Liturgia Diária 19/Jan/14

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA – 19/Jan/2014 (domingo)

O Testemunho de João Batista

Jo 1,29-34 (Testemunho de João Batista- eis o cordeiro...)

– 1ª Leitura (Is 49, 3. 5-6)
– Salmo: Sl 39, 2. 4ab. 7-8a. 8b-9. 10 (R. 8a. 9a)
– 2ª Leitura (1Cor 1,1-3)
– Evangelho (Jo 1,29-34)

LEITURAS:

Leitura retirada do Livro do Profeta Isaías (Is 49, 3. 5-6): Segundo canto do Servo

Leitura do Livro do profeta Isaías:

3 O Senhor me disse: “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado”. E agora diz-me o Senhor — ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo — que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6 Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Salmo retirado do Livro dos Salmos Sl 39, 2. 4ab. 7. 8-9. 10 (R. 8a. 9a): Ação de graças. Pedido de Socorro

— 8a Eu disse: Eis que venho, Senhor, / 9a com prazer faço a vossa vontade!

— 8a Eu disse: Eis que venho, Senhor, / 9a com prazer faço a vossa vontade!

— Esperando, esperei no Senhor, / e inclinando-se, ouviu meu clamor. / Canto novo ele pôs em meus lábios, / um poema em louvor ao Senhor.

— Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; / não pedistes ofertas nem vítimas, / holocaustos por nossos pecados.

— E então eu vos disse: ‘Eis que venho!’ / Sobre mim está escrito no livro: / ‘Com prazer faço a vossa vontade, / guardo em meu coração vossa lei!’

— 10 Boas-novas de vossa justiça / anunciei numa grande assembleia; / vós sabeis: não fechei os meus lábios!

Leitura retirada da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 1, 1-3): Endereço e saudação. Ação de graças

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

1 Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2 à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3 Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 1, 29-34): O testemunho de João Batista

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 29 João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31 Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. 32 E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34 Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.

– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparo-me para a Leitura, rezando:

Jesus Mestre, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que o texto diz para mim, hoje?

O nosso batismo deriva do batismo de Cristo. Ser batizado é ser enxertado em Cristo, é receber o Espírito Santo, é aceitar os desafios provenientes do anúncio do Evangelho. Ser testemunha de Cristo como João Batista é reconhecer que ele é o Filho de Deus. Ser imerso na água do batismo é aceitar morrer ao pecado. Aquele que recebe a água do batismo nasce para a ressurreição e para a vida eterna (Rm 6, 4-5).

Em Aparecida, disseram os bispos: “Jesus é o Filho de Deus, a Palavra feito carne (cf. Jo 1, 14), verdadeiro Deus e verdadeiro homem, prova do amor de Deus aos homens. Sua vida é uma entrega radical de si mesmo a favor de todas as pessoas, consumada definitivamente em sua morte e ressurreição. Por ser o Cordeiro de Deus, Ele é o Salvador. Sua paixão, morte e ressurreição possibilita a superação do pecado e a vida nova para toda a humanidade. N’Ele, o Pai se faz presente, porque quem conhece o Filho conhece o Pai (cf. Jo 14, 7). Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4, 44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1, 3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1, 1). Como filhos obedientes à voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9, 35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23, 8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6, 63. 68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.” (DAp 102 e 103).

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente, na Bíblia, o Evangelho do Dia (Jo 1, 29-34).

Vendo Jesus que vem em sua direção, João testemunha, reconhecendo Jesus com três títulos: Cordeiro de Deus, “Quem batiza com o Espírito Santo” e Filho de Deus. É o Cordeiro de Deus que tem a missão do sacrifício para a expiação dos pecados. É o que batiza com o Espírito Santo, despertando uma vida nova. É o Filho de Deus de quem procede toda graça e salvação.

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Renovo o meu Batismo, renovando a minha fé e meu compromisso cristão.

Creio em Deus-Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo seu único filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou viver a minha vida cristã coerente com meus compromissos de contínua conversão e de testemunho de minha fé.

BÊNÇÃO

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(6) – O SERVO ESCOLHIDO POR DEUS

O livro do profeta Isaías abrange um período de quase três séculos. Convenhamos que o profeta do século VIII não viveu tanto tempo assim. Certamente, há uma longa tradição literária que subjaz ao livro que leva o nome do profeta. O texto de Isaías proposto para este domingo faz parte do que se convencionou chamar Dêutero-Isaías, que, normalmente, retrata fatos do período do exílio, na Babilônia. É parte de um dos cânticos do “servo sofredor”. Num enorme esforço apologético, os cristãos encontraram em textos como esse o apoio para justificarem, ante a oposição dos judeus, a paixão e morte daquele que eles professavam como Messias. Na releitura cristã deste texto, a personalidade coletiva, Israel, passa a ser um indivíduo, reconhecido como Messias, Jesus. Ele é o servo escolhido por Deus.

O tema do testemunho de João Batista sobre Jesus já está antecipado no prólogo do quarto evangelho (cf. Jo 1, 15). O “dia seguinte” (v. 29) refere-se a Jo 1, 19-28, episódio em que João é submetido a um verdadeiro interrogatório por parte dos sacerdotes e levitas, enviados pelos judeus de Jerusalém. Esse interrogatório serve ao leitor do evangelho para esclarecer que João não é o Cristo (cf. Jo 1, 20). A declaração de João continua ao apontar Jesus como o “cordeiro de Deus” (cf. Jo 1, 29). Essa é a única ocorrência, no Novo Testamento, do título cristológico atribuído a Jesus. Trata-se de um título carregado de evocações veterotestamentárias (Profecias do Velho Testamento): pode evocar o “servo sofredor” (Is 53, 7) e/ou o cordeiro pascal cujo sangue aspergido nas portas das casas livraram os hebreus das pragas do Egito (cf. Ex 12, 1ss), aspecto que recorre em Jo 19, 14. 31-36; pode ainda ligar-se a Ap 17, 14, em que o Cordeiro imolado é apresentado como vitorioso. O “cordeiro de Deus” é aquele a quem a missão de João Batista está subordinada (cf. Jo 1, 30-31). O reconhecimento do Filho de Deus se dá por uma “visão” (cf. Jo 1, 32-34), entenda-se, por revelação, por uma experiência interna e pessoal de Deus. O critério do reconhecimento é a inabitação do Espírito em Jesus. Essa visão em que o Espírito Santo é tangível na pessoa de Jesus faz com que João declare a filiação divina do Nazareno (cf. Jo 1, 34).

ORAÇÃO

Pai, tu enviaste Jesus com a missão de nos introduzir no Reino da fraternidade. Dá-me a graça de reconhecê-lo e fazer-me seguidor dele.

(8) – O MESSIAS RECONHECIDO

A atividade frenética do Batista, às margens do Jordão, não o fez perder a consciência de sua missão. No afluxo de penitentes à procura do batismo, ele se deu conta da presença do Messias Jesus. Por isso, advertiu a multidão para a presença do Cordeiro de Deus, enviado para abolir o pecado do mundo.

A situação do batismo de Jesus estava carregada de evocações.

Sua exclamação lembrava o cordeiro pascal.

As águas do Jordão recordavam o mar Vermelho. A eliminação do pecado do mundo aproximava Jesus de Moisés, condutor do povo de Israel para a terra prometida.

Tudo isso servia para alertar a multidão acerca da presença do Messias.

João só reconheceu Jesus, por que movido pelo Pai, uma vez que já tinha declarado, por duas vezes, não ter um conhecimento prévio do Messias. Para não se enganar na identificação do Messias, João colocou-se numa atitude de contínuo discernimento. Teria sido desastroso um falso reconhecimento e a consequente atribuição do título de Cordeiro de Deus à pessoa indevida. João, ao contrário, não titubeou quando viu Jesus diante de si. Seu testemunho foi firme, pois estava certo de não ter sido induzido ao erro. Diante dele, estava, realmente, o Filho de Deus. Foi o Pai quem lhe revelara a identidade do Filho, e o movera a reconhecê-lo publicamente.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, ajuda-me a reconhecer tua presença libertadora de nossa humanidade, desejosa de salvação.

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA

EU TE FAREI LUZ DAS NAÇÕES, PARA QUE MINHA SALVAÇÃO CHEGUE ATÉ AOS CONFINS DA TERRA (Is 49, 6b)

Primeira Leitura: Is 49, 3. 5-6

No domingo 12 de janeiro a Primeira Leitura nos trouxe o “Primeiro Cântico do Servo de Javé”. Hoje a Liturgia da Palavra começa com o “Segundo Cântico do Servo de Javé”, nesta Primeira Leitura.

O que é este “Segundo Cântico do Servo de Javé”?

É um dos textos misteriosos do Livro do Profeta Isaías.

Ninguém sabia, no Antigo Testamento, quem era o “Servo de Javé”.

Quando Jesus Cristo ressuscitou, depois de ter passado por Sua Paixão e Morte, a Igreja imediatamente viu Nele o “Servo de Javé” dos quatro Cânticos presentes no livro de Isaías.

Hoje a Liturgia nos traz o “Segundo Cântico”.

O que diz?

Em primeiro lugar o “Servo de Javé” vem identificado com o Povo de Deus, Israel.

É o que está dito em Isaías 49, 3: Tu és meu Servo, Israel, em quem serei glorificado.

Como assim?

O Profeta nos dá palavras de Deus sobre a missão do Povo Eleito, Israel. Este Povo não vivia na terra como um Povo qualquer, mas como o escolhido por Deus para realizar uma missão especialíssima: Deus, por meio deste Povo, ia ser glorificado por todos os povos da terra. Esta é a primeira afirmação desta Leitura sobre o “Servo de Javé”.

Israel vai glorificar seu Deus quando vier o prometido Messias, Jesus Cristo. Em sua Paixão, Morte e Ressurreição salvará toda a humanidade, dando assim Glória a Deus. Jesus, portanto, é o cumprimento desta profecia.

Em segundo lugar o “Servo de Javé” já é identificado com outra pessoa, que parece ser o próprio profeta Isaías. No entanto, o que Isaías fez na terra não foi total cumprimento da missão que Deus dá a este personagem que deve ser outra pessoa. Isaías não diz quem é, mas a Igreja entendeu que este personagem foi Jesus de Nazaré.

De fato, Jesus foi preparado desde seu nascimento para ser “Servo de Javé” como Isaías 49, 5b. A Igreja verá como a Salvação dada por Jesus Cristo foi também para o Povo Eleito, Jacó assim dito por Isaías 49, 5c. E esta salvação de Jacó, o Povo Eleito, dá Glória a Deus, profetizada por Isaías 49, 5e.

A missão do “Servo de Javé” ainda se estende muito além: sua missão é levar “… Luz para as nações, para que minha Salvação chegue até os confins da terra” (Is 49, 5e).

Jesus de fato trouxe a Salvação de Deus e mandou que esta Luz fosse levada pelos seus apóstolos até os confins da terra (Mt 28, 19-20).

Entendemos esta Primeira Leitura, portanto, vendo como a Igreja reconheceu em Jesus Cristo o “Servo de Javé”.

Como devemos hoje reagir diante desta missão que Jesus recebeu de Deus?

Antes de tudo precisamos entendê-la muito bem:

a) No “Servo de Javé” / Jesus Deus é glorificado.

b) Esta glorificação não é em benefício de Deus, porque é a Salvação que Ele dá aos homens.

c) Esta Salvação não é só para alguns, mas para todos os povos, dos confins da terra.

Nós, os cristãos “dos confins da terra”, somos os beneficiados pela Salvação que Jesus Cristo / “Servo de Javé” trouxe ao mundo.

Embora Deus não precise ser glorificado pelos homens, Ele mesmo se sente em estado de “Glória” divina, na qual se compraz. De fato, no Batismo de Jesus foi isto que Deus revelou: ESTE É MEU FILHO AMADO, NO QUAL PUS O MEU AGRADO (Mt 3,17b).

Por que “agrado”?

Precisamente porque Jesus cumpriu a missão que Deus dera a Ele enquanto “Servo de Javé”.

Meditemos sobre estas coisas hoje, sabendo que nossa instrução espiritual depende deste bom conhecimento das Leituras da Liturgia da Palavra.

Salmo Responsorial: Sl 39(40), 2-10.

Eis que venho, Senhor. Com prazer faço a vossa vontade! [Sl 39(40), 8a-9].

Uma coisa é sabermos como em Jesus se deu o cumprimento da profecia do Segundo Cântico do Servo de Javé. Isto vimos na Segunda Leitura.

Outra coisa é entendermos com qual disposição espiritual Jesus realizou a missão do “Servo de Javé”.

Sua disposição espiritual foi um modelo para nós: O Salmo Responsorial inteiro é aplicado a Jesus Cristo totalmente dedicado a Deus Pai.

De fato o Salmo afirma que Deus não queria mais os sacrifícios que eram oferecidos na liturgia judaica [Sl 39(40), 7]. Deus queria a obediência de Seu Povo, o “Israel / Servo de Javé” [Sl 39(40), 8-9].

A Igreja entendeu os versículos 8-9 deste Salmo como pronunciados por Jesus: Então eu vos disse: “Eis que venho!”

Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração a vossa Lei”.

Como Jesus cumpriu esta vontade de Deus?

Precisamente aceitando o cálice que devia beber em sua agonia, seguida de sua Paixão e Morte (Lc 22, 42). E em tudo isto, Jesus com prazer cumpriu a vontade do Pai que guardava em Seu coração.

Segunda Leitura: 1Cor 1, 1-3.

Para vós, Graça e Paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (1Cor 1, 3).

A Glória que Jesus Cristo deu a Deus enquanto missão Dele como “Servo de Javé” não ficou parada no tempo e no espaço. A ordem que Jesus dera a seus apóstolos, de anunciar o Evangelho a todas as nações (Mt 28, 19-20), fora cumprida.

E nesta Segunda Leitura vemos como isto se tornou realidade.

O apóstolo que levou a Glória de Deus às nações foi São Paulo.

Lemos nesta Segunda Leitura a abertura da Primeira Carta aos Coríntios.

Nela São Paulo afirma que os coríntios foram chamados por Deus para serem “santos”, isto é, consagrados a Ele por meio do Batismo, tendo ouvido antes o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo.

O povo convertido de Corinto recebeu, assim, esta saudação do início da Primeira Carta a eles, saudação que termina com estas palavras: Para vós, Graça e Paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (1Cor 1, 3).

A Glória de Deus que chegou a Corinto se manifestou em Graça e Paz da parte de Deus.

Meditemos como também para nós a Graça e Paz da parte de Deus nos foi dada desde o dia em que fomos batizados e continua agindo em nossa vida até hoje. É assim que a Glória de Deus, obra do “Servo de Javé /Jesus Cristo” chegou e continua entre nós.

Evangelho: Jo 1, 29-34.

Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel (Jo 1, 31).

A figura do “Servo de Javé” continuou misteriosa por todo o Antigo Testamento e até para São João Batista. Somente a Igreja saberá que Jesus é o “Servo de Javé”.

São João Batista, no Evangelho de hoje, mostra que ainda não sabia tudo sobre Jesus.

Mas diz: “também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel” (Jo 1, 31).

Como o batismo de São João Batista serviu para que Jesus Cristo fosse manifestado a Israel, ao Povo eleito de Deus?

É que a missão de São João Batista era somente preparar a chegada ao mundo do “Filho de Deus”, como ele mesmo diz em Jo 1, 34.

Assim o batismo de São João Batista era apenas uma prefiguração do Batismo que Jesus trouxe. Este sim foi o Batismo no Espírito Santo.

Ora, Jesus não veio ao mundo senão para realizar a paz entre o céu e a terra por meio do perdão dos pecados da humanidade, perdão que nos deu no Batismo.

E o sinal de que este perdão divino fora dado foi o dom do Espírito Santo. De fato lemos em Jo 20, 22: E, tendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

Ao fim desta Liturgia da Palavra tenhamos presente que em Jesus Cristo se cumprem as profecias sobre o “Servo de Javé”.

Hoje, com o “Segundo Cântico do Servo de Javé” entendemos como Jesus é este “Servo”, a quem Deus deu esta missão: EU TE FAREI LUZ DAS NAÇÕES PARA QUE MINHA SALVAÇÃO CHEGUE ATÉ AOS CONFINS DA TERRA (Is 49, 6b).

A Salvação de Jesus Cristo chegou até nós.

Demos Glória a Deus.

(10) – EIS O CORDEIRO DE DEUS

“João Batista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”” Porque um único Cordeiro morreu por todos, recuperando para Deus Pai todo o rebanho dos que habitam na Terra. Um único morreu por todos a fim de nos apresentar a todos a Deus; um só morreu por todos para nos ganhar a todos. […] Com efeito, vivíamos no meio dos nossos inúmeros pecados e, por isso, tínhamos uma dívida de morte a saldar e tornámo-nos corruptíveis; foi por isso que o Pai entregou o seu Filho em resgate por nós (Jo 3, 16; Mc 10, 45), um único por todos, porque nele estão todas as coisas e Ele está acima de tudo. Um só morreu por todos para que todos vivêssemos nele, porque a morte, que havia tragado o Cordeiro sacrificado por todos, restituiu-os a todos nele e com Ele. Com efeito, estávamos todos em Cristo, que foi morto por nós e em lugar de nós, e ressuscitou.

O pecado é a origem e a causa da morte; uma vez destruído o pecado, como poderia a morte escapar à destruição completa?

Uma vez morta a raiz, como se poderia manter o gérmen que dela sai?

Uma vez apagado o pecado, por que falta poderíamos nós ainda perecer?

Celebremos, portanto, com alegria a imolação do Cordeiro, dizendo: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó inferno, o teu aguilhão?” (cf. 1Cor 15, 55; Os 13, 14) […] “Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-Se maldição por nós” (Gal 3, 13), a fim de que escapássemos à maldição do pecado.

(11) – O CORDEIRO OFERECIDO AO PAI

Eis o Cordeiro de Deus aquele que tira o pecado do mundo.

Esta é a frase pronunciada pelo celebrante, no momento da comunhão na missa, e que penetra profundamente o nosso interior. Esta frase nos lembra que Jesus é o cordeiro que foi imolado por nós, o cordeiro que foi oferecido voluntariamente ao Pai pelos nossos pecados.

Agora vamos entender, por que Jesus é o cordeiro. Na verdade Ele é o novo cordeiro, que faz parte da Nova Aliança entre Deus e nós.

Para entender por que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, precisamos voltar a fita viajando pelo Antigo Testamento, e lá nós vamos ver a prática dos holocaustos, nos quais o cordeiro, que era o animal preferido, ser incinerado, ou queimado em oferenda ao Pai em perdão dos pecados do povo de Deus. Este sacrifício era feito também com outros animais, com o melhor novilho do rebanho, por exemplo, mas o cordeiro era o animal mais adequado, mais escolhido.

E por que?

O cordeiro é o único animal que morre sem emitir nenhum gemido, nenhum som de desespero que poderíamos traduzir como uma reclamação pelo seu suplício. Jesus foi assim. Não reclamou de nada, pelo contrário ainda pediu perdão ao Pai por aqueles que o estava crucificando. Pois se eles acreditassem ou soubessem quem realmente era Ele, o Filho de Deus feito homem, não estariam praticando tamanha injustiça!

Assim como tudo o que aconteceu no Antigo Testamento foi uma preparação para a vinda de Jesus, aquelas oferendas de animais pelo perdão dos pecados tinham o objetivo de preparar o povo e as gerações seguintes, para receber o Filho de Deus, Jesus Cristo.

João Batista disse: Lá vem vindo o Cordeiro de Deus… porque Jesus era o Servo manso e misericordioso, Aquele que: “Não esmorecerá nem se deixará abater”. O Servo que será a redenção para o povo de Israel e para todas as nações, luz que iluminou a escuridão dos nosso pecados, O Salvador pois nos trouxe o perdão e a paz interior: “Eu o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constitui como aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirar os cativos das prisões, livrar do cárcere os que viviam nas trevas!” (Is 42, 2-4. 6-7) . Assim se resume a missão de Jesus Cristo.

João disse: “Eu vi e dou testemunho: esse é o Filho de Deus”.

Prezados irmãos, prezadas irmãs. A nossa vida deve ser um testemunho vivo e completo de Jesus. O nosso viver, o nosso caminhar, o nosso proceder, tudo deve ser baseado na palavra viva que brotou da boca do Filho de Deus e que chegou até nós, para a nossa salvação. Mas não podemos guardar Jesus só para nós, precisamos refletir a sua luz ao mundo, precisamos ser continuadores da sua missão.

Ele sofreu sem reclamar. Nós também não deveríamos reclamar tanto das agruras dessa vida! Lembremos que Jesus disse que deveríamos tomar a nossa cruz e segui-lo. Não deveríamos reclamar mesmo porque, merecemos sofrer muito mais do que realmente sofremos. Acontece que nos esquecemos o quanto somos pecadores.

Além do mais, sofrimento para nós significa purificação. Portanto, vamos acolher o sofrimento com naturalidade, com boa vontade, oferecendo-o a Deus pelo perdão dos nossos pecados, que não são poucos.

Jesus é o novo cordeiro, porque agora, é a Nova Aliança. Não é mais necessário queimar os animais, como ainda se faziam no Templo, em oferenda ao Pai. Jesus é o único e último cordeiro que foi oferecido ao Pai pelos nossos pecados.

Quando recebemos a Eucaristia, estamos recebendo Jesus, Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É Ele que nos dá força para evitar o pecado. É Ele que nos liberta da escravidão, do pecado, do vício, da pedofilia, do alcoolismo, das drogas, das desavenças familiares…

Meus irmãos. A causa de todos os nossos pecados é a rejeição de Deus e de seu projeto de salvação. É a negação da pessoa de Jesus O Filho do Pai que foi enviado ao mundo para nos libertar do pecado. E se uns não reconhecem este Salvador, estão em pecado mortal. “Aquele que crer será salvo. Quem não crer já está condenado”. E é exatamente desse pecado de frieza, de indiferença, de uma atitude de ignorar a presença de Deus no mundo através da sua Igreja, que se origina todos os demais pecados os quais geram todo o mal da sociedade. E por mais que nós fazemos o bem e evitamos o pecado, somos também envolvidos constantemente pelo mal que nos rodeia, pois estamos inseridos na sociedade. Nós não estamos no mundo, jogados no mundo, mas sim estamos com o mundo. Por isso somos atingidos por balas perdidas, por carros cujos motoristas bêbados perdem a direção e sobe nas calçadas, e até podemos ser mortos ou presos por ser confundidos com um daqueles que praticam o mal. Repetindo, é do pecado da descrença que se origina os demais pecados, frutos da rejeição de Jesus e da sua prática libertadora enquanto cordeiro-servo de Deus que tira os pecados do mundo.

Durante muito tempo na história da humanidade, Deus se comunicou aos homens e as mulheres, através dos profetas, e também direta e pessoalmente com Moisés, Isaque, Jacó e Abraão. Porém, Deus sentiu a necessidade de uma comunicação mais forte entre Ele e a humanidade. Foi por isso que Ele elaborou um Plano de Salvação, no qual enviou um pedaço de si mesmo ao mundo, para nos comunicar a sua palavra. Assim, o VERBO, ou seja, a própria palavra viva, se fez carne e veio habitar no meio de nós. Jesus é a palavra viva que veio nos explicar o Plano do Pai, que veio nos mostrar a vontade do Pai, assim como tudo o que devemos e o que não devemos fazer para sermos salvos. Na verdade, não se trata de muita coisa. Tudo isso não só pode como foi resumido pelo próprio Jesus, em apenas dois mandamentos: Amar a Deus e amar ao próximo como a nós mesmos.

Deus Pai enviou Jesus ao mundo para ser Luz no meio das trevas oferecendo a todos a oportunidade da salvação, por meio dos sacramentos que estão disponíveis na Igreja. Porém, uma grande parcela da humanidade ignora tudo isso e persiste em seguir o caminho das trevas, e o pior é que de um modo ou de outro nós fazemos parte de tudo isso. Então eis aí mais um motivo para que reforcemos o nosso trabalho catequético de espalhar a Luz de Jesus no meio da escuridão daqueles que continuam insensíveis aos chamados de Deus à conversão.

É por isso que Jesus é o Cordeiro, o Servo! Jesus é Deus feito homem, que sofreu por nós, morreu, porém foi ressuscitado, e teve o seu corpo macerado e transfigurado em glória. Através de Jesus, Deus reuniu e formou um novo povo, uma comunidade que recebeu o nome de Igreja a qual está aqui reunida em torno deste altar e está presente no mundo inteiro, falando uma só linguagem formando um só povo.

Prezados irmãos, prezadas irmãs. O verdadeiro e autêntico cristão é aquele que pensa e age coerentemente em sintonia com o pensar e agir de Jesus Cristo. E isso nada mais é do que aceitar a vontade de Deus, mais é também, concretizá-la, materializá-la, no seu modo de vida, num ato de amor e de entrega confiante nas providências do Pai, assim como nas promessas do Filho. O verdadeiro e completo cristão é aquele que se prontifica a continuar a missão de Jesus. É aquele que se compromete a levar esta missão ao extremo, não como sacrifício penoso, mas com prazer de servir ao Pai, motivado, sobretudo pelo amor a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. E é dessa forma que o projeto do Pai se realiza entre nós, continuado por nós, e assim, Jesus se concretiza na prática continuada pelos homens de boa vontade, em o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” …

Deus não tem braços nem tem pernas próprias, pois Deus é puro espírito. Por isso em seu Plano de salvação, o Seu Filho era Deus e homem, foi a realidade visível do Deus até então invisível.

Todavia, Deus não é uma pura abstração, fruto da imaginação do homem, tal como quer nos convencer a ciência. A realidade existencial de Deus nos foi revelada pelo seu Filho através dos seus milagres e da sua palavra. E a sua realidade existencial é testemunhada por aqueles que ouvindo e atendendo ao chamado de Deus espalha pelo mundo afora as verdades do Evangelho reveladas pelo Deus visível que viveu e morreu por nós, porém no terceiro dia ressuscitou glorioso, provando sua divindade.

Bom domingo a todos.

(11) – EIS O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO!

O mundo requer urgentemente de pessoas que façam a diferença, de homens e mulheres comprometidos com o evangelho, que assim como João Batista, apontem algo novo, renovador, no sentido de suscitar sentimentos novos nos corações desesperançados. É grande a necessidade de profetas que devolva a esperança ao povo sofrido, que não se calem diante das injustiças, que estejam dispostos a dar a vida se preciso for, pela causa do Reino!

João Batista, o grande profeta que anunciou a vinda do Messias, desempenhou um papel importantíssimo na história da salvação, foi ele que convenceu o povo da necessidade da conversão, abrindo caminho para que Jesus pudesse entrar no coração humano! O próprio Jesus o reconhece como sendo ele, o maior dentre os nascidos de mulher, (Lc 7, 28).

João Batista veio dar testemunho da luz, foi ele quem preparou o encontro do humano com o Divino! A partir do seu testemunho, Jesus é reconhecido como O Messias, O Filho de Deus!

Depois de ser apontado por João Batista, como sendo Ele o Cordeiro de Deus, Jesus começa a formar a sua comunidade apostólica, tendo como seus primeiros seguidores, os discípulos de João. É graças ao testemunho desta pequena comunidade que conviveu diretamente com o Cordeiro de Deus, que hoje, também nós, podemos viver e dar testemunho da ressurreição de Jesus!

Jesus é apontado por João, como Cordeiro, símbolo da mansidão, o que não significa passividade e sim, entrega de vida para o resgate da humanidade corrompida pelo pecado.

João Batista foi um grande exemplo de quem viveu exclusivamente a vontade de Deus, ele não se acomodou nas tradições do seu povo, pelo contrário, buscou algo novo, fazendo- se anunciador das realizações das promessas de Deus, anunciando um tempo de graça que traria um sentido novo para a humanidade que se distanciava de sua verdadeira origem.

Assim como João Batista, nós também viemos a este mundo com uma missão: realizar a vontade de Deus na vivencia do amor, cultivando em nossos corações a disposição de renovarmos a cada dia. É com o nosso testemunho de fidelidade ao projeto de Deus, que apontamos Jesus ao outro.

João Batista experimentou durante a sua vida terrena, a força dos dois lados do coração humano: a força do amor capaz de resgatar vidas, e a força do ódio que o levou a morte. Tiraram a vida de João Batista, mas não conseguiram calar a voz do profeta, sua voz continua ressoando nos ouvidos de cada geração: “Convertei-vos e crede no evangelho”. “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

O Evangelho de hoje, nos apresenta uma belíssima profissão de fé, expressa em três afirmações de João Batista:

– “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”;

– “eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele”;

– “eu vi e dou testemunho, este é o Filho de Deus”.

João Batista não conviveu com O Messias, mas deu testemunho Dele, porque acreditou na revelação de Deus que o enviou para anunciá-Lo!

E nós, que recebemos o Espírito Santo no nosso Batismo, que convivemos com Jesus presente na Eucaristia, estamos dando testemunho Dele, como João Batista?

Colocar Jesus, como o centro da nossa vida, assim como fez João Batista, é pensar, é viver, é falar é mover-se em função do amor.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(11) – CORDEIRO DE DEUS

O Amor de Deus marcou para sempre nossas vidas. Ele nos tirou das trevas e nos fez enxergar a luz da eternidade. Não há mais razão para ficar triste ou viver amargurado se Deus está conosco e no meio de nós. Grande significado tem para nós, hoje, o dedo indicador de João: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

Cordeiro de Deus em latim é Agnus Dei, uma expressão utilizada pela religião cristã para se referir a Jesus Cristo, identificado como o salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia icônica cristã, é frequentemente representado por um cordeiro com uma cruz. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de hoje, onde João Batista diz de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29).

Os hebreus tinham o costume de matar um cordeiro em sacrifício a Deus, para remissão dos pecados. O sacrifício de animais era frequente entre vários grupos étnicos, em várias partes do mundo. Na Bíblia é referido, por exemplo, o caso de Abraão que, para provar a sua fé em Deus teria de sacrificar o seu único filho, imolando-o e queimando-o numa pira de lenha, como era costume para os sacrifícios de animais – o relato bíblico refere, contudo, que Deus não permitiu tal execução. A morte de Jesus Cristo, considerado pelos cristãos como Filho unigênito de Deus, tornaria estes sacrifícios desnecessários, já que sendo considerado perfeito, não tendo pecado e tendo nascido de uma virgem por graça do Espírito Santo, semelhante a Adão antes do pecado original, seria o sacrifício supremo, interpretado como o maior ato de amor de Deus para a humanidade.

João Batista tem uma atuação fundamental no projeto de Deus realizado em Jesus. O batismo de João tinha características originais e sua proclamação foi tão marcante que o tornou conhecido como “o Batista”. Enquanto as abluções de purificação com água, tradicionais entre os judeus, eram repetidas com frequência, o mergulho nas águas do batismo, com João, era feito uma única vez e tinha o sentido de sinalizar uma mudança de vida para um compromisso perene com a prática da justiça que fortalece a vida.

Jesus assume a proclamação de João dando-lhe um novo sentido de atualidade e eternidade, identificando-a com o projeto de Deus de conferir vida plena e eterna à humanidade. O Espírito sobre Jesus é a confirmação de sua divindade e da divinização de toda a humanidade n’Ele assumida em todos seus valores e em toda sua dignidade. A presença de Jesus, Filho de Deus, entre nós renova a nossa vida e nos impele ao empenho na construção do mundo novo possível de justiça e paz.

Interpelado estou eu e estás tu também a sermos o dedo em nossos dia que aponte para Jesus e diga. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

(11) – O SINAL DO ESPÍRITO SANTO

1ª. Leitura – Isaías 49, 3.5-6 – “luz das nações”

Isaías profetiza a respeito de Jesus Cristo, o próprio Deus que se fez servo para a Sua glória e salvação da humanidade. Todavia, ao se fazer homem como nós, Jesus Cristo nos deu dignidade e nos distinguiu para também realizar aqui na terra as mesmas obras que Ele. Portanto, nós também, somos chamados a ser servos e servas fiéis ao projeto de Salvação que Cristo veio instaurar. Da mesma forma, nós fomos preparados (as), desde o nosso nascimento, para concretizar a missão à qual fomos destinados (as). Assim sendo, esta palavra hoje se destina a cada um de nós, homens e mulheres, que temos a Bíblia como farol que ilumina nossos passos na caminhada para Deus. A Palavra de Deus é o próprio Jesus que nos ilumina e nos faz irradiar Sua Luz no mundo. No percurso da nossa vida temos inúmeras oportunidades de irradiar a mesma luz que recebemos de Jesus, no intuito de propagar a salvação até os confins da terra. Os confins da terra significam os lugares aos quais temos acesso, onde podemos levar a paz, a harmonia, o consolo a quem precisa, por meio da pregação da Sua Palavra e da vivência do Seu Amor. Ser luz das nações também é o chamado que recebemos no nosso Batismo, pois fomos mergulhados no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Temos em nós todos os atributos de Cristo, não podemos nos esquecer dessa verdade. Às vezes, nós nos omitimos, deixamos passar as ocasiões favoráveis, dessa forma estamos abafando a luz que mora em nós e nos esquecemos de manifestar ao mundo, a glória de Deus.

– Você tem consciência de que Jesus quer ser Luz através das suas ações?

– Você tem manifestado ao mundo a glória de Deus?

– Você tem propagado a Palavra de Jesus no meio em que vive?

– Você tem revelado ao mundo a sua fé em Cristo? Como?

Salmo 39 – “Eu disse: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade!”

A esperança é o alimento da nossa fé! Por isso, o salmista nos ensina que a maneira mais eficaz para ver atendidos os nossos pedidos é esperar no Senhor com paciência. Enquanto esperamos, o próprio Senhor nos ensina a cantar louvores e poemas e coloca nos nossos lábios as palavras certas. E acrescenta como a nos orientar: “sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor meus ouvidos”. É isso o que devemos fazer, então: escutar a Palavra de Deus, cantar louvores e oferecer a Ele, não as coisas nem penitências, mas o nosso serviço e a nossa disposição de fazer a Sua vontade.

2ª. Leitura – 1 Coríntios 1, 1-3 – “aos que invocam o nome de Jesus”

Quando verdadeiramente nos apossamos da Palavra de Jesus que nos é revelada por meio dos profetas, dos Seus apóstolos e discípulos Ela se torna vida na nossa vida. Por isso, hoje, precisamos acolher a graça e a paz que Deus derrama sobre nós, por meio do apóstolo São Paulo, no início da sua carta aos Coríntios. Somos hoje, os que somos santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos e santas. Somos também o povo que invoca o nome de nosso Senhor Jesus Cristo em qualquer circunstância e lugar que estivermos. Consequentemente, se todos os dias nós acolhermos as bênçãos do céu que se derramam através da reflexão da Palavra, seremos pessoas abençoadas e felizes, apesar das tribulações e surpresas da vida. Podemos com muita facilidade fazer o teste, comparando o nosso dia a dia, quando somos fiéis à nossa oração pessoal e à meditação da liturgia diária, assim como também quando com perseverança nós participamos da Eucaristia. Assim sendo, nós comprovamos que, o que antes nos deixava “desesperados e confusos”, hoje nós enfrentamos com serenidade. Em Jesus Cristo, somos mais que vencedores, esta é uma verdade que nunca deveremos esquecer, pelo contrário devemos propagar aos quatro cantos da terra.

– Você tem se apossado das graças de Deus por meio da Sua Palavra?

– Você tem confiança de que a Palavra de Jesus se confirma na sua vida?

– Você tem passado para as outras pessoas essa certeza?

– Você se considera santificado (a) em Jesus Cristo?

– O seu comportamento condiz com o de um (a) santo (a)?

Evangelho – João 1, 29-34 “o sinal do Espírito Santo”

Às vezes não conseguimos entender muito os segredos de Deus, no entanto, precisamos nos firmar no que é essencial para que a mensagem evangélica se transforme em vida para a nossa caminhada. João Batista veio abrir o caminho para Jesus! Plano e estratégia de Deus Pai. Assim sendo, ele conclamava a todos, para que se arrependessem dos pecados, batizando-os com água a fim de acolher Àquele que existia antes dele, (embora não O conhecesse) e que viria tirar o pecado do mundo. E o sinal dado por Deus Pai a João Batista, a fim de que reconhecesse Jesus, foi o Espírito Santo, em forma de uma pomba descida do céu. Dessa forma, João Batista apontava com segurança para Jesus e dizia: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Depois do Batismo de Jesus, João Batista encerrou a sua missão, porque agora, Jesus, cheio do Espírito Santo, com poder iniciaria a Sua Missão. Jesus cheio do Espírito Santo iniciou sua vida pública e o Seu maior objetivo era realmente nos dar posse do poder do Seu Espírito. Ao mencionarmos o Batismo de Jesus, não podemos esquecer-nos do nosso Batismo e tomar consciência de que também nós temos a força do Espírito dentro de nós e o Seu sinal se faz notar através das nossas ações, reações, atitudes, gestos, etc. Precisamos averiguar se o testemunho que damos ao mundo é realmente, o de alguém que vive pleno do Espírito Santo ou de quem já o guardou e não se importa com Ele! O Espírito Santo é o doce hóspede da nossa alma, no entanto Ele é educado e não quer se intrometer nas nossas ações, sem o nosso conhecimento. Deus Pai deu testemunho do Seu Filho Jesus, com o sinal do Espírito Santo. Assim também Ele só poderá dar testemunho ao mundo de que somos Seus filhos e filhas, se deixarmos que o Espírito Santo manifeste em nós o Seu poder e a Sua força. Seremos as pessoas mais insensatas se recusarmos essa grande ajuda do céu.

– Você tem deixado transparecer ao mundo que está cheio (a) do Espírito Santo de Deus?

– As pessoas reconhecem em você a luz que vem do céu?

– Você tem feito as mesmas coisas, do mesmo jeito que as pessoas comuns do mundo fazem?

– Em que você tem agido diferente das pessoas das “novelas” da TV?

– Há alguma diferença?

(11) – O FRÁGIL CORDEIRO DE DEUS…

Houve um tempo na minha infância, em que os “Reis do Ringue” influenciava nossas brincadeiras e disputava-se em duplas, fazendo do campinho de final de rua, nosso ringue improvisado. Havia um garoto novo, mas muito encorpado, e além do mais com uma agilidade incrível para lutar, quem lutava ao seu lado, saia-se vencedor. Nós éramos franzinos e ele era sempre o destaque, considerado forte, sempre com pose de campeão.

Quando as lutas eram com algum menino de outro bairro, para intimidar o adversário, o apontávamos como o grande campeão e vencedor nato, e assim, por muito tempo foi considerado o melhor lutador da região, ninguém ousava enfrentá-lo.

João Batista aponta aos discípulos e demais seguidores, o grande Messias, o esperado por todos, o Ungido de Deus e revestido de todo poder, mas o título que lhe confere deve ter provocado risos em alguns mais céticos: Cordeiro de Deus! Poderia utilizar-se de um título mais condizente com o poder do Messias, quem sabe Leão ou até mesmo Urso, animal forte e poderoso entre os demais, com força descomunal.

Mas Cordeiro era motivo até para chacota, pois o cordeiro é frágil, indefeso, incapaz de qualquer reação diante dos que atentam contra sua vida. Quanto à sua ação de “tirar o pecado do mundo”, esperava-se alguém que acabasse definitivamente com os maus, premiasse os bons e eliminasse todas as forças do mal, não muito diferente de hoje, quando diante do quadro triste de um mundo marcado por tanto pecado, muitos nutrem no coração, a falsa esperança de que Jesus venha nas nuvens para desmascarar o Mal e fazer triunfar o Bem. Seria assim a vingança dos bons e justos, ver os maus serem esmagados e aniquilados por Jesus triunfante e glorioso. Acredita-se que o traidor Judas, no fundo pensava em uma “virada” na situação e por isso entregou Jesus aos seus inimigos, para deliciar-se ao ver a reação der Jesus na hora “H”. Esse pensamento equivocado prevaleceu até na hora derradeira quando entre outros insultos se dizia “Se és de fato o Messias, desce da cruz agora…”

Não é errado pensarmos desse modo, diante do Poder e Perfeição de Deus, e de nossas fragilidades, até João Batista tinha uma compreensão messiânica rigorosa e severa, vivia falando em fogo que devora, em palha que iria ser queimada quando o Reino se instalasse, para que os maus tremessem na base e se convertessem.

Mas no evangelho de hoje, parece que “caiu a ficha” de João, duas vezes ele declara que não conhecia Jesus, e que chegou a esse conhecimento porque Aquele que o tinha enviado para Batizar, o revelara.

Não se compreende as coisas de Deus, o seu pensamento e seu agir, a partir da lógica humana, mas pode-se ver os sinais que ele realiza, e João VIII, logicamente esse Ver Teológico, transcende a nossa limitada visão carnal, ver os sinais que Deus realiza, só é possível com os olhos da Fé, em outras palavras, quem vive na Fé, começa a ver os acontecimentos e as pessoas com um olhar diferente e o quadro inverte-se: aquilo que é Forte e poderoso se tornará em ruína, aquilo que é fraco, indefeso, insignificante, irá realizar a salvação completa, não só dos Israelitas, mas de toda humanidade.

Na primeira Leitura o Profeta, que é a Boca de Deus, já havia dito sobre o Servo de Javé, que ele seria a Luz das Nações, e aqui, o servo de Javé é aplicado ao povo, que estava cativo na Babilônia, totalmente derrotado e massacrado, sem pátria e sem identidade, aliás, nas duas leituras, não é homem que se sente forte e preparado, para algo grandioso, mas é Deus que chama através da Vocação, o apóstolo Paulo apresenta-se desse modo a comunidade, e Deus nunca chama os arrogantes, os prepotentes, os mais fortes, e que tem panca de vencedor, como o meu amigo de infância, a quem me referi no início e que nós chamávamos de “Homem Montanha”, ao contrário, Deus se alia aos pobres, fracos, desprezados, por isso o título “Cordeiro de Deus” evoca realmente quem é Jesus, o Deus Todo Poderoso encarnado na fragilidade humana para vencer em definitivo as forças do mal e tirar o pecado do mundo.

O Cordeiro de Deus, o Deus imortal, Criador de todas as coisas, Onipotente, Onipresente e Onisciente, vem como Cordeiro indefeso diante da violência humana, vai para o matadouro mudo, sem reclamar, sem praguejar contra o Pai, sem maldizer a própria sorte. Porque somente assim realizará sua Missão de Salvar os homens, só o amor salva, e só DEUS É AMOR.

Aprofundar no conhecimento de Deus e poder dar testemunho como João Batista, requer de cada cristão esse VER constante no dia a dia, os atos de mais puro amor que

Deus vai realizando, mas é sempre preciso ter em mente esse modo de agir Divino, que sempre engana os homens que se julgam sábios e espertalhões. Olhemos para a Eucaristia, ponto convergente da Igreja e cume da Liturgia, o Sacerdote ergue uma hóstia frágil, que cabe na palma da nossa mão, e que até um ventilador ligado pode fazê-la sair voando…

Entretanto, ali está escondido e oculto aos olhos dos que não creem o maior e mais valioso de todos os tesouros da terra. A graça de Deus em forma de pão que alimenta e restaura as nossas forças, ajudando-nos a atravessar o deserto da Vida terrena, como aquele Maná descido do céu ajudou o povo na travessia do deserto, milhares de vezes ao dia esse gesto se repete, a hóstia é apresentada repetindo-se as palavras de João: Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo….Como diz São Paulo, Jesus Cristo é o mesmo ontem, Hoje e sempre, e ainda prefere ocultar todo o seu Poder, graça, Glória e Salvação, em algo frágil. Que a exemplo de João Batista, possamos também VER, e dar testemunho de que naquele pedacinho de pão está o Filho de Deus, Cristo Jesus, nosso Deus e Senhor, aquele que criou o céu e a terra, e salva e santifica a todos os que Nele creem, em meio a toda humanidade.

(11) – EIS O CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRA O PECADO DO MUNDO

As leituras deste domingo têm como eixo transversal o convite de Deus a toda a humanidade a assumir como próprio o projeto do Reino, de projetar, em liberdade e sinceridade, uma maneira nova de ser homem e mulher, de ser criação e sociedade. O texto da primeira leitura faz parte do segundo Cântico do Servo (Is 49, 1 — 50, 7), nele há uma identidade do povo de Israel como o servidor de Deus. Este Israel mencionado aqui não representa a totalidade do povo de Deus, mas sim, talvez, se refira àquela pequenina comunidade de crentes, desterrada na Babilônia, a esse grupo reduzido que mantém viva a esperança e a fé.

Esse grupo que, apesar de estar longe de sua terra, mantém sua confiança que Javé, trará a salvação a todo o povo de Israel e ao mundo inteiro, pois Deus colocou seus olhos nele e assinalou a missão a todo o povo de Israel e ao mundo inteiro, pois Deus olhou para ele e lhe concedeu a missão de expressar a toda a criação o seu desejo mais profundo: salvar a todos sem exceção. O autor do cântico assinala uma grande diferença quanto à compreensão da salvação prometida por Javé; sendo o tempo do exílio, o profeta anuncia uma salvação para todas as nações, não unicamente para o povo de Israel.

Paulo inicia sua carta confirmando a universalidade do Reino de Deus; expressando que a mensagem de salvação é para todos os que, em qualquer lugar e tempo invocam o nome de Jesus Cristo. Contudo, pela maneira solene que Paulo escreve (à Igreja de Deus em Corinto), pode-se afirmar que o apóstolo está se referindo à única e universal igreja de Cristo, que se faz historicamente presente nos cristãos da comunidade de Corinto. Isto é, ainda que Paulo tenha escrito de amaneira particular a uma comunidade, sua mensagem ultrapassa os limites do espaço e do tempo, adquirindo em todo momento atualidade e relevância, pois é uma Palavra dirigia à humanidade inteira.

Homens e mulheres recebem a graça de ser filhos de Deus, por meio de Jesus; fomos consagrados por Deus para realizar em nossas vida a “vocação santa”, que em nossa linguagem corresponderia à “missão” de tornar presente, aqui e agora, o reino de Deus: fazer deste mundo um lugar mais justo e solidário, menos violento, destruidor, mais livre e fraterno. Quem assume como modo normal de vida este horizonte libertador, está invocando o nome de Jesus.

O evangelho de João manifesta a universalidade da salvação de Deus por meio da vida e missão de Jesus de Nazaré, visto este como cordeiro de Deus, que se sacrifica, se entrega obedientemente à vontade do Pai para salvar da morte (do pecado) a toda a Humanidade… Jesus é o enviado do Pai, o ungido pelo Espírito de Deus, o servidor de Javé de que fala o Profeta Isaías (49, 3) que tem como especial missão estabelecer no mundo a justiça do reino.

É quem verdadeiramente traz a salvação de Deus à humanidade. João Batista já havia compreendido sua própria missão e a missão de Jesus. Por tal razão o profeta do deserto diz que atrás dele vem um que é mais importante do que ele, pois o que vem é o Messias, Palavra nova de Deus para o mundo. O Batista reconhece Jesus como o Filho de Deus, por isso dá testemunho dele. E o faz com as imagens daquele tempo, imagens que há muito tempo ficaram sem base e que até perderam sua inteligibilidade. Falar de Cordeiro de Deus, sacrificado, que expia nossos pecados, que tira o pecado do mundo com seu sangue, que nos “redime” … é falar em categorias que somente podemos conhecer pelo estudo histórico-bíblico, por cultura especializada religiosa, porém que não podemos captar “por sentido comum”, por uma vivencia que se respira através do subconsciente coletivo social, como normalmente são captadas as boas imagens, as imagens que estão vivas.

Algumas imagens já morreram, ainda que continuem sendo lidas ou repetidas. Uma tarefa pendente da comunidade que crê hoje é testemunhar esse encontro profundo com Jesus com metáforas novas, para que expressem e comuniquem esse encontro. Será essa a forma na qual se poderá concretizar uma vida fundada na entrega e no amor, na justiça e na comunhão com a Natureza.

Oração: Ó Deus, Pai e Mãe universal, que és a “luz que ilumina todo homem e toda mulher quem vem a este mundo”; nós te pedimos que faças de nós facilitadores dispostos a ser transparência dessa luz e a remover a obscuridade que se instala no “pecado do mundo”; que como Jesus, também nós, como “precursores” seus hoje, estejamos dispostos a carregar o pecado do mundo e a possibilitar sua superação, segundo o teu Projeto. Nós te pedimos com os olhos fixos no exemplo de Jesus, filho teu e irmão nosso. Amém.

(16) – EIS O CORDEIRO DE DEUS, AQUELE QUE TIRA O PECADO DO MUNDO

Hoje ouvimos João que, ao ver Jesus, disse: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). Que pensariam aquelas gentes? E, que entendemos nós? Na celebração da Eucaristia todos rezamos: “Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, tem piedade de nós / dá-nos a paz”. E o sacerdote convida os fiéis à comunhão dizendo: “Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…”.

Não tenhamos duvidas que quando João disse “Eis aqui o Cordeiro de Deus”, todos perceberam o que queria dizer, pois o “cordeiro” é uma metáfora de caráter mecânico que tinha sido usada pelos profetas, principalmente por Isaías, e que era bem conhecida por todos os bons israelitas.

Por outro lado, o cordeiro é o animalzinho que os israelitas sacrificam para rememorar a páscoa, a libertação da escravidão do Egito. A ceia pascoal consiste em comer um cordeiro.

E ainda os Apóstolos e os padres da Igreja dizem que o cordeiro é signo de pureza, simplicidade, bondade, mansidão, inocência… e Cristo é a Pureza, a Simplicidade, a Bondade, a Mansidão, a Inocência. São Pedro dirá: “fostes resgatados (…) pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha” (1Pe 1, 18. 19). E São João, no Apocalipses, emprega cerca de trinta vezes o termo “cordeiro” para designar Jesus Cristo.

Cristo é o cordeiro que tira o pecado do mundo, que foi imolado para nos dar a graça. Lutemos para viver sempre em graça, lutemos contra o pecado, aborreçamo-lo. A beleza da alma em graça é tão grande que nenhum tesouro o pode comparar. Torna-nos agradáveis a Deus e dignos de ser amados. Por isso, no “Gloria” da Missa fala-se da paz própria dos homens que o Senhor ama, dos que estão em graça.

João Paulo II, convidando-nos urgentemente a viver na graça que o Cordeiro nos alcançou, diz-nos: “Comprometamo-nos a viver em graça. Jesus nasceu em Belém precisamente para isto (…) viver em graça é a dignidade suprema, é a alegria inefável, é garantia de paz, é um ideal maravilhoso”.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

DOMINGO II DO TEMPO COMUM — (VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

“Nosso Deus é Deus de misericórdia!”

Em nossos dias, às vezes nos esquecemos de Deus. Mergulhados na facilidade do mundo técnico e científico, parece não precisarmos mais do Senhor. As facilidades tecnológicas dão a falsa segurança para nossa vida, mesmo que nos sejam úteis. Nossa segurança e realização estão em Deus. João Batista reconhece a presença de Deus na história e diz: “Eis o Cordeiro de Deus!” Ele é o Deus de misericórdia, que nos acolhe sempre em seu amor, mesmo com nossas inumeráveis fraquezas. Contemplemos, pois, o amor redentor de Cristo por nós.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4).

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Deus nos fala. A salvação de Deus chega aos confins da terra, pois o Senhor se fez Cordeiro Redentor. Nele, tudo se renova e se plenifica. Longe dele tudo é deserto, é morte, é ruína. Com a humildade de João Batista, acolhamos a Palavra que nos transforma, renova e nos fortalece.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição para o Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

A palavra se fez carne, entre nós ela acampou; todo aquele que a acolheu, de Deus filho se tornou (Jo 1, 14. 12).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da eucaristia, pois, todas as vezes que celebramos este sacrifício, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Sabemos que Deus nos ama e cremos no seu amor (1Jo 4, 16).

– Oração depois da Comunhão

Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

 

Fontes de Orientações e Pesquisas:

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(5) – Portal Editora Santuário;

(6) – Portal Editora Paulinas;

(7) – Portal e Blog Canção Nova;

(8) – Portal Dom Total;

(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(10) – Portal Evangelho Quotidiano;

(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(15) – Portal Fraternidade O Caminho;

(16) – Portal Evangeli.net;

(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(18) – Um Novo Caminho;

(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;

(20) – Portal de Catequese Católica;

(21) – Blog Homilia Dominical;

(22) – Portal NPD Brasil;

(23) – Portal Canção Nova: Música;

(24) – Portal Editora Paulus;

(25) – Portal Católica Net;

(26) – Portal Católico Orante;

(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;

(28) – Portal Comunidade Resgate;

(29) – Portal Católico na Net.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

–>

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s