Liturgia Diária 05/JUL/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 05/JUL/2013 (sexta-feira)

Gênesis 23,1-4.19;24,1-8.62-67 (Abraão compra uma sepultura (O túmulo dos Patriarcas) / Casamento de Isaac)
Salmo 106(105), 1-2. 3-4a. 4b-5 (Confissão nacional)
Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13 (Chamado de Mateus / Refeição com os pecadores)
Mt 9,9-13 (Jesus chama Mateus)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Gênesis (Gn 23,1-4.19;24,1-8.62-67)

Leitura do Livro do Gênesis.
23,1 Sara viveu cento e vinte e sete anos, 2 e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. 3 Depois levantou-se de junto da morta e falou aos hititas: “Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu”. 19 Assim, Abraão sepultou Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã. 24,1 Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2 Abraão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: “Põe a mão debaixo da minha coxa e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; 4 mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac”. 5 E o servo respondeu: “E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?” Abraão respondeu: “Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. 7 O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da minha terra natal, e que me falou e jurou, dizendo: ‘À tua descendência darei esta terra’, ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho. 8 Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá”. 62 Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Rói e morava na terra do Negueb. 63 Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam. 64 Rebeca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do Camelo, 65 e perguntou ao servo: “Quem é aquele homem que vem pelo campo, ao nosso encontro?” O servo respondeu: “É o meu Senhor”. Ela puxou o véu e cobriu o rosto. 66 Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67 Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 106 (105), 1-2. 3-4a. 4b-5 (R. 1a))

— 1a Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.
1a Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.
— 1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, / porque eterna é a sua misericórdia! 2 Quem contará os grandes feitos do Senhor? / Quem cantará todo o louvor que ele merece?
— 3 Felizes os que guardam seus preceitos / e praticam a justiça em todo o tempo! 4a Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / pelo amor que demonstrais ao vosso povo!
— 4b Visitai-me com a vossa salvação, 5 para que eu veja o bem-estar do vosso povo, / e exulte na alegria dos eleitos, / e me glorie com os que são vossa herança.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 9,9-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13 Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

A todos nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me, com todos os internautas, para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes: “onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão. (Bv. Alberione)

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 9,9-13, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus não só perdoa os pecados, mas transforma o pecador. Mateus, de explorador transformou-se em discípulo. Sendo chamado, Mateus prontamente se levanta e “foi com ele”. Poderia não ter respondido e ficado como cobrador de impostos. O chamado que Jesus faz a Mateus o transfere da escravidão do dinheiro à liberdade do seguimento. Os fariseus se incomodam porque Jesus vai com seus discípulos jantar na casa de Mateus. À pergunta dos fariseus, Jesus responde dizendo que são os doentes que precisam de médico, não os que têm saúde. Por isso ele vai ao encontro dos pecadores. Bem diferente daqueles que censuravam e condenavam os pecadores. Mateus passa a integrar a equipe dos apóstolos de Jesus.

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo.
O que o texto me diz no momento?
Os bispos em Aparecida, falaram também dos convocados: “A vocação ao discipulado missionário é convocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão. Diante da tentação, muito presente na cultura atual de ser cristãos sem Igreja e das novas buscas espirituais individualistas, afirmamos que a fé em Jesus Cristo nos chegou através da comunidade eclesial e ela “nos dá uma família, a família universal de Deus na Igreja Católica. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão”. Isto significa que uma dimensão constitutiva do acontecimento cristão é o fato de pertencer a uma comunidade concreta na qual podemos viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão com os sucessores dos Apóstolos e com o Papa.” (DAp 156).
Jesus passa também por mim.
Como respondo aos seus convites?
O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo?

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Canto ou rezo a canção do Pe. Zezinho, scj:
QUANDO JESUS PASSAR
(Clique aqui para ouvir a música)
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.
No meu telônio ou jogando a rede
sob a figueira ou a caminhar
buscando água para minha sede,
querendo ver meu Senhor passar.
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.
No meu trabalho e na minha casa,
no meu estudo e no meu lazer,
No compromisso e no meu descanso,
no meu direito e no meu dever.
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.
Nos meus projetos olhando em frente,
no meu sucesso e na decepção
no sofrimento que fere a gente,
sonhando o sonho de um mundo irmão.
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou observar Jesus que passa onde trabalho, por onde caminho, onde moro…
Escolho uma frase ou palavra para memorizar. Vou repeti-la durante o dia. Esta Palavra vai fazendo parte da minha vida, da minha mente, como a chuva que cai e produz seus efeitos (Is 55,10-11).
BÊNÇÃO:
– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(4) – A MISERICÓRDIA PRECEDE E ULTRAPASSA O SACRIFÍCIO

Ninguém está excluído do seguimento de Jesus Cristo. O seu chamado exigente é para todos. Mateus, que Jesus chama ao seu seguimento, é coletor de impostos, isto é, pecador público (ver: Lc 19,7). O relato de Mateus omite que a refeição tenha sido na casa de Levi, ao contrário de Marcos e Lucas, que o dizem explicitamente (Mc 2,15; Lc 5,29). Em Marcos e Lucas, a refeição oferecida por Levi tem um tom de despedida de sua vida anterior. Aqui em Mateus, a impressão é que Jesus acolhe na sua própria casa os coletores de impostos e pecadores (cf. v. 10). O autor do quarto evangelho fará o Senhor dizer: “Na casa de meu Pai tem muitas moradas” (Jo 14,2). A pergunta dos fariseus é dirigida aos discípulos de Jesus (cf. v. 11), mas é Jesus quem toma a iniciativa de respondê-la (cf. v. 12-13), pois é a ocasião de explicitar sua missão: “De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores” (v. 13). A citação de Os 6,6 (“é misericórdia que eu quero, e não sacrifício”), e repetida em Mt 12,7, deve funcionar como princípio de ação. A misericórdia precede e ultrapassa o sacrifício.
(Carlos Alberto Contieri).

(6) – NÃO PODEMOS DISCRIMINAR NINGUÉM

Não podemos discriminar ninguém; ao contrário, precisamos acolher a todos.
“Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’” (Mt 9,12-13).
Hoje, as pessoas estão escandalizadas em volta de Jesus. Primeiro, porque Ele acolheu Mateus – o qual se tornou o evangelista do Evangelho que estamos meditando. No entanto, Mateus era um cobrador de impostos, e você sabe que isto era muito mal visto, porque, na verdade, ele cobrava tributos indevidos do povo, o que fazia com que os cobradores fossem muito mal vistos pela população.
A forma como o cobrador gastava esse dinheiro era vergonhosa. E o povo sofria por causa disso. Mas esse cobrador de impostos, chamado Mateus, conheceu Jesus e Este mudou sua vida. Por isso Jesus diz a ele: ‘Segue-me!’. A partir disso, ele deixou tudo para seguir o Senhor.
Sabe, meu irmão, minha irmã, nós, muitas vezes, queremos condenar a proximidade com que a Igreja e todos nós precisamos ter com os pecadores.
Não podemos discriminar ninguém; ao contrário, precisamos acolher a todos. Mas é claro que não basta só acolher, pois amar é a primeira e a mais importante das decisões que precisamos ter para com todos os filhos de Deus.
Todos aqueles que vivem em pecados grandes dentro de casa – como o pai que não compreende o filho, porque não o aceita como ele é; às vezes, drogados, sujos, com isto ou com aquilo – é para esses que o Senhor veio.
Os que já estão limpos, justificados, já tem Deus. Ele veio para aqueles que ainda não O têm, e nós precisamos levar Deus, saber que Ele, em primeiro lugar, quer estar com esses que ainda não conhecem o Seu amor e a Sua misericórdia.
Deus abençoe você!
(Pe. Roger Araújo).

(7) – UMA REFEIÇÃO SUSPEITA

Os adversários de Jesus queriam submetê-lo a seus esquemas preconceituosos. Por isso, eram críticos mordazes de sua ação. Qualquer gesto ou palavra de Jesus era sempre motivo de comentários maledicentes, que deturpavam seu verdadeiro sentido.
A refeição com os cobradores de impostos e pecadores, vindos em grande número à casa de Mateus para almoçarem com Jesus, foi colocada sob suspeita. Os opositores de Jesus não podiam entender como um rabi que se prezava pudesse se misturar com gentalha daquele tipo, povo digno apenas de desprezo. Jesus, segundo eles, estava se rebaixando demais e, com isso, se desprestigiando.
O pensamento de Jesus seguia na direção oposta. O Pai lhe conferiu a missão de levar a salvação até os pecadores. O caminho escolhido por ele foi o da proximidade e da solidariedade. Sua ação era diferente da dos fariseus que tendiam a marginalizar toda sorte de pecadores. Jesus, de forma alguma, tornava-se impuro no contato com os pecadores. Antes, os pecadores eram limpos de seus pecados no contato com Jesus. Ele não pactuava com o modo de vida criticável dos pecadores. Pelo contrário, sua presença revelava a malícia contida no coração dos pecadores e urgia deles a conversão. Portanto, naquela refeição criticada Jesus estava no lugar adequado para cumprir a tarefa recebida do Pai.
Oração: Senhor Jesus, faz-me trilhar o caminho da solidariedade e da proximidade com aqueles a quem a salvação deve ser levada.
(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

Quero misericórdia, não sacrifício (Mt 9,13).
Como entender esta frase de Jesus no Evangelho de hoje?
Jesus tinha acabado de chamar Mateus para segui-lo como discípulo (ver Mt 9,9). E Mateus O seguiu. Até aqui tudo é fácil de entender. Jesus convida um novo discípulo que lhe responde positivamente.
Os problemas começam depois.
Mateus era “publicano”, isto é, cobrador de impostos dos judeus para os romanos, os odiados estrangeiros. Por isso, diante dos judeus era um “pecador” público. Pois este “pecador publicano” resolveu convidar Jesus para um almoço.
O pior, para os judeus, é que Jesus aceitou o convite! Os judeus ficaram escandalizados. Como um homem tão justo como Jesus podia se misturar com os “publicanos” pecadores, desprezados pelo povo e pelos fariseus? Ou Jesus era da “mesma laia” daquele pecador, ou teria uma justificativa convincente para fazer este gesto escandaloso.
Jesus tinha justificativas, muito além do que os fariseus, seus críticos, podiam imaginar.
Primeiro, como “Filho do Homem” com poder de perdoar os pecados Ele já demonstrara que não era um “Filho do Homem” qualquer. Jesus tinha poderes que só Deus tinha.
E agora, aos fariseus, Jesus afirma: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes” (Mt 9,12). Ainda: “Não vim chamar os justos, e sim os pecadores”.
Segundo, Jesus traz de Oseias 6,6 a frase, livremente traduzida aqui:
“[Eu, Deus] prefiro o amor aos sacrifícios. Prefiro o amor a mim aos holocaustos”.
que isto quer dizer?
Quer dizer que Deus compara a situação do pecador com a de quem se considera “justo”, o que Lhe apresenta no Templo os sacrifícios tendo cumprido as normas de purificação ritual para isto.
Os “justos” podiam cumprir os rituais. Assim se davam por satisfeitos.
Os “pecadores” não os cumpriam, logo continuavam impuros e desprezados.
Entretanto, quando Deus diz que prefere a caridade para com os pecadores, diz que estes são o primeiro objeto de sua dedicação: todos devem ser salvos de seus pecados.
E Deus não descansa enquanto o pecador não se arrepende e se salva.
Ora, foi isto que Jesus veio fazer. Seu nome não significa “Salvador”?
É lógico concluir que Jesus age exatamente como Deus diante dos pecadores.
Por isso, Jesus disse que veio para os doentes.
Além de tudo isso, precisamos nos perguntar: por que São Mateus escreveu isto?
Ele conduz nosso pensamento nesta direção:
1. Uma vez que Jesus procurava os pecadores, agia como Deus.
2. Se agia como Deus, perdoava os pecados como Deus, a conclusão lógica vinha nesta pergunta: “Ele não é Deus?”.
3. O leitor de São Mateus concluía: Sim, Ele é Deus Filho.
Esta conclusão horrorizava os fariseus, mas nós sabemos o que a eles não foi dado a saber: este “Filho do Homem” foi declarado “Filho de Deus pela sua Ressurreição” (ver Rm 1,4).
É deste modo que o Evangelho de hoje nos mostra Jesus como Filho de Deus, Deus como o Pai. Este foi o motivo verdadeiro pelo qual São Mateus nos relatou este almoço de Jesus na casa de Mateus.
(Pe. Valdir Marques).

(12) – SEGUE-ME

[Após a cura do paralítico,] vem o apelo do cobrador de impostos aos mistérios de Cristo. Cristo ordena-lhe que O siga, não por uma diligência física do corpo, mas pela mudança do coração. E este homem, que até então obtinha lucro com mercadorias, que explorava duramente o cansaço e os perigos dos marujos, deixa tudo ao ouvir aquele apelo. Ele, que se apoderava dos bens dos outros, abandona os seus próprios bens e, deixando o seu ignóbil posto de cobrança, segue o Senhor com toda a sua alma.
E prepara um grande festim: pois aquele que recebe Cristo na sua morada interior fica saciado de um enorme bem-estar, de uma alegria superabundante. Quanto ao Senhor, entra de boa vontade na sua casa e senta-Se à mesa preparada com o amor daquele que acreditou.
Mas eis que se acende a malevolência dos incrédulos […], e subitamente revela-se a diferença entre os discípulos da Lei e os discípulos da graça. Obedecer à Lei é sentir num coração em jejum uma fome sem remédio; acolher o Verbo, a Palavra de Deus, na intimidade da alma é ficar renovado pela abundância da fonte e dos alimentos eternos. É nunca mais ter fome nem sede (Jo 6,35).
(Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja – Comentário ao Evangelho de São Lucas, 5, 16; SC 45).

(14) – JESUS VÊ A “PESSOA” E NÃO O SEU PECADO!

Numa sociedade preconceituosa, que não enxerga a pessoa, e sim, a sua falha, são muitos os excluídos, irmãos nossos, que às vezes só precisam de se sentirem amados para mudar de vida!
Todas as vezes que destacamos o ponto fraco de alguém, rotulando-o negativamente, estamos excluindo-o do convívio social, negando a ele a oportunidade de refazer a sua vida, um sinal de que ainda não aprendemos a olhar o irmão com o olhar misericordioso de Jesus.
Temos tendência de julgar o outro pela sua aparência, pelo tipo de trabalho que exerce, pelos lugares que frequenta, esquecendo de que o valor de uma pessoa, está em ser um filho(a) de Deus!
Jesus, ao contrário de nós, enxerga a “pessoa” e não o seu pecado, para Ele, estar em pecado é estar doente e, o que um doente necessita, não é de um juiz e sim, de um médico, uma vez curada a sua doença, a pessoa se torna íntegra!
Todos nós podemos ser médicos da alma, pois o amor cura, o amor levanta quem está caído!
Todos nós somos chamados a fazer parte do Reino de Deus! Enganamos, quando pensamos que o convite seja feito só para os bons, para os que já estão no caminho certo. O chamado de Jesus, é extensivo a todos, Ele não faz distinção de pessoas, tanto chama bons, como maus, o que vale para Jesus, é a resposta que se dá ao Seu chamado.
No coração de quem aceita o chamado de Jesus já houve transformação, pois ninguém aceita o seu chamado, sem estar disposto a mudar de vida!
O evangelho de hoje, narra o encontro de Jesus com Mateus, um cobrador de imposto, visto como pecador.
“Jesus viu um homem sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me”! Jesus viu o “homem”, Mateus, e não o seu pecado!
E Mateus, por sua vez, ao ser convidado a deixar tudo para seguir Jesus, não hesitou em colocar em segundo plano a sua vida pessoal, abandonando todos os seus projetos, nos quais ele apostava nos bens matérias, bens, que sabemos não serem lícitos.
A resposta decisiva e radical de Mateus deve ser também a nossa resposta ao chamado de Jesus! Não podemos hesitar, pedir tempo para responder a este chamado, como muitas vezes fazemos, por não conseguir libertar dos nossos apegos.
Os cobradores de impostos eram considerados impuros, por este motivo, os fariseus se escandalizaram quando Jesus chama Mateus, para segui-lo e mais escandalizados ainda, quando Ele senta-se à mesa com Mateus!
Para Jesus, o que é decisivo, não é o cumprimento de leis, de regras e sim, o de estar disposto a aceitar a sua proposta de salvação, e Mateus aceitou!
Quantas vezes nos propomos a seguir Jesus, mas queremos seguir um Jesus bonzinho, que não exige nada de nós, que atenda todos as nossas reivindicações e quando percebemos que o seguimento a Jesus inclui a cruz, que implica em mudança radical de vida, em renuncias, desapegos, aí as coisas mudam, procuramos mil desculpas para adiar a nossa adesão a Ele.
Jesus tem várias formas de nos chamar a fazer parte do Reino Deus, e nós, temos uma só forma de responder ao seu chamado: “eis me aqui Senhor”!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
(Olívia Coutinho).

(14) – JESUS VIU MATEUS E DISSE-LHE: SEGUE-ME!

Gênesis 23,1-4.19; 24,1-8.62-67 “a mulher prometida”
Mesmo sendo estrangeiro na terra dos hititas Abraão tinha consciência de que aquela terra era herança sua, porque fora prometida a ele pelo Senhor. Por isso, já de idade avançada, na hora de escolher alguém para dar a seu filho Isaac como esposa, (como era de costume naquela época), preferiu que ela fosse tirada do seu torrão natal, de junto dos seus parentes, para viver com Isaac na terra prometida. Abraão tinha plena confiança no plano de Deus para ele e a sua descendência, sabia que Deus mesmo providenciaria uma mulher para Isaac e assim aconteceu. O servo de Abraão conduziu Rebeca desde a sua terra natal e esta encontrou Isaac que a recebeu por esposa. Assim também nós podemos refletir: somos peregrinos e estrangeiros nessa terra, a nossa pátria é o céu, porém aqui na terra onde estamos nós precisamos nos apossar das promessas de Deus para nós. Buscamos as coisas do alto, por isso, na hora de que precisamos fazer as nossas escolhas nós também devemos estar confiantes na intervenção de Deus, para que tudo se realize conforme a Sua vontade. Ele sabe mais do que nós do que nós precisamos e o que será melhor para nós.
– Qual a influência que Deus tem na hora em que você faz escolhas para sua vida?
– Você confia em que o Senhor saiba precisamente do que você mais precisa?
– Você acha que um “marido” ou uma “esposa” possa ser escolhido (a) por Deus?
– Você confia nos planos de Deus para a sua vida e espera com paciência que eles se realizem?
Salmo 105 – “Daí graças ao Senhor, porque ele é bom!”
O Senhor está perto daqueles que o invocam e contam com Ele. Dar graças ao Senhor, contar os Seus grandes feitos e cantar o louvor que Ele merece é uma necessidade da nossa alma. O Senhor nos visita com a Sua salvação desde já, e por isso, nós podemos ver o bem estar de uma nação e a alegria dos seus eleitos. A nossa herança aqui na terra é a misericórdia e a bondade do Senhor nos nossos dias.
Evangelho – Mateus 9, 9-13 – “em busca dos pecadores”
Nesta passagem Jesus nos prova que veio ao mundo para chamar justamente os pecadores, os fracos, os doentes e impotentes, quando chamou Mateus para segui-Lo, mesmo sabendo ser ele um pecador público. Quando também temos um encontro com Jesus e experimentamos a Sua misericórdia, o nosso maior desejo é levá-Lo para a nossa casa, para o convívio com os nossos amigos. Jesus não se nega a nos visitar, mesmo que sejamos os maiores pecadores. Ele vem a nós como médico das almas, como remédio, como consolo. Os fariseus, que não entendiam isso, criticavam Jesus e duvidavam de que Ele fosse filho de Deus. Jesus, porém, fiel à vontade do Pai, sabia responder a todas as perguntas e ninguém interferia nas suas ações. “Quero misericórdia e não sacrifício”! Muitas vezes nós também nos julgamos superiores aos outros porque rezamos, jejuamos, cumprimos com os nossos deveres religiosos, porém, nos falta o principal, a misericórdia, a compaixão, o acolhimento.
– Será que Jesus veio também para você?
– Você se considera justo ou pecador?
– Você costuma julgar alguém que frequenta a casa de Deus e se alimenta do Corpo de Cristo por ser essa pessoa uma pecadora pública?
– Você é uma pessoa misericordiosa ou cumpridora da lei?
(Helena Serpa).

(14) – LEVI MUDOU DE VIDA

Bom dia!
Será que um olhar pode mudar a nossa vida?
O que um olhar diferenciado pode fazer na vida de quem perdeu a esperança, de um jovem, de uma comunidade?
De fato não temos a convicta certeza que logo após o olhar de Jesus, Levi mudou de vida, mas é fato que mudou. Esse olhar compenetrado e convicto de Jesus era muito mais que um cartão de visita e sim a chave que rompia o lacre de um coração que aguardava ansioso uma chance para amar algo.
Creio que Levi, que virou Mateus, já tinha ouvido falar daquele homem de Nazaré e de seus prodígios, mas como Zaqueu, não esperava que Ele tivesse tempo e disposição para mudar a sua vida. A aproximação de Jesus deve ter gerado uma tremenda angústia em alguém que se acostumou a ser odiado pelas pessoas. Ninguém o viu com bons olhos imagine dar-lhe uma chance.
Aquele que ninguém acreditava, Deus percebeu! Onde apenas viam o pecado, Jesus viu uma grande possibilidade.
“(…) Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. MAS ONDE ABUNDOU O PECADO, SUPERABUNDOU A GRAÇA. Assim como o pecado reinou para a morte, assim também a graça reinaria pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor”. (Romanos 5, 20-21)
Alguém com o destino já “traçado” resolve, mediante a um olhar, rever seus planos.
Quando lançamos o olhar de Jesus sobre os que nos cercam podemos de fato ver o que ninguém vê ou não quer ver. O mundo vê jovens desmotivados para as coisas da igreja; os olhos de Jesus acreditam ainda no engajamento comprometido.
Nossas igrejas, pastorais e movimentos aos poucos envelhecem, pois negamos ter o olhar de Jesus que cative os mais jovens. Não adianta culpar a internet, as lan-houses, os bailes funk, a televisão pela falta de oportunidades que NÃO DAMOS ao protagonismo juvenil. O jovem não fica na igreja que o quer velho e triste… Normalmente antes dele se apaixonar pelo rosário e pela oração ele se encanta pelo violão, pela bateria, pelos retiros, pelos amigos, pela atenção…
Mateus foi o primeiro a colocar no papel todo o aprendizado de Jesus a qual chamou de Evangelho. Relatos dizem que Bartolomeu quando saiu a levar a Boa Nova pela Índia levou uma cópia dele. Aquele que não tinha chance foi um dos grandes divulgadores e é somente no Evangelho que leva sua assinatura que vemos talvez a real sensação de como Jesus mudou a sua vida.
“(…) O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. O Reino dos céus é ainda SEMELHANTE A UM NEGOCIANTE que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta”. (Mateus 13, 44-48)
Quem será esse negociante que resolveu vender tudo que tinha por ter encontrado uma pérola de grande valor?
São Mateus, rogai por nós!
Abre nossos olhos para ver o que Jesus deseja que vejamos nos irmãos!
Um imenso abraço fraterno.
(Alexandre Soledade).

(14) – JESUS COME COM OS PECADORES

A primeira ação de Mateus após seguir Jesus, foi exatamente, levá-Lo para sua casa para o convívio com aquelas pessoas que faziam parte do seu círculo de amizade. E Jesus, mesmo sabendo que Mateus era um “pecador público” não recusou o seu convite sentando-se à sua mesa juntamente, com os cobradores de impostos e todos os que eram condenados pelos fariseus e mestres da lei. Da mesma forma nós precisamos fazer depois que assumimos o seguimento de Jesus e temos um encontro verdadeiro com Ele! O primeiro lugar aonde nós devemos levá-Lo é à nossa casa e as pessoas a quem primeiramente precisamos apresentá-Lo são as da nossa família, mesmo que sejam elas, as mais pecadoras. Jesus precisa de nós para entrar na nossa casa e sentar-se à mesa com o nosso povo doente, necessitado de médico. Ele mesmo diz que veio para os enfermos, para os que precisam de cura e libertação. Portanto, não podemos deixar a nossa família de fora entendendo que não há salvação para ela, já que assim estaremos fazendo como os fariseus que discriminavam os pescadores. Somos também fariseus quando rejeitamos alguém e tentamos impedi-lo de aproximar-se de Jesus, de recebê-Lo em sua casa nos julgando melhores e mais virtuosos que ele. Jesus veio para todos nós que somos doentes pelo pecado, que erramos e caímos, às vezes, muito mais do que muitos (as) pecadores (as) públicos (as). Ele nos faz também o convite para segui-Lo, mas deseja ser convidado por nós para entrar na nossa casa e levar a salvação, não importa como esteja a nossa família.
– Você já atendeu ao convite de Jesus para segui-Lo?
– Você já levou Jesus para sua casa e O apresentou a sua família?
– O que você tem feito por eles?
– Apresente a Jesus aquele que é + difícil.
– Como você tem julgado àqueles quem você considera pecadores públicos: alguns políticos, pessoas que a mídia aponta os seus erros, os fora da lei?
– Você sente-se também julgado (a) por alguém quando erra?
(Helena Serpa).

(14) – AQUELES QUE TÊM SAÚDE NÃO PRECISAM DE MÉDICO

A misericórdia e o chamado de Deus não se encerram nos estreitos limites da condição social, criada pela sociedade. Jesus pede a Mateus que o siga, o que implica uma renúncia, não somente de sua profissão, mas da sua condição social. Os fariseus, baseados em suas rígidas estruturas morais e em seu nacionalismo excludente, questionam o comportamento de Jesus e dos discípulos.
Jesus reage apelando ao critério da tradição profética: “Quero a misericórdia e não o sacrifício”. Jesus se identifica como médico enviado a enfermos e pecadores e não a sadios e justos. Este convite do amor de Deus mostra que o querer de Deus é diferente da racionalidade humana; pelo contrário, deixa bem claro que quem quer segui-lo deve empreender um caminho de conversão.
Muitas vezes a fé cristã fica amarrada nos formalismos e formulismos (leis e fórmulas), no que se pode ou não fazer, no que aparentemente é bom ou mau; contudo, o chamado de Jesus a viver em autêntica misericórdia e generosidade é um princípio fundamental, que não pode ser relativizado na vida cristã.
(Claretianos).

(14) – QUERO MISERICÓRDIA E NÃO SACRIFÍCIO

Aqueles que têm saúde não precisam de médico.
“Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores’.”
Jesus está nos dizendo hoje que Ele quer misericórdia, caridade, em vez de promessas, penitências e sacrifícios. Então a partir de hoje, não faça mais aquelas promessas de ir da sua casa até a capela de joelhos, os quais ficam sangrando por causa das pedrinhas do caminho. Jesus não quer mais isso!
Você quer se purificar dos seus pecados leves?
Faça uma caridade. Ajude alguém necessitado, um mendigo, uma idosa ou um idoso. E esse seu ato de caridade acompanhado de uma confissão, irá lavar a sua alma de todos os seus pecados.
Ah! Você apenas quer agradecer a Deus por uma grande graça recebida! Então faça uma boa caridade! Pois tudo o que damos aos pobres é a Jesus que damos. Os mendigos são a presença viva de Jesus no meio de nós. Pode estar certo disso. Não precisa esfolar seus joelhos ou seus pés em uma caminhada dolorosa!
Também não adianta muito rezar 40 terços ou ficar a manhã inteira em oração, se você ignora o irmão que lhe estendeu a mão pedindo um pouco de comida. Pois a caridade fala muito mais alto. De nada adianta furar o corpo com um objeto cortante, ou ficar 3 dias sem comer. Isso só vai prejudicar a sua saúde, só vai prejudicar a saúde do corpo que Deus lhe deu.
Por que?
Porque Jesus quer misericórdia em vez de sacrifícios.
Deus perdoa você, à medida que você perdoar o seu irmão. Deus perdoa e atende os seus pedidos, à medida que você atende aos pedidos de ajuda dos seu irmão. Pois é impossível agradar um pai, e conseguir ajuda dele, se maltratamos os seus filhos.
É por isso que devemos tem sempre em nossa mente: Nossa fé tem de ser completa. Temos de amar a Deus sobre todas as coisas e amar o irmão como a nós mesmo. E amor ao nosso irmão é expresso em obras, em ações concretas de ajuda fraterna desinteressada.
(José Salviano).

(14) – JESUS CHAMA MATEUS, UM ESCÂNDALO PARA OS FARISEUS…

— Olha São Mateus, o Senhor poderia nos falar sobre aquele dia que o Mestre passou na sua banca e o chamou para ser discípulo?
— Bom, foi um dia inesquecível, eu pensei que o Galileu fosse pagar algum imposto, mas de repente vi o seu olhar sobre mim, não era um olhar acusador como o da maioria do povo, mas era um olhar firme, que me deixou encantado, suas palavras apenas expressaram o que os seus olhos já me haviam dito…
— É Verdade que o Farisaísmo entrou em polvorosa?
— Nossa, e como! Eles consideravam muito o Mestre e tinham grande admiração e respeito por ele, mas certas atitudes os desconcertavam, e esse chamado que ele me fez, ali diante deles, foi realmente muito desconcertante, imagine eu, um Cobrador de impostos, explorador do povo e a serviço do poder romano, ser chamado por Jesus. E o que é pior, ele foi jantar em minha casa naquela noite… Deu o maior “buchicho”.
— Pois é, percebe-se no seu relato, eles começaram a “apertar” os discípulos, o porquê desse jantar em sua casa…
— Sim, mas não só isso, meus amigos cobradores de impostos também vieram, achei que o Mestre iria nos fazer um discurso moralista, pra gente mudar de vida e …
— Ué, mas então ele não pregou a palavra, não fez ameaças para vocês se converterem? Pensei que ele tivesse dado uma “dura” no seu grupo de pecadores…
— Pois é, eu também pensei assim, e até achava que aquele jantar seria bem chato, pelo clima que o Mestre iria criar. Mas … me surpreendeu o fato dele ter ficado à vontade em minha casa, sabe, parecia um de nós, comia, bebia, falava, ria de coisas gozadas que a gente falava, e uma hora até ameaçou uma dança, como era nosso costume… Foi uma festa imemorável, descobri que ele nos queria muito bem, apesar de sermos uns “casos perdidos”.
— Então não foi o discurso ou ensinamento que te levou a mudar de vida e segui-lo?
— Não, de modo algum! Foi a sua atitude e o modo como se relacionou comigo e com os outros, Jesus é simplesmente encantador, é impossível não segui-lo, quando se experimenta o quanto ele nos ama… daí sim é que vem a conversão…
— Conclusão: daí o Império Romano perdeu um excelente cobrador, e o Mestre ganhou um novo discípulo, e nós enquanto igreja, ganhamos um grande Santo e Apóstolo…
(Diác. José da Cruz).

(14) – OS IMPOSTOS NO IMPÉRIO ROMANO

No Império Romano, os impostos eram cobrados em todas as províncias, pois era necessário pagar as contas do imperador, mas também era o subsídio que manteria aquele gigante império em pé.
Para coletar os impostos das províncias, algumas pessoas eram recrutadas. Elas eram chamadas de coletores de impostos ou publicanos. Na época de Jesus, esse era um dos trabalhos mais indignos de serem feitos. Afinal, um judeu que cobrasse impostos de seu próprio povo para ajudar o Império Romano era visto como o mais sujo entre a população.
Os publicanos, além de cobrar os impostos para o Império, ainda coletavam dinheiro para eles próprios. E isso aumentava ainda mais a cólera dos judeus. Esses coletores, portanto, eram considerados os piores pecadores da época. E, segundo os Evangelhos, Mateus se encaixava nessa descrição de trabalho.
Mateus (em grego: Ματθαιος– Matthaios), exercia o seu trabalho em Cafarnaum, na Galileia, e foi ali que Jesus o chamou para uma nova vida. Com certeza, Mateus já tinha ouvido várias vezes as pregações do Mestre, e esse foi o seu processo de conversão. No momento em que Jesus o chama, ele já está preparado para dar uma resposta decisiva.
Segundo a Tradição, o primeiro Evangelho de nosso Novo Testamento foi redigido pelo apóstolo Mateus. Hoje, os estudiosos dizem que ele não foi o primeiro a ser escrito, mas reconhecem que ele foi o primeiro a ser aceito nas igrejas nascentes. O Evangelho de Mateus se dirige aos judeus convertidos ao cristianismo, essa é a razão de existirem tantas citações do Antigo Testamento, visando a uma maior compreensão do Mistério da Morte e Ressurreição de Jesus para aquele povo.
Evangelho de Marcos, depois de muitas pesquisas, é considerado o mais antigo dos quatro Evangelhos, mas o Evangelho de Mateus, por sua linguagem mais completa, sempre foi considerado o precedente, exatamente por causa de seu uso, como já dissemos.
Alguns padres antigos nos falam a respeito de Mateus. Santo Irineu de Lion (130 – 200/202) diz o seguinte: “Mateus, de fato, produziu seu evangelho escrito entre os hebreus no dialeto deles…”. Outro padre apostólico, Pápias de Hierápolis (70 – 140/155), também afirma: “Mateus pôs por escrito a sua história, a respeito de Jesus, em dialeto hebraico e cada um traduzia segundo a sua capacidade (como podia)”. E Orígenes (185 – 253), outro padre da Igreja, fala-nos assim: “Conforme recebi da Tradição, sobre os quatro Evangelhos, eles são os únicos aceitos sem resquício de dúvidas em toda a Igreja de Deus, no mundo inteiro. O primeiro foi escrito por Mateus, aquele mesmo que fora publicano, mas depois se tornou apóstolo de Jesus Cristo. Ele redigiu o seu Evangelho para os judeus convertidos, e o escreveu em hebraico”.
Essas testemunhas ajudam-nos a entender a importância de Mateus para a nossa Igreja. Mateus, ou um de seus discípulos, deixou-nos um Evangelho bonito e com imagens vivas de nosso Senhor Jesus. Que nós, cristãos católicos, sejamos capazes de deixar todos os nossos antigos costumes que não nos ajudam a bem viver, e começar a seguir Jesus incondicionalmente. Largar a nossa banquinha de cobradores de impostos, que oprime o Povo de Deus, e ajudar Jesus a construir um Reino de paz e amor aqui nesta Terra. Que São Mateus nos abençoe e nos ajude nesta difícil caminhada para a construção do Reino de Deus!
(Vera Lúcia).

(15) – REFLEXÃO

Todos nós vivemos afirmando que Jesus é misericordioso, que veio para trazer a salvação para todas as pessoas e coisas do gênero, mas na hora da convivência com as pessoas, parece que não é bem assim, pois somos proibitivos e sabemos sempre evidenciar os erros e os pecados que são cometidos para provocarmos discórdia, separação e exclusão. É muito comum ouvirmos nas comunidades: “Eu acho que Fulano não pode participar de tal coisa porque ele fez isso e aquilo”. Devemos crer que de fato não somos nós quem chamamos para o serviço do Reino, é Jesus quem chama e ele sabe muito melhor que nós quem está chamando e porque ele está chamando. A nós compete criar condições para que todos possam assumir a própria vocação.

(20) – SEGUE-ME!

Como se vê pelo chamado feito ao publicano Levi-Mateus, Jesus Cristo não costuma exigir atestado de bons antecedentes aos futuros servidores do Evangelho. Parece que ele confia menos na honestidade dos homens, e aposta mais na disposição para servir…
De fato, ele não nos chama porque somos bons, mas porque Ele é bom. Ao ver Levi em seu telônio – a banca em que cobrava impostos aos próprios compatriotas, durante a dominação romana -, Jesus não o vê tanto com os olhos da carne, mas com um olhar penetrante que vê o coração. Jesus percebe que o coração está vazio de amor, vazio de sentido. A fortuna acumulada com a extorsão e as falcatruas não faz ninguém feliz.
Ao primeiro chamado, Mateus-Levi se ergue e abandona as moedas empilhadas em sua banca. Conforme comenta Beda, o Venerável [+735], não há nada de espantoso no fato de que o publicano abandonasse sua busca de lucros materiais e, negligenciando os bens temporais, tenha aderido tão prontamente Àquele que se mostrava desprendido de toda riqueza. É que o Senhor – observa S. Beda –, ao chamá-lo do exterior por sua palavra, tocava-o no mais íntimo de sua alma, e ali derramava a luz da graça espiritual para que o seguisse.
Tudo é dom. Se o chamado é dom não merecido, também o nosso seguimento é dom. Jamais seguiríamos Jesus se ele mesmo não preparasse nosso coração para dizer o sim… Nós não somos heróis, somos apaixonados…
Os honestos costumam estranhar quando Deus chama por um pecador. Como se o próprio Jesus não nos tivesse alertado: “Não vim para os justos, mas para os pecadores”. (Mt 9,13.) E o resultado dessa duvidosa vocação logo se faz notar: “Como Jesus estivesse à mesa de Mateus, numerosos publicanos e pecadores vieram tomar lugar com Ele e seus discípulos”. Isto é, bastou a conversão de um só pecador para abrir-se a via da penitência e do perdão a muitos que andavam longe…
Parece que os honestos não entendem a tática de Jesus. Ao contrário, eles tentam esforçadamente cristalizar o criminoso em seu crime, pregando-lhe na fronte um rótulo indelével. Se o criminoso entrar no templo, certamente ouviremos um murmúrio de espanto e reprovação.
No céu é diferente: os anjos se alegram e exaltam a misericórdia de Deus!
Orai sem cessar: “O Senhor é bom, eterna é a sua misericórdia!” (Sl 100,5).
(Antônio Carlos Santini).

(24) – SEGUE-ME

Hoje, o Evangelho nos fala da vocação do publicano Mateus. Jesus está preparando o pequeno grupo de discípulos que continuarão sua obra de salvação. Ele escolhe a quem quer: serão pescadores, ou de uma humilde profissão. Inclusive, chama a que lhe siga um cobrador de impostos, profissão desprezada pelos judeus – que se consideravam perfeitos observantes da lei –, porque a viam como muito próxima a ter uma vida pecadora, já que cobravam impostos em nome do governador romano, a quem não queriam submeter-se.
É suficiente com o convite de Jesus: “Segue-me!” (Mt 9,9). Com uma palavra do Mestre, Mateus deixa sua profissão e muito contente o convida a sua casa para celebrar ali um banquete de agradecimento. Era natural que Mateus tivesse um grupo de bons amigos, do mesmo “ramo profissional”, para que o acompanharam a participar de aquele convite. Segundo os fariseus, todas aquelas pessoas eram pecadores reconhecidos publicamente como tais.
Os fariseus não podem calar e comentam com alguns discípulos de Jesus: “Depois, enquanto estava à mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se à mesa, junto com Jesus e seus discípulos” (Mt 9,10). A resposta de Jesus é imediata: “Tendo ouvido a pergunta, Jesus disse: “Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes” (Mt 9,12). A comparação é perfeita: “De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores” (Mt 9,13).
As palavras deste Evangelho são de atualidade. Jesus continua convidando a segui-lo, cada um segundo seu estado e profissão. E seguir Jesus, com frequência, supõe deixar paixões desordenadas, mau comportamento familiar, perda de tempo, para dedicar momentos à oração, ao banquete eucarístico, à pastoral missioneira. Enfim, que “um cristão não é dono de si mesmo, e sim que está entregue ao serviço de Deus” (Santo Inácio de Antioquia).
Com certeza, Jesus me pede uma mudança de vida e, assim, me pergunto: de que grupo formo parte, da pessoa perfeita ou da que se reconhece sinceramente defeituosa?
É verdade que posso melhorar?
(Rev. D. Pere CAMPANYÀ i Ribó (Barcelona, Espanha)).

(25) – VOCAÇÃO DE MATEUS

Jesus se encontra em Cafarnaum, cidade buliçosa, situada na rota de Damasco. Razão da presença aí de aduanas e dos respectivos cobradores de impostos. São os publicanos (telovai), dentre os quais se encontra Mateus, nome hebraico, provavelmente abreviação de Matatías, que significa “dom de Deus”. Jesus o chama. Na vocação de Mateus, a tradição patrística e a literatura ascética destacam dois aspectos fundamentais: o apelo gratuito e eficaz do Senhor e a resposta pronta e incondicional de Mateus. A primeira revela a bondade e o poder do Mestre, a segunda aponta para a acolhida e disponibilidade do Apóstolo. Jesus, segundo S. Beda o venerável, “viu mais com os olhos interiores do seu amor do que com os olhos corporais. Jesus viu o publicano e, porque o amou, o escolheu, e lhe disse: Segue-me, isto é, imita-me. Ele o segue, menos com seus passos, mas muito mais com seu modo de agir, pois quem está em Cristo, anda de contínuo como ele andou”.
Jesus chama-o e Mateus o segue. Comenta S. Jerônimo: “Mateus diz ser um publicano para mostrar que ninguém deve se desesperar sobre sua salvação. Importante é se converter para uma vida melhor. De publicano, ele é transformado em apóstolo, bastando um chamado do Senhor”. Ele se torna seguidor do Mestre e vive em sua intimidade. De fato, levantando-se, ele acompanha Jesus, numa correspondência exata e imediata da resposta ao apelo, sinal que ela é sem reticência ou hesitação. Essa sua atitude, como a de Pedro e a dos demais apóstolos, que deixando tudo o seguem, vai permitir-lhe a presença e a ação da graça. A alegria inesperada e pascal de estar com Jesus reflete-se no Evangelho, escrito por ele. É a primavera de Deus manifestada ao paralítico: “Levanta-te, teus pecados te são perdoados”. E a Mateus: “Vem e segue-me”. Escreve S. João Crisóstomo: “Jesus, que conhece os secretos pensamentos de cada pessoa, sabe o momento em que cada um de nós está pronto para escutar o seu chamado”.
Ao chamado de Jesus segue-se a ceia oferecida por Mateus. À ceia foram “muitos publicanos e pecadores, que se sentaram à mesa com Jesus e os Apóstolos”. Os fariseus ficam consternados. Como poderia o Mestre comer com tais pessoas? A resposta é clara e tocante. Soa como um forte apelo à conversão: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide, pois, e aprendei o que significa: misericórdia é que eu quero, e não sacrifício. Com efeito, eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Certa ironia se reflete nas palavras de Jesus, pois os fariseus se julgavam justos e Jesus dá, justamente, preferência aos pecadores. Desejo profundo e ardente de levar todos à prática da misericórdia e a não se prenderem às observâncias externas da Lei, mas a viverem a compaixão misericordiosa no cuidado dos pobres e pecadores.
(Bispo Dom Fernando).

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE
CELEBRAÇÃO DE HOJE

13ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Jesus ensina-nos que a justiça do Reino é a misericórdia. Aqueles que desejam o poder pelo poder não o contestavam, pois a nova Aliança de Deus, realizada por Jesus é compaixão, justiça, misericórdia. Essa é a revelação que Jesus nos faz do Pai. Quem deseja que Jesus aja de outro modo, não pensa conforme a verdade do Reino; por isso Ele nos diz: “Quero misericórdia e não sacrifício”. O jeito de Jesus deve ser o jeito do cristão.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido
– Ato Penitencial
– Senhor, Tende Piedade
– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Nosso dever como cristãos é aguardar as coisas do Pai, mas, ao mesmo tempo trabalhar sem cessar para que Deus realize nossas promessas. E a palavra de Jesus é nossa missão no mundo de agora: “Quero misericórdia e não sacrifício”. Os mesmos sentimentos de Cristo devem ser os nossos também.

– Silêncio
– Proclamação da 1ª Leitura
– Silêncio
– Proclamação do Salmo
– Silêncio
– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor. (Mt 11,28).

– Canto de Aclamação
– Proclamação do Evangelho
– Homilia ou Pregação
– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas
– Apresentação do Pão e do Vinho
– Presidente Lava as Mãos
– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Ó Deus, que nos assegurais os frutos dos vossos sacramentos, concedei que o povo reunido para vos servir corresponda à santidade dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”
– Invocação do Espírito Santo
– Narrativa da Ceia
– Consagração do Pão e do Vinho
– “Eis o Mistério da Fé!”
– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus
– Orações pela Igreja
– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte
– Rito da Paz ou Saudação da Paz
– Fração do Pão
– Cordeiro de Deus
– Felizes os Convidados!
– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão
– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor e todo meu ser, seu santo nome! (Sl 102,1).

– Oração depois da Comunhão

Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão, nos transmitam uma vida nova, para que, unidos a vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites
– Saudação e Bênção Final
– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.
FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
bc3adblia1
FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR
REFLITA:
O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.
(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(3) – Portal Editora Santuário;
(4) – Portal Editora Paulinas;
(5) – Portal Editora Paulus;
(6) – Portal e Blog Canção Nova;
(7) – Portal Dom Total;
(8) – Portal Católica Net;
(9) – Portal Católico Orante;
(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(11) – Portal de Catequese Católica;
(12) – Portal Evangelho Quotidiano;
(13) – Blog Homilia Dominical;
(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(17) – Portal Universo Católico;
(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;
(19) – Portal Catedral FM 106,7;
(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(21) – Portal Comunidade Resgate;
(22) – Portal Fraternidade O Caminho;
(23) – Portal Católico na Net;
(24) – Portal Evangeli.net;
(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;
(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.
Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:
Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.
E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:
“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”
Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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