Liturgia Diária 07/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 07/JUN/2013 (sexta-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro da Profecia de Ezequiel (Ez 34,11-16).

Leitura da Profecia de Ezequiel.

11 Assim diz o Senhor Deus: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. 12 Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que forem dispersadas num dia de nuvens e escuridão. 13 Vou retirar minhas ovelhas do meio dos povos e recolhê-las do meio dos países para as conduzir à sua terra. Vou apascentar as ovelhas sobre os montes de Israel, nos vales dos riachos e em todas as regiões habitáveis do país. 14 Vou apascentá-las em boas pastagens e nos altos montes de Israel estará o seu abrigo, e pastarão em férteis pastagens sobre os montes de Israel. 15 Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar – oráculo do Senhor Deus. 16 Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-la conforme o direito”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 22,1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)).

— O Senhor é o pastor que me conduz, / não me falta coisa alguma.

1 O Senhor é o pastor que me conduz, / não me falta coisa alguma.

— O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. / Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar. / Para as águas repousantes me encaminha, 3a e restaura as minhas forças.

— 3b Ele me guia no caminho mais seguro, / pela honra do seu nome. / 4 Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei. / Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

— Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo; / com óleo vós ungis minha cabeça, / e
o meu cálice transborda.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, / por toda a minha vida; / e, na casa do Senhor, habitarei / pelos tempos infinitos.

Leitura retirada do Livro da Primeira Carta de são Paulo aos Romanos (Rm 5,5b-11).

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 5b O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado. Com efeito, quanto éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado. Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer. 8 Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. Muito mais agora, que já estamos justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira por ele. 10 Quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho; quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida! 11 Ainda mais: Nós nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. É por ele que, já desde o tempo presente, recebemos a reconciliação.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 15,3-7).

Lc 15,3-7 (a ovelha perdida)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 3 Jesus contou-lhes esta parábola: 4 “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5 Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Preparo-me para a Leitura Orante, invocando a Santíssima Trindade:

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Rezo uma breve oração de Santo Agostinho:

Senhor, olha para mim para que eu ame a ti.

Chama-me para que eu veja a ti, e eternamente me alegre em ti. Amém.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que a Palavra diz?

Tomo um primeiro contato com a Palavra de hoje, lendo Lc 15,1-3.11-32.

A parábola da ovelhinha perdida é uma das parábolas da misericórdia. Nas três parábolas – da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho perdido – predomina um sentimento: alegria. Jesus fala aos coletores de impostos e aos pecadores. E também aos fariseus Deus, na parábola de hoje, toma a imagem do Pastor que tudo faz pela ovelhinha que se perdeu. A ponto de deixar as outras 99 no campo. Quando encontra a que se perdeu “fica contente” e a coloca sobre os ombros. Esta atitude lembra os pais que colocam seus filhos pequenos nos ombros para que enxerguem mais que eles próprios e, em segurança. A alegria do Pastor é imensa, comunicativa, incontida, transbordante, pois chega a chamar os vizinhos para partilhar com eles a alegria. E Jesus termina a parábola dizendo que há mais alegria, mais festa no céu por um pecador que se arrepende, do que por 99 pessoas que não precisam se arrepender.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que a Palavra diz para mim?

A parábola da ovelha perdida é um pouco a história de cada um de nós, em algum momento da nossa vida. Quem não se sentiu alguma vez perdido, só, distante de Deus e em perigo? Em aparecida, os bispos falaram da alegria deste encontro com Jesus Cristo, Pastor: “Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (cf. Lc 10,29-37; 18,25-43). A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e agoniado pela violência e pelo ódio. A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria.” (DAp 29).

… e a VIDA… (orar…).

O que a Palavra me leva a dizer a Deus?

Rezo o Salmo 103:

Que eu louve o santo Deus com todas as minhas forças!

Que todo o meu ser louve o Senhor, e que eu não esqueça nenhuma das suas bênçãos!

O Senhor perdoa todos os meus pecados e cura todas as minhas doenças, ele me salva da morte e me abençoa com amor e bondade.

Ele enche minha vida com muitas coisas boas.

Louvem o Senhor todas as criaturas.

Que todo o meu ser te louve, ó Senhor!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?

Vou olhar o mundo, hoje, com o olhar amoroso do Pastor, sempre pronto a acolher a ovelhinha que se extraviou.

REFLEXÕES:

(4) – DEUS NÃO DESISTE DE NINGUÉM QUE ELE CRIOU À SUA IMAGEM.

A festa do Sagrado Coração de Jesus é a festa do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, por toda a humanidade. Que o Senhor faça o nosso coração semelhante ao Seu: compassivo, cheio de misericórdia.

O capítulo 15 do evangelho segundo Lucas é composto de uma sucessão de três parábolas de misericórdia. As parábolas são a resposta de Jesus à murmuração dos escribas e fariseus: “Este homem recebe os pecadores e come com eles!”. Na tradição bíblica, Deus é o pastor (Sl 23[22]) que procura a ovelha que se perdeu: “Procurarei as ovelhas perdidas, recolherei as desgarradas, curarei as feridas e as doentes…” (Ez 34,16). Deus não desiste de ninguém que ele criou à sua imagem: deixando em segurança as outras ovelhas, ele vai atrás da que se perdeu até encontrá-la (cf. v. 4). Já no capítulo quinto, Jesus respondeu a questão semelhante: “… os sãos não têm necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas os pecadores para que se convertam” (5,31-32). A alegria de Deus é a conversão dos seres humanos. Portanto, a atitude de Jesus de acolher bem os pecadores está fundamentada no modo como Deus age. A parábola é ocasião de afirmar, como nos capítulos 5,31-31 e 19,10, a missão de Jesus.

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – PERMITA QUE O CORAÇÃO DE JESUS PURIFIQUE O SEU CORAÇÃO.

Permita que o Coração de Jesus purifique o seu coração. O Senhor tem um Coração apaixonado por mim e por você, e quando nós o contemplamos, o nosso coração também se transfigura.

Hoje, celebramos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o qual é refúgio seguro para o nosso coração, para nossa vida. Precisamos nos refugiar debaixo desse Coração Sagrado, deixar que o Coração do Senhor nos envolva com Seu amor, faça-nos semelhante a Ele.

Hoje, eu o convido a contemplar esse Coração Sagrado, pois quando você assim o faz, Ele também transforma o seu coração.

É dentro do nosso coração que existe as coisas mais bonitas: o amor, a ternura, a bondade. Mas nele também há muitas coisas negativas como o ressentimento, a mágoa, o ódio, a falta de compaixão com o próximo.

Permita que o Coração de Jesus purifique o seu coração. O Senhor tem um Coração apaixonado por mim e por você, e quando nós o contemplamos, o nosso coração também se transfigura.

Não se esqueça que o primeiro a amar você, a dar a vida por você é Jesus. E o Coração d’Ele está, a todo momento, batendo forte de amor por nós.

Deus o abençoe!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – O CORAÇÃO TRANSPASSADO.

A morte de cruz foi, na vida de Jesus, a expressão consumada de seu amor pela humanidade pecadora e de sua fidelidade ao Pai. Ela resumiu seu projeto de serviço ao Reino de Deus e comprovou que sua vida estava totalmente centrada no Pai.

A cena do coração de Jesus, transpassado pela lança com o consequente jorrar de água e sangue, foi carregada de simbolismo sacramental. Do coração de Jesus, brotava a água do Batismo, que purificaria o cristão do pecado e refaria seu relacionamento com Deus. Pelo Batismo, o cristão se converteria ao amor e ao perdão, redescobriria a importância da comunhão fraterna e passaria a fazer parte do povo novo, salvo por Jesus. O sangue jorrado do coração de Jesus simbolizava a Eucaristia, em que sua paixão e morte seriam revividas como memorial, recordando, sem cessar, a presença de seu sacrifício redentor, na história humana.

O coração transpassado não correspondeu à pura constatação de que Jesus, realmente, tinha chegado ao fim. Pelo contrário, a abundância de água e sangue apontavam para a inauguração de tempos novos. Do coração aberto nasceria a Igreja, cuja missão seria levar adiante a obra redentora de Jesus e manter viva sua memória na consciência da humanidade, mediante um testemunho de vida modelado em Jesus. Seu coração seria um apelo aos cristãos para viverem o amor e manifestarem sua fidelidade ao Pai, até o extremo.

Oração: Senhor Jesus, que a água e o sangue, jorrados de teu coração transpassado, revigorem o amor e a fidelidade que estão no meu coração.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5).

A Solenidade do Coração de Jesus quer concentrar nossa mente e nosso coração no empenho de Deus em nos levar à Salvação plena.

Para isso, Deus revelou sua dedicação pelo Seu Povo Eleito no passado.

Na figura de Jesus, Deus manifesta igual e plena dedicação às ovelhas desgarradas para que o Filho as reúna e as salve, sem perder uma sequer.

É a demonstração do amor e da fidelidade de Deus aos convertidos a Jesus Cristo, sejam judeus ou estrangeiros.

Primeira Leitura: Ezequiel 34,11-16.

Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas (Ez 34,11).

No passado, antes de Cristo, Deus já cuidava de Seu Povo comparado a um grande rebanho.

Deus era o Pastor de Seu Povo. Deu-lhe a Aliança do Sinai, a Lei por meio de Moisés, liderança por meio dos Juízes e ensinos por meio dos Profetas.

Nesta Primeira Leitura, Deus faz uma promessa a ser realizada no futuro, no tempo de Jesus:

Em Jesus, Deus vai procurar suas ovelhas “pessoalmente” e cuidar delas, isto é, salvá-las.

Para vermos esta profecia realizada, precisamos saber o que Deus fez por meio de Jesus. Entretanto, isso nos será dito na Segunda Leitura e no Evangelho. O Salmo Responsorial já nos prepara para isso.

Salmo Responsorial: Salmo 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R/ 1).

O Senhor é o Pastor que me conduz, não me falta coisa alguma [Sl 22(23),1].

Este salmo mostra como o Povo de Deus percebe e agradece a atenção amorosa de seu Deus por ele.

Houve muitas ocasiões em que Israel experimentou esta firme condução de sua história pela mão de Deus: no Êxodo, no retorno do Exílio, em situações em que reis poderosos pretendiam destruir Jerusalém, como no tempo do rei Ezequias (2Cr 32,22) e em outras ocasiões.

Esta segurança em Deus levou o Povo a compor vários Salmos de Confiança quando precisava do socorro de Deus, como os Salmos 3; 4; 11; 15(16); 26(27); 62(63); 90(91); 121(122); 131(132).

O que está por detrás desta Confiança que o Povo deposita em seu Deus?

É o conhecimento, o sentimento, a certeza de ser amado por seu Deus.

Neste salmo, o pastor, totalmente dedicado a seu rebanho, é a figura de Deus que ama Seu Povo.

É assim que este Salmo 22(23) convém à liturgia de hoje, porque nele percebemos e saboreamos a dedicação de Deus por nós. Ora, o amor de Deus por nós se revelou definitivo e pleno quando seu Filho morreu na cruz para nos salvar.

O amor que Deus tem por nós é plenamente revelado em Jesus. É assim que transpomos a imagem do pastor à pessoa de Jesus, quando para Israel era só Seu Deus.

Nesta Solenidade do Coração de Jesus, o que Jesus significa como nosso Pastor?

Significa o mesmo que Deus Pai significava para Seu Povo, Israel, e significa para nós hoje, a Igreja.

O amor de Deus Pai nos é dado pelo Deus Filho.

E símbolo desse amor do Pai e do Filho é o Coração, o Coração de Jesus.

Segunda Leitura: Romanos 5,5b-11.

O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado (Rm 5,5).

Em Romanos 5,5-11, São Paulo nos mostra de maneira especial o amor de Deus por nós.

É por este enfoque que devemos entender o que São Paulo nos diz nesta segunda leitura.

São Paulo se concentra no amor de Deus por nós.

E este amor não veio do nada: foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.

Quando? No Batismo.

E este amor tem um motivo: Deus nos deseja de volta para Ele depois que cometemos o pecado.

No pecado vivemos no desamor por Deus.

E para nos convertermos, Deus nos atrai com seu amor.

São Paulo diz que houve um tempo em que a humanidade vivia no pecado.

Foi antes que Jesus morresse na cruz para a salvação de todos.

Foi para que o Evangelho fosse pregado a toda criatura.

Mas quando Jesus deu sua vida por nossos pecados, Deus perdoou a todos.

No entanto, o mundo inteiro não sabia disso. Foi preciso ir ao mundo dizer que o perdão de Deus fora dado a todos. E o mundo ficou sabendo disso quando o Evangelho foi anunciado a todas as nações.

Foi, portanto, pelos apóstolos e pelos missionários que conhecemos o amor de Deus que se revela no Seu Filho.

Como o Coração é entendido como a sede do amor, é no Coração de Jesus que nos concentramos para entendermos, assim, como Deus nos amou e nos salvou.

Este amor de Deus por nós supõe nossa resposta positiva amorosa.

Assim, ao correspondermos ao amor de Deus que nos é dado pelo Coração de Jesus, completamos com Ele este círculo afetuoso, que, por ser amor, salva para a Vida Eterna.

Evangelho: Lucas 15,3-7.

Alegrai-vos comigo porque encontrei a minha ovelha perdida! (Lc 15,6).]

No Evangelho de hoje, Jesus conta a parábola da ovelha perdida.

O pastor que a encontra é imagem de Deus que recupera para Si seu filho pecador.

Por qual motivo o pastor foi procurar a ovelha perdida e emaranhada nos espinhos, sofrendo longe de seu pastor? Foi porque aquela ovelha significava muito para ele. Ele estaria disposto a dar sua vida para defendê-la dos lobos.

Notemos a simplicidade, a singeleza deste afeto do pastor com o qual Deus quer se comparar.

Para nos amar Deus não precisa de complicações.

O amor verdadeiro é simples, sincero, feliz e fonte de segurança e paz. É assim que Deus nos ama.

O que a ovelha deve fazer para corresponder ao afeto do pastor?

Deve apenas deixar-se encontrar por ele, pois ele sabe aonde levá-la para se alimentar, descansar e ficar segura contra os lobos.

Se o pastor não encontrasse mais sua ovelha, ficaria triste como se perdesse uma parte de si mesmo.

Deus não quer nos perder para sempre.

É por esse motivo que faz todo o possível para nos convencer de que nos ama.

O Coração de Jesus é esta imagem do amor de Deus por nós. É o amor convincente, que nos leva ao retorno a Deus.

Imaginemo-nos na figura daquela centésima ovelha que Jesus procura, deixando as 99.

Sem nós, individualmente, o Seu rebanho não estaria completo e Jesus ficaria desolado, triste, como se uma parte dele fosse perdida.

Deixemos que Ele nos encontre, nos alimente, nos conduza e nos proteja dos perigos desta vida.

Somente assim entenderemos o que cada um de nós significa para Deus.

Para Deus significamos alegria por nos ter encontrado.

Ele nos encontrou porque nos procurou até nos achar, e nos achou porque antes nos amou.

É o Coração de Deus e de Seu filho pulsando de amor por nós.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – PÕE-NA ALEGREMENTE AOS OMBROS.

Por causa das minhas mãos, Senhor, que fizeram o que não deviam, as tuas mãos foram trespassadas por cravos e os teus pés pelos meus pés. Pelo desregrar da minha vista, os teus olhos adormeceram na morte, e os teus ouvidos pelo meu ouvido. A lança do soldado abriu o teu lado (Jo 19,34) para que, pela tua chaga, escorram todas as impurezas do meu coração há tanto tempo inflamado e corroído pela doença. Finalmente, Tu morreste para que eu viva; foste enterrado para eu poder ressuscitar. Tal é o beijo da tua doçura, dado à tua esposa; tal é o abraço do teu amor. […] A esse beijo, recebeu-o o ladrão na cruz, depois da sua confissão (Lc 23,42); recebeu-o Pedro quando o seu Senhor olhou para ele enquanto ele o negava, e saiu a chorar (Lc 22,61-62). Muitos dos que Te crucificaram, convertidos a Ti depois da tua Paixão, fizeram aliança contigo (At 2,41) nesse beijo […]; quando beijaste os publicanos e os pecadores, tornaste-Te seu amigo e conviveste com eles (Mt 9,10). […]

Senhor para onde levas Tu os que beijas e abraças, senão para o teu próprio coração? O teu coração, Jesus, é esse doce manancial da Tua divindade que está no teu íntimo, o vaso de ouro da alma, que ultrapassa todo o conhecimento (He 9,4). Bem-aventurados todos aqueles a quem o teu abraço atrai! Bem-aventurados aqueles que, fugindo para as profundezas, foram escondidos por Ti no segredo do teu coração, aqueles que levas aos ombros, ao abrigo dos males desta vida (Sl 31,21). Bem-aventurados aqueles que não têm outra esperança se não o calor e a proteção das tuas asas (Sl 90,4).

A força dos teus ombros protege aqueles que escondes no fundo do teu coração (Lc 13,34), onde podem dormir tranquilamente. Uma doce espera os aguarda nesse abrigo de uma consciência santa, e da expectativa da recompensa que prometeste. A sua fraqueza não os faz desfalecer, nem nenhuma inquietude os faz murmurar (Sl 68,13).

(Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense – Orações meditativas, nº 8,6; SC 324).

(14) – A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA.

No estudo da parábola da ovelha perdida extraímos lições espirituais que devem ser bem compreendidas. O amor de Deus alcança todos os perdidos. Assim como o pastor ama as ovelhas e não pode sossegar enquanto uma única lhe falta, também Deus, em grau infinitamente mais alto, ama todo perdido. Nenhuma das ovelhas extraviadas do redil de Deus é desprezada, nem abandonada sem socorro. Cristo salvará a cada um que se queira deixar redimir do abismo da corrupção e dos espinheiros do pecado.

O Pastor sai pelos caminhos e valados, procurando a alma triste e desamparada que não sabe mais voltar. Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.

O pastor que descobre a ausência de uma ovelha, não contempla indiferentemente o rebanho que está seguro no redil, dizendo: Tenho noventa e nove, e custar-me-á muita perturbação ir em busca da desgarrada. Ela que volte; abrir-lhe-ei a porta do redil e a deixarei entrar. Não; logo que a ovelha se afasta, o pastor enche-se de cuidados e apreensões. Conta e reconta o rebanho. Quando se certifica de que realmente uma ovelha se perdeu, não dormita. Deixa as noventa e nove no redil, e sai em busca da ovelha desgarrada. Quanto mais escura e tempestuosa a noite, e quanto mais perigoso o caminho, tanto maior é a apreensão do pastor e tanto mais diligentemente a procura. Faz todos os esforços possíveis para encontrar a ovelha perdida. Quando alguém que vagou longe no pecado procura voltar para Deus, encontrará suspeita e crítica. Há os que duvidarão de que o arrependimento seja genuíno, ou insinuarão: “Ele não tem estabilidade; não creio que resista.” Tais pessoas não fazem a obra de Deus, porém a de Satanás, que é o acusador dos irmãos. Por suas críticas, o maligno espera desencorajá-las, afastá-las ainda mais da esperança e de Deus. Contemple o pecador arrependido a alegria do Céu pela volta daquele que se perdera. Confie no amor de Deus e não desanime de maneira alguma pelo escárnio e suspeita dos fariseus.

A parábola mostra bem claramente que as almas transviadas não ficarão perdidas no labirinto das paixões, nem nas furnas onde medram os abrolhos. Como a ovelha desgarrada, elas serão procuradas, ainda mesmo que seja preciso deixar de cuidar daquelas que atingiram já uma altura considerável, ainda mesmo que as noventa e nove ovelhas fiquem estacionadas num local do monte, os encarregados do rebanho sairão ao campo em procura da que se perdeu.

O Pai não quer a morte do ímpio; não quer a condenação do mau, do ingrato, do injusto, mas sim a sua regeneração, a sua salvação, a sua vida, a sua felicidade. Ainda que seja preciso, para a regeneração do Espírito, nascer ele na Terra sem mão ou sem pé entrar na vida manco ou aleijado; ainda que lhe seja preciso renascer no mundo sem os olhos, por causa dos “tropeços”, por causa dos “escândalos”, a sua salvação é tão certa como a da ovelha que se havia perdido e lembrada na parábola, porque todos esses pobres que arrastam o peso da dor, os seus guias e protetores os assistem para conduzi-los ao porto seguro da eterna bonança.

Espírito de comiseração pelos pecadores, leva-me a buscar quem vive transviado pelo pecado e pelo egoísmo, e a manifestar-lhe a grandeza do amor do coração de Jesus.

(Pe. Bantu Mendonça K. Sayla).

(14) – OVELHA PERDIDA.

“Há alegria no céu”

A parábola da ovelha perdida nos dá o entendimento claro do método de Deus para nós, pecadores. Ao contrário do que muitas vezes nós pensamos Deus não se compraz com a morte do pecador, nem tem o propósito de castigá-lo pelas suas iniquidades. Na nossa fragilidade humana, nós entendemos que quando alguém comete um erro precisa ser castigado para pagar a culpa. Cremos que esse também é o pensamento de Deus para nós quando pecamos. Neste Evangelho Jesus Cristo nos afirma justamente o contrário: O Senhor vai à busca do pecador para resgatá-lo e acolhe-lo, assim como um pastor faz com a ovelha perdida. Só procuramos a quem está perdido e foi por isso, que Jesus veio ao mundo: salvar quem está perdido. A alegria do céu consiste na conversão dos pecadores da terra. Cada pecador que se converte é motivo de alegria no céu. Nós somos para Deus um bem precioso, assim como preciosa é a moeda que a mulher da parábola encontrou. Quanto mais consciência nós tivermos do nosso ser pecador mais nós poderemos experimentar a misericórdia de Deus que vem ao nosso encontro para nos fazer justiça. O Senhor quer nos dar dignidade, nos tirar da lama, nos oferecer roupa nova, anel e sandálias aos pés, a fim de participarmos também da alegria do céu. Porém, se nós não nos consideramos pecadores, se nos justificamos e, como os fariseus e os mestres da lei, nós apontamos somente para o pecado do próximo, nunca poderemos comungar da alegria de Deus. O arrependimento é, portanto, o primeiro passo, para que haja festa no céu.

– Você também é uma ovelha fugida?

– Você também percebe a alegria de Deus quando se deixa encontrar por Ele?

– Você preferiria estar entre as noventa e nove ovelhas “justas”?

– Você confia na misericórdia de Deus para com o pecador mesmo que ele seja o pior de todos?

(Helena Serpa).

(14) – SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.

UMA CONVERSA COM A OVELHA DESGARRADA

— Escute ovelhinha, o que você sentiu quando percebeu que não fazia mais parte do rebanho e que estava completamente perdida, em outro rumo e direção totalmente contrárias?

— Tristeza, mágoa e desespero… vaguei dias na escuridão, por entre caminhos tenebrosos e espinheiros que me feriam.

— E por que você se desgarrou do rebanho, porque quis ou porque as demais ovelhas a olhavam com desdém?

— Digamos que começou a me sentir uma estranha no ninho, as outras ovelhas sempre bem comportadinhas, carinhas de santinhas, obedeciam o pastor, só faziam o que ele mandava sem se desviar nem para a direita e nem para a esquerda…

— Ah entendi, ovelhas piedosas, perfeitas, obedientes, e de conduta irrepreensível…

— Isso mesmo, eu ao contrário nunca fui perfeita, de vez em quando andava pelas quebradas e atalhos, ouvia a voz do pastor lá longe e achava bom ficar sozinha, fazer o que me dava na cabeça, sem qualquer compromisso com o rebanho e o pastor… Afinal, quem é que não quer ser livre? Os homens aí do seu tempo são todos assim, preferem o isolamento de uma vida egoísta do que comprometer-se em andar com o rebanho, ao comando do Pastor Eterno.

— Bom, mas e daí Dona Ovelha, conte-nos o que aconteceu…

— Pois é, um dia tentei alcançar o rebanho e entrei em um caminho errado, vaguei ao léu, sem rumo e direção, comecei a compreender que minha visa só tinha sentido junto ao rebanho, aos cuidados do Pastor… mas daí era tarde, veio tempestade, noites escuras e tenebrosas, passei frio e medo e até desejei que viesse um Lobo e me devorasse, dando um fim à minha desgraçada existência… Foi então que…

— Você foi salva…

— Ah que momento sublime, quando senti umas mãos me tocando com ternura, quando olhei, quase morri de vergonha, era o nosso Pastor, achei que ele iria me estrangular pela minha rebeldia, infidelidade e desobediência, mas ao contrário, com palavras doces chamando-me de “minha pequenina pobrezinha, não se assuste, pare de tremer, eu estava a sua procura há dias e dias…”

E quando perguntei-lhe se o rebanho tinha se acabado ele sorriu, apanhou-me com carinho, pois uma de minhas patas estava ferida e não conseguia caminhar, colocou-me sobre seus ombros, e disse-me.

— As outras estão à sua espera, sem você o rebanho está incompleto, vamos para casa que até uma festa vou fazer porque te encontrei com vida minha querida ovelhinha. E bem acomodada nos ombros do pastor, fiquei pensando que eu não merecia nada daquilo, foi daí que compreendi que o amor desse pastor pelo rebanho era gratuito e incondicional, juntei-me aos meus irmãos e irmãs do rebanho e somos todos muito felizes, em saber que ele nos ama tanto…

(Diác. José da Cruz).

(15) – REFLEXÃO.

Todos nós que conhecemos Jesus devemos ter os mesmos sentimentos de Jesus, e este sentimento é o amor que nos lança incondicionalmente ao encontro dos nossos irmãos e irmãs, principalmente aqueles que estão mais afastados a fim de que possamos cuidar deles, tanto no que diz respeito às necessidades da ordem temporal como às necessidades da ordem espiritual. O Evangelho de hoje nos diz: vá ao encontro de quem se perdeu e se encontra no pecado, seja um grande missionário da misericórdia e do perdão de Deus, manifeste o seu amor para todas as pessoas, seja sinal de salvação para o mundo.

(CNBB).

(20) – ALEGRAI-VOS COMIGO!

No dia em que a Santa Igreja celebra o Coração de Jesus, o Evangelho nos traz um convite à alegria. Motivo? A ovelha perdida foi recuperada… É isto que alegra o coração de Deus.

Mas não podemos sair do foco: Deus tem um coração! Desde que o Verbo se encarnou, nascendo de Mulher, existe um coração em Deus. O transcendente se fez imanente, pondo-se ao alcance de nossos sentidos. Sua “descida” [sua kênosis] o levou a assumir uma natureza humana como a nossa, o que incluiu um corpo com nossas dores e cansaços, suor e lágrimas, sofrimento e morte. E mais: emoções e sentimentos humanos, inquietações e dúvidas, que o levavam ao Pai para discernir o caminho a seguir.

Vale lembrar que a divulgação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus está ligada às aparições do Séc. XVII, concedidas a Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa do Mosteiro da Visitação, em Paray-le-Monial (França). Na chamada “grande aparição”, em 1675, Jesus se lamentava da ingratidão dos homens e pediu uma festa oficial de reparação, a cada ano, na sexta-feira seguinte à oitava de Corpus Christi.

Em geral, ignora-se que a verdadeira devoção ao Coração de Jesus é uma devoção missionária! Como resultado daquelas aparições, a espiritualidade do Sagrado Coração se espalhou pelo mundo inteiro. Numerosas congregações religiosas são fundadas na Europa, enviando missionários por todo o planeta.

Foi o caso dos padres do Sagrado Coração de Jesus de Bétharram, congregação fundada por São Miguel Garicoïts (1835), e dos Missionários do Sagrado Coração, do Padre Jules Chevalier (1854), bem como dos padres Dehonianos, fundados por Léon Dehon (1878). Logo chegaram à China e ao centro da África para anunciar que Deus tem um coração que acompanha nossos passos e se mostra sempre compassivo, fazendo sua a nossa dor.

Naqueles tempos marcados pelo rigorismo jansenista, com suas pregações ameaçadoras e os fiéis mantidos bem longe da comunhão eucarística, já que eram considerados indignos de se aproximarem de Deus, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus viria humanizar pouco a pouco a espiritualidade católica. Em pleno Séc. XIX – 200 anos depois! – Santa Teresinha de Lisieux ainda sofreria com as ressonâncias do jansenismo.

Em nossos dias, ainda existem grupos que pregam uma espiritualidade aérea, desencarnada, como se fôssemos anjos, quando o próprio Filho de Deus preferiu humanizar-se para ser o Deus-conosco anunciado pelos profetas.

O pastor deste Evangelho é a imagem de Jesus Cristo, que sempre sai a campo em busca da ovelha perdida, que sou eu…

Orai sem cessar: “Eu lhes darei um coração capaz de me conhecer…” (Jr 24,7).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – ALEGRAI-VOS COMIGO! ENCONTREI A MINHA OVELHA QUE ESTAVA PERDIDA!

Hoje celebramos a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Desde tempos remotos, o homem situa “fisicamente” no coração o melhor ou o pior do ser humano. Cristo nos mostra o seu, com as cicatrizes do nosso pecado, como símbolo de seu amor aos homens e, é desde este coração que vivifica e renova a história passada, presente e futura, desde donde contemplamos e podemos compreender a alegria Daquele que encontra o que havia perdido.

“Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido.” (Lc 15,6). Quando escutamos estas palavras, tendemos sempre a situar-nos no grupo dos noventa e nove justos e observamos “distantes” como Jesus oferece a salvação a quantidade de conhecidos nossos que são muito pior que nós… Pois não! a alegria de Jesus tem um nome e um rosto. O meu, o teu, o daquele…, todos somos “a ovelha perdida” por nossos pecados; assim que…, não ponhamos mais lenha no fogo de nossa soberbia, que estamos totalmente convertidos!

No tempo em que vivemos, onde o conceito de pecado se relativiza ou se nega, no que o sacramento da penitência é considerado por alguns como uma coisa dura, triste e obsoleta, o Senhor em sua parábola nos fala de alegria, e não o faz somente aqui, pois é uma corrente que atravessa todo o Evangelho. Zaqueu convida Jesus a comer para celebrá-lo, depois de ser perdoado (cf. Lc 19,1-9); o pai do filho pródigo perdoa e dá uma festa por seu retorno (cf. Lc 15,11-32), e o Bom Pastor se regozija por encontrar a quem se havia separado do seu caminho.

Dizia São Josemaria que um homem «vale o que vale seu coração». Meditemos desde o Evangelho de Lucas se o preço — que vai marcado na etiqueta do nosso coração — concorda com o valor do resgate que o Sagrado Coração de Jesus pagou por cada um de nós.

(Rev. D. Pedro IGLESIAS Martínez (Rubí, Barcelona, Espanha)).

(25) – PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA.

Para não incorrerem em impurezas legais, os fariseus tinham estabelecido regras rigorosas sobre como se manterem distantes dos assim considerados pecadores. Eles negavam emprestar-lhes dinheiro ou lhes pedir algo. Não lhes davam uma filha em casamento, nem os convidavam como hóspedes. Por isso, mostram-se escandalizados diante do modo como Jesus acolhia os pecadores, frequentando suas casas e “comendo com eles”. S. Cirilo de Alexandria os interroga: “Dize-me, fariseu, por qual motivo lamentas que Cristo não se tenha negado a estar com publicanos e pecadores, mas lhes tenha proporcionado os meios de salvação?” Aliás, o próprio Jesus lhes responde contando duas parábolas: a da ovelha desgarrada e da dracma perdida.

No relato da ovelha desgarrada os verbos “buscar-encontrar” revelam, antes de tudo, a iniciativa do Pastor e o seu cuidado para com todas as ovelhas. Observa S. Máximo: “Ele não se esquece, nem mesmo da mais insignificante, pois Ele se recorda de todas”. S. Ambrósio, num lampejo brilhante de visão espiritual, observa que “os ombros de Cristo, sobre os quais ele coloca a ovelha perdida, são os braços da Cruz, que abraçam a todos, pois ele veio salvar, justamente, aquele que estava perdido”. As palavras do Senhor nos lançam nos espaços do seu amor para com os “pequenos”, pois em seu coração palpita o divino desejo de que nenhuma das ovelhas se perca. Impõe-se um imperativo: jamais deixar de acolher ou escandalizar qualquer uma delas. Pois ela é objeto do terno carinho do Pastor que conhece e chama cada uma “por seu nome” próprio, insubstituível. A dor e a ansiedade do pastor, quando uma delas se perde, transformam-se em alegria e festa ao encontrá-la.

Jesus veio não para condenar, mas sim para salvar os pecadores, jamais rejeitados, não meramente censurados ou lamentados. Não há regozijo com a perda deles. No Evangelho de S. João, o Bom Pastor demonstra sua ternura, velando para que ninguém se perca. Atitude que o leva a chamar os pecadores para se assentarem à mesa com ele, o que provoca a exclamação de S. Efrém: “Espetáculo admirável: os anjos temem, por causa de sua grandeza, e os pecadores comem e bebem com Ele”.

Em suma, refletindo sobre essa parábola, dizemos com S. Basílio Magno: “O bom Pastor vai ao teu encontro e se tu te dás a ele, ele não hesitará e não desdenhará na sua bondade em te colocar sobre seus ombros, alegrando-se por ter encontrado a ovelha que estava perdida. E se alguém protesta que tu foste acolhida imediatamente, o próprio Pai falará em tua defesa dizendo: É necessário festejar e alegrar-se, porque esta minha filha estava morta e agora retornou à vida, estava perdida e foi reencontrada”.

(Dom Fernando)

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA SOLENIDADE).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:
– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Celebremos com júbilo o Coração que tanto amou o mundo, Coração Divino e Humano. Ele é a presença amorosa e misericordiosa do Pai entre nós, bem no meio de nossa humanidade. A vinda de Cristo significa que não há mais distância entre o céu e a terra. Ele veio para nos transformar. Seu projeto está ao alcance de cada ser humano. E quem o acolhe ganha vida, liberdade e paz. Do mesmo modo com que Deus nos amou, devemos amar também.

– 2ª:

Com alegria, queremos celebrar a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. O coração de Jesus sempre se voltou para o cuidado e o amor sem medidas para com a humanidade. Aprendamos a amar como Jesus amou.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

É hora de ouvir o Senhor em sua Palavra. Ela é alento e força em nosso viver. Dela nos vêm a fé e a certeza de que Deus se preocupa conosco em seu amor. Está sempre pronto a nos oferecer a vida. Escutemos e deixemos que esta Palavra produza em nós seus frutos.

– 2ª:

Jesus é o pastor que nos conduz por caminhos seguros e vai atrás de quem se transviou. Por ele, Deus demonstrou seu imenso amor para conosco.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Eu sou o bom Pastor, conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor. (Jo 10,14).

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

Eis os pensamentos do seu coração, que permanecem ao longo das gerações: libertar da morte todos os homens e conservar-lhes a vida em tempo de penúria (Sl 32,11.19).

Antífona da comunhão.

Diz o Senhor: Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Daquele que crê em mim brotarão rios de água viva (Jo 7,37s).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, alegrando-nos pela solenidade do Coração do vosso Filho, meditemos as maravilhas de seu amor e possamos receber, desta fonte de vida, uma torrente de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Ó Pai, vós que nos destes Jesus, vosso Filho amado, socorrei vosso povo em suas necessidades. Ouvi-nos.

— Sagrado Coração de Jesus, libertai-nos.

1. DE TODA violência e maldade.

2. DA FALTA de amor à vida.

3. DO DESRESPEITO à dignidade.

4. DA INJUSTIÇA e da opressão.

5. DA POUCA solidariedade entre os cristãos.

6. DO AMOR interesseiro e descomprometido.

7. DO CORAÇÃO desumano e orgulhoso.

8. DO EGOÍSMO e da ganância.

(Intenções próprias da Comunidade)

Senhor, como é grande vosso amor e vossa misericórdia para conosco. Perdoai nossas faltas e fortificai-nos na esperança. Por Cristo, nosso Senhor.

– 2ª:

Apresentemos nossas preces ao Sagrado Coração de Jesus, dizendo:

— Coração de Jesus, ensina-nos a amar.

1. Sagrado Coração de Jesus, tornai nosso coração semelhante ao vosso.

2. Sagrado Coração de Jesus, acompanhai com vossa proteção os bispos e os padres.

3. Sagrado Coração de Jesus, dai serenidade a todos os que vivem perturbados.

4. Sagrado Coração de Jesus, derramai vossa bênção sobre as mães e os pais.

5. Sagrado Coração de Jesus, curai os corações feridos pelo pecado.

(Intenções próprias da Comunidade)

Oração sobre as oferendas.

Considerai, ó Deus, o indizível amor do coração do vosso amado Filho, para que nossas oferendas vos agradem e sirvam de reparação por nossas faltas. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor e, sempre voltados para o vosso filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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