Liturgia Diária 16/JUL/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 16/JUL/2013 (terça-feira)

OS VERDADEIROS PARENTES DE JESUS

Mt 12,46-50 (Quem  é minha mãe e meus irmãos)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Profeta Zacarias (Zc 2,14-17)

(Apelos aos exilados)

Leitura do Profeta Zacarias.

14 “Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15 Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16 O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17 Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Salmo retirado do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 1,46-47. 48-49. 50-51. 52-53. 54-55 (R.Cf.54b))

(O Cântico de Maria)

— 54b O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

54b O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

— 46minh’alma engrandece ao Senhor, 47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador.

— 48 Pois, ele viu a pequenez de sua serva, / eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas / e santo é o seu nome!

— 50 Seu amor, de geração em geração, / chega a todos os que o respeitam. 51 Demonstrou o poder de seu braço, / dispersou os orgulhosos.

— 52 Derrubou os poderosos de seus tronos / e os humildes exaltou. 53 De bens saciou os famintos /despediu, sem nada, os ricos.

— 54 Acolheu Israel, seu servidor, / fiel ao seu amor, 55 como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 12,46-50)

(Os verdadeiros parentes de Jesus)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Graça e Paz a todos os que se reúnem aqui, na web, em torno da Palavra. Juntos rezamos:

Agradeço-te, meu Deus, porque me chamaste, tirando-me das minhas ocupações do dia-a-dia, muitas vezes difíceis e pesadas, para aqui me encontrar contigo.

Dispõe o meu coração na paz e na humildade para poder ser por ti encontrado/a e ouvir a tua Palavra.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 12,46-50, e observo pessoas, relações e as palavras de Jesus.

Este texto que medito hoje, traz a pessoa de Maria, Mãe de Jesus. Ela e seus parentes queriam falar com ele. E ele diz que são de sua família os que fazem a vontade do Pai. Numa primeira leitura pode parecer que Jesus é deselegante com sua mãe, mas, num momento de melhor compreensão, pode-se perceber que aconteceu o contrário. Ao dizer que são de sua família os que fazem a vontade do Pai, ele incluiu sua Mãe. Ela foi a primeira, no anúncio do anjo, que disse “sim” ao projeto e à vontade do Pai.

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que o texto diz para mim, hoje?

Os bispos, na Conferência de Aparecida, falaram de forma magnífica sobre a presença de Maria na família de Deus, como discípula e mestra. Vejamos um destes textos do Documento de Aparecida: “A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf. Lc 1,450 e obediência à vontade de Deus (cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar seu verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé, Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem que fosse livrada da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em uma comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança.” (DAp 266).

Sou, assim como Maria, da família de Jesus?

Ou seja, digo “sim” à vontade de Deus, mesmo que seja contrária aos meus projetos?

Busco descobrir e concretizar, a cada dia, qual é a vontade de Deus para mim, para minha família, para o mundo de hoje?

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

“A oração mais perfeita é aquela em que houver mais amor. Neste segundo sentido mais amplo, pode-se definir a oração como a postura da alma que se põe aos pés de Deus para em silêncio olhar para ele ou o fitar enquanto fala com ele”, disse um grande santo. Assim, rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a:

ORAÇÃO DO ABANDONO

Meu Pai, a vós me abandono: fazei de mim o que quiserdes!

que de mim fizerdes, eu vos agradeço.

Estou pronto para tudo, aceito tudo, contanto que a vossa vontade se faça em mim em todas as vossas criaturas.

Não quero outra coisa, meu Deus.

Entrego minha vida em vossas mãos, eu vo-la dou, meu Deus.

Com todo o amor do meu coração, porque eu vos amo.

porque é para mim uma necessidade de amor dar-me, entregar-me em vossas mãos sem medida, com infinita confiança porque sois meu Pai.

(Carlos de Foucauld)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Hoje, com Maria, irei ao encontro de Jesus, na certeza de que sou da sua família, porque faço a vontade de Deus.

BÊNÇÃO:

Jesus Divino Mestre seja para ti a verdade que ilumina, o caminho da santidade, a vida plena e eterna.

Que ele te guarde e defenda.

Plenifique de todos os bens a ti e a todos que amas.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

REFLEXÕES:

(4) – SEM SE DEIXAR TOCAR POR ELE, TUDO PARECE LOUCURA

O texto nos lembra do final do longo discurso sobre a montanha (5,7): “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas o que fez a vontade do meu Pai que está nos Céus” (7,21).

Num texto próprio a Marcos, ele nos dá a razão pela qual a parentela de Jesus vai ter com ele. O contexto é a multidão que incessantemente acorre a Jesus a ponto de não poderem, ele e seus discípulos, alimentar-se. A sua família toma a decisão de ir buscá-lo para levá-lo para casa, pois pensavam que ele estivesse “fora de si” (Mc 3,20-21). Observamos que o termo “irmão”, na linguagem bíblica, abrange os parentes. Ao chegar os familiares acompanhados da mãe de Jesus, eles são anunciados.

Por duas vezes se diz que estão “do lado de fora” (vv. 46.47). Esta sutil observação parece-nos importante: distante de Jesus, sem ouvir sua palavra, seus ensinamentos, sem contemplar o que ele faz em favor da multidão, sem se deixar tocar por ele, tudo parece loucura. É preciso se aproximar, entrar no “círculo” de Jesus, se aproximar e se deixar envolver por sua palavra, para poder fazer a experiência de que “o que é loucura no mundo, Deus escolheu para confundir o que é forte” (1Cor 1,27).

A família que Jesus reúne ultrapassa os laços de sangue, pois é “todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus” (v. 59).

(Carlos Alberto Contieri).

(6) – A VERDADEIRA DEVOÇÃO A MARIA NOS LEVA A AMAR DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

A devoção a Maria não para nela, pois é conduzida para Jesus Cristo.

“‘Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?’ E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos’” (Mt 12, 48-49).

Hoje, com muita alegria, celebramos Nossa Senhora do Carmo. Isso nos faz lembrar que o Monte Carmelo foi o local onde o profeta Elias, de uma forma contemplativa, defendeu o culto ao Deus único e verdadeiro. Por isso nos unimos a Nossa Senhora do Carmo, pois ela quer nos levar ao monte que é o próprio Cristo.

Uma vez que chegamos nesse monte, queremos adorar o Deus único e verdadeiro.

Algumas pessoas têm dificuldades de amar Maria por achar que cultuá-la nos afasta de Deus. Porém, é o contrário, pois a verdadeira devoção a Nossa Senhora nos leva a amar Deus sobre todas as coisas.

A devoção a Maria não para nela, pois é conduzida para Jesus Cristo. Ela é para nós modelo e seta que nos indica o único Salvador: Jesus. Nossa Senhora é uma obra pronta do amor de Deus, por isso subimos ao Monte Carmelo para contemplar essa obra que foi apresentada aos nossos olhos.

Que Nossa Senhora do Carmo interceda por nós e por nossas famílias, ensinando-nos a adorar e amar o Deus único, a fim de que a obra, plena em Maria, também se plenifique em nossa vida.

Deus abençoe você!

(Pe. Roger Araújo).

(7) – QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?

A ruptura com os laços familiares foi uma das exigências do serviço ao Reino, com as quais Jesus se defrontou. Também por exigência do Reino, foi levado a constituir, sobre novas bases, uma comunidade cujo relacionamento interpessoal deveria ter a profundidade do relacionamento familiar. A comunidade dos discípulos de Jesus pode ser definida como a família do Reino, cuja característica são os laços fraternos que unem seus membros.

Nesta perspectiva, fica em segundo plano a consanguinidade. Doravante, ser mãe ou irmão de sangue não tem importância. O critério de pertença à família do Reino consiste em submeter-se à vontade do Pai, sendo-lhe obediente em tudo. Importa mostrar, com ações concretas, esta submissão. Aí o agir do discípulo identifica-se com o agir do Mestre, a ponto de Jesus poder considerá-lo como irmão: a vontade do Pai é o imperativo na vida de ambos.

Assim, a ligação entre Jesus e os seus discípulos era muito mais profunda do que a sua convivência física com eles. Havia algo de superior que os unia, sem estar na dependência de elementos conjunturais, quais sejam, a pertença a uma determinada família, raça ou cultura. Basta alguém viver um projeto de vida fundado na vontade do Pai, para que Jesus o reconheça como pertencente à sua família. Para ele, estes são seus irmãos, suas irmãs, suas mães. São irrelevantes outros títulos de relação com Jesus, quando falta este pré-requisito.

Oração: Espírito de adesão à vontade do Pai, faze-me sentir sempre mais membro da família do Reino, levando-me à perfeita submissão ao querer divino.

(Pe.Jaldemir Vitório).

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

… aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, este é meu irmão, irmã e mãe (Mt 12,50).

Para a festa de Nossa Senhora do Carmo passamos ao fim de Mateus 12 interrompendo as leituras dos dias precedentes.

Isto se justifica, pois hoje nossa atenção se concentra na figura da Mãe de Jesus, em Maria, sob um aspecto muito especial: “ela fez a vontade do Pai de Jesus, o Pai que está nos Céus” (ver Mt 12,50).

Sabemos muito bem como a Mãe de Jesus viveu toda a vida no amor a Deus e cumpriu a vontade do Pai que está nos Céus. Basta lembrar como disse sim ao anúncio doanjo (Lc 1,38), e como o resto de sua vida foi pelo seu Filho, o Filho de Deus, identificada com Ele na Sua Paixão para merecer com Ele a Ressurreição.

Maria viveu a serviço de Jesus Cristo, sempre.

Este serviço a Jesus Cristo é a motivação para todas as pessoas da Ordem Carmelitana, em seus vários ramos, tanto de vida contemplativa como ativa, religiosos e leigos. De fato, o lema do Carmelo é viver in obsequio Christi, a serviço de Cristo.

Santificada pela Santíssima Trindade, a Mãe de Jesus quis que toda a Graça de que foi plena se estendesse a todas as pessoas que servem a seu Filho. Foi por isso que entregou a seus devotos o Escapulário.

A tradição do Escapulário nos faz reviver a consagração a Deus em nosso Batismo. Vestir o Escapulário é uma forma concreta e constante de lembrarmos como nossa vida mudou quando nos tornamos discípulos de Jesus Cristo. São Paulo nos diz: “todos vós que fostes batizados vos revestistes de Cristo” (ver Gl 3,27).

Se o Batismo é o primeiro Sacramento que recebemos, o Escapulário é um sacramental que nos faz lembrar sempre nossa pertença a Deus. Se formos de Deus, na hora de nossa morte a Mãe de Jesus promete estar presente, para que de Deus recebamos o que ela já tem: a Vida Eterna.

Neste dia especialmente peçamos a Deus por todos os carmelitas e os que seguem esta espiritualidade em suas variadas formas.

(Pe. Valdir Marques).

(12) – CHAMADOS A ESCOLHER AMAR E SER AMADOS

Todos somos capazes, tanto de fazer o bem, como de fazer o mal. Não nascemos maus: toda a gente tem em si algo de bom; uns escondem-na, outros ignoram-na, mas a bondade está neles. Deus criou-nos para amarmos e sermos amados; assim, escolher um caminho ou outro é uma espécie de teste que Deus nos envia. Deixar de amar pode levar-nos a dizer que sim ao mal, sem nos apercebermos sequer de onde isso poderá conduzir-nos. […]

Felizmente, temos a possibilidade de tudo ultrapassar por meio da oração. Se nos voltarmos para Deus, derramaremos alegria e amor sobre aqueles que nos rodeiam; pelo contrário, quando o mal se apodera de alguém, essa pessoa pode derramá-lo em torno de si. Quando entramos em contato com uma pessoa nessas circunstâncias, façamos tudo para ajudá-la e para lhe mostrar que Deus continua a interessar-se por ela. Rezemos muito para que ela volte a descobrir a oração, para que recupere a Deus dentro de si e volte a encontrá-Lo nos outros. […] Todos fomos criados pela mesma mão amorosa. O amor de Cristo continua a ser mais forte que o mal que há no mundo; temos, pois, de amar e de ser amados – é tão simples como isso, e não devíamos ter de travar tão grandes combates para lá chegar.

(Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade – A Simple Path).

(14) – CHAMADOS A FAZER PARTE DA FAMÍLIA DE JESUS

APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Zacarias 2, 14-17 – “a Virgem escolhida por Deus”

Maria foi a Virgem escolhida por Deus para acolher no seu ventre o Salvador da humanidade. Ela é a Mãe que acolheu Jesus e O entregou para a salvação da humanidade. Por isso, ela é comparada a uma cidade em dia de festa, que abriga nos seus muros, um habitante ilustre. “Por isso muitas nações se aproximarão do Senhor; naquele dia, e serão o seu povo”, diz a profecia. Nesta leitura o profeta Zacarias anuncia com alegria a vinda do Senhor que vem habitar no meio de nós. Somos também hoje essas nações que, atraídos pela beleza de Maria, nos aproximamos de Jesus e nos tornamos povo de Deus. Jesus, filho de Maria é o nosso Salvador, portanto, por intermédio da Mãe, nós chegamos ao Filho. Muitos, porém, aqui nesta terra, ainda não receberam Jesus porque ainda não aceitaram a Sua Mãe. O Senhor vem para tomar posse da terra do nosso coração, vem habitar no meio de nós, vem nos trazer Salvação e tudo isto nós podemos experimentar pela intercessão de Sua Mãe, que se tornou também mãe nossa. Como Maria, nós também podemos ser hoje, essa cidade que se alegra porque encontrou em Jesus a sua libertação e, abre as portas para que entre o povo que ainda não O conhece e precisa que nós Lho apresentemos.

– Você tem ideia do grande presente que Maria trouxe para você?

– Você tem consciência de que também abriga Jesus no seu coração e que, por isso, muitos poderão conhecê-Lo, quando se aproximarem de você?

– Você sente alegria por isso?

Salmo – Lucas 1 – “O Poderoso fez por mim maravilhas, e santo é o seu nome!” – Magnificat

Este foi o canto que Maria elevou quando Isabel a distinguiu com o título de Mãe do Salvador. Apesar da sua humildade ela reconheceu-se privilegiada e escolhida porque assim fora do agrado de Deus. Isso também pode acontecer conosco: a alegria, de sentirmo-nos escolhidos (as), pessoas excepcionais porque assim Deus quer que sejamos. Maria cantou que o Amor de Deus se estende de geração em geração sobre todos os que O respeitam. Portanto, se tememos o Senhor, nós também fazemos parte da geração dos que acolhem o amor do Pai no seu coração, e, por isso, somos bem aventurados (as).

Evangelho – Mateus 12, 46-50 – “chamados a fazer parte da família de Jesus”

O exemplo de Maria foi dado por Jesus às multidões naquele tempo, e hoje é dado para nós, com a finalidade de nos clarear a mente e o coração para que percebamos que todos nós somos chamados (as) a fazer parte da família de Jesus. Podemos dizer que fomos também escolhidos (as) por Jesus Cristo para participar da Sua família, quando fazemos a vontade do Pai que está no céu. Somos participantes da graça de filhos, de irmãos e irmãs, se, como a Mãe de Jesus, estivermos abertos a fazer tudo conforme Deus nos manda realizar. Assim como estendeu a mão para os Seus discípulos e os considerou na mesma qualidade de mãe e de irmãos seus, Jesus nos aponta a Sua mão e nos acolhe como membros da sua família, se, estivermos dispostos (as) a fazer a vontade de Deus expressada na Sua Palavra. E a vontade do Pai é que todos nós, pela Fé em Jesus Cristo, alcancemos a salvação e a vida eterna sem fim. Não devemos nos admirar da expressão que Jesus usou quando se referiu à Sua Mãe e aos Seus irmãos: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Ele aproveitou a oportunidade para também nos enquadrar como pessoas especiais, discípulos e discípulas dignos de ser chamados filhos de Deus Pai, tendo Maria como Mãe, irmãos de Jesus Cristo e motivados pelo poder do Espírito Santo, a fazer a vontade de Deus.

– Você também se considera da família de Jesus Cristo?

– O que você entende por fazer a vontade de Deus?

– Você é discípulo (a) de Jesus?

– O que falta para que você faça a vontade do Pai aqui na terra do jeito que ela acontece no céu?

(Helena Serpa).

(14) – QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?

Se pautarmos a nossa vida no exemplo de Maria, que abriu mão de todos os seus projetos pessoais, para viver o projeto de Deus, não teremos dificuldades em fazer da nossa vida uma oferta de amor e de gratuidade!

Com o seu testemunho, Maria nos ensina a sermos inteiros no amor, a não reter Jesus só para nós, a colocarmos o projeto de Deus como prioridade em nossa vida!

Maria, nunca quis reter Jesus só para si, ela sempre compreendeu que mesmo tendo nascido de suas entranhas, Jesus não lhe pertencia, Ele pertencia a todos!

A humildade, deve ser o nosso primeiro passo em direção a Jesus, nisto, temos também Maria como Mestra! Mesmo sendo a escolhida para gerar o filho de Deus, Ela sempre se postou humilde diante de Jesus, nunca reivindicou privilégios, pelo contrário, se colocou como discípula, sua aprendiz, postura esta, que fez dela uma grande colaboradora na história da salvação!

Podemos ver a significante participação de Maria no milagre realizado por Jesus, nas Bodas de Caná: (Jo,2). Ela estava lá, e logo que percebeu a falta de vinho, intercedeu a Jesus pelos donos da festa. Confiante no poder do Filho, disse aos empregados: “fazei tudo o que Ele vos disser”! O que vem mais uma vez comprovar a importância de Maria, que continua nos apontando Jesus, nos pedindo para fazermos tudo que Ele nos disser!

A nossa procura por Jesus, deve ser sempre na condição de discípulo, que quer aprender do Mestre, e Nele encontrar o caminho que nos leva ao Pai.

É importante que tenhamos sempre o cuidado de não ver Jesus como nós, pois, se assim fizermos, corremos o risco de contestar os seus momentos de rigor e até mesmo alguns dos seus ensinamentos, por analisá-los dentro da lógica humana.

Quem de nós seria capaz de colocar o amor aos amigos, no mesmo patamar do amor que temos pelos nossos filhos e pelos nossos pais? Somente Jesus fez isto! Aí, está a grande diferença entre Jesus e nós!

Jesus era humano e Divino, mas em toda situação que exigia Dele uma posição, era sempre o seu lado Divino que prevalecia. Podemos ver isso claramente no evangelho de hoje, quando, ao ser informado que sua mãe e seus irmãos queriam falar com Ele, Jesus não afastou da multidão para atendê-los, não interrompeu o seu compromisso junto aqueles que o Pai lhe confiara, demonstrando assim, uma atenção igualitária para com todos; família e povo de Deus!

Para muitos, a atitude de Jesus, descrita no evangelho de hoje, pode parecer um desprezo Dele para com a sua família, mas na realidade, o que Jesus quis dizer foi muito profundo: Jesus, quis e continua querendo ampliar a sua família! O que certamente, alegrou sua mãe, que assim como o Filho, era também obediente ao Pai! Maria compreendia todas as atitudes do Filho, que veio ao mundo para fazer a vontade do Pai!

“Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe!”

Com essas palavras, Jesus não desconsiderou sua Mãe, pelo contrário, a elevou, afinal, Maria também, cumpria a vontade do Pai, colocando-se à disposição Dele, desde o anuncio de que ela seria a mãe do Jesus!

“Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo a Sua vontade!”

Sempre que deparamos com este evangelho, ficamos centrados na referência que Jesus faz de quem é sua família, com isso, não meditamos a mensagem principal do evangelho, que é um convite a fazermos a vontade do Pai!

Quem for batizado e fazer a vontade do Pai, fará parte da família de Jesus!

Para não termos nenhuma dúvida sobre a atenção e o carinho de Jesus para com sua Mãe, basta lembrarmos da sua preocupação com Ela, demonstrada no momento derradeiro a sua morte, quando na cruz, Ele entrega sua Mãe aos cuidados do apóstolo João.

Fazer a vontade do Pai, é o único requisito que Jesus nos apresenta para fazermos parte da Sua família!

FIQUE NA PAZ DE JESUS

(Olívia Coutinho).

(14) – POR QUE ACHAVAM QUE JESUS ERA LOUCO…

Neste evangelho, os parentes de Jesus, sua Mãe e seus irmãos, nos diz o texto, foram à sua procura pois queriam levá-lo de volta à casa. Havia um consenso de que ele estivesse louco, falando e fazendo coisas sem o saber.

Jesus era uma ameaça constante a estrutura do templo, pois quebrava todas as regras e normas religiosas excludentes, curava as pessoas de todas as suas enfermidades, e a pessoa não precisava oferecer sacrifício algum pela sua cura. Como a Medicina não estava avançada e as doenças ou enfermidades psicossomáticas eram muitas, a clientela do templo era bem numerosa e as ofertas tinham que ser feitas, nem que fosse rolinhas e pombinhos, para os mais pobres, todos eram tarifados. Era uma forma de se obter a “pureza” institucionalizada.

Quem ganhava com isso?

A casta sacerdotal, que era em sua maioria Latifundiários proprietários doa animais, vendidos aos cambistas, que os revendiam por um alto preço nas portas do templo, e os sacerdotes ganhavam duas vezes, na venda para o atravessador e depois na oferta, onde uma boa parte lhes pertencia, segundo a lei.

Ora, se eu sou beneficiado com um negócio assim, altamente lucrativo, qualquer pessoa que interferir nesse sistema, tirando a clientela, vou fazer de tudo para tirá-lo de circulação, daí taxaram de Jesus de Louco, e com certeza pressionaram seus familiares sobre os riscos que ele estava correndo, por mexer em um Vespeiro, quando tornava menos lucrativo o negócio dos poderosos.

Agora fica fácil compreender a reação de Jesus diante da comunidade, quando alguém o comunica que sua mãe e seus irmãos estavam fora e queriam falar-lhe. Os que se deixam levar pelos orientações dos poderosos desse mundo, não pertencem a Cristo, não são portanto, sua Mãe e seus irmãos, uma vez que, não é sistema religioso que garante a salvação, mas trata-se de um Dom oferecido a todos os homens através de Jesus Cristo.

A partir de agora Jesus estabelece laços fortes na união dos Homens com Deus, quem ouvir a sua Palavra e seguir seus ensinamentos, procurando fazer a Vontade de Deus, que quer a Vida para todos, este sim tem com ele intimidade, está com ele em sintonia, esse sim pode ser chamado de “sua Família” sua Mãe e seus irmãos. Não dá para pertencer a Cristo mas viver segundo a vontade do mundo…ditada por um sistema que se omite diante de injustiças e desigualdades, e que decreta a morte do mais pobre. Quem concorda ou se omite diante dessa estrutura social injusta, não pode e nem deve apresentar-se como cristão…

É bom também deixar claro que, “A Mãe de Jesus” aqui citada, pode ser ou não Maria de Nazaré, pois Mãe era um termo aplicado a uma Matriarca de várias famílias, que seria a Bisavó ou Tataravó. Então há aqui duas vertentes, primeiro, Maria de Nazaré não era uma supermulher que sabia tudo sobre o Filho, então que ninguém se escandalize, se historicamente fosse ela de fato, ali junto com os parentes de Jesus, pois, que mãe não se preocuparia se viessem lhe dizer que as atividades do seu filho o estão pondo em perigo? Segundo, é pouco provável que se tratasse de Maria a Mãe de Jesus, e nesse caso, Maria está do lado de dentro, isso é, ela faz parte da comunidade nova, fundada por Jesus, e que tem uma relação diferente com Deus, aliás, ela é a primeira cristã, a primeira discípula, pela Fidelidade à Vontade Divina…

(Diác. José da Cruz).

(14) – OS DISCÍPULOS PEDIRAM PARA SENTAR-SE UM A SUA DIREITA E OUTRO A SUA ESQUERDA

Bom dia!

Bem à frente desse momento, outra situação obrigou a Jesus ter “um mesmo peso”. Todos devem lembrar quando dois dos seus discípulos pediram para sentar-se um à sua direita e outro a sua esquerda e o Senhor pacientemente os exortou a respeitar a divina escolha e ao divino tempo.

“(…) Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe. De fato, bebereis meu cálice. QUANTO, PORÉM, AO SENTAR-VOS À MINHA DIREITA OU À MINHA ESQUERDA, ISTO NÃO DEPENDE DE MIM VO-LO CONCEDER. ESSES LUGARES CABEM ÀQUELES AOS QUAIS MEU PAI OS RESERVOU”. (Mateus 20, 20-23).

Humano e ao mesmo divino, Jesus poderia privilegiar os seus, mas deixava claro que sociedade esperava que nascesse após a divulgação pública da Boa Nova: Uma sociedade justa e longe das prevaricações. Essa talvez tenha sido uma das “bandeiras” defendidas por Jesus que mais incomodavam aos doutores da lei: OS PRIVILÉGIOS!

Sem dúvida que o maior dos privilégios (ou quereres) a ser enfrentado era o individual, pois por instinto, precisamos antes de tudo pensar primeiro em nós e em seguida nos outros.

Esse ato humano e natural vem à tona no sofrimento do Senhor no horto das oliveiras, mas a Sua missão divina o move a continuar focado no caminho.

Quem de nós pensaria primeiro nos outros em detrimento ao meu querer?

Jesus descarta o seu privilégio divino e se oferece por sua criatura. Estudiosos, inclusive os mais céticos, afirmam que Jesus era divino visto que andava na “contramão” do raciocínio lógico, fisiológico e psicológico que possuímos.

“(…) O olhar de Cristo esconde nas entrelinhas complexos fenômenos intelectuais e uma delicadeza emocional. Mesmo no extremo da sua dor ele se preocupava com a angústia dos outros, sendo capaz de romper o instinto de preservação da vida e acolher e encorajar as pessoas, ainda que fosse com um olhar… Quem é capaz de se preocupar com a dor dos outros no ápice da sua própria dor? Se muitas vezes queremos que o mundo gravite em torno de nossas necessidades quando estamos emocionalmente tranquilos, imagine quando estamos sofrendo, ameaçados, desesperados”. (Augusto Cury – Mestre dos mestres).

Nosso raciocínio lógico também se mostra convincente quando ao sermos perseguidos optamos por desistir. Sim!

Ninguém é obrigado a sofrer, mas de que vale desistir sem lutar?

Quais são os verdadeiros motivos que me fazem continuar?

Será que os motivos são tão pequenos que os tornam pequenos ao ponto de serem descartáveis?

Evidente que existem coisas que superam nossas forças mas muitos dos que desistem de algo foi por que entrou na luta pelos motivos errados ou não acreditavam muito no que queriam.

Por exemplo: quando luto pra ser chefe, por uma promoção E NÃO TENHO LASTRO, COMPETÊNCIA OU CONHECIMENTO PARA TAL FUNÇÃO; quando quero ser reconhecido numa função que fica por “trás das cortinas” e não no palco; quando quero aplausos pelo meu lindo canto ou tapinhas nas costas por minha linda pregação, será que estou maduro para entender que na verdade minha verdadeira função era passar desapercebido para deixar que as pessoas vissem o Cristo e não a mim?

Motivos justos nos motivam a perseverar, os “quereres” são descartáveis. É claro e repito, que existe aquilo que esta além das nossas forças, mas isso é um tema para outra reflexão.

Quem por ventura exerce uma liderança profissional, social ou comunitária, quais os motivos que o levaram a assumir essa função?

Quem há muitos anos “NÃO LARGA O OSSO” e não treina substitutos, o que desejas com isso?

Perpetuar-se?

Isso se chama tirania e não democracia.

Em meio ao sofrimento do horto, das confusões, dos desentendimentos, optaríamos em continuar? Jesus certa altura falou do peso dos “fardos” e hoje a reflexão que ninguém terá tratamento diferenciado ou privilegiado perante os olhos de Deus.

E por falar em diferenças…

Outra coisa que precisamos repensar é o tratamento desigual que damos as pessoas em troca de interesses.

Por que temos a triste mania de tratar bem aqueles que tenho algum interesse e passar desapercebido o simples?

Será que a copeira não deve ter o mesmo tratamento do diretor?

Por estarmos num ambiente chamado igreja, deveríamos entender que lá seria um dos poucos lugares no mundo onde não deveriam ter diferenças de tratamento, pois para Deus somos todos iguais. O que doou cerveja e refrigerante para a festa do padroeiro deveria ter o mesmo tratamento gentil daquele que doa suas duas moedinhas no ofertório, pois o motivo que trouxe o simples de coração a aquele local foi idêntico a mulher que enxugava os pés de Jesus com os cabelos.

“(…) Meus irmãos, na vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda consideração de pessoas. Supondo que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos; se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés, não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos? Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam? Mas vós desprezastes o pobre! Não são porventura os ricos os que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? “. (Tiago 2, 1-6).

Deixo ao fim a reflexão proposta pelo site da CNBB:

“(…) Jesus não quer que nós sejamos seus servos, pois o amor que ele tem por nós não permite isso. O apóstolo São João nos diz no seu Evangelho que Jesus não chama os seus seguidores de servos, mas de amigos, porque lhes revelou tudo o que o Pai lhe deu a conhecer. Mas no Evangelho de hoje, Jesus vai mais além, ele nos mostra que quer que todos os que ele ama e o amam sejam membros da sua família, participem da sua vida divina. Para demonstrar o amor que temos por Jesus, não basta apenas afirmar o amor que se sente por ele, é preciso ir além, é preciso conhecer e realizar a vontade do Pai. Somente quem faz a vontade do Pai ama verdadeiramente a Jesus, torna-se membro da sua família e participa da sua vida”.

Hoje é dia de nossa Senhora do Carmo. Dia legal para reavivar as bênçãos sobre os escapulários. Um abraço fraterno todo especial ao pessoal do nordeste que usa esse texto toda segunda feira no terço dos homens.

Viva Maria! Modelo de pessoa que pouco se importou em ter um local de destaque, mas foi até o fim. Do anuncio do anjo até a ressurreição passando pela dor do calvário e cruz ao ver seu filho sofrer, morrer e ser glorificado. Que pena que não entendem a nossa admiração por essa mulher fantástica.

Um imenso abraço fraterno.

(Alexandre Soledade).

(14) – EIS MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS

E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos”.

Jesus recrimina a falta de sensibilidade dos habitantes do seu tempo. Não se convertem apesar das múltiplas manifestações de vida de Jesus diante deles. A comparação com o juízo de Deus sobre outras nações, como Tiro e Sidônia, ou Sodoma e Gomorra, evidencia a resistência do povo em ver com clareza o caminho do Reino; o povo não quer ver e aceitar os valores propostos por Jesus.

Este recurso constitui um chamado urgente à conversão, pois mesmo que os povos visitados por Jesus estivessem assustados com seus milagres, ainda não haviam manifestado sinais de uma mudança autêntica de vida. A conversão aos autênticos valores do Evangelho exige conversão, testemunho e compromisso.

A mudança de vida não pode ser superficial, nem para um tempo limitado, pois a conversão é resposta generosa ao chamado, e a aceitação incondicional ao envio missionário. Quem se converte de verdade se faz seguidor, discípulo e missionário. É preciso discernimento para saber quem são os Corozaín e os Betsaida de hoje!

As manifestações que temos visto nos últimos tempos, podem ser expressão da voz do povo que transforma o pecado social, em testemunhos de fé, de equidade e de solidariedade, enfim, voz de Deus.

(Claretianos).

(14) – QUEM FAZ A VONTADE DE MEU PAI, ESSE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE

Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Hoje nós comemoramos com alegria a Apresentação de Nossa Senhora. Conforme antiga tradição, Maria, quando criança, foi apresentada pelos pais, S. Joaquim e Sant’Ana, a Deus, na sinagoga. Havia esse costume entre as famílias hebreias mais devotas, de apresentar a Deus todos os seus filhos e filhas.

Quando, mais tarde, Maria e José apresentaram Jesus no Templo, certamente ela se lembrou que também foi apresentada por seus pais, e consagrada a Deus.

Houve, portanto, uma continuidade: de S. Joaquim e Sant’Ana para Maria, e de Maria para Jesus. Os pais geralmente são assim, eles continuam nos seus filhos aquilo que receberam de seus pais. Por isso que há o provérbio: Tal pai tal filho. Ou: Filho de peixe peixinho é.

É essa continuidade na educação religiosa dos filhos que vai fazendo continuar, nas novas gerações, a fé e a vida cristã legítima, que vem desde o tempo dos Apóstolos. A caminhada das famílias cristãs é idêntica à caminhada de S. Joaquim e Sant’Ana para Maria e de Maria para Jesus. A gente desenvolve mais tarde os valores que recebeu em casa na infância.

Jesus falou sobre isso: “Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? Assim, toda árvore boa produz frutos bons e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus nem uma árvore má dar frutos bons. E toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo” (Mt 7,16-19).

É interessante também observar a caminhada de Maria na santidade. Foi um crescimento constante. Começou com a concepção imaculada e terminou com a Assunção, sendo assumida por Deus em corpo e alma.

E no Evangelho de hoje, próprio da festa da Apresentação de Nossa Senhora, Jesus aproveita uma oportunidade para nos dar um ensinamento fundamental sobre a Santa Igreja: Somos a sua família. Não só família de Jesus, de Deus, mas família entre nós, os batizados.

Como uma criança que já nasce dentro de uma família, nós, pelo batismo, nascemos dentro da Família de Jesus.

“Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” Não basta a pertença material à Igreja; precisamos fazer a vontade de Deus.

Santo Agostinho, comentando este Evangelho de hoje, diz: “Não sei qual dignidade de Maria é a maior: Ser a mãe de Jesus na carne ou ser a sua discípula na fé”.

Existe uma cena, acontecida no Calvário, que é intimamente ligada a esta, ou melhor, que esclarece o sentido desta narrada no Evangelho de hoje: Jesus estava na cruz e, vendo sua mãe e João Evangelista, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho! Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe!” (Jo 19,26-27). Nós sabemos que S. João ali representava toda a Igreja. Por isso a tradição da Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, entende que Jesus, naquele para a sua Mãe a missão de ser a nossa Mãe na fé. Santa Mãe Maria, que sejamos dignos filhos vossos, e assim façamos valer o provérbio: Tal mãe tal filho.

Romeiro vela seu tamanho. Um dia apareceu uma Sra. aqui na sacristia da Basílica, procurando um padre. Ela estava com uma vela do tamanhinho dela. Eu achei engraçado por que vi certa semelhança entre a vela e aquela mãe de família: As duas iluminam, as duas aquecem, as duas servem. E, para fazer isso, as duas se consomem. Inclusive as duas tem lágrimas. Quantas vezes você vê uma mãe com o rosto cheio de rugas e os filhos todos bonitos, de rostos lisinhos. Ela está se consumindo, se desgastando para que os outros tenham mais vida. Quando v ver uma vela soltando lágrimas, lembre-se também de Nª S., de Jesus e de todas as pessoas que amam. Porque o amor sempre custa lágrimas. Mas voltemos à senhora. Ela me disse: “Padre, eu estou com pressa. O meu ônibus já está quase saindo lá na rodoviária. Eu queria rezar muita coisa aqui pra Nª Sra., mas não tenho tempo. Por isso comprei esta vela. O senhor acende pra mim?” Claro que sim, disse eu. Deixe comigo e vá com Deus. E pode ter certeza que Nª S. também vai com a Sra. Fui lá na capela das velas e acendi a vela dela. Engraçado, não? A vela do tamanhinho dela. Quer dizer que a vela era ela. Aquela senhora, viajando no ônibus, certamente foi pensando: Eu estou aqui, mas eu não saí do santuário. Estou lá rezando, naquela vela. Eu pergunto a você: esta oração é válida? Claro que é! Nós gostamos de usar símbolos, e Deus também gosta. A Bíblia é todinha cheia de símbolos.

Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

(Pe. Queiroz).

(15) – REFLEXÃO

Jesus não quer que nós sejamos seus servos, pois o amor que ele tem por nós não permite isso. O apóstolo São João nos diz no seu Evangelho que Jesus não chama os seus seguidores de servos, mas de amigos, porque lhes revelou tudo o que o Pai lhe deu a conhecer. Mas no Evangelho de hoje, Jesus vai mais além, ele nos mostra que quer que todos os que ele ama e o amam sejam membros da sua família, participem da sua vida divina. Para demonstrar o amor que temos por Jesus, não basta apenas afirmar o amor que se sente por ele, é preciso ir além, é preciso conhecer e realizar a vontade do Pai. Somente quem faz a vontade do Pai ama verdadeiramente a Jesus, torna-se membro da sua família e participa da sua vida.

(20) – MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS…

A entrada na Igreja, através do pórtico do Batismo cristão, enxerta o fiel em uma nova família, tornando-o membro do Corpo de Cristo. A partir daí, os laços de sangue ficam realmente em segundo plano, pois a circulação da Graça pelos membros desse Corpo é muito mais forte e mais profunda que o feixe de afetos e sentimentos – cada vez mais frágeis, ao que se vê – tecidos entre pais e filhos, irmãos e irmãs.

Não admira que, ao longo da História, a opção por Cristo e sua Igreja tenha muitas vezes provocado rupturas definitivas entre os membros da mesma família, confirmando a frase de Jesus, em que ele se apresentava como a espada que separa. Lembrar o jovem Francisco de Assis e seu pai, quando este, comerciante, optava pelo acúmulo de bens, enquanto o filho desposava a Pobreza evangélica.

Neste Evangelho, contudo, se uma leitura epidérmica parece entender que Jesus rejeita Maria, sua mãe, outra leitura, mais atenta e profunda, verá que se trata, ao contrário de um elogio para ela. Quando Jesus afirma que sua verdadeira mãe e seus verdadeiros irmãos são aqueles que fazem a vontade de seu Pai, longe de excluir Maria, ele realça o verdadeiro motivo de sua filiação.

Afinal, na Anunciação, ao se dizer simples escrava do Senhor [ancilla Domini], pronta a aderir ao desígnio divino para sua vida, Maria se tornava o modelo daqueles que “ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”. E em grau tão elevado, a ponto de gerar na carne dos mortais o próprio Verbo-Palavra de Deus.

Para Hébert Roux, “as palavras de Jesus nesta circunstância deixam compreender claramente que, para ele, não há nenhuma medida comum entre a carne e o sangue, por um lado, e o Reino dos céus, por outro. Ele não pretende aniquilar os laços naturais entre os homens, nem está em questão extrair desta declaração uma palavra anti-humana, destruidora dos vínculos naturais da família”.

De fato, quem não nascer para uma vida nova no Espírito jamais penetrará nos mistérios do Reino. As mães que entregam seus filhos como sacerdotes, religiosos e missionários, sabem muito bem que existem vínculos mais fortes que as ligações do sangue…

Estamos prontos a fazer a vontade de Deus?

Orai sem cessar: “Importa obedecer antes a Deus que aos homens!” (At 5,29).

(Antônio Carlos Santini).

(25) – OS VERDADEIROS PARENTES DE JESUS

O amor e o respeito de Jesus para com sua mãe e parentes são inquestionáveis. Maria e seus irmãos desejam vê-lo, mas a multidão que o rodeava era grande e eles não conseguem chegar até ele. Os discípulos notam a presença deles e avisam Jesus. Sem desprezar seus parentes, ele aproveita a ocasião para conduzir seus ouvintes ao essencial da sua missão: seu relacionamento com o Pai celestial. Por isso, elevando a voz, ele dirige-se a todos e fala-lhes da filiação divina. É a filiação espiritual, pertença à família de Deus, da qual se participa pela fé. Maria não a desconhece. Já no milagre das bodas de Caná, contempla-se sua atitude confiante, pois, situando-se na ordem da fé, ela diz aos serventes: “Façam tudo o que Ele mandar”. S. Agostinho, meditando sobre essa passagem, exclama: “A nobreza do nascido se manifestou na virgindade da mãe, e a nobreza da mãe na divindade do nascido”.

Jesus tem uma intenção precisa. Ele reconhece como parentes os que são obedientes à Palavra, portanto, autênticos filhos do Pai que está nos céus. Por isso, diz ele: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Escreve Teodoro de Mopsuéstia: “Ele os interroga não para afastar a mãe e os irmãos, mas para reafirmar que prefere a afinidade espiritual a todo parentesco corpóreo”. As palavras do Mestre, dirigidas a todos os discípulos, visam convocá-los a fazer parte da Aliança, tornando-os membros de uma nova família, a família dos “santos”, aqui na terra e no céu.

Se a grandeza de Maria repousa sobre o fato de ela ser a Mãe do Filho de Deus, muito mais sobre o fato de ela ser mulher de fé. Ela é toda acolhida da Palavra de Deus, que, por obra do Espírito Santo, nela se encarnou. Eis a sua glória! Referindo-se à Mãe de Jesus, diz S. Agostinho: “Santa Maria fez a vontade do Pai e a fez inteiramente; por isso vale mais para Maria ter sido discípula de Jesus do que sua Mãe. Feliz era Maria, porque antes de gerá-lo, já o trazia em seu coração”. Eis a função de Maria no interior da missão de seu Filho Jesus: Ser modelo de fé para todos os que seguem seu divino Filho! Também nós, na medida em que acolhemos a Palavra de Deus e ela se efetiva em nós, tornamo-nos membros da família espiritual, da qual Maria é a mãe.

(Dom Fernando).

(28) – REFLEXÃO

Zacarias 2, 14-17 – “Em Maria temos refúgio e proteção”

A profecia de Zacarias compara Maria com a cidade de Sião, lugar onde Jesus viria habitar e da qual muitas nações se aproximariam para adorar a Deus. A cidade de Sião é Jerusalém, lugar de refúgio e de oração! No coração de Maria nós também encontramos abrigo e proteção, pois ela foi escolhida para acolher no seu ventre Jesus, a Salvação e, a partir dela, muitas nações puderam aproximar-se Dele. Com Maria nós também aprendemos a ser como uma cidade que abriga o grande Deus que desce do Seu trono e visita a terra a fim de nos fazer ser participantes da Sua glória. Como Maria nós também somos instrumentos de Deus para levar a todos os povos a salvação de Jesus com a Sua Palavra e os Seus ensinamentos.

– No dia de hoje levantemos os nossos olhos para a Mãe e peçamos a sua intercessão para que a nossa casa seja também um lugar de refúgio e de oração!

Salmo – Lucas 1 – “O poderoso fez por mim maravilhas, e santo é o seu nome!”

O Magnificat é o canto que Maria entoou ao visitar Santa Izabel e, expressa, a sua humildade e alegria em reconhecer as maravilhas que Deus realizou nela. Ser humilde é ter o reconhecimento de que Deus é o autor de toda obra em nós, por isso, nós também, humildemente podemos cantar com Maria este cântico de ação de graças e já nos proclamar também bem-aventurados (as)! O Senhor faz em nós, maravilhas, o Seu Nome é Santo!

Evangelho – Mateus 12, 46-50 – “irmãos de Jesus”

O exemplo de Maria foi dado por Jesus às multidões naquele tempo, e hoje é dado para nós, com a finalidade de nos clarear a mente e o coração a fim de que percebamos que todos nós somos chamados (as) a fazer parte da família de Jesus. Fazer a vontade de Deus é, portanto, o requisito que Jesus nos apresenta para também sermos considerados (as) membros da Sua família. Por isso, podemos dizer que fomos também escolhidos (as) por Jesus Cristo para participar da Sua família, quando procuramos fazer em tudo a vontade do Pai que está no céu. Deste modo, não é difícil para nós imaginarmo-nos membros da linhagem de Jesus. Somos participantes da graça de filhos, de irmãos e irmãs, se, como a Mãe de Jesus, estivermos abertos a fazer tudo conforme Deus nos manda realizar. Assim como estendeu a mão para Seus discípulos e os considerou na mesma condição de mãe e de irmãos seus, Jesus nos aponta a Sua mão e nos acolhe como membros da sua família, se, estivermos dispostos (as) a fazer a vontade de Deus que se expressa na Sua Palavra. E a vontade do Pai é que todos nós, pela Fé em Jesus Cristo, alcancemos a salvação e a vida eterna sem fim. Não devemos nos admirar da expressão que Jesus usou quando se referiu à Sua Mãe e aos Seus irmãos: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” Ele aproveitou a oportunidade para também nos enquadrar como pessoas especiais, discípulos e discípulas dignos de ser chamados filhos de Deus Pai, tendo Maria como Mãe, irmãos de Jesus Cristo e motivados pelo poder do Espírito Santo, a fazer a vontade de Deus.

– Você também se considera da família de Jesus Cristo?

– O que você entende por fazer a vontade de Deus?

– Você é discípulo (a) de Jesus?

– O que falta para que você faça a vontade do Pai aqui na terra do jeito que ela acontece no céu?

(28) – NOSSA SENHORA DO CARMO

“Hoje a Igreja Católica celebra a memória de Nossa Senhora do Carmo, um título da Virgem Maria que remonta ao século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, reuniram-se ao redor de uma fonte chamada “fonte de Elias”, e iniciaram um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ao lugar onde nasceu este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado de “carmelitas”. A história nos assegura que os eremitas construíram também uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora que, mais tarde, e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de “Nossa Senhora do Carmo” ou” Nossa Senhora do Carmelo”. Os carmelitas viram-se obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de Nossa Senhora do Carmo está unido ao “símbolo do escapulário”. A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente, são igrejas matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez mais.”

(Retirado do site da Basílica N. Sra. do Carmo).

(7) – NOSSA SENHORA DO CARMO

No dia 16 de julho, celebra-se na Igreja Católica, a memória de Nossa Senhora do Carmo, um título da Virgem Maria que remonta ao século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, reuniram-se ao redor de uma fonte chamada “fonte de Elias”, e iniciaram um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ao lugar onde nasceu, este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado de “carmelitas”. A história nos assegura que os eremitas construíram também uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora que, mais tarde, e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de “Nossa Senhora do Carmo” ou “Nossa Senhora do Carmelo”. Os carmelitas viram-se obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de Nossa Senhora do Carmo está unido ao “símbolo do escapulário”.

A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente são igrejas matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Isso prova como esta devoção saiu dos âmbitos restritos dos conventos carmelitanos e se tornou propriedade do povo e da Igreja Universal, como disse o Papa João Paulo II, em sua carta dirigida aos Superiores Gerais do “Carmelo da Antiga Observância e do Carmelo Descalço”.

Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez mais.

(Cônego Pedro Carlos Cipolini – Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida)

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

NOSSA SENHORA DO CARMO (BRANCO, GLÓRIA, PREFÁCIO DE MARIA – OFÍCIO DA FESTA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

A festa de Nossa Senhora do Carmo recorda-nos a herança espiritual do profeta Elias, como contemplativo e incansável defensor do único Deus de Israel. No monte Carmelo, no século XII, recolheram-se alguns eremitas com o intuito de dedicar-se dia e noite ao louvor de Deus sob o patrocínio da Bem-aventurada Virgem Maria. A Mãe de Deus torna-se, pois, o modelo ideal para a Vida Religiosa e consagrada. Bendita seja a Virgem do Carmo, a Mãe da Vinha do Senhor.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei, que governa o céu e a terra pelos séculos eternos.

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Venha, ó Deus, em nosso auxílio a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo para que possamos, sob sua proteção, subir ao monte que é Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

O profeta Zacarias lembra ao povo de Israel que o Senhor não o abandonou, e outras nações também se tornarão povos de Deus. Por isso, Jesus vai complementar essa profecia, dizendo: “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Cheios de fé, escutemos a Palavra de Deus.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Socorra-nos, ó Pai, a humanidade do vosso Filho, que, ao nascer da virgem mãe, não diminuiu, mas consagrou a sua integridade. E fazei que ele, apagando os nossos pecados, vos torne agradáveis nossas oferendas. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte eRessurreição de Jesus

– Orações pelaIgreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Feliz o seio da virgem Maria que trouxe o filho do eterno Pai (Lc 11,27).

– Oração depois da Comunhão

Recebemos, ó Deus, o sacramento celeste, alegrando-nos nesta festa da virgem Maria. Concedei-nos a graça de imitá-la, servindo ao mistério da nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou à esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

(28) – Um Novo Caminho

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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