Liturgia Diária 14/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 14/JUN/2013 (sexta-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro da Segunda Carta de são Paulo aos Coríntios (2Cor 4,7-15).

Leitura da Segunda Carta de são Paulo aos Coríntios.

Irmãos, trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós. 8 Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9 perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10 por toda a parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. 11 De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12 Assim, a morte age em nós, enquanto a vida age em vós. 13 Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14 certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos porá a seu lado, juntamente convosco. 15 E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 115,10-11. 15-16. 17-18 (R. 17a)).

— 17a Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

17a Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

— 10 Guardei a minha fé, mesmo dizendo: / “É demais o sofrimento em minha vida!” / 11 Confiei, quando dizia na aflição: / “Todo homem é mentiroso! Todo homem!”

— 15 É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. / 16 Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; / mas me quebrastes os grilhões da escravidão!

— 17 Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. / 18 Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 5,27-32).

Mt 5,27-32 (não cometa adultério)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 27 “Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28 Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29 Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30 Se tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno. 31 Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32 Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Inicio a Leitura Orante, rezando:

Senhor, nós te agradecemos por este dia.

Abrimos nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.

Queremos que tu Senhor, definas os contornos de nossos caminhos, as cores de nossas palavras e gestos, a dimensão de nossos projetos, o calor de nossos relacionamentos e o rumo de nossa vida.

Podes entrar, Senhor em nossas famílias.

Precisamos do ar puro de tua verdade.

Precisamos de tua mão libertadora para abrir compartimentos fechados.

Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.

Precisamos de tua paz para nossos conflitos.

Precisamos de teu contato para curar feridas.

Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença para aprendermos a partilhar e abençoar!

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto: Mt 5,27-32, e observo o que Jesus fala sobre o adultério.

Jesus neste discurso condena a atitude que transforma a mulher em objeto de cobiça. Só um coração não corrompido pela maldade pode olhar para uma mulher com respeito, sem malícia e más intenções.

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

O texto me diz que meu encontro com a Palavra de Jesus me leva à conversão: de um coração impuro para um coração puro e livre.

Os bispos na reunião de Aparecida, disseram: “Lamentamos que inumeráveis mulheres de toda condição não sejam valorizadas em sua dignidade, fiquem com frequência sozinhas e abandonadas, não se reconheçam nelas suficientemente seu abnegado sacrifício e inclusive heroica generosidade no cuidado e educação dos filhos nem na transmissão da fé na família. Muito menos se valoriza nem se promove adequadamente sua indispensável e peculiar participação na construção de uma vida social mais humana e na edificação da Igreja. Ao mesmo tempo, sua urgente dignificação e participação pretende ser distorcida por correntes ideológicas, mascadas pela marca cultural das sociedades de consumo e do espetáculo, que são capazes de submeter as mulheres a novas formas de escravidão. Na América Latina e no Caribe é necessário superar uma mentalidade machista que ignora a novidade do cristianismo, onde se reconhece e proclama a “igual dignidade e responsabilidade da mulher em relação ao homem” (DAp 453).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo:

Espírito vivificador, a ti consagro o meu coração: aumenta em mim o amor a Jesus, Vida da minha vida.

Faze-me sentir filho amado do Pai. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar com o discipulado do Mestre, amadurece minha maneira de pensar, de sentir e de agir. Sendo assim, torno-me capaz de acolher cada ser humano, em especial, cada mulher como pessoa digna, templo vivo do Espírito Santo, que merece todo respeito.

REFLEXÕES:

(4) – APELO AO PERDÃO.

O texto de hoje apresenta a segunda (vv. 27-30) e a terceira (vv. 31-32) antíteses.

A segunda antítese é um exemplo do que significa ser puro de coração. Não só não é permitido romper o lar do irmão tomando a mulher dele, mas não se pode deixar nascer o desejo de provocar esta ruptura. A integridade do lar do outro é tão importante a ser respeitada, para quem quer viver com retidão a prescrição da Aliança, que ela incide sobre a integridade física, tão cara e preciosa ao homem, pois o olho lhe permite que se conduza, e a mão, que aja. A terceira antítese exprime a capacidade de fidelidade, de pureza, de reconciliação. O repúdio da mulher acontece por dois motivos: ou o coração está dividido por outra mulher ou aconteceu uma inimizade invisível; portanto, não havendo misericórdia, perdão, paz, a mulher é repudiada. O texto é um forte apelo ao perdão.

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – NÃO DEIXE CRESCER EM SEU CORAÇÃO OS DESEJOS IMPUROS.

Todo pecado nasce do desejo. O que precisamos fazer é combater os desejos pecaminosos, porque, muitas vezes, alimentamos desejos que começam pelo olhar da cobiça, da malícia… Assim crescem em nós os desejos impuros.

“Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno” (Mt 5,28-29).

Na verdade, Jesus está nos chamando a purificar os nossos membros, não deixar que nenhum deles esteja a serviço da impureza e da maldade: nossos olhos, mãos, ouvidos, coração, nossa língua… Enfim, tudo aquilo que nós somos – corpo, alma e espírito –, é lugar da morada de Deus.

Não pense que, segundo o exemplo que o próprio Evangelho nos deu, cometer adultério é, simplesmente, estar com uma outra pessoa que não lhe pertence. Todo pecado nasce do desejo. O que precisamos fazer é combater os desejos pecaminosos, porque, muitas vezes, alimentamos desejos que começam pelo olhar da cobiça, da malícia… Assim crescem em nós os desejos impuros.

O Evangelho nos chama, hoje, a viver a pureza de coração. E a maneira de vivê-la é purificando nosso interior, nossos membros; tirarmos, de dentro do nosso coração, todos aqueles desejos que não estão de acordo com a vontade do Senhor.

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – O RESPEITO PELA MULHER.

Numa sociedade onde a mulher era inferiorizada, Jesus reinterpretou o mandamento de não cometer adultério buscando inculcar no discípulo do Reino um profundo respeito por ela. E o fez condenando a atitude interior, que transforma a mulher em objeto de cobiça e maus desejos, mesmo antes de transformar o pensamento em ato. Embora o ato não seja concretizado, a transgressão do mandamento se consuma se o indivíduo dá livre curso a seus pensamentos depravados.

Diante desta eventualidade, o discípulo do Reino deve ser rigoroso consigo mesmo e cortar o mal pela raiz. As duas imagens usadas por Jesus para ilustrar esta disposição são fortíssimas. Ele falou de arrancar o olho direito e cortar a mão direita e jogá-los fora caso se transformem em ocasião de pecado. Jesus falava numa perspectiva de juízo final. O discípulo do Reino, ao violar o mandamento de Deus, deveria ter em vista sua sorte eterna. Conservar algo que se transformou em ocasião de pecado e pode levar à condenação é insensatez. É melhor privar-se dele e ser salvo, do que conservá-lo e ser lançado na ruína eterna.

Essa releitura do sexto mandamento está relacionada com a bem-aventurança da pureza de coração. Só o coração não pervertido pela maldade pode olhar para uma mulher de maneira respeitosa, sem convertê-la em objeto de pensamentos maliciosos.

Oração: Senhor Jesus, dá-me pureza de coração para que eu possa me aproximar, de maneira respeitosa, de quem quer que seja.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

… serás jogado na prisão… dali não sairás enquanto não pagares o último centavo (Mt 5,26).

O Evangelho de hoje nos dá lições muito precisas:

1. Para entrar no Reino de Deus é necessário superar a “justiça”, ou diríamos, a “santidade” dos que no tempo de Jesus eram doutores da Lei e fariseus. Estes eram tidos como exemplo para o povo, e os discípulos ficaram admirados quando Jesus os denunciou como hipócritas. Os discípulos deviam ser mais santos que aqueles modelos de falsa santidade. E o Reino de Deus é que estava em questão: nele não entra quem não for mais santo do que os que o povo considera santo.

2. O juízo de Deus não se dá pela metade, nem deixa falha alguma sem punição. Jesus termina esta passagem dizendo: … serás jogado na prisão… dali não sairás enquanto não pagares o último centavo (Mt 5,26).

Diante disso, devemos perguntar: “Deus tem uma ‘contabilidade celeste’ tão severa? Deus não é clemência, misericórdia, lento para se encolerizar? Como Jesus diz: … não sairás enquanto não pagares o último centavo (Mt 5,26)?” Se o último centavo não fosse pago, a justiça seria só de 99,99%.

Lembremo-nos de que Jesus falava para pessoas rudes que só se convenciam diante de afirmações radicais. Jesus utiliza esse mesmo modo de falar quando afirma que é mais fácil um camelo entrar pelo furo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus (Mt 19,24).

Para nosso proveito e meditação devemos considerar:

a) Deus nos ama 100%. Por isso é 100% justo e pune as menores faltas, mas não deixa de nos amar 100%.

b) Não pensemos que poderemos “enganar Deus” com nossas artimanhas, confissões pela metade, disfarces de boa vontade ou falsa santidade. Porque Deus é bom e deve nos corrigir como o pai que pune os filhos por amor. Provérbios 3,11-12 diz: Não desprezes a disciplina do Senhor e não te revoltes contra sua reprovação, porque Ele repreende a quem ama, como um pai ao filho predileto.

Desse modo, é mais fácil entender quando Jesus fala de maneira radical: … não sairás enquanto não pagares o último centavo (Mt 5,26).

Ainda falta considerar:

Quem neste mundo pode ser 100% justo e santo diante de Deus? Sabemos a resposta: ninguém.

Então, por qual motivo Deus exige 100%? Sabemos também qual é a resposta: para nos educar a não fraquejar ou nos iludir com uma vida espiritual descuidada, rastejante, sem ideais de santidade.

Ora, justo e santo 100% ninguém consegue ser nesta vida. No entanto, contamos com a bondade, o amor de Deus e sua misericórdia para sermos, diante de Seus olhos, santos e imaculados (1Ts 5,23) no dia do Juízo. Deus completa o que nos falta. Portanto, a santidade e a justiça são obra Dele mais do que nossa. Demos graças a Deus por tudo isso que ele realiza em nós porque nos ama.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – ONDE DOIS ESTIVEREM REUNIDOS, CRISTO ESTARÁ PRESENTE.

Onde encontrar palavras para exprimir toda a excelência e felicidade do matrimônio cristão?

A Igreja redige o contrato, a oferta eucarística confirma-o, a bênção coloca-lhe o selo, os anjos que são dele testemunha registram-no, e o Pai dos céus ratifica-o. Que aliança doce e santa a de dois fiéis que carregam o mesmo jugo (cf. Mt 11,29), reunidos na mesma esperança, no mesmo desejo, na mesma disciplina, no mesmo serviço! Ambos são filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor […], formando uma só carne (cf. Mt 19,5), um só espírito. Oram juntos, adoram juntos, jejuam juntos, ensinam-se um ao outro, encorajam-se um ao outro, apoiam-se um ao outro.

Encontramo-los juntos na igreja, juntos no banquete divino. Partilham por igual a pobreza e a abundância, as perseguições e as consolações. Não há segredos entre eles, nenhuma falsidade: confiança inviolável, solicitude recíproca, nenhum motivo de tristeza. Não têm de se esconder um do outro para visitar os doentes, para dar assistência aos indigentes; a sua esmola não é motivo de disputa, os seus sacrifícios não conhecem escrúpulos, a observância dos seus deveres quotidianos é sem entraves. Entre eles não há sinais da cruz furtivos, nem saudações inquietas, nem ações de graças mudas. Da sua boca, livre como o seu coração, elevam-se hinos e cânticos; a sua única rivalidade é a de ver quem celebra melhor os louvores do Senhor. Cristo alegra-Se com tal união; a tais esposos Ele envia a sua paz. “Onde dois estiverem reunidos”, Ele também está presente (cf. Mt 18,20); e onde Ele está presente, o inimigo da nossa salvação não tem lugar.

(Tertuliano (c. 155-c. 220), teólogo – À esposa, II, 9).

(14) – EU NÃO VIM CHAMAR OS JUSTOS, MAS SIM OS PECADORES PARA A CONVERSÃO.

Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão.

Este Evangelho narra a vocação de S. Mateus, que aqui é chamado de Levi. A sua profissão – cobrador de impostos – era considerada impura, pelo fato de tocar em moeda estrangeira. Por isso, todos os cobradores de impostos eram considerados pecadores. Jesus não tinha esse preconceito.

No grande banquete oferecido por Mateus, além de cobradores de impostos havia pecadores de verdade, e Jesus estava feliz no meio deles. Diante do protesto, ele explicou: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. A frase não exclui ninguém do chamado de Jesus. É apenas um convite aos que se consideram justos para a conversão, pois “o justo cai sete vezes por dia”.

“Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes.” Os fariseus não entenderam essa frase pronunciada também para eles, os doentes terminais do orgulho, autossuficiência e hipocrisia.

“Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos” (Ef 2,4-5.7-9). “Deus retira o pobre do monte de lixo…” (Cântico de Ana – 1Sm 2). “Derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes” (Magnificat).

Quando Davi cometeu um grande pecado, mandando matar Urias para se casar com a sua esposa Betsabéia, Deus o perdoou completamente. Tanto que escolheu Salomão, o segundo filho dele com Betsabéia (2Sm 12,24), para continuar a geração do Povo de Deus.

“O Senhor é bondade e retidão. Ele aponta o caminho aos pecadores” (Sl 25,8). Esse amor de Deus pelos pecadores nos encanta, seduz e nos dá esperança, pois quem não é pecador? “Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr 20). Deus não nos trata conforme nossos erros (Sl 103,8-14).

“Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,8). Nós temos amor, Deus é amor. “Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (1Jo 4,16).

Esse grande amor de Jesus pelos pecadores é mostrado também no seu acolhimento à mulher adúltera, ao Zaqueu, à Samaritana, a S. Paulo… Ele não podia ver ninguém longe de Deus, que já se aproximava para o cativar.

Jesus perdoou até os que o mataram, e rezou por eles: “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem!” E ele nos pede para fazermos a mesma coisa: “Não julgueis…” (Mt 7,1-7).

A misericórdia, que é o amor aos pecadores e aos que sofrem, é uma das Bem-aventuranças: “Felizes os misericordiosos…” (Mt 5,7).

S. Paulo nos pede: “Irmãos, tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus…” (Fl 2,6). Assim, as Comunidades cristãs são chamadas a continuar o amor misericordioso de Deus Pai, manifestado em Jesus. A Comunidade é compreensiva para com todos, é agente de inclusão dos pecadores.

Diante de pessoas que praticam ações más, mesmo que sejam os piores crimes, devemos pensar: a misericórdia de Deus é maior que o erro dessa pessoa. E assim, amá-la, acolhê-la e ajudá-la a se levantar. A Igreja acolhe o pecador, não o pecado que ele cometeu, por isso o ajuda a vencer o pecado.

“Quero misericórdia e não sacrifício” (Mt 9,13). Jesus criticava incansavelmente o culto vazio e hipócrita dos que se creem em ordem com Deus por cumprir determinados ritos cultuais, como sacrifícios, dízimos e jejuns, enquanto esquecem a disponibilidade perante Deus, o amor fraterno e a reconciliação fraterna.

Faz parte do amor misericordioso usar o dinheiro não apenas em benefício de si mesmo e da família, mas dos que precisam para viver dignamente. É a economia a serviço da vida. Muitos adoram e servem ao dinheiro, como se ele fosse um deus. Cabe uma pergunta: quem é Deus em nossa vida? Em que lugar Ele está entre os valores que buscamos? Que esta Campanha da Fraternidade nos prepare melhor para a Páscoa.

Certa vez, numa sala de aula, uma menina perguntou à professora: “O que é amor?” A professora sentiu que não só aquela criança, mas toda a classe merecia uma resposta à altura. Como já estava na hora do recreio, ela pediu que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.

As crianças saíram muito interessadas. Quando terminou o recreio, voltaram e começaram a apresentar os objetos que trouxeram. Uma trouxe uma flor, outra trouxe uma borboleta, outra criança pediu emprestado a uma funcionária a sua aliança e trouxe…

Terminada a apresentação, a professora notou que uma menina estava toda envergonhada, porque não havia trazido nada. Então, dirigiu-se à aluna e perguntou: “Meu bem, por que você não trouxe nada?” A garotinha, timidamente, respondeu: “Desculpe, professora, eu vi a flor, mas não quis apanhá-la. Preferi que ela continuasse enfeitando o jardim da escola. Vi a borboleta, leve e colorida, mas eu nunca teria coragem de segurar um animalzinho tão bonito. Isso pode machucá-la. Vi também um ninho com filhotes de sabiá, mas nem mexi; se eu soubesse o que eles comem, até levaria alimento para eles”.

Emocionada, a professora explicou para as crianças: “Esta aluna fez a melhor escolha: Não trouxe objetos, mas trouxe para nós, em seu coração, o perfume do amor”. E deu à menina a nota máxima.

O respeito e a proteção da vida é o que mais desperta em nós o sentimento de amor.

Na oração Salve Rainha, nós chamamos Maria Santíssima de Mãe de misericórdia. Ela é também o refúgio dos pecadores. Mãe de misericórdia, rogai por nós!

Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão.

(Pe. Queiroz).

(14) – COERÊNCIA NAS ATITUDES.

Neste Evangelho Jesus nos ensina a ter coerência nas nossas atitudes e a agir conforme o que há no interior do nosso coração e não somente de fachada. Os fariseus lavavam as mãos antes das refeições com o fim de se purificarem, no entanto, existia maldade nos seus corações. Da mesma forma, os nossos gestos exteriores, às vezes, até o nosso ajoelhar ou nos prostrar diante de Deus, ou então, um abraço ou um aperto de mão que nós damos ao irmão, não terão sentido se o nosso coração estiver cheio de rancor, de despeito ou de inveja. Tudo o que fizermos com o intuito de aparecer para impressionar às outras pessoas, mesmo as nossas boas ações, se constitui hipocrisia ou falsidade. “Aquele que fez o exterior é o mesmo que fez o interior”, disse-nos Jesus, portanto, Deus nos conhece por inteiro e sabe bem das nossas intenções. Fazer somente para agradar, para cumprir as regras, é insensatez. Valerá muito mais do que as regras que vivemos a esmola que, por amor a Deus oferecemos ao nosso próximo. Assim também Jesus afirmou: “daí esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós!” Deste modo, precisamos refletir mais sobre esse assunto e avaliar como é que nós estamos vivendo o nosso dia a dia nas palavras, gestos e ações.

– Você costuma fazer alguma coisa para chamar a atenção?

– O que você faz é o que o seu coração aponta?

– Você costuma observar as ações dos outros para depois fazer julgamentos e comentários?

– Como é a sua atitude diante de alguém que estende a mão e lhe pede alguma coisa?

– Qual é o sentido da esmola na sua vida?

(Helena Serpa).

(14) – TODO AQUELE QUE OLHAR PARA UMA MULHER, COM O DESEJO DE POSSUÍ-LA, JÁ COMETEU ADULTÉRIO COM ELA NO SEU CORAÇÃO.

Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.

O evangelho continua com as antíteses, uma maneira particular de Jesus interpretar e explicar a Lei. Neste trecho, temos a segunda e terceira antíteses, que se referem ao adultério e divórcio. O versículo 27 cita ao pé da letra o sexto mandamento, acrescentando o olhar com desejos. Segundo a mentalidade rabínica, para que ocorra adultério, o que importa é se a mulher é casada.

O adultério é uma falta contra o matrimônio alheio, é lesionar os direitos do homem casado. Segundo essa visão, o homem casado não comete adultério com uma mulher solteira. Enquanto a mulher casada comete adultério mantendo relação com qualquer homem que não seja seu marido.

A linguagem utilizada por Jesus não é uma expressão legalista, mas hiperbólica; serve-se da literatura para expressar a exigência cristã de respeitar o compromisso matrimonial como expressão concreta da vontade de Deus.

A terceira antítese (v. 32), relaciona-se com à anterior: Jesus destaca a necessidade de resgatar a dignidade da mulher, em uma clara denúncia de uma lei que colocava nos ombros da mulher todas as culpas, seja na relação, seja na estabilidade matrimonial.

(Claretianos).

(14) – MÃOS LIMPAS E UM CORAÇÃO PURO.

Por meio do profeta Jeremias, a palavra do Senhor vem hoje nos fazer refletir sobre a nossa condição de cristãos católicos que vamos ao templo para adorá-Lo, sem, no entanto, nos importar em examinar a nossa consciência para perceber qual tem sido o resultado das ações do nosso dia a dia. Não poucas vezes, nós, tranquilamente nos dirigimos para a casa do Senhor achando que nenhum mal nos foi infligido diante da nossa conduta e das nossas obras injustas e ficamos satisfeitos (as) em render louvores a Deus com a boca, enquanto no nosso coração há morte, roubo, adultério, palavras mentirosas e tudo isso de que fala o profeta. O próprio Deus nos revela que enquanto não melhorar nossa conduta e não fizermos valer a justiça uns com os outros, nós não conseguiremos habitar no lugar onde Ele está. Isto significa que o pecado nos afasta de Deus e, por isso, não conseguimos ter uma verdadeira intimidade com Ele, mesmo que todos os dias nós entremos no templo para adorá-Lo. A menos que façamos uma reflexão profunda de como está o nosso coração para perceber as “pequeninas más ações” que praticamos, as “astutas mentirinhas” que saem dos nossos lábios, assim como também os pensamentos malvados que exercitamos “sem nenhuma má intenção”, mas que guardamos em segredo, e coloquemo-nos diante do Senhor, arrependidos, com certeza não conseguiremos habitar com Ele na Sua Santidade. No entanto, o Senhor não quer a nossa morte, por isso, Ele nos manda os mensageiros e não descansa enquanto não atendermos às Suas sugestões. O mesmo acontece no santuário do nosso coração que é também morada de Deus, onde o Senhor nos espera para adorá-Lo. Antes de qualquer movimento, nós precisamos Lhe pedir que nos conceda mãos limpas e um coração puro, que Ele arranque a vaidade e nos ensine a amar a fim de que possamos desfrutar do fulgor da Sua presença dentro de nós e, assim, gozar da Sua intimidade. Sabemos que sempre seremos pecadores necessitados da misericórdia de Deus, no entanto com a Sua graça nós podemos nos vigiar para não cairmos nas “pequenas” TENTAÇÕES DO DIA A DIA.

– Você examina o seu coração antes de ajoelhar-se para adorar o Senhor?

– Em que essa palavra poderá ajudá-lo?

– Quais são os frutos de santidade que o ato de adorar a Deus lhe fizeram produzir?

– Você também precisa mudar de conduta?

(Helena Serpa).

(14) – SE O TEU OLHO DIREITO É PARA TI OCASIÃO DE PECADO, ARRANCA-O …

Conheci muitas pessoas que decoram as palavras da Bíblia e as interpretam ao pé da letra. Só que não vi nenhuma delas com as mãos cortadas, nem com os olhos furados. Pois se entendermos ao pé da letra as palavras das escrituras, poucas pessoas na face da Terra teriam mãos e olhos intactos. Porque todos nós pecamos com as mãos e com os nossos olhares de cobiça às coisas do próximo, ou às coisas que podem nos levar ao pecado, às vezes com a nossa mão direita. Não quero ser mais explícito, mais quem é jovem está me entendendo muito bem. Jesus aqui, botou o dedo na nossa ferida, ao fazer esta declaração. É claro, que quando ele se refere a cortar mão e furar o olho, com certeza está apelando para um extremo que não é, exatamente para a gente fazer isso, muito embora o merecêssemos. Mas sim, para que entendamos a gravidade dos nossos atos, palavras e omissões, que nos afastam do CAMINHO, DA VERDADE E DA VIDA ETERNA. Jesus explicou assim, porque o adultério, na verdade, começa com um olhar de desejo à mulher que não é a nossa, mas sim, do nosso irmão. E Jesus hoje está nos avisando para respeitar a indissolubilidade do casamento, ao contrário das novelas que tratam esse assunto com a maior naturalidade, ensinando os casais a se separarem, a
trocar de marido, a trocar de mulher com a mesma facilidade com que a gente troca de roupa. Vou repeti o que já disse aqui, mais vale apena. Nunca vamos encontrar uma esposa, ou um marido sem defeito. Aquele que se separou da mulher porque ela ronca de noite, encontrou outra que não ronca, mais é alcoólatra. Aquela que se separou do marido porque ele falava com a boca cheia, juntou-se com outro que batia nela. Isso porque não existe, na face da terra, ninguém que não tenha defeitos.

Acontece que quando a gente ama de verdade, a gente não repara nos defeitos do outro. A gente os percebe sim, mas sabe como é. Quem ama perdoa. Casamos, e a rotina vai fazendo com que o amor vai diminuindo, e os defeitos vão aparecendo, e quem ama pouco perdoa pouco. Infelizmente esta é a verdade que, ajudada pelas novelas de televisão, está destruindo os casais pelo Brasil afora. Se o casal segue a Cristo, pode reduzir o amor, pode diminuir a atração física decorrente da idade, que eles continuam firmes, unidos no amor de Cristo, que é até que a morte os separe.

(José Salviano)

(15) – REFLEXÃO.

O valor da pessoa humana não pode ser diminuído em hipótese alguma. O Evangelho de hoje nos mostra o valor da pessoa como motivação para a vivência plena da Lei. Não é porque eu não fiz nada que eu não desrespeitei. Jesus não quer apenas ato, ele exige de nós uma postura evangélica de quem é capaz de ver o outro e a outra como seres criados à imagem e semelhança de Deus, mas também como renascidos em Cristo para uma vida nova, membros do Corpo Místico de Cristo, unidos a Cristo como o ramo está unido à videira, Templos vivos do Espírito Santo e como consagrados pela graça do Batismo, ou seja, pertencentes ao Pai, amados e amadas por ele e que devem ser respeitados e valorizados.

(CNBB).

(20) – NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO!

Basta ir ao dicionário. Adúltero: Adj. Alterado, corrompido, falsificado. “Parece, mas não é …” Parece amor, profunda afeição, mas é outra coisa. Um produto adulterado resulta de uma intenção fraudulenta, é uma falsificação. Leite adulterado com água e formol. Gasolina adulterada com solventes. Com prejuízo para a alimentação da criança e para o veículo do cidadão.

No Antigo Testamento, este mandamento visava diretamente à proteção da família, considerando como pecaminoso o olhar de desejo sobre a mulher do próximo. Jesus, como sempre, dá algumas voltas a mais no parafuso e mostra-se ainda mais exigente: “Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar uma mulher para a cobiçar, já adulterou com ela em seu coração”.

E estamos de volta ao “coração do homem”, expressão bíblica que se refere àquele santuário interior de onde brotam o bem e o mal. O âmago do ser, onde está situada a capacidade volitiva, que faz a escolha nas decisões essenciais de nossa vida. Nossos atos exteriores apenas revelam o que pulsava no íntimo do homem.

Para Jesus, não basta não chegar aos atos, é preciso vigiar sobre os movimentos mais profundos de nossa pessoa, pois dali nascerão as nossas ações. A história do Rei Davi (cf. 2Sm 11) ilustra muito bem essa avalancha encosta abaixo, que começa com um olhar vadio e cúpido, passa pelo convite, chega ao adultério e culminará com a mentira, a trapaça e o homicídio culposo, para escândalo de todo o povo.

Vigiar o próprio coração pode ser difícil. Pode sair caro. Pode custar o olho direito, a mão direita. Não se trata de cometer mutilações em nosso corpo, mas de sacrificar a Deus aquilo que tem para nós o máximo valor, ordenando os valores para que a obediência amorosa a Deus venha em primeiro lugar.

Especialmente quando certos pecados, tão repetidos, se tornaram uma espécie de segunda natureza, a conversão do coração exigirá uma vida de oração, o recurso frequente aos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia. Também a devoção filial à Virgem Maria será de grande ajuda aos que desejam iniciar um caminho de purificação interior. Os humildes vencerão, sem se desesperar com alguma recaída em sua ascensão para Deus, voltando sempre ao socorro da Graça oferecida ao filho pródigo. Os orgulhosos desanimam, pois, afinal, contam apenas com seu próprio esforço.

Sou sincero e verdadeiro diante de Deus?

Ou estou mascarando minhas intenções profundas, enganando a mim mesmo e caminhando para o inferno?

Orai sem cessar: “Um coração arrependido e humilhado, ó Deus, não haveis de desprezar!” (Sl 5l,19).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – TODO AQUELE QUE OLHAR PARA UMA MULHER COM O DESEJO DE POSSUÍ-LA, JÁ COMETEU ADULTÉRIO.

Hoje Jesus continua aprofundando na exigência do Sermão da Montanha. Não muda a Lei, senão que lhe dá plenitude; por isso a sua observância é mais que um simples cumprimento de umas condições mínimas para tener em regra os papeis. Deus dá-nos a Lei do amor para chegar ao cume, mas nós procuramos sempre o modo de convertê-la na lei do mínimo esforço. Deus pede-nos muito…! Sim, mas também nos deu o máximo que pode dar, já que se deu a si mesmo.

Hoje, Jesus Cristo aponta alto ao manifestar a sua autoridade sobre o sexto e o nono mandamento, os preceitos que fazem referência à sexualidade e à pureza de pensamento. A sexualidade é uma linguagem humana para significar o amor e a aliança, pelo tanto, não pode ser banalizada, como tampouco podemos converter os outros em objetos de prazer. E nem tão só com o pensamento! Daqui esta afirmação tão severa de Jesus: “Todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,28). É preciso, pois, cortar o mal de raiz e evitar pensamentos e ocasiões que nos levariam a obrar o que Deus aborrece; isto é o que querem indicar tais palavras, que podem parecer-nos radicais e exageradas, mas que os ouvintes de Jesus entendiam na sua expressividade: tira, corta, expulsa…

Finamente, a dignidade do matrimonio deve ser sempre protegida, pois faz parte do projeto de Deus para o homem e a mulher, para que no amor e na mutua doação se convertam numa só carne e ao mesmo tempo é signo e participação na Aliança de Cristo com a Igreja. O cristão não pode viver a relação homem-mulher nem a vida conjugal segundo o espírito mundano: “Não deveis crer que por haver escolhido o estado matrimonial vos é permitido continuar com uma vida mundana e abandonar-vos à ociosidade e à preguiça; ao contrário, por isso mesmo obriga-vos a trabalhar com maior esforço e a velar com mais cuidado pela vossa salvação” (São Basílio).

(Pare Josep LIÑÁN i Pla SchP (Sabadell, Barcelona, Espanha)).

(25) – NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO.

Desde a antiguidade, são considerados importantes o respeito social e a defesa jurídica do matrimônio. Assim como o fato de matar é censurado por ser o homem “imagem de Deus”, igualmente o adultério é proscrito por ser Deus santo e por ele querer que sejamos Templos vivos do Espírito Santo. Natureza e graça não se opõem, mas, na união de ambas, o homem torna-se capaz de Deus. A lei não é ab-rogada, mas sim elevada. Portanto, impõe-se preservar, integralmente, a santidade do matrimônio, o que leva à afirmação do Senhor: “Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração”.

Ele condena o fato exterior, também o ato interno, mesmo que este não tenha efeitos externos, pois é do coração que provêm os maus pensamentos. O exterior e o interior, atos e pensamentos, o olhar e o coração deverão estar harmonizados, para que o homem seja reconhecido pela retidão de sua pessoa e sinceridade de suas ações. Para explicitar a necessidade de se agir imediatamente, Jesus emprega a hipérbole da amputação física. Ele fala de “arrancar o olho, cortar a mão e lançá-los para longe”. Cirurgia espiritual proposta para conservar a pessoa íntegra no juízo final. Ao acrescentar: “e lançá-los para longe”, Jesus expressa o desejo de extirpar o mal para sempre, sem retorno.

O discípulo é, assim, colocado diante de uma escolha de vida, alegria e felicidade com Deus ou de miséria e tristeza, separado dele. O apelo do Senhor visa sempre a salvação do homem, particularizado e limitado, porém, com limites que abrangem os do próprio universo. Jesus nasceu como herdeiro dessa história santa, da história da salvação, conduzida por ele à feliz eternidade. Escreve S. Gregório de Nissa: “Nós somos um espelho quebrado em que a única e perfeita imagem que Ele é se reflete”. Compreendem-se, então, as enérgicas palavras de Jesus, pois ele espera que cada um concorra livre e pessoalmente para a realização do Reino, que, no dizer de Orígenes, é o próprio Cristo, “fim, cumprimento consumado do homem caído em Adão, mas soerguido por ele”.

(Dom Fernando).

CELEBRAÇÃO DE HOJE:

10ª SEMANA COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Jesus propõe a radicalidade do Reino. Não posso querer o Reino e não assumir seus valores. O olhar de quem tem fé deve ser sempre de modo sadio, ressaltando a dignidade das pessoas. A união do homem e da mulher é expressão do amor de Deus, e, por isso, o que vem atentar contra a verdade do amor, rompe sua aliança. Ninguém pode reduzir a dignidade do amor como se fosse qualquer coisa. O amor é, de fato, exigente.

– 2ª:

Os ensinamentos de Jesus são tesouros preciosos que, guardados em vasos de barro, merecem todo cuidado e carinho para não serem descartados, perdidos ou mal utilizados.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Cristo se põe ao nosso lado, mesmo com nossas fragilidades, e nos sustenta com sua misericórdia. Por isso, o amor é sublime e digno, e nada poderá perturbar a aliança do amor vivido com sinceridade. Negar o amor é negar a aliança de Deus.

– 2ª:

Firmes em Deus, apesar dos obstáculos, seremos promotores do evangelho da vida. Jesus propõe um olhar renovado sobre certas discriminações e um olhar crítico sobre certas leis.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Como astros no mundo bri­lheis, pregando a Palavra da vida! (Fl 2,15-16).

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos, são eles que vacilar e sucumbem (Sl 26,1s).

Antífona da comunhão.

Sois minha rocha, meu refúgio e salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga! (Sl 17,3).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Preces da Assembleia ou Oração da Assembleia:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Senhor Deus, nós desejamos e nos esforçamos para ser fiéis a vós. Por isso, cheios de confiança, vos pedimos:

— Em vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor!

1. PARA que sejamos fiéis nas pequenas e grandes responsabilidades, roguemos confiantes.

2. PARA que a sociedade dialogue e encontre sempre o caminho da paz, roguemos confiantes.

3. POR todos os que vivem com dignidade a aliança do amor de Deus por nós, roguemos confiantes.

4. POR todos os casais, para que se deixem conduzir pela alegria do amor vivido e repartido, roguemos confiantes.

(Intenções próprias da Comunidade).

Ó Deus, concedei-nos crescer em vossa graça e guardar vossos mandamentos. Por Cristo, nosso Senhor.

– 2ª:

— Atendei, Senhor, a nossa prece

1. Tornai, Senhor, a Igreja sempre mais aberta a todos e misericordiosa para com os pecadores.

2. Amparai os pastores da Igreja, para que sejam firmes nas provações.

3. Ajudai-nos a guardar os tesouros da fé e do compromisso cristão.

4. Dai a abundância da vossa graça aos que vivem em matrimônio.

5. Fortalecei os casais em seu emprenho por viver o amor e superar atitudes autoritárias.

(Intenções próprias da Comunidade).

Oração sobre as oferendas.

Senhor nosso Deus, vede nossa disposição em vos servir e acolhei nossa oferenda, para que este sacrifício vos seja agradável e nos faça crescer na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus, que curais nossos males, agi em nós por esta eucaristia, libertando-nos das más inclinações e orientando para o bem a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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