Liturgia Diária 18/Nov/11

 

 

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 18/11/2013 (segunda-feira)

O cego na entrada de Jericó

Lc 18,35-43 (cura do cego)

LEITURAS:

Leitura retirada do Primeiro Livro dos Macabeus (1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64)

(Antíoco Epífanes e a penetração do helenismo em Israel 10-15)

(Instalação dos cultos pagãos 41-43.54-62-64)

Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus.

Naqueles dias, 10 brotou uma raiz iníqua, Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco. Estivera em Roma, como refém, e subiu ao trono no ano cento e trinta e sete da era dos gregos. 11 Naqueles dias, apareceram em Israel pessoas ímpias, que seduziram a muitos, dizendo: “Vamos fazer uma aliança com as nações vizinhas, pois, desde que nos isolamos delas, muitas desgraças nos aconteceram”. 12 Estas palavras agradaram, 13 e alguns do povo entusiasmaram-se e foram procurar o rei, que os autorizou a seguir os costumes pagãos. 14 Edificaram em Jerusalém um ginásio, de acordo com as normas dos gentios. 15 Aboliram o uso da circuncisão e renunciaram à aliança sagrada. Associaram-se com os pagãos e venderam-se para fazer o mal. 41 Então o rei Antíoco publicou um decreto para todo o reino, ordenando que todos formassem um só povo, obrigando cada um a abandonar seus costumes particulares. 42 Todos os pagãos acataram a ordem do rei 43 e inclusive muitos israelitas adotaram sua religião, sacrificando aos ídolos e profanando o sábado. 54 No dia quinze do mês de Casleu, no ano cento e quarenta e cinco, Antíoco fez erigir sobre o altar dos sacrifícios a Abominação da desolação. E pelas cidades circunvizinhas de Judá construíram altares. 53 Queimavam incenso junto às portas das casas e nas ruas. 56 Os livros da Lei, que lhes caíam nas mãos, eram atirados ao fogo, depois de rasgados. 57 Em virtude do decreto real, era condenado à morte todo aquele em cuja casa fosse encontrado um livro da Aliança, assim como qualquer pessoa que continuasse a observar a Lei. 62 Mas muitos israelitas resistiram e decidiram firmemente não comer alimentos impuros. 63 Preferiram a morte a contaminar-se com aqueles alimentos. E, não querendo violar a aliança sagrada, esses foram trucidados. 64 Uma cólera terrível se abateu sobre Israel.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Senhor.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 118 (119), 53. 61. 134. 150. 155. 158 (R. Cf.88))

(Elogio da Lei Divina)

88 Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

88 Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

 

53 Assalta me o furor diante dos ímpios, / daqueles que abandonam tua lei.

 

61 Enredaram me os laços dos perversos, / não esqueci porém a tua lei.

 

134 Da opressão dos homens me libertes, / a fim de que observe os teus preceitos!

 

150 Perto estão os maus que me perseguem, / porém da tua lei se encontram longe.

 

155 Bem longe estão os ímpios de salvar se / pois não dão importância aos teus desígnios!

 

158 Ao ver os desleais, abominei os: / não guardavam, Senhor, tua palavra.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 18,35-43)

(O cego na entrada de Jericó)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

35 Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36 Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37 Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38 Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39 As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40 Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41 “Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42 Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43 No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual.

Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Ficai conosco, Senhor, quando ao redor da nossa fé católica surgem as névoas da dúvida, cansaço ou da dificuldade; vós, que sois a própria Verdade como revelador do Pai, iluminai nossas mentes com a vossa Palavra; ajudai-nos a sentir a beleza de crer em vós.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho, Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que o texto diz para mim, hoje?

Identifico-me com o cego de Jericó?

Sou capaz de encontrar Jesus no meio da multidão do mundo de hoje?

Vivo o itinerário de luz do homem curado por Jesus?

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro”. (DAp 146).

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 18,35-43.

A cura do cego de Jericó é carregada de simbolismo. No meio da multidão, mesmo cego, ele descobre Jesus. Depois, reconhece, com seu grito, o Messias. Isto contrasta com a cegueira dos discípulos que não conseguem dizer o mesmo. A cura que Jesus realiza devolvendo-lhe a visão é bastante significativa. Expressiva também é a confissão do cego, em três momentos.

Primeiro reconhece o Messias.

Depois chama Jesus de “Senhor”.

No terceiro momento, dá glória a Deus e segue Jesus.

Estes três passos são um “itinerário de luz” para quem se converte.

Ainda podemos pensar que para seguir Jesus é precisa estar com os olhos abertos, em constante discernimento.

Depois, ter disposição para seguir Jesus e não outro caminho.

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração:

Ficai conosco, Senhor, acompanhai-nos, ainda que nem sempre tenhamos sabido reconhecer-vos.

Ficai conosco, porque as sombras vão se tornando densas ao nosso redor, e vós sois a Luz; em nossos corações se insinua a desesperança, e vós nos fazeis arder com a certeza da Páscoa.

Estamos cansados do caminho, mas vós nos confortais na fração do pão para anunciar aos nossos irmãos que na verdade vós ressuscitastes e nos destes a missão de ser testemunhas da vossa ressurreição. (DAp).

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Sinto-me discípulo/a de Jesus.

Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo.

 

Bênção:

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(4) – POR ONDE JESUS PASSA SUSCITA FÉ E VIDA

Lucas tomou de Marcos (Mc 10,46-52), com poucas modificações, o relato da cura do cego. Marcos informa que o nome do cego era Bartimeu – o filho de Timeu (Mc 10,46).

“Jesus Nazareno está passando”, dizem ao cego (v. 37). Jesus está se aproximando de Jerusalém, passando por Jericó, um verdadeiro oásis em meio ao deserto da Judeia. Jesus está sempre de passagem, é um Messias itinerante. Por onde passa desperta interesse e atrai as pessoas: querem ouvi-lo, ser tocados por ele e tocá-lo, pois dele “saía uma força que curava a todos” (Lc 6,19). Por onde passa ele faz viver, ele suscita a fé na vida.

Ao ouvir que era Jesus quem estava passando, o cego insistentemente grita por compaixão e exprime confiança no Messias davídico: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!” (v. 38; Cf. Jr 33,15; Ez 34,23-24; 37,24).

A insistência em ser ouvido revela a sua confiança em poder receber a visão (Cf. v. 39).

Na sua passagem Jesus para, como no episódio em Naim (Cf. Lc 7,11-17), pois ele é compassivo; como Deus, ouviu o clamor do seu povo escravo no Egito (Cf. Ex 3,7-9).

“Jesus perguntou: ‘Que queres que eu te faça?’” (v. 41), ao que o cego respondeu: “Que eu veja, Senhor” (v. 41).

Ele exprime o que todo discípulo devia desejar ver.

Mas de que visão se trata?

“Vê, a tua fé te salvou” (v. 42).

Trata-se da iluminação pela fé que faz ver. O cego é, aqui, modelo do discípulo que, iluminado pela fé, segue Jesus (v. 43).

(6) – VOLTEMOS A ENXERGAR AQUILO QUE PERDEMOS DE VISTA

Que a nossa fé venha em nosso socorro para abrir “os olhos do nosso coração”, que nós voltemos a enxergar aquilo que perdemos de vista.

“Então o cego gritou: ‘Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!’” (Lc 18,38).

Palavra de Deus vem nos chamar à atenção do quanto a cegueira é ruim para nossa vida. Não estou falando da cegueira física, daqueles que nasceram cegos ou que se tornaram cegos por um incidente da vida.

Muitas vezes, a pessoa que é cega enxerga até melhor do que nós que temos dois olhos bem abertos. Existe uma cegueira espiritual que envolve a nossa mente, o nosso coração, que não nos permite ver as coisas como de fato elas são; aquela cegueira de sermos enganados, iludidos, de vivermos no mundo de fantasias, no mundo que não é real. Aquela cegueira que todo mundo vê onde está o mal e só nós não conseguimos enxergar, aquela cegueira de conseguir enxergar o problema da vida de todo mundo, menos o seu próprio problema. Enxerga os defeitos do vizinho, das pessoas que estão ao seu lado, mas não consegue ver os seus próprios.

O problema é que nós não nos enxergamos, pois a cegueira nos envolve e não nos permite abrir os olhos. Nós precisamos, hoje, como o cego do Evangelho, gritar com toda a insistência: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim! Abra meus olhos, Senhor, deixa eu enxergar de novo ou deixa-me enxergar aquilo que eu nunca enxerguei. Por favor, Senhor, não deixe que eu morra na cegueira, na ilusão, no engano, na mentira, mas abra os meus olhos para que eu Te veja. Para que eu contemple aquilo que, de fato, sou, aquilo que, na verdade, eu vivo, para que eu saia da vida mentirosa, que, muitas vezes, eu estou submersa nela”.

Por que este cego foi insistente?

Ele disse: “Senhor, eu quero enxergar de novo!”

Jesus lhe disse: “Enxerga, pois, de novo, porque a tua fé te salvou!”

Meus irmãos, que a nossa fé venha em nosso socorro para abrir “os olhos do nosso coração”, que nós voltemos a enxergar aquilo que perdemos de vista.

Às vezes, dentro da nossa casa, nós enxergávamos nossos irmãos, o marido enxergava a mulher e ela o enxergava; antes, éramos capazes de viver com mais simplicidade e pureza. Hoje, no entanto, perdemos essa pureza. Só o Senhor, abrindo os nossos olhos, apontando-nos a direção para que possamos novamente enxergar a estrada da vida, o caminho para a salvação, a seta que nos aponta o caminho para o qual nós devemos caminhar.

Que a Palavra de Deus anunciada venha trazer a luz da vida, que é Jesus, para abrir os nossos olhos, para que possamos enxergar a verdade que está em nós.

Deus abençoe você!

(7) – SENHOR, QUE EU VEJA!

Ao fazer a leitura do profeta Isaías, na sinagoga de Nazaré, Jesus identificou-se com o Messias, ungido pelo Espírito do Senhor, para “anunciar aos cegos a recuperação da vista”.

De certo modo, todo o seu ministério consistiu em ajudar a humanidade a superar a cegueira de que era vítima.

Cegueira do egoísmo, que impede de reconhecer o semelhante como quem merece afeição.

Cegueira da idolatria, que leva o ser humano a trocar Deus pela criatura e deixar-se tiranizar por ela.

Cegueira do pecado, com suas mais diversas manifestações, cujo resultado é a desumanização da pessoa, reduzindo-a à mais terrível escravidão.

A súplica do cego de Jericó pode ser a de todo discípulo: “Senhor, que eu veja!”

Sim, o discipulado exige a libertação de todo tipo de cegueira. Isto só pode ser obra de Jesus. É ele quem possibilita ao discípulo ter visão e discernimento para fazer as escolhas certas e optar pelos caminhos mais condizentes com as exigências do Reino.

Contudo, o motor de tudo isto é a fé. No caso do cego de Jericó, foi a fé que o moveu a implorar misericórdia junto a Jesus. E, também, pela fé o discípulo é levado a buscar libertação junto a ele. Quanto mais profunda ela for, tanto mais apurada será a visão do discípulo, ou seja, maior será sua capacidade de “ver” o que Deus deseja dele.

Oração:

Espírito que faz recobrar a visão, abre meus olhos para que eu possa discernir, com clareza, os caminhos do Reino, e andar por eles, com determinação e segurança.

(10) – BOA NOVA PARA CADA DIA

Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim! (Lc 18,38).

O cego de Jericó não tinha nascido cego; mas tinha ficado cego por muito tempo. Ele sabia o que era ver normalmente. E sempre desejou que este sofrimento um dia acabasse.

Pois este sofrimento o fez entender a importância da visão, que a maioria dos que enxergam bem nem se incomodam em valorizar como dom de Deus.

Este sofrimento também o fez entender que voltar a ter boa visão não estava em poder de pessoa alguma. Porém ouviu falar dos milagres de Jesus. E foi por isto que gritou por Ele, ouvindo que por ali passava: Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim! (Lc 18,38).

Jesus, bom como Deus Pai, atendeu ao pedido daquele pobre homem.

Jesus lhe perguntou: “o que queres que faça por ti?”

Ele sabia que um cego somente poderia lhe pedir a recuperação da vista.

Se sabia, por que perguntou?

Perguntou para dar ao cego a oportunidade de desabafar seu sofrimento apresentando seu pedido. E foi o que o cego fez, dizendo: “Senhor, quero enxergar de novo”.

Em seu sofrimento e espontaneidade o cego nos deu exemplo de como fazer pedidos a Deus sem maiores complicações.

Primeiro ele chama por Jesus e é atendido.

Depois diz o seu pedido. E é curado.

Foi o quanto bastou para que a bondade de Jesus realizasse aquele pedido.

Necessitados de alguma coisa importante para nossa vida, aprendamos com este cego de Jericó e como ele digamos a Jesus: Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!

E depois: Senhor, quero enxergar de novo. Este é o modelo de nosso pedido, seja da necessidade que for.

Somente nos resta receber de Deus a resposta positiva e a manifestação de seu poder. Isto é ter fé, mesmo do tamanho de um grão de mostarda.

(12) – FILHO DE DAVID TEM MISERICÓRDIA DE MIM!

Aprendeste, meu amigo, que o Reino dos céus está dentro de ti (Lc 17,21), se assim o quiseres, e que todos os bens eternos estão nas tuas mãos. Apressa-te, portanto, a ver, a sentir e obter em ti todos esses bens que te estão reservados. […] Clama a Deus; prostra-te.

Como o cego de outrora, diz tu também agora: “Tem misericórdia de mim, Filho de Deus, e abre os olhos da minha alma, para que eu veja a Luz do mundo (Jo 8,12), que és Tu, meu Deus, e me torne também filho dessa luz divina (Jo 12,36). Tu, que és bom e generoso, envia-me, também a mim, o Espírito Santo, o Consolador (Jo 14,26), para que me ensine tudo o que Te diz respeito, tudo o que Te pertence, Deus do universo. Permanece também em mim, como prometeste, para que eu possa também permanecer em Ti (Jo 15,4). Permite-me saber entrar em Ti e saber que Te possuo em mim. Tu, que és invisível, digna-Te tomar forma em mim para que, ao ver a tua beleza inacessível, tenha em mim a tua imagem, Tu que estás nos céus, e me esqueça de todas as coisas visíveis. Dá-me a glória que o Pai Te deu (Jo 17,22), Tu que és misericordioso, para que, semelhante a Ti como todos os teus servos, partilhe a vida divina segundo a graça e esteja continuamente contigo, agora e para sempre, por todos os séculos dos séculos”.

(14) – O QUE QUERES QUE EU FAÇA POR VOCÊ?

Nesta cultura do aceleramento em que vivemos, raramente enxergamos o irmão que sofre, os que estão esquecidos às margens do caminho, necessitados de nossas mãos para reerguê-los! Às vezes, até esbarramos nestes irmãos, mas não o enxergamos! O mais triste ainda, é quando ouvimos os seus clamores mas preferimos ignorá-los, para não nos comprometer com Eles.

É importante revermos a nossa impassibilidade diante dos que necessitam de nós, afinal, como seguidores de Jesus, somos corresponsáveis pela vida do outro! Ser indiferente aos que sofrem, é ser indiferente ao próprio Deus que nos encarregou de cuidar deles!

O maior testemunho cristão, é o amor a Deus concretizado no cuidado com os que lhes são prediletos, é aí que se resume a lei e o sentido do grande mandamento do amor, que nos faz entender que é amando o outro que amamos a Deus!

O evangelho de hoje, nos fala da cura de um cego, nos mostrando mais uma vez, as ações vivificantes de Jesus, que tinha sempre o olhar voltado para às margens do caminho, onde estavam e continua estando os que o mundo despreza.

Enquanto caminhava para Jerusalém, juntamente com os seus discípulos e uma grande multidão, Jesus, ao passar pela cidade de Jericó, sente ressoar em seus ouvidos, um pedido de socorro, um grito que partia de um cego, cuja a cegueira era apenas a privação de um dos seus sentidos, ou seja, uma cegueira física e não espiritual.

Sentado à beira do caminho, aquele cego percebe o que muitos de nós, não percebemos; a passagem de Jesus pela nossa vida!

A fé do cego de Jericó, ainda que imperfeita, era mais luminosa do que a visão dos que o via, mas não o enxergava! Ele reconhece em Jesus o poder transformador de Deus, um poder que liberta os excluídos, estes, que são jogados à beira do caminho, por uma sociedade que os rejeita.

O grito do cego, incomodou os que queriam Jesus só para eles, mas quanto mais eles tentavam calar a voz do cego, mais alto ele gritava e por fim, o seu grito de fé, tocou Jesus: “Filho de Davi tende piedade de mim”!

Tomado de compaixão, Jesus interrompe sua caminhada e diz: “Chamai-o”! Os mesmos que haviam tentado calar a voz do cego, agora o encorajam: “Coragem, levante-te, porque Jesus está chamando você”. Movido pela fé, aquele cego, larga tudo, isto é, o único bem que ele possuía; um manto e vai ao encontro de Jesus.

Dirigindo-lhe à palavra, Jesus pergunta:

– “O que queres que eu faça por você”?

– “Senhor eu quero enxergar de novo.”

A resposta de Jesus, como sempre uma resposta de amor, transforma a vida daquele homem: “A sua fé te curou”. No mesmo instante, ele passou a enxergar. Sua cura foi fruto da sua fé.

A princípio, pode nos parecer estranho, Jesus ter lhe perguntado: “Que queres que eu faça por você”? Certamente, Jesus sabia o que ele queria, mas quis ouvir dos seus próprios lábios. Com isto, Jesus nos ensina que a oração é um exercício de fé, que aprimora também o nosso relacionamento com Deus, um pedido, é também uma oração! Devolvendo a visão ao cego de Jericó, Jesus o recoloca de pé, inserindo-o na sociedade, a mesma sociedade que o rejeitou.

Após ser curado, àquele que já não é mais cego, sente ampliar a sua visão, ele não foi embora para viver a vida à sua maneira, pelo contrário, passou a fazer do caminho de Jesus, o seu caminho, tornando um seu fiel seguidor, um modelo para todos nós, que queremos “seguir Jesus, rumo a uma nova Jerusalém.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(14) – À BEIRA DO CAMINHO

1 Macabeus 1,10-15.41-43.54-57.62-64 – “pacto com as nações vizinhas”

Aconteceu no tempo dos macabeus, mas acontece também, hoje, no nosso tempo, quando “pessoas ímpias”, isto é, que não têm nenhum compromisso nem aliança com o Deus verdadeiro, nos levam, sutilmente, a que nós nos afastemos dos mandamentos da lei do Senhor. É costume, também, hoje, tentarmos “fugir” dos sofrimentos e das dificuldades enveredando por caminhos mais suaves e “asfaltados” que, no entanto, nos levam a erigir altares aos deuses que o mundo idolatra. Assim sendo, nós abandonamos os nossos costumes particulares, como a oração, o jejum, o sacrifício, a renúncia, a vigilância, assim como também, os valores éticos que são a honestidade, a solidariedade, a sinceridade, etc. Cultivamos a mordomia, a passividade, a permissividade, a libertinagem, a corrupção, o individualismo, a falsidade e outras práticas que terminam por nos conduzir para fora dos parâmetros da vontade de Deus para nós. Firmamos um pacto com as nações vizinhas, isto é, com a mentalidade pagã do mundo à nossa volta e assim, violamos a aliança sagrada com o Deus que nos criou e nos formou. Muitos israelitas, naquele tempo, resistiram e decidiram firmemente a não quebrar o compromisso com a sua religião, preferindo a morte. Sobre os outros, que foram seduzidos e se desencaminharam, abateu-se uma terrível cólera. Resta-nos, mais uma vez, avaliar se também nós, somos capazes de resistir aos acenos dos nossos “vizinhos”, mesmo que sejamos levados à morte, pela causa de Jesus. A morte pode significar o desprezo de alguém, a perseguição, a rejeição social, ao passar por alguma dificuldade financeira para não se corromper, o ter que trabalhar dez vezes mais para sobreviver, etc. Precisamos, portanto, estarmos atentos e firmes no nosso lugar e ter cuidado para que não sejamos atraídos pela filosofia do “bem bom”.

– Como você se comporta em um lugar em que todos estão se embriagando?

– O que você tem feito para fugir das maneiras atrativas de ganhar dinheiro?

– O dinheiro de que você dispõe tem o carimbo do céu ou da terra?

– Você tem feito algum esforço para ser fiel aos sacramentos e a vida de oração?

 

Salmo 118 – “Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa aliança!”

É nosso dever então, nos voltarmos ao Senhor e a Ele implorar o dom da fortaleza para que não caiamos nas sugestões daqueles que se aproximam de nós com maldade. Ó Senhor, dai-nos vida e santidade, que nós nos indignemos diante dos ímpios que abandonaram a vossa lei. Que possamos guardar a vossa aliança de amor dentro de nós a fim de que aconteça, na nossa vida, a vossa vontade. Libertai-nos da opressão e da calúnia para que possamos viver dentro do Teu amor eterno.

 

Evangelho – Lucas 18, 35-43 – “à beira do caminho”

A leitura nos sugere que aquele homem não era um “cego de nascença”, mas era alguém que havia perdido a visão e não conseguia mais enxergar. E, que, apesar de não ver, ele estava atento ao que se passava ao seu redor quando a multidão que acompanhava Jesus passava por ele. Somos esse cego de Jericó quando nos perdemos de Deus, nos afastamos da vivência da Sua Lei, estamos mergulhados na escuridão do mundo e, por isso, não mais enxergamos nem vislumbramos as coisas como antigamente. No entanto, porém, poderemos ter a nossa visão restaurada se estivermos atentos (as), à passagem do Senhor. O cego de Jericó não via, mas ouvia e podia falar, por isso gritou apesar das pessoas mandarem-no calar-se: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” Por causa da sua persistência e determinação, que são atitudes de fé, Jesus o curou da sua cegueira. Quando nós tomamos consciência de que estamos equivocados (as) e que precisamos de conserto, nós também não podemos nos acomodar na “beira do caminho”. Para que sejamos curados (as) da nossa cegueira momentânea ou do nosso entendimento deturpado, nós precisamos também parar para perceber a passagem de Jesus e gritar como o cego o fez: “Jesus, estamos aqui, precisamos te ver, precisamos te servir, cura a nossa falta de entendimento, converte o nosso coração”. O Senhor vai querer saber de nós o que nós desejamos que Ele nos faça. “Que queres que eu faça por ti?” A nossa resposta consciente determinará o grau da nossa fé no poder curador de Jesus. Não percamos a oportunidade, Jesus Cristo está passando por aqui, Ele está no meio de nós e traz a bênção que curará a nossa cegueira e renovará a nossa percepção das coisas do alto.

– Você ainda está esperando Jesus passar ou você já percebe que Ele está perto de você e quer tirar todas as suas dúvidas?

– Qual é a sua cegueira: o que você ainda não está entendendo?

– O que precisa acontecer para que você saia do comodismo?

– Você tem medo de que as pessoas o (a) mandem calar-se ou você tem coragem de gritar por Jesus mesmo que chame a atenção de todos?

(14) – O CEGO DE JERICÓ

A aproximação de Jericó assinala a última etapa da viagem de Jesus a Jerusalém. Aqui, como no incidente das crianças, os discípulos tentam impedir uma pessoa “insignificante” de perturbar o Mestre. O evangelista continua em outro nível a apresentar a vida da Igreja como uma viagem com Jesus no caminho do Senhor. A observação de que “os que iam na frente” são os que repreendem o mendigo é advertência sutil aos chefes religiosos que menosprezam as necessidades dos indefesos. Mas Jesus veio para esses humildes que expressam sua necessidade de salvação. Este capítulo é uma galeria deles: a viúva, o coletor de impostos, as crianças e agora o mendigo cego.

Em Marcos, o mendigo é identificado como Bartimeu. Cego como é, exclama com discernimento inspirado, chamando Jesus pelo título messiânico de “filho de David”. Quando interrogado, ele vai mais longe e identifica Jesus como “Senhor”. Em resposta a essa fé, recebe a mensagem de libertação que agora já é frase estereotipada: “A tua fé te salvou!”. Tanto o mendigo como as testemunhas entendem o significado definitivo desse ato de poder e glorificam a Deus.

Nossa cegueira é muito grande. Fechamos nossos olhos diante de muitas coisas erradas que acontecem: Dentro de nós, na nossa família, na nossa vizinhança, no ambiente de trabalho, na escola e na sociedade. Com o receio de que alguém diga que estamos falando mal do próximo, nos calamos diante de muita coisa errada que as pessoas fazem em nossa volta e que muito nos prejudica.

É preciso diferenciar as palavras denunciar de fofocar. Falar mal do próximo é uma coisa. Denunciar o mal que o próximo faz, é outra coisa parecida, mas diferente. Os profetas anunciavam e denunciavam. Por isso eram mal vistos por aqueles cujas maldades que faziam eram apontadas pelos profetas. O próprio Jesus Cristo denunciou os defeitos principalmente dos fariseus e muitas vezes os chamou de hipócritas na cara deles.

Tem gente que ainda não entendeu porque Jesus foi morto.

Se Ele era bom, como pode tê-lO matado?

Se Ele era poderoso porque não destruiu os cravos que lhe pregaram na cruz?

Jesus foi morto por ter denunciado as injustiças, e abusos dos líderes judaicos.

Temos medo de denunciar. Temos medo das consequências e das retaliações. Por isso fingimos não ver o que os nossos jovens estão fazendo, fingimos não ver até o caminho que nos nossos próprios filhos estão se embrenhando, por que a psicologia moderna diz que eles podem ficar traumatizados se agirmos com muita pressão em cima deles.

Errado!

Jovem precisa de energia por parte dos pais e superiores. Porque mesmo com toda aquela arrogância, com aquele nariz empinado de quem sabe tudo, de quem pode tudo, os jovens no fundo são muito inseguros, por que não tem uma coisa que nós os maduros temos, que é a experiência. E os jovens precisam de controle, sim. Eles mesmos sentem quando os próprios pais não exercem esta energia controladora com eles. Eles sentem quando a direção da escola não os controla como deveria.

Se a diretora ou a professora quiser dar uma de boazinha e fechar os olhos para com os abusos e indisciplina dos jovens, se não colocar limite no seu comportamento, a escola com certeza se transformará num inferno.

Assim, também a sociedade. Se ninguém denunciar as coisas erradas que acontecem em nossa volta, o mal tende a crescer e se avolumar transformando em um monstro que vai nos devorar como já está acontecendo em certos lugares deste nosso Planeta.

O Cristão não deve falar mal do próximo, mas tem de denunciar sim, porque a nossa missão é construir um mundo melhor. E só conseguiremos isso através da denúncia das coisas erradas que o nosso próximo faz. Devemos atacar o erro e não a pessoa que o comete. Isso é outra coisa que também sempre confundimos, mas temos de separá-las.

Há um ditado que diz que “na casa da avó, tudo pode”. Infelizmente tenho de denunciar aqui um grande problema familiar que está neste momento corroendo as estruturas mestras das nossas famílias. Os avós não fazem por mal. Mas ao serem muitos liberais com os netinhos estão tirando a autoridade dos pais, e prejudicando a educação das crianças as quais quando crescerem, vão querer fazer tudo que lhes vêm na cabeça, e isso é mau uso da liberdade. Isso acarreta uma série de complicações familiares, sociais, morais e econômicas.

(14) – FÉ E AÇÃO TEM QUE ESTAR EM SINTONIA, SENÃO…

O apóstolo São Pedro sempre falava em nome do grupo, às vezes dava testemunhos belíssimos, outras vezes enfiava os pés pelas mãos. Nesse evangelho, mais uma vez Pedro é censurado por Jesus, pela sua pouca Fé.

Lembrei-me da minha infância, quando certa vez brincávamos de circo e eu cismei de equilibrar-me em uma corda grossa, atravessando de uma árvore a outra, claro que levei um “tombaço” e passei alguns dias com dor intensa em uma das pernas, mas por causa do medo, preferi nada dizer a meus pais.

Mas alguém da nossa turma tinha essa habilidade, e depois ele nos disse que aprendera com um artista de circo de verdade, “O Segredo é você olhar à frente e não para baixo onde está o perigo”. Pedro não se equilibrava sobre uma corda, mas andava sobre as águas, o que é humanamente impossível…

Enquanto Pedro olhava à frente, onde estava Jesus, caminhava, mas quando prestou mais atenção na ventania, daí começou a afundar. Eu acho que Pedro, sendo pescador, sabia nadar, mas o pavor era tanto que estava paralisado e não conseguia reagir.

Na vida em comunidade é exatamente assim: quando caminhamos olhando o Ressuscitado que vai à nossa frente, orientando-nos e incentivando “Vamos, caminha, não desanime, você vai conseguir, eu estou com você…” caminhamos porque cremos Nele, caminhamos porque Ele está a nossa frente, ensinando a rota, apontando-nos a meta, corrigindo-nos quando saímos fora do percurso, vejam bem que os ventos contrários não param de soprar, as Forças do Mal nunca deixarão de investir sobre a comunidade, mas com os olhos fixos em Jesus a gente vai caminhando.

Quando porém, por alguma razão desviamos nossa atenção de Jesus e perdemos o foco do nosso cristianismo, imediatamente sentimos a força do mal tentando nos destruir e virar o barco da nossa comunidade.

Isso ocorre quando achamos que certas situações que enfrentamos hoje, não têm mais jeito de se mudar, tem gente que não acredita que a Família tem jeito, tem gente achando que a juventude não têm mais jeito, tem gente achando que nem a Igreja tem mais jeito, e assim vai a esteira de pessimismo e lamentação: Vida conjugal, casamento, política, economia, está tudo irremediavelmente perdido, o Domínio da Força do Mal é uma triste realidade, não vamos conseguir reverter esse “jogo”, mas vamos continuar combatendo, só para cumprir tabela, mas o mundo não tem mais jeito não… Nossos vícios e fraquezas, aqueles pecados que vira e mexe cometemos, achamos que é mais forte que nós!

Quando esse pensamento nos domina, então começamos afundar, como Pedro, e quando achamos que a Vaca já vai indo realmente para o Brejo, clamamos por Jesus, sua mão forte, generosa, cheia de ternura, nos segura firmemente e nos arranca das Forças do Mal, quando damos por nós, estamos novamente a caminho, buscando a Santidade, lutando pra valer, combatendo o bom combate. Onde arranjamos força? No Cristo Jesus, na Eucaristia que nos abastece, na Palavra que nos liberta e nos encoraja.

Comunidade é o lugar do desafio, mas também é o lugar onde, na travessia dessa Vida, temos o Senhor junto a nós, e de joelhos dobrados o adoramos, Ele é o nosso Senhor, nosso Deus, aquele que nos conduzirá ao Porto Seguro da Vida Eterna, e os ventos contrários terão de se dobrar diante Dele. Afinal, o Mal não tem nenhuma chance contra a Igreja de Cristo, e se alguém estiver em dúvida, devemos lembrar que a Igreja de Cristo, Una, Santa Católica, já está no Terceiro Milênio de sua História. Cadê os Reinos e Impérios que investiram contra ela? Não vejo ninguém…

(14) – O QUE QUERES QUE EU FAÇA POR TI? SENHOR, EU QUERO ENXERGAR DE NOVO.

O que queres que eu faça por ti? Senhor, eu quero enxergar de novo.

Este Evangelho narra a cura do cego de Jericó. Jesus estava caminhando. Ele era assim, sempre caminhava, não ficava parado, esperando que as pessoas viessem até ele, pois queria levar vida a todos.

O cego estava à beira do caminho. Os marginalizados, como o próprio nome diz, ficam na margem dos caminhos. Para este, era a cegueira que o impedia de caminhar e de vencer na vida.

Ao ouvir dizer que era Jesus que passava, ele gritou: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!” Nós conhecemos aquela frase de Jesus: “Pedi e recebereis”.

“As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado.” Esses que iam na frente, até de Jesus, pois não seguiam a ele, já que seguir é ir atrás, eram cegas; cada uma só pensava em si e em receber graças de Jesus. Além de serem insensíveis diante do sofrimento do próximo, queriam impedir que outros o ajudassem. Que coisa triste!

Já o cego físico não era cego espiritual. Ele conhecia o catecismo, pois chamou Jesus de Filho de Davi. Não dando ouvidos aos egoístas, gritou mais ainda. Lição para nós; não vamos nos deixar intimidar por pessoas que querem tapar a nossa boca.

Jesus, ao contrário da multidão, sentiu compaixão do cego. Jesus não era “maria-vai-com-as-outras”, seguindo a multidão. Ele fazia o que achava certo, ainda que sozinho.

“O que queres que eu faça por ti?” Jesus assume a atitude de servo do cego; o servo não determina o serviço que vai prestar, e sim o patrão. O cego virou patrão de Jesus!

“Senhor, eu quero ver de novo.” Para aquele cego, o maior problema era a cegueira. Pode ser que para outros cegos, a cegueira não seja o maior problema, mas para este era.

“Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou. No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia a Jesus, glorificando a Deus.” Como é bom acreditar que Deus pode nos libertar de nossos males, sejam eles quais forem. A fé é fundamental na vida.

Que felicidade daquele moço! Agora não precisa ficar sentado na beira do caminho. E a primeira coisa que ele fez foi seguir a Jesus, glorificando a Deus.

A fé do ex cego aumentou ainda mais, pois passou a seguir a Jesus. Ele recebeu dupla graça: a cura física e o aumento da fé.

A exemplo dele, digamos a Jesus: Senhor, eu quero enxergar de novo! Eu tenho fé, mas quero um aumento dela. Quero ser seu (sua) discípulo e missionário, para que o nosso povo tenha mais vida.

E vamos aprender também de Jesus a sua humilde disponibilidade: que queres que eu faça por ti?

Vendo o fato, e o comportamento de Jesus, todo o povo deu louvores a Deus. Um gesto de amor aproxima as pessoas de Deus, não só a pessoa beneficiada, mas os que ficam sabendo.

Apresentemos a Jesus todos os nossos problemas, físicos, psicológicos ou espirituais, grandes ou pequenos, pois ele é Deus e para ele não há problema sem solução. Afinal, todos nós somos cegos em alguma coisa, e precisamos ver.

Havia, certa vez, um homem que todos os dias ia à banca comprar jornal. O homem que atendia naquela banca era grosseiro e sempre tratava mal o comprador. Era sempre mesma cena. Um dia, um amigo do homem que comprava o jornal chamou-o de lado e disse:

“Amigo, eu tenho observado que todo dia você compra o jornal nesta banca e todo dia esse vendedor trata você mal! Não entendo por que você ainda continua comprando jornal nesta banca… no outro quarteirão do bairro, à mesma distância da sua casa, há outra banca de jornais e revistas. O vendedor lá é muito simpático e atende bem as pessoas. Por que você não compra o jornal nessa outra banca?”

Ouvindo isso, o homem respondeu: “E por que iria ser esse vendedor, que, segundo você, me trata mal, a decidir por mim o local onde vou comprar meu jornal?”

Não são as pessoas mesquinhas que vão determinar ou modificar o nosso modo de agir. Vamos seguir o exemplo do cego de Jericó, que não deu ouvidos à multidão egoísta que o mandava calar a boca.

Maria Santíssima era também uma mulher firme servidora. Se fizermos como Jesus e Maria, não haverá mais cegos no meio de nós!

O que queres que eu faça por ti? Senhor, eu quero enxergar de novo.

(15) – REFLEXÃO

Jesus passou toda a sua vida fazendo o bem para manifestar o amor de Deus para conosco. Quando Jesus realiza curas, quer mostrar que o amor de Deus pelos homens faz com que as pessoas não fiquem à margem do caminho pedindo esmolas, mas com que cada um tenha condições de seguir o seu próprio caminho. É por isso que ele tem compaixão do cego e o cura. Após o processo de libertação, todos são convidados a seguir o próprio caminho, sendo que alguns, como é o exemplo do cego do Evangelho de hoje, resolvem seguir o caminho de Jesus. Quando Jesus cura, não tira a liberdade da pessoa. Aqueles que depois de curados resolvem segui-lo, o fazem de livre e espontânea vontade, mas tornam-se um motivo para que todos glorifiquem a Deus.

(20) – E SE PÔS A SEGUI-LO…

Um cego na beira da estrada. Toda uma vida de humilhação e dependência. Seguramente, já ouvira falar daquele estranho Rabi da Galileia que limpava os leprosos e animava os paralíticos. É quando passa a multidão. Ouvindo o burburinho, o cego se informa e fica sabendo que Jesus está passando. É hora de gritar…

Foi Santo Agostinho quem escreveu: “Timeo Iesum praetereuntem et non redeuntem” – isto é, “temo a Jesus que passa e não volta”. Temo perder a hora da graça. A oportunidade imperdível! Por isso mesmo, o cego de Jericó ergue o seu berreiro: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!” Tentam fazê-lo calar, mas ele insiste. Até que Jesus para e o atende. A uma palavra de Jesus, o cego recobra a vista. Com brados de louvor a Deus, ele se põe a seguir Jesus. Isto é, torna-se seu discípulo.

Cabe aqui uma reflexão.

Qual a intenção profunda de nossas orações?

Quando pedimos a Deus saúde e emprego, dinheiro e cura das enfermidades, que é mesmo que estamos buscando?

Pode ser que estejamos apenas em busca de segurança material, sossego, alívio das dores.

Não é uma forma de egoísmo?

O cego de Jericó podia ter obtido a visão de volta, agradecia a Jesus e seguia sua estrada para cuidar da própria vida. Mas, não… Ele se põe a seguir o médico que o havia curado. Só tem olhos para Jesus… Outra vez, quando Jesus curou dez leprosos, somente um – o estrangeiro – voltou para dar graças. Os outros estavam satisfeitos com a própria cura e nada mais queriam, exceto o atestado de saúde a ser obtido com os sacerdotes do Templo.

Egoístas, não?

Se nós queremos cura para servir aos irmãos, ótimo! Se queremos saúde para trabalhar pelo Reino, tudo bem! Mas se queremos emprego só para ter dinheiro no banco, hum-hum… Se queremos passar no vestibular só para “subir na vida”, sei não… Nossas intenções não são das melhores…

É verdade que – como diz o povo simples – Deus não dá asa a cobra. Pode ser que nossa oração não seja ouvida porque Deus avalia nossas intenções e antevê que acabaríamos prejudicados com aquilo que pedimos. Fechados em nosso pequeno mundo, teríamos em mãos mais recursos para nossa perdição.

Se Deus atendesse às nossas preces, nós o seguiríamos?

Orai sem cessar: “Só uma coisa pedi ao Senhor: morar na casa do Senhor todos os dias de minha vida.” (Sl 27, 4).

(24) – A TUA FÉ TE SALVOU

Hoje o cego Bartimeu (Cf. Mc 10,46) dá-nos toda uma lição de fé, manifestada com franca simplicidade perante Cristo. Quantas vezes nos seria útil repetir a mesma exclamação de Bartimeu: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!” (Lc 18,37). É tão proveitoso para a nossa alma sentir-nos indigentes! O fato é que o somos, mas, infelizmente, poucas vezes o reconhecemos de verdade. E…, claro está: fazemos o ridículo. São Paulo adverte-nos: “Que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido?” (1Cor 4,7).

Bartimeu não tem vergonha de se sentir assim. Em não poucas ocasiões, a sociedade, a cultura do politicamente correto querem fazer-nos calar: com Bartimeu não o conseguiram. Ele não se encolheu. Apesar de o “mandarem ficar calado, (…) ele gritava mais ainda: Filho de Davi, tem compaixão de mim!” (Lc 18,39). Que maravilha! Apetece dizer: —Obrigado, Bartimeu, por esse exemplo.

E vale a pena fazê-lo como ele, porque Jesus ouve. E ouve sempre! Por mais confusão que alguns organizem à nossa roda. A confiança simples -sem preconceitos- de Bartimeu desarma Jesus e rouba-lhe o coração: “Mandou que lhe trouxessem o cego e (…) perguntou-lhe: “Que queres que eu te faça?” (Lc 18,40-41). Perante tanta fé, Jesus não anda com rodeios! E Bartimeu também não: “Senhor, que eu veja!”. (Lc 18,41). Dito e feito: “Vê! A tua fé te salvou” (Lc 18,42). Assim, pois, —a fé, se é forte, defende toda a casa— (Santo Ambrósio), quer dizer, tudo pode.

Ele é tudo; Ele dá-nos tudo. Então, que outra coisa podemos fazer perante Ele, se não lhe dar uma resposta de fé? E esta resposta de fé equivale a deixar-se encontrar por este Deus que —movido pelo afeto de Pai— nos procura sempre. Deus não se impõe, mas passa frequentemente muito perto de nós: aprendamos a lição de Bartimeu e … Não o deixemos passar ao largo!

(7) – BASÍLICAS DE PEDRO E PAULO

Hoje celebramos a Dedicação dessas duas basílicas. No pontificado do papa Júlio II decidiu-se derrubar a velha igreja de São Pedro. Em 18 de abril de 1506, Bramante recebeu o encargo de desenhar a nova igreja. O arquiteto Bramante desenhou um edifício centralmente planificado, com um domo colocado sobre o centro de uma cruz grega, com braços de idêntico tamanho, forma que correspondia aos ideais da Renascença. Os anos foram passando. Bramante foi sucedido por Rafael, Fra Giocondo, Giuliano da Sangallo, Baldassare Peruzzi, Antonio da Sangallo. O Papa Paulo III, em 1546, entregou a direção dos trabalhos a Michelangelo. Este, já com 72 anos, ficou fascinado com o domo, concentrando nele seus esforços, mas não conseguiu completá-lo antes de sua morte, em 1564. Vignola, Pirro Ligorio, Giacomo della Porta continuaram os trabalhos na basílica. O domo tem diâmetro de 42 metros e altura de 132,5 metros. Graças aos planos de Michelangelo e a um modelo em madeira, Giacomo della Porta foi capaz de terminá-lo, com ligeiras modificações. Terminado em 1590, ainda é uma das maravilhas da arquitetura ocidental. O papa Paulo V encarregou Carlo Maderno de aumentar a nave, criando uma cruz latina. Completou também em 1614 a famosa fachada. O papa Urbano VIII dedicou a nova igreja em 18 de novembro de 1626, exatamente 1.300 anos depois da data em que a primeira basílica fora dedicada, e 126 anos após o início da nova construção. Em 1629, Bernini começou a construir as torres sineiras na fachada, que ruíram por deficiências estruturais. Trinta anos mais tarde Bernini redesenhou a Praça de São Pedro, mudando alguns aspectos do domo de Michelangelo e, sobretudo, unificando todos os edifícios em um conjunto harmonioso. Os trabalhos terminaram quando se acrescentou uma sacristia, sob o pontificado de Pio VI (1775-1799). A Basílica de São Pedro é a maior de todas as igrejas católicas, a Igreja. Ela cobre área de 23000 m² e comporta mais de 60 mil pessoas. Segundo a tradição, também a Basilica de São Paulo foi construída sobre seu túmulo, que fica debaixo do altar maior, dito altar papal. Por esta razão houve, ao longo dos séculos, um grande movimento de peregrinação. A partir do século XIII, data do primeiro Ano Santo, faz parte do itinerário jubilar para obter-se indulgência e ver celebrar a abertura da Porta Santa. Há uma estátua de São Paulo em frente à entrada da basílica. A construção tem 131,66 m de comprimento, largura de 65 m e altura de 29,70 m. É também uma construção imponente e representa pela grandeza a segunda dentre as quatro basílicas patriarcais de Roma. A atual basílica é uma reconstrução do século XVIII da antiga basílica do tempo de Costantino. A basílica, e todo o complexo anexo, como o claustro e o mosteiro, não fazem parte da República Italiana, mas são propriedades da Santa Sé, mesmo estado fora dos muros da cidade do Vaticano.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

33ª SEMANA DO TEMPO COMUM

(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Quem participa bem da Eucaristia começa a ver tudo de maneira sempre nova. É como voltar a enxergar de novo, com entusiasmo sempre renovado, glorificando a Deus em tudo. Isso se traduz na fidelidade total a Deus, não aceitando, ou deixando fazer parte de sua vida, nada que contrarie essa fidelidade e os valores morais cristãos. Pessoas totalmente fiéis, a exemplo dos macabeus no antigo testamento e dos mártires cristãos, existiram e existem hoje nas comunidades atuais. São pessoas dispostas a tudo, até a dar sua própria vida, para não trair a lei de Deus.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes (Jr 29,11s.14).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Muitos se afastam dos valores bons, aceitando, sem mais nem menos, os costumes degenerados que contrariam a fé cristã. Outros são sempre fiéis e dão exemplo de resistência. Para se ter novamente essa fidelidade e fortaleza de espírito é preciso pedir humildemente e com fé: “Senhor, me ajuda. Quero ver novamente”, percebendo as coisas como devem ser.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Concedei, Senhor nosso Deus, que a oferenda colocada sob o vosso olhar nos alcance a graça de vos servir e a recompensa de uma eternidade feliz. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Para mim só há um bem: é estar com Deus, é colocar o meu refúgio no Senhor (Sl 72,28).

– Oração depois da Comunhão

Tendo recebido em comunhão o Corpo e o Sangue do vosso Filho, concedei, ó Deus, possa esta eucaristia, que ele mandou celebrar em sua memória, fazer-nos crescer em caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é saber compartilhar o conhecimento.

(0) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(2) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(3) – Portal Editora Santuário;

(4) – Portal Editora Paulinas;

(5) – Portal Editora Paulus;

(6) – Portal e Blog Canção Nova;

(7) – Portal Dom Total;

(8) – Portal Católica Net;

(9) – Portal Católico Orante;

(10) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(11) – Portal de Catequese Católica;

(12) – Portal Evangelho Quotidiano;

(13) – Blog Homilia Dominical;

(14) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(15) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(16) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(17) – Portal Universo Católico;

(18) – Portal Paróquia São Jorge Mártir;

(19) – Portal Catedral FM 106,7;

(20) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(21) – Portal Comunidade Resgate;

(22) – Portal Fraternidade O Caminho;

(23) – Portal Católico na Net;

(24) – Portal Evangeli.net;

(25) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(26) – Portal Grupo de Oração Sopro de Vida;

(27) – Portal NPD Brasil.

(28) – Um Novo Caminho

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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