Liturgia Diária 15/JUL/13

 

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 15/JUL/2013 (segunda-feira)

RENUNCIAR A SI MESMO PARA SEGUIR A JESUS

Mt 10,34–11,1 (Pegue a sua cruz e siga-me)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Êxodo (Ex 1,8-14.22)

(Opressão dos israelitas)

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, surgiu um novo rei no Egito, que não tinha conhecido José, 9 e disse a seu povo: “Olhai como o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10 Vamos agir com prudência em relação a ele, para impedir que continue crescendo e, em caso de guerra, se una aos nossos inimigos, combata contra nós e acabe por sair do país”. 11 Estabeleceram inspetores de obras, para que o oprimissem com trabalhos penosos; e foi assim que ele construiu para o Faraó as cidades-entrepostos de Pitom e Ramsés. 12 Mas, quanto mais o oprimiam, tanto mais se multiplicava e crescia. 13 Obcecados pelo medo dos filhos de Israel, os egípcios impuseram-lhes uma dura escravidão. 14 E tornaram-lhes a vida amarga pelo pesado trabalho da preparação do barro e dos tijolos, com toda espécie de trabalhos dos campos e outros serviços que os levavam a fazer à força. 22 O Faraó deu esta ordem a todo o seu povo: “Lançai ao rio Nilo todos os meninos hebreus recém-nascidos, mas poupai a vida das meninas”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 124(123),1-3. 4-6. 7-8 (R. 8a))

(O salvador de Israel)

— 8a Nosso auxílio está no nome do Senhor.

8a Nosso auxílio está no nome do Senhor.

— 1 Se o Senhor não estivesse a nosso lado, / que o diga Israel neste momento; 2 se o Senhor não estivesse a nosso lado, / quando os homens investiram contra nós, 3 com certeza nos teriam devorado / no furor de sua ira contra nós.

— 4 Então as águas nos teriam submergido, / a correnteza nos teria arrastado, 5 e então, por sobre nós teriam passado / essas águas sempre mais impetuosas. 6 Bendito seja o Senhor, que não deixou / cairmos como presa de seus dentes!

— 7 Nossa alma como um pássaro escapou / do laço que lhe armara o caçador; / o laço arrebentou-se de repente, / e assim nós conseguimos libertar-nos. 8 O nosso auxílio está no nome do Senhor, / do Senhor que fez o céu e fez a terra!

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 10,34–11,1)

(34-36: Jesus, causa de divisões)

(37-39: Renunciar a si mesmo para seguir a Jesus)

(10,40—11,1: Conclusão do discurso apostólico)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10,34 “Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35 De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38 Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39 Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 40 Quem vos recebe a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42 Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. 11,1 Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Mt 10,34-11,1 – Exclusividade para Deus

Com todos nós que nos encontramos na web, preparo-me para a Leitura Orante, com a Oração do Brasil na missão continental:

Senhor, Deus da vida e do amor, enviastes o vosso Filho para nos libertar das forças da morte e conduzir-nos no caminho da esperança.

Movei-nos pelo dom do vosso Espírito!

Fazei-nos discípulos, comprometidos com o anúncio do Evangelho em nossa Pátria, em comunhão com a Missão Continental.

Fazei-nos missionários, caminhando ao encontro de nossos irmãos e irmãs, acolhendo a todos, sobretudo os jovens, os afastados, os pobres, os excluídos.

Virgem Mãe Aparecida, Intercedei junto ao vosso Filho, para que sejamos fiéis ao nosso compromisso de discípulos missionários.

Amém!

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto: Mt 10,34-11,1, e observo as recomendações de Jesus.

O anúncio da Boa Nova exige tomada de posição. Por isso Jesus diz que veio trazer divisões. Sempre que se escolhe um caminho, deixa-se outro. É impossível caminhar pelos dois ao mesmo tempo. Os discípulos e missionários de Jesus devem manter-se fiéis ao compromisso de seguimento do Mestre. Nada deve ser obstáculo ou impedimento, nem os próprios interesses, nem a própria família. Jesus fala também das recompensas de seu seguidor. Quem se esquece por causa de Jesus, terá a verdadeira vida.

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que o texto diz para mim, hoje?

Também tenho uma vocação específica na Igreja?

Esta pode ser a vocação leiga. Pode ser para a vida sacerdotal, pode ser para a vida religiosa.

Em qualquer uma delas tenho o compromisso de discípulo/a e missionário/a de Jesus Cristo.

Como vivo esta vocação?

Os bispos, em Aparecida, confirmaram esta vocação, quando disseram: “Diante do subjetivismo hedonista, Jesus propõe entregar a vida para ganha-la, porque “quem aprecia sua vida terrena, perdê-la-á” (Jo 12,25). É próprio do discípulo de Jesus gastar sua vida como sal da terra e luz do mundo. Diante do individualismo, Jesus convoca a viver e caminhar juntos. A vida cristã só se aprofunda e se desenvolve na comunhão fraterna. Jesus nos disse “um é seu mestre e todos vocês são irmãos” (Mt 23,8). Diante da despersonalização, Jesus ajuda a construir identidades integradas.” (DAp, 110). “A própria vocação, a própria liberdade e a própria originalidade são dons de Deus para a plenitude e a serviço do mundo.” (DAp 111).

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo:

Rezo, com o bem-aventurado Alberione:

Jesus Mestre, que eu pense com a tua inteligência e com a tua sabedoria.

Que eu ame com o teu Coração.

Que eu veja sempre com os teus olhos.

Que eu fale com a tua língua.

Que eu ouça somente com teus ouvidos.

Que eu saboreie aquilo que tu gostas.

Que as minhas mãos sejam as tuas.

Que os meus pés sigam os teus passos.

Que eu reze com as tuas orações.

Que meu tratamento seja o teu.

Que eu celebre como tu te imolaste.

Que eu esteja em ti e tu em mim, de modo que eu desapareça.

(Bem-aventurado Tiago Alberione).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Como vou vivê-lo na missão?

Proponho, diante da despersonalização, com Jesus, ajudar a construir identidades integradas, no meio em que vivo.

BÊNÇÃO:

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(4) – NENHUM LAÇO AFETIVO PODE SER OBSTÁCULO PARA O SEGUIMENTO DE JESUS CRISTO

A lealdade a Jesus e a decisão de segui-lo estão acima de qualquer lealdade e de qualquer outra decisão. Jesus é “o fazedor de paz” (Mt 5,9); ele não promove a guerra nem sequer a discórdia. A sua mensagem é que suscita a hostilidade daqueles que a rejeitam. Os discípulos devem comunicar a paz por onde andarem, mesmo sendo enviados “como ovelhas para o meio dos lobos” (v. 16). Por vezes os inimigos serão os próprios familiares (v. 36). Nenhum laço afetivo deve preceder ao amor por Jesus, pois este é o fundamento e a inspiração de todo amor plenamente humano. Nenhum laço afetivo pode ser obstáculo para o seguimento de Jesus Cristo.

A vida do discípulo, a exemplo da do Mestre, não está na defesa de seus próprios interesses e privilégios, mas na entrega generosa de toda a vida ao Senhor: “… e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará” (v. 39). A identificação do discípulo com o Mestre deve ser tal, que acolher o discípulo é acolher o próprio Senhor. O discípulo é representante de Cristo e portador de sua mensagem, assim como Cristo o é do Pai: “… não venho por mim mesmo, foi o Pai que me enviou” (Jo 8,41).

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – O AMOR A DEUS DEVE PREVALECER SOBRE TODAS AS COISAS

Independente de qualquer coisa, devemos amar o Senhor em primeiro lugar, pois o amor d’Ele nos ensina como amar todos.

Não penseis que eu vim trazer a paz a terra, eu não vim trazer a paz, mas sim a espada (Mt 10, 37).

Ao escutar essas palavras tão duras de Jesus, podemos ficar, em um primeiro momento, escandalizados, pois nós O conhecemos como o Príncipe da Paz; no entanto, hoje, Ele nos diz que não veio trazer a paz, mas a espada.

Então, qual é a paz que o Senhor vem nos trazer?

Não é a que nós conhecemos, mas a que traz uma revolução dentro de nós. Por isso Ele se mune da espada, pois esta é capaz de cortar e separar.

Nós somos como um fruto que possui uma parte ruim, mas da qual ainda se aproveita todo o restante. A espada apresentada é justamente para esse fim, separar de nós tudo o que carregamos de mal, permitindo que apenas o bem permaneça.

A espada de Jesus é para cortar o que faz mal para nossa própria vida, separando o que é do Reino de Deus do que é desse mundo. Às vezes, o que Jesus vem nos trazer pode até causar divisão, como em uma família, na qual apenas uma parte aceita a Verdade.

Existe uma oposição entre os que querem viver a vontade de Deus e aqueles que não a aceitam. Nesse momento, o amor a Deus deve prevalecer, e isso não significa que deixaremos de amar alguém, mas, ao contrário, precisamos amar ainda mais com o amor que vem do coração de Deus.

Independente de qualquer coisa, devemos amar o Senhor em primeiro lugar, pois o amor d’Ele nos ensina como amar qualquer pessoa, em qualquer situação e em qualquer lugar.

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – NÃO A PAZ, MAS A ESPADA!

A afirmação de Jesus a respeito de sua missão soa estranha. Qual terá sido a sua intenção ao declarar: “Não vim trazer a paz, e sim a espada”?

Como combinar esta declaração com a bem-aventurança relativa aos construtores da paz?

As palavras de Jesus visam dirimir um mal-entendido. O alerta: “Não pensem que …” pressupõe que circulavam interpretações equivocadas sobre a sua missão.
Muitos tinham-no na conta de um Messias pacificador, que haveria de instaurar o shalom em Israel, um tempo de bem-estar e prosperidade, obtida pelo aniquilamento de todos os adversários da nação, e pela recuperação da liberdade desde há muito perdida.

O caminho de Jesus é outro. Seu ministério terá como resultado criar uma grande divisão no seio da humanidade. Ou melhor, explicitar uma cisão que está latente, velada por um falso irenismo que encobre as maldades e as injustiças, impossibilitando a concretização do Reino na história humana: quem pertence e quem não pertence ao Reino.

Uma vez concretizada a divisão, aí sim, saber-se-á quem aderiu ao Reino e se dispõe a tomá-lo como parâmetro das próprias ações, e quem resiste a submeter-se à sua dinâmica. Então caberá aos discípulos do Reino, reconciliados entre si, buscar atrair quem optou pelo caminho contrário.

O ideal de Jesus é ver toda a humanidade reconciliada, mas sobre bases verdadeiras!

Oração: Pai, robustece minha adesão a teu Reino, levando-me a pautar por ele todo meu agir e a atrair para ti quem optou pelo caminho da maldade e do egoísmo.

(Pe. Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

Quem ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim (Mt 10,37).

Jesus põe condições radicais para quem quer ser seu discípulo.

Em Mateus 10,34–11,1 isto fica claro por várias razões.

Em primeiro lugar, o ensinamento de Jesus no seu todo e sobre o Reino dos Céusexige uma escolha. Jesus dirá: “Quem não está comigo está contra mim” (Mt 12,30).

É por isso que Jesus exige para si o amor do discípulo que deve pôr em segundo plano seu amor por seus pais e parentes: “Quem ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10,37).

Como isto é difícil de cumprir, em uma mesma família haverá quem será a favor de Jesus e quem será contra: “… vim trazer a divisão entre o homem e seu pai, entre a filha e sua mãe… os inimigos do homem serão seus próprios familiares” (Mt 10,35-36).

Entretanto, o que é isto?

A divisão entre pessoas é considerada decadência moral no profeta Miqueias 7,6: “… o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa”. O profeta falava de um tempo de decadência moral antes da restauração de Israel. Haveria pessoas justas que seriam maltratadas pelas desonestas e imorais. Somente depois viria um tempo de recuperação espiritual para Israel.

Jesus, lembrando aqui aquela profecia de Miqueias, afirma que antes que a força do Reino de Deus estabeleça a paz em Israel, as pessoas se dividirão sobre sua aceitação. Foi isto que apareceu nos evangelhos deste mês, nos dias anteriores.

Por qual razão Jesus é tão radical quando exige que as pessoas estejam com Ele e não contra Ele?

A resposta está em Mateus 10,40: “Quem vos recebe, a mim recebe, e quem me recebe, recebe O que me enviou”.

Notemos muito bem: quando Jesus não exige que as pessoas estejam com Ele e não contra Ele, não se limita à adesão a Si mesmo. Ele diz claramente: Deus Pai está em primeiro lugar. Portanto, não aceitar Jesus com preferência é não aceitar em primeiro lugar Deus Pai. Ora, isto nada mais é do que o Primeiro Mandamento. Portanto, Jesus não está exagerando em nada.

Como não está sozinho no anúncio do Reino dos Céus, “Jesus lembra a seus ouvintes como seus enviados, os apóstolos, devem ser recebidos” (Mt 10,40-42). Devem ser acolhidos como seria acolhido o próprio Jesus. E deste modo, como seria acolhido Deus, pois é por Deus que os apóstolos são enviados através de Jesus.

Lembremo-nos quanto é grandioso nosso chamado por Deus sendo cristãos:

– recebemos os apóstolos de Jesus,

– e neles recebemos o próprio Jesus.

– Recebido Jesus, recebemos o Pai, e permanecemos em seu amor, pois cumprimos seu Primeiro Mandamento.

Queisto nos alegre, console e dê o sentido de nossa vida cristã.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – AQUELE QUE CONSERVAR A VIDA PARA SI HÁ-DE PERDÊ-LA; AQUELE QUE PERDER A SUA VIDA POR CAUSA DE MIM HÁ-DE SALVÁ-LA.

Reflictamos sobre estas palavras do Senhor: Ele quer “atrair a Si todas as coisas” (Jo 12,32 Vulg). Aquele que quer atrair todas as coisas começa por reuni-las, para depois as atrair; e o mesmofaz o Senhor: começa por chamar o homem das suas divagações e das suas dispersões, fazendo-o recolher os sentidos, as faculdades, as palavras, as obras e, dentro de si, os pensamentos, as intenções, a imaginação, os desejos, as inclinações, a inteligência, a vontade e o amor. Depois de tudo isto bem recolhido, Deus atrai o homem a Si; porque é necessário que Ele comece por te separar de todos os bens, exteriores ou interiores, a que estás agarrado, tendo neles a tua plena satisfação. Este desprendimento é uma cruz penosa, e tanto mais penosa quanto mais forte e firmemente estiveres agarrado a eles. […]

Porque foi que Deus permitiu que raros sejam os dias e as noites que se assemelham aos anteriores?

Porque será que aquilo que te ajudou à devoção hoje será inútil amanhã?

Porque tens dentro de ti tão grande confusão de imagens e pensamentos que a nada levam?

Meu menino, aceita a cruz que Deus te envia, que será para ti uma cruz amável se fores capaz de oferecer estas provações a Deus, de as aceitar dele com verdadeiro abandono e de Lhas agradecer: “A minha alma engrandece o Senhor” (Lc 1,46). Quer Deustome, quer dê, o Filho do Homem tem de ser elevado à cruz. […] Meu menino, deixa tudo isso e aplica-te ao verdadeiro abandono […], esforçando-te por aceitar a cruz da tentação em vez de procurares a flor da suavidade espiritual. […] Nosso Senhor disse: “Se alguém quer vir após Mim, tome asua cruz e siga-Me” (Lc 9,23).

(Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo – Sermão 59, 4º para a Exaltação da Santa Cruz).

(14) – NÃO PENSEIS QUE EU VIM TRAZER A PAZ…

O nosso encontro com Jesus é transformador! Diante Dele, todos os nossos projetos pessoais tornam secundários, pois Jesus passa a ser prioridade em nossa vida!

A nossa convivência com Jesus, nos faz ficar parecidos com Ele, passamos a ter um olhar semelhante ao Dele, a ver o irmão que antes não víamos, a partilhar a vida que antes pensávamos pertencer somente a nós!

Devido a esta nossa mudança radical, tornamos sinal de contradição para aqueles que não querem enxergar a verdade que liberta!

O nosso modo diferente de viver, a nossa não aceitação ao que não condiz com o evangelho, desagrada àqueles que recusam as mãos de Deus, para viver nas mãos do mundo!

Quando fazemos opção por Jesus, já sabemos dos desafios que encontraremos pela frente, Ele nunca nos iludiu com facilidades. Todo aquele que faz opção pelas propostas de Jesus, vai ser criticado, rejeitado, a cruz é inevitável no seu caminho.

O evangelho de hoje, nos desperta sobre a importância de colocarmos Jesus como centro de nossa vida, como a nossa necessidade primeira! Ele é o caminho que nos leva a vida plena, o nosso referencial, a Luz que nos conduz, sem Ele, andamos sem rumo, nossa vida perde o sentido.

“Não penseis que eu vim trazer paz à terra; eu não vim trazer a paz, e sim a espada”! De fato, Jesus não veio trazer a paz, Ele veio nos “incomodar”, nos desinstalar, nos tirar do comodismo, nos transformar em instrumento de paz, da paz que é fruto da justiça!

A “espada” é aquilo que divide! E Jesus veio também “dividir”, pois nem todos O acolhe. O testemunho de quem busca a paz vivendo no amor, incomoda quem não quer mudar de vida, quem quer permanecer no seu mundinho individual, é daí que vão surgindo as divisões, até mesmo dentro da própria família; uns aceitam a proposta de Jesus, outros fazem opção pelas propostas do mundo.

“De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra.” Estas palavras de Jesus, a princípio, pode nos parecer contradição, afinal, o que Jesus mais pregava era a união entre as pessoas! O que Jesus quis dizer com estas palavras? Depois de uma profunda meditação, vamos perceber que tudo o Ele diz, é de fácil compreensão; a separação entre familiares, a que Jesus se refere, é conseqüência em aceitar ou não a sua proposta. Os que optarem por Jesus, terão o seu lugar garantido no coração do Pai, enquanto que os que fizeram opção pelas propostas do mundo, ficarão de fora, ou seja, uns serão salvos, outros não. É desta separação que Jesus fala; Todos são chamados, mas nem todos aceitam o seu chamado, portanto tanto nem todos são salvos.

Jesus não veio trazer a Paz, pelo contrário, Ele provocou conflitos, incomodou os inimigos da Paz, foi a sua ressurreição que abriu o caminho da verdadeira paz! Uma paz contrária a paz que o mundo oferece através de armas que tiram vidas. A paz, fruto da ressurreição de Jesus, foi conquistada com uma única arma que gera vida: o amor! Esta, é a paz que todos nós podemos ter, mesmo em meio aos conflitos deste mundo que continua rejeitando o dono da paz, que é Jesus!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(Olívia Coutinho).

(14) – NÃO VIM TRAZER A PAZ…

Êxodo 1, 8-14.22 – “Deus tem um propósito para o sofrimento”

Na Encíclica Lumen Fidei – A Luz da Fé, o Papa Francisco diz “mesmo o sofrimento e a morte recebem um sentido do fato de confiarmos em Deus. Ao homem que sofre o Senhor não dá um raciocínio que explica tudo, mas a sua presença que o acompanha”.

Depois da morte de José, o povo de Israel que se estabelecera no Egito, tornou-se numeroso e começou a sofrer as consequências pelo seu crescimento, sendo explorado e escravizado com trabalhos pesados. Entretanto, “quanto mais o oprimiam, tanto mais se multiplicava e crescia”. Deus, porém, tinha um propósito em deixar o Seu povo sob a escravidão dos egípcios, porque assim, ele seria exercitado para de que pudesse atravessar as dificuldades que viriam mais adiante. O Egito para o povo de Israel era lugar de escravidão, mas também de aprendizado. Assim também nós percebemos que acontece na nossa vida, quando atravessamos as etapas de sofrimento, de desolação e opressão.Mesmo quando nos encontramos em estado de pecado e nos sentimos seus escravos Deus tem um propósito em permitir que atravessemos o vale da sombra da morte a fim de que reconheçamos a nossa real situação de pecadores necessitados de salvação. A pessoa que não passa pela experiência do pecado ou não se sente culpada, não consegue ter também uma experiência de conversão e de mudança de vida. Na nossa experiência de pecado o Senhor nos prepara para sairmos dainanição e marcharmos firmes em busca de uma terra prometida. A fé, então nos direciona e nessa caminhada nós precisamos do conhecimento que adquirimos nas horas tormentosas quando enfrentamos os maiores obstáculos, confiando em Deus. O Egito também para nós, é o tempo em que estamos aqui na terra sujeitos às intempéries da vida, sendo objetos da inveja do ser humano, dasmaquinações do inimigo, assim como também da nossa própria humanidade decaídapelo pecado. Precisamos, da mesma forma, verificar se também não estamos fazendo parte desse povo que escraviza o irmão e se aproveita da sua fraqueza para construir o nosso patrimônio.

– Você tem encontrado sentido para os seus momentos de “escravidão”?

– As suas experiências têm sido pretexto para o seu crescimento?

– Você já pensou que pode estar explorando alguém buscando o seu crescimento?

–Você tem consciência do seu estado de pecador?

Salmo 123 – “Nosso auxílio está no nome do Senhor”

O salmista expõe nesse canto a situação de alguém que passa pela aflição e sente a proteção de Deus. Se o Senhor também não estivesse ao nosso lado nas diversas etapas da nossa vida, quando os homens investem contra nós, quando as águas querem nos afogar, quando o laço do caçador tenta nos prender, com certeza, nós não teríamos condições de contar ao mundo a nossa experiência de luta e de vitória. Por isso, nós também podemos afirmar com convicção: “O nosso auxílio está no nome do Senhor que fez o céu e a fez a terra!”

Evangelho – Mateus 10, 34-11,1 – “A recompensa do justo”

Jesus nos orienta a caminhar aqui na terra sabendo distinguir o que é de Deus e o que é do mundo, e nos dá um veredicto: Ele em primeiro lugar! Em primeiro lugar o Evangelho e os Seus ensinamentos. Por isso, não podemos seguir o ensinamento daqueles que contradizem a Sua Palavra mesmo que sejam pessoas muito queridas para nós, como nosso pai ou nossa mãe. O seguimento a Cristo nos condiciona a tê-Lo em primeiro lugar na nossa vida! Antes de tudo nós precisamos vivenciar o Evangelho e os ensinamentos de Deus Pai, que Jesus veio nos revelar. A Palavra de Deus é bússola para nossa caminhada. Com efeito, precisamos perceber em que ponto estaremos indo contrário ao que Jesus nos ordena. Com este ensinamento Jesus vem arrancar das nossas mãos a paz da acomodação e nos entregar a espada do Espírito Santo para que possamos lutar contra toda heresia e contra testemunho. Ele veio trazer a Sua paz que é gerada na justiça de Deus e na Sua vontade para a nossa vida. O homem justo é aquele que faz a vontade de Deus e vive de acordo com os Seus ensinamentos. A vontade de Deus, portanto, é soberana e está acima da vontade dos homens, por isso, Ele é bem claro e explícito quando afirma que não é digno de si todo aquele que ama seu pai e sua mãe mais do que a Ele. Amar aqui significa ouvir, seguir, dar atenção, privilegiar, em fim, ter mais consideração e obedecer. Jesus não veio nos separar fisicamente uns dos outros, mas sim, das ações, da mentalidade e das práticas dos que são do mundo. Quem quiser seguir a Jesus não ficará sem recompensa! Quem acolher aquele que vem em Seu Nome será acolhido também pelo Pai! Quem tomar a sua cruz assumindo a vida dentro dos conceitos evangélicos imitando a Jesus quemorreu na Cruz para nos salvar será digno de ser Seu discípulo. Assumimos a cruz quando nos apossamos da salvação de Jesus e não queremos promover a nossa própria salvação.

– A quem você costuma seguir: ao que Deus lhe recomenda ou o que os seus queridos lhe sugerem?

– Você seria capaz de fazer uma opção radical por Deus, mesmo que fique contra toda a sua família?

– Você já tentou atrair a sua família para Deus, da mesma forma que as outras pessoas tentam atraí-la para o mundo?

(Helena Serpa).

(14) – NÃO VIM TRAZER A PAZ, MAS SIM A ESPADA

O relato do evangelho começa com uma sentença que contrapõe a paz e a espada. Jesus veio trazer a paz, mas não uma paz qualquer. É uma paz que desafia o mal, que enfrenta lutas difíceis e traz à tona duras contradições. A paz de Jesus não é uma paz que se adapta ao mal; é a paz do cordeiro, que vence o mal pelo bem.

Jesus faz referencia à espada, porém a espada que ele vai usar é a da confiança na palavra do Pai, uma espada de dois gumes, como diz osalmo 149. A experiência mostra que os maiores inimigos podem estar entre os próprios familiares. Foi o que aconteceu com Jesus: veio para os seus e os seus não o receberam.

Foi condenado pelo seu próprio povo, rejeitado por aqueles que ele não teve vergonha de chamar de irmãos. Jesus exige dos discípulos um amor total, absoluto. O amor do discípulo é um amor-resposta, pois ele nos amou por primeiro. Somente quem deixa todas as amarra para seguir Jesus é livre para ir até as últimas consequências.

Carregar a cruz é a certeza de não estar só. Quem acolhe os evangelizadores acolhe Jesus e o próprio Deus, em sua casa e em seu coração. A benção é uma recompensa para quem se decide por Jesus, para quem acolhe um justo, um missionário.

(Claretianos).

(14) – NÃO JULGUEIS QUE VIM TRAZER A PAZ Á TERRA

O leitor menos preparado poderá chocar-se com essa expressão colocada pelo evangelista São Mateus, onde Jesus diz “Não julgueis que vim trazer a paz á terra. Vim trazer não a paz mas a espada”.

Que negócio é esse?

Então, Jesus o Filho de Deus, todo amor e misericórdia, a maior bondade, perfeição e santidade que o ser humano já viu, não veio trazer a paz mas a espada?

Será que São Mateus não se equivocou e entendeu errado o que Jesus falou?

Vai ver que ele falou que veio trazer a Paz e não a espada…

A espada é uma arma conhecidíssima dos Judeus para quem Mateus escreve o seu evangelho, ela não só penetra mas também corta, a morte por degolamento era comum nas contendas. Ela separa uma coisa da outra e provoca divisão… O que Jesus ensina nesse evangelho é a opção radical que o discípulo deverá fazer á seu favor. Jesus não quer disputar o primeiro lugar e a preferência de todos em nossas relações afetivas, isso nem está em discussão nesse evangelho.

Há pessoas de grande carência afetiva que dependem totalmente da relação com os outros, para ser feliz e sentir-se realizado nesta vida. Precisam constantemente de manifestações de carinho e afeto, querem sempre ser lembradas, ser o centro das atenções e na relação com os entes queridos ou na própria comunidade, sempre buscam isso e quando lhes falta essa atenção dos outros, sentem –se sozinhas, tristes e infelizes.

Jesus fala de algo que não interfere absolutamente nas relações afetivas, ao contrário, lhes dá um novo significado. Quando abraçamos o discipulado com lealdade e sinceridade, colocando o Evangelho de Cristo como a verdade absoluta em nosso viver, tudo se torna diferente em nossas atitudes e procedimentos. Estaremos tão ocupados em amar e servir os outros que não teremos tempo para buscar nossos interesses e nossas neuroses pois estaremos livres.

Tomar a cruz e seguir Jesus é deixar todas as nossas conveniências e interesses para trás, renúncias e desapegos sempre trazem desafios e sofrimentos pois muitas vezes renunciamos até a vida, e os prazeres que ela nos oferece. Mas essas perdas, que aos olhos do mundo nos dão prejuízo, representam na verdade um Ganho da Vida Verdadeira que Jesus nos oferece.

(Diác. José da Cruz).

(14) – O CONVITE FEITO AOS APÓSTOLOS SE ESTENDIA A TODOS

Bom dia!

O convite feito aos apóstolos se estendia a todos, e após alertá-los do mundo de lobos que enfrentariam para levar a Boa Nova, Jesus deixa claro o “rastro de graças” a todos que cooperassem com a prática do “caminho”.

Um antigo e conhecido conto narra as idas e vidas de um homem que levava água em potes de barro da fonte até sua casa. O conto narra que um dos potes estava rachado e no transitar a água caía pelo caminho. Após tantas idas e vindas nota que o caminho se tornara florido, lado que correspondia ao lado do pote rachado (…)

Acredito que todos conhecem essa história, mas por que a trouxe para essa reflexão?

Creio que muito mais que água fresca, um local para dormir, um cobertor, uma cesta básica, (…) as pessoas para continuarem no caminho precisam ser ouvidas. Na verdade o grande mal do mundo, que dizem ser a depressão, é a indiferença humana.

A indiferença faz brotar no coração a semente do ódio e não estou exagerando nesse argumento. É preciso deixar bem claro que abandoná-la é tão difícil quanto oferecer a outra face a quem nos agrediu.

Posso me atrever a dizer que existe a indiferença ativa e a passiva, sendo que a primeira é movida exclusivamente pela raiva, pela dor, pelo rancor, pela falta de perdão, pela auto defesa, e todos os sentimentos que voluntariamente expressamos contra outra pessoa ou situação, mas o que de fato preocupa é a passiva.

A indiferença passiva “mata” a flor que torce para que nosso vaso esteja quebrado e assim receber a água fresca que cairá sem perceber. Percebi, num retiro, o poder que tem quinze minutos de atenção para quem sofre ou esta agoniado. E como não perceber também a falta que faz nossa atenção a muitos outros irmãos e irmãs que desapareceram do nosso olhar e nunca mais foram procurados.

“(…) Tomai precaução, meus irmãos, para que ninguém de vós venha a perder interiormente a fé, a ponto de abandonar o Deus vivo. Antes, animai-vos mutuamente cada dia durante todo o tempo compreendido na palavra hoje, para não acontecer que alguém se torne empedernido com a sedução do pecado. Porque somos incorporados a Cristo, mas sob a condição de conservarmos firme até o fim nossa fé dos primeiros dias“. (Hebreus 3, 12-14).

Todo dia, ao sair para o trabalho, vejo uma jovem senhora que fez seminário de vida. Lembro o quanto ela foi tocada por Deus naquele encontro, mas hoje noto que ao passar por mim ela abaixa a cabeça, meio que se esconde.

O que será que ela pensa?

Será que ela pensa que eu a esqueci, que tudo que foi pregado ou ensinado foi da boca pra fora?

E quantos como ela também estão por ai, abaixando a cabeça ou atravessando a rua para não nos olhar nos olhos?

Sim, às vezes alguns temem nossos pré-julgamentos por voltarem a vida que tinham antes (quem somos nós para julgá-los); outros têm a impressão que os esquecemos (e de fato é meio que verdade); outros porém acreditam que “nos achamos” (as vezes sim, infelizmente); outros que o encanto acabou (a semente encontrou um solo pedregoso), (…), mas independente disso somos convidados a levar á água fresca; somos convidados a não nos importar de fazermos trabalho dobrado por nosso vaso estar quebrado…

Talvez o “nosso pai e nossa mãe” do evangelho de hoje sejam nosso orgulho e nossa vaidade. Talvez seja o medo de atravessar a rua e falar bom dia; a preguiça de pegar o telefone e ligar… Ao irmos às pessoas, abrimos as portas para um segundo encontro com Deus “(…) Quem recebe vocês está recebendo a mim; e quem me recebe está recebendo aquele que me enviou”.

Por fim…

“(…) Pode-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença, negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a caridade divina e a pagar amor com amor”. (Catecismo da Igreja Católica § 2094).

Um imenso abraço fraterno.

(Alexandre Soledade).

(15) – REFLEXÃO

O seguimento de Jesus tem uma série de implicações e não permite meio termo, pois exige radicalidade. Ou seguimos Jesus ou não seguimos, não existe seguimento até certo ponto ou de acordo com as minhas condições, o seguimento é incondicional. Para que isso seja possível, Jesus deve ser o valor absoluto de nossas vidas, devemos ser seduzidos por ele de modo que tudo façamos para estar com ele e realizar a sua vontade, a fim de que tenhamos coragem de, com ele, assumir a nossa cruz do dia a dia e segui-lo até onde for necessário. Somente quem tem um verdadeiro amor por Jesus e pelo Reino de Deus é capaz de viver de tal maneira.

(20) – VIM SEPARAR O HOMEM DE SEU PAI!

Seria apenas uma provocação?

Não.

Jesus está falando sério. Diante da “espada” de sua Palavra, isto é, diante das propostas de seu Evangelho, é inevitável que as pessoas acabem divididas.

Lembram-se de Francisco de Assis, que se apaixonou pela pobreza e pelo pobre?

Seu pai, rico mercador de tecidos, não entendeu o comportamento do filho que distribuía seus bens aos pobres. Como o pai ameaçasse deserdá-lo, Francisco despe até mesmo a roupa do corpo e, nu, na presença do bispo, abre mão de sua herança para seguir a Jesus de modo radical.

Um de meus professores, Pe. Carlos Morra, pertencia a uma família da antiga nobreza espanhola. Seu avô e seu pai eram destacados arquitetos. Quando o jovem Carlos manifestou seu desejo de ser padre, encontrou a recusa de seu pai. “Teu avô era arquiteto. Eu sou arquiteto. Tu serás arquiteto!”

Obediente, Carlos estudou arquitetura. No dia da formatura, recebeu o canudo e dirigiu-se ao pai: “Aqui está o seu diploma. Hoje, às 18 horas, entro para o seminário.” Entre os meus professores, Pe. Carlos foi um dos mais sábios e mais santos… Entre o desejo humano do pai e o chamado que Deus lhe fazia, ele teve a coragem de fazer uma dolorida ruptura e seguir sua vocação.

Neste Evangelho, Jesus contrapõe os verbos “achar” e “perder”. Hoje, em pleno clima de capitalismo, diríamos “ganhar” e “perder”. O mundo pagão dedica-se a ganhar, acumular, fazer sucesso. O seguidor de Jesus aceita perder-se pelo bem do outro, como a mãe que “gasta” a vida pelos filhos.

Certa vez, fiz uma palestra na Universidade de Viçosa, MG. Logo na entrada da Universidade, destacam-se quatro grandes colunas, cada uma delas com um verbo latino: EDISCERE, SCIRE, AGERE, VINCERE. Isto é: aprender, saber, agir, vencer.

Ao final, manifestei aos ouvintes a minha intenção de dinamitar a quarta coluna, edificando outra em seu lugar. Trocaria o verbo “vencer” (típico de uma mentalidade capitalista, utilitarista, quando o saber é acumulado como uma forma de poder sobre os outros) pelo verbo SERVIR. Assim, a oportunidade de cursar uma Universidade assumiria objetivos inteiramente novos… A ciência adquirida reverteria no bem comum, no serviço ao próximo. Para minha surpresa, o auditório, na maioria universitários, aplaudiu minha proposta…

E você?

Aplaudiria também?

Orai sem cessar: “Senhor, vós sois a minha parte de herança!” (Sl 16,5).

(Antônio Carlos Santini).

(24) – E QUEM NÃO TOMA A SUA CRUZ E NÃO ME SEGUE, NÃO É DIGNO DE MIM

Hoje, Jesus nos oferece uma importante mistura de recomendações; é como um desses banquetes modernos onde os pratos são pequenas porções para saborear. Trata-se de conselhos profundos e de difícil digestão, destinados a seus discípulos na formação e preparação missionária (cf. Mt 11,1). Para gostar deles devemos contemplar o texto em partes diferentes.

Jesus começa dando a conhecer o efeito do seu ensino. Não obstante os efeitos positivos, evidentes na atuação do Senhor, o Evangelho evoca as contrariedades e contratempos da predicação: “e os inimigos serão os próprios familiares” (Mt 10,36). Isso é o contraditório de viver na fé, temos a possibilidade de enfrentarmos, até mesmo com os que estão mais perto de nós, quando não compreendemos quem é Jesus, o Senhor, e não o percebemos como o Mestre da comunhão.

Em um segundo momento Jesus nos pede para ocupar o lugar mais alto na escala do amor: “Quem ama pai ou mãe mais do que a mim…” (Mt 10,37), “e quem ama filho ou filha mais do que a mim…” (Mt 10,37). Desse jeito, propõe deixarmos acompanhar por Ele como presença de Deus, já que “quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou” (Mt 10,40). O resultado de morar acompanhados pelo Senhor, acolhido em nossa morada, é gozar da recompensa dos profetas e justos, porque temos recebido um profeta e um justo.

A recomendação do Mestre acaba valorizando as pequenas demonstrações de ajuda e proteção às pessoas que moram acompanhadas pelo Senhor, os seus discípulos, que somos todos os cristãos. “Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo…” (Mt 10,42). A partir deste conselho, nasce uma responsabilidade: em relação ao próximo, sejamos conscientes de que as pessoas que moram com o Senhor, quem quer que sejam, devem ser tratadas como Ele mesmo. São João Crisóstomo diz: “Se o amor estivesse espalhado por todas as partes, nasceria dele uma quantidade infinita de bens”.

(Rev. D. Valentí ALONSO i Roig (Barcelona, Espanha)).

(25) – JESUS CAUSA DIVISÕES

Pasmos, ouvimos Jesus dizer: “Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada”. Contrariando a esperança messiânica de seu tempo, ele traz a paz que se estabelece, primeiramente, não entre os homens, mas sim entre Deus e os homens, provocando rupturas e divisões. É hora de decisão. Por isso, ele declara não ter vindo trazer a paz, mas a espada, pois sua mensagem e seus ensinamentos são fonte de julgamento, que poderá cortar, se for necessário, afetos familiares ou, no dizer de S. João Crisóstomo, “eliminar o que é doente e separar o que causa contraste e rebelião no nosso interior”.

No entanto, a primazia não deixa de ser a paz interior, que leva o cristão ao cume do bem e a imolar-se no “altar do coração” na oferta de sua vida a Deus, em benefício dos irmãos. Realiza-se a profecia de Miqueias, que denuncia a corrupção de seu tempo, em que os ministros de Deus tinham-se transformado em pessoas corruptas, e a desarmonia era geral. Seguir Jesus exige assumir compromissos, que ultrapassam o amor devido aos pais e parentes. A precedência é o amor a Deus e a correspondência ao desígnio divino, que ilumina o agir do discípulo em suas decisões. Não há espaço para o comodismo ou irenismo, que faz desaparecer as fronteiras do bem e do mal, diluindo contrastes e opções claras pró ou contra Deus.

Importante é colocar Deus em primeiro lugar e fazer opções claras por Ele. Ao falar de tomar a cruz e segui-lo Jesus deseja que o discípulo alimente uma disposição total e interior de entrega a Deus. À renúncia aos seus pais e familiares, S. Agostinho contrapõe o amor aos mesmos, com as palavras: “Eu vos amo em Cristo, mas não vos amo em lugar de Cristo. Sede comigo n’Ele, mas não eu convosco sem Ele”. Eis a orientação fundamental de nossa vida!

Por isso, suplicamos: “Senhor, nenhum olho viu, nem ouvido ouviu, nem coração concebeu o que tendes preparado para os que vos amam. Purificai-nos com o fogo do Espírito Santo, para que possamos amar-vos em todas as coisas e acima de tudo e, assim,recebamos a recompensa que prometestes aos vossos discípulos”.

(Dom Fernando).

(28) – TUDO QUE DEUS FAZ TEM UM PROPÓSITO

Êxodo 1, 8-14.22 – “Deus tem um propósito para o sofrimento”

Na Encíclica Lumen Fidei – A Luz da Fé, o Papa Francisco diz “mesmo o sofrimento e a morte recebem um sentido do fato de confiarmos em Deus. Ao homem que sofre o Senhor não dá um raciocínio que explica tudo, mas a sua presença que o acompanha”.

Depois da morte de José, o povo de Israel que se estabelecera no Egito, tornou-se numeroso e começou a sofrer as consequências pelo seu crescimento, sendo explorado e escravizado com trabalhos pesados. Entretanto, “quanto mais o oprimiam, tanto mais se multiplicava e crescia”. Deus, porém, tinha um propósito em deixar o Seu povo sob a escravidão dos egípcios, porque assim, ele seria exercitado para de que pudesse atravessar as dificuldades que viriam mais adiante. O Egito para o povo de Israel era lugar de escravidão, mas também de aprendizado. Assim também nós percebemos que acontece na nossa vida, quando atravessamos as etapas de sofrimento, de desolação e opressão. Mesmo quando nos encontramos em estado de pecado e nos sentimos seus escravos Deus tem um propósito em permitir que atravessemos o vale da sombra da morte a fim de que reconheçamos a nossa real situação de pecadores necessitados de salvação. A pessoa que não passa pela experiência do pecado ou não se sente culpada, não consegue ter também uma experiência de conversão e de mudança de vida. Na nossa experiência de pecado o Senhor nos prepara para sairmos da inanição e marcharmos firmes em busca de uma terra prometida. A fé, então nos direciona e nessa caminhada nós precisamos do conhecimento que adquirimos nas horas tormentosas quando enfrentamos os maiores obstáculos, confiando em Deus. O Egito também para nós, é o tempo em que estamos aqui na terra sujeitos às intempéries da vida, sendo objetos da inveja do ser humano, das maquinações do inimigo, assim como também da nossa própria humanidade decaída pelo pecado. Precisamos, da mesma forma, verificar se também não estamos fazendo parte desse povo que escraviza o irmão e se aproveita da sua fraqueza para construir o nosso patrimônio.

– Você tem encontrado sentido para os seus momentos de “escravidão”?

– As suas experiências têm sido pretexto para o seu crescimento?

– Você já pensou que pode estar explorando alguém buscando o seu crescimento?

– Você tem consciência do seu estado de pecador?

Salmo 123 – “Nosso auxílio está no nome do Senhor”

O salmista expõe nesse canto a situação de alguém que passa pela aflição e sente a proteção de Deus. Se o Senhor também não estivesse ao nosso lado nas diversas etapas da nossa vida, quando os homens investem contra nós, quando as águas querem nos afogar, quando o laço do caçador tenta nos prender, com certeza, nós não teríamos condições de contar ao mundo a nossa experiência de luta e de vitória. Por isso, nós também podemos afirmar com convicção: “O nosso auxílio está no nome do Senhor que fez o céu e a fez a terra!”

Evangelho – Mateus 10, 34-11,1 – “A recompensa do justo”

Jesus nos orienta a caminhar aqui na terra sabendo distinguir o que é de Deus e o que é do mundo, e nos dá um veredicto: Ele em primeiro lugar! Em primeiro lugar o Evangelho e os Seus ensinamentos. Por isso, não podemos seguir o ensinamento daqueles que contradizem a Sua Palavra mesmo que sejam pessoas muito queridas para nós, como nosso pai ou nossa mãe. O seguimento a Cristo nos condiciona a tê-Lo em primeiro lugar na nossa vida! Antes de tudo nós precisamos vivenciar o Evangelho e os ensinamentos de Deus Pai, que Jesus veio nos revelar. A Palavra de Deus é bússola para nossa caminhada. Com efeito, precisamos perceber em que ponto estaremos indo contrário ao que Jesus nos ordena. Com este ensinamento Jesus vem arrancar das nossas mãos a paz da acomodação e nos entregar a espada do Espírito Santo para que possamos lutar contra toda heresia e contra testemunho. Ele veio trazer a Sua paz que é gerada na justiça de Deus e na Sua vontade para a nossa vida. O homem justo é aquele que faz a vontade de Deus e vive de acordo com os Seus ensinamentos. A vontade de Deus, portanto, é soberana e está acima da vontade dos homens, por isso, Ele é bem claro e explícito quando afirma que não é digno de si todo aquele que ama seu pai e sua mãe mais do que a Ele. Amar aqui significa ouvir, seguir, dar atenção, privilegiar, em fim, ter mais consideração e obedecer. Jesus não veio nos separar fisicamente uns dos outros, mas sim, das ações, da mentalidade e das práticas dos que são do mundo. Quem quiser seguir a Jesus não ficará sem recompensa! Quem acolher aquele que vem em Seu Nome será acolhido também pelo Pai! Quem tomar a sua cruz assumindo a vida dentro dos conceitos evangélicos imitando a Jesus que morreu na Cruz para nos salvar será digno de ser Seu discípulo. Assumimos a cruz quando nos apossamos da salvação de Jesus e não queremos promover a nossa própria salvação.

– A quem você costuma seguir: ao que Deus lhe recomenda ou o que os seus queridos lhe sugerem?

– Você seria capaz de fazer uma opção radical por Deus, mesmo que fique contra toda a sua família?

– Você já tentou atrair a sua família para Deus, da mesma forma que as outras pessoas tentam atraí-la para o mundo?

(7) – SÃO BOAVENTURA

Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano de 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo, e foi batizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância por intercessão de são Francisco.

Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois. Estudou filosofia e teologia na Universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro.

Boaventura buscou a Ordem Franciscana porque, com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram a elas os homens de ciências e os de origem nobre. Quando frei Boaventura entrou para a Irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades européias.

Essa nova situação vivenciada pela Ordem fez com que Boaventura interviesse nas controvérsias que surgiam com as ordens seculares. Opôs-se a todos os que atacavam as ordens mendicantes, especialmente a dos franciscanos. Foi nesta defesa, como teólogo e orador, que teve sua fama projetada em todo o meio eclesiástico.

Em 1257, pela cultura, ciência e sabedoria que possuía, aliadas às virtudes cristãs, foi eleito superior-geral da Ordem pelo papa Alexandre IV. Nesse cargo, permaneceu por dezoito anos. Sua direção foi tão exemplar que acabou sendo chamado de segundo fundador e pai dos franciscanos. Ele conseguiu manter em equilíbrio a nova geração dos frades, convivendo com os de visão mais antiga, renovando as Regras, sem alterar o espírito cunhado pelo fundador. Para tanto dosou tudo com a palavra: para uns, a tranqüilizadora; para outros, a motivadora.

Alicerçado nas teses de santo Agostinho e na filosofia de Platão, escreveu onze volumes teológicos, procurando dar o fundamento racional às verdades regidas pela fé. Além disso, ele teve outros cargos e incumbências de grande dignidade. Boaventura foi nomeado cardeal pelo papa Gregório X, que, para tê-lo por perto em Roma, o fez também bispo-cardeal de Albano Laziale. Como tarefa, foi encarregado de organizar o Concílio de Lyon, em 1273.

Nesse evento, aberto em maio de 1274, seu papel foi fundamental para a reconciliação entre o clero secular e as ordens mendicantes. Mas, em seguida, frei Boaventura morreu, em 15 de julho de 1274, ali mesmo em Lyon, na França, assistido, pessoalmente, pelo papa que o queria muito bem.

Foi canonizado em 1482 e recebeu o honroso título de doutor da Igreja. A sua festa litúrgica ocorre no dia se sua passagem para a vida eterna.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SÃO BOAVENTURA, BISPO E DOUTOR – (BRANCO, PREFÁCIO COMUMOU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Os discípulos, orientados por Jesus, sabem que o anúncio do Evangelho provocará reações nas pessoas: a aceitação ou a rejeição. Mas, Jesus identifica-se neles, porque levam para o meio do mundo a mesma mensagem de Cristo. Por isso, quem o testemunha terá o testemunho dele e, até mesmo um copo d’água, dado com amor, terá sua recompensa. Quem acolhe o discípulo, acolhe o próprioCristo.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

O justo medita a sabedoria e sua palavra ensina a justiça, pois traz no coraçãoa lei de seu Deus (Sl 36,30s).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nasAlturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de são Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

O auxílio dos pobres e dos oprimidos vem de Deus, que encontram nele seu abrigo. E aqueles que se voltam para os mais abandonados do mundo, para devolver-lhes a dignidade da vida, anunciam, testemunham o Evangelho e são contados entre os eleitos de Deus. Escutemos.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10).

– Canto de Aclamação

– Proclamação doEvangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Seja do vosso agrado, ó Pai, este sacrifício, celebrado na festa de são Boaventura, e, seguindo seu exemplo, seja plena a nossa dedicação ao vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação doEspírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério daFé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Eis o servo fiel e prudente a quem o Senhor confiou sua casa, para dar a todos o pão de cada dia (Lc 12,42).

– Oração depois da Comunhão

Ó Pai, instruí pelo Cristo mestre aos que saciastes com o Cristo que é pão da vida, para que, na festa de são Boaventura, possamos aprender a verdade e vivê-la com amor. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

(28) – Um Novo Caminho

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas emTi posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE deaceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas quenão posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s