Liturgia Diária 21/MAI/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 21/MAI/2013 (terça-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Eclesiástico (Eclo 2,1-13).

Leitura do Livro do Eclesiástico.

1 Filho, se decidires servir ao Senhor, permanece na justiça e no temor e prepara a tua alma para a provação. Mantém o teu coração firme e sê constante, inclina teu ouvido e acolhe as palavras de inteligência, e não te assustes no momento da contrariedade. Suporta as demoras de Deus, agarra-te a ele e não o deixes, para que sejas sábio em teus caminhos. 4 Tudo o que te acontecer, aceita-o, e sê constante na dor; e nas contrariedades de tua pobre condição, sê paciente. Pois é no fogo que o ouro e a prata são provados e, no cadinho da humilhação, os homens agradáveis a Deus. 6 Crê em Deus, e ele cuidará de ti; endireita os teus caminhos e espera nele. Conserva o seu temor, e nele envelhecerás. 7 Vós que temeis o Senhor, contai com a sua misericórdia e não vos desvieis, para não cair. 8 Vós, que temeis o Senhor, confiai nele, e a recompensa não vos faltará. 9 Vós, que temeis o Senhor, esperai coisas boas: alegria duradoura e misericórdia. 10 Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e vossos corações ficarão iluminados. 11 Considerai, filhos, as gerações passadas e vede: Quem confiou no Senhor e ficou desiludido? 12 Quem permaneceu nos seus mandamentos e foi abandonado? Quem o invocou e foi por ele desprezado? 13 Pois o Senhor é compassivo e misericordioso, perdoa os pecados no tempo da tribulação, e protege a todos os que o procuram com sinceridade.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 36,3-4. 18-19. 27-28. 39-40 (R. Cf. 5)).

— Entrega teu caminho ao Senhor, e o mais ele fará.

5 Entrega teu caminho ao Senhor, e o mais ele fará.

— Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. / Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração.

— 18 O Senhor cuida da vida dos honestos, / e sua herança permanece eternamente. / 19 Não serão envergonhados nos maus dias, / mas nos tempos de penúria, saciados.

— 27 Afasta-te do mal e faze o bem, / e terás tua morada para sempre. / 28 Porque o Senhor Deus ama a justiça, / e jamais ele abandona os seus amigos. / Os malfeitores hão de ser exterminados, / e a descendência dos malvados destruída.

— 39 A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. / 40 O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, / e os guarda porque nele confiaram.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 9,30-37).

Jesus quem acolhe em meu nome uma destas crianças, a mim acolhe (Mc 9,30-37)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 30 Jesus e seus discípulos atravessaram a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31 pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”. 32 Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33 Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “Que discutíeis pelo caminho?” 34 Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. 35 Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” 36 Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: 37 “Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas aquele que me enviou”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.

– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparo-me para a Leitura, rezando:

Jesus Mestre, que dissestes: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.

Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.

Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.

Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão. (Bv. Alberione)

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 9, 30-37, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.

Os discípulos e seguidores de Jesus Cristo encontram alguns desafios nas relações.

primeiro é a competição. Está na afirmação de Jesus: “Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos”. E a resposta é dada por Jesus através de uma parábola viva: segura uma criança e a põe no meio de todos. Abraça-a e diz aos discípulos que ao acolher uma criança estarão acolhendo a Ele. Parece coisa sem muita importância, sem expressão, mas quem receber a criança receberá o Cristo e, por consequência, recebe o Pai. Não é um gesto sem importância! Duas atitudes de suma importância para o discípulo de Jesus: colocar-se no último lugar e fazer-se servidor.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

que mais me toca o coração?

Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo a Palavra na minha vida, recordando os bispos da América Latina e Caribe que disseram: “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35).” (DAp 138).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo com o bem-aventurado Alberione:

Jesus Mestre, disseste que a vida eterna consiste em conhecer a ti e ao Pai.

Derrama sobre nós, a abundância do Espírito Santo!

Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento, porque és o único caminho para o Pai.

Faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.

Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.

Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus.

Por isso, vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, toda pretensão de ser o maior e o melhor, de ser servido, mas procurando servir e ajudar.

Escolho uma frase ou palavra para memorizar e repeti-la durante o dia.

REFLEXÕES:

(4) – NA VIDA CRISTÃ É MAIOR QUEM SERVE.

O Jesus apresentado por Marcos é um Mestre que continuamente ensina seus discípulos e a multidão (cf. 6,34). Marcos não nos informa, em geral, explicitamente acerca do conteúdo do ensinamento de Jesus. Aqui, em concreto, o ensinamento diz respeito à sua Páscoa (v. 31). Os discípulos, porém, não compreendiam (cf. v. 32).

anúncio da paixão-morte-ressurreição não é previsão de futuro. Ele tem, no relato, uma função específica: preparar o ouvinte e/ou leitor do evangelho para entrar, sem esmorecer e sem medo, na paixão e morte de Jesus, iluminado pela certeza de sua ressurreição.

discussão dos discípulos acerca de quem era o maior entre eles (cf. vv. 33-34) revela a incompreensão deles, não somente acerca do destino de Jesus, mas também de sua própria condição.

No seguimento de Cristo e na vida cristã, o mais é quem serve, a exemplo do Senhor que se fez Servo de todos (cf. vv. 35-36). Serviço que tem que se traduzir no acolhimento de todos, sobretudo, dos que precisam de mais cuidado (cf. v. 37).

(Carlos Alberto Contieri).

(7) – QUEM É O MAIOR?

Os discípulos de Jesus deixaram-se contaminar pela busca de grandeza. Por isso, discutiam para saber quem, dentre eles, seria o maior. Mas o ponto de partida deste debate revelava um equívoco. Pensavam na grandeza do Reino que Jesus inauguraria e na possibilidade de ocupar posições de destaque junto ao monarca. De antemão, esses discípulos faziam a partilha dos futuros cargos disponíveis. Jesus, porém, deu um basta a estas considerações indignas de quem quer ser seu um discípulo.

ensinamento de Jesus centra-se no tema do serviço, bem característico do Reino. A grandeza do discípulo está em sua capacidade de colocar-se a serviço do próximo. Ocupa o primeiro lugar quem se predispõe a servir a todos, sem distinção, vivendo a condição de servo, de maneira plena. A quem é reticente no servir e não prima pela generosidade, estão reservados os últimos lugares no Reino. Portanto, se os discípulos quisessem realmente disputar os primeiros lugares, que o fizessem motivados por um ideal elevado e não por ambições mesquinhas, sem sentido para quem vive a dinâmica do Reino.

Os discípulos tinham em Jesus um exemplo consumado de servidor do Reino. Sua vida definia-se como serviço generoso e gratuito às multidões oprimidas e atribuladas de tantas maneiras. Bastava que se espelhassem no Mestre.

Oração: Senhor Jesus, não permitas que eu me lance na busca das grandezas deste mundo. Que eu busque, antes, a grandeza do serviço generoso, e gratuito.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

… pelo caminho tinham discutido quem era o maior [entre eles] (Mc 9,34).

Marcos 9,30-37 pode ser dividido em duas partes.

primeira parte está nos versículos 30-32. Aqui Jesus fala de Si mesmo, usando a expressão “Filho do homem”. E a aplica a Si fazendo a predição de sua Paixão, portanto de seu aniquilamento para salvar a humanidade. “Filho do homem” para Jesus significava pessoa humilde a serviço dos outros e esquecida de si. Esse sentido da expressão era conhecido por seus discípulos, todos galileus, pois era muito usada na Galileia. Jesus mostra assim que se entende como alguém disposto a dar sua vida pelos outros. Deste modo, Ele dava aos discípulos um exemplo de humildade, desprendimento e serviço aos outros.

segunda parte está nos versículos 33-37. Aqui Jesus repreende os discípulos que competiam entre si para ocupar o primeiro lugar no Reino de Deus enquanto caminhavam entre o Monte Tabor e Cafarnaum. Os discípulos de Jesus tiveram ambição pelo poder!

Jesus os instruiu com paciência, pondo-se como o primeiro exemplo de humildade. Jesus lhes disse: “se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último e aquele que serve a todos” (Mc 9,35).

contraste entre Jesus humilde e discípulos ambiciosos é gritante nesse Evangelho.

Hoje, na Igreja há também discípulos de Jesus que ambicionam o poder. E isso ocorre na própria Igreja católica, sem falar das falsas igrejas que em nome de Jesus roubam os pobres. Peçamos a Jesus que inspire a todos sua imitação enquanto servo de toda a humanidade.

(Pe. Valdir Marques).

(14) – POR COMPAIXÃO!

Jesus percorria todas as cidades e povoados pregando o Evangelho do reino e ensinando nas sinagogas. No entanto, consolidava tudo o que anunciava quando curava os enfermos, expulsava os espíritos maus, libertava os oprimidos, por compaixão. Jesus foi enviado pelo Pai para redimir a humanidade através da Sua Morte e Ressurreição. No entanto, Ele olhava as multidões e se compadecia das pessoas por viverem abandonadas, cansadas e abatidas, embora isso não fosse a Sua Missão principal. Com isso, porém, Jesus inaugurou o tempo da misericórdia e nos deu o exemplo para que também nós possamos olhar o nosso próximo com compaixão e não fiquemos apenas na “pregação”. Para isso, Ele nos conclama como fez aos seus discípulos, para sermos trabalhadores da messe. Hoje, também, as pessoas continuam como ovelhas sem pastor, abatidas, cansadas, desanimadas, sem esperança, até dentro das nossas casas e Jesus nos chama a ser operários da Sua colheita e nos diz: “a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.” Assim como Jesus se compadeceu daquele povo que o acompanhava buscando cura para os seus males, Ele também se compadece do povo de hoje, que rasteja pelo mundo, sofrendo as consequências do pecado e não tem quem lhe dê a mão. Para isso, Ele também nos recomenda: “Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita.” Apesar de também sermos muitas vezes ovelhas desanimadas e cansadas, o Senhor nos convoca, nos alenta e nos dar poder para anunciar a proximidade do reino que já está acontecendo na nossa vida. Os doentes serão curados e os mortos ressuscitarão na medida em que nós atendermos ao Seu pedido. Entretanto, precisamos ser os primeiros a experimentar a cura e a libertação para as nossas enfermidades. Que sejamos trabalhadores da messe de Cristo fazendo o que Ele fazia: tudo por amor. A vivência do amor anima as pessoas abatidas, cansadas e sem esperança. O amor vence o ódio e expulsa dos corações a intriga, a divisão, a incompreensão. Se fizermos como Jesus fez, estaremos sendo trabalhadores da Sua messe.

– Você tem retribuído a Deus o que você tem recebido de graça?

– Você já é um (a) trabalhador (a) da messe do Senhor?

– Você conhece quando as pessoas à sua volta estão desanimadas e sem esperança?

– O que você diz a elas?

– Como está você atualmente: como ovelha sem pastor ou como alguém que anuncia às ovelhas a existência do Pastor?

– Em que você tem empregado o seu tempo livre?

(Helena Soares Serpa).

(14) – O FILHO DO HOMEM VAI SER ENTREGUE… SE ALGUÉM QUISER SER O PRIMEIRO QUE SEJA O ÚLTIMO DE TODOS.

O Filho do Homem vai ser entregue… Se alguém quiser ser o primeiro que seja o último de todos.

“Jesus não queria ser visto por ninguém, porque estava ensinando seus discípulos.” Jesus tinha a preocupação de ensinar os seus discípulos. A maioria do seu tempo ele dedicava à formação deles; explicava as parábolas, respondia às questões, dava bronca às vezes, tudo para ensinar.

Veja o que diz este mesmo evangelista Marcos: “Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas, de acordo com o que podiam compreender… Mas, quando estava a sós com os discípulos, lhes explicava tudo” (Mc 4,33-34).

Papa Paulo VI, quando esteve em Medellin, na Colômbia, em 1968, participando da Segunda Conferência do Episcopado latino americano, disse que o futuro da Igreja da América Latina está na formação dos líderes cristãos. Hoje, quarenta e um anos depois, a formação dos líderes cristãos continua sendo importantíssima. Depois de conscientizados e preparados, os cristãos e as cristãs passam a ser fermento na massa, atuando nas pastorais, na política e nas mais variadas organizações sociais.

Jesus era franco e claro, na formação aos discípulos. Ele não “passava mel” na boca de ninguém: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”. Os discípulos não entendiam essas palavras, mas suspeitavam de algo completamente ao inverso da imagem que tinham do Messias, por isso sentiam medo.

Em seguida, durante a caminhada, os discípulos discutiam quem era o maior. Eis aqui a melhor prova de que não tinham entendido nada mesmo. Enquanto Jesus falava de um Messias sofredor, eles discutiam quem estava acima dos outros!

Ao ver isso, mais uma vez Jesus foi claro: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” E apresentou a criança como modelo para eles, devido à sua simplicidade e humildade.

Que paciência a de Jesus, tentando educar seus discípulos, com tão desanimador resultado! Entretanto, essa visão triunfalista do Messias e do Reino fundado por ele era a visão do todos os judeus. Só após Pentecostes é que entenderam o “espírito da coisa”.

Uma boa formação dos líderes cristãos ajuda-os a se aproximar dos mistérios de Deus, especialmente do mistério da cruz. E isso lhes dá a chave para entender e combater a ambição que reina na sociedade levando-a a todo tipo de pecado.

Agora, a formação dos cristãos é um trabalho lento, que só produz fruto a longo prazo. É preciso ter paciência. Por exemplo, se perguntarmos para um líder mais velho, de quem ele aprendeu todas as coisas bonitas que sabe, ele ou ela vai citar, provavelmente, alguém que já morreu.

“A cada um o Senhor deu sua tarefa: eu plantei, Apolo regou, mas era Deus que fazia crescer” (1Cor 3,5-6). Não podemos visar frutos imediatos na formação dos líderes; precisamos pensar longe, e não querer colher todos os frutos das sementes que lançamos.

Existem duas maneiras de formar os líderes: a acadêmica e a informal. Esta última é dada por todos nós, em todos os lugares e momentos. É dada principalmente pelos idosos, que comunicam aos mais novos a sua longa e acumulada experiência de vida cristã.

Deve-se dar destaque à formação dos jovens, pois eles são o nosso futuro, e são os primeiros que caem nas armadilhas da sociedade pecadora. Os jovens, devido à sua alegria e dinamismo, são a força da Comunidade cristã. Entretanto, os jovens só se tornarão Igreja quando a Igreja se tornar jovem.

Que nós, a exemplo de Jesus, nos dediquemos mais à nossa própria formação, e passemos para os nossos irmãos e irmãs o que aprendemos.

São Martinho nasceu em 1579, em Lima, capital do Peru. Por isso é chamado de S. Martinho de Lima. Um dia, ele queria ajudar um mendigo que pedia esmola, mas não tinha nada para lhe dar.

Martinho sentou-se na calçada, ao lado do mendigo, e pedia esmola junto com ele, para ajudá-lo. A humildade leva os cristão a tomar atitudes inusitadas.

Maria Santíssima é a Rainha dos formadores, pois formou humanamente o próprio Filho de Deus. Que ela nos ajude a ter sede de aprender e disposição para ensinar.

Filho do Homem vai ser entregue… Se alguém quiser ser o primeiro que seja o último de todos.

(Pe. Queiroz).

(14) – O FILHO DO HOMEM VAI SER ENTREGUE…

O Filho do Homem vai ser entregue…Jesus faz o segundo anúncio de sua paixão, morte e ressurreição. Como no primeiro anúncio, os discípulos não são capazes de entender as palavras sobre a cruz, do mesmo modo que não entendem como o Messias pode ser servidor dos irmãos. Enquanto Jesus anunciava sua paixão e morte, eles discutiam entre si quem deles era o maior.

Jesus só pensa em servir, mas eles só pensam em mandar. Jesus procura descer, e eles querem subir.

Que incoerência!

– Em nossas comunidades prevalece o desejo de mandar ou o desejo de servir e promover às pessoas?

Não se deve usar o poder para subir e dominar, mas para descer e servir aos excluídos e pequenos.

Quem acolhe aos mais necessitados em nome de Jesus acolhe o próprio Deus. Apesar dessas palavras, a mentalidade fechada permanece, pois o apóstolo João proíbe qualquer um que não seja do grupo a expulsar demônios em nome de Jesus. Jesus responde que todo aquele que não está contra nós está a nosso favor. O que importa não é a comunidade que a pessoa pertence, mas sim o bem que ela realiza.

(Claretianos).

(14) – JESUS ANUNCIA A SUA MORTE – A IMPORTÂNCIA DA PENITÊNCIA.

Os discípulos pediram para participar da glória de Deus: “Mestre…, “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” … “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?””

Todos os cristãos querem, desfrutar da glória de Deus, mas são poucos os que se empenham em negar a si mesmo e assumir um compromisso maior com o reino de Deus. Jesus hoje nos mostra isso quando Ele anuncia o mistério da cruz, mas os discípulos estão mais interessados na sua recompensa, na sua participação na glória eterna. Do mesmo modo, nos dias de hoje nós vemos muitas pessoas gritando o amor de Deus, cantando os seus louvores, mas sem a menor intenção de fazerem penitência, sem o menor compromisso com o serviço ao Reino de Deus.

Caro leitor, cara leitora. Para merecer a gloria de Deus, para conseguir dominar os desejos da carne e viver na presença de Deus, precisamos fazer penitência.

próprio Jesus aprovou e recomendou a prática da penitência, quando aconselhou o jejum. Os discípulos não conseguiram expulsar os demônios, então Jesus disse que teriam de fazer jejum e muita oração, pois aquele tipo de demônios era muito perigosos.

Certas pessoas possuidoras de vícios que as dificulta de atingir a santidade, procuram constantemente o sacerdote para a reconciliação com Deus, mas em poucos dias voltam a cair em pecado, os quais são causados pela solidão, pelo vício, pelas tentações o que os torna pecados leves, porém a sua repetição enfraquece o estado de graça, ocasionando o desânimo, o que desencoraja a busca da força de Jesus na Eucaristia, que por sua vez causa mais enfraquecimento da força de vontade na luta contra as tentações.

primeira vista parece que tal pessoa está abusando do sacramento da penitência, ou parece para outros, uma consciência sensível à presença do pecado venial. Na verdade, também parece que a confissão não está mais surtindo o efeito desejável, pois a pessoa em pouco tempo repete aquele mesmo vício.

Neste caso, parece mais eficiente, a prática diária da penitência, a qual é bem vista aos olhos de Deus, por mostrar determinação e força de vontade contra a continuidade da prática do referido vício-pecado-leve.

Sugestões de penitências nos dias de hoje:

– Ficar sem almoçar. Mas não conte a ninguém, nem fique com uma cara de faminto. Fique normalmente alegre como recomendou Jesus, e com o seu pensamento em Deus, e no motivo pelo qual você está jejuando;

– Você está em sua sala, em seu escritório, vendo televisão, ou mexendo no computador, e o calor está lhe incomodando muito. Por penitência, hoje você não vai ligar o ventilador, ou o ar condicionado. E não se esqueça do motivo pelo qual você está fazendo aquele sacrifício, um gesto de penitência, e oferecê-lo a Deus;

3 – Aquilo que mais lhe tem incomodado, os roncos do seu marido, da sua esposa, algum barulho do seu vizinho, os latidos daqueles cachorros, que o leva a se revoltar e fazer constantes reclamações. Só por hoje você vai saborear aquele incômodo num gesto de penitência pelo perdão dos seus pecados e para que Jesus lhe dê a força necessária para você conseguir dominar aquele vício que tanto tem enfraquecido sua espiritualidade;

4 – Ah! Aquela coisa que diariamente você mais gosta de fazer! O que? Você é que sabe! Eu não sei. Seria tomar sorvete após as refeições, dar uma cochilada depois do almoço, saborear uma melancia geladinha às 15 horas, sei lá. Só por hoje você numa negação de si mesmo, não vai fazer aquilo. Pensando sempre no motivo pelo qual está deixando de satisfazer a sua vontade, e ofereça a Deus pedindo a devida força que precisa para combater aquele vício que só você também sabe. Reze! E ao rezar, repita as palavras ditas por Jesus, que foram mais ou menos assim: “Se a tua mão te leva a pecar, corta-a. Pois é melhor para você não ter uma mão e ir par o céu, do que tendo duas mãos ir para o inferno”.

– Invente você mesmo um modo de fazer penitência. Negando a si mesmo para ter maior força para vencer o pecado, os vícios e as tentações.

(José Salviano).

(14) – O FILHO DO HOMEM VAI SER ENTREGUE.

O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

Este Evangelho narra que, em meio à euforia do povo pelo que Jesus fazia, ele disse aos discípulos: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”.

Jesus se auto aplica o título messiânico de “Filho do Homem” (Dn 7,13), que ele relaciona com a figura do servo sofredor do Senhor. “Mas os discípulos não compreenderam e tinham medo de perguntar.” Tal era a distância entre essa afirmação e a expectativa dos discípulos em relação ao Messias, que nem entendiam essa linguagem de união entre Messias e sofrimento. Jesus fez tudo para evitar o “escândalo de cruz”, mas não houve jeito. Só em Pentecostes os discípulos entenderam.

Entretanto, o fato de ter medo mostra que os discípulos ficavam inseguros ou “perdidos” quando Jesus falava isso. É a atitude de quem chega perto do mistério, mas não consegue entrar nele.

Por incrível que pareça, esse choque de mentalidades entre o pensamento do mundo e o de Cristo continua até hoje. Quantos ensinamentos de Jesus são totalmente ignorados pelo mundo pecador. As pessoas conhecem, mas fazem de conta que não conhecem. Isso em relação ao casamento, à partilha dos bens, ao modo de se comportar diante de uma agressão etc. O fato de surgirem seitas em toda parte, criando um “evangelho” diferente do de Jesus, é outra atitude paradoxal do homem moderno. Todas as seitas são diferentes uma da outra e todas se entendem como a única verdade de Cristo! Todas têm o seu fundador e data de fundação, e pensam que foram fundadas por Jesus Cristo!

discípulo de Jesus não busca aplausos. Pelo contrário, fica preocupado quando o mundo pecador o elogia muito, pois a proposta cristã entra em choque com o mundo.

Quando nós não entendermos algumas palavras de Jesus, vamos nos lembrar que ele é o próprio Deus encarnado, portanto é fidedigno. Podemos obedecer os seus ensinamentos “como se víssemos o invisível”.

melhor é não ter medo de fazer perguntas, quando não entendemos alguma coisa da nossa fé. É trocando conhecimentos e experiências que perseveramos e cresçamos na vida cristã.

“Caminheiro, você sabe, não existe caminho. Passo a passo, pouco a pouco, o caminho se faz.” Ser discípulo de Jesus é caminhar com ele. É no caminho que se aprende, inclusive nas quedas. É pena que, na hora da cruz, muitos desistem, e outros procuram atalhos, com o objetivo de evitar a cruz!

Não é aqui na terra que recebemos retorno pelo bem que fazemos. O discípulo de Jesus continua pobre, aflito e com fome e sede de justiça. Mas ele ou ela confia em Deus e vai em frente, vencendo todos os obstáculos.

No batismo, nós nos tornamos discípulos e discípulas e missionários de Jesus Cristo. Ali começamos a nossa caminhada, procurando imitar Jesus em tudo. “Quero conhecer o Cristo e tornar-me semelhante a ele em tudo, até no sofrimento” (Fl 3,10-11). “Já não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Assim como Jesus vivia em Comunidade com os Apóstolos, nós queremos viver sempre em Comunidade. A vida em Comunidade é, muitas vezes, uma cruz, mas nem por isso vamos abandoná-la. “Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum” (At 2,44). A vida em Comunidade é, ao mesmo tempo, difícil e bela. Ela é uma cruz, mas uma doce cruz.

que Jesus mais detesta é o discípulo convencido, que pensa já ter chegado à perfeição cristã. Essas pessoas são as primeiras a ver o cisco no olho do irmão, sem reparar na trave do próprio olho.

“Tenho nojo, detesto as vossas celebrações. Quem pediu para pisardes nos meus átrios? Mãos sujas de sangue! … No dia do juízo, Sodoma e Gomorra terão sorte melhor que vós!” (Is 1,10-17).

melhor atitude do discípulo é jogar-se nas mãos de Deus como uma criança se joga nos braços da mãe. Cuidar apenas do momento presente, deixando para Deus o futuro e o passado. Ele nos protege em tudo, inclusive nos indicando o que devemos falar numa hora difícil. Não perderemos um só fio de cabelo.

Certa vez, um rapaz universitário, filho único, estava em sua cidade, de férias. Um dia, ele estava na praça, viu uma briga e foi apartar. Com isso, infelizmente foi atingido por uma faca e morreu. O assassino foi preso em flagrante. No julgamento, o moço pegou vários anos de prisão.

Mas o pai da vítima, que estava presente, pediu a palavra e disse: “Senhoras e senhores, nós, eu e minha esposa que está aqui ao meu lado, tínhamos um filho só, o qual amávamos muito. Sua morte deixou em nossa casa uma grande lacuna. Nós dois gostaríamos de adotar alguém que preenchesse esse vazio e suavizasse a nossa dor. Resolvemos adotar como filho o próprio rapaz que acaba de ser julgado. Que ele possa pagar a sua pena morando em nossa casa. É o que pedimos”.

Todos os presentes ficaram emocionados diante de tal atitude. Os jurados, unanimemente, e o juiz, acolheram o pedido, e o casal acolheu, como filho, o assassino do seu próprio filho!

Dá até para imaginar o que esses pais pensaram: “Esse rapaz fez isso num momento de bobeira. No fundo, ele é bom. Quem sabe agora, morando conosco, ele se emenda”. Acontece que esse tipo de raciocínio vale para qualquer assassino, qualquer criminoso. Para alguns, a gente vai dizer: “Sim, foi um crime premeditado. Mas olhe o passado dele. No fundo, ele é bom. O que falta é ser amado, para que aprenda a amar”. A misericórdia caminha por aí. Ela não é ingênua, é real e verdadeira.

atitude desse casal foi parecida com a de Jesus. Vivendo no meio dessa sociedade pecadora, os três, Jesus e o casal, tiveram um amor universal. Não excluíram ninguém do seu amor, nem mesmo pessoas que lhes fizeram um grande mal. O nosso perdão deve ser completo e de coração.

Na vida pública de Jesus, quando ele era aclamado, Maria certamente estava ali por perto, mas não aparecia. Quando Jesus foi humilhado na cruz, ela estava em destaque, de pé, sofrendo junto com ele as humilhações, mas sem odiar ninguém. Virgem Mãe das Dores, rogai por nós!

Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

(Padre Queiroz).

(14) – SERVIR E ACOLHER.

No mundo de hoje são servidas e acolhidas apenas as pessoas muito importantes, que detêm algum poder no âmbito social, econômico – político, e até religioso. Jesus inverte este quadro quando coloca no meio dos seus discípulos uma criança que é por ele acolhida e abraçada, para exemplificar o ensinamento de que “quem quiser ser o primeiro, que seja o último e o servo de todos”.

Essa lição, precedida de um exemplo, foi necessária porque os discípulos não compreendem o ensinamento da lógica do Reino, que se fundamenta em uma relação diferente das demais e pelo caminho se questionam quem será entre eles o maior, pensando em uma relação a partir do poder e domínio sobre o grupo.

Podemos nos relacionar com as pessoas segundo a lei, as normas ou o formalismo, tratando-as como cada uma merece ser tratada, mas não é este o modo do justo se relacionar, porque ele pauta suas relações a partir da justiça de Deus, que nunca nos tratou segundo nossas faltas, pois a sua misericórdia e o seu amor são sempre sem medida.

Essa relação justa que sempre compreende e aceita o outro em suas necessidades, desmascara o amor da mediocridade, que não é gratuito e nem incondicional, põe em evidência a frieza das relações formais, marcadas pela aparência e farisaísmo. É um modo de viver que acaba pondo a descoberto toda a maldade que o ímpio traz escondido dentro de si “Eis que este menino foi posto para se revelar os pensamentos íntimos de muitos corações” – dirá o velho Simeão aos pais de Jesus, na apresentação no templo.

Por isso vemos, na primeira leitura, que a presença do justo incomoda porque o seu modo de viver e de se relacionar com as pessoas não segue os padrões normais estabelecidos pelo interesse e conveniência, mas sim segundo a Justiça de Deus. O justo não precisa de nenhuma garantia prévia para agir assim, ele confia totalmente em Deus, que o libertará das mãos dos seus inimigos. Enquanto os homens constroem seus projetos a partir da firmeza das relações com os outros, o justo só precisa e tem necessidade de uma coisa: Deus!

tema do sofrimento, no segundo anúncio da paixão nos introduz no evangelho desse domingo onde os discípulos não compreendem e têm medo de perguntar.

Jesus, o Mestre de Israel, só fez o bem a todos que o buscaram. Os discípulos esperam talvez por um reconhecimento público o que poderia então dar início a uma “virada” na história. Mas as palavras de Jesus causam um certo desconforto e mal estar entre eles.

Fé coerente com o evangelho, diante da qual precisamos mudar nossa mentalidade e nosso agir, não é de fácil compreensão. Temos medo de pensar no sofrimento e no transtorno que isso nos irá trazer. Podemos ser alvo de perseguições e incompreensões. A conversão não é um bom negócio para quem colocou sua expectativa de felicidade nos valores do mundo, na fama, no prestígio e no poder.

No tempo de Jesus crianças e mulheres nem eram contados no censo, e ao abraçar uma criança, Jesus está mostrando que os pequenos e sem valor, sem vez e nem voz, são os mais importantes diante de Deus, invertendo a ordem estabelecida, pois estes que nunca são lembrados, que nunca são servidos e acolhidos, são sempre os primeiros no Reino de Deus e quem quiser ser discípulo fiel do Senhor deverá adotar a linha do serviço aos pequenos, para que o seu seguimento seja autêntico.

Para isso temos de contar com a sabedoria que vem de cima que é pura, pacífica, condescendente, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade ou fingimento, como nos ensina Tiago na segunda leitura. Que a nossa Igreja – Assembleia dos que creem – seja para toda essa massa de excluídos de nossa sociedade, uma porta aberta para acolher e os servir. Assim seja!

(Diác. José da Cruz).

(14) – QUEM ME ACOLHER ESTÁ ACOLHENDO NÃO À MIM, MAS ÀQUELE QUE ME ENVIOU.

Vivemos numa sociedade materialista que ignora o “SER”, que tem parâmetro o “TER”. Uma sociedade fixada na ideia da competitividade, que tenta a qualquer custo nos desvirtuar dos bens eternos.

Contaminados por esta mentalidade calculista, chegamos a assimilar a falta de esperteza e de dinheiro, como causa do nosso não êxito na vida.

Mas Jesus vem nos mostrar o contrário, a sua proposta inovadora convida-nos a fazer a diferença nesta sociedade, rejeitando estas inversões de valores, buscando como prioridade os valores do Reino, sobre os quais, devemos construir os pilares que nos darão sustentação durante a nossa trajetória terrena.

Sem uma sintonia com Jesus, não vivenciamos as maravilhas do reino de Deus, já presente aqui na terra. Maravilhas, tão próximas de nós, mas que as vezes não enxergamos, por estarmos voltados para os “valores” do mundo.

evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, nos alerta sobre o perigo que corremos quando não correspondemos aos anseios de Jesus. Se não ficarmos atentos, o mundo nos corrompe e corrompidos, nos distanciamos de Deus, tornando-nos pessoas frias, insensíveis, de atitudes automáticas, prisioneiros dos nossos apegos.

Quando não acolhemos à proposta de vida nova, trazida por Jesus, fica impossível nos libertar de tudo aquilo que nos escraviza.

nossa preocupação primeira, não deve ser com a nossa promoção pessoal e sim, com a promoção da vida na sua essência.

Podemos perceber nas entrelinhas do texto de hoje, que Jesus tinha uma grande preocupação com a fragilidade dos seus primeiros seguidores!

Conhecedor das fraquezas humanas, Jesus tinha um cuidado especial com aqueles que iriam dar continuidade à sua missão, após a sua volta para o Pai, por isto Ele estava sempre orientando os discípulos, advertindo-os sobre o perigo da autossuficiência, de se deixarem levar pela vaidade, pelos interesses pessoais. Era de costume, Jesus se afastar temporariamente do povo, para dedicar tempo na formação dos discípulos. Ele queria despertar neles, uma nova mentalidade a respeito dos verdadeiros valores, da necessidade do esvaziamento de si mesmos para tornar-se servidor, conscientizando-os de que, para ser um seu seguidor, era preciso priorizar os valores eternos.

É natural que os discípulos sentissem dificuldades em entender tudo que Jesus lhes comunicara a respeito do desfecho de sua trajetória terrena, pois eles ainda não haviam entrado na dinâmica do Reino, continuavam apegados aos valores do mundo. Enquanto Jesus falava da sua morte e ressurreição, eles estavam preocupados em saber quem seria o maior entre eles, após a partida de Jesus.

Percebendo a inquietação de todos e sabendo de seus pensamentos, Jesus chama os doze e pacientemente começa a falar: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último, aquele que serve a todos”. E para exemplificar, toma consigo uma criança, coloca no meio deles e diz: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, estará acolhendo a mim mesmo”. Naquele momento, Jesus mostra para os discípulos e hoje a nós, um modelo de grandeza que agrada a Deus. Aquele pequeno ser, representado por uma criança, passa a ser um instrumento de questionamento aos que querem ser grande, segundo os critérios do mundo.

exemplo mais marcante que Jesus quis passar para os discípulos e hoje para nós, é a importância de cultivarmos em nossos corações a pureza de uma criança, e de nos tornar dependentes de Deus, assim como a criança é dependente do adulto!

chave dos ensinamentos de Jesus, que deve abrir o nosso coração, são os pequenos, não somente a criança, mas todos aqueles que estão às margens, os últimos aos olhos do mundo, estes, são sem dúvida, os primeiros aos olhos de Deus!

Em toda a sua permanência física aqui na terra, Jesus nos deixa um grande exemplo de humildade: mesmo sendo o próprio Deus, se fez pequeno, a sua Nobreza, estava em ser “FILHO”! Um Filho completamente dependente do Pai!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(15) – REFLEXÃO.

O que faz com que na maioria das vezes não compreendamos corretamente a mensagem de Jesus geralmente são as diferenças que existem entre os nossos interesses e os dele. Enquanto Jesus estava pensando na necessidade da cruz para a realização do Reino de Deus, seus discípulos estavam pensando em um reino com critérios humanos, fundamentado principalmente nas diferenças, nas relações de poder e na hierarquia social, econômica e política. Sempre que não nos colocamos em sintonia com o projeto de Jesus e não colocamos o amor como o critério último das nossas vidas, podemos nos equivocar na compreensão do Evangelho e buscar interpretações que existem muito mais para legitimar os nossos interesses do que para nos conduzir à verdade e ao Reino.

(CNBB).

(20) – O FILHO DO HOMEM VAI SER ENTREGUE…

Jesus nunca se declara diretamente como Filho de Deus, ainda que se dirija a Deus como seu Pai e assim o apresente aos discípulos. Jesus vive como Filho de Deus. Mas sente um prazer especial em se apresentar como o Filho do homem. Nascido de Mulher, o Filho eterno do Pai é homem verdadeiro e parece bem à vontade com sua natureza humana.

para que Ele se fez carne?

Com que fim assumiu a nossa humanidade?

pergunta permite várias respostas. O Verbo se faz carne para falar aos homens com uma voz humana, audível, por meio de um idioma igualmente humano, sem que fosse necessário decifrar misteriosos arcanos. O Verbo se fez carne para estar conosco, para ser o Emanuel (cf. Is 7,14). O Verbo se fez carne para que nada de nossa experiência (exceto o pecado) lhe fosse estranho.

Mas, acima de tudo, Ele nasceu… para morrer! Se Jesus tivesse feito tudo o que fez – pregação, ensino, jejum, milagres – e não tivesse morrido na cruz do Calvário, “ainda estaríamos em nossos pecados” (cf. 1Cor, 15,17). O ponto central de sua missão aqui na terra foi o sacrifício de sua vida, pagando com o preço de seu sangue o perdão de nossos pecados.

Ora, é exatamente este anúncio que, pela segunda vez, Jesus realiza no Evangelho de hoje, incluindo sua morte e sua ressurreição. Registra o Evangelista que “eles não compreendiam estas palavras”.

Ignorância?

Falta de repertório para a novidade?

Talvez, não. Todos nós temos uma capacidade, algo de nosso inconsciente, de estender um véu sobre as realidades que não queremos olhar de frente. Por ocasião do primeiro anúncio da Paixão, Pedro chegou a dar um puxão de orelhas em Jesus, arrazoando, com certeza, que era péssima jogada de marketing para quem buscava seguidores…

Nós também somos assim. Estamos sempre prontos a tomar parte em grandes eventos e realizações em nome do Senhor. Já não mostramos o mesmo entusiasmo quando se trata de sofrer por Ele, abraçando a cruz das tarefas apagadas, das contradições, da obediência a normas que o mundo chama de quadradas, ultrapassadas, conservadoras.

Não admira que, chegada a “hora” de Jesus, apenas João permanecesse junto à cruz…

nós, onde estamos?

Acampados no alto do Tabor?

Ou de vigília nas rochas do Calvário?

Orai sem cessar: “Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar!”

(Antônio Carlos Santini).

(24) – O FILHO DO HOMEM VAI SER ENTREGUE.

Hoje, o Evangelho traz-nos dois ensinamentos de Jesus que estão estreitamente ligados um ao outro. Por um lado, o Senhor ensina que “o matarão e ao terceiro dia ressuscitará” (Mc 9,31). É a vontade do Pai para Ele: por isso veio ao mundo; assim nos vai libertar da escravidão do pecado e da morte eterna; desta forma Jesus nos fará filhos de Deus. A entrega do Senhor até ao extremo de dar a sua vida por nós, mostra a infinidade do Amor de Deus: um Amor sem medida, um Amor que não se importa de se baixar até a loucura e ao escândalo da Cruz.

Parece aterrador ouvir a reação dos Apóstolos, ainda demasiado ocupados em se contemplarem a si próprios e esquecendo-se de aprenderem com o Mestre: “Não entendiam o que dizia” (Mc 9,32), pois pelo caminho iam discutindo qual deles seria o maior e, se por acaso lhes tocasse, não se atreviam a fazer-lhe nenhuma pergunta.

Com delicada paciência, Jesus acrescenta: devemos tornar-nos último e servidor de todos. Devemos acolher o simples e o pequeno, pois o Senhor quis identificar-se com eles. Devemos acolher a Jesus na nossa vida, pois assim abrimos as portas ao próprio Deus. É como um programa de vida para ir caminhando.

Assim o explica com toda clareza o Santo Cura de Ars, João Baptista, Mª Vianney: “Cada vez que podemos renunciar à nossa vontade para fazer a dos outros, sempre que esta não esteja contra a lei de Deus, conseguimos méritos que apenas Deus conhece”. Jesus ensina-nos com as suas palavras, mas, sobretudo com as suas obras. Aqueles Apóstolos, num princípio duros em aprender, depois da Cruz e da Ressurreição, seguirão as impressões do seu Senhor e do seu Deus. E, acompanhados por Maria Santíssima, se tornarão cada vez menores para que Jesus cresça neles e no mundo.

(Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)).

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

7ª SEMANA COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

autêntico relacionamento cristão é o de servir na gratuidade. Assim nos ensinou Jesus como também a seus apóstolos. O serviço é mesmo exigente, pois se trata de um amor vivo, real, presente. Viver a fé não é buscar destaque ou distinção, mas doar-se por amor, simplesmente por amor, e nada mais. É o que Cristo nos lembra hoje no seu Evangelho. Pensemos.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

escola da Sabedoria nos ensina a estar pronto para o serviço, e, mesmo no meio de dificuldades, manter fidelidade, constância e paciência. É o que Jesus mesmo nos ensina: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Minha glória é a cruz do Senhor Cristo Jesus, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para este mundo. (Gl 6,14).

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

Confiei, Senhor, na vossa misericórdia; meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez. (Sl 12,6).

Antífona da comunhão.

Senhor, de coração vos darei graças, as vossas maravilhas narrarei! Em vós exultarei de alegria, cantarei ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 9,2s).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Oração sobre as oferendas.

Ao celebrar com reverência vossos mistérios, nós vos suplicamos, ó Deus, que os dons oferecidos em vossa honra sejam úteis à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus todo-poderoso, concedei-nos alcançar a salvação eterna, cujo penhor recebemos neste sacramento. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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