Liturgia Diária 21/Jan/14

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA – 21/Jan/2014 (terça-feira)
– ARRANCANDO AS ESPIGAS NO SÁBADO
Mc 2, 23-28 (arrancando as espigasno sábado)
– 1ª Leitura: 1Sm 16, 1-13
– Salmo: Sl 88, 20. 21-22. 27-28 (R. 21a)
– Evangelho: Mc 2, 23-28

LEITURAS:

Leitura retirada do Primeiro Livro de Samuel (1Sm 16, 1-13): Davi é ungido rei

Leitura do Primeiro Livro de Samuel.

Naqueles dias, 1 o Senhor disse a Samuel: “Até quando ficarás chorando por causa de Saul, se eu mesmo o rejeitei para que não reine mais sobre Israel? Enche o chifre de óleo e vem para que eu te envie à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos”. 2 Samuel ponderou: “Como posso ir? Se Saul o souber, vai me matar”. O Senhor respondeu: “Tomarás contigo uma novilha da manada, e dirás: ‘Vim para oferecer um sacrifício ao Senhor’. 3 Convidarás Jessé para o sacrifício. Eu te mostrarei o que deves fazer, e tu ungirás a quem eu te designar”. 4 Samuel fez o que o Senhor lhe disse, e foi a Belém. Os anciãos da cidade vieram-lhe ao encontro, e perguntaram: “É de paz a tua vinda?” 5 “Sim, é de paz”, respondeu Samuel. “Vim para fazer um sacrifício ao Senhor. Purificai-vos e vinde comigo, para que eu ofereça a vítima”. Ele purificou então Jessé e seus filhos e convidou-os para o sacrifício. 6 Assim que chegaram, Samuel viu a Eliab, e disse consigo: “Certamente é este o ungido do Senhor!” Mas o Senhor disse-lhe: “Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”. 8 Então Jessé chamou Abinadab e apresentou-o a Samuel, que disse: “Também não é este que o Senhor escolheu”. 9 Jessé trouxe-lhe depois Sama, e Samuel disse: “A este tampouco o Senhor escolheu”. 10 Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel, mas Samuel disse: O Senhor não escolheu a nenhum deles”. 11 E acrescentou: “Estão aqui todos os teus filhos?” Jessé respondeu: “Resta ainda o mais novo, que está apascentando as ovelhas”! E Samuel ordenou a Jessé: “Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa, enquanto ele não chegar”. 12 Jessé mandou buscá-lo. Era ruivo, de belos olhos e de formosa aparência. E o Senhor disse: “Levanta-te, unge-o: é este! 13 Samuel tomou o chifre com óleo e ungiu Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia, o espírito do Senhor se apoderou de Davi. A seguir, Samuel se pôs a caminho e voltou para Rama.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 88, 20. 21-22. 27-28 (R. 21a)): Hino e prece ao Deus fiel

— 21a Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor.

— 21a Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor.

— 20 Outrora vós falastes em visões a vossos santos: † / ‘Coloquei uma coroa na cabeça de um herói / e do meio deste povo escolhi o meu Eleito.

— 21 Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, / e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. / 22 Estará sempre com ele minha mão onipotente, / e meu braço poderoso há de ser a sua força.

— 27 Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’ / 28 E por isso farei dele o meu filho primogênito, / sobre os reis de toda a terra farei dele o Rei altíssimo.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 2, 23-28): Arrancando espigas no sábado

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

23 Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” 25 Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27 E acrescentou: “O Sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual.
Rezamos, em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Senhor, nós te agradecemos por este dia.

Abrimos, com este acesso à rede da internet, nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.

Queremos que tu Senhor, definas os contornos de nossos caminhos, as cores de nossas palavras e gestos, a dimensão de nossos projetos, o calor de nossos relacionamentos e o rumo de nossa vida.

Podes entrar, Senhor!

Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que a Palavra diz para mim?

Qual é a minha escala de valores?

Os bispos, em Aparecida, falaram de uma sociedade conforme a proposta de Jesus “A resposta a seu chamado exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 29-37), que nos dá o imperativo de nos fazer próximos, especialmente com quem sofre, e gerar uma sociedade sem excluídos, seguindo a prática de Jesus que come com publicanos e pecadores (cf. Lc 5, 29-32), que acolhe os pequenos e as crianças (cf. Mc 10, 13-16), que cura os leprosos (cf. Mc 1, 40-45), que perdoa e liberta a mulher pecadora (cf. Lc 7, 36-49; Jo 8, 1-11), que fala com a Samaritana (cf. Jo 4, 1-26).” (DAp 135).

Sinto-me uma pessoa próxima dos meus irmãos?

Sensibilizo-me com as necessidades das pessoas?

Como reajo ao ver tantos desabrigados pela chuva, sem casa, sem alimentos, num momento de dor pela perda de um familiar ou amigo?

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto na Bíblia: Mc 2, 23-28.

Para Jesus, a pessoa tem prioridade. As coisas, os dias, inclusive o sábado, estão a seu serviço. Isto modifica a relação ou a escala de valores que se coloca no mundo. As coisas estão no seu justo lugar quando ajuda a pessoa humana ser conforme o Projeto de Deus. A lei está a serviço do bem.

… e a VIDA… (orar…)

O que a Palavra me leva a dizer a Deus?

Jesus Mestre, ao meu coração, se substitua o teu.

Ao meu amor a Deus, ao próximo, a mim mesmo, se substitua o teu. (Bem-aventurado Alberione)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Sinto-me discípulo/a de Jesus. Quero deixar-me conduzir pela lei do amor.

BÊNÇÃO

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(6) – O DESCANSO SABÁTICO

Talvez o descanso sabático seja uma das controvérsias mais recorrentes no confronto de Jesus com os seus opositores. Há, no Antigo Testamento, duas tradições no que concerne ao sábado (Ex 20, 8-12; Dt 5, 12-16).

Essas duas tradições oferecem o espaço para a discussão entre Jesus, os fariseus e os doutores da Lei. Curiosamente, Dt 23, 26, mesmo sem mencionar o sábado, permite ao viajante, entrando na plantação de um outro, arrancar as espigas e comer dos seus grãos para saciar a fome. Para os fariseus, essa atitude, no dia de sábado, era considerada trabalho, o que a Lei interditava. No entanto, mesmo sendo sábado, é a preservação da vida que está em jogo.

A resposta de Jesus, evocando a atitude de Davi (1Sm 21, 1-10), um exemplo de peso para os judeus, revela que a atitude dos seus discípulos contava com o consentimento do Mestre. O que justifica a atitude de Davi e a sua “transgressão” da lei é a fome e a necessidade de preservar a vida em boas condições. Ora, o sábado é dom de Deus (cf. Ex 16, 29), oferecido para que o povo pudesse fazer a memória de sua escravidão e de sua libertação do Egito (cf. Dt 5, 15), a fim de que não fosse, nunca mais, prisioneiro, inclusive da mentalidade de escravo. Exatamente por isso, o sábado é para o Filho do Homem ocasião privilegiada de manifestar a fé na vida e o dom da salvação.

(7) – DEUS NOS CONVIDA A VIVERMOS A GRAÇA E A CARIDADE SEMPRE

Quando sabemos nos apegar à graça, quando sabemos viver a caridade, a Lei de Deus, para nós, é vida e libertação!

“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc 2, 27-28).

A tradição judaica tem o sábado como um dia sagrado e consagrado a Deus, como é a interpretação antiga da Lei. Mas até independente do dia, é a maneira como é vivido esse dia. Os mais radicais não se permitem fazer nada neste dia, mas nada mesmo! Até se uma pessoa estiver morrendo, que espere para morrer noutro dia, porque este não é o dia de socorrer a ninguém. Qualquer serviço, qualquer coisa a ser feita, não se faz no dia de sábado, porque esse é o dia do repouso sagrado. É o dia em que Deus descansou, então, de acordo com essa tradição, não podemos fazer nada neste dia.

É óbvio que muitos ficam escandalizados, porque Jesus passa no campo de trigo em um sábado, e questionam: “Meu Deus, o que é que Jesus está fazendo em dia de sábado, sendo que pela Lei não é permitido fazer isto!”.

Você sabe, Jesus não escolheu nenhum dia para deixar de fazer o bem, e fazer o Reino de Deus acontecer. Curou, fez milagres, anunciou o Reino de Deus, não foi para confrontar, não foi para ser rebelde; muito pelo contrário, fez isso para nos mostrar que o sábado não pode escravizar nenhum homem. Em outro sentido a Lei não pode nos escravizar, a Lei de Deus não pode, em hipótese alguma, nos impedir de fazer o bem. E fazer o bem acontecer e muito bem feito! Não importa o dia, o domingo, o sábado; não importa o que eu tenho para fazer, a caridade é a plenitude da Lei, a caridade é a coisa mais importante da Lei.

Mesmo que você esteja indo à Missa, se alguém estiver passando mal e precisar de você, é óbvio que você deverá socorrê-lo. Você tem seus compromissos religiosos, mas se algo desse tipo exige mais de você, faça aquilo que exige sua presença, sobretudo sua caridade. Nós não podemos ser escravos de nenhum preceito religioso.

O que precisamos é aprender, com Jesus, a viver o espírito da Lei! O espírito da Lei é a graça e a caridade. Quando sabemos nos apegar à graça, quando sabemos viver a caridade, a Lei, para nós, é vida e libertação! Mas quando nos apegamos à letra e interpretamos a coisa ao pé da letra, nós não somos capazes de viver a graça daquilo que Deus nos chama a viver.

Que nós saibamos ser libertos daquilo que nos escraviza para sermos livres para amar a Deus e ao próximo!

Que Deus abençoe você!

(8) – A QUESTÃO DO SÁBADO

A guarda do sábado era um ponto fundamental na piedade judaica. A tradição rabínica, porém, interpretou esta tradição de maneira tão severa a ponto de transformar o descanso sabático num verdadeiro tormento. Era preciso manter-se muito atento para não fazer, naquele dia, atividades proibidas.

A prática de Jesus foi na contramão da mentalidade em voga. Ele se mostrou perfeitamente livre diante do repouso sabático. Para Jesus, o sábado não se definia por um rosário de não se pode fazer ou é proibido fazer. O tempo sagrado não eximia ninguém de fazer a vontade do Pai. Por isso, mesmo em dia de sábado, ele atuava normalmente quando se tratava de fazer o bem ou quando a vida humana corria perigo.

O sábado, no horizonte de Jesus, estava em função do ser humano, para quem ele foi instituído. É tempo de repousar e recuperar as forças, tempo de celebrar e louvar a Deus com a comunidade, tempo de cessar o trabalho para conviver. Segundo este princípio, nada existe de inconveniente providenciar o alimento em dia de sábado, mesmo contrariando as normas em vigor. Se, num dia de sábado, colhe-se espigas para comer e matar a fome, embora seja proibido fazer colheita, não importa. Loucura seria morrer de fome, tendo o alimento à mão, só para cumprir a lei. Jesus não pactua com tal estreiteza.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, livra-me das interpretações estreitas da lei e dá-me abertura de mente para, em tudo, adequar meu agir ao querer do Pai.

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA

“O sábado foi feito para servir ao homem, e não o homem para servir ao sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor até mesmo do sábado.” (Mc 2, 27-28).

O conflito de Jesus com os judeus em relação ao sábado começa, ao que parece, no dia em que Ele e seus discípulos, caminhando no meio do trigal, colhiam espigas de trigo e comiam. Não que os judeus não pudessem comer espigas de um trigal. O problema era que Jesus e seus discípulos faziam isto num sábado. E estavam sendo vigiados pelos fariseus, que se consideravam os defensores da ordem religiosa no meio do povo. Eles introduziram muito mais preceitos a serem observados sobre o sábado do que o próprio Moisés.

Jesus quer acabar com estes preceitos puramente humanos. Tais preceitos somente serviam para que os fariseus, observando-os, se pusessem acima das pessoas comuns que não conseguiam seguir aquelas regras complicadas e até mesmo caras. Foi assim que Jesus mostrou seu ensino sobre o sábado:

“O sábado foi feito para servir ao homem, e não o homem para servir ao sábado. Portanto, o Filho do Homem é Senhor até mesmo do sábado.” (Mc 2, 27-28).

O que está dito nesta última frase foi assustador para os fariseus: o Filho do Homem é Senhor até mesmo do sábado. Do mesmo modo como perguntaram quem somente podia perdoar os pecados, quando Jesus curou o paralítico, aqui os fariseus ouvem esta afirmação inimaginável.

Os fariseus se perguntaram: quem Ele pensa que é?

É “Senhor” do sábado? Mas “Senhor do sábado” somente Deus pode ser.

Então Jesus se atribuía poder sobre o sábado e a Lei como Deus que fez a Lei?

Foi precisamente isto que Jesus disse. Como Deus, Jesus é “Senhor”.

Do sábado e sobre tudo o que Deus lhe mandou fazer. Jesus ainda não tinha sequer realizado uma só ressurreição. Quando fizer uma, os fariseus ficarão totalmente confusos.

Pensemos em Jesus “Senhor” que dispõe do poder de Deus e de Sua Vontade divina para nos salvar. Desde seu nascimento ficou claro que Deus ama a humanidade, pois foi isto o que os anjos disseram aos pastores (Lc 2, 14).

Agradeçamos a Jesus por nos ter livrado de exigências desnecessárias à nossa salvação.

(11) – O FILHO DO HOMEM É SENHOR TAMBÉM DO SÁBADO

Um dos pecados de toda religião é colocar como norma e realidade última as leis, as doutrinas, as tradições e os cânones; esquecendo que toda experiência religiosa é única e exclusivamente a vida de todo homem e de toda mulher. Não podemos esquecer que a única norma para um cristão é o amor a Deus e o amor ao próximo. Por isso quando queremos saber como nos comportar e como atuar, teremos que recorrer a proposta de Reino anunciada por Jesus.

O que está de acordo com o Reino é válido, o que não está de acordo com o Reino, ainda que seja mandamento religioso, não é válido. Porém, para viver dessa maneira é importante ter liberdade de Espirito. Jesus pode viver de maneira livre, fazendo o bem e amando até o extremo, porque tinha uma liberdade de Espirito tal que o fez olhar além da mesquinhez da religião de seu tempo.

Nossa salvação não depende de medições externas, nem de práticas rituais fixadas por autoridades religiosas. O amor que Jesus viveu nos indica que o caminho é outro. Urge compreender que se necessitam seguidores que sejam fieis ao Reino que anunciamos.

(11) – O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM, E NÃO O HOMEM PARA O SÁBADO

Este Evangelho narra a cena dos discípulos de Jesus, em um sábado, arrancando espigas de trigo e comendo, porque estavam com fome. Diante do protesto dos fariseus, pois era proibido trabalhar no sábado, Jesus justifica a atitude, apresentando outro caso em que Davi desobedece à outra lei ainda mais rigorosa, pelo mesmo motivo: ele e seus companheiros estavam com fome. E arremata: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”.

O ensinamento de Jesus é claro: A vida humana está em primeiro lugar. O direito à vida precede quaisquer leis, mesmo as leis religiosas mais sagradas.

Segundo a Mishná, que era uma recompilação das tradições rabínicas, trabalhar na colheita era uma das trinta e nove maneiras de violar o sábado. E os fariseus elevaram esse gesto de colher espigas para comer, como um trabalho formal de colheita! Mas a reação de Jesus foi clara e enérgica. Superando as discussões de escolas, ele partiu para a defesa da vida. E Jesus apresentou o exemplo de Davi e seus companheiros que, para saciar a fome, desobedeceram a uma lei muito mais sagrada: comeram os pães consagrados, que só os sacerdotes podiam comer (Cf. 1Sm 21).

“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado”, diz Jesus.

Esta foi a intenção do legislador da lei do sábado: a necessidade que o homem tem de descansar. Foi uma lei feita para celebrar a libertação da escravidão egípcia, e não havia tempo de descanso (cf. Dt 5, 12; Ex 20, 8). Portanto, a lei do sábado era uma lei de liberdade, não de escravidão.

E, para concluir, Jesus, referindo-se a si mesmo, fala: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”. Todo o Antigo Testamento, ao se referir ao Messias, fala que ele é “O Senhor”. Ele é o Senhor de tudo, inclusive do sábado. Portanto, pode modificar ou esclarecer a lei.

Em todo o episódio, sobressai a vida humana como valor maior a ser protegido e defendido. O homem deve obedecer à lei do sábado só e enquanto protege a vida humana. Se acontecer, como nesta cena do Evangelho, de esta lei se voltar contra o homem, desviou-se de sua finalidade e não obriga ao seu cumprimento.

É farisaísmo tentar ganhar a salvação, absolutizando ou sacralizando leis.
Neste caso a lei se transforma de libertadora em escravizante. O único sagrado, depois de Deus, é o próprio homem, pelo qual Cristo morreu.

“A lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo (Jo 1, 17).

O cristão sabe sua única lei e o seu único Senhor é Jesus Cristo. Cristo foi o sim total a Deus, e o seu discípulo deve seguir o seu exemplo. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Certa vez, em um curso de batismo, um professor perguntou aos pais e padrinhos por que queriam batizar seu filho ou afilhado. As respostas foram as mais variadas.

Um deles disse: “É porque todo mundo batiza”. Esse vai na onda; o que os outros fazem ele faz também.

Outro respondeu: “É porque eu fui batizado”. Quer dizer que, se fizeram uma coisa errada com ele, quando criança, ele vai fazer agora com as outras crianças?

Houve outro que falou: “A gente batiza porque não presta ficar pagão”. Esta resposta é supersticiosa, porque a expressão “não presta” significa aí: “dá azar”.

Claro que houve também respostas bonitas e acertadas.

Pelo batismo nós nos tornamos continuadores de Cristo no mundo, seguindo-o como o nosso caminho, verdade e vida.

Maria Santíssima é a mãe de vida, porque nos deu Jesus que é a Vida. Que ela nos ajude a colocar a vida humana acima de tudo.

O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.

(11) – MEU PAI TRABALHA TODOS OS DIAS

O Evangelho de hoje traz algo que nós evitamos aprofundar sobre o assunto: Jesus transgrediu alguma regra?

Pois é, Ele se colocou acima da tradicional regra de que o sábado é o dia do descanso. E isso é um fato que precisamos aprofundar hoje…

Será que estamos seguindo alguma regra que nos impede de seguir a maior de todas as regras?

A tradicional regra do sábado impunha que ninguém deveria trabalhar neste dia, já que foi o dia escolhido por Deus, desde a criação do mundo, para o descanso. Os judeus levavam isso tão à sério que foram criando regras cada vez mais rígidas para o sábado. Eles instituíram uma distância máxima que era permitido caminhar, proibiram o uso de sandálias que precisassem amarrar as correias, e nem os curandeiros podiam trabalhar, a não ser em caso de risco de morte.

O sábado foi instituído e oferecido ao homem como algo muito precioso, como um bem, um favor divino. Figueiredo traduz: “O sábado foi feito em contemplação do homem”. O sentido evidente é que o sábado foi instituído para o bem estar físico, moral e espiritual das criaturas humanas. O sábado é assim uma instituição a favor do homem, em seu benefício, uma bênção grandiosa. Só uma perversa distorção do texto poderia levar à conclusão de que o sábado deva ser considerado contrário ao homem.

Deus não criou o homem porque Ele tivesse um sábado necessitando ser guardado por alguém. Ao contrário, criara primeiro homem, e depois o sábado para atender-lhe às necessidades de repouso e recreação espiritual. Assim o sábado lhe seria uma bênção e não uma carga. O farisaísmo dos dias de Cristo obscurecera o verdadeiro caráter do sábado. Os rabinos o acumularam de exigências esdrúxulas que o tornaram um fardo quase insuportável. A atitude de Cristo para com o sábado foi a de escoima-lo desses acréscimos, devolvendo-o à prístina pureza. A atitude de Cristo para com Seu santo dia foi de reverência e não de desprezo.

As regras foram ficando tão estapafúrdias que deixaram de lado a razão e o bom senso. Jesus chegou para abalar essas regras que desvirtuavam o sentido original do dia de descanso.

“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.”

Com essa frase Ele resume o que a nova lei, que Ele veio instituir, pensa a respeito do “dia de descanso”. O sábado não está acima do nosso dever maior que consiste em fazer o bem às pessoas da mesma forma que nós gostaríamos que elas nos fizessem bem. E nessa frase você pode trocar o “fazer o bem” por amar, perdoar, acolher, ajudar, compreender, sorrir, entender, porque essas são as atitudes de quem na verdade imita e segue o Mestre do Amor que é Jesus.
Pois se vos amardes uns aos outros o mundo vos reconhecerá que sois meus discípulos. E São João nos diz que Deus é amor, quem ama permanece em Deus.

Pensemos então nas regras que aprendemos a seguir sem pensar, e lembremo-nos que nenhuma delas está acima da maior de todas: a Regra do Amor. E o amor não tem dia nem hora. Todos os dias e horas são propícios para a prática do amor. Não podemos ter alguma dívida contra o próximo a não ser a dívida do amor.

Portanto, o amor é o caminho que abre a prática da liberdade em relação às restrições legais religiosas que ofusca a vida do povo. Ele é o caminho da vida, na contramão da ordem do poder opressor e desumano.

Como cristãos somos chamados a abrir caminhos que para, pelo e por amor rompam as cercas levantadas pelo sistema do poder, que gera ódio, vingança, injustiças, fome e morte de todos os homens e mulheres. E nesta luta não temos dia nem horas. O nosso Guia nos disse: Meu Pai trabalha todos os dias e eu também trabalho. Assim, sendo, não temos que procurar descanso, a não saber que fazemos a santa vontade de Deus.

Senhor Jesus ensinai-me a ser generoso, a servir-Vos como Vós o mereceis. A dar-me sem medias, a combater se cuidar das feridas. A trabalhar sem procurar descanso. A gastar-me sem esperar outra recompensa. Senão saber que faço a vossa vontade santa. Amém!

(11) – A LEI QUE DEVE NOS REGER É A LEI DO AMOR!

O seguimento à Jesus, embora desafiador, é a nossa melhor escolha! Quem faz opção por Jesus, conhece o Pai, torna íntimo Dele, vive a alegria de sentir-se amado por Deus!

Pena, que nem todos os nossos irmãos, vivem esta intimidade com o Pai por estarem submetidos a radicalidade religiosa. Muitos líderes religiosos como os fariseus, passam para os fiéis, a imagem de um Deus vingativo que está sempre à espreita, pronto para nos pegar em algum deslize. A observância exagerada de tantas regras, o medo do castigo de Deus, acaba inibindo estes fieis de uma proximidade maior com o Pai! Ao invés de atrair as pessoas para o aconchego do coração do Pai, estes líderes religiosos, acabam criando barreiras, impedindo estes irmãos, de viverem as maravilhas de uma intimidade de filho com o Pai!

Presos em pormenores, preocupados em cumprir preceitos, não caminhamos, não enxergamos o principal, que é a presença amorosa de Deus no meio de nós!

Quem fica preso na observância de preceitos, perde a oportunidade de conhecer a face humana do Pai revelada em Jesus!

Não podemos esquecer nunca que somos filhos amados de Deus e que como Pai amoroso, Ele só quer nos ver felizes e nunca nos castigar.

O evangelho de hoje, nos fala de mais um atrito dos fariseus com Jesus a respeito da observância do sábado. Embora conhecedores das Escrituras, os fariseus, na prática, estavam bem distante do amor propagado por Jesus: o amor que gera vida!

As autoridades religiosas daquela época impunham práticas religiosas, que segundo eles, deveriam ser rigorosamente cumpridas como: Jejum, ritos de purificação, observância do sábado e tantas outras regras que eles mesmos criavam e que na verdade tinham como pano de fundo, cegar o povo diante os seus direitos. Evidentemente, o que os fariseus queriam, era pegar Jesus num casuísmo legal, afim de condená-Lo, e como eles não poderiam atribuir como roubo o fato dos discípulos estarem apanhando espigas de trigo para saciar a fome, eles os acusaram de estarem infringido a lei que proíbe o trabalho em dia de sábado, alegando que colher espigas era um trabalho, quando na verdade, era simplesmente um meio de sobrevivência.

Criticado pelos Fariseus em nome da Sagrada escritura, Jesus responde as críticas usando as palavras da mesma: “Por acaso nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passara necessidade e tiveram fome? …”

Na realidade, o legalismo é um instrumento de alienação e opressão que tem como maior objetivo desviar a atenção do povo. Enquanto o povo está voltado para outras coisas, os que detêm o poder, ficam livres para praticar seus atos ilícitos.

As leis de organização social e religiosa só tem valor se elaboradas em favor da vida, e Jesus veio para libertar e fazer desabrochar a vida! Em todos os seus ensinamentos Jesus sempre deixou claro que a vida deve estar sempre em primeiro lugar e a necessidade de sobrevivência acima de toda e qualquer lei!

Apanhando espigas de trigo para matar a fome, os discípulos, apoiados por Jesus, começaram a abrir caminhos para uma nova mentalidade, mostrando a todos que: A LEI QUE DEVE NOS REGER É A LEI DO AMOR!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(12) – REFLEXÃO

Novamente entra em discussão a questão das práticas religiosas. O evangelho de hoje nos apresenta a questão do legalismo religioso e da verdadeira finalidade da religião. Muitas vezes, vemos que as religiões estão muito mais fundamentadas em proibições do que em motivações e na criação de novos relacionamentos das pessoas com Deus e das pessoas entre si. O resultado dessa mentalidade é que a religião se torna cada vez mais uma coisa odiosa e insuportável, e Deus aparece não como um Pai amoroso, mas como um carrasco autoritário. A verdadeira religião é aquela que cria valores e leva as pessoas à maturidade em todos os sentidos para que livremente possam optar por Deus.

(16) – O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM, E NÃO O HOMEM PARA O SÁBADO

Hoje como ontem, Jesus deve se enfrentar com os fariseus, que deformaram a Lei de Moisés, ficando-se nas pequenices e esquecendo-se do espírito que a informa. Os fariseus, da fato, acusam, os discípulos de Jesus de violar o sábado (cf. Mc 2, 24). Segundo sua casuística agoniante, arrancar espigas, equivale a “segar” e trilhar significa “bater”: essas tarefas de campo — e uma quarentena mais que poderíamos acrescentar — estavam proibidas no sábado, dia de descanso. Como já sabemos, os pães da oferenda dos que nos fala o Evangelho, eram doze pães que colocavam-se cada semana na mesa do santuário, como homenagem das doze tribos de Israel ao seu Deus e Senhor.

A atitude de Abiatar é a mesma que hoje ensina-nos Jesus: os preceitos da Lei que tem menos importância cedem diante dos maiores; um preceito cerimonial deve ceder diante um preceito de lei natural; o preceito do repouso de sábado não está, então, em cima das elementares necessidades de subsistência. O Concílio Vaticano II, inspirando-se na perícope que comentamos e, para recalcar que a pessoa que está por cima das questões econômicas e sociais, diz: “A ordem social e seu progressivo desenvolvimento devem subordinar-se em todo momento ao bem da pessoa, porque a ordem das coisas deve submeter-se à ordem das pessoas e, não ao contrário. O mesmo Senhor o advertiu quando disse que o sábado tinha sido feito para o homem e, não o homem para o sábado (cf. Mc 2, 24)”.

Santo Agostinho disse: “Ama e faz o que queres”.

O entendemos bem, ou ainda a obsessão por aquilo que é secundário afoga o amor que há de pôr em tudo o que fazemos?

Trabalhar, perdoar, corrigir, ir à missa aos domingos, cuidar dos doentes, cumprir os mandamentos…

O fazemos porque devemos ou por amor de Deus?

Tomara que essas considerações ajudem-nos a vivificar todas nossas obras com o amor que o Senhor pôs nos nossos corações, precisamente para que possamos lhe amar

(8) – SANTA INÊS

O nome “Agnes”, para nós Inês, em grego significa pura e casta, enquanto em latim significa cordeiro. Para a Igreja, Santa Inês é o próprio símbolo da inocência e da castidade, que ela defendeu com a própria vida. A ideia da virgindade casta foi estabelecida na Igreja justamente para se contrapor à devassidão e aos costumes imorais dos pagãos. Inês levou às últimas consequências a escolha que fez à esses valores. É uma das Santas mais antigas do cristianismo. Sua existência transcorreu entre os séculos três e quatro, sendo martirizada durante a décima perseguição ordenada contra os cristãos, desta vez imposta pelo terrível imperador Diocleciano, em 304.

Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação dentro dos mais exatos preceitos religiosos, o que a fez tomar a decisão precoce de se tornar “esposa de Cristo”. Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã.

Dotada de uma beleza incomum, recebeu inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do prefeito de Roma. Aliás, essa foi a causa que desencadeou seu suplício e uma violenta perseguição contra os cristãos. A narração que nos chegou conta que o rapaz, apesar das negativas da jovem, tentava corteja-la. Seu pai indignado com as constantes recusas que deixavam seu filho inconsolável, tentou forçar que Inês aceitasse seu filho como esposo, mas tudo em vão. Numa certa tarde de tempestade, o rapaz tentou toma-la nos braços, mas foi atingido por um raio e caiu morto aos seus pés. Quando o prefeito soube, procurou Inês com humildade e lhe implorou que pedisse a seu Deus pela vida de seu filho. Ela erguendo as mãos e voltando os olhos para o céu orou para que Nosso Senhor trouxesse o rapaz de volta à vida terrena, mostrando toda Sua misericórdia. O rapaz voltou e percebendo a santidade de Inês se converteu cristão. Porém, seu pai, o prefeito, viu aquela situação como um sinal de poder dos cristãos e resolveu aplicar a perseguição, decretada por Diocleciano, de modo implacável.

Inês, segundo ele, fora denunciada e por isso teria de ser enviada para a prisão.
Mesmo assim, ela nunca tentou se livrar da pena em troca do casamento que fora proposto em nome do filho do prefeito e muito menos negou sua fé em Cristo. Preferiu sofrer as terríveis humilhações de seus carrascos, que estavam decididos a fazê-la mudar de ideia através da força. Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo, saindo de lá na mesma condição de castidade que chegou.

Cada vez mais a situação ficava fora do controle das autoridades romanas e o povo estava se convertendo em massa. Para aplacar os ânimos Inês foi levada ao Circo e condenada à fogueira, mas o fogo prodigiosamente se abriu e não a queimou. Assim, o prefeito decretou que fosse morta por decapitação a fio de espada, naquele exato momento. Foi dessa maneira que a jovem Inês testemunhou sua fé em Cristo.

Seu enterro foi um verdadeiro triunfo da fé; seus pais, levaram o corpo de Inês, e o enterraram num prédio que possuíam na estrada que de Roma conduz a Nomento. Nesse local, por volta do ano de 354, uma Basílica foi erguida a pedido da filha do imperador Constantino, em honra à Santa. Trata-se de uma das mais antigas de Roma, na qual encontram-se suas relíquias e sepultura. Na arte, Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência.

Sua pureza martirizada faz parte, até hoje, dos rituais da Igreja. Todo ano, no dia de sua veneração, em 21 de janeiro, é realizada na Basílica de Santa Inês, fora dos muros do Vaticano, uma Missa solene onde dois cordeirinhos brancos, ornados de flores e fitas são levados para o celebrante os benzer. Depois os mesmos são apresentados ao Papa, que os entrega a religiosas encarregadas de os guardar até a época da tosquia. Com sua lã são tecidos os pálios que, na vigília de São Pedro e São Paulo, são colocados sobre o altar da Basílica de São Pedro. Posteriormente esses pálios são enviados à todos os arcebispos do mundo católico ocidental e eles os recebem em sinal da obediência que devem à Santa Sé, como centro da autoridade religiosa.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTA INÊS – VIRGEM E MÁRTIR — (VERMELHO, PREFÁCIO COMUM OU DOS SANTOS – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

É grande a dignidade de pessoa humana. A instituição, a lei e a religião têm como referência essa dignidade. Neste dia, considerado o dia mundial das religiões, não é para se exaltar e supervalorizar estruturas, mas para louvar o Criador que, pela religião, fica próximo do homem e até dentro do homem, como na Eucaristia. Não é a aparência e a exterioridade que dirigem a história, mas a valorização que Deus mesmo faz da pessoa. É preciso valorizar o que Deus valoriza, como fez Santa Inês (350), martirizada por obedecer mais a Deus do que aos homens.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Deus nos fala. A instituição é para o homem e não o contrário. Não se pode ser escravo da estrutura, mesmo a religiosa. A estrutura é importante, mas não se sobrepõe à pessoa. Se a estrutura não mais atende à pessoa, como no caso do rei Saul, é hora de mudar, acreditando que a solução poderá vir de onde menos se espera.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição ou Antífona do Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Que o Pai do Senhor Jesus Cristo vos dê do saber o Espírito; para que conheçais a esperança, reservada para vós como herança! (Ef 1, 17s).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Ó Deus, ouvi as nossas preces, ao proclamarmos as vossas maravilhas em santa Inês, e, assim como vos agradou por sua vida, seja de vosso agrado o nosso culto. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Eis que vem o esposo, ide ao encontro de Cristo, o Senhor! (Mt 25, 6).

– Oração depois da Comunhão

Senhor nosso Deus, fortalecidos pela participação nesta eucaristia, fazei que, a exemplo de santa Inês, nos esforcemos por servir unicamente a vós, trazendo em nosso corpo os sinais dos sofrimentos de Jesus. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

 

Fontes de Orientações e Pesquisas:

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(5) – Portal Editora Santuário;

(6) – Portal Editora Paulinas;

(7) – Portal e Blog Canção Nova;

(8) – Portal Dom Total;

(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(10) – Portal Evangelho Quotidiano;

(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(15) – Portal Fraternidade O Caminho;

(16) – Portal Evangeli.net;

(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(18) – Um Novo Caminho;

(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;

(20) – Portal de Catequese Católica;

(21) – Blog Homilia Dominical;

(22) – Portal NPD Brasil;

(23) – Portal Canção Nova: Música;

(24) – Portal Editora Paulus;

(25) – Portal Católica Net;

(26) – Portal Católico Orante;

(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;

(28) – Portal Comunidade Resgate;

(29) – Portal Católico na Net.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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