Liturgia Diária 10/JUL/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 10/JUL/2013 (quarta-feira)

Mateus 10,1-7 (A Missão dos Doze)

Mt 10,1-7 (A missão dos doze)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Gênesis (Gn 41,55-57;42,5-7a.17-24a)

(A fome no Egito / Primeiro Encontro de José com seus irmãos)

Leitura do Livro do Gênesis.

41,55 Naqueles dias, todo o Egito começou a sentir fome, e o povo clamou ao Faraó, pedindo alimento. E ele respondeu-lhe: “Dirigi-vos a José e fazei o que ele vos disser”. 56 Quando a fome se estendeu a todo o país, José abriu os celeiros e vendeu trigo aos egípcios, porque a fome também os oprimia. 57 De todas as nações vinham ao Egito comprar alimento, pois a fome era dura em toda a terra. 42,5 Os filhos de Israel entraram na terra do Egito com outros que também iam comprar trigo, pois havia fome em Canaã. José era governador na terra do Egito e, conforme a sua vontade, se vendia trigo à população. Chegando os irmãos de José, prostraram-se diante dele com o rosto em terra. 7a Ao ver seus irmãos, José os reconheceu. 17 E mandou metê-los na prisão durante três dias. 18 E, no terceiro dia, disse-lhes: “Fazei o que já vos disse e vivereis, pois eu temo a Deus. 19 Se sois sinceros, fique um dos irmãos preso aqui no cárcere, e vós outros ide levar para vossas casas o trigo que comprastes. 20 Mas trazei-me o vosso irmão mais novo, para que eu possa provar a verdade de vossas palavras, e não morrerdes”. Eles fizeram como José lhes tinha dito. 21 E diziam uns aos outros: “Sofremos justamente estas coisas, porque pecamos contra o nosso irmão: vimos a sua angústia quando nos pedia compaixão, e não o atendemos. É por isso que nos veio esta tribulação”. 22 Rúben disse-lhes: “Não vos adverti dizendo: ‘Não pequeis contra o menino?’ E vós não me escutastes. E agora nos pedem conta do seu sangue”. 23 Ora, eles não sabiam que José os entendia, pois lhes falava por meio de intérprete.24a Então, José afastou-se deles e chorou.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 32,2-3. 10-11. 18-19 (R. 22))

(Hino à Providência)

— 22 Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

— 22 Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

— 2 Dai graças ao Senhor ao som da harpa, / na lira de dez cordas celebrai-o! 3 Cantai para o Senhor um canto novo, / com arte sus­tentai a louvação!

— 10 O Senhor desfaz os planos das nações / e os projetos que os povos se propõem. 11 Mas os desígnios do Senhor são para sempre, / e os pensamentos que ele traz no coração, / de geração em geração, vão perdurar.

— 18 Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, / e que confiam esperando em seu amor, 19 para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 10,1-7)

(A Missão dos Doze)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade. 2 Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5 Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6 Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para o encontro com Deus mediante sua Palavra, em comunhão com os demais internautas, rezando:

Vem, Espírito Santo, nos nossos corações, e concede-nos, por intercessão de Maria, a graça de ler e reler as Escrituras.

Concede-nos, Espírito Santo, a graça de reconhecer a obra de Deus atuante na História e a sua presença de misericórdia.

Amém.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 10,1-7, e observo pessoas que Jesus chama e o que lhes recomenda.

Jesus chamou os seus doze discípulos e lhes deu autoridade para expulsar espíritos maus e curar todas as enfermidades e doenças graves. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu; Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu e Simão, o nacionalista; e Judas Iscariotes, que traiu Jesus. Jesus enviou esses doze homens, dando-lhes a seguinte ordem: – Não vão aos lugares onde vivem os não-judeus, nem entrem nas cidades dos samaritanos. Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem isto: “O Reino do Céu está perto”.

Jesus não chamou para seu grupo os mais preparados do seu tempo, mas, os mais disponíveis. Chamou simples pescadores – Pedro, André, Tiago, João. Chamou o cobrador de impostos. Chamou gente simples. Não significa que discriminou. Apenas, significa que o coração mais simples está livre de muitas preocupações. E os chamados recebem o mesmo poder de Jesus: anunciar o Reino, expulsar os espíritos maus e curar todas as doenças, uma missão de libertar as pessoas de todos os males. Rejeitar os chamados, os apóstolos é rejeitar a salvação.

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que o texto diz para mim, hoje?

Sou livre para seguir Jesus?

Pelo batismo todo cristão é chamado a seguir Jesus de acordo com seu estado de vida. Os bispos, em Aparecida, falam deste chamado: “A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10,3). É um “sim” que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro “até o extremo” (cf. Jo 13,1). A resposta do discípulo amadurece neste amor de Jesus: “Te seguirei por onde quer que vás” (Lc 9,57). (DAp 136).

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Senhor Jesus, eu creio que estou na tua presença e te adoro profundamente.

Ilumina a minha inteligência e fortifica a minha vontade, de modo que a minha vida seja, aos poucos, transformada pelo encontro contigo.

Liberta-me de tantas coisas que me oprimem, ensina-me a evitar a dispersão em muitos interesses superficiais; ajuda-me na busca contínua da tua vontade.

Espírito Santo, cria em mim um coração novo, capaz de amar todas as pessoas.

Que a minha oração seja sustentada pela intercessão de Maria, Mãe da Igreja e modelo de disponibilidade à voz de Deus.

Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu novo olhar é de atenção aos vários chamados de Jesus.

BÊNÇÃO:

– O Deus da paz vos santifique completamente.

– Vos conserve íntegros em espírito, alma e corpo, e irrepreensíveis para quando vier o Senhor Jesus Cristo.

– A graça do Senhor Jesus Cristo esteja convosco. (1Ts 5,23ss).

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém

REFLEXÕES:

(4) – A COMPAIXÃO DE JESUS PELA MULTIDÃO

O capítulo 10 de Mateus é o segundo grande discurso do evangelho, chamado “discurso missionário”.

O envio dos Doze está em relação com a compaixão de Jesus pela multidão que está como ovelha sem pastor (9,36): cansada, abatida, desprotegida, sem rumo, sem voz que a oriente. Para a missão, Jesus concede aos apóstolos, cuja lista Mateus apresenta (vv. 24), “poder para expulsar os espíritos impuros e curar todo tipo de doença e de enfermidade” (v. 1). Esta observação do autor nos permite concluir que a missão dos Doze é a participação na missão do próprio Jesus (ver, p. ex., 9,35). O poder concedido é o poder de Jesus, o Espírito Santo, “força do Alto” (cf. At 1,8).

Os destinatários primeiros da ação missionária são as “ovelhas perdidas da casa de Israel” (v. 6). No final do episódio de Zaqueu, Jesus faz a seguinte declaração: “O Filho de Homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19,10; Mt 9,13). O objeto da proclamação é a proximidade do Reino de Deus (v. 6). O reinado de Deus se faz presente na pessoa de Jesus, por suas palavras e seus gestos.

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – ASSUMA A AUTORIDADE QUE DEUS LHE CONFIOU

Expulse os espíritos malignos que, muitas vezes, querem invadir sua casa e sua família.

Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade (Mt 10,1).

Jesus está conferindo a Seus apóstolos poder e autoridade: poder sobre os espíritos malignos e autoridade sobre as doenças e enfermidades.

Precisamos aprender a agir em nome de Jesus e atuar em nome d’Ele. É necessário fazer com que a graça aconteça em nosso meio, independentemente de onde estivermos.

Eu quero dirigir-me a você, pai e mãe, para que você assuma, na sua casa, essa autoridade que o próprio Senhor lhe concedeu pela força do batismo e a graça do sacramento do matrimônio, porque, muitas vezes, você vê sua casa em meio às tribulações e não assume a autoridade que Deus lhe confiou.

Expulse os espíritos malignos que, muitas vezes, querem invadir sua casa e sua família. Mande para fora todo espírito que causa inveja, intriga, divisão, fofoca, mentira, calúnia e difamação.

O Senhor nos deu a autoridade para expulsar espíritos e curar doenças. Quando tomamos posse dessa autoridade, automaticamente nós podemos evitar todos os males e enfermidades que nos atingem a cada dia.

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – COMPANHEIROS DE MISSÃO

A grandeza da missão a ser realizada exigiu de Jesus contar com a ajuda de companheiros. A escolha dos doze apóstolos simboliza o que haveria de acontecer ao longo dos tempos: muitos seriam chamado para compartilhar a missão de Jesus.

Também o encargo conferido aos apóstolos tem um caráter paradigmático. O Mestre deu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos, curar toda doença e enfermidade, e mandou-os anunciar que “o Reino dos Céus está próximo”. Trata-se das duas vertentes da ação de Jesus, que foi Messias por palavras e por obras. Enquanto Messias por palavras, sua pregação esteve toda centrada no tema do Reino: sua origem, as condições para aderir a ele, sua ação na história humana e seu destino último. Enquanto Messias por obras, empenhou-se todo em fazer o bem a quem dele se aproximava com o desejo de ser ajudado. A fé foi sempre um requisito para que as pessoas se beneficiassem dos milagres de Jesus. Jamais usou o poder que o Pai lhe conferira, para fazer algo em benefício próprio. Em tudo visou o bem das pessoas.

Os que são chamados a ser companheiros de Jesus – homens e mulheres – terão de percorrer o mesmo caminho. O sinal mais convincente de adesão sincera será a capacidade de segui-lo até a cruz.

Oração: Pai, tu me escolheste para ser companheiro de missão de teu Filho Jesus. Que eu seja capaz de percorrer, com fidelidade, o mesmo caminho trilhado por ele.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

Proclamai que o Reino de Deus está próximo (Mt 10,7).

O Evangelho de São Mateus inicia uma parte nova, sobre os discursos de Jesus, em todo este capítulo 10.

E logo de início, Jesus aparece reunindo os seus discípulos e mandando-os para anunciar a chegada do Reino de Deus por todo território onde habitavam os judeus. Era a Judeia e a Galileia. Não deviam ir à Samaria nem entrar na terra dos gentios, isto é, dos que não eram judeus.

É importante mostrar a Israel que as promessas de Deus se realizam em Jesus. Por isso, os apóstolos devem ir somente aos judeus: dirigi-vos, antes, às ovelhas desgarradas de Israel (Mt 10,6).

Eles anunciarão o Reino de Deus já presente no mundo primeiro na pessoa de Jesus. Em seguida, o Reino se manifestará nas pessoas dos próprios apóstolos por meio dos milagres que farão. Para isto, Jesus lhes deu o poder de expulsar os demônios e curar todos os tipos de doenças.

Eles devem ir em completa pobreza: se eles mesmos procuram o Reino de Deus, tudo o mais lhes será acrescentado (Mt 6,33). E assim os apóstolos partiram.

Este trecho do Evangelho se encerra aqui.

O que aconteceu depois?

Saberemos bem mais tarde, por meio de Lucas 22,35: Jesus lhes perguntou: “Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa?”. Nada, disseram eles.

Notemos como o projeto de Jesus ajudado por seus apóstolos se realiza perfeitamente, do início ao fim.

Quando nos comprometemos com Ele, devemos saber que, em primeiro lugar, quem se ocupa pelo sucesso de nossa colaboração com sua Igreja é Ele mesmo. Se Ele está conosco, quem estará contra nós? É o que São Paulo nos ensina em Romanos 8,31 com o Salmo 26(27),1.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – PELO CAMINHO, PROCLAMAI QUE O REINO DO CÉU ESTÁ PERTO

O homem contemporâneo acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, mais na experiência do que na doutrina, mais na vida e nos factos do que nas teorias. O testemunho de vida cristã é a primeira e insubstituível forma de missão: Cristo, cuja missão nós continuamos, é a “testemunha” por excelência (Ap 1,5. 3,14) e o modelo do testemunho cristão. […] A primeira forma de testemunho é a própria vida do missionário, da família cristã e da comunidade eclesial, que torna visível um novo estilo de comportamento. O missionário que, apesar dos seus limites e defeitos humanos, vive com simplicidade, segundo o modelo de Cristo, é um sinal de Deus e das realidades transcendentes. Mas todos na Igreja, esforçando-se por imitar o divino Mestre, podem e devem dar o mesmo testemunho que é, em muitos casos, o único modo possível de se ser missionário.

O testemunho evangélico a que o mundo é mais sensível é o da atenção às pessoas e o da caridade a favor dos pobres, dos mais pequenos, e dos que sofrem. A gratuidade deste relacionamento e destas ações, em profundo contraste com o egoísmo presente no homem, faz nascer interrogações precisas, que orientam para Deus e para o Evangelho. O compromisso com a paz, a justiça, os direitos do homem, a promoção humana é também um testemunho do Evangelho, caso seja um sinal de atenção às pessoas e esteja ordenado ao desenvolvimento integral do homem.

(Beato João Paulo II (1920-2005), papa – Carta encíclica “Redemptoris Missio”, 42 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)).

(14) – JESUS DEU PODERES AOS DOZE DISCÍPULOS

Nós semeamos na justiça quando atendemos à escolha que Jesus veio fazer. Assim como escolheu os doze apóstolos e deu a eles poder para tudo fazer em Seu Nome, Jesus nos chama hoje, a cada um em particular e nos manda procurar aqueles que estão desgarrados. Ir às ovelhas perdidas, resgatar as que estão extraviadas, procurar pela semente que não germinou. Porém, não podemos caminhar sozinhos (as). Talvez, foi por isso que Jesus escolheu doze e não onze, nem treze, porque um teria que ficar de fora. Os mais simples detalhes da Palavra de Deus são uma riqueza de sabedoria para a nossa vida. Até no modo de descrever a sequência de nomes dos discípulos de Jesus nós percebemos a inspiração do autor Sagrado para nos transmitir os recados de Deus. Pedro e André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus; Tiago e Tadeu; Simão e Judas Iscariotes. Dois a dois, sempre um com o outro; sempre em comum unidade, sempre em comunidade. Na nossa caminhada de vida nós estaremos sempre precisando do outro, que nos complementa, que possui algo que nós não possuímos. Por isso, formamos um Corpo que se ajusta e se ajuda quando nos prezamos e nos amamos. Ninguém pode ficar de fora dos projetos de Deus para edificação do reino do céu aqui na terra. Por isso, Jesus nos manda ir dois a dois, e no nosso caminho precisamos anunciar somente o que já vivenciamos: “O reino dos céus está próximo”. Anunciar que o reino de Deus já está acontecendo, que é tempo de procurar o Senhor. O reino é Jesus e Ele mora no nosso coração! Portanto, é Ele quem também nos dá poder para, em Seu Nome, expulsar os espíritos maus e curar todo tipo de doença e enfermidade.

– Você sente a presença do céu no seu coração?

– Você é uma pessoa que percebe a necessidade do “outro” na sua vida?

– Você é uma pessoa autossuficiente?

– Você percebe nas outras pessoas o que falta em você e se alegra com isso?

(Helena Serpa).

(14) – AS OVELHAS PERDIDAS DE HOJE

Quando Jesus envia os Doze “às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Ele se refere às comunidades de convertidos do judaísmo, pois seria preciso atender principalmente àqueles que mantinham sua tradição de “povo eleito”.

Hoje também, temos grande número de ovelhas perdidas, que nós precisamos arrebanhá-las de novo à casa do Pai. Ovelhas que se perderam na imensidão da pornografia dos filmes, da internet, da televisão, dos bailes, etc. Ovelhas que estão perdidas num mundo de prazer pelo prazer, e que nos diz que quem age de maneira diferente não está com nada. Então é aí que o bicho pega! Pois o jovem fica numa situação muito difícil.

Conhece aquela?

“Se tirar rasga. Se deixar, o gato come?”

É assim. O jovem consciente, participante de um grupo de outros jovens da sua idade, reage de forma positiva a esse estado de coisas. Mas no que se refere àqueles jovens que fazem parte do grupo das ovelhas perdidas, a coisa é muito complicada.

Como podemos atingi-los?

Pescá-los?

Este é o grupo de ovelhas perdidas mais difícil da Igreja. Quanto às ovelhas perdidas do grupo dos adultos, talvez pudéssemos arrebanhá-los na hora do casamento, com os cursos para casamento, ou catequese de adultos. Já o grupo de ovelhas perdidas da terceira idade, é o mais fácil, ou o menos difícil. Pois já se encontram no fim da caminhada vital, e os argumentos relacionados sua salvação sempre lhes cairão bem. Parece que nos esquecemos de mencionar as crianças. É que na verdade, elas ainda não fazem parte de nenhum grupo de ovelhas perdidas, pois estão sendo iniciadas na vida cristã.

ORAÇÃO: Jesus, diga-nos como podemos atingir aqueles que se desviaram do teu caminho. Que se perderam na imensidão das ilusões do mundo atual e nem pensam em se voltar para a Igreja. Amém.

(José Salviano).

(14) – IDE, ANTES, ÀS OVELHAS PERDIDAS DA CASA DE ISRAEL

Hoje, a Palavra de Deus se centra no discipulado e na missão. A menção dos doze por seus nomes é um indício da maneira como Jesus chama cada um com sua história familiar, com sua condição social, religiosa e política. Doze, número biblicamente simbólico, nos conecta com a ideia de povo de Deus, que abre o chamado o discipulado de Jesus a todos os homens e mulheres que se identifiquem com seu projeto libertador. O envio à missão não se faz sem ferramentas.

O poder para expulsar demônios, para curar doenças, é fruto da aprendizagem direta no discipulado; agora os missionários tem mais clareza, viram e acreditaram no Mestre. A recomendação de ir primeiro às ovelhas perdidas é parte de uma estratégia pedagógica que concebe um cenário cultural conhecido como o mais adequado para os novos missionários.

A Igreja em Aparecida nos colocou no caminho do discipulado missionário. Ser discípulos sem ser missionários é egoísmo, pois formar-se na Palavra exige colocá-la em prática no contexto mais próximo.

(Claretianos).

(14) – A PRIMEIRA AULA PRÁTICA DOS DOZE

Parece que neste evangelho terminou o primeiro período de formação dos apóstolos e agora, chamando-os pelos nomes os que foram aprovados, Jesus irá envia-los para a primeira missão que tem um caráter experimental. O Mestre transfere a eles todos os seus poderes e agora finalmente irão “entrar em campo” para o primeiro jogo, que vale como treino ou um teste.

Um bom técnico de futebol, depois de todas as orientações e treinos técnico e tático, não irá expor a sua equipe em um jogo contra um adversário duro e difícil, mas escolhe uma equipe em igualdade de condições onde o importante é o treino e o exercício. E assim vem a recomendação para que anunciem primeiro as ovelhas perdidas da Casa de Israel, evitando a cidade dos Samaritanos e a terra dos pagãos, locais estes onde a missão será bem mais difícil.

Jesus não está querendo poupar seus apóstolos, ou está discriminando os Samaritanos e Pagãos, antes, quer avaliar como se sairão os seus apóstolos, evangelizando primeiro os de casa. Surge aqui uma boa pergunta a todos nós: em nossas casas, em meio à nossa Família, vivemos de maneira autêntica o Santo Evangelho? Todas as pessoas, inclusive as que conosco convivem, devem ser permanentemente evangelizadas, quer pelo anúncio ou pelo testemunho.

E se em nossa família não convencemos a ninguém, podem ter certeza de que aí no “mundão” a missão será bem mais difícil, pois, para convencer, é preciso que estejamos convencidos pelo anúncio do evangelho, uma vez que ninguém poderá dar algo que não têm.

Há também nesse evangelho o desafio de se ser comunidade. O grupo dos doze tem muitas diferenças, e no meio deles também está Judas, o Traidor. Mas naquele momento estavam unidos em torno da mesma e única missão: anunciar que o Reino dos Céus está próximo.

Nós cristãos do terceiro milênio não precisamos nos preocupar com o que fazer, nossa missão é a mesma dos apóstolos e a mesma de Jesus, entretanto, passados três milênios de anúncio e de Vida em Missão, da nossa Igreja, deveríamos estar bem “calejados” para saber que a nossa missão de anunciar o Reino, está no “mundão” onde pessoas tão difíceis como os pagãos e samaritanos daquele tempo, estão à espera de quem lhes anuncie a Verdade que Salva, redime e liberta.

(Diác. José da Cruz).

(14) – VIVÊNCIA E ORAÇÃO

Bom dia!

A didática de Jesus é a prova clara que capacitação, vivência, oração e oportunidade podem fazer algo sair do chão e se edificar. Einstein disse um dia uma frase que foi imortalizada pelos cristãos de nossa época: “Deus não escolhe os capacitados; capacita os escolhidos”!

Jesus escolheu pessoas simples, talvez pra dizer a nós “estudados” que a sabedoria não se encontra em livros de faculdade ou bibliotecas, mas sim no contato simples com as pessoas que veem chuviscos onde vemos tempestades; que comem apenas feijão e farinha e mesmo assim dão Glórias a Deus por estarem vivas; que são zombadas, criticadas quando fazem suas “rezas e novenas” pra chuva chegar e se não vem mesmo assim agradece.

“(…) Que diremos depois disso? Se Deus é por nós, quem será contra nós”? (Romanos 8, 31).

Fico a imaginar a nossa fé sem André, que acreditava em João Batista e apresentou Pedro a Jesus (João 1, 41); Imagino a nossa igreja sem Tiago, que tomava conta das igrejas enquanto Pedro percorria a região; ou Felipe que na Santa Ceia consolidou um pedido: a nossa esperança nas mãos de Deus (João 14, 8).

Estes que citei foram “coadjuvantes” dos “grandes” apóstolos. Desempenhavam um trabalho singelo e silencioso. Acredito que nenhum deles tenha se proposto a fazer algo que não tinham a capacidade de fazer.

Uma dura verdade: nossa fraqueza humana nos atrai a holofotes, brilhos, vaidades, tapinhas nas costas, (…). Não vi em nenhuma passagem da bíblia, Jesus ostentando sabedoria ou poder e esse fato intriga alguns estudiosos ao ponto de alguns não acreditarem que Jesus realmente ter existido, pois todo homem tem seu lado previsível e Jesus contradizendo o previsível conseguia ser o senhor do improvável. Batiam em sua face. Esperava-se uma resposta áspera, dura ou um troco e Ele olhava nos olhos do seu algoz e relevava; entre outras.

Em nossas comunidades temos dificuldade em falar com os “grandes astros”. Pessoas que não cantam nas missas e sim fazem shows; não cantam, “se esgoelam”; não fazem comentários, e sim homilias; se pudessem, pediriam pro padre ir embora e eles (as) mesmo “fariam” a missa (…). Vejo também com tristeza a banalização da fé cristã em cultos na TV e como as pessoas por desespero se apegam e confiam em pessoas e aos poucos Deus fica em segundo plano.

“(…) Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que queríeis”. (Romanos 8, 31).

Jesus sai mais uma vez a procura de apóstolos. Talvez você, eu, nós não tenhamos o dom de cantar, falar em público, anunciar; mas Jesus conhece profundamente nosso coração e deste coração quer usar para consolar, amar, resgatar, servir aos outros ou de ser um pé de bode em prol de algo maior: “(…) procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem isto: “O Reino do Céu está perto.”.

Em suma…

“(…) Nós devemos ter sempre a convicção de que, se fomos chamados para trabalhar no Reino de Deus, foi Jesus quem nos chamou. Outras pessoas podem até ter participado deste chamado, mas forma instrumentos nas mãos de Jesus para que esse chamado acontecesse. E porque foi Jesus quem nos chamou, é da obra dele que participamos. Não temos o nosso próprio projeto e nem participamos de projetos de outras pessoas, mas na verdade, nos inserimos no projeto do próprio Jesus. Com isso, não realizamos a nossa obra, mas a obra daquele que nos chamou e não agimos pelo nosso próprio poder, mas agimos pelo poder daquele que nos chamou e nos enviou para a realização do seu projeto de amor”. (Reflexão proposta pelo site da CNBB).

Um imenso abraço fraterno.

(Alexandre Soledade).

(14) – IDE, ANTES, ÀS OVELHAS PERDIDAS DA CASA DE ISRAEL

Este Evangelho narra Jesus chamando os doze Apóstolos. “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Nessa recomendação, é importante o advérbio “antes”. O povo de Israel é o povo eleito por Deus que teve a missão de preparar a vinda do Messias, por isso deve receber em primeiro lugar a Boa Nova de Jesus. Mas depois será esclarecido que essa Boa Nova é para todos, sem distinção: “Ide fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). Quando Deus faz aliança, ele a cumpre, mesmo que a outra parte não a cumpra.

Assim como os Apóstolos, todos nós somos chamados por Deus para cumprir uma missão. Aliás, Deus não faz nada à toa; tudo o que ele criou tem uma finalidade, e é feita de acordo com aquela finalidade. Aliás, isso acontece também conosco; qualquer pessoa inteligente, se faz um objeto, é para uma finalidade; ninguém faz nada à toa.

O cumprimento da vocação realiza e faz feliz. Já o não cumprimento deixa a pessoa frustrada e “fora do eixo”. Ela fica andando pela vida como um carro sem alinhamento ou sem balanceamento. E isso vale também para os objetos feitos por Deus ou pelo homem. Imagine tentar fincar um prego na parede, usando uma lâmpada! É o martelo que foi feito para isso. Deus criou a flor para perfumar, a abelha para produzir mel e para espalhar as sementes pela terra.

A nossa vocação foi a primeira coisa que Deus pensou, já antes de nos criar, pois fomos criados já adaptados ao seu cumprimento. Deus tem um plano para a humanidade, e quer realizá-lo através das próprias pessoas que ele cria.

Existe o ecossistema, isto é, tudo na natureza é harmonioso e “trabalha” em conjunto, cada coisa desempenhando a sua tarefa, desde a formiguinha até as grandes estrelas. Nós fazemos parte desse conjunto, com um detalhe: somos os reis da criação. Tudo foi feito para nos servir. “Deus disse: ‘Façamos o ser humano à nossa imagem e semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais… Eis que vos dou todas as plantas…” (Gn 1,26-29).

Os seres irracionais seguem automaticamente o chamado de Deus. Conosco é diferente, temos de seguir livre e conscientemente o chamamento de Deus a nós. Também a descoberta da nossa vocação não nos vem por si, mas é fruto de um trabalho nosso. Descobrir a própria vocação é descobrir o caminho da felicidade.

“Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder…” Assim como Jesus deu poderes aos Apóstolos para cumprirem a sua vocação, ele no-los dá também.

Numa floresta, havia três leões. Como o leão é o rei dos animais, a bicharada queria saber qual dos três era o rei. Numa assembleia, surgiu uma proposta que os leões aceitaram. Havia no local uma montanha alta e rochosa, dificílima de escalar. O leão que conseguisse subir até o topo da montanha seria o rei. Como fiscais foram escolhidas as gaivotas.

O primeiro leão começou a subir, mas desistiu. Ao chegar embaixo, disse para a assembleia: “Não dei conta”. O segundo leão foi, mas chegou a uma rocha enorme e voltou para trás. Disse também para a bicharada: “É impossível subir essa montanha”. O terceiro leão conseguiu ir até um pouco mais na frente, mas também se cansou e voltou. Ele disse para os bichos: “Desta vez eu não consegui. Mas é só por enquanto. No futuro conseguirei escalar essa montanha”. Pronto, este foi coroado rei. Foi por causa das suas duas expressões: “desta vez” e “por enquanto”.

Quem tem fé vai em frente no cumprimento da sua vocação e nunca desanima, porque sabe que tem Deus ao seu lado, o qual tem poder infinito. E quem tem fé tem esperança, sempre acredita que amanhã poderá dar um passo à frente e ir mais longe, no cumprimento da vocação.

Muita gente desiste da própria vocação, devido aos problemas que encontra. Basta ver o matrimônio, o sacerdócio, a vida religiosa…

Que Maria Santíssima, o melhor modelo, depois de Jesus, de resposta vocacional, nos ajude.

Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel.

(Pe. Queiroz).

(15) – REFLEXÃO

Nós devemos ter sempre a convicção de que, se fomos chamados para trabalhar no Reino de Deus, foi Jesus quem nos chamou. Outras pessoas podem até ter participado deste chamado, mas forma instrumentos nas mãos de Jesus para que esse chamado acontecesse. E porque foi Jesus quem nos chamou, é da obra dele que participamos. Não temos o nosso próprio projeto e nem participamos de projetos de outras pessoas, mas na verdade, nos inserimos no projeto do próprio Jesus. Com isso, não realizamos a nossa obra, mas a obra daquele que nos chamou e não agimos pelo nosso próprio poder, mas agimos pelo poder daquele que nos chamou e nos enviou para a realização do seu projeto de amor.

(20) – O REINO ESTÁ PRÓXIMO!

Será que Jesus iria nos enganar?

Acender em nós uma falsa esperança?

Dizer que o Reino está próximo, quando vemos o mal que se infiltra por todos os poros da humanidade?

Depois de escolher seus Doze e dotá-los de notável poder sobre o mundo físico e espiritual, Jesus dá-lhes o tema de sua pregação: “Está próximo o Reino dos Céus”. Não precisam perder seu tempo falando de parusias e escatologias, hermenêuticas e perícopes. Basta dizer que Deus se aproximou e está ao alcance de todos!

E é isto que o povo ainda quer saber…

Neste início de milênio, entre sombras e ameaças, como ir ao Senhor?

Como entender sua Palavra?

Como se libertar dos vícios?

Como experimentar a liberdade dos filhos de Deus?

Como viver em paz? …

Muitas vezes, entendemos mal o anúncio de um Reino que está “próximo”. Pensamos que ele está chegando, que não demora a vir. Mas a proximidade não é temporal. É espacial. O Reino é a própria pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus que se encarnou, nasceu de Mulher e, agora, pode ser visto, ouvido, tocado por nós.

Ele cruza nossas estradas, prega em nossas praças, bate à nossa porta. Vemos seu nome nas camisetas, sua cruz nas montanhas, seu Corpo nos sacrários. Cristo está em toda parte, como não o encontrar? Disfarça-se de pobre, veste-se de mendigo, finge de doente terminal… Basta estender a mão, ele aí está!

Os Doze saíram pelas aldeias. Curaram os doentes e limparam os leprosos. Iam em nome de Jesus. E à medida que executavam sua missão, espantavam-se de ver que agia neles uma força que não lhes pertencia: Deus agia neles! Sabiam da própria incompetência, conheciam seus próprios pecados. Mas, uma vez abertos ao dinamismo do Espírito de Jesus, mudaram-se em instrumentos de um Amor que nada podia deter.

E nós?

Quando nos abriremos a esse Amor?

Quando Jesus poderá contar com nossos pés para chegar aos que estão longe?

Com nossas mãos para tocar os intocáveis?

Com nossa voz para anunciar que a Paz já nos pertence?

Quando o Reino de Deus estará próximo, porque deixamos que ele brotasse de dentro de nós?

Orai sem cessar: “Procurai o Senhor e sua força!” (Sl 105,4).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – IDE E PROCLAMAI: O REINO DOS CÉUS ESTÁ PRÓXIMO

Hoje, o Evangelho nos mostra Jesus enviando os seus discípulos em missão: “Jesus enviou esses doze, com as seguintes recomendações” (Mt 10,5). Os doze discípulos formaram então o Colégio Apostólico, que significa missionário; a Igreja, que em sua peregrinação terrena, é uma comunidade missionária, pois tem a sua origem no cumprimento da missão do Filho e do Espírito Santo segundo os desígnios de Deus Pai. Do mesmo modo que Pedro e os demais apóstolos constituem um só Colégio Apostólico por instituição do Senhor, assim o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos, formam um todo sobre o qual recai o dever de anunciar o Evangelho por toda a terra.

Entre os discípulos enviados em missão, encontramos aqueles aos quais Cristo conferiu um lugar destacado e uma maior responsabilidade, como Pedro; e a outros como Tadeu, do qual quase não temos notícias; afinal, os Evangelhos foram escritos para nos comunicar a Boa Nova e não para satisfazer nossa curiosidade. Nós, por nossa parte, devemos rezar por todos os bispos, pelos importantes e pelos menos conhecidos, e viver em comunhão com eles: “Segui a todos os bispos, como Jesus Cristo seguiu ao Pai, e ao Colégio dos Anciãos como aos Apóstolos” (Santo Inácio de Antioquia). Jesus não buscou pessoas instruídas, mas simplesmente as disponíveis e capazes de segui-lo até o fim. Isto me ensina que eu, como cristão, também devo sentir-me responsável por uma parte da obra de salvação de Jesus.

Afasto o mal?

Ajudo meus irmãos?

Como a obra está em seu começo, Jesus logo estabelece uns limites: “Não deveis ir aos territórios dos pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! No vosso caminho, proclamai: O Reino dos Céus está próximo” (Mt 10,5-6). Hoje há de se fazer tudo o que se possa, com a certeza de que Deus chamará a todos os pagãos e samaritanos em outra fase do trabalho missionário.

(Rev. D. Fernando PERALES i Madueño (Terrassa, Barcelona, Espanha)).

(25) – A MISSÃO DOS DOZE

Jesus dá aos seus Apóstolos o poder e a autoridade de falar e agir em seu nome: “Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes autoridade de expulsar os espíritos imundos e de curar toda a sorte de males e enfermidades” (10,1). S. Jerônimo observa que “Jesus não é ciumento do seu poder, conferindo-o aos seus servos e discípulos. Se Ele cura toda doença e toda enfermidade, Ele igualmente dá tal poder também aos seus Apóstolos”. Há, no entanto, uma diferença entre o possuir e o dar, entre o dar e o receber. Os Apóstolos, no seu agir, “confessam a sua fraqueza e a força do Senhor, dizendo: Em nome de Jesus, levanta-te e caminha!”. Eles jamais se consideram proprietários de tais dons, mas neles refulge a simplicidade e a humildade. Aliás, pergunta s. João Crisóstomo: “Quem são estes doze enviados por Jesus? São pescadores e publicanos”, responde ele. Pessoas de condição humilde ou até desprezadas, enviadas entre os pagãos para proclamar a mensagem da Boa-Nova, oferecendo a possibilidade deles se converterem pelo arrependimento e pela penitência.

A recomendação dada aos Apóstolos de não levarem nada consigo, liberta-os de todo apego aos bens materiais e de toda preocupação em obter posses terrenas, abrindo espaço em seus corações para serem providos pelo próprio Deus. Eles se colocam totalmente nas mãos divinas e, por isso mesmo, realizam, por delegação de Jesus, as mesmas obras feitas por Ele, desde o início de seu ministério, e que Ele não cessa de exercer, agora, através deles. S. Hilário de Poitiers (367) confessa que “todo o poder do Senhor foi comunicado aos Apóstolos. E para que se assemelhassem plenamente a Deus, seguindo a profecia do Gênesis, Cristo lhes ordena dar gratuitamente, o que gratuitamente eles tinham recebido”.

“Senhor tornai-me instrumento de vossa graça e do vosso amor santificante para todos aqueles que eu encontrar ao longo de minha vida. Libertai-me de todo apego e que eu possa estar voltado para as realidades do céu, testemunhando a alegria do Evangelho em palavras e ações”.

(Dom Fernando).

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

14ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Jesus não quis anunciar sozinho o Reino. Chamou os Doze primeiros, tão diferentes entre si, mas muito unidos pela mesma causa e na mesma fé. Escutam a palavra do Mestre: “Ide!” A missão dos discípulos é realizada na gratuidade: “Em vosso caminho, anunciai: O Reino dos Céus está próximo”. Essa é também a missão de cada cristão e de toda a Igreja.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47,10s).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria e daí aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

É tão bom e saudável poder ouvir a Palavra do Senhor e dela aprender o jeito certo de viver. Ninguém pode fazer de seu irmão um objeto, como fizeram com José, nem vendê-lo, como fizeram com Cristo. Devemos, sim, anunciar e viver o projeto do Reino de Deus: “O Reino dos Céus está próximo”. Escutemos.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando! (Mc 1,15).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Possamos, ó Deus, ser purificados pela oferenda que vos consagramos; que ela nos leve, cada vez mais, a viver a vida do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (Sl 33,9).

– Oração depois da Comunhão

Nós vos pedimos, ó Deus, que, enriquecidos por essa tão grande dádiva, possamos colher os frutos da salvação sem jamais cessar vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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