Liturgia Diária 05/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 05/JUN/2013 (quarta-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro de Tobias (Tb 3,1-11a.16-17a).

Leitura do Livro de Tobias.
Naqueles dias, 1 tomado de grande tristeza, pus-me a suspirar e a chorar. E depois, comecei a rezar, entre gemidos: “Senhor, tu és justo, e justas são todas as tuas obras. Todos os teus caminhos são misericórdia e verdade e és tu quem julga o mundo. Agora, Senhor, lembra-te de mim, olha para mim, e não me castigues por causa de meus pecados, de minhas transgressões ou de meus pais, que pecaram diante de ti. Porque não obedecemos aos teus preceitos, entregaste-nos à pilhagem, ao cativeiro e à morte, e fizeste de nós assunto de provérbios, alvo de zombaria e de injúria em todas as nações, entre as quais nos dispersaste. Agora, porém, vejo que são verdadeiros os teus numerosos julgamentos, quando me tratas segundo os meus pecados e os pecados de meus pais, pois não cumprimos teus mandamentos nem caminhamos na verdade diante de ti. Trata-me, pois, como te aprouver. Ordena que seja retomado de mim o meu espírito, para que eu desapareça da face da terra e me transforme em terra. Para mim é melhor morrer do que viver, pois tenho ouvido injúrias caluniosas e sinto em mim profunda tristeza. Senhor, ordena que eu seja libertado desta angústia. Deixa-me ir para a morada eterna e não afastes, Senhor, de mim a tua face. Para mim é preferível morrer a ver tão grande angústia em minha vida, ouvindo ainda tais injúrias”. 7 Naquele mesmo dia, Sara, filha de Raguel, que morava em Ecbátana, na Média, teve também de ouvir injúrias de uma das escravas de seu pai. 8 Ela fora dada em casamento a sete homens, mas o perverso demônio Asmodeu havia-os matado, antes de estarem com ela, como esposa. A escrava disse-lhe: “És tu que sufocas teus maridos! Já foste dada a sete homens e de nenhum até agora tiveste proveito. Por que nos espancas por terem morrido os teus maridos? Vai-te embora com eles e jamais vejamos filho ou filha nascidos de ti!” 10 Naquele dia, Sara ficou com a alma cheia de tristeza e pôs-se a chorar. E subiu ao aposento de seu pai, no andar superior, intenção de se enforcar. Mas, pensando melhor, disse consigo mesma: “Não quero que venham injuriar a meu pai e dizer-lhe: “Tinhas uma filha muito querida e ela enforcou-se por causa de suas desgraças”. Assim eu faria baixar à sepultura a velhice amargurada de meu pai. É melhor para mim, em vez de me enforcar, pedir ao Senhor que me faça morrer, mais ouvir injúrias em minha vida”. 11a No mesmo instante, estendendo as mãos em direção à janela, fez esta oração: “Tu és bendito, Deus de misericórdia, e é eternamente o teu nome!” 16 Na hora, a prece dos dois foi ouvida perante a glória de Deus. 17a E Rafael foi enviado para curar a ambos.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 24, 2-3. 4-5. 6-7bc. 8-9 (R. 1b)).

— 1b A vós, Senhor, eu elevo a minha alma.
1b A vós, Senhor, eu elevo a minha alma.
— Senhor meu Deus a vós elevo a minha alma, em vós confio: que eu não seja envergonhado nem triunfem sobre mim os inimigos! / 3 Não se envergonha quem em vós põe a esperança, mas sim, quem nega por um nada a sua fé.
— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos. / Fazei-me conhecer a vossa estrada! / Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação. / Em vós espero, ó Senhor, todos os dias!
— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão que são eternas! / 7b De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia / 7c e sois bondade sem limites, ó Senhor!
— O Senhor é piedade e retidão, / reconduz ao bom caminho os pecadores. / Ele dirige os humildes na justiça, / e aos pobres ele ensina o seu caminho.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 12,18-27).

Mc 12,18-27 (ressurreição, esposa casada com 7 irmãos)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 18 vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e lhe propuseram este caso: 19 “Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão”. 20 Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. 21 O segundo casou-se com a viúva, e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22 E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. 23 Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram com ela!” 24 Jesus respondeu: “Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25 Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26 Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’? 27 Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Preparo-me para a Leitura Orante, com todos os que navegam pela internet, invocando o Espírito:
Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 12,18-27 e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus responde aos saduceus, afirmando que a ressurreição está baseada no poder e na fidelidade de Deus. Cita o Livro de Moisés, em Êxodo 3,6.15-16. Não fala da imortalidade natural da alma, mas do poder vivificante de Deus. A história dos saduceus sobre o casamento dos sete diferentes homens vale para a existência terrena. Com a ressurreição, não é assim. Pois, a ressurreição não tem estas categorias de espaço e tempo. A resposta de Jesus não concorda com o conceito de ressurreição dos fariseus e dos saduceus. Jesus propõe, assim, uma revisão no seu modo de pensar e não atrelar as coisas de Deus a seus próprios esquemas. “Deus não é Deus dos mortos e sim Deus dos vivos”.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?
Meu Deus é o Deus dos vivos como propõe Jesus?
Ou, fico ainda com conceitos e ideias de um Deus dos mortos?
Em Aparecida, na V Conferência, os bispos disseram: “No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação” (DAp 351).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, renovando minha fé na ressurreição:
CREIO
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo,
Seu único Filho, Nosso Senhor,
Que foi concebido pelo Espírito Santo.
Nasceu da Virgem Maria,
Padeceu sob Pôncio Pilatos,
Foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos,
Ressuscitou ao terceiro dia,
Subiu aos céus,
Onde está sentado à direita de Deus Pai
donde há de vir julgar os vivos e os mortos,
Creio no Espírito Santo,
Na santa Igreja católica,
Na comunhão dos santos,
Na remissão dos pecados,
Na ressurreição da carne,
Na vida eterna.
Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de renovada fé. Sinto que minha fé é pequena, por isso, durante o dia repetindo várias vezes a oração de uma pessoa do Evangelho: “Creio, Senhor, mas aumenta a minha fé!” (Mc 9,24).

REFLEXÕES:

(4) – DEUS É SURPREENDENTE.

Agora, é a vez dos saduceus. Eles não são propriamente um grupo religioso, mas uma espécie de aristocracia ligada ao Templo de Jerusalém. A questão é sobre a ressurreição que eles não acreditam, ao contrário dos fariseus. Apresentam um caso absurdo com o intuito de ridicularizar a fé na ressurreição. Para isso, recorrem à lei do levirato (ver: Dt 25,5-6). Na resposta Jesus revela a ignorância deles: interpretam mal a Escritura e desconhecem o poder de Deus, supondo que a morte anulasse o poder de Deus. Os saduceus, buscando ridicularizar a crença na ressurreição, a apresentam como pura continuidade da vida terrestre. Engano! Deus é surpreendente. É preciso abrir-se à novidade de Deus e nele esperar. Pensaram poder falar da ressurreição prescindindo de Deus. Ora, sem a relação ao Deus dos vivos, a própria Escritura é letra morta.
(Carlos Alberto Contieri).

(6) – REFLEXÃO CANÇÃO NOVA.

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(7) – O DEUS DOS VIVOS.

A ressurreição dos mortos era uma doutrina rejeitada pelos saduceus e aceita pelos fariseus. A pergunta dos saduceus visa, em vão, fazer Jesus optar por uma destas facções.
exemplo contado pelos saduceus peca gravemente por interpretar, de maneira indevida, a ressurreição dos mortos com categorias terrenas. O esquema da história dos sete casamentos sucessivos da mulher com sete diferentes homens vale para a existência terrena. Com a ressurreição se passa de modo diverso. Aí não se pode falar de casar e dar-se em casamento, pois a condição do ser humano após a morte o faz semelhante aos anjos no céu, ou seja, não subordinado às categorias de espaço e tempo e não sujeitos às carências próprias da existência terrena. Não vale falar em relação matrimonial em se tratando da ressurreição.
resposta de Jesus redunda em denúncia da concepção de ressurreição tanto dos fariseus quanto dos saduceus. Eles, sem dúvida, viviam em constante litígio por causa de problemáticas inconvenientes em torno das quais giravam suas reflexões. Jesus propõe a ambos refazerem seu modo de pensar e não atrelarem as coisas de Deus a seus próprios esquemas. A perspectiva aberta parte do pressuposto de ser seu Deus o Deus de vivos e não de mortos. Junto dele, as categorias terrenas perdem seu valor. Quem quiser pensar a ressurreição deve partir da indicação dada por Jesus, senão se enredará em falsos problemas.
Oração: Senhor Jesus, ajuda-me a pensar corretamente o mistério da ressurreição sem projetar nele minhas categorias humanas.
(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – REFLEXÃO EDIÇÕES LOYOLA.

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(12) – DEUS É UM DEUS DE VIVOS.

É uma verdade fundamental, que a Escritura e a Tradição não cessam de ensinar e de celebrar: “O mundo foi criado para glória de Deus” (Vaticano I). Deus criou todas as coisas, explica São Boaventura, “não para aumentar a Sua glória, mas para a manifestar e para a comunicar”. Para criar, Deus não tem outra razão senão o Seu amor e a Sua bondade: “As criaturas saíram da mão [de Deus], aberta pela chave do amor” (São Tomás de Aquino). […]
glória de Deus está em que se realize esta manifestação e esta comunicação da Sua bondade, em ordem às quais o mundo foi criado. Fazer de nós “filhos adotivos por Jesus Cristo. Assim aprouve à Sua vontade, para que fosse enaltecida a glória da sua graça” (Ef 1,5-6): “Porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus: se a revelação de Deus pela criação já proporcionou a vida a todos os seres que vivem na terra, quanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo proporciona a vida aos que veem a Deus!” (Santo Ireneu). O fim último da criação é que Deus Pai, “criador de todos os seres, venha finalmente a ser “tudo em todos” (1Cor 15,28), provendo, ao mesmo tempo, à Sua glória e à nossa felicidade” (Vaticano II).
(Catecismo da Igreja Católica – §§ 293-294).

(14) – COMO SERÁ NA VIDA ETERNA?

Tenho um amigo que o pai morreu de Alzheimer e cuja preocupação é que no dia em que ele também morrer e for encontrar-se com o pai na Vida Eterna, este não o reconheça. Outro colega de serviço quis saber, em certa ocasião em que falávamos sobre o assunto, se ele na Vida Eterna irá se reencontrar com o cachorrinho de estimação que perdeu vítima de uma doença.
Um outro disse em tom de brincadeira que não quer se encontrar com a sua sogra na Eternidade, e se registrarmos todas as conversas e opiniões sobre o assunto, facilmente percebemos que a maioria confunde ressurreição com ressuscitação, que são coisas bem distintas. Queremos todos chegar na Vida Eterna e dar continuidade a tudo que somos e fizemos nesta vida, com as mesmas emoções e sentimentos, com o mesmo modo de se relacionar com as pessoas.
Os Saduceus, um grupo que não acreditava na ressurreição, resolveu contar uma piadinha para Jesus, sim, uma historinha dessa só pode ser uma piada, é o caso de uma super mulher, que teve sete maridos e todos “bateram a cacholeta”, e por fim um belo dia a viúva por sete vezes também morreu, essa realmente descansou….Só que na cabeça dos Saduceus espirituosos, a história continuou, agora a coitada chega no Céu e dá de cara com os sete que a esperavam, e no final veio a perguntinha descabida : “De quem ela terá que ser esposa?” Pronto! Está feito a “misturança”, uma realidade terrestre com uma realidade ultraterrestre, alguém aí já imaginou se fosse assim, levar conosco para a Vida Eterna os problemas mal resolvidos ou a resolver aqui nesta terra, para dar continuidade a história? Podem ter a certeza de que não valeria a pena ressuscitar. Um pouco pior é o pensamento reencarnacionista onde a gente sobe e desce, vai e volta, até terminar o processo de purificação total, pagando todas as nossas faltas. Ressurreição não é nada disso! Como é que podemos afirmar isso? Na ressurreição de Jesus e nas suas aparições na comunidade. É um processo de continuidade, Jesus é o mesmo, nós seremos os mesmos, a pessoa que construímos com nossas ações boas ou más, porém, de um outro jeito, Jesus Ressuscitado é o Jesus crucificado, mas de um outro jeito, o mesmo irá acontecer com todos nós, seremos os mesmos, mas de um outro jeito.
Por não termos a união hipostática das duas naturezas como Jesus, só seremos revelados o que de fato somos, após a consumação dos séculos, quando a história chegar ao seu final e o Reino atingir a sua plenitude, sempre lembrando que a nossa Vida se dá no tempo e espaço, enquanto que Deus é Eterno, não tem passado nem futuro, e portanto a nossa morte biológica nos permite mergulharmos no infinito de Deus. Não estaremos mais sujeitos ao tempo ou ao espaço, não teremos mais nenhuma necessidade de qualquer ordem, seja ela corporal, afetiva ou espiritual, por isso as relações de afetividade não terão mais razão de ser. Em Deus estaremos completos e perfeitos. O Amor que nos ama nos transformará, e nós também seremos Amor, e viveremos eternamente nesse Amor.
(Diác. José da Cruz).

(14) – NA OUTRA VIDA NINGUÉM ESTARÁ PREOCUPADO COM BENS MATERIAIS NEM COM A VIDA CONJUGAL.

Mais uma armadilha que fizeram para pegar Jesus. Eles não desistiam. E desta vez escolheram aqueles que eram os representantes da classe alta. Os saduceus eram membros de um partido político-religioso cujos membros eram os ricos latifundiários (donos de terras) e “comiam juntos com os dominadores romanos”, ou seja, eles colaboravam com os invasores romanos em troca de favores. Como vimos na leitura do Evangelho, eles inventaram um estória de sete irmãos que embora cheios de saúde, morreram um a um, porém antes esposaram a mesma mulher, de acordo com a lei do levirato (Dt 25,5-10). E mais uma vez Jesus desmascara os seus adversários mostrando a eles que na outra vida ninguém estará preocupado com bens materiais nem com a vida conjugal. O que permanece para a eternidade são os atos de amor que constroem a vida, e não os interesses econômicos com seu apego aos bens materiais.
Caros irmãos. Como é do nosso conhecimento, existem muitas pessoas que levam a vida toda acumulando bens materiais como se fossem viver para sempre aqui na Terra. São pessoas que se especializam em multiplicar suas riquezas, sem sequer se preocupar com o destino da sua alma no pós morte. Como disse, procuram cada vez mais dinheiro como se fossem viver para sempre, e por uma ironia do destino, muitos deles morrem cedo, pois não se interessam em aprender como cuidar da sua saúde. Morrem cedo e deixam tudo para os outros, pois dessa vida não se leva nada. Vejam bem! Não cuidaram da alma, não cuidaram da saúde, e toda aquela riqueza conseguida com sacrifício e idolatrada por eles, ficará para os familiares, os quais vão esbanjar despreocupadamente, na maior alegria, pois para eles não custou nenhum sacrifício. Vou repetir aqui o que já mostrei em outra reflexão. Conheci um homem, que não viveu a vida, para poder guardar dinheiro. Nunca viajou, nunca foi ao cinema nem a uma festa, enfim, só acumulou dinheiro, apesar de ter um emprego bem insignificante do ponto de vista social. Vivia com roupas sujas e malcheiroso. Morreu e deixou para seus sobrinhos uma pequena fortuna, que foi desperdiçada em menos de um ano.
Não estamos condenando os ricos nesta reflexão. Só estamos colocando a verdade para a gente pensar, refletir, e decidir se o estilo de vida que estamos levando está valendo apena. Se não está na hora de mudar de rumo, porque o essencial é invisível!
(José Salviano).

(14) – UMA SÓ CARNE.

“Uma ajuda adequada”
Deus deu ao homem o domínio sobre toda a criação e provou isso quando o autorizou a dar nome a todos os animais selvagens, todas as aves do céu e aos animais domésticos. O homem, no entanto, não se identificou com ninguém. Somente quando Deus tomou-lhe a carne da costela para formar a mulher foi que Adão se maravilhou e encontrou motivo para alegrar-se. Portanto, a própria Palavra é quem afirma que a mulher é a auxiliar perfeita que Deus deu ao homem. Ela é a única que tem o direito de fazer o homem deixar pai e mãe para formar com ela, uma só carne. A palavra auxiliar já nos dá o entendimento para a missão da mulher: complementar o homem, portanto há algo que falta no homem que a mulher possui e vice-versa. Homem e mulher foram tirados da terra, mas o Senhor, quando os levou para o paraíso e fez com que de um eles fossem dois, deu-lhes a capacidade de se complementarem e de dependerem um do outro, cada um dentro de sua missão e conforme a sua estrutura interior. O homem, feito na terra, se completa com a mulher, feita no paraíso. Com esta leitura nós também podemos refletir sobre a finalidade para qual fomos criados Nós não fomos criados (as) para nos fecharmos em nós mesmos (as) e nos isolarmos das outras pessoas, mas para termos relacionamentos saudáveis. Vemos em Adão, que o mundo criado por Deus seria incompleto se tivesse sido feito para um só homem. Quando nos afastamos do convívio das pessoas para viver uma vida voltada somente para os nossos interesses pessoais e pretendemos manter distância da família e dos amigos, nós também nos sentimos deprimidos e chegamos até a adoecer. Por isto, não é bom que estejamos sós! O Senhor nos deu olhos, boca, braços e pernas para que nós possamos olhar para os nossos irmãos e irmãos, falar com eles, abraçá-los, ir ao encontro deles. Somente assim nós iremos completar a obra que Deus criou para o nosso prazer e felicidade.
– Você tem consciência da sua missão de homem e de mulher?
– Você se sente feliz pelo que você é?
– Você tem correspondido à função de complementar o outro?
– Você sabe cultivar amizades?
(Helena Colares Serpa).

(14) – ELE NÃO É DEUS DE MORTOS, MAS DE VIVOS!

Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!
Este Evangelho nos traz aquela cena em que os saduceus, através do caso da mulher que teve sete maridos, tentam provar a Jesus que não existe ressurreição. Mas o argumento deles não tem fundamento, porque está baseado numa noção errada de ressurreição, como se na vida futura nós tivéssemos as mesmas funções biológicas que temos aqui, como comer, dormir, ter relação sexual etc.
Após a morte, seremos “como os anjos do céu”. Não seremos anjos, pois somos e continuaremos a ser pessoas humanas e membros da família humana. Lá no céu, se tivermos a sorte de chegar lá, formaremos uma humanidade nova.
ressurreição nossa é obra de Deus, fruto do seu poder. É ele que nos tomará e nos transformará. O mesmo Deus que um dia nos criou, nos recriará. A ciência não consegue entender nem explicar esse mistério. Ele é sobrenatural. O livro de Jó é um argumento a favor da ressurreição. Esse livro mostra que a ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.
nossa melhor atitude diante do mistério da ressurreição é a de Jesus, antes de morrer: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Fechamos os olhos e nos entregamos com toda confiança e paz nas mãos de Deus. Não entendemos, mas cremos. Não só cremos, mas nos sentimos felizes, pois Deus nos ama tanto que nos quer eternamente ao seu lado. Ele nos conhece pelo nome e quer a cada um de nós junto dele para sempre.
fé na ressurreição nos dá força para enfrentar as dificuldades e até o risco de vida. Os homens podem matar o nosso corpo, mas a alma, nunca!
Entretanto, devemos ser prudentes e vigilantes, pois não sabemos o dia nem a hora. “Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada. Desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”
(Prefácio da Missa dos mortos).
“A morte foi tragada pela vida; onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55). Isso nos dá uma alegria e uma coragem invencíveis.
Havia, certa vez, um casal que tinha duas crianças pequenas e estava atravessando uma situação difícil de pobreza. No dia do aniversário do marido, a esposa não tinha nada para preparar uma festinha. Tinha apenas um punhado de arroz em casa. Então o que ela fez: cozinhou o arroz, colocou-o numa travessa bonita e, com folhas de cebola, escreveu em cima: “Parabéns!” Além disso, colocou ao lado um vaso de flores. Quando o marido chegou, ela e as crianças cantaram parabéns e o abraçaram.
Nada deve quebrar a união matrimonial. Quando um casal se ama de verdade, eles são unidos até morando debaixo de uma ponte. A situação financeira não estraga o amor verdadeiro.
Que Maria Santíssima, elevada ao céu em corpo e alma, nos ajude a crer na ressurreição da carne e a viver de acordo com essa fé.
Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!
(Pe. Queiroz).

(15) – REFLEXÃO.

Tem gente que sente o maior prazer em discutir religião. Essas discussões, na verdade, não significam a busca de uma melhor compreensão da fé com a finalidade de possibilitar uma resposta de qualidade aos apelativos dos valores evangélicos, mas na maioria das vezes se constituem numa discussão sobre posições unilaterais e não negociáveis, muitas vezes posições pessoais, que só servem para aprofundar diferenças e criar divisões e em nada contribuem para que todos possam chegar à verdade, muito menos para viver segundo ela.
(CNBB).

(20) – REFLEXÃO NOVA ALIANÇA.

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(24) – REFLEXÃO EVANGELI.NET.

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CELEBRAÇÃO DE HOJE:

SÃO BONIFÁCIO – BISPO E MÁRTIR (VERMELHO, PREFÁCIO COMUM OU DOS MÁRTIRES – OFÍCIO DA MEMÓRIA).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:
– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:
São Bonifácio foi monge beneditino e ardoroso missionário da Alemanha e da França. Ao povo da Alemanha, deu as primeiras noções de liturgia adaptada às exigências das comunidades locais e na França colaborou muito para o desenvolvimento religioso dessa nação. Nasceu por volta do ano 672 e seu martírio ocorreu em 754. Os santos sempre têm o que nos ensinar para trilharmos o caminho da santidade.

– 2ª:
Bonifácio (Inglaterra, 673-754), monge beneditino, é considerado evangelizador e apóstolo dos povos germânicos. Promoveu a reforma da Igreja na França, dedicando-se à criação de mosteiros, dioceses e igrejas e fazendo jus ao seu nome, cujo significado é “o que realiza boas ações”.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:
– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:
Mesmo no sofrimento nossa confiança deve estar no Senhor, que não deixa de manifestar sua justiça. Nosso Deus está comprometido com a vida e nos criou para viver nele, em seu amor. Por isso, a vida ressuscitada não pode ser comparada com a deste mundo. Escutemos o Senhor, nosso Deus.

– 2ª:
As súplicas dirigidas a Deus com fé e amor retornam em forma de graças e bênçãos. Jesus ensina que não podemos tratar em termos terrestres as realidades referentes à vida após a morte.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Eu sou a ressurreição, eu sou a vida, quem crê em mim, ainda que morra, viverá. (Cl 3,16a.17c).

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

Este Santo lutou até a morte pela lei de seu Deus e não temeu as ameaças dos ímpios, pois se apoiava numa rocha inabalável.

Antífona da comunhão.

Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me, diz o Senhor (Mt 16,24).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Interceda por nós, ó Deus, o mártir São Bonifácio, para que guardemos fielmente e proclamemos em nossas obras a fé que ele ensinou com a sua palavra e testemunhou com seu sangue. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo..

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:
– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:
Roguemos com toda fé ao Pai, que nos reuniu como seu povo em seu Filho Jesus Cristo. Façamos nossas súplicas.
— Senhor Deus, escutai nossa prece!
1. PARA que todos os povos vivam em paz, roguemos.
2. PARA que busquemos sem cessar a verdade em Cristo, roguemos.
3. PARA que as pessoas não abandonem nem sejam indiferentes para com Deus, roguemos.
4. POR todos os que fazem da vida uma oblação de amor, roguemos.
(Intenções próprias da Comunidade).
Ó Pai, inspirai-nos a cada dia em vosso amor e fazei-nos santos como vós sois Santo. Por Cristo, nosso Senhor.

– 2ª:
— Senhor, escutai a nossa prece.
1. Para que a Igreja seja sempre solidária à causa dos pobres e marginalizados, rezemos.
2. Para que a certeza de nossa ressurreição futura nos faça valorizar a vida presente, rezemos.
3. Para que as famílias enlutadas sejam consoladas por Deus e recebam a solidariedade dos amigos, rezemos.
4. Para que os pais e os professores se deixem iluminar pelo evangelho na educação dos jovens, rezemos.
5. Para que cresçamos no respeito ao meio ambiente e na consciência ecológica, rezemos.
(Intenções próprias da Comunidade).

Oração sobre as oferendas.

Santificai, ó Deus, com a vossa bênção, as nossas oferendas e acendei em nós o fogo do vosso amor, que levou são Bonifácio a vencer os tormentos do martírio. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus, que estes sagrados mistérios nos concedam a fortaleza de ânimo que levou vosso mártir são Bonifácio a vos servir fielmente e a vencer o martírio. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.
FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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REFLITA:
O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.
(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(3) – Portal Editora Santuário;
(4) – Portal Editora Paulinas;
(5) – Portal Editora Paulus;
(6) – Portal e Blog Canção Nova;
(7) – Portal Dom Total;
(8) – Portal Católica Net;
(9) – Portal Católico Orante;
(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(11) – Portal de Catequese Católica;
(12) – Portal Evangelho Quotidiano;
(13) – Blog Homilia Dominical;
(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(17) – Portal Universo Católico;
(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;
(19) – Portal Catedral FM 106,7;
(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(21) – Portal Comunidade Resgate;
(22) – Portal Fraternidade O Caminho;
(23) – Portal Católico na Net;
(24) – Portal Evangeli.net;
(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;
(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.
Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:
Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.
E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:
“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”
Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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