Liturgia Diária 26/MAI/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 26/MAI/2013 (domingo)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro dos Provérbios (Pr 8,22-31).

Leitura do Livro dos Provérbios.

Assim fala a Sabedoria de Deus: 22 “O Senhor me possuiu como primícia de seus caminhos, antes de suas obras mais antigas; 23 desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes das origens da terra. 24 Fui gerada quando não existiam os abismos, quando não havia os mananciais das águas, 25 antes que fossem estabelecidas as montanhas, antes das colinas fui gerada. 26 Ele ainda não havia feito as terras e os campos, nem os primeiros vestígios de terra do mundo. 27 Quando preparava os céus, ali estava eu, quando traçava a abóbada sobre o abismo, 28 quando firmava as nuvens lá no alto e reprimia as fontes do abismo, 29 quando fixava ao mar os seus limites – de modo que as águas não ultrapassassem suas bordas – e lançava os fundamentos da terra, 30 eu estava ao seu lado como mestre-de-obras; eu era seu encanto, dia após dia, brincando, todo o tempo, em sua presença, 31 brincando na superfície da terra, e alegrando-me em estar com os filhos dos homens”.

— Palavra do Senhor!

— Graças a Deus!

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 8,4-5.6-7.8-9 (R. 2a)).

— 2a Ó Senhor, nosso Deus, / como é grande vosso nome / por todo o universo!

2a Ó Senhor, nosso Deus, / como é grande vosso nome / por todo o universo!

— Contemplando estes céus que plasmastes / e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, 5 perguntamos: / “Senhor, que é o homem, / para dele assim vos lembrardes / e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, / coroando-o de glória e esplendor; / vós lhe destes poder sobre tudo, / vossas obras aos pés lhe pusestes:

— As ovelhas, os bois, os rebanhos, / todo o gado e as feras da mata; / passarinhos e peixes dos mares, / todo ser que se move nas águas.

Leitura retirada do Livro da Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 5,1-5).

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 1 Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, pela mediação do Senhor nosso, Jesus Cristo. Por ele tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus. 3 E não só isso, pois nos gloriamos também de nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera a constância, 4 a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança; 5 e a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 16,12-15).

Jo 16,12-15 (Santíssima Trindade 1)Jo 16,12-15 (Santíssima Trindade 2)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 12 “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13 Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Em honra à Santíssima Trindade, cuja festa hoje celebramos, rezo:

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Como disseram os bispos na Conferência de Aparecida, “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor, ao nos chamar e nos eleger, nos confiou.” (CA, 18).

Assim, invocamos o Espírito de Verdade para rezar a Palavra:

Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.

Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto?

Leio atentamente as palavras de Jesus em Jo 16,12-15:

Jesus fala da missão do Espírito: ensinar toda a verdade. A verdade consiste em transmitir o que Jesus quer que ele transmita a nós.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

É preciso que eu esteja atento/a ao Espírito Santo, que me coloque na condição de discípulo e discípula que escuta e acolhe na vida a verdade que é Jesus. Assim conheço também o Pai: “Tudo o que o Pai tem é meu”.

“Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria.” (DAp, 32).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, com toda a Igreja, em louvor da Santíssima Trindade:

Trindade Santíssima, Pai, Filho, Espírito Santo.

Presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser!

Eu vos adoro, amo e agradeço.

pelas mãos de minha Mãe Santíssima, ofereço-me, entrego-me e consagro-me inteiramente a vós, nesta vida e na eternidade.

Pai Celeste, a vós me ofereço, entrego e consagro, como “templo vivo”, para ser santificado.

Maria, mãe da Igreja e minha Mãe, vós que estais em íntima união com a Santíssima Trindade, ensinai-me a viver em comunhão com as três Pessoas Divinas, a fim de que a minha vida inteira seja um hino de glória.

Ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo. Amém.

(Pe. Tiago Alberione).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

“Com os olhos iluminados pela luz de Jesus Cristo ressuscitado podemos e queremos contemplar o mundo, a história, os nossos povos.” (DAp,18).

REFLEXÕES:

(3) – UM DEUS EM NOSSO CORAÇÃO.

Conduzirá à plena verdade

Na solenidade da Santíssima Trindade corremos o risco de pensar que não entendemos nada, por isso deixamos aos entendidos. Não Deus é complicado. Na vida futura estaremos mergulhados neste mistério e poderemos conhecer sempre mais o Infinito que nos fará infinitamente felizes. Jesus dissera: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de compreendê-las agora”. Não precisamos nos preocupar, pois o “Espírito Santo nos conduzirá à verdade plena” (Jo 16,12-13). O Pai enviou Jesus para nos revelar seu inefável mistério. Somente com Jesus temos conhecimento de um Deus Uno e Trino. Este mistério não é incompreensível porque o Espírito Santo foi dado para nos conduzir a esta verdade, como disse Jesus. O conhecimento de Deus Trindade não é somente intelectual: Creio! Aceito! Todos os que procuram Deus sabem que o relacionamento é de pessoa a Pessoa, vital. Ele nos envolve na comunhão que há entre as três Pessoas Divinas. A verdade nos introduz no amor. Quando somos capazes de amar as pessoas é porque já amamos a Deus. Sua Vida penetra nossa vida. Viver a fé cristã é estabelecer comunhão. Jesus diz: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada” (Jo 14,21). O conhecimento da Trindade, em primeiro lugar é por contato, depois por explicação. O contato é esta comunhão que se estabelece porque Deus mora em nós. Quanto mais moramos Nele, mais nossas ações corresponderão a esta verdade. O amor ao próximo e o amor a Deus se fundem num só amor. Quando falamos de amor não falamos de sentimento, mas de entrega de vida. Nossa adoração a Deus será verdadeira na medida em que vivermos como Jesus viveu: “Aquele que diz que permanece Nele, deve também andar como Ele andou” (1Jo 2,6).

Brincando na superfície da terra

seriedade da liturgia da Palavra é quebrada pela beleza da alegre Sabedoria. O livro dos Provérbios relata a eterna criação da Sabedoria, que identificamos com Jesus. O autor a coloca como uma criança que brinca pelo Universo para dar alegria ao Pai que a gerou: “Fui gerada quando não existiam os abismos… Ele ainda não havia feito as terras… quando lançava os fundamento da terra, eu estava a Seu lado como mestre de obra, eu era Seu encanto, dia após dia, brincando na superfície da terra, e alegrando-me em estar com os filhos dos homens” (Pr 8,22-31). É uma imagem linda de um Deus que sabe brincar. O Deus sisudo não cabe no amável Criador. Criou o homem para seu prazer: “O coração do homem é o paraíso de Deus”, diz Santo Afonso. Por isso lembramos: “Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista… perguntamos: Senhor que é o homem para dele assim vos lembrardes dele e o tratardes com tanto carinho? Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor” (Sl 8).

A esperança não decepciona

Conhecendo Deus, mantemos viva a esperança em viver com Ele. Paulo escreve: “A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). Por isso rezamos: “Proclamando que sois Deus eterno e verdadeiro adoramos cada uma das Pessoas, na mesma Natureza e igual majestade” (prefácio). O relacionamento com a Trindade dá-nos a esperança de sermos uma oferenda eterna assim como são aceitas e santificadas nossas oferendas (oferendas). A Eucaristia é um louvor e uma adoração porque amamos e somos amados.

(Pe. Luiz Carlos de Oliveira).

(3) – SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE.

1. O mistério de Deus Trindade não é complicado. Temos o Espírito Santo que nos ensina. O conhecimento de Deus é feito pela fé, mas também pelo amor. Sabemos que amamos a Deus, quando amamos os irmãos. Deus mora em nós. Em comunhão de vida agimos no amor com que nos amou. Vivemos como Jesus viveu.

2. A Sabedoria, a identificamos como sendo o Filho de Deus, Jesus, dá-nos a visão de alegria que há no mistério da Trindade. Ela é como uma criança que brinca. O coração do homem é o paraíso de Deus. Assim ele fez o homem.

3. Conhecendo Deus mantemos a esperança de viver com Ele. A esperança não decepciona porque o amor de Deus foi derramo em nossos corações. Temos a esperança de ser uma oferenda santificada como são santificadas as oferendas do altar.

Entrando na escolinha

Jesus diz no evangelho que o Espírito vai nos conduzir à verdade plena. Ele vai nos ensinar. Que escola boa! Ele dá a aula da Sabedoria que criou o Universo e nosso coração. Falar da Santíssima Trindade é muito difícil. Mas viver na Santíssima Trindade é bem fácil. É assim: O amor foi derramado em nossos corações. Quando nós distribuímos o amor, parece que nos esvaziamos e o Pai, o Filho e o Espírito Santo vêm morar na gente. O amor não se divide, mas se multiplica e se difunde. É como a alegria que se alarga.

As belezas de Deus marcam nossos rostos e aí todo mundo fica sabendo que Deus existe e nos ama.

Esta escolinha é muito boa e dá diploma para quem sabe amar.

(SANTUÁRIO).

(4) – ATRAVÉS DE JESUS DEUS SE REVELA NA SUA PLENITUDE.

É a primeira festa litúrgica na retomada do tempo comum.

termo “Trindade” não parece nem no Antigo nem no Novo Testamento. Para a tradição bíblica, o que Deus é, Uno e Trino, é dito narrativamente, isto é, na longa história da revelação de Deus ao seu povo. É na história, com suas vicissitudes, e, sobretudo, na história de Jesus Cristo, que Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo.

que Deus é desde toda eternidade, o que ele é desde o início, só pôde ser compreendido à luz da Ressurreição do Cristo e da efusão do Espírito Santo. O último na ordem da compreensão é o primeiro na ordem do ser, diz o axioma filosófico.

Os quatro evangelhos, cada um a seu modo, apresentam a dificuldade dos discípulos de compreenderem os gestos e palavras de Jesus e de fazerem a experiência de que em Jesus e por ele é que se chega à verdade plena, isto é, ao que Deus é, pois é ele quem descortina o mistério de Deus. O Espírito Santo continua a missão de Jesus: “Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos guiará em toda a verdade” (v. 13). A luz dada como dom do Ressuscitado permitirá compreender o que não era possível até então: “Tenho muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de compreender agora” (v. 12; ver também: Lc 24,25-26).

Nesse contexto de João, o Espírito Santo é apresentado como um hermeneuta: “vos guiará em toda a verdade” (v. 13), “dirá tudo quanto tiver ouvido” (v. 13). O Espírito não fala por conta própria, pois ele é um com o Pai e o Filho; vivem numa profunda comunhão.

Espírito Santo anuncia o que há de vir (cf. v. 13). O futuro do discípulo é a sua participação, não obstante a perseguição e a morte, na vitória de Cristo sobre o mal e a morte (1Cor 15). É nessa esperança que a comunidade de fé é chamada a viver, pois “a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado” (Rm 5,5).

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – QUE A SANTÍSSIMA TRINDADE FAÇA MORADA NA SUA VIDA.

Invoque, com muito amor e devoção, a Santíssima Trindade. Que a Santíssima Trindade faça morada na sua vida, na sua casa, em tudo que você possa fazer.

Celebramos, hoje, com muito amor, a festa da Santíssima Trindade. Celebramos o mistério grandioso e amoroso desse Deus manifestado de forma completa, inteira para nós por meio das três pessoas divinas: Pai, Filho e Espírito Santo.

Cada uma das Pessoas é única e Elas não se misturam. O Pai não é o Filho como o Filho não é o Pai, nenhum dos dois é o Espírito Santo, mas os três não se separam, de forma que onde está o Pai, está o Filho, está o Espírito Santo e assim por diante.

Eles não são iguais. Cada um tem sua identidade, seu modo próprio de agir, mas os três formam uma unidade. Não são três deuses, mas um único Deus. É o mistério do amor divino, um Deus que se manifesta em três pessoas. Na história da salvação, fomos conhecendo a manifestação transitória desse amor.

Na criação, o Pai nos mostrou Sua mão maravilhosa, foi capaz de criar todas as coisas. Claro que tudo foi criado para o Filho no poder do Espírito. Quando chegou a plenitude dos tempos, o Pai nos manifestou o Seu lado amoroso, enviando Seu único Filho, na pessoa divina de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que se fez Homem no meio de nós.

próprio Jesus nos presenteou com a graça de conhecermos a plenitude desse Deus maravilhoso quando nos revelou a pessoa do Espírito Santo. Quero louvar e bendizer, adorar, glorificar, exaltar o Senhor nosso Deus pela Sua bondade infinita, a qual se manifesta no meio de nós.

Quero render glórias sem fim, sem cessar, ao Deus uno e trino. Você, na sua casa, onde quer que se encontre, honre, louve, glorifique e exalte a majestade desse Deus infinitamente bom e misericordioso.

Ao invocar, com muito amor e devoção, a Santíssima Trindade, diante de qualquer atitude, faça-o com muita piedade em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, a fim de que tudo seja em nome do Deus uno e trino. A comida que você come, a oração que você faz, o seu levantar, o seu trabalhar, o seu dirigir… Invoque com amor. Não faça o sinal da cruz de qualquer jeito, como um jogador que está correndo em campo, apenas se benzendo. Não! Mais do que se benzer, invoque o Senhor em sua vida.

Assim como você O invoca, que você também O glorifique, dizendo glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo. Que a Santíssima Trindade faça morada na sua vida, na sua casa, em tudo que você possa fazer.

Deus abençoe você.

(Pe. Roger Araújo).

(7) – BATIZADOS NA TRINDADE.

A Santíssima Trindade é a face de Deus que Jesus nos revelou. Deus é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A cada pessoa é atribuída uma ação característica. O Pai envia o Filho com uma missão salvífica, em relação à humanidade. O Espírito Santo é enviado pelo Pai e pelo Filho para que esteja com os discípulos, em sua missão de testemunhar o Reino do Pai. O Filho tem sua existência totalmente enraizada no Pai. Seu alimento é fazer a vontade do Pai e realizar, com perfeição, a sua obra. O Espírito Santo revela aos discípulos o que ouviu de Jesus. Terminada sua missão terrena, o Filho voltou para junto do Pai, ao passo que o Espírito Santo continua a dinamizar, na história, a obra do Filho.

Quando o cristão é batizado no nome da Trindade, o modo de ser de Deus lhe é apresentado como modelo de vida. A perfeita comunhão existente entre as pessoas da Trindade deve tornar-se o ideal de comunhão dos cristãos. Igualmente, a capacidade de agir de forma integrada, sem concorrências nem sobreposição de um sobre o outro.

diversidade não é empecilho para que aconteça a comunhão trinitária. As pessoas divinas não precisam abrir mão de suas individualidades para que a Trindade aconteça. A comunhão se faz a partir do diferente, na acolhida e no respeito pelo Outro. Este é o caminho que a comunidade cristã terá de tomar, se quiser deixar-se modelar pela Trindade.

Oração: Senhor Jesus, que a contemplação da Trindade me predisponha para construir minha vida a partir deste modelo consumado de comunhão.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(7) – SANTÍSSIMA TRINDADE.

A SABEDORIA DE DEUS E SEU AMOR EM CRISTO

1ª leitura: (Pr 8,22-31) A Sabedoria divina existe antes de tudo – O A.T. não conhece a revelação de Deus em três pessoas, mas fala do Deus vivo, que age e fala e que, com seu Espírito, penetra todo o ser e a história da humanidade. “Palavra”, “Espírito”, “Sabedoria” de Deus aparecem, para o pensamento do A.T., como realidades divinas atuantes. Preparam a visão das três pessoas divinas no N.T. – Pr 8 é um grande poema, em que a Sabedoria tem a palavra. Fala de sua origem antes dos tempos (8,22-26), de seu lugar ao lado de Deus na criação (27-30), mas também, ao lado dos homens (31). Paulo identificará o Cristo crucificado com a “força e a sabedoria de Deus” (1Cor 1,23-24). Esta é a plena revelação da Sabedoria de Deus: estar junto aos homens (cf. 8,31) no sofrimento e na doação até o fim. * 8,22-26 cf. Eclo 24,5-10[3-6]; Sb 7,22–8,1; Jo 1,1-3 * 8,27-30 cf. Jó 28,20-28; 38,8-11; Sb 9,9; Sl 104[103],7-9; Cl 1,16-17.

2ª leitura: (Rm 5,1-5) O amor de Deus se derramou em nós – Não por causa de privilégios nossos, mas porque Cristo por nós morreu, somos justos diante de Deus (Rm 4,24-26). Nisso reconhecemos que Deus nos quer salvar e nos amar; por isso esperamos. Que somos capazes de participar de sua vida, é obra de seu Espírito em nós. * 5,1-2 cf. Rm 3,23-25; 8,18-23 * 5,3-4 cf. Tg 1,2-4; 1Pd 4,13,14 * 5,5 cf. Sl 22[21],5-6; Rm 8,14-16; Gl 4,4-6; Ez 36,27; Rm 8,9; 1Cor 3,18; Ef 3,16-19.

Evangelho: (Jo 16,12-15) O Espírito faz reconhecer a manifestação do Pai em Jesus – Enquanto Jesus não é exaltado e o Espírito, derramado, os discípulos não entendem plenamente (2,22; 7,39; 12,16 etc.) A “plena verdade” (16,13) é a manifestação de Deus em Jesus Cristo, na qual o Espírito, depois da morte e ressurreição de Cristo, nos conduz, mostrando a glória dele (16,14). A obra do Espírito é “memória” (14,26 – cf. 6º dom. da Páscoa), mas não só isso: é também penetração no mistério de Deus com vistas ao que há de vir (16,13). A revelação de Deus em Cristo é uma realidade permanente, não apenas um passado. É Pentecostes permanente. * 16,13 cf. Jo 14,6.16-17.26; 16,7; Rm 8,14-16 * 16,15 cf. Jo 17,10; Mt 11,27; Lc 15,31.

*** *** ***

Deus é o “mistério”. Isso não significa, estritamente, sua inacessibilidade ou incognoscibilidade. Significa antes que, enquanto “nele nos movemos e existimos” (At 17,28), nossa compreensão não consegue englobá-lo. Por isso, ele se manifesta exatamente naquilo que nos envolve, em primeiro lugar, na insondável sabedoria com que o universo foi feito. Assim, o judaísmo viu na sabedoria de Deus uma realidade preexistente ao próprio universo: a primeira criatura de Deus (1ª leitura). Aos poucos, o que os antigos vagamente vislumbraram articulou-se mais claramente naquele que João chama “a Palavra” (de Deus), Jesus Cristo, que não apenas nos faz ver a maravilha da inteligência divina na Criação, mas nos revela o mais íntimo ser de Deus: seu amor (evangelho) Porém, a revelação de Deus em Jesus Cristo, necessariamente histórica – pois ser amor para homens históricos só é possível de modo histórico –, não desapareceu com Cristo. O Espírito que animou Cristo ficou conosco e tornou-se para nós sua memória atuante, eterna presença daquele que, no sentido mais pleno pensável, é o “Filho de Deus”.

É essa a linha que une a 1ª leitura ao evangelho. No meio (2ª leitura) está um texto de Paulo sobre o mistério do amor divino manifestado em Jesus Cristo: Rm 5,1-5. O homem encontra a justificação, ou seja, a aceitação por Deus, na fé em Jesus Cristo: fé que é confiança de vida e adesão comprometida. Entregando-se a Jesus Cristo, a sua palavra e exemplo, o homem cai, por assim dizer, nos braços de Deus. Por isso, até as tribulações enfrentadas por causa do Cristo são uma felicidade, pois nos unem a ele mais ainda. A vida se transforma então em constância que não decepciona, pois já temos as primícias da realização da plenitude: o Espírito que foi derramado em nós. Paulo conhece Cristo somente “no Espírito”. Não o conheceu fisicamente, mas o “vive” pela presença de seu Espírito – presença que é o início da plenitude das promessas de Deus, a “paz” (cf. v. 1).

Na presente liturgia aparece claramente que o mistério da SS. Trindade contempla o que nos ultrapassa: a tríplice realidade da una divindade, do uno Deus-Amor. Parece “incompreensível”, mas não é inacessível. A riqueza da realidade divina, presente em Jesus de Nazaré e em seu Espírito, que anima a história da Igreja como animou também a história salvífica anterior, não se deixa “compreender” em nossos conceitos lógicos, mas envolve-nos.

Pode-se comparar Deus com o horizonte. A gente nunca o consegue englobar na vista, antes pelo contrário: quanto mais se penetra nele, tanto mais ele se amplia e se aprofunda. Descobrimos tal horizonte, não só na transcendência que fundamenta todo o ser (Deus criador), mas também na existência de Jesus e na atuação do Espírito transcendente (não sujeito a nossas categorias) que nos impulsiona. Penetramos nesse horizonte, e quanto mais nele penetramos, tanto mais se revela como mistério. Não o podemos compreender, mas sim, celebrar.

partir da presente liturgia pode-se fazer uma meditação sobre a inserção do cristão neste mistério, hoje. Um mistério serve para inserir-se nele (cf. os “mistérios” da antiga Grécia), um horizonte toma sentido quando a gente se deixa envolver nele. Ora, se em Cristo conhecemos o Pai (Jo 16,15a), e se tudo o que se realizou em Cristo, em termos de revelação divina, é atualizado para nós na percepção do momento histórico eclesial (16,13), a verdadeira celebração da tríplice presença de Deus acontece quando, diante da realidade de hoje, rejeitamos os falsos deuses da posse, do poder e do prazer, assumindo o caminho de Cristo, o caminho do amor que fala de Deus, no engajamento proposto pela comunidade eclesial, animada por seu Espírito: o caminho dos pobres, das vítimas dos falsos deuses…

Outra linha de explicitação da liturgia de hoje poderia ser o tema a justificação pela fé, sobretudo por estarmos no ano “lucano” (Lc tem em comum com seu mestre Paulo uma especial atenção pela gratuidade do amor de Deus). O texto de Rm 5,1ss sugere que a justificação gratuita pela fé é o deixar-se envolver na comunhão do amor do Pai e do Filho.

DEUS COMUNICA SUA INTIMIDADE

Para muitas pessoas, a pregação da Igreja a respeito da Trindade é obscurantismo. Para que ofender a inteligência dizendo que Deus é ao mesmo tempo um e três? Tal pergunta é tão precipitada quanto o marido que não tem tempo para escutar sua mulher quando ela lhe abre a complexidade de seu coração. Deus quer manifestar a sua riqueza íntima, mas nós não queremos escutar o Mistério. Preferimos o nível de entendimento de uma maquininha de calcular…

Deus é um só, sempre o mesmo e fiel, mas ele abre seu interior em Jesus de Nazaré, um ser pessoal, livre e autônomo. Deus se dá a conhecer no modo como Jesus, livremente e por decisão própria, nos amou e nos ensinou, sendo para nós palavra de Deus, muito mais do que a sabedoria tão elogiada pelo Antigo Testamento (1ª leitura). E depois que Jesus cumpriu sua missão, perpetua-se para nós a “palavra” que ele tem sido, numa outra realidade pessoal, o Espírito de Deus, a inspiração que, vinda de Deus e de Jesus, invade o nosso coração, a ponto de nos tornar semelhantes a Jesus (2ª leitura). Tanto em Jesus como no Espírito Santo, quem age é Deus mesmo, embora sejam personagens distintas.

Riqueza inesgotável que a Igreja nos aponta para que saibamos onde Deus abre seu íntimo para nós: no seu Filho Jesus e no Espírito de Jesus que nos anima. Lá encontramos Deus, e o encontramos não como bloco de granito, monolítico, fechado, mas como pessoas que se relacionam, tendo cada uma sua própria atuação: o Pai que nos ama e nos chama à vida; o Filho Jesus, que fala do Pai para nós e mostra como é o Pai, sendo bom e fiel até o dom da própria vida na morte da cruz; e o Espírito Santo, que doutro jeito ainda, fica sempre conosco. O Espírito atualiza em nós a memória da vida e das palavras de Jesus e anima a sua Igreja. E todos os três estão unidos e formam uma unidade naquilo que Deus essencialmente é: amor.

Essas reflexões não visam a “compreender” a Trindade como se compreende que 1+1=2! Visam a abrir o mistério de Deus, que é maior que nossa cabeça. Santo Agostinho, ao ver uma criança na praia colocar água do mar num poço na areia, caçoou dela, dizendo que o mar nunca ia caber aí. E a criança respondeu: “Assim também não vai caber na tua cabeça o mistério da Santíssima Trindade”. Pois bem, se não conseguimos colocar o mistério do amor de Deus em nossa cabeça, coloquemos nossa cabeça e nossa vida toda dentro desse mistério!

(Pe. Johan Konings).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Deus nos ama, nos purifica e santifica para vivermos amados eternamente pelas Três Pessoas divinas.

Primeira Leitura: Provérbios 8,22-31

Liturgia da Palavra sobre a Santíssima Trindade se abre com o Livro dos Provérbios, que nos fala sobre Deus enquanto Sabedoria divina e criadora.

Embora nos Provérbios a Sabedoria pareça outro ser ao lado de Deus, em Israel isto nunca foi admitido, pois para Israel há um só Deus e nenhum outro a seu lado.

Então, por que Provérbios fala que a Sabedoria foi gerada?

Provérbios faz isso para reter nossa atenção à Sabedoria como uma qualidade de Deus, qualidade que é tão especial que deve ser profundamente considerada à parte.

Esta é a Sabedoria com a qual Deus criou o mundo. Para embelezar esta figura da Sabedoria, o livro dos Provérbios diz, poeticamente, que a Sabedoria brincava ao lado de Deus quando Ele criava o mundo (Pr 8,31).

Na verdade, era o próprio Deus que se alegrava vendo as maravilhas que Ele mesmo criava com seu saber divino. Podemos imaginar a alegria de Deus criando as estrelas e as constelações, o planeta Terra, o prodígio da criação que é o ser humano.

Deste modo, meditando sobre a Sabedoria de Deus neste domingo, meditamos sobre o próprio Deus em sua sabedoria criadora, em Deus enquanto Pai, Primeira Pessoa da Santíssima Trindade.

Deixemos nossa mente se encantar com essa imagem de Deus-Sabedoria, cheia de poesia e profundidade teológica. Ao mesmo tempo, com coração agradecido e cheio de amor por Deus, demos graças a Ele por nos ter criado, a nós, o gênero humano, como maravilhas da Criação.

Salmo Responsorial: Salmo 8,4-5.6-7.8-9 (R/ 2a)

Este Salmo elogia a obra de Deus na criação do gênero humano.

Diante da grandeza de Deus o salmista pergunta:

– “Senhor, quem é o homem para dele Vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”.

Salmo ainda canta a grandeza do gênero humano, criado pouco abaixo de Deus, coroado de glória e esplendor, e ao qual Deus deu o poder sobre todos os demais seres vivos da Terra.

Entretanto, isto não é mais um elogio de Deus do que do homem?

É, em primeiro lugar, elogio de Deus Criador, a partir da maravilha da Criação, o gênero humano. Para entendermos quem é Deus, o Salmo nos mostra quem é o homem.

Pensemos nisso mais longamente. Chegaremos a Deus a partir de nossa criação como seres humanos perfeitos saídos das mãos do Criador. E entenderemos: como somos importantes para Deus!

Segunda Leitura: Romanos 5,1-5

carta aos Romanos, 5,1-5 nos leva a meditar sobre a ação amorosa de toda a Santíssima Trindade em nós.

São Paulo nos lembra de que pelo Batismo, Deus nos perdoou de todo pecado, e por isso, estamos em paz com Ele (Rm 5,1). Estamos em paz com a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade.

Esta

paz com Deus nos foi dada pela Morte reparadora de Jesus Cristo (Rm 5,1). Estamos unidos a Deus por ação de Jesus Cristo, Filho de Deus. Estamos unidos à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

No meio das dificuldades desta vida, somos consolados pela esperança de sermos libertados de todas as aflições quando nos deixamos levar pelo amor de Deus, que o Espírito Santo derramou em nossos corações (Rm 5,5). Somos conduzidos pelo Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

Vemos assim como em nós toda a Santíssima Trindade age, cada pessoa de uma maneira particular, mas tudo em harmonia na unidade de um só Deus.

Vemos também como somos todos tão importantes para cada Pessoa da Santíssima Trindade!

Evangelho: João 16,12-15

João 16,12-15 nos fala da Santíssima Trindade de outro modo.

Neste Evangelho, Jesus conversa com os discípulos. Ele diz que muitas lições deveria ainda dar a eles, mas antes da vinda do Espírito Santo não entenderiam.

E Jesus disse: “Quando for dado o Espírito Santo, Ele falará aos apóstolos, não por Si mesmo. Falará o que tiver recebido do Filho. E o Filho, por sua vez, receberá tudo do Pai” (Jo 16,14-15).

Parece um pouco complicado, mas pensando bem, pode-se entender.

O Espírito Santo é uma Pessoa da Santíssima Trindade distinta do Pai e do Filho. E tudo o que o Espírito Santo faz está de acordo com o Pai e com o Filho. Em outras palavras, na Santíssima Trindade há perfeita harmonia consolidada pelo perfeito amor entre as Três Pessoas. Mais claro ainda: o Espírito Santo é o amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai.

Celebramos esta festa para nos dar conta de que Jesus Cristo veio ao mundo para nos colocar em união com o Pai, com Ele e com o Espírito Santo.

Ser cristão, ser batizado, é passar a viver em contato com a Santíssima Trindade, em seu âmbito divino de amor eterno. Esta é a mensagem mais importante de Jesus. Porque Deus nos ama, nos purifica e santifica para vivermos amados por Ele entre as Três Pessoas divinas.

Pode haver coisa mais maravilhosa em nossa fé do que esta lição que Jesus deu aos apóstolos e a nós?

(Pe. Valdir Marques).

(12) – TUDO O QUE O PAI TEM É MEU.

Tu brilhaste, manifestaste como luz de glória

A luz inacessível da Tua essência, Salvador,

E iluminaste esta alma mergulhada nas trevas. […]

Alumiados pela luz do Espírito,

Os homens olham o Filho, veem o Pai

E adoram a Trindade das Pessoas, o Deus único. […]

***

Porque o Senhor [Cristo] é o Espírito (2Cor 3,17),

Espírito é também Deus, o Pai do Senhor,

Verdadeiramente um só Espírito, pois Ele é indiviso.

Aquele que O possui, possui em verdade aos três,

Mas distintamente a cada um. […]

Pois o Pai existe, e como poderá ser Filho?

Pois Ele é ingerado por essência.

Há o Filho, e como Se tornará Espírito?

O Espírito é Espírito – e como aparecerá Pai?

***

O Pai é Pai, porque gera incessantemente. […]

O Filho é Filho porque incessantemente é gerado

E foi gerado antes de todos os tempos.

Surgiu sem ser cortado da Sua raiz.

Mas está simultaneamente à parte sem estar separado

E inteiro e uno com o Pai Vivo

E Ele próprio é Vida e a todos dá a Vida (Jo 14,6; 10,28).

Tudo o que o Pai tem, tem o Filho.

Tudo o que o Filho tem, tem o Pai.

Quando vejo o Filho, vejo o Pai.

Vemos o Pai semelhante em tudo ao Filho,

Salvo que um gera e o outro é incessantemente gerado. […]

Como surge do Pai o Filho? Tal e qual como a palavra sai do espírito.

Como Se separa Dele? Tal e qual como da palavra, a voz.

Como toma corpo? Tal e qual como a palavra que se escreve […].

***

Como dar nome ao Criador de tudo?

Nomes, ações, expressões,

Tudo surgiu no mundo por ordem de Deus

Porque Ele deu nomes às Suas obras

E a cada realidade a designação devida. […]

Mas quanto ao Seu próprio nome, jamais O conhecemos,

Somente o nomeamos por “Deus inexprimível”, como dizem as Escrituras (cf. Gn 32,30).

Então, se Ele é inexprimível, se não tem nome,

Se é invisível, se é misterioso,

Se é inacessível, único acima de toda a palavra,

Acima de todo o pensamento não apenas dos homens,

Mas também do dos anjos,

“Fez das trevas o Seu véu” (Sl 17,12).

Tudo o mais aqui na Terra pertence às trevas

Mas só Ele, como a luz, está fora das trevas.

(Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego – Hino 21).

(14) – O ESPÍRITO DA VERDADE VOS CONDUZIRÁ À PLENA VERDADE.

O Espírito da Verdade vos conduzirá à plena verdade.

Neste Evangelho, Jesus nos fala da missão docente do Espírito Santo: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade.

Não é que o Espírito Santo venha revelar verdades novas sobre Deus que Cristo não tivesse já ensinado. Somente Jesus é a palavra do Deus. E cumpriu plenamente a missão de o revelar. Mas o Espírito Santo nos ajudará a compreender o que Jesus falou. Por isso que Jesus disse: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora”. O Espírito Santo nos dá a compreensão plena da Palavra de Deus anunciada por Jesus.

Essa é a tarefa perene do Espírito na Comunidade cristã, em continuidade com a obra de Cristo: guiar os cristãos de todos os tempos e lugares para um conhecimento profundo do que significa para si o mistério insondável de Cristo, cujo centro é a sua morte e ressurreição.

“Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.” Assim como Cristo glorificou o Pai, revelando-o a nós, o Espírito glorifica a Cristo, ajudando a sua compreensão. E nós continuamos esse processo, passando para nossos irmãos e irmãs o que Cristo nos revelou e o Espírito nos inspirou.

O Espírito Santo age em nós de forma lenta e quase imperceptível, como o fermento na massa. Mas a sua ação é implacável. Nada e ninguém conseguem barrá-la, a não ser se a própria pessoa que está sendo transformada decide não lhe obedecer mais.

A Bíblia e a História da Igreja nos apresentam uma fila imensa de pessoas que foram transformadas pelo Espírito Santo. Vou citar algumas:

Moisés. Era gago e medroso. Mas se tornou o grande libertador do povo hebreu, tirando-o da escravidão no Egito e levando-o para a terra prometida.

Os profetas. Inspirados pelo Espírito Santo, advertiam o Povo de Deus, que tinha o coração duro, a deixarem o mau caminho. Os profetas pregavam através de palavras, de escritos, de gestos e do exemplo da própria vida.

João Batista. Movido pelo Espírito Santo, foi o maior dos profetas. Já antes de nascer, pulou no ventre da mãe, na chegada de Maria, que estava grávida do Messias.

Isabel. “Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou…” (Lc 1,41-42). Foi o Espírito Santo que transformou aquela mulher simples numa profetiza.

Zacarias. “Zacarias, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo…” (Lc 1,67). Também o esposo de Isabel, Zacarias, tornou-se um profeta e ao mesmo tempo um poeta.

A Bíblia nos apresenta inúmeros outros exemplos, como os Apóstolos, S. Paulo, o Diácono Estevão…

Também a História da Igreja está repleta de cristãos e cristãs transformados pelo Espírito Santo: S. Jerônimo, Santo Agostinho, Santa Maria Gorete e milhares de outros.

Por isso, nós também pedimos: “Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”.

Havia, certa vez, o porteiro de um clube que era analfabeto. Homem honesto, dedicado, gostava do serviço, mas não sabia ler nem escrever. O clube mudou de diretoria, e a nova resolver despedir o porteiro. Um dia o presidente chegou para ele e disse: “Infelizmente nós temos de mandar você embora. Nós precisamos de um porteiro que saiba ler e escrever, e você é analfabeto”.

Que fazer?

O homem foi triste para casa e, sem emprego, como tinha algumas bananeiras no quintal, começou a vender bananas na cidade. Depois começou a fazer doce de banana e vender. Ele passou a vender banana e doce de banana. E o homem se deu bem. Sua casa era pequena, fez uma casa grande e bonita. Comprou um carro. Colocou os filhos na faculdade…

Um dia, um amigo lhe disse: “Você conseguiu tudo isso tão rápido, sendo analfabeto. Imagine o que você seria hoje, se tivesse estudo!” O homem respondeu na hora: “Eu seria porteiro do clube”.

Claro que o estudo é importante, mas o Espírito Santo é mais importante que o estudo. Com ele temos condições de vencer na vida. Mas o Espírito Santo só inspira quem segue a Palavra de Deus anunciada por Jesus. Por isso que diz o Sl 84,11: “Para mim, um dia em vossos átrios, ó Senhor, vale mais que mil em outro lugar”.

Maria Santíssima, transformada pelo Espírito Santo, sabia muito bem o que estava procurando na vida. “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus” (Lc 1,35). Que ela nos ajude a nos abrirmos também à ação do Espírito Santo, com sua luz e sua força sobre nós.

O Espírito da Verdade vos conduzirá à plena verdade.

(Pe. Queiroz).

(14) – QUANDO VIER O ESPÍRITO SANTO.

A ignorância é o nosso maior adversário no nosso processo de conversão a Jesus Cristo. Enquanto nós não temos verdadeiramente uma experiência concreta com Jesus Salvador, nós próprios nos tornamos antagonistas da nossa felicidade. Por isso, muitas vezes, em nome de Deus nós aprisionamos as pessoas que estão a serviço do amor e da verdade. Jesus nos adverte para que nós não nos admiremos com as ações daqueles que não estão em sintonia com o projeto do Pai. Eles agem por ignorância. O Senhor nos mostra isto quando diz que os que agem contra os princípios evangélicos são os que não conhecem o Pai, o Filho e o Espírito Santo que é o Amor. No entanto, o Espírito Santo que é o nosso defensor, é também um verdadeiro guia das nossas ações. Se não estivermos em sintonia com o Espírito de Deus, podemos nos equivocar mesmo quando servimos a Deus e a Ele prestamos culto. As nossas ações precisam ter coerência com o pensamento de Deus para que a nossa fé não seja abalada nem tampouco a fé das pessoas com quem nós convivemos. O nosso testemunho de vida é a prova da nossa fidelidade a Jesus e ao que Ele tem nos ensinado desde o começo da nossa caminhada. Por outro lado não devemos nos desesperançar quando nos depararmos com o contra testemunho de alguns “pseudo cristãos”, muito pelo contrário, precisamos nos lembrar do que Jesus já nos recomendou e seguir adiante na nossa caminhada.

– Você teme as pessoas que o (a) desafiam em nome de Deus?

– Você tem pedido ao Espírito Santo que o (a) defenda dos “ignorantes de Deus”?

– Você continua firme mesmo quando é perseguido (a) pelas ideias do mundo?

– Você tem dado testemunho de que realmente conhece a Deus?

(Helena Serpa).

(14) – O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO – O AMANTE, O AMADO E O AMOR.

Neste domingo 03 de junho a liturgia nos oferece uma oportunidade ímpar de celebrar o maior mistério de nossa fé: o mistério da Santíssima Trindade. Um Deus em três pessoas. Mistério não é para ser colocado na cabeça, mas para ser contemplado.

Santo Agostinho, tentou compreender este inexprimível mistério. Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma. Até que se deparou com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo. Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar; continuamente voltava, enchia o copo e o despejava novamente. Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. Note que o Santo lhe explicou ser impossível realizar esta tarefa. Aí a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu… Então o Nobre Santo concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Resta-nos agora entender quem é um e quem é o outro para podermos, pelo menos de longe, contemplar a beleza do Deus Uno e Trino.

· O PAI: não foi criado por ninguém nem gerado. É aquele que é todo poderoso, e que criou tudo o que existe… E como Ele amou tudo que criou, enviou ao mundo seu próprio Filho para nos salvar.

· O FILHO: é filho só do Pai, não foi criado por ninguém, mas gerado. É o enviado do Pai, aquele que veio ao mundo, foi Ele que realizou essa obra de salvação, ensinando-nos o que deveríamos e o que não deveríamos fazer para ter uma vida terrena tranquila, e merecer um dia a vida eterna;

· O ESPÍRITO SANTO: não foi criado por ninguém, é do Pai e do Filho, procede de um e de outro. É aquele que foi prometido por Jesus Cristo aos apóstolos, para iluminá-los, encorajá-los, transformá-los de medrosos aos gigantes iniciadores da Igreja humana. É Ele que nos dá coragem, sabedoria, para evangelizar, e nos defende nos momentos de perseguições, e também diante do Pai.

A criação é obra da trindade:

· Gn 1,2: O Espírito de Deus pairava sobre as águas. Aqui está um indício de que a Trindade sempre existiu.

No AT Deus fala de si no plural:

· Gn 1,26: façamos o homem à nossa imagem e semelhança.

· Gn 3,22: se tornou como um de nós.

· Gn 11,7: desçamos e confundamos sua língua.

É no Novo Testamento que a Trindade é revelada plenamente, porém no AT temos um texto que antecipa esta revelação:

· Is 48,16 “Agora o Senhor Deus (PAI) me enviou a mim (FILHO) com seu espírito (Espírito Santo)”.

· Lc 1,35: “O Espírito Santo (ESPÍRITO SANTO) virá sobre você e a força do Altíssimo (PAI) a cobrirá com sua sombra. Por isso o Filho (JESUS CRISTO) que vai nascer de você será chamado Filho de Deus”.

· Jo 14,16: “E eu (O FILHO) rogarei ao PAI e ele vos dará outro Consolador (ESPÍRITO SANTO) para que fique convosco para sempre.

· Mt 28, 19: Ide e batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

· 2Cor 13,13: Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês.

Não são três deuses, não somos politeístas. É um só Deus em três pessoas. Um não é o outro, mas cada um é Deus por inteiro. Este é o mistério.

Somos batizados em nome da Santíssima Trindade. Em nome do Pai que nos criou, do Filho que nos salvou e do Espírito que nos amou.

O batismo nos insere na dinâmica da Santíssima Trindade e nos compromete com o Reino de Deus. Todo batizado tem a missão de cuidar do que Deus criou, de lutar pela salvação da humanidade e de ser presença do amor de Deus no mundo.

O Deus que seguimos é um Deus que é comunidade. Que mora em comunidade, que vive em comunidade. Ensina a viver em comunidade e que nos salva em e com a comunidade.

Caríssimos, sendo comunidade Deus nos ensina a lutar contra o individualismo que impera hoje. Quer nos ensinar que ninguém vive só, nenhuma das pessoas vive para si mesmo. Nós também devemos viver assim.

A Trindade é comunhão de amor onde cada um é quem é sem anular o outro. O amor que une cada uma das pessoas também as distingue. O verdadeiro amor não sacrifica o outro em favor de si, mas sacrifica-se em função do outro. Ah se nossos casais entendessem isso.

A Trindade é a mais perfeita comunidade, nela todas as comunidades e grupos humanos devem se espelhar.

Hoje ouvimos o apelo de Cristo: Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei (Mt 28,19-20). Isso não é uma opção, é uma obrigação de quem se sente amado por Deus. Ai de mim se não evangelizar. Que este seja o nosso principal objetivo e não outro.

O que é mesmo ser discípulo de Jesus?

É somente batizar?

Doto de outra forma: será que batizar sem critério nenhum é suficiente para tornar alguém discípulo de Jesus?

O discípulo de Jesus é aquele que observa tudo o que ele ordenou. O discípulo não é aquele que aprende uma doutrina, mas um modo de vida.

A Trindade é puro amor e por isso é missionária. Deus não ficou fechado em si, veio ao encontro da humanidade comunicar seu amor. Quanto mais intenso é o amor, mais forte será o impulso missionário em nosso coração. Vamos lutar para crescer nesta dimensão. Lutemos para crescer na dimensão missionária. Abramos nossas portas e saiamos em missão.

Quando parecer difícil, lembremos que Ele está conosco todos os dias até a consumação do mundo. Ele é nossa força, é Ele quem aquece nossos corações e nos faz missionários. Jesus não nos abandonou, continua presente em entre nós. É uma presença invisível, porém real e concreta.

Jesus está presente em nossa vida, seja nos momentos de angustia, seja nos momentos de felicidade. Ele é presença constante, está na liturgia da palavra e na Eucaristia. Está no outro, principalmente nos pobres, humilhados e pequenos. O que fizerdes a um desses pequeninos foi a mim que o fizestes (Mt 25,40).

A Trindade armou sua tenda entre nós. Sua tenda é a comunidade! É o outro! É o pobre! Ajudai-nos Senhor a perceber a sua presença em meio a esta cultura que tenta anular-Te. Que nos momentos de angustia e fracasso possamos o caloroso abraço do Deus Uno e Trino. Amém!

(Pe. Erivaldo Gomes de Almeida).

(14) – MEDITAÇÃO SOBRE A SANTÍSSIMA TRINDADE.

Este texto foi motivado pela proximidade da solenidade da Santíssima Trindade. Somos imersos no mistério trinitário, no batismo, novo nascimento, enquanto o padre derramava água em nossa cabeça, o fazia em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28, 19). E assim nos imergiu no seio da Trindade. É este o mistério central de nossa fé. Nele vivemos e viveremos eternamente, graças ao nosso batismo. É um mistério a ser contemplado e vivido no dia-a-dia. Quando falamos da Trindade estamos afirmando a nossa fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Acreditamos em um Deus Uno e Trino. Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho.

Cada pessoa da Trindade é Deus por inteiro. Não professamos três deuses, mas um único Deus em três pessoas.

DEUS PAI – Não foi criado e nem gerado. É o “princípio e o fim, princípio sem princípio”; por si só, é Princípio de Vida, de quem tudo procede; possui absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Atribui-se ao Pai a Criação do mundo.

DEUS FILHO – Procede eternamente do Pai, por quem foi gerado, não criado. Gerado pelo Pai porque assumiu no tempo Sua natureza humana, para nossa Salvação. É Ele Eterno e consubstancial ao Pai (da mesma natureza e substância). Atribui-se ao Filho a Redenção do Mundo.

DEUS ESPÍRITO SANTO – Procede do Pai e do Filho; é como uma expiração, sopro de amor consubstancial entre o Pai e o Filho; pode-se dizer que Deus em sua vida íntima é amor, que se personaliza no Espírito Santo. Manifestou-se primeiramente no Batismo e na Transfiguração de Jesus; depois no dia de Pentecostes sobre os discípulos. Habita nos corações dos fiéis com o dom da caridade. Atribui-se ao Espírito Santo a Santificação do mundo.

A Trindade é mistério de amor e de comunhão, o amante é o Pai, o amado é o Filho, o Amor é o Espírito Santo.

Um ancião medita na praia sobre o mistério da Santíssima trindade. Procura todos os recursos possíveis para compreender o inefável mistério de um Deus em três pessoas. Enquanto medita, andando para cá e para lá, encontra um menino, com uma vasilha, pondo a água do mar em um buraco feito na areia. O ancião lhe pergunta o que está fazendo, o menino com toda simplicidade responde: estou pondo a água do mar neste buraquinho. E o ancião respondeu: ora o mar é imenso, você nunca vai conseguir. O menino retrucou: é mais fácil que eu ponha o mar imenso neste buraquinho que o senhor compreender, com sua razão limitada, o mistério inefável de Deus.

Um camponês ia à missa todos os Domingos, um dia, após a missa da Santíssima Trindade, após a homilia do sacerdote sobre este mistério, falou ao colega: não entendo, como pode um ser três?

Um não pode ser três e se é três não pode ser um. Não vou mais à missa. O amigo falou: a Trindade é Deus, mesmo sem compreender Deus, você acredita e sabe que ele existe. A Trindade é Deus, portanto, é mistério a ser contemplado.

A trindade se revela na história, para o olhar contemplativo de quem tem a fé cristã, o mundo é um reflexo d Criador, e por isso tem inúmeros vestígios, inúmeras sombras da Trindade. O mundo criado, à imagem do Criador, é uma construção trinitária, que é a imagem e semelhança do Deus trino.

à O corpo humano é composto de cabeça, tronco e membros.

à A pessoa humana é constituída de corpo, alma e espírito.

à Na família temos pai, mãe e filhos.

à No matrimonio, marido, mulher e prole.

à As virtudes teologais, fé, esperança e amor.

à Na dialética, tese, síntese e antítese.

à Os poderes políticos, legislativo, executivo e judiciário.

Encontramos também numerosas tríades nos fenômenos naturais.

à Na árvore, raiz, tronco e ramos.

à Os reinos da natureza são, mineral, vegetal e animal.

à Na eletricidade encontramos os polos, positivo, negativo e neutro.

à Tempo é composto de passado, presente e futuro.

Os místicos sabem contemplar os reflexos da Santíssima Trindade no universo criado, vendo o mundo todo como um espelho onde é refletido o poder, a sabedoria e a bondade do Deus Uno e Trino.

A Trindade move a Igreja e a impulsiona à missão, a fé eclesial é iluminada e nutrida pelo amor trinitário do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Em toda a liturgia, nossa oração se dirige ao Pai, pelo Filho, na unidade do Espírito Santo. Nós somos enviados pelo Pai, com a força do Espírito Santo, para anunciar e professar o nome do Filho. Portanto nossa missão na Igreja tem essa dimensão trinitária e tem a Trindade como princípio e fim último.

Ter fé no mistério trinitário é acreditar em Deus, que não é outra coisa senão a Trindade. Não obstante a impossibilidade de explicar o mistério divino, com Ele somos chamados a formar comunhão. Somos filhos da Trindade e a ela voltaremos quando partirmos deste mundo. A vida eterna consiste na comunhão plena com o Deus Trino.

Muitas pessoas simples de nossas comunidades dão testemunho e vivem já imersos no mistério trinitário, pouco estão preocupados se são um ou três. O caminho para penetrar no mistério trinitário é a contemplação e a oração. Só por esse caminho as grandes verdades de fé são reveladas por Deus a quem Ele deseja.

(Pe. Erivaldo Gomes).

(14) – SANTÍSSIMA TRINDADE.

O mistério da Trindade Santa não poder ser entendido pela razão ou pela inteligência, humana, mas sim, pela FÉ. Sem fé não é possível compreender e aceitar o mistério de um Deus Uno e Trino. Pela inteligência o ser humano não tem condições de penetrar nos mistérios de Deus, de conhecer a sua essência, de entender plenamente como Deus é.

Porém, pelos olhos da fé, pela vontade e pela capacidade de amar que nos foi dado pelo próprio Deus, nós temos condições de perceber de forma incompleta, a grandeza e a imensa bondade daquele que criou e governa tudo que existe. Na verdade, Deus é tão misterioso e grandioso, que se nós o compreendêssemos, Ele não seria Deus.

Durante toda a história, muitos sábios tentaram explicar o mistério de Deus e seu relacionamento entre o Filho e o Espírito Santo. Mas infelizmente, toda essa tentativa não passou de um esforço superficial que passou por muito longe daquilo que se pretendia atingir. Pois é um mistério, e como o nome diz, mistério não se pode desvendar, é incompreensível à capacidade humana. Está fora do alcance da nossa mente, está além da nossa capacidade intelectual, é inatingível para as nossa faculdades mentais.

Então, aquele homem de pouca fé disse: Olha… eu creio em Deus e até em Jesus. Mas essa conversa de três deuses em uma só pessoa…

Ah! então você acredita em Jesus?

Ótimo. Já é meio caminho andado para aceitar e acreditar na Santíssima Trindade.

Porque, usando um raciocínio lógico, começamos perguntando quem foi que disse que existem três pessoas?

Foi o próprio Deus através do seu Filho, Jesus Cristo, que é o próprio Deus encarnado que veio ao mundo, e provou que era Deus através dos inúmeros milagres que fez.

Assim, Jesus que era o Filho, fez diversas referências ao Pai. O Pai que me enviou… Eu e o Pai somos um… E foi Jesus quem prometeu enviar o Espírito Santo aos apóstolos, e o enviou.

Jesus é o Verbo que no início estava junto de Deus e que é Deus. O Filho é consubstancial ao Pai, ou seja um só Deus com Ele. “O Filho Único de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai”. O Espírito foi prometido pelo Filho aos apóstolos: Antes da Páscoa Jesus nos ensina que mandará um outro Paráclito para os auxiliar na sua tarefa de continuar a missão que Ele havia iniciado no mundo. Esse Espírito que ilumina as mentes, é também defensor ou consolador, invisível mas que esteve, está e sempre estará conosco. Foi Ele que iluminou os profetas falando ao povo de Deus pelas suas bocas. É Ele que continua assistindo e iluminando a Igreja de Cristo nos dias de hoje, a superar os momentos difíceis da sua caminhada, e a divulgar a palavra de Deus a todos quantos quiserem ouvi-la.

O Espírito de Deus é invisível semelhante como o ar que inspiramos. O ar está em toda a parte, nós não o vemos mas sentimos a sua presença, ou a sua carência. Se fecharmos todas as portas em um ambiente cheio de gente, como em uma sala de aula em um dia de inverno por exemplo, poderemos sentir a falta da renovação do ar, poderemos sentir o peso de uma ar impuro pelo gás carbônico expelido pelos pulmões das pessoas ali presentes. É uma situação de perigo de asfixia, pois num ambiente fechado, estaremos inspirando o que saiu de dentro do outro, o que foi expelido pelo pulmão do outro.

Não vemos, mas sentimos o ar que nos envolve, assim como não vemos o Espírito de Deus, mas sentimos a sua presença. E o lugar em que esse fenômeno acontece com mais força, é dentro da Igreja, especialmente no sacrário e na hora da missa, principalmente no momento da consagração. Tudo isso nós percebemos pelos olhos da fé. Quem tem pouca fé, quase nem percebe. Porém quem tem uma fé grande, perceberá de forma também grande.

O Espírito de verdade está em ação desde a criação do mundo. Como já dissemos, foi Ele quem falou através dos profetas e agora estará junto aos discípulos, com eles e neles para ensiná-los e conduzi-los à verdade, assim como está nos missionários da Igreja de hoje, iluminando-os, protegendo-os, confortando-os, etc.

Caríssimos. Contemplar este mistério, é o processo mental mais profundo e impenetrável do fenômeno psicológico denominado FÉ. A nossa fé.

Prezados irmãos. Nos dias atuais, a violência já se espalha também pelos campos, pelas fazendas que estão sendo saqueadas, e as pessoas sendo agredidas e mortas.

Você já imaginou se as lavouras forem abandonadas por causa do pavor de morte por lá espalhado pela violência?

O que iremos comer?

Se ninguém planta, ninguém come…

Será que estamos combatendo a violência pelo lado certo?

Em suas causas em vez de suas consequências?

Não se consegue a paz pela eliminação dos conflitos, o que é feito pela opressão, e pela força geradora de mais violência. Também não se pode entender como PAZ, a ausência de conflitos, mas sim, a sua superação com técnicas que atinjam as suas raízes, ou suas causas, ou seja, mediante a educação, a evangelização feita por uma catequese atual e atuante, e pela solidariedade. Solidariedade essa que leva à plena comunhão com Cristo na Eucaristia, onde os cristãos se saúdam com o beijo fraterno.

Portanto, todo sofrimento que agora já se espalha pelos campos antes lugares de paz e tranquilidade, toda injustiça, todo pecado, a violência espalhada no mundo e que brota da mente daqueles que se esqueceram de Deus, tudo o que gera dor e morte é contrário ao projeto de Deus. Porque não estar com ele é patrocinar a morte.

Irmãos, seremos julgados por todo esse estado de coisas. Tanto os infratores, como nós que não catequisamos o suficiente para evitar que o mundo chegasse a esse ponto. A bem da verdade, Deus não nos julga, não nos condena. As pessoas é que se julgam ou se condenam, ao decidir trilhar caminhos outros que não aqueles sugeridos por N. S. Jesus Cristo. Pessoas que ao se confrontarem com a prática de Jesus e tomando partido a favor ou contra ele. Pois quem se posiciona a favor, não é julgado; quem se posiciona contra já está julgado porque não acreditou no Nome do Filho único de Deus.

Porém, aqueles que ficarem firmes até o fim, serão salvos. Que Deus nos dê essa grande graça de sermos fiéis, não obstante as forças do mal invadires os nosso lares, e em toda parte. Vivamos o amor de Jesus. Esse amor que tem origem no “amor de Deus”, que tomou a iniciativa, enviando por seu Filho ao mundo.

Esse amor que deve continuar na nossa comunidade mediante “a comunhão do Espírito Santo”, que atrai, organiza e dá força aos cristãos para agirem solidariamente entre si, em perfeita harmonia. Pelo mistério do amor, que faz de diversas pessoas um só ser, um só rebanho, Deus é comunidade através da Trindade Santa, e nós também devemos sê-lo imitando Cristo. O Deus trino forma uma comunidade harmônica de vivência na paz, que deve ser copiada e imitada por nós em nossa vida comunitária.

Essa perfeita harmonia trinitária deve ser o exemplo para as nossas comunidades eclesiais de base. As quais devem se plasmar nas palavras de Paulo quando escreveu aos Coríntios: Sejam alegres, trabalhem e estudem, se encham de coragem apostólica e cultivem a concórdia, ou seja, concordem uns com os outros, sejam portadores da paz e assim, somente assim, “o Deus do amor e da paz estará convosco” (2Cor. 13,11).

Podemos então, a grosso modo, comparar a Santíssima Trindade com uma empresa de construção civil, onde o dono é aquele que fundou aquela corporação, e a governa. O Filho é aquele a que o pai confiou tudo. É ele quem está em contato com todos os empregados, vivenciando a toda a realidade da empresa, e explicando a todos como executar o projeto do seu pai. E como terceira pessoa, temos o irmão do dono, que é o engenheiro chefe dos demais técnicos, que ensina, orienta, coordena todas as operações que levam adiante as construções projetadas pelo pai.

CONCLUSÃO

A melhor forma de celebrar a festa da Santíssima Trindade, é nos convencer de que se trata de um mistério da nossa fé, que nos foi deixado por aquele que pode tudo, aquele que para Ele nada é impossível. Assim, se vivermos no amor fraterno, um amor aberto, grande, generoso, sem medida e sem condições, aberto ao perdão e à reconciliação, um amor que cria a vida e que vence a violência e a morte. Assim, e somente dessa forma, entraremos em comunhão com o Deus que é amor e comunhão em si mesmo, que é Pai, Filho e Espírito Santo. Assim e só assim conheceremos para valer a Deus, e estamos certamente dentro deste Plano de amor trinitário projetado pelo Pai em união com o Filho e com o Espírito Santo. Amém.

(José Salviano).

(14) – TRINDADE: MODELO DE VIDA PARA A VIDA DA COMUNIDADE!

Mais uma vez, nos unimos no mesmo espírito de fé, para com muita alegria, celebrar a festa da Santíssima Trindade! É a festa do amor, quando a Igreja nos convida a contemplar o mistério inefável e insondável da Trindade Santa! Mergulhar na profundidade deste mistério, é fazer a experiência da imensidão do amor de Deus, que para relacionar-se conosco, quis se fazer família: como Pai, Ele nos criou, como Filho nos redimiu e, como Espírito Santo nos santifica.

Ao Colocar esta festa no domingo seguinte à solenidade de Pentecostes, a Igreja vem nos lembrar que cada domingo é uma festa da Santíssima trindade, pois o domingo é o dia do Senhor, dia em que Jesus ressuscitou e que o Espírito Santo nos santificou, descendo sobre a igreja nascente. Por tanto, todo domingo, devemos contemplar este mistério Trinitário!

No antigo testamento, não se fala da Família Trinitária, é Jesus quem a revelou a nós, entreabrindo o véu que encobria de nossos olhos a grande alegria de poder fazer parte da família de Deus: do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

No evangelho de hoje, vemos mais uma vez, a preocupação de Jesus com os discípulos, que tinham muita dificuldade em compreender os acontecimentos que estavam por vir! Na sua grande compreensão, Jesus insiste em fazer brotar em seus corações, sentimentos positivos, garantindo-lhes que tudo que até então, era de difícil compreensão para eles, lhes tornaria claro, quando eles tivessem revestidos da presença iluminadora do Espírito Santo. “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de compreender agora. Quando, porém vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a verdade.” Estas palavras de Jesus, dirigidas aos discípulos, nos estimulam, a estarmos sempre abertos a ação do Espírito Santo e embebidos no amor de Deus Pai, que tudo fez para não nos deixar órfãos!

Na celebração deste domingo, a palavra central que deve ressoar nos nossos ouvidos e entrar no nosso coração, é a “confiança”, confiança na família Trinitária, onde encontramos o amparo do Pai, a segurança do Filho e a força iluminadora do espírito Santo!

O Espírito Santo, é a permanente presença de Jesus em nós, é Ele que nos faz entender, nas mais diferentes circunstâncias de nossa vida, o sentido das palavras de Jesus que guardamos em nosso coração. Daí, a importância de guardarmos sempre as suas palavras, ainda que não tenhamos entendido-as no momento.

É o Espírito Santo que nos revela a verdade que é Jesus, que nos faz enxergar o sentido de suas palavras e perceber a sua manifestação nos acontecimentos. O Espírito Santo é o guia que nos remete ao Senhor, que nos faz pertencer a família trinitária! A sua presença em nós, é tão forte, que nos faz enxergar até mesmo o que está oculto aos olhos do mundo.

As palavras, os sinais de Jesus, estão constantemente diante dos nossos olhos, seja na Sagrada Escritura, nos acontecimentos do nosso dia a dia, pena, que nem sempre captamos a sua mensagem, falta-nos a abertura ao Espírito Santo. Sem esta abertura, todos os ensinamentos de Jesus, se tornam em vão, passam desapercebidos aos nossos sentidos, não entram no nosso coração!

“O Espírito Santo não falará por si mesmo, mas dirá tudo que tiver ouvido…” Esta afirmação de Jesus, vem nos dizer que nenhuma pessoa da trindade Santa, age individualmente, um exemplo que deve ser seguido por cada um de nós!

Professar a nossa fé na Santíssima Trindade, não significa somente reconhecê-la, mas tomá-la como modelo para nossa vida pessoal e comunitária.

Quando traçamos sobre nós, o sinal da cruz, invocando a Santíssima Trindade, podemos ter certeza, que novos horizontes se abrirão para nós e tudo que nos parecer obscuro, tornará claro!

Viver a vida trinitária é fazer a mesma trajetória de Jesus, é viver comunitariamente, priorizando sempre os valores do Reino!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(20) – ELE VOS CONDUZIRÁ À VERDADE PLENA.

É do Espírito Santo que Jesus está falando: o “Espírito da Verdade”. Logo, o Espírito do próprio Jesus, que se apresenta assim: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. (Jo 14,6).

Lembram-se de Pilatos?

Ele fez a Jesus uma pergunta que seria de vital importância para sua história pessoal, mas não esperou pela resposta: “Quid est veritas?” “O que é a verdade?” (Jo 18,38.) Tal como Pilatos – o que lavou as mãos no sangue de Cristo – muita gente deste século não crê mais em uma Verdade absoluta. Relativizam tudo: “Cada um tem a sua verdade. Você tem a sua. Eu tenho a minha”.

A Igreja, porém, insiste na responsabilidade objetiva do indivíduo sobre o aspecto moral de suas escolhas: não há gesto neutro, nossas escolhas podem ser boas ou más. E mais: deve haver coerência entre a fé que professamos e a vida que vivemos. Na Encíclica “O Esplendor da Verdade”, o Papa João Paulo II anotava: “Os primeiros cristãos, provindos quer do povo judaico quer dos gentios, diferenciavam-se dos pagãos não somente pela sua fé e pela liturgia, mas também pelo testemunho da própria conduta moral, inspirada na Nova Lei. De fato, a Igreja é, ao mesmo tempo, comunhão de fé e de vida; a sua norma é a ‘a fé que atua pela caridade’ (Gl 5,6).” [Veritatis Splendor, 26].

Iluminada pelo Espírito Santo, a Igreja permanece fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo e, por isso mesmo, ousa bater de frente contra as modas e a filosofia de um mundo neopagão, que faz do homem matéria-prima e mercadoria de consumo, a ponto de adotar como ideal uma cultura de morte, onde o aborto legal, a eutanásia e a contracepção são financiados pelo próprio Estado.

Aqueles que pregam a necessidade de a Igreja “se modernizar”, ignoram que ela é portadora de uma verdade revelada por Deus acerca do homem e acerca do próprio Deus. E exatamente por saber que o Deus Criador é Pai e nós somos seus filhos (não meros macacos evoluídos!), a Igreja continuará lutando a favor da vida, da liberdade e da dignidade do homem.

Tenho procurado “viver no Espírito”?

Invoco o Espírito Santo no início de cada dia, ao começar cada tarefa?

Conto com a luz divina para educar os filhos, aconselhar os alunos, fazer minhas escolhas pessoais e familiares?span>

Orai sem cessar: “Enviai o vosso Espírito e renovareis a face da terra!” [Sl 104,30].

(Antônio Carlos Santini).

(24) – QUANDO ELE VIER, O ESPÍRITO DA VERDADE, VOS GUIARÁ EM TODA A VERDADE.

Hoje, celebramos a solenidade do mistério central da nossa fé, do qual tudo procede e para o qual tudo se dirige. O mistério da unidade de Deus e, simultaneamente, a sua subsistência em três Pessoas iguais e distintas. Pai, Filho e Espírito Santo: a unidade na comunhão e a comunhão na unidade. É muito conveniente que nós, os cristãos estejamos conscientes, neste grande dia, de que este mistério está presente nas nossas vidas: desde o Baptismo — que recebemos em nome da Santíssima Trindade — até à nossa participação na Eucaristia, que se realiza para glória do Pai, pelo Seu Filho Jesus Cristo, graças ao Espírito Santo. E é o sinal pelo qual nos reconhecemos como cristãos: o Sinal da Cruz, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

A missão do Filho, Jesus Cristo, consiste na revelação do Pai, do qual é imagem perfeita, e no dom do Espírito, também revelado pelo Filho. A leitura do Evangelho, hoje proclamada, no-lo mostra: o Filho tudo recebe do Pai em perfeita unidade: «Tudo que o Pai tem é meu», e o Espirito recebe do Pai e do Filho o que Ele é. “Por isso, eu vos disse — disse Jesus — ‘que ele receberá do que é meu para vos anunciar’” (Jo 16,15). E noutra passagem deste mesmo discurso (15,26): “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim”.

Aprendamos esta grande e consoladora verdade: A Santíssima Trindade, longe de se colocar à parte, distante e inacessível, vem até nós, habita em nós e transforma-nos em seus interlocutores. E isto por meio do Espirito, que assim nos guia até à verdade total (cf. Jo 16,13). A incomparável “dignidade do cristão”, da qual S. Leão Magno fala várias vezes, é esta: possuir em si mesmo o mistério de Deus e, então, ter já na terra a própria “cidadania” no céu, quer dizer, no seio da Santíssima Trindade.

(Cardenal Jorge MEJÍA Arquivista e Bibliotecário de la S.R.I. (Città del Vaticano, Vaticano)).

 

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

8ª SEMANA COMUM (SANTÍSSIMA TRINDADE – BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA SOLENIDADE).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Um profundo ato de amor de Deus para com seu povo se revela no mistério da Trindade. Deus é comunhão de pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. Deus Uno e Trino nos convida à plena comunhão com Ele e com os irmãos. De coração aberto, caminhemos animados pelo Espírito Santo que habita em nós, para que cheguemos à maturidade da fé em Cristo Jesus, que nos revela o rosto misericordioso do Pai.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

A Sabedoria é Cristo, a Palavra viva de Deus que tudo cria e nos encaminha à presença misericordiosa do Pai. O Senhor envia sobre nós a verdade do Espírito Santo, reunindo todos numa mesma fé. Por isso, a ação redentora da humanidade é fruto do amor que emana da Trindade.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Divino/ ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém.

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho unigênito e bendito o Espírito Santo. Deus foi misericordioso para conosco.

Antífona da comunhão.

Porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai (Gl 4,6).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da Verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Ao Deus de bondade, elevemos nossas preces, na esperança de que seu amor conduza todos a caminharem na construção do seu Reino. Rezemos confiantes:

— Ó Deus, ouvi nossas súplicas.

1. PARA QUE, vivendo o Ano da Fé e celebrando a Santíssima Trindade, fortifiquemos nosso coração na fé, no amor e na esperança, rezemos confiantes:

2. PARA QUE possamos contemplar e nos alegrar pela riqueza da criação, sendo também construtores de um mundo mais justo e fraterno, rezemos confiantes:

3. PARA QUE, iluminados pela Palavra de Deus e exemplo dos santos, sejamos testemunhas vivas do Redentor, rezemos confiantes:

4. PARA QUE, fortalecidos pela graça, possamos melhorar a qualidade de nossas atitudes, buscando de coração sincero o Senhor de nossa vida, rezemos confiantes:

(Intenções próprias da Comunidade)

Senhor nosso Deus, Único e Verdadeiro, eis as preces que nós, vossos filhos e filhas, vos dirigimos com renovada confiança. Por Cristo, nosso Senhor.

Amém.

Oração sobre as oferendas.

Senhor nosso Deus, pela invocação do vosso nome, santificai as oferendas de vossos servos e servas, fazendo de nós uma oferenda eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Possa valer-nos, Senhor nosso Deus, a comunhão no vosso sacramento, ao proclamarmos nossa fé na Trindade eterna e santa e na sua indivisível unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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