Liturgia Diária 09/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 09/JUN/2013 (domingo)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Primeiro Livro dos Reis (1Rs 17,17-24).

Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, 17 sucedeu que o filho da dona da casa caiu doente, e o seu mal era tão grave que ele já não respirava. 18 Então a mulher disse a Elias: “O que há entre mim e ti, homem de Deus? Porventura vieste à minha casa para me lembrares os meus pecados e matares o meu filho?”. 19 Elias respondeu-lhe: “Dá-me o teu filho!” Tomando o menino do seu regaço, levou-o ao aposento de cima onde ele dormia, e o pôs em cima do seu leito. 20 Depois, clamou ao Senhor, dizendo: “Senhor, meu Deus, até a viúva, em cuja casa habito como hóspede, queres afligir, matando-lhe seu filho?”. 21 Depois, por três vezes, ele estendeu-se sobre o menino e suplicou ao Senhor: “Senhor, meu Deus, faze, te rogo, que a alma deste menino volte às suas entranhas”. 22 O Senhor ouviu a voz de Elias: a alma do menino voltou a ele e ele recuperou a vida. 23 Elias tomou o menino, desceu com ele do aposento superior para o interior da casa, e entregou-o à sua mãe, dizendo: “Eis aqui o teu filho vivo”. 24 A mulher exclamou: “Agora vejo que és um homem de Deus, e que a palavra do Senhor é verdadeira em tua boca”.

— Palavra do Senhor!

— Graças a Deus!

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 29,2.4.5-6.11.12a.13b (R.2a.4b)).

— 2a Eu vos exalto, / ó Senhor, / pois me livrastes, / 4b e preservastes minha vida da morte!

2a Eu vos exalto, / ó Senhor, / pois me livrastes, / 4b e preservastes minha vida da morte!

— Eu vos exalto, / ó Senhor, / pois me livraste, / e não deixastes rir de mim meus inimigos! Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, / quando estava já morrendo!

— Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, / dai-lhe graças e invocai seu santo nome! / Pois sua ira dura apenas um momento, / mas sua bondade permanece a vida inteira; / se à tarde vem o pranto visitar-nos, / de manhã vem saudar-nos a alegria.

— 11 Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! / Sede, Senhor, / o meu abrigo protetor! / 12a Transformastes o meu pranto em uma festa, / 13b Senhor meu Deus, / eternamente hei de louvar-vos!

Leitura retirada do Livro da Carta de São Paulo aos Gálatas (Gl 1,11-19).

Leitura da Carta de são Paulo aos Gálatas.

11 Asseguro-vos, irmãos, que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12 Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. 13 Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14 e como progredia no judaísmo, mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas. 15 Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16 se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue 17 nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco. 18 Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19 E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 7,11-17).

Lc 7,11-17 (jesus ressuscita o jovem)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11 Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12 Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13 Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14 Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15 O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16 Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17 E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira, e por toda a redondeza.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando a bênção bíblica:

A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar, a bênção do Filho, nascido de Maria, a bênção do Espírito Santo de amor, que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente, esteja sobre todos nós. Amém!

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que a Palavra diz?

Leio de forma pausada e atenta a Palavra em Lc 7,11-17.

Na estrada, de Cafarnaum à Samaria, fica Naim. Jesus encontra, perto da cidade, este funeral: o filho único de uma viúva. O texto diz que Jesus “ficou com muita pena dela”, da mãe. Primeiro, a consola: “Não chore!” Depois chegou mais perto do caixão e os que carregavam o defunto, pararam. E “tocou” o caixão. Em seguida, deu a ordem de vida: “Moço, eu ordeno a você: levante-se!” O moço sentou-se e começou a falar. Jesus o ressuscitou! E o entregou à sua mãe. O toque de Jesus com sua mão é um toque de vida. Acrescente-se a este gesto, a sua Palavra.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que a Palavra diz para mim?

Posso me perguntar tantas coisas. Jesus, pela sua Palavra e pela Eucaristia é Deus conosco, “todos os dias”, como garante ele próprio? (Cf. Mt 28,20).

Como acolho este “toque”, mais que isso: esta vinda de Jesus a mim pela comunhão?

Creio que ele pode ressuscitar aquilo que está fraco e até, de certa forma, morto em mim?

Os Bispos na V Conferência, afirmaram: “Nossos povos não querem andar pelas sombras da morte. Têm sede de vida e de felicidade em Cristo. Buscam-no como fonte de vida. Desejam essa vida nova em Deus, para a qual o discípulo do Senhor nasce pelo batismo e renasce pelo sacramento da reconciliação. Procuram essa vida que se fortalece, quando é confirmada pelo Espírito de Jesus e quando o discípulo renova sua aliança de amor em Cristo, com o Pai e com os irmãos, em cada celebração eucarística. Acolhendo a Palavra de vida eterna e alimentados pelo Pão descido do céu, quer viver a plenitude do amor e conduzir todos ao encontro com Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.” (DAp 350).

… e a VIDA… (orar…).

O que a Palavra me leva a dizer a Deus?

Rezo com o Salmista:

Senhor, tu me mostras o caminho que leva à vida.

A tua presença me enche de alegria e Me traz felicidade para sempre. (Sl 16,11).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?

Hoje, nos momentos bons e também nos mais complicados terei esta certeza: Deus está aqui. O Senhor dirige a minha vida! Meu futuro está nas suas mãos. (Sl 16,5).

REFLEXÕES:

(4) – O SENHOR ENCHEU-SE DE COMPAIXÃO.

O relato do evangelho é próprio a Lucas. Inspira-se em 1Rs 17,8-24, no episódio do filho de uma viúva, em Sarepta.

Jesus vai para Naim, pequeno vilarejo entre Cafarnaum e a Samaria. É acompanhado de seus discípulos e grande multidão (v. 11). Às portas da cidade, Jesus e seus discípulos se encontram com outro grupo: “… levavam um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva. Uma grande multidão da cidade a acompanhava” (v. 12). O paralelo é evidente: os dois grupos caminham em direções opostas; o primeiro segue um homem poderoso em gestos e palavras, o segundo grupo, um morto. Até este ponto a descrição da cena e dos personagens é puramente objetiva. De repente somos surpreendidos por uma focalização interna, a menção da compaixão de Jesus: “Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: ‘Não chores!’” (v. 13). A iniciativa de Jesus é provocada pela sua compaixão. A palavra de Jesus permite entrar no coração das pessoas. É por Jesus que somos informados do sofrimento da mulher: “Não chores” (v. 13), e da idade do morto: um “jovem” (v. 14). Não é da morte que Jesus tem compaixão, nem do morto, mas da pessoa que sofre. O acento de todo o episódio é posto em Jesus, sobre sua compaixão e sua palavra poderosa. Nomeando Jesus como senhor no versículo 13, o narrador nos informa que se trata do Senhor da vida que se dirige à viúva.

Nesta passagem não é a morte nem o morto que importam, nem mesmo o retorno à vida, mas que uma mãe já viúva tenha perdido o seu filho único. O retorno à vida não é o objetivo da iniciativa de Jesus, mas a consolação da mãe que chora. A ação de Jesus termina com uma observação: “E Jesus o entregou à sua mãe” (v. 15b). O texto apresenta uma transformação que se dá não somente pelo retorno de um jovem à vida, mas das duas multidões que, primeiramente separadas, são reunidas, num segundo momento, no louvor a Deus. A passagem de Jesus por Naim possibilita um duplo reconhecimento, a saber: da identidade de Jesus (Profeta) e da visita salvífica de Deus (cf. v. 16).

Lucas situou o episódio do filho da viúva de Naim antes do da mulher pecadora (7,36-50). A razão: ele quer ir da morte física à espiritual, da ressurreição física à espiritual. Procedimento semelhante ele utilizará com relação aos dois tipos de cegueira (18,35-43; 19,1-10).

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – QUE JESUS RESSUSCITE A NOSSA JUVENTUDE.

Há uma juventude, no mundo inteiro, precisando de auxílio, de socorro e da mão de Deus. Levemos Jesus para que Ele ressuscite a nossa juventude, para que Ele, realmente, tire os nossos jovens do túmulo onde eles se encontram e lhes dê a vida.

Hoje, Jesus faz um milagre maravilhoso na pequena cidade de Naim. Era ali que uma viúva se encontrava chorando, aflita, porque o seu filho muito jovem havia morrido. Por isso tamanho choro, tamanha dor que essa mãe vivia.

O Senhor teve compaixão dela e lhe disse: “Não chores!”. Ele tocou no caixão que as pessoas carregavam e disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!”. E o jovem levantou-se para a alegria daquela mãe, para maior glória de Deus.

No meio de nós, quantos jovens estão prostrados, estão como que mortos! Que tristeza isso causa no coração das mães, ver que as drogas estão matando seus filhos, vendo que os vícios, o mal deste mundo, a rebeldia dos nossos jovens têm afastado muitos deles da família e, em consequência, de Deus, da bondade. Uma rebeldia que toma conta do coração de muitos. Nós vemos, a cada dia, milhões de jovens morrerem pela opressão das drogas, da Aids, da violência, dos males deste mundo.

Sabe mãe, deixe-me consolar seu coração de mulher de Deus, pois o Senhor está contigo! Assim como a viúva de Naim recorreu a Jesus para que Ele fizesse algo pelo filho dela, Jesus quer fazer também por seu filho. Recorra a Ele, peça a Jesus que toque naquele caixão onde seu filho se encontra, envolto nos males desse mundo, afastado da casa de Deus.

A graça maior que tenho para testemunhar são milhares e milhares de jovens, no mundo inteiro, que ressuscitam, a cada dia. Milhares de jovens que estarão, daqui a poucos dias, no Rio de Janeiro, para louvar a Deus na Jornada Mundial da Juventude.

Há uma juventude, no mundo inteiro, precisando de auxílio, de socorro e da mão de Deus. Levemos Jesus para que Ele ressuscite a nossa juventude, para que Ele, realmente, tire os nossos jovens do túmulo onde eles se encontram e lhes dê a vida.

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – A VIDA RESTAURADA.

A ressurreição do filho único da viúva de Naim revela Jesus como o Messias, prenunciado pelos profetas, restaurador da vida fragilizada pelo pecado. Esta será uma chave de leitura importante de seu ministério.

O profeta Elias havia ressuscitado o filho de uma pobre viúva, que lhe havia dado de comer, num tempo de seca e de carestia. A expectativa da volta desse profeta, no fim dos tempos, levava muitos a nutrir a esperança de que ele realizaria a mesma sorte de milagres. No apocalipse de Isaías, os habitantes do pó – os mortos – são convocados para despertar e se alegrar, já que, pela força de Deus, os defuntos reviverão e os cadáveres ressurgirão. Estes e outros textos do Antigo Testamento levavam os judeus a esperar uma era messiânica, na qual haveria uma ressurreição geral de todos os justos de Israel.

O milagre evangélico projeta-se neste pano de fundo. Em Jesus, as esperanças messiânicas atingem seu pleno cumprimento. Ele é o Messias esperado. Mas, seu modo de ser superava em muito os esquemas messiânicos acalentados pela piedade popular. Tinham razão as testemunhas do milagre, quando proclamaram: “um grande profeta surgiu entre nós, e Deus visitou seu povo!” Entre eles, porém, estava o Filho querido do Pai, com a missão de oferecer vida nova à humanidade. O rapaz ressuscitado tornava-se um símbolo desta realidade.

Oração: Espírito que gera vida, ajuda-me a reconhecer, em Jesus, o Messias enviado pelo Pai, para comunicar vida à humanidade.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Deus visitou o Seu Povo e o livrou da morte por meio de Jesus Cristo.

Primeira Leitura: 1 Reis 17,17-24.

Na passagem 1 Reis 17,17-24, o profeta Elias ressuscita o filho da mulher que lhe dava hospedagem na cidade de Sarepta.

A punição de Deus sobre o Seu Povo, que caíra na idolatria, era tão severa que muitos morriam de fome pela seca prolongada que castigava todo o país. Até o filho da viúva de Sarepta chegou a morrer.

A mulher culpou Elias, mas ele viu nesta morte a ocasião para mostrar como Deus cuida das pessoas que Nele confiam. Assim, Elias pediu a Deus que a alma do menino voltasse a seu corpo. E Deus o atendeu.

Quando Elias entregou o menino vivo a sua mãe, ela exclamou:

– Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra do Senhor é verdadeira em sua boca.

Ou seja, Deus se servira daquela morte e daquela ressurreição para demonstrar quem era Elias para aquela mulher. Aquela morte não fora casual nos planos de Deus, mas proposital para revelar Seu profeta, Elias, cujas palavras eram inspiradas por Deus. Este era o profeta de que Israel precisava.

Se Elias era o profeta de Deus e ressuscitava os mortos, Seu Deus era o verdadeiro, não Baal que o povo adorava, iludido pela rainha Jezabel.

Era exatamente desta confirmação que o Povo de Deus precisava, porque estava na dúvida entre permanecer com o Deus de seus pais ou com o falso deus Baal.

De fato, mais tarde Elias reunirá o Povo de Israel no Monte Carmelo, onde demonstrará que o deus Baal não existia e que o Deus de Israel era Verdadeiro. (ver 1Rs 18).

Ou seja,

– a morte e ressurreição daquela criança foi parte do plano de Deus para provar a Seu Povo quem Ele era, o Deus de Israel e que Jeremias era seu profeta para converter Israel.

Esta foi a finalidade da história de 1 Reis 17,17-24.

Salmo Responsorial: Salmo 29(30),2 e 4.5-6. 11.12a.13b (R/. 2a4b).

Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes quando já estava morrendo (Sl 29,3).

A viúva de Sarepta ficou feliz com a ressurreição de seu filho pela oração que Elias fez a Deus (1Rs 17,17-24). É a mesma alegria que o Salmo Responsorial de hoje nos transmite.

Este Salmo é uma oração de gratidão a Deus pelo socorro que Ele deu ao salmista em sua lamentação diante do perigo da morte por mão de seus inimigos.

Este salmista tinha experimentado o risco iminente da morte: sua alma já estava descendo aos abismos, isto é, ao submundo dos mortos, quando Deus o livrou e o trouxe de volta à Vida.

A questão central é a Vida. Somente Deus pode mantê-la.

E Deus tem poder também sobre a morte, podendo ressuscitar até os mortos.

Deus é o vivente por excelência. Foi assim que se apresentou a Moisés na sarça ardente (Ex 3,14).

Esta mensagem do Salmo é a que nos fará entender melhor o Evangelho de hoje.

Segunda Leitura: Gálatas 1,11-19.

Em Gálatas 1,11-19, São Paulo afirma que recebeu seu Evangelho de Jesus Cristo ressuscitado, depois de ter se convertido em Damasco. Ele recebeu o Evangelho de modo diferente dos outros apóstolos, que conviveram com Jesus antes de Sua morte e depois de sua Ressurreição.

São Paulo conheceu Jesus Cristo por revelação direta de Deus. E antes de nascer, Deus já o tinha escolhido para ser Seu mensageiro entre as nações, para lhes anunciar Seu Filho Ressuscitado (Gl 1,15).

Jesus é o Filho do Deus que pode ressuscitar os mortos, porque o Deus Pai de Jesus é o Deus Vivente por excelência, o que cria, mantém a vida e ressuscita os mortos.

O Deus Vivo e o Jesus Ressuscitado são o centro da pregação, do Evangelho de São Paulo.

E isso é o que nos faz entender também por qual motivo Jesus ressuscita o filho da viúva de Naim.

Evangelho: Lucas 7,11-17.

Jovem, eu te ordeno, levanta-te. (Lc 6,14).

Lucas 7,11-17 nos mostra Jesus em uma atitude de grande compaixão.

Ele vê o sofrimento de uma mulher viúva que leva ao cemitério seu jovem filho.

Ele era tudo que ela tinha. Sem aquele filho sua vida seria um sofrimento muito grande. Ela não teria quem a amparasse no fim da vida. A morte de seu filho punha fim a todas as esperanças que ela depositara nele.

Jesus em um só instante entende todo o sofrimento daquela mulher.

Ele se aproxima dos que levavam o morto. Sem que a viúva, abatida por tanto sofrimento, lhe pedisse alguma coisa, Jesus tocou o caixão e disse:

Jovem, eu te ordeno, levanta-te.

O jovem que estava morto se levantou e começou a falar.

Jesus o entregou vivo a sua mãe. Podemos imaginar a surpresa e a alegria inesperadas daquela mulher.

São Lucas comenta a reação das pessoas que acompanhavam o enterro: “Diziam: ‘um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo’”. E a fama de Jesus se espalhou por toda a Judeia.

Deus visitara Seu Povo quando Elias eliminou o culto de Baal sobre o Monte Carmelo (1Rs 18).

E na pessoa de Jesus, Deus visitou Seu Povo representado pela viúva da Naim.

Esta visita de Deus, na pessoa de Jesus, mostrou como Ele é o Deus que cria e ressuscita.

Consideremos a compaixão de Jesus, o sofrimento daquela viúva, sua alegria ao ver o filho novamente vivo. Consideremos ainda mais o Poder que Jesus tem de ressuscitar os mortos como Deus Pai tem o poder de criar, manter a vida e ressuscitar. Ele é o Deus verdadeiro porque é o Deus Vivo, o Vivente.

Com esse pensamento, voltamos ao início de nossa meditação sobre este domingo:

Deus visitou o Seu Povo e o livrou da morte por meio de Jesus Cristo.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – O SENHOR COMPADECEU-SE DELA E DISSE-LHE: ‘NÃO CHORES’.

“Imagem de Deus invisível” (Col 1,15), Ele é o homem perfeito, que restitui aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada desde o primeiro pecado. Já que, nele, a natureza humana foi assumida, e não destruída, por isso mesmo também em nós foi ela elevada a sublime dignidade. Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado (Hb 4, 15).

Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida com a livre efusão do seu sangue; nele nos reconciliou Deus consigo e uns com os outros e nos arrancou da escravidão do demónio e do pecado. De maneira que cada um de nós pode dizer com o Apóstolo: o Filho de Deus “amou-me e entregou-se por mim” (Gal 2,20). Sofrendo por nós, não só nos deu exemplo, para que sigamos os seus passos, mas também abriu um novo caminho (Hb 10, 20)), em que a vida e a morte são santificadas e recebem um novo sentido.

O cristão, tornado conforme à imagem do Filho que é o primogénito entre a multidão dos irmãos, recebe “as primícias do Espírito” (Rm 8,29.23). […] Por meio deste Espírito, “penhor da herança” (Ef 1,14), o homem todo é renovado interiormente, até à “redenção do corpo”: “Se o Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos dará também a vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita” (Rm 8,23.11). […] Tal é, e tão grande, o mistério do homem, que a revelação cristã manifesta aos que creem. E assim, por Cristo e em Cristo, esclarece-se o enigma da dor e da morte, o qual, fora do seu Evangelho, nos esmaga. Cristo ressuscitou, destruindo a morte com a própria morte, e deu-nos a vida, para que, tornados filhos no Filho, exclamemos no Espírito: Abba, Pai (Rm 8,15).

(Concílio Vaticano II – Constituição da Igreja no mundo deste tempo “Gaudium et spes”, § 22).

(14) – JESUS RESSUSCITA O FILHO ÚNICO DE UMA VIÚVA.

LEVANTA-TE!

ENTENDENDO O EVANGELHO

Naim era uma cidade que ficava a sete quilômetros do Monte Tabor e possuía uma única porta tanto para a entrada quanto para a saída. No evangelho há uma narração de um enterro em Naim. Normalmente os enterros eram feitos ao cair da tarde. E o enterro aqui citado era referente a um jovem, filho único de uma viúva.

Quando Jesus observa o sofrimento desta viúva vai ao seu encontro e a consola, pois o coração do mestre transborda de compaixão e misericórdia. Então, Jesus ordena ao jovem que se levante. Assim sendo, o jovem ouvindo a voz de Jesus, se levanta. Ao ver isso a multidão fica intrigada. Sem dúvida muitas pessoas se questionaram da realidade do que viram. Muitos não conseguiram conter em seus corações o que viram. Por isso, foram contar a outras pessoas. Com certeza alguns distorceram os fatos para enaltecer Jesus ou para desfigurar sua pessoa. Esta ressurreição, assim como a de Lázaro, foram temporárias tempo depois eles voltaram a morrer.

VIVENDO O EVANGELHO

Você está vivo?

Deve estar pensando que sim, uma vez que está lendo esta reflexão. Porém, não basta estar vivo apenas com o corpo. Nosso espírito deve estar vivo com todo o nosso ser. Jesus vem chamar você a vida. Às vezes pela rotina do mundo nos esquecemos de Deus e pouco a pouco nosso espírito vai se decompondo.

Todavia, pensamos que ninguém está preocupado conosco. Porém, isso é irreal, uma vez que, existem pessoas que estão ao seu redor, pois querem te ver bem. Querem que você volte a vida.

Porém, se você está vivo é necessário fazer com que outras pessoas possam voltar a viver. Diga a eles “… eu te ordeno, levanta-te” e ele levantará. Isso não é coisa de outro mundo, não é algo impossível que você não consiga fazer e viver. Tudo está ao seu alcance, basta se levantar.

Você pode, você consegue.

SEJA SIMPLESMENTE FELIZ.

(Professor Isaías da Costa).

(14) – JESUS RESSUSCITOU O FILHO DA VIÚVA DE NAIM.

“O toque da liberdade”

Assim como sentiu compaixão da viúva da cidade de Naim, Jesus continua hoje, olhando para as mães que choram pelos seus filhos “mortos” pelo mundo e continua fazendo milagres no meio do seu povo. A cena descrita nesse trecho do Evangelho retrata fielmente o que acontece no mundo de hoje. Quantas mães também que choram e acompanham o filho “morto” pela falta de esperança, pela droga, pela desarmonia, pelas frustrações! O “caixão” significa para nós tudo o que prende, escraviza e oprime. De uma maneira geral o pecado é o caixão que nos atrela e nos faz parecermos mortos e sem esperança. No cenário descrito por Lucas, Jesus tocou no caixão e ordenou ao jovem que se levantasse e ele sentou-se e falou. Ao tocar no caixão do morto Jesus tocou no que o aprisionava e o impedia de ser livre para caminhar. Assim também Ele faz com cada um de nós que ainda estamos presos nos nossos pecados, isto é, a tudo o que nos impede de caminhar livremente em busca do projeto de felicidade que Deus já traçou para. Por isso, mesmo diante da morte precisamos manter viva a chama da nossa fé em Jesus Cristo que está sempre perto e, continuamente, terá compaixão de nós. Peçamos ao Senhor que Ele opere milagres ao nosso redor; que Ele enxugue as lágrimas de todas as mães que choram pelos seus filhos e, ao mesmo tempo, que Ele levante todos os jovens e as jovens que se sentem desanimados (as) pelo peso que o mundo põe às suas costas. Assim, nós também poderemos testemunhar os milagres que acontecem ao nosso redor e anunciar como aquele povo: “Deus veio visitar seu povo”! A fé em Jesus nos faz refletir o que estamos vivendo hoje:

– Você tem chorado por alguém que considera sem jeito, como morto?

– Você acredita que Jesus tem poder para tocar esta pessoa e libertá-la?

– Como tem sido a sua oração por ela?

– Você tem sido testemunha de milagres?

– Você tem anunciado aos quatro ventos o que você tem visto Jesus fazer, hoje?

(Helena Serpa).

(14) – JESUS RESSUSCITOU O FILHO DA VIÚVA DE NAIM.

Prezados irmãos, neste domingo em que revivemos o milagre no qual Jesus ressuscita o filho da viúva de Naim, vamos fortalecer a nossa fé no Deus da vida. Pois Cristo, o vencedor da morte, nos estende a sua mão a cada dia para nos tirar da preguiça, do marasmo em que vivemos a nossa vidinha sem muito significado ou sem nenhum sentido, pelo fato de ignorarmos os chamados diários deste Deus que quer que vivamos em paz e que tenhamos vida em abundância.

Vamos sair da nossa indiferença para com o sofrimento dos nossos irmãos, e trazer agora para esta Eucaristia, todos aqueles que choram e que necessitam de nossa compaixão, e de nossa ajuda de verdadeira, ou seja, ajuda na prática em vez de ajuda por palavras.

A liturgia de hoje nos convida a confiar mais naquele que está sempre com a sua mão estendida para nos levantar e nos socorrer em nossas aflições. Por que Deus é compassivo e deseja que tenhamos uma vida digna.

Nos dias de hoje, quantas mães choram diariamente a morte de seus filhos. Filhos atingidos por balas perdidas, filhos baleados na cabeça depois de serem assaltados, filhos que ficam sem o braço num atropelamento, filha que foi queimada viva, filhas que são espancadas pelos namorados, por que marido é coisa rara, pois o casamento está virando coisa do passado para uma parcela da sociedade. Filhos e filhas estupradas por pedófilos, e tarados, filhos sequestrados, e o pior é que nós não temos a menor ideia de quando isso tudo vai ter um fim.

Será que vai ter um fim?

Ou será que a tendência é aumentar?

Espere só os filhos das mães solteiras crescerem. Eles que não serão levados para a Igreja muito menos para o catecismo, eles que não têm nenhum exemplo dos próprios pais, eles que estão crescendo sem nenhum limite!

Até dá vontade de gritar: Meu Deus! Meu Deus por que nos abandonastes?

Caríssimos. Deus nunca nos abandona. Nós é que O abandonamos! E a prova disso está aí neste caos em que estamos vivendo. E a culpa é daqueles responsáveis pelas leis. Porque a causa imediata de toda essa criminalidade infanto-juvenil, são as leis brandas e ultrapassadas, e o Estatuto do Menor e do Adolescente, que promovem uma impunidade indesejada causadora de pânico na sociedade. E por que as leis não são mudadas ou atualizadas? Por que os legisladores não estão interessados em endurecer essas mesmas leis? No Programa da T.V. Bandeirantes, Brasil urgente, o seu apresentador diz que aqueles que fazem as leis não querem ser pegos por elas. Por isso, só nos resta fazer uma GRANDE FRENTE POPULAR de grande envergadura, UM MOVIMENTO DE MORADORES DE BAIRROS, que pressione as autoridades a mudarem de ideia e fazer leis mais rigorosas, diminuindo a menoridade penal para 14 anos, por exemplo.

A causa remota, são os filmes que mostram a violência, o sexo livre, o consumo de todo tipo de substância que embriaga os jovens, alterando os seus esquemas mentais, como é o caso dos valores morais, causando a dificuldade de discernimento entre o certo e o errado.

Jesus em sua infinita bondade, teve muita pena daquela viúva, que depois de perder o seu marido, acabara de perder o filho mais velho. Jesus sentiu grande compaixão por aquela mulher e disse: Não chore! Então Jesus aproximou-se e tocou o caixão. (Repare que Ele não tocou no jovem). E disse: Jovem, eu te ordeno, levanta-te!

Prezados irmãos. Pelo menos rezemos e imploremos a Jesus que tenha compaixão de nós. Primeiro das mães que hoje estão chorando a morte injusta de seus filhos e filhas. Depois peçamos ao Pai em nome de Jesus para que Ele nos livre desse desgoverno, desse estado de coisas, dessa IMPUNIDADE CAUSADORA DE TANTAS MORTES. Rezemos com fé e em grupos de orações. Rezemos na televisão, sei lá façamos alguma coisa, pois se ficarmos parados, nada vai ser á feito e a desordem tende a aumentar, e a vida de todos nós corre sério perigo!

Peçamos a Deus em nome de Jesus que toquem os nossos jovens adormecidos por promessas de sexo sem consequências, poder e dinheiro fácil. Que Ele acorde, desperte, ressuscite a nossa juventude na qual, alguns estão como ZUMBIS! Verdadeiros mortos vivos, não só pela over dose, mais pela ilusão de viver apenas o presente. Peçamos a Deus em nome de Jesus Cristo que nos dê a luz necessária para anunciar aos nossos jovens as promessas de Cristo sobre o Reino de Deus. Para que a nossa CATEQUESE seja mais eficiente, e QUE CONSIGAMOS ATRAIR A JUVENTUDE PARA A IGREJA ENQUANTO É TEMPO!

Caríssimos. O Evangelho de hoje nos convida a voltarmos a nossa atenção para os nossos filhos. Eles estão precisando ser salvos de muita coisa que os estão deixando indiferentes, e longe do caminho da casa do Pai.

Será que estamos cumprindo o nosso dever de bons catequistas?

Será que estamos dando o devido exemplo aos nossos filhos?

Em uma certa paróquia da minha cidade, as catequistas passaram a exigir a presença dos pais na missa das crianças, e eles estão atendendo. Pelo menos durante o curso do catecismo. Os bancos da frente ficam reservados, até que crianças do catecismo e seus respectivos pais entrem na procissão de entrada. É uma iniciativa muito bonita que está sendo realizada naquela paróquia. Pelo menos, espera-se que muitos continuem frequentando a missa com seus filho depois da Primeira comunhão.

Leve esta ideia para a catequese da sua paróquia. Depois deixe um recado aqui neste Blog.

Bom domingo a todos.

(José Salviano).

(14) – O SENHOR DA VIDA.

Jesus não ressuscitou muita gente naquele tempo, os evangelhos mencionam apenas três: Lázaro de Betânia, irmão de Marta e Maria, a filhinha de Jairo, Chefe da Sinagoga, e o filho da viúva de Naim, que Lucas narra no evangelho desse domingo.

Conclui-se, portanto, que não era propósito de Jesus libertar e salvar os homens da morte biológica, pois se fosse assim, sua missão teria sido um fracasso já que ressuscitou apenas esses três e nem José, seu pai adotivo, ele teria conseguido livrar da morte. Há ainda outra questão importante a ser considerada: que vantagem teria se ressuscitar fosse apenas retornar a esta vida, com todas as suas limitações e aprendizado, suas angústias e tribulações? Por acaso não iríamos morrer novamente, como o próprio Lázaro, a filha de Jairo e o moço que Jesus ressuscita nesse evangelho? Não, não valeria a pena, com toda certeza!

Essa vida nova que Cristo nos dá, através de sua paixão, morte e ressurreição, é infinitamente melhor e superior a esta existência terrena, a ponto do apóstolo Paulo afirmar em uma de suas cartas “os sofrimentos do tempo presente nem se comparam àquilo que Deus irá nos revelar”, ou ainda “o que vemos hoje é como se fosse em um espelho, mas depois nos veremos como de fato o somos”.

A chave que decifra esse mistério da Vida e da morte está precisamente em Cristo, nele o Pai não só se revela, mas revela também quem é o homem. A graça de Deus que em Cristo recebemos nos faz criaturas novas onde o mistério é iluminado pela luz da Fé.

Essa grande e feliz Verdade chegou até nós por causa do evangelho, anunciado pelo próprio Cristo – filho de Deus feito homem, que ao trazer-nos a Boa Nova permitiu-nos conhecer a Deus, descobrindo o sentido da nossa vida na Vida de Cristo, onde todos os limites humanos foram superados, ao dar-nos acesso a Deus, rompendo para sempre a barreira do pecado.

Sem este anúncio e esta graça, a nossa esperança por uma Vida Nova, seria vã, não passaria de uma grande utopia, uma fantasia e ilusão que um belo dia chegaria ao seu final, mas o homem que vive pela fé, a comunhão com Cristo, sabe em seu coração que não caminha para o fracasso da morte e esta esperança viva é que dá a esta vida terrena um sentido novo.

Portanto, nossa Vida está em Cristo porque nele nos movemos e somos, sem ele, nossa caminhada terrena não passa de um cortejo fúnebre, onde somos como um morto vivo, caminhando para a ruína da morte biológica, para ser devorado pela terra.

A vida do homem que tomou a decisão de viver sem Deus, ignorando esta Salvação e Libertação oferecida por Jesus, é muito triste, porque ele se ilude com toda pompa que esta vida oferece, satisfazendo seus desejos egoístas, colocando toda sua esperança nas coisas que passam, e no final, descobre que foi enganado, quando percebe que caminha para a morte. Mas nunca é tarde para reverter esse quadro doloroso, pois, para quem caminha assim, como se fosse um corpo sem vida, irradiando tristeza e dor aos que o acompanham, o evangelho desse domingo anuncia algo maravilhoso: no sentido contrário, vem chegando Cristo Jesus, Senhor da Vida, aquele que movido de compaixão, como na entrada da cidade de Naim, irá dizer a viúva e aos que a seguiam no enterro de seu filho: não chores!

Hoje há tantas mães caminhando tristes, levando seus filhos para a sepultura, há tanta gente caminhando cabisbaixa, sem uma perspectiva de vida e sem esperança no coração. Não chores mais – diz o Senhor, que ao tocar no esquife, que são as misérias do homem, dirá com firmeza “Moço, eu te ordeno, levanta-te!”.

E diante de sua palavra libertadora e restauradora, o homem renasce e se torna uma nova criatura, só Cristo é a nossa vida, só ele tem a palavra de ordem, capaz de nos levantar de todos os nossos pecados que querem nos arrastar inexoravelmente para a morte. Longe de Deus e da sua Salvação oferecida por Jesus, iremos fatalmente morrer, mas com ele teremos a Vida Eterna, que extrapola os nossos limites e nos reconduz ao paraíso da plenitude, resgatando a nossa imagem e semelhança com que fomos criados por Deus.

É missão nossa como Igreja anunciar a toda criatura esta vida que vem de Jesus, mas isso só será possível se como ele, tivermos no coração essa compaixão, que nos leve a sofrer e chorar com quem sofre e chora, onde um sorriso, um abraço, uma palavra de consolo ou um gesto de caridade, sempre feito em nome de Jesus, terá a mesma força de sua palavra libertadora, capaz de levantar quem se julga morto. O cristão, como qualquer ser humano, também pranteia seus mortos, mas a diferença está naquilo que ele espera: a plenitude da Vida, reservada aos que creem que esta vida é uma peregrinação para a casa do Pai, predestinados que fomos desde toda a eternidade.

(Diác. José da Cruz).

(20) – FILHO ÚNICO…

Virou moda chamar os milagres de Jesus de simples “sinais”. Mesmo que esta seja uma legítima tradução da palavra grega semeion, poderia dar ao leitor a impressão de que tudo se reduz à moderna teoria da comunicação: palavras e atos portadores de um significado, nada mais…

Ora, neste Evangelho cheio de humanidade, nós vemos Jesus diante da mãe viúva que enterra seu filho único, tal como ele estaria, em Betânia, diante da irmã que chorava a morte de Lázaro. Lá como cá, Jesus se comove. Estou plenamente convencido de que Jesus nem de longe pensa em dar sinais de sua divindade em um cortejo mortuário: apenas se deixa “tocar” pela dor humana e, “movido de compaixão” [no grego original, esplagnísthe = revolvido até as entranhas, até as vísceras!], faz aquilo que está ao seu alcance: chama o jovem morto de volta aos braços da mãe.

Ademais, estamos aqui perante uma situação extrema: a mãe é viúva (um dos preferidos do Senhor Yahweh, ao lado do órfão e do estrangeiro!) e o filho é único. E disso Jesus entende: Ele também é Filho único! Ele sabe o quanto significa para seu Pai celeste. Ele sabe do imenso vazio que invadiria o coração do Pai se o Filho desaparecesse de seu espaço amoroso. Por isso mesmo, Jesus faz o jovem regressar ao mundo dos vivos e cumula de profunda alegria o coração da mãe.

Nós também somos filhos únicos… Para Deus, cada um de nós é insubstituível. Se nos afastamos da casa do Pai, ele sofre com nossa ausência. Se morremos pelo pecado, ele (sim, o próprio Deus!) sofre com isso.

Não admira, pois, que Santo Agostinho, no Sermão 98, comparasse a Santa Igreja a esta pobre viúva que se alegra com a recuperação do filho. “A mãe viúva se alegra com seu filho ressuscitado. A Mãe Igreja se alegra diariamente com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele, morto quanto ao corpo; estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem se chora nem se vê. Busca estes mortos o que os conhece, o que os pode fazer regressar à vida.”

Deus é o Pai que acompanha a errância dos filhos mortos pelo pecado. Como na parábola, estará em permanente vigília, à espera do regresso do filho que partiu, depois de usurpar a herança em plena vida do Pai…

Enfim, foi para recuperar tantos filhos únicos que, no alto do Calvário, o Pai entregou à morte o seu Filho Único, para que todos nós tivéssemos a vida. Negaríamos ao Pai a alegria de nossa volta?

Orai sem cessar: “Os filhos são herança do Senhor.” (Sl 127,2).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – NÃO CHORES!

Hoje também gostaríamos enxugar todas as lágrimas deste mundo: “Não chores” (Lc 7,13). Os meios de comunicação nos mostram — hoje mais que nunca — as dores da humanidade. São tantas! Se pudéssemos, a tantos homens e mulheres lhes diríamos “levanta-te” (Lc 7,14). Mas…, não podemos, não podemos Senhor! Sai-nos da alma dizer: – Olha, Jesus, que nos vemos desbordados pela dor.
Ajuda-nos!

Diante desta sensação de impotência, procuremos reagir com sentido sobrenatural e com sentido comum. Sentido sobrenatural, em primeiro lugar, para pormos imediatamente nas mão de Deus: não estamos sós, “Deus visitou seu povo” (Lc 7,16). A impotência é nossa, não Dele. A pior de todas as tragédias é a moderna pretensão de edificar um mundo sem Deus e, inclusive, às costas de Deus. Logo, é possível edificar “algo” sem Deus, mas a história nos tem mostrado sobradamente que este “algo” é frequentemente inumano. Aprendamos de una vez por todas: “Sem mim não poderás fazer nada” (Jn 15,5).

Em segundo lugar, sentido comum: a dor não podemos eliminá-la. Todas as “revoluções” que nos têm prometido o paraíso nesta vida, acabou semeando a morte. E mesmo o hipotético caso (um impossível!) de que algum dia se poderá eliminar toda a dor, não deixaríamos de sermos mortais… (por certo, uma dor que só Cristo-Deus tem dado resposta real).

O espírito cristão é “realista” (não esconde a dor), e ao mesmo tempo “otimista”: podemos “gerenciar” a dor. Más, ainda: a dor é uma oportunidade para manifestar amor e para crescer no amor. Jesus Cristo – o “Deus abrangente” percorreu este caminho. Em palavras do Papa Francisco, “comover-se com (“mover-se com”), compadecer (“padecer”com”) do que está caído, são atitudes de quem sabe reconhecer no outro sua própria imagem [de fragilidade]. As feridas que cura no irmão são unguento para as próprias. A compaixão de converte em comunhão, em ponte estreita sobre os laços”.

(Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)).

(25) – RESSURREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA DE NAIM.

Qual é nossa reação diante da dor e dos sofrimentos de nossos semelhantes? Jesus é tocado, diz-nos o Evangelho, no mais profundo de seu coração e sente compaixão. De fato, dois cortejos encontram-se, um seguindo o enterro do filho de uma viúva e outro acompanhando o Senhor. A morte e a vida. O evangelista destaca aspectos comoventes: o morto é um jovem, filho único de uma viúva. Vendo-a, Jesus “ficou comovido e disse-lhe: ‘não chores’”. Da sensação ao sentimento, verdadeira expressão da humanidade de Jesus. Ele é verdadeiramente homem, e homem de coração. Movido em suas entranhas, Jesus tem piedade daquela mulher. Mais do que simples compaixão humana, é a imensa ternura de Deus diante da miséria humana. Manifestação da misericórdia divina. E Jesus a demonstra diante da multidão, como também diante do cego de Jericó. É a compaixão do Bom Samaritano, como também do pai diante do filho pródigo.

A misericórdia divina toma a dianteira, antes mesmo que a fé peça o milagre. “Observa, escreve S. Cirilo de Alexandria, como ele une milagre a milagre. No primeiro caso, na cura do servo do centurião, ele atende a um convite, mas aqui ele se avizinha sem ser convidado. Ninguém lhe pediu para trazer à vida o morto, mas ele o faz por iniciativa própria”.

A ressurreição do filho da viúva revela a realidade divina de Jesus, nosso Salvador. Ele o ressuscita mediante uma simples palavra: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” O verbo levantar-se nos remete à Ressurreição de Jesus (1Cor 15,4; At 3,15). Igualmente o fim dos tempos (Lc 20,37) e também a ressurreição espiritual realizada “pelo despertar” do batismo e da confissão sacramental. Escreve S. Ambrósio: “Mesmo se há pecado grave, do qual não podeis vos lavar por vós mesmos pelas lágrimas do arrependimento, por vós a Igreja como mãe chora e intercede por todo filho como a mãe viúva por seus filhos únicos, sobretudo, ao ver seus filhos tragados pela morte por causa dos vícios funestos”.

(Dom Fernando).

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

10ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Dando vida, Deus visita seu povo!

Naquele tempo, Jesus devolveu a vida mortal a um falecido. Mas agora, ressuscitado, Jesus nos comunica sua própria vida divina, vida eterna, vida que não se deixa vencer pela morte: “todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11,26). Na Eucaristia, saciemo-nos dessa vida imortal. Nossa missão é anunciá-la e testemunhá-la a toda a humanidade.

– 2ª:

Neste domingo em que Jesus ressuscita o filho da viúva de Naim, somos convidados a fortalecer nossa fé no Deus da vida. Cristo vencedor da morte nos estende sua mão, animando-nos a sair da nossa prostração, indiferença e falta de fé. Trazemos a esta eucaristia todos os que choram e necessitam de compaixão.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Viver é nosso maior anseio. Elias devolve a vida ao filho da viúva de Sarepta. Jesus reanima o filho da viúva de Naim: sim, “Deus veio visitar o seu povo”. Mas hoje, em seu Filho ressuscitado, Ele partilha conosco sua própria vida eterna, imortal.

– 2ª:

As leituras nos revelam a face compassiva de Deus, o qual deseja a vida de todo ser humano, nos chama por sua graça e está sempre de mão estendidas para nos levantar e socorrer em nossas aflições.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou a Ressurreição, / Eu sou a vida, Eu sou, / não morrerá para sempre quem crê em mim, seu Senhor.

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos, são eles que vacilam e sucumbem (Sl 26,1s).

Antífona da comunhão.

Sois minha rocha, meu refúgio e salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga! (Sl 17,3).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Pai bondoso, vós estais pronto para nos dar aquilo de que necessitamos, mas quereis que vos peçamos. Então, atendei nossas súplicas.

— Senhor, escutai nossa prece.

1. DEUS SE mostra muito sensível aos nossos sofrimentos. Para que tenhamos também compaixão diante das necessidades de nossos irmãos, rezemos ao Senhor.

2. PARA QUE a Igreja acolha e vivencie o Cristo a fim de o anunciar e testemunhar aos que ainda não o conhecem, rezemos ao Senhor.

3. PARA QUE a luta dos cientistas e técnicos contra a doença e a morte seja abençoada pelo Deus da vida, rezemos ao Senhor.

4. PARA QUE possamos continuar a missão de Jesus, que nossa presença e convivência no meio dos irmãos sejam para eles Deus visitando seu povo, rezemos ao Senhor.

(Intenções próprias da Comunidade.)

Pai bondoso, ouvi esses nossos pedidos, e, principalmente, dai-nos em cada Eucaristia alimentar-nos de vossa vida eterna, imortal. Por Cristo, Senhor nosso.

Amém.

– 2ª:

Irmãos e irmãs, elevemos nossas súplicas a Deus, que em Cristo se mostrou plenamente solidário em nossas dores, e digamos:

— Senhor, vinde em nosso socorro.

1. Vinde, Senhor, em auxílio dos anunciadores do evangelho: bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas. Nós vos pedimos.

2. Vinde iluminar os cientistas e os profissionais da saúde na luta contra as doenças e os males físicos e psicológicos. Nós vos pedimos.

3. Vinde inspirar os responsáveis pela segurança e bem-estar das pessoas, para que tratem a vida como o bem maior a preservar. Nós vos pedimos.

4. Vinde amparar os pais e as mães que perdem seus filhos. Nós vos pedimos.

5. Vinde animar as comunidades e os fiéis cristãos que encontram dificuldades para testemunhar sua fé. Nós vos pedimos.

(Intenções próprias da Comunidade.).

Oração sobre as oferendas.

Senhor nosso Deus, vede nossa disposição em vos servir e acolhei nossa oferenda, para que este sacrifício vos seja agradável e nos faça crescer na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus, que curais nossos males, agir em nós por esta eucaristia, libertando-nos das más inclinações e orientando para o bem a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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