16,22 * 20,21-23 cf. Jo 17,18; Mt 28,19; 16,19; 18,18.

*** *** ***

Pentecostes é a plenificação do Mistério pascal: a comunhão com o Ressuscitado só é completa pelo dom do Espírito, que continua em nós a obra do Cristo e sua presença gloriosa. A liturgia de hoje acentua a manifestação histórica do Espírito no milagre de Pentecostes (1ª leitura) e nos carismas da Igreja (2ª leitura), sinais da unidade e paz que o Cristo veio trazer. Isto, porque a pregação dos apóstolos, anunciando o Ressuscitado, supera a divisão de raças e línguas, e porque a diversidade de dons na Igreja serve para a edificação do povo unido, o Corpo do qual Cristo é a cabeça. Ambos estes temas podem alimentar a reflexão de hoje.

No antigo Israel, Pentecostes era uma festa agrícola (primícias da safra, no hemisfério setentrional). Mais tarde, foi relacionada com o evento salvífico central da Aliança mosaica: ganhou o sentido de comemoração da proclamação da Lei no monte Sinai. Tornou-se uma das três grandes festas em que os judeus subiam em romaria a Jerusalém (as outras são Páscoa e Tabernáculos). Foi nesta festa que aconteceu a “explosão” do Espírito Santo, a força que levou os apóstolos a tomarem a palavra e a proclamarem, diante da multidão reunida de todos os cantos do judaísmo, o anúncio (“querigma”) de Jesus Cristo. Seria errado pensar que o Espírito tivesse sido dado naquele momento pela primeira vez. O evangelho (de João) nos ensina que Jesus comunicou o Espírito no próprio dia da Páscoa. O Espírito está sempre aí. Mas foi no dia de Pentecostes que esta realidade se manifestou ao mundo. Por isso, ele aparece em forma de línguas, operando o milagre das línguas e reparando a “confusão babilônica”.

Espírito leva a proclamar os magnalia Dei em todas as línguas. O conteúdo desta proclamação, já o conhecemos dos domingos anteriores: é o querigma da ressurreição de Jesus Cristo. Novamente, o Sl 104[103] comenta este fato (salmo responsorial).

2ª leitura mostra, por assim dizer, a obra “intra-eclesial” do Espírito: a multiformidade dos dons, dentro do mesmo Espírito, como as múltiplas funções em um mesmo corpo. Paulo chama isto de “carismas”, dons da graça de Deus; pois sabemos muito bem que tal unidade na diversidade não é algo que vem de nossa ambição pessoal (que, normalmente, só produz divisão). É o Espírito do amor de Deus que tudo une.

No evangelho encontramos a visão joanina da “exaltação” de Jesus: é a realidade única de sua morte, ressurreição e dom do Espírito, pois sua morte é a obra em que Deus é glorificado, e seu lado aberto é a fonte do Espírito para os fiéis (Jo 7,37-39; 19,31-37; cf. vigília). Assim, no próprio dia da ressurreição, Jesus aparece aos seus para lhes comunicar a sua paz (cf. 14,27) e conceder o dom do Espírito, para tirar o pecado do mundo, ou seja, para que eles continuem sua obra salvadora (cf. 1,29.35).

Este Espírito do Senhor exaltado é o laço do amor divino que nos une, que transforma o mundo em nova criação, sem mancha nem pecado, na qual todos entendem a voz de Deus. É essa a mensagem da liturgia de hoje. O mundo é renovado conforme a obra de Cristo, que nós, no seu Espírito, levamos adiante. Neste sentido, é a festa da Igreja que nasceu do lado aberto do Salvador e manifestou sua missão no dia de Pentecostes. Igreja que nasce, não de organizações e instituições, mas da força graciosa (“carisma”) que Deus infunde no coração e nos lábios. A festa de hoje nos ajuda a entender o que é renovação carismática: não uma avalanche de fenômenos estranhos, mas o espírito do perdão e da unidade que ganha força decisiva na Igreja. O Espírito Santo é a “alma” da Igreja, o calor de nossa fé e de nossa comunhão eclesial. A antiga sequência Veni Sancte Spiritus expressa isso maravilhosamente, e seria bom pôr os fiéis, mediante canto ou recitação, novamente em contato com esse rico texto.

Igreja, por sua unidade no Espírito, no vínculo da paz (Ef 4,3), torna-se sacramento (sinal operante), do perdão, da unidade, da paz no mundo, na medida em que ela o coloca em contato com o senhorio do Cristo pascal, no querigma e na práxis.

A IGREJA INICIA SUA MISSÃO PROFÉTICA

Pentecostes é o aniversário da Igreja? Sob certo aspecto, sim. A primeira comunidade tinha sido reunida por Jesus durante a sua vida. Mas o que foi tão decisivo na data de Pentecostes, depois de sua morte e ressurreição, é que aí começou a proclamação ao mundo inteiro da Salvação em Jesus Cristo, morto e ressuscitado. Para os antigos judeus, Pentecostes era o aniversário da proclamação da lei no monte Sinai: esta proclamação constituiu, por assim dizer, Israel como povo, deu-lhe uma “constituição”. De modo semelhante, quando os apóstolos proclamam no dia de Pentecostes a salvação em Jesus Cristo, é constituído o novo povo de Deus. Não só Israel, mas todos os povos são agora alcançados, cada um em sua própria língua (1ª leitura).

Até hoje, a Igreja continua procurando alcançar todos os povos, grupos, classes e raças, numa linguagem que os atinja. Não necessariamente na linguagem que lhes agrade! Aos pobres, terá que falar uma linguagem de carinho e animação; aos ricos, uma linguagem provocadora, para descongelar seu coração. Mas, de qualquer modo, a todos ela deverá explicar – na linguagem adequada – que na conversão a Cristo se encontra a salvação.

verdadeiro milagre das línguas não consiste em dizer “Aleluia” em todas as línguas, mas em falar com clareza para todos os povos, raças e classes. Os diversos dons do Espírito Santo, de que fala a 2ª leitura, servem exatamente para isto: para atingir as pessoas de todas as maneiras, para sermos profetas da Nova Aliança, selada por Cristo em seu próprio sangue e, agora, publicada para o mundo sob o impulso de seu Espírito. Como Moisés e os setenta anciãos no Sinai se tornaram porta-vozes de Deus e da antiga Aliança, assim agora, a partir de Pentecostes, a Igreja deve tornar-se toda profética, denunciando o que está errado e anunciando a salvação que está na fraternidade e na comunhão que Jesus veio instaurar. Assim, o Espírito de Deus renovará, pela Igreja, a face da terra (cf. salmo responsorial).

(Pe. Johan Konings).

(7) – RECEBEI O ESPÍRITO SANTO.

O dom do Espírito Santo foi um elemento fundamental na experiência missionária dos primeiros cristãos. Com a ascensão do Senhor, eles se viram às voltas com uma tarefa descomunal: levar a mensagem do Evangelho a todo o mundo. A missão exigiria deles inculturar a mensagem, fazendo o Evangelho ser entendido por pessoas das mais variadas culturas. Deveriam ser capazes de enfrentar dificuldades, perseguições e, até mesmo a morte, por causa do nome de Jesus. Muitos problemas proviriam dos judeus, pois a ruptura com eles seria inevitável, dada a intransigência da liderança judaica para com a comunidade cristã que tomaria um rumo considerado inaceitável. Sem dúvida, não faltariam problemas dentro da própria comunidade, causados por partidarismos, falsas doutrinas e atitudes incompatíveis com a opção pelo Reino.

Os discípulos eram demasiado fracos para, por si mesmos, levar a cabo uma empresa tão grande. Jesus, porém, concedeu-lhes o auxílio necessário ao comunicar-lhes o Espírito Santo. Fortalecidos pelo Espírito, eles não se intimidaram, antes, cumpriram, com denodo, o ministério da evangelização.

dom de Pentecostes renova-se, cada dia, na vida da Igreja. O Espírito, ontem como hoje, não permite que os cristãos cruzem os braços diante do mundo a ser evangelizado.

Oração: Senhor Jesus, que eu seja cada dia revestido pela força do Espírito Santo, que me capacita para exercer, sem descanso, minha tarefa de evangelizador.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Enviai o Vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

Primeira Leitura: Atos dos Apóstolos 2,1-11.

Lemos nesta missa Atos dos Apóstolos 2,1-11, a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos no dia de Pentecostes.

que significa “Pentecostes”?

Em grego, pentekostés significa “cinquenta”. Aqui indica 50 dias depois da Páscoa.

Para os judeus era o dia para comemorar a Aliança que Deus fizera com Israel no Monte Sinai, com a entrega da Lei de Moisés ao Povo Eleito.

Por esta ocasião, e por ser perto da Páscoa, judeus de todo o mundo se reuniam em Jerusalém, levando amigos pagãos, simpatizantes da religião judaica. E cada um falava a língua do país onde moravam.

Depois de sua Ascensão, Jesus mandara que os discípulos ficassem em Jerusalém (Lc 24,49) para receberem aquele que Meu Pai prometeu, portanto, o Espírito Santo da promessa de Jesus.

Para nós, os cristãos, este dia é a comemoração da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no Cenáculo.

Ora, para os judeus esta festa lembrava a entrega da Lei no Monte Sinai.

para os cristãos, esta festa é o dom do Espírito Santo por Deus.

Isto quer dizer que os cristãos não estão mais sob a Lei de Moisés, mas sob a ação do Espírito Santo na Igreja. É Ele que conduz cada um de nós no cumprimento da Vontade de Deus. A Antiga Aliança foi superada pela Nova Aliança dada por Jesus na última Ceia.

Salmo Responsorial: Sl 103(104),1ab e 24ac.29bc-30.31 e 34 (R/30).

Enviai o Vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

Salmo 103(104) é o canto que agradece a Deus a criação de todos os seres da Terra; ao mesmo tempo, agradece por Deus dar respiro aos seres vivos. Deus envia seu Espírito e renova a face da Terra.

Espírito Santo é entendido aqui como o poder divino de conservação da vida criada por Deus.

Se pensarmos na Igreja composta de pessoas que receberam o Espírito Santo no Batismo, entendemos que a Igreja continua viva pela ação do mesmo Espírito Santo.

De fato, pelo Batismo nascemos para uma Vida Nova (ver Rm 6,4), participação da Vida Eterna de Jesus Ressuscitado.

Segunda Leitura: 1 Coríntios 12,3b-7.12-13.

Em 1 Coríntios 12,3-13, São Paulo fala dos dons do Espírito Santo aos cristãos de Corinto. Entretanto, São Paulo nos ensina que não é só o Espírito Santo que age em nós e sim toda a Santíssima Trindade.

– Ele diz que há diversidades de dons na comunidade, mas o Espírito é o mesmo.

E o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

– Há diversidade de trabalhos pela comunidade, mas o Senhor é o mesmo.

o Senhor é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

– Há diversidade de atividades na Igreja, mas para todos há um só Deus.

o Deus único é Deus Pai, a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade.

que São Paulo nos está dizendo?

Santíssima Trindade toda está agindo na Igreja.

Em outras palavras: sem a Santíssima Trindade a Igreja não existiria!

Contudo, em particular sobre o Espírito Santo, nos diz São Paulo:

– É do Espírito Santo que a Igreja recebe diferentes dons.

– Mais ainda: todos estes dons individuais servem ao bem comum de toda a comunidade.

– Por fim, São Paulo lembra como esta união dos cristãos em sua diversidade de raças, línguas, condição social etc. é efeito do Espírito Santo.

– Disso nasce uma unidade espiritual que São Paulo chama de Corpo, o de Cristo. Em outros lugares, São Paulo dirá que este Corpo é a Igreja, do qual Cristo é a Cabeça (2 Cor 12,27; Cl 1,18).

Neste dia de Pentecostes, nossa atenção, portanto, deve se concentrar na ação do Espírito Santo na Igreja:

– em seus dons,

– seus frutos (Gl 5,22),

– sua obra unificadora dos cristãos no amor fraterno, pois o amor nos foi dado quando o Espírito Santo em nós foi derramado no Batismo (Rm 5,5).

Evangelho: João 20,19-23.

João 20,19-23 relata a entrega do Espírito Santo aos apóstolos de modo diferente de Atos dos Apóstolos 2,1-11.

Agora é Jesus pessoalmente quem dá o Espírito Santo aos discípulos reunidos no Cenáculo. E não foi em Pentecostes, mas no próprio dia de Sua Ressurreição.

Como entender esta discordância entre este Evangelho de João e o relato de Pentecostes em Atos dos Apóstolos 2,1-11?

resposta está na distinção das duas teologias:

– a de São Lucas nos Atos dos Apóstolos se concentra no dia de Pentecostes para acentuar a substituição da Lei de Moisés pelo dom do Espírito Santo à Igreja.

– a de São João em seu Evangelho acentua a Vida Nova que está em Jesus Ressuscitado e que é o Poder do Espírito Santo. Jesus não conserva só para Si esta Vida Nova, mas a passa para os discípulos, já nesta vida e na Vida Eterna.

Em ambos os casos, trata-se do mesmo Espírito Santo, visto de pontos de vista teológicos diferentes.

No Evangelho de São João, o dom do Espírito Santo por Jesus inclui algo mais: os apóstolos recebem junto o poder de perdoar ou não os pecados.

Como entender isso?

que o Espírito Santo tem a ver com o perdão dos pecados pelos apóstolos?

É que os apóstolos batizariam os convertidos do pecado para a Vida Nova, dada pela água do Batismo. E é no Batismo que o Espírito Santo age vivificando quem estava morto pelo pecado.

Em relação a nós, batizados em nome de toda a Santíssima Trindade: sabemos que o Espírito Santo nos foi dado no Batismo, sacramento em que fomos perdoados de todo pecado, em que renascemos para a Vida Nova do Cristo Ressuscitado, em que nos tornamos filhos de Deus, e ao mesmo tempo, nos tornamos membros do Corpo de Cristo, sua Igreja. Tudo isso é o que nos relembra a festa de Pentecostes.

Aprofundar essas compreensões em oração nos elevam para junto de Deus. Entremos em oração, portanto, deixando que o Espírito Santo nos oriente e nos console.

(Pe. Valdir Marques).

(20) – RECEBEI O ESPÍRITO SANTO!

Eles estavam trancados. Dominados pelo medo. Estavam perturbados pelos acontecimentos recentes. Certamente alimentavam sentimentos de culpa por terem abandonado o Mestre à sua Paixão. Jesus aparece inesperadamente no meio dos discípulos, passando pelas portas fechadas e, soprando sobre eles, diz: “Recebei o Espírito Santo”.

Para que “serve” o Espírito Santo?

Qual a finalidade desse dom?

Ora, serve para dissipar o medo, transformando covardes em mártires. Serve para serenar a agitação e trazer de volta a paz. Serve para diluir a culpa e reavivar a confiança na misericórdia do Senhor.

Mas serve – e aqui está a “novidade” deste sopro sobre os Apóstolos! – para pôr nas mãos da Igreja uma notável “faculdade”, até então exclusiva do próprio Deus: o poder de perdoar pecados! (Cf. Mc 2,5-11.) Daí em diante, este poder é confiado aos homens, gerido e ministrado pela Igreja de Jesus.

É importante notar que a iniciativa não partiu dos homens: não são os Apóstolos que fazem tal pedido ao Senhor. Daí a impropriedade de quem afirma que a confissão dos pecados é uma “invenção dos padres”. Ao contrário, é um dom maravilhoso de Deus, que incumbe a Igreja de ser o canal da misericórdia divina junto aos pecadores.

Desde os primeiros momentos, a Igreja nascente, cheia do Espírito Santo, passa a exercer este ministério. É o que se vê nas palavras de Tiago, em sua Carta: “Confessai os vossos pecados uns aos outros e rezai uns pelos outros, a fim de serdes curados”. (Tg 5,16.) Assim, não tem nenhum fundamento a atitude de quem diz que confessa seus pecados “diretamente a Deus”, quando o próprio Senhor quis a Igreja como mediadora de seu perdão.

“Catecismo” ensina: “Conferindo aos apóstolos seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor também lhes dá a autoridade de reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial de sua tarefa exprime-se principalmente na solene palavra de Cristo a Simão Pedro: ‘Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus’ (Mt 16,19)”. (Nº 1444).

Há quanto tempo não busco o perdão de meus pecados no Sacramento da Confissão?

Orai sem cessar: “Confessarei minhas ofensas ao Senhor!” (Sl 32,5b).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – RECEBEI O ESPÍRITO SANTO.

Hoje, no dia de Pentecostes se realiza o cumprimento da promessa que Cristo fez aos Apóstolos. Na tarde do dia de Páscoa soprou sobre eles e lhes disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). A vinda do Espírito Santo o dia de Pentecostes renova e leva à plenitude esse dom de um modo solene e com manifestações externas. Assim culmina o mistério pascal.

Espírito que Jesus comunica cria no discípulo uma nova condição humana e produz unidade. Quando o orgulho do homem lhe leva a desafiar a Deus construindo a torre de Babel, Deus confunde as suas línguas e não podem se entender. Em Pentecostes acontece o contrário: por graça do Espírito Santo, os Apóstolos são entendidos por pessoas das mais diversas procedências e línguas.

Espírito Santo é o Mestre interior que guia ao discípulo até a verdade, que lhe move a obrar o bem, que o consola na dor, que o transforma interiormente, dando-lhe uma força, uma capacidade nova.

primeiro dia de Pentecostes da era cristã, os apóstolos estavam reunidos em companhia de Maria e, estavam em oração. O recolhimento, a atitude orante é imprescindível para receber o Espírito. “De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles” (At 2,2-3).

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, puseram-se a predicar valentemente. Aqueles homens atemorizados tinham sido transformados em valentes predicadores que não temiam o cárcere, nem a tortura, nem o martírio. Não é estranho; a força do Espírito estava neles.

Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é a alma da minha alma, a vida da minha vida, o ser de meu ser; é o meu santificador, o hóspede do meu interior mais profundo. Para chegar à maturação na vida de fé é preciso que a relação com Ele seja cada vez mais consciente, mais pessoal. Nesta celebração de Pentecostes abramos as portas de nosso interior de par em par.

(Mons. Josep Àngel SAIZ i Meneses Bispo de Terrassa. (Barcelona, Espanha)).

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

PENTECOSTE (VERMELHO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA SOLENIDADE).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Continuar no mundo de hoje a missão de Jesus!

Celebramos hoje a solenidade de Pentecostes, fazendo memória da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos. Nascimento da Igreja como Corpo místico de Cristo. Cada um recebeu o Espírito Santo, que é a nova Lei do Povo de Deus. A instituição Igreja não é definida pela raça, mas pelo reconhecimento de Jesus Cristo como o único Senhor. Vinde Espírito Santo.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

A Igreja tem a vocação de continuar a missão de Jesus. Para isso, recebe o mesmo espírito de Jesus. Cada membro recebe dons do Espírito Santo para colocá-los a serviço de todos. A paz desejada por Jesus é convite para que esses dons se tornem realidade em nossa vida.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!

Vinde, Espírito Divino, e enchei com vossos dons os corações dos fiéis; e acendei neles o amor como um fogo abrasador!

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

O Espírito do Senhor encheu o universo; ele mantém unidas todas as coisas e conhece todas as línguas, aleluia! (Sb 1,7).

Antífona da comunhão.

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e proclamavam as maravilhas de Deus, aleluia! (At 2,4.11).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Ó Deus, que, pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo e realizai agora, no coração dos fiéis, as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

— Deus Pai não deixa de ouvir e atender às súplicas de seus filhos e filhas, sobretudo quando pedem com confiança. Movidos por essa certeza, façamos nossas preces.

1. PARA QUE a Igreja, consciente de ser continuadora da missão de Cristo, empenhe-se na tarefa de uma nova evangelização e promova os valores da vida, da liberdade e da justiça, rezemos ao Senhor.

— Deus de bondade, escutai nossa prece.

2. PARA QUE a comunidade seja de fato o lugar onde discípulos e discípulas recebem estímulos e apoios para o exercício da missão evangelizadora, rezemos:

3. PARA QUE os cristãos, seguindo o caminho de Jesus, possam ir em frente com alegria e determinação, mostrando ao mundo que Cristo é o Senhor, rezemos:

4. PARA QUE o Espírito Santo continue iluminando e fortalecendo a fé dos cristãos, principalmente aqueles que andam desanimados diante das dificuldades, rezemos:

(Intenções próprias da Comunidade)

— Deus bom e misericordioso, dignai-vos acolher hoje nossas humildes súplicas. Isso vos pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor.

— Amém.

Oração sobre as oferendas.

Concedei-nos, ó Deus, que o Espírito Santo nos faça compreender melhor o mistério deste sacrifício e nos manifeste toda a verdade, segundo a promessa do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus, que enriqueceis a vossa Igreja com os bens do céu, conservai a graça que lhe destes, para que cresçam os dons do Espírito Santo; e o alimento espiritual que recebemos aumente em nós a eterna redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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