Liturgia Diária 06/JUL/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 06/JUL/2013 (sábado)

Gênesis 27,1-5.15-29 (Jacó intercepta a bênção de Isaac que era para Esaú)

Salmo 135(134),1-2. 3-4. 5-6 (Hino de Louvor)

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,14-17 (Discussão sobre o jejum)

Mt 9,14-17 (Discussão sobre jejum)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Gênesis (Gn 27,1-5.15-29)

Leitura do Livro do Gênesis.

1 Quando Isaac ficou velho, seus olhos enfraqueceram e já não podia ver. Chamou, então, o filho mais velho Esaú, e lhe disse: “Meu Filho!” Este respondeu: “Aqui estou!” 2 Disse-lhe o pai: “Como vês, já estou velho e não sei qual será o dia da minha morte. 3 Toma as tuas armas, as flechas e o arco, e sai para o campo. Se apanhares alguma caça, prepara-me um assado saboroso, como sabes que eu gosto, e traze-o para que o coma, e assim te dar a bênção antes de morrer”. 5 Rebeca escutava o que Isaac dizia a seu filho Esaú. Esaú saiu para o campo à procura de caça para o pai. 15 Rebeca tomou, então, as melhores roupas que o filho mais velho tinha em casa, e vestiu com elas o filho mais novo, Jacó. 16 Cobriu-lhe as mãos e a parte lisa do pescoço com peles de cabrito. 17 Pôs nas mãos do filho Jacó o assado e o pão que havia preparado. 18 Este levou-os ao pai, dizendo: “Meu pai!” “Estou ouvindo”, respondeu Isaac. “Quem és tu, meu filho?” 19 E disse Jacó a seu pai: “Eu sou Esaú, teu filho primogênito; fiz como me ordenaste. Levanta-te, senta-te e come da minha caça, para me abençoares”. 20 Isaac replicou-lhe: “Como conseguiste achar assim depressa, meu filho?” Ele respondeu: “É o Senhor teu Deus que fez com que isso acontecesse”. 21 Isaac disse a Jacó: “Vem cá, meu filho, para que eu te apalpe e veja se és ou não meu filho Esaú”. 22 Jacó achegou-se a seu pai Isaac, que o apalpou e disse: “A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú”. 23 E não o reconheceu, pois suas mãos estavam peludas como as do seu filho Esaú. Então, decidiu abençoá-lo. 24 Perguntou-lhe ainda: “Tu és, de fato, meu filho Esaú?” Ele respondeu: “Sou”. 25 Isaac continuou: “Meu filho, serve-me da tua caça para eu comer e te abençoar”. Jacó serviu-o e ele comeu; trouxe-lhe depois vinho e ele bebeu. 26 Disse-lhe então seu pai Isaac: “Aproxima-te, meu filho, e beija-me”. 27 Jacó aproximou-se e o beijou. Quando Isaac sentiu o cheiro das suas roupas, abençoou-o, dizendo: “Este é o cheiro do meu filho: é como o aroma de um campo fértil que o Senhor abençoou! 28 Que Deus te conceda o orvalho do céu, e a fertilidade da terra, a abundância de trigo e de vinho. 29 Que os povos te sirvam e se prostrem as nações em tua presença. Sê o senhor de teus irmãos, e diante de ti se inclinem os filhos de tua mãe. Maldito seja quem te amaldiçoar, e quem te abençoar, seja bendito!”

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 134,1-2. 3-4. 5-6 (R. 3a))

— 3a Louvai o Senhor, porque é bom!

3a Louvai o Senhor, porque é bom!

— 1 Louvai o Senhor, bendizei-o; / louvai o Senhor, servos seus, 2 que celebrais o louvor em seu templo / e habitais junto aos átrios de Deus!

— 3 Louvai o Senhor, porque é bom; / cantai ao seu nome suave! 4 Escolheu para si a Jacó, / preferiu Israel por herança.

— 5 Eu bem sei que o Senhor é tão grande, / que é maior do que todos os deuses. 6 Ele faz tudo quanto lhe agrada, / nas alturas dos céus e na terra, / no oceano e nos fundos abismos.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 9,14-17)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15 Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles.  Então, sim, eles jejuarão. 16 Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17 Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos que fazem esta oração na web:

Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.

Que me vês e escutas as minhas orações.

Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.

Tu me deste tudo: eu te agradeço.

Foste tão ofendido por mim: eu te peço perdão de todo o coração.

Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as que sabes serem necessárias para mim.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que a Palavra diz?

Leio com calma o Evangelho de hoje: Mt 9,14-19.

O texto diz que Jesus vem trazer clima de festa, de alegria.

O jejum que ele pede não é como o fazem os fariseus.

O jejum que ele quer é um coração arrependido, é a atitude de perdão e de partilha do que se tem com os mais necessitados.

Estar com Jesus é uma festa!

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que a Palavra diz para mim?

Que atitudes a Palavra me propõe?

Procurarei ter o coração em festa como recomenda Jesus com atitudes de perdão e de partilha.

… e a VIDA… (orar…)

O que a Palavra me leva a dizer a Deus?

Bom é louvar-vos, Senhor, nosso Deus, que nos abrigais à sombra de vossas asas, defendeis e protegeis a todos nós, vossa família, como uma mãe, que cuida e guarda seus filhos.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?

Procurarei viver diante de Deus, na alegria de ser seu filho, sua filha.

BÊNÇÃO:

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(4) – O SENTIDO DO JEJUM

O texto do evangelho é composto de duas partes: uma controvérsia sobre o jejum (vv. 14-15), seguida de duas pequenas parábolas (vv. 16-17).

A questão sobre a prática do jejum põe a pergunta acerca de que jejum se está falando: do recomendado pela Lei em vista do perdão dos pecados (Lv 16,29-31; 23,27-32) ou o das práticas de devoção, sobretudo dos fariseus, que visavam impor como obrigação para todos?

Parece-nos que se trata mais da prática devocional, mas o texto não nos oferece nenhuma especificação a respeito. A resposta de Jesus situa o jejum num outro patamar. No novo tempo inaugurado pelo advento do Messias, a questão fundamental é o sentido do jejum. A imagem da festa de casamento (v. 15) para simbolizar os tempos messiânicos é atestada no Antigo Testamento (ver: Is 61,10; 62,5), ainda que a metáfora do Messias como o esposa não se encontra na tradição vetero-testamentária. Seja como for, a ideia é importante: as práticas penitenciais devocionais para apressar a vinda do Messias são inadequadas, pois ele já se encontra presente. É em relação à pessoa de Jesus que o jejum é ou não praticado. O jejum recebe um sentido cristológico. As duas parábolas (vv. 16-17) são um convite a se abrir para a novidade dos tempos messiânicos; é preciso uma verdadeira conversão.

(Carlos Alberto Contieri)

(6) – UMA NOVA MENTALIDADE E UM NOVO CORAÇÃO

Se nós queremos escolher a novidade do Reino que chega até nós, precisamos ter uma nova mentalidade e um novo coração.

“Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão” (Mt 9,15).

Os fariseus questionam por que eles jejuam duas vezes por semana, mas os discípulos de Jesus não estão jejuando.

O Senhor, então, lhes disse: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?” Por isso a Igreja jejua toda sexta-feira, em memória daquele dia em que o noivo Jesus foi tirado da Sua Igreja.

Não basta ter essa atitude de querer jejuar, não basta a atitude de querer fazer muitos sacrifícios, rezar muitos terços, muitas orações… Tudo isso é justo, louvável, pois precisamos fazer obras de penitência para nossa conversão e mudança de vida; no entanto, as obras de penitência precisam estar ligadas a uma conversão do nosso coração, a uma profunda misericórdia. Nós precisamos, acima de tudo, ter uma atitude nova, um coração novo, uma nova visão diante das pessoas e dos fatos. Sabemos que um coração está sendo purificado por Deus quando ele para de julgar os outros, condená-los ou ainda se sentir melhor que eles.

Quando um coração se aproxima de Deus para ser renovado, ele reconhece primeiro, e com muita insistência, os seus próprios pecados para com os pecadores, para com aqueles que tem este ou aquele defeito, um olhar e uma atitude de misericórdia.

Nós precisamos aprender com o nosso Mestre Jesus. Se nós queremos escolher a novidade do Reino que chega até nós, precisamos ter uma nova mentalidade e um novo coração.

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – NÃO É HORA DE TRISTEZA

O tempo da existência terrena de Jesus foi entendido como antecipação da alegria que seria experimentada quando o Reino de Deus se manifestasse em plenitude. Quando não mais houvesse lugar para lágrima ou tristeza e tudo fosse felicidade. Sendo assim, não tinha sentido seus discípulos se entregarem à penitência e ao jejum, como faziam certos grupos, enquanto tinham consigo Jesus. Não era hora de tristeza! Não fica bem alguém recusar-se a comer em plena festa de casamento, quando o noivo ainda está presente.

Todavia, o jejum se justificaria quando os discípulos fossem privados da presença física de Jesus. O jejum, então, teria um sentido diferente do rigorismo ascético da piedade judaica. E deveria ser pensado a partir do projeto de Reino proclamado por Jesus. A prática penitencial não visaria tanto a busca da própria perfeição, num sentido individualista, nem seria uma forma velada de masoquismo. O jejum teria duplo significado. Ele seria uma forma de proclamar o absoluto de Deus e seu Reino na vida do discípulo, através da vitória sobre os instintos e as paixões desordenadas. Por outro lado, indicaria estar o discípulo em contínua preparação para o festim definitivo do Reino. Ninguém se alimenta fartamente antes de ir a uma festa. Pelo contrário, priva-se de alimentos na perspectiva do que encontrará. O jejum cristão prepara o discípulo para a festa que o Pai lhe preparou.

Oração: Senhor Jesus, faz-me compreender a prática do jejum como preparação para o encontro definitivo contigo no teu Reino.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

Não se põe vinho novo em odres velhos (Mt 9,17).

Neste Evangelho São Mateus explica como Jesus é o Messias, porque se mostra na figura do “esposo” do Povo amado por Deus.

Israel viveu na espera do Messias até a chegada de São João Batista.

São João Batista e seus discípulos ainda não tinham certeza de que Jesus era o Messias (ver Mt 11,5: São João Batista manda perguntar a Jesus se Ele é o Messias). Representam o tempo antigo, os odres velhos. Se recebessem o vinho novo se arrebentariam. Eles ainda precisam jejuar pedindo que Deus logo envie o Messias.

Jesus e seus discípulos celebram as bodas do filho do rei que estabelece no mundo o Reino de Deus (Mt 22,2). São tempos novos depois de São João Batista. São os odres novos, que contém o vinho novo. Podem conter o vinho novo sem se romperem. Não precisam jejuar porque Deus já lhes enviou o Messias.

Notemos um dado importante neste Evangelho: São Mateus chama o Messias de “esposo”.

Por qual motivo?

Não foi sem ter esta intenção que Jesus começou seus milagres e sinais nas bodas de Caná (Jo 2,1-12). Aquele casamento simbolizava as núpcias de Deus com seu Povo por meio do envio de Jesus, esposo-imagem de Deus-esposo de Israel.

Quando Jesus diz que é o noivo nestas núpcias, está levando a mente dos judeus para o Antigo Testamento:

– Oseias 1,2 afirma que o Povo de Israel abandonou Deus, seu esposo, e preferiu o adultério.

– Isaías 62,4-5: Deus se compara a um noivo que desposa sua amada cidade, Jerusalém, que não será mais chamada “abandonada, desolada”.

Ora, isto São Mateus não escreveu por acaso. Foi deste modo que afirmou, novamente, como nas narrativas de milagres, que Jesus é como Deus, Deus na figura do “esposo” de Israel.

Também neste caso, o leitor bom entendedor pode concluir: Jesus é e age como Deus. Logo, a divindade está Nele. Ele é o Filho de Deus. Neste Evangelho, a intenção de São Mateus foi precisamente demonstrar isto. Deste modo, a leitura deste Evangelho confirma nossa fé em Jesus Cristo.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – A EUCARISTIA: DOM DE CRISTO (ESPOSO); À IGREJA (ESPOSA)

É na Eucaristia que, em primeiro lugar, se exprime de modo sacramental o ato redentor de Cristo Esposo em relação à Igreja Esposa. […] O Concílio Vaticano II renovou na Igreja a consciência da universalidade do sacerdócio. Na Nova Aliança, há um só sacrifício e um só sacerdote: Cristo. Deste único sacerdócio participam todos os batizados, tanto homens como mulheres, enquanto devem “oferecer-se a si mesmos como vítima viva, santa, agradável a Deus” (cf. Rm 12,1), dar em toda parte testemunho de Cristo e, a quem pergunte, dar uma resposta acerca da esperança da vida eterna (cf. 1Pd 3,15). […] Na Igreja, todos […] participam, não só da missão sacerdotal, mas também da missão profética e real de Cristo Messias.

Esta participação determina, outrossim, a união orgânica da Igreja, como Povo de Deus, com Cristo. Nela se exprime ao mesmo tempo o “grande mistério” da Carta aos Efésios: a Esposa unida ao seu Esposo, unida porque vive a sua vida; unida porque participa na sua tríplice missão […]; unida de maneira a responder com um “dom sincero de si mesma” ao dom inefável do amor do Esposo, Redentor do mundo. Isto diz respeito a toda a Igreja, tanto a mulheres como a homens, e diz respeito obviamente também àqueles que participam do sacerdócio ministerial, que é por natureza um serviço. No âmbito do “grande mistério” de Cristo e da Igreja, todos são chamados a responder – como uma esposa – com o dom da sua vida ao dom inefável do amor de Cristo, o qual, como Redentor do mundo, é o único Esposo da Igreja.

(Beato João Paulo II (1920-2005), papa – Carta apostólica “Mulieris dignatatem”, §§26-27 (trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev.)).

(14) – OS TEUS DISCÍPULOS NÃO JEJUAM?

Gênesis 27, 1-5.15-29 – “direito à primogenitura”

Com o intuito realizar os Seus projetos Deus nos usa do jeito que somos, com as nossas inclinações e até mesmo com a nossa fraqueza levando em conta a nossa própria humanidade. O Senhor se serve das mais incompreensíveis situações para realizar os Seus intentos. Isaac e Rebeca tiveram dois filhos: Esaú e Jacó. Esaú teria direito à benção do seu pai por ser o primogênito, porém, antes, ele desprezara o direito de primogenitura, quando a vendeu a Jacó, por um prato de lentilhas, (ver Gen. 25-29-34). Por isso, Rebeca, sua mãe, armou uma farsa para que Jacó recebesse a bênção de Isaac, no lugar de Esaú. Preparou para Jacó uma roupa peluda, assim como a caça cozida, como fora pedido por Isaac e Jacó se apresentou diante do pai para receber a bênção da primogenitura. O desígnio de Deus estava posto em Jacó, assim, foi que Jacó recebeu a benção ao invés de Esaú. Da mesma forma acontece conosco: mesmo que as leis humanas e sociais nos obriguem a cumprir algumas convenções, a vontade do Senhor para nós é soberana. Assim sendo, foi que, mesmo desconfiado Isaac abençoou a Jacó com palavras de vida eterna: “Que Deus te conceda o orvalho do céu e a fertilidade da terra.” Que nós possamos também nos apossar da bênção de Deus pedindo para nós o orvalho do céu, isto é, a inspiração para as coisas santas e a sabedoria que vem do alto a fim de que aqui na terra nós possamos também produzir frutos de santidade.

O que você achou da atitude de Rebeca e de Jacó?

Você acha que Esaú teria direito à bênção?

Como você age em relação às leis dos homens diante da vontade de Deus?

O que significa para você uma bênção?

Salmo 134 – “Louvai o Senhor, porque é bom!”

O salmista canta louvores ao Senhor porque escolheu Jacó para si e o preferiu por sua herança. Tudo o que Deus faz é bom e merece a nossa admiração. Muitas coisas nós não entendemos, mas tudo quanto agrada ao Senhor no céu e na terra é para nós motivo de regozijo. Todas as coisas que acontecem, segundo a vontade de Deus, têm uma razão de ser, por isso a nós, só nos cabe louvar o Senhor, porque Ele é bom! Viver sob as moções do Senhor é ser surpreendido (a), sempre.

Evangelho – Mateus 9, 14-17 – “somos amigos do noivo”

As atitudes de Jesus nos dão a certeza de que o amor de Deus vem salvar-nos concretamente e não apenas para manter as estruturas e as tradições. Por isso, Jesus nos ensina a praticar os atos religiosos de coração, e não por obrigação. O jejum é uma prática que deve nos levar à alegria, pela oferta que nós fazemos a Deus. Há momentos na nossa vida que não nos cabe jejuar nem fazer sacrifícios, mas sim aproveitar a ocasião que nos é oferecida. Os discípulos de Jesus partilhavam com Ele de todos os eventos com alegria e submissão à Sua vontade e aos Seus ensinamentos. Nós já estamos vivendo na hora da festa de casamento, isto é, da nova e alegre relação entre Deus e o homem. Estar perto de Jesus faz com que nós aprendamos com Ele sobre as coisas do alto e as revelações do Pai. A novidade de Jesus rompe com as estruturas antigas que são simbolizadas pela roupa e barril velhos. Jesus não veio nos reformar, mas mudar radicalmente o nosso modo de pensar e de ver as coisas. O remendo novo em pano velho, assim como o vinho novo em odres velho, significa a mentalidade com que nós apreendemos os ensinamentos de Jesus. Jesus veio nos trazer o novo mandamento do amor que só é acolhido por um coração renovado, que tenha experimentado de uma forma diferente o amor misericordioso do Pai. As pessoas que têm Deus na conta de um juiz castigador e exigente nunca poderão entender o Seu Amor Eterno, que ama sem explicações e sem motivos. O Espírito Santo é quem renova os nossos corações, Ele traz o vinho novo do qual nós precisamos, o vinho do Amor de Deus.

Qual é a sua intenção quando você pratica o jejum ou faz algum sacrifício?

O seu coração se alegra ou se entristece?

Você já tem um coração renovado capaz de compreender as consequências do amor?

Você é uma pessoa que sabe curtir o momento presente como um presente de Deus?

(Helena Colares Serpa).

(14) – POR ACASO, OS AMIGOS DO NOIVO PODEM ESTAR DE LUTO ENQUANTO O NOIVO ESTÁ COM ELES?

Jesus relativiza o jejum porque, ante a presença do noivo, é tempo de alegria e de festa. Com os provérbios sobre o novo e o velho, Jesus explica que o novo Israel não pode estar fundamentado sobre as velhas bases da ortodoxia judaica, mas sobre os novos mandamentos do amor, da solidariedade e da misericórdia.

A prática do jejum, acompanhado de oferendas e leis, beneficiava especialmente as autoridades religiosas. Jesus se opõe a este tipo de prática, quando não é acompanhada de ações concretas a favor da harmonia, da solidariedade e da equidade familiar ou comunitária.

As experiências religiosas de hoje podem também reeditar o jejum e as oferendas como um caminho para alcançar a salvação, sem olhar em profundidade para a exigência de Deus que é a lealdade ao seu projeto histórico de serviço, generosidade e amor.

Não é somente nos ritos, nos dízimos ou na flagelação individual que Deus se compadece de seus filhos, mas na autêntica maneira de viver, de amar e de servir. Peçamos, pois, a Deus Pai e Mãe da vida, que desperte em nós a solidariedade e o sacrifício a favor dos irmãos mais necessitados.

(Claretianos).

(14) – TEUS DISCÍPULOS NÃO JEJUAM?

Jesus é questionado por discípulos de João Batista: “Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não jejuam?”.

Isso nos leva a refletir sobre a importância do jejum para a nossa espiritualidade. Principalmente para aqueles que encontram muita dificuldade em se manter puros por causa da idade, e das tentações em sua volta. Assim como Isaac, nós também temos todo direito de nos regalar de vez em quando com um bom prato de nossa preferência, porque ninguém é de ferro. Por outro lado, não podemos esquecer a importância do jejum enquanto temos saúde para isso, e estamos nessa caminhada cheia de tropeços e perigos a cada passo. O jejum é uma negação de nós mesmos. É dizer não ao nosso corpo quando ele quer o sim. Fazendo isso, nós teremos mais força para dizer NÃO, quando naquele momento de tentação, o nosso corpo reclama a satisfação do prazer. Adestrada e treinada, essa fera aparentemente indomável que é a nossa carne, vai obedecer à voz de comando da nossa alma, e com a ajuda de Deus se acalmará, exatamente naquele momento de perigo maior para a manutenção da nossa santidade, e aproximação maior com Deus, para que possamos aproximar as pessoas também de Deus através do nosso sacerdócio. Vós sois o sal da terá, e o sal não pode estar estragado senão não vai salgar coisa alguma. Mas um jejum não terá tanta força para a nossa santificação se ele não for acompanhado de oração, na qual estaremos não só oferecendo aquele sacrifício a Deus Pai, pelo perdão dos nossos pecados, como também pela conquista das graças que almejamos receber. Experimente assim que puder, fazer um jejum acompanhado de oração. Você não precisa falar para ninguém que está jejuando, nem ficar com cara de moribundo para que todos tenham pena de você, como faziam os líderes judaicos que Jesus criticou. Comece fazendo meio jejum. Uma vez por mês você vai almoçar bem tarde, lá pelas quatro ou cinco horas da tarde. Ou, futuramente, ficar sem almoçar, ou se aguentar, sem almoço e sem janta, só com o café da manhã.

(José Salviano).

(14) – JEJUM É O DESAPEGO QUE FAZ VENCER O MAL

Bom dia!

Um parêntese inicial: Antes de tudo, e importante reparar que os evangelhos desses primeiros dias convidam a refletir sobre o Jejum…

O Jejum é uma das práticas mais antigas de nossa igreja. Ele está inserido entre os mandamentos da igreja haja vista sua importância na construção de um cristão e é engano acreditar que essa prática é exclusiva dos cristãos, pois muitas outras organizações religiosas a fazem como método de centrar seu pensamento e seu proceder.

De certa forma podemos dizer que o Jejum além de um belo exercício para a alma, como já dissemos ontem, é também uma forma de lembrar a presença do “noivo”. Jejuamos, pois Ele assim pediu, mas, além disso, era seu desejo que nos mantivéssemos fortes e perseverantes na fé.

Retorno então a reflexão de ontem: Abster-se de algo só terá o devido efeito se vier acompanhado de alguma coisa que preencha esse espaço. Quem jejua, busca algo maior que suas próprias forças, sendo assim, a abstinência devem ser acompanhadas de um incremento na oração. Abdicar, deixa entender que estamos aptos e dispostos a também ceder e por fim é um sinal claro da presença do amor.

“(…) ‘ORAI SEM CESSAR’ (1Ts 5,17), ‘sempre e por tudo dando graças a Deus Pai, em nome de nosso Senhor, Jesus Cristo’ (Ef 5,20), ‘com orações e súplicas de toda sorte, orai em todo tempo, no Espírito e, para isso, VIGIAI COM TODA PERSEVERANÇA e súplica por todos os santos’ (Ef 6,18). ‘Não nos foi prescrito que trabalhemos, vigiemos e jejuemos constantemente, enquanto, para nós, é lei rezar sem cessar’. ESSE ARDOR INCANSÁVEL SÓ PODE PROVIR DO AMOR. Contra nossa pesada lentidão e preguiça, O combate da oração é o do amor humilde, confiante e perseverante. ESSE AMOR ABRE NOSSOS CORAÇÕES PARA TRÊS EVIDÊNCIAS DE FÉ, LUMINOSAS E VIVIFICANTES”. (§ 2742 Catecismo da Igreja Católica).

O tempo é propicio, o momento favorece, por que não experimentar?

Em nossa vida, temos momentos de plena satisfação e outros que possivelmente gostaríamos de esquecer. Atos bons, por vezes, não nos marcam como as decisões equivocadas. Gostaríamos de não “ter dito aquilo”, “feito isso” … Por muitas vezes notamos que foi motivado por um instante de raiva, uma noite mal dormida, um acontecimento antes do fato. Muitos assaltantes e pessoas que transgrediram a lei ao serem presos relatavam esse fato: “um instante de bobeira”.

Pode até parecer a perca de um dia, mas abster de algo de vontade própria, é na verdade a busca de si próprio dentro de nós mesmos. Jesus assim o fez quando foi ao deserto. De fato cronologicamente não sabemos afirmar se foram 40 dias. Podem ter sido bem menos ou até bem mais que isso!

Os mestres da lei realizavam o jejum por qualquer coisa. Era “fashion” ficar com as feições transfiguradas e com ar sofredor para cativar “tapinhas nas costas”. Quantas pessoas ainda se comportam assim? Esse tipo de “jejum” não leva a nada.

“(…) Como já nos profetas, o apelo de Jesus à conversão e penitência NÃO VISA EM PRIMEIRO LUGAR ÀS OBRAS EXTERIORES, ‘o saco e a cinza’, os jejuns e as mortificações, mas à conversão do coração, à penitência interior. SEM ELA, AS OBRAS DE PENITÊNCIA CONTINUAM ESTÉREIS E ENGANADORAS: a conversão interior, ao contrário, impele a expressar essa atitude por sinais visíveis, gestos e obras de penitência”. (§ 1430 Catecismo da Igreja Católica).

Mas são quarenta dias Jejuando? Não! Procure na internet, consulte pessoas na sua comunidade, os padres… Eles poderão te indicar uma forma muito sadia de passar pela quaresma.

E no fim, o que procurarei?

O que encontrarei?

Que destino ou motivo deve nortear o meu jejum?

Vamos ler a primeira leitura:

“(…) Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica? Trata-se talvez de curvar a cabeça como junco, e de deitar-se em saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor? Acaso o jejum que prefiro não é outro: – QUEBRAR AS CADEIAS INJUSTAS, DESLIGAR AS AMARRAS DO JUGO, TORNAR LIVRES OS QUE ESTÃO DETIDOS, ENFIM, ROMPER TODO TIPO DE SUJEIÇÃO? Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne”. (Isaias 58,5-7).

Jejum é o desapego que faz vencer o mal que insiste em nos fazer medíocres a graça de Deus.

Um imenso abraço fraterno!

(Alexandre Soledade).

(14) – QUANDO O JEJUM NÃO TÊM SENTIDO

Aviso aos navegantes: este evangelho não é uma crítica a quem tem o costume de jejuar, Jesus não é contra o jejum, ele mesmo jejuou no deserto por 40 dias quando se preparava para iniciar o seu ministério publicamente.

O problema aqui é outro, por que jejuar?

Os discípulos de João e os Fariseus jejuavam, mas os discípulos de Jesus não.

O que isso significa?

Naquele tempo o jejum também era uma forma de suplicar a Deus para que mandasse o prometido Messias pois Jejum (que significa estar privado de alimentação que é essencial) queria significar exatamente isso, que sem o Messias Enviado de Deus, o homem estava privado da Verdadeira Vida. Jejum era dizer a Deus, que mais importante do que o alimento material que sustenta o corpo, era o alimento da Salvação, que alimentava a alma.

Pronto! Agora ficou fácil entender a censura que Jesus faz nesse evangelho. Exatamente porque os seus discípulos já estavam saboreando a bênção e a graça do seu messianismo, enquanto que os discípulos de João e os Fariseus, mais preocupados em seguir a Lei e a tradição, ainda estavam à espera do tal Messias, sem se dar conta de que ele já estava no meio deles.

Tudo o que os outros suplicavam e esperavam, para que suas vidas fossem mudadas, os discípulos de Jesus já estavam experimentando essa mudança interior. O Jejum de hoje tem quase esse mesmos sentido, nosso único e verdadeiro alimento é Deus pois dele em Jesus Cristo nos vêm a Vida Nova, é portanto, apenas Dele que temos necessidade. Jejuar na quaresma, nos dois dias determinados pela Igreja: Quarta Feira de Cinzas e Sexta Feira Santa, é reafirmamos a nossa Fé e esperança em Cristo Jesus, pois a sua morte na cruz tornou possível essa Vida Nova em nós, cuja necessidade supera até a nossa fome material. Claro que o jejum vem acompanhado pela oração e práticas de caridade, sem isso, ele não têm sentido nenhum e de nada nos valerá.

(Diác. José da Cruz).

(15) – REFLEXÃO

Muitas vezes somos totalmente incapazes de compreender o momento que estamos vivendo e a graça que Deus está nos proporcionando. Assim aconteceu com os judeus no tempo de Jesus e acontece hoje. Enquanto Jesus estava mostrando a presença do Reino e a atuação de Deus na vida do povo, os judeus estavam mais preocupados com práticas religiosas tradicionais como o jejum. É claro que a história e a tradição, assim como as práticas religiosas em geral possuem seus valores, mas é importante que não nos fixemos na tradição pela tradição ou na prática religiosa pela prática em si ou por ser costume, mas é necessário que saibamos descobrir os valores do Reino presentes, pois caso contrário podemos reduzir até mesmo a eucaristia a uma prática religiosa como as demais, sendo apenas remendo novo em pano velho.

(20) – VINHO NOVO EM ODRES NOVOS…

O odre (do latim uter) é uma espécie de cantil para o transporte de líquidos, entre os habitantes do Oriente. Mata-se um cabrito, retira-se sua pele, que é limpa e virada do avesso. Um nó em cada pata e uma tampa no lugar do pescoço: está pronto o odre.

Um odre novo ainda mantém a elasticidade da pele; pode guardar vinho novo que, ao fermentar e produzir gases, não romperá a pele. Mas se o odre é velho, com a pele ressequida, os gases da fermentação de um vinho novo romperiam o cantil e tudo se perderia: vinho e odre.

Trata-se de uma imagem muita rica sobre a vida humana, social e espiritual. Nossos avós já diziam: “Não se trocam chinelos velhos por chinelos novos”. Isto é, quem se acostumou a certos hábitos, tradições e soluções, terá enorme dificuldade em se adaptar a novidades da geração mais nova.

Do ponto de vista espiritual, a herança do Velho Testamento pesava sobre Israel como um fardo. Além da Torá, os 613 preceitos acrescentados pelos doutores da lei sufocavam o povo. Valores como o Templo, o Sábado, o sacerdócio levítico, o rótulo de Povo Escolhido, as glórias do passado, o orgulho nacionalista – tudo conspirava para dificultar a acolhida do “vinho novo” do Espírito. É assim que a mensagem de Jesus parece romper com a Tradição e ameaça estourar o tecido encarquilhado dos velhos “odres”.

Mesmo entre os discípulos, muitos se escandalizam com as proposta de Jesus, que chega a perguntar: “Vocês também querem ir embora?” (Jo 6,67.) Somente após Pentecostes – quando o fogo do céu mudou odres velhos em odres novos – o vinho capitoso do Espírito pôde ser derramado naqueles corações renovados. Pescadores tornam-se poliglotas, covardes são heróis, bairristas acolhem o planeta.

Em tempos de mudança, também nós corremos o risco de não ter sensibilidade diante dos novos apelos do Espírito Santo. Um exemplo foi a formação de grupos que rejeitaram em bloco o Concílio Vaticano II, por se sentirem ameaçados em suas tradições. Hoje, o Espírito aponta novos caminhos. Madre Teresa de Calcutá no serviço aos pobres, João Paulo II de mãos estendidas aos irmãos separados, Mahatma Gandhi recusando a violência…

Somos odres velhos, mumificados?

Ou permitimos que o Espírito Santo nos venha renovar?

Orai sem cessar: “Renova-me, Senhor Jesus!”

(Antônio Carlos Santini).

(24) – DIAS VIRÃO EM QUE O NOIVO LHES SERÁ TIRADO. ENTÃO JEJUARÃO

Hoje notamos os novos tempos que se iniciam com Jesus, a sua nova doutrina que é ensinada com autoridade, e, como todas as coisas novas, vemos como elas chocam e questionam a realidade e os valores dominantes na sociedade. Assim, nas páginas que precedem o Evangelho que estamos contemplando, vemos a Jesus perdoando os pecados, o paralítico sendo curado e, ao mesmo tempo, acompanhamos como isso escandaliza os fariseus. Vemos também Jesus, chamado à casa de Mateus, o cobrador de impostos, comendo com eles outros publicanos e pecadores, o que fez os fariseus “subir pelas paredes”. No Evangelho de hoje são os discípulos de João que se aproximam de Jesus porque não compreendem que Ele e seus discípulos não jejuem.

Jesus que nunca deixa a ninguém sem resposta, lhes dirá: “Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão” (Mt 9,15). O jejum era, e é, uma prática penitencial que contribui para “adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2043) e a implorar à misericórdia divina. Mas nesses momentos, a misericórdia e o amor infinito de Deus estava no meio deles com a presença de Jesus, o Verbo Encarnado.

Como podiam jejuar?

Só havia uma atitude possível: a alegria, o gozo pela presença de Deus feito homem.

Como poderiam jejuar se Jesus havia revelado uma maneira nova de relacionar-se com Deus, um espírito novo que rompia com todas aquelas maneiras antigas de viver?

Hoje Jesus está: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20) e também não está, porque voltou ao Pai e por isso clamamos: Vem Senhor Jesus!

Estamos vivendo tempos de expectativa. Por isso, convém renovar-nos a cada dia, com o espírito novo de Jesus, desprendendo-nos de nossas rotinas, jejuando de tudo aquilo que nos impeça de avançar a uma identificação plena com Cristo, à santidade. “Justo é nosso choro – nosso jejum – se queimamos em desejos de vê-lo” (Santo Agostinho).

À Santa Maria, supliquemos que nos outorgue as graças que necessitamos para viver a alegria de nos sabermos filhos amados de Deus.

(Rev. D. Joaquim FORTUNY i Vizcarro (Cunit, Tarragona, Espanha)).

(25) – DISCURSO SOBRE O JEJUM

Os profetas insistem menos sobre a severidade do jejum e muito mais sobre a conduta justa e caritativa para com o próximo. No entanto, os discípulos de João Batista e os fariseus multiplicam jejuns e orações. Embora também Jesus jejue por quarenta dias, ele sugere uma mudança, senão um novo relacionamento com Deus e com o mundo. A voz dos profetas plenifica-se. Ele proclama, pelo seu jejum, que “o homem não vive só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. E se os discípulos não jejuam é por uma razão bem precisa: sua presença entre eles.

Jesus é o esposo, descrito pelas Escrituras, e os discípulos são os amigos do noivo e participam da graça que salva. Agora, enquanto ele estiver no meio deles, eles não são obrigados a jejuar, pois como comenta S. Hilário, “este fato demonstra a alegria dos discípulos com a presença de Jesus”. Nesse período, não se há de jejuar, porque o Esposo está lá e com Ele o tempo messiânico, tempo de núpcias, de abundância e de alegria. Mas ao dizer: “quando Ele lhes for tirado”, Jesus evoca sua morte, também sua ascensão, quando, então, eles jejuarão para significar que o olhar deles não se prende à realidade terrena, eleva-se à contemplação de Deus. Porém, desde já, atormenta-os uma fome diferente, a fome da bondade e da misericórdia, do perdão e do amor.

Em vista de sua partida, o Senhor os prepara falando do “remendo de pano novo em roupa velha em que o rasgo se torna maior” ou do “vinho novo em odres velhos”, o que provocaria o rompimento destes últimos. S. João Crisóstomo reporta-se a esta citação para lembrar o fato de “os discípulos não estarem suficientemente fortes e terem necessidade de muita condescendência. Não tinham ainda sido renovados e fortalecidos pelo Espírito Santo”. “Só então jejuarão”, declara S. Basílio Magno. Jejuarão “para proclamar que suas vidas estão orientadas para as realidades que ultrapassam os bens simplesmente materiais e carnais”.

Por conseguinte, o jejum torna o discípulo mais leve e o seu coração ardente de amor a Deus e ao próximo. Sua vida assinala verdadeira liberdade diante do que é terreno e material, pois seu coração só encontra felicidade e paz em Deus. Certa vez, o abade Pambo interrogou o abade Antônio: “O que devo fazer? O ancião lhe disse: Não confies na tua justiça, não te aflijas com o passado, mas ponhas freio à tua língua e ao teu ventre”.

(Bispo Dom Fernando).

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

13ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Santa Maria Goretti foi vítima de brutal violência. Com apenas doze anos, foi assassinada a punhaladas, sendo mártir da pureza. Entregue à piedade e ao trabalho, viveu numa família pobre. Eis uma santa para nossos dias. Sua atitude de fidelidade a Deus e de defesa de sua dignidade, nos interpelam para atitudes semelhantes. Se nos voltamos unicamente para o prazer, não nos importam mais os valores fundamentais da vida e destruímos a nós mesmos.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Deus nos chama para a fidelidade para com Ele. Nela, reside a alegria da vida e a paz de consciência. Já recebemos o anúncio da verdade e, em Cristo, se realizam todas as coisas. Deixemos, pois, Deus agir em nós e comportemo-nos com fidelidade aos seus ensinamentos.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Ó Deus, que nos assegurais os frutos dos vossos sacramentos, concedei que o povo reunido para vos servir corresponda à santidade dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor e todo meu ser, seu santo nome! (Sl 102,1).

– Oração depois da Comunhão

Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão, nos transmitam uma vida nova, para que, unidos a vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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