Liturgia Diária 20/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 20/JUN/2013 (quinta-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 11,1-11)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 1 oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez, da minha parte. Na verdade, vós me suportais. Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura. 3 Porém, receio que, como Eva foi enganada pela esperteza da serpente, também vossos pensamentos se corrompam, afastando-se da simplicidade e purezas devidas a Cristo: De fato, se aparece alguém pregando outro Jesus, que nós não pregamos, ou prometendo um outro Espírito, que não recebestes, ou anunciando um outro evangelho, que não acolhestes, vós o suportais de bom grado. 5 No entanto, entendo que em nada sou inferior a esses “super-apóstolos”! 6 Mesmo que eu seja inábil na arte de falar, não o sou quanto à ciência: eu vo-lo tenho demonstrado em tudo e de todas as maneiras. 7 Acaso cometi algum pecado, pelo fato de vos ter anunciado o evangelho de Deus gratuitamente, humilhando-me a mim mesmo para vos exaltar? 8 Para vos servir, despojei outras Igrejas, delas recebendo o meu sustento. 9 E quando, estando entre vós, tive alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, pois os irmãos vindos da Macedônia supriram as minhas necessidades. Em todas as circunstâncias, cuidei – e cuidarei ainda – de não ser pesado a vós. 10 Tão certo como a verdade de Cristo está em mim, essa minha glória não me será arrebatada nas regiões da Acaia. 11 E por quê? Será porque eu não vos amo? Deus o sabe!

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 110,1-2. 3-4. 7-8 (R. 7a))

— 7a Vossas obras; ó Senhor, são verdade e são justiça.

7a Vossas obras; ó Senhor, são verdade e são justiça.

— 1 Eu agradeço a Deus de todo o coração / junto com todos os seus justos reunidos! / 2 Que grandiosas são as obras do Senhor, / elas merecem todo o amor e admiração!

— 3 Que beleza e esplendor são os seus feitos! / Sua justiça permanece eternamente! / 4 O Senhor bom e clemente nos deixou / a lembrança de suas grandes maravilhas.

— 7 Suas obras são verdade e são justiça, / seus preceitos, todos eles, são estáveis, / 8 confirmados para sempre e pelos séculos, / realizados na verdade e retidão.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 6,7-15)

Mt 6,1-6.16-18 (não sejais como os hipócritas, ... rezar em pé, ... nas esquinas das praças ...)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13 E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante invocando, com todos os internautas, o Espírito Santo:

Vem Santo Espírito, amor do Pai.

Toca a minha mente, a minha vontade, o meu coração.

Abre-me à coragem da verdade.

Dá-me a força para deixar-me tocar e renovar profundamente por Jesus, Palavra do Pai.

Amém.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que a Palavra diz?

Leio atentamente, na Bíblia, Mt 6,7-15.

– Nas suas orações, não fiquem repetindo o que vocês já disseram, como fazem os pagãos. Eles pensam que Deus os ouvirá porque fazem orações compridas. Não sejam como eles, pois, antes de vocês pedirem, o Pai de vocês já sabe o que vocês precisam. Portanto, orem assim:

“Pai nosso, que estás no céu, que todos reconheçam que o teu nome é santo.

Venha o teu Reino.

Que a tua vontade seja feita aqui na terra como é feita no céu!

Dá-nos hoje o alimento que precisamos.

Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam.

E não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal. [Pois teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre. Amém!]”

– Porque, se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no céu, também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem essas pessoas, o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês.

Neste texto Jesus nos ensina a orar. Primeiro, indica a atitude que devemos assumir ao orar: não ficar repetindo fórmulas, muito menos longas orações. E ainda, ter atitude de confiança no Pai que já sabe tudo de que necessitamos.

Thomas Merton diz que, assim como somos, rezamos. E diz mais: “O homem que não reza, é alguém que tentou fugir de si mesmo, porque fugiu de Deus”.

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que a Palavra diz para mim?

Às vezes, apenas “dizemos orações” com os lábios.

Nosso coração, nossos sentimentos e pensamentos estão distantes.

Jesus nos ensina, de maneira muito simples, a orar:

1º Assumir a atitude de filhos e irmãos: Pai nosso.

2º Reconhecer o nome de Deus como “santo”.

3º Pedir que o Reino de Deus aconteça entre nós.

4º Dispor-nos a fazer a vontade de Deus.

5º Fazer os pedidos para o dia-a-dia: o pão, o perdão, a libertação de toda tentação e mal.

Os bispos, na V Conferência, em Aparecida, disseram: “Nos diferentes momentos da luta cotidiana, muitos recorrem a algum pequeno sinal do amor de Deus: um crucifixo, um rosário, uma vela que se acende para acompanhar um filho em sua enfermidade, um Pai Nosso recitado entre lágrimas, um olhar entranhável a uma imagem querida de Maria, um sorriso dirigido ao Céu em meio a uma simples alegria.” (DAp 261).

… e a VIDA… (orar…)

O que a Palavra me leva a dizer a Deus?

Rezo agora com muita consciência e fé a Oração do Pai Nosso:

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome.

Venha a nós o vosso Reino.

Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

E não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar para o dia de hoje vem carregado de uma certeza: tenho um Pai e uma multidão de irmãos.

REFLEXÕES:

(4) – A ORAÇÃO ENSINADA POR JESUS PERMITE AO DISCÍPULO PÔR TODO O SEU SER DIANTE DE DEUS

A recomendação não se restringe a se cuidar da ostentação da oração. O discípulo é posto, também, de alerta contra a prolixidade da oração: “Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos” (v. 7). A repetição de muitas palavras, e de modo compulsivo, é uma forma de pressionar Deus. Ora, Deus nos conhece por inteiro, e sabe tudo o que necessitamos, antes mesmo que as palavras cheguem à nossa boca: “A palavra ainda não chegou à minha língua e tu, Senhor, já a conheces inteira”. A oração do Pai-Nosso, inserida aqui, ensina o discípulo a não multiplicar as palavras e a se situar diante do Deus, ao mesmo tempo, próximo (“Pai nosso”) e distante (“que estás nos céus”), e que dá ao ser humano, que ele trata como filho, o necessário e o indispensável para a sua existência. A oração ensinada por Jesus permite ao discípulo pôr todo o seu ser diante de Deus.

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – O IMPORTANTE É ORARMOS COM O NOSSO CORAÇÃO

Nossa oração deve ser baseada no coração, na presença de Deus, diante do qual colocar o jeito que estamos e somos: tristes ou amargurados, felizes, prósperos. O importante é orarmos com a alma, com o nosso coração.

Deus está nos ensinando como deve ser a nossa oração, pois esta não pode ser como a dos pagãos, baseada em muitas palavras. Nossa oração deve ser baseada no coração, na presença de Deus, diante do qual colocar o jeito que estamos e somos: tristes ou amargurados, felizes, prósperos. O importante é orarmos com a alma, com o nosso coração.

Não adianta só repetirmos as palavras do ‘Pai-Nosso’ se não temos a disposição de viver aquilo que a oração está nos chamando a viver.

Toda a oração do ‘Pai-Nosso’ provoca o nosso interior, a nossa intimidade, o nosso relacionamento com Deus. Nós nem O chamamos de Deus, mas sim de Pai.

Há algo mais íntimo do que chamar alguém de pai, de papai?

Somos muito egoístas e orgulhosos, até em nossos pedidos a Deus. É fato que queremos o perdão d’Ele em toda e qualquer falta que cometemos, nós queremos que Ele tenha sempre misericórdia de nós. Estamos dispostos a fazer muitos sacrifícios, se preciso for, para que o Pai perdoe nossas faltas e os nossos erros. No entanto, o que precisamos é saber perdoar, do fundo do coração, do fundo da alma, ainda que a outra pessoa não demonstre total arrependimento pelo erro que ela possa ter cometido contra nós.

Quem precisa do perdão, muito mais do que ela, é você, é a sua alma, é o seu coração, é a sua paz interior, a sua intimidade com Deus, com você mesmo, é o seu bem-estar físico, o seu bem-estar psíquico que precisa dessa força de cura e libertação que se chama perdão.

O Pai-Nosso, orado na intensidade, nos dá a graça de recebermos o perdão de Deus na mesma medida que nós perdoamos aqueles que nos ofenderam.

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – A VONTADE DO PAI

Ao ensinar aos discípulos o modo conveniente de rezar, Jesus os exortava a se colocarem numa contínua busca de sintonia com a vontade do Pai. Os sete pedidos do Pai-Nosso constituem a síntese dessa vontade do Pai, para os discípulos.

Santificar o nome de Deus significa romper com a idolatria, para radicar em Deus as suas vidas. Fora de Deus, para quem santifica o nome divino, nada tem valor absoluto.

A coisa que o Pai mais deseja é ver seu Reino acontecendo na vida de todos os seres humanos, como Reino de verdade e justiça. Fora dele só existe injustiça e maldade.

A obtenção do pão cotidiano, na perspectiva da vontade do Pai, nada tem de posse egoísta. O pão “nosso” é para ser partilhado, para que não haja mais fome nem indigência. Assim, o Reino se concretiza, em forma de solidariedade e partilha.

O pedido de perdão dos pecados, mais que um desejo dos discípulos, é o grande anseio de Deus. Desejar o perdão consiste em querer recentrar-se no amor de Deus.

Cair na tentação é abandonar os caminhos de Deus para trilhar desvios que levam à condenação.

Quem, mais do que Deus, deseja que o discípulo não se desvie?

A libertação do mal consiste em criar mecanismos de defesa para que o inimigo não tome conta do coração do discípulo. Isto se dá num processo de enraizamento em Deus. E com isto ele se dá por satisfeito.

Oração: Espírito de submissão à vontade do Pai, prepara meu coração para rezar a oração ensinada por Jesus, de modo que eu possa vivenciar o que meus lábios pronunciam.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

… se não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes (Mt 6,15).

O Evangelho em Mateus 6,7-15 é o que mostra Jesus ensinando o Pai-Nosso.

Conhecemos bem essa oração que Jesus nos ensinou.

Para este trecho de São Mateus, esta oração vem acompanhada de duas lições:

A primeira lição é: muitos de nós caímos num erro comum no tempo de Jesus. Era o erro de imaginar que Deus somente atende nossas orações quando Lhe falamos muito, com excesso de palavras, como se Deus não soubesse do que precisamos. Jesus diz, claramente: antes que peçamos a Deus qualquer coisa, Ele já sabe. Portanto, que nossas palavras sejam breves, mas cheias de fé e confiança no poder de Deus.

Entretanto, Jesus não mandou que insistíssemos em nossos pedidos a Deus? Ele mesmo contou parábolas para explicar isso (Mt 7,7-11). Ora, pedir com insistência é pedir muitas vezes até obter, o que não deve ser feito com excesso de palavras.

A segunda lição que Jesus ensina neste Evangelho é que não adianta pedir que Deus perdoe nossos pecados se nós não perdoamos quem nos ofendeu. Se é assim, rezar a oração que Jesus nos ensinou não terá valido.

Reparemos, no entanto, que nem nós nem outras pessoas perdoamos facilmente.

Continuamos rezando o Pai-Nosso como se tudo estivesse conforme a vontade de Deus. No entanto, na mesma oração, pedíamos que fosse feita a vontade Dele! Isto nos mostra como podemos ser contraditórios em nosso próprio modo de rezar.

A propósito disso, Jesus contou a parábola do devedor perdoado que não quis perdoar quem lhe devia, e acabou indo para a prisão: é o texto de Mateus 18,23-35. Ler esta passagem completa nossa meditação de hoje.

Concluindo: este Evangelho nos convida a fazer um exame de nossa consciência antes de termos liberdade, diante de Deus, de rezar o Pai-Nosso como Jesus ensinou, isto é, com poucas palavras e antes perdoando a quem nos ofendeu.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – EU SOU O PÃO DA VIDA

“O pão nosso de cada dia nos dai hoje”,

teu dilecto Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,

para que melhor possamos lembrar,

compreender e venerar

o amor que teve por nós,

e tudo o por nós disse, fez e sofreu.

“Perdoai as nossas ofensas”

por tua inexprimível misericórdia,

por virtude da Paixão do teu bem-amado Filho,

pelos méritos e intercessão da Virgem Maria

E de todos os teus santos.

“Como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”

e o que não conseguimos perdoar plenamente

faz, Senhor, que plenamente perdoemos;

e que por amor a Ti amemos de verdade os inimigos,

que junto a Ti consigamos interceder com sinceridade por eles;

que a ninguém paguemos o mal com o mal,

mas que procuremos a todos fazer o bem, em Ti.

“E não nos deixeis cair em tentação”,

seja ela visível ou oculta,

súbita, lancinante e contínua.

“Mas livrai-nos do mal”,

passado, presente e futuro. Amen!

(São Francisco de Assis (1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores – Paráfrase ao Pai Nosso).

(14) – PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU

A nossa relação com Deus deve ser de confiança e de intimidade, assim como a relação entre uma criança e seus pais!

Não precisamos enfrentar nossas dificuldades sozinhos, se temos um Pai que nos ama, que está sempre pronto para nos socorrer!

É muito importante termos a consciência de que somos frágeis, de que sem Deus não somos nada, só assim conscientizaremos da nossa dependência de Deus!

Quando nos colocamos na dependência de Deus, não nos ocupamos com preocupações com o dia de amanhã, pois sabemos, que o amanhã, pertence a Deus e que, o que temos de fato, é o presente! Por tanto, vivamos intensamente o momento presente, acolhendo as graças de cada dia!

É a nossa intimidade com Deus, que nos possibilita viver, já aqui na terra, as alegrias do céu! E esta intimidade acontece principalmente por meio da oração! A oração, é o nosso contato com Deus, quando falamos com e Ele e Ele fala conosco! Pena, que nem sempre as nossas orações chegam a Deus! Às vezes, porque rezamos egoisticamente, ou porque nos colocamos numa atitude de exigência, com o intuito de nos isentar dos compromissos. Um oração sem nos levar a ação, à conversão, é uma oração vazia, não chega a Deus!

Nossa oração deve ser sincera, brotar do fundo do coração e ter um vínculo profundo com o nosso desejo de conversão e de buscar uma vida nova. Ela não precisa ser uma oração discursiva, mas sim, existencial e o nosso falar com Deus, deve exprimir um compromisso de vida com Ele e com os irmãos.

Nós temos a tendência de querer tudo fácil, de imediato, não respeitamos o tempo de Deus, que é diferente do nosso. Pedimos isso ou aquilo, e assim, vamos esquecendo de pedir o principal, o que mais precisamos na vida, que é a SABEDORIA!

Sabedoria, palavra pequena, mas de um grande significado na nossa caminhada de fé, pois com sabedoria, saberemos enfrentar com serenidade todas as situações adversas.

Nós podemos pedir tudo a Deus, desde que seja sempre num espírito de humildade, mas somente Deus sabe o que de fato precisamos e o que é bom para nós!

O nosso “Pedir”, o “Procurar”, o “Bater” devem ser constantes, mas nunca devemos esquecer de que é a vontade de Deus que deve prevalecer e não a nossa!

Feitos nossos pedidos, e conscientes dos nossos deveres, podemos ficar tranquilos, pois tudo virá a seu tempo, ou seja, o tempo de Deus.

O pecado nos afasta de Deus, mas o seu amor por nós, manifestado em Jesus, é maior do que o nosso pecado, na sua infinita bondade, Jesus nos ensina uma forma simples de retornarmos ao coração do Pai: a oração do PAI NOSSO!

Meditando cada palavra desta oração, que é a mais bela síntese de como se deve fazer uma prece, podemos perceber que, mais do que uma simples oração, o Pai Nosso, é um roteiro seguro, do qual podemos extrair profundas lições que nos despertará à conversão, nos levando ao compromisso de reconciliamos com nós mesmos e com os nossos irmãos.

Jesus nos ensina a rezar, mas nos deixa livres, Ele não nos obriga a nada, simplesmente nos propõe uma vida feliz em sintonia com o Pai, através deste contato íntimo e diário com Ele: a oração!

Se colocarmos em prática cada palavra do Pai Nosso, estaremos trilhando o caminho da santidade.

No nosso diálogo com Deus, devemos ser sempre objetivos nas nossas súplicas, e não desejar que por força de nossas muitas palavras, a nossa vontade seja feita, mas sim, a sua vontade.

A oração do Pai Nosso é a oração mais completa que existe, porque ela nos leva ao louvor, a ter compromisso com a vontade do Pai, a recorrer a Ele das nossas necessidades do dia a dia e, principalmente, a pedir perdão com o nosso compromisso de também perdoar os irmãos que nos ofenderam. E, por último, esta oração nos motiva a pedir ao Pai que nos ajude a não cair nas tentações e a nos livrar de todo mal.

Pai Nosso que estás no céu…

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(14) – VÓS DEVEIS REZAR ASSIM

O evangelho de hoje continua a instrução sobre a oração e é uma espécie de catequese para os judeus que se converteram ao cristianismo. Mateus quer corrigir as orações viciadas dos judeus. Ante uma oração hipócrita, que manipula Deus para ficar de bem com os demais, Jesus propõe a oração do Pai Nosso, que se compõe de uma invocação e sete petições.

As primeiras três petições falam da relação com Deus através de três palavras chaves: Nome, Reino, Vontade. As quatro seguintes falam da relação com os irmãos, por meio de quatro palavras chaves: Pão, perdão, vitória e liberdade. A invocação: “Pai nosso que estais no céu” indica a consciência de Jesus em relação à sua relação especial e familiar com Deus.

O termo “nosso” denota o caráter comunitário da oração e a nova maneira de estabelecer a comunidade pessoal e comunitária com Deus. Santifica-se o nome de Deus e se pede pela vinda do Reino, um Reino de justiça, harmonia com toda a criação. As últimas petições convidam a transformar a comunidade e a sociedade, para que primam pela igualdade e reconciliação.

(Claretianos).

(14) – PAI NOSSO

2 Coríntios 11, 1-11 – “amor ciumento”

São Paulo desabafa o seu temor em relação à fidelidade dos seus seguidores e, com verdadeira sinceridade, anuncia o seu amor ciumento, comparável ao amor de Deus. Assim, ele pregava o Evangelho de Cristo com tanto amor e zelo que se enciumava quando percebia que aqueles a quem ele havia convertido pudessem seguir a outros pregadores. Com efeito, Paulo comparava o ciúme que ele tinha dos seus seguidores ao ciúme do amor de Deus por cada um de nós. O amor de Deus por nós é ciumento e Ele não quer ser trocado pelos ídolos do mundo. Por essa razão, Paulo lutava por Cristo e temia que o povo se afastasse do verdadeiro Evangelho que ele pregava. Apesar de não pertencer ao grupo dos doze apóstolos, São Paulo tinha consciência de que recebera de Jesus um chamado para ser apóstolo dos gentios, isto é, daqueles que sem serem judeus aderiam ao cristianismo. Por isso mesmo, ele continuava fiel ao seu chamado e apesar de suas limitações, dava um verdadeiro testemunho de constância e de amor à causa de Cristo. Motivados pelo exemplo de São Paulo nós também podemos assumir o papel de um (a) real evangelizador (a). No entanto, para que sejamos fiéis evangelizadores e pregadores é necessário que estejamos firmemente fundamentados (as) na Sua Palavra, a ponto de termos a certeza de que a verdade de Cristo mora em nós. Do contrário, as pessoas que nós atraímos se afastam, não de nós, mas de Cristo, por causa do nosso contra testemunho. Para que sejamos reconhecidos (as) como fiéis evangelizadores precisamos vivenciar, na prática, as obras de simplicidade e pureza que aprendemos com Jesus.

– Você tem zelo pelo Evangelho?

– Você tem tido cuidado em dar testemunho de verdadeiro amor à causa de Cristo?

– Você tem evangelizado na sua casa?

Salmo 110 – “Vossas obras, ó Senhor, são verdade e são justiça.”

É desejo do coração de todo o ser criado admirar as obras do seu Criador, por isso, nós temos a necessidade de louvar e glorificar a Deus contemplando a grandeza das Suas maravilhas. As obras do Senhor são verdade e justiça e merecem de nós todo o amor e admiração. Nós contemplamos as obras de Deus, quando percebemos dentro do nosso coração as mudanças e as transformações que a Sua Palavra faz acontecer em nós.

Evangelho – Mateus 6, 7-15 – “Deus é nosso Pai”

Na maioria das vezes, nós nos confundimos e queremos que a nossa oração seja ouvida por Deus em vista das nossas palavras bonitas e eloquentes. Por isso, Jesus neste Evangelho nos ensina a sermos objetivos no nosso relacionamento com o Pai usando a Sua Palavra como argumento. A oração do Pai Nosso, objetivamente, nos leva a reconhecer que Deus é Pai e, por isso, conhece as nossas reais necessidades. Por outro lado, também nos motiva a louvar a Santidade do Seu Nome, nos comprometendo com a edificação do Seu reino, aqui na terra como no céu. Jesus nos convida a pedir ao Pai o pão para prover as nossas carências a cada dia da nossa vida. O pão que alimenta o nosso corpo, mas também, o pão que nutre a nossa alma, o pão da Palavra, o pão da Eucaristia, o pão da Oração que nos fortalecem e nos exercitam para que possamos receber e oferecer o pão do perdão. Perdão de Deus para nós e o nosso perdão aos homens, nossos irmãos, porque somos filhos do mesmo Pai. Finalmente Jesus nos ensina a pedir pela nossa maior necessidade em todos os dias: não cair em tentação do pecado e nos livrar do mal que é o demônio, inimigo de Deus. Se rezarmos a oração do Pai Nosso com convicção no que estamos proclamando, com certeza, a nossa vida será um autêntico testemunho de santidade. Portanto, a oração do Pai Nosso é a oração que mais agrada a Deus, quando é vivenciada por nós.

– Você já experimentou rezar o Pai Nosso “do jeito” que Jesus nos ensinou?

– Experimente fazê-lo, hoje, meditando em cada palavra e juntando a palavra à sua ação.

– Você deseja o perdão de Deus?

– Você perdoa também a quem o (a) ofendeu?

(Helena Colares Serpa).

(14) – O PAI NOSSO

Prezados irmãos. Por falta de tempo, pelo cansaço, por descuido, por preguiça às vezes descuidamos da oração e sem menos esperar ficamos fracos na luta contra as tentações, e a nossa vida fica de cabeça para baixo, acontecendo coisas que não são castigos de Deus, mas são adversidades que acontecem por nossa própria culpa ou que atraímos ou buscamos por não estar perto de Deus, por não segurar na sua mão protetora de Pai bondoso. Deus não castiga. Nós é que arrumamos para nossa cabeça. Na ânsia louca de aproveitar a vida, muitos acabam se afundando em poços profundos, muito difíceis de serem galgados até a sua borda, e sem ninguém por perto para os socorrer. Muitos se afundam na lama, se embrenham em caminhos espinhosos, e o engraçado, é que enquanto estão se dirigindo para tais aventuras, nem se lembram de Deus. Porém, na hora que a casa cai, muitos se lembram que Deus é Pai. Outros, que se enveredam por caminhos sem volta, ficam revoltados e botam a culpa em Deus.

“Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está preparado, mais a carne é fraca.”

Jesus nos recomenda a não ficar repetindo palavras e mais palavras sem prestar atenção no que estamos dizendo. Quando Jesus disse: “Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais.” Jesus não quis dizer que não precisamos dizer nada em nossas orações. Também não é assim. Precisamos falar com Deus sim, mas de forma concentrada, em atitude orante, com toda a atenção e força do nosso ser. O nosso corpo também deve rezar.

Então, Jesus hoje nos ensinou o Pai Nosso, a mais completa das orações, na qual devemos reconhecer Deus como o nosso Pai, pedindo que todos no mundo O aceite, santificando as três pessoas da Santíssima trindade, nos sujeitando à sua vontade nesta vida e na outra. Pedimos ao Pai que nos garanta a nossa sobrevivência, e pedimos perdão, prometendo perdoar. E, finalmente pedimos que nos livre de todo o mal, inclusive de cair em tentação.

O Pai Nosso é a oração perfeita e completa. Começamos nos dirigindo ao Pai, em seguida nos preocupamos ou nos dirigimos ao irmão. Assim é a nossa religiosidade, nossa espiritualidade, a prática da nossa fé. AMAR A DEUS E AO IRMÃO.

Em seguida, Jesus enfatiza ou insiste no como deve ser o nosso relacionamento com o irmão: “De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará”.

Esta recomendação é feita por várias vezes, de vários modos por Jesus. Nossa prática da fé não será completa se nos dirigirmos apenas e tão somente ao Pai, nos esquecendo do irmão. Não nos salvaremos desse jeito. Se não amarmos a Deus e ao próximo, não teremos a vida eterna.

E, suas exigências são nos mínimos detalhes, Jesus disse que se xingarmos o nosso irmão de patife, ou apenas de tolo, já estaremos merecendo o castigo eterno.

Então, precisamos tomar muito cuidado com o nosso jeito de tratar com o nosso irmão, com a nossa irmã.

Pois como posso dizer que amo a um Deus que eu não vejo, se odeio ao irmão que vejo?

Com o nosso irmão sejamos sinceros, disponíveis na ajuda, firmes na correção porém sem atitudes de ódio e de violência, em fim como se ele realmente fosse o nosso irmão de sangue, pois afinal somos filhos de um mesmo Pai. Por isso devemos tratá-lo como Jesus o trataria. Só isso!

É difícil?

É. Mas vamos pelo menos tentar. Pois o que mais vale diante e Jesus é a nossa intenção. De nada adiantaria sorrir para o irmão, porém um sorriso falso. Seria mais válido uma cara fechada com um coração aberto para ajudá-lo a superar suas dificuldades.

(José Salviano).

(14) – QUANDO A ORAÇÃO É RECHEADA DE PALAVREADO DESNECESSÁRIO…

Todo nós sabemos como discursa um político, principalmente em época de campanha eleitoral, há aqueles que têm uma boa oratória, apresentam suas propostas de maneira sincera e autêntica, não vamos aqui desmerecer os que exercem dignamente sua missão na política, mas há aqueles que fazem belos discursos e nada dizem, fazem mil e um rodeios para no final da fala, implorar que o eleitorado vote nele. Infelizmente esses tipos ainda existem nos meios políticos. Tudo o que esses querem é PEDIR votos para ele e sua agremiação partidária. Na medida em que o nosso povo for tomando consciência política esses tipos vão encerrando a carreira bem cedo, pois acabam caindo no ridículo.

É essa forma de fazer oração que Jesus fala nesse evangelho, ainda voltando aos maus políticos, eles não conhecem o eleitorado a quem se dirigem, nada sabem sobre ele, seus sofrimentos e dificuldades, seus anseios, e começam a falar com o eleitorado como se o conhecesse há tempos. A nossa oração só é eficaz e têm qualidade quando conhecemos a Deus, isso é, quando fazemos a experiência com Jesus Cristo e com Ele aprendemos a viver na comunhão e na intimidade do Pai. Sem essa experiência, sem esse colóquio espiritual, a oração vira discurso e lista de pedidos onde quem ora determina e planeja, exigindo que Deus faça daquele jeito, ou seja, é uma oração arrogante e orgulhosa, onde quem reza, se julga no direito de determinar para que Deus atenda seus pedidos.

Oração sem humildade não consegue tocar no coração de Deus, podem ter certeza. É preciso que saibamos quem é Deus e quem somos nós. É preciso que a Vontade Divina seja por nós conhecida e se torne soberana em nossa vida. É preciso que tenhamos coragem de assumir os desafios na solução de problemas que nós mesmos criamos. Por isso a oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus a seus discípulos e a todos nós, é a mais bonita e completa de todas.

O Pai Nosso manifesta o nosso desejo de que o Reino venha, e que seja feita a Vontade de Deus. Há aqui um pedido, que o Reino venha … e que a Vontade Divina seja feita, entretanto, é ao mesmo tempo um comprometimento de quem reza, de fazer esse Reino acontecer e colaborar para que a Vontade do Pai seja aceita, vivida por todos nós. O que se pede no Pai Nosso não é algo pronto e acabado, mas um empreendimento que vai depender da nossa colaboração, do nosso testemunho.

A segunda parte da oração é completada com o nosso compromisso com Deus, realizado com fidelidade em nossa relação com o próximo. Uma relação de amor e perdão constante, pois só assim o Reino começará a aparecer e ser notado pelos homens. Não há outra forma.

Por isso o evangelho conclui com a confirmação de Jesus a esse respeito, de que nas relações fraternas de amor e perdão para com o próximo, se perpetua e se concretiza o Amor, a misericórdia e o Perdão Divino no meio dos homens.

(Diác. José da Cruz).

(14) – DEUS É NOSSO PAI

Na maioria das vezes, nós nos confundimos e queremos que a nossa oração seja ouvida por Deus em vista das nossas palavras bonitas e eloquentes. Por isso, Jesus neste Evangelho nos ensina a sermos objetivos no nosso relacionamento com o Pai usando a Sua Palavra como argumento. A oração do Pai Nosso, objetivamente, nos leva a reconhecer que Deus é Pai e, por isso, conhece as nossas reais necessidades. Por outro lado, também nos motiva a louvar a Santidade do Seu Nome, nos comprometendo com a edificação do Seu reino, aqui na terra como no céu.

Jesus nos convida a pedir ao Pai o pão para prover as nossas carências a cada dia da nossa vida. O pão que alimenta o nosso corpo, mas também, o pão que nutre a nossa alma, o pão da Palavra, o pão da Eucaristia, o pão da Oração que nos fortalecem e nos exercitam para que possamos receber e oferecer o pão do perdão. Perdão de Deus para nós e o nosso perdão aos homens, nossos irmãos, porque somos filhos do mesmo Pai. Finalmente Jesus nos ensina a pedir pela nossa maior necessidade em todos os dias: não cair em tentação do pecado e nos livrar do mal que é o demônio, inimigo de Deus. Se rezarmos a oração do Pai Nosso com convicção no que estamos proclamando, com certeza, a nossa vida será um autêntico testemunho de santidade. Portanto, a oração do Pai Nosso é a oração que mais agrada a Deus, quando é vivenciada por nós.

– Você já experimentou rezar o Pai Nosso “do jeito” que Jesus nos ensinou?

– Experimente fazê-lo, hoje, meditando em cada palavra e juntando a palavra à sua ação.

– Você deseja o perdão de Deus?

– Você perdoa também a quem o (a) ofendeu?

(Helena Serpa).

(15) – REFLEXÃO

A eficácia da oração não é determinada pela quantidade de palavras nela presentes, pelo seu volume ou pela sua visibilidade, mas antes de tudo pela capacidade de estabelecer um relacionamento sério, profundo e filial com Deus. Quem fala muito, grita e fica repetindo palavras é pagão, que não é capaz de reconhecer a proximidade de Deus e ter uma intimidade de vida com ele. A oração também deve ter um vínculo muito profundo com o próprio desejo de conversão e de busca de vida nova, de modo que ela não seja discursiva, mas existencial e o falar com Deus signifique estabelecer um compromisso de vida com ele e para ele.

(20) – EIS COMO DEVEIS REZAR…

Desde os primeiros tempos da Igreja, uma das catequeses indispensáveis sempre foi a explicação da Oração do Senhor, que chamamos de Pai-Nosso. Vamos meditar o comentário de S. Cipriano de Cartago (+258), bispo e mártir:

“Os preceitos evangélicos não são outra coisa, senão os ensinamentos de Deus, alicerces onde se edifica a esperança, bases firmes da fé, alimento para reaquecer o coração, guias para mostrar o caminho, socorro para obter a salvação. Eles instruem sobre a terra o espírito dócil dos fiéis para conduzi-los ao Reino dos céus.

Numerosas são as palavras que Deus quis fazer-nos ouvir pelos profetas, mas quão maiores são aquelas pronunciadas pelo Filho, aquelas que o Verbo de Deus, que habitava os profetas, atesta com sua própria voz! Ele já não pede que preparem o caminho para aquele que vem, mas ele vem em pessoa mostrar-nos e abrir-nos a estrada para que nós, outrora cegos e imprevidentes, errantes nas trevas da morte, e agora esclarecidos pela luz da graça, possamos caminhar no caminho da vida, sob a condução e a direção do Senhor.

Entre outros avisos salutares e preceitos divinos destinados à salvação de seu povo, o Senhor deu a forma de oração e nos comprometeu a rezar como ele ensinava. Aquele que deu a vida também ensinou a rezar, com a mesma benevolência pela qual nos deu todo o resto. Assim, quando nós falamos ao Pai com a oração que seu Filho nos ensinou, somos ouvidos mais facilmente.

Jesus tinha anunciado que viria a hora em que os verdadeiros adoradores adorariam o Pai em espírito e verdade (cf. Jo 4,23), e ele cumpriu o prometido, de modo que, tendo recebido o Espírito e a verdade por sua ação santificante, nós adorássemos em espírito e verdade pela tradição de seu ensinamento.

De fato, pode haver oração mais espiritual do que esta que nos foi legada por Cristo, que nos enviou seu Espírito?

Existe um modo mais verdadeiro de rezar ao Pai que este que saiu da boca do Filho que é Verdade?

Rezemos, pois, irmãos bem-amados, como Deus nosso Senhor nos ensinou. Afetuosa e familiar é a oração em que imploramos a Deus com as palavras de Deus, e atingimos seus ouvidos pela oração de Cristo. Quando rezamos, que o Pai reconheça as palavras de seu Filho. E esteja também em nossos lábios aquele que habita em nossos corações!

E como nós o temos como advogado junto ao Pai, para os nossos pecados (cf. 1Jo 2,1), quando, pecadores, suplicamos por nossas faltas, façamos ressoar as palavras de nosso advogado. E já que está dito que tudo o que pedirmos ao Pai, em seu nome, ele nos dará (cf. Jo 16,23), com maior segurança obteremos o que pedimos em nome de Cristo, se o fizermos com sua própria oração!”

Orai sem cessar: “Tu és meu Pai, meu Deus!” (Sl 89,27).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – SE VÓS PERDOARDES AOS OUTROS AS SUAS FALTAS, VOSSO PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS TAMBÉM VOS PERDOARÁ

Hoje, Jesus nos sugere um grande e difícil ideal: o perdão das ofensas. E estabelece uma medida muito razoável: a nossa: “De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará; Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas” (Mt 6,14-15). Em outro lugar havia mostrado a regra de ouro a da convivência humana: “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles” (Mt 7,12).

Queremos que Deus nos perdoe e que os outros também o façam; mas nós nos resistimos em fazê-lo. Custa pedir perdão; mas dá-lo custa ainda mais. Se fôssemos humildes de verdade, não nos seria tão difícil; contudo o orgulho faz com que ele seja trabalhoso. Por isso podemos estabelecer a seguinte equação: a maior humildade, a maior facilidade; o maior orgulho, maior dificuldade. Isto lhe dará uma pista para conhecer seu grau de humildade.

Acabada a guerra civil espanhola (ano 1939), uns sacerdotes ex-reclusos celebraram uma missa de ação de graças na igreja de Els Omells. O celebrante, depois das palavras do Pai Nosso “perdoa nossas ofensas”, ficou parado e não podia continuar. Não se via com ânimos de perdoar a quem lhes haviam feito padecer tanto ali mesmo num campo de trabalhos forçados. Passados uns instantes, no meio de um silêncio que se podia cortar, retomou a oração: “assim como nós perdoamos aos que nos ofendem”. Depois se perguntaram qual tinha sido a melhor homilia. Todos estiveram de acordo: a do silêncio do celebrante quando rezava o Pai Nosso. Custa, mas é possível com a ajuda do Senhor.

Além disso, o perdão que Deus nos dá é total, chega até o esquecimento. Marginamos muito rápido os favores, mas as ofensas… Se os matrimônios as soubessem esquecer, se evitariam e se poderiam solucionar muitos dramas familiares.

Que a Mãe de misericórdia nos ajude a compreender aos demais e a perdoá-los generosamente.

(Rev. D. Joan MARQUÉS i Suriñach (Vilamarí, Girona, Espanha)).

(25) – A ORAÇÃO DO PAI-NOSSO

Os judeus prescreviam a oração formal três vezes ao dia. Os rabinos tinham uma oração específica para cada ocasião. Por sua vez, Jesus, homem de oração constante, alerta os discípulos contra todo tipo de formalismo, que confere à oração certo cunho impessoal e mecânico. Cromácio de Aquileia lembra que, “segundo as palavras do Mestre, nossa oração não é medida pela prolixidade de palavras, mas pela fé do coração e pelas obras de justiça”. S. Cirilo de Alexandria destaca que, “a loquacidade, será chamada de ‘battologia’, palavra proveniente do nome de um grego chamado Batto, autor de longos hinos, prolixos e cheios de repetições, em honra dos ídolos. Ao contrário, Jesus ordena orar com brevidade, sóbria e sucintamente, pois Deus conhece nossas necessidades antes mesmo que as exponhamos”.

A pedido dos Apóstolos, Jesus comunica-lhes sua prece filial, a oração do Pai-Nosso. Preciosa herança, conservada pela Igreja, que a transmite, solenemente, por ocasião do batismo, momento em que o batizado é exortado a renovar em seu coração o santo mistério da oração do Senhor. O Apóstolo S. Paulo invoca a “tradição” de dizê-la na celebração eucarística. O próprio Jesus oferece constantes exemplos e belos ensinamentos a respeito da vida de oração, característica essencial dos que desejam entrar no Reino dos Céus.

A Tradição não deixa de citá-la. A Didaqué (anos 60-80), antes de transcrever o Pai-Nosso, determina: “Assim orareis três vezes ao dia”. A recomendação de “entregar” esta oração aos catecúmenos, comentando-a, é feita por muitos Padres, entre os quais Tertuliano, S. Cirilo de Jerusalém, S. Agostinho e S. Pedro Crisólogo. S. Cipriano, por exemplo, tece comentários a respeito do Pai-Nosso, lembrando que ao se dizer: “Santificado seja o vosso nome, não dizemos ser Deus santificado por nossas orações, mas pedimos ao Senhor que o seu nome seja santificado em nós”. Desejamos ser uma proclamação de fé e ter uma vida voltada para Deus, no cumprimento de sua santíssima vontade. Deste modo, estaremos santificando o nome de Deus e abrindo o coração aos nossos semelhantes. De fato, na oração dominical não dizemos “meu” Pai, mas “nosso” Pai, e suplicamos “nosso” pão de cada dia. Imploramos o perdão de nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (aos que nos ofenderam). Por conseguinte, ao rezar o Pai-Nosso o discípulo de Jesus recorda que Deus o ama e, mergulhado em sua inefável misericórdia, abandona todo egoísmo e se abre à comunhão com os irmãos, no perdão e no amor.

S. Agostinho considera que, assim como no Símbolo dos Apóstolos se professam as verdades da fé cristã, no Pai-Nosso se proclama a virtude teologal da esperança, à qual se segue a caridade. “A confissão de fé está contida brevemente no Símbolo. A oração do Pai-Nosso, sob o ponto de vista material, é alimento dos pequenos. No entanto, contemplada e tratada espiritualmente, ela é alimento dos fortes, pois permite nascer nos fiéis a nova esperança à qual acompanha a santa caridade”. E acrescenta o bispo de Hipona: “Por conseguinte, só a Deus devemos pedir a força espiritual esperada para fazer o bem e para alcançar o fruto das boas obras”. Pela oração assídua do Pai-Nosso, será fortalecida nossa comunhão com Deus e com a sua santíssima vontade. Ela nos conduzirá a tudo esperar de Deus, colocando-nos no serviço generoso e despretensioso aos nossos semelhantes.

(Dom Fernando).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

11ª SEMANA COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

É própria de toda criatura relacionar-se com seu Criador. A oração é o meio eficaz que gera a intimidade com Deus, falamos com Ele e o escutamos. É relacionamento que me dá a paz e também me conduz ao espírito e ao jeito do Reino. Jesus ensina o Pai-Nosso aos discípulos, para que rezem do jeito do Reino. E nós, certamente ainda temos muito o que aprender para rezarmos do jeito do Reino. Mas Deus nos concede esta graça se formos sinceros com Ele em nossa oração.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26,7.9).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Será que acolhemos a Palavra de Deus como a comunicação do amor de Deus a nós? O Evangelho é anunciado gratuitamente e ele é Palavra de salvação e nos mostra o jeito do Reino. Acolhamos a Palavra de Deus em nossa vida, para nosso bem e nossa felicidade.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Silêncio

– Monição para o Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai! (Rm 8,15).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Ó Deus, que pelo pão e vinho alimentais a vida dos seres humanos e os renovais pelo sacramento, fazei que jamais falte este sustento ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Pai santo, guarda no teu nome os que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor (Jo 17,11).

– Oração depois da Comunhão

Ó Deus, esta comunhão na eucaristia prefigura a união dos fiéis em vosso amor; fazei que realize também a comunhão na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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