Liturgia Diária 17/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 17/JUN/2013 (segunda-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro da Segunda Carta de são Paulo aos Coríntios (2Cor 6,1-10).

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2 pois ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação. 3 Não damos a ninguém nenhum motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado. Mas em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, com muita paciência, em tribulações, em necessidades, em angústias, 5 em açoites, em prisões, em tumultos, em fadigas, em insônias, em jejuns, em castidade, em compreensão, em longanimidade, em bondade, no Espírito Santo, em amor sincero, 7 em palavras verdadeiras, no poder de Deus, em armas de justiça, ofensivas e defensivas, 8 em honra e desonra, em má ou boa fama; considerados sedutores, sendo, porém, verazes; como desconhecidos, sendo porém, bem conhecidos; como moribundos, embora vivamos; como castigados, mas não mortos; 10 como aflitos, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo muitos; como quem nada possui, mas tendo tudo.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 97, 1. 2-3ab. 3cd-4 (R.2a)).

— 2a O Senhor fez conhecer a salvação.

2a O Senhor fez conhecer a salvação.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

— O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; / 3a recordou o seu amor sempre fiel 3b pela casa de Israel.

— 3c Os confins do universo contemplaram / 3d a salvação do nosso Deus. / Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai!

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 5,38-42).

Mt 5,38-42 (não mais olho por olho, mas dá a quem te pedir e não vires as costas)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38 “Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39 Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40 Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41 Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42 Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer).

Recordamos, de início, uma frase do papa Bento XVI:

“a reconciliação e o perdão são, sem dúvida alguma, condições para construir uma verdadeira paz” (Sacramentum Caritatis, 89).

Preparemo-nos para a Leitura Orante, rezando com todos que navegam na web:

Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.

Que me vês e escutas as minhas orações.

Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.

Tu me deste tudo: eu te agradeço.

Foste tão ofendido por mim: eu te peço perdão de todo o coração.

Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças que sabes serem necessárias para mim.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…).

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 5,38-42 –, e ouço o que Jesus fala sobre atitudes do cristão.

Se você for ouvir pessoas diferentes sobre este discurso de Jesus, vai ter opiniões as mais diversas. A maioria pensa e reage com a lei de talião ou do “olho por olho, dente por dente”. A lei de talião (do latim Lex Talionis; lex: lei e talis: tal), também conhecida como pena de talião, consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena – apropriadamente chamada retaliação, revide, ou ainda, vingança. Aparece ainda muito forte, no coração de muita gente. É uma das mais antigas leis existentes. Os primeiros indícios da lei de talião foram encontrados no Código de Hamurabi (1780 a.C.), na Babilônia.

Como é a proposta de Jesus para superar a vingança?

Ele propõe uma atitude nova, diferente, com o objetivo de eliminar pela raiz o círculo da violência. A resistência ao ofensor ou inimigo não deve ser feita com as mesmas armas usadas por ele, mas através do comportamento que o desarme. Essa é a grande novidade trazida por Jesus -o mandamento do amor – a essência do cristianismo que consiste em amar e perdoar não só aos amigos, mas também aos inimigos.

O apóstolo são Paulo também fala do assunto, no capítulo 12 aos romanos: “Amados, não façam justiça com as próprias mãos… Se o inimigo tiver fome, dê-lhe de comer, se tiver sede, dê-lhe de beber; desse modo, você fará o outro corar de vergonha. Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem” (Rm 12, 19-21).

… a VERDADE… (refletir e meditar…).

O que o texto diz para mim, hoje?

Sinto que minha vida é carregada das cores da Palavra de Deus?

Ou ainda tenho vestígios da lei de talião?

Minha presença é iluminadora, aponta caminhos de paz, de reconciliação e de amor?

Na sociedade violenta em que vivemos, em que “ninguém leva desaforo pra casa”, não é fácil ser cristão. Os bispos, na Conferência de Aparecida, falaram da necessidade do cristão viver em contínua conversão: “O prazo se cumpriu. O Reino de Deus está chegando. Convertam-se e creiam no Evangelho” (Mc 1,15). A voz do Senhor continua nos chamando como discípulos missionários e nos desafia a orientar toda nossa vida a partir da realidade transformadora do Reino de Deus que se faz presente em Jesus. Acolhemos com muita alegria esta boa nova. Deus amor é Pai de todos os homens e mulheres de todos os povos e raças. Jesus Cristo é o Reino de Deus que procura demonstrar toda sua força transformadora em nossa Igreja e em nossas sociedades. N’Ele, Deus tem nos escolhido para que sejamos seus filhos com a mesma origem e destino, com a mesma dignidade, com os mesmos direitos e deveres vividos no mandamento supremo do amor. O Espírito colocou este germe do Reino em nosso Batismo e o faz crescer pela graça da conversão permanente graças à Palavra de Deus e aos sacramentos.” (DAp 382).

… e a VIDA… (orar…).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo:

Senhor, nós te agradecemos por este dia.

Abrimos nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.

Queremos que tu Senhor, definas os contornos de nossos caminhos,

As cores de nossas palavras e gestos,

A dimensão de nossos projetos,

O calor de nossos relacionamentos e o

Rumo de nossa vida.

Podes entrar, Senhor em nossas famílias.

Precisamos do ar puro de tua verdade.

Precisamos de tua mão libertadora para abrir compartimentos fechados.

Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.

Precisamos de tua paz para nossos conflitos.

Precisamos de teu contato para curar feridas.

Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença

Para aprendermos a partilhar e abençoar!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…).

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Sinto-me discípulo/a de Jesus.

Meu novo olhar é iluminado pela certeza de que “sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (DAp 146).

REFLEXÕES:

(4) – NÃO PAGAR O MAL COM O MAL. NÃO RESPONDER À VIOLÊNCIA COM VIOLÊNCIA.

Trata-se, nesta quinta antítese, da superação da “lei do talião” (do latim, talis = tal): reparação exigida do criminoso que devia ser proporcional ao mal que ele causou.

Esta antítese exemplifica, uma vez mais, a bem-aventurança da misericórdia, da operatividade da paz, da capacidade de perdão. A lei do talião visava pôr limites à sede de vingança do ser humano, impondo ao agressor o mesmo tratamento que ele tinha dado à vítima (cf. Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,21). “Não resistir ao malvado” significa não fazer frente a ele, não pagar com a mesma moeda, não pagar o mal com o mal. Não responder à violência com violência.

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – REFLEXÃO.

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(7) – A VIOLÊNCIA SUPERADA.

O discípulo do Reino não pode contentar-se com a prática de retribuir olho por olho e dente por dente. Ele se caracteriza pela capacidade de, com firmeza, quebrar a espiral de violência através de atitudes chocantes, até mesmo, para seu agressor. Não é fácil imaginar alguém oferecendo a face esquerda para ser esbofeteada quando já se recebeu um bofetão na direita. Do mesmo modo, alguém que pretenda extorquir uma túnica, em juízo, e ver o lesado oferecer-lhe também o manto. Ou, então, quem é obrigado a fazer companhia a alguém, numa longa caminhada, para protegê-lo dos assaltos, mostrar-se disposto a caminhar o dobro.

Estas atitudes são, à primeira vista, insensatas e injustificáveis. Mas, são normas de conduta para o discípulo. Que finalidade teriam? Jesus não estava pregando uma espiritualidade da humilhação e do sofrimento. Não lhe interessava ver o discípulo humilhado. O gesto proposto visava converter o agressor para o Reino. Mostrar-lhe que é possível viver sem violência. Abrir-lhe os olhos para a possibilidade de se relacionar com o próximo sem transformá-lo em objeto de seu ódio e estabelecer relações verdadeiramente fraternas e amistosas. A não-violência do discípulo do Reino, portanto, é vivida de forma positiva e construtiva. O Reino vai se construindo onde a violência dá lugar ao amor.

Oração: Senhor Jesus, dá-me força para quebrar a espiral da violência e transformar o ódio em amor.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA.

Ouvistes o que foi dito: “olho por olho, dente por dente” … (Mt 5,38).

Alguns ensinamentos radicais de Jesus estão no Evangelho de hoje.

Aqui o Evangelho ensina parte do que São Paulo chama de “Lei de Cristo” (1Cor 9,21; Gl 6,2).

A “Lei de Cristo” está nos Evangelhos, mas não como a Lei de Moisés está no Antigo Testamento.

De fato, nos Evangelhos nada encontraremos que possa ser chamado de “Lei de Cristo” em forma de um código de leis. Contudo, o que Jesus ensinou está em muitas passagens dos Evangelhos e nos demais escritos do Novo Testamento.

É o que a Liturgia da Palavra nos vai apresentar diariamente nesta semana em que meditamos vários ensinamentos de Jesus no Evangelho de São Mateus.

No Evangelho de hoje, são dados estes pontos para nossa meditação:

a) na Lei de Moisés vigorava a “Lei do Talião”, isto é, olho por olho, dente por dente.

Jesus aboliu essa Lei. No Reino de Deus ela não vigora mais.

b) Jesus ensina exatamente o contrário da Lei do Talião: oferecer a outra face (Mt 5,39), ceder o manto a quem pede em penhor a túnica (Mt 5,40), caminhar dois trechos a quem exige um (Mt 5,41). E por fim, fora dessa Lei do Talião, uma norma geral sobre empréstimos em dinheiro ou outras coisas, sem exigir juros nem dos israelitas (Lv 25,36) nem dos estrangeiros como o Deuteronômio mandava (Dt 23,19.20).

c) cumprir estes ensinamentos ao pé da letra pode nos parecer difícil.

No entanto, tudo isso se torna possível se o entendemos no conjunto dos outros ensinos da “Lei de Cristo” e se observamos o exemplo de Jesus em pessoa na prática do que Ele ensina.

Consideremos, portanto, a pessoa de Jesus enquanto nos ensina estas coisas:

1- Ele nos ensina a caridade fraterna em um aspecto essencial: a paciência com as pessoas difíceis.

2- Ele nos ensina a caridade a partir da mansidão, que é uma Bem-aventurança (Mt 5,5).

3- Ele nos ensina a caridade por meio do comportamento humilde, realista, não ingenuamente submisso: Jesus mostrou-se manso e humilde de coração (Mt 11,29).

4- Se estas pessoas difíceis são até mesmo nossos inimigos, Jesus manda amá-los, como Ele mesmo pediu por seus crucificadores (Lc 23,34).

Jesus ensinou o que vivenciou, ponto a ponto.

Ele afirmara, sem faltar à humildade, mas fiel à verdade, que era mais sábio que Salomão (Mt 12,42).

E nos ensinou também pedir a Deus (Mt 21,22) e receber o que for difícil nesta forma de caridade.

Portanto, unidos a Deus cumpriremos a “Lei de Cristo” e muito mais.

Diante de tudo isso nossa atitude deve ser de admiração por Jesus:

– ter dado fim à “Lei do Talião”;

– ter inaugurado o Reino de Deus, onde Jesus e nós cumprimos a vontade de Deus e

– ter ensinado a nós “Sua Lei”, com sabedoria, caridade, mansidão, humildade e exemplo de vida até a sua morte.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – EU, PORÉM, DIGO-VOS: NÃO OPONHAIS RESISTÊNCIA AO MAU.

A Lei dizia: “Olho por olho, dente por dente” (Ex 21,24). Mas o Senhor exorta, não somente a receber com paciência o golpe daquele que nos bate numa face, mas também a apresentar-lhe humildemente a outra. Porque o objetivo da Lei era ensinar-nos a não fazermos aquilo que não gostamos que nos façam; ela impedia-nos de fazer mal pelo medo de que no-lo fizessem também. Mas o que agora nos é pedido é que rejeitemos o ódio, o amor ao prazer, o amor à glória e outras tendências nocivas. […]

Cristo ensina-nos, pelos santos mandamentos, a purificarmo-nos das nossas paixões para que elas não nos façam recair nos mesmos pecados. Ele mostra-nos a causa que conduz ao desprezo e à transgressão dos preceitos de Deus, fornecendo-nos o remédio para podermos obedecer e ser salvos.

Qual é então esse remédio e qual é a causa desse desprezo?

Escutai o que o próprio Senhor diz: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração e achareis alívio para as vossas almas” (Mt 11,29). Eis que de um modo breve, com uma só palavra, Ele nos mostra a raiz e a causa de todos os males, e o seu remédio, fonte de todos os bens. Mostra-nos que é a elevação do coração que nos faz cair, e que é só é possível obter misericórdia pela disposição contrária, que é a humildade. Com efeito, a elevação engendra o desprezo e a desobediência que leva à morte, enquanto a humildade engendra a obediência e a salvação das almas. Refiro-me à verdadeira humildade, e não a um rebaixamento só de palavras e atitudes; a uma disposição verdadeiramente humilde, no íntimo do coração e do espírito. É por isso que o Senhor diz: «Sou manso e humilde de coração». Que aquele que quer encontrar o verdadeiro alívio para a sua alma aprenda a humildade.

(Doroteu de Gaza (c. 500-?), monge na Palestina – Instruções, n°1, 6-8; SC 92).

(14) – AMOR NÃO É AMIZADE…

Provavelmente todos nós achamos muito mais difícil amar os nossos inimigos porque confundimos amor com amizade, o que não é a mesma coisa, nem toda amizade acontece entre amigos, as vezes chamamos de amizade uma relação mais tranquila com as pessoas, são relações ocasionais, sem comprometimento algum de ambas as partes, se a relação for mais frequente poderá surgir uma grande amizade motivada pelo respeito e admiração que se nutre pelo outro. Mesmo assim não se trata de amor, logicamente costumamos dizer que amamos nossos amigos, mas nem todos com a mesma intensidade!

A amizade requer alguma exterioridade, algo em comum, gestos acenos, apertos de mão e em situações mais delicadas até um abraço … Ainda assim não é amor. O amor é algo presencial, nem sempre precisa ser manifestado porque existe concretamente no coração daquele que ama.

O amor existe, mesmo que não haja palavras ou manifestações afetivas e cordiais, o amor ás vezes é feito de silêncio, olhares, expressões, risos ou mesmo pranto. O amor é como o vapor de uma grande caldeira, se não houver uma válvula de escape, acabará explodindo. Por isso não existe amor fechado, em uma comunidade, em um casal, em uma família pois ele é envolvente e abrangente.

Deus não tem por nós uma simples amizade, e nem foi por pura amizade que o Senhor deu a sua vida por todos nós, mas por amor, não um amor que é manifestado por Ele quando nós correspondemos e somos bons, não um amor que tem sua razão de ser por causa de nossas “virtudes” e boas ações, aliás, Deus não teria nenhum motivo para nos amar. Mas trata-se de um amor que simplesmente nos ama. Deus é AMOR e fez de cada homem e cada mulher o objeto desse amor. Deus nos criou porque nos ama, e nos ama porque nos criou.

Só assim podemos compreender um pouco melhor o ensinamento de Jesus nesse evangelho, que desmonta a antiga forma de amor, que é manifestado sob condição e que exige uma correspondência “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam e perseguem. Somente assim somos a imagem e semelhança de Deus, somente assim nos tornamos seus Filhos e Filhas.

Os cristãos que vivem em comunidade, são assim chamados a superar qualquer lei e obrigatoriedade sobre a ação de amar. Mais do que isso, são vocacionados a viver um amor sem medidas, o mesmo amor que levou Jesus a cruz do calvário, é o amor da esperança, o amor que teima em acreditar no Ser humano, porque ele é imagem e semelhança daquele que é o AMOR verdadeiro.

(Diác. José da Cruz).

(14) – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS.

“Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.”

Já pensou você ter de dar um abraço, ou um beijo no seu inimigo?

Bem, não é bem isso que Jesus está falando. Amar o seu inimigo é desejar para ele o mesmo que você deseja para si próprio. Você não deseja que ninguém seja violento consigo, então não seja violento com ele. Você não deseja que ninguém seja vingativo com você, então não seja vingativo com o seu inimigo.

Você gosta de ser perdoado?

Então perdoa o seu inimigo.

Como pode?

Um homem cristão, piedoso, ter inimigos?

Tem, sim. E isso é tão possível que é o próprio Jesus quem está falando. “… amai vossos inimigos …” então inimigos de cristãos, existem. Os profetas eram perseguidos, e até mortos pelos seus inimigos. Aqueles que não gostavam do que os profetas falavam ou denunciavam. Os fariseus e doutores da Lei eram os principais inimigos de Jesus Cristo, o Santo o puro, o Filho de Deus.

Para entender porque temos inimigos, vamos dar uma olhada na sala de aula. A professora, ou o professor, são profissionais cuja profissão se assemelha a um sacerdócio. Isto porque ganham um salário insignificante, desempenham o seu trabalho desgastante de ensinar e educar, com direito a aguentar desaforos dos alunos problemas, desajustados, revoltados oriundos de lares desfeitos ou de pais que brigam na frente deles. Esses alunos, gritam, quebram carteiras, desacatam os professores, funcionários, e podem até bater na professora, ou processar o professor, acusando-o de algum tipo de ofensa, pois não se consideram errados, portanto não admitem serem repreendidos.

Na sociedade também temos os nossos inimigos. É o vizinho que não paga o condomínio, que deixam a torneira e as portas abertas, que nos incomodam com os mais variados tipos de barulhos, e quando reclamamos, eles não gostam, e partem pra cima de nós como aconteceu com aquele jovem que chamou atenção de um senhor que passeava na rua com dois pitbulls soltos. De dentro do seu carro, ele levou um bocado de socos do dono dos cachorros, que pensando não estar fazendo nada de mal, não gostou da advertência, embora aquele jovem tenha falado com toda educação com ele.

Nossos inimigos são essas pessoas, abusadas, egoístas, injustas que bagunçam a ordem estabelecida, nos prejudicam, nos causam prejuízos e ainda nos agridem quando reclamamos das coisas erradas que elas fazem. Às vezes não temos nada mais a fazer contra os abusos de tais pessoas, a não ser rezar por elas, com Jesusnos recomendou.

Se você tem inimigos desse tipo, não precisa deixar a sua oferta no altar e ir fazer as pazes com ele. Espere. Dê tempo ao tempo, e aguarde a oportunidade de um dia reatar, não digo a amizade, mais o relacionamento entre você e ele. Você pode comungar, sim, pois, os desentendimentos entre você e este inimigo não foi culpa sua, porque você só estava combatendo uma injustiça.

Rezemos pelos nossos inimigos sem cessar. Não só para que eles não nos façam nenhum mal, mais pela sua conversão. Para que Deus os ilumine conduzindo-os a enxergar os seus erros e parem de nos incomodar ou prejudicar. Amém.

(José Salviano).

(14) – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS E REZAI POR ELES.

Muitas vezes confundimos perfeição com perfeccionismo e acreditamos que ser perfeito é fazer tudo muito certo para não dar margem a que outras pessoas nos julguem. Neste Evangelho Jesus vem nos ensinar que ser perfeito é procurar viver de acordo com a condição de filhos do Pai que nos criou para sermos conformes à sua imagem e semelhança. “Assim como o Pai faz nascer o sol sobre maus e bons, sobre justos e injustos”, somos chamados (as), a imitá-Lo e, por conseguinte, aprender com Ele a perdoar, amar, acolher e aceitar o nosso próximo, do jeito que ele é, mesmo que ele esteja fora dos nossos padrões. A perfeição, portanto, é a vivência do amor de Deus em todas as situações da nossa vida e com todas as pessoas e não somente, com aqueles a quem nos é apreciável e fácil fazê-lo. Somos parecidos com o Pai quando vivenciamos o Seu Amor em todos os nossos relacionamentos, pois Deus ama incondicionalmente ao maior pecador. “Amai os vossos inimigos e rezai porque aqueles que vos perseguem”, é o que Jesus nos ordena. Aos olhos humanos o que Jesus nos ensina neste Evangelho é um verdadeiro contra senso, pois, na maioria das vezes, damos o primeiro lugar na nossa vida às pessoas de quem mais gostamos; só oramos por aqueles (as) nossos (as) mais queridos (as); só cumprimentamos a quem simpatizamos; só ajudamos às pessoas que podem nos recompensar; gostamos sempre de permanecer no grupo perto das pessoas com quem mais nos identificamos e assim por diante! As outras pessoas são como ilustres desconhecidos para não dizer inimigos, porque estão fora do nosso convívio. Precisamos, primeiramente, e com urgência, refletirmos a fim de descobrirmos quem são os nossos “inimigos”, quem são aqueles que nos estão “perseguindo” e se estamos rezando por eles. Às vezes, os nossos inimigos e perseguidores estão muito perto de nós e até dentro da nossa casa e simplesmente porque não simpatizarmos muito com eles esquecemo-nos também de rezar e pedir a Deus por eles. Conscientes disso, todavia, sabemos que a graça e o poder do Pai são bastante para que possamos cumprir com a ordem que Jesus nos manda cumprir. Por isso, a partir de hoje, podemos começar a “ser perfeitos como o Pai” e obedecer a Sua voz rezando pelos nossos inimigos como se eles fossem “as pessoas melhores do mundo”.

– Quem são os seus inimigos?

– Você os ama e ora por eles?

– Qual é a sua atitude para com aqueles que o (a) perseguem?

– Você quer ser perfeito (a) como o Pai?

(Helena Serpa).

(14) – SEJAM PERFEITOS COMO É PERFEITO O PAI DE VOCÊS QUE ESTÁ NO CÉU.

Numa sociedade onde impera o individualismo, a competitividade, o povo vai se distanciando cada vez mais do projeto de Deus, tornando indiferente aos apelos de Jesus, que vem nos trazer uma proposta de vida nova fundamentada no amor!

A palavra amor, ecoa nos ouvidos de todos, porém, ela só encontra ressonância no coração daqueles que se abrem ao amor de Deus!

O amor é a nossa primeira vocação, pois Deus nos criou por amor e para o amor, portanto, é o amor de Deus, infundido em nossos corações, que deve nos levar a amar até mesmo àqueles que nos perseguem.

Querer o bem do outro, independente do que ele tenha feito contra nós, é amar do jeito que Jesus amou, é amar o outro, pelo simples fato de sermos filhos do mesmo Pai!

Como seguidores de Jesus, temos que fazer a diferença no mundo, amar também aqueles que não nos querem bem, se amarmos somente as pessoas que nos amam, que diferença faremos?

Que recompensa mereceremos?

O amor divino é a fonte que sustenta o amor humano, no qual, encontramos o modelo de perfeição, portanto, quem ama verdadeiramente, ama com o amor de Deus!

Não são as diferentes formas de comportamento das pessoas, que vão determinar as nossas atitudes para com eles, e sim, o amor gratuito de Deus em nós! É este amor, que nos leva a superar toda e qualquer forma de injustiça.

O ponto determinante do evangelho de hoje, é o amor, o amor sem fronteira, o amor que não impõe condições, que seja unicamente uma oferta de gratuidade!

As palavras de Jesus no texto de hoje, provocam-nos para um grande desafio: “amar os nossos inimigos”! Como tornar isso possível, se humanamente estamos sempre prontos para o revide? Jesus, vem quebrar esta barreira do ego humano, nos convidando a pôr fim no círculo vicioso da vingança, dando as ofensas que recebemos, uma resposta de amor.

Jesus nos mostra com o seu testemunho, que não existe espaço para a vontade humana, quando o quesito é o amor!

O amor é a presença de Deus em nós, e se Deus é amor, quem vive em Deus, vive no amor, ama com o coração de Deus, abraçando neste amor, até mesmo o inimigo!

“Sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está no céu” Com estas palavras, Jesus nos convida a ser santo! Sabemos que o caminho da Santidade não é fácil, nele inclui a cruz, o desafio de amar quem não nos ama, de dar a vida, se preciso for, por causa do reino.

Os santos viveram isso, por isto chegaram a perfeição!

Ser Santo, é viver no amor, é o grande desafio de buscar a perfeição em meio às imperfeições do mundo.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho.).

(15) – REFLEXÃO.

Os critérios humanos não são suficientes para resolver os problemas da própria humanidade, principalmente os que estão relacionados com a justiça, pois a justiça dos homens não tem como centro a pessoa humana, mas sim o que elas têm ou deixam de possuir. Os bens são comparáveis entre si, mas as pessoas não, pois cada uma é um ser único, incomparável na sua dignidade. Além disso, os elementos que estão presentes em um relacionamento são por demais complexos para serem abrangidos na sua totalidade a partir de categorias do conhecimento humano, uma vez que a própria razão é insuficiente para a compreensão do ser humano. Jesus nos mostra que somente o amor e a misericórdia possibilitam superar essas deficiências e construir um relacionamento justo e fraterno.

(CNBB).

(20) – REFLEXÃO.

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(24) – REFLEXÃO.

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(25) – REFLEXÃO.

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CELEBRAÇÃO DE HOJE:

11ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA).

MONIÇÕES:

MONIÇÃO AMBIENTAL OU COMENTÁRIO INICIAL:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Jesus continua a insistir conosco sobre o relacionamento verdadeiro. A falsidade e a mentira para nada servem e nada constroem. Ter a atitude do Reino e dispor-se de modo diferente diante de quem mente e frustra a vida das pessoas. A justiça do Reino é a verdade e seu outro nome é a misericórdia. Até mesmo nosso inimigo é amado por Deus. Ele é um problema para mim, mas não para Deus que o ama também.

– 2ª:

Somos convidados a acolher com amor a graça divina que se oferece a nós nesta liturgia. É ela que nos ajuda a discernir as palavras de Jesus, o qual nos motiva a superação da proposta do “olho por olho e dente por dente”.

MONIÇÃO PARA A(S) LEITURA(S) E O SALMO:

– 1ª: Periódico Deus Conosco; – 2ª: Periódico Liturgia Diária.

– 1ª:

Acolher a Palavra de Deus, atender ao que ela nos pede para viver na prática da fé. A fé, porém, se realiza na prática do amor, no socorro aos necessitados, principalmente. Por isso, é bom tornarmo-nos inimigos de nossos egoísmos e da falta de solidariedade, repartindo a vida entre irmãos. Escutemos.

– 2ª:

A exemplo dos coríntios, somos exortados a acolher com alegria a palavra de Deus e deixar que ela produza em nós frutos de conversão, mostrando-nos o caminho do bem que nos cabe seguir.

MONIÇÃO PARA O EVANGELHO.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Vossa palavra é uma luz para os meus passos, e uma lâmpada luzente em meu caminho. (Sl 118).

ANTÍFONAS:

Antífona da entrada.

Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26,7.9).

Antífona da comunhão.

Pai santo, guarda no teu nome os que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor (Jo 17,11).

ORAÇÕES DO DIA:

Oração do dia ou Oração da coleta.

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Oração Universal ou Oração dos Fiéis.

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

Oração sobre as oferendas.

Ó Deus, que pelo pão e vinho alimentais a vida dos seres humanos e os renovais pelo sacramento, fazei que jamais falte este sustento ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.

Oração depois da comunhão.

Ó Deus, esta comunhão na eucaristia prefigura a união dos fiéis em vosso amor; fazei que realize também a comunhão na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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