Liturgia Diária 21/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 21/JUN/2013 (sexta-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 11,18.21b-30)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos,18 já que muitos se gloriam segundo a carne, eu também me gloriarei. 21b O que outros ousam dizer em vantagem própria, eu também o digo a meu respeito, embora fale como insensato. 22 São hebreus? Eu também. São israelitas? Eu também. São da descendência de Abraão? Eu também. 23 São servos de Cristo? Como menos sensato digo: Eu ainda mais. De fato, muito mais do que eles: pelos trabalhos, pelas prisões, pelos açoites sem conta. Muitas vezes, vi-me em perigo de morte. 24 Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um. 25 Três vezes, fui batido com varas. Uma vez, fui apedrejado. Três vezes, naufraguei. Passei uma noite e um dia em alto-mar. 26 Fiz inúmeras viagens, com inúmeros perigos: perigos de rios, perigos de ladrões, perigos da parte de meus compatriotas, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos em lugares desertos, perigos no mar, perigos por parte de falsos irmãos. 27 Trabalhos e fadigas, inúmeras vigílias, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez! 28 E, sem falar de outras coisas, a minha preocupação de cada dia, a solicitude por todas as Igrejas! 29 Quem é fraco, que eu também não seja fraco com ele? Quem é escandalizado, que eu não fique ardendo de indignação? 30 Se é preciso gloriar-se, é de minhas fraquezas que me gloriarei!

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 33,2-3. 4-5. 6-7 (R. Cf. 18b))

— 18b O Senhor liberta o justo de todas as angústias!

18b O Senhor liberta o justo de todas as angústias!

— 2 Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. / 3 Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem!

— 4 Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! / 5 Todas as vezes que o busquei, / ele me ouviu, / e de todos os temores me livrou.

— 6 Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! / 7 Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 6,19-23)

Mt 6,19-23 (onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 19 “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20 Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21 Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22 O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23 Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos que circulam pela internet:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O amor e a paz de Deus nosso Pai, que em Cristo nos libertou para que permanecêssemos livres, estejam com todos nós e nos mantenham firmes no Evangelho de Jesus.

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 6,19-23, e observo as recomendações de Jesus.

Jesus recomenda não ajuntar riquezas na terra, mas fazer tesouros no céu. Quer dizer, não ser egoísta, acumular enquanto outros sofrem na miséria. Uma pessoa que partilha seus bens, acumula tesouros de amor, de alegria, de bondade, vida. Quando Jesus fala de olho como luz quer dizer: ter um olho simples. Ou seja, olho que vê bem e vê o bem. Este bem ilumina toda a pessoa. A pessoa generosa é luminosa. O avarento, egoísta, mesquinho, vive às escuras.

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que o texto diz para mim, hoje?

Somos chamados a abrir caminhos, rompendo as cercas levantadas pelo poder.

Para mim a Lei tem sentido?

Que sentido?

Como defendo a vida, o bem, o verdadeiro amor?

Em Aparecida, na V Conferência, os bispos disseram: “Os cristãos, como discípulos e missionários, são chamados a contemplar nos rostos sofredores de nossos irmãos, o rosto de Cristo que nos chama a servi-lo neles: “Os rostos sofredores dos pobres são rostos sofredores de Cristo”. Eles desafiam o núcleo do trabalho da Igreja, da pastoral e de nossas atitudes cristãs. Tudo o que tenha relação com Cristo, tem relação com os pobres e tudo o que está relacionado com os pobres reivindica a Jesus Cristo: “Quando fizeram a um deste meus irmãos menores, fizeram a mim” (Mt 25,40). João Paulo II destacou que este texto bíblico “ilumina o mistério de Cristo”. Porque em Cristo, o maior se fez menor, o forte se fez fraco, o rico se fez pobre.” (DAp 393).

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

ANTES QUE ELE VOLTE – PE. ZEZINHO, SCJ

Ele apareceu lá na Galileia

Logo a sua fama se espalhou pela Judeia e região

E a multidão cheia de esperança

Se acotovelava ao seu redor para escutar a pregação

Era diferente, muito diferente

Carinhosamente conquistou a multidão

Quase dois mil anos depois

Ele conquistou também a mim

Dou a minha vida, me desinstalou

Sem ele nada posso e nada sou

Ele me ensinou

Que este mundo passa

Que não adianta se apoiar nos muitos

Bens que a gente tem

Mas também falou com calor e graça

Que é bem mais feliz, bem mais feliz

Quem faz alguém, ser mais alguém

Era inteligente, muito inteligente

Despertou a mente e o coração da multidão

Quase dois mil anos depois

Vejo tanta gente sem saber

Peço que ele volte, pra nos questionar

Senão eu sei que nada vai mudar

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar é o olhar e a posição da Igreja, que diz: “A Igreja está convocada a ser “advogada da justiça e defensora dos pobres” diante das “intoleráveis desigualdades sociais e econômicas”, que “clamam ao céu”.” (DAp 395).

REFLEXÕES:

(4) – ONDE POR O CORAÇÃO?

O ser humano é posto diante de uma escolha decisiva e irrenunciável: onde pôr o coração, isto é, em que engajar toda a vida?

Não há meio termo: “… onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (v. 21). Trata-se de desapegar-se de tesouros ilusórios. Cada coração, cada pessoa, possui um tesouro. Cada ser humano liga a sua vida a um valor que move sua ação e decisões. Os bens da terra são postos em oposição aos bens celestes (vv. 19.20), mas o que importa é o engajamento do coração. Ao cristão importa juntar tesouros no céu (cf. v. 20). O que é passageiro é só aparência; é preciso pôr a vida naquilo que não passa. Olho é uma fonte de desejo (vv. 22-23). Será luz e, portanto, iluminará a vida do ser humano à medida que o desejo for bom, isto é, por tudo aquilo que for “do céu”. Mas, se o olho desejar o mal, ele conduzirá às trevas, outro nome do pecado: “Olhar altivo, coração orgulhoso, a lâmpada dos ímpios não é senão pecado” (Pr 21,4).

(Carlos Alberto Contieri).

 

(7) – O TESOURO IMPERECÍVEL

A parábola do tesouro imperecível está calcada numa ideia corrente no judaísmo, segundo a qual existe um tesouro celeste, não sujeito à corrupção. Imaginava-se que as boas obras acumulavam crédito, a ser resgatado no dia do juízo final. Por isso, no AT, o velho Tobias aconselhou seu filho a dar esmolas, segundo suas posses. Na abundância, deveria ser generoso com os pobres. Na carência, deveria partilhar do seu pouco. A motivação dada era a seguinte: “Assim acumulas em teu favor um precioso tesouro para o dia da necessidade”.

O discípulo do Reino ajunta um tesouro no céu, mediante suas boas obras. No contexto do Sermão da Montanha, estas correspondem ao conjunto de atitudes e comportamentos compatíveis com os ensinamentos precedentes – Bem-aventuranças e Antíteses –, e com o que seguirá. O discípulo encontra, neste Sermão, as pautas de ação correspondentes à vontade do Pai, para as quais está reservada a devida recompensa.

Deixar-se guiar por outros parâmetros é pura insensatez. Seria semelhante a ajuntar tesouros efêmeros, fáceis de serem destruídos e roubados.

O mais sensato é optar pelos ensinamentos de Jesus e deixar-se guiar por eles, pois são portadores de recompensa e podem garantir a vida eterna, junto do Pai. Fora das palavras de Jesus, só existe frustração.

Oração: Espírito de discernimento, que eu não me engane, ajuntando tesouros na Terra, quando só os do Céu podem garantir a vida eterna, junto do Pai.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

… juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e nem a ferrugem os destroem e nem os ladrões assaltam e roubam (Mt 6,20).

Este Evangelho se adapta perfeitamente ao exemplo de santidade de São Luiz Gonzaga, cuja memória comemoramos hoje.

Ele era o herdeiro da segunda família mais rica da Itália. No entanto, descobriu o tesouro escondido na pobreza evangélica. Abandonou sua fortuna e entrou para a vida religiosa na Companhia de Jesus.

Para saber como se comportar diante das riquezas e de outros valores desta vida, costumava perguntar, antes de fazer uma escolha: O que isto tem a ver com a eternidade? Isto é, tudo o que decidia e fazia era antes examinado para que a Vida Eterna não fosse perdida. Assim, abandonou toda riqueza que tinha na terra para ter no céu um tesouro. Lá nem a traça nem a ferrugem os destroem e nem os ladrões assaltam e roubam.

Neste Evangelho de São Mateus há outra lição de Jesus.

Trata-se da luz interior de quem tem coração puro. Esta pureza se reflete nos olhos, que são o espelho da alma. Diz Jesus: se teu olho está sadio, todo o teu corpo (isto é, a pessoa toda) ficará iluminado.

Para entender isso, a tradição espiritual acumulada por séculos na Igreja nos ajuda. Grandes autores espirituais dizem que percorremos três etapas no caminho para a vida com Deus:

a) Uma etapa em que purificamos nosso coração, como Jesus ensinou em Mateus 5,8. É um tempo de conversão e limpeza interior, de forma que pecado mortal algum seja cometido. É a chamada Via Purificativa.

b) Uma etapa em que passamos a ter compreensões espirituais elevadas, porque temos também nossos olhos límpidos como Jesus ensina no Evangelho de hoje. É a chamada Via Iluminativa.

c) Uma etapa, a última, consiste em viver na familiaridade constante com Deus, em união com Ele. É a chamada Via Unitiva, em que nada nos separa do amor de Cristo (Rm 8,35ss.), nem de Deus.

Mais do que isso, somente atingimos a plena união infinita com Deus no dia em que ressuscitarmos depois de nossa morte.

Sigamos o exemplo de São Luís Gonzaga, fazendo tudo em vista do prêmio da Vida Eterna.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – NÃO ACUMULEIS TESOUROS NA TERRA, […]; ACUMULAI TESOUROS NO CÉU

Tu és guardião dos teus bens, e não proprietário, tu que escondes o teu ouro na terra (Mt 25,25); e tornas-te servo deles, e não senhor. Cristo disse: “Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”; ora, o teu coração está no ouro que enterraste. Vende o ouro e compra a salvação; vende o que é da terra e adquire o Reino de Deus; vende o campo e recupera a vida eterna.

Dizendo isto digo a verdade, porque me apoio na palavra daquele que é a Verdade: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu” (Mt 19,21). Não te entristeças ao ouvir estas palavras, com medo que te seja dito o mesmo que ao jovem rico: “Dificilmente entrará um rico no reino dos céus” (v. 23). Mais ainda, quando lês esta frase, considera que a morte pode arrancar-te esses bens, que a violência de alguém mais forte que tu pode tirar. E, no fim de contas, terias preferido bens menores em lugar de grandes riquezas, e trocos em vez de tesouros de graça. Pela sua própria natureza, esses bens são perecíveis e não permanecem para sempre.

(Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja – Nabaot, o pobre, 58).

(14) – PENSAMOS NO QUE VEMOS E POUCO VALORIZAMOS O QUE TEMOS

Bom dia!

Gostaria de começar hoje por um assunto chamado HORIZONTE DE COMPREENSÃO. Esse assunto talvez aos nossos olhos possa ser novo, mas é há muitos anos discutido por aqueles que estudam a filosofia.

Falar de HORIZONTE é falar de SENTIDO, HERMENÊUTICA (outra palavra difícil) das coisas que nos são apresentadas. Falar de BÍBLIA, dos ENSINAMENTOS, da PROPOSTA que Cristo apresentou voltaremos a falar de Horizonte. Vamos simplificar.

Ao abrir os olhos temos do que vê o canto do olho esquerdo ao canto do olho direito um horizonte de visão, portanto temos aproximadamente 180 graus de campo a ser visto. Uma criança sabe sobre o seu mundo apenas o que vê. Nós, quanto mais procuramos, estudamos, compreendemos, conseguimos “ampliar” nossa visão além do que podemos ver no nosso horizonte de visão. Esse novo horizonte é o da compreensão.

Jesus propunha a discussão e relevância desses horizontes além do da visão antes mesmo disso ser discutido nos séculos 17 e 18. Mas o que isso tem a ver com nosso evangelho de hoje. Faz todo sentido!

Ontem e ainda hoje pensamos no que VEMOS e pouco valorizamos o que TEMOS. TER é importante para podermos viver em nossa sociedade. Precisamos TER dinheiro para pagar nossas contas, comprar mantimentos, manter nossa saúde, ter lazer… Carregamos no nosso coração a ideia concreta daqueles filmes de detetive que sempre há em disputa um testamento repleto de bens e riquezas. Esse horizonte de compreensão é apenas visual. Jesus dois mil anos atrás pedia para que ampliássemos nosso compreender do que é importante. “(…) Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu…”.

É muito bacana quando um filho diz que o maior patrimônio que recebeu de seus pais foi o caráter, o estudo, a disciplina, a coerência, (…); esses valores, como outros também, o tempo não os coroem. Ver valores como PATRIMÔNIO é enxergar além dos olhos.

Nossos olhos não conseguem dar atenção aos 180 graus que lhe são apresentados portando dependem de nós para colocar o FOCO. Para onde olhamos, definimos nossa atenção, é lá que esta nosso foco. Jesus alertava que não o colocássemos no que pode enferrujar. Ao ampliar nosso horizonte deveríamos também não fazê-lo.

Mais uma vez, Jesus não é contra em se ter um objetivo grandioso na vida, algo que fosse muito almejado como um sonho, uma conquista, um desafio, mas a palavra alerta que esse horizonte não tivesse como foco o que é perecível.

“(…) O ouro abateu a muitos, e seus encantos os perderam O ouro é um obstáculo para aqueles que se lhe oferecem em sacrifício; infelizes daqueles que o buscam com ardor: ele fará perecer todos os insensatos. BEM-AVENTURADO O RICO QUE FOI ACHADO SEM MÁCULA, QUE NÃO CORREU ATRÁS DO OURO, QUE NÃO COLOCOU  SUA ESPERANÇA NO DINHEIRO E NOS TESOUROS!”. (Eclesiástico 31, 6-8).

Qual é o seu foco no seu atual horizonte?

Digo atual horizonte por que, como o próprio universo, ele ainda está em expansão. Sempre ao levantar me deparo com algo novo, um novo aprendizado, um novo projeto, um sonho… Quem acorda é não tem mais sonhos não tem horizontes e sim um Crepúsculo.

Ter horizonte é saber que o dia esta somente começando.

Nossa igreja nos revela um imenso HORIZONTE de conhecimento a ser explorado. Se hoje não é do jeito que imaginamos é porque nós, servos, participantes, irmãos, estamos colocando nosso foco em outros lugares. Quando um padre, por exemplo, rejeita uma determinada pastoral ou movimento, apenas por seu próprio gosto, esta de vontade própria diminuindo o horizonte de compreensão que Deus lhe oferece (Rom 1, 31-32). Quando uma pastoral desiste de lutar tem seu foco distorcido, sofre de miopia, pois só enxerga o que está perto.

“(…) persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo. Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”. (Filipenses 3, 14-16).

Vamos em frente. Abramos a compreensão que vem de Deus!

Um imenso abraço fraterno!

(Alexandre Soledade)

(14) – NÃO AJUNTEIS TESOUROS AQUI NA TERRA

Jesus neste Evangelho está falando para aqueles que vivem somente para esta vida, ignorando a vida eterna. Eles passam a suas vidas acumulando riquezas, como se fossem viver para sempre aqui. Tem uns que nem aproveitam esta vida, não se divertem, não cuidam da própria saúde, evitam as pessoas principalmente aquelas abaixo do seu nível para se prevenir de possíveis pedidos de ajuda por parte delas. Não fazem nada que possa terminar em gastos. Mais fazem tudo que significa investimento. Muitas dessas pessoas acabam morrendo cedo ou por não cuidar da saúde, ou por estragá-la em suas aventuras insanas em busca de mais riquezas. E deixam toda a fortuna acumulada para outros muitos dos quais nem o merecem.

Para Jesus isto é uma verdadeira tolice, uma loucura, pois estamos aqui de passagem. A nossa permanência nesta vida terrena em comparação com a vida Eterna, é de um minuto para bilhões de anos. O próprio nome já diz. Vida Eterna. É para sempre. Por isso deveríamos dedicar muito mais empenho em nos preparar para ela do que nos matarmos numa correria louca para acumular bens materiais, como se fôssemos viver para sempre nesta vida.

E tais pessoas valorizam assim: Acham que elas é que estão certas, e quem pensar o contrário é que está errado. Fazer o que? Uns são até boas pessoas, porém, não fogem à regra geral do apego exagerado às coisas materiais, em detrimento dos valores espirituais. Jesus que dizia muito com poucas palavras, expressou muito bem este estado mental: Ele disse: “…onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” É dia e noite só pensando na riqueza. É 24 horas de pura dedicação com dois objetivos principais: 1- preservar o que tem e, 2-batalhar para aumentar os lucros e fazer novos investimentos. A vida dessas pessoas se resume apenas e tão somente nestes objetivos. O resto em volta delas não significa absolutamente nada! Que pena!

Não estamos aqui dizendo que todo o mundo deveria ignorar o progresso, que todos deveriam ser pobres, que a vida continuasse na Idade da Pedra. Precisamos dos ricos, do progresso, senão, estes momentos: em que escrevo e que você irá ler, não existiriam. Mas o que estamos fazendo aqui é uma reflexão sobre as sábias palavras de Jesus. Não estamos condenando os ricos, mas sim chamando a sua atenção para o apego exagerado para com a riqueza, e a consequente indiferença para com o Reino dos Céus. Cuidado! Pois quando vier o arrependimento, pode ser tarde demais!

Caríssimo: Viva o seu dia de hoje como se fosse morrer amanhã!

(José Salviano).

(14) – NÃO JUNTEIS TESOUROS AQUI NA TERRA

As nossas boas ou más ações, o amor ou o desamor com que vivemos têm origem a partir dos nossos pensamentos, das nossas deliberações e resoluções. No nosso coração nós abrigamos os nossos desejos, anseios, ideais, sentimentos. É nele onde é forjada a nossa mentalidade, o sentido pelo qual agimos e fazemos as coisas. O nosso ideal de vida e o objetivo das nossas ações darão o rumo da nossa caminhada, para o céu ou para fora dele. É de dentro do nosso coração também que refletimos a luz que ilumina as nossas ações e reações. A nossa maneira de ver e entender as coisas, a nossa visão espiritual e emocional, dá o sinal para que saibamos se a luz que existe em nós, é escuridão ou é fulgor e limpidez. Nós precisaríamos ter consciência de que as coisas pelas quais lutamos diariamente, assim como também o que vivenciamos e experimentamos são responsáveis pela nossa qualidade de vida aqui na terra. Se trabalharmos e lutarmos por muito dinheiro, sucesso, status, se nos esbaldarmos para adquirir bens materiais que nunca alcançam a marca do chegar, isto é, que não têm um limite, nós estamos sendo inconsequentes, perseguindo um alvo ilusório que não tem consistência e no final da nossa vida restará somente o vazio. Por isso, diante dos conselhos de Jesus nós precisamos identificar com muita sinceridade qual o tesouro pelo qual nós estamos trabalhando e, se os bens que nós buscamos com tanta ansiedade, são verdadeiramente os que a nossa alma anseia ou apenas fazem parte dos desejos da nossa humanidade. Precisamos discernir se estamos amealhando dentro do nosso coração bens duradouros ou se estamos fazendo dele (coração), um celeiro das coisas que só nos servem para esta vida terrena. Se estivermos vivendo assim, com certeza, o tesouro, material que perseguimos deve estar ocupando um espaço precioso que deveria ser preenchido com os valores que permanecerão conosco até o céu. Nós juntamos tesouro na terra quando procuramos agradar o mundo vivendo em função daquilo que ele valoriza como o dinheiro, a fama e o poder e esquecemo-nos de viver o amor, a fraternidade e a justiça.

– Onde está o seu coração?

– Qual o tesouro que você está guardando nele?

– Qual é a sua razão de viver e de lutar?

– Qual é a visão que você tem do mundo e das pessoas?

– Você vê de acordo com a ótica de Deus?

– Para você o que é que tem valor neste mundo?

– Você tem consciência da brevidade da sua vida?

– Os bens que você tem amealhado têm serventia para a outra vida?

(Helena Serpa).

(14) – ONDE ESTÁ O TEU TESOURO, AÍ ESTARÁ TAMBÉM O TEU CORAÇÃO

O Sermão da Montanha apresenta duas recomendações: não acumular bens e cuidar do corpo humano. A primeira recomendação questiona a fé depositada nos bens materiais. São tão frágeis que não resistem a nada. Hoje em dia, cremos em Jesus Cristo e no dinheiro, mas não no próximo.

Praticamos uma religião sem amor, sem compaixão, pois nossa medida é o prazer e a satisfação individual, mas que não atendemos à dor de nosso semelhante e muito menos os gemidos da criação. Não estamos dispostos a deixar as seguranças que o capital nos oferece pelo mandamento do amor. Se o fundamento de nossa existência se resume nos bens materiais, corremos o risco de perder o que acumulamos.

Mas se nosso fundamento é a fé em Deus, nada poderá nos atingir e teremos o desejo interior de compartilhar tudo que temos. A lâmpada do corpo é a coerência de vida que nos dá a saúde. Um corpo sadio, por meio de uma vida sã é o melhor testemunho da luz de Deus junto aos irmãos. Quais são os verdadeiros tesouros em nossa vida? Nossa vida é luz ou escuridão aos demais.

(Claretianos).

(14) – CÉU É UMA REALIDADE DESSA VIDA

— Hei São Mateus, com licencinha?

— Pois não.

— Dá pra gente falar sobre este evangelho um pouquinho?

— Claro!

— Olha, o Senhor desculpe o atrevimento, mas esta afirmativa “Ajuntai para vós tesouros no céu!” nos preocupa um pouco.

— Sim, você vai dizer que, com base nisso, um cristão pode tornar-se alienado e não ter nenhuma preocupação com as realidades da terra.

—Exatamente São Mateus…

— Pois você está enganado meu irmão, o Mestre nunca disse algo tão verdadeiro…

— Mas São Mateus, perdoe a minha ousadia, Céu e Terra são coisas que se opõe e se contradizem, parece que a opção do Cristão só deve ser uma: com o Céu, é isso?

— Certo, o Céu precisa ser uma prioridade na vida do cristão, mas não entendam o Céu como um lugar Físico, aí é que está a má interpretação desse evangelho…

— Tudo bem São Mateus, Céu é estado de Espírito, significa a comunhão com Deus, mas é uma realidade do pós morte, certo?

— Errado! Céu é uma realidade dessa Vida…

— Opa! Então o Céu não vem depois?

— O Céu já veio com a encarnação de Jesus Salvador. Nesta Vida há pessoas que vivem toda a sua existência sem saber, ou sem levar em conta essa realidade, não conseguem enxergar nada em sua frente a não ser este mundo, suas ideologias, seus projetos e preocupações.

— O Senhor falou em “enxergar” então é uma questão de ponto de vista?

— Claro meu irmão, exatamente por isso que a segunda parte desse evangelho coloca os olhos, acentuando que se trata de um modo de Ver as coisas, a Vida e os acontecimentos e onde, o olho doente é aquele que não conseguiu ver nem experimentar esta Vida Nova dada por Jesus, então a sua vida não tem sentido e o seu interior é só escuridão.

— Nossa, agora entendi, juntar tesouro no céu, é quando os nossos pensamentos e ações estão sempre voltadas para esta realidade Nova, perceptível somente a Luz da nossa Fé, isso é, vivemos neste mundo em meio as realidades terrestres mas já temos esta comunhão com Deus por causa de Jesus Cristo, e temos a consciência de que caminhamos para a Plenitude, presente além desta Vida.

— É isso mesmo, o homem ou a mulher que ainda não fez esta descoberta em sua vida, vive na escuridão e não alimenta essa Esperança Cristã em sua vida.

— Ah agora entendi, nossos sonhos e projetos desta vida, todos podem ser roubados e destruídos pela traça, mas quando vivemos esta vida sobre o impulso da esperança cristã, que nos projeta para o transcendente, isso ninguém rouba e jamais será destruído.

— Isso mesmo, caminhar nesta vida, ter os pés firmes no chão da história, sem alienar-se, mas ter os olhos fitos em Jesus e seu Reino, que deve ser a única e verdadeira meta.

(Diác. José da Cruz).

(14) – NÃO JUNTEIS TESOUROS NESTA VIDA

2 Coríntios 11, 18.21-30 – “enfrentando barreiras”

Diante, talvez, das incompreensões dos seus próprios companheiros, São Paulo continua o seu desabafo e faz desfilar todas as grandes dificuldades pelas quais teve que passar a fim de ser fiel ao chamado de Cristo. Neste relato nós percebemos que ele foi perseguido até pelos seguidores de Cristo que não o legitimavam, por causa do seu passado. Na nossa vida também sempre há barreiras que se propõem a nos afastar da nossa verdadeira conversão. Às vezes, o nosso passado também nos condena porque não fazemos parte do bloco escolhido, antes, por não havermos nos apropriado do nosso chamado. Deus nos chamou desde o nosso Batismo para sermos Seus filhos e filhas. Precisamos, porém, estar firmes e convencidos de que fomos comprados pelo sangue precioso de Cristo e batizados na Sua Morte e Ressurreição. Pelo nosso Batismo nós também somos chamados a viver a nova vida no Espírito Santo e, portanto, possuímos na nossa carteira de identidade do cristão, todas as características próprias do seu seguimento, inclusive as tribulações. Portanto, é fiel ao seu chamado todo aquele (a) que continua de pé, apesar de toda oposição. Em Jesus nós recebemos a graça da disposição para sermos fracos com o fraco, solícitos com os necessitados, mesmo que estejamos no mais “alto posto” hierárquico. Em Jesus nós também recebemos a força para enfrentar “trabalhos e fadigas, inúmeras vigílias, fome e sede, jejuns, frio e nudez!” Portanto, ninguém pode nos deslegitimar mesmo que no passado nós não tenhamos sido fiéis ao nosso Batismo.

– Você tem convicção de que foi chamado (a) por Deus para construir o Seu reino aqui na terra?

– Você tem consciência da graça que recebeu no Batismo?

– Você se admira quando é perseguido (a) na sua resolução de ser cristão?

– Você tem cedido às provocações ou permanecido firme no seu ideal?

Salmo 33 – “O Senhor liberta os justos de todas as angústias”

Faz parte da nossa vivência de filhos e filhas de Deus a conscientização de que Ele nos ampara em todas as situações da nossa vida. Por isso, mesmo antes que sejamos afligidos nós já podemos bendizê-Lo incessantemente. Não precisamos nos abater quando sobre nós vier a angústia, pois o Senhor já ouviu o nosso grito de louvor e já tomou providências a nosso favor. O nosso louvor engrandece o Senhor e nos alegra o coração. Louvemos o Senhor!

Evangelho – Mateus 6, 19-23 – “o tesouro está no coração”

As nossas boas ou más ações, o amor ou o desamor com que vivemos têm origem a partir dos nossos pensamentos, das nossas deliberações e resoluções. No nosso coração nós abrigamos os nossos desejos, anseios, ideais, sentimentos. É nele onde é forjada a nossa mentalidade, o sentido pelo qual agimos e fazemos as coisas. O nosso ideal de vida e o objetivo das nossas ações darão o rumo da nossa caminhada, para o céu ou para fora dele. É de dentro do nosso coração também que refletimos a luz que ilumina as nossas ações e reações. A nossa maneira de ver e entender as coisas, a nossa visão espiritual e emocional, dá o sinal para que saibamos se a luz que existe em nós, é escuridão ou é fulgor e limpidez. Nós precisaríamos ter consciência de que as coisas pelas quais lutamos diariamente, assim como também o que vivenciamos e experimentamos são responsáveis pela nossa qualidade de vida aqui na terra. Se trabalharmos e lutarmos por muito dinheiro, sucesso, status, se nos esbaldarmos para adquirir bens materiais que nunca alcançam a marca do chegar, isto é, que não têm um limite, nós estamos sendo inconsequentes, perseguindo um alvo ilusório que não tem consistência e no final da nossa vida restará somente o vazio. Por isso, diante dos conselhos de Jesus nós precisamos identificar com muita sinceridade qual o tesouro pelo qual nós estamos trabalhando e, se os bens que nós buscamos com tanta ansiedade, são verdadeiramente os que a nossa alma anseia ou apenas fazem parte dos desejos da nossa humanidade. Precisamos discernir se estamos amealhando dentro do nosso coração bens duradouros ou se estamos fazendo dele (coração), um celeiro das coisas que só nos servem para esta vida terrena. Se estivermos vivendo assim, com certeza, o tesouro, material que perseguimos deve estar ocupando um espaço precioso que deveria ser preenchido com os valores que permanecerão conosco até o céu. Nós juntamos tesouro na terra quando procuramos agradar o mundo vivendo em função daquilo que ele valoriza como o dinheiro, a fama e o poder e esquecemo-nos de viver o amor, a fraternidade e a justiça.

– Onde está o seu coração?

– Qual o tesouro que você está guardando nele?

– Qual é a sua razão de viver e de lutar?

– Qual é a visão que você tem do mundo e das pessoas?

– Você vê de acordo com a ótica de Deus?

– Para você o que é que tem valor neste mundo?

– Você tem consciência da brevidade da sua vida?

– Os bens que você tem amealhado têm serventia para a outra vida?

(Helena Serpa).

(15) – REFLEXÃO

Existem valores e valores. Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus deve procurar viver segundo a hierarquia de valores que é proposta por ele. Quem tem como centro de sua vida o reino de Deus faz dele o seu tesouro, faz com que ele seja o valor fundamental da sua vida e a partir dele ordena todos os demais valores, de modo que o reino de Deus é o valor absoluto e os demais valores são relativos a ele. Quem coloca os valores do mundo como centro da sua vida vive segundo outra hierarquia de valores, totalmente inversa à proposta por Jesus. Diante do evangelho de hoje somos convidados a rever nossa hierarquia de valores segundo os critérios de Jesus.

(20) – ONDE O TESOURO, AÍ O CORAÇÃO…

Já ouvi pessoas a dizerem frases como esta: “Se eu ganhasse na loteria esportiva, todos os meus problemas estariam resolvidos!” Por um lado, este filósofo considera que a economia e as finanças determinam o sentido de sua vida; por outro lado, absolutiza o dinheiro, dele fazendo um ídolo. E Deus cede seu lugar no pedestal…

No Evangelho de hoje, Jesus aponta para o caráter efêmero, transitório e, por isso mesmo, relativo dos bens deste mundo. Você junta um tesouro e pode perdê-lo para o cupim (que rói) ou para o ladrão (que rouba). Quantas vezes uma mulher juntou moeda por moeda e, enfim, conseguiu comprar o vestido fino (e caro!) que ocupava os seus sonhos. Pouco depois, ao abrir o guarda-roupa, vê que as traças fizeram um rendilhado no seu “tesouro”!

Claro que Jesus não estava preocupado com nossos prejuízos materiais! Ele lamenta que nossa loucura nos leve a orientar nossa vida para acumular valores relativos e, em consequência, deixemos de lado ou em segundo plano o valor absoluto, que é o amor do Pai. “Porque onde está o teu tesouro, aí está o teu coração.”

O tesouro pode ser um diploma sonhado. Pode ser o “marido ideal”. Pode ser um bichinho de pelúcia, sem o qual a noite se transforma em pesadelo. E como Deus nos quer livres e espiritualmente maduros, sempre usará da pedagogia de nos levar a perder o “tesouro” (com minúscula), tentando abrir nossos olhos – e nosso coração! – para o Tesouro (com maiúscula) …

Jesus faz referência a um tal “olho doente”, que pode cobrir de trevas toda a nossa pessoa. O Apóstolo João fala da “concupiscência dos olhos” (1Jo 2, 16), que atrai nossa atenção para os brilharecos deste mundo e nos distrai do Senhor. E não deixa de ser trágico gastar toda a vida para acumular aquilo que não poderemos levar para a eternidade: casas, terras, dinheiro, carros, sucesso…

Lembram-se do jovem rico que desejava seguir a Jesus? Era bom e justo, mas apegado a sua herança. Esse apego o impediu de dar o grande passo de sua vida. Desde o início, a Igreja descobriu que o seguimento fiel a Jesus exigia o amor à vida sóbria e à simplicidade, daí o voto de pobreza.

E quanto a nós?

Onde está o nosso tesouro?

Onde ancoramos o nosso coração?

Orai sem cessar: “Se vos possuo, nada mais me atrai na terra!” (Sl 73, 25b).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – AJUNTAI PARA VÓS TESOUROS NO CÉU, ONDE A TRAÇA E A FERRUGEM NÃO DESTROEM, NEM OS LADRÕES ASSALTAM E ROUBAM

Hoje, o Senhor nos diz que “A lâmpada do corpo é o olho” (Mt 6,22). Santo Tomás entende que com isso – ao falar do olho – Jesus se refere à intenção do homem. Quando a intenção é correta, lúcida, encaminhada a Deus, todas nossas ações são brilhantes, resplandecentes; mas quando a intenção não é correta, que grande é a escuridão! (cf. Mt 6, 23).

Nossa intenção pode ser pouco correta por malicia, por maldade, mas muito frequentemente o é por falta de sensatez. Vivemos como se tivéssemos vindo ao mundo para amontoar riquezas e não temos na cabeça nenhum outro pensamento. Ganhar dinheiro, comprar, dispor, ter. Queremos despertar a admiração dos outros ou talvez a inveja. Enganamo-nos, sofremos nos sobrecarregamos de preocupações e de desgostos e não encontramos a felicidade que desejamos. Jesus nos faz outra proposta: “Ao contrário, ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam” (Mt 6,20). O céu é o silo das boas ações, isto sim que é um tesouro para sempre.

Sejamos sinceros com nós mesmos, em que empregamos nossos esforços, quais são nossos interesses? Certamente, é próprio do bom cristão estudar e trabalhar honradamente para abrir-se passo no mundo, para ajudar a família, garantir o futuro dos seus e a tranquilidade da velhice, trabalhar também pelo desejo de ajudar aos outros… Sim, tudo isto é próprio de um bom cristão.

Mas se aquilo que você procura é ter mais e mais, pondo o coração nestas riquezas, esquecendo-se das boas ações, esquecendo que neste mundo estamos de passo, que nossa vida é uma sombra que passa, não é verdade então que – temos o olho escurecido?

E se o sentido comum se escurece. “Mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas. Se, pois, a luz em ti é trevas, quão grandes serão as trevas!” (Mt 6,23).

(Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés (Tarragona, Espanha)).

(25) – O VERDADEIRO TESOURO

Jesus usa a imagem do tesouro e do olho, lâmpada do corpo, para falar do Reino de Deus. Há quem julgue que o simples fato de encontrar um tesouro lhe traria segurança e felicidade. Por isso conhecendo o coração humano, Jesus estabelece uma alternativa: não entre pobreza e riqueza, mas entre plenitude terrestre, temporária e plenitude celeste, eterna. Ou ainda, entre os bens materiais e os espirituais. De um lado, estaria a avareza, fechada sobre si mesma, estéril e de antemão condenada por uma morte inevitável; de outro lado, a generosidade que distribui aos outros, aos mais pobres, o que é concedido pela liberalidade do Criador e da natureza. O modelo é o próprio Jesus. Longe de guardar avara e egoisticamente para si mesmo sua natureza e sua riqueza divina, ele se aniquilou, assumindo nossa humanidade.

S. Basílio Magno, referindo-se a essa passagem, destaca que Jesus “queria despertar o espírito do homem à generosidade para com os pobres. Toma consciência, ó homem! Quem é este que dá? Lembra-te de ti mesmo: Quem és tu? Do que és responsável? De quem o recebeste? Por que tens recebido muito mais do que muitos outros? Tu te tornaste ministro do Deus todo bondoso para administrar em favor de teus irmãos. O que tens em tuas mãos, tu deves considerar como não te pertencendo. Por um pouco de tempo tu gozas destes bens, depois eles passam, e te pedirão contas deles. Dizes tu: ‘O que farei?’ É necessário dizer: “Eu saciarei a alma do pobre, eu abrirei meus celeiros, convidarei todos os infelizes. Lançarei este apelo magnífico: Vós que não tendes pão, vinde a mim! Que cada um tome a sua parte, como de uma fonte que pertence a todos, dos bens dados por Deus!”

Convite de Jesus aos discípulos para investirem no que verdadeiramente permanece, não se prendendo no que dura só o tempo da vida terrena, “onde a traça e o caruncho corroem”, mas no que perdura por toda a eternidade. Tesouro incomensurável, alegria da vida feliz em Deus, pois unido a Ele, eles receberão a herança de um Reino imperecível, Reino de paz e de justiça. O coração dos Apóstolos estará colocado no tesouro celeste e eles estarão, desde já, participando de uma mais rica e profunda vida de comunhão com Deus. A confiança deles não é depositada no louvor e no reconhecimento dos outros, que logo desvanecem, mas em Deus. Na prática do bem e da solidariedade humana, move-os a aspiração que tudo supera, e o desejo de eternidade.

(Dom Fernando).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

SÃO LUÍS GONZAGA – RELIGIOSO (BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS SANTOS – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Quando celebramos a vida de um santo, deve ser reavivado em nós o desejo de santidade, pois essa é nossa vocação. Somos todos chamados à santidade. São Luís Gonzaga era muito vivaz, impaciente, amava o jogo. Desde pequeno sua mãe lhe ensinava a orientar sua vida para Deus. Com sua constância, foi capaz de transformar sua vida, e a graça de Deus o fez ter grande domínio de si. Como sacerdote jesuíta, dedicou-se à espiritualidade, à caridade para com os pobres e doentes. E hoje pedimos sua intercessão por todos os Migrantes, que sofrem a consequência do desterro.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

O homem de coração puro e mãos inocentes é digno de subir à montanha do Senhor e de permanecer em seu santuário (Sl 23,4.3).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Ó Deus, fonte dos dons celestes, reunistes no jovem Luís Gonzaga a prática da penitência e a admirável pureza de vida. Concedei-nos, por seus méritos e preces, imitá-lo na penitência, se não o seguimos na inocência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Não cremos numa teoria ou numa ideia jogada ao vento, mas na Palavra, que é uma Pessoa, e se chama Jesus Cristo. É nele que fixamos nossos olhos e nos deixamos tocar e transformar por seu ensinamento, que está sempre a provocar nossa vida para o bem e para a salvação. Escutemos.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Concedei-nos, ó Deus, a exemplo de são Luís Gonzaga, trazer sempre a veste nupcial ao tomar parte no vosso banquete, para que, participando deste sacramento, nos enriqueçamos com a vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

O Senhor deu ao seu povo o alimento do céu, e o homem se nutriu com o pão dos anjos (Sl 77,24s).

– Oração depois da Comunhão

Ó Deus, tendo-nos alimentado com o pão dos anjos, fazei que vos sirvamos por uma vida pura e dai-nos, à semelhança de são Luís Gonzaga, que hoje celebramos, permanecer continuamente em ação de graças. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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