Liturgia Diária 25/JUN/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 25/JUN/2013 (terça-feira)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Gênesis (Gn 13,2.5-18)

Leitura do Livro do Gênesis.

2 Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro. 5 Ló, que acompanhava Abrão, também tinha ovelhas, gado e tendas. 6 A região já não bastava para os dois, pois seus rebanhos eram demasiado numerosos, para poderem morar juntos. 7 Surgiram discórdias entre os pastores que cuidavam da criação de Abrão, e os pastores de Ló. Naquele tempo, os cananeus e os fereseus ainda habitavam naquela terra. 8 Abrão disse a Ló: “Não deve haver discórdia entre nós e entre os nossos pastores, pois somos irmãos. 9 Estás vendo toda esta terra diante de ti? Pois bem, peço-te, separa-te de mim. Se fores para a esquerda, eu irei para a direita; se fores para a direita, eu irei para a esquerda”. 10 Levantando os olhos, Ló viu que toda a região em torno do Jordão era por toda a parte irrigada – isso antes que o Senhor destruísse Sodoma e Gomorra –, era como um jardim do Senhor e como o Egito, até a altura de Segor. 11 Ló escolheu, então, para si a região em torno do Jordão, e foi para oriente. Foi assim que os dois se separaram um do outro. 12 Abrão habitou na terra de Canaã, enquanto Ló se estabeleceu nas cidades próximas do Jordão, e armou suas tendas até Sodoma. 13 Ora, os habitantes de Sodoma eram péssimos, e grandes pecadores diante do Senhor. 14 E o Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: “Ergue os olhos e, do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente: 15 toda essa terra que estás vendo, eu a darei a ti e à tua descendência para sempre. 16 Tornarei tua descendência tão numerosa quanto o pó da terra. Se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a tua descendência. 17 Levanta-te e percorre este país de ponta a ponta, porque é a ti que o darei”. 18 Tendo desarmado suas tendas, Abrão foi morar junto ao Carvalho de Mambré, que está em Hebron, e ali construiu um altar ao Senhor.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 14, 2-3ab. 3cd-4ab. 5 (R. 1b))

— 1b Senhor, quem morará em vosso Monte Santo?

1b Senhor, quem morará em vosso Monte Santo?

— 2 É aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; 3a que pensa a verdade no seu íntimo 3b e não solta em calúnias sua língua.

— 3c Que em nada prejudica o seu irmão, 3d nem cobre de insultos seu vizinho; 4a que não dá valor algum ao homem ímpio, 4b mas honra os que respeitam o Senhor.

— 5 Não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim!

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 7,6.12-14)

Mt 7,6.12-14 (Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6 “Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. 12 Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14 Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:

Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.

Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 7,6.12-14, e observo as recomendações de Jesus.

Jesus usa uma expressão um tanto dura: “Não deem para os cachorros o que é sagrado, pois eles se virarão contra vocês e os atacarão; não joguem as suas pérolas para os porcos, pois eles as pisarão”. Ele quis dizer que para pessoas que estão distantes da fé cristã, devemos, como também diz São Paulo, tratá-las segundo sua capacidade. Podem não compreender e até não dar muito valor àquilo que é fundamental na fé. A vida cristã não é possível para pessoas acomodadas e medíocres. É exigente.

Jesus nos fala da porta estreita como caminho para a vida. Não fala de uma grande avenida. Ele próprio é o Caminho. Não mudemos de Caminho para não corrermos o risco de perder o endereço e assim, nos perdermos.

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que o texto diz para mim, hoje?

Fala-me Jesus de atitudes cristãs que deve assumir qualquer pessoa que é batizada, entre elas, eu. Diz inclusive que não devemos fazer aos outros, o que não queremos que nos façam. Por exemplo: não gosto que me julguem, não gosto que me agridam com palavras, não gosto que me ignorem, que me discriminem, que me façam mal. Nada disso vou fazer a qualquer outra pessoa. Jesus fala de caminho fácil e de caminho difícil.

Os bispos, na V Conferência disseram: “Hoje se considera escolher entre caminhos que conduzem à vida ou caminhos que conduzem à morte (cf. Dt 30.15). Caminhos de morte são os que levam a dilapidar os bens que recebemos de Deus através daqueles que nos precederam na fé. São caminhos que traçam uma cultura sem Deus e sem seus mandamentos ou inclusive contra Deus, animada pelos ídolos do poder, da riqueza e do prazer efêmero, a qual termina sendo uma cultura contra o ser humano e contra o bem dos povos latino-americanos. Os caminhos de vida verdadeira e plena para todos, caminhos de vida eterna, são aqueles abertos pela fé que conduzem à “plenitude de vida que Cristo nos trouxe: com esta vida divina, também se desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural”. Essa é a vida que Deus nos participa por seu amor gratuito, porque “é o amor que dá a vida”. Estes caminhos frutificam nos dons de verdade e de amor que nos foram dados em Cristo, na comunhão dos discípulos e missionários do Senhor” (DAp 13).

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, a Oração da Paz.

Senhor,

Fazei-me um instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre,

Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;

Compreender, que ser compreendido;

Amar, que ser amado,

Pois é dando que recebe,

É perdoando que se é perdoado,

E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar é orientado pelo que disseram os bispos na Conferência de Aparecida:

“Neste momento, com incertezas no coração, perguntamo-nos com Tomé: “Como vamos saber o caminho?” (Jo 14,5). Jesus nos responde com uma proposta provocadora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é o verdadeiro caminho para o Pai, que tanto amou ao mundo que deu a seu Filho único, para que todo aquele que nele creia tenha a vida eterna (cf. Jo 3,16)”. (DAp, 101).

REFLEXÕES:

(4) – O AMOR AO PRÓXIMO QUE, UNIDO AO AMOR DE DEUS, E PRECEDIDO POR ELE, É A PLENITUDE DE TODA A ESCRITURA

À primeira vista, as palavras de Jesus parecem enigmáticas. Os cães são para o Salmo 22 símbolo dos inimigos do justo (Sl 22[21],17); os porcos, símbolo dos pagãos; assim eram chamados os romanos. Trata-se de não profanar o que é santo e agir com discernimento e prudência. Por causa de sua fé é que os cristãos foram perseguidos.

A regra de ouro (v. 12) é conhecida tanto no universo bíblico como extra bíblico. Trata-se de uma regra de solidariedade (ver: Eclo 31,15). A regra de ouro pode ser considerada uma variante do amor ao próximo que, unido ao amor de Deus, e precedido por ele, é a plenitude de toda a Escritura.

Os versículos 13 e 14 utilizam a imagem tradicional dos dois caminhos (ver, por exemplo: Pr 4,10-19). “Entrai pela porta estreita…” (v. 13).

De que porta se trata?

É a própria mensagem de Jesus que deve ser posta em prática pelos discípulos. Jesus mesmo, toda a sua existência, é o caminho: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6); ele é igualmente a porta: “Eu sou a porta das ovelhas […] quem entra por mim será salvo” (Jo 10,7.9).

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – DEVEMOS ZELAR PELAS COISAS SANTAS DO SENHOR

Devemos zelar pelas coisas santas do Senhor, ter discernimento para sabermos a hora, o momento e a quem nos dirigiremos com a Palavra de Deus e com as coisas santas que dizem a respeito a Ele.

Que coisa maravilhosa o Evangelho de hoje! Ele está nos chamando à atenção para não darmos aos cães as coisas santas nem atirarmos as nossas pérolas aos porcos. Os cães não sabem o que é uma coisa santa, e os porcos não sabem dar valor às pérolas. Para os porcos, pérolas e lavagem são a mesma coisa. Isso nos mostra que não devemos gastar nossas energias, nosso ardor, para anunciar o Reino de Deus, as coisas d’Ele para quem vai menosprezá-las, caçoar delas e nos ridicularizar com aquilo que estamos levando a eles.

Eu sei que, dentro de nós, muitas vezes, existe um ímpeto de querer evangelizar, anunciar o Senhor a outras pessoas. Mas para anunciar, pregar existe o tempo, a hora e o momento certo.

É obvio que devemos anunciar e pregar a Palavra no tempo oportuno e inoportuno, mas o que não podemos, de forma nenhuma, é desperdiçarmos o Evangelho de Cristo com quem somente o despreza e pisa em cima. Devemos zelar pelas coisas santas do Senhor, ter discernimento para sabermos a hora, o momento e a quem nos dirigiremos com a Palavra de Deus e com as coisas santas que dizem a respeito a Ele.

Respeitar as coisas santas é saber o momento e a hora certa de evangelizar. Nós entramos pela porta estreita, passamos pela porta apertada, mas precisamos encontrar brechas para, ali, anunciar o Evangelho. Esse é o caminho que nos salva, e não é porta larga, onde tudo pode, onde tudo é permitido, onde não existem leis nem limites.

Que nós vivamos as diretrizes, guiados pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – A REGRA DE OURO

Jesus estabeleceu uma regra preciosa para o trato mútuo entre os discípulos do Reino. Cada um deveria fazer para o outro tudo quanto gostaria que o outro lhe fizesse. É o desafio de dar aquilo o que se gostaria de receber. 

Esse princípio tem consequências bem práticas. O discípulo faz o bem ao próximo independentemente de retribuição, agindo com um amor gratuito e de qualidade. Ele dá o melhor de si. Procura sempre formas novas de fazer o bem. Não mede esforços quando se trata de ser útil ao irmão. É sempre solícito e serviçal. Tudo isso porque gostaria de ser tratado assim. Não lhe importa o reconhecimento alheio. Esta é sua opção de vida.

Toda Lei e os Profetas, ou seja, toda a Escritura, se resumem nesta regra de ouro do comportamento do discípulo. Não é preciso ir além dela, se se pretende viver um amor entranhado a Deus e ao próximo. O amor a Deus está aí presente porque, a opção do discípulo é uma opção de fé. Ele age assim porque acredita no Senhor e sabe que sua ação é um caminho para o Pai. Por outro lado, este modo de agir só tem sentido quando se transforma em manifestação de amor ao próximo. O trato cordial e amigo, em última análise, não se baseia na lei da retribuição nem acontece por mera formalidade. Ele é sinal do bem desejado ao outro e da solidariedade que sua presença desperta.

Oração: Senhor Jesus, ensina-me a fazer a todos o bem que eu gostaria que me fizessem, como forma de expressar minha fé em ti.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles (Mt 7,12).

O Evangelho de hoje traz três ensinamentos de Jesus.

O primeiro está no versículo 6:

– não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos.

Os especialistas neste Evangelho discutem o que Jesus quis dizer com essa frase.
É tão resumida que parece não ser clara.

Consultando a Bíblia, porém, pode-se entender que Jesus está dizendo aos discípulos que há diferentes tipos de pessoas às quais anunciarão a Boa-Nova do Reino de Deus.

Haverá pessoas que não receberão esta Boa-Nova, e, pelo contrário, se revoltarão contra os discípulos. São as pessoas comparadas aos cães.

Em Êxodo 22,10 está dito que aos cães, animais impuros, só se deve jogar carne de animais impuros, não de animais puros oferecidos em sacrifício, como os cordeiros, isto é, “carne santa”.

No Salmo 22(21),17 diz que cães raivosos, que na verdade são pessoas, rodeiam o salmista e retalham suas mãos e seus pés. Pode ser que Jesus se refira a este Salmo em Mateus 7,6. Jesus diz a seus discípulos que se afastassem deste tipo de gente, que não merece receber as coisas santas que eles levam ao mundo, o Evangelho. Pelo contrário, tais pessoas podem até matar os discípulos. No futuro, de fato, serão martirizados por “cães raivosos” inimigos de Jesus.

As pérolas são comparadas às coisas santas. Elas significam o Evangelho que os discípulos devem levar ao mundo. Entretanto, evitem os porcos, figuras de pessoas de mente impura, incapazes de entender o valor que o Evangelho tem.

Sobre a pérola, Jesus fala na parábola de Mateus 13,46: a de grande valor é encontrada; convém vender tudo o que uma pessoa tem para comprá-la. O Evangelho é uma pérola, como um tesouro escondido. No entanto, há quem não lhe dê valor algum. São como porcos, que não distinguem pérolas de frutos do sicômoro mencionado na parábola do filho pródigo (Lc 15,16).

O segundo ensinamento de Jesus neste Evangelho está em Mateus 7,12: é muito fácil de entender e foi chamado de “regra de ouro”. Todos querem ser bem tratados. Então, diz Jesus, tratemos bem aos outros para sermos bem tratados por eles. Os discípulos devem ter esse comportamento, porque assim serão bem recebidos, evitando cães e porcos.

O terceiro ensinamento de Jesus está em Mateus 7,13-14: a porta estreita leva à Vida; a porta espaçosa leva à perdição. Jesus fala da salvação com a entrada no Reino de Deus. Como o Reino tem exigências, seleciona os que nele querem entrar. Infelizmente, a maioria quer entrar pela porta larga que leva à perdição, não a do Reino de Deus que é estreita.

Pensemos sobre esse último ensinamento ao irmos à missa, quando vemos poucos católicos presentes em paróquias que têm milhares de pessoas batizadas.

Não é verdade que para muitos cumprir o preceito da missa dominical é um sacrifício?

A maioria prefere não ir. Entraram pela porta larga. Portanto, sabemos qual é a consequência: são presas fáceis de lobos em peles de ovelhas, os falsos pastores, as falsas igrejas, os falsos apóstolos, os falsos bispos e bispas etc.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – O QUE QUISERDES QUE VOS FAÇAM OS HOMENS, FAZEI-O TAMBÉM A ELES

Quem mata, com atos terroristas, cultiva sentimentos de desprezo pela humanidade, manifestando desespero pela vida e pelo futuro: nesta perspectiva, tudo pode ser odiado e destruído. O terrorista considera a verdade em que crê ou o sofrimento que padece tão absolutos, que legitimam a sua reação de destruir inclusivamente vidas humanas inocentes. […] A violência terrorista é totalmente contrária à fé em Cristo Senhor, que ensinou os seus discípulos a rezar: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (Mt 6, 12).

Na verdade, o perdão é antes de mais uma decisão pessoal, uma opção do coração que se opõe ao instinto espontâneo de devolver o mal com o mal. Tal opção tem o seu termo de comparação no amor de Deus, que nos acolhe apesar do nosso pecado, e o seu modelo supremo no perdão de Cristo que do alto da cruz rezou: “Perdoa-lhes, ó Pai, porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34).

perdão tem pois uma raiz e uma medida divina. Isto, porém, não exclui que se possa acolher o seu valor também à luz de considerações humanas razoáveis. A primeira delas deriva da experiência que o ser humano vive em si próprio quando comete o mal: apercebe-se da sua fragilidade e deseja que os outros sejam indulgentes para com ele.

Deste modo, porque não fazer aos outros aquilo que cada um espera que seja feito a si próprio?

Cada ser humano abriga dentro de si a esperança de poder retomar o percurso da vida sem ficar para sempre prisioneiro dos próprios erros e culpas. Sonha poder levantar de novo o olhar para o futuro, para descobrir novas perspectivas de confiança e de empenhamento.

(Beato João Paulo II (1920-2005), papa – Mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2002, §§ 6-8 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)).

(14) – A CARIDADE NOS ABRE PARA AS COISAS SANTAS…

Neste evangelho há frases meio soltas como por exemplo, a afirmativa inicial de “Não se dar pérolas aos porcos”. De repente o ensinamento vai na direção da nossa relação com as pessoas e fecha, falando sobre a tal de porta estreita e a larga.

Será que há um Fio condutor nesses assuntos abordados por Jesus?

Vejamos…

A disponibilidade para a prática da virtude da caridade para com o nosso próximo, garante em nosso coração e em nossa Vida Cristã o acolhimento das “Coisas Sagradas” que nada mais são do que os ensinamentos da Santa Palavra. O Amor e a caridade, por si mesma, sempre busca o aprimoramento que vem da Palavra de Deus. Se o ouvinte não pratica essa virtude da Caridade, o seu coração jamais estará aberto à Santa Palavra e nesse caso, anunciar a Boa Nova é um verdadeiro desperdício da Coisa Sagrada. Autoestima e amor próprio são coisas também importantes, afinal, nosso corpo não é coisa impura e má, como se pensou e se pregou no passado, mas sim há nele a dignidade de ser templo do Deus Vivo. Portanto, a caridade verdadeira consiste em dispensarmos ao próximo essa mesma dedicação que temos por nós próprios.

Daí decorre a consciência da nossa fraqueza e a nossa total dependência da Graça de Deus, é a tal porta estreita, porque o mundo nos educa á sermos prepotentes, buscadores insaciáveis dos prazeres que o mundo oferece, e a pós modernidade quer distância da cruz e do sofrimento, preferindo a largueza do prazer saciado. Entrar pela porta estreita é aceitar fazer essa desafiadora peregrinação pelas estradas dessa Vida, se fazendo pequeno no serviço aos irmãos e irmãs que caminham conosco, pois quem vive inchado de orgulho e prepotência, e não está acostumado a servir mas só a ser servido, não vai conseguir passar pela porta estreita.

(Diác. José da Cruz).

(14) – NÃO ATIREIS VOSSAS PÉROLAS AOS PORCOS

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

“… não atireis aos porcos as vossas pérolas…”

Às vezes não adianta continuar tentando levar a palavra de Deus, onde não estamos sendo bem recebidos. Se as pessoas as quais estamos tentando evangelizar não querem ouvir a palavra de Jesus de jeito nenhum, é melhor desistir, rezar por aquelas pessoas, e pegar nossa viola e cantar noutro lugar. O próprio Cristo é quem nos aconselha a fazer isso. A não desperdiçar as pérolas preciosas que é a palavra do Mestre, sendo que existem outras pessoas querendo refletir sobre a mensagem de Jesus. Nós também não gostaríamos se alguém de outra religião ficasse torrando a nossa paciência, insistentemente tentando nos levar para a sua igreja a qualquer custo, convidando-nos toda hora, repetindo sem parar frases decoradas da bíblia. Isso não funciona. Faz efeito contrário. Em vez de nos converter, vai nos irritar, nos aborrecer. E o que eu não quero para mim, eu não devo querer para os outros.

“Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles”.

Dê todo apoio e assistência aos seus pais na sua velhice, para que os seus filhos façam o mesmo por você um dia. Dê muitas esmolas, pra acumular tesouro no céu e por que você não sabe se um dia terá de pedir esmolas também. Ajude àquele homem com a perna quebrada, pois talvez a tua perna se quebre um dia. Faça o bem a quantas pessoas você puder. Pois um dia, ainda nessa vida, alguém, com certeza irá socorrer você também. Assim, a toda ajuda que prestamos ao irmão(ã) durante esta vida, teremos dupla recompensa. Já aqui na terra, através da ajuda de outras pessoas, e principalmente a recompensa na vida eterna, que é a melhor. Portanto, caríssimas irmãs e caríssimos irmãos, não percamos nenhuma oportunidade de fazer o bem sem olhar a quem. Pois esse é o melhor investimento que faremos nesta vida. Melhor que investir no Banco do Brasil, na Caixa Federal ou em outros Bancos. Pois que a nossa estada provisória nesta vida, tem o sentido exato de preparação para a vida eterna. Se estamos aqui somente para aproveitar, curtir e ser felizes, vamos acabar desenganados decepcionados e infelizes. Porque esta vida é mesclada de amores e dores. Junto com a pessoa amada com a qual esperamos passar os melhores e mais felizes momentos da nossa vida para sempre, podemos sofrer grandes desilusões. Não existe felicidade plena nesta vida. Teremos momentos felizes, ou ilusoriamente felizes, e muita parte desagradável, pois a dor, o aborrecimento está contido no nosso viver terreno.

(José Salviano).

(14) – TUDO QUANTO QUEREIS QUE OS OUTROS VOS FAÇAM, FAZEI TAMBÉM A ELES

Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles.

O evangelho de hoje introduz um ditado que pode parecer estranho à primeira vista: “Não atireis aos cães as coisas santas, não entregueis aos porcos suas pérolas”. Nos tempos de Jesus, “cão” tinha dois sentidos: um se refere ao animal em si, outro assinalava pagãos ou gentios. Os porcos eram animais impuros e, portanto, rejeitados.

As coisas santas e pérolas são preciosas, portanto, a mensagem tem como objetivo desenvolver, em todo tempo e lugar, os métodos de evangelização que respondam à realidade, a história e a cultura de cada povo. Uma estratégia que, como diz Mateus, requer a astúcia da serpente e a simplicidade da pomba, para que a pérola santa do evangelho seja bem recebida e assimilada.

O propósito de Lucas é incentivar a comunidade a não perder a fé no meio das dificuldades que acarreta a missão. Na estrada da vida, a grande porta é sempre atraente, mas ao mesmo tempo cheio de tentações e ilusões. A porta estreita, apesar das dificuldades, é mais segura para viver a experiência de Deus.

(Claretianos).

(14) – TUDO QUANTO QUEREIS QUE OS OUTROS VOS FAÇAM, FAZEI TAMBÉM A ELES

Neste Evangelho, Jesus nos dá três recomendações:

“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos.”

Os porcos e os cães não sabem o valor da pérola, por isso não dão valor nem se aproveitam delas. A comparação é um pouco dura, mas é clara: Para pessoas que estão fora da fé cristã, devemos ensinar coisas que estão ao alcance delas. Coisas muito íntimas, santas e elevadas da nossa vida cristã, eles não vão entender e poderão interpretar mal. Mais tarde, quando receberem os rudimentos da fé, aí sim entenderão. Como aquele pai que falou para a filha, que era do grupo de jovens: “Não sei o que você vai fazer lá na igreja todo domingo de manhã, e fica olhando para o padre durante uma hora. Acho que você está namorando o padre! Por isso não quero que você volte lá”.

“Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles.”

E Jesus fala que nisto consiste a Lei e os Profetas. Por isso essa recomendação de Jesus é chamada de regra de ouro. Devemos procurar o bem do nosso próximo como procuramos o nosso próprio bem. Tratar os outros como gostaríamos de ser tratados.

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição.”

E Jesus fala que muitos seguem o caminho largo e poucos seguem o caminho estreito.

Em Lc 13,23, Jesus faz esta mesma comparação, em resposta a alguém que lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”

Fica então claro que o caminho que leva à salvação é estreito.

A vida cristã é exigente, não é para pessoas acomodadas medíocres. Basta ver o que diz o Evangelho sobre o casamento, o perdão, o amor aos inimigos, a partilha dos bens… As pessoas “mais ou menos” logo se desligam da Comunidade, e muitas delas vão para as seitas.

Precisamos lutar contra os desejos imoderados e instintos, que, feridos pelo pecado, nos puxam para o mal. Viver em Comunidade, junto com pessoas às vezes difíceis e complicadas, é também uma porta estreita. Entretanto, muitos superam essas dificuldades e seguem o caminho apertado do testemunho, tornando-se “discípulas e missionárias de Jesus Cristo, para que os nossos povos tenham mais vida” (Doc. de Aparecida).

Certa vez, numa escola, dois alunos se tornaram amigos. Um dia, um deles, que morava bem distante, pois a cidade era grande, convidou o outro para ir à sua casa no domingo, para uma festinha de aniversário da sua irmã. Chegou a hora da festa e nada de o amigo aparecer! Depois que já haviam cortado o bolo, ele chegou, cansado de tanto andar, e foi logo dizendo: “Cara, perdi o mapinha que você me deu!”

Jesus nos deixou o mapinha para chegar ao céu. Mas precisamos tomar cuidado para não errar, porque as ruas são estreitas e apertadas. Que não percamos esse mapa!

A Mãe de Jesus andou sempre pelo caminho estreito. Ela fazia isso espontaneamente, puxada pelo amor, tanto ao Filho como a nós, seus outros filhos e filhas.

Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles.

(Pe. Antônio Queiroz).

(14) – NÃO DEIS AOS CÃES AS COISAS SANTAS…

Nesta nossa caminhada de discípulo missionário, é comum deparamos com situações que nos deixam tristes, como encontrar irmãos nossos, que ainda não conhecem Jesus! Uns, porque ninguém lhes falou Dele, outros porque já fizeram opções por outros deuses: o deus dinheiro, o deus fama, o deus poder…

Quando fazemos a experiência de Jesus em nossa vida, passamos a querer levá-Lo aos que ainda não O conhece! A partir de então, passamos de discípulo à missionário, queremos levar ao outro o que aprendemos do Mestre! E no desejo de que todos provem desta água viva que bebemos, as vezes nos precipitamos, lançamos a semente do Reino em terras áridas, onde ela não irá germinar, correndo o risco de nos machucar, vendo a palavra de Deus sendo desprezada.

A palavra de Deus, não entra em coração fechado!

E Jesus, conhecedor das nossas boas intenções e também da nossa ingenuidade missionária, nos orienta, na intenção de nos prevenir contra esses desencontros, que pode nos desestimular da missão.

No evangelho de hoje, percebemos mais uma vez, o cuidado de Jesus em instruir bem os seus discípulos, para que eles pudessem superar todos os desafios da missão.

Sendo Jesus, o próprio Deus, Ele já sabia por antecipação, das dificuldades e aborrecimentos que os discípulos encontrariam pelo caminho, dificuldades que ainda hoje, todo missionário encontra.

A orientação de Jesus, descrita no texto de hoje, à princípio, pode nos soar estranho: não dar aos cães as coisas sagradas, nem jogar pérolas aos porcos. São palavras, que nos assustam, palavras difíceis de serem compreendidas, mas aos poucos, o Espírito Santo vai clareando a nossa mente, nos fazendo entender, o que no fundo, Jesus quer nos dizer com tudo isso! Na verdade, Jesus quer prevenir e nos orientar sobre o cuidado que devemos ter com o Sagrado! A palavra de Deus é sagrada, não deve ser lançada onde ela não será acolhida e se insistirmos, além de nos machucar, estaremos perdendo tempo, deixando de semeá-la em terras férteis.

O que não quer dizer, que devemos desistir dessas pessoas que não querem acolher a palavra de Deus, pelo contrário devemos ter para com elas, a paciência de Deus, dar tempo ao tempo, quem sabe, esta mesma pessoa, que hoje recusa a palavra de Deus, um dia abrirá o seu coração para acolhê-la?

A palavra de Deus não pode ser imposta, ela deve ser uma proposta para a pessoa certa, do jeito certo e na hora certa.

Sabemos que é inútil querer levar alguém a converter-se se ela não quer abrir à conversão. A palavra de Deus, só produz frutos no coração de quem a acolhe com total liberdade! Querer forçar alguém a acolhê-la, seria fazer mal uso desta palavra, que é palavra de vida eterna. Por tanto, as coisas santas, com certeza, têm destinatários certos: corações que as acolhe com o carinho que elas merecem!

Quem faz a opção pela porta estreita, vai encontrar estes e muitos outros desafios pelo caminho, mas terá a alegria da constante presença de Deus em sua vida!

A porta larga nos oferece inúmeras opções, o ter o poder o prazer, mas não nos levará, a felicidade plena, felicidade, que só se alcança, passando pela porta estreita.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(14) – PELA PORTA ESTREITA

Gênesis 13, 2.5-18 – “o espaço de cada um”

Às vezes nós insistimos em querer mudar as pessoas que convivem conosco e tentamos que elas tenham o mesmo pensamento que nós e lutamos para que permaneçamos juntos no mesmo ideal, tendo os mesmo objetivos. Por isso, surgem os conflitos de opiniões, as divergências que terminam em litígio, em separação dolorosa. Nesse relato nós aprendemos com Abrão a superar as diferenças que existem entre nós e as pessoas da nossa convivência. Evitando discórdias com o seu sobrinho Lot, Abrão não se importou em colocar à sua disposição a terra que o Senhor lhe concedera. Com ele nós aprendemos que é melhor que cedamos para o outro uma parte do que nos foi dado, do que, apossados de tudo, nós vivamos em desarmonia e litígio com as pessoas que mais nós amamos. A cada um de nós está reservado um “espaço” para que possamos realizar a nossa missão dentro do plano de Deus. Recebemos de Deus, os dons, os bens e os talentos, armas necessárias para que ponhamos em prática o grande desafio da nossa vida que é o bom relacionamento entre nós e os nossos irmãos e irmãs. Cada um de nós tem em si as riquezas pertinentes ao seu modo de ser e, por isso, devemos respeitar o pensamento e as opiniões uns dos outros. Além do mais dentro do plano de Deus cada um tem o seu lugar, a sua terra e o seu próprio quinhão. Viver em harmonia e em paz dentro da nossa realidade é o que deseja para nós, o Senhor. Assim também, nós devemos fazer, pois como diz a palavra: “Não deve haver discórdia entre nós e entre os nossos pastores, pois somos irmãos!”

– Como é a sua relação com as pessoas que convivem com você?

– Você insiste em querer mudá-las para que se adaptem ao seu modo de pensar e continuem convivendo?

– Você é uma pessoa possessiva, ciumenta?

– Você sabe dar o “seu ao seu dono”?

Salmo 14 – “Senhor, quem morará em vosso monte santo?”

O salmista descreve as características dos que habitam na casa do Senhor: “quem em nada prejudica o seu irmão; quem não empresta o seu dinheiro com usura, mas honra os que respeitam o Senhor e não se deixa subornar contra o inocente.” O desejo da nossa alma é morar no monte santo do Senhor, por isso nós buscamos a santidade e a justiça de Deus. Porém, é nos nossos relacionamentos que nós demonstramos se estamos à procura do monte santo de Deus. Se, assim estivermos vivendo jamais vacilaremos, estamos no caminho certo.

Evangelho – Mateus 7, 6.12-14 – “pela porta estreita”

Neste Evangelho Jesus nos ensina a ter coerência nas nossas atitudes para não desperdiçarmos o bem precioso que temos nas mãos. Somos cristãos, carregamos em nós a riqueza do Espírito Santo que nos dá dons preciosos para nossa caminhada, por isso, não devemos nos expor às investidas da mentalidade mundana sem estarmos preparados. Muitas vezes banalizamos as coisas de Deus e perdemos o nosso precioso tempo discutindo e medindo forças com pessoas que não têm conhecimento de Deus e querem nos influenciar e destruir a nossa fé e a nossa esperança nas promessas divinas. Assim fazendo nós estamos dando aos porcos as nossas pérolas. Precisamos, portanto, aproveitar bem o que o Senhor colocou à nossa disposição. A Palavra de Deus é um tesouro e ao mesmo tempo uma arma que Deus coloca a nosso favor, por isso, precisamos sempre estar fundamentados nos Seus ensinamentos para vivermos em harmonia com Deus e os irmãos. Algumas pessoas confundem os ensinamentos do Evangelho e vulgarizam a Palavra de Deus de acordo com as suas conveniências. Quando preservamos os ensinamentos do Evangelho nós aprendemos a desejar para o outro aquilo que desejaríamos também para nós. As nossas atitudes com os nossos irmãos, as nossas ações diante dos apelos do mundo que nos acena com as coisas fáceis e ilusórias mostram se estamos realmente fazendo o itinerário do caminho que nos leva à vida. A porta estreita é a porta dos ensinamentos evangélicos, difíceis de vivenciar, mas que nos levam à vida eterna. O homem que tem uma vida “fácil” perde-se também com facilidade, porque coloca a sua alma naquilo que só dá prazer. Muitas vezes queremos seguir o caminho mais fácil, que nos custa menos, no entanto, é a estrada que nos leva a perdição. A porta estreita é a vivência do amor, é o amor vivido em atos concretos. A porta larga é o egoísmo, o querer só para si esquecendo que a Lei e os Profetas consistem em amar a Deus e ao próximo como a si mesmo.

– Você costuma banalizar a Palavra de Deus dizendo que as coisas mudaram?

– Você brinca com as coisas santas?

– Você conta anedotas que vulgarizam as coisas santas

– O que você faz quando as pessoas o (a) desestimulam, e questionam a ação de Deus na sua vida?

– Você confia no Senhor mesmo quando todos à sua volta dizem o contrário?

– Você costuma discutir as coisas de Deus com pessoas alheias ao assunto, querendo convencê-las?

(Helena Serpa).

(15) – REFLEXÃO

Hoje em dia, fala-se muito da questão da inculturação. É inculturação do anúncio, da liturgia e assim por diante. De fato, a inculturação é necessária para que todos possam viver os valores do Reino de Deus. Mas o Evangelho de hoje nos faz uma grave advertência: não atireis vossas pérolas aos porcos. É claro que devemos valorizar todas as formas e expressões de uma cultura e reconhecer os grandes valores que estão presentes na cultura e que expressam os valores evangélicos, mas inculturar o Evangelho não significa submete-lo aos valores culturais, pois a cultura tende a ver o Evangelho de uma forma ideológica e a usar as suas palavras sem os critérios do Reino, pisando nelas e voltando-se contra nós.

(20) – ENTRAI PELA PORTA ESTREITA!

Ouço frequentes lamentações sobre seminários vazios, missionários demissionários, redução de membros nas comunidades. Lamentam-se como se a quantidade fosse critério de sucesso. Ora, tudo isto me parece natural. A porta é mesmo estreita. Jesus avisou…

Eis a reflexão do luterano Dietrich Bonhoeffer, mártir do nazismo na segunda guerra mundial:

“Os discípulos são pouco numerosos. Eles sempre serão pouco numerosos. Esta palavra de Jesus tira deles toda esperança a respeito de sua eficácia. Que nenhum discípulo de Jesus jamais deposite sua confiança nos números. ‘São poucos!’ Os outros, ao contrário, são numerosos e serão sempre numerosos. Mas eles caminham para sua perda.

Qual poderia ser, nesta certeza de experiência, a consolação dos discípulos senão a vida que lhes é prometida, a eterna comunhão com Jesus?

É estreito o caminho que seguem aqueles que obedecem. Facilmente se passa sem o perceber; facilmente o perdemos, mesmo quando estamos nele engajados. Ele é difícil de encontrar. O caminho é verdadeiramente estreito e, dos dois lados, o abismo é ameaçador…

Ser chamado a fazer o que é extraordinário, fazê-lo e, no entanto, não ver nem saber o que se faz … eis um caminho estreito!

Testemunhar a verdade de Jesus, confessá-la e, contudo, amar o inimigo dessa verdade, inimigo seu e nosso, amá-lo com o amor incondicional de Jesus… eis um caminho estreito!

Crer na promessa de Jesus, segundo a qual os obedientes possuirão a terra e, no entanto, encontrar-se sem defesa diante do inimigo, antes sofrer a injustiça do que cometê-la… eis um caminho estreito!

Ver e reconhecer o outro em sua fraqueza, em sua injustiça, e jamais o julgar, estar na obrigação de anunciar-lhe a boa nova do Evangelho e, contudo, jamais lançar as pérolas aos porcos… Eis um caminho estreito! De fato, é um caminho insuportável! A cada instante, corre-se o risco de cair.

Desde que reconheci este caminho como aquele que me foi ordenado seguir, e o sigo com medo de mim mesmo, de fato este caminho é impossível. Mas se vejo Jesus Cristo me preceder passo a passo, se olho apenas para ele e o sigo passo a passo, então estou protegido neste caminho.

Sabendo disso, avançamos neste caminho apertado, pela porta estreita da cruz de Jesus Cristo, em direção à vida.

Como poderia ser largo este caminho?

Mas este caminho, o estreito caminho da cruz, este é o bom caminho…”

Depois disso, ainda nos lamentaremos?

Orai sem cessar: “Escolhi o caminho da verdade!” (Sl 119,30).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – ENTRAI PELA PORTA ESTREITA

Hoje, o Senhor nos faz três recomendações.

A primeira, “Não deis aos cães o que é santo, nem jogueis vossas pérolas diante dos porcos” (Mt 7,6), contrastes em que “bens” são associados a “pérolas” e ao “que é santo”; e “cães e porcos” ao que é impuro. São João Crisóstomo ensina que “nossos inimigos são iguais a nós quanto à natureza, mas não quanto à fé”. Apesar dos benefícios terrenos serem concedidos igualmente aos dignos e indignos, não é assim quanto às graças espirituais”, privilégio daqueles que são fiéis a Deus. A correta distribuição dos bens espirituais implica em zelo pelas coisas sagradas.

A segunda é a chamada “regra de ouro” (cf. Mt 7,12), que compendia tudo o que a Lei e os Profetas recomendaram, tal como ramos de uma única árvore: o amor ao próximo pressupõe o Amor a Deus e, dele resulta. Fazer ao próximo o que se deseja seja feito conosco implica na transparência de ações para com o outro, no reconhecimento de sua semelhança a Deus, de sua dignidade. Por que razão nós desejamos o Bem para nós mesmos? Porque o meio de identificação para ser profundamente reconhecidos é a união com o Criador. Sendo o Bem, para nós, o único meio para a vida em plenitude, é inconcebível sua ausência na nossa relação com o próximo. Não há lugar para o bem onde prevaleça a falsidade e prepondere o mal.

Por fim, a “porta estreita” … O Papa Bento XVI nos pergunta: “O que significa esta ‘porta estreita’? Por que muitos não conseguem entrar por ela? Trata-se de uma passagem reservada a alguns eleitos?” Não! A mensagem de Cristo “nos é dirigida no sentido de que todos podem entrar na vida. A passagem é ‘estreita’, mas aberta a todos; ‘estreita’ porque exigente, requer compromisso, abnegação, mortificação do próprio egoísmo”.

Roguemos ao Senhor que realizou a salvação universal com sua morte e ressurreição que nos reúna a todos no Banquete da vida eterna.

(Diác. D. Evaldo PINA FILHO (Brasília, Brasil)).

(24) – ENTRAI PELA PORTA ESTREITA

Hoje, Jesus nos faz três recomendações importantes. Não obstante, centraremos nossa atenção na última: “Entrai pela porta estreita!” (Mt 7,13), para conseguir a vida plena e sermos sempre felizes, para evitar cair na perdição e deparar-nos condenados para sempre.

Se der uma olhada ao seu redor e à sua própria existência, facilmente comprovará que tudo quanto vale, custa, e tendo certo nível elevado está sujeito à recomendação do Mestre: como disseram os Pais da Igreja, com grande profundidade, “pela cruz se cumprem todos os mistérios que contribuem à nossa salvação” (São Joao Crisóstomo). Uma vez, no leito da sua agonia, uma anciã que tinha sofrido muito em sua vida, me disse: “Padre, quem não saboreia a cruz, não deseja o céu; sem cruz não há céu”.

Tudo o que foi dito contradiz a nossa natureza caída, mesmo que tenha sido redimida. Por isso, além de nos enfrentarmos com o nosso natural modo de ser, é preciso ir contra a corrente do ambiente do bem estar, que se fundamenta no materialismo e no incontrolável gozo dos sentidos, que buscam – a preço de deixar de ser – ter mais e mais, obter o máximo prazer.

Seguindo a Jesus – que disse “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12) –, nos damos conta que o Evangelho não nos condena a uma vida obscura, aborrecida e infeliz, ao contrário, pois nos promete e nos dá a felicidade verdadeira. É só repassar as Bem-aventuranças e olhar àqueles que, depois de entrar pela porta estreita, foram felizes e fizeram a outros afortunados, obtendo – pela sua fé e esperança Naquele que não decepciona – a recompensa da abnegação: “receberá muitas vezes mais no presente e, no mundo futuro, a vida eterna” (Lc 18,30). O “sim” de Maria está acompanhado da humildade, da pobreza, da cruz, mas também pelo prêmio à fidelidade e à entrega generosa.

(Rev. D. Lluís ROQUÉ i Roqué (Manresa, Barcelona, Espanha)).

(25) – NÃO DEIS AOS CÃES O QUE É SANTO

No relacionamento com o próximo, também com o que é precioso e sagrado, faz-se necessário o dom do discernimento, arte de distinguir e reter o que deve ou não ser feito ou dito. Nesse sentido, o Senhor urge os discípulos para que sejam prudentes e judiciosos, praticando a “regra de ouro”, que os orienta a fazer ao outro o que esperam que ele lhes faça. Dito sapiencial de autoproteção (Tob 4,15), colocado no contexto dos mandamentos de Deus e transformado em ato de amor, do qual dependem “toda a lei e os profetas”.

Jesus alerta igualmente os discípulos sobre o perigo de atentar contra o que é consagrado a Deus, dando aos cães o que é santo ou atirando pérolas aos porcos. Pois, como escreve S. Hilário de Poitiers, “o apelo evangélico visa a não expor os mistérios divinos a quem não os merece ou não está preparado para acolhê-los”. Evitando correr atrás dos falsos profetas, empenhem-se os discípulos em cumprir a vontade do Pai, porque não se pode seguir na vida de modo indeciso. A eles, abrem-se dois caminhos possíveis, o primeiro passa por uma porta larga e os conduz ao caminho da perdição, o outro lhes dá acesso a uma porta estreita e os leva ao caminho apertado da Vida. O caminho largo é descrito por S. Jerônimo como sendo “o apego aos bens do mundo que os homens cobiçam”, enquanto o caminho apertado “aponta para o desprendimento” e requer esforço, renúncia e sacrifícios. Unido à perseguição, poucos se dispõem a trilhá-lo.

No entanto, para que não se sintam desanimados, Jesus os encoraja a entrar pela porta estreita e não simplesmente seguir a multidão ou ceder às solicitações do pecado e do mal. Anima-os a certeza de que Jesus veio não para condenar, mas sim para salvá-los, sólido fundamento de sua esperança. Ouvindo tais exortações de Jesus, S. Bento estimula os monges a não fugirem, logo apavorados, “abandonando o caminho da salvação, no qual só se pode entrar por uma porta estreita. Pois, diz ele, na medida em que se avança na vida monástica ou cristã e na fé, o coração se dilata, para percorrer, na indizível doçura do amor, o caminho dos ensinamentos divinos”. Proposição paradoxal. Se o caminho e a porta são estreitos, porém, ao entrar e ao se comprometer, o coração se dilata no encontro com Cristo. Ele é a porta, ele é o caminho, que como bom Pastor nos toma em seus braços e nos sustenta e nos conduz. Cabe a nós a responsabilidade da escolha, cientes de que o caminho estreito, como observa S. Agostinho, “só pode ser trilhado pelos corações humildes e pacíficos”.

(Bispo Dom Fernando).

CELEBRAÇÃO DE HOJE

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

12ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

O cristianismo nos ensina a necessidade de amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos. O problema é quando esse amor se reduz somente a nós. Por isso, a Palavra de Jesus, “entrai pela porta estreita”, ensina-nos que o amor é muito maior, e que não se reduz jamais. O amor não cabe em nenhuma fórmula. Está além. Este caminho é exigente, mas é o caminho da realização, da paz e da salvação.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Somos irmãos e irmãs e não cabe entre nós nenhuma discórdia ou divisão. Cabe ao cristão descobrir o quanto é necessário fazer para os outros o que nós mesmos desejamos. A relação de amor é sempre a da gratuidade. Escutemos o Senhor.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Eu sou a luz do mundo, aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8,12).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, este sacrifício de reconciliação e louvor e fazei que, purificados por ele, possamos oferecer-vos um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Eu sou o bom pastor e dou a vida por minhas ovelhas, diz o Senhor (Jo 10,11.15).

– Oração depois da Comunhão

Renovados pelo Corpo e Sangue do vosso Filho, nós vos pedimos, ó Deus, que possamos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que devotamente estamos celebrando. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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