Liturgia Diária 19/Nov/13

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA — 19/11/2013 (terça-feira)
Zaqueu
Lc 19,1-10 (Zaqueu)

LEITURAS:

Segundo Livro dos Macabeus (2Mc 6,18-31)
(O Martírio de Eleazar)

18 Eleazar era um dos principais doutores da Lei, homem de idade avançada e de venerável aparência. Quiseram obrigá-lo a comer carne de porco, abrindo à força sua boca. 19 Mas ele, preferindo morrer gloriosamente a viver desonrado, caminhou espontaneamente para a tortura da roda, 20 depois de ter cuspido o que lhe haviam posto na boca. Assim deveriam proceder os que têm a coragem de recusar aquilo que nem para salvar a vida é lícito comer. 21 Os encarregados desse ímpio banquete ritual, que conheciam Eleazar desde muito tempo, chamaram-no à parte e insistiram para que mandasse trazer carnes cujo uso lhes era permitido e que ele mesmo tivesse preparado, apenas fingisse comer carnes provenientes do sacrifício, conforme o rei ordenara. 22 Agindo assim evitaria a morte, aproveitando esta oportunidade que lhe davam em consideração à velha amizade. 23 Mas ele tomou uma nobre resolução digna da sua idade, digna do prestígio de sua velhice, dos seus cabelos embranquecidos com honra, e da vida sem mancha que levara desde a infância. Uma resolução digna, sobretudo, da santa legislação instituída pelo próprio Deus. E respondeu coerentemente, dizendo que o mandassem logo para a mansão dos mortos. 24 E acrescentou: “Usar desse fingimento seria indigno da nossa idade. Muitos jovens ficariam convencidos de que Eleazar, aos noventa anos, adotou as normas de vida dos estrangeiros; 25 seriam enganados por mim, por causa do fingimento que eu usaria para salvar um breve resto de vida. De minha parte eu atrairia sobre minha velhice a vergonha e a desonra. 26 E ainda que escapasse por um momento ao castigo dos homens, eu não poderia, nem vivo nem morto, fugir das mãos do Todo-poderoso. 27 Se, pelo contrário, eu agora renunciar corajosamente a esta vida, vou mostrar-me digno de minha velhice, 28 e deixarei aos jovens o nobre exemplo de como se deve morrer, com entusiasmo e generosidade, pelas veneráveis e santas leis”. Ditas estas palavras, caminhou logo para o suplício. 29 Os que o conduziam, transformaram em brutalidade a benevolência manifestada pouco antes. E consideraram loucas as palavras que ele acabara de dizer. 30 Eleazar, porém, estando para morrer sob os golpes, disse ainda entre os gemidos: “O Senhor, em sua santa sabedoria, vê muito bem que eu, podendo escapar da morte, suporto em meu corpo as dores cruéis provocadas pelos açoites, mas em minha alma suporto-as com alegria, por causa do temor que lhe tenho”. 31 Assim Eleazar partiu desta vida. Com sua morte deixou um exemplo de coragem e um modelo inesquecível de virtude, não só para os jovens, mas também para toda a nação.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Livro dos Salmos (Sl 3,2-3. 4-5. 6-7 (R. 6b))
(Apelo matinal do justo perseguido)

6b É o Senhor quem me sustenta e me protege!
6b É o Senhor quem me sustenta e me protege!

Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam; / quanta gente se levanta contra mim!
Muitos dizem, comentando a meu respeito: / ‘Ele não acha a salvação junto de Deus!’

Mas sois vós o meu escudo protetor, / a minha glória que levanta minha cabeça!
Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor, / do Monte santo ele me ouviu e respondeu.

Eu me deito e adormeço bem tranquilo; / acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento.
Não terei medo de milhares que me cerquem / e furiosos se levantem contra mim.

8a Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 19,1-10)
(Zaqueu)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2 Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4 Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5 Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. 7 Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8 Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. 9 Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10 Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual.
Introdução:
Graça e Paz a todos os que se reúnem aqui, na web, em torno da Palavra.
Juntos, rezamos ou cantamos:
(Se, em grupo, pode ser rezado em dois coros ou um solista e os demais repetem)
– Venham, ó nações, ao Senhor cantar (bis)
– Ao Deus do universo, venham festejar (bis)
– Seu amor por nós, firme para sempre (bis)
– Sua fidelidade dura eternamente (bis)
– Toda a terra aclame, cante ao Senhor (bis)
– Sirva com alegria, venha com fervor (bis)
– Nossas mãos orantes para o céu subindo (bis)
– Cheguem como oferenda ao som deste hino (bis)
– Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito (bis)
– Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito (bis)

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “Jesus, o Bom Pastor, quer nos comunicar a sua vida e se colocar a serviço da vida. Vemos como ele se aproxima do cego no caminho (Cf. Mc 10,46-52), quando dignifica a samaritana (Cf. Jo 4,7-26), quando cura os enfermos (Cf. Mt 11,2-6), quando alimenta o povo faminto (Cf. Mc 6,30-44), quando liberta os endemoninhados (Cf. Mc 5,1-20). Em seu Reino de vida Jesus inclui a todos: come e bebe com os pecadores (Cf. Mc 2,16), sem se importar que o tratem como comilão e bêbado (Cf. Mt 11,19); toca leprosos (Cf. Lc 5,13), deixa uma prostituta ungir seus pés (Cf. Lc 7,36-50) e, de noite, recebe Nicodemos para convida-lo a nascer de novo (Cf. Jo 3,1-15). Igualmente, convida a seus discípulos à reconciliação (Cf. Mt 5,24), ao amor pelos inimigos (Cf. Mt 5,44) e a optarem pelos mais pobres (Cf. Lc 14,15-24).” (DAp 353)
E eu me interrogo:
Como me sinto dentro da cena do Evangelho de hoje?
Aceito que Jesus venha me visitar?
Tenho garantida a minha paz e a felicidade pela aceitação de Jesus Cristo, da mesma forma que Zaqueu?

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na minha Bíblia, o texto: Lc 19,1-10.
Zaqueu procura ver e conhecer Jesus. Era um cobrador de impostos, profissão arrendada pelos romanos que consistia em pagar pontualmente a quantidade estipulada pelo império. Nesta posição o coletor tinha ocasiões para fraudar, não o fisco, mas os cidadãos comuns. Por isso não era bem visto.
Quando Jesus entra em Jericó, Zaqueu deseja vê-lo. Seu perfil é de um homem muito rico, chefe dos cobradores de impostos e baixinho. Tentava ver Jesus e não conseguia. Por isso, sobe numa figueira. O texto diz que “Jesus olhou para cima”, viu Zaqueu e falou com ele. O fato ganha relevo porque Jesus lhe dá uma atenção especial. Não só diz o seu nome – Zaqueu – e ainda, como se já o conhecesse, lhe diz, com liberdade, que vai passar o dia na sua casa. Zaqueu responde “com muita alegria”, descendo da árvore. Sentia-se muito honrado em receber Jesus em sua casa. As demais pessoas, “começaram a resmungar”. Viam apenas aquele que era considerado pecador. Zaqueu, por sua vez, não perde tempo. Se regenera. De pé, diz a Jesus que vai dar metade dos seus bens aos pobres e, se roubou alguém, vai devolver-lhe o quádruplo.
E Jesus declara: “Hoje a salvação entrou nesta casa… O Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido”. A salvação é este encontro com Jesus Cristo e com os irmãos e se faz com a prática da justiça.

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com o
Salmo 91 (90) – O justo confia em Deus
Você que habita ao amparo do Altíssimo, e vive à sombra do Onipotente,
diga a Javé: “Meu refúgio, minha fortaleza, meu Deus, eu confio em ti!”
Ele livrará você do laço do caçador, e da peste destruidora;
ele o cobrirá com suas penas, e debaixo de suas asas você se refugiará.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido na minha casa, no meu trabalho, nos meus relacionamentos.
Bênção:
– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(4) – HOJE ACONTECEU A SALVAÇÃO PARA ESTA CASA

Com este relato de Zaqueu, próprio de Lucas, o leitor é convidado a aprender um paradoxo do encontro entre Jesus e Zaqueu: Jesus vinha procurar e salvar Zaqueu antes mesmo que este buscasse vê-lo e conhecê-lo.
Zaqueu é apresentado em função de Jesus, que devia passar por lá e que Zaqueu queria ver. O centro de atração de Zaqueu e da multidão é Jesus. O relato visa, por um lado, à revelação da identidade perdida de Zaqueu, como homem de fé (“Filho de Abraão” – v. 9) e, em segundo lugar, Zaqueu vai descobrir em Jesus seu Senhor: No v. 3 o narrador diz que Zaqueu procurava ver quem era Jesus; no v. 8, ele disse ao Senhor: “Pois bem, Senhor…” Esta transformação foi possível pela iniciativa de Jesus. Jesus, o Senhor, não é só o ato da transformação, ele a provoca.
Toda a dinâmica do relato vai na direção da identidade profunda de Zaqueu e Jesus. Procurando ver Jesus, Zaqueu foi visto por ele. O encontro com Jesus transformou a vida de Zaqueu, inclusive do ponto de vista ético: “Senhor, a metade dos meus bens eu darei aos pobres, e se prejudiquei alguém, vou devolver quatro vezes mais.” (v. 8). A salvação vem por Jesus sem que seja preciso esperar mais: “Hoje aconteceu a salvação para esta casa” (v. 9).

(7) – HOJE, O SENHOR QUER ENTRAR NA SUA CASA

Assim como Zaqueu, abra as portas do seu coração para que Deus entre nele e faça morada.
“A salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão.”
Meus queridos irmãos e irmãs, a Palavra de Deus nos apresenta Zaqueu, um cobrador de impostos que, com certeza, não era bem visto pelas pessoas, pois em sua profissão, muitas vezes, fraudava, era injusto com o povo na cobrança dos tributos. Por isso não era um homem bem quisto por todos naquela época.
Nem por isso Zaqueu deixou de procurar Jesus. Ele sabia que seria muito difícil aproximar-se do Senhor. Primeiro, por causa de sua condição moral, pois via que era mal visto e poderia não ser aceito pelo Senhor; depois, por seu limite físico: Zaqueu era muito baixo, e a multidão que se aproximava de Jesus era muito grande.
Veja a esperteza de Zaqueu! Ele passou por cima de seus próprios limites e subiu em cima de uma árvore. Ele pisou em cima daquilo que era sua “falta de condição moral” para se aproximar do Senhor, pois queria vê-Lo. E antes que Zaqueu O tivesse visto, Jesus já o tinha visto. O Senhor já tinha visto que aquele coração precisava de Sua presença, e é Ele próprio quem toma a iniciativa: “Zaqueu, hoje mesmo quero estar na sua casa”.
Foi assim que o cobrador de impostos desceu depressa da árvore e recebeu Jesus com muita alegria. O Senhor, entrando na casa dele, disse: “Hoje mesmo a salvação entrou nesta casa”. Jesus também quer entrar na sua casa, na sua vida, na sua família. Não importa a sua condição, a sua situação, não importa se na casa que você vive as pessoas cometem pecados, erros ou se não estão vivendo de acordo com a vontade do Senhor.
Se você tem disposição para acolher o Senhor, hoje, Ele quer entrar na sua casa, Ele quer morar onde você mora. Assim como Zaqueu, abra primeiro as portas da sua casa, abra as portas do seu coração para que Deus entre nele e faça morada.
A diferença, a sacudida que você está precisando vai acontecer quando você abrir suas portas para que Jesus entre e faça a diferença no meio dos seus.
Acolha-O, acredite n’Ele!
O Senhor não faz distinção de pessoas. Talvez, essa ou aquela pessoa não entre na sua casa, mas Deus faz questão de entrar e morar nela. Deus abençoe você!

(8) – AS ETAPAS DA SALVAÇÃO

O encontro de Zaqueu com Jesus mostra como a conversão acontece em etapas. De certo modo, esta revela como a salvação acontece na vida de quem se torna discípulo do Reino.
O primeiro passo consiste no desejo de ver Jesus. No caso de Zaqueu, o Evangelho não esclarece os motivos deste anseio. Sabemos, apenas, ter sido tão forte que nada deteve o homem até vê-lo realizado.
O segundo passo exige a superação de todos os obstáculos. Para Zaqueu, um empecilho era sua baixa estatura.
O problema foi resolvido: subiu numa árvore.
O terceiro passo comporta deixar-se amar por Jesus, sem restrições nem desconfiança, abrindo-lhe as portas do coração. Zaqueu desceu depressa da árvore, para receber Jesus em sua casa, com alegria.
O quarto passo é uma mudança radical de vida. Radical significa deixar de lado os esquemas e mentalidades antigos, para adequar-se às exigências do Reino. Isto não se faz com palavras ou com boas intenções, mas com gestos concretos. Zaqueu dispôs-se a dar metade de seus bens aos pobres e a ressarcir, quatro vezes mais, aquilo que havia roubado. Desta forma, ele provou que, realmente, a salvação tinha entrado em sua casa.
Oração:
Espírito que gera conversão, toca o meu coração, abrindo-o para acolher a salvação e manifestá-la com gestos concretos de amor.

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA

Zaqueu, desce depressa. Hoje devo ficar na tua casa (Lc 19,5).
Está em Lc 19,1-10 a estória do encontro de Jesus com Zaqueu em Jericó.
Este Evangelho nos faz conhecer várias informações sobre este homem. Além de sua estatura pequena e pelo episódio de sua subida a uma figueira para ver Jesus, o Evangelho nos diz mais. São informações sobre as quais pouco refletimos.
Como o cego de Jericó, Zaqueu também ouvira falar muito de Jesus. Por isto tinha grande esperança em conhecê-Lo.
Enquanto o cego de Jericó tinha um pedido a fazer a Jesus, Zaqueu não parece ter desejado outra coisa senão vê-Lo. E para Jesus isto foi o suficiente para lhe pedir hospedagem naquele dia.
Não podemos saber quanto tempo Jesus ficou na casa de Zaqueu.
Sabemos, no entanto, que uma boa conversa com Jesus o levou a mudar sua vida de maneira radical.
Zaqueu era muito rico, porque era o chefe dos cobradores de impostos para os romanos em Jericó. Toda a cidade o conhecia e certamente muita gente tinha sérios motivos para se queixar contra ele, pelos abusos que os cobradores de impostos impunham à população.
Jesus demonstra conhecer Zaqueu, porque sem que ninguém lhe diga quem fosse, o chama por seu nome. Certamente alguém na cidade falara sobre ele a Jesus.
Ora, encontrar pessoas deste tipo, “pecadores” para o povo judeu, era o que Jesus mais desejava. De fato o Evangelho de hoje vai terminar com a frase de Jesus: … o filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido (Lc 19,10).
Jesus não teve dificuldades em converter Zaqueu. Este “pecador” reconheceu seus erros e, além disto, fez reparação deles: Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais (Lc 19,8).
Quando uma pessoa vai se confessar de ter roubado outros, a penitência que o padre deve dar é, a devolução do que foi roubado; só depois dará a absolvição. Nem sempre isto acontece, mas, em princípio, tais confissões deveriam terminar assim.
Zaqueu é exemplo deste tipo de confissão. Primeiro reconheceu seus erros como fez a reparação mais do que suficiente aos que tinha roubado. E isto antes mesmo de encontrar Jesus. Jesus somente confirmará: hoje a salvação entrou nesta casa (Lc 19,9).
Em nossa vida pode acontecer que pequemos por nos apropriar de bens de outras pessoas, ou de tomar emprestado e não devolver.
Pode acontecer de contratar o serviço de outras pessoas e não lhe pagar de maneira justa. Uma empresa pode prejudicar seus funcionários negando-se a pagar os salário justo e impostos devidos por lei. Por fim, há muitos modos de prejudicar os outros em formas variadas de furtos e roubos.
Pelo que diz respeito a pessoas envolvidas com os bens públicos, com frequência se ouve notícias de rombos feitos por políticos e administradores, em acordo com grandes empresas.
Quem faz estes pecados, verdadeiros crimes, um dia prestará contas a Deus. Não devem esperar que Jesus passe por sua casa para os convencer a restituir o furtado.
O sétimo mandamento foi dado por Deus a todos, precisamente para que haja justiça na terra.
Aplicando a cada um de nós a lição dada por Zaqueu, devemos também nos perguntar se estamos em posse do que não nos pertence e restituir o que devemos.

(10) – PROCURAVA VER JESUS

Escrevo-vos com o desejo de que sejais um bom e corajoso pastor, que apazigue e governe com zelo perfeito as ovelhas que vos foram confiadas, imitando assim o doce Mestre da verdade, que deu a sua vida por nós, ovelhas transviadas, que estávamos longe do caminho da graça. É verdade […] que não o podemos fazer sem Deus e que não podemos possuir Deus permanecendo na terra. Mas eis um doce remédio: quando o coração é pequeno e humilde, é preciso agir como Zaqueu, que não era grande e subiu a uma árvore para ver Deus. O seu zelo fez com que merecesse escutar essa doce palavra: “Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.”
Devemos fazer assim quando somos baixos, quando temos o coração pequeno e pouca caridade: é preciso subir à árvore da mui santa cruz e de lá veremos e tocaremos Deus. Lá encontraremos o fogo da sua caridade inexprimível, o amor que O conduziu até à vergonha da cruz, que O exaltou e O fez desejar, com o ardor da fome e da sede, honrar seu Pai e obter a nossa salvação. […] Se assim quisermos, se a nossa negligência não levantar obstáculos, poderemos, subindo à árvore da cruz, realizar em nós essa palavra saída da boca da Verdade: “Quando Eu for elevado da terra atrairei todos a Mim” (Cf. Jo 12,32 Vulg). Com efeito, quando a alma se eleva deste modo, vê as benfeitorias da bondade e do poder do Pai […], vê a clemência e a abundância do Espírito Santo, esse amor inexprimível que prega Jesus ao madeiro da cruz. Nem os pregos nem cordas podiam prendê-Lo ali: somente a caridade. […] Subi a essa santa árvore onde se encontram os frutos maduros de todas as virtudes que o corpo do Filho de Deus nos traz; correi com ardor. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Doce Jesus, Jesus amor.

(11) – ZAQUEU MUDOU SUA VIDA

Zaqueu era chefe dos cobradores de impostos e muito rico.
E por que?
Os cobradores de impostos para os romanos invasores, recebiam uma comissão para fazer aquele trabalho. Digamos que você seja um corretor de imóveis. Um amigo seu tem um apartamento para vender. Então ele combina a venda com você, dizendo o seguinte: Quero duzentos mil por este imóvel. O que você conseguir a mais, é seu. Aí você com sua lábia de vendedor, consegue vender por duzentos e trinta mil. O que na verdade, foi um preço extorsivo. Então você lucrou trinta mil.
Os cobradores de impostos aumentavam a tacha dos mesmos, para ficar com mais dinheiro de comissão. Por isso, e por serem colaboradores do Império Romano, eles eram muito odiados pela população.
No fundo, Zaqueu era bom menino, e reconhecia o quanto ele era errado. Além disso, ele possuía uma fortuna mas no fundo não era feliz com isso. Era um dinheiro injusto!
Zaqueu que já ouvira falar de Jesus, na verdade se identificava com os ensinamentos do Mestre. E foi assim que naquele dia em que Jesus ia passando junto com uma multidão, ele, Zaqueu, teve a curiosidade de conhecer Jesus de perto. Mas como era bem baixinho, teve a ideia de subir em uma árvore para conseguir.
E para a sua surpresa e alegria, Jesus o avisa que vai almoçar em sua casa. E mais que depressa ele desceu da figueira e recebeu Jesus com muita alegria em sua rica residência.
Isso foi motivo de escândalo para todos que diziam: ‘Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!’
Zaqueu muito comovido, diante de toda aquela situação na presença de Jesus, sentiu-se arrependimento por sua riqueza ilegal, e então disse: ‘Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais.’
Ele era um bom homem que aceitou a visita de Jesus em sua vida, e então decidiu reparar todo o mal que havia feito, e mudar de vida. E foi por isso que Jesus disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa…”
Quantos Zaqueus hoje existem por esse mundo afora! Zaqueus que lesam os cofres públicos, que roubam descaradamente o dinheiro do povo, e nunca se dão mal! E é exatamente pelo rombo que eles causam nas finanças do país, que não sobra dinheiro para a educação, para a habitação dos pobres, para a saúde,transporte entre outras prioridades da administração pública. São os Zaqueus de hoje, que deveria ser os primeiros a dar o bom exemplo de honestidade para todos, que se enriquecem às custas do dinheiro público. São esses Zaqueus que precisam se converterem! Precisam se arrepender do mal que têm feito, devolver o dinheiro dos pobres, e mudarem de vida.
É por causa desses Zaqueus atuais que os favelados se revoltam, e botam fogo nas vias públicas, e se sentem também no direito de roubar para sobreviver.
Mas o Filho de Deus que veio procurar e salvar o que estava perdido, está vendo tudo isso e nos aguarda para o acerto de contas no dia do juízo final. Meu irmã, minha irmã. Se você é um desses Zaqueus, é hora de parar para pensar.Esta vida não termina aqui não. Ela continua em sua segunda parte, que pode ser no Reino dos Céus, ou no inferno!
E você já decidiu para onde quer ir?
O Evangelho de hoje nos mostra o que devemos fazer para atingir a conversão. Jesus está sempre batendo a nossa porta para se hospedar em nossa vida. Mas como nem sempre estamos decididos a largar a vida errada que temos, não acolhemos o Filho de Deus, e nem nos convertemos.
Desejamos que você seja um Zaqueu arrependido, e mude de ideia. Então Jesus entra na sua vida e você passará a experimentar os verdadeiros valores que nos fazem felizes: Honestidade, fraternidade, amor a Deus e ao próximo. Desse modo procurando viver o amor de Deus, praticando o bem e reparando o mal que praticou, você passará a fazer parte daqueles escolhidos para um dia trilhar o caminho da Vida Eterna! Vai lá, meu irmão, minha irmã. Ainda é tempo!

(11) – HOJE EU DEVO FICAR NA TUA CASA

Quantas vezes fazemos questão de dizer que somos seguidores de Jesus, mas na prática, agimos de forma contrária a Dele! Estamos sempre numa atitude de juiz, condenando o nosso irmão, sem dar a ele uma oportunidade de rever a sua vida, de experimentar uma vida nova em Jesus!
Muitas vezes, ao invés de nos tornamos caminho para o retorno daqueles que se enveredaram pelos caminhos contrários, contribuímos para que ele se perca ainda mais.
Um verdadeiro seguidor de Jesus, não vê o outro como caso perdido, como alguém irrecuperável, pelo contrário, ele acredita que uma pessoa criada à imagem e semelhança de Deus pode mudar de vida!
A diferença entre o bem e o mal, vista claramente por nós, não faz sentido para Jesus, para Ele, estar em pecado, ou seja, estar dominado pelo mal, é estar doente, e o que um doente necessita não é de um juiz e sim de um médico, uma vez curada a sua doença, ele retoma a sua integridade! Esse médico pode ser um de nós e o remédio que lhe é eficaz, é o amor!
Jesus nos pede que tenhamos um coração largo para amar, um olhar de misericórdia para com aqueles que às vezes, só precisam de ser sentirem amados para retomar o caminho da vida!
Foi o que aconteceu com Zaqueu, um homem de vida errante que ao sentir-se amado por Jesus, teve a sua vida transformada!
Zaqueu, era um homem possuidor de uma riqueza ilícita, era chefe dos cobradores de impostos, explorava o povo, por isto era odiado por muitos.
Mesmo parecendo ter tudo, ele deixa transparecer que não era uma pessoa realizada, do contrário, ele não teria o interesse de conhecer Jesus, a sua riqueza lhe bastaria.
Zaqueu não conhecia Jesus, mas certamente, já tinha ouvido falar Dele, o que despertou nele o desejo de conhecê-Lo.
Ao tomar conhecimento de que Jesus passaria pela cidade de Jericó, rumo a Jerusalém, Zaqueu vê a possibilidade grande de ver Jesus, de ver quem era àquele homem que arrastava multidões! No meio da multidão, ele sabia que seria impossível os seus olhos alcançar Jesus devido a sua baixa estatura, mas ele não desiste, não queria perder aquela oportunidade que poderia ser a única.
Disposto a tudo para realizar o seu intento, aquele homem, mal visto pelo povo, vence todas as barreiras, corre à frente da multidão, sobe numa arvore e fica esperando Jesus passar, não se importando em se expor, em tornar alvo de crítica para o povo. Naquele momento, o mais importante para Zaqueu era ver Jesus!
Convidado por Jesus, à descer da arvore, Zaqueu cai nas redes do amor de Jesus!
A partir de então, ele tem a sua vida transformada! Ao sentir-se amado por Jesus, ele passou a ver a vida com outros olhos, descobriu em Jesus, o verdadeiro sentido para sua vida!
Completamente transformado, Zaqueu, abandona a sua vida errante, repara todos os seus erros e se entrega por inteiro à Jesus!
Assim como Jesus chamou Zaqueu pelo nome, convidando-o a descer da arvore, hoje, Ele nos chama pelo nome, nos convida a descer dos pedestais que muitas vezes projetamos para nós mesmos! Todos nós somos chamados a descer destes pedestais, pelos degraus da humildade que nos leva à conversão, primeiro passo para o nosso ingresso ao reino de Deus!
O chamado de Jesus é extensivo a todos, Ele não faz distinção de pessoas. O que importa para Jesus, é a resposta que se dá ao Seu chamado, pois no coração daquele, que aceita o seu chamado, já houve transformação, afinal, ninguém aceita um chamado de Jesus, sem estar disposto a mudar de vida!
“Jesus é o caminho humano para chegar a Deus e o caminho Divino para chegar ao humano!”
FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(11) – OS RICOS TAMBÉM PODE SE CONVERTEREM

Prezados irmãos. O Evangelho de hoje nos mostra uma verdadeira conversão de um homem muito rico. Trata-se de um fato real, não foi uma parábola inventada por Jesus, pois Zaqueu existiu e existe hoje no Reino dos Céus, por ter se salvado, ao se arrepender dos seus roubos e por não ter tido vergonha de subir em uma árvore vara ver melhor o grande ídolo daquele momento, JESUS DE NAZARÉ, O PRÓPRIO DEUS FEITO HOMEM!
A conversão do rico Zaqueu Foi um fato histórico como o foram todos os fatos envolvendo a pessoa de Jesus. Zaqueu era o chefe dos cobradores de impostos e roubava muito dinheiro. Por isso e por pegar o dinheiro daquele povo para os invasores romanos, ele era odiado por muitas pessoas.
A conversão aconteceu no momento em que Zaqueu, pela graça de Deus através de Jesus, decidiu distribuir metade de seus bens aos pobres e de restituir todo dinheiro alheio, quatro vezes mais, a quantia que porventura houvesse roubado de alguém. Zaqueu era um homem esperto, inteligente, que até então havia agido com desonestidade, e portanto era um homem rico possuidor de uma bela casa, mas no fundo Zaqueu era um homem de fé, e estava ansioso para conhecer Jesus.
Mas na verdade, foi Jesus que procurou aquele homem rico, porém possuidor de um bom coração, e de muitas boas intenções, apesar de ter se aproveitado do seu emprego para enriquecer ilicitamente. Sua salvação aconteceu por ele ter enxergado a mão amiga de Jesus estendida para tirá-lo daquela vida ilusória de acúmulo de bens materiais, sendo que a verdadeira felicidade só é encontrada em Deus. Isto Por que a verdadeira felicidade não está nas riquezas ou no bem-estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por mais útil que seja, como as ciências, a técnica e as artes, nem em outra criatura qualquer, mas apenas em Deus, fonte de todo bem e de todo amor. O décimo mandamento proíbe a avidez e o desejo de uma apropriação desmedida dos bens terrenos; proíbe a cupidez desmedida nascida da paixão imoderada das riquezas e de seu poder. Proíbe ainda o desejo de cometer uma injustiça pela qual se prejudicaria o próximo em seus bens temporais. (Catecismo da Igreja Católica).
Mas infelizmente, nos dias de hoje, só tem valor quem é rico ou famoso. A grande tônica da escala de valores aponta para isso. Quem não tem nada na vida, não vale absolutamente nada.
A riqueza é o grande deus atual; a ela prestam homenagem instintiva a multidão e toda a massa dos homens. Medem a felicidade pelo tamanho da fortuna e, segundo a fortuna, medem também a honradez… Tudo isto provém da convicção de que, tendo riqueza, tudo se consegue. A riqueza é, pois, um dos ídolos atuais, da mesma forma que a fama… A fama, o fato de alguém ser conhecido e fazer estardalhaço na sociedade (o que poderíamos chamar de notoriedade da imprensa), chegou a ser considerada um bem em si mesma, um sumo bem, um objeto, também ela, de verdadeira veneração.
O desapego das riquezas é necessário para entrar no Reino dos Céus. “Bem-aventurados os pobres de coração.” (Catecismo da Igreja Católica).
Porém, se o Rico Zaqueu se salvou, é sinal que “para Deus nada é impossível”.
Prezado irmão, prezada irmã. Não foi por acaso que você acessou este Blog, não foi também por acaso que você leu esta mensagem de Jesus. E se você tem andado meio desligado da presença de Deus em sua vida, se você anda acreditando que a felicidade está na riqueza, ou no conforto…
Então, será que Jesus hoje não está dizendo nada para você?
Calma. Não precisa vender tudo, e dar o dinheiro aos pobres. Não precisa ficar triste como o jovem rico. Você pode continuar com sua riqueza, mas DE FORMA NÃO EGOÍSTA.
Seja mais caridoso. Na hora das suas refeições pense naqueles que não têm o que comer. Na hora de se deitar na sua confortável cama, pense naqueles que estão ao relento, tentando dormir nas calçadas da vida. Na hora em que você estiver tomando o seu delicioso banho, pense naqueles que cheiram mal por não terem onde se banhar. Mas, meu irmão(ã), não somente pense, mas faça alguma coisa por eles. Zaqueu hoje está no céu por ter ajudado os pobres, devolvido o que roubou e por ter se voltado para Deus.

(11) – DESEJO DE CONVERSÃO E MUDANÇA DE VIDA

2 Macabeus 6, 18-31 – “um exemplo de coerência e fé”
A nobre resolução de Eleazar, homem de fé que, resistindo às ameaças preferiu entregar a sua própria vida a desobedecer à lei judaica, é para nós um exemplo de coerência a ser seguido. Mesmo diante da oferta dos encarregados do “banquete ímpio” para que fingisse estar comendo a carne de porco, proibida pela sua religião a fim de livrar-se da morte, ele tomou a nobre decisão de resistir até o sacrifício, para não trair a Lei de Deus. A sua coerência de vida, o seu testemunho de fidelidade a Deus, com certeza, como diz a Palavra, é um modelo inesquecível de virtude para todos nós. Muitas vezes, somos intimados (as) a infringir os ensinamentos evangélicos para agradar a alguém ou mesmo, para não ferir os nossos interesses. Em outras ocasiões, também pode acontecer que não nos preocupemos muito em dar bom exemplo de comportamento, de costumes, de compostura e, mesmo sem nenhuma maldade, aparentemente, estejamos escandalizando as pessoas. Isso acontece com os mais velhos, ou seja, os que são referenciais para os mais jovens, quando, inadvertidamente dão contra testemunho na bebida, nas conversas, nos comentários, entendendo que têm autoridade e, por isso, podem fazer o que quiserem sem dar satisfação a ninguém. Por isso, devemos levar em conta que, “Não nos basta apenas ser, mas importa também, parecer”. Mesmo que estejamos apenas “fazendo de conta”, o fingimento, a falsidade nas ações, são atitudes indignas de quem quer dar bom exemplo, mesmo que seja para escapar de algum sofrimento. Eleazar compreendeu que não valeria à pena enganar aos homens para salvar um breve resto de vida e, ser infiel a Deus a quem ele tinha temor. Por isso, preferiu entregar-se nas mãos dos seus algozes. Esse ensinamento poderá ser valioso para nós quando tivermos em situações nas quais precisamos ter coragem, destemor e, principalmente, fé em que o Senhor Todo Poderoso nos dará a força necessária para resistirmos ao mal. Assim agindo suportaremos no nosso corpo dores cruéis, mas a nossa alma cantará de alegria.
– O que você teria feito no lugar de Eleazar?
– Alguma vez você já teve que infringir os mandamentos da Lei de Deus para não desagradar a alguém, ou mesmo para satisfazer os seus interesses?
– Mesmo sendo jovem, você acha que deve ser testemunho para os seus pais?
– E você que é uma pessoa já madura, tem se preocupado em ser referência para os mais jovens?

Salmo – 3 – “É o Senhor quem me sustenta e me protege!”
Nada nem ninguém poderá abalar o nosso coração quando temos a nossa esperança firmada nas promessas do Senhor. Mesmo que aos olhos do mundo sejamos considerados “loucos” e insensatos sabemos que temos um escudo protetor, um rochedo que nos ampara, pois ouve as nossas súplicas. Quando acreditamos nisso, a paz e a serenidade são estampadas no nosso semblante e podemos adormecer tranquilamente, pois o Senhor Deus é o nosso guardião.

Evangelho – Lucas 19, 1-10 – “desejo de conversão e mudança de vida”
O homem vive buscando Aquele que pode lhe conceder paz e serenidade, entretanto, muitas vezes não consegue, pelas contingências próprias da sua vida, suas ocupações e preocupações, afazeres e tantas coisas lícitas e ilícitas que ele prioriza. A experiência de Zaqueu quando teve um encontro pessoal com Jesus levou-o ao arrependimento e, por conseguinte, a ter um gesto concreto de penitência adquirindo uma vida nova. Percebemos, então, que todo aquele (a) que se deixar olhar por Jesus e atender ao seu convite, terá a sua vida salva e verá aqui na terra dos viventes o supremo bem de uma vida transformada. Embora, fosse um pecador público, Mateus provocou aquele encontro com Jesus apesar das suas limitações. O seu gesto de subir na árvore significa para nós o esforço que nós também precisamos fazer para nos reconciliar com Deus, apesar da multidão que nos atrapalha e tenta nos impedir de fazê-lo. A árvore pode ser uma pessoa amiga em quem nos apoiamos ou alguém que nos leva para um grupo de oração ou a algum lugar no qual nós podemos conhecer Jesus. Jesus está atento a todo e qualquer gesto nosso que possa sugerir um desejo de conversão e mudança de vida. Porém, Ele não quer que fiquemos em cima da árvore, ou melhor, dependendo que alguém nos apresente a Ele. Por isso, Ele nos manda também descer da árvore para que nós possamos levá-Lo para a nossa casa. “Hoje eu devo ficar na tua casa”, disse Jesus a Zaqueu. O homem que recebe Jesus Cristo na sua casa terá encontrado a verdadeira bem-aventurança. É na nossa casa, no nosso interior que o Senhor deseja permanecer. É no convívio do nosso coração que o Senhor faz a sua obra de misericórdia acontecer nos levando a um arrependimento sincero, a ponto de também nós, devolvermos tudo o que havíamos usurpado antes. Zaqueu, cobrador de impostos, ficou rico com o dinheiro que tomava dos pobres, nós, podemos não fazer o mesmo, mas, ficamos devendo a nós mesmos, o amor que podíamos ter usufruído antes para partilhar com as pessoas com as quais convivemos. Não podemos nos esconder no meio da multidão, debaixo dos nossos pecados e das nossas faltas do passado. Precisamos também, como Zaqueu, procurar Jesus, desejando uma verdadeira conversão de vida. Jesus também quer entrar na nossa casa e permanecer junto da nossa família. Hoje, podemos ser para eles essa árvore que dá apoio, que sustenta e faz com que tenham um encontro pessoal com a salvação.
– Quem faria o papel de multidão hoje para você não conseguir enxergar Jesus?
– Quem foi para você, a árvore que o (a) fez ver Jesus?
– Você já desceu da árvore?
– Jesus já está morando no seu coração ou você ainda depende de alguém para encontrá-Lo?
– O que pode estar impedindo você de receber Jesus na sua casa, no seu coração?
– O que e a quem você prometeu a Jesus devolver para se redimir?

(11) – O FILHO DO HOMEM VEIO PROCURAR E SALVAR O QUE ESTAVA PERDIDO

Ele queria ver Jesus…
O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.
Este Evangelho narra o encontro de Jesus com Zaqueu. Ele queria ver Jesus. Não apenas ver. O que aconteceu depois mostrou que Zaqueu queria de corpo e alma ver Jesus.
Ele tinha na frente dois obstáculos: A multidão que o impedia de aproximar-se de Jesus, e a sua baixa estatura.
Correu na frente da multidão e subiu em uma árvore. Pronto, superou os dois obstáculos.
Nós encontramos na vida muitos obstáculos que nos impedem de nos aproximar de Jesus. Mas nenhum deles é insuperável; com esforço e criatividade, podemos vencer todos.
Zaqueu expôs-se ao ridículo. Imagine um homem conceituado na cidade, trepado numa árvore! Quando queremos encontrar-nos com Deus, precisamos aproveitar as oportunidades, sem nenhum respeito humano.
Interessante: Zaqueu se interessava por Jesus e Jesus se interessava por Zaqueu. Já antes da cena, Jesus tinha planejado ficar na casa dele. Na verdade, Deus é que prepara as ocasiões para o nosso encontro com ele. Quando vamos a ele com a farinha, ele já vem ao nosso encontro com o bolo pronto!
Deus nos chama pelo nome. Como deve ter sido gratificante para Zaqueu, ouvir Jesus falar o seu nome! “Chamei-te pelo teu nome, tu és meu” (Is 43,1).
“Desce depressa!” Não só da árvore; humilha-te, torna-te simples criatura de Deus, e ele te abraçará.
Zaqueu acolheu Jesus de forma ampla: no seu coração, na sua casa com tudo o que havia dentro: família, pertences… E o resultado foi a alegria.
A nossa conversão tem de ser ampla. Não é possível ser amigo de Jesus e continuar apegado, por exemplo, ao dinheiro. Se um copo tem um líquido e nós despejamos outro líquido em cima, aquele que estava no copo transborda e cai para fora. Assim queremos que Jesus faça conosco; que ele tome conta de nós. Não queremos ser como o jovem rico, que preferiu seus bens ao seguimento de Jesus. O nosso modelo de conversão é Zaqueu.
A crítica dos fariseus – “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” – converte-se em alegria para nós, pois, mesmo que estejamos cheios de pecados, Jesus poderá vir a nós também. O importante é abrir a nossa porta, mesmo que a casa esteja suja, e dizer a Jesus: entre na minha casa, Senhor, coma e beba, depois nós conversaremos.
Quais os obstáculos que me impedem de um encontro mais profundo com Deus?
De que modo estou procurando superá-los?
Tenho coragem de devolver quatro vezes mais às pessoas que defraudei, e, se Deus me pedir, de dar a metade dos meus bens aos pobres?
O respeito humano tem me impedido de participar mais ativamente da Comunidade cristã?
“Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos tenham mais vida nele.” Mesmo que critiquem, nós queremos ir atrás das pessoas afastadas e mergulhadas no pecado como Zaqueu. “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.
Certa vez, um palestrante sentou-se numa cadeira, agarrou-se com as duas mãos no encosto da cadeira, e fez uma bela oração de entrega a Deus: “Senhor, estou disponível; pode me chamar. Estou aqui, chama-me para qualquer coisa que o Senhor quiser! …” Como que Deus vai chamar uma pessoa nessas condições?!
Quando rezarmos, que larguemos o encosto da cadeira, isto é, que coloquemos sobre a mesa tudo o que é nosso, como fez Zaqueu, como fez Maria, São Frei Galvão, Santa Paulina e tantos outros e outras, até conhecidos nossos, que já morreram!
Maria Santíssima tem um coração que é todo “sim” para Deus, e todo “sim” para nós, seus filhos e filhas. Maria do “sim”, rogai por nós!
O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.

(12) – REFLEXÃO

O Evangelho de hoje nos mostra os passos que todos nós devemos dar no caminho da conversão. Inicialmente, Jesus nos provoca o desejo de conhecê-lo e nós, respondendo a essa provocação, procuramos vê-lo de alguma forma. Então Jesus entra na nossa vida e nós, porque alegremente o acolhemos, fazemos a experiência da sua companhia e da sua amizade através da intimidade da experiência interior, o que nos faz vislumbrar os verdadeiros valores que nos fazem felizes, de modo que procuramos viver o amor fazendo o bem e reparando o mal que praticamos. Assim, Jesus nos encontra quando estamos perdidos e nos possibilita trilhar o caminho da salvação.

(14) – VOU RESTITUIR O QUÁDRUPLO!

Em pleno banquete, cercado de gente conhecida, Zaqueu se toca com a presença de Jesus em sua casa e manifesta publicamente a decisão de restituir os valores que arrecadara em excesso, de modo fraudulento. Estamos diante de um caso de“reparação”.
Quando nos confessamos e recebemos uma “penitência”, o sentido profundo dessa prática é exatamente a reparação do mal causado por nossos pecados. Arrependidos de nossos vícios e crimes, pedimos (e recebemos!) o perdão de Deus, mas ainda estamos obrigados a reparar o mal que cometemos.
Assim nos ensina o “Catecismo da Igreja Católica” (nº 2487): “Toda falta cometida contra a justiça e a verdade impõe o dever de reparação, mesmo que seu autor tenha sido perdoado. Quando se torna impossível reparar um erro publicamente, deve-se fazê-lo em segredo; se aquele que sofreu o prejuízo não pode ser diretamente indenizado, deve-se dar-lhe satisfação moralmente, em nome da caridade. Esse dever de reparação se refere também às faltas cometidas contra a reputação de outrem. Essa reparação, moral e às vezes material, será avaliada na proporção do dano causado e obriga em consciência.”
O gesto de reparação é a prova cabal de um coração contrito e arrependido. Tanto que Jesus não consegue evitar o comentário final: “Hoje, a salvação entrou nesta casa!”
Quando os órgãos de imprensa lançam lama sobre a reputação de gente inocente, raramente tentam reparar os erros cometidos. A manchete de lama vem na primeira página; o “erramos” vem no miolo do jornal, em letrinhas bem pequenas. Nós não podemos ser assim.
Conta-se que uma mulher procurou por Santo Afonso de Ligório para se confessar. Seu pecado de estimação era a calúnia. O Santo teria deixado a confissão interrompida, ordenando que a penitente fosse a casa, pegasse uma galinha e voltasse até a igreja, depenando a pobrezinha. Já de volta ao confessionário, recebeu a penitência: recolher todas aquelas penas que viera jogando ao longo das ruas. A infeliz disse: – “Mas isto é impossível! O vento já espalhou todas elas…” E o Santo: “Assim também não há como recolher todas as calúnias que você tem feito contra os outros…”
Orai sem cessar: “Feliz o homem cujo pecado foi absolvido!” (Sl 32, 1).

(16) – O FILHO DO HOMEM VEIO PROCURAR E SALVAR O QUE ESTAVA PERDIDO

Hoje, Zaqueu sou eu. Esse personagem era rico e chefe dos publicanos; eu tenho mais do que necessito e também muitas vezes atuo como um publicano e esqueço-me de Cristo. Jesus, entre a multidão, procura Zaqueu; hoje, no meio deste mundo, precisamente procura-me a mim: “Desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa” (Lc 19,5).
Zaqueu deseja ver a Jesus; não o conseguirá sem esforçar-se e sobe a árvore. Quisera eu ver tantas vezes a ação de Deus! Mas não sei se estou verdadeiramente disposto a fazer o ridículo obrando como Zaqueu. A disposição do chefe de publicanos de Jericó é necessária para que Jesus possa agir; se não se apressa, pode perder a única oportunidade de ser tocado por Deus e assim, ser salvado. Possivelmente, eu tive muitas ocasiões de encontrar-me com Jesus, e talvez vendo que já era hora de ser corajoso, de sair de casa, de encontrar-me com Ele e de convidá-lo a entrar no meu interior, para que Ele possa dizer também de mim: “Hoje aconteceu a salvação para esta casa, porque também este é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido” (Lc 19,9-10).
Zaqueu deixa entrar a Jesus na sua casa e no seu coração, ainda que não se sente digno dessa visita. Nele a conversão é total: começa pela renúncia à ambição de riquezas, continua com o propósito de partilhar os seus bens e termina com uma vontade firme de fazer justiça, corrigir os pecados que cometeu. Pode que Jesus me este pedindo algo parecido desde faz tempo, mas eu não quero escutar e faço ouvidos surdos; necessito converter-me.
Dizia São Máximo: “Nada há mais querido e agradável a Deus como a conversão dos homens a Ele com um arrependimento sincero”. Que Ele me ajude hoje a fazê-lo realidade.

(17) – O CHAMADO DE ZAQUEU

Jesus entra na cidade de Jericó. Uma multidão acotovela-se e se comprime ao seu redor. Um homem, chamado Zaqueu, de pequena estatura deseja vê-lo. Como publicano, recolhedor de impostos, ele não era benquisto pela população, que o via a serviço dos dominadores romanos. Ninguém lhe cede lugar. Corre à frente e, com persistência, tenacidade e muita decisão, ele sobe numa árvore junto ao caminho, gesto interpretado como um ato deliberado e livre, que o situa acima das amarras da riqueza e dos bens materiais. Por isso, comenta S. Cirilo de Alexandria, “Não há outro modo de ver Jesus a não ser subindo no sicômoro”.
Ao longo do Evangelho, S. Lucas testemunha o apelo de Jesus a todos, homens e mulheres, pobres e ricos. Agora, levantando os olhos, Ele o contempla no sicômoro e diz-lhe: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje devo hospedar-me em tua casa”. Chama-o pelo nome, indicando que Deus se recorda dele, com misericórdia. “O mal, observa S. Ambrósio, não está nas riquezas, mas no fato de não usá-las bem”. Em Jesus, não é Deus que se reconcilia com Zaqueu, mas convidando-se para ir à sua casa, Jesus lhe concede o dom gratuito da justificação e ele passará a viver de acordo com o significado de seu nome, “o puro”.
O relato do encontro com Zaqueu vem logo após o milagre da cura do cego, sugerindo uma correlação entre ambos. A propósito, escreve S. Ambrósio: “Zaqueu subiu ao sicômoro, o cego permanece à beira do caminho. O Senhor olha o cego demonstrando sua compaixão e engrandece o outro com o esplendor da sua visita; interroga um porque deseja curá-lo, vai à casa do outro, sem ter sido convidado, pois sabia quão grande era a recompensa para quem o hospedasse. Zaqueu, embora não tivesse ainda ouvido a sua oferta, já sentira o seu afeto”. As palavras de Jesus chegam ao coração de Zaqueu, como as palavras do Senhor ao bom ladrão: “ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Pois receber Jesus em sua casa ou entrar em seu Reino atesta o mesmo e único mistério de nossa união com Jesus. S. Agostinho entende que Jesus fez esse convite para mostrar “que, tendo acolhido Zaqueu no coração, condescendeu ser hóspede em sua casa para infundir-lhe a graça da salvação”.
Com efeito, Zaqueu nasceu para uma vida nova, pois a conversão leva-o a dar a metade de seus bens aos pobres e usar a outra metade para reparar aos que ele tinha defraudado. Ainda que fosse desprezado pelo povo, que o considerava um pecador perdido, ele não deixou de ser objeto das promessas feitas a Abraão. Para além do mistério, o Inefável bate à porta do seu coração e uma certeza se impõe a nós: inesperadamente e sempre, Jesus vem ao nosso encontro e quer conviver conosco. A nós é dado participar das alegrias eternas que, no dizer de S. Cipriano, significa tomar posse do paraíso perdido.

(15) – SÃO ROQUE GONZALES E SEUS COMPANHEIROS

Os primeiros mártires das Américas a serem elevados às honras dos altares da Igreja sofreram o martírio em 1628. Na verdade, estes não foram os primeiros mártires do Novo Mundo: três franciscanos já haviam sido mortos pelos habitantes do Caribe, nas Antilhas, em 1516. Entrementes, os primeiros mártires beatificados da América são três jesuítas do Paraguai, entre os quais existe um que nasceu na própria América.
Roque González y de Santa-Cruz era filho de pais espanhóis da nobreza e veio para o Novo Mundo, estabelecendo-se em Assunção, capital do Paraguai, em 1576.
Era um menino excepcional pela sua bondade e espírito religioso, e todos tinham como certo que o jovem Roque se tomaria sacerdote. De fato, foi ordenado com apenas vinte e três anos de idade, mas contra a sua vontade, pois tinha um sentimento profundo da própria indignidade para o sacerdócio. Logo ele começou a se interessar pelos índios do Paraguai, e os procurava nos lugares mais remotos, a fim de lhes pregar o Evangelho e instruí-los no Cristianismo, e depois de dez anos de trabalho apostólico, com o intuito de fugir da promoção eclesiástica e para ter melhores oportunidades e facilidades no trabalho missionário, ingressou na Companhia de Jesus.
Aquele tempo marcou o início das célebres “Reduções” do Paraguai, para a formação das quais o Pe. Roque González desempenhou um papel importante. Estas notáveis instituições eram na realidade colonização de índios cristãos administradas pelos missionários jesuítas, que se consideravam não como muitos outros espanhóis fizeram, os conquistadores e os “senhores” dos índios, mas os tutores e os responsáveis pelo seu bem-estar. Para os jesuítas, os índios não eram súditos ou um povo “inferior”, mas simplesmente filhos de Deus desamparados.
Até mesmo o irônico Voltaire ficara impressionado com o trabalho dos jesuítas nas reduções, e escreveu que, “quando as missões do Paraguai perderam a administração dos jesuítas, em 1768, elas tinham alcançado, talvez, o mais alto grau de civilização ao qual é possível levar uma nação jovem … Nessas missões, o direito era respeitado, a moral era pura, um sentimento fraterno favorável unia as pessoas, as artes úteis e até mesmo uma ciência bem adequada às circunstâncias locais florescia, e havia prosperidade e abundância em toda a parte e em todos os sentidos”.
Foi para atingir este estado favorável e estas circunstâncias felizes que o Pe. Roque lutou durante quase vinte anos, enfrentando paciente e corajosamente todas as dificuldades, os perigos e os reveses de toda sorte, as tribos arredias e ferozes e a oposição aberta dos colonizadores europeus. Ele se dedicou de corpo e alma a este trabalho. Durante três anos, ele ficou à frente da Redução de S. Inácio, que foi a primeira delas, em seguida, passou o resto da vida fundando outras reduções, meia dúzia delas, ao todo, na margem leste do rio Paraná e do rio Paraguai. Foi o primeiro europeu que se conhece a ter penetrado em algumas regiões mais remotas da América do Sul.
Em 1628, o Pe. Roque recebeu a companhia de dois jovens jesuítas espanhóis, Alonso (Alphonsus) Rodríguez e Juan del Castillo, e, juntos, os três fundaram uma nova redução às margens do rio Ijuí, dedicada em honra da Assunção de Nossa Senhora. O Pe. Castillo ficou encarregado de dirigi-la, enquanto os outros dois foram até Caaró (no extremo sul do Brasil), onde estabeleceram a redução de Todos os Santos.
Aí tiveram que enfrentar a hostilidade de um poderoso “curandeiro”, e, por instigação do mesmo, a missão logo foi atacada. O Pe. Roque estava se preparando para erguer um pequeno campanário, quando chegou o bando de atacantes. Um deles se aproximou pelas costas e o matou a golpes de machadinha desferidos na cabeça. O Pe. Rodríguez ouviu o ruído todo e saiu até junto à porta da sua cabana para ver o que estava acontecendo e se deparou com os selvagens manchados de sangue, que o derrubaram ao solo. “O que estais fazendo, meus filhos?” exclamou ele. A capela de madeira foi incendiada, e os dois corpos foram atirados dentro das chamas. Era o dia 15 de novembro de 1628. Dois dias mais tarde, a missão de Ijuí foi atacada. O Pe. Castillo agarrado e amarrado, barbaramente espancado e apedrejado até morrer.
Os primeiros passos para a beatificação destes missionários foram dados nos primeiros seis meses depois do seu martírio, com a anotação de todos os dados a respeito dos episódios que envolviam os três missionários. Mas todos esses preciosos documentos se perderam, ao que tudo indica, no trajeto até Roma, e durante os duzentos anos seguintes, não se pôde fazer nenhum avanço neste sentido. Parecia que a causa deles estava fadada ao fracasso. Em seguida, na Argentina, foram descobertas cópias dos originais, e em 1934 Roque González, Alonso Rodríguez e Juan del Castillo foram solenemente beatificados. Entre esses documentos antigos, encontrava-se o testemunho de um chefe indígena chamado Guarecupi, segundo o qual “todos os cristãos entre o meu povo gostavam do Padre (Roque) e choraram a sua morte, porque ele era o pai de todos nós, e assim era chamado por todos os índios do Paraná”.
Em Caaró, município de Caibaté, se encontra o principal Santuário de veneração dos Santos Mártires das Missões (Roque Gonzalez, Afonso Rodriguez e Juan del Castillo). Em 28 de janeiro de 1934 o Papa Pio XI beatificou os Missionários Mártires, e em 16 de maio de 1988, em visita ao Paraguai, o Papa João Paulo II os declarou Santos.

(8) – SANTOS ROQUE, AFONSO E JOÃO

“Matastes a quem tanto vos amava. Matastes meu corpo, mas minha alma está no céu.”
Contam os escritos que estas palavras foram ouvidas pelos índios que assassinaram o missionário jesuíta Roque Gonzalez e seus companheiros, padres Afonso Rodrigues e João de Castillo, em 1628. As palavras foram prodigiosamente proferidas pelo coração de padre Roque, ao ser transpassado por uma flecha, porque o fogo não tinha conseguido consumir.
Os três padres eram jesuítas missionários na América do Sul, no tempo da colonização espanhola. Organizavam as missões e reduções implantadas pela Companhia de Jesus entre os índios guaranis do hoje chamado Cone Sul. O objetivo era catequizar os indígenas, ensinando-lhes os princípios cristãos, além de formar núcleos de resistência indígena contra a brutalidade que lhes era praticada pelos colonizadores europeus. Elas impediam que eles fossem escravizados, ao mesmo tempo que permitiam manter as suas culturas. Eram alfabetizados através da religião e aprendiam novas técnicas de sobrevivência e os conceitos morais e sociais da vida ocidental. Era um modo comunitário de vida em que todos trabalhavam e tudo era dividido entre todos. O grande sucesso fez que os colonizadores se unissem aos índios rebeldes, que invadiam e destruíam todas as missões e reduções, matando os ocupantes e pondo fim à rica e histórica experiência.
Roque foi um sacerdote e missionário exemplar. Era paraguaio, filho de colonizadores espanhóis, nascido na capital, Assunção, em 1576. A família pertencia à nobreza espanhola, o pai era Bartolomeu Gonzales Vilaverde e a mãe era Maria de Santa Cruz, que o criaram na virtude e piedade. Aos quinze anos, decidiu entregar sua vida a serviço de Deus. Ingressou no seminário e, aos vinte e quatro anos de idade, foi ordenado sacerdote. Padre Roque quis trabalhar na formação espiritual dos índios que viviam do outro lado do rio Paraguai, nas fazendas dos colonizadores.
O resultado foi tão frutífero que o bispo de Assunção o nomeou pároco da catedral e depois vigário-geral da diocese. Mas ele renunciou às nomeações para ingressar na Companhia de Jesus, onde vestiu o hábito de missionário jesuíta em 1609. Depois, passou toda a sua vida a serviço dos índios das regiões dos países do Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil e parte da Bolívia. Em 1611, chefiou por quatro anos a redução de Santo Inácio Guaçu. Em 1626, fundou quatro reduções: Candelária, Caaçapa-Mirim, Assunção do Juí e Caaró.
Foi na Redução de Caaró, atualmente pertencente ao Brasil, que os martírios ocorreram, em 15 de novembro de 1628. Depois de celebrar a missa com os índios, padre Roque estava levantando um pequeno campanário na capela recém-construída, quando índios rebeldes, a mando do invejoso e feiticeiro Nheçu, atacaram aquela e a vizinha Redução de São Nicolau. Mataram todos e incendiaram tudo. Padre João de Castillo morreu naquela de São Nicolau, enquanto padre Afonso Rodrigues, que ficou na de Caaró, morreu junto com padre Roque Gonzales, esse último com a cabeça golpeada a machado de pedra.
Dois dias depois, os índios rebeldes voltaram para saquear os escombros. Viram, então, que o corpo de padre Roque estava pouco queimado, então transpassaram seu coração com uma flecha. Foi aí que ocorreu o prodígio citado no início deste texto e mantido pela tradição. Eles foram beatificados pelo papa Pio XI em 1934 e canonizados pelo papa João Paulo II em 1988, em sua visita à capital do Paraguai. A festa de são Roque Gonzales ocorre no dia 17 de novembro.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE
CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTOS ROQUE, AFONSO E JOÃO
PRESBÍTEROS E MÁRTIRES
(VERMELHO, PREFÁCIO COMUM DOS MÁRTIRES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Pela Eucaristia Jesus entra em nossa vida, a salvação entra em nossa casa, a fidelidade total toma conta do nosso ser. É o testemunho que a comunidade cristã dá ao mundo, de modo que as gerações novas sejam entusiasmadas pela vida de Igreja, mesmo sob as pressões da sociedade paganizada. Tal foi o exemplo dado por Eleazar e também pelos mártires, comemorados hoje, que foram mortos em razão da missão entre os indígenas (1628). Na comunidade cristã não podem ter lugar os fingimentos, hipocrisias ou as conveniências e o
acolhimento é sem qualquer discriminação.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Por amor de Cristo, o sangue dos mártires foi derramado na terra. Por isso, sua recompensa é eterna.

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido
– Ato Penitencial
– Senhor, Tende Piedade
– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Senhor, que a vossa palavra cresça nas terras onde os vossos mártires a semearam e seja multiplicada em frutos de justiça e de paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Muitos poderiam achar que é possível ser bom e fiel sem ser radical a ponto de expor a própria vida. Muitos deixam passar a oportunidade, sem fazer esforço algum de ter uma experiência de Deus, definitiva e transformadora. Então hoje é o dia em que a salvação pode entrar em nossa casa, transformando nossa vida para aprendermos partilhar sempre mais.

– Silêncio
– Proclamação da 1ª Leitura
– Silêncio
– Proclamação do Salmo
– Silêncio
– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Por amor, Deus enviou-nos o seu filho como vítima por nossas transgressões (1Jo 4,10).

– Canto de Aclamação
– Proclamação do Evangelho
– Homilia ou Pregação
– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas
– Apresentação do Pão e do Vinho
– Presidente Lava as Mãos
– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Com alegria, Senhor, nós vos oferecemos os frutos da terra, a fim de que, pelo sacrifício que vosso filho ofereceu por todos, nos concedais a bênção e a santidade. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”
– Invocação do Espírito Santo
– Narrativa da Ceia
– Consagração do Pão e do Vinho
– “Eis o Mistério da Fé!”
– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus
– Orações pela Igreja
– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte
– Rito da Paz ou Saudação da Paz
– Fração do Pão
– Cordeiro de Deus
– Felizes os Convidados!
– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão
– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Fostes vós que permanecestes comigo nas minhas tribulações. E eu disponho do reino para vós, diz o Senhor. No meu reino comereis e bebereis à minha mesa (Lc 22,28ss).

– Oração depois da Comunhão

Senhor, que os vossos fiéis vivam na fé e na caridade, pois repartem com os irmãos o pão da vida, e, até a vossa vinda, bebam o cálice da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites
– Saudação e Bênção Final
– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.
FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

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FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:
O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

Fontes de Orientações e Pesquisas:
(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus que perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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