Liturgia Diária 27/MAI/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 27/MAI/2013 (segunda-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Eclesiástico (Eclo 17,20-28).

Leitura do Livro do Eclesiástico.

20 Aos arrependidos Deus concede o caminho de regresso, e conforta aqueles que perderam a esperança, e lhes dá a alegria da verdade. 21 Volta ao Senhor e deixa os teus pecados, 22 suplica em sua presença e diminui as tuas ofensas. 23 Volta ao Altíssimo, desvia-te da injustiça e detesta firmemente a iniquidade. 24 Conhece a justiça e os juízos de Deus e permanece constante no estado em que ele te colocou, e na oração ao Deus altíssimo. 25 Anda na companhia do povo santo, com aqueles que vivem e proclamam a glória de Deus. 26 Não te demores no erro dos ímpios, louva a Deus antes da morte; o morto, como quem não existe, já não louva. 27 Louva a Deus enquanto vives; glorifica-o enquanto tens vida e saúde, louva a Deus e glorifica-o nas suas misericórdias. 28 Quão grande é a misericórdia do Senhor, e o seu perdão para com todos aqueles que a ele se convertem!

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 31, 1-2. 5. 6. 7 (R. 11a)).

— 11a Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

11a Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— Feliz o homem que foi perdoado / e cuja falta já foi encoberta! / Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, / e em cuja alma não há falsidade!

— Eu confessei, afinal, meu pecado, / e minha falta vos fiz conhecer. / Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” / E perdoastes, Senhor, minha falta.

— Todo fiel pode, assim, invocar-vos, / durante o tempo da angústia e aflição, / porque, ainda que irrompam as águas, / não poderão atingi-lo jamais.

— Sois para mim proteção e refúgio; / na minha angústia me haveis de salvar, /envolvereis a minha alma no gozo / da salvação que me vem só de vós.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,17-27).

Mc 10,17-27 (o jovem rico 1) Mc 10,17-27 (o jovem rico 3)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 17 quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?” 18 Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19 Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!” 20 Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. 21 Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!” 22 Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23 Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!” 24 Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25 É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!” 26 Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” 27 Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Preparo-me para a Leitura, rezando ao Espírito, com todos os que navegam na internet:

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Espírito Santo que procede do Pai e do Filho, tu estás em nós, falas em nós, rezas em nós, ages em nós.

Te pedimos: ajuda-nos a fazer espaço às tuas palavras, à tua oração, para que possamos conhecer o mistério da vontade de Deus na história.

Acende em nós aquele mesmo fogo que ardia no coração de Jesus, quando ele falava do reino de Deus.

Somente tu, Espírito Santo, podes acendê-lo e a ti, portanto, apresentamos a nossa fragilidade, a nossa pobreza, o nosso coração apagado, para que tu o reacendas com o calor da santidade da vida, do amor fraterno e da potência do Reino.

Amém.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 10,17-30, que narra a conversa de Jesus com um homem rico. Quando Jesus estava saindo de viagem, um homem veio correndo, ajoelhou-se na frente dele e perguntou:

– Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?

Jesus respondeu:

– Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. Você conhece os mandamentos: “Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, não tire nada dos outros, respeite o seu pai e a sua mãe.”

– Mestre, desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos!

– respondeu o homem.

Jesus olhou para ele com amor e disse:

– Falta mais uma coisa para você fazer: vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.

Quando o homem ouviu isso, fechou a cara; e, porque era muito rico, foi embora triste. Jesus então olhou para os seus discípulos, que estavam em volta dele, e disse:

– Como é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus!

Quando ouviram isso, os discípulos ficaram espantados, mas Jesus continuou:

– Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.

Quando ouviram isso, os discípulos ficaram espantadíssimos e perguntavam uns aos outros:

– Então, quem é que pode se salvar?

Jesus olhou para eles e disse:

– Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, é. Pois, para Deus, tudo é possível.

Marcos apresenta no seu relato, um homem entusiasta e decidido que veio correndo e ajoelha-se diante dele. E saúda Jesus com o belo título de Mestre. De início, Jesus o corrige, dizendo-lhe que só Deus é bom. Depois, é carinhoso: “Jesus olhou para ele com amor”. E diz que lhe falta, além de cumprir os mandamentos, renunciar à riqueza para seguir Jesus. Se não renunciar à riqueza, o coração fica dividido. O moço cumpriu todos os mandamentos, menos o primeiro: amar a Deus sobre todas as coisas. Ouvindo a proposta de Jesus, o rapaz “fechou a cara; e, porque era muito rico, foi embora triste”.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim?

Os que decidem por seguir Jesus Cristo encontram-se diante desta opção.

Quero seguir Jesus Cristo e para isto necessito optar, me comprometer por segui-lo, sabendo que nele está toda minha riqueza. Os bispos, em Aparecida, disseram:

“No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação.” (DAp 351).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto diz para mim?

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo a Oração do Amor:

(clique aqui para ouvir a música)

Onde há dúvida, que eu leve a fé

Onde há ódio, que eu leve o amor

Onde há ofensa, que eu leve o perdão

Onde há discórdia, que eu leve a união

Onde há erro, que eu leve a verdade.

Onde há desespero, que eu leve a esperança

Onde há trevas, que eu leve a luz

Onde há tristeza, que eu leve a alegria

Senhor, fazei de mim um instrumento de Vossa paz

Ó mestre,

Que eu não busque tanto

Ser consolado, mas consolar

Ser compreendido, mas compreender

Ser amado, mas amar

Porque é dando que se recebe

Esquecendo que se encontra

Perdoando que se encontra o perdão

Morrendo que se ressuscita para a Vida Eterna

Senhor, fazei de mim um instrumento de Vossa paz!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Hoje, vou olhar as pessoas com olhar de fraternidade e renovar meu compromisso de vida com o Senhor.

REFLEXÕES:

(4) – A VIDA ETERNA NÃO SE COMPRA, SE RECEBE.

Jesus não aceita para si o título de bom, ele o remete a Deus, que é a fonte de toda bondade. Se algo de bom há em Jesus, é dom de Deus. A vida eterna desejada por aquele anônimo é dom, e como tal ela precisa ser recebida. Não é merecimento pelo cumprimento irrepreensível da Lei. É preciso desapego, pois só o cumprimento da Lei não é suficiente. É preciso desapego, pois a vida eterna não se compra, se recebe.

É no seguimento de Cristo que se encontra o caminho para a vida eterna: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).

O homem saiu pesaroso diante da palavra de Jesus, pois era possuidor de muitos bens. A riqueza é uma ameaça que pode impedir a entrada no Reino de Deus; facilmente ela se confunde com a vida verdadeira e obstrui o dom de ser recebido como tal (ver: Mt 6,24). A salvação é dom de Deus. Por isso Jesus diz: “Para Deus tudo é possível” (v. 27).

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – O IMPORTANTE É VOCÊ RECOMEÇAR.

Não importa qual foi o seu pecado, o seu erro, pois o importante é você recomeçar. A semana está apenas começando.

“Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta!” (Salmo 31).

A primeira leitura diz: “Aos arrependidos, Deus concede o caminho de regresso, conforta aqueles que perderam a esperança e lhes dá a alegria da verdade. Volta ao Senhor e deixa os teus pecados, suplica em sua presença e diminui as tuas ofensas” (Eclo 17, 20-22).

Seguir Jesus não é fácil, por isso o jovem rico do Evangelho teve muita dificuldade em fazê-lo. No entanto, mais difícil, muitas vezes, é deixar o pecado que nos prende, que nos mantêm cativos a ele.

A Palavra de Deus diz: “arrepender-se das contrições dos seus pecados, do mais profundo da sua alma”. Não importa qual foi o seu pecado, o seu erro, pois o importante é você recomeçar. A semana está apenas começando.

A presença misericordiosa com Deus nos permite dizer: “Eu sou pecador, eu errei”. Às vezes, nos conformamos com os nossos pecados e dizemos que é assim mesmo. Mas diga ‘não’ ao pecado e não se conforme com o erro, com o mal.

Deus não quer condená-lo. O amor misericordioso de Jesus vem em nosso favor e nos leva a nos arrependermos das nossas faltas e nos leva à casa do Pai.

Deus abençoe você.

(Pe. Roger Araújo).

(7) – A DEUS TUDO É POSSÍVEL.

A dura constatação de Jesus deixou pasmos os discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”, é ainda, “É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus”. A salvação pareceu-lhes um ideal inatingível. A situação do homem piedoso, porém apegado à sua riqueza, não dava margem para dúvidas. Ele havia observado os mandamentos, desde jovem, e se preocupava com a vida eterna. Todavia, quando Jesus lhe propôs um gesto radical de ruptura, por meio do qual daria prova insofismável de sua confiança na Providência divina, preferiu optar pela posse dos bens.

O Mestre reconheceu que ninguém é capaz de manter-se livre diante das riquezas e, portanto, salvar-se, sem a ajuda divina. Daí sua declaração: “Aos seres humanos isto é impossível”. Só Deus possibilita a salvação dando forças às pessoas para se libertarem da escravidão da riqueza, por amor ao Reino. Com as próprias forças, ninguém será capaz de realizar um gesto de tal envergadura.

Porque “a Deus tudo é possível”, quem se mantiver aberto à ação da graça terá acesso à salvação, embora seja tentado a apegar-se às riquezas. Se os discípulos se predispuserem a confiar na Providência divina, poderão ter fundadas esperanças de obter a salvação.

Oração: Pai, não permitas que me coração se apegue de tal forma aos bens deste mundo, a ponto de levar-me a te colocar em segundo lugar.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

… depois vem, e segue-me (Mc 10,21).

O jovem rico perguntara a Jesus como ganhar a Vida Eterna.

Jesus continuamente falava sobre a Vida Eterna em seus discursos para a multidão. Aquele jovem devia saber disto e queria a Vida Eterna.

No entanto, o resto da história narrada neste Evangelho nos mostra como esse jovem não conseguiu a Vida Eterna: aquele “vem e segue-Me” o assustou. Ele não entendeu que a Vida Eterna estava ali bem diante dele, pois era o próprio Jesus. De fato, em outro Evangelho Jesus dirá: “Eu sou o caminho, a verdade e a Vida” (Jo 14,6).

Este Evangelho nos mostra como é fácil perder o que Deus nos quer dar porque estamos presos a ninharias que consideramos tesouros maiores do que os que Deus nos prepara. Deus nos prepara a doação de Si mesmo, pois a Vida Eterna é o próprio Deus. E esta será a recompensa que terão os discípulos de Jesus, como veremos no Evangelho de amanhã.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – BOM MESTRE, QUE DEVO FAZER PARA ALCANÇAR A VIDA ETERNA?

Ignorar a Deus é morrer; pois a vida reside apenas em conhecê-Lo, viver nele, amá-Lo e procurar assemelhar-se a Ele. Se quereis a vida eterna, […] procurai antes de mais conhecê-Lo, ainda que “ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-Lo” (Mt 11,27). Em Deus, conhecei a grandeza do Redentor e a sua graça inestimável; pois, diz o apóstolo João, “a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (1,17).

[…] Se a Lei de Moisés pudesse dar-nos a vida eterna, porque teria o nosso Salvador vindo ao mundo e sofrido por nós, desde o nascimento até à morte, percorrendo toda uma vida humana?

Porque se teria este jovem, que tão bem cumpria desde a juventude os mandamentos da Lei, lançado aos pés de Jesus para Lhe pedir a imortalidade?

Este jovem observava a Lei na sua totalidade, e a ela se ligara desde a juventude. […] Mas percebe bem que, se nada falta à sua virtude, lhe falta contudo a vida. É por isso que vem pedi-la Àquele que pode dar-lhe; está seguro de estar em regra com a Lei, mas nem por isso deixa de implorar ao Filho de Deus. […] As amarras da Lei não o defendem adequadamente das oscilações do navio, pelo que ele deseja abandonar esta navegação perigosa e lançar âncora no porto do Salvador.

Jesus não lhe censura a falta de cumprimento da Lei, mas olha-o com afeto, emocionado com a sua aplicação de bom aluno. Contudo, diz-lhe que é ainda imperfeito […]: é bom trabalhador da Lei, mas preguiçoso para a vida eterna. A Lei santa é como um pedagogo que orienta para os mandamentos perfeitos de Jesus (Ga 3,24) e para a sua graça. Jesus é “o cumprimento da lei, para justificar todo aquele que crê nele” (Rm 10,4).

(São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo – Homilia “Os ricos podem salvar-se?”).

(14) – CRISE DE FÉ?

Esse evangelho traz uma grande lição para os que estão na caminhada: A autoanálise.

Todos têm altos e baixos durante a caminhada. Às vezes passamos longos períodos na penumbra da fé. Vivemos por vezes, períodos consideráveis de aridez, conhecemos de perto a preguiça espiritual chamada de tibieza.

Todos já passaram por ela. É a vontade de largar tudo, ficar em casa, descansar, repousar, dar um tempo, fugir, se refugiar, esconder-se, (…). E cada um tem sua forma peculiar de voltar para o Senhor após cada solavanco que somos acometidos. Mas hoje não falarei dela e sim da “arrogância espiritual”.

Buscar a santidade é como escalar degraus de uma pirâmide íngreme sendo mais fáceis os estágios inferiores do que os superiores, portanto quem está num estágio mais alto, busque o equilíbrio como grande aliado.

O que isso tem a ver com evangelho de hoje?

Jesus tinha um olhar extremamente doce. Ele (olhar) conseguia ver através das máscaras que acostumamos colocar para nos proteger. Por vezes nos fingimos de fortes quanto à fé, mas é justamente nessa hora que nos tornamos mais frágil. Diz a química que um copo de vidro muito quente ao ser resfriado muito rapidamente, trinca e quebra. Talvez o segredo é não perder a quentura ou talvez tentar evitar se expor ao frio.

Nos olhos de Pedro Jesus viu se concretizar a tríplice negação. O evangelho narra que Pedro chorou profundamente após o olhar de Jesus. Ele hoje olha nos olhos do jovem rico e defere uma das colocações mais profundas e diretas que temos no evangelho de Marcos: “(…) Falta mais uma coisa para você fazer”.

O orgulho daquele jovem não o permitiu que continuasse a crescer. Talvez não aceitasse que ainda tinha algo que faltasse.

Quantas vezes também nos comportamos assim?

Dominados de tamanha prepotência nos achamos a “última bolachinha do pacote”?

É triste, mas vi muitos sucumbirem assim, inclusive padres, pregadores, animadores e coordenadores: através do frio extremo da prepotência!

Precisamos colaborar também. Precisamos parar de idolatrar personalidades, em especial as que levam a palavra de Deus, pois são humanas, erram, são frágeis e que também podem a qualquer momento ser tentadas a se acharem. Precisamos mudar nosso foco. Parar de convidar as pessoas porque a missa será com “padre tal”, pois o padre tal não é mais importante que Jesus que se faz alimento na celebração. Não é o pregador fulano de tal que opera milagres e sim o Espírito Santo que se manifesta por sua fidelidade e pura graça de Deus. “(…) Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, é. Pois, para Deus, tudo é possível”.

Essas pessoas que estão degraus acima de nós devem vigiar cada vez mais, pois nunca se viu tamanha caça aos seus erros pelos meios de comunicação. Precisamos entender que sempre falta alguma coisa e só seremos completos em Deus.

quanto a nós, o que falta ainda?

“(…) Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Marcos 8, 34-36)

Na verdade os santos de nossa igreja não foram santos por terem escalados sozinhos os degraus e sim por quererem incansavelmente ver você também subir.

Quem caiu, levante! Ninguém disse que ao subir não teriam arranhões.

Um imenso abraço fraterno.

(Alexandre Soledade).

(14) – DEUS HABITA EM NÓS.

Tudo está admiravelmente condensado e expresso nesta frase com a qual se inicia o evangelho do 6º Dom. da Páscoa: “viremos a ele e faremos nele nossa morada”. O ser humano está habitado por Deus, no sentido mais profundo que podemos imaginar.

A chamada “inabitação” não pode ser entendida como um agregado que se daria na pessoa, equiparável ao que ocorre em uma casa desabitada quando alguém chega para morar nela. Por essa razão, não se pode entender as palavras colocadas na boca de Jesus como se tratasse de uma condição: “só quando alguém guarda minha palavra, será habitado e amado por Deus”.

A partir das palavras de Jesus, é preciso saborear todo o sentido da “inabitação trinitária”. Deus Trindade abraça tudo e se expressa em toda a realidade; habita tudo e em tudo se manifesta; envolve tudo e em tudo está presente. “Deus presente em todas as coisas e todas as coisas em Deus” (S. Inácio).

O ritmo frenético e estressante do contexto atual, e, sobretudo, o culto à novidade, ao efêmero, ao superficial, impedem recuperar a dimensão da interioridade em nossa vida diária.

A expressão “viver a vida” não é exaltar uma vitalidade superficial, muitas vezes frívola, senão viver a vida em profundidade. Diante da sociedade que promove um estilo de vida baseado na superficialidade, na aparência e no prestígio, o cristão procura ser claramente contracultura, vivendo uma espiritualidade da profundidade.

É próprio do ser humano mergulhar e experimentar sua profundidade. Auscultando a si mesmo, percebe que brotam de seu “eu profundo” apelos de compaixão, de amorização e de identificação com os outros e com o grande Outro (Deus). Dá-se conta de uma Presença que sempre o acompanha, de um Centro ao redor do qual se organiza a vida interior e a partir do qual se elaboram os grandes sonhos e as significações últimas da vida.

Em nosso coração há sempre algum movimento profundo que é manifestação da ação de Deus no mais íntimo de cada um. S. Agostinho cunhará a expressão de que Deus é “íntimo, intimo meu”, mais íntimo que nossa própria intimidade. Esta presença é fonte de vida espiritual, uma vida que pulsa dentro de nós e flui com diferentes “moções” que nos fazem sentir perto d’Aquele que já está perto.

Quem toma consciência de sua identidade profunda, descobre-se habitado e amado pelo Mistério e não pode fazer outra coisa senão amar e experimentar a comunhão com todos. Na linguagem do quarto evangelho, Deus é o “centro” último do nosso interior, o que constitui nossa identidade mais profunda.

Não se trata, portanto, de que Deus habite unicamente naqueles que cumprem a palavra de Jesus, num retorno à religião dos méritos e das recompensas. Deus habita já todos os seres: nada poderia existir “fora” d’Ele. Tudo é morada de Deus.

Segundo S. Inácio “Deus habita nas criaturas: nos elementos dando o ser; nas plantas, a vida vegetativa; nos animais, a vida sensitiva; nas pessoas, a vida intelectiva. Do mesmo modo em mim, dando-me o ser, o viver, o sentir e o entender. E também fazendo de mim o seu templo” (EE. 235).

Tudo está inundado de Deus; tudo é sagrado, nada é profano.

Deus não permanece exterior à sua Criação, mas habita no meio dela. As “criaturas” são o que são devido à presença de Deus nelas. O valor e o significado últimos de todas as coisas provém não delas mesmas, mas da presença de Deus em seu interior.

Nesse sentido, a oração cristã facilita perceber as ressonâncias interiores do dia-a-dia, para vivê-las a partir do mais profundo de nós mesmos, pois o santuário da presença de Deus está nesse espaço de intimidade entre a
criatura e o Criador.

A oração, como “pausa diária”, constitui-se um tempo de pacificação, de integração espiritual, precisamente para “ler” a vida com os olhos de Deus – “por onde passa meu Senhor” –, dando especial atenção aos movimentos interiores suscitados pela presença e agir do Senhor. É discernir as “moções” de Deus que nos fala ao coração pelos acontecimentos, é retificação do rumo para o necessário crescimento humano e cristão. Trata-se de um tempo privilegiado para fazer mais profunda nossa vida cotidiana.

Esta nossa busca começa no retorno ao interior, onde o Senhor nos habita e nos move. Podemos então afirmar que a busca de Deus e o encontro com Ele, a partir de Sua iniciativa, coincidem com a busca e o encontro de si mesmo, de modo que buscar a Deus é buscar-se a si mesmo, na própria interioridade.

A expressão de Pascal de que “o ser humano supera infinitamente o ser humano” resume bem esta vivência da Trindade que nos habita, nos move e nos faz transbordar em nossa mesma intimidade.

Podemos entrar dentro de nós mesmos porque em nós está a dimensão de eternidade, a dimensão “divina” que nos situa acima do vai-e-vem das coisas, acima do tempo e da contingência, embora estejamos enraizados nela e caminhemos sobre a faixa da história fugaz. Nós nos movemos, pois, entre transcendência e história, entre contingência e eternidade.

É no “substrato humano” que o mistério da Trindade marca presença e age. É na “natureza humana” que Deus constrói a Sua Tenda e, na Sua ternura, abraça a pessoa no seu todo; abrange todas as áreas da vida.

Deus se serve das mediações humanas para revelar-se e falar ao coração. Ele quer assumir o humano na sua totalidade. Ele deseja ser o responsável pela “terra sagrada” da vida humana.

Da parte de cada pessoa, Ele pede, apenas, para deixá-Lo trabalhar, limpar, semear, fazer crescer e colher os frutos. A pessoa é solicitada para que deixe espaço aberto e livre ao plano da ação de Deus.

É nas entranhas mais profundas do ser que Deus “toca” com a Sua bondade, ternura e misericórdia. Esta experiência gera compromisso de viver a bondade, a ternura e a misericórdia na vida e na missão.

Texto bíblico: Jo 14,23-29.

Na oração: Na oração, mergulhamos em Deus e libertamos em nós profundidades que desconhecemos. Se a nossa oração for um autêntico face-a-face com Deus, ela deverá fazer emergir à nossa consciência as profundidades desconhecidas do nosso ser. Descobriremos regiões de conhecimento e de amor ainda inexploradas, que nascerão para a vida sob a ação do olhar de Deus. Deus é a verdadeira fonte do nosso ser, mais próxima de nós do que nós de nós mesmos.

(Pe. Adroaldo Palaoro).

(14) – JESUS E O JOVEM RICO.

O Evangelho nos convida a pensar e refletir sobre duas coisas ou realidades diametralmente opostas. A RIQUEZA E A POBREZA.

Aquele jovem ficou muito triste com a resposta de Jesus, e voltou para o seu mundo de conforto e fartura. Era um jovem rico, porém de muita fé, observava os mandamentos, coisa difícil para um jovem principalmente nos nossos dias. Bom menino! Ajoelhou-se diante de Jesus em sinal de humildade, reconhecimento e respeito pelo Filho de Deus.

Mas não obstante todas essas qualidades, o referido jovem não abriu mão de sua riqueza em prol dos pobres para seguir Jesus.

Apesar da explicação de Jesus com relação as dificuldade dos ricos se salvarem, Jesus não condenou aquele jovem. Aliás, Jesus até gostou do jeito dele. O que o Mestre quis dizer, é que é muito difícil entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas!

Então, nem todos os ricos estão condenados? Ufa! Que alívio! Você aí que está lendo esta reflexão e está com muito dinheiro, já estava até sentindo o calor do fogo dos infernos! Calma! Nem tanto ao mar! O problema da riqueza é isso que Jesus explicou. A pessoa colocar toda a sua confiança na riqueza, e esquecer-se de Deus, do próximo e da vida eterna, achando que o dinheiro resolve tudo.

Vamos tentar traçar um paralelo entre a riqueza e a pobreza.

A riqueza me dá a sensação de poder, de que eu não preciso de ninguém, nem mesmo de Deus. Torno-me arrogante, com uma atitude de quem sou melhor que todo mundo que me cerca. Não vejo o sofrimento do pobre e acho até que a sua pobreza é toda culpa dele. Acredito que o dinheiro compra tudo: saúde, prazer, pessoas, poder, boa comida e boas roupas, casas, carros etc. Até me esqueço que não é bem assim. Pois na realidade, o dinheiro não compra felicidade nem me livra de ter de morrer um dia.

Sinto que a riqueza me afasta de Deus.

A pobreza, ao contrário, me dá a sensação de insegurança, de dependência de todos, principalmente de Deus. A pobreza me faz humilde, me sentindo o pior dos mortais, por isso eu respeito a todos. Pelo fato de sofrer, eu entendo o sofrimento dos meus semelhantes, a até os ajudo de alguma maneira como posso. Como estou acostumado a viver quase sem dinheiro, acredito que este nem sempre compra tudo. Pois muitas vezes consegui mantimentos dando em troca apenas o meu trabalho.

Sinto que a pobreza me aproxima de Deus.

Por outro lado, existem ricos maravilhosos, que ajudam os pobres, e praticam a sua fé, ajudam a Igreja de forma vultosa, e são pessoas muito felizes e queridas, principalmente pelos seus empregados.

Ao contrário, existem pobres arrogantes, com jeito de quem come mortadela e arrota caviar, que imitam o jeito dos ricos e desprezam os pobres, e são odiados por eles.

Minha irmã, meu irmão.

Com qual dessas realidades você se enquadrou, ou se identificou?

Em que situação você se encontra hoje?

Não fique esperando que eu lhe diga como você deve ser. Mas vou sugerir que releia o evangelho de hoje, e os outros evangelhos de Jesus. E lhe garanto que você vai encontrar o seu jeito cristão de ser. Vai encontrar o verdadeiro caminho da verdade e da vida.

(José Salviano).

(14) – MESTRE. QUE EVO FAZER PARA MERECER A VIDA ETERNA?

“… para Deus tudo é possível.”

Dentro de nós há um anseio de santidade e estamos sempre esperando a “hora da graça”, isto é o momento em que seremos tocados por Deus. Ao aproximar-se de Jesus, aquele jovem sabia que estava vivendo uma vida correta procurando seguir os mandamentos, mas mesmo assim, ele sentia no coração ser isto muito pouco e que algo mais ele precisaria fazer. Por isso, quando Jesus lhe falou sobre seguir os mandamentos ele disse: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude!” E o que mais ele desejava? A inquietação era dele próprio e Jesus sabendo o que se passava no íntimo daquele jovem, foi em cima da sua ferida: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!” Para uns é suficiente entrar no céu, para outros o Senhor coloca no coração o desejo de sempre ir adiante e querer fazer sempre o que é melhor. Assim Jesus também fala para cada um de nós que deseja caminhar na santidade: se queres ser livre, despoja-te daquilo que te oprime, que te prende e te impede de seguir-me. É de dentro do nosso coração que brotam as inquietações e o desejo de fazer algo mais. É o desejo de santidade que foi semeado em nós, pois somos imagem e semelhança de Deus que é Santo. Aquele jovem foi embora cheio de tristeza porque era muito rico e Jesus sabia quão difícil seria para ele, tão correto, mas tão apegado, seguir o Seu conselho. Jesus sabia também que ele nunca seria completamente livre e feliz se não o fizesse, por isso, comentou com os discípulos: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!” É difícil um rico entrar no reino dos céus, não porque isto seja proibido para os ricos, mas porque as pessoas que têm muitos bens têm muito com que preocupar-se e não percebem que a vida passa e que o reino dos céus começa aqui e já está acontecendo. Porém Jesus acrescentou: “Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível”. Mesmo que tenhamos muito dinheiro o que importa realmente é que nada atrapalhe o nosso relacionamento com Deus, que nada nos tire do objetivo para o qual nós fomos criados. Viemos de Deus e para lá havemos de retornar.

– O pouco ou muito que você tem atrapalha o seu relacionamento com Deus e consequentemente com o próximo?

– Existe alguma coisa que o seu coração pede para fazer? O que?

– Você tem coragem de se despojar da sua vontade própria para seguir os passos de Jesus?

(Helena Serpa).

(14) – … E TERÁS UM TESOURO NO CÉU.

A todo instante, Jesus nos convida a trilhar um caminho novo, a abrir mão dos nossos apegos para adquirirmos um tesouro no céu!

É aqui na terra, que construímos a nossa morada no céu! Construção esta, que chega a ser desafiadora, porque implica em renuncias, em desapegos, em caminhar na contramão do mundo!

A vida de quem aceita este convite de Jesus, aderindo a sua proposta inovadora, se transforma numa verdadeira oferta de amor, de um amor que se concretiza na partilha!

O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, vem nos alertar sobre o perigo da riqueza, que muitas vezes, ao invés de nos levar a partilha, torna-se num grande obstáculo para a nossa caminhada com Jesus ao encontro do Pai!

O texto nos fala do encontro de um jovem rico com Jesus, na sua caminhava para Jerusalém. Um encontro, que tinha tudo para ser marcante e definitivo na vida daquele jovem, se não fosse a força do fascínio da riqueza que o puxou para trás, que o impediu de usufruir da riqueza maior: fazer parte do reino de Deus!

No relato, nota-se que a tristeza tomou conta daquele jovem, que esteve tão perto da verdadeira felicidade, mas que a deixou escapar das suas mãos, por não conseguir desapegar-se dos bens matérias!

“É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus!” Estas palavras de Jesus, deixaram os discípulos apreensivos: ora, pensou eles: se para os ricos, que de acordo com a mentalidade judaica, eram vistos como privilegiados de Deus era tão difícil entrar no reino do céus, imagine para eles, que eram pobres, vistos como pecadores!

Mesmo estando juntos do Mestre, os discípulos ainda eram muito imaturos na fé, ainda não se sentiam suficientemente seguros quanto ao que lhes reservaria o futuro. Faltava-lhes compreender, que a visão de Jesus sobre “valores”, era totalmente diferente da visão do mundo.

Os ensinamentos que Jesus nos passa no dia de hoje, são desafiadores, principalmente para muitos de nós, que tem “alma de rico” isto é, que deixa-se levar por atitudes egoísticas, atitudes estas, que nos distancia dos valores do evangelho.

É importarmos conscientizarmos de que Jesus não condena a “riqueza,” o que Ele condena é o apego, o grande inimigo, que nos impede de colocarmos o Reino de Deus como prioridade em nossas vidas.

Abrir mão dos nossos interesses pessoais, para nos colocar à disposição de Deus, é acima de tudo, fazer a difícil viagem de sair de nós mesmo para ir ao encontro do outro! E para isto, precisamos nos libertar dos nossos apegos, de tudo que distancia o humano do humano, e consequentemente, o humano do Divino.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(14) – BOM MESTRE, QUE FAREI PARA ALCANÇAR A VIDA ETERNA?

Não se pode duvidar das boas e retas intenções dessa pessoa que abordou Jesus no meio do caminho, prostrando-se a seus pés e suplicando “Bom Mestre, que farei para alcançar a vida eterna?”. O homem era de uma Fé fervorosa em Jesus e tinha convicção de que ele lhe abriria novas portas e lhe apontaria novos caminhos. Poderíamos dizer que, era alguém que buscava algo mais.

Quando Jesus lhe cita os principais mandamentos, o homem lhe observa que tudo isso ele já tem feito desde a mocidade. Ele buscava e queria algo mais do que a mera observância dos mandamentos. A gente se acomoda demais em coisas que não fazemos e que outros fazem, ou em coisas que fazemos de bom, e que outros não fazem. A gente se nivela por baixo e a referência somos nós em relação aos outros. Como cristãos participantes da comunidade, frequentador das celebrações, recebendo os Sacramentos, ofertando o Dízimo, atuando na pastoral, a gente olha para quem não faz nada disso e vamos em pensamento nos projetando ao patamar de cima “Somos bons, esses aí nem tanto…” e quando olhamos os maus e pecadores, chegamos a nos vangloriar pela distância que há entre nós e eles na prática das virtudes, na questão moral e ética. “Esses um aí, estão bem lá embaixo do nosso glorioso patamar” – chegamos a pensar.

primeira coisa que Jesus faz é corrigir esse modo de olhar. O Homem olhou para ele, prostrou-se a seus pés e lhe chamou de “Bom Mestre”, mas Jesus não se revela a si mesmo mas ao Pai, por isso afirma que só Deus é Bom. A referência é Deus, manifestado em Jesus, e não as pessoas. Quando isso ocorre daí nos sentimos pequenos, daí vemos que jamais iremos alcançar o Patamar de Glória, Santidade e Perfeição de Deus e daí não temos do que nos vangloriar, ao contrário, a nossa pequenez, a nossa miséria e fragilidade humana, irão logo aparecer em destaque, quando olhamos para Deus.

O texto também fala que Jesus o olhou e o amou. Alguém que quer mais, alguém que quer avançar na Vida Religiosa e na Vida de Fé. “Vai, vendes tudo o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu, depois vem e segue-me”. Deus abriu mão de tudo o que tinha, seu Filho Jesus, e o deu aos pobres, que somos nós. O Perfeito é aquele que se sente sempre imperfeito, porque a sua referência é Deus, é aquele que busca aprender sempre e por isso se faz discípulo e seguidor do único que pode nos levar a plenitude da Vida: Jesus Cristo!

Homem foi embora triste, era um colecionador de virtudes morais e Dono de um vasto Patrimônio Econômico, a Vida Eterna era uma coisa rara que fazia falta em seus pertences, e que ele julgou poder fazer alguma coisa para tê-la, talvez como um Valioso troféu. Na verdade, nivelou a Vida Eterna aos bens que possuía, não entendeu que a Vida terna é superior a tudo o que o Homem possa desejar e ter nesta Vida Terrena. Preferiu ficar com o que já tinha e que lhe dava segurança, do que arriscar-se por algo que Deus lhe oferecia, exatamente porque pensava na Salvação e na Vida Eterna como algo a ser conquistado com seus méritos, esquecendo-se que a Vida Eterna e a Salvação são dons gratuitos que Deus oferece a cada Homem…Queremos ter méritos, para que a posse seja legítima e reconhecida por todos. No Judaísmo Deus se torna Devedor do Homem Justo e praticante das Leis e das virtudes. “Deus me dá porque eu mereço”. Eis o motivo da tristeza daquele homem, que de repente sentiu-se “pobre” e incapaz de se salvar…

(Diác. José da Cruz).

(15) – REFLEXÃO.

O evangelho de hoje nos apresenta, no caso do jovem rico, um grave erro que pode ocorrer na vida de todos nós no que diz respeito à questão da salvação e que se refere ao sujeito da salvação. Às vezes, a gente escuta que as pessoas devem esforçar-se para se salvarem e eu penso que eu devo conseguir me salvar. Ora, ninguém salva a si próprio. Eu não posso ser o meu salvador. Os discípulos perguntaram: “Quem então poderá salvar-se?” A resposta de Jesus é: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus, tudo é possível”. Não podemos confiar a nossa salvação nem em nós mesmos, nem nos outros e nem nos bens materiais, pois nada ou ninguém, a não ser o próprio Deus, podem nos salvar.

(CNBB).

(20) – UMA SÓ COISA TE FALTA…

Veio correndo. Pôs-se de joelhos. Fez uma pergunta. Diante da resposta de Jesus, o jovem fez uma afirmação ousada: cumpria todos os mandamentos desde a sua juventude. E era verdade! Por isso mesmo, Jesus o olhou e … o amou!

Jesus deve ter pensado: Um jovem assim, eu bem o queria entre os meus! Mas leu ainda mais fundo em seu coração e viu que ele estava apegado a seus bens. Por isso acrescentou: “Uma só coisa te falta…”

E a proposta de Jesus (não foi uma ordem!) era a de despojar-se de seus bens. Vender tudo e distribuir o valor aos pobres. Mas uma nuvem cobriu o rosto do rapaz, que se retirou cheio de tristeza.

Por que ficou triste?

Pela perspectiva de abrir mão de sua herança?

Talvez… Mas eu tenho outra visão das coisas. O jovem era bom. Muito bom. Sabia que era bom. E nesse momento, diante de Jesus, recebeu uma nova luz e percebeu, pela primeira vez, quanto era apegado à terra, rebanhos e tudo mais.

Foi embora, sim. Mas foi triste. Sou capaz de apostar que aquela tristeza (bendita tristeza!) continuou a fermentar em seu coração. E foi o suficiente para que tudo mudasse em sua vida. Cada vez que via seus rebanhos e contemplava os campos arados, pensava: “Foi isto que me impediu de seguir aquele Mestre admirável!” E seus olhos nunca mais brilharam diante de suas posses, até que…

Até que, um dia (posso apostar nisso!), decidiu romper com tudo e fez o que Jesus havia sugerido. Livre, então, o coração a saltar dentro do peito, possuidor do maior de todos os tesouros – a liberdade interior – saiu pela estrada e foi encontrar Jesus…

É claro que o Evangelho não conta este desfecho. Mas Inácio de Loyola também ouviu aquele versículo terrível: “De que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder a sua alma?” (Mt 16,26.) E Charles de Foucauld trocou igualmente riqueza e nobreza por um deserto povoado de Deus. E Albert Schweitzer, o mais famoso intérprete de Bach de seu tempo, deixou os salões de concerto da Europa para fazer medicina entre os negros do Congo Belga. Aposto que aquele jovem foi tão esperto quanto eles e trocou suas quinquilharias pelo tesouro maior!

E nós?

Que coisa vamos acumular em nossa vida?

Orai sem cessar: “Tu és o meu quinhão na terra dos vivos!” (Sl 142,6).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – VAI, VENDE TUDO O QUE TENS, DÁ O DINHEIRO AOS POBRES; (…) VEM E SEGUE-ME.

Hoje a liturgia apresenta-nos um evangelho, onde é difícil ficar indiferente se o encaramos com sinceridade de coração.

Ninguém pode duvidar das boas intenções daquele jovem que se aproximou diante de Jesus para fazer-lhe uma pergunta: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?” (Mc 10,17). Segundo o que nos expressa São Marcos, é claro que nesse coração havia uma necessidade de algo mais, pois é fácil supor que – como bom israelita – conhecia bem o que dizia a Lei ao respeito, mas no seu interior havia uma inquietação, uma necessidade de ir mais além, e por isso, interpela a Jesus.

Na nossa vida cristã temos que apreender a superar essa visão que reduz a fé a uma questão de mero cumprimento. Nossa fé é mais que isso. É uma adesão a Alguém, que é Deus. Quando pomos o coração em algo, pomos também a vida, e no caso da fé, superamos o conformismo que hoje parece sufocar a existência de tantos crentes. Quem ama não se conforma com dar qualquer coisa. Quem ama busca uma relação pessoal, próxima, leva em conta os detalhes e sabe descobrir em tudo uma ocasião para crescer no amor. Quem ama se entrega.

Em realidade, a resposta de Jesus à pergunta do jovem é uma porta aberta a essa entrega total por amor: «Vende tudo o que tens, dá-lhe tudo aos pobres (…); depois, vem e segue-me» (Mc 10,21). Não é um deixar porque sim, esse deixar é um dar-se, e é um dar-se que é expressão genuína do amor. Abramos, pois, o nosso coração a esse amor-doação. Vivamos a nossa relação com Deus nessa chave. Orar, servir, trabalhar, superar-se… Todos são caminhos de entrega e, por tanto, caminhos de amor. Que o Senhor encontre em nós, não só um coração sincero, também um coração generoso e aberto às exigências do amor. Porque – em palavras de João Paulo II – “O amor que vem de Deus, amor terno e esponsal, é fonte de exigências profundas e radicais”.

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

8ª SEMANA COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA DA IV SEMANA DO SALTÉRIO).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

seguimento de Jesus é exigente. E o que acontece com quem deixa tudo, até sua própria família, para segui-lo? Ganha a plenitude da vida, porque Ele é vida plena, e nele temos o que Ele tem. Aquele jovem voltou triste para casa, e esta é a tristeza de quem quer seguir o Cristo, mas sem deixar nada. Para o autêntico seguimento é preciso deixar tudo, até as próprias ideias, para abraçar as do Cristo. Esta é a condição autêntica para o seguimento.

– 2ª:

O reino de Deus é dom oferecido a cada um de nós. Somos convidados a fazer que esse reino cresça e transforme nossa sociedade, pondo bens e dons a serviço da justiça e da solidariedade.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

O Senhor não tem medida para sua misericórdia a quem se arrepende sinceramente. Ele sabe de que precisamos de contínua conversão. E Cristo nos dá sempre oportunidade para estar com Ele: “Vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu”. Escutemos o Senhor.

– 2ª:

Voltar a Deus é caminho disponível para todo aquele que se afasta dele. O Senhor nos faz conhecer os caminhos da justiça e qual a função e o destino das riquezas.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos, mediante sua pobreza. (2Cor 8,9).

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-se da angústia e me salvou porque me ama (Sl 17,19s).

Antífona da comunhão.

Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, diz o Senhor (Mt 28,20).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa Igreja vos possa servir alegre e tranquila. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Ó Deus, ensinai-nos a viver vosso preceitos, vosso saber e vosso amor. E, por vossa bondade infinita, ouvi-nos.

1. REZEMOS para que sejamos um povo fiel ao Senhor e cumpramos seus preceitos e seus mandamentos.

— Senhor, ouvi as preces de vosso povo!

2. REZEMOS para que a Igreja particular, que é nossa (arqui)diocese, seja unida, fraterna e comprometida com a vida e a dignidade das pessoas.

3. REZEMOS para que não tenhamos reservas em amar a Igreja e em colocar nossos dons a serviço para que ela se torne um sinal transparente do Reino.

4. REZEMOS pelos Ministros da Igreja, para que sirvam ao povo de Deus com humildade e misericórdia.

(Intenções própria da Comunidade)

Concedei-nos, ó Pai, enquanto peregrinamos nesta terra, vossa graça, proteção e a força de vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

– 2ª:

1. Nós vos damos graças, Senhor, pelas pessoas que se empenham para que haja justiça.

— Senhor, olhai para vosso povo.

2. Nós vos damos graças por todos os que deixam seus bens para seguir os passos de Jesus.

3. Nós vos damos graças pelos que partilham dons e bens com os necessitados.

4. Nós vos damos graças pelos que retornam ao vosso caminho e reconhecem vossa misericórdia.

5. Nós vos damos graças pela dedicação das mães preocupadas com o futuro dos seus filhos.

Oração sobre as oferendas.

Ó Deus, que nos dais o que oferecemos e aceitais nossa oferta como um gesto de amor, fazei que os vossos dons, nossa única riqueza, frutifiquem para nós em prêmio eterno. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Tendo recebido o pão que nos salva, nós vos pedimos, ó Deus, que este sacramento, alimentando-nos na terra, nos faça participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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