Liturgia Diária 16/Nov/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 16/11/2013 (sábado)

O Juiz Iníquo e a Viúva Importuna

Perseverança na Oração

Lc 18,1-8 (o juiz iniquo e a viuva importuna)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro da Sabedoria de Salomão (Sb 18,14-16; 19,6-9)

(Sexta Antítese: … praga mortal afastada — Sétima Antítese: o Mar Vermelho)

Leitura do Livro da Sabedoria.

18,14 Quando um tranquilo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio de seu curso, 15 a tua palavra onipotente, vinda do alto do céu, do seu trono real, precipitou-se, como guerreiro impiedoso, no meio de uma terra condenada ao extermínio; como espada afiada, levava teu decreto irrevogável; 16 defendendo-se, encheu tudo de morte e, mesmo estando sobre a terra, ela atingia o céu. 19,6 Então, a criação inteira, obediente às tuas ordens, foi de novo remodelada em cada espécie de seres, para que teus filhos fossem preservados de todo perigo. 7 Apareceu a nuvem para dar sombra ao acampamento, e a terra enxuta surgiu onde antes era água: o mar Vermelho tornou-se caminho desimpedido, e as ondas violentas se transformaram em campo verdejante, por onde passaram, como um só povo, os que eram protegidos por tua mão, contemplando coisas assombrosas. 9 Como cavalos soltos na pastagem e como cordeiros, correndo aos saltos, glorificaram-te a ti, Senhor, seu libertador.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 104 (105),2-3. 36-37. 42-43 (R. 5a))

(A História Maravilhosa de Israel)

5a Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

5a Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

 

Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas!

Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus!

 

36 Matou na própria terra os primogênitos, / a fina flor de sua força varonil.

37 Fez sair com ouro e prata o povo eleito, / nenhum doente se encontrava em suas tribos.

 

42 Ele lembrou-se de seu santo juramento, / que fizera a Abraão, seu servidor.

43 Fez sair com grande júbilo o seu povo, / e seus eleitos, entre gritos de alegria.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 18,1-8)

(O juiz iníquo e a viúva importuna)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2 “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3 Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5 Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6 E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7 E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8 Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual.

Rezo em sintonia com a Santíssima Trindade.

Ó Espírito Santo, Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho!

Inspirai-me sempre aquilo que devo pensar, aquilo que devo dizer, como eu devo dizê-lo, aquilo que devo calar, aquilo que devo escrever, como eu devo agir, aquilo que devo fazer, para procurar a vossa glória, o bem das almas e minha própria santificação.

Ó Jesus, toda a minha confiança está em Vós.

Ó Maria, templo do Espírito Santo, ensinai-nos a sermos fiéis Aquele que habita em nosso coração.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que o texto me diz?

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “Na história do amor trinitário, Jesus de Nazaré, homem como nós e Deus conosco, morto e ressuscitado, nos é dado como Caminho, Verdade e Vida. No encontro de fé com o inaudito realismo de sua Encarnação, podemos ouvir, ver com nossos olhos, contemplar e tocar com nossas mãos a Palavra de vida (cf. 1 Jo 1,1), experimentamos que “o próprio Deus vai atrás da ovelha perdida, a humanidade doente e extraviada”. Quando em suas parábolas Jesus fala do pastor que vai atrás da ovelha desgarrada, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro de seu filho pródigo e o abraça, não se trata só de meras palavras, mas da explicação de seu próprio ser e agir” (DAp 242).

E eu me interrogo:

– Deus para mim é este Juiz bondoso que vai ao encalço de quem se perdeu?

A justiça de Deus é amor para todos.

– Sinto-me uma pessoa amada, acolhida, ouvida por Deus?

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na minha Bíblia, o texto: Lc 18,1-8:

A viúva de que Jesus fala no Evangelho, fazia parte de um grupo bastante exposto a abusos legais, judiciais e jurídicos porque não podiam subornar nem pagar. A viúva procurava o juiz pedindo justiça contra seu adversário. Mas, o juiz era iníquo. Não temia a Deus e nem respeita as pessoas. Por isso não atendia o caso do julgamento daquela mulher. Mas, sentindo-se incomodado por tantos apelos da viúva, ele resolveu atendê-la. E Jesus comenta: se aquele juiz iníquo, para não ser incomodado, atendeu àquela mulher, muito mais e sem demora, Deus que é bom e justo, vai ajudar o seu povo. A fé e a confiança neste Deus justo e bom deve animar os que creem.

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração:

Jesus, Mestre:

Que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.

Que eu ame com o teu coração.

Que eu veja com os teus olhos.

Que eu fale com a tua língua.

Que eu ouça com os teus ouvidos.

Que as minhas mãos sejam as tuas.

Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.

(Bem-aventurado Tiago Alberione).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Sinto-me discípulo/a de Jesus.

Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, justo Juiz que me ama e prepara o melhor para mim.

Bênção

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(4) – PERSEVERANÇA DA SÚPLICA

A parábola não é uma descrição fiel da realidade. Ela visa, sem se preocupar com a lógica da descrição, transmitir uma mensagem. A caracterização do juiz que “não temia a Deus, nem respeitava homem algum” (v. 2), isto é, que procede arbitrariamente não levando em consideração nem Deus nem os homens, serve para enfatizar a importância da perseverança da súplica da viúva e ressaltar o cuidado de Deus para com os seus escolhidos (cf. vv. 7-8a). A finalidade da parábola é mostrar que Deus não abandona os que ele escolheu; é ele quem os socorre e defende. A Comunidade que o Cristo reúne deve ser perseverante na oração. A oração sustenta o testemunho de toda a Igreja e nutre o dinamismo missionário da Comunidade eclesial (ver: At 2,42-47; 12,1-19). O “atraso da Parusia” é um convite a viver a adesão da fé através da fidelidade do testemunho pela palavra e pela ação que acompanha o anúncio cristão.

(6) – A ORAÇÃO QUE AGRADA O SENHOR É A DO CORAÇÃO PERSEVERANTE

A oração que agrada o Senhor é a do coração perseverante, que não enjoa de rezar, não desiste, não se cansa; renova suas forças e permanece em Deus.

“Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre aterra?” (Lc 18,8).

Amados irmãos e irmãs em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a parábola de Jesus nos conta a necessidade de uma oração firme, persistente e, sobretudo, insistente. A oração que agrada o Senhor é a do coração perseverante, que não enjoa de rezar, não desiste, não se cansa; renova suas forças e permanece em Deus.

A viúva do Evangelho de hoje, de quem, oportuna ou inoportunamente, o juiz quer se ver livre e, por isso, concede-lhe o que ela tanto pede, é a nossa figura diante de Deus. A forma de sermos insistentes com o Senhor é não desanimarmos em nossa oração. Muitas vezes, precisamos ser chatos com Deus – no bom sentido da palavra.

Sabe aquela criança que pega no pé da mãe? “Mãe, eu quero! Mãe, eu quero!”. A mãe, para deixar o menino sossegado, dá o que ele quer. Assim devemos ser com Deus, devemos pedir com insistência: “Senhor, é o que eu quero! É disso que eu preciso! Quero a Sua intervenção sem desanimar jamais”.

Quando não desanimamos, quando a nossa oração é persistente, pode demorar meses, anos, pode ser até que “morramos” na oração e na súplica, mas Deus jamais irá nos desapontar. Se Ele não nos der algo da forma como pedimos ou esperamos, é porque Ele conhece a profundidade das coisas e dos acontecimentos, Ele nos dará cem vezes mais do que merecemos ou ousamos pedir. E se o que Ele tem para nos dar for muito pequeno para esta Terra, Ele nos dará em plenitude na eternidade. O que não podemos fazer é deixar de pedir com insistência, é fazer com que a nossa oração seja perseverante.

Só quem persevera em Deus alcança o que quer do Seu coração.

Deus abençoe você!

(7) – O DEFENSOR DOS POBRES

A parábola da viúva corajosa, disposta a fazer valer os seus direitos contra tudo e contra todos, visa a instruir os discípulos a rezar sempre, sem desanimar jamais.

Qual é a imagem de Deus e a imagem do ser humano orante, nela veiculadas?

De acordo com a tradição bíblica, Deus é o defensor dos pobres e injustiçados, seus eleitos. O Deuteronômio proclama que “Deus faz justiça ao órfão e à viúva; e ama o estrangeiro, dando-lhe alimento e veste”. Embora sua justiça tarde em manifestar-se, ela se manifestará na certa.

O orante é, fundamentalmente, o indigente, privado de qualquer apoio externo, e que conta somente com a proteção divina, de maneira resoluta, mas sem fatalismo nem acomodação. Sabe o que espera de Deus e tem plena certeza de que obterá. Posicionando-se contra todas as forças adversas, o orante vai em frente, sem deixar sua fé esmorecer. Antes, a adversidade torna-o cada vez mais obstinado em alcançar o fim almejado.

Para a comunidade perseguida, a parábola era um incentivo para seguir adiante, embora a intervenção divina tardasse a acontecer. O silêncio de Deus não pode ser tomado como omissão ou desprezo por seus eleitos. No momento oportuno, a justiça será feita.

Oração:

Espírito de perseverança na oração, dá-me um coração de pobre, que põe toda a sua confiança no Senhor, esperando dele auxílio e proteção.

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

O Filho do Homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra? (Lc 18,8b).

O Evangelho de hoje dá continuidade ao de ontem, em que meditamos sobre a instalação do Reino de Deus no céu e na terra no fim dos tempos.

No Evangelho de hoje Jesus termina com esta pergunta: O Filho do Homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?

A resposta será “sim”.

Podemos dizer isto porque no Juízo Final muitos serão salvos por terem perseverado na fé até o fim (Mt 24,13).

Se é assim, então por que Jesus perguntou se encontraria ainda fé na terra quando voltasse no fim dos tempos?

Ele fez esta pergunta para terminar o que tinha dito antes, em Lc 18,1-7.

Aí Jesus insistia sobre a necessidade de rezar sempre.

E este rezar inclui pedidos a Deus do que necessitamos. Jesus ensina que devemos rezar, entrar em contato com Deus muitas vezes, para não perdermos a fé e não chegarmos ao fim do mundo sem ela. Ele quer nos encontrar com fé no Dia em que Ele chegar.

A parábola da viúva que incomoda o mau juiz até conseguir que ele lhe faça justiça é apenas uma comparação para nos dizer que Deus aprecia nossa insistência em rezar.

Pelo contrário, Deus se incomoda se não fazemos nossas orações, sejam de pedido ou de gratidão.

O que importa é que fiquemos unidos a Ele tanto tempo quanto possível, mesmo que para isto Deus precise nos mandar sofrimentos como mandou a Jó.

Nossa atitude diante do sofrimento deve ser como a de Jó: … o Senhor o deu e o Senhor o tirou; bendito seja o nome do Senhor! (Jó 2,21).

Esta é uma das melhores maneiras de entendermos por qual motivo Deus permite o sofrimento em nossa vida.

Durante todo o tempo em que esteve com lepra, Jó não se esqueceu de Deus nem deixou de fazer suas orações. No entanto, se tudo estivesse correndo bem para Jó, como antes de adoecer, na prosperidade correria o risco de se esquecer de Deus.

Evitemos o perigo de pensar que Deus seja, assim, “interesseiro” em nos dar sofrimentos.

Sofrimentos todos temos, por nossa causa ou por causas alheias à vontade de Deus. Porém Ele os permite e não os tira com milagres porque somente pelo sofrimento aprendemos lições que, sem eles, não nos viriam. Vencido o sofrimento, somos outras pessoas em nosso relacionamento com Deus. Foi assim com Jó. No fim de seu sofrimento seu conhecimento sobre Deus estava completamente mudado para melhor. E dali em diante seu relacionamento com Deus inaugurou outra etapa em sua existência: ficou conhecendo Deus de uma maneira maravilhosa e nova.

Em nosso sofrimento, continuemos a pedir cura e consolação a Deus.

E saibamos: porque Deus nos ouve, sairemos muito mudados do sofrimento e mudados, espiritualmente, para melhor.

(12) – ORAR SEMPRE, SEM DESFALECER

Como é grande o poder da oração! Dir-se-ia uma rainha que tem livre acesso junto do rei a cada instante, e que pode obter tudo quanto pede. Para ser ouvida, não é de modo nenhum necessário ler num livro uma bela fórmula composta para aquela circunstância; se assim fosse, pobre de mim! como seria digna de compaixão! Fora do Ofício Divino, que sou muito indigna de recitar, não tenho coragem para me obrigar a procurar nos livros belas orações; isso faz-me doer a cabeça. Há tantas, e todas tão belas, tanto umas como as outras… Não podendo recitá-las todas, e não sabendo qual escolher, faço como as crianças que não sabem ler: digo muito simplesmente a Deus o que Lhe quero dizer, sem compor belas frases, Ele compreende-me sempre.

Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o Céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria; enfim, é algo de grande, de sobrenatural, que me dilata a alma e me une a Jesus.

(14) – A ORAÇÃO É UM EXERCÍCIO DA FÉ!

O caminho para chegarmos a uma intimidade profunda com o Pai, Jesus já nos ensinou com a sua vida de oração!

O respiro de Jesus era realizar a vontade do Pai e para manter-se fiel a Ele, Jesus estava sempre em oração, Ele rezava incessantemente, podemos constatar isto em várias passagens dos evangelhos. E hoje, mais uma vez, Ele nos convida a fazer o mesmo, a sermos perseverantes na oração!

A oração é o nosso contato íntimo com Deus, quando falamos com Ele, e Ele fala conosco!

No evangelho de hoje, Jesus ressalta a importância de sermos perseverante na oração! E para nos conscientizar sobre a necessidade de rezar sempre e nunca desistir, Ele conta-nos uma parábola.

Os dois personagens desta parábola continuam presentes nos tempos de hoje: de um lado, os pobres clamando por justiça, simbolizados pela viúva, do outro lado, o desrespeito a insensibilidade dos quem detém o poder, representado pelo Juiz desonesto.

O fato da parábola ser uma comparação entre o Juiz e Deus, põe em relevo o contraste entre ambos: se até um Juiz que é mal, que não teme a Deus, atende um pedido insistente de uma viúva, imagine Deus, que é infinitamente amor, que é Pai, o que Ele não fará por cada um de nós, seus filhos?

No final da parábola, Jesus nos deixa uma interrogação: “O Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra? Estas palavras de Jesus, nos alerta sobre a importância de nos mantermos firmes na fé, de não desistirmos nunca de rezar, pois a fé e a oração estão interligados, se não perseverarmos na oração, enfraqueceremos na fé, e fracos na fé, não faremos a vontade de Deus, um grande risco de não sermos selecionados por Jesus no dia do juízo final, que acontecerá na sua segunda vinda. Por tanto, se quisermos alcançar a salvação, sejamos perseverantes na oração, pois a oração nos leva à ação, e é pelas nossas ações de bondade, que alcançaremos a graça da salvação!

O sentido da nossa oração, não é convencer Deus das nossas necessidades, afinal, do que realmente precisamos, Deus já sabe e nos atenderá no momento certo. O Sentido da nossa oração, está no reconhecimento da nossa fragilidade, da nossa total dependência de Deus! Sem Deus, não somos nada, por isto precisamos recorrer a Ele em tudo!

Quem confia somente no potencial humano e não recorre ao auxílio de Deus, é como um barco à deriva, vive sem direção, é levado pelo vento, não experimenta a graça de Deus em sua vida!

A oração é o exercício da fé, só reza quem tem fé, quem acredita no poder e na proteção de Deus.

Como Discípulos e missionários, corresponsáveis pela vida do outro, temos o compromisso de manter acesa no mundo a chama da fé e da esperança com o nosso testemunho de vida!

Da mesma forma que o nosso corpo necessita do alimento diário para nos manter de pé, também a nossa fé, precisa da oração diária para manter viva!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(14) – O JUIZ CORRUPTO E A VIÚVA

Esta pará­bola sobre a persistência na oração tem muitas semelhanças com a parábola do homem que acorda o vizinho no meio da noite (11,5-8). O contexto aqui é de conforto e incentivo para os discípulos, enquanto esperam a vinda do Filho de Deus. “Continuai a rezar, não vos desanimeis”, é a ordem do Mestre! Pedir sempre, mesmo que pareça que Deus não está nos ouvindo.

O juiz é totalmente inescrupuloso, não se dei­xando guiar nem pela lei divina nem pela humana. A viúva está pedindo apenas seus direitos; pela lei judaica, ela pertencia ao grupo dos indefesos espe­ciais que deveriam ter prioridade (Dt 24,17-22). A recusa do juiz em agir pode ter sido devida à pregui­ça, ao medo do adversário dela, ou por ela não ter importância a seus olhos. Finalmente, ele é levado a fazer justiça por medo das consequências para si mesmo, se ela persistir no pedido. Jesus compara a insensibilidade do juiz com o cuidado que Deus dispensa a seus eleitos. Se o juiz injusto agirá depois de pedidos persistentes, que dirá Deus? Mas o atra­so de uma resposta à oração e, em especial aqui, o atraso da vinda do Filho do Homem, pode fazer com que os seguidores de Jesus desistam. Quando o Mestre vier, alguns terão perdido a fé.

Prezados irmãos. Neste Evangelho, a mensagem central de Jesus para nós é a insistência que devemos ter nas nossas orações. Ele disse que devemos rezar com fé, humildade e insistência. Aquela viúva insistiu tanto que o juiz teve de lhe fazer justiça, não porque ele estava disposto a cumprir a justiça, mas para não ser mais incomodado.

Veja. Mesmo que você não esteja recebendo aquela graça que você vem pedindo a Deus todo dia, continue pedindo. Insista. Peça todo dia mais peça com mais fé e mais humildade, até você conseguir. Foi o próprio Cristo quem aconselhou a fazer assim, inclusive deu exemplo, conforme citamos no início.

(14) – DEUS FARÁ JUSTIÇA AOS SEUS ESCOLHIDOS

Deus fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele.

Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola do juiz injusto, que não queria atender a viúva e, no fim, só a atendeu devido à insistência dela. O centro da parábola não é o juiz, evidentemente, mas a viúva, e mais precisamente, a insistência da viúva.

Quando rezamos, Deus nos atende logo e não nos faz esperar. Acontece que ele faz o que é bom para nós e do jeito que é melhor para nós, o que nem sempre coincide com o que nós pensamos.

O evangelista S. Lucas começa a narração com as seguintes palavras: “Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir”. Está aí o objetivo da parábola. Devemos ser, diante de Deus, como a viúva diante do juiz: pedir, pedir, pedir… e ficarmos insistindo até receber o que queremos.

Devemos persistir na oração, mesmo quando dá impressão que Deus não está ouvindo. Deus é Pai amoroso. Ele nos escuta com atenção, desde o primeiro pedido que fizemos. Escuta e atende. A forma dele atender é que, muitas vezes, é um mistério para nós.

A oração é também uma escola. Ela purifica os nossos afetos, organiza as nossas ideias, direciona os nossos pensamentos e vai, aos poucos, colocando-nos no caminho certo da nossa felicidade. O resultado da oração perseverante é sempre uma grande alegria, ânimo e vontade de lutar e vencer.

Quando rezamos, Deus nos atende mostrando-nos os primeiros passos do caminho. Os outros passos, ele vai mostrar depois que dermos os primeiros passos. Se ele nos mostrasse todos os passos logo no início, correríamos o risco de esquecê-los. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”.

Quem não reza, afoga-se num copo d’água. O horizonte das nossas possibilidades é bem pequeno, termina logo ali. Nós não dominamos nem a nós mesmos! Daí a angústia. Mas com Deus as nossas possibilidades tornam-se infinitas e sem fronteiras.

Santo Afonso Maria de Ligório dizia: “Quem reza se salva, quem não reza se condena”. Nós não queremos ser condenados, por isso vamos rezar.

Rezar de manhã, rezar ao meio dia, rezar à noite; rezar quando estamos tristes e quando estamos alegres; rezar principalmente quando somos tentados. As tentações começam pelos nossos pensamentos. Portanto, desde aí, já devemos rebatê-los com uma prece. Pode ser uma oração curtinha, que chamamos jaculatórias, feitas mentalmente. “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”. Em resumo, rezar sempre e nunca cessar de o fazer.

A oração age em nós como limpa-brisa de carro. As falhas diárias vão embaçando a nossa visão, obscurecendo a inteligência, enfraquecendo a vontade, descontrolando os sentimentos… É hora de ligar o limpa-brisa, através da oração.

Deus caminha ao nosso lado nas vinte e quatro horas do dia. Mas, por respeito à nossa liberdade, ele não entra na nossa vida, se não pedirmos. Ele fica nos esperando em cada esquina da vida, com seus sinais, alertas, advertências e convites. Ele é capaz de morrer na Cruz, na nossa frente, mas sem interferir na nossa liberdade. Agora, se pedimos, abrindo a porta para ele, maravilhas acontecerão.

A oração é estrada de duas mãos. Nós falamos com Deus e Deus fala conosco. Imagine um amigo encontrar-se com você e falar o tempo todo! Seria chato, não? Às vezes, somos chatos com Deus, pois não o deixamos falar nada para nós! Ele nos fala através da Sagrada Escritura.

Quem toma a iniciativa da oração é sempre Deus. Ele que percebe as nossas necessidades, e nos inspira, movendo-nos a pedir, a agradecer, a pedir perdão, a louvá-lo… “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,15). Deus é que nos dá o pensar, o querer e o agir.

O destaque está na persistência da viúva. Se até um homem ruim atende, por causa da insistência, quanto mais Deus que é nosso Pai amoroso! “Será que vai fazê-los esperar?”

No final da parábola, Jesus lamenta: “Mas o Filho do Homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” Que pena a falta de fé! Nós perdemos a fé por tão pouca coisa! Basta um aparente atraso de Deus em nos atender, pronto.

Vamos responder à pergunta de Jesus, dizendo: “Sim, Jesus. Quando o Senhor vier, vai encontrar fé. Como Santa Mônica, nós, através da oração, vamos perseverar firmes na fé, confiantes na esperança e alegres na caridade”.

Havia, certa vez, um mendigo que passava o dia na rodoviária pedindo esmolas. As pessoas davam moedinhas para ele.

Um dia, ele viu um homem indo embora, foi atrás, bateu nas costas dele e disse: “Por favor, o senhor podia dar-me uma moeda de dez centavos?” Assim que o homem se virou para trás, o mendigo o reconheceu: era seu pai! Então disse: “Meu pai! O senhor não está me conhecendo?”

O pai lançou-se ao pescoço dele e falou emocionado: “Meu filho! Já fazem dezoito anos que estou procurando você! Eu quero dar-lhe tudo o que eu possuo, todos os meus bens”.

Que nós não andemos pela vida em busca de dez centavos, sendo que ao nosso lado está o nosso Pai, rico e amoroso, que quer dar-nos tudo o que possui. O bom Deus quer que lhe entreguemos todas as nossas preocupações, para assim podermos dedicar-nos mais ao cumprimento da sua vontade sobre nós.

Maria Santíssima é nossa Mestra de oração. “Ensina teu povo a rezar, Maria, Mãe de Jesus!”

Deus fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele.

(14) – ORAR E NUNCA DESISTIR

– Sabedoria 18, 14-16;19,6-9 – “os prodígios do Senhor”

O autor recorda as maravilhas e os prodígios de Deus em todos os tempos e de como Ele liberta o Seu povo oprimido, em qualquer situação que esteja. A palavra de Deus é poderosa e, por Ela, o Senhor realiza os Seus desígnios e a Sua vontade. Assim aconteceu na criação do mundo, quando o verbo de Deus do alto céu, determinou com uma única expressão, “faça-se” e, tudo foi criado. Da mesma forma aconteceu na libertação do povo de Israel, retirado da escravidão do Egito e, levado ao deserto, em busca da terra prometida. A uma simples ordem do Senhor, o mar Vermelho se abriu e tornou-se caminho desimpedido para que passassem por ele aqueles a quem Deus queria salvar. Esses prodígios continuam acontecendo hoje na nossa vida, na nossa caminhada diária em busca da felicidade, quando nos deparamos com os mais diversos obstáculos e dificuldades. A nossa confiança e a perseverança da nossa fé nas promessas de Deus para nós, serão como um apoio para que não desanimemos no meio do caminho. Por causa da nossa humanidade fragilizada e descrente, nós temos a tendência a nos desesperar quando “a noite” chega trazendo intranquilidade e, na maioria das vezes nós esquecemos de que o Senhor em outras ocasiões passadas nos sustentou e protegeu providenciando o socorro para as nossas aflições. Não podemos perder de vista e olvidar os feitos de Deus, quando Ele também, abriu para nós o mar vermelho ou providenciou o pão para o nosso alimento, quando nos tirou das enrascadas em que nos colocamos e, principalmente, quando, com o Seu amor misericordioso, nos concedeu o perdão e, novamente, nos restaurou concedendo-nos vida nova.

– Você guarda vivo na sua lembrança os milagres que o Senhor já realizou na sua vida?

– Ele já abriu o “mar vermelho” para que você pudesse passar por alguma dificuldade?

– A Palavra de Deus tem sido eficaz para o seu crescimento espiritual e também, humano?

– Você tem propagado os feitos do Senhor na sua vida?

 

– Salmo 104 – “Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!”

Nós também podemos lembrar as maravilhas do Senhor quando nós cantamos a Ele o nosso louvor ou propagamos o Seu amor dando testemunho ao mundo da Sua santidade. Recordar as maravilhas do Senhor na nossa vida é também dar a Ele glórias e ofertar de coração, os nossos dons e a nossa capacidade de amar e de servi-Lo. O Senhor nos liberta a cada dia e nos livra de perigos que, às vezes, nem nós próprios temos consciência. Portanto, não precisamos “ver” os milagres acontecerem para reconhecermos que o Senhor nos sustenta. A nossa existência já é um prodígio que nos faz louvar a Deus com gratidão.

– Evangelho – Lucas 18, 1-8 – “orar e nunca desistir”

Quem não persevera na oração com fé nunca poderá ser atendido nos seus pedidos e desejos. A perseverança da nossa oração revela a nossa humildade diante de Deus e faz com que sejamos fiéis ao que nos propomos. Sabemos que somos impotentes, mas podemos desejar coisas impossíveis, porque confiamos na justiça de Deus. Por isso, a persistência das nossas reivindicações nos torna firmes e nos faz ter convicção e fé na promessa de Jesus de que tudo quanto pedirmos ao Pai, em Seu nome será atendido. Do contrário, estamos demonstrando orgulho e prepotência quando, porque ainda não fomos atendidos (as), desistimos dos nossos desejos e anseios e damos prova de que não temos fé nas promessas divinas. Deus sabe o tempo e a hora de nos dar aquilo que nós suplicamos, porém a nossa firmeza e persistência será uma prova de que realmente o nosso coração anseia ardentemente por aquilo que nós pleiteamos. Ele faz justiça aos seus escolhidos, e, se assim nos consideramos, precisamos dar o nosso testemunho para que a chama da fé não se apague no coração da humanidade.

– O que você tem pedido a Deus é realmente o que o seu coração anseia?

– Será que você tem convicção da necessidade das suas reivindicações?

– Você seria capaz de continuar pedindo por isso a vida toda?

– Você confia nas promessas de Deus para a sua vida e a da sua família?

(14) – O DIA DO FILHO DO HOMEM

Sabedoria 13, 1-9 – “por detrás das obras criadas está Autor da criação”

homem por natureza é insensato, por isso caracteriza as coisas e as pessoas criadas apenas pela sua aparência, e, na maioria das vezes, se encanta com a beleza e com o aspecto do que lhe impressiona os olhos. Em consequência disso, ele se confunde e troca o Criador pela sua criatura. Em todos os tempos, no passado, e no presente, isso tem acontecido. Outrora, os homens tomavam como deuses os aspectos da natureza, como o vento, as estrelas, a água, o sol, a lua, o fogo e tudo quanto lhes chamava a atenção e os atraia. Assim sendo, eles esqueciam de que por detrás das obras criadas, estava o Artífice da criação, que está acima de todas as coisas e dos acontecimentos. Hoje, também, apesar de termos consciência de que Deus nos criou e que é o autor de tudo, nós nos encontramos muitas vezes, desviando o nosso olhar do Criador e nos apegando às criaturas. O que nos alicia, hoje, não é mais o que encantava ao homem dos tempos passados, mas são as descobertas do próprio homem: as invenções tecnológicas, os bens que adquirimos e que para nós se tornam motivo de felicidade; os “astros e as estrelas” e os “produtos” que a TV tenta nos vender; os ídolos na política; enfim, o sucesso, a fama, o dinheiro, a glória diante dos homens. Hoje, tudo nos motiva a tirar os nossos olhos do Criador da beleza para nos apegarmos à própria beleza. O autor do Livro da Sabedoria nos exorta a mudar o nosso modo de ver as coisas criadas e a admirá-las como um veículo que nos leve ao Criador. Portanto, “partindo da beleza das criaturas, nós podemos chegar, por analogia, aquele que as criou” e dar glórias a quem de fato as merece. A nossa alma anseia pelo Deus vivo e atuante e quando detemos a nossa atenção apenas nas coisas estáticas, nós a entristecemos e a fazemos fenecer por inanição. A sabedoria do Criador nos é dada para que, usufruindo da Sua criação, nós possamos experimentar do Seu poder amoroso e eterno.

– Você se impressiona com a beleza das coisas?

– Qual é o valor relativo que você dá às coisas e às pessoas por quem você se sente atraído (a)?

– Existe alguém a quem você tem idolatrado a ponto de lhe desviar os olhos de Deus?

– Você é uma pessoa possessiva e dependente de alguém?

Salmo 18A – “Os céus proclamam a glória do Senhor!”

primeira manifestação da glória e do poder de Deus nos é proclamada através da sua criação. Olhando para o céu, para o firmamento, para a beleza das flores, para o milagre do dia e da noite, nós podemos perceber a grandiosidade de quem as criou. Partindo dessa constatação, nós nunca poderemos negar a existência de um Deus que nos criou e, maravilhosamente nos sustenta e nos protege, por meio das coisas criadas. Não precisamos de ninguém para nos falar disso, nem escutar os discursos nem palavras bonitas, mas apenas pousar o nosso olhar na beleza da criação e, assim, proclamar em alto e bom som a glória do Senhor no meio dos homens.

Evangelho – Lucas 17, 26-37 – “o dia do Filho do Homem”

Jesus nos alerta para que estejamos atentos e alertas aos Seus sinais e às manifestações de Deus através dos fatos e acontecimentos do nosso dia a dia, aos quais, muitas vezes, nós relegamos e os deixamos passar sem dar a devida atenção. Somos chamados (as) para participar do reino dos céus a todo instante, mas vivemos absortos (as) nos nossos projetos e em suas realizações e nos esquecemos de que a figura desse mundo vai passar. Erroneamente nós imaginamos que podemos dar um jeito na nossa vida e, que, na hora H nós podemos fugir de Deus. Queremos ser independentes e fazer da nossa existência o que a nossa vontade nos apontar. Entretanto, Jesus vem nos ensinar a estarmos vigilantes porque o reino de Deus acontece em nós a qualquer momento e quem estiver de prontidão, de coração aberto, conseguirá alcançá-lo. Cada um de nós tem o seu dia e a sua hora e as coisas não acontecem em série, nem igualmente para todos, como se fôssemos marcados para o mesmo momento. As nossas ações, o nosso objetivo, o nosso ideal, nortearão o nosso futuro.

“Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde, vai conservá-la”. Não podemos fazer justiça com as nossas próprias mãos, nem são os nossos méritos que nos darão a salvação, porém as nossas atitudes, quanto mais forem elas, atos de amor, de confiança e de entrega à vontade Deus, mais estaremos perto de alcançar o nosso sonho, que é a vida nova que Jesus veio nos presentear. O Senhor pode chegar a qualquer momento, e, vivos ou mortos, a Ele pertencemos, portanto, estejamos atentos (as) aos Seus sinais.

– Você tem o coração vigilante para que aconteça em você o que o Senhor quiser?

– Você se acha uma pessoa boa, merecedora de um bom lugar na vida e também depois, na outra vida?

– Você percebe os sinais de Deus nos acontecimentos da sua vida?

(14) – A JUSTIÇA DE DEUS NÃO FALTARÁ PARA OS QUE ESPERAM NO SENHOR!

No evangelho de hoje, através da parábola do juiz iníquo, o Senhor quer nos dar a certeza de que Sua justiça não faltará para aqueles que têm o coração reto e que são tementes a Ele, pois se até mesmo um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém fez justiça à viúva que não parava de lhe procurar pedindo a ele fizesse justiça contra o seu adversário, quem dirá o nosso Deus!!!! Como está escrito no versículo 7: “Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite?”

Pois é, meus irmãos, se você está passando por um momento difícil na sua vida, se os seus problemas parecem não ter solução, se o seu coração já não aguenta mais tanta dor e se as lágrimas não param de escorrer dos seus olhos, não desanime, não perca a fé em Deus e o mais importante: NÃO PARE DE REZAR, NÃO PARE DE CLAMAR A DEUS, pois como está escrito no versículo 1: ” É necessário orar sempre sem JAMAIS deixar de fazê-lo”. Pois Deus atenderá aos justos, embora as demoras determinadas por Ele pareçam muito longas aos que rezam, contudo, Ele nunca deixará um filho seu desamparado.

Sofrer as demoras de Deus é acreditar que existe um tempo para cada coisa e que a espera em Deus é fonte de salvação e santificação para nossa alma e corpo. Deus será sempre vitorioso em nossas vidas, basta acreditar que Ele age no meio de nós, que Ele tem o poder de tocar nas nossas feridas e transformar o nosso coração. Saiba que Deus é fiel mesmo quando somos infiéis e tenha a certeza que Ele recolhe cada lágrima de dor e transforma em uma chuva de bênçãos na sua vida.

Ao fazer a reflexão de hoje o Senhor me recordava de um trecho da música de uma grande amiga e cantora católica (Juliana de Paula) que diz assim: “Aquele que confia no Senhor em Seus braços pode descansar. Entregar seus problemas para Ele e a vitória cantar!!!!” Faça desde já essa entrega verdadeira e confie Nele, pois a vitória de Deus na sua vida é certa!

Deus os abençoe ricamente!

(15) – REFLEXÃO

A parábola do juiz iníquo nos mostra, como o próprio São Lucas nos diz, a necessidade da oração constante e da confiança em Deus que sempre ouve as nossas preces. Porém devemos ver qual a preocupação de Jesus no que diz respeito ao conteúdo da oração. O juiz não quer fazer justiça para a viúva e depois a faz por causa da insistência dela. A partir disso, Jesus nos fala sobre a justiça de Deus, ou seja, que o Pai fará justiça em relação aos que a suplicam. Deste modo, vemos que Jesus exige que a nossa oração não seja mesquinha, desejando apenas a satisfação das necessidades temporais, mas sim a busca dos verdadeiros valores, que são eternos.

(20) – BEM DEPRESSA…

Nos dois polos da parábola, uma pobre viúva injustiçada e um juiz iníquo. Nada mais atual! Pobres espoliados de seus direitos e magistrados corrompidos…

E o tempo que passa. Dia após dia. Semana após semana. Ano após ano. Da parte do juiz, a mesma iniquidade. Do lado da viúva, a invencível perseverança…

Gosto de imaginar que aquela pobre mulher tinha alugado uma terrinha, ou um imóvel, parte da herança deixada pelo finado marido, e o inquilino ganancioso se recusava a pagar os aluguéis. Por isso, ia ao juiz e não desanimava de reivindicar os seus direitos.

Até que o homem mau se cansa. É sempre assim. O bem é incansável. O mal tem fôlego curto. E o juiz, que sabe muito bem de sua maldade – “Não temo a Deus nem respeito os homens!” (Cf. v. 4) -, começa a temer por uma reação mais forte da pobre viúva e, quando menos se esperava, dá-lhe uma sentença favorável. Faz-se, enfim, a justiça.

A situação da parábola é, agora, utilizada por Jesus para uma lição magistral: se um homem tão ruim acabou fazendo justiça, diante da insistência da velhinha, quanto mais nos fará justiça o Pai do céu, que é bom e justo? Logo, da parte de Deus nada temos a temer. Mas…

Sim, o problema está do nosso lado: somos capazes de perseverar na oração até o tempo da resposta de Deus? Ora, ninguém persevera se não tem a fé. Daí a dúvida de Jesus (a única dúvida do Mestre em todos os Evangelhos!): “Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso ainda achará fé sobre a terra?”

Em todo caso, Jesus nos anima com a garantia: Deus nos atenderá “bem depressa”. Mesmo que não possamos avaliar exatamente o que seja “bem depressa” para um Deus que vive imerso na eternidade (onde não há relógios nem minutos), podemos estar certos de que seremos atendidos “nesta vida”. Mergulhados na História até o pescoço, temos nosso olhar voltado para o eterno. Peregrinamos na terra, mas somos cidadãos do céu. Não devemos achar caro, como preço da eternidade com Deus, o tempo de espera (e esperança) que gastamos cá em baixo.

Como diz o Senhor no Apocalipse: “Sim, eu venho em breve.” A este anúncio, nós respondemos: “Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22, 20).

Orai sem cessar: “Antes mesmo que clamem, eu lhes responderei;

(24) – A NECESSIDADE DE ORAR SEMPRE, SEM NUNCA DESISTIR

Hoje, nos últimos dias do tempo litúrgico, Jesus exorta-nos a orar, a dirigir-nos a Deus. Podemos pensar como aqueles pais e mães de família que esperam -todos os dias! – que os seus filhos lhes digam algo, que lhes demonstrem o seu afeto amoroso.

Deus, que é Pai de todos, também o espera, Jesus nos diz muitas vezes no Evangelho, e sabemos que falar com Deus é fazer oração. A oração é a voz da fé, da nossa crença nele, também da nossa confiança, e tomara fosse sempre manifestação do nosso amor.

Para que a nossa oração seja perseverante e confiada, diz São Lucas, que “Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir” (Lc 18,1). Sabemos que a oração se pode fazer louvando o Senhor ou dando graças, ou reconhecendo a própria debilidade humana -o pecado-, implorando a misericórdia de Deus, mas na maioria das vezes será pedindo alguma graça ou favor. E, mesmo que no momento não se consiga o que se pede, só o fato de se poder dirigir a Deus, o fato de poder contar a esse Alguém a pena ou a preocupação, já é a obtenção de algo, e seguramente, -mesmo que não de imediato, mas no tempo-, obterá resposta, porque “Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? (Lc 18,7).

São João Climaco, a propósito desta parábola evangélica, diz que “aquele juiz que não temia a Deus, cede frente à insistência da viúva para não ter mais o peso de a ouvir. Deus fará justiça à alma, viúva dele pelo pecado, frente ao Corpo, o seu primeiro inimigo, e frente aos demônios, os seus adversários invisíveis. O Divino Comerciante saberá intercambiar bem as nossas boas mercadorias, pôr à disposição os seus grandes bens com amorosa solicitude e estar pronto para acolher as nossos súplicas”.

Perseverança na oração, confiança em Deus. Dizia Tertuliano que “só a oração vence a Deus”.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

32ª SEMANA DO TEMPO COMUM

(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

A Eucaristia é mistério de fé. Jesus está no pão e vinho consagrados. Deus está no mundo, conduzindo quem se deixa conduzir por sua palavra. Mas só na fé percebemos o milagre da presença sacramental de Jesus e da atuação de Deus na história, pois há um mistério na trama dos acontecimentos, às vezes manipulados pelos poderosos. Se insistimos com Deus para que se apresse em nos socorrer é porque é Ele o primeiro que insiste em nos pedir fidelidade. Nós não atendemos sempre à insistência de Deus, mas Ele garante que atenderá, se pedirmos insistentemente.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Nada do que acontece é sem sentido para quem crê na presença de Deus. Ele não manipula magicamente os fatos, mas pode ser encontrado em cada pedacinho da história. Em cada pedacinho de nossa vida pessoal, podemos pedir com insistência a presença e intervenção de Deus. Será que Ele achará entre nós pessoas com tanta fé assim, que não desistem nunca?

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. (2Ts 2,14).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Lançai, ó Deus, sobre o nosso sacrifício um olhar de perdão e de paz, para que, celebrando a paixão do vosso filho, possamos viver o seu mistério. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão (Lc 24,35).

– Oração depois da Comunhão

Fortificados por este alimento sagrado, nós vos damos graças, ó Deus, e imploramos a vossa clemência; fazei que perseverem na sinceridade do vosso amor aqueles que fortalecestes pela infusão do Espírito Santo. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

(28) – Um Novo Caminho

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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