Liturgia Diária 24/MAI/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 24/MAI/2013 (sexta-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Eclesiástico (Eclo 6,5-17).

Leitura do Livro do Eclesiástico.

5 Uma palavra amena multiplica os amigos e acalma os inimigos; uma língua afável multiplica as saudações. Sejam numerosos os que te saúdam, mas teus conselheiros, um entre mil. Se queres adquirir um amigo, adquire-o na provação; e não te apresses em confiar nele. 8 Porque há amigo de ocasião, que não persevera no dia da aflição. 9 Há amigo que passa para a inimizade, e que revela as desavenças para te envergonhar. 10 Há amigo que é companheiro de mesa e que não persevera no dia da necessidade. 11 Quando fores bem-sucedido, ele será como teu igual e, sem cerimônia, dará ordens a teus criados. 12 Mas, se fores humilhado, ele estará contra ti e se esconderá da tua presença. 13 Afasta-te dos teus inimigos e toma cuidado com os amigos. 14 Um amigo fiel é poderosa proteção: quem o encontrou, encontrou um tesouro. 15 Ao amigo fiel não há nada que se compare, é um bem inestimável. 16 Um amigo fiel é um bálsamo de vida; os que temem o Senhor vão encontrá-lo. 17 Quem teme o Senhor, conduz bem a sua amizade: como ele é, tal será o seu amigo.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 118, 12. 16. 18. 27. 34. 35 (R. 35a)).

— 35a Guiai-me pela estrada do vosso ensinamento!

— 35a Guiai-me pela estrada do vosso ensinamento!

— 12 Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; / os vossos mandamentos ensinai-me!

— 16 Minha alegria é fazer a vossa vontade; / eu não posso esquecer vossa palavra.

— 18 Abri meus olhos, e então contemplarei / as maravilhas que encerra a vossa lei!

— 27 Fazei-me conhecer vossos caminhos, / e então meditarei vossos prodígios!

— 34 Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, / e de todo o coração a guardarei.

— 35 Guiai meus passos no caminho que traçastes, / pois só nele encontrarei felicidade.

 

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,1-12).

Mc 10,1-12 (Jesus fala sobre o divórcio)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus foi para o território da Judeia, do outro lado do Jordão. As multidões se reuniram de novo em torno de Jesus. E ele, como de costume, as ensinava. Alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher. 3 Jesus perguntou: “O que Moisés vos ordenou?” 4 Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”. Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. 6 No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7 Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 8 Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” 10 Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto. 11 Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. 12 E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando, com todos que se encontram neste ambiente virtual.

Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.

Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto: Mc 10,1-12, e observo as recomendações de Jesus.

Jesus recorda neste trecho que a lei de Moisés (Dt 24,1-3) tentava proteger os direitos da mulher, mesmo concedendo vantagem ao homem. Os fariseus querem “conseguir uma prova contra ele, Jesus”. Apresentam-lhe a questão, partindo de Moisés, supondo que Jesus negue a lei. Jesus aceita o desafio. Refere-se ao Gênesis e ao Deuteronômio. Reporta-se ao projeto original de Deus (Gn 1,27) que busca a igualdade entre os cônjuges e a entrega total e duradoura que une. “Ninguém separe o que Deus uniu”, diz Jesus. Cônjuge vem de conjugar, significa “unir sob um jugo”, apegar-se e aderir.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

Fala-me de ensinamentos e gestos de Jesus que são fundamentais para uma vida cristã. Os bispos, em Aparecida, recordaram:

“O fato de sermos amados por Deus enche-nos de alegria. O amor humano encontra sua plenitude quando participa do amor divino, do amor de Jesus que se entrega solidariamente por nós em seu amor pleno até o fim (cf. Jo 13,1; 15,9). O amor conjugal é a doação recíproca entre um homem e uma mulher, os esposos: é fiel e exclusivo até a morte e fecundo, aberto à vida e à educação dos filhos, assemelhando-se ao amor fecundo da Santíssima Trindade52. O amor conjugal é assumido no Sacramento do Matrimônio para significar a união de Cristo com sua Igreja. Por isso, na graça de Jesus Cristo ele encontra sua purificação, alimento e plenitude (Ef 5,23-33).” (DAp 117).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, a Oração da Paz pedindo esta paz para as famílias.

Senhor, Fazei-me um instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre,

Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;

Compreender, que ser compreendido;

Amar, que ser amado,

Pois é dando que recebe,

É perdoando que se é perdoado,

é morrendo que se vive para a vida eterna.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar e oração é orientado para as famílias que sofrem a desintegração e se encontram perdidas.

REFLEXÕES:

(4) – JESUS PÕE HOMEM E MULHER EM PÉ DE IGUALDADE.

Trata-se de um “diálogo didático”, destinado a ensinar os discípulos a procederem em conformidade com os ensinamentos de Jesus.

questão levantada é a do repúdio da mulher pelo homem. A má intenção da questão é apresentada: “para experimentá-lo” (v. 2). Num primeiro momento, Jesus remete-os à Lei de Moisés (cf. v. 3; ver Dt 24,1-3). No entanto, à Lei de Moisés, Jesus opõe o projeto original de Deus (cf. Gn 1,27; 2,24; 5,2), dando prioridade ao que é da ordem da criação e, de certo modo, desautorizando a aplicação da Lei mosaica para esse caso.

Para concluir, como é próprio desses diálogos didáticos, Jesus dá a norma que o discípulo deve observar: “Quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede o seu marido e se casa com outro, comete adultério também” (vv. 11-12). Jesus põe homem e mulher em pé de igualdade e condições.

(6) – O SEGREDO DO AMOR DIVINO ESCONDE-SE NO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO.

O casamento pode ser vivido na santidade desde que o casal veja o matrimônio como Deus o vê.

“No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” (Mc 10,6-9).

Uma das lições mais claras do Evangelho está no princípio da criação. Deus criou o homem e a mulher. Ele criou o homem para que este fosse todo da mulher; e a mulher para que esta fosse inteira do homem. Essa união é sagrada, maravilhosa! Quando o homem se entrega para a mulher e ela se entrega para o homem, essa união recebe o nome de “sacramento do matrimônio”, algo único, indissolúvel, no qual o casal é separado somente pela morte, no sentido sacramental da palavra.

É verdade que viver esse mistério amoroso nunca foi fácil. No sacramento do matrimônio esconde-se o segredo do amor divino. Cristo irá, depois, comparar a união do homem com a mulher à união de Cristo com a Igreja, ou seja, uma união mística, profunda, inteira, que envolve o ser humano por completo. As dificuldades para se viver um matrimônio, segundo a vontade de Deus, são inúmeras e as tentações são diversas.

No início, as motivações são as melhores: paixão, amor e ternura, mas, depois, o casamento é vivido no dia a dia, com os sacrifícios, as lutas, as minúcias. Isso torna para muitos homens e mulheres algo impossível de se colocar em prática. No entanto, o que é impossível aos homens é possível a Deus. O casamento pode ser vivido na santidade, todos os dias, até o último dia, desde que você e seu parceiro vejam o matrimônio como Deus o vê.

Se vocês têm a capacidade de viver o sacrifício, a doação de si mesmo em favor do outro, o matrimônio pode tornar-se uma realidade, mas aprenda: nunca foi fácil e nunca o será para ninguém viver essa linda realidade do sacramento matrimonial.

Não sei em que fase se encontra o seu casamento nem as dificuldades que você encontra para vivê-lo, mas, se você crê na Palavra de Deus, ela lhe dará força para, dia a dia, colocar em prática esse mandamento de Jesus. Quando suas forças começarem a fraquejar, confie na Palavra do Senhor, pois ela faz nova todas as coisas. Você está em um ponto em que pensa: “Eu não dou mais conta!”, mas busque a luz de Deus, busque a força do Senhor, porque Ele tem a graça e a luz para o seu casamento.

Não queira viver como nas novelas, nos filmes ou como um vizinho e uma vizinha que não conhecem Deus. Queira viver um matrimônio segundo a força da Palavra e segundo a vontade do Senhor. É o próprio Deus quem vos dará a graça de viver a união conjugal apesar de todas as dificuldades que ela possa ter.

Deus abençoe você.

(Pe. Roger Araújo).

(7) – UMA MUDANÇA DE MENTALIDADE.

O Reino anunciado por Jesus visava restabelecer entre os seres humanos as relações primitivamente queridas por Deus. O pecado havia contaminado a humanidade, pervertendo-lhe as relações. Era preciso reverter este quadro em todos os níveis.

No âmbito familiar, era preciso superar a mentalidade divorcista, onde o marido se sobrepunha à esposa, podendo despedi-la quando lhe conviesse. A situação da esposa, nestas circunstâncias, era de grande instabilidade. Ela jamais podia estar certa da profundidade dos laços matrimoniais. Por qualquer motivo, o marido tinha o direito de despedi-la.

Jesus foi buscar nas primeiras páginas das Escrituras o pensamento de Deus a respeito do matrimônio, anterior à Lei mosaica divorcista. O homem e a mulher foram criados em vista do matrimônio que os uniria de modo tão profundo, a ponto de fazer dos dois uma só carne. Trata-se de uma união espiritual onde os esposos se mútuo assumem, fazendo suas existências se interpenetrarem inseparavelmente. Só Deus pode ser o autor da união conjugal, assim entendida. E, quando Deus une, nenhum ser humano pode se arvorar o direito de desfazer sua obra. Deus une para sempre.

Quem adere ao Reino é chamado a refazer seus esquemas mentais. E não se deixar levar pela dureza de coração, mas sim pelos desígnios de Deus.

Oração: Senhor Jesus, leva-me a ter o mesmo pensar do Pai e a refazer meus esquemas mentais contaminados pelo pecado.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

… o que Deus uniu o homem não separe (Mc 10,9).

conhecido texto de Marcos 10,1-12 traz as razões pelas quais Jesus condena o divórcio.

resposta que Jesus dá aos fariseus, que lhe fazem perguntas sobre o divórcio permitido por Moisés, mostra como Jesus mesmo se coloca acima da Lei de Moisés para lembrar que sua origem é a Lei de Deus dada no início da Criação do mundo.

Jesus diz que no princípio Deus não quis jamais que casal algum se divorciasse. Isto não fazia parte de seu plano, pois, para Deus, o amor entre os cônjuges devia ser de tal forma tão forte que nem com a morte desaparecesse.

Desde o início da Criação Deus os fez homem e mulher (Mc 10,6). E ainda: os dois serão uma só carne (Mc 10,7). Se são uma só carne, não é mais possível separá-los, assim como não se separa café e leite misturados, se nos permitimos esta comparação.

Notemos bem: a indissolubilidade do casamento não foi invenção da Igreja. Por isso, jamais a Igreja vai concordar com todo e qualquer divórcio. É o próprio Jesus que o proíbe, e mais ainda, apoiando-se na vontade do Criador no início da Criação. Ponto final. Esta é a regra.

Mas há exceções?

Sim, as que conhecemos, explicadas pelo Direito Canônico.

Os que defendem o divórcio livre e irrestrito não se responsabilizam por suas consequências para ambos os lados e para os filhos. A multiplicação de divórcios não é um progresso cultural e menos ainda social, uma vez que contraria a vontade de Deus.

(Pe. Valdir Marques).

(14) – DIVÓRCIO. UMA DOENÇA E UM CRIME SOCIAL.

Prezado leitor. O Evangelho de hoje nos conduz a refletir dobre o divórcio, esta praga social que destrói as nossas famílias feito um vírus de difícil controle, causando a infelicidade para todos principalmente para os filhos que não pediram para virem ao mundo.

O divórcio é uma doença social que atinge diretamente as famílias, as poucas famílias que ainda existem, pois a moda ditada pela mídia é apenas se acasalar, botar filhos no mundo, depois se separar.

“…desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!”

O divórcio é um crime social contra a lei de Deus expressada por Jesus, e contra a lei natural. Isto porque a natureza é modificada. Basta ver e conviver com os filhos de pais separados os quais são transformados em jovens problemas revoltados contra tudo e contra todos. A nossa sociedade é a favor de leis que pretende romper o contrato livremente consentido pelos esposos de viver um com o outro até a morte como nos ensinou o Mestre da vida. O divórcio é um câncer da sociedade moderna e lesa a aliança de salvação da qual o matrimônio sacramental é o sinal. As leis apoiam a separação do casal sem se preocupar com os filhos frutos daquela união que no início parecia tão feliz. O fato de contrair nova união, mesmo que reconhecida pela lei civil, aumenta a gravidade da ruptura, pois este lamentável remendo não resolve a questão da busca da felicidade, pelo contrário, produz mais infelicidade, pois o cônjuge recasado passa a encontrar-se em situação de adultério público e permanente. “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério.” Palavra da salvação do casal.

Mas infelizmente, os casais não estão preocupados em nenhum tipo de salvação, pois suas mentes estão corrompidas pelos meios de comunicação e por satanás.

Como disse Jesus, se o marido, depois de se separar de sua mulher, se aproximar de outra mulher, se torna adúltero, porque faz essa mulher cometer adultério; e a mulher que habita com ele é adúltera, porque atraiu a si o marido de outra.

Foi o que aconteceu com aquele lindo casal de jovens com uma filha alegre e feliz. Ele conheceu outra mulher pela internet e durante cinco meses viveu uma vida dupla tentando levar ou contornar a situação. Porém, sua esposa percebeu que o marido já não era o mesmo com ela e com a filha, até que num dia, tudo veio à tona, e aquele lindo casal hoje é mais uma família separada e infeliz.

Quem é o culpado ou os culpados de tudo isso? Como vimos, vivemos em uma sociedade sem Deus, e tudo está girando em torno da satisfação dos prazeres egoístas sem que ninguém se importe com as suas consequências. Assim o caráter imoral do divórcio deriva da desordem causada pelo vírus que se introduz na célula familiar e na sociedade, causando graves danos: para o cônjuge que fica abandonado; para os filhos, traumatizados pela separação dos pais, e muitas vezes disputados entre eles (cada um dos cônjuges querendo os filhos para si); e seu efeito de contágio, que faz dele uma verdadeira praga social.

Que fazer?

Parece que estamos sem forças para combater tamanho problema.

Não é mesmo?

Não se esqueça da força de Jesus que disse: “estarei com vocês até o fim dos tempos e as portas dos infernos não se prevalecerão contra vocês que são os meus escolhidos, continuadores do meu trabalho, que são a Igreja, a minha Igreja, presença de Deus no mundo”. Portanto, ousamos fazer alguma coisa, como: Grupos de orações pela união das famílias, palestras, pastoral da família, conscientização dos jovens na catequese sobre a importância da família, mostrar a eles o estrago causado nas famílias destruídas pelo divórcio, e muito mais que a inspiração do Espírito Santo irá nos iluminar. O que não devemos é ficar de braços cruzados, apenas rezando de forma egoísta apenas pela nossa família, sem reconhecer que o divórcio é um problema que afeta a sociedade inteira e não somente aos professores que têm de tolerar os alunos problemas na sala de aula.

Amigo, amiga. A coisa é realmente grave! Mais par Deus nada, absolutamente nada é impossível! Acredite e mãos à obra! Faça alguma coisa a começar de agora!

(José Salviano).

(14) – DIVÓRCIO POR QUE?

Para melhor compreender esta passagem, em que os fariseus interrogam Jesus sobre casamento e divórcio, utilizando a expressão “por qualquer motivo” (v. 3), e preciso conhecer um pouco do Antigo Testamento. O código do Deuteronômio estabelece que ao divorciar-se de sua mulher, o homem deve declará-lo por escrito (24,1), com a seguinte fórmula: “ela não é a minha esposa e eu não sou seu marido” (Os 2,4). No período pós exílio, Malaquias censura os que abandonam sua mulher na juventude (2,14-15) e o Eclesiástico aconselha o divórcio apenas no caso de mulher má (25,26). Isto fica muito vago e o Deuteronômio não esclarece, pois fala apenas de um comportamento inconveniente da mulher (24,1), para justificar o divórcio. Mas nada deve ser interpretado como adultério, que era considerado na época, como ofensa capital. Provavelmente referem-se a causas legais de uso corrente ou até mesmo prescrições jurídicas que não chegaram até nós.

Jesus sempre se posiciona contra o divórcio. Mas nessa época, duas escolas rabínicas disputavam a questão não resolvida no Antigo Testamento. Uma escola permitia o divórcio, por qualquer razão que o marido encontrasse na mulher e a outra só permitia o divórcio em caso de adultério. E neste contexto que surge a pergunta dos fariseus, que põe Jesus a prova: “É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer?” (v. 3) Tentam fazer com que Jesus se posicione por uma das escolas, mas Ele recorre ao Gênesis 1,27; 2,24 como base bíblica para sua resposta e afirma que no plano da criação original de Deus, o casamento e indissolúvel e nada pode terminar essa união. Quanto a pergunta sobre a lei de Moisés (v.7), Jesus diz que no Antigo Testamento o repúdio era permitido apenas como concessão a fraqueza humana, e reafirma que não é a intenção original de Deus.

A seguir, Jesus interpreta a lei, proibindo, de forma absoluta, o repúdio e o novo casamento, exceto no caso de união ilegal, que provavelmente seria um casamento entre pessoas dentro dos graus de parentesco proibidos no Levítico 18,6-18. A natureza radical do ensinamento de Jesus leva os discípulos a questionar, se convém ou não se casar. Jesus afirma que celibato é dom de Deus e não é para todos. O celibato cristão é a resposta à experiência do Reino dos Céus ensinada e vivida por Jesus. Esse celibato não se baseia num conceito marxista contra as mulheres, nem na pureza cultual, nem nas exigências da vida comunitária. É resposta a Deus! “Quem puder compreender, compreenda”.

(Maria Cecília).

(14) – O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO SEPARE!

Jesus aconselha a multidão sobre a relação entre homem e mulher. Naquele tempo existia muito machismo nas relações matrimoniais. O homem podia repudiar e se separar de sua mulher e esta ficaria marcada para sempre. Na relação homem-mulher, Jesus pede o máximo de igualdade.

Em minha família, na comunidade e na sociedade, como são as relações entre homem e mulher?

A pergunta feita a Jesus pelos fariseus é maliciosa, tem por objetivo prová-lo.

É lícito ao homem repudiar sua mulher?

Na lei de Moisés um homem poderia escrever uma carta de divórcio e repudiar sua mulher. Esta lei revela o machismo da época, pois a mulher não tinha o mesmo direito. O texto explica que Moisés atuou assim por causa da dureza do coração do povo.

Jesus retoma os relatos da criação para negar ao homem o direito de repudiar sua mulher. Elimina o privilégio do homem frente à mulher e pede o máximo de igualdade nas relações matrimoniais.

Como combatemos o machismo que ainda persiste?

(Claretianos).

(14) – QUE O HOMEM NÃO SEPARE…

Não há quem não goste de originalidade, é assim no mundo das artes e no processo de produção principalmente no ramo de auto peças. Peça original custa mais caro, justamente porque é original. Nas artes há o direito autoral, que visa assegurar entre outras coisas que a obra não será descaracterizada, pois caso isso venha a ocorrer, ela se torna uma falsificação e perde o seu valor.

Sobre a importância de uma peça original em um veículo, por exemplo, nem é preciso argumentar sobre a qualidade e o desempenho, além da sua vida útil, que é bem maior quando a mesma é original.

Nos anos 70, durante a “febre” dos produtos importados, quando se queria desdenhar do objeto de alguém, a gente dizia de maneira irônica que aquele objeto era do Paraguai, isso significava falsificado.

Fiz essa introdução porque me parece ser esta a “queixa” de Jesus em relação a Lei do divórcio, que tinha um embasamento religioso “no princípio Deus os fez Homem e Mulher, e o homem deixará pai e mãe, se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne”.

O texto é uma denúncia explícita sobre a “falsificação” que os homens fizeram da união do homem e da mulher, idealizada pelo Criador. Ás vezes deparo com casais em segunda união, cuja primeira fui eu quem assisti em nome da Igreja, que fazem questão de dizer que agora sim, são felizes. Na misericórdia ensinada por Jesus, não nos deve faltar a compreensão, mas lá no fundo eu volto aos meus tempos de jovem e digo para mim mesmo “É do Paraguai, não tem nada de original”.

Uma lei, mesmo de caráter religioso como era a Lei de Moisés, nunca poderá permitir a separação do casal, porque vai contra o Plano do Criador ao falsificar sua obra prima, tirando dela o seu traço mais original: o amor ágape, da entrega e doação um ao outro, do amor que busca o bem e a felicidade do outro, do amor capaz de renunciar-se a si mesmo, do amor que sabe ser fiel sem que isso represente um peso insuportável, do amor que busca constantemente o diálogo, a compreensão, o perdão, do amor que se alegra, que é sempre caridoso e compassivo. Essas virtudes fazem da união conjugal o sinal mais evidente do amor de Deus.

Na obra da criação nada há mais perfeito que o homem e a mulher, pois os rios, florestas, montanhas e planícies, na sua beleza e esplendor falam-nos de Deus, mas nunca serão à sua imagem e semelhança por isso, na criação do homem e da mulher, toda a obra da Criação é exaltada e atinge o seu cume.

Homem e mulher formam uma unidade perfeita, só comparável a união de Cristo e da sua Igreja, como ensina o Apóstolo Paulo. O próprio homem reconhece essa perfeição quando exclama, diante da mulher “Essa sim é osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Jesus não só confirma a legitimidade e autenticidade dessa união, como a coloca em nível de sacramento, tornando-a um sinal do Amor de Deus. Ninguém em sã consciência faltará ao respeito para com o Pavilhão Nacional, mesmo porque se for feito em público, o transgressor sofrerá punição da Lei, é isso que Jesus coloca como exortação a todos – Por isso o Homem não separe aquilo que Deus uniu.

Os discípulos não entenderam toda a magnitude da comunhão de vida entre o homem e a mulher, e em casa falaram reservadamente ao Mestre. Jesus vai então deixar bem claro “O homem que deixar sua mulher e se unir à outra, cometerá adultério contra a primeira, e se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério”.

Que nunca falte de nossa parte enquanto Igreja, a misericórdia e o acolhimento a tantos recasados, mas que também não falte a eles, a humildade de reconhecer que romperam um vínculo sagrado, preferindo falsificar uma união, porque não acreditaram no poder e na força da Graça que um dia receberam no altar, quando manifestaram diante de Deus a decisão de viverem juntos a vida inteira.

(Diác. José da Cruz).

(14) – MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO.

Bom dia!

Uma realidade dura e sensível ao toque.

Como assim?

Falar, comentar, tecer linhas sobre o matrimônio e sobre o divórcio geram apreensão, mas é preciso falar sobre eles.

O casamento ainda é muito procurado, mas devemos investir mais no matrimônio.

Não é a mesma coisa?

Não!

O casamento é o ritual e o matrimônio é o sacramento. Muitos irmãos fazem e investem em grandiosos rituais e muito pouco no sacramento.

O matrimonio é um “contrato” de amor entre duas pessoas cuja amizade e o amor entre eles os elevam a mais que simples amigos ou namorados: “(…) Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa”. Uma amizade, que aos poucos se transforma em cumplicidade, parceria, um complemento, um tesouro… Reparemos o que diz a primeira leitura:

“(…) Se queres adquirir um amigo, adquire-o na provação; e não te apresses em confiar nele. Porque há amigo de ocasião, que não persevera no dia da aflição. Há amigo que passa para a inimizade, e que revela as desavenças para te envergonhar. Há amigo que é companheiro de mesa e que não persevera no dia da necessidade. Quando fores bem sucedido, ele será como teu igual e, sem cerimônia, dará ordens a teus criados. Mas, se fores humilhado, ele estará contra ti e se esconderá da tua presença. Afasta-te dos teus inimigos e toma cuidado com os amigos. Um amigo fiel é poderosa proteção: quem o encontrou, encontrou um tesouro. Ao amigo fiel não há nada que se compare, é um bem inestimável. Um amigo fiel é um bálsamo de vida; os que temem o Senhor vão encontrá-lo. Quem teme o Senhor, conduz bem a sua amizade: como ele é, tal será o seu amigo”. (Eclesiástico 6, 7-17).

O parceiro, o cônjuge, vai além da amizade e quando isso acontece buscam selar esse voto através do matrimônio e talvez seja essa o grande “X” da questão:

Os casais hoje procuram realmente o matrimônio, a cumplicidade, a amizade ou as fotos da celebração, da festa, da lua de mel, morar juntos?

Porque ainda vemos pessoas incentivando jovens de 15 e 16 anos a “casar”?

Por que ainda vemos pais “empurrando” suas filhas, escolhendo parceiros (as) que tenham poder aquisitivo em detrimento ao caráter?

Por que ainda vemos pessoas “tentando” resolver um assunto casando seus filhos?

Estranho dizer isso, mas o que acabei de citar é passível de nulidade, mas nem tudo que vemos poderá ser desfeito. Um casal que ao tentar todos os meios não viu outra solução a não ser se respeitar vivendo longe um do outro, deve entender que o ritual pode ser apagado ou deletado do HD, mas o sacramento ainda vive.

Um homem longe de sua esposa, uma esposa longe do seu marido: é assim que a igreja os vê, portanto não os vê como pagãos e sim como filhos de Deus, pois acima de tudo são batizados e por Ele muito amados e se mesmo longe preservam cristo como seus nortes, mesmo não alimentando a esperança de uma reconciliação, devem perseverar na fé e pelos frutos que surgiram.

“(…) A respeito dos cristãos que vivem nesta situação E GERALMENTE CONSERVAM A FÉ e desejam educar cristãmente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, a fim de NÃO SE CONSIDERAREM SEPARADOS DA IGREJA, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja: Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da missa, a perseverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus” (CIC §1652).

Devemos investir mais na formação dos jovens, pois o curso de noivos não vai ajudar a aumentar a amizade e o respeito entre eles; o padre não tem como adivinhar se os motivos que levaram os nubentes ao altar são recheados de amor ou “fogo de palha”.

Um imenso abraço fraterno.

(Alexandre Soledade).

(14) – UNIÃO PARA TODA A VIDA.

Do Catecismo §1643 – “O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da afetividade, aspiração do espírito e da vontade; O amor conjugal dirige-se a uma unidade profundamente pessoal, aquela que, para além da união numa só carne, não conduz senão a um só coração e a uma só alma; ele exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva e abre-se à fecundidade. Numa palavra, trata-se das características normais de todo amor conjugal natural, mas com um significado novo que não só as purifica e as consolida, mas eleva-as, a ponto de torná-las a expressão dos valores propriamente cristãos.”

Neste Evangelho Jesus esclarece as dúvidas dos apóstolos sobre realidades que fazem parte da vida do ser humano: a união entre o homem e a mulher quando é abençoada por Deus é para toda a vida; a aliança que é firmada entre os dois exige fidelidade e compromisso para não se partir e, finalmente, a criança, o ser pequenino que é acolhido como fruto dessa união deve ser o nosso referencial para que possamos viver o amor e a paz original para o qual o homem foi criado. A criança é modelo para nós não por sua imaturidade e infantilidade, mas pela sua dependência, sua pureza, sua transparência e confiança nos pais que a colocaram no mundo.

– Qual a concepção que você tem em relação a união matrimonial ser para toda a vida?

– Você é uma pessoa fiel ao que Jesus ensina neste Evangelho?

– Você aceitaria os filhos que Deus mandasse para você, sejam quantos fossem, com amor?

– Em sua opinião o que está faltando para que a família seja mais unida no amor?

(Helena Serpa).

(14) – O CASAMENTO É UMA ALIANÇA DIANTE DE DEUS.

Nesta leitura nós aprendemos a distinguir a verdadeira amizade e como atrair amigos e acalmar os inimigos. Por meio de uma palavra amena, de uma linguagem suave, doce e agradável nós podemos conquistar amizades sinceras. A maneira como nós falamos, revela o sentimento que experimentamos, no entanto, Deus nos dá a graça de saber expressar até a nossa indignação com carinho e doçura. Isso fará toda a diferença até nos momentos decisivos em que temos de nos relacionar com pessoas que têm o pensamento contrário ao nosso. Com mansidão nós podemos conquistar a terra. Todavia, sabemos que nem todas as pessoas serão aqueles amigos fiéis e escolhidos por Deus para nos orientar. Podemos ter milhões de amigos, saudá-los com alegria e carinho, no entanto, nem todos podem ser nosso conselheiro. “Um amigo fiel é poderosa proteção quem o encontra, encontrou um tesouro,” nos diz a Palavra de Deus. Sabemos avaliar isso, quando passamos por momentos de aflição, de carência, de pobreza, de fracasso. Os amigos fiéis nós os adquirimos no temor ao Senhor, quando comungamos do pensamento de Deus e vivemos em unidade com a Sua Palavra e os Seus ensinamentos. Quando não conseguimos que todos sejam nossos amigos e alguns se tornam nossos inimigos, podemos guardar distância deles sem ter necessidade de querer enfrenta-los. Quem ama e respeita os conselhos do Senhor sabe conduzir bem as suas amizades e não há que temer aqueles que lhe são contrários. Todavia, antes mesmo de nos perguntarmos se temos amigos, devemos sim, questionar-nos se realmente estamos sendo amigos de alguém, A amizade é uma das formas do amor. É uma maneira de expressarmos o Amor de Deus que há no nosso coração. Os nossos maiores problemas são em vista dos maus relacionamentos que cultivamos, erradamente.

– Você tem sabido cultivar amizades?

– Você costuma abrir o seu coração para toda pessoa a quem considera amigo (a)?

– Você sabe ajudar a seus amigos (as) na hora do infortúnio?

– Você coloca suas amizades sob o crivo da Palavra de Deus?

Salmo 118 – “Guiai-me pela estrada do vosso ensinamento!”

O salmista roga ao Senhor que o faça conhecer a sua vontade para que ela seja poderosa na sua caminhada aqui na terra. Ele ressalta que fazer a vontade do Senhor consiste na sua alegria aqui na terra e que ela se revela por meio da Sua Palavra. Então, ele faz três pedidos importantes ao Senhor: abrir os seus olhos para contemplar as maravilhas da Sua lei; dar-lhe o conhecimento para que ele possa cumprir a Lei de todo o coração e guiar os seus passos no caminho que já lhe foi traçado por Deus, em busca da felicidade.

Evangelho – Marcos 10, 1-12 – “A aliança é feita nos corações”

Jesus continua falando para nós, hoje, e nos instruindo sobre coisas que fazem parte da nossa vida e do nosso dia a dia. Diante do que Ele expõe nós percebemos que ainda hoje a aliança entre os casais se rompe por causa da dureza dos corações que não se rendem ao Amor e à graça de Deus que se derramam em forma de uma bênção especial no momento que assumem o compromisso um com o outro. A verdadeira aliança se realiza no corpo e no espírito e uma coisa não pode estar dissociada da outra. Tem que ser em espírito e em verdade e não apenas de fachada e de aparência. Quem quebra esta aliança está tentando quebrar um elo que Deus fez. Muitos casamentos são falsos aos olhos de Deus, pois Ele conhece as intenções dos corações e percebe os interesses que estão ocultos por detrás do que aparentam. Nesses casos, o Senhor não abençoa a união. Para que? Quando não há sinceridade não há aliança, é fantasia, é utopia. Há que se ter uma formação humana e espiritual aprofundada para que haja uniões lícitas aos olhos de Deus. Precisamos a cada dia nas nossas orações pedir ao Espírito Santo discernimento e sabedoria para fazermos as escolhas que serão abençoadas por Deus. E aos que já se consagraram diante do Altar, também cabe fortalecer esta aliança através de uma renovação constante porque o Senhor, todos os dias, nos dá as graças necessárias. Somente em função de um amor abençoado por Deus, o homem, pode deixar seu pai e sua mãe para unir-se a uma mulher e vice-versa. A aliança é feita nos corações. Deus é quem une o homem e a mulher numa só carne através deste anel.

– Como você interpreta essa Palavra?

– Ela vai de encontro a sua mentalidade ou você sabe acolher o pensamento do Senhor?

– Peça ao Espírito Santo para clarear as suas ideias!

(Helena Colares Serpa).

(15) – REFLEXÃO.

A nossa vida é condicionada por leis que os homens fizeram, às quais nós devemos nos submeter para viver na legalidade. Porém, devemos ter consciência do fato de que, nem tudo o que é legal, é justo, no sentido pleno da palavra. Podemos citar alguns exemplos como a questão dos juros: é legal para o banco pagar menos de 1% ao mês para cadernetas de poupança e cobrar mais de 10% ao mês por empréstimos que realiza. É legal na sociedade brasileira o divórcio que, perante os olhos de Deus, não conduz o homem à justiça, mas sim ao pecado e à morte, pois desrespeita compromissos e direitos de cônjuges, filhos, da comunidade eclesial e da própria sociedade.

(CNBB).

(20) – UMA SÓ CARNE…

Sim, Moisés “amaciou” a questão. Acolheu (cf. Dt 24,1-4) o processo de repudiar a esposa na qual se via algo de “vergonhoso”. O estatuto do princípio – a indissolubilidade – era abandonado diante da incapacidade de ser respeitado por homens duros de coração. Mas, ao permiti-lo, Moisés obrigava o marido a agir de modo que a repudiada tivesse nova oportunidade de constituir família. Era o objetivo do libelo de divórcio: não se podia simplesmente expulsar a esposa de sua casa. Escreve o Ir. Éphraim, Fundador das “Beatitudes”:

“O guet, o bilhete de divórcio, é liberado pelo Beth din, o tribunal rabínico; trata-se de um ato religioso que servirá à mulher como de um “passaporte” para sua dignidade: ela não será a repudiada que se pode, hoje, encontrar nos meios semíticos não-judaicos, a mulher que ninguém mais quer, porque ela já serviu e desagradou, como um objeto que se joga fora. A mulher judia é protegida pelo guet, como no casamento, e seus direitos estavam garantidos pelo contrato de matrimônio chamado ketubá. Segundo os rabinos, ela deve se casar de novo após um espaço de 91 dias, a fim de se assegurar de que não estava grávida de seu primeiro marido. A lei deseja a felicidade da mulher que foi repudiada.” (in Jésus, Juif Pratiquant, p. 266).

É neste quadro que os fariseus perguntam se era lícito repudiar a esposa. Jesus surpreende seu auditório ao repor a questão antes da “liberação” de Moisés: voltando ao “princípio” – ao desígnio original de Deus para o homem e a mulher –, o Jesus aperta os parafusos: não há como separar aquilo que foi unido pelo próprio Deus. O casamento é mais que um contrato civil, documento de compra e venda, contrato de aluguel, rasgado quando convém. Com o texto do Gênesis (2,24), Jesus sublinha que o casamento une duas naturezas em uma só: “serão uma só carne”. Se tentam separar marido e mulher, são ambos rasgados, rompidos na profunda estrutura de seu ser. Cada um leva pedaços do outro. E se lamenta, como Chico Buarque: “Ó metade amputada de mim!”

São Paulo (1Cor 7,14a) faz pensar na profundidade e no realismo essencial dessa união, ao dar uma razão para que não se separem a mulher cristã e o marido pagão, e vice-versa: “Porque o marido que não tem a fé é santificado por sua mulher; assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé”.

Orai sem cessar: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os construtores.” (Sl 127,1).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – COMO DE COSTUME, AS ENSINAVA.

Hoje, Senhor, gostaria de fazer um momento de oração para te agradecer os teus ensinamentos. Tu ensinavas com autoridade e fazia-lo sempre que te deixávamos, aproveitavas todas as ocasiões: claro! Compreendo-te, a tua missão básica era transmitir a Palavra do Pai. E assim o fizeste.

Hoje, “pendurado” na Internet digo-te: Fala-me, quero fazer um momento de oração como fiel discípulo. Em primeiro lugar, queria pedir-te capacidade para aprender o que nos ensinas e em segundo, para saber ensiná-lo. Reconheço que é muito fácil cometer o erro de fazer-te dizer coisas que Tu não disseste e, com ousadia malévola, tentar que Tu digas aquilo que eu gosto. Reconheço que provavelmente sou mais duro de coração que esses ouvintes.

Eu conheço o teu Evangelho, o Magistério da Igreja, o Catecismo, e recordo aquelas palavras do Papa João Paulo II, na Carta às Famílias: “O projeto do utilitarismo assente numa liberdade orientada segundo o sentido individualista, quer dizer, uma liberdade vazia de responsabilidade, é o constitutivo da antítese do amor”. Senhor, rompe o meu coração desejoso de felicidade utilitarista e faz-me entrar dentro da tua verdade divina, que tanto necessito.

Neste local de observação, como desde o cimo da montanha, compreendo que Tu digas que o amor matrimonial é definitivo, que o adultério — apesar de ser pecado como toda a ofensa grave cometida contra ti, que és o Senhor da Vida e do Amor — é um caminho errado para a felicidade: “Quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira” (Mc 10,11).

Recordo um jovem que dizia: “Mossèn o pecado promete muito, não dá nada e rouba tudo”. Que eu te compreenda bom Jesus, e que o saiba explicar: Aquilo que Tu uniste, o homem não o pode separar (cf. Mc 10,9). Fora daqui, fora dos teus caminhos, não encontrarei a autêntica felicidade. Jesus ensina-me de novo!

Obrigado Jesus, sou duro de coração, mas sei que tens razão.

(Rev. D. Miquel VENQUE i To (Barcelona, Espanha)).

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

7ª SEMANA COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Os fariseus querem pôr Jesus à prova num assunto muito importante. A preocupação deles não é ouvir a Palavra de Jesus, mas tentar apanhá-lo em alguma contradição legal. Mas Jesus mostra-lhes que o matrimônio é aliança de amor, de vida, de comunhão, de vocação para a eternidade. Por isso, tanto o homem como a mulher estão obrigados aos mesmos direitos e deveres. Ele é de instituição divina e, por isso, é caminho de santificação.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

O que deve reger nossos pensamentos e atitudes cristãos são o amor e a fidelidade. E nada se compara àquele que é fiel. Esta fidelidade que gera a vida deve estar presente na vida do casal, da família e de toda Comunidade cristã. Escutemos o que agora nos diz o Senhor.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Jo 17,17).

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

Confiei, Senhor, na vossa misericórdia; meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez (Sl 12,6).

Antífona da comunhão.

Senhor, de coração vos darei graças, as vossas maravilhas narrarei! Em vós exultarei de alegria, cantarei ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 9,2s).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Oração sobre as oferendas.

Ao celebrar com reverência vossos mistérios, nós vos suplicamos, ó Deus, que os dons oferecidos em vossa honra sejam úteis à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus todo-poderoso, concedei-nos alcançar a salvação eterna, cujo penhor recebemos neste sacramento. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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