Liturgia Diária 18/Jan/14

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA – 18/Jan/2014 (sábado)

– Primeiro Livro de Samuel (1Sm 9,1-4. 17-19; 10, 1a):
     – (9, 1-4) Saul e as jumentas de seu pai
     – (9, 17-19) Saul encontra Samuel
     – (10, 1a) A sagração de Saul

– Salmo (Sl 20, 2-3. 4-5. 6-7):
     – Liturgia de coroação

– Evangelho de Marcos (Mc 2,13-17)
     – (2, 13-14) Chamado de Levi
     – (2, 15-17) Refeição com os pecadores
Mc 2, 13-14 (chamado de levi (mateus)) Mc 2, 15-17 (jesus come com os pecadores)

LEITURAS:

Leitura retirada do Primeiro Livro de Samuel (1Sm 9,1-4.17-19;10,1a):

     – (9, 1-4) Saul e as jumentas de seu pai

     – (9, 17-19) Saul encontra Samuel

     – (10, 1a) A sagração de Saul

Leitura do Primeiro Livro de Samuel.

9,1 Havia um homem de Benjamin, chamado Cis, filho de Abiel, filho de Seror, filho de Becorat, filho de Afia, um benjaminita, homem forte e valente. 2 Ele tinha um filho chamado Saul, de boa apresentação. Entre os filhos de Israel não havia outro melhor do que ele: dos ombros para cima sobressaía a todo o povo. 3 Ora, aconteceu que se perderam umas jumentas de Cis, pai de Saul. E Cis disse a seu filho Saul: “Toma contigo um dos criados, põe-te a caminho e vai procurar as jumentas”. Eles atravessaram a montanha de Efraim 4 e a região de Salisa, mas não as encontraram. Passaram também pela região de Salim, sem encontrar nada; e, ainda pela terra de Benjamin, sem resultado algum. 17 Quando Samuel avistou Saul, o Senhor lhe disse: “Este é o homem de quem te falei. Ele reinará sobre o meu povo”. 18 Saul aproximou-se de Samuel, na soleira da porta, e disse-lhe: “Peço-te que me informes onde é a casa do vidente”. 19 Samuel respondeu a Saul: “Sou eu mesmo o vidente. Sobe na minha frente ao santuário da colina. Hoje comereis comigo, e amanhã de manhã te deixarei partir, depois de ter revelado tudo o que tens no coração”. 10,1a Na manhã seguinte, Samuel tomou um pequeno frasco de azeite, derramou-o sobre a cabeça de Saul e beijou-o dizendo: “Com isto o Senhor te ungiu como chefe do seu povo, Israel. Tu governarás o povo do Senhor e o livrarás das mãos de seus inimigos, que estão ao seu redor”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos Sl 20,2-3. 4-5. 6-7 (R. 2a):

     – Liturgia de coroação

2a Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra.

2a Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra.

— Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra; / quanto exulta de alegria em vosso auxílio! / 3 O que sonhou seu coração, lhe concedestes; / não recusastes os pedidos de seus lábios.

— Com bênção generosa o preparastes; / de ouro puro coroastes sua fronte. / 5 A vida ele pediu e vós lhe destes, / longos dias, vida longa pelos séculos.

— É grande a sua glória em vosso auxílio; / de esplendor e majestade o revestistes. / 7 Transformastes o seu nome numa bênção, / e o cobristes de alegria em vossa face.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 2,13-17):

     – (2, 13-14) Chamado de Levi

     – (2, 15-17) Refeição com os pecadores

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?” 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Senhor, nós te agradecemos por este dia.

Abrimos, com este acesso à internet, nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.

Queremos que tu Senhor, definas os contornos de nossos caminhos, as cores de nossas palavras e gestos, a dimensão de nossos projetos, o calor de nossos relacionamentos e o rumo de nossa vida.

Podes entrar, Senhor em nossas famílias.

Precisamos do ar puro de tua verdade.

Precisamos de tua mão libertadora para abrir compartimentos fechados.

Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.

Precisamos de tua paz para nossos conflitos.

Precisamos de teu contato para curar feridas.

Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença para aprendermos a partilhar e abençoar!

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho, Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que o texto diz para mim, hoje?

Os bispos em Aparecida, falaram também dos convocados: “A vocação ao discipulado missionário é con_vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão. Diante da tentação, muito presente na cultura atual de ser cristãos sem Igreja e das novas buscas espirituais individualistas, afirmamos que a fé em Jesus Cristo nos chegou através da comunidade eclesial e ela “nos dá uma família, a família universal de Deus na Igreja Católica. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão”. Isto significa que uma dimensão constitutiva do acontecimento cristão é o fato de pertencer a uma comunidade concreta na qual podemos viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão com os sucessores dos Apóstolos e com o Papa.” (DA 156).

E eu me interrogo:

– Como me sinto na casa de Deus, na Igreja?

– Tenho garantida a minha paz e a felicidade pela aceitação de Jesus Cristo?

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 2,13-17.

O que diz o texto do dia?

Jesus não só perdoa os pecados, mas transforma o pecador.

Levi, de explorador transformou-se em discípulo e apóstolo. Sendo chamado, Levi prontamente se levanta e “foi com ele”. Poderia não ter respondido e ficado como cobrador de impostos. O chamado que Jesus faz a Levi o transfere da escravidão do dinheiro à liberdade do seguimento. Os fariseus se incomodam porque Jesus vai com seus discípulos jantar na casa de Levi. À pergunta dos fariseus, Jesus responde dizendo que são os doentes que precisam de médico, não os que têm saúde. Por isso ele vai ao encontro dos pecadores. Bem diferente daqueles que censuravam e condenavam os pecadores. Levi passa a integrar a equipe dos apóstolos de Jesus.

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo com a canção do padre Zezinho, scj

QUANDO JESUS PASSAR

(Clique aqui para ouvir a música)

– Quando Jesus passar, / quando Jesus passar, / quando Jesus passar, / eu quero estar no meu lugar. (2x)

– No meu telônio ou jogando a rede / sob a figueira ou a caminhar / buscando água para minha sede, / querendo ver meu Senhor passar.

– No meu trabalho e na minha casa, / no meu estudo e no meu lazer, / no compromisso e no meu descanso, / no meu direito e no meu dever.

– Nos meus projetos olhando em frente, / no meu sucesso e na decepção / no sofrimento que fere a gente, / sonhando o sonho de um mundo irmão.

 

Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Sinto-me discípulo/a de Jesus. Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou observar Jesus que passa onde trabalho, por onde caminho, onde moro…

BÊNÇÃO

Que o caminho seja brando, / a teus pés, / o vento sopre leve / em teus ombros.

Que o sol brilhe cálido / sobre tua face, / as chuvas caiam serenas / em teus campos.

E até que eu / de novo te veja, / que Deus te guarde / na palma de sua mão.

REFLEXÕES:

(6) – O CHAMADO DE MATEUS

Entre a primeira e a segunda controvérsia, está o relato do chamado de Levi (vv. 13-14), que serve de introdução ao episódio da refeição de Jesus com os pecadores e publicanos. Um mestre que chama um pecador público, como eram considerados os publicanos, é algo desconcertante. Como para as duas duplas de irmãos, Levi é chamado à beira do mar da Galileia, palco de grande parte da atividade de Jesus.

Mas por que chamar um pecador e, mais especificamente, um publicano, a serviço do império romano?

Porque ele quis (cf. Mc 3,13).

A refeição na casa de Levi, cuja mesa é partilhada com outros publicanos e pecadores, pode ser considerada como uma festa pelo encontro com o Senhor que acolhe a todos, e como despedida do filho de Alfeu de sua vida anterior. A acolhida que Jesus dá aos pecadores, entrando na casa deles e partilhando a mesa com eles, faz entrar em crise um sistema de pureza que exclui as pessoas. Ao contrário, o modo de proceder de Jesus está enraizado na misericórdia que inclui e aproxima as pessoas de Deus. Jesus, assim como Deus no Antigo Testamento, se apresenta como o médico que cuida do ser humano afetado e ferido pelo pecado (v. 17; cf. Ex 15,26; Dt 32,39). O que fecha a ferida aberta pelo mal é a misericórdia de Deus, manifestada no seu Filho único. O nosso relato é a ocasião em que Jesus define sua missão (v. 17; cf. Lc 19,10).

(8) – O ESCÂNDALO DA SOLIDARIEDADE

Jesus, na sua condição de Mestre, realizou gestos inusitados que escandalizavam determinados grupos de seu tempo. Entre eles, estavam os mestres da Lei (escribas) que gozavam de grande prestígio e admiração por parte do povo. Este prestígio, de certa forma, os distanciava da massa. Sendo especialistas na interpretação da Lei, pretendiam, juntamente com os fariseus, ser estritos no seu cumprimento. Isso era para eles um ponto de honra! Um dos tópicos da Lei dizia respeito às impurezas que se podia contrair no contato com pessoas consideradas impuras. Tais pessoas, por isso, deveriam ser vítimas da marginalização.

O caminho do Mestre-Jesus seguiu na direção oposta. Ele se fez solidário com marginalizados de seu tempo – cobradores de impostos e pecadores – não temendo contrair impureza. Sua presença, pelo contrário, era fator de purificação. Jesus estava imune do contágio e a impureza deles não o podiam atingir.

O Mestre-Jesus priva da amizade dos excluídos, não se furtando a sentar-se à mesa com eles, para partilhar uma refeição, símbolo de comunhão sincera. Essa eventualidade o fez compreender o sentido de sua missão de enviado: os destinatários privilegiados de seu amor e de sua ação misericordiosa não eram aqueles já inseridos na comunidade religiosa e social. E, sim, aqueles colocados à margem do sistema por qualquer razão que seja.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, sua solidariedade com os marginalizados é sinal da presença do Reino. Ensina-me a ser solidário como tu, para que na minha ação o Reino continue a desabrochar.

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA

“As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes. Eu não vim para chamar justos, e sim pecadores” (Mc 2,17).

Aos poucos o projeto de pregação de Jesus vai ficando mais claro. É hoje que ficamos sabendo que Ele veio para os pecadores. É claro o que o Evangelho nos diz sobre isto em Mc 2,13-17.

O momento em que Jesus revelou-se Salvador dos pecadores aconteceu, segundo o Evangelho de São Marcos, no dia em que escolheu como seu discípulo um “pecador público”, Levi, o cobrador de impostos. É aqui que os escribas reaparecem, e desta vez acompanhados por fariseus: os fariseus são os novos inimigos de Jesus, os que querem atrapalhar Sua missão dada por Deus.

Os escribas desta vez não criticam Jesus por perdoar os pecados. Eles o criticam porque não age como os puritanos fariseus: Jesus se junta a pecadores, quando um “bom judeu” devia se afastar deles.

Os escribas não entenderam que Jesus viera para os pecadores, precisamente. Seu próprio nome, “Jesus”, significa isto: “Salvador”. Para isto Jesus recebera também poder de Deus, como o de perdoar os pecados.

E quem seriam os escribas para O impedir de realizar o que Deus Pai Lhe ordenou?

Os escribas estavam, sim, totalmente enganados pela imagem que fizeram para si mesmos de Jesus. Era uma imagem falsa que eles conservarão até conseguirem matar Jesus.

Cada um de nós precisa de Jesus porque todos somos pecadores. Graças a Deus Ele veio para nós.

Senão, como nos salvaríamos?

Jesus mesmo disse: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

E não podemos nos perdoar a nós mesmos. Precisamos da misericórdia de Deus que Jesus consegue para nós. Sejamos-Lhe gratos para sempre.

Perdoados e limpos como a neve [(Sl 50(51),7] entraremos com Ele no Reino de Deus, na Vida Eterna.

(10) – AO PASSAR, VIU LEVI […] E DISSE-LHE: “SEGUE-ME.”

O sagrado Concilio, ouvindo religiosamente a Palavra de Deus proclamando-a com confiança, faz suas as palavras de São João: “anunciamos-vos a vida eterna, que estava junto do Pai e nos apareceu: anunciamos-vos o que vimos e ouvimos, para que também vós vivais em comunhão conosco, e a nossa comunhão seja com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1Jo 1, 2-3). […]

Aprouve a Deus, na sua bondade e sabedoria, revelar-Se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cf. Ef 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cf. Ef 2,18; 2Ped 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível (cf. Col 1,15; 1Tim 1,17), na riqueza do seu amor, fala aos homens como amigos (cf. Ex 33,11; Jo 15,14-15) e convive com eles (cf. Bar 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele.

Esta “economia” da revelação realiza-se por meio de ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal maneira que as obras realizadas por Deus na história da salvação manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido. Porém, a verdade profunda, tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifestasse-nos por esta revelação em Cristo, que é simultaneamente o mediador e a plenitude de toda a revelação.

(11) – JESUS E OS EXCLUÍDOS

Para os fariseus, era absolutamente escandaloso manter contatos com um pecador notório como Levi. Na época, um cobrador de impostos não podia fazer parte da comunidade farisaica; não podia ser juiz, nem prestar testemunho em tribunal, sendo, para efeitos judiciais, equiparado a um escravo; estava também privado de certos direitos cívicos, políticos e religiosos. Jesus vai demonstrar, àqueles que o criticam, que a lógica dos fariseus (criadora de exclusão e de marginalidade) está em oposição à lógica de Deus.

Os relatos evangélicos põem, com frequência, Jesus em contato com gente reprovável, com aqueles apontados pela sociedade como os cobradores de impostos e também com as mulheres de má vida. É impossível que os discípulos tenham inventado isto, porque ninguém da comunidade cristã primitiva estaria interessado em atribuir a Jesus um comportamento “politicamente incorreto”, se isso não correspondesse à realidade histórica.
Não há dúvida de que Jesus “deu-se” com gente duvidosa, com pessoas a quem os “justos” preferiam evitar, com pessoas que eram anatematizadas e marginalizadas por causa dos seus comportamentos escandalosos, atentatórios da moral pública.

Certamente não foram os discípulos a inventar para Jesus o injurioso apelativo de “comilão e bêbedo, amigo de publicanos e de pecadores” (Mt 11,19; 15,1-2).

Tendo já chamado os quatro primeiros discípulos, Jesus agora encontra o coletor de impostos Levi.

Por sua função, ele era um marginalizado pela sociedade religiosa judaica. Jesus não se volta para os marginalizados apenas para aliviá-los de seus sofrimentos e lhes restituir a dignidade, Ele os inclui também na colaboração de seu ministério, chamando alguns dentre eles como seus discípulos mais próximos. Sentando-se à mesa com os amigos de Levi, também marginalizados, Jesus afirma seu propósito de solidarizar-se com os excluídos e os pobres, causando escândalo entre os chefes religiosos do judaísmo.

Na perspectiva deste texto, Jesus é o amor de Deus que se faz pessoa e que vem ao encontro dos homens – de todos os homens – para os libertar da sua miséria e para lhes apresentar essa realidade de vida nova que é o projeto do “Reino”. A solicitude de Jesus para com os pecadores mostra-lhes que Deus não os rejeita, mas os ama e convida-os a fazer parte da sua família e a integrar a comunidade do “Reino”. É que o projeto de salvação de Deus não é um condomínio fechado, com seguranças fardados para evitar a entrada de indesejáveis; mas é uma proposta universal, onde todos os homens e mulheres têm lugar, porque todos – maus e bons – são filhos queridos e amados do Deus Pai. A lógica de Deus é sempre dominada pelo amor.

A “parábola da ovelha perdida” pretende, precisamente, dar conta desta realidade. A atitude desproporcionada de “deixar as noventa e nove ovelhas no deserto para ir ao encontro da que estava perdida” sublinha a imensa preocupação de Deus por cada homem que se afasta da comunidade da salvação e o “inqualificável” amor de Deus por todos os homens que necessitam de libertação. O “pôr a ovelha aos ombros” significa o cuidado e a solicitude de Deus, que trata com amor e com cuidados de Pai os filhos feridos e magoados; a alegria desmesurada do “pastor” significa a felicidade imensa de Deus sempre que o homem reentra no caminho da felicidade e da vida plena.

Jesus anuncia, aqui, a salvação de Deus oferecida aos pecadores, não porque estes se tornaram dignos dela mediante as suas boas obras, mas porque o próprio Deus se solidariza com os excluídos e marginalizados e lhes oferece a salvação. Encontramos aqui o cumprimento da profecia de Ezequiel que nos foi apresentada na primeira leitura. Deus vai assumir-se, através de Jesus, como o Bom Pastor que cuidará com amor de todas as ovelhas e de forma especial das desencaminhadas e perdidas.

O que está em causa na leitura que nos é proposta é a apresentação do imenso amor de Deus. Ele ama de forma desmesurada cada mulher e cada homem. É esta a primeira coisa que nos deve “tocar” nesta celebração. Deus é misericórdia.

Interiorizamos suficientemente esta certeza, deixamos que ela marque a nossa vida e condicione as nossas opções?

O amor de Deus dirige-se, de forma especial, aos pequenos, aos marginalizados e necessitados de salvação.

Os pobres e débeis que encontramos nas ruas das nossas cidades ou à porta das igrejas das nossas paróquias, encontram nos “profetas do amor” a solicitude maternal e paternal de Deus?

Apesar do imenso trabalho, do cansaço, do “stress”, dos problemas que nos incomodam, somos capazes de “perder” tempo com os pequenos, de ter disponibilidade para acolher e escutar, de “gastar” um sorriso com esses excluídos, oprimidos, sofredores, que encontramos todos os dias e para os quais temos a responsabilidade de tornar real o amor de Deus?

Tornar o amor de Deus uma realidade viva no mundo significa lutar objetivamente contra tudo o que gera ódio, injustiça, opressão, mentira, sofrimento.

Inquieto-me, realmente, frente a tudo aquilo que torna feio o mundo?

Pactuo, com o meu silêncio, indiferença, cumplicidade com os sistemas que geram injustiça, ou esforço-me ativamente por destruir tudo o que é uma negação do amor de Deus?

As nossas comunidades são espaços de acolhimento e de hospitalidade, são um oásis do amor de Deus, não só para parentes e amigos, mas também para os pobres, os marginalizados, os sofredores que buscam em nós um sinal de amor, de ternura e de esperança?

(11) – NÃO SÃO AS PESSOAS SADIAS QUE PRECISAM DE MÉDICO…

Deus tem um projeto de vida plena destinado a cada um de nós! Todos estão incluídos neste querer de Deus. Enganamos, quando pensamos que só os bons são convidados a fazer parte do seu Reino, o chamado de Deus é extensivo a todos, Ele não faz distinção de pessoas, chama bons e maus, o que vale é a resposta que se dá ao Seu chamado, pois no coração de quem aceita o chamado de Deus, já houve transformação, afinal, ninguém aceita o seu chamado, sem estar disposto a mudar de vida!

Hoje, a realidade nos mostra uma multidão de pessoas doentes da alma, irmãos nossos, que se enveredaram por caminhos tortuosos, muitas vezes, por falta de estímulo, de não se sentirem amados! E quantos vezes, nós, que dizemos seguidores de Jesus, ao invés de ajudar estes irmãos, contribuímos para que eles se percam ainda mais!

Todas as vezes que acusamos, ou que destacamos o ponto fraco de alguém, desprezando alguma qualidade sua, estamos afundando-o cada vez mais, um sinal de que ainda não aprendemos a olhar o outro com o olhar misericordioso de Jesus!

O evangelho de hoje, narra o encontro de Jesus com um cobrador de imposto, considerado pelo povo judeu como pecador: “Jesus vê Levi sentado na coletoria de impostos, e diz a ele: “Segue-me”!
Jesus vê o homem “Levi” e não o seu pecado!

Atraído pela proposta de Jesus, Levi, que passou a ser chamado de Mateus, abandona todos o os seus projetos pessoais, que visavam somente os bens materiais, para aderir ao projeto de vida plena que Deus tinha para ele.

Os cobradores de impostos, não eram aceitos pelo povo, eram considerados impuros por praticarem atos ilícitos.
Por este motivo, os fariseus se escandalizaram quando Jesus chamou Levi, para segui-lo e mais escandalizados ficaram, quando Jesus vai à sua casa e senta-se à mesa com ele e com os demais cobradores de impostos.

Para Jesus, o que é decisivo, não é o cumprimento de leis, de regras e sim, o estar disposto a mudar de vida, a aceitar a sua proposta de vida nova.

Ao contrário de Jesus, nós temos a tendência de julgar o outro pela a aparência, pelo tipo de trabalho que ele exerce, pelos lugares que frequenta, não enxergamos a pessoa na sua essência! O evangelho nos convida a revermos essas nossas atitudes, a deixar a nossa postura de juiz diante àquele que dispersa.

Jesus, ao contrário de nós, enxerga a “pessoa”, não o seu defeito! A divisão entre o bem e o mal, que para nós é clara, para Jesus não existe, pois para Ele, estar em pecado é estar doente, e o que um doente necessita, não é de um juiz, e sim, de um médico, uma vez curada a sua doença, a pessoa retoma a vida!

Abandonemos a nossa postura de Juiz e nos tornemos médico de almas!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(11) – EU NÃO VIM PARA CHAMAR JUSTOS, MAS SIM PECADORES

Este Evangelho narra a vocação do Apóstolo e Evangelista S. Mateus, que era chamado também de Levi. Além da generosidade e prontidão em acolher o chamado, Mateus mostrou a sua alegria, convidando Jesus e sua comitiva para uma refeição em sua casa.

E havia na comitiva de Jesus muitos cobradores de impostos, que os fariseus consideravam impuros porque tocavam em moeda estrangeira, e consideravam também traidores do povo, porque eram judeus que trabalhavam para o império romano.

Havia também muitos “pecadores”: pessoas pobres que não conseguiam comprar determinados animais e oferecê-los no Templo para a purificação de seus pecados. Esses pecados eram desobediência à Torá, o livro das prescrições religiosas judaicas. Jesus não excluía essa gente, por isso elas o seguiam com alegria.

Mas os doutores da Lei protestaram: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?” Doutores da Lei eram como os nossos atuais catequistas, agentes de pastorais, sacerdotes das Comunidades. Eles eram entendidos em coisas de religião, e admiravam a doutrina de Jesus, por isso gostavam de ouvi-lo, mas não se atreviam a considerar-se discípulos dele. Jesus explicou: “Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

Jesus várias vezes criticou essas leis que olhavam apenas o lado externo e não o coração da pessoa. E ele não as seguia, pelo contrário, dava preferência às pessoas marginalizadas pela sociedade do seu tempo. Imagine Jesus no meio dessa gente! E ainda tomando refeição, o que significa união e amizade!

Para entrar na Família de Deus, temos de empregar alguns meios, que talvez custem, mas estão facilmente ao nosso alcance. O primeiro é libertar-nos do preconceito de classe. Que deixemos de dividir o povo entre bons e maus, entre os que podemos cumprimentar e os que não podemos, entre os que devemos amar e os que não devemos. Que aprendamos que Deus não odeia nem os ricos, nem os mal-educados, nem os de esquerda ou de direita, e que seu plano misericordioso contempla a salvação de todos e todas.

As nossas Comunidades são chamadas a continuar essa atitude de Jesus, de não ter preconceito de ninguém, acolher a todos e todas, especialmente os excluídos. “Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

Como é bom ser misericordioso, isto é, amar uma pessoa que vive de forma errada! Não amamos o erro, mas a pessoa. Afinal, nós também somos pecadores. Um dia Jesus reclamou daqueles que veem um cisco no olho do irmão, e não veem a trave no próprio olho. Se olharmos sinceramente para nós mesmos, com certeza seremos mais misericordiosos para com os que erram.

Certa vez, um grupo de rãs estava pulando distraidamente num campo, e caíram numa cisterna velha. Pronto, não conseguiram mais sair dali. Como havia água no fundo da cisterna, elas não morreram.

Com o passar do tempo, elas se reproduziram e contaram a história para seus filhotes: “Nós estamos aqui porque caímos. Existe, lá fora, um mundo muito mais bonito. Tem sol, flores, borboletas, centopeias…”

Entretanto, quando elas morreram, e os seus filhotes foram contar para seus filhos, estes já não acreditaram muito.
Pensavam que aquilo era uma invenção, uma fantasia. O mundo era mesmo redondo e escuro, exatamente como o fundo da cisterna.

E assim, com o passar das gerações, aquelas histórias viraram contos de fadas.

Muitas vezes, acontece algo semelhante em relação à Redenção. As pessoas falam: “Felicidade não existe. O mundo é triste mesmo, só tem mentira, corrupção e violência!”

Falam isso porque não conhecem aquele outro mundo que Adão e Eva perderam e que Jesus recuperou para nós. É um mundo mais bonito, e possível de ser construído, porque está presente nas Comunidades cristãs. Basta acreditar no sonho e fazê-lo virar realidade. “A fé é a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11,1).

Precisamos, como Jesus, ir atrás das pessoas que estão mergulhadas no pecado, e convidá-las para esse novo mundo.

A mãe não exclui nenhum filho, e se preocupa mais com os afastados, rebeldes e problemáticos. Que ela nos ajude a imitar o seu Filho.

Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.

(11) – NÃO VIM CHAMAR OS JUSTOS, MAS OS PECADORES

Um dos grandes perigos que se tem em toda experiência religiosa é marcar linhas imaginárias entre o santo e pecaminoso. E nesta ordem de ideias determinar que tais ou quais sujeitos são pecadores e que, portanto, o melhor é se afastar e manter distância real desses sujeitos. O Evangelho nos recorda, outra vez, que Jesus atuou com muita liberdade frente a essa maneira tão excludente da religião de seu tempo. Jesus não teve o mínimo problema de andar com pessoas de má fama.

Algumas vezes, como vimos ontem, Jesus foi censurado por perdoar pecados e devolver a dignidade à pessoas sumidas nas desgraças; hoje é criticado por se reunir com pessoas de má fama. Os atos que Jesus realiza de maneira deliberada não só explicam sua opção de vida e seu critério frente ás tragédias humanas, mas deixam claro que Deus ama sem medida os homens e mulheres, além do pecado ou da condição moral de cada um.

Os cristãos, em particular, e a Igreja em geral, tem um chamado claro e concreto a manifestar com atitudes, bem visíveis, a misericórdia de Deus. Como viver essa dimensão em nossa vida cristã?

(11) – JESUS CHAMA OS PECADORES

1 Samuel 9, 1-4.17-19;10,1 – “o escolhido de Deus”

Saul jovem e belo, filho de um homem valente foi o escolhido de Deus para ser o rei de Israel. Ele era da tribo de Benjamim a menor de Israel. Samuel, profeta do Senhor, foi incumbido para encontrar e ungir um rei para Israel. Por “acaso” e por causa de algumas jumentas que se perderam, eles dois se encontraram. Samuel estava atento aos sinais do Senhor e logo percebeu quando Ele lhe disse: “Este é o homem de quem te falei. Ele reinará sobre o meu povo”. Samuel não relutou nem duvidou quanto às circunstâncias do encontro, mas sem demoras aproximou-se de Saul e prometeu-lhe “revelar tudo o que o Senhor já havia colocado no seu coração”. Deus, por meio do profeta revela o que Ele mesmo já colocara no coração de Saul. É assim a metodologia do Senhor para as Suas escolhas. Ele nunca nos pedirá algo que não tenha colocado no nosso coração, porque Ele dá o querer e a capacidade para que possamos realizar o que nos propõe. O Senhor sempre escolhe a pessoa apropriada, segundo o Seu pensamento, para tomar conta da Sua herança, que é o Seu povo. A unção de Deus confere ao homem a missão, a autoridade e a capacidade. Cabe a cada um de nós, quando formos escolhidos, usarmos toda a potencialidade que Ele nos confere e cumprir com a nossa parte na missão. Dentro da nossa casa, na nossa família, na comunidade, no trabalho, na Igreja, no mundo, nós também somos escolhidos (as) para governar o povo de Deus aqui na terra, mesmo que não sejamos alguém muito preparado (a) intelectualmente, nem sejamos os “melhores”. Para isso, o Senhor nos unge com o óleo santo do Seu amor, nos concede o Espírito Santo e confia que nós também possamos livrar as pessoas que dependem de nós das mãos dos inimigos que estão ao seu redor.

– Você percebe o chamado do Senhor no seu coração?

– Você se sente escolhido (a) para tomar conta da herança de Deus aqui na terra?

– Você acha que Deus confia na sua capacidade?

– E você confia em que Ele pode capacitá-lo (a)?

 

Salmo 20 – “Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra.”

O salmo expressa a gratidão dos escolhidos de Deus e a alegria que sentem aqueles que atendem ao chamado do Senhor. Todos nós temos gravado no coração o desígnio para o qual fomos criados e viemos a este mundo. Somos preparados para a missão e recebemos do Senhor bênção generosa, vida longa, glória e esplendor que significam um estado de espírito de paz, de força, poder e luz.

Evangelho – Marcos 2, 13-17 – “Jesus chama os pecadores”

No seu dia a dia Jesus não deixava passar nenhuma oportunidade para atrair todos àqueles que o Pai o havia entregado. Assim foi que Ele viu Levi (Mateus) no seu posto na coletoria de impostos e o chamou sem nem mesmo se incomodar com o fato de que aquele homem fosse um aliado dos romanos e opressor do povo judeu e, por isso, odiado por todos. Levi sentiu a força salvadora de Jesus e atendeu imediatamente à sua convocação. Ainda hoje Jesus Cristo quebra os esquemas sociais que dividem as pessoas e as chama a participar do Seu Banquete, sejam elas pobres, ricas, de qualquer língua, religião, raça, etc. O chamado de Jesus é universal Ele veio para chamar os pecadores a serem justos e apesar de sermos pecadores, todos nós somos convocados à transformação da sociedade assumindo a nossa parte e vivendo de acordo com os ensinamentos que Ele nos deixou. Não podemos mais ficar parados (as) no posto da coletoria, fazendo as mesmas coisas, seguindo as ordens do mundo que explora e perverte, pois Jesus olha firmemente para nós e diz: “Segue-me”. E sabe aonde ele pretende nos levar? Para a nossa casa! Assim como foi à casa de Mateus e comeu com os pecadores, seus amigos, Ele também se dispõe a entrar na nossa casa e quer salvar a nossa família, mesmo aqueles (as) a quem nós mesmos consideramos “perdidos”. Ele hoje quer entrar na nossa casa através do nosso testemunho de vida, dos nossos gestos concretos de amor quando nós assumimos a Sua Palavra, vivenciando o perdão, a misericórdia, a compreensão, a concórdia, a paz e a união.

– Você já conseguiu levantar-se do seu “posto” para seguir Jesus?

– Ele já entrou na sua casa?

– Você já O apresentou àquelas pessoas mais difíceis que convivem com você?

– Você se considera pecador (a) ou justo (a)?

(11) – O MESTRE ANDANDO EM MÁS COMPANHIAS

“Diga-me com quem andas e te direi quem és” – lembram-se deste provérbio?

Na minha infância cresci ouvindo exortações dos meus pais e educadores para que evitássemos as más companhias e até confessávamos isso ao Padre porque era considerado pecado.

Quando comecei a ter uso da razão e deparei com esse evangelho, comecei a achar que tinha algo de errado, ou com a nossa formação ou com Jesus. Estar junto as pessoas desqualificadas não significa aprovar suas atitudes erradas e nem compactuar com elas, nossos pais e educadores tinham medo de que a influência do mal presente na vida dessas “pessoas” rotuladas como más companhias, acabasse nos contaminando.

Mas… e o Bem presente em nós na Graça de Deus, será que não têm uma força para contagiar as pessoas com quem nos relacionamos?

Pois aí é que está o grande problema inclusive de hoje em dia. O mal influencia a vida dos cristãos e as comunidades.
Jesus, o Filho de Deus, não teme o mal presente na vida das pessoas, pois foi exatamente para isso que ele veio, para combatê-lo e eliminá-lo para sempre.
Jesus não só andou com as más companhias, foi mais longe e assumiu a fragilidade humana por amor a humanidade que estava sob o domínio do mal.

Nos dias de hoje não podemos mais pensar dessa maneira, pois como discípulos e missionários de Jesus, nós temos que ter mais fé em nosso “Taco” na poderosa Graça de Deus presente em nossa vida, no poder de Deus manifestado no Espírito Santo e assim sairmos do nosso ambiente sagrado e entrarmos sem medo naquilo que muitas vezes consideramos profano, confiantes de que em Cristo somos mais que vencedores.

A casa de um Publicano cobrador de impostos não tinha nada de sagrado, ao contrário, os amigos de Levi eram todos da mesma “laia” que ele, isso é, pecadores considerados irrecuperáveis diante de Deus e dos homens. Sem a menor cerimônia Jesus vai à sua casa, o evangelista não menciona de quem partiu o convite, pode ser que tenha sido Levi, feliz da vida por ter sido convidado a ser discípulo e por isso queria comemorar, mas também pode ser que tenha partido de Jesus que nesse sentido era meio “oferecido”, lembram-se da história do pequeno Zaqueuzinho?

O fato é que, quando se trata de salvar e oferecer as pessoas essa Vida totalmente Nova, Jesus de Nazaré faz de tudo e não está nem aí com certos preconceitos. Propõe, convida, chama, inclusive a “gentalha” que muitas vezes ainda continuamos a excluir em nossos tempos.

Pensem um pouco… Quanta gente rotulada como má (só porque não pertencem ao nosso grupo, igreja ou comunidade) dando por aí um testemunho maravilhoso com palavras e atitudes à favor da vida…

E ao final da reflexão deixo essa perguntinha, no mínimo provocadora: Quem são os “Enfermos” dessa história?

(11) – JESUS VEIO CHAMAR OS PECADORES

Levi era um coletor de impostos que explorou o povo até o dia em que Jesus o chamou para segui-Lo. Mesmo sabendo ser ele um homem pecador, portanto injusto com os irmãos, Jesus o convocou para fazer parte do rol de Seus discípulos. Parece até que Jesus procurou os piores para fundar a Sua Igreja. Isto tudo nos serve de exemplo quando também nos admiramos de que na Igreja de Deus e no serviço do reino haja tantas pessoas necessitadas de conversão. Isto prova quanto que Jesus deseja a nossa salvação e conversão, por isso mesmo, nos convocou.

A certeza de que Jesus não veio para chamar justos, mas sim pecadores, dá a garantia de que o nosso chamado é para valer e Ele quer também entrar na nossa casa, cear com a nossa família e confraternizar-se com nossos amigos, todos, pecadores. Jesus veio para chamar os pecadores a serem justos, esta é a verdade! O justo é aquele que é ajustado ao Plano de Deus, porque aceita a Salvação em Jesus e procura a conversão. Ainda hoje Jesus, quer atrair para si os pecadores, fracos, defeituosos, infelizes a fim de que todos se tornem ajustados ao Plano do Pai que é a sua felicidade. O grande segredo para que sejamos salvos é, primeiramente, reconhecermos que precisamos de salvação e acolhermos Jesus Cristo como nosso Salvador. Quando estamos fortalecidos na fé em Jesus Cristo nós também nos ajustamos ao plano de Deus, por isso, somos convocados a sermos instrumentos de salvação para aqueles que não O conhecem e não O aceitam.

– Você se acha um homem ou uma mulher, justo (a)?

– Qual é o critério para sermos justos (as)?

– Você também, como Levi, já foi chamado (a) para seguir Jesus?

– Para você o que significa seguir Jesus: ir atrás Dele ou obedecê-lo?

(12) – REFLEXÃO

Ser coletor de impostos na época de Jesus era ser um pecador profissional. Por isso, a escolha de Levi, ou Mateus, para ser discípulo de Jesus e ir comer na casa dele com os outros cobradores de impostos e pecadores, significava que Jesus comungava com eles, o que era muito grave. No entanto, esse fato nos mostra que Jesus veio para nos mostrar o amor misericordioso de Deus, que havia dito pelo profeta que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva e que Deus quer que todas as pessoas participem do banquete do Reino definitivo.

(16) – NÃO É A JUSTOS QUE VIM CHAMAR, MAS A PECADORES

Hoje, na cena que nos relata São Marcos, vemos como Jesus ensinava e como todos vinham para O escutar. A fome de doutrina é patente, então e também agora, porque a ignorância é o pior inimigo. Tanto assim é, que se tornou clássica a expressão: “Deixarão de odiar, quando deixarem de ignorar”.

Passando por ali, Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado na banca de cobrança dos impostos e, ao dizer-lhe “segue-me”, deixando tudo, foi com Ele. Com esta prontidão e generosidade ele fez o grande “negócio”. Não somente o “negócio do século”, mas também o da eternidade.

Devemos pensar há quanto tempo acabou o negócio de recolha de impostos para os romanos e, pelo contrário, Mateus — hoje mais conhecido pelo seu novo nome do que por Levi — não deixa de acumular benefícios com os seus escritos, ao ser uma das doze colunas da Igreja. É o que acontece quando se segue o Senhor com prontidão. Ele disse-lhe: “E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna” (Mt 19,29).

Jesus aceitou o banquete que Mateus lhe ofereceu em sua casa, junto com os outros cobradores de impostos e pecadores, e com os seus apóstolos. Os fariseus — como espectadores dos trabalhos dos outros — comentam aos discípulos que o seu Mestre come com pessoas que eles têm catalogadas como pecadores. O Senhor ouve-os e sai em defesa do seu modo habitual de agir com as almas: “Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores” (Mc 2,17). Toda a Humanidade necessita do Médico divino. Todos somos pecadores e, como dirá S. Paulo, “todos pecaram e estão privados da glória de Deus” (Rom 3,23).

Respondamos com a mesma prontidão com que Maria sempre respondeu à sua vocação de corredentora.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

1ª SEMANA DO TEMPO COMUM – (VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

A Eucaristia lembra Jesus doando-se totalmente e indicando, ao lavar os pés dos discípulos, que o serviço fraterno é o modo de exercer a autoridade. Ser e ter autoridade é prestar serviço. No entendimento do povo escolhido, qualquer exercício de autoridade é cumprimento de uma missão divina; não é luta pelo poder. É estar com os mais excluídos socialmente, como fazia Jesus. Não age atendendo a conveniências e acertos com os supostos justos; atende e convoca os que estão à margem do sistema para proclamar um novo modo de sociedade.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Deus nos fala. Ungir o nome de Deus é conferir uma missão. Todo autêntico poder é missão divina. As pessoas do mundo não pensam dessa forma; acham que o poder depende de um jogo que privilegia uma elite de supostos justos. Jesus é diferente: chama pecadores e marginalizados. Eles vão proclamar uma nova humanidade.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4,18).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda do vosso povo; que ela nos obtenha a santificação e o que confiantes vos pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Eu vim para que tenham a vida e a tenha cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10,10).

– Oração depois da Comunhão

Deus todo-poderoso, que refazeis as nossas forças pelos vossos sacramentos, nós suplicamos a graça de vos servir por uma vida que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

 

Fontes de Orientações e Pesquisas:

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(5) – Portal Editora Santuário;

(6) – Portal Editora Paulinas;

(7) – Portal e Blog Canção Nova;

(8) – Portal Dom Total;

(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(10) – Portal Evangelho Quotidiano;

(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(15) – Portal Fraternidade O Caminho;

(16) – Portal Evangeli.net;

(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(18) – Um Novo Caminho;

(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;

(20) – Portal de Catequese Católica;

(21) – Blog Homilia Dominical;

(22) – Portal NPD Brasil;

(23) – Portal Canção Nova: Música;

(24) – Portal Editora Paulus;

(25) – Portal Católica Net;

(26) – Portal Católico Orante;

(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;

(28) – Portal Comunidade Resgate;

(29) – Portal Católico na Net.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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