Liturgia Diária 13/Nov/13

 

 

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 13/11/2013 (quarta-feira)

Os dez leprosos

Lc 17,11-19 (Os 10 Leprosos)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro da Sabedoria de Salomão (Sb 6,1-11) (Os reis, portanto, procurem a Sabedoria)

Escutai, ó reis, e compreendei. Instruí-vos, governadores dos confins da terra! Prestai atenção, vós que dominais as multidões e vos orgulhais do número dos vossos súditos. 3 Pois o poder vos foi dado pelo Senhor e a soberania pelo Altíssimo. É ele quem examinará as vossas obras e sondará as vossas intenções; 4 apesar de estardes a serviço do seu reino, não julgastes com retidão, nem observastes a Lei, nem procedestes conforme a vontade de Deus. 5 Por isso, ele cairá de repente sobre vós, de modo terrível, porque um julgamento implacável será feito sobre os poderosos. 6 O pequeno pode ser perdoado por misericórdia, mas os poderosos serão examinados com poder. O Senhor de todos não recuará diante de ninguém nem se deixará impressionar pela grandeza, porque o pequeno e o grande foi ele quem os fez, e a sua providência é a mesma para com todos; 8 mas para os poderosos, o julgamento será severo. A vós, pois, governantes, dirigem-se as minhas palavras, para que aprendais a Sabedoria e não venhais a tropeçar. 10 Os que observam fielmente as coisas santas serão justificados; e os que as aprenderem vão encontrar sua defesa. 11 Portanto, desejai ardentemente minhas palavras, amai-as e sereis instruídos. — Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 81 (82), 3-4. 6-7 (8a)) (Contra os princípios pagãos)

8a Levantai-vos, ó Senhor, julgai a terra! 8a Levantai-vos, ó Senhor, julgai a terra!

Fazei justiça aos indefesos e aos órfãos, / ao pobre e ao humilde absolvei! Libertai o oprimido, o infeliz, / da mão dos opressores arrancai-os!

Eu disse: ‘Ó juízes, vós sois deuses, / sois filhos todos vós do Deus Altíssimo! E, contudo, como homens morrereis, / caireis como qualquer dos poderosos!’

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 17,11-19) (Os dez leprosos)

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 11 Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12 Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, 13 e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14 Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15 Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16 atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. 17 Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19 E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontra neste ambiente virtual. Queremos hoje, fazer tudo “em nome” de Deus. Por isso, rezamos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! Rezo o Salmo 117 – Deus é o nosso aliado (Convite ao Louvor) 1 Louvem ao Senhor, nações todas, e o glorifiquem todos os povos! 2 Pois o seu amor por nós é firme, e sua fidelidade é para sempre! Aleluia!

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que o texto diz para mim, hoje? gratidão a Jesus pela salvação é elemento essencial da vida cristã. No texto lido, só um homem curado foi agradecido. Pergunto-me e me examino: – Sou uma pessoa reconhecida, agradecida pela graça e misericórdia de Deus para comigo? – De quantas “lepras” já fui curado/a por Jesus? – Quantas agradeci? Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “A vida nova de Jesus Cristo atinge o ser humano por inteiro e desenvolve em plenitude a existência humana “em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural”. Para isso, faz falta entrar em um processo de mudança que transfigure os vários aspectos da própria vida. Só assim será possível perceber que Jesus Cristo é nosso salvador em todos os sentidos da palavra. Só assim manifestaremos que a vida em Cristo cura, fortalece e humaniza. Porque “Ele é o Vivente, que caminha a nosso lado, manifestando-nos o sentido dos acontecimentos, da dor e da morte, da alegria e da festa”.” (DAp 356).

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto, na Bíblia: Lc 17,11-19. lepra era uma doença de pele, grave, contagiosa, que impedia a participação e o relacionamento na vida quotidiana, e também, no culto. No livro Levítico (Lv 13,45-46) esta doença é regulamentada em lei para proteger as demais pessoas do contato e, não, para ajudar os portadores de lepra. Diz o texto citado: “Quem tiver sido declarado doente por afecção cutânea, andará esfarrapado e despenteado, com a barba coberta e gritará: “Impuro, impuro!” Viverá à parte e terá sua morada fora do acampamento”. Há o caso de Naamã, curado nas águas do Jordão e convertido ao deus de Israel (2Rs 5). Os doentes incuráveis se agrupam. Quando Jesus passa pela Samaria, eles pararam longe para não contaminarem. Dali gritaram pedindo ajuda. Nas palavras de Jesus a eles, está implícita a cura.Quando ele diz: “peçam aos sacerdotes que examinem vocês”. Ao obedecer, os leprosos demonstram fé. E no caminho, se veem curados, sem necessidade dos vários ritos. Então um dos dez volta para agradecer. Os outros preocupam-se com o aspecto jurídico de reconhecimento oficial da cura. O que volta, dá glórias a Deus. A gratidão expressa no retorno daquele samaritano (pagão) curado que se ajoelha diante de Jesus e agradece põe em relevo a ingratidão dos outros nove que rapidamente se esqueceram da mediação do Mestre.

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus? bem-aventurado Alberione dizia: “Tudo nos vem de Deus. Tudo nos leva ao Magnificat!” Rezo, espontaneamente, e concluo com o Salmo 118. Agradeçam a Deus! (Liturgia para a festa das Tendas) Aleluia! Agradeçam ao Senhor, porque ele é bom, porque o seu amor é para sempre! A casa de Israel repita: o seu amor é para sempre! A casa de Aarão repita: o seu amor é para sempre! Os que temem o Senhor repitam: o seu amor é para sempre! Na minha angústia, eu gritei para o Senhor: ele me ouviu e me aliviou. O Senhor está comigo: jamais temerei! O que o homem me poderia fazer? O Senhor está comigo, ele me ajuda: eu verei a derrota dos meus inimigos! É melhor refugiar-se no Senhor do que depositar confiança no homem. É melhor refugiar-se no Senhor do que depositar confiança nos chefes. 10 As nações todas me cercaram: em nome do Senhor, eu as rechacei! 11 Cercaram-me, fecharam o cerco: em nome do Senhor, eu as rechacei! 12 Cercaram-me como vespas, ardendo como fogo no espinheiro: em nome de Javé, eu as rechacei! 13 Iam empurrando para me derrubar, o Senhor porém me socorreu. 14 O Senhor é minha força e energia, ele é a minha salvação. 15 Há gritos de júbilo e vitória nas tendas dos justos: “— A direita do Senhor é poderosa! 16 — A direita do Senhor é sublime! — A direita do Senhor é poderosa!” 17 Não vou morrer. Eu viverei para contar as obras do Senhor. 18 O Senhor me castigou e castigou, mas não me entregou à morte! 19 Abram para mim as portas do triunfo: vou entrar agradecendo ao Senhor. 20 Esta é a porta do Senhor: os vencedores entrarão por ela. 21 Eu te agradeço, porque me ouviste, e foste a minha salvação! (…) 28ab Tu és o meu Deus, eu te agradeço. Meu Deus, eu te exalto! (…) 29 Agradeçam ao Senhor, porque ele é bom, porque o seu amor é para sempre!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus. Meu olhar deste dia será se agradecimento pelos infinitos dons de Deus na minha vida.

BÊNÇÃO – Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. – Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. – Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. – Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(4) – SOPRO DE DEUS QUE FAZ VIVER

O evangelho de hoje é a cura de dez leprosos por Jesus, entre os quais um samaritano,um estrangeiro, o único que retorna a Jesus para agradecer. Nós já conhecemos a situação dos leprosos e como, mesmo do ponto de vista religioso, eles eram desprezados e excluídos da graça de Deus (ver: Lv 13,45-46; Nm 12,9-13). “Dez” era o número dos leprosos que gritam implorando compaixão (cf. vv. 12-13). Não há nenhum gesto, somente a palavra de Jesus foi suficiente para purificá-los. É uma palavra que é e comunica o Sopro de Deus que faz viver; palavra eficaz, pois, “enquanto estavam a caminho, aconteceu que ficaram curados” (v. 14). “Dez” é um número que simboliza a totalidade de um povo. Todo um povo é visitado pela graça de Deus. A cura da lepra é um dos sinais dos tempos messiânicos (cf. 7,22-23). A salvação da qual Jesus é portador e oferta a todos. Mas, se os dez foram beneficiados pela Palavra do Senhor, por que somente o samaritano reconheceu e retornou para agradecer? “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?” (v. 17). Somente o samaritano, considerado herético pelos judeus, é que retornou cumprindo a missão de Israel (cf. Sl 96[95],1-3). O texto interpela o leitor do evangelho: quão difícil é reconhecer o Reino de Deus que se aproxima. que é necessário fazer ou cultivar para que não percamos a oportunidade de reconhecer o tempo em que somos visitados?

(6) – TENHA UM CORAÇÃO AGRADECIDO

O primeiro sinal de uma cura plena em nossa vida é ter um coração agradecido, capaz de reconhecer a bondade de Deus presente em cada momento da nossa vida. “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” (Lc 17,13). Palavra de Deus nos mostra os dez leprosos que vieram ao encontro de Jesus e clamaram por Sua misericórdia de forma insistente e repetida: “Senhor, tem compaixão de nós, olha para a nossa miséria, olha o quanto estamos sujos e só o Senhor pode fazer algo por nós”. Jesus nem olhou quem eram eles, mas, naquele mesmo instante, mandou que se apresentassem aos sacerdotes. Enquanto estavam a caminho, eles foram curados da lepra. Dos dez que foram curados, apenas um voltou para agradecer. Por isso Jesus perguntou: “Onde estão os outros nove? Eles não voltarão para dar glória a Deus?” Meus irmãos, o primeiro sinal de uma cura plena em nossa vida é ter um coração agradecido, capaz de dar graças e reconhecer a bondade d’Ele presente em cada momento da nossa vida. Quem não sabe agradecer, quem não sabe dar graças ao Senhor vive com o coração cheio de murmuração, de reclamação, por isso não experimenta a paz que vem de Deus. Assim, a inquietação cresce, pois não é capaz de reconhecer a bondade e a presença maravilhosa do Pai na sua vida. Hoje, estou convidando você a não ser um filho ingrato, não ser uma filha mal-agradecida. Saiba, a cada instante, reconhecer a presença amorosa de Deus na sua vida; e se algo o deixa atormentado como deixou esses dez leprosos de hoje, busque no Senhor a misericórdia, a cura. Clame como os leprosos: “Senhor, tenha piedade de nós! Senhor tenha compaixão de nós!”. Você não precisa ter dúvida nenhuma de que o amor de Deus virá em seu socorro. Uma vez que experimentamos o perdão de Deus, a primeira coisa que devemos fazer é dar graças a Ele, porque Ele é bom. Quantas vezes vamos para o sacramento da confissão pesados, cheios de coisas na nossa consciência, porque o pecado nos deixa realmente sujos, mas Deus é tão bom que nos lava, nos purifica e nos perdoa abertamente. Nós deveríamos sair de cada confissão com o coração rejubilado, dando graças, glorificando, bendizendo ao Senhor e dizendo: “Deus foi grande e bondoso na minha vida!”. Deus abençoe você!

(7) – SENTIMENTO DE GRATIDÃO

O reconhecimento e a gratidão são sentimentos nobres de quem sabe acolher como dom os benefícios recebidos de Deus. Apesar de serem tantas as pessoas beneficiadas por seus milagres, Jesus estava atento para este aspecto. Não lhe passava despercebida a reação de quem se via curado por obra de seu amor misericordioso. Por ocasião da cura de dez leprosos, só um teve a gentileza de voltar para agradecer a Jesus. E era um samaritano, portanto, um estrangeiro, na mentalidade dos judeus. A gratidão brotou de um excluído e desprezado como pagão. Só ele foi capaz de glorificar a Deus, cujo Reino se fez presente em sua vida pela ação de Jesus. O gesto de adoração do samaritano, prostrado com o rosto em terra, aos pés do Mestre, demonstrou a consolidação de sua fé naquele, a quem recorrera com tanta confiança. E foi salvo pela fé. O que se passou com os outros nove curados? Por que não voltaram para agradecer o dom da cura, que lhes permitiu reconquistar o direito de cidadania? Talvez, se tivessem esquecido de que haviam recebido um dom totalmente gratuito, ou pensassem que Jesus havia feito simplesmente sua obrigação. Logo, não era necessário voltar para agradecer-lhe. É a ingratidão de quem, sendo agraciado com os benefícios divinos, permanece fechado aos apelos do Reino de Deus. Oração: Senhor Jesus, quero ter um coração agradecido, que saiba reconhecer tantos benefícios que eu, sem mérito algum, recebo, cada dia, de ti.

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

… os outros nove, onde estão? (Lc 17,17b). narrativa sobre a cura dos dez leprosos parece descrever uma atitude de Jesus pouco considerada para com aqueles doentes. De fato Jesus ouve o pedido deles e apenas diz: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. E parece que a estória acaba aqui. Na verdade Jesus estava atento ao comportamento dos leprosos que ficariam curados enquanto iam ao encontro dos sacerdotes. De fato, quando o único curado volta para agradecer, Jesus lhe disse, para que os discípulos também ouvissem: … os outros nove, onde estão? Isto nos mostra como Jesus desejava ver as pessoas curadas por Ele, e dialogar com elas em seguida, dizendo-lhes alguma coisa consoladora, como “vai em paz, tua fé te salvou”. Foi isto que Jesus disse ao samaritano curado de lepra. E assim a estória teve um final feliz. Este episódio nos mostra como a Jesus incomoda a falta de gratidão, como a todos nós nos incomodamos. O que Jesus nos ensina com isto? gratidão a Deus pelo atendimento de nossos pedidos. Consideremos a ação de Deus em nossa vida, e observemos atentamente o bem que Ele realiza por nós cada dia. Ficaremos encantados. Continuamos vivos, podemos respirar, comer o pão de cada dia, ser livres de perigos pelos quais outros passam, e, mais ainda, temos o privilégio de ser seus filhos e filhas; temos os sacramentos, a liturgia, a palavra de Deus na Eucaristia, etc. etc., e no fim de nossa existência terrena, a Vida Eterna no amor sem fim com Deus. Temos muito que agradecer a Deus todos os dias. Não deixemos para mais tarde nossa ação de graças. Vamos aos pés de Jesus agradecer os milagres que no dia a dia Ele realiza em nosso benefício e salvação.

(12) – ONDE ESTÃO OS OUTROS NOVE?

Depois de termos ofendido o nosso benfeitor mostrando indiferença pelos sinais da sua benevolência, não fomos contudo abandonados pela bondade do Senhor nem cerceados do seu amor; antes fomos subtraídos à morte e devolvidos à vida por Nosso Senhor Jesus Cristo. E a maneira como fomos salvos é digna de uma admiração maior ainda. “Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo” (Fil 2,6-7). Ele tomou para Si as nossas fragilidades, carregou as nossas dores, morreu por nós a fim de, com suas chagas, nos salvar; resgatou-nos da maldição ao fazer-Se maldição por nós (Is 53, 4-5; Gal 3,13); sofreu a mais infamante das mortes para nos conduzir à vida da glória. E não Lhe bastou devolver à vida os que estavam na morte: revestiu-os da dignidade divina e preparou-lhes no repouso eterno uma felicidade que ultrapassa toda a imaginação humana. Como retribuiremos pois ao Senhor tudo o que Ele nos deu? Ele é tão bom, que nada pede em compensação por suas graças; contenta-Se em ser amado.

(14) – A CURA DOS DEZ LEPROSOS

No tempo de Jesus a lepra era uma doença incurável e o leproso era considerado impuro e não podia viver no convívio com as demais pessoas para não contaminá-las. Os leprosos eram condenados ao ostracismo completo, por serem considerados ameaça à sociedade. Jesus mostra seu poder de transpor as proibições sociais para ajudar esses renegados. A palavra “lepra” era usada para designar muitas doenças de pele, não só a hanseníase. Era considerada de cura muito difícil. Por isso os portadores da lepra viviam isolados fora da cidade e quando precisassem andar em público, tinham de tocar um sino e avisava aos demais que ali ia passando um impuro para que ninguém se aproximasse dele. Quando um portador desse tipo de doença de pele parecia curado, tinha de apresentar-se aos sacerdotes, que eram os examinadores designados para proteger os interesses da sociedade. Somente eles poderiam autorizar os indivíduos curados a andar no meio dos demais e conviver socialmente. Jesus não fica afastado como quem teme a contaminação. Ele toca os leprosos normalmente. cura dos dez leprosos aconteceu exatamente na Samaria, lugar de gente desprezada pelos judeus, por seguirem outra religião. O grupo de leprosos que vem ao seu encontro compõe-se de judeus (galileus) e samaritanos (pagãos) que, por causa da lepra, estavam isolados nas cercanias da cidade. Esse grupo elevou a voz para Jesus à distância apropriada; tinham ouvido falar de sua compaixão e de seu poder de cura. Jesus simplesmente dá uma ordem para que eles fossem se apresentar ou mostrar-se aos sacerdotes, que tinham a responsabilidade de julgar se um leproso tinha permissão de retomar à sociedade, ou não. Eles obedecem à ordem, indo relatar a cura enquanto ainda não estão curados. Só um do grupo volta para expressar gratidão. Atribui a cura a Deus, cantando abertamente seus louvores. A ingratidão dos outros é uma nota dissonante, mas talvez o fato de um samaritano ser o único a voltar para agradecer fosse mais chocante na ocasião. As palavras finais de Jesus a ele são a mesmas que deu à mulher curada da hemorragia. A fé de todos os leprosos levou a sua cura física; talvez fosse mais que isso para os outros também, mas ao menos para o samaritano, a cura trouxe “salvação”, por meio da integridade e um relacionamento apropriado com Deus. maioria, daqueles leprosos, nove deles, não voltaram para agradecer. Isso representa 90 % dos que foram curados que não agradeceram. Atualmente também continua acontecendo o mesmo. Noventa por cento das pessoas não agradeceram a Deus pelas inúmeras graças recebidas durante o dia de ontem. Uma vez, um aluno, quando lhe perguntei se tinha agradecido a Deus na oração da noite, me disse o seguinte: — Mas não aconteceu nada! Eu nem ganhei o videogame que meu pai me prometeu… Então eu lhe perguntei: — Você foi assaltado? — Não. — Você foi atropelado? — Também não. — Você Almoçou? — Claro. — Você teve febre? — Não, né? — Viu? – Eu disse. – Viu como você tinha um montão de coisas para agradecer e fez igualzinho aos nove leprosos? Ingrato! Mais Deus te perdoa porque Ele é puro Amor desinteressado. Prezada irmã, prezado Irmão. Não se esqueça de agradecer todo dia. Mesmo quando nada de mais lhe aconteceu, ou mesmo quando algo errado ou mesmo ruim tenha acontecido. Temos sempre muita coisa para agradecer. Porque enxergo, obrigado. Porque tive alimento, obrigado. Porque não fui assaltado, obrigado. Por tudo, obrigado…

(14) – JESUS, MESTRE, TEM COMPAIXÃO DE NÓS!

Como seguidores de Jesus, comprometidos com o evangelho, não podemos ficar indiferentes às inúmeras graças de Deus e nem deixar que nossos irmãos desconheçam a verdade que liberta! Podemos ter fé, mas se não aplicarmos na nossa vida, os ditos e feitos de Jesus, não daremos testemunho do seu amor no mundo, portanto, o reino de Deus não irá acontecer através de nós! O Reino de Deus só acontece através de nós, quando nos tornamos fonte de vida para o outro, eliminando as trevas de sua vida! Muitas vezes, o que aflige o nosso irmão, não são os problemas em si, e sim, a falta de disposição para enfrentá-los, por não verem nenhuma perspectiva de saírem de suas dificuldades. É aí que entra as mãos de Deus em nossas mãos, afim de que possamos restaurar vidas que se desfazem por falta de motivação! Muitos irmãos, não conseguem sair de situações difíceis, por falta de alguém que lhe mostre o Deus da vida, o Deus que é maior do que o seu problema! Daí, a importância de sermos propagadores do amor de Deus no mundo! Podemos perceber no evangelho de hoje, o quanto é importante propagar o amor de Deus! Foi graças a esta propagação, que dez leprosos, citados no evangelho de hoje, encontraram o caminho para se libertarem de um mal que lhes causava, além das feridas no corpo, feridas profundas na alma. Condenados pela sociedade, ao total abandono, estes dez leprosos sobreviviam nas periferias, fora do convívio social e familiar. É nesse contexto que Jesus, à caminho de Jerusalém, os encontra! Certamente, eles já tinham ouvido falar do poder de Jesus, por isto depositaram Nele a esperança de serem curados. Naquele momento, Jesus significava para eles, uma luz no fim do túnel! Cientes de suas limitações, aqueles dez homens, não ousaram em aproximar de Jesus, mas de longe gritaram: “Jesus, Mestre, tem piedade de nós!”. Jesus é muito breve neste encontro, apenas ordena-os a irem até os sacerdotes, pois só os sacerdotes, poderiam liberá-los para o convívio social, após constatar a sua cura, cura, que Jesus sabia acontecer ao longo do caminho! Em obediência à Jesus, os leprosos, cheios de esperança, tomam o caminho indicado por Ele e durante o percurso, percebem que estão curados! Um deles, logo que se viu livre da lepra, retorna ao encontro do Sacerdote Maior, aquele que lhe concedera a cura: Jesus! Prostrado a seus pés, ele recebe também a cura interior, ou seja, a sua Salvação! Este, era um samaritano, considerado inimigo dos judeus, foi o único que ao sentir tocado pela intervenção de Deus em seu corpo, quis experimentá-la também no seu interior, o que podemos constatar com a sua decisão de retornar à Jesus. Antes de receber a cura, o samaritano grita Jesus de longe, curado, ele toca em Jesus, numa atitude de reconhecimento de que Jesus é o próprio Deus! É este reconhecimento que o levou a ficar totalmente libertado de tudo que o escravizava: doença, preconceito, abandono… salvação é um presente que Deus oferece a todo aquele que crê em Jesus e que se dispõe a segui-lo. É por isso que este samaritano, recebeu a cura física e interior e simultaneamente a sua salvação, o que nos mostra, que não é pela região que se dá testemunho de fé, e sim, pela crença no poder misericordioso de Jesus! Enquanto que os outros nove, vindos de um povo judeu, se contentaram somente com a cura do corpo, se negando a voltar a Àquele que o curou. Jesus questiona: “e os outros nove, onde estão?” Este questionamento não significa que Jesus queria ouvir um agradecimento verbal deles, o que Jesus queria era poder curá-los por inteiro. nossa gratidão a Deus, não deve se resumir num simples: “Obrigado Senhor!” Não é erguendo as mãos para o alto e nem proferindo palavras bonitas, que demonstramos a nossa gratidão a Deus, e sim, nas nossas ações de bondade do dia a dia. Mais importante do que o encontro com Jesus, é permanecer com Ele, o que os nove leprosos não fizeram! nós, com quem identificamos: com o Samaritano? Ou com os nove leprosos que não voltaram para ficarem com Jesus? FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(14) – NÃO HOUVE QUEM VOLTASSE PARA DAR GLÓRIA A DEUS, A NÃO SER ESTE ESTRANGEIRO

Este Evangelho nos traz a cena da cura dos dez leprosos. Eles estavam fora do povoado porque uma lei obrigava os leprosos a viverem separados da sociedade. Só um deles voltou para agradecer a Jesus. Os outros ficaram felizes com a cura, mas se esqueceram de dizer muito obrigado a quem os curou. Já aquele que agradeceu recebeu outra graça muito maior: a salvação: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. Como é bom ser agradecido, ter a virtude do reconhecimento e da gratidão! De manhã até a noite recebemos benefícios de Deus e nem tomamos consciência disso. Não existe o tal “por acaso”. própria sociedade pecadora nos ensina a ser ingratos e não reconhecidos. Ela destaca as pessoas erradas, publicando o que elas fazem pelos meios mais modernos de comunicação. Já as que fazem o bem, mesmo com heroísmo, ficam desconhecidas. Seguindo essa “escola”, nós costumamos comentar entre nós sobre os crimes, esquecendo-nos dos bons gestos que vemos. Se na nossa rua existem vinte famílias que andam certinho e uma que é errada, é desta que falamos. Que coisa triste! De modo geral, a proporção é a mesma da cena da cura dos leprosos: de cada dez pessoas, só uma agradece, e mesmo esta, cada dez benefícios que recebe, agradece um só, e olhe lá. Bíblia toda, tanto o Antigo como o Novo Testamento, segue o caminho contrário, destacando os benefícios recebidos de Deus e as pessoas exemplares. Veja Hb 11, que bela lista de pessoas que são para nós modelos de fé. Nossas orações geralmente ficam no pedir, pedir, pedir… E agradecer, nada. Nos Salmos nós encontramos as quatro espécies de oração: o louvor a Deus, a súplica, o pedido de perdão e o agradecimento. Os Salmos de ação de graças estão entre as páginas mais belas da Sagrada Escritura. Jesus gostava de agradecer. Antes da ressurreição de Lázaro, ele disse: “Pai, eu te agradeço porque sempre me ouves!” (Jo 11,41). Na parábola da ovelha perdida, o pastor fez uma festa para agradecer o encontro do animal. O mesmo faz a mulher que encontrou a moeda. O pai do filho pródigo fez um banquete para festejar a chegada do filho querido… Contemplando todos os presentes que ganhamos de Deus, o nosso sentimento devia ser como o de S. Paulo: “Por isso dobro os joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo…” (Ef 3,14). “Irmãos, sede agradecidos. Cantai a Deus, em vossos corações, com Salmos, hinos e cânticos inspirados pelo Espírito. E tudo o que disserdes ou fizerdes, que seja sempre no nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai” (Cl 3,16-17). Também S. Paulo reclama da humanidade pecadora, que é ingrata a Deus: “Apesar de conhecerem a Deus, não o glorificaram nem lhe deram graças. Pelo contrário,perderam-se em seus pensamentos fúteis, e seu coração insensato se obscureceu. Alardeando sabedoria, tornaram-se tolos” (Rm 1,21-22). Quem é grato a Deus, é também grato às pessoas pelos benefícios que recebe. Por outro lado, quem é ingrato a Deus, é ingrato também ao próximo. Certa vez, um garoto surpreendeu sua mãe com uma listinha. Esta listinha dizia assim: A mamãe me deve: levar o recado para a tia Anita: R$2,00; comprar o pão: R$0,50; tirar o lixo: R$0,50; varrer o chão: R$3,00. Total: R$6,00. mãe não deixou por menos. Pegou na hora um papel e escreveu: carregar você dentro de mim durante nove meses: R$0,00; dar banho e cuidar de você quando criança: R$0,00; fazer a comida e lavar a roupa: R$0,00 Total que você me deve: R$0,00. A sociedade moderna nos ensina a cobrar tudo. Mas Jesus nos ensina a gratuidade, o reconhecimento, a gratidão. Maria Santíssima era uma pessoa agradecida a Deus. O Magnificat é o mais belo hino de ação de graças existente na Bíblia. Ali, ela agradece até coisas que ainda não tinham acontecido, como Jesus fez na ressurreição de Lázaro. De fato, “a fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11,1). Que Maria nos ajude a ser sempre gratos. Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro.

(14) – ENQUANTO CAMINHAVAM

Sabedoria 6, 1-11 – “aos governantes” Esta palavra se destina não somente a quem está à frente da vida religiosa, mas a todas as pessoas que receberam alguma delegação no exercício de qualquer missão de chefia e que têm autoridade sobre alguém. É de Deus que vem todo o poder e autoridade do homem aqui na terra. Com efeito, ninguém pode se orgulhar nem tampouco tomar para si, o mérito de ter sido escolhido para governar. Precisam, pois, estar atentos, pois o seu julgamento também será feito com rigor, segundo o poder e autoridade que Deus lhes outorgou. O Senhor examina as nossas obras e sonda as nossas intenções, e, se, estamos a serviço do seu reino, precisamos ter consciência de que tudo o que empreendermos terá valor diante de Deus de acordo com a retidão do nosso coração. “O pequeno pode ser perdoado por misericórdia, mas os poderosos serão examinados com poder”, diz a palavra. Assim sendo, precisamos prestar muita atenção em relação ao modo como estamos nos conduzindo no nosso cargo de administradores, em qualquer lugar, seja na família, na sociedade, na Igreja, na comunidade, etc. O Senhor não se deixa impressionar pela grandeza, e quem é “grande” aqui na terra, não está por isso, isento de um julgamento severo. A providência de Deus é igual para com todos, pequenos e grandes, porém, a avaliação do grande será feita com mais rigor, porque, aqui na terra, os “pequenos” recebem orientação dos “grandes”. Todos nós que tivermos algum poder para formar opinião, precisamos buscar a sabedoria de Deus, observando a Palavra, vivendo em consonância com a orientação do Evangelho de Jesus Cristo, para que não caiamos nas armadilhas naturais da nossa humanidade. Desejemos e amemos ardentemente as Palavras do Senhor e seremos instruídos (as) por Ele para assumir qualquer missão, com sabedoria. – Você é responsável na condução de alguém aqui na terra? – Quais as armas que você tem usado para desempenhar bem essa missão? – Você está tranquilo (a) em relação ao julgamento de Deus? – Você acha que será julgado (a) diversamente de alguém?

Salmo 81 – “Levantai-vos, ó Senhor, julgai a terra!” salmista roga ao Senhor que faça justiça aos indefesos, aos pobres e humildes. Desse modo ele pede clemência para todos nós pecadores e pecadoras que vivemos oprimidos (as) pela ação dos inimigos de Deus e nos reconhecemos pequenos (as) e impotentes para vencê-los. Somos aqui na terra juízes que apesar de sermos criados à imagem e semelhança de Deus, como homens e mulheres, caímos na malha da nossa fraqueza e, por isso, não sabemos desempenhar bem o nosso papel. Com humildade e confiança, porém, esperemos a justiça e a misericórdia do Senhor, porque as duas caminham juntas.

Evangelho – Lucas, 17, 11-19 – “enquanto caminhavam” Podemos tirar deste Evangelho, três mensagens para a nossa vida. A primeira é de que não nos basta somente reconhecer a nossa miséria e ter consciência de que somos pecadores (as) necessitados (as) do perdão e da misericórdia de Deus. Precisamos, de coração, também suplicar a Ele, confessar e expor o nosso desejo de conversão, com humildade e contrição: “Jesus, mestre, tem compaixão de nós!” Em segundo lugar necessitamos nos pôr de prontidão para obedecer ao que o Senhor nos propõe. Quando Jesus avistou os dez leprosos que gritavam em sua direção, Ele deu a eles apenas uma ordem: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Era costume daquela época, quando um leproso ficava curado apresentar-se ao sacerdote para que fosse reintegrado no meio da sociedade. Os leprosos não duvidaram e obedeceram e “enquanto caminhavam, foram curados”. As coisas acontecem quando nós obedecemos e damos o primeiro passo. Finalmente, necessitamos ter gratidão e saber expressá-la em gestos e atitudes concretos e não somente com palavras ou intenções. Um coração agradecido é reconhecido por Deus. O leproso agradecido era um estrangeiro, pois não fazia parte do povo de Israel. Mas, mesmo assim, ele foi mais autêntico do que os outros e voltou, glorificando a Deus em voz alta a fim de agradecer pela sua cura. Assim, ele atirou-se aos pés de Jesus com o rosto por terra prostrou-se diante do Senhor numa atitude concreta de profunda reverência e reconhecimento. Por essa razão Jesus elogiou o seu gesto e o exaltou, admirando-se dos outros nove leprosos que não haviam voltado. Isto significa dizer que aqueles (as) que nem são considerados como parte do “povo de Deus” são acolhidos da mesma forma pela Sua misericórdia e têm seu lugar reservado no reino dos céus. Todos têm vez e são chamados para participar da nova vida em Cristo. – Se você fosse algum dos leprosos qual teria sido a sua atitude? – Você teria seguido para apresentar-se ao sacerdote? – Você teria depois voltado para dar glória a Deus, com gratidão? – Como você costuma agir no seu dia a dia? – Você é uma pessoa agradecida?

(14) – JESUS CUROU 10 LEPROSOS

Bom dia! Será que os leprosos pediram para que Jesus os curasse? Será que havia esperança em alguém tão doente em ver de volta a cura de seus males? Isso fica subtendido na interpretação de cada coração que lê esse evangelho. Lepra, mais que uma doença visível e mutiladora, era uma doença social. As pessoas dadas como leprosas eram “condenadas” a vagar longe da sociedade sendo assim, era comum encontrá-los em grupos, pois tentavam assim não ficar só. Em grupos tentavam também se manter e se ajudar, pois a fome era a maior inimiga dos doentes. Jesus passava por uma região que era repudiada pelos judeus. Região “impura” de onde judeu algum deveria guardar “a terra das sandálias”. Nesse local, Jesus é abordado por pessoas, que talvez sedentas ou famintas, vinham em busca de algo que as ajudasse. Jesus poderia como no episódio da moeda dentro do ventre do peixe (Mateus 17, 26), dar algum dinheiro para que lhes fartasse a fome, mas como a palavra mesmo diz: Jesus sabe o que REALMENTE precisamos. “(…) Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus”. (Rm 8, 26-27). Mas algo de extraordinário aconteceu: “(…) Quando iam pelo caminho foram curados”. Muitas pessoas que vem ao encontro de Jesus já começam seu processo de mudança pelo caminho. Creio que até mesmo durante o percurso já são libertadas do que REALMENTE era necessário que fosse tratado. No entanto, muitos de nós, velhos de caminhada ainda não compreendemos isso ao nos debulhar em pedidos se o mais importante é que a Palavra chegue ao nosso coração. Mesmo aquele que veio e não voltou é preciso crer que a Palavra não volta sem cumprir o que era para ser feito em nós. Ele pode ter partido e não testemunhado, mas se a porta estava aberta, com certeza a semente foi lançada. “(…) Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão” (Is 55, 10-11). Reparemos que Jesus determinou algo na vida daquele que voltou. Jesus atestou o dom da fé em alguém que ninguém esperava (além de leproso, samaritano). Ele poderia ter voltado a viver depois de tanto tempo de exclusão social, mas primeiro soube agradecer a Deus em seguida assumiu um compromisso de ação. Quando volta, ele abandona um paradigma humano – a ingratidão. Quando disse que os dez vinham à procura de algo material (dinheiro, comida, água) é uma exortação a todos aqueles que só procuram Deus quando a água começa a subir. Sim, creio que Deus vai operar (até mesmo pelo caminho) pela misericórdia em todos nós, mas precisamos deixar que Deus opere em nós o que REALMENTE precisamos e ao voltar pra casa, possamos ver as nossas lepras indo embora e não sejamos ingratos, pois não conseguimos o que achávamos que queríamos. Repita assim: “Senhor, o Senhor sabe o que eu preciso”. Um imenso abraço fraterno.

(15) – REFLEXÃO

Jesus não quer simplesmente realizar a cura das pessoas, ele quer a libertação integral e a reinserção social de todos os que são por ele curados. Quando Jesus manda que os dez leprosos se apresentem diante dos sacerdotes, ele está realizando a cura deles e quer que eles tenham autorização para voltar a participar ativamente da vida comunitária, o que não era permitido aos leprosos, que eram considerados impuros e, por isso, excluídos da sociedade. Somente quando os sacerdotes constatavam a cura da lepra, poderiam voltar ao convívio de todos.

(20) – ERA UM SAMARITANO…

Exatamente no Evangelho de São Lucas – que escreveu para um público de cristãos provenientes do paganismo – a figura do estrangeiro merece o maior destaque. Em contraste com a dureza de coração do Povo Escolhido, sobram elogios de Jesus para a fé cega do centurião romano (Lc 7, 9), a gratidão do leproso samaritano (Lc 17, 18), além do ato de fé do outro oficial romano aos pés da cruz (Lc 23, 47) e da confiança inabalável da siro-fenícia (Mt 15, 28). E Jesus, admirado: “Não vi fé igual em Israel.” Isto é, era de se esperar que no meio do Povo da Aliança a manifestação de fé fosse maior, mais fácil, mais visível. Mas não era… Desta vez, temos dez leprosos: nove judeus e um samaritano. Aos olhos dos judeus, o samaritano era inimigo, herético, idólatra, bastardo, impuro (cf. Eclo 50, 27-28). Eram incomunicáveis (cf. Jo 4, 9). Naturalmente, a desgraça comum – a lepra que os atingira– tinha colocado os dez no mesmo nível, superadas as divergências religiosas e sociais. Daí estarem juntos naquelas fronteiras entre Judéia e Samaria. Assim, todos os dez clamam à passagem de Jesus, pedindo cura e compaixão. Jesus prontamente os remete aos sacerdotes do Templo, que tinham o encargo de examinar o ex-leproso e dar-lhe um atestado de saúde (cf. Lv, cap. 12 e 13). Obedecendo – o que supõe um ato de fé -, eles se põem a caminho para Jerusalém. Na estrada, os dez se veem curados. Enquanto os nove judeus seguem adiante, em busca do tão desejado atestado de saúde, o estrangeiro (o samaritano, o pagão) volta-se para Jesus, para dar graças pela cura recebida. Evangelho não chega a dizer que os nove judeus são mal-agradecidos. Mas é claro que, para eles, a declaração de pureza sanitária vinha em primeiro lugar. Também em nossa vida, nós corremos o risco de deixar a ação de graças em último plano, enquanto procuramos sempre a Deus em busca de vantagens pessoais: paz interior, cura física, progresso material, sucesso no vestibular, melhores salários… Ora, o Senhor tem coisas melhores para nos dar, a começar por seu próprio Espírito, que nos convence da filiação divina e nos leva a chamar a Deus de Pai. Deus tem para nós dons de eternidade, que não passam com tempo, não acabam roídos pela inflação nem corroídos pelo tempo. Que vale mais para nós? gratidão ou o atestado de saúde? Orai sem cessar: “Fora de vós, Senhor, não há felicidade para mim!” (Sl 16 [15],2)

(24) – PROSTROU-SE AOS PÉS DE JESUS E LHE AGRADECEU

Hoje, Jesus passa perto de nós para nos fazer viver a cena mencionada mais acima, com um ar realista, na pessoa de tantos marginalizados como há na nossa sociedade, os quais se fixam nos cristãos para encontrar neles a bondade e o amor de Jesus. Nos tempos do Senhor, os leprosos formavam parte do estamento dos marginalizados. De fato, aqueles dez leprosos foram ao encontro de Jesus na entrada de um povoado (cf. Lc 17,12), pois eles não podiam entrar nos povoados, nem lhes estava permitido aproximar-se das pessoas (“pararam a certa distância”). Com um pouco de imaginação, pode cada um de nós reproduzir a imagem dos marginalizados da sociedade, que têm nome como nós: imigrantes, drogados, delinquentes, doentes de aids, desempregados, pobres, homossexuais… Jesus quer restabelecê-los, remediar os seus sofrimentos, resolver os seus problemas; e pede-nos colaboração de forma desinteressada, gratuita, eficaz… por amor. Além disso, tornamos mais presente em cada um de nós a lição que dá Jesus. Somos pecadores e necessitados de perdão, somos pobres que todo o esperam dele. Seríamos capazes de dizer como o leproso “Jesus, Mestre, tem compaixão de mim” (cf. Lc 17, 13)? Sabemos recorrer a Jesus com uma oração profunda e confiante? Imitamos o leproso curado, que volta a Jesus para lhe agradecer? De fato, só “Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz” (Lc 17,15). Jesus sente a falta dos outros nove: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?” (Lc 17,17). Santo Agostinho deixou a seguinte sentença: “Graças a Deus: não há nada que alguém possa dizer com maior brevidade (…) nem fazer com maior utilidade que estas palavras”. Portanto nós, como agradecemos a Jesus o grande dom da vida, a nossa e a da família; a graça da fé, a santa Eucaristia, o perdão dos pecados…? Não acontece alguma vez que não lhe agradecemos pela Eucaristia, apesar de participar frequentemente nela? Eucaristia é — não duvidemos — a nossa maior vivência de cada dia.

(25) – A CURA DOS DEZ LEPROSOS

Estando a caminho de Jerusalém, dez hansenianos aproximam-se de Jesus e, supreendentemente, dão-lhe o título de Mestre, utilizado unicamente pelos que pertenciam ao círculo dos discípulos. Diante desse fato, os Santos Padres assinalam que aqueles homens não só sofriam de um mal físico, mas também de uma enfermidade espiritual. Rejeitados, sentiam-se como “ovelhas sem pastor”. Mas grande é a ternura de Jesus. Antes mesmo de eles serem curados e purificados, Jesus os envia ao Templo para se apresentarem ao sacerdote, a fim de serem reintegrados na vida da comunidade. S. Cirilo de Alexandria observa que “eles foram dar testemunho aos sacerdotes, os guias dos judeus, sempre invejosos do seu poder. De modo maravilhoso e acima de suas esperanças, eles testemunham o fato de terem sido livres da sua desgraça e sido curados pelo querer de Cristo”. Todos são curados, mas um só retorna “glorificando a Deus em alta voz”. E este era samaritano, um estrangeiro. Ao chegar junto a Jesus, “lança-se aos seus pés”, em sinal de adoração, enquanto os outros, no dizer de S. Atanásio, “pensavam muito mais na sua cura e não em quem os tinha curado”. Mas aquele homem, que não pertencia aos filhos de Israel, voltou agradecido e, por isso mesmo, recebe muito mais do que a cura, pois o Senhor lhe diz: “Levanta-te e vai; a tua fé te curou”. Com estas palavras, Jesus designa a salvação, ou a integridade, mais que a cura física. samaritano exprime seu reconhecimento, sua gratidão, consciente de sua pequenez perante Deus. Para S. Atanásio, realizam-se as palavras do Apóstolo S. Paulo, que “exortou a todos dizendo: ‘Glorificai a Deus em vosso coração’ (1Cor 6,20); e a recomendação de Isaías: ‘rendei glória a Deus’ (Is 42,12)”. Por manifestar a fé no louvor a Deus, o Senhor lhe concede força e vida nova para percorrer o caminho da purificação da mancha do pecado, do erro e da maldade. Neste episódio, revela-se o ministério misericordioso de Jesus, que propõe aos seus discípulos a caridade, perpétua, generosa, universal. caminho para a salvação está aberto a todos, não só aos judeus, mas também aos gentios e pecadores.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE CELEBRAÇÃO DE HOJE

32ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

A Eucaristia ensina o sentido do poder: serviço. Não é tirania, exploração, nem paternalismo; é serviço. Poucos o entendem assim. Por isso, os cristãos devem testemunhar uma nova maneira de ver o poder; não fugir do poder, mas buscá-lo como prestação de serviço; é missão dada por Deus. Para isso precisam de liberdade interior. Como aquele samaritano, o único dos dez leprosos que, livre da lepra, também ficou livre interiormente. Os outros só ficaram livres da lepra. O sinal da liberdade interior é a gratidão. Só quem é livre agradece e só quem agradece é livre.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece. (Sl 87,3)

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido – Ato Penitencial – Senhor, Tende Piedade – Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Deus não recrimina os poderosos por serem poderosos, mas por não saberem o sentido do poder. Jesus não recrimina os leprosos por não agradecerem, mas se entristece por ver que ficaram livres da lepra e continuaram doentes interiormente, menos o estrangeiro que era de fora. Às vezes alguém de fora demonstra mais grandeza de alma do que os de dentro.

– Silêncio – Proclamação da 1ª Leitura – Silêncio – Proclamação do Salmo – Silêncio

– Monição para o Evangelho

Aclamação (1Ts 5,18) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Aleluia, aleluia, aleluia. — Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus para convosco, em Cristo, o Senhor.

– Canto de Aclamação – Proclamação do Evangelho – Homilia ou Pregação – Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar: a) Intenções pelas necessidades da Igreja; b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo; c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade; d) Intenções pela comunidade local; e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas – Apresentação do Pão e do Vinho – Presidente Lava as Mãos – Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Lançai, ó Deus, sobre o nosso sacrifício um olhar de perdão e de paz, para que, celebrando a paixão do vosso Filho, possamos viver o seu mistério. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo” – Invocação do Espírito Santo – Narrativa da Ceia – Consagração do Pão e do Vinho – “Eis o Mistério da Fé!” – Lembra Morte e Ressurreição de Jesus – Orações pela Igreja – Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte – Rito da Paz ou Saudação da Paz – Fração do Pão – Cordeiro de Deus – Felizes os Convidados! – Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão – Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão (Lc 24,35).

– Oração depois da Comunhão

Fortificados por este alimento sagrado, nós vos damos graças, ó Deus, e imploramos a vossa clemência; fazei que perseverem na sinceridade do vosso amor aqueles que fortalecestes pela infusão do Espírito Santo. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites – Saudação e Bênção Final – Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

(28) – Um Novo Caminho

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação, que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados, e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco, apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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