Liturgia Diária 08/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 08/JUN/2013 (sábado)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Profeta Isaías (Is 61,9-11).

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

9 A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus. 10 Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias. 11 Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro do Primeiro Livro de Samuel (1Sm 2,1.4-5.6-7 8abcd (R. cf. 1a)).

— 1a Meu coração se regozija no Senhor.

1a Meu coração se regozija no Senhor.

— Exulta no Senhor meu coração, / e se eleva a minha fronte no meu Deus; / minha boca desafia os meus rivais / porque me alegro com a vossa salvação.

— O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, / mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, / mas os pobres e os famintos se fartaram. / Muitas vezes deu à luz a que era estéril, / mas a mãe de muitos filhos definhou.

— 6 É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; / 7 é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

— 8a O Senhor ergue do pó o homem fraco, / 8b do lixo ele retira o indigente, / 8c para fazê-los assentar-se com os nobres / 8d num lugar de muita honra e distinção.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 2,41-51).

Lc 2,41-51 (jesus três dias no templo)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

41 Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42 Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43 Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44 Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45 Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46 Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47 Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48 Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49 Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50 Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51 Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Em união com todos os que navegam na internet, faço meu ato de fé:

Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.

Que me vês e escutas as minhas orações.

Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.

Tu me deste tudo: eu te agradeço.

Foste tão ofendido por mim:

Eu te peço perdão de todo o coração.

Tu és tão misericordioso:

Eu te peço todas as graças que sabes serem necessárias para mim.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que a Palavra diz?

Fixo o meu olhar em Deus, através da Palavra.

Faço, na Bíblia, a leitura lenta e atenta do texto do dia: Lc 2,41-51.

Em um momento de silêncio interior, recordo o que li.

Este texto nos faz lembrar o que diz a Igreja sobre Maria no capítulo oitavo da Constituição Lumen Gentium: “Esta união da Mãe com o Filho, na obra da redenção, manifesta-se desde o momento em que Jesus Cristo é concebido a Mãe de Deus, cheia de alegria, mostrou aos pastores e aos magos o seu Filho primogênito, que não diminuiu, muito pelo contrário, consagrou a sua integridade virginal. (10) E também quando, ao apresentá-lo no templo ao Senhor, ofereceu o resgate dos pobres e ouviu Simeão profetizar que esse Filho havia de ser sinal de contradição e que uma espada atravessaria a alma da Mãe, para que se revelassem os pensamentos de muitos corações (cf. Lc 2, 34-35). O Menino Jesus perdido e com tanta dor procurado, encontraram-no Maria e José no templo, ocupado nas coisas de seu Pai; não entenderam a resposta que lhes deu; a Mãe, porém, guardava no seu coração e meditava sobre todas estas coisas (cf. Lc 2, 41-51). (LG 8, 57).

Assim entendemos que Maria é um excelente caminho para encontrar Jesus. O coração físico de Maria é símbolo de seu amor. O Coração Imaculado de Maria é a expressão de todos os seus sentimentos, afetos, e, sobretudo, de seu amor a Deus, a seu Filho e a todas as pessoas que lhe foram confiadas por Jesus agonizante, na cruz.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que a Palavra diz para mim?

Cultivo a devoção mariana? Como me relaciono com Maria? Como filho/a?

Maria tem lugar na minha casa, os meus relacionamentos, no meu trabalho?

Ela me orienta a “fazer tudo que Jesus disser”?

Em Aparecida, na V Conferência, os bispos disseram: “A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf. Lc 1,450 e obediência à vontade de Deus (cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor 157. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar seu verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé, Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem que fosse livrada da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em uma comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança.” (DAp 266).

… e a VIDA… (orar…).

Hoje rezo com Maria, agradecendo as maravilhas de Deus.

Canto de Maria ao povo – Padre Zezinho, scj

(Clique aqui para ouvir a música)

Minh’alma dá glórias ao Senhor / Meu coração bate alegre e feliz.

Olhou para mim com tanto amor / Que me escolheu, me elegeu e me quis.

E de hoje em diante eu já posso prever, / Todos os povos vão me bendizer.

O Poderoso lembrou-se de mim, / Santo é seu nome sem fim.

O povo dá glórias ao Senhor, / seu coração bate alegre e feliz.

Maria carrega o Salvador / porque Deus faz, sempre cumpre o que diz.

E quando os povos aceitam a lei / passa de pai para filho seu dom.

Das gerações Ele é mais do que rei, / ele é Deus Pai, ele é bom.

Minh’alma dá glórias ao Senhor / Meu coração bate alegre e feliz.

Olhou para mim com tanto amor / Que me escolheu, me elegeu e me quis.

O orgulhoso Ele sabe dobrar, / o poderoso Ele sabe enfrentar.

O pobrezinho Ele defenderá, / não nos abandonará.

O povo dá glórias ao Senhor, / seu coração bate alegre e feliz.

Maria carrega o Salvador / porque Deus faz, sempre cumpre o que diz.

Quem tem demais qualquer dia vai ver / o que é ter fome e não ter pra comer.

Quem passa fome comida terá, / eis que a justiça virá.

Minh’alma dá glórias ao Senhor / Meu coração bate alegre e feliz.

Meu povo já sente o seu amor, / Ele promete, Ele cumpre o que diz.

Aos nossos pais Ele um dia jurou / Ele é fiel e jamais enganou,

Estamos perto da era do amor / Bendito seja o Senhor.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual o novo olhar que a Palavra despertou em mim?

Passarei o dia a olhar como Maria, um olhar que busca o Senhor e o procura até o encontrar.

REFLEXÕES:

(4) – POR QUE ME PROCURÁVEIS? NÃO SABÍEIS QUE DEVO ESTAR NA CASA DE MEU PAI?

O relato de Jesus no Templo, aos doze anos, idade em que Jesus assume as obrigações legais tornando-se “filho do preceito”, é a transição dos relatos da infância para o relato do seu batismo e de toda a sua missão. Todo o episódio está centrado na primeira palavra de Jesus que, por sua vez, está voltada para o futuro, e não para a sua infância: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?” (v. 49). Esta palavra confirma a mensagem do anúncio do nascimento de Jesus: “… será chamado Filho de Deus” (1,35), e é prelúdio das revelações do evangelho.

Maria e José não compreenderam o que ele lhes dissera, e sua mãe “guardava todas estas coisas no coração”. Maria, como também José, terá que fazer a mesma peregrinação pela qual se chega à compreensão do mistério da encarnação e do nascimento de Jesus. Será preciso acompanhar o desenvolvimento do filho, passar a vida com ele, sofrer com ele a paixão, experimentar a ruptura da morte, para que no advento da Luz da ressurreição ela possa compreender o mistério daquele que ela gerou.

(Carlos Albero Contieri).

(6) – CONSAGRE O SEU CORAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA.

Quero lhe fazer um convite: consagrar o seu coração ao Imaculado Coração de Maria. Diga a Nossa Senhora que o seu coração é dela.

Nós celebramos, hoje, a memória do Imaculado Coração de Maria. O Evangelho de hoje – e outras passagens –, nos dá a graça de compreender que o coração de Maria guarda os segredos de Deus, a vontade d’Ele. O coração de Nossa Senhora é todo centrado na vontade do Senhor.

Um coração imaculado quer dizer puro, preservado do mal. O coração de Maria bateu mais forte ao lado do coração de Jesus. E como nós precisamos cuidar bem do nosso coração! Precisamos fazer com que ele alcance o ritmo de Deus.

Quero lhe fazer um convite: consagrar o seu coração ao Imaculado Coração de Maria. Este foi um dos segredos de Fátima, essas foram algumas das disposições que o nosso querido Beato João Paulo II proferiu durante seu pontificado, quando consagrou a Rússia e o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria.

Hoje, estou colocando a mão também no meu coração e pedindo a você que também o faça em algum momento desse dia. Diga a Nossa Senhora que o seu coração é dela.

“Ó, Imaculado Coração de Maria, volte-se para nós, pobres pecadores, e ajude-nos a rever a vontade de Deus. Não deixe o nosso coração se perder nos pecados e no mal desse mundo. Cuide do nosso coração para a eternidade. Que assim o seja!”

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – MARIA, CHEIA DE GRAÇA.

A Igreja, refletindo sobre a mãe de Jesus, foi entendendo, pouco a pouco, toda a verdade desta figura singular. Neste processo, a Igreja chegou a professar que o pecado original, tendo marcado para sempre a história da humanidade, mas não lançou raízes no ser de Maria. Vivendo num mundo de egoísmo, ela não foi contaminada pelo pecado.

Esta graça e privilégio, conferidos por Deus à mãe do Salvador, aconteceram por causa de Jesus Cristo. Deus preparou para receber seu Filho, que seria imune da culpa original, um ventre não corrompido pelo pecado. Maria, de certo modo, experimentou, por antecipação, o fruto da ação de seu filho Jesus, que viria ao mundo para salvar a humanidade do pecado. A mãe foi a primeira a tirar partido da missão do Filho. A santidade do Filho Jesus santificou todo o ser da mãe Maria, desde que fora concebida.

A proclamação do anjo “Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo” fundamenta a total santidade de Maria. Sendo cheia de graça, nela não podia haver espaço para o pecado e para a infidelidade a Deus. E sua existência, desde o início, só podia ser total comunhão com Deus. Por outro lado, toda a vida de Maria foi marcada pela pessoa de Jesus, a quem estaria ligada desde o momento do anúncio da encarnação. A concepção imaculada é, pois, mais uma maravilha da graça de Deus na vida de Maria.

Oração: Senhor Jesus, que a contemplação da concepção imaculada de tua mãe desperte em mim o desejo de romper, definitivamente, com o pecado que maculou a humanidade.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Sua mãe conservava no seu coração todas estas coisas (Lc 2,51).

A cena do Evangelho de hoje é sobre o encontro do Menino Jesus no Templo de Jerusalém, depois que seus pais perceberam sua ausência na caravana de volta a Nazaré.

O Evangelho é claro a respeito de Jesus: Ele se sentia muito bem no Templo, porque era a casa de Seu Pai celeste.

Sobre a Mãe de Jesus o Evangelho diz que ela e São José ficaram aflitos por cinco dias: o primeiro foi o começo da volta para Nazaré; o segundo foi o retorno deles a Jerusalém; os outros foram procurando Jesus pela cidade por quase uma semana. Foi este o primeiro sofrimento que Jesus causou em sua Mãe sem ter a intenção de magoá-la.

São Lucas nos faz conhecer este fato para dizer que aos doze anos Jesus já entendia o que era ser Filho de Deus.

Nesta memória do Imaculado Coração de Maria precisamos repensar alguns pontos que temos como suficientemente sabidos, mas não o são.

Procuremos respostas para as perguntas seguintes:

1. Como Deus torna imaculado o coração de uma pessoa?

2. O que acontece quando Deus torna um coração imaculado?

3. Como Deus fez que a Mãe de Jesus tivesse um coração imaculado?

Respondendo à primeira pergunta:

Nós mesmos não conseguimos tornar nosso coração imaculado. Por isso, Deus toma a iniciativa e nos purifica.

Em nossas vidas, todos passamos por períodos de purificação do coração, sejam conscientes ou não.

É quando Deus nos move à conversão, ao arrependimento, ao Seu perdão e à mudança de vida.

O Espírito Santo remorde nossa consciência como expressão amorosa de Deus para que nos convertamos a Ele.

Assim podemos chegar a um ponto máximo de purificação do coração possível nesta terra. Seremos 100% puros de coração somente na Vida Eterna.

Isto é realidade na vida de muitas pessoas. Pode ser que conheçamos algumas, ou até mesmo que constatemos isso em nossa vida.

Segunda pergunta: O que resulta de um coração imaculado?

Jesus mesmo nos diz: os puros de coração verão a Deus.

Esta é uma questão que nos faz meditar muito. Como podemos ver Deus que é invisível?

Ora, com os olhos do corpo isso não acontece, mas sim com os olhos do coração.

Uma vez purificados por Deus em seu pleno perdão, podemos voltar para Ele todo o afeto de nosso coração. E isso basta. É já “ver” a Deus amando-O, no cumprimento do 1º Mandamento.

Terceira pergunta: Como Deus fez que a Mãe de Jesus tivesse um coração imaculado?

Antes de tudo, precisamos nos lembrar de que Deus a fez nascer sem o que a teologia chama de “Pecado Original”. E cremos que a Mãe de Jesus foi concebida sem pecado, já nasceu cheia de Graça. Nesta condição, seu coração foi imaculado desde o dia em que nasceu.

Se o coração imaculado ama com perfeição a Deus cumprindo o 1º Mandamento, a Mãe de Jesus viveu neste amor continuamente. Portanto, ela “via” Deus em seu coração imaculado.

Isto não quer dizer que ela entendia completamente tudo o que acontecia na vida de Jesus.

Como nós, a Mãe de Jesus foi conhecendo Seu Filho aos poucos, em um processo que o Evangelho de Lucas descreve com as palavras: Sua mãe conservava no seu coração todas estas coisas (Lc 2,51).

Se isso aconteceu ao longo de sua vida, como não terá sido o conhecimento de Deus que a Mãe de Jesus foi acumulando até chegar a Sua Morte e Ressurreição?

(Pe. Valdir Marques).

(12) – DAR TUDO PORQUE CRISTO DEU TUDO.

Francisco, pobrezinho e pai dos pobres, queria viver em tudo como pobre; sofria quando encontrava alguém mais pobre que ele, não por vaidade mas por causa da terna compaixão que os pobres lhe causavam. Só queria uma túnica de tecido grosseiro e muito comum; ainda assim acontecia-lhe bastas vezes partilhá-la com algum infeliz. No entanto, era um pobre muito rico pois, movido pela sua grande caridade a socorrer os pobres sempre que podia, quando estava muito frio, ia ter com os ricos deste mundo e pedia-lhes que lhe emprestassem um sobretudo ou um casaco. Traziam-lhos mais depressa do que a pressa que ele se tinha dado em fazer o pedido. Ele então dizia: “Aceito com a condição de não esperarem que vo-los devolva.” E, com o coração em festa, Francisco oferecia o que acabava de receber ao primeiro pobre que encontrava.

Nada lhe causava mais pena do que ver insultar um pobre ou que dissessem mal de qualquer criatura. Um dia, um irmão deixou escapar umas palavras que magoaram um pobre que pedia esmola: “Não serás por acaso um rico a fingir de pobre?” Estas palavras caíram muito mal a Francisco, o pai dos pobres, que infligiu ao delinquente uma terrível reprimenda e lhe ordenou que se despojasse das suas vestes na presença do pobre e lhe beijasse os pés, pedindo-lhe perdão. “Quem fala mal a um pobre, dizia, injuria a Cristo, de quem o pobre é o mais nobre símbolo neste mundo, uma vez que Cristo por nós Se fez pobre neste mundo” (cf. 2Cor 8,9).

(Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara – “Vita prima” de São Francisco, §76).

(14) – JOSÉ FEZ CONFORME O ANJO DO SENHOR HAVIA MANDADO.

José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.

Hoje celebramos com alegria a solenidade de S. José. Ele é muito querido do povo; basta ver os homens que se chamam José e as mulheres com nomes derivados de José. Parabéns a todos vocês pelo onomástico! Diz a tradição que os pais de S. José se chamavam Jacó e Raquel.

José é o elo de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. É o último dos patriarcas.

Devido ao seu papel no plano da salvação, S. José é padroeiro de diversas coisas:

1) Da Igreja, já que ele foi o chefe da primeira Igreja, a Família de Nazaré.

2) Do homem cristão.

3) Dos pais e esposos.

4) Dos trabalhadores.

5) Dos que cuidam da administração dos bens materiais e do sustento das Comunidades e instituições católicas.

O Evangelho de hoje narra o desejo de fuga de S. José. Tudo indica que Maria o tinha posto a par do que se passara com ela na Anunciação. A dúvida de José não se referia a Maria, mas a si próprio. Ele não queria interferir nos planos de Deus, os quais não entendia direito. Ele tinha medo de permanecer com Maria e assim atrapalhar o plano de Deus.

A palavra do anjo veio dar-lhe segurança e luz sobre a sua missão: ele será o pai legal do Filho de Deus. Pronto, voltou e assumiu Maria como esposa.

“Tu lhe darás o nome de Jesus.” Conforme a sociedade judaica, quem dava o nome à criança era considerado o seu pai.

Assim, S. José aparece como modelo de um homem fiel a Deus. Fiel porque, nas horas difíceis, opta pela vontade de Deus. Fiel porque, nas horas de dificuldade, reza e pede orientação a Deus. Por isso que S. José é o padroeiro dos homens, especialmente dos esposos e pais.

Ele acompanhou e protegeu Maria e seu Filho em todos os momentos. Na apresentação no Templo, na fuga para o Egito, na procura do menino que se perdeu durante a romaria…

Sua presença junto a Jesus era de um pai que manda, que é autoridade, pois o Evangelho fala que Jesus lhes era obediente. O resultado foi esse que conhecemos: Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. Sabedoria, estatura e graça resumem todos os aspectos em que uma criança deve crescer. Como é importante os pais exercerem a sua autoridade sobre os filhos!

O papel do pai é diferente do papel da mãe. A mãe é carinho, ternura… Já o pai é autoridade, firmeza, segurança. As duas presenças se complementam na educação dos filhos.

Hoje, mais do que nunca, os filhos precisam da presença de um pai assim. Porque eles vivem cercados de maus convites e maus exemplos. Como não têm experiência de vida, é necessário alguém que os oriente com firmeza e ao mesmo tempo com amor e paciência. Principalmente os meninos precisam da amizade com o pai, e as meninas precisam da amizade com a mãe.

José foi um simples trabalhador. Passou a vida fabricando e consertando móveis domésticos. Com ele se identificam todos os trabalhadores e trabalhadoras que passam a vida fabricando objetos para as mais diversas necessidades da vida moderna. Ele é o modelo dos trabalhadores. Homem honesto, justo e de fé, este foi o escolhido por Deus para ser o pai oficial de Cristo.

A Bíblia nos apresenta José o homem fiel a Deus e justo. Como o fruto da justiça é a paz, ele criou Jesus, que nos trouxe a paz.

Havia, certa vez, um monge que sempre pedia a Deus a graça de vê-lo. Um dia, ele recebeu o seguinte recado: “Ponha-se a caminho, porque Deus quer encontrar-se com você, antes do anoitecer, depois do rio, do outro lado da montanha”.

O monge foi imediatamente para o lugar indicado. No meio da viagem, encontrou-se com um ferido que lhe pediu socorro. O monge explicou que não podia demorar, pois tinha um importante encontro marcado, antes do anoitecer. Mas prometeu que voltaria assim que terminasse o encontro, para ajudá-lo.

E continuou apressadamente o seu caminho. Mais adiante, deparou-se com um carro atolado. O motorista estava sozinho e lhe pediu ajuda. O monge prometeu ajudá-lo logo que retornasse de um encontro muito importante, que já estava marcado.

Horas depois, quando o sol ainda estava alto, chegou ao local indicado para o encontro com Deus. Seus olhos começaram a procurá-lo, mas, para surpresa sua, encontrou o seguinte bilhete: “Fui ajudar o ferido que você deixou de atender, e voltarei depois, de carona no carro que estava atolado na estrada”. Assinado: “Deus”.

É isso aí. O melhor jeito de nos encontrarmos com Deus é fazer a vontade dele, como fez S. José.

Que S. José nos ajude a sermos fiéis a Deus e à nossa missão neste mundo. Que ele interceda também pelos trabalhadores, dos quais é o padroeiro.

“S. José, homem do povo, entendeu a mensagem do Senhor. Operário, feliz esposo de Maria, Mãe do Senhor.”

Campanha da fraternidade. A prática da violência espalha-se por nossa sociedade e manifesta-se em todas as camadas sociais. Nas classes mais altas, ela é mais sofisticada, e os crimes são praticados de forma mais velada.

Na questão da sonegação de impostos, por exemplo, o pobre já paga o imposto embutido nas compras do supermercado. Os ricos, em grande parte, sonegam milhões. Portanto, neste crime da sonegação, que é praticado por todas as classes sociais, os pobres são mais vulneráveis às consequências do crime.

José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.

(Pe. Queiroz).

(14) – JESUS NO TEMPLO COM OS DOUTORES DA LEI.

Jesus aos doze anos faz ao mundo a primeira revelação da Sua verdadeira missão: “ocupar-se com as coisas do Pai”. No coração de Maria, sua Mãe, deve ter havido muita inquietação e preocupação, no entanto, por ser ela uma “mulher de Deus”, obediente e atenta aos sinais do céu, conseguiu guardar “todas estas coisas” confiando em que a vontade do Senhor teria que acontecer. Jesus mostrou a cada um de nós, que antes de sermos cidadãos (ãs) da terra, nós o somos do céu e, por isso mesmo, temos uma missão que começou desde o momento em que nós nascemos. O plano de Deus para a nossa vida está delineado no mais profundo de nós e, se soubermos “guardar no coração” os sinais que o Espírito Santo nos dá, nós poderemos também, como Jesus, dizer com autoridade para aquelas pessoas que se admiram com o nosso proceder e nos questionam: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?”

A casa do Pai significa a vivência dos Seus mandamentos, a submissão à Sua Palavra, a obediência à Igreja.

– Você já consegue perceber os sinais da sua missão aqui na terra?

– Dentro do seu coração existe algum anseio, algum desejo que você ainda não conseguiu distinguir?

– Você tem cuidado das coisas do Pai?

– Você é obediente?

(Helena Serpa).

(14) – ELE ESTAVA SENTADO NO MEIO DOS MESTRES DISCUTINDO COM ELES.

“Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os”.

Quem já teve uma filha ou um filho perdido sabe ou entende o desespero de Maria ao perceber que seu menino Jesus não estava mesmo com nenhum dos parentes. Para ela, ele tinha se perdido! É um estado de pânico daqueles que você começa a rezar o Pai Nosso um atrás do outro e não termina nenhum. Pais. Quando saírem com seus pequeninos, principalmente em uma viagem, cuidem bem para que não se percam. Garanto-lhes que é uma experiência horrível!

Mas o Menino Jesus estava bem tranquilo, dando um verdadeiro show de poder divino aos doutores, os quais estavam de boca aberta, sem entender o que viam, e ouviam. Um menino que sabia tudo. E o pior, sabia mais do que eles. Se de um lado estavam maravilhados, por outro estavam preocupados, pois não suportavam nenhuma concorrência. Eles eram os doutores e então como pode ter surgido alguém que sabe mais do que eles? Ainda mais, esse alguém nada mais era do que uma criança. E como pode saber tudo aquilo sem ter estudado? Só que não se tratava de um menino qualquer. Ele era homem e Deus.

“Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.”

“E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?”

Pouco ou quase nada sabemos da infância de Jesus. Mas esta passagem é muito rica, dando-nos muitas pistas para refletir. Jesus, o menino, não foi malcriado ao dar esta resposta à sua mãe. Ele só estava justificando o seu comportamento. Maria, apesar de saber que seu Filho era especial, movida da emoção própria de uma mãe, por um instante ficou sem saber o que dizer depois da resposta do seu querido filho. O evangelista afirma que ela ficou sem entender o porquê daquela resposta.

“Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera.”

Nós também não entendemos algumas palavras de Jesus. Confesso que, às vezes, leio o evangelho do dia e fico parado, pensando. Finalmente uma reflexão que eu vou ter de pular, pois não vejo nada para comentar ou refletir nesta passagem.

Só que como acontece com a Santíssima Trindade, que só pode ser entendida com os olhos da fé, nem sempre entendemos Jesus com a nossa inteligência, mas sim com os olhos da nossa fé, e com a ajuda do Espírito Santo. Então, eu fecho os olhos, peço ajuda, e a ajuda sempre vem. Aí eu escrevo o que o Espírito de Deus faz brotar em minha mente. E dias depois eu leio o que escrevi e penso. Mas fui eu mesmo quem escreveu isto? Realmente o espanto se justifica porque não sou capaz de escrever nenhum comentário sobre a palavra de Deus. Eu apenas empresto meus dedos para digitá-los.

(José Salviano)

(20) – AFLITOS, À TUA PROCURA…

Esta aflição, só pode imaginá-la quem já teve um filho desaparecido, uma filha sequestrada. Quem passou uma noite de angústia à procura de uma jovem que não chegava… E no caso deste Evangelho, era o Filho de Deus!

Nas grandes festas do povo judeu, Jerusalém podia abrigar 150 mil peregrinos. Alguns estudiosos chegam a elevar significativamente este número. Um formigueiro humano, em área bem reduzida, onde uma criança facilmente se perderia…

Da humilde Nazaré a Jerusalém, por 120 a 140km de estrada montanha acima, até as montanhas de Judá, a comitiva dos peregrinos tinha os homens à sua frente; atrás, as mulheres e as crianças. Jesus chegara à idade de celebrar sua cerimônia de maioridade, o Bar Mitzvah (em hebraico, o “filho do preceito”), quando o adolescente, aos doze ou treze anos, passava a ser responsável por seus próprios atos e assumia o direito de proclamar a Palavra na sinagoga judaica.

Após a Páscoa, de volta a Nazaré, Jesus não estava com as mulheres e Maria deve ter julgado que, agora “adulto”, estaria com os homens adiante. Não estava. José, por sua vez, deve ter avaliado que, mesmo após o seu Bar Mitzvah, o “garoto” estaria com os coleguinhas lá entre as mulheres. Não estava…

Após um dia de caminho, quando os casais se reuniram para a sopa, deram pela falta do Menino. Ah! A angústia de refazer o caminho e buscar em vão pelo filho perdido, junto a parentes e conhecidos, durante três dias, para, enfim, encontrá-lo no Templo, entre os doutores da Lei, que se espantavam da incomum sabedoria de Jesus!

E a sentida queixa materna: “Meu filho, que nos fizeste?! Teu pai e eu, ansiosos, à tua procura…” E a resposta inesperada: “Não sabiam que eu devo cuidar da Casa de meu Pai?” Afinal, quantos pais tinha esse Menino? Dois, parece. Um pai (com minúscula) legal, nutrício, putativo: José. E outro Pai (com maiúscula) divino, eterno, genitor. E este Pai tem claramente a precedência. Dele o Filho provém e para Ele voltará, tão logo tenha cumprido a sua missão terrena.

Também nossos filhos não nos pertencem. Pertencem a Deus. Pertencem à missão que Deus traçou para eles. Teremos, talvez, noites de angústia quando se perderem por seus caminhos. Mas não podemos retê-los, quando chegar sua hora de partir, palmilhar sua própria estrada, carregar sua cruz …

Nós também somos filhos. Deus está todo o tempo à nossa procura. Quando permitiremos que ele nos encontre?

Orai sem cessar: “Senhor, como são amáveis as vossas moradas!” (Sl 84,2).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – SUA MÃE GUARDAVA TODAS ESTAS COISAS NO CORAÇÃO.

Hoje celebramos a memória do Coração Imaculado de Maria. Um coração sem mancha, cheio de Deus, aberto totalmente a obedecer-lhe e escutar-lhe. O coração, em linguagem da Bíblia, refere-se ao mais profundo da pessoa, de onde emanam todos os seus pensamentos, palavras e obras. O que emana do coração de Maria? Fé, obediência, ternura, disponibilidade, espírito de serviço, fortaleza, humildade, simplicidade, agradecimento, e todo um rol infindável de virtudes.

Por quê? A resposta a encontramos nas palavras de Jesus: “Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração” (Mt 6,21). O tesouro de Maria é o seu Filho, e nele tem posto todo o seu coração; os pensamentos, palavras e obras de Maria têm como origem e como fim contemplar e agradar ao Senhor.

O Evangelho de hoje dá-nos uma boa mostra disso. Depois de narrarmos a cena do menino Jesus perdido e encontrado no templo, diz-nos que “sua mãe guardava todas estas coisas no coração” (Lc 2,51). São Gregório de Nisa comenta: “Deus deixa-se contemplar pelos que têm o coração purificado”. Que guarde Maria no seu coração? Desde a Encarnação até a Ascensão de Jesus ao céu, passando pelas horas amargas do Calvário, são tantas e tantas recordações meditadas e aprofundadas: a alegria da visita do anjo Gabriel manifestando-lhe o desígnio de Deus para Ela, o primeiro beijo e o primeiro abraço a Jesus recém-nascido, os primeiros passos de seu Filho na terra, ver como ia crescendo em sabedoria e em graça, a sua “cumplicidade” nas bodas de Caná, os ensinamentos de Jesus na sua pregação, a dor do salvador da cruz, a esperança no triunfo da Ressurreição.

Peçamos a Deus ter o gozo de amá-lo cada dia de um modo mais perfeito, com todo o coração, como bons filhos da Virgem.

(Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)).

(25) – JESUS ENTRE OS DOUTORES.

O relato da presença de Jesus entre os doutores da Lei alterna, de modo muito significativo, os verbos “procurar” e “encontrar”. Os pais de Jesus procuram-no entre os parentes e conhecidos e não o encontram. O que fazem eles? Voltam a Jerusalém para procurá-lo e o encontram no Templo. Tema, com profundo significado espiritual, presente ao longo do Evangelho, sugerindo nosso caminhar interior e espiritual, inspirado na vida do Senhor. O fato de tê-lo encontrado após três dias, em meio à inquietude dos pais, remete-nos ao tempo que Jesus permaneceu no sepulcro e à sua Ressurreição. S. Ambrósio observa: “Ele é reencontrado depois de três dias no Templo, como se houvesse esquecido a sua família segundo a carne, cheio da sabedoria e da graça de Deus, revestido de esplendor divino, como em sua Ressurreição”.

No Templo, Jesus estava entre os doutores da Lei, que o ouviam e eram interrogados por Ele. Comenta Orígenes, escritor alexandrino: “Ele interrogava os doutores, não para aprender deles alguma coisa, mas, interrogando-os, ele os formava”. Método empregado pelo Senhor ao longo de sua missão pública. Também são significativas as palavras de Jesus, diante da angústia de sua mãe Maria e de José: “Não sabíeis que eu tenho de estar na casa do meu Pai?”. Elas insinuam primeiramente, o Templo, a Casa de Deus, mas também a relação de intimidade, relação única e trinitária entre Jesus e o Pai. Afirma S. Beda: “É a declaração de sua glória e de seu poder coeternos aos de Deus Pai”. Maria, “sua mãe, guardava tudo isso em seu coração”. Em seu interior, ela traça, com imagens cada vez mais ricas, o quadro da vida do seu Filho. Aos poucos, levanta-se o véu do infinito amor de Deus e de seu Filho, envolvendo-a em sua ternura infinita. Sua resposta, sempre pronta, concretiza a todo instante o “fiat” dado no momento da Anunciação.

Maria, Mãe extremosa, José, solícito no seu silêncio, mostram que a porta de acesso a Jesus é sempre a fé, e nos colocam na dinâmica espiritual do procurar e encontrar. O encontro com Jesus dilata o nosso coração, tornando-o um Tabernáculo, onde suas palavras são guardadas e meditadas. Como Maria, aprendemos gradualmente o que implica a missão de Jesus, expresso pelo Evangelista ao dizer: “E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e diante dos homens”. Na medida em que ele avança em idade, manifesta-se a graça possuída por ele em plenitude, desde sua encarnação, e, como homem, ele crescia em conhecimento e sabedoria. O Filho de Deus, nascido de Maria, revela-se na comunidade dos homens.

(Dom Fernando).

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

IMACULADO CORAÇÃO DA VIRGEM MARIA (BRANCO, PREFÁCIO DE MARIA – OFÍCIO DA MEMÓRIA).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Celebramos o Imaculado Coração de Maria, a Virgem cheia de graça, que se fez “vazia” para que Deus nela agisse com toda a liberdade. Maria mostra-nos que Deus é mais forte que o pecado, pois a fez Imaculada. Hoje, como discípulos-missionários, somos chamados a crescer em santidade, vencendo o pecado. Por isso, nesta liturgia, voltamos nossos olhares para Maria que, em sua fidelidade ao projeto de Deus, brilha diante de nossa Comunidade como modelo de santidade. Eis nossa vocação de Povo de Deus.

– 2ª:

Maria é a mulher que guarda no coração as palavras do Senhor. É a morada do Espírito Santo, sede da sabedoria, imagem e modelo da Igreja que escuta e testemunha o Senhor. Ela participa do mistério da encarnação como fiel discípula e modelo de discipulado.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Ouvir a Palavra de Deus foi o que fez Maria desde sempre. Nela, não há separação entre a fé, a Palavra do Senhor e a vida. Tudo se funde e se torna uma só verdade. Ela compreende como se dão os desígnios divinos e os acolhe com ternura. Acolhamos também o Senhor em sua Palavra.

– 2ª:

Com Maria, reconheçamos que o Senhor é quem faz germinar a justiça, espalhando sua glória diante de todas as nações, e aprendamos a tornar-nos obedientes a Deus, cultivando no coração seus ensinamentos.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Bendita é a Virgem Maria, que guardava a Palavra de Deus, meditando-a no seu coração. (Lc 2,19).

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

Meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez (Sl 12,6).

Antífona da comunhão.

Maria guardava todas estas palavras, meditando-as no seu coração (Lc 2,19.

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Ó Deus, que preparastes morada digna do Espírito Santo no imaculado coração de Maria, concedei que, por sua intercessão, nos tornemos um templo da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Alegres e agradecidos na comemoração do imaculado Coração de Maria, façamos ao Pai bondoso nossas preces, dizendo juntos:

— Ajudai-nos, Senhor, a os servir com coração puro.

1. PELA IGREJA para que, guiada pelo Espírito Santo, se manifeste no mundo cada vez mais comprometida com a Boa Nova da Salvação, roguemos:

2. POR NOSSAS Comunidades para que, tendo Maria como exemplo de fidelidade ao projeto do Reino, sejam comprometidas na vivência e na difusão do Evangelho, roguemos:

3. POR TODOS os que estão passando por dificuldades, para que a Virgem Imaculada volte para eles seu olhar maternal, roguemos:

4. PELOS JOVENS, a fim de quem olhando para Maria, tenham suas vidas voltadas para Deus, roguemos:

5. POR TODOS e cada um de nós para que, a exemplo de Maria, saibamos acolher com serenidade o projeto de Deus em nossas vidas, roguemos.

(Intenções próprias da Comunidade)

Ouvi Senhor nosso Deus, as preces desta Comunidade que humildemente vos suplica; e que vossa Igreja seja purificada do antigo pecado e vos sirva com generosidade. Por Cristo, nosso Senhor.

– 2ª:

— Pela intercessão da santa mãe de Deus, ouvi-nos, Senhor.

1. Para que os cristãos sejam um só coração e uma só alma, rezemos.

2. Para que as mães fomentem nas famílias o amor e a santidade, rezemos.

3. Para que os sofredores renovem sua esperança em Deus, rezemos.

4. Para que os pais reencontrem seus filhos desaparecidos, rezemos.

5. Para que as famílias apoiem os jovens que se dedicam à comunidade, rezemos.

(Intenções próprias da Comunidade)

Oração sobre as oferendas.

Acolhei, ó Deus, as preces e oferendas que vos apresentamos em honra de Maria, mãe de Jesus Cristo, vosso filho. Que elas vos sejam agradáveis e nos tragam o vosso perdão. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Tendo participado, ó Deus, da redenção eterna na festa da mãe de Jesus, concedei-nos crescer em vossa graça até a plenitude da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim,
realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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