Liturgia Diária 15/Nov/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 15/11/2013 (sexta-feira)

O Dia do Filho do Homem

Lc 17,26-37 (a arca de noé)Lc 17,26-37 (sodoma e gomorra)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro da Sabedoria de Salomão (Sb 13,1-9)

(Segunda digressão. O processo dos cultos pagãos. Divinização da natureza.)

Leitura do Livro da Sabedoria.

São insensatos por natureza todos os homens que ignoram a Deus, os que, partindo dos bens visíveis, não foram capazes de conhecer aquele que é; nem tampouco, pela consideração das obras, chegaram a reconhecer o Artífice. Tomaram por deuses, por governadores do mundo, o fogo e o vento, o ar fugidio, o giro das estrelas, a água impetuosa, os luzeiros do dia. 3 Se, encantados por sua beleza, tomaram estas criaturas por deuses, reconheçam quanto o seu Senhor está acima delas: pois foi o autor da beleza quem as criou. 4 Se ficaram maravilhados com o seu poder e a sua atividade, concluam daí quanto mais poderoso é aquele que as formou: de fato, partindo da grandeza e da beleza das criaturas, pode-se chegar a ver, por analogia, aquele que as criou. 6 Contudo, estes merecem menor repreensão: talvez se tenham extraviado procurando a Deus e querendo encontrá-lo. 7 Com efeito, vivendo entre as obras dele, põem-se a procurá-lo, mas deixam-se seduzir pela aparência, pois é belo aquilo que se vê! 8 Mesmo assim, nem a estes se pode perdoar: porque, se chegaram a tão vasta ciência, a ponto de investigarem o universo, como é que não encontraram mais facilmente o seu Senhor?

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 18 (19),2-3. 4-5 (R. 2a))

(Iahweh, sol da justiça)

2a Os céus proclamam a glória do Senhor!

2a Os céus proclamam a glória do Senhor!

 

Os céus proclamam a glória do Senhor, / e o firmamento, a obra de suas mãos;

o dia ao dia transmite esta mensagem, / a noite à noite publica esta notícia.

 

Não são discursos nem frases ou palavras, / nem são vozes que possam ser ouvidas;

seu som ressoa e se espalha em toda a terra, / chega aos confins do universo a sua voz.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 17,26-37)

(O Dia do Filho do Homem)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26 “Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27 Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28 Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29 Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30 O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31 Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32 Lembrai-vos da mulher de Ló. 33 Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34 Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35 Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36 Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”. 37 Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Graça e Paz a todos os que se reúnem aqui, na web, em torno da Palavra.

Juntos, rezamos ou cantamos o Salmo 94:

(Se, em grupo, pode ser rezado em dois coros ou um solista e os demais repetem)

– Venham, ó nações, ao Senhor cantar (bis)

– Ao Deus do universo, venham festejar (bis)

– Seu amor por nós, firme para sempre (bis)

– Sua fidelidade dura eternamente (bis)

– Toda a terra aclame, cante ao Senhor (bis)

– Sirva com alegria, venha com fervor (bis)

– Nossas mãos orantes para o céu subindo (bis)

– Cheguem como oferenda ao som deste hino (bis)

– Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito (bis)

– Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito (bis)

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que o texto diz para mim, hoje?

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “No entanto, no exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação!” (DAp 351).

E eu me interrogo: no exercício da minha liberdade acolho a vida nova? Tenho consciência de que tudo que vivo tem reflexos na eternidade?

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto, na minha Bíblia: Lc 17,26-37.

Neste discurso, Jesus diz que “Será como no tempo de Noé, no tempo que veio o dilúvio, como nos tempos de Ló, quando veio enxofre e fogo do céu e matou a todos”. O povo estava preocupado com o dia-a-dia, os assuntos imediatos e, despreocupado com o que viria, o transcendente, as coisas de Deus. Preocupava-se com o comer e beber, o plantar, construir, negociar… Numa palavra, o povo estava preocupado com a economia, a agricultura, a vida urbana. Jesus disse que assim acontecerá com a vinda do Filho do homem. Neste dia, diz o Mestre, não se deverá confiar em falsas referências, que acontecerá como um relâmpago ou um “apagão”. O que era preocupação não o será mais. O “onde” ou o local será ali onde cada um estiver. Não haverá tempo, nem lugar. Enquanto no tempo de Noé e de Ló o povo tinha sua vida centrada nos prazeres da vida, os discípulos de Jesus devem estar preparados para a chegada de Deus, a cada instante, lugar, em todas as suas atividades e projetos. Tudo o que fazemos e vivemos tem marcas de eternidade

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

O bem-aventurado Alberione propõe um caminho para este encontro com o Filho do Homem: “A pessoa é criada para o céu; unicamente para o céu. Todo o trabalho da pessoa consiste em não deixar que o seu coração seja conquistado pelos bens presentes, mas em servir-se dos bens presentes como meios para o céu. Todo o mal está em trocar o fim pelos meios. Se se fez isso, é necessário converter-se e orientar definitivamente o coração, as fadigas, o trabalho para o céu. (… ). 2. Jesus Cristo é o caminho para o céu, caminho único, caminho seguro; é a verdade, porque guia a mente de modo que esta não erre, de modo que se sobrenaturalize, se divinize; é a vida, pela qual a mente aderirá sempre a Jesus Cristo e, pela qual, o coração e a vida se manterão sempre no caminho por ele traçado.” (DF 98).

Oração

Bom-dia, Senhor Deus e Pai!

A ti, a nossa gratidão pela vida que desperta, pelo calor que cria vida, pela luz que abre nossos olhos.

Nós te agradecemos por tudo que forma nossa vida, pela terra, pela água, pelo ar, pelas pessoas.

Inspira-nos com teu Espírito Santo os pensamentos que vamos alimentar, as palavras que vamos dizer, os gestos que vamos dirigir, a comunicação que vamos realizar.

Abençoa as pessoas que nós encontramos, os alimentos que vamos ingerir.

Abençoa os passos que nós dermos, o trabalho que devemos fazer.

Abençoa, Senhor, as decisões que vamos tomar, a esperança que vamos promover, a paz que vamos semear, a fé que vamos viver, o amor que vamos partilhar.

Ajuda-nos, Senhor, a não fugir diante das dificuldades, mas a abraçar amor as pequenas cruzes deste dia.

Queremos estar contigo, Senhor, no início, durante e no fim deste dia.

Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Sinto-me discípulo/a de Jesus.

Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Mestre Verdade-Caminho-Vida.
Terei no coração a certeza de que tudo que faço tem marca de eternidade.

BÊNÇÃO

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(4) – BUSCAR PRIMEIRO O REINO DE DEUS

A excessiva preocupação com questões relativas à vida de cada dia e com o bem-estar pode não só nos distanciar das coisas do céu, como também fazer prescindir do próprio Deus ou até ignorar sua presença. A história do tempo de Noé e Ló serve para ilustrar esta situação e interpelar os discípulos a que mantenham a vida referida a Deus. A fé em Deus exige uma vida conforme a sua vontade. A vida de quem crê deve ser a expressão da fé que ele professa e do Deus em quem ele põe a sua esperança e confiança. O principal é buscar o Reino de Deus, que antecede todas as coisas, e por Deus o necessário é dado (ver: Lc 12,22-31).

(6) – QUE O NOSSO CORAÇÃO ESTEJA EM DEUS

Não importa o lugar, o que importa é onde está o nosso coração. Se ele está em Deus é para Ele que vamos, mas se não está é para longe d’Ele que vai nosso coração.

“Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la” (Lc 17,33).

Meus amados irmãos e irmãs em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, no dia em que celebramos a Proclamação da República, em nossa Pátria, nós pedimos que Deus abençoe, por Seu amor e bondade, o nosso país e dirija, cada vez mais, o destino de nossa nação para que o Brasil se conserve no temor, no respeito a Sua Palavra, obedecendo Suas Leis. Feliz é a nação, cujo o Deus é o Senhor.

No Evangelho de hoje, Deus nos mostra como devemos estar atentos, vigilantes, preparados para a Sua volta, para o nosso encontro definitivo com Ele. Senão, acontecerá conosco o mesmo que aconteceu nos dias de Noé: as pessoas vivendo de forma desmedida e despreparada, comendo, bebendo, dando-se em casamento e não se importando com a vida.

Quando o dilúvio chegou, aqueles que estavam despreparados morreram nas águas. Nós podemos morrer longe do Senhor se apenas nos preocuparmos com as ocupações da vida cotidiana, se levarmos uma vida descompromissada, na qual os prazeres – comer, beber, embriagar-se – sejam as coisas mais importantes. Você sabe que comer e beber demais tiram a nossa vigilância, nos deixam, muitas vezes, dopados. Todos os nossos excessos nos mantêm embriagados na mente, tiram a nossa cabeça e o nosso coração da ocupação daquilo que é o essencial. Assim, não vigiamos nossos comportamentos, nossas palavras e atitudes; levamos uma vida descompromissada com Deus e com Sua Palavra.

Quando o Evangelho diz que duas pessoas estarão no mesmo lugar, mas uma será levada e outra será tirada, é porque a vida é assim. Você pode estar com outra pessoa, com seu marido, seus filhos, com seu irmão ou amigos dentro da igreja. Um pode estar lá rezando, com o coração em Deus, mas o outro com a cabeça longe dali, com o coração bem distante. Na mesma casa, alguém pode estar vivendo no Senhor, mas o outro pode estar totalmente distante d’Ele.

Não importa o lugar, o que importa é onde está o nosso coração. Se ele está em Deus é para Ele que vamos, mas se não está é para longe d’Ele que vai nosso coração.

Deus abençoe você!

(7) – UM PERIGOSO TORPOR

Esperar é sempre cansativo. Quanto mais a espera de algo cujo dia e hora são desconhecidos. Assim se passa com a segunda vinda de Jesus. Ele mesmo recusou-se a abordar este assunto. Certa vez, dissera: “O dia e a hora ninguém sabe, nem os anjos do céu nem sequer o Filho, mas somente o Pai”. Para ele, o importante era entregar-se ao serviço do Reino, deixando de lado as preocupações apocalípticas.

Entretanto, a espera prolongada acabou gerando um perigoso torpor no coração dos cristãos. Perigoso por correrem o risco de ser surpreendidos. O desconhecimento do dia e da hora não podia justificar uma vida incompatível com a condição de discípulo do Reino.

Dois exemplos do passado serviram de parábola para o presente. Por ocasião do dilúvio, apesar das admoestações divinas, a humanidade insistiu no seu caminho de iniquidade, até que veio o castigo. Fato semelhante aconteceu quando da destruição de Sodoma. Contaminados pelo pecado, seus habitantes viveram na insensata ilusão das orgias. Seu fim foi a destruição pelo fogo.

Por nenhum motivo o discípulo de Jesus pode bandear-se para o pecado como se sua atitude fosse sem consequências. Afinal, o julgamento divino antecipa-se, e acontece no dia-a-dia, vivido na fidelidade a Deus e ao seu Reino. Aí, já se constrói a salvação.

Oração

Espírito de vigilante alerta, mantém-me sempre preparado para o advento do Senhor, vivendo, no meu dia-a-dia, a misericórdia que me assemelha ao Pai.

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

O mesmo acontecerá quando o Filho do Homem for revelado (Lc 17,30).

Jesus descreve aqui, em parte, o que acontecerá no fim dos tempos, no fim do mundo.

Embora as cenas que descreve sejam aterradoras, Ele as revela para dar aos discípulos a chance de estarem prontos para o momento final.

No passado de Israel aconteceram fatos parecidos com os do fim do mundo.

Jesus lembra a estória de Noé, prevenido por Deus para ser salvo na arca.

E lembra Lot, prevenido pelos anjos para ser salvo fugindo de Sodoma.

O mesmo acontecerá quando o Filho do Homem for revelado (Lc 17,30).

Ora, se Jesus lembra os que foram prevenidos para serem salvos, quer dizer que de algum modo Deus fará com que seus filhos, os batizados, os que acreditaram em Jesus, os que entraram no Reino de Deus, sejam prevenidos e salvos.

Porém nem toda a humanidade será salva. Pois “dois estarão numa cama; um será tomado e outro deixado. Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e outra será deixada” (Lc 17,34-35). Embora não esteja explicado o que significa ser tomado ou ser deixado, o fato é que existirá uma escolha, uma seleção de pessoas a serem salvas enquanto outras se perderão.

Não nos preocupemos nem nos deixemos tomar pelo medo diante do anúncio do fim do mundo. Não é isto que importa.

O que realmente importa é nos alegrarmos porque nossa libertação deste mundo mal se aproxima (Lc 21,18), isto é, o Reino de Deus será definitivamente instalado no céu e na terra, e seremos levados por Deus para o Seu Reino de Vida Eterna.

São Paulo nos descreve o fim do mundo de modo feliz para os cristãos, em 1Ts 4,16-17:

v. 16b: Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;

v. 17: depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

São Paulo escreveu estas palavras aos tessalonicenses para os consolar.

Elas também nos consolam.

Embora não saibamos quando o Filho do Homem virá, sabemos que seremos consolados com Sua vinda.

(12) – A ARCA DA IGREJA

Tanto quanto a pequenez da minha mente me permite supor, parece-me que o dilúvio, que quase pôs fim ao mundo, é um símbolo do fim do mundo, fim que vai realmente acontecer. O próprio Senhor o declarou quando disse: “Nos dias de Noé, os homens compravam, vendiam, construíam, casavam-se, davam as suas filhas em casamento, e veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. Assim será também a vinda do Filho do Homem.” Neste texto, parece que o Senhor descreve de uma única e igual forma o dilúvio que já ocorreu e o fim do mundo que anuncia para o futuro.

Portanto, outrora foi dito a Noé para fazer uma arca e meter-se nela, não apenas com os seus filhos e a sua família, mas com animais de todas as espécies. Da mesma forma, na consumação dos tempos, o Pai disse ao Senhor Jesus Cristo, o nosso novo Noé, o único Justo e o único Perfeito (Gn 6,9), para fazer uma arca de madeira com medidas cheias de mistérios divinos (cf. Gn 6,15). Isto é afirmado num salmo que diz: “Pede, e Eu te darei as nações por herança e os confins da terra por domínio” (Sl 2,8). Assim, ele construiu uma arca com todo o tipo de abrigos para receber os diversos animais. E o profeta fala dessas habitações quando escreve: “Vai, povo meu, entra nos teus quartos, fecha atrás de ti as portas. Esconde-te por alguns instantes até que a cólera passe” (Is 26,20). Há de facto uma misteriosa correspondência entre este povo que é salvo na Igreja, e todos esses seres, homens e animais, que foram salvos do dilúvio na arca.

(14) – A MANIFESTAÇÃO DO REINADO DE DEUS

A manifestação do Reinado de Deus era esperada com a vinda do Messias. Esse seria o dia do Senhor, um tempo de julgamento e recompensa. Jesus diz aos fariseus que o conhecimento da hora do dia do Senhor não é importante. O essencial é reconhecer a presença do Reinado de Deus já no meio deles. O ministério de Jesus é o sinal claro de que o Reinado de Deus já começou. Por mais cla­ro que Jesus afirmasse que o fim não pode ser calculado e que seu tempo não deve ser motivo de preocupação, a questão continuou a surgir enquanto ele seguia para Jerusalém, e depois na Igreja. Hoje ainda é preocupação importante para muitos cristãos e a preocupação continua mal orientada. O ensinamento de Jesus sobre a questão não poderia ser mais claro. Não percais tempo procurando sinais e prestando atenção a cálcu­los engenhosos. Tomai consciência de que o Reinado de Deus já está em vosso meio; a não ser que deis agora plena atenção a seu Reinado presente, não es­tareis preparados para a volta do Filho do Homem quando ela ocorrer. E ninguém pode saber quando isso acontecerá.

Depois de chamar a atenção para a realidade presente do Reinado de Deus, Jesus volta-se para os discípulos para explicar o que ainda virá. A pre­sença do Reinado de Deus não significa que as provações terminaram; há ainda muito sofrimento reservado para Jesus e seus seguidores. Os discípulos estarão desesperados pela vinda do Filho do Homem e isso os levará a seguir falsos profetas e teorias enganosas sobre sua aparição. Mas, quando acontecer, a aparição do Filho do Homem não será sutil nem misteriosa. Todos saberão. Será tão expressiva como o relâmpago pelo céu. O con­traste da glória do Filho do Homem com o sofri­mento que deve precedê-la deixará sua vinda ainda mais evidente.

Mas aconteça o que acontecer, as pessoas estarão despreparadas. Buscas mundanas as atrairão, como atraíram os que viviam nos dias de Noé antes do dilúvio e os habitantes de Sodoma até o dia de sua destruição. Por isso Jesus enfatiza a importância de reconhecer agora a presença do Reinado de Deus. Ele deve governar nossas vidas agora, não apenas no fim; do contrário, não estaremos preparados para sair quando chegar o chamamento repentino. Aquele que estiver preocupado com seus bens tentará salvá-los e se perderá. A mulher de Lot é lembrada como apegada demais para se conter e não olhar para trás.

Prezados irmãos. Precisamos estar preparados, pois aquele dia, não saberemos com antecipação. Não saberemos em tempo de correr atrás de uma boa confissão. Aliás, se assim o fosse, a fila para se confessar, dobraria a esquina, ou teria vários quilômetros. O momento para se preparar para o juízo final é agora, não podemos deixar para depois. Vigiai e orai.

Não foi por falta de aviso. Jesus, por várias vezes nos avisa que a sua vinda será inesperada. Ele nos deixou todos os recursos para que pudéssemos estar preparados. É só procurar o confessor com antecedência, e tentar manter-se em estado de graça até que se caia em pecado novamente, e nos levantamos de novo, e assim por diante. Cair, e levantar. Nunca fique no chão, nunca se habitue a escuridão do pecado, pois a qualquer hora acontecerá o fim da caminhada, e a luz avisando o início do Reino de Deus aparecerá para cada um de nós.

(14) – O MESMO ACONTECERÁ NO DIA EM QUE O FILHO DO HOMEM FOR REVELADO

O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado.

Neste Evangelho, Jesus nos fala a respeito da sua segunda vinda à terra. Será bem diferente da primeira, pois ele aparecerá com o seu poder, glória e autoridade divinas.

Jesus acentua que o seu julgamento que fará a todos nós, na sua segunda vinda, será personalizado, e bem diferente de uma pessoa para outra, mesmo que vivam ou trabalhem juntas. O julgamento terá como base as nossas obras, boas ou más.

Os discípulos fiéis de Jesus não precisam ter medo, pois será um encontro muito alegre e gratificante. O julgamento deles não terá surpresas, pois eles já conhecem os Evangelhos, e o seguem.

Já os perversos vão ver com quantos paus se faz uma canoa. Vão tremer como vara verde. O impacto que eles terão será chocante e sem chance de voltar atrás. Será o choque da mentira com a verdade, da prepotência com a derrota.

As duas comparações são claras:

1) Nos dias de Noé (Cf. 7,17), as pessoas comiam, bebiam, casavam-se… até que veio repentinamente o dilúvio e pegou todo mundo desprevenido, com exceção de Noé e sua família, que estavam preparados e por isso se salvaram na Arca.

2) Em Sodoma foi pior (Cf. Gn 19,23). As pessoas viviam no pecado achando que tudo era normal; até o momento em que caiu fogo do céu e matou todo mundo, menos Ló e sua família. A esposa de Ló teve um momento de fraqueza na fé e olhou para trás. Imediatamente foi transformada numa estátua de sal (Cf. Gn 19,26).

Como naquele tempo, também hoje, as pessoas que vivem submersas nas leviandades e absorvidas pelo culto a outros “deuses”, serão surpreendidas de forma irrevogável pela presença do Filho do Homem, o Juiz.

Deus manda continuamente sinais: acidentes, tragédias, terremotos… Muitas pessoas ficam assustadas, mas param por aí. Outras aproveitam para dar um passo à frente na direção da Palavra de Deus. Por isso que a sorte será diferente para cada um. Duas pessoas que vivem ou trabalham juntas, uma será tirada e a outra deixada.

Os discípulos perguntaram a Jesus: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus responde: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”. Abutres são aves que se alimentam de carniça, como os urubus brasileiros. Onde existe carniça, aí se reúnem os urubus. Podemos dar outros exemplos, com o mesmo sentido: onde existe doce, aí se reúnem as formigas; onde existe bar, aí se reúnem os cachaceiros; onde existe sacrário, aí se reúnem os amantes da Eucaristia… Em outras palavras, Jesus responde a pergunta dos discípulos dizendo-lhes que não é importante saber o dia ou o local da sua vinda, pois ele vai encontrar cada um fazendo aquilo que gosta. Vai pegar o urubu em volta da carniça etc.

Por outro lado, sua vinda será chocante para os maus, pois os encontrará fazendo aquilo que gostam, que é o mal.

Para uns, Missa no domingo não tem valor; para outros, o domingo não tem sentido se não participar da Missa. Uns nem se lembram da data do batismo ou do casamento; outros veem essas datas como importantíssimas na vida.

No fundo, Jesus quer dizer que este mundo tem um condutor, que é Deus, o qual é infinitamente mais poderoso que todas as forças do mundo juntas. Isso não aparece agora, mas um dia veremos. Por isso devemos viver preparados.

Havia, certa vez, uma onça que sabia de tudo o que acontecia nos matos. Seu espírito crítico era felino; tudo ela percebia e criticava. Ela enxergava defeitos em tudo e em todos, e comentava com a bicharada.

Um dia, aquela onça começou a sentir a visão meio cansada, enxergando pouco, e procurou um oftalmologista. Este resolveu fazer uma cirurgia nos olhos dela. Terminada a recuperação da cirurgia, a onça se mandou novamente para os matos.

No entanto, algo muito estranho estava acontecendo: agora ela enxergava muito mais defeitos, coisas horríveis. E ela pensava: será que a bicharada piorou ainda mais? Eram tantos os defeitos que ela enxergava que, inquieta, procurou novamente o oftalmologista.

Este examinou seus olhos e disso: “Dona onça, a senhora me desculpe! O erro foi meu. Quando eu fiz a cirurgia nos seus olhos, eu me enganei e coloquei seus olhos voltados para dentro. Por isso que a senhora estranhou, pois está vendo os próprios defeitos”. E recolocou os olhos na posição certa.

A onça voltou novamente para a floresta, mas agora era mais prudente ao criticar os demais bichos, pois sabia que seus defeitos eram bem maiores.

Jesus virá de surpresa. Que ele nos encontre sem pecado, especialmente os pecados da língua. Que sejamos rigorosos conosco mesmos, mas muito condescendentes e compreensivos diante das falhas dos outros.

Maria Santíssima, a discípula fiel do Senhor, viveu sempre preparada para o segundo encontro com o seu Filho, vindo como Juiz. Por isso hoje ela brilha no céu como a estrela da manhã. Que ela nos ajude a viver sempre preparados para o encontro com o seu Filho.

O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado.

(14) – ATENTOS AOS SINAIS DE DEUS

Sabedoria 13, 1-9 – “a beleza das coisas criadas”

O homem, na sua natureza, é insensato porque distingue as coisas e as pessoas criadas, apenas pela sua aparência, e, na maioria das vezes, se encanta com a beleza e com o aspecto do que impressiona os seus olhos. Em consequência disso, ele se confunde e troca o Criador pela sua criatura. Em todos os tempos, no passado, e no presente, isso tem acontecido. Outrora, os homens tomavam como deuses os aspectos da natureza, como o vento, as estrelas, a água, o sol, a lua, o fogo e tudo quanto lhes chamava a atenção e os atraia. Assim sendo, eles esqueciam de que por detrás das obras criadas, estava o Artífice da criação, que está acima de todas as coisas e dos acontecimentos. Hoje, também, apesar de termos consciência de que Deus nos criou e que é o autor de tudo, nós nos encontramos muitas vezes, desviando o nosso olhar do Criador e nos apegando às criaturas. O que nos alicia, hoje, não é mais o que encantava ao homem dos tempos passados, mas são as descobertas do próprio homem: as invenções tecnológicas, os bens que adquirimos e que para nós se tornam motivo de felicidade; os “astros e as estrelas” e os “produtos” que a TV tenta nos vender; os ídolos na política; enfim, o sucesso, a fama, o dinheiro, a glória diante dos homens. Hoje, tudo nos motiva a tirar os nossos olhos do Criador da beleza para nos apegarmos à própria beleza. O autor do Livro da Sabedoria nos exorta a mudar o nosso modo de ver as coisas criadas e a admirá-las como um veículo que nos leve ao Criador. Portanto, “partindo da beleza das criaturas, nós podemos chegar, por analogia, aquele que as criou” e dar glórias a quem de fato as merece. A nossa alma anseia pelo Deus vivo e atuante e quando detemos a nossa atenção apenas nas coisas estáticas, nós a entristecemos e a fazemos fenecer por inanição. A sabedoria do Criador nos é dada para que, usufruindo da Sua criação, nós possamos experimentar do Seu poder amoroso e eterno.

– Você se impressiona com a beleza das coisas?

– Qual é o valor relativo que você dá às coisas e às pessoas por quem você se sente atraído (a)?

– Existe alguém a quem você tem idolatrado a ponto de lhe desviar os olhos de Deus?

– Você é uma pessoa possessiva e dependente de alguém?

Salmo 18A – “Os céus proclamam a glória do Senhor!”

A primeira manifestação da glória e do poder de Deus nos é proclamada através da sua criação. Olhando para o céu, para o firmamento, para a beleza das flores, para o milagre do dia e da noite, nós podemos perceber a grandiosidade de quem as criou. Partindo dessa constatação, nós nunca poderemos negar a existência de um Deus que nos criou e, maravilhosamente nos sustenta e nos protege, por meio das coisas criadas. Não precisamos de ninguém para nos falar disso, nem escutar os discursos nem palavras bonitas, mas apenas pousar o nosso olhar na beleza da criação e, assim, proclamar em alto e bom som a glória do Senhor no meio dos homens.

 

Evangelho – Lucas 17, 26-37 – “atentos aos sinais de Deus”

Jesus nos alerta para que estejamos atentos e alertas aos Seus sinais e às manifestações de Deus através dos fatos e acontecimentos do nosso dia a dia, aos quais, muitas vezes, nós relevamos e os deixamos passar. Somos chamados (as) para participar do reino dos céus a todo instante, mas vivemos absortos (as) nos nossos projetos e em suas realizações e nos esquecemos de que a figura desse mundo vai passar. Erroneamente nós imaginamos que podemos dar um jeito na nossa vida e, que, na hora H nós podemos fugir de Deus. Queremos ser independentes e fazer da nossa existência o que a nossa vontade nos apontar. Entretanto, Jesus vem nos ensinar a estarmos vigilantes porque o reino de Deus acontece em nós a qualquer momento e quem estiver de prontidão, de coração aberto, conseguirá alcançá-lo. Cada um de nós tem o seu dia e a sua hora e as coisas não acontecem em série, nem igualmente para todos, como se fôssemos marcados para o mesmo momento. As nossas ações, o nosso objetivo, o nosso ideal, nortearão o nosso futuro. “Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde, vai conservá-la”. Não podemos fazer justiça com as nossas próprias mãos, nem são os nossos méritos que nos darão a salvação, porém as nossas atitudes, quanto mais forem elas, atos de amor, de confiança e de entrega à vontade Deus, mais estaremos perto de alcançar o nosso sonho, que é a vida nova que Jesus veio nos presentear. O Senhor pode chegar a qualquer momento, e, vivos ou mortos, a Ele pertencemos, portanto, estejamos atentos (as) aos Seus sinais.

– Você tem o coração vigilante para que aconteça em você o que o Senhor quiser?

– Você se acha uma pessoa boa, merecedora de um bom lugar na vida e também depois, na outra vida?

– Você percebe os sinais de Deus nos acontecimentos da sua vida?

(15) – REFLEXÃO

Devemos estar sempre prontos para o nosso encontro com Jesus, e este encontro, na verdade, acontece todos os dias, quando ele vem até nós na pessoa dos fracos, dos pobres, dos oprimidos, dos excluídos, dos necessitados, enfim, de todos os que não são amados, são rejeitados pela sociedade e precisam de alguém que manifeste o amor que Deus tem por eles. O dia do Filho do Homem é o dia da vivência do amor, da caridade e da fraternidade para com todos. O verdadeiro cristão é aquele que faz de todos os dias da sua vida o dia do Filho do Homem.

(20) – COMO NOS DIAS DE NOÉ…

Não é possível evitar o impacto do versículo 37: “Onde estiver o corpo, ali se juntarão os abutres.” Também os urubus do Brasil têm um “sexto sentido” que os orienta para a carniça, mesmo a grandes distâncias. A imagem é forte – até mesmo desagradável – mas chama nossa atenção para uma espécie de tropismo animal que orienta o predador para sua presa.

Não deveria haver também em nós um tropismo para Deus?

Uma atração para as coisas espirituais?

Não deveríamos ser capazes de ler os “sinais dos tempos” e, a partir deles, achar o melhor caminho em nossa vida?

Nos dias de Noé, Deus alertou a humanidade a respeito do dilúvio. Imaginamos os contemporâneos de Noé a zombar de sua grande (b)arca, apontando para o céu sem nuvens e a distância do mar. Enquanto isso, casavam-se, comiam e bebiam. Pois veio a inundação e todos pereceram…

Nos dias de Lot, Deus voltou a alertar a humanidade. Devem ter rido de Lot e sua família quando estes fugiram no seu êxodo familiar. Enquanto isso, comiam, bebiam e casavam-se. Pois veio o fogo do céu e foram consumidos. Mais uma vez, os sinais dos tempos foram inúteis.

E hoje?

Temos sinais?

Sinais da natureza como furacões e tsunamis, terremotos e graves alterações climáticas?

Sinais da sociedade como guerras e revoluções, aborto legal e eutanásia, casamento homossexual e pedofilia na Internet?

Sinais socioeconômicos como as legiões de sem-teto e sem-terra, milhões de refugiados e trabalhadores escravos?

Sinais biológicos como pestes e epidemias?

Sinais religiosos, como heresias, seitas e deserções?

Sim, temos sinais para “nosso tempo”. Como placas de trânsito, deveriam orientar o rumo que imprimimos à nossa existência. Desviar-nos da ambição e da acumulação material, levando-nos à partilha dos bens e à solidariedade. Fazer de nós anunciadores do amor de Deus e da esperança de um mundo novo. Deveriam impedir que perdêssemos nosso tempo em diversões estéreis, joguinhos eletrônicos e fins-de-semana marcados pela futilidade e pelo devaneio. Deveriam despertar nossas mentes para o essencial. Deveriam aumentar nossa capacidade de amar…

Os fariseus de hoje repetem inutilmente a mesma pergunta do tempo de Cristo: onde será? Quando será? Mas seus corações continuam afastados do Senhor.

E o nosso coração?

Orai sem cessar: “Venha a nós o vosso Reino!” (Mt 6, 10)

(24) – QUEM PROCURAR SALVAR A VIDA, VAI PERDÊ-LA; E QUEM A PERDER, VAI SALVÁ-LA

Hoje, no contexto predominante de uma cultura materialista, muitos agem como nos tempos de Noé: “Comiam, bebiam, homens e mulheres casavam-se” (Lc 17,27); acontecerá como nos dias de Ló: Comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam” (Lc 17,28). Com uma visão tão míope, a aspiração suprema de muitos reduz-se a sua própria vida física temporal e, em consequência, todo seu esforço orienta-se a conservar essa vida, a protege-la e enriquecê-la.

No fragmento do Evangelho que estamos comentando, Jesus quer sair ao passo dessa concepção fragmentária da vida que mutila ao ser humano e o leva à frustração. E o faz mediante uma sentença séria e contundente, capaz de remover as consciências e de obrigar a fazer perguntas fundamentais: “Quem procurar salvar a vida, vai perdê-la; e quem a perder, vai salvá-la”. (Lc 17,33). Meditando sobre este ensino de Jesus Cristo, diz São Agostinho: “Que dizer, então? Pereceram todos os que fazem essas coisas, isto é, quem se casa, plantam videiras e edificam? Não eles, senão quem presumem dessas coisas, quem antepõem essas coisas a Deus, quem estão dispostos a ofender a Deus ao instante por essas coisas”.

De fato, quem perde a vida por conservá-la senão aquele que viveu exclusivamente na carne, sem deixar aflorar o espirito; ou ainda mais, aquele que vive ensimesmado, ignorando por completo aos demais? Porque é evidente que a vida na carne se perde necessariamente e, que a vida no espírito, se não se compartilha, debilita-se.

Toda a vida, por ela mesma, tende naturalmente ao crescimento, à exuberância, à frutificação e a reprodução. Pelo contrário, se é sequestrada e encerrada no intento de apodera-se afanosa e exclusivamente, murcha-se, esteriliza-se e morre. Por esse motivo, todos os santos, tomando como modelo a Jesus, que viveu intensamente para Deus e para os homens, deram generosamente sua vida de multiformes maneiras ao serviço de Deus e de seus semelhantes.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

32ª SEMANA DO TEMPO COMUM

(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

A liturgia recorda o aspecto definitivo e eterno da existência humana. Com a aproximação do final do ano litúrgico, somos convidados a fazer uma avaliação da qualidade de nossa existência. Uns podem ser surpreendidos por não terem sido capazes de enxergar além das aparências, não só da natureza, das coisas, como também dos acontecimentos e das pessoas. Outros poderão ser surpreendidos por perceberem que deram mais importância a coisas secundárias, descuidando das fundamentais. É tempo, pois, de avaliar o sentido que estamos dando a nossa existência.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece. (Sl 87,3).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

A sabedoria é olhar a criatura e ver o Criador; olhar a pessoa e vê-la como templo de Deus. Uns conhecem tantas coisas, mas não vão além das aparências. Outros dão valor a coisas secundárias e esquecem o essencial. Vai haver uma avaliação final, mas o tempo é agora. Agora é hora de fazer a diferença, porque um será tomado e outro será deixado.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima! (Lc 21,28).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conformenos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e)Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Lançai, ó Deus, sobre o nosso sacrifício um olhar de perdão e de paz, para que, celebrando a paixão do vosso filho, possamos viver o seu mistério. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão (Lc 24,35).

– Oração depois da Comunhão

Fortificados por este alimento sagrado, nós vos damos graças, ó Deus, e imploramos a vossa clemência; fazei que perseverem na sinceridade do vosso amor aqueles que fortalecestes pela infusão do Espírito Santo. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

(28) – Um Novo Caminho

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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